sábado, 1 de outubro de 2011

Projeto em Goiás ensina deficientes visuais a terem autonomia em casa

Cerca de 500 pessoas já estão aprendendo atividades rotineiras da cozinha.
Nos próximos meses, a casa vai ganhar outros ambientes para novas aulas.


Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera









Uma casa modelo para deficientes visuais está funcionando no complexo educacional do Centro Brasileiro de Reabilitação e apoio ao Deficiente Visual (Cebrav), em Goiânia. A intenção do projeto é garantir autonomia para essas pessoas em quase todas as atividades do lar.

O projeto já está em andamento e locais como a cozinha já atendem aos alunos. Atualmente, o projeto conta com 500 participantes.

A coordenação do projeto explica que a atividade prestada respeita a individualidade e os objetivos de cada aluno. Uma tarefa aparentemente simples, como manusear uma faca ou um palito, para quem tem deficiência visual pode representar um perigo. “Que eles aprendam aqui, com conhecimentos práticos e técnicas específicas, e possam realizar em casa as atividades com segurança, com eficiência”, ressalta a professora Liliane Alves de Araújo. Os alunos aprendem noções de espaço, higiene, de como andar na cozinha e manipular os alimentos.

Nos próximos meses, a casa modelo vai ganhar outros ambientes, que serão usados para novas aulas. “É uma proposta muito interessante porque visa dar autonomia e independência aos nossos usuários.

Eles se preparam para ter uma vida independente em casa e fora de casa”, afirma a diretora do Cebrav, Marisa Eugênia Teixeira.

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/09/projeto-em-goias-ensina-deficientes-visuais-terem-autonomia-em-casa.html

Estudos concluem que famílias de pessoas com síndrome de Down são felizes

Ter filhos com síndrome de Down é considerado uma boa experiência, segundo pesquisas.

Tradução – Patricia Almeida. Disability Scope

Ter um filho com síndrome de Down pode ser uma surpresa, mas é uma boa experiência. É o que famílias vem relatando em três novos estudos.
Pesquisadores entrevistaram mais de 3.000 membros da família e as pessoas com a ocorrência cromossômica em todo o país (EUA) para o que se acredita ser um dos maiores levantamentos sobre a vida de pessoas com síndrome de Down jamais realizado. Os resultados, que serão publicados em três artigos na edição de outubro do American Journal of Medical Genetics, descrevem um cenário bastante animador.

A grande maioria dos pais disse ter uma visão mais positiva sobre a vida por causa de seu filho com síndrome de Down. E, quase 90 por cento dos irmãos indicaram que sentem que são pessoas melhores por causa de seu irmão ou irmã com a deficiência de desenvolvimento.

Quase todos os entrevistados com síndrome de Down disseram que são felizes com suas vidas, consigo mesmos e com sua aparência. Apenas 4 por cento disseram que não estavam satisfeitos com suas vidas.

“Enquanto a discussão internacional gira em torno dos novos testes pré-natais para detectar a síndrome de Down, os familiares já sabiam o que dizer sobre a vida com síndrome de Down”, disse Susan Levine da ONG Family Resource Associates, que trabalhou no estudo com pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e Dana-Farber Cancer Institute. “E, mais importante, as pessoas com síndrome de Down declararam claramente que consideram suas vidas valiosas.”

Pesquisadores fizeram reconhecer que a população do estudo poderia ser um pouco tendenciosa uma vez que todos os entrevistados são de famílias que são membros de associações de síndrome de Down. No entanto, eles dizem que as descobertas são importantes porque oferecem o “retrato maior e mais abrangente da vida com síndrome de Down até hoje.”

Fonte: Disability Scoop (Inclusive Estados Unidos, 30/09/2011)
(http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=32838) - Imagem Internet

“NUNCA MAIS BEBI”

Sábado depois de namorar, Adônis saiu com amigos, de carro, visitando alguns bares, até de manhazinha.
 
Todos adolescentes. Chovia, resolveram voltar para casa, e a água acumulada em um buraco do asfalto escondeu sua real dimensão. O pneu dianteiro estourou Adônis não se lembra se o cinto de segurança estava colocado ou não, como estava sentado ao lado do motorista, segurou na parte de cima da janela aberta do carro, num gesto instintivo de fixar mais o corpo, buscando segurança, enquanto o carro capotava. Começou pelo seu lado, arrastando seu antebraço contra o asfalto, com todo o peso do carro e de seus quatro ocupantes. 
 
Saiu do veículo e percebeu grande ferida no antebraço, cortes na cabeça e costas. Sem dor, mas muito preocupado com sua mãe. No hospital o socorro começou com tentativa de reduzir o volume de álcool em seu corpo, para cirurgia. A primeira durou seis horas e para conseguir recuperar parcialmente a função dos tendões rompidos, sua mão ficou fixa para cima, em ângulo com o antebraço, em contínua “benção”. “O álcool, como qualquer droga psicoativa legalizada, é lobo em pele de cordeiro” – Zago, 1996.
 
Muitos jovens, ao saírem em grupos, experimentam a liberdade da autonomia sem a vigilância de um adulto presente, consumindo bebidas alcoólicas e minimizando a quantidade ingerida. Estão aprendendo a lidar com a independência, e podem cometer erros – o simples erro de consumir álcool demais pode despertar os lobos das brigas, do sexo desprotegido e de acidentes com automóveis.
 
Nova cirurgia estendeu a mão, agora fixa nesta posição com pinos, que gerou profunda cicatriz, melhorada em novas cirurgias com enxertos de músculo e pele, retirados de outra parte do braço. Depois de muita terapia ocupacional, ele tem cinco identificadores das deficiências acumuladas (CID), direito à “Lei de Cotas” (acesso preferencial ao trabalho para pessoa com deficiência).
 
A mão é funcional, perdeu força e alguns movimentos. Tem segundo grau completo, e curso de torneiro mecânico, rotinas administrativas e informática , mas encontra dificuldades para conseguir trabalho. Nosso serviço já disponibilizou seu currículo para todas as 51 empresas parceiras (querem estes currículos). Quer ocupação profissional e também fazer curso universitário (engenharia ou administração), pois tem um filhinho de um ano e meio, por quem deixa tudo para dar atenção.
 
Quer estruturar a casa e cuidar dele e de sua companheira.
 
Pergunto como ficou a relação dele com a bebida, depois do acidente.
A resposta é rápida – “Nunca mais bebi!”.
 
“Primeiro o homem toma a bebida, e depois a bebida toma o homem.” – Provérbio japonês.
 
Fonte: http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com/2011/09/nunca-mais-bebi.html 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia de derrubar preconceitos

Por Renato de Souza - no Blog do Sakamoto
Cariótipo da trissoma simples do cromossomo 21
Nota da Inclusive: o artigo foi publicado por ocasião do Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março. O autor é jornalista e pai de uma criança com síndrome de Down. O artigo não possuia título no original e foi re-batizado.]

No dia 21 de março, comemora-se o dia Internacional da Síndrome de Down. Mais uma oportunidade para políticos e gestores de saúde pública se promoverem em solenidades oficiais de homenagem às pessoas com deficiência. Muitas promessas vazias e discursos sem conteúdo serão proferidos, e no dia seguinte tudo seguirá como dantes.

Porque a política de inclusão das pessoas com Síndrome de Down – no Brasil e no mundo – sofre de um mal de origem: o feroz preconceito – profundo, milenar e disseminado – contra pessoas com deficiência intelectual. A elas não é devido respeito, mas condescendência. Não são aceitas, mas toleradas. Não atraem amor, mas piedade. Em resumo: não são realmente humanas, “gente como a gente”. E são, portanto, descartáveis…

Ainda que a Síndrome de Down fosse uma doença, o método de combatê-la é perverso. Quem imaginaria uma política concertada de detecção e eliminação de embriões que venham a desenvolver, depois de nascidos, diabetes, hipertensão ou calvície? Absurdo? Pois essa política existe para detectar eliminar pessoas com síndrome de Down. Nos países desenvolvidos, uma vez detectada a síndrome de Down em um exame pré-natal, geralmente a mãe recebe a recomendação de abortar. No Brasil, onde o aborto é proibido, o mesmo procedimento é seguido pelas mães ricas, que podem pagar médicos particulares.

Mas será que ela é uma doença? O que significa hoje ter Síndrome de Down? Ela resulta de uma alteração genética. As pessoas “comuns” têm 46 cromossomos, ordenados em pares de 1 a 23. Quem a tem, possui 47 cromossomos. Esse cromossomo a mais produz alterações fisiológicas e morfológicas que influem na coordenação motora e capacidade de aprendizado. Pesquisas recentes sinalizam ser possível desenvolver medicamentos que reduzam o efeito desse material genético excedente, melhorando o desenvolvimento das pessoas com Síndrome de Down. Lamentavelmente, poucos recursos são destinados a tais estudos, pois o aborto parece uma solução mais simples.

Apesar da falta de investimentos em pesquisa médica, ocorreu uma dramática melhora na qualidade de vida das pessoas com a síndrome. A expectativa de vida de um adulto de hoje é de 60 anos, o dobro do que era há 30 anos – e deve continuar crescendo. Em função do imenso progresso nas terapias de apoio, grande parte das pessoas com essa condição tem ingressado no mercado de trabalho, e uns poucos têm mesmo cursado o nível superior.

E mesmo que nada disso estivesse acontecendo, cabe perguntar se o valor de cada um é medido pelo seu sucesso profissional. É essa a medida de humanidade? Pessoas com síndrome de Down são tão capazes de alegria, tristeza, amor, raiva, angústia e tédio como todos nós.

A prática de abortar sistematicamente embriões com Síndrome de Down é uma ameaça à inclusão. Para que existam serviços públicos a disposição de um determinado grupo de pessoas, é preciso que a demanda seja significativa. Ademais, os abortos em massa são um sintoma de que pessoas com Síndrome de Down não são bem-vindas em nosso mundo e um prenúncio da hostilidade que enfrentarão em espaços públicos, como a escola e o trabalho. O número cada vez menor de pessoas com a síndrome só contribui para aumentar o estigma dessa condição.

Nos países ocidentais do chamado Norte, tão orgulhosos de sua tradição humanista, essa é uma verdade inconveniente. As iniciativas de inclusão social convivem com uma política quase-oficial de aborto de embriões com alterações genéticas. Recentemente, a ministra da Saúde de certo país anglófono defendeu a expansão dos testes pré-natais para “prevenir a Síndrome de Down”. No ano passado, as autoridades de outro país de reputação humanista negaram visto de turista a um adolescente brasileiro com a síndrome, alegando que este haveria de fixar residência ali, o que pressionaria os custos dos serviços de saúde pública locais.

Não cabe aqui discutir o mérito do direito ao aborto, muito menos defender sua proibição que, de resto, já existe no Brasil. Interessa enfatizar a importância da difusão de dados corretos e atuais sobre o que é ter Síndrome de Down. Tais informações não são disponibilizadas pelos médicos que travam o primeiro contato com gestantes de crianças com essa condição. Muitos dos que optam pelo aborto de um feto com a Síndrome mudariam de opinião se soubessem como é, hoje, ter um filho com ela. Seriam informados de que são crianças que demandam mais trabalho e dedicação, mas que são capazes de se inserir em nosso mundo e dar muito amor.

Mais crianças com Síndrome de Down nos espaços públicos não são um ônus para a sociedade – como querem certas mentes iluminadas – mas um ganho. São lições de cidadania, solidariedade e respeito pela diferença. Essas pessoas, com o apoio necessário, têm muito a contribuir.

Fonte: Blog do Sakamoto - http://www.inclusive.org.br/?p=21175

Na Nova Zelândia, grupo de pais busca frear o “genocídio” de pessoas com síndrome de Down

Por Patricia Almeida

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/09/2011
Rebecca Sullivan - www.savingdows.com
Enquanto a evolução da ciência avança na direção de novas terapias que poderão melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas com síndrome de Down em todo o mundo, como visto recentemente na matéria da revista do jornal The New York Times “Um medicamento para a síndrome de Down” Link abrirá em uma nova janela ou aba., a mesma ciência põe em risco milhões de novas vidas de bebês em gestação com a trissomia.

Para fazer frente ao que qualifica como “extermínio” de bebês com síndrome de Down antes do nascimento, o grupo Savingdowns, da Nova Zelândia, entrou com queixa contra o país no Tribunal de Justiça Internacional em Haia, na Holanda.

Segundo o grupo Saving Downs, o novo programa de triagem pré-natal financiado pelo governo neozelandês identifica gravidezes de bebês com síndrome de Down que são encaminhadas para o aborto seletivo. (O aborto é permitido na Nova Zelândia)

Formado por pais e irmãos de pessoas com síndrome de Down, o Saving Downs tem a missão de defender a vida das pessoas com síndrome de Down, desde a concepção até a morte natural, para que sejam livres de qualquer forma de discriminação. O aborto seletivo é o que chamam de “cúmulo da discriminação”.

A Inclusive entrevistou Mike Sullivan, um engenheiro civil autônomo e professor de Yoga, que é o porta-voz da Savingdowns. Ele vive em Whangarei, Nova Zelândia, com a mulher Rae e Rebecca, filha de três anos que tem síndrome de Down. Mike apareceu no recente documentário “Down, mas não para fora” sobre a ameaça e os efeitos sociais que a triagem pré-natal tem representado para a comunidade de pessoas com síndrome de Down.

Por que você acha que o governo está impedindo os bebês com síndrome de Down de nascer?

Ignorância, medo, preconceito e razões econômicas. Há uma presunção falsa de que as pessoas com síndrome de Down têm menos valor e são menos humanos do que os outros. Por isso elas são direcionadas para o aborto seletivo. Esta noção é basicamente fundada na ignorância e no medo.
Em última análise, é uma questão econômica. Em um relatório para a Unidade Nacional de Triagem Neonatal da Nova Zelândia há uma passagem que é autoexplicativa “O custo econômico da triagem compensam os recursos elevados associados às necessidades de cuidados ao longo da vida de um indivíduo com síndrome de Down”. O governo investe US$ 75.000 para detectar cada bebê com síndrome de Down no útero. Quaisquer problemas médicos que podem exigir cuidados seriam detectados no pré-natal, que é centrado na vida. O governo está investindo para evitar nascimentos por razões econômicas.

Como o movimento começou?

Tudo começou a partir de uma discussão no blog Upsideofdown iniciada por De-Anne Jensen. De-Anne é uma das co-autoras da denúncia ao Tribunal de Justiça Internacional (TPI). Esta foi a sua primeira mensagem sobre o assunto no Upsideofdown:
Eu estava em um show para famílias ontem e fui abordada por uma mulher que estava com seu filho de 9 meses de idade com ela.

Primeiro ela me perguntou se eu estava “procurando castigo” por ter uma “criança down” e em seguida, ter outro bebê. Eu brinquei e disse: Eu adoro me manter ocupada, e o James continuava correndo em círculos e eu tentando pegá-lo (faço isso para me manter em forma…).
Ela então me disse que teve uma “menina down”, mas decidiu não mantê-la. Então eu pensei que ela tivesse entregado a filha para adoção, mas na verdade ela foi induzida com 19 semanas e nasceu e, claro, a menina morreu. Quando eu perguntei se isso tinha acontecido na Nova Zelândia, ela disse com naturalidade: “sim, e você pagou pelo serviço” (o sistema de saúde na Nova Zelândia é público e gratuito).
Obviamente eu fiquei sem palavras (quem me conhece sabe que isso raramente acontece). Ela então admitiu que não houvesse procurado saber muito sobre as pessoas com síndrome de Down e ainda não sabia muito sobre o assunto. Ela só sabia que aquilo não era para eles e que não era justo para com seu outro filho. Que as pessoas com síndrome de Down não têm boa qualidade de vida e que todos eles têm problemas médicos. E ela me perguntou se eu tinha algum arrependimento, é claro que eu expliquei que James foi uma das coisas mais incríveis que eu já fiz na minha vida. Ela me perguntou se James teve problemas de saúde e eu lhe disse: “apenas seu coração santo!” Ela, então, foi embora e, olhando para James, disse: “ele parece com qualquer criança de 18 meses de idade, quase normal”.
Olhando pra trás, era quase como se ela estivesse esperando que eu a fizesse se sentir melhor pelo que ela fez. Mas na verdade aquilo me virou o estômago, porque ela estava explicando que no final das contas sua filha não tinha quaisquer problemas de saúde e ela era tão bonita e transmitia uma paz (palavras dela). Eu teria revidado mas eu estava segurando meus dois filhos e o carrinho e combinei encontrar com Lance naquele lugar, então eu não podia ir embora! Eu não tinha ideia que isso fosse permitido na Nova Zelândia!
Agora estou com essa conversa presa na minha cabeça para sempre … e o pensamento de que esta mulher não tem ideia do que ela perdeu.
A mensagem levou o blog para uma discussão vibrante, já que a maioria de nós não tinha ideia do que estava acontecendo. Isso acabou por dar à luz um grupo de pais que agora trabalha junto contra a seleção genética utilizada para direcionar os bebês com síndrome de Down para o aborto seletivo.

Como surgiu a ideia de ir ao Tribunal de Justiça Internacional?

Inicialmente uma das nossas apoiadoras começou uma discussão em torno do uso da “eugenia”. Ela argumentou que era “genocídio”. “Geno” é para “constituição genética” em grego e “Cide” – latim para “matança de” – portanto, “genocídio” é a matança de pessoas com base em sua constituição genética. Então me deparei com o artigo sobre o genocídio e crimes contra a humanidade em relação às pessoas com deficiência, no e-notes, que me deu a ideia de levar o caso ao tribunal.

Baseados em quê vocês estão apelando para o Tribunal de Justiça Internacional?

Nossos motivos são violações dos artigos 6 e 7 do Estatuto de Roma através da perseguição de um grupo identificável da população civil (aqueles com síndrome de Down, identificados por seus 3 cromossomos 21) através de medidas que impeçam o seu nascimento.
Nosso argumento é que as pessoas com síndrome de Down são um grupo estável e permanente e, como tal, constitui o status de um grupo protegido. No acórdão do Tribunal De Justiça Internacional Akayesa, datado de 2 de setembro de 1998, relativo ao genocídio em Ruanda, a definição de um grupo protegido foi reconhecido para ser aplicado a qualquer grupo estável e permanente. O artigo 701 do referido juízo diz “A Câmara concluiu que era necessário, acima de tudo, respeitar a intenção dos redatores da Convenção sobre Genocídio, que, de acordo com trabalhos preparatórios, foi claramente de proteger qualquer grupo estável e permanente”.
Além disso, como as pessoas com síndrome de Down são geneticamente ligadas por ter em comum um terceiro cromossomo 21 e partilhar as mesmas características físicas, podem ser definidas tanto como um grupo étnico quanto racial: nos dois casos são pessoas distinguidas com base em características genéticas e físicas comuns, segundo qualquer definição de dicionário.

Vocês tentaram falar com as autoridades da Nova Zelândia antes de recorrer ao Tribunal De Justiça Internacional?

Vários contatos foram feitos diretamente com o Ministro da Saúde, que se recusou a reconhecer as nossas preocupações.
A questão foi levantada formalmente através da Comissão de Direitos Humanos da Nova Zelândia, que determinou que as pessoas com síndrome de Down não são protegidas nos termos do artigo 6 do Estatuto de Roma. Depois o assunto foi levado ao Diretor para Procedimentos de Direitos Humanos da Nova Zelândia. Ele também determinou que as pessoas com síndrome de Down não são protegidas nos termos do artigo 6 do Estatuto de Roma, mas indicou que se eles estivessem protegidos pelo Estatuto de Roma, o programa de triagem que facilitasse o aborto seletivo de tal grupo com base em sua identidade seria uma violação do Estatuto de Roma.
O Tribunal De Justiça Internacional foi convidado a se pronunciar sobre se as pessoas com síndrome de Down são protegidas como grupo permanente e estável de pessoas.

Você sabe a reação de seu governo com relação à queixa ao Tribunal Internacional?

Eles negam as nossas reivindicações.

O que vocês esperam com estas ações?

Esperamos que o tribunal exija que a Nova Zelândia suspenda a prática do aborto seletivo de pessoas com síndrome de Down, conforme previsto em suas obrigações sob o Tratado de Roma.

Há adultos com síndrome de Down envolvidos na campanha? O que eles pensam sobre isso?

Sim, mas não como signatários da queixa. Como Alex Snedden (entrevistado com síndrome de Down) disse no documentário Down, mas não fora: “Não tenham medo!”

O que defensores dos direitos humanos podem fazer para ajudar a causa?

Visitem o nosso web site www.savingdowns.com Link abrirá em uma nova janela ou aba. e a página “ajudem-nos a salvar vidas”. Fiquem amigos e “curtam” nossa página no Facebook “Saving Down Syndrome”. Ponham a boca no trombone e promovam a vida de todas as pessoas, perfeitas como elas são.

Fonte: Inclusive - http://www.inclusive.org.br/?p=21124

In New Zeland, parents try to stop “genocide” of persons with Down syndrome

As science advances towards new therapies that will improve the quality of life of millions of people with Down syndrome worldwide as seen on the recent story on The New York Times Magazine, “A drug for Down syndrome”, the same science puts at risk millions of lives of unborn babies with the genetic occurrence.
A group of parents and siblings of people with Down syndrome was formed in New Zealand in response to the Government’s new state funded eugenic antenatal screening programme that targets and identifies unborn children with Down syndrome for selective abortion. Saving Downs advocates for the life of people with Down syndrome from conception to natural death and for them to be free from any form of discrimination. According to them, elective abortion is the ultimate discrimination.
Inclusive interviewed Mike Sullivan, a self employed civil engineer and a yoga teacher, who is the spokesman for Saving Downs. He lives in Whangarei, New Zealand, with wife Rae and daughter Rebecca, who is 3 and has Down syndrome. He was featured in the recent 60 Minutes documentary “Down but not out” about the threat antenatal screening is to the Down syndrome community.
Why do you think the government is trying to avoid babies with Down syndrome from being born?
Ignorance, fear, prejudice and economics. There is a false presumption that people with Down syndrome are of less value and less human than others so they are targeted for selective abortion. This is basically founded in ignorance and fear.
Ultimately it is about economics. In a report for the New Zealand National Screening Unit there is the self explanatory statement “The economic costs of screening outweigh the high costs associated with the long care needs of an individual with Down syndrome”. The government invests $75,000 to detect every baby with Down syndrome in-utero. Any medical issues that may require care would be detected in standard antenatal care that is focussed on life. The government is investing to avoid births for economic reasons.
How did the movement begin?
It began from a blog discussion on upsideofdown started by De-Anne Jensen. De-Anne is one of the co-complainants to the International Criminal Court (ICC). This was her initial post on upsideofdown:
I was at a family show yesterday and was approached by a woman, and she had her 9 month old son with her.
First she asked me if I was a sucker for punishment for having a ‘downs kid’ then having another baby close after. I joked and said, I love keeping busy, and because James kept bolting it and I was trying to catch him (I do this to keep myself fit of course).
She then went on to tell me she had a “downs girl” but decided not to keep “it”. So I thought she adopted her out, but, actually she was induced at 19 weeks and birthed the little girl and of course the girl died. When I asked her if it was in this country, she said matter of factually “yes if you pay for it yourself”.
Naturally I was speechless (anyone who knows me knows this doesn’t normally happen).
She then admitted they hadn’t found out much about people with Down syndrome and don’t know much about it. She just new it wasn’t for them and not fair on their other child, and that people with Down syndrome don’t have a quality of life and they all have medical problems. And she asked me if I had any regrets, which of course I explained that having James was one of the most amazing things I’ve ever done in my life. She asked me if James had medical problems and I told her just his holy heart! She then departed with looking at James then said “he just looks like every other 18 month old out there, almost normal”.
Looking back it was almost like she was waiting for me to make her feel better about what she did. But actually it just made me sick to my stomach because she was explaining that her daughter actually didn’t have any medical problems after all and she was so beautiful and peaceful looking (her words). I would have bolted but I was holding both my kids and the pram and agreed to meet Lance in that spot so I couldn’t go! So I had no idea this was allowed in New Zealand?
So now I’m stuck with this conversation in my head for ever……and the thought that this woman has no idea what she missed out on.
That blog lead to a vibrant discussion as most of us had no idea what was going on. This eventually gave birth to a group of parents who now work together to advocate against genetic screening being used for targeting unborn children with Down syndrome for selective abortion.
How did the idea to go to the International Criminal Court come about?
Initially one of our supporters challenged our discussions around the use of “eugenics”. She argued it was “genocide”. “Geno” Creek for “genetic constitution” and “Cide” – French for “the killing of” – therefore “genocide” the killing of people based on their genetic constitution. Then I came across the article on Genocide and Crimes Against Humanity in relation to the “Disabled” on e-notes and that gave me the idea to pursue it through the court.
In what grounds are you appealing to the International Criminal Court?
Our grounds are breaches of Articles 6 and 7 of the Rome Statute through the persecution of an identifiable group of the civilian population (those with Down syndrome, identified by their 3rd 21st Chromosome) through measures that prevent their birth.
Our argument is that people with Down syndrome are a stable and permanent group and as such falls within the status of a protected group. In the International Criminal Court’s Akayesa judgement, dated 2nd September 1998, relating to genocide in Rwanda, the definition of a protected group was recognised to apply to any stable and permanent group. Item 701 of that judgement states “The Chamber found that it was necessary, above all, to respect the intent of the drafters of the Genocide Convention which, according to the travaux préparatoires, was clearly to protect any stable and permanent group”.
Additionally, as people with Down syndrome are genetically linked through their commonality in having a third 21st chromosome and share the same physical characteristics they could be defined as both an ethnical group and a racial group, both of which relate to people distinguished on the basis of common genetically linked characteristics and physical characteristics under standard dictionary definitions.
Have you tried talking to the New Zealand authorities before that?
Numerous approaches have been made directly to the Minister of Health, who has refused to acknowledge our concerns.
The matter has been raised formally through the New Zealand Human Rights Commission, who has determined that people with Down syndrome are not protected under Article 6 of the Rome Statute. The matter was subsequently raised with the New Zealand Director of Human Rights Proceedings. The Director of Human Rights Proceedings also determined that people with Down syndrome are not protected under Article 6 of the Rome Statute, but indicated that should they have protection under the Rome Statute, then a screening programme that would ultimately facilitate the selective abortion of such a group on the basis of their identity would breach the Rome Statute.
The International Criminal Court has been asked to rule on whether people with Down syndrome are protected as permanent and stable group of people.
Do you know your government’s reaction to the complaint to the International Court?
They deny our claims.
What do you expect from these actions?
We expect that the court will require New Zealand to cease the practice of the selective abortion of people with Down syndrome as required under their obligations under the Treaty of Rome.
Do you have adults with DS involved in the campaign? What do they think about it?
Yes, but not as signatories to the application to the ICC. As Alex Snedden said on the recent 60 Minutes documentary “Down but not out” Don’t be afraid!
What can human rights advocates do to help?
Visit our web site www.savingdowns.com and the “help us to save lives” page. Be our friends and “like” us on our Facebook page “Saving Down syndrome”. Speak out and promote the life of all people, perfect as they are.

Source: Inclusive - http://www.inclusive.org.br/?p=21124

APNEN elege nova Diretoria e Conselho Fiscal

A APNEN, (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), após Assembléia Geral realizada no dia 11 de setembro de 2011, elegeu a sua nova Diretoria.

A nova diretoria e conselho fiscal da gestão 2011/2015, tomou posse no dia 22 de Setembro de 2011, agora estamos aguardando alguns documentos necessários para efetivar o registro da nova ata e estatuto social.

O atual presidente, aproveitou a oportunidade para desejar sorte aos novos membros da atual diretoria e conselho fiscal, e também agradeçer aos membros da diretoria anterior pelos trabalhos realizados e por decisão propria pediram desligamento.

Agradeçemos o apoio de todos nestes ultimos quatro anos, onde foi possivel realizar varias doações num total de R$ 16.106,55 reais.

A nova Diretoria da gestão 2011/2015, ficou assim constituida:

Presidente: Carlos Alberto Raugust
Vice-Presidente: Milene Faion Lobo
1ª Secretaria: Cecília Cecote Raugust
2ª Secretaria: Ivone Fagundes dos Santos
1ª Tesoureira: Derli Villas Longhini
2º Tesoureiro: Rodrigo Aparecido Raugust.

Conselheiros Fiscais:

Renato Alfred Raugust
Orlando Silva Rocha
João Zaramelo Neto
Camila Moura Galindo
Alan Marcel Carneiro de Oliveira
Rafael Raugust
Sérgio Moreira Bezerra
Juliano Henrique Cavaglieri
Noemia Pascoal Figueiredo Rocha

Piso leva cego até parede e pilastra em estação de trem

Em São Paulo, duas estações de trem têm caminhos perigosos para pessoas com deficiência visual.

As estações Engenheiro Cardoso e Itapevi, da linha 8-diamante (Júlio Prestes/Itapevi) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)Site externo., em SP, têm caminhos perigosos para os deficientes visuais que dependem da orientação do piso tátil. As duas paradas foram reformadas em outubro de 2010.

Na estação Engenheiro Cardoso, por exemplo, um dos trajetos sinalizados esbarra em uma coluna. Em outro local, o piso termina de repente, sem apontar nenhuma direção. Na Itapevi, quem desce pelo elevador na plataforma 2 (com direção à estação Julio Prestes) e segue o piso tátil para a direita pode bater na parede de uma sala. Já a sinalização para esquerda acaba em um corrimão embaixo de uma escada.

Resposta

A CPTM informou que as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso foram construídas na década de 80 e que os pilares não poderiam ser removidos, mas que a sinalização instalada segue as normas da ABNTSite externo..

De acordo com a companhia, o piso tátil não foi feito em volta do pilar porque tem de ficar a uma distância segura da plataforma. A CPTM informa que a barra de ferro é um corrimão direcional que indica que a pessoa pode seguir para a esquerda ou para a direita.

Nem o corrimão nem o pilar, afirma a empresa, diminui a segurança. A companhia diz que irá reforçar a sinalização e corrigir uma falha no piso que leva o deficiente até uma sala em Engenheiro Cardoso.

As obras entre Itapevi e Amador Bueno devem terminar em 2012.

Fonte: http://www.agora.uol.com.br/Site externo.

Incluir pessoas com deficiência é inevitável

A necessidade de oferecer respostas a essa população, que já chegou à casa do bilhão, não pode mais ser ignorada pelos governos.

LINAMARA RIZZO BATTISTELLA

Em 1992, o Rio de Janeiro recebia a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92. O evento deu início à conscientização sobre os riscos que o planeta corria, em decorrência do uso predatório dos recursos naturais. Apresentou ao mundo os conceitos de sustentabilidade e de economia verde.

Mas esse é um olhar em perspectiva. À época, o encontro foi alvo de piadas e chegou a ser visto como último refúgio de antigos hippies. O desencanto com as utopias depois da Guerra Fria impediu muitos de perceberem a revolução que começava a ser desenhada.

Uma década antes, a ONU declarara 1981 o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência, numa tentativa de chamar atenção para outro tema emergente. Mas as consequências não foram tão intensas quanto as observadas no que tange à área ecológica.

Agora, o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde injetam novo combustível nesse debate, com a divulgação do Relatório Mundial sobre a Deficiência, que, pela primeira vez em 40 anos, mapeia as condições de vida dessa parcela da população global.

Divulgados em junho, os dados revelam que esse grupo já soma um bilhão de pessoas. Um número que põe em xeque o velho paradigma de que as questões ligadas à inclusão interessariam apenas a uma minoria.

O governo do Estado de São Paulo foi o único representante brasileiro a participar do lançamento do citado relatório, apresentando ações que indicam mudanças positivas. Avançamos ao criar a rede Lucy Montoro, com 19 centros de reabilitação funcionando até o final de 2013, liderando uma teia de serviços capaz de realizar 300 mil atendimentos/ano.

Também progredimos ao aplicar o desenho universal em habitações de interesse social e ao ampliar as dimensões dessas unidades para 60 m², visando garantir uma melhor acessibilidade.

Outros investimentos buscam promover mais independência, como a futura instalação de centros de pesquisa em tecnologias assistivas e a formação e distribuição de cães-guia.

No evento de lançamento do estudo mundial, o renomado físico inglês Stephen Hawking -que tem uma distrofia muscular progressiva- afirmou que, com trabalhos como aquele, "este século marcará um ponto de inflexão na inclusão das pessoas com deficiência nas vidas de suas sociedades".

De fato, assim como as reverberações da Eco-92 mostraram que o debate ambiental não se resumia a salvar baleias, o relatório também pode evidenciar outra "verdade inconveniente": a de que apresentar, em diferentes graus, um tipo de deficiência é próprio da condição humana. Na esteira dessa verdade, celebramos os avanços no processo civilizatório, refletindo os direitos de todos e o respeito à diferença.

A necessidade de oferecer respostas a essa população não pode mais ser ignorada pelos governos. É uma tarefa tão urgente quanto inevitável. Mas temos um bilhão de motivos para seguir em frente.

LINAMARA RIZZO BATTISTELLA, médica fisiatra, professora da FMUSP, é secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Fonte: http://arivieiracet.blogspot.com/2011/09/incluir-pessoas-com-deficiencia-e.html

O que é paralisia cerebral?

Paula Nadal

A paralisia cerebral é uma lesão cerebral que acontece, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, no parto ou até dois anos após o nascimento – neste caso, pode ser provocada por traumatismos, envenenamentos ou doenças graves, como sarampo ou meningite.

Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica

é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição.

Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos.

Como lidar com a paralisia cerebral na escola?

Para dar conta das restrições motoras da criança com paralisia cerebral, vale adaptar os espaços da escola para permitir o acesso de uma cadeira de rodas, por exemplo. Na sala de aula use canetas e lápis mais grossos, envoltos em espuma e presos com elástico para facilitar o controle do aluno. Os papeis são fixados em pranchetas para dar firmeza e as folhas avulsas, nesse caso, são mais recomendáveis que os cadernos. O professor deve escrever com letras grandes e pedir para que o aluno com paralisia cerebral sente-se na frente, se possível, com uma carteira inclinada, que dá mobilidade e facilita a escrita.

Se o aluno apresentar problemas na fala e na audição, providencie uma prancha de comunicação, para que ele se expresse pela escrita. Caso isso não seja possível, o professor pode preparar cartões com desenhos ou fotos de pessoas e objetos significativos para o aluno, como os pais, os colegas, o professor, o time de futebol, diferentes comidas, o abecedário e palavras-chave, como "sim", "não", "sede", "banheiro", "entrar", "sair" etc.

Assim, para indicar o que quer ou o que sente, o aluno aponta para as figuras.

Em alguns casos, a criança com paralisia cerebral também precisa de um cuidador que a ajude a ir ao banheiro ou a tomar o lanche. Mas, vale lembrar, que todos devem estimular a autonomia da criança, respeitando suas dificuldades e explorando seus potenciais.

Aparelhos auditivos de baixo custo com energiia solar, ainda estão em análize na ANVISA!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/09/2011


Solar Ear
Caro leitor,

Relativamente desconhecido do grande público brasileiro, o empreendedor canadense Howard Weinstein está fazendo história com a empresa Solar Ear, que produz aparelhos auditivos de baixo custo ( por volta de R$ 300) recarregados a energia solar. O aparelho já é exportado para mais de 40 países. Entretanto, sua invenção ainda não está disponível comercialmente no Brasil, porque ainda está em análise na ANVISA. Esse aparelho é uma forma extraordinária de democratizar o acesso aos aparelhos auditivos, principalmente em nosso país onde a maior parte da população brasileira vive com até com um salário mínimo.
Mas o que mais impressiona é que a ANVISA ainda não liberou esse projeto. Enquanto em outros países pessoas surdas estão sendo beneficiadas e tendo uma melhor qualidade de vida, aqui no Brasil essas mesmas pessoas precisam pagar entre mil a dez mil reais por um aparelho convencional para tratar casos moderados ou severos, sem contar os gastos com a bateria.

 Peço a todos os amigos que republiquem essa matéria em seus sites e blogs, a fim de que mais pessoas tomem conhecimento desse aparelho e da atitude desrespeitosa da ANVISA.
A matéria abaixo foi extraída da Revista Exame e foi sugerida pelo leitor Felipe Amorim.

São Paulo – Não fosse por uma pequena placa, localizada logo na entrada, pouca gente saberia que numa casa simples da rua Aimberê, no bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, funciona a sede de uma das dez empresas mais inovadoras do Brasil, segundo um ranking elaborado pela revista americana Fast Company.
Weinstein com os funcionários da Solar Ear: exportação para 40 países
Weinstein com os funcionários da Solar Ear: exportação para 40 países

Na construção térrea de pouco mais de 400 metros quadrados, com paredes de tijolos à vista e um agradável jardim nos fundos, 18 funcionários entre 17 e 20 anos de idade, da fabricante de aparelhos de audição Solar Ear, trabalham no mais absoluto silêncio. Todos eles apresentam algum grau de surdez.

Para se comunicar com a equipe, o fundador e presidente da Solar Ear, o canadense Howard Weinstein, de 61 anos, se vale da linguagem dos sinais ou dá um leve toque nos interruptores das salas, fazendo piscar a luz.

Concentrados no trabalho, os funcionários dedicam total atenção à montagem de minúsculos circuitos eletrônicos — alguns deles da espessura de um fio de cabelo — que, juntos, darão origem a aparelhos auditivos movidos a energia solar. Graças a essa tecnologia, inédita no mundo, cada equipamento custa algo em torno de 250 reais — 80% menos que as peças tradicionais.

Todos os meses, cerca de 3 000 unidades produzidas em três linhas de produção quase artesanais (além do Brasil, a Solar Ear está presente em Botsuana e na Jordânia) são exportadas para 40 países, e a ideia é chegar a 15 pequenas linhas de montagem até 2014.

“Atualmente, 300 milhões de pessoas no planeta necessitam de aparelhos de audição”, diz Weinstein. “Somos a empresa mais capacitada para suprir essa demanda.”

Embora pequena — em 2010, seu faturamento foi de 5 milhões de reais —, a Solar Ear se tornou um dos expoentes de um fenômeno relativamente recente: o empreendedorismo social. Trata-se de um grupo de empresas com objetivos similares aos de organizações não governamentais, mas que conseguem sustentar o próprio crescimento sem depender apenas da ajuda de terceiros.

“Em uma ONG, gastam-se 90% do tempo com a captação de recursos. Entre ser empresário e resolver os problemas sociais, esse novo grupo de empreendedores fica com os dois”, diz Maure Pessanha, diretora da Artemisia, organização pioneira no investimento em empresas sociais.

Segundo dados do banco J.P. Morgan, as empresas sociais devem receber entre 400 bilhões e 1 trilhão de dólares em investimentos nos próximos dez anos.

Entre os entusiastas da Solar Ear estão algumas das grandes universidades do mundo. Em maio do ano passado, um grupo de quatro estudantes do MBA de Yale, nos Estados Unidos, fez um estudo para desenhar o projeto de expansão internacional da empresa.

A primeira unidade a sair do papel foi a da Jordânia, inaugurada há dois meses e financiada, em parte, por uma ONG ligada à família real do país. Poucos meses depois foi a vez de a Universidade de Oxford, na Inglaterra, se interessar pelo caso. Em janeiro, Weinstein foi convidado a dar uma palestra a alunos da escola de administração.

“Ele criou um produto inovador e uma nova forma de produção para chegar a um mercado inexplorado na base da pirâmide. Essa é uma lição para nossos alunos”, diz Pamela Hartigan, diretora da escola de em­preendedorismo social de Oxford.

Apesar da desenvoltura com que trata do assunto, Weinstein foi parar no mercado de aparelhos auditivos por acaso. Até 1995, ele havia traçado uma carreira executiva de sucesso no Canadá. Fez mestrado em negócios internacionais, trabalhou na Gillette e na General Foods e, antes de completar 30 anos de idade, comprou a Belanger, uma fabricante de torneiras e válvulas à beira da falência.

Depois de reerguer a companhia, vendeu-a à multinacional americana Keeney e permaneceu na presidência por quase um ano. Em 1995, sua única filha, Sarah, de 10 anos, morreu vítima de um aneurisma durante o sono. Weinstein foi demitido na semana seguinte — seus chefes argumentaram que ele não conseguiria trabalhar normalmente após a tragédia.

Ele tirou um ano de folga e ainda tentou a sorte com uma empresa de assentos sanitários eletrônicos, que faliu após um ano em operação.

Em 2002, aceitou uma oferta da ONG World University Service of Canada para tocar um projeto no interior de Botsuana, no povoa­do de Otse, para desenvolver um aparelho de audição que fosse simples e barato — 20% dos 1 000 habitantes do povoado sofriam de algum grau de surdez.

O salário oferecido era simbólico, algo em torno de 1 000 reais. Ao longo daquele ano, Weinstein visitou empresas de engenharia e design na África do Sul e chegou ao protótipo do aparelho que é até hoje o carro-chefe da Solar Ear.

“Nos países pobres, os surdos não têm dinheiro para pagar por um aparelho convencional, tampouco dispõem de 4 dólares por semana para bancar as pilhas”, diz Weinstein.
O primeiro contrato foi fechado em novembro de 2002 com o Rotary Club de Uganda para a venda de 60 aparelhos. Desde então, as encomendas se multiplicaram. Ao todo, mais de 70 000 aparelhos da marca já foram vendidos no mundo, inclusive em países como França, Alemanha e Estados Unidos.
Conseguir entrar no mercado brasileiro, porém, tem sido uma tarefa especialmente difícil. Desde que transferiu sua sede para o Brasil, em 2009, a Solar Ear aguarda certificação da Anvisa para vender seus aparelhos por aqui. Até agora, nada.
Solar Ear


Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/09/aparelhos-auditivos-de-baixo-custo-com-energia-solar-ainda-estao-em-analise-na-anvisa.html

Comissão aprova projeto que muda regra sobre perícia de aposentadoria

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (28) proposta que libera aposentados por invalidez com mais de 60 anos de idade da realização periódica do exame pericial que comprove a permanência da deficiência ou doença que levou à aposentadoria. A proposta, do senador Paulo Paim (PT-RS), altera a Lei 8.213/91, que prevê a realização da perícia até o fim da vida do beneficiário.

Para o relator do Projeto de Lei 7153/10, deputado Dr. Paulo César (PR-RJ), a proposição vai favorecer pessoas já sexagenárias com deficiência, que atualmente têm que se submeter periodicamente a desgastantes exames periciais. “A proposta é justa, porque beneficiará pessoas com quadros clínicos graves – pois são considerados inválidos pela Previdência Social – e com idade avançada”, afirma Paulo César.

Ainda segundo o relator, a evolução tecnológica na área médica pode fazer com que idosos deixem de ser considerados deficientes por terem se recuperado completamente de um problema antes considerado irreversível. Ele defende que ainda assim o benefício seja mantido.

“Não seria adequado compelir o beneficiário com mais de 60 anos a retomar uma atividade remunerada para poder sustentar-se. Mesmo que um idoso alcance a cura de seu mal, permanecerá fazendo jus ao benefício que recebia”, defende o deputado.

O projeto excetua da regra as perícias com as seguintes finalidades: verificação da necessidade de assistência permanente de outra pessoa, situação em que será concedido acréscimo de 25% sobre o valor do benefício; verificação da recuperação da capacidade de trabalho, mediante solicitação do beneficiário; subsídio a autoridade judiciária na concessão de curatela.

A comissão rejeitou o Projeto de Lei 7826/10, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que estava apensado ao PL 7153. A proposta rejeitada dispensa da perícia médica as pessoas com deficiência classificada como permanente, bem como o aposentado por invalidez e o pensionista inválido cuja causa para a concessão do benefício seja invalidez por deficiência permanente, independentemente de sua idade. O deputado Dr. Paulo César entendeu que o PL 7153 é mais justo.

Tramitação

As propostas tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Ministro simplifica lei de instalação de rampas para pessoas com deficiência

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O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou, esta terça-feira, alterações na lei para pôr fim à necessidade de aprovação por dois terços dos condóminos para a instalação de rampas de acesso ou plataformas elevatórias nos edifícios.

"Hoje uma pessoa com deficiência ou alguém que tenha dificuldade de locomoção, para instalar uma rampa de acesso ou plataforma elevatória, essencial para entrar ou sair de casa, precisa de dois terços da aprovação no seu condomínio, o que muitas vezes barra na incompreensão", disse o ministro, na cerimónia de inauguração de um lar residencial para deficientes, na Moita.

Pedro Mota Soares disse que as alterações vão ser efectuadas em breve e que vai dispensar esta necessidade.

"Vamos conseguir garantir que esta maioria possa ser dispensada e que as pessoas a possam colocar, a expensas próprias ou usado ajudas públicas para o efeito. Muitas vezes, porque não conseguem esta maioria, são obrigadas a mudar de casa. O que queremos fazer é que as pessoas não sejam expulsas das suas casas", salientou.

O ministro defendeu que esta medida é rápida e tem um impacto "muito grande" na vida das pessoas.


"Queremos chegar mesmo a garantir que seja um direito das pessoas, que não seja oponível a outros. Desde que se cumpram todas as regras de segurança, queremos que seja garantido o direito de mobilidade", concluiu.

Fonte: Jn online

Pernas de robô ajudam pacientes a recuperara movimentos.

Pernas de robô
Sem dúvida, uma evolução. Cientistas estão usando pernas robóticas para tentar melhorar a circulação de pacientes com AVC (derrame).

O protótipo é chamado de Lower-extremity Powered ExoSkeleton, ou LOPES, e trabalha treinando o corpo e a mente de um paciente para recuperar seu caminhar natural.

A máquina também está sendo testada em pacientes com lesão medular que recuperaram algum movimento restrito de suas pernas. Espera-se que uma versão comercial seja disponibilizada para os centros de reabilitação em todo o mundo já no ano que vem.

o LOPES foi desenvolvido por engenheiros na Holanda durante vários anos. Projetado para a clínica de reabilitação, não é um dispositivo móvel, mas apoia o paciente como se ele andasse em uma esteira.
Ele pode fazer todo o processo de caminhada para o paciente, oferecer apoio específico em apenas uma perna ou até detectar o que paciente está fazendo de errado.

Por exemplo, algumas pessoas não podem levantar seu pé para cima de forma adequada. O dispositivo percebe que o pé não está sendo levantado corretamente. Em seguida, compara com um padrão de referência e exerce uma força para ajudar no movimento mais correto da pessoa.

Vários testes estão sendo feitos. Uma mulher que sofreu um derrame com apenas 17 anos é uma das participantes. Anos de fisioterapia têm ajudado, mas ela ainda tem o que é conhecido como “pé caído”, o que significa que ela não pode levantar e flexionar seu pé esquerdo como fazia antes.
A máquina fornece a força para permitir que ela mova fisicamente sua perna esquerda e seu pé da forma como deve se mover, mas também funciona como um auxiliar de memória.

Além disso, quando usam pela primeira vez a máquina, os pacientes lembram como fazer o movimento, coisa que não poderia ser reproduzida naturalmente. Fisicamente mostrando aos pacientes como caminhar corretamente, a máquina pode ajudá-los a desenvolver no cérebro os sinais necessários para conduzir o movimento.

Com sobreviventes de AVC, por exemplo, é muito importante enviar sinais do corpo para o cérebro, mas também receber o estímulo de volta. É somente quando se obtem esse feedback que se pode esperar por algumas melhoras.

Pesquisadores esperam que a invenção ajude a melhorar a mobilidade dos pacientes e permita que eles tenham uma melhor qualidade de vida.

O trabalho em garantir uma versão comercial da máquina LOPES já está em andamento, com duas empresas privadas colaborando no projeto. Dois centros de reabilitação estão testando o dispositivo antes de ser lançado para outras clínicas.

Fonte:http://hypescience.com/

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dúvidas sobre cotas para concursos

Colunista Lia Salgado responde dúvidas sobre concursos.


Redação

Recém-instalado nos concursos públicos do estado do Rio de Janeiro, o sistema de cotas raciais ainda provoca dúvidas. O internauta Johnny Silva perguntou à colunista do G1 Lia Salgado* como é feita a classificação das pessoas que podem concorrer a essas vagas. "Me considero pardo, porém, não há esse registro em minha certidão", comentou. A especialista em concursos afirma que o estatuto da igualdade racial considera, em seu artigo 1º, que a população negra é o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou raça utilizado pelo IBGE. "O detalhamento disso fica a cargo de leis específicas e regulamentos", explica Lia.

"Tomando como base a regra geral, do estatuto, que prevê que quem se autodeclara, quem se considera pardo está inserido na população negra, você pode participar dessas cotas", diz a colunista. "Como isso será comprovado é que não está esclarecido. O IBGE considera cor de pele, traços físicos e origem familiar como responsáveis por essa caracterização. Vi alguns editais de outros estados e municípios que previam uma comissão para avaliar depois se o candidato teria direito a concorrer dentro dessas vagas."

O decreto 43.007/2011, do RJ, que começou a vigorar em julho passado, prevê reserva de 20% das vagas em concursos públicos do estado para negros e índios.

Cotas para deficientes

Muitos comentários direcionados à especialista em concursos questionam se determinada doença ou problema físico pode fazer com que o candidato tenha condição de concorrer para vagas reservadas a deficientes físicos. A lei 8.112, que rege o servidor público civil federal, determina que sejam reservadas até 20% das vagas oferecidas em concurso público para deficientes, desde que as atribuições do cargo sejam compatíveis com a deficiência. O decreto 3.298/99 definiu o percentual mínimo de 5%.

O internauta Reinaldo explica que não pode dirigir porque teve atrofia no nervo óptico e possui visão limitada. Uélio diz que é portador de sindactilia e deformação congenita do metatarso nos pés. E Priscila pergunta se alguém que tem a doença ceratocone, que ocorre na córnea, pode se cadastrar em concurso como portador de necessidades especiais.

Lia responde que a lei 7.853/89 traça a política de integração dos portadores de deficiência e é regulamentada pelo decreto 3.298/90 no âmbito federal. No artigo 4º, ele diz "com razoável precisão" quais são as doenças que fazem a pessoa ser considerada portadora de deficiência e os graus considerados para deficiência auditiva e visual. "O médico é que, conhecendo sua situação e com base no decreto, poderá dizer se você se enquadra ou não", conclui a colunista.

Ela alerta que o edital de cada concurso deverá mencionar em qual lei ele se apoia. "Pode haver alguma variação de critério entre um estado, um município e a lei federal", afirma. Lia lembra que há leis estaduais e municipais detalhando o assunto, cada uma em sua esfera de atuação. No RJ, por exemplo, a lei 2.298/94 tem um anexo que define quem é considerado deficiente, detalhando graus e intensidade, para saber se ele pode ou não ser aceito em concurso público.

A colunista ressalta que quem pretende concorrer a uma vaga reservada a deficientes precisa apresentar, no momento da inscrição, um laudo médico detalhado, "informando a espécie da deficiência, qual é o grau, e com o código CID, que é a classificação internacional de doença". É imprescindível cumprir as exigências do edital com relação a forma e prazo para se candidatar a essas vagas. Outro detalhe importante, segundo Lia, é que a deficiência não pode impedir o exercício das atividades daquele cargo. "Há cargos em que é exigido que o candidato tenha plenas condições, como os da área policial, por exemplo", lembra.

A especialista finaliza afirmando que, para os candidatos deficientes, a prova é a mesma dos demais candidatos e também é necessário atingir a pontuação mínima exigida para ser aprovado. "A classificação é que é separada."

Gravidez é impedimento?
O G1 também continua recebendo perguntas sobre se gravidez é impedimento para disputar um concurso ou ser contratado no setor público. Zilma Garcia diz que passou na Caixa Econômica Federal e questiona se o fato de ser gestante poderá levá-la a perder o direito de tomar posse. "Não", esclarece Lia. "Gravidez não é doença, as candidatas podem tomar posse normalmente."

A internauta pergunta ainda se precisaria apresentar um laudo ou ultrassom para comprovar a gravidez. "Se a administração sentir necessidade de algum exame complementar, isso será solicitado na etapa dos exames admissionais. Mas, se você tiver algum exame específico relacionado à gravidez, poderá levá-lo."

Veja o vídeo aqui: concursoseempregos

Fonte: G1 - São Paulo- SP, 28/09/2011

Descobertos genes ligados à deficiência mental

Cientistas alemães identificaram 50 genes vinculados a certos retardos mentais, o que poderia facilitar o diagnóstico, a prevenção e o eventual tratamento dessas doenças, segundo uma publicação da revista “Nature”.


Redação

Liderados por Hans Hilger Ropers, do Instituto de Genética Molecular Max Planck de Berlim, os pesquisadores acreditam que esses genes estão ligados a transtornos cognitivos do tipo recessivo, que são muito frequentes e pouco estudados.

Existe uma grande variedade de falhas genéticas que podem gerar impedimentos cognitivos, e mais de 90 delas foram relacionadas com mutações no cromossomo X.

No entanto, sabe-se muito pouco da incapacidade intelectual autossômica - aquela que está relacionada a cromossomos que não determinam gênero como o X e o Y- seja dominante ou recessiva, embora se suponha que represente 90% dos casos de retardo mental.

Para suprir essa carência, a equipe de Hilger fez um estudo genético sistemático de 136 famílias nas quais havia casos de incapacidade intelectual autossômica recessiva, quando são necessárias duas cópias defeituosas do gene para que apareça a doença (ou seja, quando o pai e a mãe transmitem uma cópia defeituosa cada um).

Este tipo de transtorno hereditário é mais difícil de identificar que os outros porque os pais, embora sejam portadores do gene recessivo, podem não ter desenvolvido a doença.

Além dos novos genes, os cientistas identificaram novas mutações em genes já vinculados a incapacidades intelectuais e afecções neurológicas. Alguns dos genes descobertos estão envolvidos em processos importantes para o desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro.

A “Nature” destacou que a descoberta, que requer uma pesquisa maior, pode ter repercussões importantes para o estudo das causas dos transtornos cognitivos, assim como para seu diagnóstico e tratamento. (FOLHAPRESS)

Fonte: Diário do Pará - 28/09/2011

Comissão aprova insenção de impostos em equipamento para deficiente.

Para Eduardo Barbosa, Câmara deveria tratar proposta como prioridade absoluta.
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (28) a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os equipamentos e aparelhos, inclusive eletrônicos, destinados a pessoas portadoras de deficiências física, auditiva, visual ou mental.
A isenção abrangerá, por exemplo, próteses, órteses, cadeiras de rodas motorizadas, leitos e macas, além de peças, componentes acessórios, matérias-primas e materiais de embalagens utilizados na industrialização desses equipamentos. Se houver necessidade de importar insumos para a fabricação dos produtos, não será cobrado ainda o Imposto sobre a Importação.

A medida faz parte do Projeto de Lei 6097/05, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). O texto aprovado altera a Lei 10.098/00, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

O texto também reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e do Cofins incidentes sobre as receitas de vendas dos equipamentos e aparelhos destinados à acessibilidade de portadores de deficiências.

Relatório

O relator na comissão, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), apresentou parecer favorável à proposta. Ele afirma que, se aprovado, o projeto adequará a legislação nacional à Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Barbosa acrescenta que as pessoas com deficiência devem sempre que possível receber ações e serviços por parte do Estado e da sociedade civil parar amenizar as dificuldades que são obrigadas a enfrentar.

O parlamentar lamenta que, seis anos após sua apresentação, o projeto ainda não tenha sido transformado em lei. “Propostas como esta deveriam ser tratadas como prioridade absoluta”, afirma.

Pesquisa

O projeto estabelece ainda que a pesquisa destinada à invenção ou ao aperfeiçoamento de produtos voltados para pessoas portadoras de deficiência será beneficiada pela isenção de todos os tributos e contribuições sociais incidentes sobre os insumos e serviços utilizados na atividade.
A isenção também será válida para empresas que efetuem gastos com a capacitação de pessoal portador de deficiência e com a adequação de suas instalações físicas e operacionais para possibilitar a contratação de empregados portadores de deficiência.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já havia sido aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-6097/2005

Fonte:http://www2.camara.gov.br/ (28/09/11)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pai mantém deficiente mental preso em cômodo de 3m² há 25 anos em Areia Branca (RN)

Aliny Gama
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió


Há 25 anos, o agricultor José Antônio do Nascimento, 45, é mantido preso pelo pai em um cômodo da casa da família, no município de Areia Branca (RN), a 283 quilômetros de Natal. A constatação foi feita nesta segunda-feira (26) por assistentes sociais, que estão produzindo um relatório que será encaminhado a órgãos como Ministério Público e Polícia Civil.
Antônio tem problemas mentais e vive como um animal abandonado em um espaço de pouco mais de 3m², sem cama ou móveis e fechado com uma grade. Segundo os próprios familiares, em 1986 ele presenciou o assassinato da cunhada grávida –crime cometido pelo irmão João Antônio do Nascimento– e desde então, o deficiente teria se tornado agressivo e apresentado problemas psíquicos graves.

Pai mantém deficiente mental preso há 25 anos

Foto 3 de 9 - Agricultor José Antônio do Nascimento é mantido em cárcere privado há 25 anos pelo pai Cícero Raimundo do Nascimento, que alega que esta foi a única alternativa para manter-se protegido das agressões do filho. O caso tornou-se público no Rio Grande do Norte no dia 26 de setembro, só então uma equipe do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) visitou a família para investigar e mostrar os meios da família ter acesso às políticas públicas para melhorar a condição de vida do doente Wilson Moreno/UOL
 
"Ele ficou se tratando em Mossoró por um ano, mas depois que voltou, a família ficou sem saber o que fazer e o prendeu lá", contou a vizinha Roberta Maria. O pai de José, Cícero Raimundo do Nascimento, 79, confirma que optou pelo cárcere privado para se proteger das agressividades do filho.

Segundo informaram vizinhos ao UOL Notícias, Antônio mora com o pai e com o irmão, João Antônio do Nascimento, que foi solto depois de cumprir 10 anos de pena pelo assassinato da mulher. “A situação deles é de clamar os céus. Desde que a mãe de José morreu em 2004, vítima de complicações por infestação de vermes, ele vive largado lá naquela casa. Não sai do ‘quarto’ nem para fazer as necessidades”, relatou uma vizinha.

Aparentando desconhecer as leis e o crime de cárcere privado, Cícero Raimundo conta com naturalidade que prendeu o filho porque não “pode com ele quando fica agressivo”. O deficiente não tem acompanhamento médico e vive apenas com um prato de comida por dia e 30 cigarros que –segundo o pai– mantém o filho “mais calmo”. Para ele, manter o homem preso e acorrentado foi a forma de segurá-lo em casa e o proteger para não cometer agressões.

A sujeira toma conta do espaço, que sequer tem banheiro ou cama. José Antônio dorme em uma rede. Ele faz as necessidades fisiológicas no chão, que nunca são limpas. A única vez no dia que a grade é aberta é para passar comida. O alimento só chega com ajuda dos vizinhos, que, sensibilizados com a situação do rapaz, mandam refeições para José.

“Eles são muito pobres e passam fome mesmo. Raras vezes o pai consegue comprar uma quentinha. Sempre mando comida, mas não tenho coragem de ver a situação, pois José era uma pessoa muito boa quando trabalhava na roça e vendia carvão. Não entendo porque os irmãos não tomam conta dele e do pai e os deixam largados naquela situação”, disse a vizinha Heloísa Rodrigues de Oliveira, que mora a duas ruas da casa de José e Cícero.

“Tem um irmão que mora com eles, mas não dá nenhuma assistência. O que sei é que ele vai receber na lotérica um pagamento todo mês. Deve ser a aposentadoria de José por invalidez”, afirmou outra vizinha.

Sem registro no CRAS

Apesar da população do povoado de Ponta do Mel saber do cárcere privado de José Antonio, o assunto é pouco comentado por medo. Nesta segunda-feira (26), após o caso se tornar público no Rio Grande do Norte, é que uma equipe do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) visitou a família de José Antônio para investigar o caso e mostrar os meios da família ter acesso às políticas públicas para melhorar a condição de vida dele.

A chefe do CRAS, Edvania Pereira, afirmou que a equipe de assistentes sociais está elaborando um relatório sobre os problemas constatados na casa de Antônio. “Vamos repassar a cada órgão um documento para que as providências cabíveis sejam tomadas", disse.

Pereira conta que ficou espantada ao ver a situação do deficiente e disse que o caso é “bastante complicado”. “Uma complexidade de fatores deixou o jovem naquela situação preocupante. A primeira delas é o total desconhecimento dos benefícios e direitos que José Antônio têm por ser doente mental. Vamos cobrar que todas as providências necessárias sejam tomadas para tirá-lo daquela situação”, disse, reforçando que causou estranheza à equipe saber que ele recebe benefício de um salário mínimo acrescido de 25% a mais por mês e o pai dele também receber aposentadoria de um salário mínimo e eles viverem em uma situação de extrema pobreza.

“Vamos analisar o cárcere privado também para não fazer injustiças, pois seu Cícero se mostrou ignorante do assunto e sequer acha que manter o filho naquela forma é crime. Ele também precisa de assistência”, disse Edvania.

A assistente social afirmou ainda que solicitou o prontuário médico à equipe do PSF (Programa de Saúde da Família) que atende o povoado de Ponta do Mel para saber se José Antonio vem sendo atendido da forma correta. “Vamos encaminhar tudo para um psiquiatra realizar um parecer técnico e após o resultado deveremos fazer os encaminhamentos necessários para mudar a realidade da família”, informou.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/09/28/pai-mantem-deficiente-mental-preso-em-comodo-de-3m-ha-25-anos-em-areia-branca-rn.jhtm

2ª Virada Inclusiva: Secretaria recebe adesões de municípios e instituições. Participe!

O evento acontece nos dias 3 e 4 de dezembro, mas a adesão se dá desde agora, a fim de compor calendário único e envolver todo o Estado de São Paulo.

da Redação

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência está recebendo adesões de prefeituras e instituições para participação na 2ª Virada Inclusiva, em comemoração ao 3 de dezembro, "Dia Internacional da Pessoa com Deficiência".
A "Virada" acontece nos dias 3 e 4 de dezembro de 2011, sábado e domingo. com manifestações de arte, cultura, esporte e lazer distribuidas em todo o Estado de São Paulo, compondo um calendário único, com destaque para o protagonismo de pessoas com deficiência.

Podem integrar a 2ª Virada Inclusiva todos os eventos já programados ou que venham a ser programados para os dias 3 e 4 de dezembro e que apresentem acessibilidade para pessoas com deficiência. Mas atenção, as adesões encerram-se na primeira semana de outubro.

A PRIMEIRA VIRADA, NO ANO PASSADO

O objetivo da "Virada Inclusiva" é aumentar a visibilidade e a conscientização com relação à inclusão e participação das pessoas com deficiência, em todos os segmentos da sociedade, efetivando o seu exercício pleno como cidadãs, conforme previsto na "Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência". A sua primeira edição, em 2010, contou com uma série de shows, oficinas, apresentações, mostras teatrais, exposições, jogos, gincanas e demais manifestações de arte, cultura, esporte e lazer, em diversos lugares no Estado de São Paulo, envolvendo 21 municípios do Estado e 41 entidades públicas e privadas, que atuaram como parceiros fundamentais para o sucesso do evento.

Contou ainda com a participação voluntária de pessoas e grupos do mundo artístico e esportivo, de forma a garantir a mobilização necessária dos recursos imprescindíveis à realização do evento.

Todos que forem promover algum evento artístico, cultural ou de lazer, em dezembro de 2011, estão convidados a participar. A "Virada" só acontece com a adesão de todos. É preciso a união de esforços para mostrarmos a face inclusiva da cidade e do Estado de São Paulo. Participe da 2ª Virada Inclusiva!

Os interessados devem entrar em contato, pelo email viradainclusiva@sp.gov.br, e apresentar os seguintes dados:

1. Ação Pretendida (já agendada ou nova)
2. Nome / Instituição Responsável (Prefeitura ou entidade privada)
3. Local Escolhido (endereço e site, se possível)
4. Eventual Necessidade de Apoio (será verificada possibilidade de parceria com outras instituições participantes para obtenção de apoio)

2ª VIRADA INCLUSIVA
Contato: (11) 5212.3705.
E-mail: viradainclusiva@sp.gov.br

Fonte: Secretaria dos Direitos das Pessoas Físicas - São Paulo, 27/09/2011 - Imagem Internet

Ministério do Trabalho está orientando seus auditores fiscais à aceitarem a VISÃO MONOCULAR para fins de cumprimento da Lei de Cotas

O parecer é de 13 de setembro e sua circulação ocorreu em 21 de setembro

da Redação

A orientação é para todas as unidades do território nacional, através da divulgação do parecer em anexo, pela assessoria técnica do Departamento de Fiscalização do Trabalho, da Secretaria de Inspeção do Trabalho daquele Ministério.
O parecer conclui que "com base na Súmula STJ nº 377 e na Súmula AGU nº 45, além dos demais julgados proferidos pelos Tribunais pátrios, que os portadores de visão monocular devem ser considerados deficientes para fins de preenchimento da cota prevista no art. 93 da Lei nº 8.213, de 1991, independentemente da existência de lei estadual nesse sentido".

Fonte: Espaço Cidadania - 27/09/2011

Inacessibilidade no Rock In Rio: Por um mundo melhor ou pior para todos?

Caro leitor,
Tanto se fala em acessibilidade, mas na prática nada funciona! Se um evento como esse não foi capaz de oferecer o mínimo de acessibilidade, como será na Copa do Mundo de 2014? Por falar na Copa de 2014, e o projeto de acessibilidade no Rio, já foi iniciado?

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/09/2011

Tomei conhecimento por meio da querida Lu Jordão, editora do Blog Duas Moda e Arte, sobre o caso da advogada Deborah Prates, pessoa com deficiência visual, que teve grande dificuldade para assistir um dos shows do Rock in Rio.
Veja primeiro o relato de Lu Jordão e em seguida o de Deborah. Leia atentamente, por gentileza.

Dia 23/09, estava no escritório trabalhando (nas imediações do Rock in Rio) percebendo todo o clima de festa na cidade e preocupadíssima com meu deslocamento para casa… Isso! Não curto tumulto!

Meu celular toca e era minha querida amiga Deborah Prates, usuária de cão guia, pedindo-me auxílio em informações pouco ou nada claras para acessar o Rock in Rio! Vinha com a filha de 17 anos curtir o maior evento musical da cidade maravilhosa. Neste dia, teve a informação de que o seu táxi a deixaria bem distante do evento…

Pesquiso pra cá, site do evento, e-mail para a organização querendo saber se havia alguma orientação especial para que Deborah pudesse acessar o evento com tranqüilidade. Nenhuma resposta! No site, informações imprecisas… Conversei com Deborah por telefone que me afirmou: “Lu, vou no peito e na raça! Depois te relato como foi… Mas, um evento desse porte, certamente vai prezar por acessibilidade!”

Infelizmente Deborah comprovou o contrário – falta de acessibilidade, falta de respeito, de preparo, de conhecimento, de calor humano! Segue relato que me conquista pela ausência de rancor… Um relato cercado de bom humor de uma pessoa que vive intensamente, que é feliz e que “coloca a boca no trombone” por um mundo melhor! Recebi nesta manhã e decidi compartilhar com o maior número de pessoas possível!

Sabem o que mais me surpreendeu? Minha conversa de 37 minutos com Deborah me descrevendo como se divertiu no show, o que mais gostou, o melhor espetáculo do dia e sua realização por ter participado com a filha adolescente de seu primeiro Rock in Rio… Eu, de minha zona de conforto e longe da multidão, senti o evento através do relato de Deborah Prates… Eu vendo da TV e ela ao vivo… Trocamos impressões, opiniões, sentimentos sobre o evento.

Porém, entendo que não se pode deixar este desrespeito com o próximo passar desapercebido.
Sendo assim recorro a esta rede tão especial de amigos para apresentar o relato de Deborah Prates.
Caso achem viável, solicito que divulguem. Estarei publicando em meus dois blogs de moda! Será publicado também no blog da Deborah, com endereço ao final do texto.
Esse é um lado do Rock in Rio, que se não for através de nós, jamais será conhecido!!

POR UM MUNDO “PIOR” PARA TODOS!
Por Deborah Prates

Coração batendo a mil na manhã do dia 23/9, ainda mais com a previsão de tempo chuvoso no 1º dia do ROCK IN RIO. Uma honra curtir com minha filhota de 17 anos esse momento que, há tempos atrás, tinha experimentado. Como cega tratei logo de conferir a acessibilidade para que tudo continuasse encantador. Então, foi que tremi nas bases com o que percebi que iríamos enfrentar. O clima mudou para o de enduro. Com base na nossa legislação – ante a dificuldade/irregularidade do terreno – foi que tentamos com vários taxistas chegar ao portão do evento. Os guardas locais disseram NÃO em quaisquer hipóteses. Desumano, já que o terreno é totalmente irregular para qualquer deficiência. Fingem desconhecer os Organizadores a lição do filósofo Aristóteles que sugere sejam tratados os desiguais na medida de suas desigualdades. Até o 1º portão tivemos que andar 1,5 km. Sozinha não conseguiria. Pesquisamos no site e ficamos felizes com a existência de um portão especial. Remetia ao último portão do lado esquerdo extremo, tomando-se a entrada principal da Cidade do Rock. Como saber qual o último portão? Um cego jamais o encontraria! Ao encontrar o portão principal, perguntamos pelo especial. Claro que eu poderia entrar pelo principal, mas quis o meu! Nem os seguranças – com rádio – souberam informar. Diziam: “ACHO que fica lá na frente! Vocês vão andando que, certamente, é para lá”! Perguntei se havia alguém para caminhar com o deficiente até o local. Óbvio que não! O fluxo das pessoas terminou no principal, onde todos entraram. Daí por diante fomos na sorte. Loucura! Quase desistindo, um novo preposto disse ser “PASSANDO AQUELE VIADUTO”! Que alegria! Ao entregarmos os ingressos indagamos pelo banheiro mais próximo. Ouvimos: “NEM IMAGINO! ACHO QUE É ALI DEBAIXO DA RODA GIGANTE”! Minha filha foi quem avistou um químico. O local para lavar as mãos era fora e com um bom degrau. Naquela pia não havia rampa. Talvez em outras! Ainda com fôlego tentamos chegar ao local destinado aos CADEIRANTES, dando direito a um acompanhante. Absurdo! Será que os outros segmentos não tinham igual direito?
Como cega também quis achar esse paraíso! Mais de dez prepostos não souberam encontrar o setor. Até nos estandes perguntamos e as respostas pareciam combinadas: “VAMOS CHAMAR UM PROMOTOR DO EVENTO”. Desistíamos de esperar. E a festa rolava. Novamente tivemos que vestir a fantasia de “BOBOS DA CORTE”! Um BOMBEIRO informou que estava no evento desde a sua CONSTRUÇÃO e desconhecia esses locais. Aduziu que vários cadeirantes e deficientes já haviam lhe feito a mesma pergunta. Constrangido, disse que FISICAMENTE esses locais não existiam. MUITO GRAVE A INFORMAÇÃO! As toneladas de som ecoavam. A galera cantava! Para minimizar os acidentes geográficos do terreno, rampas revestidas com grama artificial foram feitas sem o menor critério de acessibilidade. Sim. De qualquer maneira! “EEE, VIDA DE GADO… POVO MARCADO. POVO FELIZ”! Algumas permitiam acesso aos cadeirantes, outras nem mesmo para os cegos com suas bengalas! Propaganda feia e enganosa dos DRS. Organizadores! Constatamos total falta de acessibilidade física, de informação/comunicação e atitudinal. Falso é o slogan: “POR UM MUNDO MELHOR PARA TODOS”. Ao invés de alardearem plantio de árvores, deveriam os organizadores REFLORESTAR OS PRÓPRIOS CÉREBROS! Dever-se-ia investir na “SUSTENTABILIDADE HUMANA”! Bem, no tom: “ME ENGANA QUE EU GOSTO”, mais consistente para o Planeta seria repetirmos o antônimo da proposta, qual seja: POR UM MUNDO “PIOR” PARA TODOS! QUERO MEU CÉREBRO VERDE!

Carinhosamente,

DEBORAH PRATES – (Advogada, usuária de cão guia, Delegada da CDPD/OAB/RJ)

No twitter: @deborah_jimmy
E-mail: deborahbprates@gmail.com
Blog: www.deborahpratesinclui.blogspot.com

*** REFLITAMOS SOBRE UM PENSAMENTO DE AUTOR DESCONHECIDO: “SOMOS TODOS ANJOS DE UMA ASA SÓ. PRECISAMOS NOS ABRAÇAR PARA PODER VOAR”!
Esboço da cidade do Rock: o projeto foi orçado em 40 milhões e será um local permanente para futuros eventos no Rio de Janeiro.
Esboço da cidade do Rock: o projeto foi orçado em 40 milhões e será um local permanente para futuros eventos no Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/09/inacessibilidade-no-rock-in-rio-por-um-mundo-melhor-ou-pior-para-todos.html