sábado, 15 de outubro de 2011

O que causa a gagueira?

 
A gagueira, com sua característica interrupção no fluxo verbal, é conhecida há séculos; os primeiros relatos datam provavelmente dos tempos bíblicos de Moisés, personagem descrito como lento de fala e pesado de língua e que exibia um comportamento de evitação constante (Êxodo 4, 10-13). A gagueira ocorre em todas as culturas e grupos étnicos (Andrews et al., 1983; Zimmermann et al., 1983), embora as taxas de prevalência possam diferir. Na medida em que muitos dos passos através dos quais produzimos linguagem ainda permanecem um mistério, distúrbios como a gagueira continuam sendo mal compreendidos. Contudo, abordagens genéticas e neurobiológicas estão nos fornecendo pistas importantes a respeito das causas do problema e de melhores tratamentos.
O que é a gagueira?
 
A gagueira é uma interrupção na fluência verbal caracterizada por repetições ou prolongamentos, audíveis ou não, de sons e sílabas (figura 1). Essas vacilações na fala não são prontamente controláveis e podem ser acompanhadas por outros movimentos e por emoções de natureza negativa, tais como medo, embaraço ou irritação (Wingate, 1964). Para ser mais exato, a gagueira é um sintoma, não uma doença; mas o termo gagueira normalmente é usado para se referir a ambos, desordem e sintoma.
A gagueira do desenvolvimento surge antes da puberdade, geralmente entre dois e cinco anos de idade, sem dano cerebral aparente ou outra causa conhecida (idiopática). É importante fazer a distinção entre esta gagueira do desenvolvimento persistente (PDS, acrônimo do inglês persistent developmental stuttering), que enfocamos aqui, e a gagueira adquirida. Esta última, também chamada de gagueira neurogênica, ocorre após um dano cerebral bem definido, ocasionado por um derrame, uma hemorragia intracerebral ou um traumatismo craniano. É um fenômeno raro que tem sido observado após lesões em uma grande variedade de áreas cerebrais (Grant et al., 1999; Ciabarra et al., 2000).

A apresentação clínica da gagueira do desenvolvimento difere daquela verificada na gagueira adquirida. Na primeira, a dificuldade é particularmente predominante no começo da palavra ou do sintagma, em palavras longas ou significativas ou em enunciados sintaticamente mais complexos (Karniol, 1995; Natke et al., 2002), e a ansiedade associada ao problema e os sintomas secundários são mais pronunciados (Ringo and Dietrich, 1995). Além disso, em tarefas de leitura repetida, a freqüência da gagueira tende a diminuir (adaptação) e a se manter nas mesmas sílabas (consistência). Entretanto, a distinção entre ambos os tipos de gagueira não é rigorosa. Em crianças com dano cerebral perinatal ou outro qualquer, a gagueira é mais freqüente do que em outras crianças da mesma idade, e ambos os tipos de gagueira podem se sobrepor (Andrews et al., 1983).

Quem é atingido?

A gagueira do desenvolvimento persistente (PDS) é um distúrbio muito freqüente; aproximadamente 1% da população sofre desta condição. Uma quantidade estimada em 3 milhões de pessoas, só nos EUA, e 55 milhões, em todo o mundo, possuem o problema. A taxa de prevalência é similar em todas as classes sociais. Em muitos casos, a gagueira prejudica severamente a capacidade de o indivíduo se comunicar, levando a conseqüências socioeconômicas devastadoras. Contudo, há também muitos gagos que, a despeito de seu distúrbio, tornam-se pessoas bem-sucedidas e até famosas. Por exemplo, Winston Churchill tinha de ensaiar todos os seus discursos públicos até a perfeição e ainda ensaiava respostas para possíveis perguntas e críticas, a fim de evitar a gagueira. Charles Darwin também gaguejava; curiosamente, seu avô, Erasmus Darwin, sofria do mesmo problema, reforçando a suspeita de que a gagueira se concentra em determinadas famílias e provavelmente possui uma base genética.

A incidência da PDS está em torno de 5%, e sua taxa de recuperação é de até 80%, resultando, portanto, em uma prevalência de 1% na população adulta. Como a taxa de recuperação é consideravelmente maior em meninas do que em meninos, a razão homem/mulher aumenta durante a infância e adolescência até alcançar a proporção de 3 ou 4 homens para cada mulher afetada na idade adulta. Não está claro até que ponto esta recuperação é espontânea ou induzida por terapias precoces de fala. Também não existe nenhum método confiável que nos permita prever se uma criança afetada irá melhorar (Yairi and Ambrose, 1999). A presença de diversos membros afetados na mesma família sugere a existência de um componente hereditário. A taxa de concordância é de cerca de 70% para gêmeos monozigóticos (Andrews et al., 1983; Felsenfeld et al., 2000), cerca de 30% para gêmeos dizigóticos (Andrews et al., 1983; Felsenfeld et al., 2000), e 18% para irmãos do mesmo sexo (Andrews et al., 1983). Dada a alta taxa de remissão, é bem possível que o conjunto de anormalidades observadas em adultos reflita na verdade um processo prejudicado de recuperação, ao invés de serem as causas primitivas do problema (Andrews et al., 1983).

Fonte: Instituto Brasileiro de Fluência (http://arivieiracet.blogspot.com/2011/10/o-que-causa-gagueira.html)

Tetraplégicos empreendedores criam centro de recuperação

Fernanda e Felipe, tetraplégicos abriram centro de reabilitaçao
Fernanda Fontenele sofreu um acidente de carro em 2003 que a deixou tetraplégica. Não podia mais mover nenhuma parte do corpo abaixo do pescoço. Diante da nova realidade, Fernanda frequentou centros de reabilitação, importantes para o entendimento e para a adaptação à sua condição. Mas isso não bastou, ela queria a recuperação e não encontrou nada especifico no Brasil. Em 2009, foi à Califórnia, nos Estados Unidos, se dedicar à recuperação em um local especializado.
Felipe Costa sofreu um acidente de carro em 2008 e também ficou tatraplégico. Também em busca de recuperação ficou três meses em uma clínica em Detroit, nos EUA. Mas ambos encontraram no programa Project Walk (Projeto Andar) o que entedem como o melhor que existe na recuperação de lesão na medula óssea.

Após tratamento Fernanda Fontenele, tetraplégica, há seis anos, já consegue ficar em pé

De volta ao Brasil, os dois resolveram que era hora de trazer o método utilizado no Project Walk para o País. “A idéia surgiu após um bate-papo com o fundador do método, Ted Dardzinski. Discutimos a importância de o Brasil ter um tratamento inovador e específico pros lesionados medulares. Ele disse que deveríamos abrir algo aqui”, conta Fernanda.

Assim, os dois foram atrás de todas as providências e perceberam que aquele era um sonho possível: “continuar nosso tratamento e poder também levar isso a tantos outros que precisam e querem se recuperar”. O método de Dardzinski visa, basicamente, estimular o corpo abaixo do nível da lesão na medula e como um todo. Consiste em trabalhar em posturas e em exercícios físicos intensivos, com repetições e constância no tratamento.

Atualmente, os dois são responsávies por um centro de recuperação de lesão medular chamado Acreditando e se sentem realizados profissionalmente. “Nos sentimentos muito realizados não apenas por podermos ‘pagar as contas’, mas por saber que estamos proporcionando recuperação e esperança por meio de um local especializado”, diz Fernanda.

Para ela, a maior satisfação que tem hoje em dia é em ver pessoas se recuperando, “pessoas que tiveram seus sonhos frustrados mas que hoje podem sonhar e lutar por aquilo que sempre quiseram”. Para fazer com que o sonho e o negócio desse certo, Fernanda e Felipe estabeleceram parcerias com universidades como a Pontifícia Universidade Católica (PUC) e com a Universidade de São Paulo, que realizam pesquisas sobre o método. “Com certeza isso nos tornará referência com o tempo”.

Os dois, no entanto, gostariam de poder tornar o tratamento público, algo ainda impossível. “Infelizmente, hoje o tratamento acaba limitando às pessoas que possuem uma certa condição financeira”. Fernanda e Felipe são exemplos de pessoas que conseguiram empreender tendo como estímulo a dificuldade da deficiência, a própria necessidade. E, apesar das adversidades, são profissionais respeitados no que diz respeito ao tratamento de tetraplégicos.

Fonte: Portal Terra (14/10/11) (http://www.deficienteciente.com.br/2011/10/tetraplegicos-empreendedores-criam-centro-de-recuperacao.html)

Com os quatro membros amputados, americano quer escalar o Kilimanjaro

Kyle Maynard, de 25 anos, perdeu braços e pernas por doença congênita.
Palestrante motivacional, ele também pratica jiu-jitsu e já lutou vale-tudo.


Um americano que, por uma doença congênita, teve braços e pernas amputados quando ainda era criança, tem planos ambiciosos mesmo para alpinistas experientes. Kyle Maynard, de 25 anos, pretende escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, que chega à altitude de 5.895 metros e é o pico mais alto do continente africano.




O jovem é o co-líder e porta-voz do projeto Missão Kilimanjaro, que reúne para o desafio civis e veteranos de guerra dos Estados Unidos, entre eles alguns deficientes físicos.
Maynard não vai usar qualquer tipo de prótese para ajudá-lo da escalada. No site do projeto, ele resume o motivo de encarar o desafio: "Vou escalar porque será a coisa mais difícil que eu já tentei fazer na vida. Vou escalar porque eu sou capaz."

Palestrante motivacional, o americano possui apenas parte das pernas, que terminam pouco antes dos joelhos, e parte dos braços, que vão até os cotovelos.



Maynard também é praticante de luta greco-romana e jiu-jitsu, e originou um documentário transmitido pela ESPN no ano passado sobre sua primeira luta de MMA (mixed martial arts), modalidade conhecida popularmente como vale-tudo. Ele escreveu um livro contando sua história, intitulado "No Excuses" ("Sem Desculpas"), que apareceu como best-seller na lista do jornal "The New York Times".

Crack e infância

Dentre as grandes violências que afetam a vida dos pequenos, pouca coisa pode superar o efeito devastador do crack. O Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Instituto Crack Nem Pensar acabam de publicar uma cartilha de orientações e esclarecimentos sobre o crack e seus efeitos.

Clique na imagem para conhecer a íntegra da cartilha e fazer download.

Há pelo menos quinze anos atrás, grupos de rap como Facção Central e Racionais MCs denunciavam o avanço do crack e a escalada da violência na periferia das grandes cidades. Abaixo, assita ao clipe da música emblemática dos Racionais MCs sobre o crack.

Demorou..



Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=21275

Infância, deficiência e violência

O livro foi produzido em 2004 para paises europeus, a realidade é mais-do-que-presente no Brasil de agora.

Faça download e leia na íntegra neste link.

O projecto Infância, Deficiência & Violência visa prevenir a violência em famílias de crianças com deficiências, especialmente quando estas são as vítimas.

A rede de organizações para pessoas com deficiência, que promoveram este projecto, reconhece o papel específico e responsabilidade que as asssociações locais e cooperativas sociais têm na detecção, descrição e prevenção deste fenómeno. Esta brochura foi produzida com o apoio da Comissão Europeia, no Âmbito do Programa Daphne.

A violência doméstica é um problema mundial que envolve todos os segmentos da população e que pode ser encontrado em todos os grupos sócio-económicos, religiosos, culturais e étnicos. É reconhecida como um problema social significativo e nos últimos anos tem sido dada uma grande atenção às vítimas de violência doméstica, em especial quando se trata de crianças. No entanto, pouco se sabe acerca da violência com crianças com deficiência. Os maus-tratos com crianças com deficiência podem ser considerados um tabu dentro dum tabu, provavelmente porque a associação entre deficiência e violência é emocionalmente difícil de gerir.

A violência nas famílias de crianças com deficiência é difícil de identificar e prevenir. Existem poucos dados epidemiológicos disponíveis, de forma a ser possível ter uma ideia clara da incidência dos maus-tratos domésticos que envolvem estas crianças. No entanto, a informação disponível indica um maior risco para certos grupos.

Mais do que os danos causados às vítimas, o problema dos maus-tratos tem implicações sociais importantes. A sociedade, como um todo, deve considerar-se responsável pela prevenção da violência a diferentes níveis, desde um nível individual e familiar até a um nível comunitário e institucional. Se isto é verdade para todas as crianças, é especialmente verdade para crianças com deficiência, que de um modo geral são mais vulneráveis. Para alcançar esta responsabilidade partilhada, o peso a natureza do problema têm que ser identificado, reconhecido e entendido.

O objectivo desta brochura é aumentar os níveis de consciência relativamente à importância da violência doméstica contra crianças com deficiência. O objectivo principal é informar correctamente o leitor da complexidade dos assuntos abordados, evitando rotular os familiares como criminosos. Vão ser apresentados conceitos importantes e alguma informação sobre violência com crianças com deficiência, sob a forma de definições, modelos explicativos e indicadores de violência. Finalmente, a brochura tem como intenção a promoção da prevenção, fornecendo linhas orientadoras para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Este brochura fornece exemplos concretos que ilustram os conceitos chave.

Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=21268

Vereadores de CPI aprovam acessos do Morumbi a pessoas com deficiência

A vistoria foi realizada na sexta-feira (07), antes do primeiro show do astro canadense Justin Bieber no Morumbi.

Bombardeado em várias frentes por causa do fracasso pela disputa da Copa do Mundo de 2014 e o aparecimento de novos estádios, o Morumbi recebe uma boa notícia. O estádio do São Paulo foi aprovado e elogiado em uma visita de vereadores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Acessibilidade da Câmara Municipal da capital.

A vistoria foi realizada na sexta-feira, antes do primeiro show do astro canadense Justin Bieber no Morumbi. Presidente da CPI, o vereador Gilberto Natalini (PV) justificou que a intenção principal foi analisar a acessibilidade e mobilidade do estádio para pessoas com deficiência física.

"Nesta CPI que estou presidindo, realizamos vistorias em vários locais, prédios públicos, prédios privados e isso inclui praças esportivas. Fomos um dia antes do show para ver as condições a deficientes físicos", explicou Gilberto Natalini, em contato telefônico.

Em termos gerais,o vereador paulistano ficou satisfeito com o que observou. "A gente viu que o estádio do São Paulo tem acessibilidade muito organizada aos deficientes, ala com banheiros, com rampas, espaço próprio, está bom", disse Gilberto Natalini.

No site oficial, o São Paulo informa que o setor de pessoas com deficiência do Morumbi apresenta uma área disponível de 470m², além de 108 lugares. No projeto de modernização, o estádio ainda prevê um novo local destinado a esse público.

Para o show dançante de Justin Bieber realizado no final de semana e a apresentação de Eric Clapton e sua guitarra nesta quarta-feira, os membros da CPI realizaram apenas uma observação aos responsáveis pela administração do Morumbi. "Pedimos o alargamento de rampas (em cerca de 40 centímetros) de acesso às áreas dos deficientes", comentou Gilberto Natalini.

O certificado de acessibilidade do Morumbi foi concedido pela Prefeitura em 2006. Portanto, Gilberto Natalini assegura que o local está adequado para a sua principal finalidade: "O Morumbi também se encontra dentro da lei nesta questão dos deficientes físicos para os jogos de futebol", avisou.

Segundo Gilberto Natalini, a visita dos integrantes da CPI da Acessibilidade da Câmara Municipal será frequente em praças esportivas. "Começamos com uma agenda no Anhembi, durante a realização da Fórmula Indy, e vamos a outros locais", prometeu o vereador, sem estipular as datas das futuras averiguações.

Fonte: Gazeta EsportivaSite externo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ausência

Caro leitores:

Estarei ausente das postagens de matérias por alguns dias, minha esposa foi submetida a uma cirurgia de hérnia de disco, a cirurgia correu tudo bem graças a DEUS, agora é dedicar a recuperação.

Abraço a todos.

Carlos A. Raugust