sábado, 13 de agosto de 2011

Deficientes visuais fazem curso para serem jurados no carnaval de SP

Em novembro, começam as aulas práticas, nas quadras das escolas, onde os jurados vão ser treinados a ouvir a bateria inteira e a separar cada som.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/08/2011

Dos muitos mistérios que o samba guarda, um deles mora no ritmo e outro na precisão, principalmente quando é carnaval. Escola na Avenida é tamborim valendo nota. Ano que vem, a disputa promete em São Paulo. Quem vai julgar são os ouvidos que não se distraem por nada. Eles se concentram no samba, na cadência e no ritmo e percebem detalhes que antes acabavam ofuscados pela grandiosidade das fantasias e das coreografias. Esses jurados, muito especiais, já estão sendo treinados em São Paulo.

Esqueça as imagens só por um momento. Preste atenção apenas no som. De todos os nossos sentidos, a visão é a que mais ocupa o cérebro. Sem ela, as outras ficam aguçadas. Com base nesse conhecimento científico, um grupo de cegos começou se preparar para exercer uma função importante. A partir do ano que vem, eles serão jurados dos desfiles das escolas de samba de São Paulo.

Carnaval após carnaval, as baterias foram se sofisticando, com roupas mais elaboradas, coreografias. Esse espetáculo começou a influenciar quem deveria julgar só o som. No carnaval de 2011, em São Paulo, a cabine dos jurados do quesito “Bateria” foi vedada. Eles não viram a escola passar e, aí sim, conseguiram perceber quem era melhor. Daí nasceu a ideia.

O auxiliar de produtos Diego Castro ficou cego há quatro anos e percebeu que a audição mudou. “Ela passou a ser mais atenta. É notar detalhes que antigamente eram imperceptíveis. Isso, para um jurado, é muito bom”, destaca.

O curso começou com a parte teórica – o que é obrigatório? O que faz a escola perder pontos? “A gente tem que avaliar se houve erro. A característica a gente não avalia. É só se ela se apresentou de uma forma correta ou não”, ensina o professor.

As instruções foram gravadas em CD e, em novembro, começam as aulas práticas, nas quadras das escolas. É lá que eles vão ser treinados a ouvir a bateria inteira e a separar cada som. Giovanna Maira é cantora lírica, formada em música pela Universidade de São Paulo (USP), e vai cair no samba. “Para mim, vai ser mais do que uma estada na Avenida para julgar alguém. Para mim, vai ser uma diversão”, comemora.

O engenheiro de produção Airton Luiz Rio Branco vai cantar “Avenida, aqui me tens de regresso”. Sambista desde garoto, ele se afastou quando ficou cego. Agora volta como jurado. Ele mudou de lado, mas jura que foi por amor. “Não é nada pessoal, ao contrário. É uma forma de voltar a minha inserção e poder fazer algo pelo samba”, disse.

“Eu acho que vai causar impacto aí. Vão ter que tocar bastante e vão ter que tocar bem”, afirma o funcionário público Ubijara Domingues. Vai ser bom para os ritmistas e para todo mundo que gosta de samba. Esses jurados receberão uma ajuda de custo de R$ 400 por dia trabalhado no carnaval, mas nada vai pagar a emoção de julgar um dos quesitos mais importantes da escola.

Fonte: Bom Dia Brasil - São Paulo, 12/08/2011 - Imagem Internet

Informativo sobre teste do pezinho ganha versão em braille

Governo de Pernambuco quer expandir acesso a informações sobre o teste

da Redação


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/08/2011


A partir de hoje, todas as maternidades e unidades de saúde do Recife passam a distribuir informativos sobre a importância da realização do teste do pezinho nos recém-nascidos em versão em braille. O lançamento do folder voltado para deficientes visuais acontece esta manhã na Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela, com a presença do secretário de Saúde, Gustavo Couto. O material traz informações essenciais sobre o exame, locais para o atendimento e sobre as doenças que podem ser identificadas pelo teste.

A iniciativa, inédita no país, tem o objetivo de ampliar o universo de divulgação de informações. Segundo censo do IBGE, aproximadamente 17% da população do Recife possui algum tipo de deficiência. Desse percentual, 49% apresenta algum tipo de deficiência visual.

O teste do pezinho é oferecido em caráter universal e gratuito. A Prefeitura oferece este exame desde 2002 nas três maternidades municipais: Bandeira Filho (Afogados), Barros Lima (Casa Amarela) e Arnaldo Marques (Ibura). Por isso, os pais e responsáveis precisam estar atentos, pois todas as crianças devem se submeter, logo na primeira semana de vida, à realização do teste, importante para descobrir e tratar a tempo doenças genéticas graves, como a doença falciforme, a fenilcetonúria e o hipotiroidismo. É um direito do recém-nascido e a garantia de um crescimento saudável.

Obrigatório no País por determinação do Ministério da Saúde desde 2001, o exame é coletado a partir do terceiro dia após o nascimento do bebê. Bastante simples, consiste apenas em retirar algumas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, uma região rica em vasos sanguíneos. O material é encaminhado para análise no Laboratório Central do Estado (Lacen), integrante da rede de triagem neonatal. Se alguma doença metabólica for detectada, a maternidade, em conjunto com o laboratório, faz a busca ativa da mãe ou do responsável pelo bebê a fim de prestar as orientações necessárias.

Longo caminho a percorrer

Escolas estão prontas para a inclusão educacional? Crianças com deficiência lutam para seguir nos estudos após a conquista da alfabetização
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/08/2011

A escola é um mundo cheio de possibilidades para Marina Timbó, 12. Lá ela fez amigos, aprendeu a ler, escrever e gostar de matemática. Em casa, faz os deveres com capricho e nas horas vagas costuma navegar na Internet, onde bate papo com os amigos. Vive experiências e aprendizados semelhantes às de outras crianças na sua idade, mas é diferente, tem síndrome de Down.

O desafio da alfabetização, a menina já superou. A luta é para continuar avançando nos estudos de acordo com os seus limites. “Muitas vezes, a escola finge que ensina e os pais fingem que seus filhos estão aprendendo”, comenta a mãe, Eurenilce Timbó.

Desde 1989, a lei diz que toda criança com deficiência tem direito à escola regular. Por falta de formação profissional ou interesse, a escola pode tornar o aprendizado um obstáculo ainda maior para crianças com deficiência. Na prática, algumas escolas particulares teimam em não aprender essa matéria.

Falta planejamento pedagógico para tratar as singularidades que todo aluno emana. Os pais de Marina sabem a dificuldade de incluir a filha em uma escola regular. Foi quando a menina saiu da educação infantil e partiu rumo ao ensino fundamental que os limites da inclusão educacional foram postos à prova. “Muitas escolas alegaram que não estavam prontas para recebê-la”.

A grande dificuldade dos educadores é aceitar os limites, explorar as potencialidades e garantir que o aprendizado da criança com alguma deficiência seja um processo contínuo. Para a psicopedagoga Cris Couto, as instituições de ensino não estão preparadas para a inclusão. “Algumas escolas estão começando a entender a necessidade e tentando se adaptar, mas ainda falta programa de inclusão específico para cada série”.

A pós-alfabetização costuma ser o período mais crítico para a permanência dos alunos com deficiência. “No ensino infantil, as escolas conseguem seguir com a proposta educacional baseada na socialização. Só que quando chega ao ensino fundamental e médio, surgem novas complexidades. A didática pedagógica não dá conta”.

Além disso, a estrutura física não contribui, a formação dos professores se mostra insuficiente, o excesso de alunos em sala atrapalha e o preconceito aumenta por parte de alguns pais que acreditam que o rendimento dos demais alunos será prejudicado.

Quando a dona de casa Neide Aparecida Dias Nogueira, 47, se mudou para Fortaleza com a família, acabou tendo que fazer uma verdadeira peregrinação para matricular Isabel, 12, na escola regular. Mesmo cursando até a quarta série, o processo de alfabetização ainda não foi concluído. “Ela lê sílabas, mas não está totalmente alfabetizada”, pondera a mãe.

O receio é com o futuro educacional. “Tem pessoas com deficiência que chegaram à faculdade, mas não sei como vai ser com minha filha. Não sou eu quem determino. Tudo deve ser de acordo com o limite dela. A Isabel vai se destacando nas situações que aparecem”.

Bastidores

O tema sobre inclusão educacional não é fácil de ser debatido entre as escolas particulares. O POVO tentou conversar com outras grandes escolas da Capital, mas não obteve retorno. Uma delas, chegou a admitir que não gostaria de ter o nome da escola atrelado ao tema.

Lei 7853/89 estabelece normas gerais que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas com deficiências, e sua efetiva integração social. Em seu artigo segundo, trata sobre a inclusão no sistema educacional, da educação especial; a inserção das escolas especiais na rede pública e privada; além da oferta gratuita e obrigatória da educação especial na rede pública.

Fonte:O Povo - Fortaleza - CE, 12/08/2011

Lupi pede no Senado permanência de bolsa para pessoas com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/08/2011

Carlos Lupi pediu ajuda aos senadores para aprovar projeto

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu, nesta quarta-feira (10/08), a permanência da bolsa auxílio para deficientes, mesmo que este arrume um emprego. Lupi afirmou, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que esta é uma das grandes barreiras para a entrada deste tipo de trabalhador no mercado e pediu para que a Casa aprove o projeto.

“O deficiente tem medo de aceitar o emprego, ser demitido e perder essa bolsa. É um benefício, e a pessoa já é diferente, já tem uma dificuldade que a natureza deu. Eu queria pedir ajuda aos senadores para aprovar o projeto”, disse o ministro.

Lupi disse que a falta de capacitação é outro problema que o ministério identificou para este tipo de profissional e que deve ser combativo por intermédio de projetos.

Fonte: Portal Terra (10/08/11)

Aprender libras pode virar profissão e meio de ajudar outros

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/08/2011

Não foi fácil estudar. Adriana Moreira Oliveira Dias, atualmente com 35 anos, nasceu surda e foi encaminhada à escola de ouvintes pela família. Ela sempre se esforçou para acompanhar o conteúdo mesmo quando os professores se viravam e esqueciam que ela apenas compreendia o conteúdo por meio da leitura de lábios. Buscar cadernos de colegas era o jeito para contornar a situação.

Mas depois de se envolver com um garoto na escola, como qualquer adolescente normal, a família entendeu que toda a situação era complicada demais e achou que era preciso proteger Adriana. Esse tipo de proteção, que acaba por isolar as pessoas com deficiência, ainda é algo recorrente na sociedade brasileira. As famílias temem que uma pessoa com deficiência auditiva, por exemplo, não escute a buzina de um carro e acabe por ser atropelada, explica ela.

A decisão da mãe de Adriana, no entanto, apenas a afastou de um lugar no mercado de trabalho. "Minha mãe é do campo, tem uma cultura muito diferente. É o jeito dela de me proteger", diz. A grande mudança na vida de Adriana, no entanto, se deu depois que aprendeu Libras (a língua brasileira de sinais), aos 30 anos. A linguagem era proibida e mal vista no Brasil até pouco tempo. Considerada uma língua inferior, as pessoas com deficiência auditiva muitas vezes eram impedidas de usá-la.

Mas o contato com Libras e com outras pessoas surdas foi algo muito importante na vida de Adriana, que abriu novos horizontes. Depois de decidir que queria ser mais que dona de casa, Adriana completou o ensino médio em um supletivo noturno, aprendeu Libras e matriculou-se em um curso superior. A experiência de cursar a faculdade não foi fácil. Enquanto ela conversava em libras com uma colega também deficiente auditiva, observava outros alunos gesticulando imitando macacos, insinuando que ela era menos humana que eles.

Adriana não desistiu. Ela foi à coordenação da universidade que a apoiou na criação de uma apostila sobre as pessoas com deficiência auditiva e sobre libras. Foi assim que conseguiu reverter o preconceito de muitos colegas. Agora, Adriana está prestes a se formar. Seu próprio processo de inclusão social e educacional a fez entender que este não deve ser um direito para poucos, mas universal e experimentado por todos os demais deficientes auditivos. Assim, ela agora se prepara para lecionar. Estuda o ensino de libras e pretende conseguir sua colocação no mercado de trabalho dessa forma, sendo uma profissional pela inclusão dos demais.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Antidepressivo na gravidez pode aumentar risco de autismo em crianças

Estudo nos EUA com 1500 crianças sugere ligação entre medicamento e distúrbio.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011

De acordo com um estudo realizado por cientistas do Kaiser Permanente Medical Center, na Califórnia, a exposição a certos antidepressivos durante ou até um ano antes da gravidez pode aumentar o risco de a criança ter autismo. A pesquisa foi realizada com 298 crianças com autismo e suas mães, junto a 1.507 crianças saudáveis e suas respectivas genitoras.

Segundo os cientistas, a prevalência de transtornos relacionados ao autismo tem aumentado nos últimos anos, assim como o uso de medicamentos antidepressivos durante a gravidez, provocando uma preocupação de que a exposição pré-natal possa contribuir para aumento do risco de autismo.

Vinte mães de crianças no grupo de casos de autismo (6,7%) e 50 mães de crianças do grupo controle (3,3%) apresentaram pelo menos uma prescrição para um antidepressivo no ano anterior ao nascimento da criança. Após estudarem os casos, o estudo constatou que as mães de crianças com autismo tinham duas vezes mais probabilidade de ter pelo menos uma prescrição de antidepressivo no ano anterior ao parto.

Embora o número de crianças autistas expostas às condições selecionadas na pesquisa tenha sido baixa, os resultados sugerem que a exposição, especialmente durante o primeiro trimestre, pode aumentar modestamente o risco de autismo. Mas eles ressaltam que os resultados ainda são preliminares.

Fonte: Saúde Plena - 11/08/2011

Além da barreira física

Estudante cadeirante é obrigada a deixar escola particular por falta de acessibilidade.

da Redação

 APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011

Uma escada que leva os alunos ao ensino médio em uma escola particular quase impediu que a estudante Débora Teixeira, 16, seguisse o seu trajeto de aprendizado. Ela tem comprometimento motor devido uma paralisia cerebral. Desde criança, a menina usa cadeira de rodas e depende de estrutura física que respeita os padrões de acessibilidade para se locomover.

“Existia uma promessa da escola que a sala do ensino médio seria transferida para o térreo. Só que isso nunca aconteceu”, reclama a mãe da menina, Aldeneide Teixeira. O jeito foi entrar com um processo judicial contra a escola. Para não perder o ano de estudo, Débora acabou optando pela escola pública. “Eu fui rejeitada na escola que estudava desde a quinta-série. Acabei sendo acolhida na escola pública”, desabafa.

Para ela, a falta de interesse e preparo da rede de ensino privada impede os avanços das crianças com deficiência. “Às vezes, pensava que não era capaz, mas depois percebi que isso acontecia porque não tinha oportunidade. Mudei para uma escola que me aceita e minhas notas estão mais altas”, comemora.

Fonte: O Povo - Fortaleza - CE, 11/08/2011 - Imagem Internet


Ribeirão pagará por falta de acessibilidade

TJ determina multa de R$ 210 mil à Prefeitura de Ribeirão por não cumprir decisão judicial em escola no José Sampaio.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011

Jean Vicente
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) determinou que a Prefeitura de Ribeirão Preto pague uma multa de R$ 210,5 mil por não cumprir uma decisão judicial e fazer obras de acessibilidade na escola Antonio Palocci, no Jardim José Sampaio. O Executivo não poderá mais recorrer.

A ação civil pública que deu origem ao processo foi proposta em 2000, pelo promotor da Pessoa Portadora de Deficiência, Carlos Cezar Barbosa. "À época foram mais de 20 ações propostas e ganhamos todas. Quase todos os pedidos foram cumpridos", informou o promotor.

Outro caso está sendo avaliado pelo TJ. O Ministério Público ganhou uma ação para que as barreiras arquitetônicas não existissem mais na escola estadual Fábio Barreto, no Centro, mas as obras também não foram realizadas pelo município.

Outro lado

A assessoria de comunicação da prefeitura informou que ainda não foi notificada sobre a ação, mas irá cumprir a determinação do Tribunal de Justiça.

Fonte: Jornal A Cidade - Ribeirão Preto - SP, 11/08/2011

Deficiente físico tem direito à isenção de impostos na compra de carro, mesmo que este veículo não venha adaptado de fábrica e seja entregue para um terceiro dirigi-lo?


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011

A maioria dos desembargadores que compõem a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul entendeu que sim. O julgamento aconteceu no dia 25 de maio. O colegiado não acolheu a apelação interposta pelo Estado do Rio Grande do Sul, que contestou a legalidade na isenção. O caso é originário da Comarca de Vera Cruz, localizada a 166km de Porto Alegre.
A autora da ação, representada por sua mãe, impetrou Mandado de Segurança contra ato do agente fiscal do Tesouro Estadual, depois que este negou o pedido de isenção de ICMS incidente sobre o veículo que seria adquirido pela família. Explicou em juízo que é portadora de paraplegia e que necessita do veículo para os constantes deslocamentos para consultas, terapias e exames.
Requereu a isenção de todo e qualquer imposto decorrente da aquisição, utilização e circulação do veiculo, em especial do ICMS e IPVA. A Justiça concedeu a liminar. A Fazenda Pública do Rio Grande do Sul se defendeu. Alegou que o veiculo seria conduzido por terceiros e, em decorrência, não contaria com qualquer adaptação – própria para quem não pode dirigir veículos comuns. Assim, não cabe isenção de ICMS ou IPVA, pois a pessoa que vai dirigir não é portadora de necessidades especiais.

O juiz Marcelo da Silva Carvalho confirmou a liminar concedida. Ele entendeu que a prova documental trazida aos autos faculta a obtenção da isenção. Conforme o o juiz, pela definição legal do Decreto Federal 3.298/99, que regulamentou a Lei Federal 7.853/89, o paraplégico está inserido na condição de pessoa portadora de deficiência. Neste sentido, explicou, a legislação estadual que trata da matéria (Lei Estadual 8.820/89 e Decreto Estadual 37.699/97) não pode ser interpretada restritivamente e excluir o deficiente paraplégico das benesses da lei. Seria desigualdade gritante permitir a isenção a outros com deficiência que lhes permita conduzir o próprio veículo e negar para aqueles que, igualmente portadores de deficiência, não podem conduzir e se valem de terceiros. A necessidade é a mesma, e os direitos devem ser iguais , concluiu o julgador.

(Veja: Mesmo se não puder dirigir, deficiente tem isenção dos impostos para compra de veículo)

Em reexame necessário, o caso foi remetido para a 1ª Câmara Cível, que recebeu também a apelação da Fazenda Estadual. Entre os argumentos recursais, o Estado sustentou que a isenção só é cabível em veículo com características especiais (adaptado) e que a legislação sobre matéria deve ser interpretada de forma literal nos termos do artigo 111 do Código Tributário Nacional (CTN). O relator da matéria, desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, negou apelo e confirmou a sentença. Realmente, não se pode negar a isenção pelo simples fato de o veículo automotor ser dirigido por terceira pessoa que não o adquirente , considerou. Difini citou precedente da Corte e o voto do ministro Luiz Fux, relator do Recurso Especial 567.873/MG, no STJ, que examinou caso semelhante ao dos autos. Diz a ementa: Consectariamente, a problemática da integração social dos deficientes deve ser examinada prioritariamente, maxime, porque os interesses sociais mais relevantes devem prevalecer sobre os interesses econômicos menos significantes.

Por fim, o relator considerou que a aplicação adotada não implica em violação ao inciso II do artigo 111 do CTN, vez que se trata apenas de agregar interpretação extensiva à legislação estadual sob a ótica constitucional. O decisum vai ao encontro da Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência e de seu protocolo facultativo, assinado pelo Brasil em Nova Iorque em 30 de março de 2007 e internalizado por meio do Decreto Legislativo n. 186, de 2008, o qual adquiriu status de Emenda Constitucional, nos termos do parágrafo 3º do artigo 5º da Constituição Federal .

O voto do relator foi seguido pelo desembargador Jorge Maraschin dos Santos. O desembargador Irineu Mariani, presidente do colegiado, foi voto vencido. Ele entende que a isenção de impostos deve ser exclusiva dos que precisam de adaptação especial do veículo para poder dirigir, conforme o artigo 55 da Lei estadual 8.820/89. Como se vê, o pressuposto é a necessidade de adaptação do veículo às necessidades do adquirente, a fim de que ele possa dirigi-lo, e não a simples compra de um veículo sem qualquer adaptação, a fim de que terceiro o dirija para o conforto da pessoa inválida. Para Irineu Mariani, ao ser concedida a benesse, enseja-se a indústria do laranja ; isto é, compra em nome próprio, a fim de que outros utilizem normalmente o veículo, quiçá seja alugado .

Fonte: Associação Paulista de Estudos Tributários (09/08/11)
Referência: Jus Brasil

História de superação: Peng Shuilin, homem com apenas metade do corpo

Caro leitor, o texto abaixo foi construído a partir das referências que estão ao final do post. A matéria foi sugerida pelo amigo Daniel, do blog Cripplerooster.blogspot.com/
 


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011


Peng Shuilin

Esta é a história incrível de Peng Shuilin, um empresário chinês que foi atropelado por um caminhão e conseguiu sobreviver. Agora vive sem pernas, sem órgãos genitais e sem parte do quadril. “O meu segredo é a alegria”, afirmou este exemplo de força de vontade e alegria de viver.

Peng Shuilin tem exatamente 78 cm de altura. Ele nasceu na província de Hunan, na China. Em 1995, em Shenzhen, um caminhão o atropelou e dividiu seu corpo ao meio. Não havia como recuperar a parte inferior do seu corpo.

Cirurgiões costuraram seu torso. O processo de recuperação incluiu a retirada de pele da parte superior do corpo do chinês para manter o funcionamento normal de órgãos vitais afetados durante a amputação.

Peng Shuilin

Peng Shuilin, 37, passou quase dois anos no hospital em Shenzhen, no sul da China, passando por uma série de operações. Esse tempo foi necessário para que a pele se fortalecesse o suficiente para poder conter os órgãos dentro do corpo.

Peng continuou exercitando seus braços, lavando o rosto, escovando os dentes…
Ele sobreviveu contra todas as probabilidades. Os médicos de Peng Shulin estão surpresos porque ele aprendeu a andar novamente depois de uma década.

Peng Shuilin

Considerando a situação de Peng, os médicos na China Reabilitação e Centro de Investigação em Pequim conceberam uma forma engenhosa para que Peng pudesse caminhar por conta própria. Criaram um corset para manter seu corpo, com as duas pernas biônicas. Os médicos usaram seus conhecimentos técnicos e tudo foi feito cuidadosamente.

Peng Shuilin

Peng foi andando pelos corredores do Centro de Reabilitação de Pequim com o auxílio de suas pernas especialmente adaptadas e um andador re-sized.

“Oh é tão satisfatório “andar” novamente depois de 10 anos com a metade de um corpo!” diz Peng.
Peng Shuilin abriu o seu próprio negócio, um supermercado cujo nome faz referência à sua própria história: Half Man Half-Store Price (“meio homem, metade do preço”, em tradução livre).

Aos 37 anos de idade tornou-se um empresário e é um exemplo para outros amputados. Com pouca altura, ele se movimenta em uma cadeira de rodas dando palestras de motivação sobre sua recuperação. Sua atitude é incrível, ele não reclama.

Peng Shuilin

O diretor do hospital Bujie, Lin Liu, declarou aos meios de comunicação que Shuilin “estava bem cuidado, mas o seu segredo é a alegria, nunca está deprimido”.“Acabamos de lhe fazer um exame geral e está melhor que a maioria dos homens da sua idade. É impressionante porque é a única pessoa no mundo que sobreviveu com tal “quantidade” do corpo amputado”, concluiu o médico.

Na vida reclamamos de tudo, a maior parte do tempo estamos insatisfeitos reclamando do que não temos. Agora que você conheceu um homem que sobreviveu com a metade do corpo e reconheceu que a vida é algo extraordinário, um triunfo do espírito humano para superar a adversidade extrema, quando quiser reclamar de algo banal, não reclame. Lembre-se Peng Shulin!

Peng Shuilin

Referências: R7; http://nikihana.posterous.com/

Dislexia o que é?


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011
por Fátima Cristina dos Santos - phatyma.santos@uol.com.br

É um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Por ser chamado um distúrbio, professores e pais consideram uma "doença"que irá incapacitar o portador. É um dos transtornos de maior incidência em salas de aula, sendo que cerca de uma a cada cinco crianças em idade escolar apresentam dislexia, sua origem é genética.

Seguramente 15% a 25% da população mundial é dislexia. Esta palavra vem do grego: dus=difícil lexia=palavra. Assim como temos os conceitos de discalculia, sendo a dificuldade da pessoa em elaborar uma equação matemática.

Estas crianças são inteligentes, sociáveis, e apresentam informações verbais adequadas. Sua dificuldade ocorre em áreas especificas do cérebro, por exemplo, a incapacidade de identificar as letras e conseqüentemente formar as palavras e até uma simples frase. Uma área do cérebro não funciona adequadamente, neste caso é a responsável pela percepção e analise visual. Portanto o restante do cérebro está integro e intacto.

A disfunção afeta áreas especifica como; linguagem, leitura, escrita, cálculo, motricidade,
raciocínio, memória e atenção. O lado esquerdo do cérebro é o responsável pelo processo do aprendizado.

O seu impedimento não é intelectual e sim de execução.

Essas crianças sofrem muito, são confundidas por pouco inteligente, preguiçosa, desleixada, troca-troca, levam muitos rótulos depreciativos dados pelos pais quando comparadas a vida escolar dos irmãos ou primos, e por professores que desconhecem as características da dislexia, causando-lhes traumas, sofrimento interno, medo de ler em voz alta em sala de aula, por receio das zombarias dos colegas.

Com o resultado de meu trabalho há 5 anos, a porcentagem de nossas crianças dislexias é superior aos dados revelados, nossos alunos possuem mais dificuldades em comparação as crianças; americanas ou européias e independe da classe econômica.

Necessitam de uma assistência diferenciada, trabalhos fonéticos repetitivos, pois apresentam uma dificuldade na "fixação" dos fonemas daí as trocas: b por p, n por m etc. E uma dose extra de paciência, afeição por parte dos educadores, compreensão dos responsáveis.

Algumas características:

- A criança apresenta fala tardia ou problemas de linguagem

- dificuldade de leitura, trocas como; faca/vaca - pala/bala - cola/gola

- resultados escolares não condizem com a capacidade intelectual

- possui resultados melhores nas provas orais que nas escritas

- diz que não gosta de ir à escola; pois são motivos das zombarias.

- confunde direita com esquerda

- possui grande imaginação e criatividade, nas áreas; desenho, pintura, música, teatro e esporte

- dificuldade em se organizar no tempo e espaço, hora e direção.

- dificuldade em memorizar números

- sonham acordados, dizem que vivem da lua.

Senhores pais e professores: uma classe não é um grupamento homogêneo. Cada aluno possui seu tempo de aprendizagem, esse transtorno é pouco conhecido.

Alunos diferenciados devem receber um ensino diferenciado, até que os primeiros conceitos de leitura, escrita e cálculo sejam adquiridos.

A dislexia é um grave problema social também, famílias de pouco recursos financeiros, não terão a possibilidade de contratar profissionais qualificados para ajudar essas crianças. Ocorre o abandono escolar por não acompanhar a "turma", e a decepção de ser um "incapaz" por toda uma vida, ou quando não ocorre o caminho pela marginalidade.

Em muitos relatos de crianças e adolescentes com que trabalhei, percebi o poder transformador desses alunos, o brilho nos olhos quando conseguem superar este desafio, que para muitos é tão simples, imaginem: tendo que usar um toalete, abrir um cardápio e escolher o seu prato, ter que pegar um ônibus e não conseguir ler o percurso.

Albert Einstein, "sofreu" este drama, foi considerado pelos professores como um incapaz, foi alfabetizado pela mãe, e não há necessidade de falar a importância de sua figura para a humanidade.

Dados censitários são uma das principais causas do fracasso das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência



APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011


O censo de 2010 realizado pelo IBGE, da mesma forma que o censo de 2000, não conseguiu levantar com fidelidade as informações sobre as pessoas com deficiência no Brasil, tanto quantitativamente quanto qualitativamente. No caso das pessoas cegas e surdo cegas , o número levantado pelo censo de 2000, informou que o Brasil têm 128.000 pessoas cegas e surdo-cegas.

Trata-se de um número bastante equivocado, pois se compararmos com percentuais de pessoas cegas da população mundial estimados pela Organização Mundial de Saúde com os do censo do IBGE de 2000, os dados brasileiros que apontaram 128.000 cegos no Brasil ( cerca de 0, 075% da população) estão muito aquém da média mundial, que é aproximadamente 0, 6% da população.

Como no censo que 2010 o mesmo critério foi utilizado, os resultados deverão também apontar números muito inferiores à média mundial.

Entretanto o resultados do projeto “Pequenos Olhares”, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia apontaram para números semelhantes aos da OMS, conforme abaixo. Os Deficientes Visuais no Brasil: em 2004, eram cerca de 4 milhões de pessoas (acuidade visual no melhor olho entre 20/60 e 20/400).

Sendo 60% das cegueiras são evitáveis; 90% dos casos de cegueira ocorrem mais em áreas pobres; 40% têm conotação genética (são hereditárias); 25% têm causa infecciosa e 20% das cegueiras já instaladas são recuperáveis.

A Cegueira no adulto:

As quatro maiores causas são a catarata, o glaucoma, o diabetes (via retinopatia diabética e suas complicações) e a degeneração macular relacionada à idade. Outras incluem o tracoma, os traumatismos, as uveorretinites, o descolamento de retina, as infecções, tumores e hipertensão arterial.

Cegueira Infantil:

Anomalias do desenvolvimento, as infecções transplacentárias e neonatais (como exemplo, a toxoplasmose, a rubéola, a sífilis), a prematuridade, os erros inatos do metabolismo, as distrofias, os traumas e os tumores. Por questões sociais conhecidas a cegueira na população brasileira distribui-se da seguinte forma estatística:

•0,3% da população em regiões de boa economia e com bons serviços de saúde;

•0,6% da população em regiões de razoável economia e com pobres serviços de saúde;

•0,9% da população em regiões de pobre economia e com pobres serviços de saúde;

•1,2% da população em regiões de muito pobre economia e com muito pobres serviços de saúde.

Pelo estudo de 2004 feito pela CBO, as estimativas sobre o número de cegos no Brasil oscilavam entre 1 milhão e 1,2 milhões de pessoas, com as seguintes médias:

Regiões de pobre economia e com pobres serviços de saúde

-85 milhões X 0.9% = 765.000 Regiões de razoável economia e com pobres serviços de saúde

– 69 milhões X 0.6% = 414.000 Regiões de boa economia e com bons serviços de saúde

- 16 milhões X 0.3% = 48.000 Total = 1.227.000

Mas se a base for o mesmo percentual utilizado pelo USA (0,3% da população) , chegaremos a num número aproximado de 570.000 pessoas cegas no Brasil, para uma população atual de 190 milhões.

Então podemos dizer sem erro que o Brasil tem entre 570.000 e 1.200.000 pessoas cegas, dependendo apenas do conservadorismo com que queiramos encarar este problema nacional. E quantos são surdos cegos?

Por falta de dados censitários e se utilizamos os números americanos ( Gallaudet University – Deaf-Blind in USA 2007 ), que estimam que 0,015% da população dos USA é surdo-cega , poderemos estimar para 190 milhôes de habitantes do Brasil, cerca de 28.500 são surdos-cegos, sendo que destes cerca de 7.250 são crianças ou adolescentes, isto sem consideramos o aumento dos percentuais, relativos a fatores como ausência de um sistema de saúde de qualidade e a pobreza existente ainda em muitas regiões do País.

Se projetarmos essa avaliação para as demais deficiências , chegaremos a conclusão que nada poderá ser feito sem a realização de um censo específico, que mensure e localize as pessoas com deficiência , pois os atuais dados censitários excluem milhões delas e impedem que os gestores públicos formulem políticas de apoio apropriadas e proporcionais as necessidades das pessoas com deficiência, dificultando seu acesso a educação e ao trabalho e impedindo o pleno exercício da cidadania.

Referências Bibliográficas:

The 2007 National Child Count of Children and Youth who are Deaf-Blind The Teaching Research Institute ,Western Oregon University ,The Helen Keller National Center ,Sands Point, New York ,The Hilton-Perkins Program -Watertown, Massachusetts – 2008 Censo Brasileiro de 2000 – Instituto Brasileiro de Geografia Estatística – IBGE Projeto Pequenos Olhares– Elisabeto Ribeiro Goncalves, Marcos Avila, Nelson Lousada – Conselho Brasileiro de Oftalmologia– 2004 Organização Mundial da Saúde – Previsão para cegueira em 2020 – Tribuna da Bahia – 02/09/2010

Fonte: Acessibilidade Brasil - 05/02/2011

Cadela Paraplégica

Na cidade do Crato, que fica a 504 km de Fortaleza, um latido empolgado nas ruas vem chamando a atenção. O som é da cadela Paquita, de aproximadamente 12 anos, que recebeu um presente do dono, José Turíbio Meireles, 60: uma cadeira de rodas adaptada.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011

As patas traseiras de Paquita tiveram paralisia após o animal ser atropelado por uma moto há cerca de seis anos. Desde então, ela se arrastava para poder se deslocar. José Turíbio, serralheiro e dono de um estacionamento, levou a cachorra em vários veterinários da região. “Eles diziam que era melhor sacrificar, que ela não ia mais conseguir andar. E eu disse: ‘pois doutor, eu lhe provo como ela anda’”, relembra.

O serralheiro desenvolveu então um equipamento semelhante a uma cadeira de rodas, no qual Paquita fica com as patas traseiras suspensas. As rodas fazem com que o animal não se arraste mais pelas ruas.
A história de Paquita já era de superação. Ela foi encontrada por Alessandro, filho de José Turíbio, em uma lata de lixo. Anos depois, caiu de uma escada, de uma altura de mais de cinco metros, mas não sofreu nenhum arranhão. Em seguida, a cadela passou por uma gravidez de risco, mas sobreviveu. Após o atropelamento sofreu também com uma infecção urinária.

“Se dizem que gato tem sete vidas, a cadela Paquita tem, pelo menos, cinco”, conta, aos risos, José Turíbio. “E a animação dela me impressiona. Nem parece ter essa idade toda.”

Alessandro lembra que a cachorrinha também faz a segurança da família, já que avisa sobre a aproximação de estranhos no estacionamento. “Ela é muito inquieta, não quer ficar parada. É uma bênção nas nossas vidas”,

Fonte: http://pdsul.blogspot.com/2011/08/cadela-paraplegica.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ProjetoDeficienciaSuperandoLimites+%28Projeto+D%27Eficiencia+Superando+Limites%29

Lavanderia da APAE no Distrito Federal!

Além dos preços bem em conta ainda ajudamos a uma causa.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Portadora de Síndrome de Down aprovada no Vestibular da UFPR


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/08/2011


Foi vinculado hoje pelo Jornal do Almoço, a notícia de que Marina Marandini é a mais nova estudante de artes da Universidade Federal do Paraná. A matéria pode ser conferida no site do JA.
Fonte: http://acessibilidadecultural.wordpress.com/

Competição termina com três recordes mundiais e 72 brasileiros

Marcas na 1ª Etapa Nacional do Circuito Loterias CAIXA de Atletismo, Halterofilismo e Natação garantiram vagas para o Parapan de Guadalajara.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/08/2011

O assunto nos bastidores da primeira Etapa Nacional do Circuito Loterias CAIXA, disputado neste fim de semana, em São Paulo, foi o mesmo: a classificação para os Jogos Parapanamericanos de Guadalajara, em novembro. Tanto no atletismo, quanto no halterofilismo e na natação, todos os atletas se empenharam em superar suas marcas em busca da sonhada vaga para a competição no México. O reflexo disso são os três recordes mundiais e os 72 brasileiros (36 na natação, 33 no atletismo e três no halterofilismo).




“Levaremos para os Jogos Parapanamericanos o que o Brasil tem de melhor e muitos países farão o mesmo. Para algumas modalidades, o Parapan será classificatório para os Jogos Paraolímpicos de Londres 2012. O caminho para Londres começa aqui”, afirmou o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.


Durante dois dias, mais de 600 atletas brasileiros e 50 de outros países (Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia) disputaram provas de olho na classificação para os Jogos do México. A próxima Etapa Nacional do Circuito acontecerá nos dias 3 e 4 de setembro, em São Paulo, e será a última chance para conquistar a vaga no Parapan.
Recordes mundiais na pista

Para o coordenador técnico nacional de atletismo, Ciro Winckler, o saldo foi bastante positivo. “O Odair conseguiu o recorde mundial nos 800m no sábado e hoje (domingo) baixou o recorde mundial nos 1.500m, conquistado por ele em janeiro deste ano, no Mundial (Nova Zelândia). Além disso tivemos revelações, como Angelo Pereira (T37), Cleiton Pereira (T46) e Marivana da Nóbrega (F35). São três atletas geração RIO 2016”, afirmou Ciro.

Além dos recordes mundiais de Odair dos Santos na T11 (perda total de visão), a jovem Mariane dos Santos, de 20 anos, fez 4.37 no salto em distância F45 (amputados e les autres – os outros). A marca anterior era de 3.85, da canadense Cole, em 1980.
“O resultado é reflexo do treinamento. Quero melhorar essa marca ainda mais. Sei que faço mais que isso e na próxima etapa (3 e 4 de setembro) irei superar”, avisou a saltadora de Barra Velha (SC).
O resultado da Mariane foi excelente, mas infelizmente não existem tantos atletas na F45. Para ela disputar os Jogos Parapanamericanos e Paraolímpicos precisa ter o índice na classe F46, que é mais elevado”, explicou Ciro.

Revelações no halterofilismo
Concentração, força e agilidade. Com apoio da torcida, atletas de todas as regiões do País se encontraram em São Paulo para disputar a principal competição do halterofilismo. José Ricardo da Silva atravessou quase quatro mil quilômetros para quebrar o recorde brasileiro na categoria até 100kg, com 187,5kg.

O atleta da Adefa fez bonito na manhã deste domingo. O amazonense subiu à barra e tentou bater o recorde brasileiro, que era de 185kg e pertencia a Joseando dos Santos. Na tentativa, conseguiu. Fez 186kg, movimento válido pelos três árbitros. Na segunda rodada, José ousou e conseguiu se superar levantando 187,5kg, sagrando-se dono da nova marca nacional.

“O grito da vitória veio com gosto especial. Enfrentei mais de quatro horas de vôo para conseguir melhorar essa marca. Em 2007 representei o Brasil no Parapan e sonho em repetir a façanha este ano, no México”, disse o atleta.
 
Para o coordenador técnico nacional da modalidade, Antonio Augusto Junior, esta foi uma etapa com boas surpresas. No sábado, dois importantes recordes brasileiros foram quebrados: Ailton Clemente Silva – superou sua marca anterior em 1,5kg e levantou 117,5kg, na categoria até 52kg – e Bruno Carra – melhorou a marca anterior (que não era alterada há cinco anos) em 5kg, levantando 145kg, na categoria até 56kg. Com 22 anos, Bruno é uma das apostas da modalidade.
“O esporte vive de renovação e estamos muito satisfeitos com esta etapa, que revelou bons nomes. A próxima terá um nível técnico excelente, pois será a definição dos nomes que disputarão os Jogos Parapanamericanos do México”, lembrou Junior.
Mais de 20 recordes brasileiros na piscina

A natação encerrou a primeira Etapa Nacional do Circuito Loterias CAIXA com mais de 24 recordes brasileiros batidos. O desempenho dos atletas na piscina do Corinthians Sport Club reforçou o alto nível técnico da competição, que marcou a luta dos atletas por uma vaga nos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara.
Para o coordenador técnico nacional da modalidade, Murilo Barreto, o resultado foi muito positivo. “Tivemos uma competição forte e as classes estão mais competitivas. Agora temos informações para acompanhar o desenvolvimento dos atletas em relação ao ano passado. Faremos uma análise e assim teremos segurança para formar uma equipe bem forte”, explicou Barreto.

Paloma Sampaio foi um dos destaques deste domingo. A paulista bateu o recorde nacional nos 100m peito, classe SB5, com a marca de 2m13s62. “Esperava fazer uma marca boa, mas não imaginava que seria recorde. Fiquei bastante feliz e isso dá uma animada para pensar na convocação. Tenho trabalhado muito para baixar meus tempos, mas meu maior objetivo é o Parapan”, comentou a atleta.
Recordista de medalhas em Paraolimpíadas, Daniel Dias estava muito feliz por nadar na “casa” do timão. “Estou muito alegre por competir no Corinthians, meu time do coração. Essa competição além de ser um Brasileiro, onde estão os melhores atletas do País”, finalizou.
Os resultados das provas podem ser conferidos no site da competição: http://www.neocompeticao.com.br/circaixanacional1

Fonte: Vida mais livre

Decisão do TST inclui perda parcial da audição em cotas

A deficiente ficou em quarto lugar na lista de reserva para PCD, mas havia sido reprovada pela junta médica por ter perda parcial da audição, e não completa.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/08/2011

O Tribunal Superior do Trabalho (TST)Site externo., em decisão unânime, concedeu um mandato de segurança requerido por uma profissional com deficiência auditiva para inclui-la na lista de pessoas com deficiência física e formação do cadastro de reserva no cargo de técnico judiciário do próprio TST. A deficiente ficou em quarto lugar na lista de reserva para este público, mas havia sido reprovada pela junta médica por ter perda parcial da audição, e não completa.

O relator do processo, ministro Lelio Bentes Corrêa, no entanto, entendeu que "a perda da audição, ainda que unilateral, afeta gravemente a vida cotidiana do ser humano", e o objetivo da lei é, entre outros, "assegurar o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho e superar a barreira maior que se impõe à sua total inclusão em todos os aspectos da vida social: o preconceito".

Conforme nota do TST, o nome da candidata foi excluído da lista de aprovados porque a perícia médica entendeu que apenas no ouvido direito a deficiência era superior ao previsto na lei que trata da Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, que se refere a "perda bilateral, parcial ou total, de 41 decibeis". O mandato de segurança, no entanto, foi emitido porque a candidata sendo "portadora de deficiência auditiva superior a 41 decibeis (dB) no ouvido direito, sua exclusão do concurso violaria direito líquido e certo".

Corrêa, em seu voto, assinalou que a lei deve assegurar o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho não apenas para reduzir as dificuldades materiais decorrentes de sua condição especial, mas para superar o preconceito. "Nisso consiste a ação afirmativa, ferramenta essencial na promoção da igualdade real entre os seres humanos - primado básico dos direitos fundamentais reconhecidos desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948."

Para o relator, a decisão é justificada, já que a candidata tem deficiência que não a impede de trabalhar, mas que estabelece uma "diferença significativa" de sua condição profissional em relação aos demais candidatos.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Alguns direitos das pessoas com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/08/2011

ACESSO AO TRABALHO: (LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991 - Art.93) As pessoas com deficiência têm direito à reserva do percentual de 5% (mínimo) à 20% (máximo) das vagas oferecidas em concursos públicos. No Estado do Piauí a reserva mínima é de 10%. As empresas com 100 ou mais empregados estão obrigadas a preencher de 2% a 5% de seus cargos com beneficiários da Previdência Social Reabilitados ou pessoas com deficiência.




ACESSO AO LAZER: Pessoas com deficiência física, visual e com mobilidade reduzida têm direito à reserva de, pelo menos, 2% da lotação de TEATROS, ESTÁDIOS DE FUTEBOL, CASAS DE SHOW e outros locais de uso coletivo.




ACESSIBILIDADE À COMUNICAÇÃO: Destinada a deficientes sensoriais (auditivos e visuais), esse tipo de acessibilidade ocorre através do uso da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS na comunicação com os deficientes auditivos e da escrita BRAILE para os deficientes visuais. Outra forma de acesso à comunicação do deficiente auditivo é a Legenda Oculta (Closed Caption) para programas de TV e a Tradução Simultânea.



ACESSO À EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Toda pessoa humana tem direito à acessibilidade (não somente arquitetônica, mas em sentido amplo) e embora o termo seja mais associado a pessoas com deficiência a acessibilidade também se aplica ao idoso, à gestante, ao obeso, à pessoa com mobilidade temporariamente reduzida, às mães com carrinho de bebê e a todos aqueles que necessitam transitar com segurança e autonomia.



ACESSIBILIDADE NOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLETIVO: Sem transporte acessível não há acesso à saúde, à educação, ao trabalho, ao lazer e a todos os demais direitos inerentes à pessoa com deficiência.

( Sem acessibilidade, não existe liberdade)

Fonte: http://fezago.blogspot.com/2011/08/alguns-direitos-das-pessoas-com.html

Gustavo Kuerten promove torneio profissional de tenistas cadeirantes.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/08/2011

Guga Kuerten enfrentará Carlos Moya durante SGK em Florianópolis

Maior tenista da história do país, Gustavo Kuerten, o Guga, lançou na manhã desta segunda-feira a Semana Guga Kuerten (SGK) para as novas gerações de tenistas do Brasil, que acontecerá de 6 a 16 de outubro em Florianópolis. O evento contará com competições e partida de exibição entre o próprio brasileiro e o também ex-número um do mundo Carlos Moyá, da Espanha.

A novidade para a edição deste ano é o fato da Copa Guga Kuerten valer pontos para o ranking Junior da ITF (Federação Internacional de Tênis), na categoria 18 anos. Entre 14 e 16 anos, a competição vale pelo Circuito COSAT. Já entre os 12, também contará na classificação da entidade internacional. Outro destaque é o inédito Torneio de Cadeirantes, que tem como meta, além das competições, integrar e ensinar mais sobre o esporte para deficientes.

“O que eu quero é oferecer condições para que as crianças tenham mais oportunidades no tênis. Promover um torneio profissional de tenistas cadeirantes durante a semana vai servir como um exemplo magnífico para todos os juvenis. É esse o objetivo do nosso evento: disseminar valores reais”, declarou o tricampeão de Roland Garros na apresentação oficial da SGK.O ex-número um do mundo também lembrou a história para explicar sua iniciativa.

“A Semana Guga Kuerten foi a primeira atividade concreta que tivemos no tênis depois da minha despedida no circuito profissional. Eu preciso de desafios como esse porque o tênis ainda pulsa e é muito forte em mim. Eu preciso fazer atividades que me relacionem com esse esporte, tanto que, depois de dois anos de Semana Guga Kuerten, já identificamos jogadores que vão fazer parte da equipe de alto rendimento do Projeto Olímpico Rio Tênis 2016″, completou.

Outra estratégia de Guga para despertar a paixão por este esporte nos jovens brasileiros é trazer o jogo contra Moyá para perto dos jovens. “Ele é fantástico tanto como atleta quanto como pessoa. Acho que a participação dele está alinhada com o conceito da própria Semana Guga Kuerten”, disse.

Para concluir, Guga frisou que não encara o jogo com o espanhol como uma revanche de seu ex-rival, que foi superado no Torneio de Mallorca, sua terra natal, em 1998. “Só espero que ele não queira me derrotar em casa, para vingar a minha vitória em Mallorca. Já estou treinando e posso adiantar que estou preparando algumas surpresas especialmente para o Moya”, brincou o catarinense.

Fonte:http://esportes.terra.com.br/

Comentário APNEN:   A APNEN, conta com o  Projeto Cadeirantes no tênis
Uma Parceria entre, Academia Raquetes Brasil, Coordenadoria de Esportes e Lazer de Nova Odessa, e a Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa) , o projeto“Tênis Social”, que oferece gratuitamente aulas de tênis adaptado para deficientes. O professor Rogério Massao Kawakami desenvolveu especialmente para pessoas portadoras de deficiência física, com destaque para os cadeirantes. Veja fotos no www.apnen.com.br

Vídeos no Youtube:

Censo IBGE na contramão da inclusão

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/08/2011

Vera Garcia

Caro leitor,
Não me conformo até hoje com a elaboração e aplicação do Censo IBGE 2010 no que se refere às pessoas com deficiência. Para os leitores que não acompanharam o processo, o Censo foi realizado por amostragem e não por número real. Ainda não foi divulgado o resultado oficial em relação a essa parcela da sociedade, no entanto, assim como em 2000, os dados não serão precisos, ou seja, teremos uma falsa estatística.

Por que é tão importante sabermos quantos somos? Porque através de um número real teremos dados fidedignos em relação ao perfil desse segmento que sofreu transformações ao longo de uma década. Perfil esse que diz respeito ao nível da educação, qualificação profissional, déficit habitacional, saneamento básico e outros. Isso tudo é extremamente importante e indispensável, pois orientarão os rumos das políticas públicas destinada a nós, pessoas com deficiência.

Alguns meses antes da coleta de dados, um grupo de pessoas protocolou um documento informando e solicitando ao Ministério Público Federal que intervisse para que o censo IBGE 2010 não fosse realizado mais uma vez por amostragem. Entretanto houve várias justificativas, em minha opinião injustificáveis, para que a elaboração e aplicação do Censo prosseguisse da forma como havia sido determinada pelo IBGE. Por que esse grupo não foi ouvido? Por que não consultaram um membro desse grupo ou outro, na elaboração do Censo?

Definitivamente não consigo entender porque criar tantas leis, decretos, propostas, projetos, se a pessoa interessada não é ouvida, consultada, não tem participação plena em decisões importantes concernentes a sua existência. Existência?! Quando sair o resultado oficial do censo, algumas pessoas desse segmento passarão precisamente a não existir, enquanto outras sim. Mais uma prova do quanto ainda somos invisíveis aos olhos da sociedade.

“Nada sobre nós, sem nós”, segundo o consultor de inclusão social, Romeu Sassaki, esse lema tão famoso comunica a ideia de que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência haverá de ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. De acordo com Sassaki em seu documento “Nada sobre nós, sem nós: Da integração â inclusão” há quatro eras de práticas sociais em relação à pessoa com deficiência: 1) era da exclusão (antiguidade até o início do século 20); 2) segregação (décadas de 20 a 40); 3) integração (décadas de 50 a 80) e 4 )inclusão (década de 90 até as próximas décadas do século 21). Após uma breve pesquisa, ao que tudo indica, fomos incluídos no Censo demográfico a partir da década de 90, ou seja, na Era da Inclusão, contudo podemos notar que o censo está muito mais para a Era da integração , uma vez que nesse período as pessoas com deficiência eram tratadas como objetos de caridade, não podiam opinar e tinham que obedecer às decisões que os especialistas tomavam por elas.

Mais uma vez, o Censo foi elaborado e realizado contrariando às leis, declarações, convenções, ou seja, aos principais documentos referentes a evolução desse segmento. Cabe lembrar que só avançamos em algumas questões relacionadas a deficiência porque muitas pessoas lutaram e lutam, incansavelmente e bravamente desde a década de 30 até os dias atuais.

Diante desse quadro, só posso concluir que ainda não fomos efetivamente envolvidos em programas e políticas que afetam nossa vida. Ainda não temos oportunidades iguais de participação em nossa sociedade. Não queremos ser integrados, mas sim incluídos na sociedade. E só seremos incluídos, quando formos ouvidos, valorizados e os nossos direitos plenamente reconhecidos.

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/censo-ibge-na-contramao-da-inclusao.html

Terapias e Medicamentos alternativos para Síndrome de Down

Discussão sobre tipos de terapias oferecidas para tratamento de síndrome de Down, e o que elas prometem.

National Down Syndrome Society - traudção de Fábio Adiron

Terapias e Medicamentos alternativos

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/08/2011

Que tipo de terapias alternativas são oferecidas ?

Vários métodos de tratamento tradicional e alternativos para pessoas com SD
se tornaram populares com o tempo, incluindo extrato de pituitária, ácido
glutâmico, hormônios da tireóide, 5-hidroxitryptofanol, dimetil sulfóxido,
dihidropiandosterona, terapia com células sicca e hormônios de crescimento.
Alguns deles, como as células sicca, se mostraram ser perigosos. Mais
recentemente, a abordagem ortomolecular de uso de várias combinações de
vitaminas, minerais, enzimas e aminoácidos foi revisitada. Geralmente essas
terapias alternativas entram e saem de moda de tempos em tempos.

Qual é a promessa dessas terapias ?

Muitas das terapias alternativas, particularmente aquelas que se dizem
"holísticas', se propõe a tratar o corpo como um todo ao invés de combater
alguma doença ou sintoma específico. A maioria dessas terapias não faz
promessas diferentes para pessoas com SD do que fazem para a população em
geral. No entanto, algumas delas, prometem melhorar o desenvolvimento motor
e cognitivo, assim como o crescimento e atividades como um todo,
especificamente para pessoas com Síndrome de Down. Algumas chegam a prometer
que vão mudar a aparência física das pessoas com SD para uma aparência mais
"normal" e reverter a deficiência intelectual.

Alguma das terapias foi testada cientificamente ?

Apesar de alguns desses tratamentos serem usados há vários anos, estudo de
pesquisa sobre eles são muito limitados. Observação e experiência são,
frequentemente, o primeiro passo no processo científico. No entanto, ainda
que factóides tenham sejam mais fascinantes e populares, estudo científico
rigoroso ainda é o padrão pelo qual os tratamentos devem comprovar sua
eficiência e segurança. Á medida que mais médicos nos EUA estão conhecendo
tratamentos alternativos ou complementares, os pais devem sempre discutir o
eventual uso desses tratamentos com esses médico para entender quais são os
benefícios reconhecidos, bem como os efeitos colaterais possíveis.

O uso desses tratamentos é recomendado ?

A NDSS (National Down Syndrome Society) e outras organizações que se
preocupam com o bem estar das pessoas com Síndrome de Down, como a o
Congresso Nacional de Síndrome de Down, o Grupo Médico de Discussão sobre
Síndrome de Down , e o Colegiado Americano de Medicina Genética, só podem
recomendar tratamentos e terapias para pessoas com Síndrome de Down que
tenham passado por estudos científicos. O que significa estudos de pesquisas
em larga escala, de forma randômica e com estudos duplo-cegos que possam
avaliar a segurança e eficiência de alguma terapia. Essas organizações não
pretendem desencorajar pais a decidir o que achem melhor para seus filhos,
mas entende que os benefícios, riscos e efeitos colaterais devem ser
claramente definidos para avalisar esse tratamentos. A dificuldade maior é
que estudos sérios de pesquisa demandam tempo e investimentos. A NDSS têm
encorajado o Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano a
considerar o financiamento desse tipo de pesquisa. O Instituto Nacional de
Saúde, inclusive, já criou uma divisão especial, o Escritório de Medicina
Alternativa, para levantar informação sobre terapias alternativas para a
população em geral, e começou a cuidadosamente avaliar esses tratamentos.

Que tipo de informação eu devo levantar a respeito desses tratamentos ?

Ao conversar com seu médico algumas questões devem ser consideradas

1. A existências de dados sérios de pesquisa (grupos grandes, controlados,
estudos replicados) que mediram os benefícios reais e os riscos envolvidos.
2. Pense a respeito e compare os riscos, benefícios e custos (se sabidos)..
3. Confie no seu médico se ele estiver em dúvida ou mostrar ceticismo -
lembre-se que a comunidade médica tem um compromisso em não fazer mal aos
pacientes e de avaliar cuidadosamente qualquer eventual novo tipo de
tratamento.
4. Procures e informar sobre declarações oficiais de órgãos de caráter
nacional.
5. Reflita sobre os estereótipos negativos da sociedade e veja se você não
está tentando "consertar" a pessoa com Síndrome de Down

Faça para si mesmo as seguintes perguntas, se estiver pensando em usar
alguma terapia alternativa :

a)Existe documentação científica que a terapia é eficiente e segura ?
b)Peça cópia dos estudos de pesquisa onde estão a confirmação das promessas
da terapia
c) Essas promessas são realistas ?
d) Qual é a história da pessoa que está promovendo a terapia ?
e) Quais são as qualificações de quem está aplicando a terapia ? Essa pessoa
é um profissional certificado por alguma organização séria ?
f) Quem promove a terapia tem interesse financeiro nela ?
g) Qual é a experiência de outros profissionais, eles conhecem a terapia ?
h) A terapia é cara ?
i) O tratamento faz sentido para a sua família em termos de envolvimentos de
tempo e dinheiro ?
j) Ambos, pai e mãe, estão de acordo sobre fazer a terapia ?

Conclusão

Todos os pais que seus filhos sejam saudáveis e tenham um vida compensadora.
Mas não existe uma receita de bolo na forma de criar uma criança com
Síndrome de Down (ou qualquer outra criança). Cada pai, junto com seu médico
e outros profissionais, toma a melhor decisão sobre o que pode fazer para
que seu filho viva da maneira mais completa, saudável e feliz possível.

Texto traduzido por Fábio Adiron - moderador do grupo Síndrome de Down do
Yahoo - a partir do original do site da NDSS

Fonte: NDSS - 09/08/2011 - Imagem Internet

Proposta prevê ensino a distância para aluno deficiente

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/08/2011

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 508/11, do Senado, que assegura o acesso escolar ao aluno cuja deficiência o impede de frequentar estabelecimentos de ensino. A proposta prevê atendimento educacional em local especial, recursos pedagógicos de educação a distância e outros que se utilizem da internet.
O autor, ex-senador Augusto Botelho (RR), ressalta que a deficiência pode impedir que o estudante se desloque para as escolas especiais, o que cercearia seu acesso à educação.

Lei atual

O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96). A lei estabelece que o dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante diversas garantias, entre elas o atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.

A lei também obriga os sistemas de ensino a assegurar aos alunos com necessidades especiais, entre outros pontos:
- currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;
- professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Educação à Distância - 09/08/2011

AVC isquêmico

O Avci, ou derrame cerebral isquêmico, acontece quando há uma redução do suprimento de sangue

Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/08/2011

O Avci, ou derrame cerebral isquêmico, acontece quando há uma redução do suprimento de sangue para uma parte do cérebro, ocasionando diminuição no seu funcionamento. Podendo afetar artérias grandes ou pequenas no cérebro, sem o fornecimento de sangue adequado, as células naquela área do cérebro deixam de funcionar e morrem rapidamente.

As doenças vasculares cerebrais, como derrame, acidente vascular cerebral e doença cerebrovascular, são as mais frequentes entre todas as doenças neurológicas e respondem por cerca de 50% das internações neurológicas em enfermarias de adultos.

Existem dois tipos de derrame isquêmico:
Trombótico - Causado por um coágulo sanguíneo formado no interior das artérias cerebrais.
Embólico - O coágulo é formado em outra parte do corpo, se desgruda e vai em direção ao cérebro pela corrente sanguínea, causando o entupimento de uma artéria cerebral, já estreitada por placas de gordura, bloqueando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro.
Mais da metade dos Avci são trombóticos, e os fatores que aumentam o risco de se ter um derrame são os mesmos que aumentam o risco de aterosclerose: diabetes, hipertensão, tabagismo, fatores hereditários, colesterol elevado, ingestão de álcool, vida sedentária, excesso de peso e estresse.

SINAIS E SINTOMAS:

Perda repentina da força muscular e/ou da visão.
Dificuldade de comunicação oral.
Tonturas.
Formigamento em um dos lados do corpo.
Alterações da memória.
Algumas vezes, esses sintomas podem ser transitórios, mas, mesmo assim, exigem cuidados médicos imediatos.
As diferentes áreas do cérebro são responsáveis por diferentes funções, como movimentação, visão, a fala, equilíbrio e coordenação; os sintomas de um derrame cerebral variam dependendo da área do cérebro afetada.
Muitas vezes os episódios breves de sintomas do Avci podem acontecer antes de um derrame. O episódio curto de sintomas de derrame é chamado de ataque isquêmico transitório, dura menos de 24 horas, normalmente de cinco a 20 minutos. Um ou mais desses ataques precedem quase 60% de todos os derrames.
Para diagnosticar um derrame, o neurologista é o médico indicado e precisará de um exame de imagem do cérebro. Os exames que podem ser usados no diagnóstico dos Avci incluem a tomografia computadorizada do cérebro e a imagem de ressonância magnética.
Após o diagnóstico, é importante para o médico determinar se o derrame é do tipo trombótico ou embólico, pois o derrame embólico pode precisar de tratamento de um problema vascular fora do cérebro.
Os exames que podem ser usados para procurar uma fonte de coágulos sanguíneos incluem um eletrocardiograma, radiografia do tórax, ultra-sonografia doppler de carótida e um ecocardiograma.
Pessoas portadoras de fibrilação atrial têm uma maior predisposição de desenvolver um Avci.

SAIBA MAIS

Cefaléia em geral é o primeiro sintoma a aparecer.
Tontura e confusão mental.
O início súbito de uma fraqueza ou dormência em um dos membros ou na face é o sintoma mais comum dos derrames cerebrais.
Perda de sensibilidade súbita e grave em qualquer parte do corpo.
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força, confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, assusta os pacientes e geralmente os leva a procurar o hospital. O paciente pode ter uma sensação de ter uma ‘mancha na vista' ou ainda pode apresentar cegueira súbita.
Perda de equilíbrio ao caminhar.
Problemas de coordenação dos braços e mãos.
Dificuldade para falar ou não conseguir falar.
Morte súbita: quando o Avci acomete uma grande área do cérebro, incluindo regiões que respondem pela respiração e controle de sinais vitais, muitas vezes o paciente não resiste.
A pessoa que teve um derrame cerebral tem um risco alto de ter outro.
Procure manter abaixo de 200 o índice do colesterol total.
Adote uma dieta equilibrada, reduzindo a quantidade de açúcar, gordura e sal.
Não fume, está provado que o cigarro é um fator de alto risco para acidentes vasculares.
Estabeleça um programa regular de exercícios físicos, faça caminhadas de 30 minutos diariamente.
Informe seu médico se em sua família houver casos de doenças cardíacas e neurológicas como o AVC.
Recentes estudos mostraram que comer duas a quatro porções de peixe por semana pode ajudar a prevenir o derrame cerebral.

Fonte: Diário do Grande ABC - 09/08/2011