sábado, 27 de agosto de 2011

São Paulo sediará as Paraolimpíadas Escolares 2011

Jogos acontecem entre 26 e 31/08 na capital paulista. Mais de 1.800 pessoas participarão da competição, que é considerada a maior do gênero na América Latina.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/08/2011

A cidade de São PauloSite externo. receberá, a partir do dia 26, as delegações de atletas que participarão da 5ª edição das Paraolimpíadas Escolares. A competição reúne alunos do ensino fundamental médio ou especial, de 12 a 19 anos, com deficiência física, visual e intelectual. O evento é promovido pelo Comitê Paraolímpico BrasileiroSite externo. em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com DeficiênciaSite externo. e Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED)Site externo..

Esta será a segunda vez consecutiva que a cidade sediará a competição que, neste ano, contará com delegações de 24 estados da federação e mais de 1.300 estudantes. São Paulo terá a maior delegação, com 175 participantes.

Os atletas disputarão dez modalidades esportivas: tênis em cadeira de rodas, voleibol sentado, atletismo, futebol para cegos, futebol para paralisados cerebrais, judô, goalball, bocha, natação e tênis de mesa. As modalidades serão divididas por locais de competição, que acontecerão no Parque Anhembi, no Ibirapuera e no Clube Esperia e a entrada é franca.

A cerimônia de abertura dos jogos será dia 27 de agosto, a partir das 18 horas, no Auditório Celso Furtado (Av. Olavo Fontoura, 1.209– Parque Anhembi).

Educação Inclusiva

 Durante a realização das Paraolimpíadas Escolares, alunos da rede municipal de ensino, de quatro CEUs (Centro de Educação Unificado) – um de cada região de São Paulo –, participarão do “Concurso de Fotografias por Celular – Paraolimpico”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a SMPED e o Centro Cultural São Paulo.

O concurso contará com oitenta alunos, de 12 a 14 anos, que irão fotografar com seus próprios celulares os jogos paraolímpicos nos três locais das competições. O objetivo do concurso é incentivar os alunos da rede municipal de ensino a se aprofundarem nas diferentes práticas esportivas e discutir o valor do esporte paraolimpico no contexto escolar por meio da fotografia. As fotografias serão julgadas pela Secretaria Municipal de Esportes, pela Secretaria de Educação, pela SMPED e pelo Centro Cultural São Paulo. No dia 11 de Outubro será escolhida a foto vencedora, na Galeria Olido – Av. São João, 473, Centro - São Paulo.

Programação: Cerimônia de Abertura
Dia 27 de agosto, das 17 às 20 horas
Local: Auditório Celso Furtado - Parque Anhembi

Competições
Arena Anhembi
♦ Classificação Funcional Atletismo
26 de agosto, das 13 às 20 horas
27 de agosto, das 8 às 16 horas
♦ Bocha / Vôlei Sentado / Tênis de Mesa
28, 29 e 30 de agosto, das 8 às 18 horas

Arena do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) – Ibirapuera
♦ Classificação Funcional Natação
26 de agosto, das 13 às 20 horas
27 das 8 às 16 horas
♦ Atletismo / Natação
28, 29 e 30 de agosto, das 7 às 12 horas

Arena Clube Esperia
♦ Futebol de 5 / Goalball
28, 29, 30 e 31 de agosto, das 8 às 14 horas
♦ Futebol de 7
28, 29 e 30 de agosto, das 8 às 18 horas
♦ Tênis em Cadeira / Judô
28, 29 e 30 de agosto, das 14 às 18 horas

Fonte: http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3879&/sao_paulo_sediara_as_paraolimpiadas_escolares_2011

EXCLUSÃO EM ESCOLA PARTICULAR NO RIO DE JANEIRO

Escola particular proíbe criança com necessidades especiais de usar o pátio da escola inviabilizando seu direito de frequentar as aulas!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/08/2011

No dia 8 de Agosto de 2011, Consuelo Machado, mãe do aluno da Associação Escolar de Modelar de Cambauba, no Rio de Janeiro. Por meio de um site de rede sócial publicou um testemunho informando que seu filho Arthur, de seis anos de idade, foi convidado a se retirar do pátio da escola frequentado por todos os alunos.

A luta teve início na matricula em 2009 quando a equipe médica de Arthur prescreveu como tratamento o convívio escolar e sua mãe fez de tudo para matricular seu filho, após visitar uma série de escolas da região.

A direção não aceitou a matrícula impondo uma série de exigências, inclusive a realização de reunião com pais de outros alunos para autorizar, o que fere diretamente os direitos fundamentais do Arthur!

A matricula só foi efetivada após uma notificação, após 2 meses de negociações infrutíferas. Entretanto, não satisfeita com a matricula do menino a instituição começou à criar uma série de obstáculos para que a mãe desistisse de manter o filho na escola – de bullying até a sua proibição de usar o pátio da escola com a colocação de um cadeado num portão da educação infantil que dá acesso ao pátio inviabilizando até a prestação de socorro rápido, motivo pelo qual a equipe médica não tem autorizado a ida da criança a escola: a escola não está cumprindo o que foi acordado pessoalmente com o seu médico em 2009, o que não garante a segurança do Arthur no ambiente escolar.

A doença de Arthur não foi diagnosticada. Porém, Arthur, apresenta atraso global no seu desenvolvimento neurológica, associado a Síndrome de Disautonomia Severa, provocada por estímulos sensórios neurais abruptos, de causa desconhecidas. Por isso, Arthur, não deve se esforçar muito, precisa de períodos de descanso para evitar excesso de estímulos e, no dia em que recebeu notícia de que estava proibido de usar o pátio , Arthur saia de uma aula de Educação Física, na quadra pois sentiu-se mal, cansou e começou a fazer esforço respiratórios, precisando ser socorrido no pátio (que dá acesso a quadra) pela avó médica que o acompanha 24 h por dia, enquanto sua mãe se dirigiu ao parquinho para buscar medicação específica e seu carinho para acomodá-lo enquanto os cuidados eram prestados. Porém, surpreendeu-se com o portão do parquinho para o pário trancado com cadeado, impedindo o socorro do aluno.

No mesmo ano que Arthur entrou na escola, sua prima, começou a sofrer Bulying. Inicialmente ouvia dos outros que seu irmão era “babão” e que “não fechava a boca”. Depois relatou em casa que uma outra criança, que viria a ser filha da psicóloga da escola, estava proibindo as outras meninas de serem suas amigas - passando a ficar excluída. Após reclamação da família junto a escola, a psicóloga da escola (que deveria ser impedida e suspeita de atuar profissionalmente junto a série de sua própria filha) retirou a menina de apenas 7 anos de idade da sala de aula sozinha e sem a ciência dos pais, para fazer uma acareação com a própria filha o que, configura constrangimento nos termos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Após tal acontecimento, a menina de apenas 7 anos começou a passar mal na escola, chorar e a sofrer sintomas físicos precisando de acompanhamento médico. Diante de tal situação, a família notificou a escola por escrito da continuidade do Bullying solicitando providencias efetivas da escola com relação ao Bullying e a psicóloga, inclusive determinando que a mesma se mantivesse afastada da criança. Em resposta a escola ao invés de tomar providências, nega a existência de Bullying, afirma que nem a instituição nem a psicóloga sabiam de seu impedimento e envia documento ao Conselho Tutelar afirmando que trata-se de uma família violenta e agressiva e que precisa de aconselhamento.

O Conselho Tutelar chamou a família e, ao receber toda a documentação médica, cópia das notificações escritas entre a família e a escola, além de um vasto arquivo fotográfico reconhece o absurdo da situação criada pela escola e encaminha oficios para a Delegacia de Proteção a Criança Vítima e para a Metropolitana III (órgão da Secretaria de Educação para fiscalização das Escolas Particulares para apurar inclusive o constrangimento da criança pela psicóloga escolar.

Vale ressaltar ainda que Arthur precisou trancar a matricula por 6 meses para tratamento médico e que a escola impôs novos obstáculos para o destrancamento da matrícula em abril de 2011 obrigando a família a propor uma Ação Judicial. A escola voltou atrás e efetuou o destrancamento e a família desistiu da ação. Entretanto, alguns dias depois da desistência veio a proibição para Arthur usar o pátio e a colocação do cadeado. Desta fez, como até então nenhuma autoridade chegou a tomar nenhuma providência para fazer cessar os constrangimentos sofridos pelas crianças, a família procurou diretamente o Ministério Público onde iniciou-se um procedimento em maio. Ocorre que, até a presente data, nenhuma medida eficaz foi tomada e, inobstante sua mãe pagar religiosamente a mensalidade escolar, Arthur não pode frequentar a escola para não passar por nenhuma situação de risco.

Joice Laki é graduada em comunicação social e é escritora. Portadora da Paralisia Cerebral.

Fonte: http://deficientealerta.blogspot.com/2011/08/exclusao-em-escola-particular-no-rio-de.html - Imagem Internet


DEFEITO DE FABRICA

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/08/2011

Com este argumento o profissional da área médica tentou dissuadir Camila da necessidade de um documento que comprovasse sua(s) deficiência(s), o CID (código de identificação da deficiência), dizendo que ela era “normal”, apesar das dificuldades que sempre enfrentou sem desanimar, em seus dezoito anos de vida.
A família sempre acompanhando, presente, defendendo e incentivando ajudou a aliviar este desconforto, deu colo e segurança. Com dezoito anos, ficou difícil arrumar emprego. No comércio não era aceita, pois sua voz é trêmula, a dicção exige vontade de ajudar de quem ouve.
Segundo uma das inúmeras fonoaudiólogas de sua estória, falta ao seu aparelho fonador parte que permite a elaboração de sons como LH e R Lembra também de ter feito tratamento fonoaudiológico por toda a sua vida, e reforço escolar, desde seus sete anos. Nas indústrias sempre pediam o CID (Lei de Cotas).
Acabou ganhando de tia-parceira a sua avaliação feita por psicóloga e psiquiatra particulares. Identificaram três categorias: falhas de desenvolvimento na fala e linguagem, falhas de leitura – um quadro de dislexia, nunca cuidado, pois não diagnosticado, e área emocional abalada – transtorno ansioso (podendo derivar em pânico, ansiedade ou depressão).
Ela faz faculdade hoje, sendo boa aluna, preocupadíssima em manter seu nível de notas, para continuar tendo o direito à bolsa de estudos conquistada.
Percebe claramente suas fragilidades, mas encara as mesmas com a mesma calma com que sua família sempre encarou. Finalmente, faz dois anos, chegou à sua estabilidade no trabalho, em que desempenha função de revisora de produtos de polietileno, ajudando novas colegas em seus ajustes. Já aconteceu estremecimento com sua chefia, que cobrava, e cobrava mais agilidade.
Camila teve um rompante – “Se eu demorei mais de um ano do que era esperado para falar, e depois disto mais um ano para andar, como é que o Senhor quer que eu seja rápida?”. Funcionou, o chefe recalculou a rota, e ela está feliz no trabalho até hoje, que permite que ela colabore um pouco nas despesas de sua casa, pague seu dentista, sua faculdade (Serviço Social), suas roupas, cremes e xampus, além de dividir com colega a gasolina usada para ir à faculdade. Sabe que sua letra é feia, mas isto não tem remédio.
Sabe que não deve usar salto alto, pois seu equilíbrio não permite. É grata à sua família que sempre se organizou a nível de sobrevivência de tal forma que sua mãe a acompanhasse nos reforços e terapias
. Camila prova que um ser humano pode ser útil e feliz, mesmo com “defeito de fábrica” Com mais ajuda familiar do que social, no caso.

Postado por Elizabeth Fritzsons da Silva

Fonte:http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com/2011/08/defeito-de-fabrica.html - 26/08/2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Promotor denuncia motorista da Infraero por queda de cadeirante

Segundo a promotoria, o motorista agiu com imprudência e negligência, ao deixar de fixar a cadeira de rodas ao veículo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/08/2011

O Ministério Público de São PauloSite externo. denunciou na terça-feira (23) sob acusação de lesão corporal culposa, o motorista do ambulift que transportava o arquiteto Fernando Porto de Vasconcellos, 72, do avião da GolSite externo. até o saguão do aeroporto de CongonhasSite externo., quando ele caiu da cadeira de rodas, em dezembro de 2010.

Na queda, ele bateu a cabeça no chão e teve traumatismo, hemorragia e contusões. Ele ficou quatro meses na UTI e está em coma desde então.

Segundo o promotor José Cláudio de Melo Costa, o motorista Fabio Araújo Arosio, 46, da InfraeroSite externo., agiu com imprudência e negligência, ao deixar de fixar a cadeira de rodas ao veículo -ela só foi presa pelo próprio freio- e ao trafegar em "velocidade excessiva" com velocímetro quebrado.

A pena, agravada pelo fato de o acusado ser motorista profissional, é de seis meses a três anos de prisão.

No ambulift não há cinto que prenda o cadeirante ao veículo -como nos ônibus, por exemplo. Por isso, e porque nem todas as cadeiras conseguem ser fixadas nas presilhas do veículo, o promotor recomendou ao Ministério Público Federal que tomasse providências para que a Infraero adequasse seu serviço.

Procurado, Arosio diz que precisa "se inteirar" da denúncia antes de comentar. À polícia, ele disse não teve culpa.

A Infraero diz que não vai se pronunciar por não ter sido notificada. Ela paga despesas médicas da vítima desde o início.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/Site externo.

Pessoas com deficiência dependentes de familiares: Como sobreviver com 1/4 de salário mínimo?

Caro leitor,
Recebi a carta abaixo, do amigo  Mauricio Coppini. Peço ajuda de todos amigos para que compartilhem essa informação em seus blogs e sites.

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 26/08/2011, matéria extraída do blog: http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/pessoas-com-deficiencia-dependentes-de-familiares-como-sobreviver-com-14-de-salario-minimo.html

No artigo 2º da LEI Nº 8.742 – DE 07 DE DEZEMBRO DE 1993 que dispõe Sobre a Organização da Assistência Social e dá outras providências vemos que seu objetivo é:

“… a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; e a garantia de 1 (um) salário mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família; …”

Porém, em seu Art. 20 o texto da lei diz que:

§ 3º Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário mínimo.

Como pode uma família cuja renda mensal per capita seja de um quarto de salário mínimo dar condições mínimas de sobrevivência para uma pessoa com deficiência que seja dependente de seus familiares?

Esta lei necessita ser alterada. Da forma como está hoje ela simplesmente não cumpre seus objetivos, deixando milhares, senão milhões, de brasileiros com deficiência ou idosos em situação extremamente vulnerável.

Da mesma forma, o decreto Nº 2.172 – DE 5 DE MARÇO DE 1997 que aprova o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social diz em seu Art. 43, que:

““… O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25%, observada a relação constante do Anexo I, e:

I – devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal;

II – recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado.

Parágrafo único. “O acréscimo de que trata o caput cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporado ao valor da pensão por morte…”.

Se o objetivo da lei é garantir que a pessoa possa receber a assistência permanente que necessita, 25% do valor de uma aposentadoria são suficientes para cobrir os gastos com um ou mais auxiliares de enfermagem?

Por estes motivos que peço que interceda junto aos seus colegas deputados para que estas distorções e injustiças sejam corrigidas e as pessoas com deficiência e idosos tenham suas necessidades básicas atendidas.

Um grande abraço,

Maurício Coppini
twiter: @maozero

Referência bibliográfica
http://www3.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1993/8742.htm
http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/23/1997/2172.htm

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/pessoas-com-deficiencia-dependentes-de-familiares-como-sobreviver-com-14-de-salario-minimo.html

Aceitar-se

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/08/2011

Convivo com minha deficiência desde que nasci, por isso, e graças a um grande apoio de meus pais, nunca tive grandes problemas para aceitar a minha condição física um pouco mais limitada em relação às outras pessoas que estavam mais próximas a mim.
Claro que quando eu estava na adolescência, olhar para as menininhas a 1,20m de altura era uma desvantagem e tanto em comparação aos amigos que tinham 30 ou 40 centímetros mais. Isso me deixava um pouco pensativo na hora de dormir, mas quando acordava, era o mesmo que nada, ou mais ou menos assim.Pela deficiência ser de nascença, também sempre fiz fisioterapia e mantinha contato constante com outras pessoas com deficiência, muitas vezes, bem mais graves do que a minha.Uma vez, meu saudoso orientador do trabalho de conclusão da faculdade me perguntou como seria se eu não fosse cadeirante, respondi prontamente que não sabia, mas que provavelmente eu não seria jornalista, pois esta profissão me surgiu por diversas circunstâncias, inclusive a deficiência.

Porém, quando a pessoa adquire a deficiência ao longo da vida, depois de já ter usufruído de todas as habilidades, é bem mais complicado e complexo o processo de aceitação da nova condição. Tanto por parte dela quanto dos familiares, em alguns casos.
Estar em contato com outras pessoas com deficiência é fundamental para que haja trocas de experiências, pois ao observar e conversar sobre outros problemas semelhantes ou não ajuda a entender o que está acontecendo com seu próprio corpo. Aceitar sua deficiência não é negá-la e sim se conhecer melhor.

Ver, no caso das pessoas com deficiência física, o outro fazer um movimento que você achava que não era capaz, é motivador, no mínimo, para algumas tentativas para descobrir as suas capacidades.

Obviamente que um acompanhamento terapêutico de um fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, um psicólogos e de outros segmentos, dependendo da situação, é primordial para a reabilitação, mas se aceitar é tão importante quanto.

Que tal você contar a sua história de como se ver com a sua deficiência e como você convive com ela? Mesmo que seja para reclamar de algo. O email é contato@guiainclusivo.com.br ou se preferirem, mande uma mensagem pelas redes sociais.


Fonte: http://www.guiainclusivo.com.br

Yuka protesta contra uso indevido de vagas para deficientes em aeroporto

Músico perdeu os movimentos das pernas no ano de 2000 ao ser baleado.
Protesto ocorreu no estacionamento do Aeroporto Santos Dumont, no Rio.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/08/2011

O músico Marcelo Yuka protestou, na tarde desta quinta-feira (25), no estacionamento do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, contra o uso indevido de vagas para veículos de deficientes. Segundo informações da Infraero, o músico alega que os veículos estacionados nas vagas não são de pessoas com deficiência. Yuka ficou paraplégico em 2000, ao ser baleado durante um assalto na Tijuca, na Zona Norte da cidade.

Procurada pelo G1, a assessoria do músico informou que Yuka voltou de São Paulo nesta quinta-feira (25), onde realizou shows e participou de fóruns e quando chegou ao aeroporto não conseguiu retirar seu carro da vaga, porque outro veículo estava estacionado em frente. (VEJA VIDÊO)
http://glo.bo/pphUJw

A asessoria ainda informou que o músico se revoltou quando percebeu que a maioria das vagas no estacionamento está sendo usada por veículos que não possuem a identificação (credencial dada pelo Detran) que indica que estes motoristas possuem algum tipo de deficiência.

De acordo com a Infraero, no estacionamento do aeroporto há 22 vagas para deficientes e 50 para idosos. A empresa ainda informou que o músico não quis registrar reclamação na ouvidoria do aeroporto.

Fonte: G1 RJ - http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/08/yuka-protesta-contra-uso-indevido-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Americana irá representar a região de Campinas na Conferência Estadual

Usuário da Assistência Social de Americana irá representar a região de Campinas na Conferência Estadual.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011

           Benedito, deficiente visual, quer lutar pelas causas das pessoas com deficiência

Americana terá um representante na Conferência Estadual da Assistência Social, que será realizada de 5 a 7 de outubro, em Águas de Lindóia. Usuário da Assistência Social, Benedito F. de Oliveira, 47 anos, foi eleito delegado na última sexta-feira (12/8), na Conferência Regional, promovida em Campinas, e representará a região de Campinas no evento.

Benedito ressaltou a importância da participação de um usuário da rede na Conferência para discutir a garantia dos direitos socioassistenciais. “Além de representar a comunidade em geral, quero lutar pelas causas das pessoas com deficiência, no atendimento das políticas públicas, e reeducação da população com relação ao trato com os deficientes, principalmente os visuais, como é meu caso”, disse Benedito.
Segundo ele, uma das maiores dificuldades dos deficientes visuais é a necessidade de atenção das pessoas na busca de informações. “Motoristas de ônibus, cobradores e população em geral têm dificuldade em se comunicar e prestar informações. Além disso, há uma falta de atenção que dificulta a realização das tarefas do cotidiano, como o transporte público, entre outros serviços”, conta Benedito, que perdeu a visão em 2006, em conseqüência da diabete.

”Fiquei sabendo que era diabético em 1994, precisei tomar insulina e, em 2006, tive uma hemorragia e descolamento da retina, por causa da doença. O médico colocou a mão em meu ombro e disse que a partir daquele momento teria que começar uma nova vida”, lembrou.

Desde 2006, Benedito vem de adaptando à nova realidade e participa das ações e atividades no Centro de Prevenção à Cegueira (CPC), na avenida Bandeirantes, nº 2660, que atualmente conta com 120 usuários em todas as faixas etárias. “Participo de dança de salão, yoga, teatro, aulas de informática, leitura em braille, biblioteca, entre outras atividades. Aqui conheci minha esposa Eva, que também tem deficiência visual, e comecei uma nova vida”, concluiu.

                                       Benedito e Eva

Americana promoveu, no mês passado, com apoio da Secretaria de Promoção Social, a 8ª edição da Conferência de Assistência Social, que discutiu consolidação do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) e a valorização de seus trabalhadores. Foram definidas algumas prioridades durante o encontro, que reuniu mais de 250 pessoas.

Diversas propostas foram apresentadas na Conferência, entre elas, a garantia de dotação orçamentária para fortalecer as equipes de referência e de gestão promovendo capacitação e supervisão continuada, desenvolvendo metodologia comum de trabalho a todos os serviços da Rede Pública e Privada; Ampliar e facilitar o acesso e a participação dos usuários da rede, através dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), potencializando a sua participação efetiva, por meio de Fóruns permanentes de discussão do SUAS nos territórios, ampliação dos serviços para o atendimento aos homens, idosos e pessoas com deficiência, entre outros; Criação de espaços nos territórios e nos equipamentos da comunidade para capacitar a população sobre direitos e deveres; Garantir Políticas Públicas Municipais para idosos e pessoas com deficiência, construindo um Plano Municipal que transforme o Estatuto do Idoso e a legislação pertinente da pessoa com deficiência em Políticas Públicas, entre outras propostas.

Unidade de Imprensa - 17/8/2011 - Daniela Alves
Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Americana



Excesso de sal pode causar danos à visão

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011

Pesquisas mostram que a população brasileira consome muito mais sal do que a quantidade recomendada pela Organização mundial de saúde (5 gramas por dia para crianças e idosos e 6 gramas para adolescentes e adultos). Esse fator (dentre outros como a falta de informação e envelhecimento) contribui para o aumento de casos de hipertensão arterial – doença que já atinge 57 milhões de pessoas no país.


O que poucas pessoas sabem é que, dependendo do quadro da doença, a hipertensão pode prejudicar os vasos e artérias da retina. Essa estrutura é a membrana do olho onde as imagens são formadas, e os danos causados a ela podem levar à cegueira. As mudanças vasculares que podem causar a perda da visão são: arteriosclerose (enrijecimento e estreitamento de vasos e artérias), isquemia (interrupção da circulação do sangue até a retina e formação de neovasos), hemorragia (devido ao afinamento dos vasos e artérias) e edema do disco óptico (devido à formação de depósitos, estreitamento de artérias e dilatação de veias).


O principal problema é que como a hipertensão arterial é assintomática, a maioria das pessoas não sabe que são portadoras e somente procuram o oftalmologista quando a retina já está danificada. “O olho é a porta de entrada para prevenir os danos da hipertensão porque é a única parte do corpo que permite visualizar seus efeitos”, explica Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier. Existe um exame de fundo de olho, a fundoscopia, que é capaz de diagnosticar os danos causados aos olhos ainda no estágio inicial da condição.


O melhor combate a qualquer doença é sempre a prevenção. Para evitar a hipertensão arterial e as complicações que surgem a partir dela, é extremamente importante que as pessoas estejam atentas às quantidades de sal ingeridas e outros comportamentos. O consumo de álcool e cigarros devem ser evitados, o indivíduo deve praticar atividades físicas regularmente e incluir ômega 3 em sua alimentação, substância que auxilia a circulação do sangue na retina.


Não olhe para a minha deficiência, olhe para mim!

Caro leitor,
O texto abaixo foi enviado por José Deoclécio de Oliveira. Convido-o a ler atentamente esse texto e assistir o vídeo, pois são reflexivos e conscientizadores.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011 (Fonte:http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/nao-olhe-para-minha-deficiencia-olhe-para-mim.html)

Quando minha filha Andreza nasceu em 1977 estava trabalhando na Volkswagen de São Bernardo do Campo- SP, não estava preparado para a situação, mas tive o apoio do departamento social da empresa e, posteriormente, com a ajuda de um grupo de pais, parentes, amigos da causa e apoio da direção da empresa, formamos uma associação. Hoje é uma grande ONG. Atualmente sou do conselho de honra sem participação formal.

Já há vários anos aposentado, eu e minha esposa Rosária, cuidamos de nossa filha de 33 anos com paralisia cerebral espástica integral. Para canalizar minhas energias, participo de redes sociais com o intuito de contribuir nas trocas de informações e cobrança aos órgãos públicos… E dentro da minha limitação, escrevi vários textos e alguns transformei em vídeos.

Vejo um grande avanço das instituições, órgãos de comunicações e redes sociais, por isso a sociedade tem evoluído no sentido de respeitar o outro, entretanto ainda há muito a ser conquistado, principalmente no segmento das pessoas com paralisia cerebral e outros, que tem uma necessidade específica nos cuidados das suas necessidades.

Quanto ao vídeo “Olhe para mim”, o texto me foi inspirado percebendo a luta do segmento de pessoas com paraplegia e tetraplegia, em participar ativamente na sociedade e enfrentar os obstáculos da indiferença e da falta de solidariedade!

Durante alguns anos tenho enviado manifestações e ideias de projetos a alguns parlamentares e setores envolvidos, que representam estes segmentos, no entanto vejo apenas focarem as mesmas questões. A maioria dos projetos é sempre dos “chamados acessibilidade”, que é de suma importância. Porém, quando reivindicamos projetos de patologias diferentes, não dão a devida importância e nem mesmo um simples retorno, nos deixando decepcionados e frustrados…

Acredito que nossa sociedade só irá resolver ou amenizar estas questões, quando nos conscientizarmos que temos que unir forças em conjunto, ou seja, quando preocuparmos com todas as melhorias para todos os tipos de deficiências, doenças crônicas e também, começarmos a nos preocupar com segmento da terceira idade, pois também envelheceremos…

Vídeo: “Olhe para mim”
Deoclécio de Oliveira

Vitória: As mais diversas formas de deficiência física estão sendo derrotadas pela ciência.

Novas tecnologias dão a deficientes físicos a capacidade de ouvir, andar, ficar mais forte e até superar os limites da paralisia múltipla.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011

As mais diversas formas de deficiência física estão sendo derrotadas pela ciência – e, graças a isso, os seus portadores atravessam a fronteira das limitações e conquistam uma qualidade de vida nunca vista na história da humanidade. Os principais laboratórios e centros de pesquisas dos EUA, do Japão e da Europa lançam, cada vez mais, equipamentos precisos e sofisticados para quem vivia anteriormente mergulhado no silêncio auditivo ou imobilizado numa cama de hospital. Na Dinamarca, há centros que já estão desenvolvendo aparelhos que imitam o nervo do ouvido – trata-se de um avanço definitivo em relação aos antigos modelos que chiavam demais quando duas ou três pessoas falavam ao mesmo tempo com o portador de surdez. Também no Japão, são os fabricantes de automóveis que estão criando novos e melhores meios de locomoção motorizados para quem tem as pernas paralisadas. Nos EUA, os cientistas inventaram um reforço mecânico para aqueles cuja musculatura da perna é debilitada. Esse “esqueleto externo” aumenta a força das pernas, permitindo que se ande muitos quilômetros sem se cansar.


BrainGate System Nada se compara, no entanto, à história do americano Matthew Nagle. Há cinco anos, ele se envolveu numa briga e levou uma facada na coluna cervical. Tinha 22 anos, ficou tetraplégico (não se movimenta dos ombros para baixo) e viu a sua vida acabada. A rotina de desalento foi se alterando desde que permaneceu sob os cuidados do neurologista Leigh Hochberg, do Hospital Geral de Massachusetts. Os primeiros testes mostraram que, apesar da paralisia, as regiões do córtex cerebral responsáveis pelo comando dos movimentos voluntários (como apanhar um copo sobre a mesa) ainda emitiam sinais nervosos. Com a ajuda de outro cientista americano, John Donoghue, da Universidade Brown, nos EUA, o neurologista Hochberg criou o inimaginável – uma espécie de cérebro chamado BrainGate System. É a maior revolução tecnológica de todos os tempos nesse setor.
Esse sistema funciona através do implante de uma centena de nanoeletrodos na superfície do córtex cerebral (nanoeletrodos são fios mais finos que um fio de cabelo que captam os sinais nervosos). Esses sensores são interligados por minúsculos cabos de ouro que, por sua vez, terminam num conector situado no topo da cabeça, como se fosse uma tomada. É ali que os especialistas encaixam os plugs dos diversos computadores que são capazes de “entender” o que cada sinal nervoso emitido pelo cérebro quer dizer. É por isso que Nagle consegue, por exemplo, jogar partidas de pingue-pongue no videogame, conferir e-mails e, com a ajuda de um braço mecânico, apanhar balas num pote ao lado de sua cama. “O sistema implantado converte o pensamento em ação”, diz Donoghue. “É a primeira vez que um humano é conectado com sucesso a computadores para desempenhar tarefas cotidianas.”
BleexOutros experimentos também estão levando os portadores de deficiência a superarem seus limites. A fabricante de automóveis japonesa Toyota lançou o iUnit, veículo para deficiente que funciona tanto na horizontal como na vertical. Explica-se: basta um comando do motorista para que a engenhoca fique em pé, sobre duas rodas, e suba na calçada simulando os passos de um homem. Mais: o iUnit possui sensores acoplados a um computador que “pressente” os carros e os pedestres ao seu redor.
Ao captá-los, um comando é acionado automaticamente para que o veículo mantenha distância. Ainda para auxiliar os que têm dificuldade para andar, um programa de pesquisa orçado em US$ 50 milhões e desenvolvido pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa) resultou na criação de uma armadura eletrônica capaz de aumentar em até dez vezes a força das pernas. Batizada de Bleex, ela é um tipo de “esqueleto externo” cravejado com 40 sensores que registram as limitações da musculatura das pernas. Sempre que isso acontece o aparelho “entende” que precisa entrar em ação – e dá uma força extra na caminhada.
Para quem sofre com a deficiência auditiva, a dinamarquesa Widex criou o Inteo. “Os pacientes que usavam os dispositivos antigos reclamavam da confusão causada pelos ruídos”, diz o fonoaudiólogo Fernando Caggiano. Para resolver o problema, os especialistas conseguiram simular o funcionamento do “nervo auditivo”, que capta sinais de fala e demais barulhos em volumes diferentes. Para isso, dotaram o Inteo de 15 microfones. Cada um capta um sinal de áudio e todos são controlados por um “cérebro eletrônico” que escolhe os sons mais altos, sempre dando prioridade à fala humana. 
Inteo.

(Fonte: Revista ISTO É)

A Alerj aprova EC que torna a acessibilidade um direito costitucional

Proposta garante necessidades básicas de todos os cidadãos

da Redação

 APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira, 23 de agosto, a proposta de emenda constitucional 52/09, do deputado Altineu Cortes (PR), que inclui a acessibilidade entre os direitos individuais previstos na Constituição Estadual. “Essa proposta representa um primeiro passo pela conscientização a respeito de uma necessidade básica de todos os cidadãos. E o Rio ainda tem muito o que fazer nesse sentido”, defendeu o autor.

A Emenda constitucional muda o texto original do artigo 8° da constituição estadual do Rio de Janeiro, incluíndo a acessibilidade como uma garantia fundamental ao indivíduo.

Fonte: Deficiente Físico - Rio de Janeiro - RJ, 24/08/2011

Porto Alegre terá Plano Diretor de Acessibilidade

Entre as primeiras medidas, estão a fiscalização e recuperação de calçadas e a criação da comissão que estabelecerá um conjunto de rotas acessíveis.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011

O prefeito de Porto AlegreSite externo., José Fortunati (PDT), sancionou em 22/08, o Plano Diretor de Acessibilidade. O projeto, elaborado pelo Executivo em conjunto com entidades representativas e com o Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência e aprovado por unanimidade pela Câmara de VereadoresSite externo., reúne a legislação vigente, identifica necessidades de adequação de espaços e equipamentos urbanos ao uso de deficientes e estabelece exigências para todas as construções novas adotarem as regras da acessibilidade universal.

Entre as medidas que serão tomadas já com base na nova norma estão a fiscalização e recuperação de calçadas e a criação da comissão que estabelecerá um conjunto de rotas acessíveis, caminhos totalmente livre de obstáculos para deficientes. Fortunati destacou que os ônibus que forem incorporados à frota da capital gaúcha terão de ter elevadores. Por enquanto, 180 calçadas e 50 semáforos da região central estão adequados à travessia de deficientes com piso rebaixado e sinalização sonora.

Fonte: http://www.dgabc.com.brSite externo.

Programa distribui máquinas de escrever em braille

Iniciativa visa apoiar a inclusão de pessoas com deficiência visual ao mercado de trabalho.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/08/2011

Uma parceria entre o Ministério Público do TrabalhoSite externo., o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)Site externo., a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São PauloSite externo. e a Associação LaramaraSite externo. permitiu a distribuição de 133 máquinas de escrever em braille para pessoas com deficiência visual, como forma de apoiar a inclusão de pessoas com deficiência visual ao mercado de trabalho.

A iniciativa faz parte do Programa de Concessão de Acesso às Tecnologias Assistivas, idealizado pela Gerência Executiva INSS São Paulo. Os acordos realizados junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região/SP incluem doações de equipamentos tecnológicos que beneficiam e facilitam o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.

A beneficiária do programa Sanieli de Almeida, 18 anos, destaca o significado de possuir o equipamento: "todos nós temos direito a ler e escrever, por isso a máquina braille é tão importante para nós, cegos". Também Everaldo Aparecido de Oliveira, 38 anos, que perdeu a visão depois de adulto, expressou o seu contentamento. "Aprendi o método há três meses e agora, com a máquina braille tenho como ler e escrever".

Ainda hoje, no entanto, o acesso dos brasileiros com deficiência a equipamentos e tecnologias inclusivas ainda é um desafio, na avaliação de Cristiano Gomes, gestor de projetos e parcerias do Laramara. "Os recursos disponíveis hoje são diversos e são imprescindíveis para a real inclusão no mercado de trabalho, mas ainda estão distantes da população", disse.

De acordo com Gomes, o Brasil ainda cobra impostos de importação de alguns equipamentos, o que encarece os produtos, ao mesmo tempo em que o empresariado nacional não vê neste segmento oportunidade de lucro. Dessa forma, boa parte da população que necessita destes recursos acaba ficando sem opção. "Uma boa parte das pessoas com deficiência é de famílias pobres, e são justamente elas que têm menos acesso a recursos e acompanhamento médico. Assim, se esses equipamentos não tiverem um tratamento especial para serem acessíveis, fica difícil", aponta Gomes.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidadeSite externo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pesquisa: pessoas com deficiência não conhecem Lei de Cotas

Lei que completa 20 anos é desconhecida por cerca de 11% dos entrevistados.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

Uma parcela razoável das pessoas com deficiência ainda desconhece a Lei de Cotas (Lei 8213/1991), mostrou uma pesquisa realizada pelo I.Social, de abril a maio, com cerca de 800 profissionais com deficiência atualmente empregados. Na pesquisa Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho, 11,3% dos entrevistados disseram desconhecer a lei, que este ano completou 20 anos.

"Se a Lei de Cotas ainda não é conhecida por todas as pessoas com deficiência, levantamos a hipótese de que outros direitos, menos divulgados, possuem ainda menor grau de conhecimento desta população", indicou a pesquisa.

Neste sentido, os especialistas da I.Social apontaram a grande oportunidade de atuação do poder público, que deve elaborar ações para que os direitos das pessoas com deficiência cheguem ao conhecimento delas, as principais interessadas.

Ainda, do total de entrevistados, 72,4% disseram que trabalham ou já trabalharam pela Lei de Cotas. Assim, 27,6% dos entrevistados estão empregados sem depender deste instrumento legal, valor considerável.

O levantamento ainda indica uma predominância de deficiência física entre os profissionais empregados. A maior parte dos respondentes que trabalham ou já trabalharam pela Lei de Cotas (71%) possui deficiência física, segundo a tendência apresentada pela Relação Anual de Informações Sociais de 2010. Depois, temos a inclusão de profissionais com deficiência auditiva (20,3%), visual (7,3%), múltipla (0,9%) e intelectual (0,5%).

Segundo a I.Social, o elevado número de profissionais com deficiência física pode ser explicado por duas razões. A primeira delas é que muitas deficiências físicas requerem mínimas ou, às vezes, nenhuma adaptação nos postos de trabalho. Afora as deficiências mais severas, as leves não exigem grandes mudanças de mobiliário ou de tecnologia. A outra hipótese é que dentre as deficiências, a física é aquela que abarca a maior possibilidade de expressão.

Ou seja, a deficiência física abrange muitas variações.
Já a elevada porcentagem de profissionais com deficiência auditiva empregados alguma vez pela Lei de Cotas pode ser explicada pelo fato de as tecnologias de assistência que esse tipo de deficiência requer são, na maior parte das vezes, pequenas.

Ainda de acordo com a instituição, a baixa contratação de pessoas com deficiência visual deve-se à necessidade imposta de consideração de tecnologias assistivas, sobretudo os softwares de leitura de texto.

"Muitas vezes, as empresas têm que alterar programas e servidores de TI para a instalação desses softwares, o que, infelizmente, acaba as desencorajando nessa contratação", aponta a pesquisa.

Fonte: Terra - 23/08/2011 - Imagem Internet

Sobrevivente de um aborto

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

O nome dela é Gianna Jessen. Sua mãe tentou abortá-la por meio de envenenamento salino, mas ela sobreviveu. Veja seu relato!


Fonte:Postado por Deficientes Unidos: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/08/sobrevivente-de-um-aborto.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29

Uma vida com paralisia cerebral

Zé Roberto, com paralisia cerebral, nos abriu a casa e a vida.

Eduardo Nascimento e Lia Segre

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

Casa

Zona Leste, rua Plínio Cavalcanti. A estação do metrô mais perto era a Artur Alvim, mesmo que não parecesse perto. Deve ter levado entre dez e quinze minutos subir aquelas ruas curvas e íngremes até a casa térrea de José Roberto Amorim - conhecido como Zé Roberto, ou só Zé. Bairro residencial, algum comércio. Não avistamos prédios nem no horizonte. Uma São Paulo bem diferente do centro e de outros bairros - até o céu, um azul intenso que não passou desapercebido.

Zé está sentado em sua cadeira, sua esposa atrás - blusa rosa pink - e sua filha sentada em uma pequena poltrona fúcsia, aos seus pés, do seu lado direito. Ao fundo uma parede branca com alguns retratos, e uma porta de madeira que dá para um quarto. O chão é de piso cor de laranja, como cerâmica.
Zé com a família


A casa, simples, três quartos, bege. Amarronzada. Roberto nos esperava a poucos metros do portão de grade, que só estava fechado, não trancado. Ouvia rádio – uma mania, disse – sentado na sua cadeira de rodas doada, que não era boa, reclamou, mas era doada pelo menos. Uma adaptação rústica, como um caixote de madeira, mantia seus pés firmes e atados à cadeira de rodas. Desligou o rádio com a língua e nos convidou a entrar.

Na sala ampla, uma grande estante de madeira com todos os tipos de tralha de uma casa de família. Nas paredes fotos antigas, preto e branco, de rostos que não reconhecemos. Zé mora com sua mãe, percebemos depois.

Longe de ser uma casa cheia de tecnologias sofisticadas, de aparências esdrúxulas, ganchos, fios, jeringonças, a casa de Zé Roberto era parecida com a maioria das que já tínhamos visto.

O banheiro talvez seja a parte mais modificada da casa. Com vaso rebaixado, sem divisória para o box. Na cozinha, não notamos alguma adaptação, a não ser uma boa parte da mesa sem cadeiras em seu entorno, de modo que Zé Roberto poderia se aproximar empurrado por alguém. Até gosta de comer sozinho às vezes - “como um cachorrinho”, brincou, pegando a comida com a boca já que não tem coordenação nas mãos. Seu maior sonho é que um dia sua filha, Yara, de dois anos, lhe dê comida na boca.

Tivemos a impressão de que a única parte que ele não podia freqüentar era o banheiro dos fundos, visto que era separado do chão por um par de degraus. O quintal é também o depósito da casa, com caixas de brinquedos, e cadeiras de banho, uma para ele e uma para sua mãe, que já está com 92 anos.

Quem vê Roberto pela primeira vez talvez não imagine que ele escreva no computador. Mas além de escrever, está preparando um livro com a história de sua vida. O título provisório é “Memórias”. Para isso, ele usa o Word e faz tudo com a língua. Por isso, o teclado é inclinado verticalmente – quase 90° -, e o mouse, com os botões invertidos, tem uma grande bola vermelha, que ele também mexe com a língua. Durante nossa visita, escreveu apenas seu nome como demonstração, sem erro de digitação. Seus espamos o impediram de escrever mais urante nossa visita. Quando está nervoso sua deficiência aflora, nos explicou.

Essas adaptações no computador foram feitas para ele especificamente. Comentou de um amigo que prefere o computador na posição horizontal usual. É por isso que não dá pra fazer linha de montagem com objetos adaptados, cada um tem uma necessidade. A melhor adaptação é com o deficiente opinando junto. Não importa terem os melhores profissionais de TO do mundo, se não tiver a opinião da própria pessoa que usará a tecnologia - há de se levar em conta muitas particularidades.

Zé utiliza muito o telefone também. Tinha um telefone adaptado, mas quebrou, mandou pro conserto e até agora não voltou (há dois anos). Uma boa coisa é viva voz. Hoje em dia tem um telefone com viva voz. Quando fala no celular, é preciso que segurem para ele. Zé, desde quando você tem deficiência física?

O teclado é fixado na vertical, com um suporte que o aproxima da cabeça de Zé. Ao lado esquerdo do teclado está o mouse, um suporte com uma grande bola no meio e dois botões dos lados.
Teclado de Zé, adaptado para que ele possa mexer com a língua



Primeiros anos

Eu já nasci assim, a paralisia cerebral é falta de oxigenação no cérebro. Em algum momento na gravidez, ou na hora do parto, faltou oxigênio e alguns neurônios morreram e, vocês sabem, eles não se regeneram. Em 1953 a ciência não tava tão avançada, a parteira que ajudou minha mãe foi minha vó. Mas hoje em dia continua tendo gente com paralisia cerebral, ainda não sabem porque.

Com um ano, eu não conseguia ficar sentado nem tinha firmeza no pescoço. Os médicos achavam que era falta de vitamina e me entupiram de vitamina. Mais tarde minha mãe descobriu que eu tive a paralisia e começou a me levar no fisioterapeuta. Não tinha nem cadeira de rodas e minha mãe me levava no colo.

Não fui para a escola, não tinha alternativa naquela época, tinha vontade de estudar, mas as escolas não aceitavam. Aos seis anos, eu fui internado na AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente -, que naquela época ficava nos Campos Elíseos, e fiquei oito anos lá, até 1967. Cursei até a quarta série e aprendi muita coisa, mas uma coisa que nunca entendia era quando os terapeutas ocupacionais me colocavam num exercício de por cadarço em tênis. Tudo bem, treina a coordenação motora, tal, mas hoje em dia eu não ponho cadarço no meu tênis, e fiquei uns quatro anos fazendo isso - pra que? O que isso significa na minha vida atual?. Me colocavam num aparelho e eu conseguia andar, mas pra que, se hoje eu não consigo andar?

Lá eu descobri que havia muitas pessoas como eu. Mas meus pais só me visitavam uma vez por mês e me sentia um pouco sozinho, mas vendo hoje acho que foi positivo eu ter ficado lá. Naquela época não tinha opção. Família pobre ainda...

Quando saí de lá, não sabia me comunicar com meu vizinho. Fui para casa aos 14 anos, e me senti lesado. Na AACD Não te diziam que você não ia conseguir pegar ônibus, andar de cadeira de rodas na rua. Lá tudo é adaptado, mas do lado de fora num tem banheiro adaptado, rampa em todo lugar. Aqui em casa, meu pai, toda vez que juntava um dinheirinho, construía mais um cômodo e já adaptava.

Eu praticamente não saí de casa até os 30, era uma “internação domiciliar”. Vi meus três irmãos crescerem, se divertirem, namorarem, irem a festas com os amigos, e eu só com meus pais. A rua era de terra e tinha um degrau na saída, então eu quase não saía. Sábado a noite era um tédio.

Além disso, meus pais não entendiam meus desejos de adolescente, e reprimiam minha sexualidade. Eu ficava o dia inteiro olhando o portão, vendo as pessoas passarem. Via a menina bonita passando e acontecia o que é natural, meu pais diziam que eu tinha feito xixi na calça, não me explicavam que aquilo era normal.


Fraternidade Cristã

Só comecei a sair quando conheci a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência (FDC). Foi a melhor reabilitação possível. Lá na Fraternidade falavam o contrário do que falaram na AACD: que eu podia fazer tudo. Todo terapeuta devia perguntar a seus pacientes: “o que o deficiente quer ser na vida? o que ele tem vontade?” Não adianta a sociedade dizer que você não pode. Por que aí que eu vou ficar com mais vontade de fazer mesmo. O importante é eu descobrir o que posso e não posso.

A FCD começou na França, em 40. Tinha um seminarista - Henri François - que tinha uma doença pulmonar e queria porque queria ser padre, aí acabaram ordenando ele, mas colocaram ele para trabalhar no hospital da cidade – Verdun. Lá, ele realizava reuniões entre os deficientes do hospital, que eram muitos, por causa da guerra. Essa organização cresceu eu se tornou internacional.

Ela veio para o Brasil na década de 70, na mesma época em que muitas outras entidades começaram a surgir no País, como o Núcleo de Integração de Deficientes (NID) e o Movimento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (MDPD).

A unidade de FCD daqui segue o modelo francês. A gente faz grupos de debate, luta pelos nossos direitos e integra a comunidade. São cerca de 30 pessoas e nem todos têm deficiência e vocês não sabem o quanto é importante a comunidade para a pessoa com deficiência. Porque se eu não consigo pegar essa almofada, você consegue. Deus me tirou as duas mãos, mas me deu dez, vinte. Fico feliz quando percebo, no fim do dia, que eu não deixei de fazer nada.

Em 1998 eu voltei a estudar, tinha 48 anos. A escola que me aceitou não tinha adaptação, e eu ficava só nas salas do térreo. No começo, ninguém chegava perto. Aí, na época de provas, comecei a ajudar os colegas. A professora fazia uma prova oral comigo na sala de estudos, e meus colegas passavam para ir ao banheiro, e acabavam por ouvir as respostas. A partir daí eu me entrosei e a gente passou a, juntos, a reivindicar melhorias na escola, já que eu era o mais “cara de pau”.

Depois de completar os estudos, fiz vários cursos - de fisioterapia na USP, de artesanato -, e num deles conheci a Zelinda, minha esposa - que também tem deficiência física. Eu esbarrei no trabalho dela e ela ficou brava comigo. Depois, pedi desculpas e acabamos saindo pra jantar. Precisava de alguém para me dar comida na boca, ela se ofereceu e continua dando até hoje. Nos casamos há três anos, e há dois temos a Yara, nosso maior tesouro!

Vida pública

Depois que começou a militar via FCD, não parou mais. Uma das suas atuações mais importantes foi no Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência. O movimento brigou por transporte, rampa, atendimento.“Se as entidades não atuassem, hoje nenhum deficiente pegaria metrô. Hoje, quem vê o elevador na Sé não sabe, mas aquilo foi briga de anos”. Zé conta que, depois de muita luta, o metrô pediu que as entidades vistoriassem todas as estações para checar a acessibilidade.

Zé Roberto está na esquerda da foto, levemente de perfil na sua cadeira de rodas. Leva camiseta polo azul marinha, e calça de moleton branca. Na direita, duas das alunas. Elas sorriem e escrevem no caderno. Ao fundo uma estante de madeira cheia de objetos, como pastas, cadernos,papés, caixas, cestas.
Zé Roberto durante nossa visita. Ao seu lado, duas alunas da Terapia Ocupacional - USP


Também mandaram sugestões para a Constituinte de 88, “a gente acreditava que depois que a Constituição estivesse pronta, tudo se resolveria, e que quando as pessoas com deficiência conseguissem tudo, iam parar de militar”. A legislação, opina, é avançada, mas não é cumprida.

O Conselho, nessa época, só tinha representantes de entidades e Zé acredita que assim ele deixava de ouvir vozes muito importantes, da própria pessoa com deficiência. Acabou extinguindo-se na mesma década de 80, e só foi retomado na gestão de Luíza Erundina, em 89, seguindo um modelo de participação democrática. Hoje as decisões do Conselho são tomadas em plenárias abertas à participação das pessoas com deficiência. Mas os problemas de agora são outros: apesar de não ser mais conselheiro, Zé participou da última eleição e disse que “sentiu vergonha do Conselho que ajudou a criar”, pois viu candidatos a conselheiro sem a vontade política e motivação que ele tinha quando participava.

Atualmente faz parte do Conselho de Segurança da sua região, Artur Alvim, representando as pessoas com deficiência. Zé nos lembrou que o dia 29 de setembro, próximo, é dia da luta da pessoa com deficiência. Dia de luta, salienta, não de churrasco - apesar de gostar de churrasco. “Porque se a gente não chutar o pau da barraca, não sai do quarto!”

Fonte: Saci - São Paulo, 23/08/2011

Ministra lança caravana nacional de direitos humanos

Caravana quer aproximar os cidadãos de seus direitos.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República lançou no dia 18 de agosto, em Fortaleza( CE) a Caravana Direitos Humanos pelo Brasil, que vai percorrer o país para levar informações sobre políticas públicas e identificar violações de direitos humanos.

A ministra da SDH, Maria do Rosário, disse que a caravana quer consolidar uma cultura de direitos humanos no Brasil e aproximar os cidadãos de seus direitos. Queremos mostrar que direitos humanos dizem respeito à cidadania, educação, saúde, qualidade nos serviços públicos, ao acesso à educação básica, à informação, listou.

As ações da caravana serão promovidas em parceria com os governos estaduais, municipais, os judiciários locais e organizações da sociedade civil. A programação inclui seminários, palestras, oficinas e audiências públicas e a prestação de serviços como a expedição de registro de nascimento e outros documentos.

Vamos tratar de temas como jovens em conflito com a lei, mortalidade juvenil, situação no sistema prisional. A informação sobre direitos humanos pode nos levar a viver em um país que, cada vez mais fortemente, diga não à violência e produza valores de superação dos preconceitos, seja com pessoas com deficiência, comunidades tradicionais, negros, comunidade LGBT, indígenas, acrescentou a ministra.

Na primeira etapa, a caravana deve passar por pelo menos uma capital de cada região.

Fonte: Jonal do Brasil - Brasília - DF, 23/08/2011

Falta humanização das empresas na aplicação da lei de cotas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

Vinicius Gaspar Garcia, diretor da ONG Centro de Vida Independente de Campinas (CVI-Campinas), pessoa com tetraplegia.

Sem espaços e acessos adaptados, não há nem integração e nem bom rendimento

Falta humanização das empresas na aplicação da Lei de Cotas para trabalhadores com deficiência.

Esta é a opinião do economista Vinicius Gaspar Garcia, diretor da ONG Centro de Vida Independente de Campinas (CVI-Campinas), que defendeu a tese de doutorado no ano passado sobre pessoas com deficiência e mercado de trabalho no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Verdadeira inclusão ainda está muito longe de ser atingida

Garcia afirmou que houve um crescimento de vagas oferecidas para pessoas com deficiência nos últimos cinco anos, mas ainda sobram desafios relativos à adaptação e humanização do espaço de trabalho – o que inclui superar o preconceito.

“A legislação favoreceu a alocação de pessoas com deficiência em empresas, mas poucas delas entenderam de fato a demanda dessas pessoas”, disse. “As empresas são obrigadas à contratação de deficientes para evitar a fiscalização e as punições pesadas, mas ainda não viram que não basta contratar: é preciso preparar a empresa, o ambiente, aprender a recrutar, a realizar entrevistas e principalmente a apoiar a socialização dessas pessoas”, disse.

Também segundo ele, são muito poucas as empresas que seguem as determinações da lei à risca. “A grande maioria sabe que a lei existe. Porém, entre o conhecimento da lei e o seu cumprimento efetivo existe uma grande distância. E o sistema de fiscalização é pouco eficiente”, disse.

Na opinião de Garcia, o cumprimento da lei de cotas já começou a passos lentos, pois esteve adormecido por dez anos. “A lei foi criada em 1991 e só começou realmente a ser fiscalizadas nas empresas em 2001, quando o Ministério do Trabalho e Previdência Social assumiu a responsabilidade de monitorar seu cumprimento”, disse.

E embora ele concorde que os resultados obtidos até o momento devam ser comemorados, ainda falta muito para uma verdadeira inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

“Nos últimos três anos foram preenchidas no Brasil apenas 33% das vagas exigidas pelo sistema de cotas nos setores da indústria, comércio e serviços”, informou.

Garcia destacou que das 900 mil vagas que deveriam ser ocupadas por pessoas com deficiência nas empresas do país, apenas 300 mil estão preenchidas. “Essa inclusão é quase mínima, pois estim-se que existam no Brasil mais de 6 milhões de pessoas com deficiência aptas a trabalhar. Ou seja, nem sequer as cotas exigidas por lei não estão preenchidas.

Fonte: Correio Popular de Campinas

'Minha filha fortaleceu meu gosto pela vida', diz mãe cadeirante

Segundo fisiatra, mulheres com lesão medular têm gravidez normal. Elas contam como enfrentaram desafios na criação de seus filhos.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

Sofri um acidente de moto em 2001 e tive uma lesão medular irreversível. Por isso fiquei paraplégica. Quando cheguei ao hospital de reabilitação, minha primeira grande dúvida era se poderia ter filhos. Sempre adorei crianças, dava aulas de natação para bebês”, diz Carolina, que se formou em educação física e hoje é consultora de inclusão.

A resposta positiva que Carolina teve de seu médico sobre a possibilidade de ser mãe vale, de forma geral, para toda mulher com lesão medular.

 “Ela pode manter relações sexuais, engravidar, parir e amamentar normalmente. É claro que existem particularidades, alguns cuidados especiais que devem ser tomados, mas a gravidez é natural. A lesão restringe a mobilidade, mas a mulher não está impedida de ter inclusive um parto normal”, diz Therezinha Rosane Chamlian, fisiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretora do Lar Escola São Francisco, em São Paulo. Carolina viveu com naturalidade essa etapa importante de sua vida, mas conta que as mães que não são cadeirantes têm curiosidade sobre a deficiência.

“Sempre digo que é mais difícil ser mãe do que ser mãe cadeirante. As dificuldades que encontramos na maternidade são o entrosamento com o marido, ter certeza do que está certo ou errado e os valores que vamos deixar para os nossos filhos. Minhas dificuldades são as mesmas que as de outras mães.”

Particularidades

Depois de uma lesão medular, segundo Therezinha, a mulher passa por uma fase de choque medular, que pode durar dias, semanas e até meses. Neste período, ela sofre com a ausência de menstruação, causada pelas alterações hormonais consequentes da lesão medular. “Passada essa fase, a mulher volta a menstruar, o ciclo se normaliza e ela está apta a engravidar”, afirma a fisiatra. À medida que a gravidez evolui, a barriga cresce, o peso aumenta e a mulher cadeirante tem uma redução ainda maior na mobilidade.

“Ela terá os sintomas comuns da gravidez, como cansaço, inchaço, e, além de fazer seu pré-natal com um obstetra, recomenda-se que a mãe cadeirante seja acompanhada por um fisiatra.” O fisiatra, trabalhando em parceria com o obstetra, vai ajudar a resolver problemas mais comuns em mulheres cadeirantes, como rigidez nas pernas, aumento do risco de feridas na pele, risco de trombose e infecções urinárias.

Realização

Carolina se diz tão especial quanto qualquer outra mãe, mas, por muitas vezes teve que enfrentar desafios diferentes. “Quando eu e meu marido decidimos ter um filho, conversamos com meus pais e pedimos para ficar o primeiro ano da criança na casa deles. Não sabia como seria cuidar do bebê. Tinha medo”, conta. Os pais de Carolina apoiaram a ideia, e aí começou o aprendizado. Quando Clara completou 1 ano, e já andava, Carol e o marido se mudaram para a própria casa.

“No começo, o banho foi muito difícil, mas fizemos com que esse momento fosse da Clara com meu marido.” Clara também se adaptou e lida com naturalidade com a deficiência da mãe, Carolina. “Na primeira festa da escola a que fui, tive receio de como seria recebida.

Mas Clara trata minha deficiência com muita naturalidade, admira, conta para os amigos que a mãe anda em uma cadeira de rodas, então foi mais fácil. Ela é uma criança madura e me iguala na sociedade. As crianças não enxergam a diferença como algo ruim.”

Sentido da vida

Ser mãe é uma realização de muitas mulheres. E para Carolina, com ou sem deficiência, a conquista é igual. “É um amor incondicional. Eu vivo uma deficiência e a aceitação inicial é sempre difícil, mas minha vida ganhou muito mais sentido com a chegada da Clara. Se passou pela minha cabeça não ser feliz por causa da cadeira de rodas, isso não passa mais. Ela fortalece meu gosto pela vida”, afirma

Fonte: Nathália Duarte Do G1, em São Paulo

Gêmeos morrem por falta de atendimento médico.

Passamos uma hora e meia na calçada e meus filhos morreram, diz pai de gêmeos no Pará.

Sandra Rocha - Especial para o UOL Notícias - Em Belém

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/08/2011

O pai dos gêmeos mortos sem atendimento médico nos dois maiores hospitais de referência em gestação de risco do Pará, Raimundo Cícero, informou ter passado uma hora e meia na calçada de um dos estabelecimentos sem ser atendido. Para a Polícia Civil, o crime de omissão já está caracterizado.

O relato de Raimundo, auxiliar de cozinha, é de dor por causa da perda dos filhos e de revolta pela forma como ele e a mulher, Vanessa do Socorro, foram tratados nos hospitais Santa Casa de Misericórdia e de Clínicas Gaspar Viana.

“Meus filhos morreram do lado de fora do hospital por falta de atendimento. Bateram a porta na nossa cara. Depois que meu filho morreu, fiquei desesperado e entrei. Tinha 15 médicos lá dentro”, disse.

O casal saiu de casa, no bairro Itaiteua, distrito de Outeiro, periferia de Belém, às 3h da madrugada desta terça-feira (23). O percurso feito no ônibus, em estrada esburacada, e durou cerca de uma hora e meia.

A Santa Casa de Misericórdia foi o primeiro hospital procurado porque Vanessa era paciente de lá. Portadora de lúpus (doença autoimune), ela fazia acompanhamento regular por causa da gravidez de risco. Já sabia que o parto poderia ocorrer a partir do sétimo mês.

Segundo Cícero, a mulher sentiu dores desde as 3h da madrugada. À porta da Santa Casa, o relato não persuadiu o porteiro. Ele foi orientado a não deixar mais ninguém entrar porque não havia leitos.

O casal se dirigiu ao Gaspar Viana, em outro bairro da capital. Ouviu a mesma explicação e, sem ter para onde ir, ficou na calçada por hora e meia. Como o quadro se agravou, o serviço de resgate dos Bombeiros foi acionado e levou Cícero e Vanessa para a Santa Casa novamente.

De acordo com o auxiliar de cozinha, a bolsa de água da esposa estourou quando ela estava na ambulância em frente à Santa Casa, mais uma vez sem qualquer análise de profissionais dos hospitais. Um dos bebês nasceu morto.

A situação levou a equipe de plantão a permitir a entrada da grávida, mas o parto da segunda criança dentro do hospital não conseguiu salvá-la.

“Foi negligência, estou falando. Há vinte dias, o médico disse que estava tudo saudável. A gente quer justiça. Comprei tudo para eles, já estava só esperando. Agora vou chegar e encontrar só as roupinhas”, disse.

Restrições

A delegada Maria do Perpétuo Socorro Picanço instaurou inquérito policial para apurar as responsabilidades pelo episódio. Ela já ouviu cinco pessoas e afirma que a omissão está clara.

Segundo a delegada, os corpos das crianças serão periciados pelo Instituto Médico Legal (IML) para que se verifique a hora em que eles morreram. O objetivo é saber se a causa da morte foi a omissão.

Além das testemunhas, a delegada pretende ouvir os porteiros, a equipe médica e a direção dos hospitais para saber de quem partiu a ordem para o não atendimento.

A presidente da Santa Casa, Maria do Carmo Lobato, negou a omissão e disse que a obstetra plantonista não atendeu Vanessa porque não havia leitos na UTI neonatal.

Segundo Maria do Carmo, o hospital tem capacidade para 107 recém-nascidos, mas hoje está com 123. Por causa disso, restrições à entrada de pacientes têm sido adotadas desde o final de semana passada.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/08/23/passamos-uma-hora-e-meia-na-calcada-e-meus-filhos-morreram-diz-pai-de-gemeos-no-para.jhtm

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Você estaciona seu carro na calçada?

Pense bem antes de estacionar seu carro sob a calçada.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/08/2011



SEM ACESSIBILIDADE, NÃO EXISTE LIBERDADE.

O Rafinha é diferente. Mas hoje eu não queria ter um filho diferente dele, afirma Jô Soares a respeito de seu filho autista.

A reportagem abaixo foi extraída da Revista Veja. Encontrei essa matéria no blog Caminhos do Autismo e achei interessante postá-la, mesmo sendo do ano de 2003.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/08/2011 Extraída:http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/o-rafinha-e-diferente-mas-hoje-eu-nao-queria-ter-um-filho-diferente-dele-afirma-jo-soares-a-respeito-de-seu-filho-autist.html


Jô e o border collie "Walter": descontração no apartamento de Higienópolis

“O Rafinha é diferente. Mas hoje eu não queria ter um filho diferente dele.”, afirma Jô Soares a respeito de seu filho autista, Rafael, hoje com 46 anos.

Um mergulho na intimidade de José Eugenio Soares, que após cinco anos volta aos palcos da cidade com o show Na Mira do Gordo

Decifra-me ou te devoro

Ele ri com a mesma fluência com que fala seis idiomas. É inteligente, galanteador e muito perfumado. Quando passa de entrevistador a entrevistado, fica com a leveza do craque santista Robinho – nessa hora é possível jurar que ele não pesa 116 quilos. Adora falar dele, mas não sobre ele. Tem duas geladeiras na cozinha, 58 fotos e caricaturas suas no corredor do apartamento, não usa cueca e é capaz de, durante uma viagem ao exterior, comprar luvinhas para proteger as mãos de uma funcionária do programa que manipula diariamente pilhas de jornais. Bem-vindos ao show de José Eugenio Soares, humorista, ator, comediante, diretor, escritor, produtor, artista plástico – essas habilidades encabeçam seu curriculum vitae desta reportagem.

O novo imóvel de 600 metros quadrados: futuro Espaço Cultural Jô Soares
O novo imóvel de 600 metros quadrados: futuro Espaço Cultural Jô Soares

A rotina tem sido dura para o multimídia Jô Soares. Aos 65 anos, divide os ensaios da nova apresentação com três gravações semanais do talk-show global, com seis entrevistas em cada uma. Consegue ainda ler um livro por semana e assistir a um filme por dia, uma de suas grandes paixões. Solteiro atualmente (atenção, paparazzi, esta é quente: ele terminou o namoro com a atriz Mika Lins!), anda engavetando os mais de vinte convites para baladas que recebe por semana. Na verdade, menos por falta de companhia e mais por opção. “Não sou um recluso, mas adoro ficar em casa. Tenho um projetor com quadruplicador de linhas, duas bibliotecas…” Em breve, a necessidade de sair do apartamento de 600 metros quadrados no bairro de Higienópolis será ainda menor. O apresentador comprou o imóvel do andar de baixo e derrubou as paredes para transformá-lo no Espaço Cultural Jô Soares. Lá, pretende expor seus quadros (sim, ele também pinta) e convidar os amigos para jam sessions. “A idéia é um lugar para pequenos ensaios.”

A amplitude e a iluminação do imóvel são fantásticas, com tubulação elétrica e de ar condicionado aparentes. Como está em obras, obviamente não tem o mesmo aconchego do apartamento do andar de cima, decorado logo no hall de entrada com a estátua de um músico negro – ela foi despachada em Paris, perdeu-se na Colômbia e chegou a São Paulo depois de um ano e meio. Na casa do apresentador tudo é assim, tem história. Do chapéu de bombeiro de uma vítima do World Trade Center (exposto no escritório) a uma tela do cultuado artista pop americano Roy Lichtenstein (exposta na sala). Os livros são um capítulo à parte. Ao todo, 3.600 exemplares. As obras de Fernando Pessoa, Gore Vidal, Dostoievski, Eça de Queiroz e outras tantas ficam ao lado das de sua autoria – O Xangô de Baker Street (incríveis 600.000 cópias vendidas no Brasil) e O Homem que Matou Getúlio Vargas (385.000). Seria criminoso terminar o parágrafo apartamento turbinado sem falar do invejável ofurô com televisão acoplada que ele tem no quarto, a menos de dez passos da cama.

Jô garante que usufruir todo esse conforto sozinho não chega a ser um problema. “Tem uma diferença entre estar em casa só e estar em casa em solidão”, afirma ele. “Você também pode estar em solidão acompanhado.” Ex-consorte de belas mulheres, o apresentador volta a encarnar o driblador Robinho no campo amoroso. Discretíssimo, limita-se a dizer que foi casado duas vezes no papel. Por vinte anos com a atriz Theresa Austregésilo e outros catorze com a designer gráfica Flávia Soares. “Como marido, ele é infantil, feminino, doce e delicado”, derrete-se Flávia, na intimidade “Bitika”. Começaram a sair quando ela tinha 20 anos e ele, 46. Romperam em 1998, mas ainda se falam diariamente. “Fisicamente Jô nunca foi o protótipo dos namorados que eu tive. Ele subverte a gordura com muita sedução, sensualidade e… é muito bom de cama.” Nesse quesito, Theresa, na intimidade “Nenê”, concorda. “Ele sempre foi o máximo.

Theresa com o filho do casal, Rafael, em 1968

Theresa só conquistou essa serenidade para falar do ex algum tempo após a separação. “Eu não precisava nem preencher um cheque porque o Jô imitava minha assinatura”, conta ela. “Do dia para a noite fiquei sem aquele homem genial, delicado, lindo, e só sobrou um medo enorme de viver.” Desse casamento nasceu Rafael, 38 anos. Quando fala das habilidades do filho, Jô se emociona. Theresa também. Ele toca piano, faz programa de rádio em casa, fala inglês, aprendeu a ler sozinho aos 4 anos de idade. Tem o jeito de andar de bonequinho, o humor e a musicalidade do pai. Sofre do chamado autismo “de alto nível”, como o personagem vivido por Dustin Hoffman em Rain Man. Rafael possui uma boa capacidade de comunicação e inteligência, mas tem dificuldades motoras e vive em uma espécie de mundo particular. “Estávamos em uma loja de livros e o Rafinha separou vinte para levar”, conta Jô. “Pedi que escolhesse alguns e ele me respondeu: ‘Não quero nenhum. Escolher é perder sempre’.” Jô lembra-se com desvelo de outras boas sacadas do filho, como quando disse durante uma partida do Fluminense que o grito de guerra das torcidas estava desafinado. “Ele é genial.” Outros filhos não aconteceram na vida do apresentador. Theresa chegou a engravidar de gêmeos depois de Rafael, mas a gestação não vingou. “O Rafinha é diferente. Mas hoje eu não queria ter um filho diferente dele.”

A fala do apresentador também fica mais pausada quando se lembra dos pais, o corretor da bolsa de valores Orlando Heitor Soares e a dona-de-casa Mercedes. Filho único, estudou nos Estados Unidos e na Europa dos 12 aos 18 anos. Com uma reviravolta nos negócios do pai, voltou ao Brasil. “Do anexo do Copacabana Palace mudei para um quarto alugado na Prado Júnior e meus pais foram morar num apartamento emprestado”, conta. A família superou bem a falência. “Meu pai brincava: ‘Bom, meus credores já não me procuram mais porque quando eles me procuram eu peço mais dinheiro emprestado’.” Foi nesse momento de crise, em 1958, que começou, praticamente por acaso, a carreira de Jô. Ele estudava para prestar Itamaraty e ainda freqüentava a piscina do Copa. Atraído pelas brincadeiras e pelos números inventados pelo menino rechonchudo, o dramaturgo Silveira Sampaio, já falecido, acabou apresentando-o a Adolfo Celi, na época marido de Tônia Carrero. Em seu primeiro programa, na TV Rio, contracenou com Paulo Autran. Daí para a frente, todo mundo conhece.

No auge da gordura, em 1972, com 160 quilos: "paladar infantil"

Jô diz que herdou da mãe o senso de humor extrovertido e do pai o senso de humor introvertido. O casal faleceu quando o apresentador tinha 30 anos. Primeiro a mãe, atropelada no Rio de Janeiro. Orlando morreu um ano depois. Uma história muito curiosa marca essa passagem. “Dez anos após a morte da mamãe, peguei um táxi no aeroporto. O motorista parou no meio do trajeto e começou a chorar”, lembra. “Disse que ele era o taxista que a havia atropelado e que não conseguia dormir fazia dez anos, precisava do meu perdão. Ele não teve culpa de nada, e é claro que perdoei.”
Generosidade, diga-se, é uma das qualidades mais marcantes de Jô. Uma fratura instável no braço esquerdo e uma prótese no direito, ele aponta como seus “defeitos”. Com um ar meio reflexivo, enumera suas qualidades, que, segundo ele, equivalem aos defeitos. Ei-las:
    • Generosidade: adora agradar aos conhecidos e não mede esforços para isso. Certa vez, deu a Willem van Weerelt, diretor de seu programa, um Rolex Submariner. Pouco tempo depois, o relógio foi roubado. Ao ver a frustração do amigo, não titubeou: presenteou-o com outro igual. Quando namorava sua segunda mulher, Flávia, resolveu fazer uma surpresa de aniversário. Embrulhou um Escort novinho e, quando ela apareceu na garagem, pôs Parabéns pra Você no rádio do carro e ainda levou seu copeiro para servir champanhe. “Generosidade talvez seja a descrição mais sintética quando se fala do Jô”, diz Flávia. “Mimar as pessoas faz parte de sua personalidade.” Em outra ocasião, durante uma viagem a Nova York em que compromissos fizeram os dois se desencontrarem várias vezes, ele encheu o apartamento com livros e catálogos, duas paixões da ex-mulher. “Pela sala, havia caminhos feitos de catálogos, que levavam a fotos, bilhetinhos e outras gracinhas”, lembra.
    • Preguiça: nada de falar com Jô antes do meio-dia. Ele detesta acordar cedo e, mesmo com tantas atividades na agenda lotada, confessa que às vezes é tomado por uma preguiça brutal. “Mas ela tem seu lado positivo”, diz. “Impulsiona-me a fazer coisas, a produzir.
    • Gula: “Vício é diferente de hábito”, costuma dizer. “Tenho o hábito de fumar charutos, mas sou viciado em comida.” Principalmente em churrasquinho grego, maionese, bolacha e uma receita aprendida nos tempos de criança na Suíça: pão quentinho recheado com muita manteiga e uma barrona de chocolate no meio.
    • Vaidade: incomodado com uma “saia” de gordura instalada abaixo do umbigo, decidiu recentemente fazer plástica. Retirou 7 quilos no total, eliminando também uma parte da papada. “Digamos que Jô tem uma auto-estima magnífica”, brinca Flávia. “E não aceita críticas muito bem. Várias vezes brigamos porque eu, em nosso relacionamento, assumi o papel de regularizar o ego dele – que é, aliás, proporcional a seu tamanho.
    • Perfeccionismo: nada tira mais Jô Soares do sério do que descaso e falta de profissionalismo e de pontualidade. Por mais atarefado que esteja, dificilmente se esquece de um assunto a ser resolvido. Em seu novo show, por exemplo, usa no palco apenas uma cadeira com rodinhas. Mandou fazer outras três extras por precaução. Se precisa resolver algum problema, não hesita em ligar às 3 da manhã para sua empresária, Claudia Colossi. Fiel escudeira há dezesseis anos (e filha do antigo empresário de Jô, Roberto Colossi), ela mantém em casa uma linha telefônica apenas para receber chamadas do patrão. “Ele não deixa nada para depois”, diz. “É difícil se atrasar para um compromisso. Pode até ficar calado no meio de uma reunião, mas com certeza está prestando atenção aos mínimos detalhes. Em 1986, com Flávia Soares: as duas caras-metades
      Da sala especialmente separada para guardar os presentes que ganha dos convidados às piadas que contará na TV, nada escapa ao olhar de Jô também em seu talk-show na Globo. O apresentador é uma das personalidades mais paparicadas da emissora, que lhe paga por mês um salário em torno de 800.000 reais. Só a equipe do Programa do Jô conta com cinqüenta pessoas, entre as quais 33 técnicos para controlar do telão à afinação do piano. Responsável por atrair grandes anunciantes, o talk-show recebeu elogios até do The New York Times. Segundo uma reportagem do jornal americano, ele é “o apresentador do programa de entrevistas mais importante do Brasil, mas esse formato jamais foi o suficiente para conter um talento tão grande quanto seu tamanho”. São 8.453 entrevistas no currículo. “Como ator comediante, Jô foi uma das figuras mais geniais da história da televisão brasileira”, afirma o crítico Gabriel Priolli. “Mas vira e mexe expõe o público ao constrangimento quando quer mostrar mais conhecimento que seus entrevistados, transformando o bate-papo num duelo ridículo.” Seja lá como for, o fato é que o apresentador consegue, mesmo depois de mais de uma década, atrair diariamente 1,2 milhão de telespectadores só na Grande São Paulo
      O chavão de que humorista é sisudo na vida pessoal desaba no caso de Jô Soares. Como se disse no começo, ele ri com a mesma fluência com que fala seis idiomas. É divertido, goza a si mesmo, tem ótimas tiradas – e o melhor: sem querer fazer graça o tempo todo. O sorriso fácil, no entanto, disfarça o olhar enigmático. “Ele se escondeu demais. O Zezinho foi encolhendo e o artista Jô, cheio de expectativas, tomando conta dele”, diz Theresa. “Eu costumava brincar que não é à toa que ele tem tantas camadas de gordura.” O que ele respondia nessas horas?  “Decifra-me que eu te devoro.”
Fonte:http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/o-rafinha-e-diferente-mas-hoje-eu-nao-queria-ter-um-filho-diferente-dele-afirma-jo-soares-a-respeito-de-seu-filho-autist.html