sábado, 3 de setembro de 2011

Inclusive na ONU

A Inclusive – Inclusão e Cidadania, revista digital de direitos humanos, foi convidada para participar de evento paralelo à IV Sessão da Conferência da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que ocorrerá na sede da ONU em Nova York de 7 a 9 de setembro.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011

Logotipo da revista eletrônica Inclusive - inclusão e cidadania
O painel “Como engajar a mídia para promover a conscientização”, acontecerá no salão 4, às 6:15 do dia 7/9, e é organizado pela ABILITY Awareness.

Participarão da discussão o âncora da Fox News, Jamie Colby, Dr Valerie Karr – da agência de publicidade Brown Lloyd James, Regina Hall, atriz e jornalista da Revista Ability, Daniel Chalfen, produtor de documentários, Chet Cooper, da ABILITY Awareness, TBA e CNN News, e Patricia Almeida, da Inclusive.

O evento discutirá as melhores práticas para chamar a atenção da mídia para assuntos relacionados à deficiência. Serão abordados os seguintes tópicos: como escrever um press release que seja notado, que assuntos destacar, a quem conquistar, como evitar o sensacionalismo, a pena e o assistencialismo nas matérias e como fazer uma abordagem diferenciada para cada tipo diferente de mídia – TV, rádio, jornal, internet e mídia social.

Patricia Almeida é jornalista e funcionária pública federal concursada do Ministério das Relações Exteriores, atualmente exercendo o cargo de Vice-Cônsul e chefia o Setor de Assistência a Brasileiros do Consulado-Geral do Brasil em Nova York. Foi Assessora Técnica da atual Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Nacional, órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ela tem 3 filhas, a menor, Amanda, de 6 anos, tem síndrome de Down.
Como voluntária, é fundadora e Coordenadora-Geral da Inclusive – Inclusão e Cidadania; Coodenadora Estratégica do Instituto MetaSocial, responsável pela campanha “Ser Diferente é Normal”; Moderadora do Grupo de Discussão Síndrome de Down; Criadora e Moderadora dos grupos de discussão DFDown e RJDown; Presidente de Honra da Associação DFDown, de Brasília/DF e Colaboradora da Down Syndrome International.

Lista de eventos paralelos (em inglês)

Fonte: Inclusive e ONU

TRM: Trauma grave

43% dos acidentados não sabiam que lesões na coluna eram graves.Quedas e acidentes de trânsito são as principais causas de lesões na coluna.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011

da Redação

Quem nunca se empolgou e deu um mergulho de cabeça na piscina? E, na pressa de chegar a um compromisso, se esqueceu de colocar o cinto de segurança? Ou, ainda, subiu no telhado da casa sem proteção alguma? Ações como estas podem custar a coluna vertebral, causando lesões graves como trauma raquimedular (TRM).

Segundo dados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), 56% dos acidentados acreditavam que a causa do acidente estava na sua falta de atenção e 43% não tinham ideia da gravidade de se machucar a coluna. A pesquisa foi realizada entre 2007 e 2008 com pacientes atendidos na instituição diagnosticados com trauma de coluna.

Outro dado importante é que vítimas de acidentes representaram 90% dos atendimentos em urgências e emergências, sendo quedas e acidentes de trânsito as principais causas. Os resultados foram obtidos pelo Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), do Ministério da Saúde, no levantamento feito em 74 serviços de saúde de 23 capitais e Distrito Federal, entre setembro e novembro de 2009.

O estudo VIVA apontou ainda que, entre os homens, quedas (31,8%) e transporte (29,6%) foram as duas principais causas de acidentes. Além disso, entre as pessoas que buscaram atendimento, 22,9% do total de vítimas são jovens de 20 a 29 anos. Os estudos revelam ainda que o TRM atinge mais pacientes do sexo masculino na faixa entre 20 e 40 anos.

Mergulho em águas rasas, direção negligente, armas de fogo, realização de obras sem os devidos cuidados e sem os chamados equipamentos de , proteção pessoal (EPIs), que abrangem os acidentes de trabalho, são algumas das situações que resultam em lesões graves – e, por muitas vezes, irreversíveis na coluna.

Adriana Rosa Cristante, fisiatra da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), explica que a coluna vertebral é constituída pela parte óssea (vértebras), ligamentos entre as vértebras, discos intervertebrais e no canal raquiano (formado pelas vértebras), a medula espinhal.

“Com o trauma, pode ocorrer fratura da coluna sem lesar a medula espinhal ou fratura da coluna associada à lesão da medula espinhal, que constitui o trauma raquimedular propriamente dito, no qual a pessoa já nota déficit de força e sensibilidade abaixo do nível da lesão”, conta.
Nesse momento, completa a profissional, a medula já sofre a lesão pelo próprio trauma em si (chamada de lesão primária) e imediatamente segue-se uma série de reações inflamatória que vão gerar um quadro de edema, inicialmente na medula, que aumenta sua área (lesão medular secundária).

O TRM compreende as lesões na extensão da coluna vertebral, que abrangem partes vasculares e ósseas, a própria medula e ligamentos, entre outras regiões, comenta Fabiano Nunes Faria, ortopedista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Esse problema pode desencadear uma interrupção fisiológica e temporária da função medular, conhecida pelos médicos como choque medular, em que, clinicamente, o paciente apresenta quadro de anestesia e paralisia abaixo do nível da lesão. Na fase inicial, que dura dias ou até semanas, não é possível obter um prognóstico completo sobre a região lesionada.

“Após o término (do choque medular), podemos caracterizar se houve lesão definitiva, classificada em completa ou incompleta, conforme a presença ou ausência de função sensitiva e motora”, pontua o ortopedista do Hospital Beneficência Portuguesa.

De acordo com os especialistas, a avaliação da extensão da lesão medular é feita por meio de aspectos de força, sensibilidade e reflexos, segundo o protocolo internacional da American Spinal Injur y Association (ASIA), classificando nível e grau de lesão.

“Considerando que a lesão pode ocorrer em qualquer nível da coluna e ser de natureza completa ou incompleta”, acrescenta Adriana Cristante da AACD, “existe uma variabilidade grande de apresentações clínicas entre as vítimas de TRM, como tetraplégicos completos e incompletos, paraplégicos completos e incompletos. Portanto, em alguns casos, pode haver recuperação dos déficits, mas em outros pode não haver quaisquer recuperações.”

A terapia para reabilitação dos pacientes lesionados engloba uma equipe multidisciplinar e não apenas o papel de fisioterapia.

Ortopedista, neurocirurgião, fisiatra, fisiologista, terapeuta ocupacional, enfermeiro e psicólogo, entre outros, estão no time de médicos que vão auxiliá-los.

Vale lembrar que esse problema não é apenas motor e que outras sequelas são referidas, como em relação ao controle na bexiga e intestino, por exemplo. A readaptação é um processo constante que garante o ganho de independência nas atividades que são consideradas corriqueiras para muitos. Porém, são novos desafios para os afetados pelo TRM.

Fonte: Deficiente em Ação - 31/08/2011 - Imagem Internet


Jovem com síndrome de down viveu um dia de bombeiro especial

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011

A viatura de incêndio do Corpo de Bombeiros se deslocou na manhã de ontem para uma ocorrência diferente. Desta vez as sirenes ligadas serviram apenas para dar mais emoção ao passeio de um jovem com síndrome de down, cujo maior sonho era passar seu aniversário de 22 anos no quartel da corporação. A simulação foi à primeira atividade de Marcus Costa dos Santos, que acordou cedo e desde às 7horas estava pronto para ir ao quartel.

As 8horas, ajudou a inspecionar o caminhão, conferir equipamentos, e recebeu o carinho dos ‘colegas’, principalmente do irmão Guilherme, 26, que é Bombeiro Militar. Equipado com farda de bombeiro comunitário, Marcus conheceu todas as repartições do quartel e ficou sabendo a função de cada um dos integrantes da corporação. A reportagem do Correio do Sul acompanhou uma das saídas de Marcus, que teve um dia bastante movimentado.

No início da tarde, em companhia de Guilherme e do cabo Stradioto, o rapaz foi até um prédio onde ajudou a realizar a inspeção técnica e aprendeu a importância da prevenção. Animado, subiu sem reclamar todos os lances de escadas do prédio que possui oito andares, conferindo um por um dos itens de prevenção, como extintores de incêndio e placas de sinalização que indicam saídas de emergência.

De acordo com Guilherme, além de promover a socialização dos portadores de necessidades especiais, o projeto pretende integrar os filhos e parentes dos bombeiros a profissão. Para terminar seu dia de bombeiro, que se encerra às 8 horas de hoje, Marcus deve passar pelo batismo, em que os novatos recebem um jato de água do caminhão de bombeiros. Que ninguém se compadeça, porque é o momento mais esperado pelo rapaz.

Fonte: Correio do Sul (http://www.grupocorreiodosul.com.br/jornal/noticias/geral/jovemcoms-ndromededownviveuumdiadebombeiroespecial/)


Rio Claro (SP) tem biblioteca com livros em braille e em áudio

Centro Municipal de Atendimento à Pessoa Deficiente Visual tem cerca de 200 livros. Local também oferece aulas de braille.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011

“Hoje o deficiente visual só não se informa se não quiser”, afirma Adriana Cozza, instrutora de informática do CMAC (Centro Municipal de Atendimento à Pessoa Deficiente Visual), em Rio Claro (SP)Site externo., ao falar sobre a quantidade de material informativo disponível para esse público. Revistas, livros, softwares são alguns dos exemplos.

Segundo ela, é possível navegar pela internet, fazer pesquisas, estudar, ler ou apenas se divertir. Há programas gratuitos e pagos para instalação no computador que dá voz a tudo que é projetado na tela do monitor guiando o usuário deficiente visual.

As pessoas que estudam no CMAC podem ter acesso a esse mundo de conhecimento por meio da biblioteca e do laboratório de informática. Keli Menezes Vieira, responsável pela biblioteca, conta que a unidade possui cerca de 200 volumes de livros em braille e áudio, além de revistas em braille que trazem uma coletânea das reportagens publicadas nas revistas a tinta de grande circulação. Todo o material está catalogado e armazenado em prateleiras com indicações em braille para facilitar a localização. O trabalho foi realizado por Keli com a ajuda de Adriana e Daiane.

Keli conta que a biblioteca tem tudo, desde clássicos como a trilogia O tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, como sucessos atuais como Harry Potter, Crepúsculo, 1808, Código da Vinci, entre outros. A diferença é que a escrita em braille é mais volumosa o que dificulta o transporte dos livros.

Segundo Adriana, O Tempo e o Vento, escrito em três volumes, na tradução braille tem mais de 70 volumes. O Código da Vinci tem 13 e 1808, 20 volumes. Mas isso não impede o acesso e a leitura. Quem tem interesse sempre dá um jeitinho.

Keli explica que os iniciantes em braille utilizam os livros infantis, que são mais curtos, têm menos volume e são escritos em apenas um lado da página o que facilita o tato. Já os leitores mais experientes fazem qualquer tipo de leitura. Os inexperientes, ou seja, que não sabem escrever ou ler em braille, podem fazer uso dos livros em áudio.

Segundo Keli, o tempo de aprendizagem de braille depende de cada um, de seu esforço e dedicação. Ela, que ficou cega há dois anos, aprendeu a ler e escrever em braille em apenas um ano. Conforme ela, quanto mais se treina mais agilidade ganha. “Antes eu via o símbolo da letra, agora eu sinto”, diz.

Adriana explica que os livros são doados pela Fundação Dorina Nowill para CegosSite externo.. Nesta semana, a Fundação Dorina doou cinco CDs de livros em áudio para a Biblioteca Municipal. A doação foi feita por meio do projeto “Ler sem Ver” que por meio do patrocínio da White MartinsSite externo. produziu e distribuiu 4.500 livros infantis, infanto-juvenis, clássicos e best-sellers atuais em formatos acessíveis para bibliotecas e salas de leitura da capital e do interior.

A Secretaria de Estado da EducaçãoSite externo. também anunciou investimento de R$ 1 milhão na produção de 13,7 mil exemplares em braille, realizada pela Fundação Dorina Nowill. Desses 7.300 exemplares foram entregues no primeiro semestre deste ano e 6.400 volumes serão distribuídos neste semestre.

Serviço:

Endereço: Avenida 5, n. 225 - entre as ruas 3 e 4 - Centro, Rio Claro (SP)
Segunda a Sexta-feira das 8:00 às 17:00hs
Telefone: 3524-7300

Fonte: http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/Site externo.

Prazo para troca de carro com isenção de IPI para Taxistas e Pessoas com Deficiência poderá ser reduzido

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011

Projeto que reduz de dois para um ano o prazo mínimo para taxistas e pessoas com deficiência poderem trocar veículos com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi aprovado nesta quarta-feira (31/08) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa.

Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa.

Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. .

Segundo o autor do projeto de lei (PLS 299/11), senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), o objetivo é adequar a legislação do país à Copa do Mundo de Futebol de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

Em sua justificativa, o parlamentar explica que o meio de transporte mais usado pelos turistas é, sem dúvida, o táxi. Portanto, complementa, é de suma importância melhorar a impressão inicial do visitante, estimulando a renovação da frota de táxis.

Em seu parecer favorável ao projeto, o relator na CDH, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), observa que, além do aspecto econômico, a proposta propõe também a integração social da pessoa com deficiência.

Fonte: Jus Brasil (01/09/11)


Veja direitos e benefícios de pessoas com deficiência e doenças graves


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011
A legislação brasileira possui algumas normas de benefícios e isenções fiscais para pessoas com deficiência e de doenças graves. 
Se a moléstia resultar em deficiência física incapacitante, o deficiente pode pleitear as isenções dos seguintes impostos na compra de veículos: ICMS, IOF, IPI e IPVA. A concessão está vinculada à comprovação da condição física do beneficiário, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
São consideradas doenças graves aquelas que a legislação determina, e que estão relacionadas, entre outros instrumentos normativos, no artigo 1º da Lei nº. 11.052/04. São elas: Câncer, Aids, Moléstia Profissional, Tuberculose Ativa, Alienação Mental, Esclerose Múltipla, Neoplasia Maligna, Cegueira, Hanseníase, Paralisia Irreversível e Incapacitante, Cardiopatia Grave, Doença de Parkinson, Espondiloartrose Anquilosante, Nefropatia Grave, Hepatopatia Grave, Estados Avançados de Doença de Paget (Osteíte Deformante), Contaminação por Radiação, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, e Fibrose Cística (Mucoviscidose).

Entre os benefícios e isenções determinados pela legislação para os considerados doentes graves estão: isenção de imposto de renda, aposentadoria por invalidez, saque do FGTS e aposentadoria integral para servidor público.

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Cão-guia ajudou cego a escapar do World Trade Center

Michael Hingson, 61, chegou cedo ao seu escritório, no baixo Manhattan, naquela terça-feira. O dia estava ensolarado em Nova York. Do elevador ao escritório no 78º andar da torre norte do World Trade Center, sua companheira Roselle distribuía simpatia.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/09/2011

Michael Hingson, 61, e sua cachorra-guia Roselle; ela guiar seu tutor na descida de 78 andares pelas escadas.

A relação entre eles era recente, ainda não haviam completado dois anos juntos. Desde o primeiro passeio, Michael achou que formavam um par perfeito.

Roselle, uma labrador, tinha sido treinada para trabalhar como cão-guia. Sempre teve personalidade forte. Era bagunceira, espalhava meias pela casa, roncava à noite e latia alto ao som da campainha. Apesar de gostar de brincar, o serviço era levado a sério. E o seu trabalho mais reconhecido aconteceu naquela manhã do dia 11 de setembro de 2001.

Eram 7h40 quando eles chegaram ao escritório da Quantum, uma empresa de softwares onde Michael trabalhava desde 1997. Havia um ano que estavam no WTC. Como gerente regional de vendas, ele tinha muitos compromissos agendados para aquela semana. Às 9h, começaria um treinamento para revendedores.

Às 8h46, Michael estava a três metros da janela por onde seus colegas podiam ver o porto de Nova York e a Estátua da Liberdade. Ouviu uma explosão metálica e sentiu o piso tremer. Havia fumaça e cheiro de gás no ar. Um avião sequestrado por terroristas havia se chocado com o prédio na altura dos andares 93 a 99.

Michael e o colega David Frank decidiram sair da torre. Os elevadores não funcionavam, não havia eletricidade. Então Roselle começou a aventura de guiar seu tutor na descida de 78 andares pelas escadas.

"Trabalhamos em equipe. A tarefa dela era garantir que andássemos com segurança procurando obstáculos. Minha tarefa era direcioná-la com comandos específicos, como para frente, para a direita ou para a esquerda", conta Michael em entrevista à Folha.

Durante a descida, ele foi o único que reconheceu o cheiro de combustível do avião. "As pessoas que enxergam se baseiam apenas na visão e não aprendem outras técnicas que poderiam ajudá-las".

A jornada durou cerca de uma hora. Michael e Roselle estavam a apenas duas quadras da torre sul quando ela, atingida por um segundo avião, desabou às 9h59. "Foi a parte mais perigosa. Não é mais difícil para um cego descer 1.463 degraus, mas correr 400 metros com uma torre desmoronando atrás de você é assustador, não importa se você é cego ou se pode ver."

FAMA

Depois da experiência, Michael e Roselle viraram uma dupla popular. A história deles foi recontada em entrevistas na TV e palestras, onde ele fala sobre confiança, trabalho em equipe, cães-guia e cegueira. "A principal desvantagem dos cegos não é a falta de visão, mas o desconhecimento das pessoas que enxergam sobre o que um cego pode ou não pode fazer", afirma.

Em janeiro de 2002, Michael trocou a carreira de 27 anos na área de tecnologia para ser diretor de relações públicas de uma escola de treinamento para cães-guia em San Rafael, Califórnia.

No mês passado, a história de Michael e Roselle virou o livro "Thunder Dog" (Cão Trovão, em português), sem previsão de lançamento no Brasil. A obra também está disponível em audio-book.

Em 2007, Roselle se aposentou. Passou os últimos anos se divertindo com as colegas África e Fantasia, que também viviam sob os cuidados de Michael.

Em 2010, Roselle teve dores crônicas nas costas e foi tratada com acupuntura. Em 24 de julho deste ano, aos 13, ela estava com a saúde frágil quando teve complicações de uma úlcera. Dois dias depois, como não apresentava melhora, sua família e o veterinário interromperam o sofrimento. Roselle foi sacrificada às 20h52 de um domingo.

Fonte: Patrícia Britto - de Saõ Paulo (http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/09/cao-guia-ajudou-cego-escapar-do-world.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Balada para surdos vem ao Brasil em setembro

O clube holandês Sencity exporta a primeira noite dedicada para deficientes auditivos, com VJs que interpretam a música com aromas e com linguagem de sinais.
Soraia Yoshida

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011

Pisos que vibram, rappers que utilizam linguagem de sinais e uma parafernália de equipamentos que liberam diferentes aromas, ao som de música para se dançar. É a melhor descrição para a noitada “multisensorial” do clube Sencity, que sai de Amsterdam e começa a se espalhar por grandes cidades. Uma versão brasileira acontece em São Paulo no mês de setembro.

O clube hi-tech utiliza uma variedade grande de recursos para permitir que pessoas surdas ou que tenham algum tipo de deficiência auditiva possam se divertir como todos os outros durante a noite. A Sencity (que brinca com a ideia de uma cidade sensorial e a expressão cidade do pecado) equipa a pista com uma plataforma que vibra junto com a frequência de graves da música.

Além de vídeo jockeys, o equivalente visual dos DJs, há VJs que distribuem aromas variados para a plateia. Nos palcos, dançarinos completam a cena.
Mas a grande estrela do show é finlandês Signmark, o primeiro rapper surdo contratado por uma grande gravadora e que se tornou o grande sucesso da noitada Sencity. A apresentação de Signmark no dia 24 de setembro será transmitida ao vivo para o Museu de Arte Moderna, em São Paulo. Embora sem os mesmos aparatos, a versão paulista trará a DJ Lisa Bueno e o baterista Igor Cavalera.

A versão completa do Sencity acontecerá em outubro em Londres, com outras “surpresas” na balada, como massagistas, maquiadores, cabeleireiros e artistas de circo que vão se apresentar durante a noite.
Segundo o produtor holandês Nienke van der Peet, a noitada inglesa deve atrair 1.500 pessoas ao O2 Arena com sua mistura única de música e espetáculo para deficientes auditivos. “É para que as pessoas usem todos os seus sentidos, audição, tato, visão, olfato e paladar”, disse ao jornal britânico “Daily Mail”. “É um evento para reunir pessoas surdas e deficientes, assim como aquelas que pode ouvir, em um único lugar para se divertir juntas”.

A Sencity começou em 2003 na Holanda e já passou pela Bélgica, Finlândia, Espanha, México, Jamaica, África do Sul e Austrália, fazendo dançar mais de 10 mil pessoas.

Fonte: Época Negócios - São Paulo – SP, 31/08/2011- Imagem Internet


Comissão aprova exigência de informação em braile em remédio e alimento

Hoje, os consumidores com deficiência visual só podem ter acesso às informações básicas sobre uso e prazo de fabricação e validade sobre os produtos por intermédio de outras pessoas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou recentemente o Projeto de Lei 2385/07, da deputada Ana ArraesSite externo. (PSB-PE), que obriga as empresas produtoras de medicamentos, alimentos e material de limpeza a utilizarem a escrita em braile nas embalagens de seus produtos para fornecer informações básicas sobre uso e prazo de fabricação e validade.

O relator da proposta, deputado Roberto Santiago (PV-SP)Site externo., apresentou parecer favorável. Segundo ele, não consta, nas normas legais e infralegais sobre rotulagem, embalagem e publicidade de alimentos, medicamentos e saneantes, a exigência de fornecimento de informações relevantes em braile. “A proposição em análise tem o mérito de preencher tal lacuna”, disse. Ele ressalta que os consumidores com deficiência visual hoje só podem ter acesso às informações sobre os produtos por intermédio de outras pessoas.

No caso dos medicamentos, entretanto, regulamento técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)Site externo. estabelece que bulas em formato especial devem ser disponibilizadas gratuitamente pelas empresas titulares do registro do medicamento, quando houver solicitação da pessoa com deficiência visual. Segundo o regulamento (Resolução 47/09), a pessoa pode requerer a bula em meio magnético, óptico ou eletrônico, em formato digital ou áudio, impressa em braile ou com fonte ampliada, conforme sua escolha e necessidade.

A resolução regulamenta o Decreto 5.296/04, que obriga a indústria de medicamentos a disponibilizar, quando houver solicitação, exemplares das bulas dos medicamentos em meio magnético, braile ou em fonte ampliada.

Tramitação

O projeto tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de NotíciasSite externo.

O filho do vizinho



APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011

Por Marcus Tavares em O Dia Online


Pela janela do seu quarto, Ronaldinho olha maravilhado as aventuras e peripécias de um garoto que é chamado de várias formas pela vizinhança. Dos muitos nomes, Ronaldinho o chama de “o filho do vizinho”.
Esta é a sinopse do curta ‘O filho do vizinho’, de Alex Vidigal, que em pouco menos de um ano já acumula três prêmios: melhor direção de arte na mostra competitiva digital do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2010; melhor curta do 8º Festival de Cinema de Maringá; e melhor filme da 10ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Surpresa para o diretor, que não tinha nenhuma expectativa do quanto o curta seria bem recebido, tanto pelas crianças quanto pelos adultos.
Mas é merecido. O curta, de seis minutos, conta a história de dois personagens: o filho do vizinho e Ronaldinho. O primeiro não para um só instante. Ele joga bola, solta pipa, corre para lá e para cá, irritando muitas vezes os adultos. O segundo é um menino quieto, na dele. Para muitos adultos, Ronaldinho é um exemplo de criança. Ele passa os dias observando, da janela de sua casa, as peripécias do filho do vizinho, negando todos os convites do menino de participar das brincadeiras.
À medida que o curta vai se desenrolando, a gente se pergunta por que Ronaldinho não aceita nenhum convite, não brinca na rua com as outras crianças, não entra para a turma do filho do vizinho. A única pista é que a mãe de Ronaldinho o protege bastante, não quer que ele se misture com os outros. Mas por quê?
No final, a descoberta: Ronaldinho é cadeirante. Desta vez é o público — adultos e crianças — que fica surpreso e pensativo. O diretor queria que as pessoas refletissem sobre a infância de um cadeirante, com todas as suas limitações físicas e as que, muitas vezes, são impostas pela família e sociedade. Objetivo alcançado. O filme está em cartaz aqui no Rio, no Festival Internacional de Cinema Infantil. No YouTube, é possível conferir um trailer do curta.
Abaixo, o teaser do filme, no YouTube.

* Professor e jornalista especializado em educação e mídia


Fonte: O Dia Online  (http://www.inclusive.org.br/?p=20866)

Livro ensina como especificar projetos com conceito de acessibilidade


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011

A Editora PINI acaba de lançar o livro “Acessibilidade: Guia Prático para o Projeto de Adaptações e de Novas Edificações”, de autoria da engenheira civil Ana Lúcia Saad. Além de conter desenhos elucidativos sobre formas de implantação das soluções apresentadas na legislação, a autora apresenta conceitos, normas e leis que tratam de acessibilidade.

Amplamente ilustrada com fotos de produtos e situações adequadas, a publicação contém especificações técnicas para acessos e rotas, estacionamentos, circulação horizontal e vertical, sanitários, escolas, bibliotecas e afins e novos projetos e adequações. “O uso e o acesso aos espaços públicos, às edificações, aos mobiliários urbanos, aos meios de transporte, aos sistemas de sinalização é um direito de todos. Esta afirmação pode parecer um tanto quanto óbvia, porém nem sempre a acessibilidade, àqueles itens citados, por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida foi pensada ou garantida”, diz a autora.

Serviço:
Acessibilidade: Guia Prático para o Projeto de Adaptações e de Novas Edificações
Autora: Ana Lúcia Saad
Páginas: 84
Fone: 4001-6400 (principais cidades) e 0800-596-6400
Mais informações na Loja PINI

Fonte: Pini  (http://www.inclusive.org.br/?p=20836)

Família do aluno precisa participar do processo


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011

Pais e mães de crianças com deficiência podem ser extremamente superprotetores. Por conta das necessidades especiais do filho, acabam por achar que são os únicos que sabem como cuidar dos pequenos. Na hora de colocar a criança em uma escola convencional, vem o dilema: será que meu filho vai ser bem recebido? E o tratamento, como será?

Para a professora e assessora de educação inclusiva de Santo André Renata Dalla Valle, é preciso muito diálogo com os pais para contornar essa situação. “A escola precisa estar de portas abertas para que a família faça parte do processo de inclusão. Só assim é possível criar confiança, essencial para que os pais permitam que o aluno continue na escola.”

A professora Cristiane Romão Amado, 29 anos, faz parte desse processo em Diadema. Para que os pais confiem seus filhos a ela, Cristiane participou de seminários, oficinas e treinamentos oferecidos pela Prefeitura. O último ocorreu na semana passada e trouxe situações práticas ligadas ao autismo. A docente dá aulas para um aluno de 5 anos que é portador da síndrome.

Em pouco mais de seis meses de convivência com o menino, Cristiane notou diferenças no comportamento dele. “As crises diminuíram, pois ele está adaptado à rotina da escola, tem autonomia, toma o lanche sozinho, sabe para que serve a sala de leitura”, explicou.

O que a professora tem mais dificuldades é com a questão pedagógica. “Ele não se concentra nas atividades, mas tentamos fazer com que ele tenha prazer nelas e participe, sem esquecer, claro, dos demais alunos da sala.”

A secretária de Educação de São Bernardo, Cleuza Repulho, explica que é importante o professor ter a capacidade de trabalhar com todos os alunos da sala. Para isso, é preciso que seja treinado. “Muitas vezes os pais não querem alunos deficientes na turma dos filhos porque acham que isso vai atrasar o desenvolvimento da turma. A visão está completamente errada, pois o processo de aprendizagem não se resume à matéria.”

A escola, conforme explica a pedagoga Maria José de Oliveira Russo, tem também o papel de ensinar cidadania e valores morais. “Todos os envolvidos, dos alunos aos funcionários da escola, crescem com a inclusão.”

VAGAS

No início da gestão do prefeito Luiz Marinho (PT) instalou-se polêmica em são Bernardo que envolveu familiares de cerca de 700 crianças com deficiência. Eles temiam que as bolsas de estudo pagas pela Prefeitura em escolas especiais fossem extintas.

Segundo Cleuza, o que houve foi reavaliação, com o objetivo de averiguar se todas as famílias atendiam aos requisitos. Apenas duas bolsas foram canceladas. As escolas e os alunos continuam a receber o valor da bolsa e mais ajuda de custo para o transporte. O serviço foi reorganizado e parceria entre Educação e Saúde faz o atendimento dos alunos.

São Caetano tem escola especial para pessoa com deficiência

Apesar de a tendência da inclusão no ensino regular ser cada vez maior, São Caetano ainda possui uma escola referência em educação especial: a Fundação Municipal Anne Sullivan, que conta com 49 alunos com múltiplas deficiências. Segundo a diretora Adriana Gomes da Fonseca, estão na instituição casos graves, que não teriam condições de se adaptar ao ensino regular.

“Pela lei todos devem estar nas salas de aula convencionais, mas decidimos fazer esse processo de forma gradativa em São Caetano. Por enquanto, não temos intenção de acabar com a Anne Sullivan”, garantiu Adriana.

A escola trabalha a socialização dos alunos, principalmente autistas e portadores de paralisia cerebral. Porém, para aqueles que têm condições de ser alfabetizados, a instituição também conta com currículo regular. “Se o aluno apresenta condições, sai daqui com diploma para cursar o Ensino Superior”, destaca.

Para a pedagoga Maria José de Oliveira Russo, se não há inclusão de todos os deficientes na rede convencional, o processo não está completo. Adriana, no entanto, acredita que há casos em que isso ainda não é possível. “A socialização não precisa necessariamente ser feita na escola. Pode se dar em parques, passeios. O papel da escola é educacional, e há alunos que precisam de educação diferenciada”, diz.

Mãe do aluno Bruno Rocha, 27 anos, Mônica Almansa Negro da Rocha Ferreira, 53, acredita que seu filho não poderia estudar na rede convencional. Ele nasceu prematuro e teve falta de oxigênio no cérebro, o que gerou paralisia cerebral. “Ele é capaz de falar e andar sozinho, mas não aprendeu a ler e escrever. Meu filho não conseguiria acompanhar as aulas em uma escola normal”, avalia.

Fonte: Diário do Grande ABC   (http://www.inclusive.org.br/?p=20828)

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência: algumas reflexões


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011


A construção de um novo cenário social que possa retomar, e tornar possíveis as promessas não cumpridas ainda dos séculos XIX e XX, encontra “matéria prima” especialmente no terreno educacional por onde gerações passam e produzem, na interação com os diferentes saberes, conhecimentos que possam sustentar o convívio em sociedade e recriar as condições humanas com dignidade, respeito e solidariedade.

Não por acaso, em 1990 o foco dos debates em busca de sustentabilidade se dá na seara da educação, quando se assume, mais uma vez, o compromisso de educação para todos. Parece que o entendimento que, via educação, as transformações são mais viáveis, tem levado autoridades e organismos internacionais a dispensarem especial atenção a esse setor da sociedade, talvez com demasiada responsabilidade.

Como lugar de diversidade por excelência, a escola mais uma vez é chamada ao acolhimento de todos indiscriminadamente. Esse chamado encontra eco nas incontáveis bandeiras de lutas que há séculos clamam por respostas positivas. Contudo, o propósito que parecia atender antigas reivindicações, acaba por “mexer” em territórios quase intocados, quer sejam, os espaços que trataram de forma segregada, a oferta de educação especial à parcela da população com deficiência que, por exigir condições de aprendizagem diferente das convencionalmente oferecidas nas escolas, a ela, não teve acesso.

É inegável que a criação desses espaços, (como as APAEs na década de 50) teve o propósito de suprir a falta de atenção a essas pessoas, especialmente no âmbito educacional e, por isso, nunca deixou de ser pauta de reivindicações, o reconhecimento de direitos sociais, principalmente pelo acesso à educação.

Como todas as conquistas sociais, esta também, ainda que tardiamente, encontra hoje possibilidade de concretização, no entanto, inversamente ao esperado, tal proposta parece não ter sido acolhida com louvor, ao contrário, um movimento de resistência se instala e o processo de construção de uma sociedade e uma escola inclusiva enfrenta barreiras a sua implementação. Por um lado, a escola regular/comum temerosa pela dissolução de um modelo de educação que embora provocador de queixas e críticas, é o que se tem e se sustenta. Por outro, as escolas de educação especial que temem ver suas ações obsoletas e suas especialidades dispensadas ou até incorporadas a outras instâncias.

Momento de difícil resolução. Crise instalada. Sem dúvida, um desafio enorme a ser enfrentado e que exige um grau de transformação significativo das escolas, dos professores, das famílias, da sociedade como um todo. Contudo, finalmente, essa situação nos coloca numa única condição, quer seja, trabalhar juntos, de forma colaborativa, compartilhando experiências, conhecimentos, desconhecimentos, medos e ousadias, criando estratégias que possam contribuir com todos aqueles que precisam ter suas necessidades específicas atendidas e aqueles que podem oferecer condições para que isso se efetive. Não podemos negar que se trata de um grande momento na história da constituição social da humanidade, uma vez que nunca houve uma escola, de fato, para todos.

Diante disso, somos impelidos a repensar nossas resistências e temores frente a uma proposta que, finalmente, apresenta respostas às nossas buscas históricas. É compreensível que se tenha sensação de estruturas abaladas, porém, se tivemos persistência e coragem para manter uma luta por tanto tempo, há que se encontrar recursos individuais e coletivos para modificar concepções e ações de forma a atender as demandas provenientes de um sonho que se torna realidade. Talvez seja necessário trocarmos as lentes embaçadas para ter clareza e nitidez no olhar. Assim, poderemos ver os traços do desenho humano sem que, necessariamente, esteja dentro de uma moldura. Olhar/ver o ser humano a partir de sua essência e não da condição da deficiência.

* Professora da Escola Estadual Chico Mendes – Ijuí/RS. Professora no Ensino Superior – UNIJUÍ e FACULDADE TRÊS DE MAIO/SETREM – Brasil

Fonte: Portal Ijui  (http://www.inclusive.org.br/?p=20842)

Conferência sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência terá forte presença brasileira

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011

A IV Sessão da Conferência da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência ocorrerá na sede da ONU em Nova York de 7 a 9 de setembro. O Brasil estará presente com delegação composta por membros da Secretaria de Direitos Humanos, parlamentares e ONGs.

O tema da quarta sessão será “Promovendo o Desenvolvimento com base na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”. Os sub-temas serão: “Promovendo a Convenção através da cooperação internacional”, “Participação Política e Civil” e “Trabalho e Emprego”.

Haverá ainda uma reunião das organizações da sociedade civil no dia 6, antes do começo da Conferência, e diversos eventos paralelos. O Brasil participará de dois deles. No dia 7/9, à 1:15h no salão 7, o relato do Grupo de Trabalho sobre Promoção e Proteção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Autoridades de Alto Nível – Encontro sobre Direitos Humanos do MERCOSUL. A representante brasileira será a Diretora doDepartamento de Políticas Temáticas da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Secretaria dos Direitos Humanos, Ana Paula Crosara. No dia 8/9, às 6:15h, também na sala 7, o tema será Direitos Humanos e Políticas Inclusivas para Crianças e Adolescentes com Deficiência, com representantes dos Ministérios da Educação, do Desenvolvimento Social, Comitê Paraolímpico, Secretaria de Direitos Humanos e parlamentares.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aprovada pela Assembléia Geral da ONU na Resolução 61/106 de 13 de Dezembro de 2006. Ela entrou em vigor em 3 de maio de 2008 após ter sido ratificada por parte de 20 países. O Artigo 40 da Convenção estipula que “Os Estados Partes deverão reunir-se regularmente em uma Conferência dos Estados Partes a fim de considerar matérias relativas à implementação da presente Convenção.” Desde 2008, três sessões da Conferência dos Estados Partes foram realizada na sede das Nações Unidas, em Nova York.O Brasil ratificou a Convenção com status constitucional em 2008.

Confira no link a programação completa da Conferência e os eventos paralelos, em inglês:
http://www.un.org/disabilities/default.asp?id=1571

Fonte: ONU (http://www.inclusive.org.br/?p=20873)


Aos 50 anos, elefante amputada ganha nova prótese para a pata

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/09/2011


A elefante Motala, 50, ganhou uma nova prótese para a pata que perdeu ao pisar em uma mina terrestre.

O animal é paciente de um hospital de elefantes, o Friends of the Asian Elephant (FAE), na Tailândia, pioneiro no gênero.

Essa é a terceira prótese de Motala, já que ela precisa ser adaptada ao peso do animal.

Paula Bronstein/Getty Images
O elefante Motala com sua prótese
O elefante Motala com sua prótese

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2011/09/01/aos-50-anos-elefante-amputada-ganha-nova-protese-para-a-pata.jhtm

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Criança de 1 ano está com suspeita de paralisia pós-vacinal em MG

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011

Jean-Philip Struck - De São Paulo

Uma criança de 1 ano e 4 meses apresenta suspeita de ter desenvolvido uma paralisia após ser vacinada em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais. Segundo a mãe da criança, o menino começou a apresentar o quadro após tomar uma das doses da vacina contra a poliomielite, em novembro de 2010, quando tinha apenas 6 meses.

Ainda de acordo com a mãe, Sidnéia Branco Teixeira, 38, a suspeita foi diagnosticada em março deste ano por um neuropediatra da cidade. Apesar de o médico ter contatado a Prefeitura de Pouso Alegre, o Ministério da Saúde só recebeu um comunicado oficial do município no dia 26 de agosto, o que foi confirmado pela pasta à Folha.

A reportagem tentou falar com a prefeitura da cidade e com o neuropediatra que atendeu a criança, para que comentassem o caso, mas não conseguiu conversar com nenhum deles.

Segundo Teixeira, logo na primeira semana após tomar a vacina, a criança teve febre e, 15 dias depois, começou a ficar com as pernas paralisadas.

Segundo um manual do Ministério da Saúde sobre eventos adversos pós-vacinação, esse tipo de caso é muito raro. O risco é de aproximadamente um caso a cada 3,2 milhões de doses distribuídas. No Brasil, segundo o ministério, entre 1989 e 2003 foram registrados 40 casos confirmados de poliomielite associados à vacina oral.

A mãe da criança afirma que a criança tem mostrado melhora no quadro de paralisia nos últimos meses, mas que ainda tem dificuldade para ficar de pé. Ela também afirma que o Ministério da Saúde já entrou em contato para realizar mais exames na criança.

Teixeira diz que ainda não sabe se pretende entrar com uma ação contra os responsáveis pela produção da vacina.

Fonte: Folha.com - Equiliíbrio e Saúde - 01/09/2011

O Ônus da Audiodescrição: depoimento de uma mãe

Depoimento de Rosangela Gera durante a realização do seminário "Avaliação dos Primeiros 45 Dias da Audiodescrição na TV" descreve a experiência de viver em uma sociedade que não pensa em todos os cidadãos.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011

Rosangela Gera

Boa Tarde a todos,

Eu fui pega de surpresa com o Projeto de Lei - a Lei Laurinha pelo livro acessivel - anunciado pela deputada Rosinha e espero que a Laura traga sorte para sua aprovação por que a luta pelo livro acessivel já vem sendo travada por muita gente antes de nós.

Apesar de não ter procuração para falar em nome dos pais e mães das crianças cegas do Brasil, tenho certeza de que aprovariam minha fala.

Compartilho com todos eles desde que a minha filha nasceu , a experiência de viver em uma sociedade que não pensa em todos os cidadãos . A escola que matricula por força da lei, ainda não compreendeu que a educação inclusiva é muito mais do que isso significa garantir aprendizagem e que o aluno cego tem o mesmo direito de aprender que o colega que está sentado ao seu lado , isso é compromisso da escola , sua responsabilidade.

Compartilho com esses pais, a experiencia de ir a uma livraria ou biblioteca e me deparar com a fartura de titulos infantis, todos inacessiveis a demanda de leitura de uma criança cega , e é assim com os sites infantis que produzem jogos que trazem apenas informações visuais , com os brinquedos de tabuleiro que não trazem nenhuma marcação tátil que possa sinalizar e viabilizar sua utilização , com as revistas em quadrinhos e também com os desenhos animados, com os filmes infantis que passam na TV ou no cinema.

Por que será que as pessoas acham que criança cega não gosta de assistir filmes ou ler revistas em quadrinhos?

Não foram poucos os e-mails que enviei a autores como a Ruth Rocha, a Ana Maria Machado e o Ziraldo , perguntando, por que não cobram das editoras que coloquem um encarte digital da obra para que as crianças cegas possam ler o livro através do computador ou para que possam imprimir em braile de maneira mais rápida os livros que produzem ? Alguns me responderam, disseram sim que pensam nas crianças cegas, mas que tem o ônus ... o ônus da editora.

Também enviei e-mail a produção de revista em quadrinho da turma da Mônica, me responderam novamente sobre o ônus, são mais de 30.000 pontos de distribuição de venda da revista , só dá para pensar em um projeto de acessibilidade para crianças cegas se houvesse uma parceria . Então, falei, não precisa imprimir em braile, disponibiliza no site a revista com audiodescrição , põe um sêlo de acessibilidade, indicando que naquele lugar do site as revistas podem ser lidas por crianças cegas, mas não obtive resposta.

E também continuei enviando e-mails, revista uol para crianças, recreio, ciencia hoje , todos com jogos infantis que criança cega não pode brincar , e até o site plenarinho da Câmara dos deputados não tem jogo acessivel, com eles fiz inclusive contato por telefone , mas nenhum jogo foi desenvolvido pensando nas crianças cegas.

Então, é nesse universo infantil de exclusão que nós pais , tentamos educar nossos filhos cegos, e dizer a eles que são crianças como outras quaisquer , que tem os mesmos direitos , para que cresçam fortes, com uma boa auto estima, e tudo o mais que querem os demais pais de crianças sem deficiencia, mas é dificil responder quando ele ou ela pergunta : Porque não tem livro em braile aqui pra gente comprar? Ou então quando diz , eu não quero ir ao cinema só com a minha amiga e a mãe dela porque não vão me explicar tudo que está acontecendo no filme, e a gente não gosta do que não pode entender ! Filme não é coisa pra cego.

E Então , eu continuei mandando e-mails falando sobre audiodescrição ... e por isso , provavelmente , estou aqui hoje . E se há algo a falar sobre a importância da audiodescrição para crianças cegas , eu pergunto : Qual a importancia dos filmes, do cinema, do teatro, das apresentações na escola para qualquer criança ? Sabemos a resposta , tudo isso representa lazer, cultura , educação e oportunidade de convívio social, coisas que igualmente são importantes para a criança cega e que só estará disponivel a estas através da audiodescrição.

A criança cega precisa caber nesse Todos de quem produz entretenimento, lazer, cultura e educação . É seu direito.

Mas, não podemos esquecer do ônus. A audiodescrição tem um ônus, por isso foi tão difícil conquistá-la 2horas / semana na TV aberta brasileira.

E agora que falamos do ônus da escola, das editoras, dos produtores de revistas em quadrinho, de sites infantis, e de quem é obrigado por lei a oferecer audiodescrição na TV, eu em nome de todos os pais de crianças cegas , gostaria de saber: E sobre o ônus de ser excluído da aprendizagem em uma escola porque essa ainda não capacitou seus professores como deveria ? E o ônus de quem não pode se divertir como seus amigos lendo deliciosamente uma revista em quadrinho ou jogando no computador ? E o ônus de quem fica aflito ao seu lado durante um filme perguntando : Quem é a Fiona? Quem está falando agora? Que barulho é esse? O que aconteceu com o burrinho ? E o ônus de achar desde criança que cinema, teatro, espetáculos, não é coisa para cego?

Gostaria muito de acreditar que vamos continuar sendo rigorosos em exigir o cumprimento do direito À audiodescrição , o ônus de uma pessoa com deficiencia em uma sociedade realmente inclusiva , deveria ser apenas o biológico.

O problema da minha filha, das demais crianças e pessoas adultas cegas, não é o seu modo de leitura, se utiliza o código braile, ou um programa de computador, o problema delas é encontrar esses livros.

O problema da minha filha não é ter que assistir a um filme com audiodescrição, é a falta da mesma , essa sim que lhe tira o filme.

Bom , espero que possamos realmente refletir sobre o ônus alegado por aquelas pessoas que deveriam fornecer os recursos acessíveis em contrapartida ao ônus dos usuários dessa acessibilidade, por que precisamos realmente pensar em que mundo queremos que essas crianças cresçam.

Obrigada

Rosangela C. Gera - médica, mãe de Laurinha (11anos)

Fonte: Blog da Audiodescrição - 31/08/2011 - Imagem Internet






Um breve relato sobre os anos de invisibilidade social das pessoas com deficiência

Adriana Lage comenta sobre a exclusão das pessoas com deficiência ao longo da história da humanidade.


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011

Adriana Lage

Se compararmos a qualidade de vida das pessoas com deficiência, hoje em dia, com as pessoas com deficiência dos anos anteriores, veremos que a situação está muito mais favorável. Tivemos conquistas relevantes, dentre elas o direito ao trabalho, à educação inclusiva, uma das legislações mais abrangentes – mesmo que, infelizmente, na prática, os direitos nem sempre sejam respeitados -, um grande aumento da participação das pessoas com deficiência na política, nos esportes e na cultura. Atualmente, não há limites para nós! Estamos presentes em quase todas as áreas: já temos modelo down, magistrado cego, cirurgião cadeirante, atores e cantores com deficiência, etc. Temas como acessibilidade, diversidade, maternidade e vulnerabilidade sexual ganharam visibilidade. A pessoa com deficiência, aos poucos, foi ganhando voz ativa e tomando as rédeas de sua vida.

O reconhecimento das pessoas com deficiência como cidadãos é bem recente. É fruto do movimento da inclusão. Ao longo da história, sempre fomos excluídos e, em várias épocas, éramos totalmente invisíveis!

Sempre existiram pessoas com deficiência. Independente de sua causa (uma doença ou adquirida com o passar dos anos), a humanidade sempre esteve cheia de pessoas com deficiência, fossem eles anônimos ou não. Por exemplo, como não se encantar com as cores de Frida Kahlo (sou fascinada com sua história e talento; adoro mulheres poderosas!), as obras maravilhosas de Aleijadinho, Van Gogh, Beethoven, Stephen Hawking, Hellen Keller... São inúmeros os exemplos de superação. Mesmo com as dificuldades impostas pela deficiência, a falta de acessibilidade e o preconceito, lutaram e se fizeram visíveis perante a sociedade. Na minha listinha de ídolos com deficiência, destaco ainda Clodoaldo Silva, Edênia Garcia, Lars Grael, Mara Gabrilli e uma série de anônimos que me servem de exemplo e incentivo para ir sempre além dos meus limites.

Vamos voltar um pouquinho no túnel do tempo e relembrarmos esses tempos de agruras e invisibilidade.

Na mitologia grega, temos Hefesto, filho de Zeus e Hera, como representante. Ele era manco, o que lhe dava uma aparência grotesca aos olhos dos antigos gregos. Alguns relatos contam que se tornou manco após ter sido arremessado dos céus por Zeus. Outros autores dizem que foi arremessado por sua mãe, decepcionada por ter um filho com deficiência física. Como diria minha vó, Hefesto sempre foi da pá virada! Sua história é cheia de vinganças e muitas mulheres. Ele foi responsável pela fabricação de grande parte dos equipamentos utilizados pelos deuses. Era um exímio ferreiro. Dentre outras coisas, criou o elmo alado, as sandálias de Hermes, a cinta de Afrodite e o arco e flecha de Eros. Também deu ao cego Órion seu aprendiz, Cedálion, que se tornou seu guia. Outra criação importante teria sido Pandora.

Na Antiguidade, acreditava-se que as pessoas com deficiência eram amaldiçoadas. A deficiência era relacionada à bruxaria. Resultado: as pessoas com deficiência eram eliminadas sem dó nem piedade.

Com a ascensão do Cristianismo, na Idade Média, as pessoas com deficiência deixaram de ser eliminadas, uma vez que a Igreja Católica considerava todos os seres como criatura de Deus. Ao invés de serem mortas, passaram a ser abandonadas e ignoradas à própria sorte. Tiveram que contar com a caridade e boa vontade de outras pessoas para sobreviver. Vem dessa época a mendicância das pessoas com deficiência. Ainda nessa época, algumas pessoas com deficiência passaram a ser ‘aproveitados’ com fins de entretenimento. Muitos se tornaram bobos da corte. Sempre brinco com meus amigos, quando faço muitas palhaçadas e me chamam de retardada, que estou apenas resgatando a história dos meus ‘companheiros’. Bobo da corte foi uma de nossas primeiras profissões! Brincadeiras à parte, as pessoas com deficiência também eram aproveitados em circos, explorados como aberrações da natureza. Em outros casos, eram explorados sexualmente. Imagino o quanto sofreram as pessoas com deficiência nesses tempos difíceis e repugnantes.

No século XII, a sociedade começou a se incomodar com essa situação. Surgiram, então, as primeiras instituições para abrigar pessoas com deficiência (sobretudo pessoas com deficiência intelectual) e as primeiras legislações sobre os cuidados necessários para a sobrevivência. Só que essas instituições, que ficavam bem longe dos centros urbanos, se transformaram em locais de confinamento. Conventos, asilos e hospitais psiquiátricos, ao invés de se transformarem em locais de tratamento para as pessoas com deficiência, se tornaram verdadeiras prisões. Vale lembrar que, ainda hoje, temos algumas instituições que funcionam dessa forma!

Esse período, conhecido como Paradigma da Institucionalização, permaneceu por mais de 500 anos. Nem mesmo a evolução da medicina, durante a Revolução Burguesa, a partir do século XVI, conseguiu mudar esse pensamento. Nessa época, a tese da organicidade reconheceu que as deficiências eram frutos de fatores naturais, acabando com a idéia de que fossem associadas a fatores espirituais. Tivemos avanços nas formas de tratamento, etiologias e funcionamento das deficiências.

A Institucionalização foi o primeiro padrão formal a caracterizar a interação da sociedade com as pessoas com deficiência. Pena que, no final das contas, as instituições serviam para a segregação. A pessoa com deficiência era levada para longe da família e ficava ‘escondido’ do restante da sociedade. Minha mãe sempre me conta que existia, em BH, na época em que ela era criança, uma casa em que moravam apenas meninas com síndrome de down e paralisia cerebral. Todas eram filhas de famílias ricas. Por vergonha e preconceito da sociedade, as crianças ficavam esquecidas por lá até a morte. Minhas avós sempre contam casos de pessoas com deficiência que viviam trancadas em casa. Tive uma tia avó com poliomielite. Ela andava normalmente, mas tinha uma das pernas finas. Como, na época de sua mocidade, mulheres só usavam saia, ela acabou vivendo apenas dentro de casa. Tinha vergonha das outras pessoas. Nem sol ela tomava. Parecia uma albina! Ainda hoje temos escolas especializadas. Esse assunto é bem polêmico e deixarei para abordá-lo em outro texto.

A situação só começou a melhorar, em meados do século XX, por volta da década de 60. O Paradigma da Institucionalização começou a ser questionado e criticado, sobretudo pelo alto custo que era manter as pessoas com deficiência segregadas e na improdutividade. Várias áreas da sociedade fizeram pressão para que a situação se modificasse. A década de 60 tornou-se marcante na relação da sociedade com a pessoa com deficiência. Surgiram os conceitos de normalização e desinstitucionalização.

O movimento da desinstitucionalização iniciou-se, no ocidente, pela falha do Paradigma da Institucionalização na integração da pessoa com deficiência à sociedade, na restauração do funcionamento normal do indivíduo, nas relações interpessoais, nos estudos e no trabalho. “A ação era baseada na ideologia da normalização e defendia a necessidade de introduzir o cidadão com deficiência na sociedade, procurando ajudá-lo a adquirir as condições e os padrões de vida no nível mais próximo do considerado normal.”

Nessa época, os esportes adaptados ganharam visibilidade. Vários soldados americanos voltaram pra casa multilados e descobriram no esporte uma nova ocupação e sentido para a vida.

Criou-se o conceito de integração, no qual a pessoa com deficiência deveria ser modificada para se adequar à sociedade. Para um bom convívio social, as pessoas com deficiência deveriam se assemelhar, o máximo possível, às pessoas ditas ‘normais’ da sociedade. Esse conceito não deu certo, já que era muito relativo e subjetivo.

Finalmente, chegamos ao conceito da inclusão. Percebeu-se que esse processo de integração das pessoas à sociedade deveria ser bi-direcional. A sociedade também deveria ser modificada de forma a criar condições iguais para todos os cidadãos exercerem seus direitos e deveres.

“A sociedade inclusiva tem como principal objetivo oferecer oportunidades iguais para que cada pessoa seja autônoma e auto-suficiente. Portanto, esta sociedade é democrática e reconhece todos os seres humanos como livres e iguais e com direito a exercer sua cidadania.“ Só com a sociedade inclusiva deixamos pra trás o pensamento arcaico de que as pessoas com deficiência tinham uma vida com possibilidades reduzidas, viviam sem perspectivas e eram uns pobres coitados dignos de dó.

Se pararmos pra pensar, nosso reconhecimento com cidadãos é muito recente! Mesmo com tantas mudanças, ainda escuto, com freqüência, frases como:

- “Coitada! Você trabalha o dia todo! Se fosse você, iria me aposentar e ficar à toa”;

- “O que ela vai querer comer?” – várias pessoas ainda se referem ao acompanhante ao invés de tratar diretamente com a pessoa com deficiência;

- “Nossa! Você tem dinheiro? Pensei que seu pai pagava suas contas!”;

- “Se fosse minha filha, não teria saído de casa pra não se machucar no mundo”;

- “Quem é o doido que colocou um anel de compromisso na sua mão?”;

- “Quem nada é o Cielo! Não tem como nadar sem mexer as pernas e ter força nos braços.”;

- “Olha, você é muito inteligente, bonita e gente boa, mas melhor sermos apenas amigos ou irmos tirando umas casquinhas um do outro, sem chance de compromisso!”;

- “Que pena! Não estamos preparados para recebê-la. Mas as reformas já estão previstas no projeto” – entra ano, sai ano, as coisas ficam no mesmo lugar! As reformas nunca saem do papel!

- “Já pensou quantas travessuras podemos fazer? Vai voar pedaço de cadeira pra todo lado!”.

Esses são apenas alguns exemplos das situações que enfrento diariamente. Meus amigos também passam por situações semelhantes. Sem sombra de dúvida, a situação já melhorou muito. Mas ainda há muito a ser feito. Por exemplo, no centro de BH, temos vários cadeirantes vendendo chocolate ou consertando guarda-chuva. Uma amiga, que trabalha na Coordenadoria dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Prefeitura de Belo Horizonte, me disse que grande parte das pessoas com deficiência da cidade ‘está pendurada nos morros’ e que muitos preferem receber a aposentadoria que se arriscar em um emprego. Muitos acabam dando o dinheiro da aposentadoria para os familiares e aumentam sua renda na mendicância. Eu, particularmente, não dou dinheiro de jeito nenhum. Meu pai sempre fica sensibilizado quando vê alguma pessoas com deficiência pedindo esmola e não resisti; acaba dando algum dinheiro. Pouco a pouco, estou mudando essa mentalidade dele. Afinal, esmola não resgata a cidadania de ninguém e também não resolve o problema. Precisamos modificar/eliminar, sobretudo, as barreiras atitudinais. É muito mais fácil arrumar um saco de cimento e construir uma rampa, do que modificar pensamentos arcaicos e posturas preconceituosas sedimentadas ao longo de anos de exclusão e invisibilidade!

Fonte: Rede SACI - Belo Horizonte - MG, 10/06/2011
Matéria extraida do site: http://arivieiracet.blogspot.com/2011/08/um-breve-relato-sobre-os-anos-de.html

Aprenda a lidar com a deficiência dos outros, ou melhor com as "DIFERENÇAS FUNCIONAIS".

Aprenda a lidar com a deficiência dos outros, ou melhor com as "DIFERENÇAS FUNCIONAIS".


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011



Fonte: http://nandoacesso.blogspot.com/2011/08/aprenda-lidar-com-deficiencia-dos.html

Educação: Solidão não rima com inclusão

O artigo abaixo, foi extraído do site Bengala Legal. O texto é do educador português José Pacheco*.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011

Aos cínicos (que ainda encontro por aí…) direi que, onde houver turmas de alunos enfileirados em salas-celas, não haverá inclusão. Onde houver séries de aulas assentes na crença de ser possível ensinar a todos como se de um só se tratasse, não haverá inclusão.

Nunca será de mais voltar ao assunto, para lembrar que, apesar da teoria e contra ela, a realidade diz- nos que, desde há séculos, tudo está escrito e tudo continua por concretizar. Nunca será de mais falar de inclusão. Nunca será de mais lembrar que os projectos humanos carecem de um novo sistema ético e de uma matriz axiológica clara, baseada no saber cuidar, conviver com a diversidade.

A chamada educação inclusiva não surgiu por acaso, nem é missão exclusiva da escola. É um produto histórico de uma época e de realidades educacionais contemporâneas, uma época que requer que abandonemos muitos dos nossos estereótipos e preconceitos, que exige que se transforme a “escola estatal” em escola pública – uma escola que a todos acolha e a cada qual dê oportunidades de ser e de aprender.

Os obstáculos que uma escola encontra, quando aspira a práticas de inclusão, são problemas de relação. As escolas carecem de espaços de convivencialidade reflexiva, de procurar compreender que pessoas são aquelas com quem partilhamos os dias, quais são as suas necessidades (educativas e outras), cuidar da pessoa do professor, para que se veja na dignidade de pessoa humana e veja outros educadores como pessoas. Sempre que um professor se assume individualmente responsável pelos actos do seu colectivo, reelabora a sua cultura pessoal e profissional… “inclui-se”. Como não se transmite aquilo que se diz, mas aquilo que se é, os professores inclusos numa equipa com projecto promovem a inclusão.

Aos adeptos do pensamento único (que ainda encontro por aí…) direi ser preciso saber fazer silêncio “escutatório”, fundamento do reconhecimento do outro. Que precisamos de rever a nossa necessidade de desejar o outro conforme nossa a imagem, mas respeitá-lo numa perspectiva não narcísica, ou seja, aquela que respeita o outro, o não-eu, o diferente de mim, aquela que não quer catequizar ninguém, que defende a liberdade de ideias e crenças, como nos avisaria Freud. Isso também é caminho para a inclusão.

Aos cínicos (que ainda encontro por aí…) direi que, onde houver turmas de alunos enfileirados em salas-celas, não haverá inclusão. Onde houver séries de aulas assentes na crença de ser possível ensinar a todos como se de um só se tratasse, não haverá inclusão. Direi que, enquanto o professor estiver sozinho, não haverá inclusão.

Insisto na necessidade da metamorfose do professor, que deve sair de si (necessidade de se conhecer); sair da sala de aula (necessidade de reconhecer o outro); sair da escola (necessidade de compreender o mundo). O ethos organizacional de uma escola depende da sua inserção social, de relações de proximidade com outros actores sociais.

Também é requisito de inclusão o reconhecimento da imprevisibilidade de que se reveste todo o acto educativo. Enquanto acto de relação, ele é único, irrepetível, impossível de prever (de planear) e é de um para um (questionando abstracções como “turma” ou “grupo homogéneo”), nas dimensões cognitiva, afectiva, emocional, física, moral… As escolas que reconhecem tais requisitos estarão a caminho da inclusão.

Na solidão do professor em sala de aula não há inclusão. Nem do aluno, metade do dia enfileirado, vigiado, impedido de dialogar com o colega do lado, e a outra metade, frente a um televisor, a uma tela de computador ou de telemóvel… sozinho. A inclusão depende da solidariedade exercida em equipas educativas. Um projecto de inclusão é um acto colectivo e só tem sentido no quadro de um projecto local de desenvolvimento consubstanciado numa lógica comunitária, algo que pressupõe uma profunda transformação cultural.

*Especialista em Música e em Leitura e Escrita, é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Coordena, desde 1976, a Escola da Ponte, da qual é idelizador, instituição que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes.
É autor de livros e de diversos artigos sobre educação, definindo-se como “um louco com noções de prática”.

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/educacao-solidao-nao-rima-com-inclusao.html



Projeto de Lei aumenta em 1/3 pena por abandono de pessoa com deficiência

A intenção é aumentar o nível de proteção daqueles que têm sua capacidade seja física, mental ou intelectual limitada.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011


A CâmaraSite externo. analisa o Projeto de Lei 905/11, do deputado Márcio MarinhoSite externo. (PRB-BA), que aumenta em 1/3 as penas do crime de abandono de incapaz se a vítima for uma pessoa com deficiência.

Conforme o Código Penal, a pena prevista para abandono de incapaz varia de seis meses a três anos de detenção. Se o abandono resulta em lesão corporal grave, a pena varia de um a cinco anos de reclusão. Se resulta em morte, a pena varia de quatro a 12 anos de reclusão.

Conforme a proposta, as penas acima serão aumentadas em 1/3 se a vítima for
uma pessoa com deficiência.

Atualmente, a pena já em aumentada em 1/3:

- se o abandono ocorre em lugar ermo;
- se o agente é ascendente ou descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima;
- se a vítima é maior de 60 anos.

O autor da proposta diz que as
pessoas com deficiência necessitam de um grau maior de cuidado, e o abandono delas deve ter pena maior.

“A intenção é aumentar o nível de proteção daqueles que têm sua capacidade seja física, mental ou intelectual limitada. Para elevar essa tutela, a proposta é a pena mais severa para aquele agente que faz uso da sua condição de superior para praticar conduta delituosa contra aquele que está sob seus cuidados”, afirma.

Tramitação


 A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

Fonte: 'Agência Câmara de NotíciasSite externo.

Matéria extraída do site: http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3901&/projeto_de_lei_aumenta_em_13_pena_por_abandono_de_pessoa_com_deficiencia

Atleta do Projeto Paradesportivo de Jacareí disputa torneio na Ucrânia

A atleta Gizeli Maria da Costa Dias embarca nesta sexta-feira
(2) para a Ucrânia.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011

O Projeto Paradesportivo de Jacareí/Cognis já está revelando talentos. A atleta Gizeli Maria da Costa Dias embarca nesta sexta-feira (2) para a Ucrânia, onde ajudará a Seleção Brasileira na disputa do torneio de voleibol paraolímpico. O Torneio Intercontinental Feminino de Voleibol Paraolímpico será entre os dias 3 e 11 de setembro.

O Projeto Paradesportivo de Jacareí/Cognis já está revelando talentos. A atleta Gizeli Maria da Costa Dias embarca nesta sexta-feira (2) para a Ucrânia, onde ajudará a Seleção Brasileira na disputa do torneio de voleibol paraolímpico. O Torneio Intercontinental Feminino de Voleibol Paraolímpico será entre os dias 3 e 11 de setembro.

Fonte: Diário de Jacareí - foto: alex brito/pmj
Matéria do site: http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/08/atleta-do-projeto-paradesportivo-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29



Abertas as Paraolimpíadas Escolares. São Paulo recebe mais de 1200 jovens atletas do paradesporto

Eles são de 23 estados brasileiros mais o Distrito Federal. O encerramento é nesta terça, dia 30, às 18h no Parque Anhembi.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/09/2011

                                                       Alegria foi marca registrada na Abertura

Na tarde de sábado, 27 de agosto, o auditório do Parque do Anhembi se encheu de energia, calor, música, dança e alegria. Era a abertura das Paraolimpíadas Escolares 2011. A realização do evento é conjunta entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Comitê Paraolímpico Brasileiro, a Prefeitura Municipal de São Paulo e o Comitê de Apoio ao Paradesporto do Estado de São Paulo. Cerca de mil atletas estudantes com deficiência, de 23 estados brasileiros mais o Distrito Federal, e seus acompanhantes lotaram a plateia. O ex-BBB, Fernando Fernandes, ilustrou a cerimônia de abertura com sua presença e voz marcantes.

Os atletas inscritos somam 1211 e a equipe técnica, 609, totalizando 1820 participantes. Eles disputam, este ano, dez modalidades: atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, Goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. Os jogos acontecem desde domingo, 28 e encerram-se na terça, dia 30/08.

A abertura da competição contou com a presença da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, do Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, do Secretário Municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, e do vice-presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e bi-campeão mundial de futebol de cegos, em Atenas e Pequim, Mizael Conrado.

O evento é destinado aos alunos com deficiências física, intelectual e visual, na faixa etária de 12 a 19 anos, que estejam regularmente matriculados no ensino fundamental e médio. É considerado como uma grande oportunidade para os atletas em fase estudantil, já que revela novos atletas paraolímpicos.

A Secretária Dra. Linamara destacou a vitória de todos, ao vencerem, cada um, as barreiras individuais para estarem ali, marcando presença. "Ganhar a medalha é mero detalhe, pois a vitória de cada um já foi conquistada", destacou, enfatizando serem as Paraolimpíadas Escolares "um dos maiores eventos (senão o maior) do mundo, envolvendo estudantes e o paradesporto".

"São Paulo está cada vez mais acessível para recebê-los", declarou em pronunciamento o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, ao afirmar que a cidade dá exemplo de cidadania ao sediar uma competição nacional dessa natureza.

Para Mizael Conrado "as Paraolimpíadas Escolares lançaram bases para a construção do Brasil de amanhã, lançando os expoentes dessas e outras modalidades ao Parapan 2016".

30 ANOS DO AIPD

Durante o evento foi lançado, pela Empresa de Correios e Telégrafos de São Paulo, e por iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência o carimbo alusivo ao 30º aniversário do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (AIPD). A primeira obliteração (carimbada) foi feita pelo vice-presidente do CPB, seguida da Secretária Dra. Linamara. A cerimônia foi encerrada com o desfile da tocha olímpica, conduzida pelo tetracampeão de judô Antonio Tenório. O Comitê apresentou o mascote do evento - um robô -, que será batizado ao final do evento após sugestão de nomes pelas delegações participantes.

Serão oferecidas dez modalidades esportivas reconhecidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional. No aspecto técnico as Paraolimpíadas Escolares 2011 é uma das principais bases de referência para a escolha de atletas, de acordo com o Planejamento Estratégico do Comitê Paraolímpico Brasileiro, objetivando a formação da equipe nacional para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016.

As Paraolimpíadas Escolares tem a chancela do Ministério do Esporte e também é o único que qualifica os alunos atletas com deficiência para o programa Bolsa Atleta na categoria escolar. As competições das Paraolimpíadas Escolares 2011 acontecem no Clube Espéria, Anhembi e Centro Olímpico do Ibirapuera em São Paulo.

Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=840#.Tl7c-UvJz3Q.blogger

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sesi-SP doará cães-guias a deficientes visuais

O Projeto Cão-Guia do Sesi-SP visa à inclusão social e profissional das pessoas com deficiência visual.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/08/2011

O Sesi-SP, através do Projeto Cão-Guia, realizará a doação de cães-guia às pessoas com deficiência visual, proporcionando a estes cidadãos mobilidade autônoma para o trabalho e desenvolvimento de suas atividades diárias com maior independência, segurança e inclusão social.

O primeiro passo fica com as Famílias Acolhedoras que ajudarão esses cães, por cerca de um ano, a se tornarem aptos para a atividade.

Eles precisam aprender a conviver em sociedade, caminhar nas ruas, utilizar o transporte público e frequentar locais de grande circulação como aeroportos, supermercados, centros comerciais, etc.

Nada melhor do que uma família carinhosa para ajudar nestas descobertas, o filhote tem sua carteira de cão-guia em socialização, placa de identificação e lenço exclusivo do Projeto Cão-Guia Sesi-SP, assim a família terá passe livre para transitar por todos os lados. Todas as especificações que asseguram a circulação dos cães estão previstas na Lei nº. 11.126, de 27 de junho de 2005.

Faça da sua família uma Família Acolhedora!
Inscreva-se no site abaixo e assista ao video:
http://www.sesisp.org.br/caoguia/

O projeto também visa a formação de novos treinadores e instrutores de dupla.

São Paulo é o estado com maior número de cegos do País, são quase 24 mil* pessoas. De acordo com ONG´s formadores de cães-guia, hoje no Brasil existem cerca de 60 cães que guiam pessoas com deficiência visual, enquanto existem quase 150 mil* pessoas cegas e 2,4 milhões* com grande dificuldade de enxergar.

Fonte: Sesi-SP - São Paulo - SP, 30/08/2011

Faltam profissionais qualificados para auxiliar deficientes em Itapetininga

Projetos estão sendo realizados para favorecer a inclusão dos alunos com deficiência.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/08/2011

Um mundo de sonhos e expectativas se abre aos olhos de Juninho, Miriam, Matheus, Vitor e de centenas de crianças e jovens em Itapetininga. Como num livro de histórias infantis, eles conseguem viajar pelo embaralhar das letras que formam palavras, diálogos e conhecimento! O pensamento cria asas e faz voar. Liberta e ajuda a superar as dificuldades enfrentadas todos os dias.

Juninho sofre de distrofia muscular de duchene, uma doença sem cura que vai enfraquecendo e atrofiando os músculos com o passar do anos. Ele deixou de correr e brincar de uma hora pra outra.

Quando a doença começou a aparecer, há cinco anos, ele teve de abandonar a escola, porque a unidade não tinha acessibilidade.

Depois de muita luta, Adriana, mãe de Juninho conseguiu uma vaga para o filho em uma escola municipal. Lá ele recebe todos os cuidados necessários. Uma van adaptada faz o transporte todos os dias. Juninho nunca falta e encontrou na educação um jeitinho de levar a vida e quebrar preconceitos.

Assim como ele, outras 376 crianças com necessidades especiais buscam educação de qualidade na rede pública de ensino. Hoje, das 77 escolas do município, pelo menos trinta são totalmente adaptadas. O problema é que nem todos os profissionais são preparados para lidar com estudantes deficientes.

Outro desafio é fazer adaptações nas escolas mais antigas. Escadas e degraus dificultam a vida dos alunos com dificuldades de locomoção. Faltam rampas que possibilitem o direito de ir e vir. Barreiras que atrapalham projetos de inclusão educacional.

O poder transformador da educação invadiu também os corredores de escolas voltadas apenas ao ensino especial.Na Apae de Itapetininga, não faltam projetos que ajudem no desenvolvimento de deficientes mentais. Atividades de ensino regular ou profissionalizante que enchem as salas de sorrisos.

No lombo do cavalo, o prazer de saber que é possível sim evoluir. As aulas de equoterapia são o principal tratamento, e dão segurança e autoconfiança para as crianças.

As aulas são aprovadíssimas pelos alunos! e do jeitinho deles. Vitor, Matheus, Juninho, Miriam, exemplos de que é possível mudar conceitos e extinguir preconceitos, de que é sim possível e preciso misturar, inserir e multiplicar conhecimento!

Fonte: TV Tem - Itapetininga - SP, 30/08/2011