sábado, 22 de outubro de 2011

Curtindo o show do Jota Quest e testando a acessibilidade...

Adriana Lage comenta sobre o show de comemoração dos 15 anos de carreira do Jota Quest e sobre a acessibilidade na casa de shows.


Adriana Lage

Sempre fui fã do Jota Quest. Não poderia perder, por nada desse mundo, o show de comemoração dos 15 anos de carreira. Os ingressos logo se esgotaram e tive que pagar um cadinho mais caro, pois já estavam no terceiro lote. Não tenho dúvidas que foi um dindim muito bem empregado. Imaginava que o show seria longo, mas nunca pensei que os fãs seriam presenteados com quase três horas de músicas. Li no jornal que vários convidados participariam do show. Quase tive um ataque quando minha irmã comentou que o Dado e o Bonfá da Legião Urbana também estariam por lá. Foi um momento mágico. Quando começaram os primeiros acordes de Tempo Perdido, o público foi ao delírio. Já pensaram juntar, no mesmo palco, o Jota Quest (que dispensa comentários), Marcelo Falcão (sou apaixonada com aquele moreno!), Sideral, Play, Bauxita (nesse mês regredi com tudo! Em 15 dias, overdose dele pra relembrar meus tempos de tiete), Podé do Tianastácia, Dado e Bonfá? Simplesmente, maravilhoso! O show foi divino. Um dos melhores que já assisti na vida. Tudibão! Sou suspeita, pois amo a voz do Flausino. O único problema é que ele piora o meu mineirês, já que consegue falar mais ‘jeca’ do que eu.

Como já escrevi alguns textos reclamando sobre a acessibilidade em shows que freqüentei, não poderia deixar de comentar sobre esse show. No passado, briguei muito com a casa de shows, com direito a reclamações em jornal de grande circulação, contatos com a Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência e a ser convidada para assistir a um show gratuito para testar a acessibilidade no local. Já faz um tempo que a casa de shows modificou sua postura em relação aos clientes com deficiência. A mudança é visível, inclusive no site. Lá eles informam que a pessoa com deficiência tem direito a um acompanhante. Cansei de me estressar e brigar por causa disso. Atualmente, é só o deficiente chegar ao local que os seguranças indicam o lugar reservado e trazem uma cadeira, bem confortável, para o acompanhante.

Em relação à visibilidade, continuo insistindo que a localização é ruim. Por sorte, o Jota Quest utilizou também um mini palco enfrente ao principal. Com isso, a visão das pessoas com deficiência foi favorecida, já que o Flausino e seus convidados sempre chegavam perto do público. Não forcei tanto o meu pescoço como em shows anteriores. O local reservado para pessoas com deficiência, na casa de shows, fica na pista, no canto esquerdo do palco. Sempre percebo que, em grandes shows, a casa e a produção do evento não dimensionam esse espaço com carinho. Para terem uma idéia, no show da sexta feira, éramos cinco cadeirantes, uma cega, uma grávida, alguns idosos e os acompanhantes. Ficamos espremidos no cantinho. Seria interessante que isso fosse controlado durante a venda de ingressos. Por exemplo, em teatros, existem os locais específicos para cadeirantes. Na véspera da apresentação, a casa de espetáculos já possui uma idéia se existirão ou não cadeirantes. Com os recursos da informática, isso não seria nada complicado. Pode-se, por exemplo, simplesmente, colocar um campo tipo flag para controlar se é pessoa com deficiência ou não. Já assisti a um show do Zezé di Camargo e Luciano no qual as pessoas com deficiência eram mais de trinta e não coubemos no espaço que tinham reservado para nós. Com isso, à medida que íamos chegando, éramos empurrados para o outro canto do palco. O espaço era tão reduzido que, entre o palco e a minha cadeira de rodas, só cabia um segurança. Diga-se de passagem, a perna dele ficou encostada no pé da minha cadeira durante todo o show. Minha irmã comentou sobre esse problema comigo e me deu essa idéia. Que tal passarmos a inserir essa informação na venda dos ingressos? Estamos na era da valorização do cliente. Uma pessoa bem atendida retorna ao lugar e ainda faz propaganda para uns três amigos. Clientes insatisfeitos mudam de estabelecimento e ainda fazem propaganda negativa pra uns treze amigos. Seria muito mais agradável se as pessoas com deficiência chegassem ao local do show e encontrassem um ambiente legal e preparado para recebê-las com conforto e segurança. Por exemplo, quando fui a um show de tango, em Buenos Aires, informei com antecedência que sou cadeirante. Fiquei encantada quando cheguei ao lugar. A mesa já estava toda pronta, logo nas primeiras filas pra que tivesse uma visão bacana e sem a cadeira no local onde me sentaria. Fiquei muito feliz e me senti muito bem tratada. Em muitos casos, as pessoas ainda acham que estão fazendo favor de nos atenderem direito. Acabam se esquecendo que temos direito a essas pequenas coisas; tudo garantido pela nossa legislação.

Outro fato que me chamou atenção foi a falta de educação básica das pessoas. Logo no início do show, uma acompanhante se empolgou e ficou em pé na minha frente dançando. Fiquei sem graça de pedir licença. Felizmente, após umas cinco músicas, ela percebeu que estava na minha frente, me pediu desculpas e foi dançar em um local onde não atrapalha a visão de outras pessoas. Como muitos ingressos de pista eram com open bar, muitas pessoas chegaram ao final do show custando a andar de tão bêbadas. No Chevrollet, existem banheiros adaptados e distintos: temos banheiros masculinos e femininos, todos separados dos demais banheiros. Impressionante a quantidade de pessoas sem deficiência alguma que utilizaram os banheiros reservados, já que nesses não existiam filas. Isso é Brasil!
Quando cheguei à casa de shows, pretendia descer no estacionamento. Só que o trânsito estava parado e uma multidão estava na fila para entrar. Sai correndo de casa e nem pude me prevenir! Rsrs. Quando fui descer do táxi, o degrau era muito alto. Quando percebi, uma chuva de mãos me carregou: minha mãe, o taxista e o vendedor de pipoca. Não teve jeito: estava de vestido curto, sem meia calça ou shortinho. Por isso, sempre comento nos meus textos que a cadeirante deve andar sempre com uma lingerie bacana e com a depilação em dia. Nunca se sabe o que nos aguarda! Pra piorar a situação, meu sapato também voou. Na saída do show, pra variar, tive problemas para arrumar um táxi. Fiquei boba com a falta de educação das pessoas. Três e pouco da madrugada e o povo quase saindo na briga para ver quem chegaria primeiro ao táxi. Um rapaz de muletas estava na rua esperando o táxi. Se não fosse a ajuda de uma mulher, ele ficaria esperando por um bom tempo. Ela fingiu que pegaria o táxi. Assim que se sentou, o menino entrou com calma e ela desceu. Essa alma iluminada fez o mesmo pra mim. Só que, no meu caso, não conseguimos pegar logo o táxi, já que muitos possuem cilindro de gás no porta malas, dificultando a colocação da cadeira de rodas.

Com a participação ativa das pessoas com deficiência, as coisas vão caminhando bem aqui na Capital. No dia 11 de dezembro, na Praça da Estação, teremos um show com o Jota Quest, comemorando o aniversário de Belo Horizonte. Com certeza, deverá ser mais um espetáculo grandioso. Ainda não tive coragem nem companhia para encarar um evento na Praça da Estação. Mas, pelo o que li nos jornais, o local reservado para pessoas com deficiência é legal e bem seguro! O show de comemoração de 15 anos de carreira do Jota Quest está ótimo. Eu recomendo!

Fonte: Rede SACI - Belo Horizonte-BH, 21/10/2011

Nota de esclarecimento da Gol Linhas Aéreas

A nota é resposta à denúncia divulgada em matéria do Correio do Brasil.

São Paulo, 20 de outubro de 2011 – A GOL informa que o transporte de passageiros com necessidades especiais é autorizado pelo departamento médico da companhia, mediante preenchimento da MEDIF pelo médico do cliente. Este documento é analisado pelo departamento médico da empresa, que, após avaliação técnica, autoriza ou não o embarque.

A GOL ressalta que preocupa-se com a integridade seus clientes com necessidades especiais, procurando sempre eliminar barreiras que possam inferir e comprometer o atendimento a eles dispensando. A empresa esclarece que as exigências, às vezes necessárias, ao embarque visam a total segurança no transporte aéreo desses passageiros – item prioritário da política de gestão da companhia –, e seguem a legislação vigente e práticas comuns a todo o setor.

Atenciosamente,
GOL Linhas Aéreas Inteligentes

Fonte: S2PUBLICON - 21/10/2011

Companhia aérea deverá providenciar embarque de criança com deficiência

O Juiz Rudolf Carlos Reitz, da 2ª Vara Criminal e Juizado da infância e Juventude de Bento Gonçalves, concedeu hoje (20/10) liminar determinando que a companhia aérea GOL providencie o embarque de criança com deficiência. A família adquiriu pacote de viagem para Porto Seguro, na Bahia, adquirindo também passagem para a autora.

A criança, representada por seu pai, ajuizou ação porque a empresa aérea negou, por e-mail, o embarque em viagem agendada para o próximo sábado. A GOL alegou que somente autorizaria o embarque se a criança fosse transportada em maca, pois pela idade não poderia ser transportada no colo em pousos e decolagens. A menina apresenta paralisia cerebral decorrente de acidente de trânsito.

A decisão impõe que companhia embarque a menina, de três anos de idade, adotando as medidas funcionais e operacionais para o acesso e transporte da autora, incluindo conexões, no assento adquirido, com segurança e conforto. O descumprimento acarretará multa de R$ 300 mil, além de consequências civis, administrativas e penais.

Decisão

O magistrado que a recusa da empresa consiste em flagrante violação aos preceitos da Constituição Federal, Estatuto da Criança do Adolescente, de preceitos legais que asseguram o direito à acessibilidade a pessoas com deficiência e da própria regulamentação administrativa editada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Além disso, o Juiz refutou a alegação de que a criança não poderia ser conduzida no colo em pousos e decolagens, pois os adquiriram assento específico para a filha.

Assim agindo, a requerida pretende forçar o transporte em maca, o que resultaria em tratamento discriminatório em relação aos demais usuários, e por decorrência atentatório à dignidade da autora, criança com necessidades especiais. E concluiu: Não bastassem as dificuldades que a vida lhe impôs, apresentando atualmente paralisia cerebral decorrente de sequela de hipoxia cerebral, originada de acidente de trânsito, a autora, criança, com tão tenra idade, na aurora de sua existência, precisa lutar para ver respeitados seus direitos fundamentais, contra a discriminação promovida pela companhia aérea.

Proc. 51100004969 (Bento Gonçalves)

Fonte: Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Situação da fome no mundo é alarmante e dramática, diz FAO

Por Renata Giraldi
da Agência Brasil

Representantes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiram nesta terça-feira (18) a comunidade internacional sobre a situação da fome no mundo, considerada por eles alarmante e dramática. Para os especialistas, a situação se agrava com o crescimento da população mundial e a elevação constante dos preços dos alimentos. A região que mais sofre no mundo é a conhecida como Chifre da África, onde está a Somália.

“Uma em cada sete pessoas no mundo vai para a cama com fome, na maioria mulheres e crianças”, disse a diretora da representação do PAM em Genebra (Suíça), Lauren Landis, no seminário intitulado Lutar Juntos Contra a Fome. “A fome mata anualmente mais pessoas do que os vírus que transmitem a aids, a malária e a tuberculose”, acrescentou.

No período de 2005 a 2008, os preços dos alimentos atingiram o nível mais elevado dos últimos 30 anos. Os alimentos mais afetados são o milho e o arroz. “A situação assumiu proporções dramáticas a partir de 2008, quando os preços alcançaram um pico histórico e quase duplicaram em um período de três a quatro anos”, disse o diretor da FAO em Genebra, Abdessalam Ould Ahmed.

Ahmed acrescentou ainda que a situação atual é “mais dramática” porque o aumento dos preços dos alimentos ocorre no mesmo momento do agravamento da crise econômica internacional.

Para ele, a elevação dos preços é uma consequência, entre outros fatores, do aumento substancial da população mundial. “Cada ano existem no mundo mais 80 milhões de bocas para alimentar”, disse Ahmed.

Fonte: Agência Brasil (http://www.inclusive.org.br/?p=21342)

“Nossa legislação está defasada”, diz Presidente do CONADE

Foto: Agência Senado
Está previsto para ser lançado, ainda este ano, o plano nacional de ações voltado para pessoas com deficiências. Gestado pela Casa Civil, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e mais 13 ministérios, o plano já foi aprovado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), mas no momento passa por alguns ajustes;
A previsão de lançamento era setembro, mas a data foi adiada e a perspectiva é para novembro ou dezembro deste ano. No dia 19 de agosto, a ministra Gleisi Hoffmann havia informado, durante reunião no CONADE, que o programa seria baseado em quatro pilares: acesso à educação e trabalho, prevenção e tratamento; inclusão e promoção social; e acessibilidade física e tecnológica.

De acordo com informações da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos, algumas propostas, no entanto, estão sendo reavaliadas, e inclusive o nome oficial do plano nacional ainda não foi definido, o que tem gerado o atraso. O programa deverá contar com orçamento de R$ 11 bilhões.

Uma das questões centrais das discussões atuais se refere ao arcabouço legal para as pessoas com deficiência, que precisa, com urgência, de uma atualização para se adequar ao novo paradigma conceitual adotado há três anos no país. O grande marco legal é a Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificado, no Brasil, em 2008.

O documento, que tem força de norma constitucional, define deficiência a partir de uma abordagem funcional, levando em conta elementos externos e sociais, diferente da definição estritamente clínica presente no Decreto 3298, de 1999. O problema é que as leis e políticas existentes hoje ainda estão fundamentadas na antiga definição.

“Nossa legislação está defasada. Temos que pensar, agora, em avaliar uma pessoa, se ela é deficiente ou não, a partir do aspecto multidisciplinar, para se avaliar o contexto da pessoa diante da sociedade”, explica Moisés Bauer, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o CONADE, em entrevista ao Brasilianas.org.

Deficiente visual, Bauer também preside a Organização Nacional de Cegos do Brasil. “Eu só sou deficiente visual, porque a sociedade não está preparada para me dar, por exemplo, livros acessíveis; porque a cidade não está com as ruas e os sinais adaptados para que eu possa andar sozinho. Se a sociedade estivesse preparada com os equipamentos, e com os serviços adequados, para atender a todos, eu não sou deficiente, pois passo a fazer o que todos fazem”.

Confira os melhores momentos da entrevista.

Brasilianas.org – Quais são, hoje, os programas nacionais voltados para as pessoas com deficiência?

Moisés Bauer – O governo dispõe de dois programas voltados para a pessoa com deficiência: o Programa Nacional de Acessibilidade (PNA) e o Programa de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O primeiro tinha muita dificuldade de execução até o ano passado. Para 2010, foram destinados R$ 20 milhões, porém não foram executados nem R$ 4 milhões. São recursos destinados para infraestrutura urbanística nas cidades. O Programa de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência também tem, segundo informações do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade*), recursos que não foram executados, por exemplo, na área de estruturação de conselhos de direito. Foram destinados no ano passado, apenas R$ 500 mil para a estruturação de conselhos, e foram executados apenas R$ 200 mil.

* Criado em 1999, o conselho é ligado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e é composto por 19 representantes do governo e outros 19, da sociedade civil. O principal objetivo é avaliar e articular políticas destinadas às pessoas com deficiência.

Como é feito o repasse dos recursos entre os entes federados?

A execução dos dois programa existentes pode ser tanto de União para Estados e municípios, quanto de União para instituições privadas. Principalmente o PNA é mais voltado para a esfera governamental, com repasses entre os entes federados. Mas o de promoção dos Direitos é feito, em parte, entre convênios com instituições privadas, como a AACD e a APAE.

Qual o Marco Legal atual?

O grande Marco Legal para as políticas para deficientes é a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), que no Brasil foi ratificada, em 2008, de forma nacional e amplificada, e, portanto, tem força de norma constitucional, ou seja, é como se passasse a integrar nossa Constituição. Antes, em 2006, o Brasil assinou o Tratado Internacional, para então ser ratificado, depois de tramitar no Congresso Nacional e ser aprovado por uma maioria de mais de três quintos dos congressistas.

Como era antes?

Antes nós tínhamos a Constituição de 1988, que já tem algumas regras definidas sobre deficiência, e a legislação ordinária bastante esparsa. Uma primeira lei, de 1989, que é a lei nº 7853/89, que define diretrizes para as políticas públicas das pessoas com deficiência. Mas os direitos das pessoas com deficiências não estão apenas nessa lei. Eles aparecem, depois, por exemplo, na lei nº 8213, de 1991, que é uma lei previdenciária que fala, por exemplo, da cota para o mercado de trabalho. Depois, em cada área, como Saúde, se inseriram normas específicas para as pessoas com deficiência. São várias leis esparsas.

Explique qual o problema enfrentado hoje, a respeito da nova concepção de deficiência, e a razão da defasagem na legislação.

Nós temos, com as leis que surgiram na década de 1990, muitos direitos assegurados em decretos. Há dois, em especial, que regulamentam a Lei Ordinária, que detalham bastante o direito da pessoa com deficiência. É o Decreto 3298, de 1999, que regulamenta a lei nº 7853, e o Decreto 5296, de 2004, conhecido como o Decreto da Acessibilidade e que regulamenta as leis nº 10048 e nº 10098, ambas de 2000. São duas leis importantes para pessoas com deficiência, que falam de atendimento prioritário e acessibilidade nos transportes coletivos, vias públicas, nos sites, nos meios de comunicação, estádios de futebol, casas de teatros etc.

Em termos de legislação, como há esse novo conceito, precisa-se de alterações nas leis, pois a legislação está inadequada pela convenção de 2008. A nossa legislação está defasada. Nós temos que pensar, agora, em avaliar uma pessoa, se ela é deficiente ou não, a partir de um aspecto multidisciplinar, para se avaliar o contexto da pessoa diante à sociedade onde ela vive.

Eu, cego, aqui em Porto Alegre, onde vivo, tendo um sistema por voz no computador, podendo transitar por ruas acessíveis, com sinais sonoros etc., para o que traz a convenção de 2008, eu sou menos deficiente do que uma pessoa cega que está numa cidade pequena do interior, que não tem acesso a essas tecnologias e a um espaço público acessível. Ainda está se estudando isso, e como irá se conceituar esse novo paradigma, para, assim, sabe-ser como irá se normatizar. Há pesquisadores estudando isso na UFRJ e em São Paulo, para saber como aplicar uma metodologia para diagnosticar a deficiência nesse paradigma da funcionalidade.

De que maneira o conceito de inclusão, na educação, também passa a ser questionado, envolvendo discussões sobre escola regular e escola especial?

A convenção de 2008 fala que a educação das pessoas com qualquer deficiência deve ser inclusiva. Porém, nós cegos temos uma dificuldade, hoje, com o Ministério da Educação (MEC), e posso dizer que essa dificuldade é também enfrentada pelos surdos e também por algumas representações de pessoas com deficiência intelectual. Entendemos que a educação inclusiva pode se dar com muita tranqüilidade também no modelo de escola especial. O MEC não necessariamente tem que fazer uma agressão às escolas especiais, fechando essas escolas, para que todas as crianças ou alunos com deficiência estejam nas escolas regulares.

No Brasil, de acordo com números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), temos aproximadamente 400 mil crianças com deficiência, na linha da extrema pobreza, que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é uma ajuda de custo, dada pelo governo, para pessoas com deficiência pobres, cuja renda familiar não seja igual ou maior do que um quarto de salário mínimo dividido por pessoa. Ou seja, extrema pobreza.

O governo federal fez um projeto muito interessante e elogiado, que se chama BPC Escola, para verificar se aquelas crianças, que recebem o benefício pelo MDS, estão matriculadas nas escolas comuns, para o MEC saber. Porque existe o Censo Escolar do MEC, e toda escola que tem uma criança com deficiência avisa o MEC. Aí foram cruzados os dados das 400 mil crianças do BPC com o nome das crianças com deficiência que constam no censo. Foi verificado que 200 mil crianças estão na escola, independente de ser regular ou especial – e estamos falando apenas da extrema pobreza; há muita criança com condição melhor e que não está na escola. Em 2009, cerca de 10 mil crianças cegas estavam matriculadas. Dessas 10 mil, 5 mil estavam em escola especial, e a outra metade, em escola regular.

O problema é, então, o acesso à escola, independentemente de ser especial ou não?

Nós temos metade das crianças em escola, seja regular, seja especial. E a outra metade fora da escola, nem regular, nem especial. O MEC está fazendo uma política que, de alguma forma, prejudica as escolas especiais, colocando-as como uma atividade complementar, para que as crianças que estavam nas escolas especiais estejam nas escolas regulares. É preciso se preocupar mais em colocar as crianças que não estão em escolas alguma dentro da educação.

A questão é saber se as escolas regulares estão preparadas para os alunos com deficiência, tanto em termos tecnológicos, quanto em termos metodológicos. Para uma educação inclusiva de qualidade, é necessário investimentos em recursos humanos, capacitação de profissionais para lidar com esse tipo de aluno, como formação de psicopedagogos. E esse investimento a gente não percebe. Fora que a maioria das escolas regulares não é acessível.

Qual sua opinião sobre a Sala Multifuncional, do MEC?

A Sala Multifuncional, que é o grande carro chefe do MEC, tem um equivoco pedagógico, em minha opinião. Porque se pensa em ter, no mesmo ambiente, um aluno com deficiência visual, que exige muito da concentração auditiva; e um aluno com deficiência auditiva, que se comunica por gestos e, muitas vezes, emite ruídos bastante estridentes que atrapalham o aluno cego. Falta entender as necessidades de cada deficiência.

Fonte: Ad Vivo

Pesquisa: 84% das pessoas com deficiência ocupam cargos operacionais

As profissões predominantes são assistente administrativo e telefonista. Pesquisa foi realizada pela i.Social, com 800 pessoas.

Uma pesquisa realizada pela empresa especializada em inclusão de pessoas com deficiência i.Social, com 800 pessoas, mostrou que 84% destes profissionais ocupam posições operacionais. As profissões predominantes são assistente administrativo e telefonista. "São cargos de entrada, pouco atrativos, com baixo grau de responsabilidade e tomada de decisão", aponta o diretor da i.Social, Danilo Al Makul.

De acordo com Makul, este é um dos principais problemas da política pública de inclusão das pessoas com deficiência. Ao atentar demais para os números, as condições profissionais ficam em segundo plano. Para o especialista, o debate sobre a qualidade da inclusão ainda é muito tímido e este é um dos principais fatores que impedem um crescimento mais vigoroso do mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

"Frequentemente ouvimos relatos de pessoas com deficiência qualificadas que não conseguem encontrar oportunidades compatíveis com o seu perfil, bem como pessoas que dizem não possuir possibilidades de crescer e prosperar dentro das organizações", aponta. A afirmação de muitas empresas de que não há mão de obra qualificada para as vagas disponíveis também ganha outra perspectiva diante dos resultados da pesquisa do i.Social.

O público pesquisado apresenta um grau de qualificação considerado elevado. A maior parcela das pessoas (35,4%) declarou que possui ensino médio completo. Porém 61,5% possuem grau de qualificação a partir de ensino superior incompleto chegando até pós-graduação concluída. Apenas 3,2% declararam possuir ensino fundamental incompleto ou completo. "Os dados deste gráfico auxiliam na derrubada de um dos maiores mitos difundido por aqueles que trabalham na contramão da inclusão: as pessoas com deficiência não são qualificadas", aponta Makul.

Para ele, grande parte da população com deficiência é pouco qualificada, assim como a grande parte da população brasileira. Entretanto, a afirmação anterior generaliza o grupo de pessoas com deficiência, incluindo-os em uma única categoria, a dos não qualificados.

Fonte: InvertiaSite externo.

Pais abandonan bêbe com síndrome de Down em maternidade do Rio.

Criança está internada na UTI neonatal com problemas cardíacos.

Um bebê recém-nascido foi abandonado pelos pais logo depois do parto, em uma clínica particular na zona sul do Rio. A criança nasceu com síndrome de da Down.

Uma semana depois do parto, a criança está internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) neonatal, com problemas cardíacos. No hospital, o bebê é o xodó dos médicos.

O abandono da criança foi parar na Justiça, que pode encaminhá-la para adoção. Os pais, de classe média alta, podem ser processados e condenados a até três anos de prisão.

Assista o vídeo.

Fonte: R7 (17/10/11)
(http://www.deficienteciente.com.br/2011/10/pais-abandonam-bebe-com-sindrome-de-down-em-maternidade-do-rio.html)

Site de relacionamento para pessoas com Deficiência é lançado.

Em virtude do crescimento na demanda por sites de relacionamentos segmentados, o Brasil ganha o www.NamoroDeficiente.com, primeiro portal destinado aos deficientes. Pelo menos 15% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, seja ela congênita ou adquirida, segundo o IBGE.

Mesmo com as mudanças na legislação no Brasil, que possui 190 milhões de habitantes, ainda há inúmeras limitações para transformar esse público de 25 milhões, em cidadãos com espaços iguais na sociedade. Para incentivar essa transformação na cultura nacional, uma nova ferramenta passa a ser utilizada de forma segmentada, a rede social.

Redes sociais

Estudiosos afirmam que, muitas vezes, nas redes sociais generalizadas, esse público era ignorado sempre que revelava alguma deficiência, o novo portal chega para concretizar o direito de encontrar um companheiro através da internet e de forma segura.

De acordo com a assessoria de imprensa, o portal possui diversos benefícios aos portadores de deficiências?*. Permite que os usuários compartilhem experiências, opiniões, se relacionem afetivamente e principalmente, façam amizades. A socialização inclui a troca de fotos, vídeos, músicas e ainda um blog, em que podem expressar as ideias.

No ar há menos de um mês, o site registrou um aumento de 34% nos cadastros diários, incluindo pessoas do exterior, como de Portugal, Angola e Moçambique. Nos perfis se destacam pessoas com idades entre 23 e 53 anos, também é grande a presença de usuários sem deficiência que dispensam possíveis preconceitos e se cadastram por ter interesse em se relacionar com esse público.

Quinto país com maior número de acesso à internet no mundo, o Brasil explora o acesso à informação para difundir os direitos perante a lei. Especialistas afirmam que com a conscientização das pessoas, a sociedade passa por um processo de amadurecimento.

Fonte: http://www.midiamax.com/

Esportistas com deficiência podem participar do Bolsa Atleta

Os esportistas com deficiência física também estão contemplados na política de incentivo a atletas de alto rendimento do governo federal, que tem inscrições abertas até 26 de novembro. Criado em 2005, o programa Bolsa Atleta foi alterado pela lei 12.395, sancionada em março pela presidente Dilma Rousseff.

Agora, conta com a categoria Atleta de Base, que coloca o foco nas práticas esportivas de alto rendimento, ou seja, aquelas que compõe o programa dos jogos Olímpicos e Paraolímpicos. A alteração também faz com que atletas que tenham patrocínio possam receber a bolsa.

A lei ainda elevou o valor pago pelo programa e criou outra categoria de bolsa: o Atleta Pódio, para beneficiar os atletas de modalidades individuais olímpicas e paraolímpicas, e os programas Cidade Esportiva e Rede Nacional de Treinamento, mas estes ainda passarão por regulamentação.

As inscrições devem ser feitas pelo site do Ministério até o dia 26 de novembro, no endereço www.esporte.gov.br/snear/bolsaAtleta/. Para conceder a bolsa, o Ministério do Esporte exige, agora, maior participação das entidades nacionais de administração do desporto - as confederações - na indicação dos eventos esportivos que confirmem o desempenho dos atletas, assim como no controle de dopagem.
 

VOCÊ PODE.

 "Homem sem braços que toca violão e guitarra"




Se você acha que tem problemas... dificuldades... que sua vida poderia ser melhor.. ou se suas limitações já te dominam vejam esse vídeo e não esqueça por mais difícil que você acha que seja... *VOCÊ PODE!* DEUS NOS ABENÇOE!





Super-Humanos: com perna biônica.

Super-Humanos: com perna biônica, Amy Palmiero corre mais de 200km .
 
Mesmo amputada, americana adaptou seu corpo incrivelmente à prótese e hoje disputa e ganha corridas de longas distâncias contra atletas sem deficiência O sul-africano Oscar Pistorius chamou a atenção do mundo ao ganhar nos tribunais o direito de participar do último Mundial de Atletismo, na Coreia do Sul. Conhecido como Blade Runner, Pistorius é biamputado e corre com duas lâminas no lugar das pernas. O caso dele iniciou uma discussão no esporte e fez surgir novos casos. O quarto episódio da série Super-Humanos, do Esporte Espetacular, apresenta Amy Palmiero-Winters, uma americana de 39 anos que disputa corridas de longa distância, muitas delas com mais de 200km. Incrivelmente, ela conseguiu adaptar perfeitamente a prótese que usa ao seu corpo e hoje dá muito trabalho aos atletas sem deficiência.

Amy sempre gostou de correr e, em 1994, quando voltava de um treino, sofreu um acidente. A pequena moto em que estava foi atingida por um carro desgovernado e sua perna esquerda foi esmagada. Os médicos tentaram de tudo, mas depois de três anos de tratamento e 27 cirurgias, ela aceitou a amputação da perna logo abaixo do joelho. Divorciada e com dois filhos para cuidar sozinha, Amy tinha que lidar com a deficiência, mesmo assim, não desistiu da corrida.
- Eu tinha que ter uma prótese que me deixasse alcançar os objetivos que eu estabelecia para mim. E eu precisava de alguém que tivesse a tecnologia e a criatividade de me ajudar a alcançá-los - lembrou Amy.



Amy Palmiero pronta para correr
(Foto: Divulgação)
A Americana começou então a pesquisar tudo sobre próteses para corrida e acabou descobrindo o que seria sua salvação. Além de encontrar a solução para a sua deficiência na fábrica Step Ahead (Um passo a frente, em português), ela ainda conseguiu um emprego. Hoje, ela trabalha vendendo próteses e é a melhor garota-propaganda da empresa. Se algum cliente duvidar dos equipamentos, ela mesma pode colocar e mostrar a eficiência do produto.

- A primeira coisa que me perguntaram quando entrei aqui foi: quais são seus objetivos? O que você quer fazer? Eu disse: quero correr 100 milhas. Eles olharam para mim como se eu fosse uma louca.
O presidente da empresa, Eric Schaffer, ainda recorda bem do encontro de 1997. E ele realmente achava que aquela mulher não batia bem da cabeça.
- Eu pensei: nossa, essa maluca não faz ideia do que está pedindo. Demorei anos para conseguir montar uma prótese para alguém correr provas mais simples, de 5km ou 10km, e eu já achava o máximo. E de repente ela pedia algo incrivelmente maior. Não havia em nenhum lugar no mundo uma prótese construída para alguém correr 200km. A maioria dos amputados do mundo quer apenas ter conforto e fazer coisas normais do dia a dia. Aí pensei bem, e vi que ter a oportunidade de construir uma prótese para uma corrida de 200km era algo que seria marcante em minha carreira - contou.
Eu não perdi minha vida, só perdi a minha pernaAmy Palmiero-Winters

E essa parceria deu resultados surpreendentes. No ano passado, Amy correu uma prova de 24 horas, percorreu 210km sem parar e era a única amputada na disputa. Foi aí que ela conseguiu um feito inédito: ganhou vaga na seleção americana de corrida de rua - no time para atletas sem deficiência.
- Nós estamos vendo algo que está muito à frente do nosso tempo. Nenhum amputado jamais competiu no mesmo nível de pessoas normais em torneios nacionais aqui nos EUA, e muito menos em competições internacionais. É uma façanha incrível, difícil até de traduzir em palavras - disse Eric Schaffer.
- O que mais impressiona nessa atleta é como ela integrou muito bem essa prótese, esse elemento externo, ao próprio corpo. É quase imperceptível. Se você não puder ver a prótese, você não consegue distinguir qual lado dela é afetado ou não. De tão bem que está integrado. De tão bem que está coordenado a ação dessa prótese com o joelho natural, com o quadril natural, com todo o corpo dela - disse Marcos Duarte, físico e doutor em biomecânica da USP.
Mas o caminho até aí não foi nada fácil. No início, o trabalho era pesado e complexo. Testes na esteira para começar. Mais tarde, distâncias maiores, como os 42km da maratona. Amy foi melhorando a cada dia, até fazer, com a prótese, uma marca melhor do que tinha quando ainda não era amputada.
- Eu liguei então para o diretor da prova de 100km, disse que usava uma prótese e avisei que queria correr. Ele disse: de jeito nenhum, não há a menor condição. Ninguém nunca fez isso aqui. Aí percebi que era exatamente aquilo que eu queria fazer. E fui. Cruzei a linha de chegada em último, bem próximo do tempo limite estabelecido pela organização. Mas havia encontrado minha paixão na vida - revelou Amy.
O problema era que o caminho para integrar perfeitamente a prótese ao corpo não seria nada fácil. Amy Palmiero sentia muita dor, principalmente quando encarava terrenos acidentados. Além disso, a prótese não absorve o impacto no chão como uma perna normal. Apesar de todas as adversidades, a americana seguia melhorando seu desempenho e já incomodava outros competidores.
Tecnologia x Esporte
Foi aí que surgiu a polêmica, a mesma que Oscar Pistorius enfrentou: será que a prótese, por ser mais leve que a perna natural, não dava uma certa vantagem como atleta, por carregar menos peso? Será que Amy estava sendo turbinada pela tecnologia? Os cientistas entraram na discussão para colocar um ponto final no debate: o corpo humano ainda desempenha melhor a função.
- Mesmo com essa superprótese, ela tem um desempenho duas vezes e meia menor do que se ela tivesse um tornozelo íntegro, um pé de verdade. Então de forma alguma essa prótese está ajudando ela nesse desempenho - disse Marcos Duarte.
Portanto, agora a Ciência tenta entender como, mesmo em desvantagem, Amy Palmiero consegue resultados tão incríveis e vitórias sobre pessoas sem deficiência. O primeiro fator é que ela treina muito. Mesmo no trabalho, sempre que há um intervalo, Amy corre na esteira. No fim do dia, passeia com os filhos Carlsen e Magdy e aproveita para correr mais um pouco, chegando a percorrer 60km em apenas um dia de treinamento. E o mais importante, Amy transformou todo o seu corpo, do cérebro aos pés, para se adaptar às próteses. Com isso, virou uma máquina de correr. Uma mulher biônica. E o segredo parece estar no quadril:

- Você tem que ter outras estruturas para compensar. Uma das estruturas mais comprometidas em amputados que usam prótese é o quadril. Porque você vai transmitindo esses impactos do chão e, como não tem joelho e tornozelo, acaba usando muito o quadril. Então toda a musculatura que envolve o quadril, glúteo, etc., está desempenhando um papel especial, para compensar essa deficiência que ela tem lá em baixo no tornozelo - constatou Marcos Duarte.
Enquanto isso, a americana é viagiada de perto pelos cientistas. Se eles conseguirem desvendar como essa mulher transformou o corpo para receber a prótese, muita gente que passou pelo mesmo trauma que ela pode ser beneficiada.





Paraplégico cria primeira quadra acessível de São Paulo.

ÓTIMA INICIATIVA!

Projeto da primeira Praça Paradesportiva do Estado de São Paulo
Depois de ter contraído paralisia infantil com apenas um ano de idade, Fabio Manfrinato se tornou paraplégico e cadeirante. Mas esse nunca foi um problema para ele, muito pelo contrário. Pentacampeão mundial de luta de braço e consultor em acessibilidade em obras, Manfrinato criou o projeto da primeira Praça Paradesportiva do Estado de São Paulo, em Bauru, município do interior de São Paulo, onde reside.

Quando foi por quatro meses vereador na cidade, em 2009, ele teve a oportunidade de divulgar a idéia da praça com total acessibilidade para pessoas com deficiência. Foi neste período que conheceu os arquitetos Emerson Crivelli e Priscila Cucci, que prontamente se ofereceram para ajudar com a realização e doação do projeto arquitetônico.

Com o projeto no papel, Manfrinato o protocolou na Câmara e foi em busca do apoio da prefeitura, que abraçou o projeto. Com o desenho em mãos, ele foi então em busca da secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra Linamara Rizzo Battistella. “Entreguei em mãos o projeto da Praça Paradesportiva”, explica.

Assim, este ano, Manfrinato – hoje consultor em acessibilidade da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano Rural de Bauru (Emdurb) – realizou seu sonho. A praça foi inaugurada em setembro.

Construído em uma área de 3.547 metros quadrados, o espaço é acessível e adequado para a prática de esportes por pessoas com deficiência. Ele conta com uma quadra paradesportiva para basquetebol, futsal e voleibol, além de outra para futsal e tênis, ambas com piso sintético e pintura em poliuretano, cobertas e iluminadas. O local também conta com área coberta para lazer, dois vestiários, campo de futebol society, playground com tanque de areia e pista de caminhada cimentada.

Fonte: Portal Terra – Texto de Marina Pita (19/10/11)

Abrale: Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pessoas com deficiência e desafios pessoais, na TV justiça

Pesquisa revela a impossibilidade de muitas pessoas com deficiência votarem por conta da falta de acessibilidade aos locais de votação.

da Redação

O simples acesso à urna de votação nas eleições é um grande desafio, por exemplo, para pessoas com certas deficiências. Uma pesquisa realizada por uma ONG da cidade de São Paulo apontou a impossibilidade de muitas pessoas com deficiência votarem por conta da falta de acessibilidade aos locais de votação, mesmo com as orientações de atendimento especial.

Quando isso acontece, o que fazer? O acesso a direitos básicos como educação, saúde, habitação, transporte, trabalho e lazer, garantidos pela Constituição Federal de 1988, representa ainda uma batalha complexa para muitos brasileiros. Especificamente para quase 25 milhões de brasileiros, essa conquista esbarra em muitos desafios. Estamos falando das pessoas com deficiência, que diariamente enfrentam as inúmeras limitações, especialmente quando se trata de acessibilidade. Apesar do avanço registrado no Brasil no que diz respeito a questão da acessibilidade, ainda falta muito a ser feito em relação a planejamento urbano, transporte público, espaços públicos e edificações em geral. Se tais medidas fossem colocadas em prática, poderiam garantir à essas pessoas mobilidade segura e efetiva participação na vida em comunidade.

Para debater estas questões, o programa entrevistou a diretora de Políticas Temáticas da Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Crosara, a secretária executiva da Federação Nacional das APAES, Sandra Marinho Costa, e o advogado especialista em Direito do Trabalho, Dino Andrade.

Fonte: Blog Um Direito que Respeite! - 19/10/2011 - Imagem Internet

Maioria das leis ainda são limitadas ou descumpridas no Brasil

O Brasil ainda é limitado nas leis, ou no cumprimento delas, quando o assunto é a deficiência física. Em relação à cegueira ela é ainda mais restrita.
Sebastião Natalio

O Brasil ainda é limitado nas leis, ou no cumprimento delas, quando o assunto é a deficiência física. Em relação à cegueira ela é ainda mais restrita. Em dezembro de 2000 foi publicada a lei 10.098, que dispõe sobre o fim das barreiras no mobiliário urbano com o objetivo de promover a acessibilidade e a locomoção das pessoas com deficiência. A idéia era acabar com as limitações que impedem estas pessoas de circular livremente, mas a prática ainda é insuficiente.

Em Ponta Grossa, por exemplo, as primeiras pistas táteis para facilitar a locomoção dos cegos, só foram instaladas na revitalização da Avenida Vicente Machado e no calçadão da Coronel Cláudio, entre 2008 e 2009. Mesmo assim, conforme os nossos entrevistados Luci Terezinha Urban e Mário Goles, quase sempre estas pistas estão ocupadas por pedestres ou por obstáculos.

Fonte: J ornal da Manhã - 19/10/2011 - Imagem Internet

Justiça determina que professora com deficiência visual seja empossada

Apontada como como inapta para ser empossada por ser portadora de deficiência visual, porfessora será avaliada durante o estágio probatório pela equipe multiprofissional.

da Redação

A professora M.R.D.R. conseguiu na Justiça que o município de Ubatuba a emposse no cargo de professora e que a compatibilidade entre as atribuições do cargo e a sua deficiência seja avaliada durante o estágio probatório pela equipe multiprofissional. A decisão é da última sexta-feira (7 de outubro) do juiz João Mário Estevam da Silva, da 1ª Vara Judicial, do fórum local.

M.R.D.R. foi aprovada em 1º lugar em concurso para professor - PEB I (Edital 008/06), mas o resultado da perícia médica a apontou como inapta para ser empossada por ser portadora de deficiência visual. Em seu pedido, a autora argumenta que o resultado não pode ser aceito porque a deficiência que a acomete nunca a impediu de exercer suas atividades de professora, tanto que lecionou em Ubatuba e em outros municípios.

O juiz, em sua decisão, afirma que a autora será devidamente avaliada quando submetida ao estágio probatório. "É intuitivo que a avaliação da compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência do respectivo candidato será eficazmente realizada no bojo do estágio probatório, podendo ser exonerado caso não seja aprovado (artigo 20, Lei nº 8.112/90)."

Segundo o magistrado, ainda que "o edital preveja a possibilidade de exclusão do candidato portador de deficiência incompatível com as atribuições do cargo e que tal exame será realizado após a convocação para a nomeação, não se afigura razoável que do candidato seja previamente retirada a possibilidade de demonstrar sua real capacidade, aptidão e adequação, não sendo suficiente que apenas um profissional médico - por melhor que seja sua técnica -, defina-o como incapaz".

O magistrado ressalta ainda que M.R.D.R. foi aprovada em 1º lugar, ostenta farta experiência profissional e um considerável número de atividades científicas, o que demonstra ser pessoa empenhada, dedicada, zelosa, e voltada ao aperfeiçoamento. Para ele, tais elementos são relevantes e não podem ser desprezados. "Ao contrário, evidenciam que, apesar da deficiência de que é portadora, a autora busca sua integração social, competindo com outras pessoas desprovidas da mesma condição peculiar. Essa realidade, ao que parece, é desconhecida do profissional que avaliou subjetivamente a autora, conduzindo à precipitada conclusão de tê-la como inapta para assumir o cargo", declara.

João Mário Estevam salienta que ao proferir a sentença fez o uso apenas da mão esquerda, por ter a mão direita impossibilitada, momentaneamente, em decorrência de tendinopatia - constatada há dois dias - e que apesar de ser condição estranha ao mérito da demanda, tal condição trouxe a ele a clara visão de que estar incapacitado é conclusão que demanda análise mais profunda.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de São - Ubatuba - SP, 19/10/2011 - Imagem Internet

Gol Linhas Aéreas dificulta embarque de criança de colo com paralisia cerebral

Situação se arrasta desde setembro.

da Redação

A Gol Linhas Aéreas está dificultando o embarque de uma criança de sete meses de idade com paralisia cerebral em um de seus voos. A denuncia foi feita por Elisa França, mãe da bebê. Pessoas com necessidades especiais precisam de autorização da companhia para viajar. Porém, mesmo preenchendo o formulário e enviando a documentação necessária, Elisa relata que não consegue a autorização para sua filha.

– Eu ligo pra eles [funcionários da empresa aérea], que dizem que vão retornar. Mas eles ou só retornam muito depois ou ignoram tudo o que eu estou falando e retornam a mesma resposta que já deram anteriormente – disse.

O caso iniciou no mês de setembro. Cinco dias antes da viagem, Elisa foi informada pela Gol de que não poderia utilizar no voo o aparelho elétrico de sucção, ligado à traqueostomia que garante a respiração da bebê. E que ela teria que adquirir um aparelho manual.

Após a compra do equipamento manual – sem bateria ou componentes metálicos – e envio dos dados no novo aparelho, a empresa informou um dia antes do voo que elas não poderiam embarcar, por se tratar de um equipamento elétrico. A conclusão errônea fez com que elas perdessem o voo, de Uberlândia a Belo Horizonte (MG), no dia 15 de outubro, como conta Elisa.

– Eles estão barrando de tudo que é jeito meu embarque. Eu estou me sentindo, sem atenção nenhuma. Parece que estão brincando comigo, porque eu converso, eu explico a situação, eles falam que vão resolver e me dão a resposta que estão me dando desde o início – acrescentou.

A viagem foi remarcada para o próximo dia 20, mas a companhia insiste (em contato no dia 17) que o equipamento é elétrico e não concede a autorização. Elisa informou que buscará auxílio na ouvidoria da empresa e cogita acionar a Justiça para resolver a questão.

Nota da Gol

Em nota encaminhada ao Correio do Brasil, a Gol informa que “depois de uma minuciosa avaliação do caso pelo departamento médico da companhia, entrou em contato com o cliente e ofereceu o transporte da criança por meio de uma maca. Essa exigência para o embarque visa a total segurança no transporte aéreo da menor e está em consonância com as normas de segurança estabelecidas pelas Autoridades Aeronáuticas”.

Ainda segundo nota, a companhia aérea “permanece à disposição do cliente para oferecer o suporte necessário e esclarecer quaisquer dúvidas por meio de sua Central de Relacionamento com Cliente, pelo site www.voegol.com.br/Atendimento ou pelo telefone 0800-704-0465.

Fonte: Correio do Brasil - São Paulo - SP, 19/10/2011 - Imagem Internet

Espetáculo destaca pessoas com deficiência excluídas do cenário cultural

A peça que será apresentado por grupo carioca em Teresina: preocupação com a acessibilidade.

Quando se fala em acessibilidade, logo vem à memória a construção de rampas e espaços reservados a cadeirantes. No entanto, a acessibilidade vai muito além disso e, quando ela não é garantida, outras pessoas - com diferentes tipos de deficiências - ficam à margem da sociedade. No teatro, por exemplo, a ausência de um intérprete em Libras (Língua Brasileira de Sinais) exclui os deficientes auditivos desse espaço.

A apresentação do espetáculo carioca "Ninguém mais vai ser bonzinho", nos dias 20 e 21 de outubro, em Teresina, trouxe essa discussão à tona. "Por aqui não me recordo de um único espetáculo que teve essa preocupação. Isso só acontece quando as próprias entidades se mobilizam e levam algum grupo para as apresentações artísticas", afirma a presidente da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos - Apada, Regina Lima. Ela acredita que o intérprete deveria estar presente não só no teatro, mas em todos os eventos culturais.

"Um cadeirante e um cego são facilmente identificados numa plateia. O surdo não. Ele simplesmente fica alheio ao que está acontecendo", completa. Regina diz que a Associação dispõe hoje de quatro professores intérpretes e que, muitas vezes, eles trabalham gratuitamente em eventos, só para garantir a acessibilidade aos deficientes auditivos. "Os eventos são realizados sem que se pensem no recurso para a contratação de intérprete. Na última hora, recebemos solicitações de organizadores e nossos intérpretes acabam atuando de graça, para divulgar a língua", diz.

Ela acredita que o poder público deve ter uma equipe de plantão, formada por intérpretes e essa equipe deve atuar não só no teatro. "Ter um profissional em cada local é difícil. Temos um grupo pequeno de intérpretes, a profissão nem existia e só foi regulamentada no ano passado", justifica.

O produtor teatral Rui Miranda afirma que a ideia trazida pelo espetáculo é fantástica, mas acredita que essa acessibilidade está um pouco distante da realidade local. Um dos empecilhos, segundo ele, é a falta de recursos para a realização dos espetáculos. "Não é algo simples de se fazer. Sabemos que isso não deve ser encarado como despesa, mas sim como investimento, até porque ajuda a atrair um público maior ao teatro. No entanto, trabalhamos precariamente, com poucos recursos e sem patrocínios", disse.

O espetáculo

"Ninguém mais vai ser bonzinho", do grupo carioca Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade, faz parte do projeto de arte e transformação social da ONG Escola de Gente e será apresentado com todas as medidas de acessibilidade na comunicação previstas em lei: legenda, Libras, programas em Braille e em letra ampliada e audiodescrição, além de atendimento prioritário para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

O espetáculo foi adaptado do livro homônimo escrito por Claudia Wernek, fundadora da Escola da Gente, que acompanha a turnê do grupo proferindo palestras.

Assim como o livro, a peça "Ninguém mais vai ser bonzinho" tem como tema central a urgência em se promover uma sociedade inclusiva, passando da fase de conscientização para a de ação. O livro foi publicado no ano de 1996, pela WVA Editora, especializada em inclusão. É vendido também em formatos acessíveis e se tornou a primeira obra no Brasil a tratar do tema, a partir da Resolução 45/91, assinada pela ONU em 1990.

Fonte: 180 grausSite externo.

Unicef: um terço de crianças fora da escola tem algum tipo de deficiência

Crianças com deficiência estão entre os grupos mais marginalizados da sociedade.

A afirmação é parte de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, apresentado na Assembleia Geral da ONU, na última quarta-feira.

Segundo o Unicef, a maioria das crianças que têm deficiência não têm acesso à educação e cuidados de saúde, ficam sem chances de brincar e adquirir cultura e sofrem discriminação como se fossem um "fardo invisível".

O Fundo da ONU afirmou ainda que, ao ter uma deficiência, a criança acaba sendo excluída da sociedade por causa de várias barreiras. Entre elas, a falta de professores treinados, prejuízo, estigmas e incompreensão por parte dos pais, professores e da sociedade.

Menores nesta situação também estão mais propensos à violência, abusos e negligências por parte de adultos e outras crianças.

Apesar de não ter estudos mais precisos sobre os casos de discriminação, o Unicef afirma que muitas crianças não têm acesso a serviços básicos de saúde, como vacinas.

Ainda segundo o relatório do Unicef, crianças com deficiência sofrem com o preconceito em todos os aspectos. O impacto pode ser desumano para elas, fazendo com que direitos básicos sejam negados, incluindo o direito à vida.

Fonte: http://www.inclusive.org.br/

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Professores para uma Sociedade Inclusiva: Educar em Direitos Humanos

Texto de Izabel Maior
Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior

No final do Dia do Mestre, Izabel Maior homenageia aqueles que atuam na construção da sociedade inclusiva. Mas a verdadeira homenagem é para dois mestres que ela teve na vida: Marilia Madeira Costa, sua mãe, e Francisco Duarte, seu professor de Anatomia Ptológica, cadeirante. Ambos, segundo Izabel, foram essenciais à sua inclusão.

Professores para uma Sociedade Inclusiva: Educar em Direitos Humanos
Homenagem aos Mestres (Marilia Madeira Costa e Francisco Duarte, in memoriam)

A grande magia de ser professora ou professor é ter a possibilidade de abrir caminhos para o futuro, no qual as pessoas agirão com mais fraternidade, guiadas por valores que resgatem, a cada momento, a dignidade humana.
Educar não é transmitir informações, mas antes, ensinar a pensar o mundo de todos e para todos. O mundo aberto, sem discriminação, marcado pela diversidade que confere valor ao conjunto, oferece espaço e oportunidade às diferenças e não aceita as desigualdades construídas, de acordo com Paula & Maior.
Cada professor precisa estar preparado para a educação em direitos humanos, com conteúdos que inspirem confiança na justiça social, que instiguem a prática da responsabilidade coletiva para a promoção da vida, com foco em ações diárias de cidadania.
A escola mudou, está em transformação contínua e, receber as pessoas sem rótulos faz parte da evolução cultural. "Ser diferente é normal", estar na escola é normal, construir a escola inclusiva é mais do que normal, é indispensável para o alcance de uma cultura voltada para a paz entre as pessoas e as nações.
A partir dos direitos humanos somos iguais na diferença e, portanto, suportes, apoios e tecnologia assistiva são necessários para haver a inclusão na escola, no ambiente próximo, na comunidade e no mundo. As crianças, os jovens, suas famílias (adultos e idosos) têm o direito de conviver sem barreiras de atitude contra as minorias, entre elas a das pessoas com deficiência, as quais têm habilidades e desenvolvem competências, quando incluídas em ambiente pluralista e não marginalizador.
Da teoria à prática, há o marco legal, que precisa estar atualizado com a realidade e existem também as políticas públicas que valorizam o direito à educação, investem em qualidade e acesso de qualquer pessoa em bases iguais com as demais. A partir dessa sustentação, emergem planos, programas e ações, com metas, cronograma, recursos humanos e recursos orçamentários. O Estado é responsável pela educação de todos e a sociedade tem a função de acompanhar os programas desde a etapa de elaboração até a execução e o monitoramento dos resultados. Os conselhos de educação e os dos direitos das pessoas com deficiência exercem esse papel.
A Convenção da ONU
Em 13 de dezembro de 2006, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o mais recente tratado internacional de direitos humanos, que dedica o artigo 24 à Educação, asseverando que "Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida."
De acordo com o relato de Maior, "... o Congresso Nacional, entre os dias 13 de maio e 9 de julho de 2008, convocou audiência pública, escolheu a relatoria, realizou a votação e a promulgou o Decreto Legislativo n° 186/2008, da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, documentos da Organização das Nações Unidas - ONU. De forma inédita, coerente com o que movimento das pessoas com deficiência, os especialistas e o governo federal ansiavam, a nova convenção de direitos humanos é agora um mandamento da Constituição Federal. O Brasil fez o depósito, na ONU, tanto da ratificação da Convenção quanto do Protocolo Facultativo, no dia 1° de agosto de 2008, tornando-se o 34° e o 20° Estado Parte a assim proceder. A Convenção com equivalência à emenda constitucional é a maior conquista que o movimento das pessoas com deficiência obteve em 2008".
Caberia acrescentar que a Convenção da ONU é o mais importante trunfo para a inclusão de 15% da população mundial, cerca de um bilhão de pessoas, como estima o Relatório Mundial sobre Deficiência, lançado em 2011, elaborado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Banco Mundial. Esta cifra confirma os dados do Censo IBGE 2000, que apontou 14,46% como a média nacional de pessoas com limitação funcional.
É importante esclarecer, conforme Maior & Miranda, que a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva encontra-se em perfeita sintonia com o documento da ONU e a educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis.
Ainda citando os mesmos autores, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência traz as diretrizes gerais sobre cada um dos direitos, cabendo ao Brasil transformá-las em políticas e ações, tais como as preconizadas na Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: fazer com que em todas as etapas e modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado seja organizado para apoiar o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino a ser realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que realize esse serviço educacional.
Percepção dos Direitos Humanos
Em 2008, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República encomendou a pesquisa de opinião pública "Percepção sobre Direitos Humanos no Brasil", que envolveu 2011 entrevistados, de 150 municípios nas cinco regiões do país. Encontrou resultados interessantes para o debate da educação em direitos humanos. Em resumo, a população valoriza os direitos sociais 68%, e de forma espontânea cita: direito à saúde, 47%, à educação, escola ou estudo, 38% e ao trabalho, 26%, em contraste aos direitos individuais ou civis, 53%. Dos direitos sociais reconhecidos como direitos humanos, o direito à educação e à saúde tiveram 98% de respostas de concordância, quando apresentadas as opções.
Entre os direitos de igualdade, 92% da população consideram que pessoas com e sem deficiência devem ter direitos iguais. Entre as prioridades de violações a serem combatidas, a discriminação contra as pessoas com deficiência foi citada por 66% dos entrevistados. Nesses dois índices, a questão da pessoa com deficiência ficou em segundo lugar, superada somente pela questão entre negros e brancos. Consideradas dezoito políticas públicas, a de atenção às pessoas com deficiência foi mencionada a terceira em grau de importância (95%) entre as ações do governo federal (combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e combate à violência contra a mulher foram as duas primeiras, respectivamente, 97% e 96%).
Capacitação e valorização dos professores para a inclusão
Tanto a Convenção da ONU como a Política de Educação explicitam a capacitação dos docentes, os recursos de tecnologia assistiva e demais meios e modos de apoio como elementos de base para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais ao sistema regular de ensino.
Transcorridos os primeiros três anos da entrada em vigor da Convenção da ONU, é hora de mensurar a percepção das professoras e professores sobre o que entendem como direito humano à educação inclusiva. Saber se estão no centro do debate de como deve ser a sua capacitação para transformar a vida de todos os alunos em convivência harmoniosa entre diferentes, pois ninguém é idêntico ao outro, mas todos são iguais em sua essência humana.
As escolas e centros educacionais responsáveis pela formação dos mestres de hoje recebem novos desafios a cada momento: a inclusão digital, a era do conhecimento, os princípios do desenvolvimento sustentável, enfim, o girar dos ponteiros do relógio muitas vezes mais veloz do que a capacidade de absorver os novos conteúdos, de assimilar as mudanças tecnológicas e posicionar-se de maneira tempestiva para imprimir sua marca essencial às transformações culturais. O mundo não evoluirá sem a contribuição e a participação dos mestres de cada uma das turmas escolares existentes no nosso país e nas diversas maneiras de educação não formal. Não há revolução cultural para a inclusão que possa deixar à margem a capacitação em direitos humanos de cada um e de todas as professoras e os professores brasileiros. Respeitar-lhes os direitos é condição básica para que possam desenvolver a noção de exercício da cidadania junto aos seus alunos e, com isso, atingir toda a sociedade.
Sabe-se que as condições de trabalho e a faixa salarial não respeitam o papel dos professores e tampouco servem de referencial para estimular novas gerações de profissionais no campo da educação. As oportunidades de capacitação continuada são poucas e, muitas vezes, fora do poder aquisitivo desses profissionais. De forma semelhante, a compra de livros e revistas, a participação em atividades artísticas, científicas e culturais também é escassa e não está garantido ou é insuficiente o direito ao acesso à rede mundial de informação e comunicação, que tem como requisitos computadores, internet e periféricos.
Propostas para o alcance da educação inclusiva
As condições atuais têm jogado sobre a vocação e o empenho individual a maior parte do ônus de ser profissional da educação no Brasil. Decerto, a política de valorização do magistério existe em lei e a ela são destinados recursos do orçamento público. Diversas estratégias de gratificação são postas em prática e outras medidas de atração para a permanência dos professores nas salas de aula surgem a cada dia. É claro que esses pontos dependem de decisão política, de uma grande concertação nacional no âmbito dos entes federativos e da esfera não-governamental. As professoras e os professores não podem desaparecer mesmo na era da realidade virtual.
De maneira bem objetiva propomos que os mestres sejam ouvidos e nos digam o que falta em sua formação e capacitação continuada para apostarem ainda mais na educação inclusiva irrestrita, que ultrapassa a própria educação especial inclusiva de alunos com deficiência.
Com a pesquisa de opinião pública sobre a percepção dos direitos humanos, ficou claro o alto grau de importância que a população brasileira atribui ao direito social à educação. Na sequência, o estudo demonstrou que a discriminação contra as pessoas com deficiência foi apontada como violação a ser combatida, pois se entende que pessoas com e sem deficiência têm direito à igualdade, embora esse seja o terceiro direito humano mais desrespeitado. E com referência às políticas federais, aquela que trata da atenção às pessoas com deficiência está entre as três mais importantes segundo a opinião pública.
É possível considerar que a pesquisa, ao refletir a percepção da população em geral, também apresenta a percepção dos profissionais da educação, o que permite assumir os resultados como ponto de partida para a valorização dos professores como agentes de efetivação do direito das pessoas com deficiência à educação em ambientes de igualdade de direitos e sem discriminação.
Sociedade, professores, governo e a Convenção da ONU
A sociedade tem seu tempo de transformação e, historicamente demanda do Estado, novas normas e medidas que expressem a sua vontade. As organizações não-governamentais têm trabalho em rede, em parcerias com redes internacionais e com universidades e grupos de pesquisadores para demonstrarem que o tempo da educação inclusiva chegou. Tanto é assim que foi possível uma parceria de setores governamentais e dos movimentos sociais organizados, para a garantia do acesso e da permanência com sucesso dos alunos com necessidades educacionais especiais na escola de todas e todos.
A afirmação que o governo estabeleceu como uma das prioridades a educação inclusiva pode ser considerada verdadeira. Esta decisão obedece aos tratados internacionais, gerais e específicos de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil. As pessoas com deficiência são sujeitos dos mesmos direitos de todos os membros da sociedade. Por decorrência imediata, os bens e serviços disponíveis na comunidade estão legalmente obrigados a lhes proporcionar o acesso. Com a participação pró-ativa de mestres formados e capacitados na educação em direitos humanos, a educação inclusiva ganha coerência e consistência, corpo e alma.
Referências Bibliográficas
Paula AR; Maior IMML. Um mundo de todos para todos: Universalização de direitos e direito à diferença. (In) Revista Direitos Humanos/Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Brasília, v. 1, n. 1, p. 34-39, dez. 2008.
Maior IMML. Apresentação In: A convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência Comentada. Resende APC, Paiva FMV, coordenadoras. Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, Brasília, 2008.
World Health Organization. World Report on Disability 2011. Malta, 2011.
Maior, IMML; Miranda JR. Opinião. (In) Inclusão: Revista da Educação Especial/Secretaria de Educação Especial, Brasília, v. 4, n.1, p. 56, jun./jul.2008.
Brasil, Percepção sobre os Direitos Humanos no Brasil. Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Brasília, dez. 2008.
* a autora é médica fisiatra, Mestre em Medicina Física e Reabilitação e docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Neurologia, Bioética e Política Pública e Gestão Governamental. Integrante do Núcleo Interdisciplinar de Acessibilidade, Reitoria da UFRJ. Foi titular da Coordenadora Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE/SEDH, de 2002 a 2009, assumiu a nova Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência- SNPD/SDH até dezembro de 2010. Recebeu a premiação da Organização dos Estados Americanos - OEA por seu Trabalho por um Continente Inclusivo, em agosto de 2010. Atua no movimento social de luta das pessoas com deficiência desde 1977.

Fonte: Inclusive - 18/10/2011

Gravidez precoce aumenta risco de cegueira infantil

Nos bebês prematuros a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo.
da Redação

Mesmo diminuindo, os índices de gravidez na adolescência ainda merecem atenção da saúde pública. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,2% das mães brasileiras têm entre 15 e 19 anos. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto explica que a gravidez precoce, ou seja, em menores de 18 anos, é um fator de risco para o parto prematuro.

Para Queiroz Neto, a gravidez nessa faixa estaria esta associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros e esta fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no país.

A doença, caracterizada pelo desenvolvimento desordenado dos vasos da retina que pode provocar falhas na circulação, hemorragia e o descolamento da retina, representa a segunda causa de cegueira entre as crianças brasileiras. A estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é de que no Brasil ocorrem 30 mil novos casos ao ano. Entre bebês prematuros, 30% são atingidos pela retinopatia e 8% desses ficam cegos.

Segundo o médico, isso acontece porque nos bebês prematuros a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo. Crianças com peso inferior a 1,5 quilo ou nascidos antes da 36ª semana de gestação.

Para evitar a perda da visão, ele destaca que deve ser feito um exame de fundo de olho, no máximo, até a sexta semana do nascimento, ou seja, ainda na UTI neonatal. A doença ainda pode causar alterações nos olhos que podem exigir o uso de correção visual e procedimentos cirúrgicos. As principais são: alto grau de vício refrativo (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), estrabismo, ambliopia e visão subnormal.

Fonte: Boa Saúde - UOL - 18/10/2011

Bebês prematuros e de baixo peso têm maior risco de autismo

Entre 1984 e 1987, 5% dos bebês com baixo peso no nascimento foram diagnosticados com autismo.
da Redação

Os bebês prematuros e de baixo peso são cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo que os bebês nascidos no período correto e com peso normal, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (17 de outubro) nos Estados Unidos após duas décadas de pesquisas.

Há algum tempo se sabe que os bebês prematuros correm mais riscos de ter problemas de saúde e atraso cognitivo, mas o estudo publicado na revista Pediatrics é o primeiro a estabelecer uma relação entre o baixo peso ao nascer e o autismo.

Os cientistas estudaram 862 crianças do nascimento até a idade adulta. Os participantes do estudo nasceram entre 1984 e 1987 em três condados de Nova Jersey com pesos entre 500 gramas e dois quilos.

Com o tempo, 5% dos bebês com baixo peso no nascimento foram diagnosticados com autismo, contra 1% de prevalência entre a população geral.

"A medida que a sobrevivência dos bebês menores e imaturos melhora, os que seguem adiante representam um desafio cada vez maior para a saúde pública", disse a principal autora do estudo, Jennifer Pinto Martin, diretora do Centro de Estudos do Autismo e Deficiências do Desenvolvimento da Faculdade de Enfermaria da Universidade da Pensilvânia.

"Os problemas cognitivos nestas crianças podem esconder um autismo de fundo", completou, antes de pedir aos pais que levem os filhos para exames ante a suspeito de um transtorno de espectro autista.

"A intervenção rápida melhora os resultados em longo prazo e pode ajudar estas crianças tanto na escola como em casa", disse.

Fonte: Notícias UOL - 18/10/2011

Cegueira pode ser evitada logo após o nascimento

Uma gota de nitrato de prata ajuda na prevenção de doenças oculares.
da Redação

Desde cedo, é possível evitar algum tipo de alteração na visão do bebê. Ainda na sala de parto, é pingada uma gota de nitrato de prata, que ajuda na prevenção de doenças oculares graves que possam causar cegueira.

Mesmo assim, o acompanhamento dos pais é fundamental para o desenvolvimento de uma visão saudável. De acordo com o doutor e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, Renato Neves, existem 40 milhões de cegos no mundo e pelo menos metade poderia estar enxergando se tivesse recebido socorro imediato.

O especialista afirma que, caso haja mancha branca na pupila, vermelhidão nos olhos, ou ainda se a criança demonstrar incômodo na presença de luz e lacrimejamento constante, os pais devem levá-la ao oftalmologista. O tamanho dos olhos e sua movimentação também são relevantes e devem ser acompanhados.

O desenvolvimento da visão dos pequenos

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, os bebês até 15 meses de vida têm mais dificuldade em enxergar imagens em movimento quando comparados aos adultos. Segundo o coordenador do estudo, Faraz Farzin, os bebês não nascem com as habilidades visuais que vão precisar ao longo da vida. O cérebro é que, gradualmente, passa a usar a informação visual para desvendar o mundo.

"Isso justifica, por exemplo, por que os programas infantis devem usar a linguagem visual numa velocidade compatível à percepção das crianças pequenas. Caso contrário, tudo o que verão são manchas e borrões coloridos", afirma o Dr. Renato Neves. Papais e mamães precisam estar atentos ao olhar dos filhos e devem estimulá-los com brinquedos e imagens frequentemente.

Fonte: Sempre Materna - 18/10/2011

Uso de recursos na Educação Especial: da concepção à prática

Michele Oliveira da Silva, Pedagoga, Mestre e Doutoranda em Educação pela UNESP (Campus de Marília). Bolsista CNPq contato: michelepedagogia@yahoo.com.br

 MANZINI, Eduardo José; FUJISAWA, Dirce Shizuko (Org.). Jogos e Recursos para Comunicação e Ensino na Educação Especial. Marília: ABPEE, 2010.

Na área da Educação Especial, o uso de recursos, jogos e brincadeiras auxiliam profi ssionais no desenvolvimento do aluno com defi ciência nas diversas áreas, como na comunicação, interação, desenvolvimento motor e cognitivo. Ademais, o uso de recursos adaptados e da Tecnologia Assistiva garante o acesso aos materiais pedagógicos e favorece ao aluno um melhor desempenho acadêmico.

Para atender essa temática foi lançado, em 2010, o livro Jogos e Recursos para Comunicação e Ensino na Educação Especial, que reúne capítulos escritos por autores com diferentes formações acadêmicas da área da saúde e da educação. Essa característica diversifi cada de profi ssionais garante que o assunto seja abordado em diferentes contextos dentro da Educação Especial, ao mesmo tempo, em que, não restringe a leitura a uma determinada formação.

Os sete capítulos que compõem o livro foram divididos em duas partes. A primeira, intitulada de As concepções subjacentes aos jogos, brincadeiras e recursos para o ensino e para a comunicação relaciona concepção, prática e formação profi ssional. Os capítulos enfatizam como a concepção sobre os jogos, brincadeiras e recursos, direciona a atuação dos profi ssionais no atendimento de alunos com deficiência.

A segunda parte do livro, Experiências práticas com jogos e recurso, reúne capítulos com experiências práticas envolvendo a utilização de recursos. Para o profi ssional que queira utilizá-los em sua área de atuação, há descrição das experiências e a disponibilização de fotos dos materiais que compõem o kit para avaliação pedagógica de alunos com baixa visão e dos recursos pedagógicos adaptados para o ensino de alunos com paralisia cerebral.

Na área da Tecnologia Assistiva, o livro disponibiliza duas experiências com o uso de softwares. A primeira, com o uso do software HoloS (disponível gratuitamente) como recurso pedagógico na Educação Inclusiva e na intervenção 356 Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.17, n.2, p.355-356, Mai.-Ago., 2011 em comunicação, e a segunda, com o uso do PowerPoint para auxiliar a comunicação suplementar e alternativa.

A maneira como os artigos foram disponibilizados abrangem de maneira completa a temática proposta, já que o livro aborda desde a concepção de profi ssionais sobre jogos e recursos até a sua utilização efetiva na área da Educação Especial.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382011000200012&script=sci_arttext#.Tp4QwBdRjRE.blogger

Acessibilidade nas escolas

Em reunião realizada na ultima quarta-feira (5) para discutir o Programa Missão Pedagógica do Parlamento, a deputada Mara Gabrilli (SP) destacou a importância da acessibilidade nas escolas e da qualificação dos professores na inclusão dos deficientes.
A ação foi lançada para oferecer ao docente formação em educação para a democracia. A primeira edição ocorre entre 2 e 8 de outubro.
Estão inscritos 54 profissionais – dois de cada estado e do Distrito Federal.

A Câmara foi motivada a lançar a iniciativa por causa da crescente preocupação mundial com a área. O projeto pretende desenvolver medidas que levem à apropriação de práticas, conhecimentos e valores que estimulem o senso coletivo.

Segundo a tucana, o assunto precisa ser debatido com mais frequência. “É um tema importante e deve ser levado a todos os cantos do país. O que existe de mais difícil para incluir as crianças com deficiência é o preconceito, a falta de informação, além da questão estrutural”, destacou.

Para a deputada, os problemas vivenciados pelo público são variados. Entre eles, ela apontou a ausência de cultura das pessoas em conviver com os portadores de necessidades especiais. “A educação é a ferramenta de inserção mais poderosa e mais transformadora da sociedade.”

“Se o professor chegar à conclusão que o principal material pedagógico que ele tem é o coração, ele faz a inclusão com muita tranquilidade. Agora se tiver medo, dizer que não foi preparado e não tem conteúdo, não vai conseguir. A admissão se faz de dentro para fora”, acrescentou.

O debate foi realizado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara

Escute o aúdio da notícia abaixo:
http://www.blogpsdb.com.br/wordpress/wp-content/uploads/

→ O principal objetivo do programa é oferecer aos educadores formação em educação para democracia. Os professores participarão de uma intensa semana de formação em Brasília, na qual terão oportunidade de aprender e socializar saberes e práticas sobre como fortalecer a escola como espaço privilegiado para a vivência de experiências e valores democráticos e para o fortalecimento da cidadania.

→ A primeira edição ocorrerá no período de 02 a 08 de outubro de 2011. Para participar, o professor deve atuar no Ensino Médio há, pelo menos, três anos e apresentar o relato de uma experiência pedagógica na qual abordou os temas de democracia, cidadania e/ou política com seus alunos.

Fonte: Blog PSBD (Reportagem: Letícia Bogéa com informações da Ag. Câmara/ Foto: Marco Tulio Chaves/ Áudio: Elyvio Blower)

Referencia: Deputada Mara Gabrilli