sábado, 20 de agosto de 2011

Projeto assegura boletos em braille para deficientes visuais

Empresas poderão ser multadas caso não cumpram a lei

Rachel Librelon

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/08/2011

A Câmara analisa o Projeto de Lei 672/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que assegura às pessoas com deficiência visual o direito de receber os boletos de pagamento dos serviços de telefone, energia elétrica, gás, IPTU e água/esgoto em braille, sem custo adicional. Além das faturas mensais, as empresas deverão disponibilizar em braille os comprovantes anuais de quitação.

Caso não cumpra a lei, a empresa ficará sujeita à multa de 30% sobre o valor da última fatura. O valor será revertido em favor do usuário em forma de desconto na fatura posterior.

Weliton Prado destaca que Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/90) garante o direito à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação de quantidade, característica, composição, qualidade e preço, além de adequada e eficaz prestação dos serviços públicos.

“As pessoas com deficiência visual têm direito de conferir suas contas”, afirma o parlamentar.

Tramitação

A proposta foi apensada ao Projeto de Lei 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência, já foi analisado pelas comissões permanentes e está pronto para ser votado pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias - 19/08/2011

Em 3 meses, Distrito Federal teve 2,2 mil multas por uso indevido de vagas exclusivas

Projeto de Lei prevê uma punição mais grave a quem usa indevidamente as vagas para idosos e pessoas com deficiência física.

Ricardo Shimosakai

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/08/2011

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou no primeiro trimestre deste ano 996 autuações por uso ilegal de vagas para pessoas com deficiência e 1.232 por infração à reserva a pessoas idosas. Os dados foram divulgados durante reunião com o Ministério Público do DF.

Segundo o Detran, além da multa de R$ 53,21, o motorista que estaciona ilegalmente em vaga reservada recebe três pontos na carteira e pode ter o veículo guinchado. Durante 2010, o órgão registrou 2.257 ocorrências de estacionamento ilegal em vagas para pessoas com deficiência e 2.676 em vagas reservadas para idosos. Para obter credencial para pessoas com deficiência, motoristas devem anexar as cópias do laudo da Junta Médica Especial do Detran e da Carteira Nacional de Habilitação.

Já os passageiros precisam anexar laudo ou relatório médico que indique a limitação ou deficiência, com diagnóstico e Classificação Internacional de Doenças (CID). Nos dois casos é preciso submeter-se a avaliação médica. Para utilizar as vagas reservadas aos idosos, é necessário ter idade igual ou superior a 60 anos e solicitar autorização nos postos de atendimento do Detran. As credenciais devem ser mantidas sobre o painel do carro ou em local visível.

Veja mais informações de como adquirir o Cartão Nacional de Estacionamento para Pessoas com Deficiência A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 460/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que torna infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e portadores de deficiência física.

O texto tramita apensado ao PL 131/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que trata do mesmo tema, mas rejeitado pela comissão. Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não prevê punição específica para esse tipo de conduta.

A norma determina apenas que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve (três pontos na carteira), punida com multa e remoção do veículo. O relator da proposta, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), concordou com o aumento da punição para os infratores. “Frequentemente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas ou com deficiência são utilizadas por aqueles que não atendem aos requisitos necessários para o usufruto do direito”, disse. Feliciano defendeu a aprovação do PL 460/11, apensado, sob argumento de que o texto “estabelece as mesmas medidas da proposição principal, adotando, no entanto, outra forma de redação e apresentando detalhamento de conceitos”.

Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Turismo Adaptado - Distrito Federal - 19/08/2011 - Imagem Internet

Pai é preso por matar filho deficiente

Enquanto na gestação os pais sempre pedem para que o seu filho nasça com saúde e não tenha problemas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/08/2011

A atitude e o pensamento são louváveis e muito saudáveis, porém ninguém se prepara para receber uma criança com problemas e por muitas vezes tem uma rejeição inicial, normalmente desencadeada pela criança ser diferente (que poderia ser classificado como preconceito). Os cuidados e a atenção dispensadas com uma criança deficiente é maior, assim como as despesas.

Além disso, os pais sofrem do mesmo preconceito que a a grande maioria das pessoas tem, devido a falta de informação ou egoísmo. Isso pode levar as pessoas a estados de estresse muito elevados, que desencadeiam em agressividade e repulsa a criança, que nada tem haver com a situação e não pediu para estar aqui sofrendo dessa forma.
Nos Estados Unidos, mais precisamente na Lusiana, um pai matou seu filho porque estava cansado de cuidar dele.

O menino de sete anos tinha paralisia cerebral, vivia em uma cadeira de rodas e sua alimentação era feita através de tubos.

Jeremiah Lee Wright, de 30 anos, não matou de forma simples, ele decaptou o menino (arrancou a cabeça). A mãe teve que ser amparada por policiais depois de saber desse crime bárbaro com seu filho, cometido pelo próprio pai.

Fonte: Blog do Deficente Físico

Deficientes visuais transformam lixo em vassouras no ES

Projeto ''Cega Faz'' é desenvolvido pela União dos Cegos de Vila Velha.
Eles reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:20/08/2011

Quatro deficientes visuais provam que são especiais e desenvolvem um projeto sustentável em Vila Velha. Eles reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava. Com o projeto 'Cego Faz', eles superam a deficiência e resgatam a autoestima em prol da questão ambiental.

Para se produzir uma vassoura pequena são necessárias 13 garrafas pet, enquanto, para uma vassoura grande, igual às usadas pelos garis, são utilizadas 20 garrafas. ''Produzimos 1,2 mil vassouras por mês. Com esse trabalho, o deficiente percebe que ele tem valor'', afirma o presidente da União dos Cegos, Flodoaldo da Silva.

Durante o processo de reciclagem, eles cortam o fundo da garrafa, desfiam o material e depois cozinham o plástico desfiado por 30 minutos. ''É trabalhoso, mas pegamos o jeito com o tempo. E ainda contribuímos com o meio ambiente'', ressalta Paulino Xavier, um dos participantes.

A fabricação das vassouras é uma uma saída ecológica e muito rentável para as garrafas pet que virariam lixo. ''Uma garrafa plástica jogada fora só ajuda a destruir o meio ambiente. Transformamos muitas garrafas, que iam para os lixões, em ótimas vassouras. Com esse trabalho percebi o meu valor, mesmo sendo cego'', afirma Jozir Vulpe, que ficou cego aos 20 anos.

Fonte: http://pdsul.blogspot.com/2011/08/quatro-deficientes-visuais-provam-que.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ProjetoDeficienciaSuperandoLimites+%28Projeto+D%27Eficiencia+Superando+Limites%29

Dia da Síndrome de Down, 21/3, pode virar data oficial

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:20/08/2011

Celebrado em todo Brasil, o dia da síndrome de Down, 21/3, pode entrar para o calendário oficial. Projeto de lei 377/2011, apresentado pelo Senador Lindbergh Farias propõe a instituição da data. O projeto foi encaminhado para a Comissão de Educação e o Senador Pedro Simon foi apontado para relatar a matéria. Apesar de ser comemorado no Brasil desde 2006, quando foi lançado pela Down Syndrome International, a data ainda não tinha sido oficializada. 21/3 foi escolhido por representar os 3 cromossomos número 21 que cada pessoa com síndrome de Down carrega em seus genes.

Patricia Almeida, que teve a iniciativa de trazer a comemoração para o Brasil, diz que o dia serve para dar voz às pessoas com síndrome de Down e valorizar seu papel na sociedade. “Será uma grande alegria ver este dia incluído no calendário oficial brasileiro. Depois disso, o próximo passo é oficializar a data na ONU”, completa.

PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 377 de 2011

Institui o dia 21 de março como Dia Nacional da Síndrome de Down, estabelecendo como dever dos órgãos públicos responsáveis pelas políticas públicas voltadas às pessoas com Síndrome de Down, a promoção e a divulgação de eventos que valorizem a pessoa com essa síndrome na sociedade.

Abaixo, o texto completo da proposição:

PROJETO DE LEI DO SENADO No 377, DE 2011 Institui o Dia Nacional da Síndrome de Down.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional da Síndrome de Down, a ser celebrado no dia 21 de março de cada ano.

Parágrafo único. Os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação de políticas públicas voltadas à pessoa com Síndrome de Down ficam incumbidos de promover a realização e divulgação de eventos que valorizem a pessoa com Síndrome de Down na sociedade.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

O presente Projeto de Lei tem por objetivo instituir o Dia Nacional da Síndrome de Down, a ser celebrado no dia 21 de março de cada ano.

O dia 21 é dedicado às comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down. Foi a data escolhida pela Associação Internacional Down Syndrome International, em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com síndrome de Down possuem.

A síndrome de Down não uma doença. É uma ocorrência genética natural, que, segundo estimativas, acontece em uma a cada 700 nascimentos. Por motivos ainda desconhecidos, durante a gestação, as células do embrião são formadas com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente.

O material genético em excesso (localizado no par de número 21) altera o desenvolvimento regular da criança. Os efeitos do material extra variam enormemente de indivíduo para indivíduo, mas se pode dizer que as principais características são os olhinhos puxados, o bebê ser mais molinho, e o desenvolvimento em geral se dar em um ritmo mais lento.

Com apoio para seu desenvolvimento e a inclusão em todas as esferas da sociedade, as pessoas com síndrome de Down têm rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, e também aqui no Brasil, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, escrevendo livros, se casando e até chegando à universidade.

A instituição do dia 21 de março como o Dia Nacional da Síndrome de Down tem por objetivo contribuir para assegurar a inclusão plena das pessoas com esse tipo de deficiência na sociedade.

São esses os motivos pelos quais submetemos esta proposição ao exame dos ilustres membros do augusto Congresso Nacional.

Sala das Sessões, Senador Lindbergh Farias. (À Comissão de Educação, Cultura e Esporte, em decisão terminativa.)

Fonte: Senado Federal e Inclusive




sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bebê tem mão amputada em cirurgia de intestino


 APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011

Sorocaba - Um recém-nascido entrou no centro cirúrgico da Santa Casa de Ourinhos, a 370 km de São Paulo, para uma cirurgia de intestino e saiu com a mão direita amputada. Após passar pela operação, a criança apresentou ainda queimaduras no peito e até hoje à tarde continuava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A família não entende o que aconteceu e procurou a Polícia Civil para denunciar um possível erro médico.

De acordo com o pai, Daniel Henrique da Cruz Almeida, o bebê, do sexo masculino, que hoje completou 46 dias, nasceu com o pâncreas colado no intestino e precisou passar por uma cirurgia. Ele foi internado no dia 13 de julho. Depois da cirurgia, os pais foram ao hospital e verificaram que a criança tinha uma queimadura de segundo grau no peito e uma atadura na mão. "Disseram que era um problema de má circulação, mas depois eu soube que a mão foi amputada", disse o pai. Sem receber informações, ele procurou a polícia. "Nosso filho entrou para a cirurgia perfeito e saiu com uma lesão", desabafou.

Almeida afirma que só foi informado da amputação depois que ela tinha sido realizada, mas as causas não foram explicadas. "Falaram até em trombose, mas soube depois que teria ocorrido um problema com o bisturi elétrico durante a cirurgia e uma descarga atingiu meu filho, mas o hospital não explicou nada. Eu e minha mulher queremos saber a verdade." Em nota, a direção da Santa Casa informou que o bebê já havia sido atendido em outros hospitais quando deu entrada para a realização de um procedimento cirúrgico "em razão de patologia complexa e de risco". De acordo com a nota, por razões que estão sendo apuradas em sindicância, o bebê veio a sofrer lesão em sua mão direita durante o atendimento. "Outros esclarecimentos só serão possíveis após a conclusão da sindicância referida", informa a nota.

A delegada Ana Rute Bertolaso, titular da Delegacia da Mulher, abriu inquérito. Ela requisitou a ficha clínica da criança e pediu uma perícia ao Instituto Médico Legal (IML). Os peritos já tiraram fotos do bebê e devem entregar o laudo amanhã. "Vamos apurar uma possível lesão corporal culposa e tentar estabelecer se houve erro profissional", disse a delegada. Médicos e funcionários serão ouvidos. A delegada espera concluir o inquérito antes do prazo legal de 30 dias.

Equoterapia acelera em 30% a recuperação de pacientes

Projeto da Esalq completa uma década e já auxiliou.Eduardo Guidini

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011

O Projeto Equoterapia, desenvolvido pelo Departamento de Zootecnia da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), em Piracicaba, completa 10 anos neste mês de agosto com uma marca: o tratamento acelera em 30% a recuperação dos pacientes. Um tratamento terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação de pessoas com deficiência física ou mental, a equoterapia tem o objetivo de melhorar o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social de quem possui algum desses problemas.

O coordenador geral do projeto, Cláudio Maluf Haddad, explica que o cavalo, ao andar, exige que o cavaleiro faça movimentos determinantes para se manter em cima do animal, o que fortalece e desenvolve seus músculos. Em uma comparação simplificada, a atividade funciona como uma fisioterapia realizada com a ajuda do cavalo. "Entretanto, a recuperação dos pacientes se mostra mais rápida com a equoterapia. Além deles se envolverem com o animal, o ambiente ao ar livre é gostoso e a troca é muito proveitosa", explica Haddad. Pessoas com vários tipos de problemas, como síndrome de down, paralisia cerebral e esquizofrenia são atendidas semanalmente.

Seis profissionais estão envolvidos nas atividades, que acontecem de terça a sexta-feira, durante todo o dia para atender, atualmente, 72 pessoas. Fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, professor de educação física e o profissional de equitação fazem as sessões com os pacientes.

História

A equoterapia, utilizada como prática terapêutica há várias décadas na Europa e EUA, foi formalizada no Brasil em 1989 com a constituição da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil), que regulamentou o método em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação.

Em junho de 1997, o Conselho Federal de Medicina reconheceu a Equoterapia como método terapêutico com indicações para pessoas com paralisia cerebral, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumas craneoencefálico, Síndrome de Down, Síndrome de West, dependência química, incoordenação motora, distúrbios visuais, auditivos e da fala, autismo, estresse e outros.

Fonte: EPTV - Piracicaba - SP - 18/08/2011 - Imagem Internet






Desafio na educação de autistas gera abandono dos pais


Fundador da associação que presta assistência às pessoas com o distúrbio conta sua história de vida.

Suzana Amyuni
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011


João Bispo de Aragão, fundador e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Piracicaba (Auma) e pai de João Mauricio Correia Aragão, de 22 anos, é um dos raros pais que não desistiram de seus filhos portadores da síndrome. Caracterizado, principalmente, pela hiperatividade, isolamento e agressividade, o autismo faz muitos pais abandonarem a família.

“Dos 28 atendidos pela Auma, apenas seis têm pais biológicos presentes e casados com as mães”, revela Aragão.

A principal motivação que o analista de ferramentas encontrou para persistir - além, é claro, do amor ao filho - foi o fato de ele ser um menino. “Ele ia precisar de mim, eu não poderia abandoná-lo”, afirma.

O diagnóstico, feito quando o filho tinha pouco mais de 2 anos, abalou as estruturas. “Foi um choque. Demoramos para assimilar a ideia. A autoestima da mãe dele foi lá embaixo e eu também fiquei arrasado porque não via meu filho me chamar de pai”, relembra Aragão que passou os seis primeiros anos do filho esperando uma palavra ou, até mesmo, um simples olhar.

O resultado de tantos desafios foi a separação do casal enquanto o filho ainda era criança. Mas o diferencial nesta história foi o empenho do pai em manter a proximidade e auxiliar, não só seu filho, mas também outros autistas. Assim, ele mergulhou no mundo de João Mauricio, repetindo seus gestos, suas manias e tentando compreendê-lo. Assim, nasceu a Auma, em 1999.

“Só tínhamos recursos e atendimento específico em outras cidades, o que dificultava o tratamento, já que a maioria das famílias era de baixa renda”, explica Aragão que, com o auxílio de muitas mães e apoio da iniciativa privada, oficializou a associação. Atualmente, a entidade conta com 13 funcionários e recebe 28 autistas com idades entre 7 e 40 anos. O atendimento é feito nas áreas de psicologia (para os autistas e para a família), terapia ocupacional, cozinha pedagógica e educação física, além da parte pedagógica, educação lúdica e oficinas de artesanatos, pintura em madeira, entre outras.

Segundo Aragão, de cada 10 autistas, nove são do sexo masculino. Das pessoas com esta síndrome atendidos pela Auma, só há uma menina. “É até uma ironia os pais abandonarem os seus filhos”, comenta.

Apesar de todas as dificuldades e do imenso trabalho, ele garante que valeu a pena. Hoje, Aragão é casado com Beatriz e tem outros dois filhos: Gabriel e Nathan, que o chamam de pai. “Mas ser pai do João Mauricio é absolutamente especial”, finaliza o presidente da Auma.

Fonte: EPTV - 18/08/2011 - Imagem Internet

Criança disléxica tem mais chance de ter depressão

Risco de sofrer algum transtorno psicológico quando adulto também é maior, diz estudo.da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011

Crianças com o diagnóstico de dislexia estão mais propensas a desenvolver sintomas depressivos, da mesma forma que correm mais risco de ter algum transtorno psicológico na idade adulta. Essas são conclusões de um trabalho de dissertação do neuropsicólogo Ricardo Franco de Lima, da Unicamp.

Lima chegou a esse resultado ao avaliar 31 crianças com diagnóstico de dislexia e compará-las com resultados de avaliações realizadas com outras 30 crianças sem nenhum tipo de problema de saúde, e estudantes de uma escola pública de Campinas (SP). "Em geral, os grupos envolvidos na questão não atentam para este tipo de avaliação, mas ignorar estes aspectos no tratamento da dislexia pode acarretar consequências emocionais graves, inclusive fazer com que o transtorno permaneça ao longo dos anos", afirma.

Ainda segundo o estudo, os sintomas depressivos podem estar relacionados às funções cognitivas, isto é, o comportamento relacionado ao conhecimento. A evidência, portanto, indica a necessidade de avaliação e intervenção nesta área, como forma de diminuir o sofrimento da criança com dislexia na escola, por exemplo.

As crianças estudadas tinham entre sete e 14 anos de idade, sendo que o grupo com dislexia foi atendido no Hospital das Clínicas da Unicamp durante três anos. "Quando a criança chega com a hipótese, só na minha área são realizadas seis sessões de uma hora para observar o paciente. Após avaliações de todos os membros da equipe é que a hipótese se confirma ou não."

Dos casos atendidos anualmente no HC, em apenas aproximadamente 2% o diagnóstico é confirmado. No entanto, essas crianças muitas vezes possuem apenas dificuldade escolar de ordem pedagógica e não um distúrbio relacionado ao sistema nervoso central, afirma o neuropsicólogo.

Pelos padrões internacionais, no transtorno específico de aprendizagem, a criança apresenta comprometimento na aquisição e desenvolvimento da linguagem escrita. Mas no trabalho do estudioso, ele dá atenção também para as avaliações dos sintomas emocionais, uma vez que o estudo indica a vulnerabilidade das crianças disléxicas pelas dificuldades apresentadas na escola. "As crianças sempre relatam sentimentos de que não conseguem vencer as suas limitações, se sentem inferiores em relação às outras, comparando o seu desempenho com o de seus pares. Em alguns casos podem até apresentar humor deprimido e ideias suicidas."

Diante desse quadro, o pesquisador faz um alerta: "Os pais precisam estar atentos a esta questão e se munir de conhecimento para lidar com a situação."

Fonte: R7 - 18/08/2011 - Imagem Internet


Longe do alcance das mãos

Dois séculos depois da criação do sistema braille, livros adaptados para deficientes visuais ainda são caros e de difícil acesso no Brasil.
Tory Oliveira

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011

Para a maioria das pessoas, basta entrar em uma livraria ou biblioteca de sua cidade para ter acesso a milhares de títulos, de best sellers como a saga Harry Potter a livros específicos sobre física quântica. Apenas em 2009, 22 mil lançamentos e 30 mil reedições encheram as livrarias brasileiras, segundo o balanço anual Produção e Vendas do Setor Editorial, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Entretanto, a prateleira de livros é bem menor para aquelas pessoas consideradas cegas ou com baixa visão. Em 2010, a maior editora de livros em braille da América Latina, a Fundação Dorina Nowill, produziu 342 títulos. “O acesso ao livro é precário e sofrível”, classifica Vera Lúcia Zednick, criadora do Projeto Acesso, uma organização sem fins lucrativos que luta pela inserção social e educativa do deficiente visual. Na biblioteca do Projeto, por exemplo, existem apenas 50 livros em braille. Segundo Vera, existem pouquíssimos títulos disponíveis em livrarias, cujo catálogo é, em sua maioria, constituído por livros infantis.

Criado no século XIX pelo francês Louis Braille, o sistema de escrita e leitura através do tato revolucionou o mundo dos deficientes visuais. Entretanto, quase dois séculos depois de seu nascimento, livros criados ou adaptados para o sistema ainda são caros e de difícil acesso no Brasil. O último dado disponível sobre o número de cegos e pessoas com baixa visão no Brasil (Censo 2000) aponta que existem 169 mil deficientes visuais no País – dos quais se estima que apenas 10% sejam alfabetizados em braille.

O custo de produção do livro em braille é alto – cerca de dois dólares por página – e demora em média três meses para ficar pronto. Como não é possível reduzir ou aumentar o tamanho dos caracteres, como acontece com fontes tipográficas tradicionais, os livros também costumam ficar grandes. Uma página em tinta equivale a quatro páginas de um livro em braille – assim, um pequeno dicionário da língua portuguesa acaba transformado em 35 grandes volumes.

No caso de Bruno Marques da Silva, de 11 anos, os livros didáticos em braille para a sexta série ocupam “uma prateleira cheinha” na sua casa. Alfabetizado em braille desde 2006, Bruno costumava pegar os livros na Fundação Dorina Nowill, onde ficou por dois anos. Hoje, sua maior fonte é a biblioteca da escola. Além dos didáticos, a última leitura em que Bruno mergulhou foi o infanto-juvenil "O Dragão Verde", de Maria Clara Machado. “Eu li a introdução em braille, aí achei legal e peguei o livro.” Com menos entusiasmo, o garoto também fala sobre um livro que não conseguiu ler – o romance "Tarzan", escrito pelo americano Edgar Rice Burroughs em 1914. “Eu estava jogando um jogo acessível do Tarzan e me contaram que também tinha um livro. Eu procurei, mas não encontrei.”

Fontes de acesso

Em São Paulo, as duas maiores fontes de acesso aos livros são a Fundação Dorina Nowill e a Biblioteca Louis Braille do Centro Cultural São Paulo. Criada pela pedagoga Dorina Nowill em 1946, inicialmente com o nome de Fundação Para o Livro do Cego no Brasil, a entidade tinha como objetivo principal criar e distribuir livros em braille para que deficientes visuais, como a própria Dorina, pudessem estudar. Hoje, cerca de 70 pessoas trabalham exclusivamente na área editorial da Fundação, que também possui uma gráfica própria, equipada com seis máquinas impressoras. Os livros são distribuídos gratuitamente para escolas e bibliotecas de vários estados do Brasil. Não existe, entretanto, uma biblioteca de braille própria na Fundação – um exemplar de cada livro é enviado para a Biblioteca Louis braille, no Centro Cultural São Paulo.

A Fundação Dorina Nowill também trabalha com livros falados (audiobooks) e livros digitais. Livros didáticos muito ilustrados ou com fórmulas – como os de matemática, mísica, química ou geografia, com mapas – também são preferencialmente adaptados para o braille. Já obras consideradas de “entretenimento”, como best sellers, clássicos da literatura e revistas semanais, são transformadas em livros falados. Livros universitários e de referência, em geral, são adaptados para o formato digital acessível.

O acesso ao livro didático continua sendo problemático, embora o MEC determine – e arque com metade do valor – que todos os livros didáticos comprados pelo ministério tenham sua versão digital distribuída de forma gratuita para as escolas. Ainda assim, como a adaptação é demorada, no caso de escolas particulares, muitas vezes os pais precisam enviar o material com meses de antecedência – e ainda assim correm o risco de não receber os livros a tempo. Por outro lado, nos últimos anos cresceu o investimento em livros falados e digitais, acessado via computador, com a ajuda de softwares específicos que podem ler trechos, aumentar o tamanho da fonte ou realizar buscas por termos dentro do texto. Esses novos formatos são produzidos mais rapidamente e a um custo menor.

Para Vera Lúcia, houve avanços, mas ainda é preciso afinar o discurso com a prática. Para ela, o livro em braille ainda é fundamental para o conhecimento e a aprendizagem. “Imagine estudar química ou história com alguém lendo para você! O discurso está maravilhoso, mas falta a prática”, conclui.

Fonte: Carta Capital - 18/08/2011 - Imagem Internet


O que é Síndrome de Marfan?


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011

Síndrome de Marfan é uma doença do tecido conjuntivo descrita por um pediatra francês, Antoine Bernard-Jean Marfan, em 1896. Com este primeiro relato e outros subseqüentes, ficou estabelecido que se tratava de uma doença genética com transmissão autossômica dominante, com expressividade variável intra e inter familial, sem predileção por raça ou sexo, que mostra uma prevalência de 1/10.000 indivíduos. Aproximadamente 30% dos casos são esporádicos e o restante familiar.

Em outras palavras, sabemos que a doença é genética porque podem existir várias pessoas afetadas na família e denomina-se autossômica dominante porque apenas uma mutação em um dos alelos é necessária para ocorrerem as manifestações clínicas. Todos nós temos 46 cromossomos (o conjunto de material genético), ou seja, 23 pares de cromossomos, um herdado da mãe e o outro do pai. Esses pares de cromossomos são iguais e os genes ocupam sempre o mesmo lugar em ambos. Cada gene que ocupa o mesmo lugar é chamado de alelo. Assim, uma mutação (alteração no código genético) em apenas um dos alelos é necessária para observarmos as características clínicas em uma doença autossômica dominante. Esta mutação pode ter sido herdada, e então ou o pai ou a mãe deve ter manifestações clínicas também, ou ter acontecido pela primeira vez, à qual chamamos de mutação nova. Uma vez portador da mutação e das características clínicas a chance de transmiti-la para os filhos é de 50%.

A Síndrome de Marfan tem um quadro clínico muito variado observado em uma mesma família e em famílias diferentes. A este fato chamamos de expressividade variável e ele é importante porque nem sempre um indivíduo afetado tem todas as características clínicas. Por isso é necessário examinar cuidadosamente os pais e os familiares próximos. Da mesma forma que um indivíduo discretamente afetado pode vir a ter um filho muito acometido, ou vice-versa.

As principais manifestações clínicas da doença concentram-se em três sistemas principais: o esquelético, caracterizado por estatura elevada, escoliose, braços e mãos alongadas e deformidade torácica; o cardíaco, caracterizado por prolapso de válvula mitral e dilatação da aorta; e o ocular, caracterizado por miopia e luxação do cristalino. A essa possibilidade de atingir órgãos tão diferentes denomina-se pleiotropia.

Sabendo que um determinado gene seria o responsável por estas manifestações clínicas e que um gene sempre comanda a fabricação de uma proteína, os pesquisadores se concentraram em descobrir que proteína seria comum aos ossos, olhos e coração, e no final dos anos 80 descobriram a existência de uma proteína chamada fibrilina, que faz parte do tecido de sustentação dos órgãos. Ela está presente em grande quantidade nos ligamentos que unem os ossos nas articulações e seguram as lentes dos olhos, chamadas de cristalino, assim como na camada interna das artérias, principalmente da maior artéria do corpo humano, chamada de aorta.

Ann Coulter
Entre pessoas famosas, acredita-se que tinham a síndrome Júlio César, Charles de Gaulle, Sergei Rachmaninoff, Maria I da Escócia, Abraham Lincoln, o violinista Niccolò Paganini e possivelmente Charles Maurice de Talleyrand. Um livro recente sugere que o faraó egípcio Amenófis IV (Akhenaton) pode ter tido esta condição. Alega-se que a colunista política norte-americana Ann Coulter sofre da Síndrome de Marfan. Rumores dizem que Osama bin Laden também tem a Síndrome.

O astro do vôlei Flo Hyman, conhecido por ter Marfan, e o compositor de musicais Jonathan Larson, que acredita-se que também tinha a Síndrome, morreram de dissecção de aorta. O ator Brent Collins, da série de televisão Another World, era um anão com Síndrome de Marfan; aos 46 anos de idade, ele teve um repentino crescimento, o que o levou à morte. O ator Vincent Schiavelli possuía a Síndrome de Marfan, e era um membro honorário da National Marfan Foundation.

Como é feito o diagnóstico?

Mesmo no exterior, a identificação das mutações ainda é feita experimentalmente e os critérios diagnósticos clínicos continuam sendo a base do diagnóstico.

Requisitos para o diagnóstico são:

nos casos esporádicos (ou parente de primeiro grau não afetado) deverá ocorrer o envolvimento do esqueleto e de dois outros sistemas, sendo pelo menos uma manifestação maior;
nos casos familiais (ou pelo menos um parente de primeiro grau afetado) deverá ocorrer o envolvimento de dois sistemas, sendo pelo menos uma manifestação maior. Uma revisão dos critérios diagnósticos mais recente acrescentou dados do estudo do gene, quando este for um dado conhecido, e a presença de quatro manifestações esqueléticas como um sinal maior.Cabe ao geneticista clínico a investigação da família para diagnóstico e aconselhamento genético dos afetados.

No Brasil, já existe a Fundação Marfan Brasil que tem ajudado no avanço das pesquisas sobre a Síndrome de Marfan.

Onde a síndrome afeta?

A Síndrome de Marfan ocasiona em uma importante parcela dos pacientes problemas na aorta e na válvula mitral. Ambas estruturas possuem uma grande quantidade de fibrilina, proteína defeituosa na síndrome. A fibrilina forma parte das fibras elásticas e contribui na sustentação da parede aórtica e da válvula mitral, conseqüentemente todo paciente portador da Síndrome de Marfan deve ser avaliado periodicamente por um cardiologista, na procura de alterações, em especial na aorta e na válvula mitral.

Bradford Cox, músico americano
















Continua…
Fontes: http://www.marfan.com.br/; Wikipédia

Condutores com Deficiência Auditiva

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011
A utilização do símbolo é prevista pela Lei 8.160, de 8 de janeiro de 1991, que determina sua colocação em todos os locais de acesso aos surdos.

“Art. 1º É obrigatória a colocação, de forma visível, do "Símbolo Internacional de Surdez" em todos os locais que possibilitem acesso, circulação e utilização por pessoas portadoras de deficiência auditiva, e em todos os serviços que forem postos à sua disposição ou que possibilitem o seu uso.

Art. 2º O "Símbolo Internacional de Surdez" deverá ser colocado, obrigatoriamente, em local visível ao público, não sendo permitida nenhuma modificação ou adição ao desenho reproduzido no anexo a esta lei.

Art. 3º É proibida a utilização do "Símbolo Internacional de Surdez" para finalidade outra que não seja a de identificar, assinalar ou indicar local ou serviço habilitado ao uso de pessoas portadoras de deficiência auditiva.

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não se aplica à reprodução do símbolo em publicações e outros meios de comunicação relevantes para os interesses do deficiente auditivo, a exemplo de adesivos específicos para veículos por ele conduzidos.”




A utilização do símbolo no veículo, é facultativo e voluntário, tem como objetivo alertar aos demais condutores a presença de pessoa com deficiência auditiva ao volante. Devendo, o símbolo, ser fixado no vidro traseiro do veículo, para informar que qualquer solicitação deve ser feita por meio dos faróis altos.

O adesivo também pode ser colocado no vidro dianteiro, para facilitar a identificação por agentes de trânsito e demais autoridades de trânsito no momento da abordagem.


Fonte: Detran - PE

Depois de perder os dedos, jovem recupera movimentos da mão com prótese biônica.


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/08/2011

Chloe Holmes, de 15 anos, foi a mais jovem da Europa a ganhar dedos biônicos, depois de perdê-los devido a uma septicemia. Seus pais, Sue e Pete, de 41 anos, tiveram que arcar com cerca de 38 mil libras em Wiltshire, na Inglaterra, para realizar o implante de dedos em sua mão esquerda.


Chloe Holmes (Foto: SWNS.com)A prótese construída pela Touch Bionics, na Escócia, foi feita especialmente para Chloe e é controlada por impulsos elétricos que partem das terminações nervosas de seu braço. Depois de 18 meses de aprendizado, agora a jovem consegue realizar tarefas simples sem ajuda. “Estamos muito felizes, fez muita diferença na vida dela”, conta Sue.
Quando tinha três anos e meio, Chloe, que acabara de pegar sarampo, acabou contraindo septicemia estreptocócica. Chloe passou três meses internada e teve quatro paradas cardíacas. Perdeu todos os dedos da mão esquerda. Ficou apenas com o polegar e parte de um dedo da mão direita.
Atualmente, Chloe está reaprendendo tarefas básicas como usar talheres e escovar os dentes. “Crescer tem sido muito difícil. Não posso praticar esportes e nem segurar nada”, conta a menina. “Agora, o melhor de tudo é poder pegar as coisas. É meio difícil, mas já estou me acostumando”.

Fonte: http://rodrigo-silveira.blogspot.com/2011/08/loe-holmes-de-15-anos-foi-mais-jovem-da.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ReflexoSobreRodas+%28REFLEX%C3%83O+SOBRE+RODAS%29

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Jovem da Apae denuncia mãe por vender sua virgindade a ex-prefeito

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011.

Elida Oliveira de Riberão Preto

Diagnosticada com deficiência mental de leve a moderada, uma jovem de 18 anos denunciou a mãe à polícia de Franca (400 km de São Paulo) por vender a sua virgindade a um ex-prefeito de Nuporanga (373 km da capital).

De acordo com Maria Camila Ferreira Alves, 66, avó da jovem, o caso teria acontecido no início do mês passado.

No entanto a jovem só fez denúncia na semana passada. Segundo a avó, o comportamento da jovem estava estranho e funcionárias da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) perceberam a mudança. A garota, então, contou a elas o que tinha acontecido.

Segundo o depoimento da jovem à psicóloga da Delegacia de Defesa da Mulher de Franca, onde o caso está sendo investigado, José Mauro Ambrozeto (PPS) a levou para um canavial com o consentimento da mãe.

A avó confirmou a versão apresentada na delegacia. "Ele fez compras com elas e a mãe a empurrou para dentro do carro, mandando ele levar a menina", disse a avó, que não vê a filha há quatro anos por conflitos familiares.

Após o suposto abuso, a jovem foi cobrada pela mãe para que pedisse a Ambrozeto R$ 300, segundo a avó.

Ao voltar para a aula, a jovem contou para as assistentes sociais da Apae o que aconteceu, mostrando um vestido manchado de sangue.

A jovem prestou queixa na semana passada. A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio disse que o depoimento dela é coerente e que já pediu exames de corpo de delito. Ela aguarda os resultados para prosseguir com as investigações.

Procurado desde domingo, Ambrozeto somente atendeu a Folha hoje. Ele afirmou que foi orientado por seu advogado a manter-se em silêncio. Questionado sobre a veracidade do caso, ele disse que não iria comentar.

Seu filho, em uma das tentativas da reportagem em encontrar o ex-prefeito, disse que a denúncia é "uma leviandade".

Fonte: Folha.com - Cotidiano - 16/08/2011
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/960519-jovem-da-apae-denuncia-mae-por-vender-sua-virgindade-a-ex-prefeito.shtml

Dois craques nos pincéis

Flavio Soares fala sobre o filho Logan, que tem síndrome de Down.

Mauricio Xavier | 17/08/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011

                                                                                                                                        Fernando Moraes
                                                    Flavio e Logan: cotidiano retratado em tiras de quadrinhos
“Digo para todo mundo e não sou hipócrita de negar: nos dois primeiros dias após o nascimento, eu mal conseguia olhar para Logan. Tive uma rejeição muito forte, por não saber o que estava acontecendo. Alguns médicos passam os prognósticos mais pessimistas: ‘Não espere muito, a expectativa de vida é pequena’. Dão o pior cenário possível, você desmonta de vez.

No terceiro dia, cheguei ao hospital e meu único pensamento era levá-lo embora para casa. Tive um período de luto e depois decidi tocar o barco, começando a fazer o que era melhor para meu filho. A síndrome de Down faz parte do nosso dia, mas não é o centro. Vivemos a rotina de uma família qualquer, de pais separados, com guarda compartilhada.

O que ainda me incomoda é a questão da fala. Tive de cancelar a fonoaudióloga por um tempo, porque fiquei sem dinheiro e o plano de saúde não cobria. Acredito que possa ocorrer um comprometimento futuro por causa disso. Ele se comunica bem, mas não por meio de palavras. E cada vez que noto sua dificuldade de expressão vejo a minha falha: não fui o pai de que meu filho precisava.

+ Veja outros depoimentos

O mais importante para mim é que Logan se torne um adulto independente, ganhe autonomia para controlar a própria vida. Criei um blog (www.avidacomlogan.com.br) quando ele tinha 6 meses para tentar entender e racionalizar tudo isso e ajudar a divulgar e informar sobre a doença.

Há uns dois anos, a página não estava mais cumprindo seu papel, e aí inventei uma tira em quadrinhos retratando nosso cotidiano. Jamais esperei nada, era algo totalmente pessoal, mas cresceu além do que eu imaginava. Agora não é mais só minha, as pessoas me cobram.

Logan já se reconhece nos desenhos, só não entende ainda que aquilo é uma representação da sua vida. O curioso é que, não sei se de tanto me ver trabalhar, ele aprendeu a pegada de desenhista. Sabe como segurar cada tipo de lápis ou caneta para obter efeitos diferentes. E isso não foi ensinado na fisioterapia.”

Flavio Soares, 38 anos, ilustrador, pai de Logan, 6, com síndrome de Down
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2230/dia-dos-pais-sindrome-de-down-ilustrador

Você sabe mexer com um PC?

Ver quem tem paralisia cerebral como um ser que pode atuar de forma.

Jairo Marques

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011

A ERA É DOS IPODS, aí não podes, iPads, smartphones, redes sociais,
informações nas nuvens, na Cochinchina e sei lá mais onde. É um mundaréu de
cacarecos eletrônicos para dar conta de entender, saber manipular, saber
interagir.

Como não tem mais bobo no futebol, ninguém fica para trás e rapidinho aprende a conectar o cabo USB, a mandar o retrato por Bluethooth.

Acontece que, mesmo em uma realidade cada vez mais digital, ainda há muita
confusão, dificuldade e formas erradas ou desvirtuadas de mexer com o básico do básico, com o PC, que, no meu planeta, é sigla para quem tem paralisia cerebral.

Com certeza, você já trombou com um cabra PC alguma vez na vida.
Rotineiramente, eles passam por bocós ou incapacitados totais de juntar cré com lé. Isso porque a paralisia cerebral pode dar uma boa prejudicada no esqueleto do sujeito, e quem vê cara torta e boca aberta não vê coração, não vê cérebro, não vê nada capaz de fazer uma conexão.

E o que percebo como mais broca na peleja do PC para ser reconhecido como gente em sociedade são os casos graves, aqueles em que, da carapaça, sobrou pouco para o sujeito: não anda, não fala e mal consegue abanar a mosca do bolo, mas pensa, raciocina, faz sinapse, respira e quer seu espaço, sua
cidadania.

Tive uma prima PC, Lara. Nos tempos de antigamente, nos quais ela viveu, essa deficiência -que potencialmente detona a capacidade motora e não necessariamente a intelectual- era tão negligenciada que as pessoas afetadas eram tratadas isoladas da humanidade, não raro vivendo dentro de quartinhos,afastadas de olhares curiosos.

Mesmo com quase 30 anos na lomba, Larinha, por pura ignorância da família, era tratada e estimulada como um bebê, o que é bastante comum quando não se sabe agir com alguém com alguma deficiência. Ela se foi, a ciência evoluiu, a medicina avançou e hoje crianças PCs, graças à força dos pais e a
entidades ligadas à causa, estão desfilando nas praças e nos shoppings e enfrentando o cão chupando manga para poderem ser aceitas em escolas comoqualquer outra pessoa.

A principal dica para "enfrentar" um caboclo com paralisia cerebral é tentar ao máximo mudar aquele olhar 43, com uma carga cheia de pessimismo, de valores predeterminados, de incapacidades suas que são projetadas no outro.

Tentar ver o PC como um ser apenas diferente, que pode atuar no mundo de
forma diferente, é o caminho.

Ignorar a presença de pessoa com paralisia cerebral em seu ambiente ou fazer papel de "ridicoloman" tratando-a como uma "despombalizada" das faculdades mentais sem saber se ela tem mesmo um comprometimento cognitivo grave é atitude do século passado.

Assim como há computadores de todas as potências e desempenhos, há PCs com
diferentes avarias na funilaria. Eles podem circular normalmente por aí,
apenas descompensados de uma perna, com uma parte do rosto meio repuxadinha, ou podem andar em cadeira de rodas e ser bem prejudicados no todo. Mas isso não importa. O que importa é que eles são seres viventes superiores e mais capazes que qualquer máquina tecnológica, que tende a ficar inútil de seis em seis meses.

Fonte: Folha de S.Paulo - 17/08/2011
Matéria publicada no site: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=32531

Deficiente intelectual vira instrutor em rede de lanchonetes

O exemplo de Ricardo José de Lima mostra que é preciso dar oportunidade para esses profissionais provarem que podem exercer atividades produtivas de forma exemplar.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011

"Se alguém ensinar, a gente aprende", diz Ricardo José de Lima, 28 anos, deficiente intelectual que acaba de deixar o cargo de atendente em uma das lanchonetes da rede McDonald'sSite externo. para se tornar instrutor. "Eu tenho dificuldade para ler e escrever, mas aprendo tudo só de olhar como faz", explica.

Lima é um dos poucos exemplos de pessoa com deficiência intelectual empregada. O preconceito com este tipo de deficiência é grande e muitas empresas optam por não contratá-los. Mas o exemplo de Lima mostra que é preciso dar oportunidade para esses profissionais provarem que podem exercer atividades produtivas de forma exemplar.

Esforçado, Lima conseguiu concluir o ensino fundamental no colégio Ivete Vargas em uma turma específica para pessoas com dificuldade de aprendizado. Depois disso, passou a frequentar uma instituição que dá apoio a pessoas com deficiência. Lá, logo tornou-se parte da equipe de apoio. Por conta de seu porte físico vigoroso, ajudava a carregar as crianças com locomoção reduzida, no banho e nas demais atividades.

Quando a oportunidade na rede de lanchonetes surgiu, Lima não tinha a documentação necessária para se inscrever na Lei de Cotas, mas não desistiu. Com a ajuda da mãe, foi atrás de cada um dos papéis e logo se viu contratado. "Foi uma felicidade para mim e para a minha família quando fui contratado. Prefiro muito mais ficar trabalhando do que em casa, à toa", explica.

Depois de quatro anos na área de atendimento da lanchonete, surgiu uma vaga para o cargo de instrutor, funcionário responsável por ensinar os novatos e verificar se todos os ingredientes estão sendo colocados na porção certa e se os procedimentos de preparo dos alimentos estão sendo seguidos. Lima diz que não teve dúvida, e informou ao gerente sua vontade de se candidatar à função.

Por saber da dedicação de Lima e de sua capacidade de decorar todos os procedimentos, o gerente da loja deu a ele o boné de supervisor, sem necessidade de prova. "Ele me disse que sabia que eu já conhecia tudo aqui", lembra Lima. Orgulhoso, ele diz que não precisa consultar nenhum manual para checar as especificações de preparação dos alimentos - sabe tudo de cor.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/Site externo. Imagem Internet

Projeto de Lei prevê que escolas ensinem Libras aos alunos surdos

Projeto quer que Libras se torne componente curricular obrigatório para esses alunos. Condições serão definidas pelas escolas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011

A comunicação com os estudantes com deficiência auditiva em todos os níveis e modalidades da educação básica, nas instituições públicas e privadas de ensino, poderá ser obrigatoriamente feita por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). É o que prevê projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF)Site externo. aprovado nesta quinta-feira (11) em Plenário. A matéria ainda deve ser analisada pela Câmara dos DeputadosSite externo..

O projeto inicial previa que a Libras seria componente curricular obrigatório, inclusive para os alunos ouvintes, mas emenda acatada restringiu essa obrigação apenas aos alunos surdos. Desta forma, as escolas terão três anos, a partir da publicação da lei, para montar estrutura e ensinar Libras aos alunos surdos, que terão o direito de comunicar-se por meio desse sistema linguístico.

O texto aprovado diz ainda que as condições para a oferta de ensino de Libras serão definidas em regulamento dos sistemas de ensino, que detalharão a necessidade de professores bilíngues, de tradutores e intérpretes e de tecnologias de comunicação em Libras. Também fica aberta a possibilidade de acesso da comunidade estudantil sem deficiência auditiva e dos pais de alunos com deficiência auditiva ao aprendizado de Libras.

A Libras é definida pela Lei 10.436/02 como um sistema linguístico de natureza visual-motora e com estrutura gramatical própria. Reconhecida por essa legislação como meio legal de comunicação e expressão, a Libras pode ser ensinada nos cursos de professores para o exercício do magistério.

Fonte: Agência SenadoSite externo.

Vice-ministra desencoraja discriminação de deficientes

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011

Kwanza Sul

Sumbe - A vice-ministra da Educação para o ensino geral e acção social, Ana Paula Inês, considerou hoje, no Sumbe, província do Kwanza Sul, que a sociedade deve continuar a combater com firmeza as atitudes e práticas discriminatórias contra alunos com necessidades especiais.

Ao intervir na sessão de abertura do I Conselho Consultivo do Instituto Nacional da Educação Especial, a decorrer até sexta-feira, disse que esse combate visa construir uma sociedade inclusiva, cuja educação sirva para todos.

“A escola para todos é a que valoriza todos os alunos, independentemente das suas características individuais e que garanta o respeito pelos seus direitos, desempenhando o seu verdadeiro papel social”, referiu.

De acordo com a dirigente, a reforma educativa em curso no país impõe desafios pedagógicos que passam pela garantia de condições técnicas e materiais capazes de garantir o acesso escolar de todos, sem distinção.

“A falta de informação nas comunidades, o descrédito das capacidades e possibilidades por parte dos familiares, em relação aos seus educandos, afigura-se como um dos grandes obstáculos do acesso das pessoas com necessidades educativas especiais ao sistema de ensino”, reforçou.

Para inverter este quadro, acrescentou, o MED está a realizar, em colaboração com os meios de difusão massiva, uma campanha de sensibilização e informação sobre as necessidades educativas especiais, sob o lema “Escola para todos, vamos aprender com as diferenças”.

O MED controla no país 800 estabelecimentos escolares e três mil 870 professores, nas províncias de Cunene, Kwanza Sul, Huambo, Bié, Benguela, Namibe, Huíla, Lunda Sul, Kwanza Norte, Luanda e Bengo.

Constam dos objectivos do encontro a promoção de debates sobre o rumo e os desafios da educação inclusiva de alunos com necessidades educativas especiais em Angola.

Reflectir sobre a metodologia de funcionamento das instituições de atendimento às necessidades educativas especiais é outro objectivo do encontro, a decorrer sob o lema “De mãos dadas, rumo ao ensino na diversidade”.

Pretende-se ainda com o fórum mobilizar o envolvimento de gestores da educação na execução das políticas de atendimento de crianças, adolescentes, jovens e adultos com necessidades especiais, bem como propor medidas que visam melhorar a gestão da educação especial.

O I painel aborda “A realidade angolana e a inclusão escolar” temas como “A situação actual da educação especial nas 18 províncias”, Redimensionamento das escolas especiais a centros de recursos”, “Estatuto da modalidade da educação especial em Angola”.

No segundo será analisado “A educação especial, organização e novas tecnologias”, engloba discussões sobre “O papel da família na inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais”, “Avanços tecnológicos na educação especial”, “Importância da actividade física na integração de alunos com necessidades educativas especiais”, entre outros.

Participam no encontro, com duração de três dias, chefes de departamento provincial de ensino, representantes da educação especial, técnicos do Instituto Nacional para a Educação Especial, do Ministério da Educação, do Fundo Lwini, da Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (Unesco) e do Instituto Nacional da Criança.

Fonte: Jornal da Angola

Parque de diversão abre as portas gratuitamente em data especial para as pessoas com deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011



Brincar e se divertir é sempre bom em qualquer idade. E foi pensando na alegria e no bem-estar das pessoas com deficiência que o Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e a Associação Brasileira das Empresas de Parques de Diversão do Brasil (Adibra) fecharam parceria inédita com o objetivo de proporcionar um dia especial para as pessoas com defi ciência. A data escolhida foi o dia 3 de dezembro, Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas e Dia Internacional da Pessoa com Defi ciência, e a cerimônia de abertura foi no Hopi Hari que recebeu mais de 8 mil pessoas com defi ciência, de 83 instituições espalhadas por 31 municípios de São Paulo.

Unificação do que já existia

O Playcenter foi o pioneiro em oferecer um dia exclusivo às pessoas com defi ciência. Há oito anos, o mais antigo parque de diversões do Brasil já tinha a preocupação de integrar e receber todos os tipos de público. O Hopi Hari e o Parque da Mônica também se mobilizaram e hoje oferecem o mesmo benefício. Agora, todas as ações passam a ter uma única data e objetivo: dar alegria e divertimento às pessoas com defi ciência e adequar suas instalações para que elas possam ser recebidas em qualquer dia do ano, basta querer se divertir. “Nossas atrações estão prontas para recebê-las sempre que quiserem e não só em dias especiais. Com elas aprendemos e melhoramos setores de atendimento, treinamento de pessoal, trazendo sensibilidade na hora de prestar serviço”, comenta Alain Baldacci, presidente do Sindepat.

Parques de diversão inclusivos

Acesse a Revista Sentidos e veja a reportagem completa.
Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/parque-de-diversao-abre-as-portas-gratuitamente-em-data-especial-para-as-pessoas-com-deficiencia.html






quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A advogada que mudou as regras do Metrô de SP

Cega desde os 4 anos, Thays Martinez lança na 3ª livro sobre sua relação com cão-guia barrado em estação.

Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 17/08/2011

                                                                                                                                                         Ayrton Vignola/AE
                                        Conquista. Thays com seu novo cão, Diesel: batalha jurídica durou 6 anos e terminou com acesso irrestrito

A primeira tentativa de melhorar o acesso para cegos nas estações do Metrô de São Paulo foi marcada por uma ironia - e por um fato que hoje parece bizarro. Em uma tarde de maio de 2000, os primeiros pisos táteis da rede começaram a ser instalados na Estação Marechal Deodoro (Linha 3-Vermelha), no centro. Na mesma tarde, na mesma estação, a advogada Thays Martinez, então com 27 anos, cega desde os 4, ficou conhecida no País inteiro: ela foi barrada, impedida de ultrapassar a catraca com seu novo e primeiro cão-guia, Boris. O Metrô proibia animais na rede, Boris teria de ficar na rua. Mesmo que estivesse ali a trabalho.

Foi o início de uma batalha jurídica que durou seis anos. E teve lances de desrespeito inimagináveis - como o do dia em que um funcionário desligou a escada rolante por onde desciam Boris e Thays, provocando um tranco que quase os derrubou. No final, a advogada ganhou na Justiça o direito de acesso irrestrito ao Metrô. E acabou mudando também as regras da companhia, que passou a aceitar cães-guia na rede.

Labrador treinado na ONG americana Leaders Dog for the Blind, Boris se aposentou em 2008, após memorizar, em 8 anos, mais de 200 caminhos na cidade. Em 2009, morreu. Thays, paulistana da Vila Leopoldina, zona oeste da capital, que teve sua cegueira causada por uma caxumba, agora já tem seu segundo cão-guia. Um labrador preto chamado Diesel. Ainda sente falta de Boris, mas entende as diferenças: o primeiro, decidido e "brilhante"; o segundo, manhoso e "uma graça". Cada um com seu jeito de animá-la.

"O Diesel é solidário, fica triste junto. Aí, me forço a ficar alegre. Já o Boris pulava e mordia de leve, como que pedindo para não ficar assim (para baixo)", conta Thays. "Não conseguia resistir."

Livro. Para contar sua história e a do cão que mudou a forma como as instituições públicas veem a relação entre pessoas cegas e seus guias, a advogada lança nesta semana o livro Minha Vida com Boris (Editora Globo, 142 páginas). "Comecei a escrever no jardim do prédio, em 2005. É uma reflexão que estava dentro de mim e sabia que teria de contar", disse Thays, que narra tudo a partir da infância - de quando sonhava em ter em casa um "cachorro grande". "Só não sabia que representaria também minha independência."

Quando ainda vivia na Vila Leopoldina, Thays e Boris caminhavam diariamente em volta de uma praça. Ele passou a conhecer o caminho, a desviar de árvores e buracos. Aos poucos, começaram a trotar. De repente, a correr. "Para quem sempre precisou de ajuda, correr é algo indescritível. É o tipo de liberdade a que todo deficiente tem direito."

Em seu livro, Thays conta em detalhes o que sentia em relação ao cão - sentimentos, como uma inesperada vaidade, chegaram a surpreendê-la. Quando foi buscar o cão em Michigan (EUA), lembra de ter tomado um banho "de lavar a alma". Depois, demorou a decidir a melhor roupa. "Confesso que, por uma fração de segundo, pensei que poderia estar sendo um pouco ridícula, mas nunca se sabe os critérios caninos...", escreveu, com bom humor. "No fim, deu certo. O Boris nunca reclamou", brincou, durante entrevista na quinta-feira.

Praia. Além da descrição detalhada do processo com o Metrô - como as ironias que enfrentou de advogados da companhia, que diziam não impedi-la de entrar, "só o cachorro" -, Thays fala também das pequenas alegrias do convívio com o animal. Como a primeira vez em que caminhou na praia sozinha, em Peruíbe, no litoral sul. "Parecia sonho impossível, porque a praia, lugar amplo e sem referências, desorienta a pessoa cega. Mas, com o Boris, marcamos os quiosques como referenciais e conseguimos", contou. "Tomamos até banho de mar."

Thays voltou também a caminhar pela cidade. Boris conhecia como poucos os trajetos do centro velho, onde a advogada trabalhava. Hoje, com Diesel, dá expediente no Tribunal Regional do Trabalho. "Nunca me deixou bater nos obstáculos aéreos, como orelhões", contou Thays, que fundou a ONG Iris, de auxílio a deficientes (já ajudou 24 pessoas a terem cães-guia). "Depois de tanta exposição, são poucos lugares que resistem a receber cães-guia. Alguns restaurantes e taxistas. Mas, explicando bem, quase sempre aceitam."

Depois de Boris, Thays decidiu que pretende ter cães-guia "enquanto puder". "Como a separação é difícil, pensei em voltar a ficar sozinha. Mas a liberdade e a alegria compartilhadas compensam", disse. "Até a frase de que "cão-guia vira sua extensão" deixa de ser clichê. Quando o Boris se aposentou, me separei dele pela primeira vez. Um dia, acordei e joguei a mão para o lado, procurando. Parecia que nem meu braço estava ali."

No processo de produção do livro, Thays fez uma única exigência - que fosse lançado em audiolivro junto com a edição impressa. "Para evitar que as pessoas cegas esperem meses por um livro disponível para todos os outros." A obra será lançada nesta terça-feira na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), entre 18h30 e 20h30.

Fonte: Estado de S.Paulo - 14/08/2011

Cadeiras de rodas, ganham câmbio automático

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 17/08/2011

Câmbio automático para cadeira de rodas



O câmbio automático para cadeiras de rodas está totalmente incorporado em duas rodas, que são compatíveis com qualquer cadeira de rodas manual.[Imagem: U. Illinois

Cadeira sem marchas

Tente dirigir um carro sempre em primeira marcha e você sentirá bem o que um cadeirante experimenta ao se deslocar pelas mais diferentes condições de piso e tráfego.

Mas você sentiria bem mais se você próprio fosse o motor.

O esforço que a cadeira de rodas exige é o mesmo, quer em um piso irregular, quer em um piso liso; e, quando deslizando suave por uma calçada desimpedida, o cadeirante continua tendo que dar o mesmo número de voltas em suas rodas.

Para tentar diminuir esse inconveniente, que se traduz em dores nos ombros para mais de 70% dos cadeirantes, engenheiros da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, acabam de criar um câmbio automático para cadeira de rodas.

Câmbio automático para cadeira de rodas

O sistema, chamado IntelliWheels (rodas inteligentes), detecta o padrão de movimentos do cadeirante e seleciona automaticamente a marcha mais adequada para cada situação.

De acordo com a velocidade e a força imposta pelo usuário, o mecanismo seleciona marchas mais adequadas para subidas, descidas ou terrenos irregulares, por exemplo.

Como o objetivo era minimizar o esforço dos cadeirantes, Scott Daigle e seus colegas partiram logo para o câmbio automático, para não onerar o usuário com mais um mecanismo.

O equipamento foi desenvolvido para ser adaptado em cadeiras de rodas normais, sendo o câmbio incorporado em duas rodas, que poderão ser vendidas como um acessório e instaladas em cadeiras de rodas manuais comuns.

“Depois de conversar com usuários, nós verificamos que eles queriam algo que pudesse permitir-lhes continuar usando a cadeira com a qual se sentem confortáveis,” afirmou Marissa Siebel, atleta da equipe para-olímpica dos Estados Unidos e integrante da equipe que desenvolveu o câmbio automático para cadeiras de rodas.

O equipamento está em fase final de desenvolvimento, devendo chegar ao mercado em breve. Mas informações no site www.intelli-wheels.com


“]Câmbio automático para cadeira de rodas
O sistema detecta o padrão de movimento do cadeirante e seleciona automaticamente a marcha mais adequada para cada situação. [Imagem: U. Illinois




Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Delegado que agrediu cadeirante vai prestar serviços comunitários


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 17/08/2011
RODRIGO VIZEU  - DE SÃO PAULO do Folha.com

O delegado da Polícia Civil Damasio Marino, que agrediu um cadeirante em uma discussão em São José dos Campos (91 km de São Paulo), em janeiro, foi condenado nesta terça-feira a uma pena de três meses de detenção, em regime aberto, por lesão corporal. O juiz Carlos Gutemberg de Santis Cunha, da 4ª Vara Criminal de São José dos Campos, converteu a pena em prestação de serviços comunitários.
Delegado que agrediu cadeirante em SP é transferido de delegacia
Justiça aceita denúncia contra delegado que agrediu cadeirante
Damasio poderá recorrer em liberdade. A defesa do delegado não atendeu às ligações da reportagem.
O juiz decidiu absolver Damasio dos crimes de injúria e ameaça. O magistrado também considerou que não houve abuso de poder, como havia afirmado a Promotoria. Com isso, foi descartado tirar o cargo do delegado.
A agressão ocorreu após o delegado estacionar na vaga reservada a pessoas com deficiência, levando o advogado cadeirante Anatole Morandini a tirar satisfações. Umexame mostrou lesão por objeto contundente na cabeça do cadeirante.
Em depoimento no fim de junho, Marino negou ter dado coronhadas em Morandini, como diz a vítima. O advogado do delegado disse que só deu 'dois tapas' em reação a umacusparada do cadeirante e que o ferimento pode ter ocorrido devido a um anel que Marino usa.
Após pedir transferência, Marino trabalha atualmente em uma delegacia de Presidente Venceslau (611 km de São Paulo), no oeste paulista.
Cadeirante foi agredido por delegado em briga por vaga em estacionamento; delegado diz que ele fez ameaças
 
Advogado cadeirante Anatole Morandini, agredido por delegado em briga por vaga em estacionamento
 
Fonte: http://nandoacesso.blogspot.com/2011/08/delegado-que-agrediu-cadeirante-vai.html

Tecnologias e adaptações para inclusão.


Tecnologias e adaptações permitem que pessoas com diferentes deficiências exerçam as mais diversas profissões.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 17/08/2011
Conheça Marcos Rossi, pessoa com Síndrome de Hanhart e Edi Carlo de Souza, pessoa com deficiência visual, utilizando tecnologias e adaptações em seus locais de trabalho.

Esta reportagem faz parte do programa de TV Sentidos, apresentado por Dudu Braga, radialista, produtor musical, cego e filho do cantor Roberto Carlos.

O programa Sentidos mostra ações sociais realizadas por pessoas que trabalham a favor de um país mais justo, inclusivo e que não espera somente por iniciativas do poder público, mas se une para buscar qualidade de vida e diminuir as diferenças. Produzido pelo núcleo de TV da Avape (www.avape.org.br), em parceria com o Canal Net Cidade, da operadora de TV a cabo NET, o programa Sentidos também destaca as atividades das pessoas com deficiência nas áreas de lazer, educação, cultura, saúde, esporte e trabalho.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tênis Adaptado para Cadeirantes




A Secretaria de Esportes e Lazer de Nova Odessa, com participação da Academia Raquetes Clube e a APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa, convidam você Deficiênte Físico Cadeirante morador na cidade de Nova Odessa, a fazer parte desta equipe, venha assistir á uma aula treino, e temos certeza que você vai participar deste projeto, as aulas treino são todas as segundas e quartas feiras das 17H30 as 19H00, no Ginásio de Esportes do Jardim Santa Luiza,Rua Batista Boldrini, s/nº - Jardim Santa Luiza 2.

Mais informações:

Contato: 3406-2387 Prof. Rogério
Secretaria de esportes e lazer: 3498-1561 - Alan
APNEN: 3466-3321 - Renato

Através do tênis, jovem iraquiana supera amputação e perda da família.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 16/08/2011


SUPERAÇÃO

Zainab Khadim Alwan perdeu as pernas, após um míssil cair sobre a sua casa durante a guerra. Hoje, em cadeira de rodas, ela é bicampeã nacional

Ser uma menina de 15 anos não é fácil. Viver em um país em guerra, também não. Mas, através do esporte, uma adolescente iraquiana venceu todas as adversidades e deu um novo significado para a palavra superação.

- Eu estava em casa com minha família no dia 27 de dezembro, três dias antes do Festival Eid Adha, quando ouvi mísseis sendo disparados na vizinhança de Shhuhadaa, em frente a nossa casa. Fomos ver o que tinha acontecido quando um míssil caiu no meio da nossa casa. Corremos para a porta, mas antes de alcançá-la outro míssil nos atingiu – conta Zainab Khadim Alwan.

Com apenas 15 anos, a menina perdeu a irmã, a cunhada e as duas pernas quando um míssil atingiu a casa onde morava durante a guerra do Iraque. Muito abalada, a jovem desistiu da escola e quase abdicou da própria vida.

- Eu queria fechar meus olhos e morrer para sair daquela vida miserável. É muito duro para um garota de repente perceber que falta parte de seu corpo. Eu sentia que minha vida estava destruída – relembra.

Mas, através do esporte, ela encontrou forças para seguir em frente. Tentou várias opções e se apaixonou pelo tênis. Hoje, ela é a única mulher na seleção iraquiana de tênis em cadeira de rodas e bicampeã nacional, tendo vencido os campeonatos na categoria individual em 2008 e 2009.

- Depois de 3 meses, pensei em me envolver com algum esporte. Me ofereceram a chance de tentar praticar esgrima, basquete e tênis. Depois de conversar com os treinadores eu decidi escolher o tênis, me apaixonei à primeira vista. Era bem difícil no início. Era difícil aceitar a deficiência e sentar numa cadeira de rodas, mas agora consegui alcançar meu sonho – comemora.

Fonte: G1

Risco de que um autista tenha irmão autista é maior do que se pensava

Nova pesquisa mostra probabilididade de 19%, contra 10% anteriores. Segundo a equipe, este é o maior estudo feito sobre o assunto.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 16/08/2011

Uma nova pesquisa mostra que a probabilidade de que uma criança que tenha um irmão mais velho autista também desenvolva a síndrome é bem maior do que se imaginava: 18,7%, enquanto a estimativa anterior variava entre 3% e 10%.

Os pesquisadores trabalharam com 664 crianças que já tinham pelo menos um irmão autista. A idade média para o início do acompanhamento foi de oito meses. Entre os meninos, 26,2% tiveram a síndrome, e o número para as meninas foi de 9%. Nos casos em que o paciente tinha mais de um irmão com autismo, a recorrência foi de 32,2%.

O estudo publicado pela revista Pediatrics é considerado pelos autores como o mais completo já realizado com o objetivo específico de constatar o aparecimento do autismo entre irmãos. Com os novos dados, há mais uma evidência de que os fatores genéticos influenciam o desenvolvimento da síndrome. “Pais perguntam com frequência qual é o risco de ter um segundo filho com desordens do espectro autista e, até agora, não tínhamos muita certeza da resposta”, disse Sally Ozonoff, professora da Universidade da Califórnia, em Davis, EUA, autora do estudo.

“Esse estudo mostra que irmãos mais novos de crianças com desordens do espectro autista precisam ser seguidas com muita atenção, o que exige algo a mais de que o acompanhamento normal que um pediatra costuma fazer”, concluiu a pesquisadora.

Fonte: G1 - São Paulo, 15/08/2011 - Imagem Internet

Anac anuncia rever resolução sobre acessibilidade de pessoas com deficiência em aeroportos

Medida visa deixar aeroportos mais acessíveis até 2013

José Carlos Oliveira

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 16/08/2011

A Agência Nacional de Aviação Civil vai rever a resolução sobre acessibilidade nos aeroportos para melhorar o atendimento aos passageiros com deficiência e mobilidade reduzida. O anúncio foi feito, na quarta-feira, dia 10 de agosto, durante a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos que debateu o tema.

A resolução está em vigor desde 2007 e traz as obrigações das companhias aéreas e da administração aeroportuária no atendimento às pessoas com deficiência. O superintendente de segurança operacional da Anac, David Neto, afirmou que houve avanços de acessibilidade nos aeroportos, mas admitiu a necessidade de melhorias.

Cadeirante, a deputada Rosinha da Adefal, do PT do B de Alagoas, questionou, por exemplo, como os aeroportos brasileiros vão receber os atletas dos Jogos Paraolímpicos de 2016 se a atual resolução da Anac prevê que o número de cadeirantes por aeronave deve obedecer a um limite de 50% dos tripulantes de cabine. David Neto explicou que esse limite é estabelecido por segurança operacional. Segundo ele, a resolução está em processo de revisão e as novas normas serão submetidas à consulta pública antes da publicação. "Estamos revendo a resolução 9/07 de uma forma bastante técnica, estudando o assunto com a importância que ele merece.

A Anac, as empresas aéreas e as administrações aeroportuárias sabem que o assunto é importante e requer uma dedicação maior e que essa nova resolução traga melhorias nas condições de transporte desses passageiros."

David Neto garantiu que a fiscalização da Anac quanto à acessibilidade é firme. Desde 2007, a agência autuou empresas aéreas 123 vezes e órgãos de administração aeroportuária, 142 vezes por descumprimento das normas. A Infraero informou que trabalha com base em um plano de ação até 2013 para a plena instalação de equipamentos e serviços de acessibilidade nos 66 aeroportos administrados pela empresa.

A representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ângela Cunha, também anunciou que o órgão vai trabalhar, junto com a ABNT, na normatização dos equipamentos complementares de acessibilidade, como as passarelas telescópicas usadas para o embarque e desembarque dos deficientes nas aeronaves.

Entidades ligadas aos usuários reclamaram muito do atual atendimento. Foi o caso do vice-presidente da Associação Nacional em Defesa dos Passageiros do Transporte Aéreo, Alcebíades Santini. "Nós temos uma situação assim: total falta de infraestrutura e falta de planejamento e gestão competitiva. E esse loteamento de cargos em funções técnicas é extremanente grave. Não temos investimento tecnológico."

Deputados cadeirantes, como Rosinha da Adefal, Walter Tosta, do PMN, e Mara Gabrilli, do PSDB, relataram vários dos problemas que vivenciam no dia-a-dia dos aeroportos brasileiros. Eles citaram dificuldades e constrangimentos no embarque, desembarque e revista de passageiros e nos banheiros das aeronaves; casos de extravio de cadeira de rodas, e até a história de um passageiro cego que foi proibido de entrar na aeronave com cão-guia.

Segundo Walter Tosta, o objetivo da audiência foi sensibilizar os órgãos reguladores e fiscalizadores quanto à implementação efetiva da acessibilidade, a fim de garantir a plena circulação da pessoa com deficiência. "Para que ele possa realmente fazer uso da aeronave e de suas passagens para que ele tenha um conforto e não passe por tantos constrangimentos como têm ocorrido hoje."

Walter Tosta é autor de um projeto de lei (PL 435/11) que disciplina o uso de passarelas fingers e ambulift, usadas no embarque e desembarque de passageiros com deficiência. O texto está em fase inicial de tramitação.

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - 15/08/2011 - Imagem Internet