sábado, 24 de setembro de 2011

Desfile de Moda reúne pessoas com e sem deficiência em noite inclusiva

Secretária apresentou o recurso de audiodescrição para que os cegos presentes pudessem acompanhar os itens visuais que acompanham um desfile de moda.

Redação

Nesta terça, 20 de setembro, às 19h, aconteceu o desfile de premiação da terceira edição do Concurso Moda Inclusiva. O Museu da Casa Brasileira abriu suas portas para receber cerca de 200 convidados. O evento, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, classificou os 20 melhores trabalhos e os três primeiros colocados foram premiados. Com apoio da Rede Globo, entre outros parceiros, o evento foi prestigiado pelos atores Cássio Gabus Mendes, Gustavo Leão, Leopoldo Pacheco e Fernanda Machado.

Os trabalhos inscritos foram desenvolvidos por estudantes e profissionais de moda de todo o país. Os looks selecionados para a final foram apoiados com tecido para a confecção das roupas.

O Brasil tem, hoje, cerca de 30 milhões de pessoas com deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa 5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Há um mercado potencial bastante significativo de produtos e serviços para atender as demandas específicas desse segmento.

O DESFILE

Beleza e sofisticação reunidas em um só espaço. Na noite de terça, dia 20, o Museu da Casa Brasileira, em São Paulo se despiu de suas vestes rotineiras e abraçou a causa do vestuário inclusivo para pessoas com deficiência. Cadeirantes, cegos, amputados, surdos, enfim, pessoas com todos os tipos de deficiência, e também sem, acompanharam o desfile, em um espaço intimista e aconchegante. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, destacou na abertura do desfile que a importância do vestuário é inquestionável, na medida em que expõe a dignidade da pessoa. Ao final do Desfile, todos se reuniram à luz da lua, ao ar livre, no jardim do Museu, para comemorar a vitória dos finalistas do Concurso de Moda Inclusiva, que antecedeu o desfile.

Para fechar com chave de ouro a noite glamorosa, a Secretária Dra. Linamara apresentou os recursos de acessibilidade disponíveis a todos os presentes, com destaque para a cabine de audiodescrição, ao fundo da platéia, que fazia conecção com os fones de ouvidos distribuídos aos cegos presentes para que soubessem dos detalhes visuais que compunham as roupas do Desfile. A audiodescrição foi realizada pela Ver Com Palavras>. O evento também ofertou intérprete de Libras. A passarela contou com recurso de piso tátil direcional. Noite plenamente acessível e inclusiva.

Durante o Desfile, na medida em que os modelos adentravam a passarela, os locutores iam destacando o diferencial de cada peça, no sentido de facilitar seu uso por pessoas com deficiência. Por exemplo, nas peças usadas pelas modelos cegas, era destacada a existência de item em braile, na etiqueta ou na manga, informando a cor ou tamanho. Nas peças utilizadas por modelos em cadeira de rodas o destaque ia para a facilidade de tirar/colocar com autonomia, por meio, por exemplo, de velcro em lugar de zíper ou botões.

Confira os estilistas vencedores do 3º Concurso de Moda Inclusiva:

1º lugar: Amanda Alves dos Santos

2º lugar: Vitória Cuervo de Azevedo Moura

3º lugar: Adriana Silva

CLIQUE AQUI E CONFIRA O ALBUM DE FOTOS COM OS MELHORES MOMENTOS DO DESFILE DE MODA INCLUSIVA

Fonte: Secretaria de Estado da Pessoa Com Deficiência - 23/09/2011

2ª Virada Inclusiva: Secretaria recebe adesões de municípios e instituições. Participe!

O evento acontece nos dias 3 e 4 de dezembro, mas a adesão se dá desde agora, a fim de compor calendário único e envolver todo o Estado de São Paulo


Redação

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência está recebendo adesões de prefeituras e instituições para participação na 2ª Virada Inclusiva, em comemoração ao 3 de dezembro, "Dia Internacional da Pessoa com Deficiência".

A "Virada" acontece nos dias 3 e 4 de dezembro de 2011, sábado e domingo. com manifestações de arte, cultura, esporte e lazer distribuidas em todo o Estado de São Paulo, compondo um calendário único, com destaque para o protagonismo de pessoas com deficiência.

Podem integrar a 2ª Virada Inclusiva todos os eventos já programados ou que venham a ser programados para os dias 3 e 4 de dezembro e que apresentem acessibilidade para pessoas com deficiência. Mas atenção, as adesões encerram-se na primeira semana de outubro.

A PRIMEIRA VIRADA, NO ANO PASSADO

O objetivo da "Virada Inclusiva" é aumentar a visibilidade e a conscientização com relação à inclusão e participação das pessoas com deficiência, em todos os segmentos da sociedade, efetivando o seu exercício pleno como cidadãs, conforme previsto na "Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência". A sua primeira edição, em 2010, contou com uma série de shows, oficinas, apresentações, mostras teatrais, exposições, jogos, gincanas e demais manifestações de arte, cultura, esporte e lazer, em diversos lugares no Estado de São Paulo, envolvendo 21 municípios do Estado e 41 entidades públicas e privadas, que atuaram como parceiros fundamentais para o sucesso do evento.

Contou ainda com a participação voluntária de pessoas e grupos do mundo artístico e esportivo, de forma a garantir a mobilização necessária dos recursos imprescindíveis à realização do evento.

Todos que forem promover algum evento artístico, cultural ou de lazer, em dezembro de 2011, estão convidados a participar. A "Virada" só acontece com a adesão de todos. É preciso a união de esforços para mostrarmos a face inclusiva da cidade e do Estado de São Paulo. Participe da 2ª Virada Inclusiva!

Os interessados devem entrar em contato, pelo email viradainclusiva@sp.gov.br, e apresentar os seguintes dados:

1. Ação Pretendida (já agendada ou nova)

2. Nome / Instituição Responsável (Prefeitura ou entidade privada)

3. Local Escolhido (endereço e site, se possível)

4. Eventual Necessidade de Apoio (será verificada possibilidade de parceria com outras instituições participantes para obtenção de apoio)

2ª VIRADA INCLUSIVA
Contato: (11) 5212.3705.
E-mail: viradainclusiva@sp

Fonte: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
São Paulo, 23/09/2011

Cerca de 200 mil jovens com deficiência estão fora da escola, diz MEC

DESCASO E FALTA DE COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA (Nota do blog).
Governo aponta problemas culturais e falta de iniciativa do poder público pela exclusão


Quase metade das crianças e adolescentes (48%) com algum tipo de deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) está fora da escola. A proporção equivale a cerca de 200 mil jovens que deveriam estar estudando, mas não conseguiram vaga nas escolas ou as famílias não efetuaram a matrícula.

Os números são do Ministério da Educação (MEC) que nesta quarta-feira (21) lançou em Brasília a 2ª edição do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. De acordo o ministro Fernando Haddad, o grande contingente é fruto de problemas culturais (as famílias não têm a compreensão da necessidade e do direito de as pessoas com deficiência estudarem) e também da “falta de iniciativa” do Poder Público local.

Haddad espera que as secretarias de Educação dos estados e dos municípios busquem as crianças e os adolescentes que não estão na escola. “Eu tenho o cadastro de todas as crianças que recebem por lei um salário mínimo em virtude de uma deficiência [o BPC]. Eu tenho esse cadastro [da Previdência Social] e cruzo com o do MEC. Se eu não encontro a criança matriculada, eu tenho que visitar essa criança”, recomendou o ministro ao salientar que a busca ativa está sendo feita desde 2008. “Cem mil crianças já foram resgatadas com esse processo, nós temos que buscar essas 200 mil.”

De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Cláudia Pereira Dutra, muitas famílias têm medo de perder o benefício ao matricular os filhos porque, na visão dessas pessoas, a frequência escolar seria a comprovação de que não existe invalidez. Cláudia afirma que não há essa possibilidade e esclarece que a Constituição Federal (Artigo nº 205) determina que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família”.

“Esse recurso [do BPC] é para promover a qualidade de vida das pessoas, entre eles, o exercício do direito à educação”, salientou.

Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais (com equipamentos, mobiliários, material para atendimento especializado) foram instaladas nas escolas públicas (investimento de R$ 150 milhões). Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas (construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros).

Na opinião da secretária, além da adequação física e da formação dos professores, é fundamental a compreensão dos profissionais que atuam nas escolas de que muitas pessoas com deficiência necessitam do apoio de um acompanhante permanentemente – como parentes que possam ficar na escola para ajudar em atividades em sala, na locomoção, na alimentação e no uso dos banheiros.

No ano passado, escolas públicas de 420 municípios de todo o país inscreveram 713 iniciativas para concorrer ao Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. Uma escola em cada região foi premiada. Este ano, o prêmio terá três categorias: escolas públicas (para experiências pedagógicas exitosas); secretarias de Educação (para gestão do sistema de ensino que gere inclusão); e estudantes de escolas públicas (para texto narrativo sobre o tema A Escola Aprendendo Com as Diferenças, que deve ser elaborado por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio). O primeiro colocado recebe um notebook.

As inscrições devem ser feitas até 31 de dezembro, o regulamento está no link: http://peei.mec.gov.br/interna.php?page=1. Além das três categorias, a premiação fará menção honrosa à experiência pedagógica de educação infantil. “O estímulo nesta fase é fundamental para que o aluno não tenha dificuldade de adaptação no futuro”, aponta a secretária Cláudia Pereira Dutra.

Fonte: Agência Brasil
Referência:http://espacoescolar.com.br/

Câmara aprova 108 projetos em três minutos com um deputado na sessão!

VERGONHA NACIONAL!

As imagens, do site da própria Câmara dos Deputados, mostram a sessão de quinta (22) da Comissão de Constituição e Justiça.

Têm coisas que acontecem na Câmara dos Deputados que ainda surpreendem. Quando todos achavam que já tinham visto de tudo, a realidade, infelizmente, mostra que não. As imagens não são muito boas, são do site da própria Câmara e mostram a sessão de quinta-feira (22) da Comissão de Constituição e Justiça.

Em três minutos e seis segundos, em uma sessão esvaziada, a comissão conseguiu aprovar 118 projetos em uma sessão em que as imagens mostravam apenas um único deputado no Plenário.

(Fonte: Bom Dia Brasil)

Assista o vídeo.

Enquanto 108 PROJETOS são aprovados em TRÊS MINUTOS E SEIS SEGUNDOS com APENAS UM DEPUTADO no plenário, projetos de lei que podem beneficiar e trazer uma vida mais digna as pessoas com deficiência e aos idosos, são praticamente ignorados pelos parlamentares.

O PLC 40/2010, Aposentadoria Especial para Pessoas com Deficiência, está no senado aguardando aprovação, desde maio de 2010. Enquanto o projeto não é aprovado, inúmeras PcD são aposentadas por invalidez porque não têm mais condições de trabalhar. Esse projeto de lei deveria ser aprovado em menos de um minuto, pois é justo!

Segundo a LEI Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993. , uma família será incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa, a família cuja renda mensal seja inferior a 1/4 de salário mínimo, ou seja, somente dessa forma a família que cuida da PcD ou idoso terá direito a um benefício. Que ser humano tem condições mínimas de sobrevivência com MENOS DE 1/4 DE SALÁRIO MÍNIMO? Essa lei precisa ser alterada, URGENTEMENTE, pois é uma questão de direitos humanos e justiça!

E a alteração na Lei Orgânica de Assistência Social autorizando pessoas com deficiência a trabalhar como aprendizes sem perder o benefício (BPC), quando será aprovada??

Somente um deputado compareceu a Câmara. E os outros, onde estavam? Provavelmente estavam cuidando dos seus interesses!

Que projetos são esses que foram aprovados num passe de mágica?? Como cidadãos, pagadores de impostos e eleitores temos o direito de saber.

Isso é revoltante! É muita ousadia dos parlamentares!

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/09/camara-aprova-108-projetos-em-tres-minutos-com-um-deputado-na-sessao.html

Lei da Acessibilidade - Crimes punível com reclusão de 1 a 4 anos e multa


LEI Nº 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989 - www.planalto.gov.br/ccivil_03
 Art. 8º Constitui crime punível com reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa:

I - recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta;

II - obstar, sem justa causa, o acesso de alguém a qualquer cargo público, por motivos derivados de sua deficiência;

III - negar, sem justa causa, a alguém, por motivos derivados de sua deficiência, emprego ou trabalho;

IV - recusar, retardar ou dificultar internação ou deixar de prestar assistência médico-hospitalar e ambulatorial, quando possível, à pessoa portadora de deficiência;

V - deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei;

VI - recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei, quando requisitados pelo Ministério Público.

Novos ônibus do Rio terão piso rebaixado

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou nesta quinta-feira os novos ônibus de piso baixo low entry, que facilita o acesso de pessoas com deficiência física e idosos.

Uma frota inicial de 18 ônibus começou a operar nesta quinta em linhas que circulam pelos corredores BRS dos bairros do Leblon, Ipanema e Copacabana, na Zona Sul da cidade.
O Mega BRS conta com motor traseiro, que oferece melhor condição de trabalho aos motoristas e diminui ruído e temperatura média no interior do ônibus, câmbio automático e suspensão pneumática.

A renovação da frota será gradual. A cada ano, começando neste, 20% dos ônibus terão que ser substituídos. Os novos veículos também circularão nos próximos corredores BRS que a prefeitura vai implantar no Centro e em demais regiões da cidade.

O Rio participou, pelo terceiro ano consecutivo, do Dia Mundial sem Carro. Para estimular os cariocas a deixarem seus carros em casa e usarem bicicletas ou meios de transporte coletivos, a prefeitura proibiu o estacionamento no centro, por onde passam cerca de 40 mil veículos diariamente, em uma área duas vezes maior do que a do ano passado.

Também foi proibido o estacionamento de carros em todos os prédios públicos municipais. O prefeito Eduardo Paes seguiu de bicicleta da Vista Chinesa, vizinha à residência oficial, até a Praça Atahualpa, no Leblon, onde apresentou os novos ônibus da cidade.

Pelas ruas da capital fluminense, não foi possível perceber diferença significativa no fluxo de veículos. Apesar da adesão de alguns cariocas ao movimento, o trânsito apresentou, na manhã desta quinta-feira, retenções nas principais vias expressas, como a Linha Vermelha – que liga a Baixada Fluminense ao centro – e a Avenida Brasil – entre a zona oeste e o centro.

Como no ano passado, a fisioterapeuta Angelina Fernandes optou pelo uso da bicicleta para levar o filho, de 6 anos, à escola. – Assim, além de participar da mobilização, ainda estimulo a consciência ambiental em casa. Já a professora Edna Freitas disse que, embora apoie a iniciativa, não encontrou alternativa para sair de casa hoje.

Moradora da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ela precisou tirar o carro da garagem para ir ao centro, mas ofereceu carona a duas amigas para ajudar a diminuir a frota em circulação. Para ela, mais importante do que promover o Dia Mundial sem Carro é o investimento, por parte do Poder Público, em transporte público de qualidade.– Precisava ir ao centro e não tinha alternativa.

Os ônibus e as vans que vão para lá, agora pela manhã, estão sempre lotados, e ainda não temos metrô nessa parte da cidade. Mas esse não é um problema só de hoje, é uma questão da qual há anos reclamamos. Se tivéssemos transporte de massa eficiente, com certeza seria ótimo deixar o carro na garagem –, disse. Com o objetivo de evitar transtornos à população, a frota de ônibus foi reforçada, conforme determinação da prefeitura, que solicitou às empresas responsáveis pelas linhas municipais que disponibilizassem 100% dos coletivos para circulação.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br (http://fezago.blogspot.com/2011/09/novos-onibus-do-rio-terao-piso.html)

AFINAL O QUE É LIBRAS?

Língua Brasileira de Sinais



LIBRAS, ou Língua Brasileira de Sinais, é a língua materna dos surdos brasileiros e, como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação com essa comunidade. Como língua, esta é composta de todos os componentes pertinentes às línguas orais, como gramática semântica, pragmática sintaxe e outros elementos, preenchendo, assim, os requisitos científicos para ser considerada instrumental lingüístico de poder e força. Possui todos os elementos classificatórios identificáveis de uma língua e demanda de prática para seu aprendizado, como qualquer outra língua. Foi na década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas, passando então a ocupar um status de língua. É uma língua viva e autônoma, reconhecida pela lingüística. Pesquisas com filhos surdos de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado da língua oral como Segunda língua para os surdos.

Os estudos em indivíduos surdos demonstram que a Língua de Sinais apresenta uma organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que esta se organiza no cérebro da mesma maneira que as línguas faladas. A Língua de Sinais apresenta, por ser uma língua, um período crítico precoce para sua aquisição, considerando-se que a forma de comunicação natural é aquela para o qual o sujeito está mais bem preparado, levando-se em conta a noção de conforto estabelecido diante de qualquer tipo de aquisição na tenra idade.

Fonte: http://pdsul.blogspot.com/2011/09/afinal-o-que-e-libras.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ProjetoDeficienciaSuperandoLimites+%28Projeto+D%27Eficiencia+Superando+Limites%29

Cadeira de Descida de Escadas


Complementando a linha dos equipamentos de mobilidade, está sendo produzido no Brasil uma cadeira manual de descida de escadas, a EVAC+CHAIR.

Trata-se de um equipamento inovador que permite uma operação bastante simples no processo de descida de escadas retas para aquelas situações em que não seja possível a utilização do elevador, seja por quebra ou mesmo inoperância.

As pessoas com problemas de mobilidade acabam sendo vítimas de um improviso na descida de escadas por falta de recurso apropriado, daí adotam técnicas que acabam funcionando, porém colocam em risco tanto os deficientes, como aqueles que estão ajudando na locomoção, além do fato de muitas vezes necessitar de mais de uma pessoa para a sua remoção.

Com a EVAC+CHAIR apenas uma pessoa consegue descer com o deficiente físico pelas escadas de forma simples, rápida e segura, sem solavancos.

Acesse nosso site www.evacchair.com.br para conhecer um pouco mais do equipamento e, se desejar ver o vídeo de funcionamento, o link é www.evacchair.com.br/video.html.
 
Comentário APNEN: Temos que nos conscientizar que prédios com pisos superiores, devam ter elevadores acessíveis para pessoas com deficiência, segundo Art. 11, e § 3  do Art. 27 do Decreto Federal, nº 5296/2004.
 

Chegamos a 200.000 acessos.

Chegamos a 200.000 acessos.

Em nome de toda diretoria da APNEN, nosso muito obrigado a todos os nossos leitores, amigos, seguidores, etc

http://www.blogger.com/stats2.g?blogID=8927861806989922259

Entrem e fiquem a vontade para comentar.

Diretoria da APNEN.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Muito que comemorar

A cada ano, o dia 21 de setembro ganha mais espaço na agenda política brasileira. Trata-se do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

Carlos Ferrari

A cada ano, o dia 21 de setembro ganha mais espaço na agenda política brasileira. Trata-se do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência e, ano a ano, junto às lutas que tomam sempre novo significado, na medida em que avançamos, também podemos comemorar novas conquistas.

Neste 2011, sem dúvidas, o saldo positivo é bastante significativo e, por isso, busquei para o dia de hoje elencar alguns pontos que merecem ser celebrados e, mais do que isso, lembrados como marco histórico de nossa caminhada.

Inicio destacando a sanção presidencial das leis 12435/11 e 12470/11. A primeira trata do reconhecimento legal e da instituição do Sistema Único da Assistência Social. Falamos então do reconhecimento pelo Estado brasileiro de uma rede de acesso a direitos, composta por equipamentos estatais e não governamentais, articulados na perspectiva de acolher e empoderar aqueles ainda em condição de vulnerabilidade social e/ou pobreza extrema. A segunda, trata da ressignificação do Benefício de Prestação Continuada BPC. Este que, por muito tempo, foi entendido equivocadamente como uma aposentadoria automática, apenas pelo fato de a pessoa ter alguma deficiência, e que agora teve seu verdadeiro significado resgatado por lei. O benefício não é mais suspenso quando o indivíduo passa a trabalhar. Passa a ser apenas cessado e pode ser retomado de imediato no momento em que a pessoa sai do emprego. A mesma lei ainda assegura que esse benefício possa ser acumulado com a remuneração de aprendiz, caso o sujeito opte pela inserção nesta modalidade.

As duas leis mencionadas acima têm ainda o reforço do BPC Trabalho. Trata-se de um piloto do governo federal em parceria com a Fenavape (Federação Nacional das Avapes), que articula a expertise das filiadas à federação, toda a capacidade estatal em identificar os usuários do benefício e articular ofertas das demais políticas que possam ser compreendidas como fundamentais para seu processo de habilitação e reabilitação.

Ainda em âmbito nacional pudemos finalmente, neste ano, ver a televisão brasileira dar os primeiros passos para a implementação da audiodescrição, recurso que permite às pessoas cegas acompanhar com autonomia toda a programação ofertada com este recurso. Trata-se de um serviço que pode ser ativado pelo usuário por meio da tecla sap, onde nesse momento ele passa a receber informações sobre tudo o que ocorre para além dos diálogos, cenas puramente visuais.

Já no Estado de São Paulo, podemos destacar a forte articulação da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Neste sentido, o Estado avançou assegurando em lei a construção 100% de casas populares com acessibilidade, a produção de livros didáticos totalmente acessíveis, além de realizar o maior evento paraolímpico para jovens do mundo.

Neste ano, foram mais de 1.000 atletas envolvidos com uma infraestrutura de primeiro mundo e grande cobertura midiática. Posso dizer com alegria que o espaço é pequeno para contar o grande conjunto de novidades que testemunhamos, fruto de anos de luta.

Fonte: Diário do Grande ABC - São Paulo, 22/09/2011 - Imagem Internet

O Portador Caiu

Falando sobre Deficiência. Dicas Rápidas para Jornalistas.


Patricia Almeida

Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência:
- Ratificada pelo Congresso em 2008 com força constitucional.
- Mudança - a sociedade é que é inacessível.

Termos:

O PORTADOR CAIU. PESSOA COM DEFICIÊNCIA é o termo correto e legal desde a Convenção. Quem tem deficiência pode portar bengala, cadeira, mas a deficiência continua lá.
Tipos de deficiência - Use os termos escolhidos pelas próprias pessoas com deficiência:
- sensorial - visual (cego e baixa visão) e auditiva (surdo)
- intelectual (síndrome de Down e outros)
- física (paraplégico, tetraplégico, amputado)
- múltipla (mais de uma deficiência, surdo-cego, etc)

Ex: pessoa com deficiência física, aluno com síndrome de Down, secretária com deficiência múltipla, jovem com deficiência intelectual, rapaz surdo, criança cega, etc.

Acessibilidade: - Falta de acessibilidade, inclusive na comunicação (impressa, sites, etc). Quando postar uma foto ou mandar um email, faça a descrição da imagem, inclusive de convites em arquivo de imagem (jpg, etc). A regra é: tudo que não pode ser iluminado com o cursor não dá pra ser lido pelo ledor de texto do computador usado por quem é cego ou tem baixa visão.

Educação: - A educação inclusiva em escola regular fica garantida. A desculpa de que a escola não está preparada para receber estudantes com necessidades educacionais específicas constitui crime constitucional.
- O ensino especial deve dar suporte para o aluno frequentar a escola regular.
- As escola, públicas e privadas têm que provar ao Ministério Público que lançaram mão de todos os recursos possíveis antes de dispensar qualquer estudante.

Trabalho: - A incapacidade deve ser encarada apenas como mais um atributo do cidadão. Por exemplo, a empresa que diz que não pode contratar para cumprir a legislação de cotas é que tem a obrigação de buscar meios de se adaptar.

Como o coleguinha pode ajudar?

Inclusão leva à Inclusão - Mostre atitudes e histórias inclusivas.

- A Convenção ainda é desconhecida de juízes e das próprias pessoas com deficiência. Ajude a torná-la conhecida citando-a nas matérias.

- Entreviste as próprias pessoas com deficiência, não seus acompanhantes ou especialistas.

- Evite a exploração da imagem do coitadinho, da tragédia, da desgraça.

- Procure abordar temas que afetem a qualidade de vida do cidadão com deficiência como transporte, moradia e saúde acessíveis, escola, oportunidades de trabalho e discriminação.

- Fuja da palavra especial. Ela foi usada durante muito tempo como um eufemismo, para "compensar" a deficiência. Ainda é usada referente à educação (necessidades educacionais especiais), mas mesmo aí é preferível e mais correto dizer necessidades específicas.

- Tome cuidado com histórias de superação, heroísmo. Tente mostrar o personagem como uma pessoa qualquer, use uma abordagem positiva, mas sem ser piegas.

- Não reforce esteriótipos: (trabalhadores com deficiência são melhores e mais esforçados do que os trabalhadores sem deficiência, chegam na hora, não faltam; pessoas com síndrome de Down são anjos, tão ingênuos e carinhosos; funcionários cegos têm tanta sensibilidade etc. )

- Prefira palavras neutras - ocorrência, evento, condição.

- Não use palavras negativas (defeituosa, excepcional, doença, erro genético, paralítico, ceguinho, mudo, mongolóide, retardado, mutação, sofrer, anomalia, problema, acometer, risco, preso ou condenado a uma cadeira de rodas etc)

Ex: O risco de uma mãe ter um filho com síndrome de Down aumenta com a idade.
A probabilidade de uma mãe ter um filho com síndrome de Down aumenta com a idade.

Na primeira frase, ao usar a palavra risco, faz-se julgamento de valor, induzindo o leitor a pensar a síndrome de Down de forma negativa.

Para maiores informações:

Texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
planalto.gov.br/ccivil_03...
Convenção: a carta de alforria das pessoas com deficiência
inclusive/p=3307
Terminologia
inclusive.org/p=41
Inclusão é mais rápida com o apoio da mídia
inclusive.org/18150

Lei da Acessibilidade - LEI Nº 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989.
www.planalto.gov.br/ccivil_03
Art. 8º Constitui crime punível com reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa:
I - recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta;
II - obstar, sem justa causa, o acesso de alguém a qualquer cargo público, por motivos derivados de sua deficiência;
III - negar, sem justa causa, a alguém, por motivos derivados de sua deficiência, emprego ou trabalho;
IV - recusar, retardar ou dificultar internação ou deixar de prestar assistência médico-hospitalar e ambulatorial, quando possível, à pessoa portadora de deficiência;
V - deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei;
VI - recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei, quando requisitados pelo Ministério Público.


Dúvidas? Sugestões? Escreva para a gente inclusive@inclusive

Fonte: Inclusive - 22/09/2011

O curioso caso da mulher das pernas gigantes

A inglesa Mandy Sellars amputou uma das pernas na esperança de diminuir o sofrimento, mas o coto voltou a crescer.

Lázaro Britto

Em meados de agosto o Blog Passo Firme publicou uma matéria extraída do site 24 Horas News sobre o estranho caso das pernas gigantes de Mandy Sellars (foto), uma mulher inglesa de 36 anos que sofre de Síndrome de Proteus, uma doença congênita extremamente rara que causa crescimento exagerado da pele devido a má-formação cutânea e subcutânea. Em Mandy a síndrome faz com que suas pernas e pés não parem de crescer. A matéria instigou a curiosidade dos leitores e se tornou uma das mais acessados no blog desde então, o que me estimulou a pesquisar mais sobre a história de vida desta mulher e sua curiosa enfermidade.

Em janeiro de 2010, Mandy teve a perna esquerda amputada, em razão de seguidas infecções no local. “O peso da minha perna estava aumentando muito rapidamente e isso estava causando infecção após a infecção e que estava ficando muito difícil de andar”, afirmou em entrevista ao site inglês Mirror. A operação durou seis horas e meia e ela teve que ficar no hospital por cinco meses, mas trouxe alívio e esperança para a inglesa, mas devido a síndrome, a perna amputada voltou a crescer.

“Eu pensei que a vida seria melhor sem a perna, e é por isso que eu a tinha removido”, desabafou Mandy. O coto simplesmente fica cada vez maior. Segundo a própria Mandy, a última vez que foi medido, o coto tinha um metro de circunferência e a cada mês ele cresce mais. Mandy chegou a ser submetida a uma lipoaspiração no membro amputado, mas parece que o procedimento apenas estimulou o crescimento. “Ainda assim continuo otimista”, afirmou a inglesa.

Atualmente o caso das pernas gigantes que não param de crescer está sendo investigado por uma equipe médica da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Os médicos esperam descobrir exatamente qual a condição de Mandy e planejar de forma mais precisa o tratamento que vai deter o crescimento das pernas.

SÍNDROME DE PROTEUS – Trata-se do aparecimento de uma grande quantidade de malformações cutâneas e subcutâneas, com hiperpigmentação, malformações vasculares e crescimento irregular dos ossos e da pele. Como conseqüência, produz o gigantismo parcial dos membros ou o crescimento excessivo de partes do corpo, enquanto outras crescem menos do que deveriam. Tudo isto provoca uma desfiguração extrema da pessoa que costuma ser socialmente estigmatizada e excluída.

É uma doença extremamente rara: se descreveram cerca de 200 casos em todo mundo desde que a doença foi oficialmente descoberta em 1979. Por causa dessa raridade, não há muitos estudos na área atualmente, e quase todos os acontecimentos, praticamente, não têm solução. A boa notícia – se é que ela existe neste caso – é que a pessoa que sofre de Síndrome de Proteus tem função e capacidade mental normal.

Joseph Merrick (foto), “o Homem Elefante” é provavelmente o caso mais famoso desta síndrome. Ele vivou na Inglaterra no final do século XXI e tornou famoso devido às terríveis deformações por todo o corpo. Ainda na adolescência Joseph foi expulso de casa, passando a viver nas ruas. Para sobreviver foi vendedor ambulante de livros, mas devido a sua aparência nada conseguia vender e acabou em um circo de aberrações em Londres.

Em uma de suas exibições, Merrick foi descoberto pelo médico Frederick Treves, que o hospedou no Hospital Real de Londres para ser estudado e tratado. Foi nesse período de internação que ele recuperou sua dignidade, mostrando-se um homem culto, inteligente e de caráter dócil, qualidades que se sobressairam à sua aparência. O seu drama sensibilizou até a coroa britânica, que pediu que ele fosse amparado no hospital para sempre, apesar de se tratar de um caso incurável.

Joseph Merrick morreu em Londres aos 27 anos devido ao crescimento de seu crânio, que foi sumariamente esmagando seu cérebro. Somente em 1996 – imagine – após exames em seu esqueleto, sua doença foi diagnosticada como um caso grave de neurofibromatose múltipla, chamada de Síndrome de Proteus.

Para que se interessou pela história, existe um filme, premiadíssimo – O Homem Elefante – de 1980, dirigido por David Lynch e estrelado por Anthony Hopkins, John Hurt (Merrick), Anne Bancroft e John Gielgud. Veja uma cena do filme abaixo:


(Com informações dos sites Mirror, Mandy Sellars e 24 Horas News)

Fonte: http://passofirme.wordpress.com/

Entenda a terminologia “pessoa com deficiência”

Maria Isabel da Silva

Grande parte da sociedade, que não possui familiaridade ou não atua na área da deficiência, promovendo a cidadania e inclusão social, utiliza o termo “portadoras de deficiência” ou “portadoras de necessidades especiais” para designar alguém com deficiência.

Na maioria das vezes, desconhece-se que o uso de determinada terminologia pode reforçar a segregação e a exclusão. Cabe esclarecer que o termo “portadores” implica em algo que se “porta”, que é possível se desvencilhar tão logo se queira ou chegue-se a um destino. Remete, ainda, a algo temporário, como portar um talão de cheques, portar um documento ou ser portador de uma doença.

A deficiência, na maioria das vezes, é algo permanente, não cabendo o termo “portadores”. Além disso, quando se rotula alguém como “portador de deficiência”, nota-se que a deficiência passa a ser “a marca” principal da pessoa, em detrimento de sua condição humana.

Até a década de 1980, a sociedade utilizava termos como “aleijado”, “defeituoso”, “incapacitado”, “inválido”… Passou-se a utilizar o termo “deficientes”, por influência do Ano Internacional e da Década das Pessoas Deficientes, estabelecido pela ONU, apenas a partir de 1981. Em meados dos anos 1980, entraram em uso as expressões “pessoa portadora de deficiência” e “portadores de deficiência”. Por volta da metade da década de 1990, a terminologia utilizada passou a ser “pessoas com deficiência”, que permanece até hoje.

A diferença entre esta e as anteriores é simples: ressalta-se a pessoa à frente de sua deficiência. Ressalta-se e valoriza-se a pessoa, acima de tudo, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou intelectuais. Também em um determinado período acreditava-se como correto o termo “especiais” e sua derivação “pessoas com necessidades especiais”. “Necessidades especiais” quem não as tem, tendo ou não deficiência? Essa terminologia veio na esteira das necessidades educacionais especiais de algumas crianças com deficiência, passando a ser utilizada em todas as circunstâncias, fora do ambiente escolar.

Não se rotula a pessoa pela sua característica física, visual, auditiva ou intelectual, mas reforça-se o indivíduo acima de suas restrições. A construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Na linguagem se expressa, voluntária ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiência. Por isso, vamos sempre nos lembrar que a pessoa com deficiência antes de ter deficiência é, acima de tudo e simplesmente: pessoa.

Fonte: Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (Nais/UFF) (http://passofirme.wordpress.com/)

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Tomar sol ajuda a proteger os neurônios

Pouca vitamina D no organismo pode comprometer a função cognitiva.

Pesquisadores descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas.Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal. Com essas descobertas, pesquisadores esperam que no futuro a vitamina ajude no tratamento de pacientes com Alzheimer.

“Sabemos que há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Além disso, ela ativa e desativa as enzimas no cérebro e no fluido cerebrospinal envolvidas na síntese de neurotransmissores e no crescimento dos nervos”, explicou o pesquisador Robert J. Przybelski, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin. Os estudos em animais e em laboratório sugerem que a substância pode proteger os neurônios e reduzir a inflamação.
Dois novos experimentos revelam mais novidades sobre o assunto. O primeiro, conduzido pelo neurocientista David Llewellyn, da Universidade de Cambridge, avaliou o índice da presença da vitamina em mais de 1.700 ingleses com mais de 65 anos. Os voluntários foram divididos em quatro grupos de acordo com os índices da substância encontrados no sangue: profundamente deficiente, deficiente, insuficiente e excelente; em seguida, foram testados quanto à função cognitiva. Os cientistas descobriram que, quanto mais baixos os níveis, maior o impacto negativo no desempenho na bateria de testes mentais. Se comparados a pessoas do grupo excelente, os que apresentavam valores mais baixos corriam mais risco de ter alguma deficiência mental.

O segundo estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concentrou-se nos níveis de vitamina D e no desempenho cognitivo de mais de 3.100 voluntários entre 40 e 79 anos em oito países europeus. As informações mostram que os participantes com níveis mais baixos demoraram mais tempo para processar informações. Essa correlação foi particularmente expressiva entre os homens com mais de 60 anos.

“O fato de essa relação ter sido estabelecida em larga escala e em um estudo com seres humanos é muito importante, mas ainda há muito a ser estudado. Embora saibamos que o baixo grau da vitamina está associado ao comprometimento mental, não descobrimos se os altos reduziram a perda cognitiva”, salienta Przybelski.

Pelo fato de o comprometimento cognitivo ser, em geral, precursor da demência e do Alzheimer, a vitamina D é tema em constante discussão entre os cientistas que tentam responder a essas questões. Przybelski, por exemplo, planeja um estudo sobre isso para verificar se afetará a incidência de Alzheimer em longo prazo. Então, quanto de vitamina D é suficiente? Alguns especialistas dizem que de 15 a 30 minutos de exposição ao sol, de duas a três vezes por semana, seria o ideal para adultos saudáveis. É importante lembrar que fatores como a cor da pele, o local de residência e a área exposta ao sol afetarão o volume de vitamina D produzido por cada um.

Vítima de bala perdida em faculdade participa de protesto no Centro do Rio

Luciana de Novaes ficou tetraplégica após ser atingida po tiro em 2003.
Manifestantes celebraram Dia de Luta da Pessoa com Deficiência.

Thamine Leta - Do G1 RJ

Luciana com a irmã e o cunhado estiveram no
Centro do Rio (Foto: Thamine Leta)
Luciana de Novaes, 28 anos, é tetraplégica, fala com dificuldade, mas consegue se expressar com o olhar. Ela foi vítima de uma bala perdida, no campus de uma universidade, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, em 2003. Desde então, enfrenta uma luta para contornar as dificuldades e tornar seu dia a dia o mais normal possível. Sob o olhar atento de Luciana, uma multidão se reuniu nesta quarta-feira (21) na Candelária, no Centro do Rio, para celebrar o Dia de Luta da Pessoa com Deficiência.

Além de Luciana, outros deficientes físicos estiveram no local e pelo quarto ano consecutivo protestaram por melhores condições. “Eu estou aqui para lutar, porque é muita dificuldade. Eu consigo levar uma vida normal graças a Deus e à minha família, mas tem muitas coisas que precisam melhorar”, disse ela.

Luciana mora no Recreio dos Bandeirantes, e conta com a ajuda da irmã Jeorgeana e do cunhado Roberto Witese para realizar as mais diferentes tarefas. Ela respira com a ajuda de aparelhos, mas nem por isso deixa de ter uma vida ativa. Durante duas horas por dia ela faz fisioterapia com uma profissional que vai até a sua casa. Luciana faz faculdade de Serviço Social e ainda trabalha em um hospital auxiliando idosos com problemas de saúde.

Deficientes se reuniram para pedir melhores
condições (Foto: Thamine Leta/G1)
“As pessoas precisam aprender a lidar com a diversidade. Além disso, são tantos problemas que enfrentamos. Para chegar aqui na Candelária tivemos que levantar a cadeira de rodas da Luciana, porque não tinha rampa. É muito difícil”, disse Jeorgeana.

O organizador da manifestação e do Movimento SuperAção, Ricardo Gonzalez, contou que nota melhoras nas condições para deficientes, mas ainda falta muita coisa a ser feita.

“Vejo melhorias, mas a passos lentos. Resolvemos fazer essa passeata no Centro porque é um lugar que encontramos muitas dificuldades. Não tem vagas próprias, rampas”, disse.

Ao lado da concentração do Movimento de SupeAção, um grupo da Federação Única dos Petroleiros reuniu faixas e junto aos bancários e grevistas dos correios, se concentraram para uma caminhada até Petrobrás, na Avenida Chile, também no Centro. Entre as reinvindicações, o grupo pede melhoria de benefícios e aumento de efetivos.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/09/vitima-de-bala-perdida-em-faculdade-participa-de-protesto-no-centro-do-rio.html#.Tnvg_V1YgLQ.blogger

MP move ação que garante acesso de deficientes nas agências do INSS

Liminar requer que se apresente projeto de adaptação dos postos de SP no prazo de 90 dias.


SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra o INSS para garantir que todas as agências da Previdência Social no Estado de São Paulo garantam a acessibilidade de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos. Liminarmente, é requerido que o INSS apresente projeto de adaptação dos postos no Estado de São Paulo no prazo máximo de 90 dias e a execução das obras em até um ano

Um estudo feito pelo INSS demonstrou que a maioria das agências necessita de melhorias na acessibilidade. Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, autor da ação, "está claro que as agências e postos do INSS não atendem às condições legalmente exigidas referentes à acessibilidade".

Fonte: Central de Notícias

CCJ aprova passe livre para acompanhante de deficiente.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira, proposta que concede passe livre ao acompanhante carente de pessoa com deficiência em viagens interestaduais. O benefício é válido quando o deficiente possuir limitação de discernimento para atos e vontades, sendo necessária a tutela intelectual de um assistente. A medida está prevista no Projeto de Lei 709/07 , do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família e rejeitada pela Comissão de Viação de Transportes. O relator na segunda comissão, ex-deputado Chico da Princesa, havia argumentado que já existe uma lei que obriga a União a arcar com os custos do transporte das pessoas com deficiência e de seus acompanhantes (Lei 8.742/93, que dispõe sobre a organização da Assistência Social). Uma outra lei, segundo ele, permite o aumento da tarifa das passagens no caso de aprovação da gratuidade prevista na proposta (Lei 8.987/95). Essas normas, segundo Princesa, iriam de encontro ao PL 709/07.

No entanto, de acordo com o relator na CCJ, Efraim Filho (DEM-PB), todas as regras citadas por Princesa estão previstas em leis ordinárias, que podem ser alteradas no caso de aprovação do PL 709/07. Se for aprovado o projeto, o que teremos é lei nova, de caráter geral, e que pode produzir efeitos na legislação já em vigor. Esse raciocínio somente estaria equivocado se as citadas normas legais houvessem sido veiculadas por lei complementar, explicou.

Tramitação

A proposta segue agora para análise do Plenário.

Fonte: Jus Brasil (21/09/11)

Empresa desenvolve próteses de membros realistas com sardas, pelos e até tatuagem

Sardas: uma prótese personalizada
                                                  Sardas: uma prótese personalizada

Durante a Assembleia Nacional da Associação Americana de Ortopedistas e Protéticos,em Las Vegas, a empresa escocesa Touch Bionics apresentou vários modelos de próteses inseridos no conceito ‘Living Skin’, ou pele viva. São peças que imitam as características dos usuários, como tom de pele, sardas e pelos.

A companhia, especializada em próteses de membros superiores, desenvolveu tecnologias que possibilitam uma combinação precisa com as especificidades dos receptores dos dispositivos. As próteses são fabricadas com um silicone de alta definição, que propicia efeito semelhante às 3 camadas da derme humana e são pintadas à mão. Um serviço individualizado.

Entre os produtos desenvolvidos estão: o DermaHair, para adicionar cabelos naturais; o Season Guard, para autobronzeamento e o Distance Color Matching, que permite fazer a correspondência de tons de pele à distância, para quem não pode ir a um Centro da Touch Bionics. Os dados são enviados pela Internet e fabricados de acordo com a combinação encontrada.

O principal modelo mostrado na conferência foi a i-Limb Pulse (ou Ultra), uma versão melhorada da i-Limb Hand, mão biônica altamente versátil e a única que possibilita aumento gradual da força, podendo atingir 90 kg de pressão. Dessa forma, as funções principais, como puxar, apoiar, agarrar e empurrar foram incrementadas e podem ser melhor usufruídas pelos usuários.

O CEO da Touch Bionics, Ian Stevens, disse acreditar no reconhecimento, por parte dos ortopedistas e protéticos, dos benefícios dos novos produtos aos pacientes. Há mais de 10 anos, a Touch Bionics investe em restaurações estéticas que buscam tornar as próteses mais funcionais e naturais, o que possibilita uma melhor interação do usuário com o ambiente e com outros indivíduos.

Empresa Touch Bionics recentemente introduziu um novo sistema fotográfico que é projetado para que a prótese combine precisamente com a pele de uma pessoa.

Empresa Touch Bionics recentemente introduziu um novo sistema fotográfico que é projetado para que a prótese combine precisamente com a pele de uma pessoa.

Touch Bionics adiciona sardas e cabelo para melhorar ainda mais a aparência da prótese.
Touch Bionics adiciona sardas e cabelo para melhorar ainda mais a aparência da prótese.

Livingimage: dispositivo usado para desenvolver uma prótese bem mais realista
Livingimage: dispositivo usado para desenvolver uma prótese bem mais realista

Pele com cor e textura de aparência natural
Pele com cor e textura de aparência natural

Fonte: Techtudo
Imagens: Daily Mail

ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM PARA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL DE 12 A 18 ANOS

Educar para a vida é reconhecer que cada indivíduo tem um potencial e que conviver com as diferenças faz parte da vida. É ensinar a essas pessoas algo que lhes interessem, que lhes seja útil, fazendo com que se sintam necessárias.

Nesta proposta educacional esta abordagem é essencialmente dinâmica, prevendo constantes adaptações em relação a cada educando. Exige um minucioso conhecimento da realidade desse aluno e grande flexibilidade da escola em proporcionar oportunidades e atividades muitas vezes bem distintas daquelas tradicionalmente oferecidas no ensino regular e especial.

A escola tem papel fundamental na formação do educando, oportunizando o desenvolvimento das suas potencialidades e também na inclusão deste na sociedade, através de ações conjuntas com a família e comunidade; propiciando a este educando uma participação ativa no exercício de seus deveres e direitos como cidadão.

Portanto é importante a formação continuada dos professores, para que se atualizem e busquem alternativas, elaborando estratégias diferenciadas, para atender as necessidades especificas dos alunos.

Lembre-se de que os alunos com deficiência intelectual:

􀂾 Precisam das mesmas coisas que todos precisam: dignidade, respeito, liberdade, educação, saúde, lazer, assistência social, trabalho e amparo.

􀂾 Não apresentam dificuldades em todas as áreas de habilidades adaptativas, possuem capacidades e habilidades que lhes permitem usufruírem todos os recursos de sua comunidade.

􀂾 Sua saúde física influencia no seu processo de aprendizagem, assim como as exigências e expectativas que o cercam.

􀂾 A sua deficiência não é doença, portanto não é transmissível.

􀂾 Seu comprometimento cognitivo não é sinônimo de problema de comportamento.

􀂾 Como todas as pessoas eles podem ter depressão, apresentar quadro de hiperatividade, ser resistentes a mudanças, entre outros, podendo precisar também de tratamento psiquiátrico se for necessário.

Fonte: http://arivieiracet.blogspot.com/2011/09/estrategias-de-ensino-aprendizagem-para.html

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Menino de 3 anos, que nasceu sem braços, desenha com pés no Peru

Menino de 3 anos que nasceu sem os braços desenha com os pés em Comas, no Peru. Fernando Cruz Vega viajou com a mãe de Mollobamba para buscar ajuda médica e terapias de recuperação.

Mariana Bazo/Reuters

Veja as fotos neste link:

http://noticias.uol.com.br/album/110922_meninodoperu_album.jhtm?abrefoto=1#fotoNav=1

Fonte: UOL.com - Notícias -

Mudança na Lei (BPC) abre espaço para trabalho de pessoas com deficiência

De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, recebem o BPC 1,27 milhões de pessoas com deficiência em idade para trabalhar.

Cristiane Alves

Neste Dia Nacional de Luta das Pessoa com Deficiência, 21 de setembro, os beneficiários do BPC (Beneficio de Prestação Continuada) têm um motivo a mais para comemorar: a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho sem a o risco de perder o beneficio. A notícia foi dada no encontro Panorama Atual da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, realizado ontem, 20, no Centro Publico de Economia Solidária, em Osasco.

A lei que cria essa possibilidade é a 12.470, a qual foi publicada no Diário Oficial da União em 1 de setembro. De acordo com o texto, os beneficiários do BPC que ingressarem no mercado de trabalho ficam com o beneficio suspenso. Mas extinta a relação trabalhista poderá ser requerida a continuidade do beneficio que foi suspenso, sem necessidade de realização de perícia médica ou da reavaliação da deficiência e do grau de incapacidade. Se os beneficiários forem contratados como aprendizes, acumulam o salário e o benefício, limitado ao período de dois anos.

Tais mudanças foram apresentadas no encontro pelo coordenador de Gestão de Políticas Públicas da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, Ronaldo Freixeda, que vê a mudança como a grande chave para garantir com que as pessoas com deficiência exerçam seu direito de cidadão: trabalhem. "E um incentivo para que possam ir para o mercado de trabalho", afirma Freixeda.

RAIS - Os participantes do encontro também foram convidados a compreenderem e utilizarem os dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) como instrumento de trabalho pela inclusão.

Alexandre Guerra, coordenador do Observatório do Trabalho apresentou dados da RAIS de 2009 que mostram que as pessoas com deficiências são apenas 0,7% dos trabalhadores no mercado formal.

As informações também jogam abaixo preconceitos como o de baixa escolaridade de pessoas com deficiência. Tanto quem tem, como quem não tem alguma deficiência tem níveis de escolaridade muito semelhantes. "É um argumento furado", resume Guerra.

Todas essas informações estão detalhadas no livro "Pessoas com Deficiência no Trabalho Formal: Por que não?", lançado recentemente pelo Espaço da Cidadania.

Fiscalização - Porém, ainda que os números sejam pequenos, correm o risco de ficarem menores, caso não sejam retomados os investimentos em pessoal e em infra-estrutura na Gerência de Osasco, que responde pelo maior percentual de contratações no país.

A denúncia foi feita pelo presidente do CISSOR (Conselho Intersindical de Saúde e Seguridade Social), José Elias de Góes. "Os órgãos que deveriam fiscalizar estão sucateados. A Gerência está na iminência de ser despejada [do prédio que ocupa em Osasco] e há poucos fiscais", alertou. As informações foram passadas aos 125 participantes do encontro, que também conheceram o Osasco Inclui, da Prefeitura de Osasco, se informaram sobre fontes alternativas para recrutamento e trocaram experiências sobre inclusão.

Nota do Espaço da Cidadania: ·

*Apenas 25% das vagas da Lei de Cotas são respeitadas no país. ·

*Apesar de existir 17 milhões de pessoas com deficiência em idade de trabalhar com carteira registrada apenas 306 mil estão nesta condição representando apenas 0,7% dos trabalhadores formais.·

*O baixo percentual de contratação reflete o alto nível de preconceito cultural e barreiras atitudinais existentes nas organizações e na sociedade, aliado à frouxidão do sistema de fiscalização trabalhista frente a esta questão.

Fonte: Espaço Cidadania - Osasco - SP, 21/09/2011 - Imagem Internet

Um dia, muitas lutas

Dia 21 de setembro, desde 1982, é marcado como o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data, estabelecida por lei federal Link abrirá em uma nova janela ou aba., coincide com o início da primavera e foi escolhida justamente por reunir o significado do renascimento, que se dá ao fim de cada inverno. Assim como muitas outras datas comemorativas, presta-se tanto a homenagens quanto a reflexões. Remete tanto a festividades quanto a questionamentos. Mas é essencialmente uma data para destacar a luta das pessoas com deficência em torno a sua plena inclusão social.

Heterogênea por essência, a deficiência é uma condição vivida sob muitas formas. Assim, se a luta das pessoas com deficiência visual não é exatamente a mesma que a das crianças com deficiência intelectual, se as necessidades das pessoas com deficiência física são entre si mesmas díspares e mais díspares ainda se consideradas a outras deficiências, é exatamente nessa diversidade, nessa multiplicidade de formas de existir, que as pessoas com deficiência adquirem e reafirmam sua identidade, seu desejo por pleno reconhecimento e o direito a estar no mundo em condições de igualdade a todos os cidadãos.

Clique para ler a versão eletrônica do livro História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, lançado em 2010 pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Ou, neste link, para ter acesso aos vídeos do documentário.

Abaixo, reproduzimos uma entrevista realizada pelo escritor Ferréz, no quadro Interferência, do Programa Manos e Minas, da TV Cultura. A entrevista é com o rapper paulista Moysés, integrante do Facção Central, cadeirante, e que sintetiza a seu modo o espírito de luta da data, e de todas as pessoas com deficiência do Brasil.



Fonte: Inclusive, com informações da TV Cultura - http://www.inclusive.org.br/?p=21073

Apoie também o projeto de acolhimento e tratamento às pessoas com doenças raras

Assine também a petição em apoio ao PL 648/2011, que dispõe sobre a instituição de uma política de tratamento às doenças raras no estado de São Paulo.

O Projeto está em tramitação e pode ser votado ainda neste segundo semestre. Pedimos seu apoio para esse projeto pelos motivos a seguir.

De acordo com o parlamentar Edinho, a ideia é garantir o acolhimento e tratamento adequado às pessoas com doenças raras, por meio de Centros de Referência Especializados.

O Instituto Baresi compreende que a questão das doenças raras necessita de uma abordagem integral, em especial porque as pessoas afetadas de forma grave,crônica e debilitante por uma doença rara, muitas vezes se afastam muito do que seria considerado um dia a dia com qualidade de vida, inclusive pela delicadeza dos cuidados especializados de forma prolongada a que são submetidos. Como as próprias doenças raras também geram, como sequelas, deficiências, pensar a vida da pessoa com doença rara é pensar um contínuo adaptar-se a novas circunstâncias. Entre 6 e 8% da população mundial são afetados por essas doenças, ou seja, por exemplo, cerca de 3 milhões de pessoas na França, 27 milhões na Europa e 27 milhões na América do Norte.

As doenças raras apresentam sempre uma dupla dimensão: por um lado, obviamente, há o problema médico, é imperioso conhecer as patologias, seu diagnóstico, formar bem os profissionais, orientar acertadamente os tratamentos, compartilhar informações e experiências e organizar redes apoiadas em centros de referência. Por outro lado, as doenças raras são um problema político, no sentido mais nobre do termo, pois reflete e demarca a necessidades dos mais fracos e menos numerosos.

Para garantir a igualdade de acesso aos cuidados, a isonomia na questão do acesso à saúde, é preciso incluir a pessoa com doença rara, não apenas na questão do cuidado médico, mas também como cidadã, dando a ela o direito de decidir sua própria trajetória social, a partir do acesso à educação, ao trabalho, à cultura, ao lazer, ao turismo, enfim, a toda miríade de possibilidade humana do Estado.

Algumas características das doenças raras:

  • em geral, na vida de 2 a cada 3 pessoas afetadas, os primeiros sintomas aparecem antes dos dois anos de idade;
  • uma em cada 5 pessoas com doenças raras sofrem de dor crônica;
  • há uma deficiência motora, sensorial ou intelectual já instalada, na proporção de um para cada 3 casos, quando do diagnóstico;
  • doenças raras são responsáveis por 35% das mortes antes de um ano de idade, 10% entre 1 e 5 anos e 12% entre 5 e 15 anos.

A maioria das doenças raras não é suficientemente conhecida pelos profissionais de saúde. Esta ignorância resulta em diagnósticos equivocados, uma fonte inesgotável de sofrimento para os pacientes e suas famílias.

Do ponto de vista médico, ainda que o estudo acerca da etiologia dessas doenças tenha se desenvolvido de maneira expressiva, sobretudo por meio da identificação de genes que permitiram a identificação de mais de 800 doenças, nos últimos anos, espera-se muito progresso na pesquisa neste campo para a próxima década!

Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=21088

Edson Celulari usa vaga exclusiva para deficientes físicos em estacionamento de shopping


Antes de visitar a nova namorada, o ator Edson Celulari deu uma passadinha em um shopping da Barra da Tijuca, na tarde de domingo, para comprar um aparelho de som. Ao entrar no shopping, o ator parou em uma vaga exclusiva para deficientes físicos.

Fonte: Jornal Extra Rio - http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/09/edson-celulari-usa-vaga-exclusiva-para.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29

Estande de Inovação terá bicicleta para tetraplégico e cardápio eletrônico

Feira vai mostrar como micro e pequenas empresas podem investir em inovação e tecnologia.

Primeiro protótico da bicicleta para deficientes
Mostrar que a inovação está acessível aos empresários de micro e pequenos negócios. Este é um dos objetivos do estande de inovação da Feira do Empreendedor , que acontece de 4 a 8 de outubro, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. De acordo com pesquisa feita pelo IBGE, feita entre 2006 e 2008, na Bahia apenas 36,5% das empresas implementaram alguma inovação.

A supervisora de Inovação Tecnológica do Sebrae Bahia, Marcia Suêde Motta, explica que hoje as empresas têm facilidades de acesso a programas de subvenção com subsídios dos governos federal e estadual para investir em inovação. “O objetivo do Sebrae é mostrar às micro e pequenas empresas que elas podem aumentar seus lucros com atitudes simples de inovação, como alterar processos de produção, adquirir um software de gestão, preservar o meio ambiente, reduzir custos ou até mesmo comprar um computador. É mostrar que a equação lucro igual a receitas -despesas poderá ser multiplicada quando a empresa usa inovação”, explica Marcia.No estande de Inovação e Tecnologia, um espaço de 225 m2, uma parceria do Sebrae com a Secti-Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação serão apresentados casos de inovação tecnológica desenvolvidos através de editais da Fapesb-Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia e de instituições parceiras. Os casos escolhidos apresentam produtos e processos inovadores que geraram alguma melhoria na qualidade de vida do baiano, além de trabalho e renda.O objetivo é desmistificar o conceito de Inovação, mostrando que não custa caro, que agrega valor ao produto ou processo e gera um diferencial competitivo, além de apresentar à sociedade o que está sendo apoiado e desenvolvido através dos editais e das parcerias universidade-empresa.Os visitantes da Feira também vão conhecer o Programa Sebraetec que estimula a transferência de tecnologia, aproximando as micro e pequenas empresas das instituições de pesquisa. A partir de um diagnóstico nas empresas o Sebrae oferece produtos como o programa Cinco Menos que São Mais que ensina os empresários a desperdiçarem menos água, energia, matéria-prima e com isso gerar menos lixo e poluição. O Sebraetec ainda oferece consultoria para implantação de sistemas de automação comercial, melhoria de processo e apoio a redação de patentes.

No espaço de inovação e tecnologia o visitante da Feira do Empreendedor terá a oportunidade de conhecer produtos inovadores que contam com a assessoria do Sebrae para o registro de patentes. É o caso da bicicleta elétrica para deficientes físicos que são paraplégicos e tetraplégicos. O produto foi desenvolvido na empresa Imago, que está na Inovapoli, Incubadora da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia e contou com o apoio de engenheiros mecânicos, eletricistas, fisioterapeutas e designs.

Vinicius do Rego Dias, engenheiro mecânico
O engenheiro mecânico, Vinicius do Rego Dias, explica que o sistema de eletrocicloergometria usa a estimulação elétrica para promover o movimento do paciente. Segundo o Censo de 2000 no Brasil eram 950 mil paraplégicos, tetraplégicos e hemiplégicos (pacientes com paralisia de um lado do corpo como pessoas que tiveram AVC e derrames).

De acordo com o professor da Ufba, o fisioterapeuta Abraão Fontes Baptista, depois da autorização da Anvisa-Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o eletrocicloergometria vai poder ser usado para recuperar movimentos e a sensibilidade do paciente, permitindo a manutenção de massa muscular, prevenindo a osteoporose, a melhora no condicionamento cardiorespiratório e na auto estima dos pacientes.

“A inovação tem uma importância fundamental para o País. O empresário pode transformar o conhecimento científico em um produto inovador. O objetivo é desenvolver empresas de equipamentos biomédicos. Nossa idéia é que a Bahia seja um pólo de desenvolvimento biomédicos. Inclusive já existe um estudo para a implantação de um curso de pós-graduação em tecnologia e saúde na Ufba”, conta o professor Abrão Fontes.

Cardápio eletrônico

Outro produto inovador que será mostrado na Feira do Empreendedor é o da Maqhin Soluções Tecnológicas, empresa que produziu o Toqhe, um sistema de autoatendimento personalizado para restaurantes. O sistema funciona como um cardápio digital que pode ser acessado por meio de tablets, que ficarão nas mesas, possibilitando que o cliente faça o seu pedido sem precisar chamar o garçom ou até mesmo visualizar a parcial da sua conta. O serviço também é oferecido para hotéis, onde o cliente pode fazer o pedido do quarto em que está hospedado.

Outra solução tecnológica do espaço de inovação é o Scanner Leitor Portátil, produzido pela NNSolutions, que é um software para aparelho celular que reproduz, através de uma voz sintetizada, um conteúdo de texto. O software foi desenvolvido para deficientes visuais ou pessoas com dificuldade de leitura.

“O usuário ativa o programa no celular, posiciona o aparelho na direção do material que deve ser lido e tira uma fotografia com a câmera do aparelho. A imagem é processada e o conteúdo de texto é lido por uma voz sintetizada. É uma solução produzida para diminuir as dificuldades em situações do dia-a-dia”, disse Acbal Achy, diretor de negócios da NN Solutions.

A Feira do Empreendedor é realizada pelo Sebrae Bahia e conta com os patrocínios do Bradesco, TIM, Sistema Faeb/Senar, Desenbahia, Setur/Bahiatursa, Correios, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Petrobras e Banco do Brasil. Outras informações podem ser acompanhadas no Facebook Sebrae Bahia, no Twitter @sebraebahia e no www.youtube.com/SebraeBahia.

Fonte: http://www.ibahia.com/

Gêmeas estavam internadas no CTI pediátrico da Santa Casa em BH.

As gêmeas siamesas que nasceram unidas pelo abdômen em Timóteo, na Região do Vale do Aço, morreram na Santa Casa em Belo Horizonte. De acordo com a assessoria do hospital, as crianças morreram no dia 13 de setembro e a informação não foi divulgada na data a pedido da família. As gêmeas nasceram no dia 9 de maio.

Ainda segundo a assessoria do hospital, a morte das siamesas era esperada devido à gravidade da situação dos bebês. Eles estavam internados no Centro de Tratamento Intensivo pediátrico. O Pai das crianças havia afirmado ao G1, na época do nascimento delas, que médicos descartaram a cirurgia de separação.

As gêmeas, segundo o hospital, tinham uma malformação congênita que acontece quando mais de um feto do mesmo sexo compartilha um único óvulo que, no momento da divisão celular, sofre alterações que podem resultar na unificação de membros ou órgãos dos recém-nascidos.