sábado, 5 de novembro de 2011

SAÚDE E DEFICIÊNCIA

A Organização Mundial da Saúde divulgou este ano conclusões de grande levantamento das condições de saúde das pessoas com deficiência feita em vários países associados a este órgão.

Neste artigo estamos procurando colocar alguns fatos e necessidades ali colocados, merecedores de maior divulgação e esclarecimento para todos, quanto a cuidados gerais, reabilitação, assistência e suporte da pessoa com deficiência.

Pessoas com deficiência apresentam níveis de saúde piores que os da média populacional, a atenção médica deve ser mais abrangente e profunda, pois apresentam mais condições adversas secundárias (como depressão e osteoporose) e desenvolvem precocemente pressão alta, doenças cardiovasculares e diabetes.

São mais vulneráveis à violência social, tem de duas a três vezes mais chance de vivenciar acidentes, tem menos acesso a cuidados preventivos de saúde (inclusive a bucal), com conseqüente expectativa de vida menor.

São mais excluídos dos programas educativos sexuais e de prevenção quanto à HIV e AIDS, por preconceito nosso ou dificuldades dos meios de comunicação de promover campanhas educativas adequadas às diferentes deficiências (como as visuais e auditivas). Também desconhecem o direito ao serviço de saúde mental (incluindo-se medicação).

Quanto à equipe de atendimento, a OMS coloca a necessidade de formação ampliada e mais detalhada a respeito de todas as deficiências, em todos os níveis de atendimento (médicos, técnicos, enfermeiros), propondo planos de carreira positivos, com possibilidade contínua de capacitação, e disponibilidade emocional para envolvimento , atuando em amplo plano nacional de reabilitação da pessoa com deficiência.

A OMS pede ainda mais atenção de todos para com a figura do cuidador, muitas vezes o parceiro constante da pessoa com deficiência, com a própria vida muito limitada por esta exigente tarefa. Ele precisa de repouso regular, suporte financeiro, informações sôbre serviços disponíveis para esta deficiência e oportunidade de troca de experiências com outros cuidadores.

Finalmente pede que sempre sejam consultadas as pessoas com deficiência sobre a adequação, efetividade e facilidade de acesso aos serviços a ela destinados. São os melhores avaliadores, e muitos podem ser treinados para monitorar a própria saúde.

Resumindo tudo: precisamos nos lembrar que as pessoas com deficiência não tem necessidades especiais, e sim direitos humanos. A questão não é de generosidade, e sim de igualdade. Igualdade de oportunidades para diferentes condições.

‘”A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.” – Hannah Arendt.

Fonte: http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com/2011/11/saude-e-deficiencia.html  -

Cadeira de rodas que sobe, desce escadas proporcionando mobilidade e acessibilidade

Caro leitor,
Recebi as informações abaixo do leitor Ricardo Tavares. Veja o quanto é interessante essa cadeira de rodas.



A cadeira de rodas Galileo foi desenvolvida por uma empresa de ISRAEL que fornece componentes para NASA e Forças Armadas Americanas e está buscando financiamento para este produto que usa tecnologia já empregada em robôs de exploração espacial.

A petição abaixo, destaca inúmeras vantagens da cadeira dentre elas a colossal economia que sociedade e governos poderiam ter, pelo simples fato de poder eliminar inúmeras adaptações para atender cadeirantes, uma vez que esta cadeira proporciona uma mobilidade e acessibilidade compatível com a de um não cadeirante!

http://www.gopetition.com/petitions/galileo-stair-climbing-go-anywhere-wheelchair.html

Sendo a empresa o custo de produção, e consequentemente de venda seria próximo ao das cadeiras de rodas motorizadas existentes.

Veja mais informações
Milhões de deficientes em todo o mundo se deparam com praticamente dezenas de obstáculos diários que os proíbe de levar uma vida normal. Tarefas simples como subir ou descer escadas, alcançar uma prateleira, ou mesmo olhar para um ente querido nos olhos, é impossível para um cadeirante.

A cadeira com a tecnologia Galileo é a única cadeira de rodas que pode subir e descer escadas ou mesmo passar por cima de uma superfície com grama ou areia, e ficar numa posição vertical completa.

(Fonte: http://www.galileomobility.com/) Tradução livre realizada pelo Blog Deficiente Ciente -(Postado por Vera Garcia em Deficiente Ciente)

Assista os vídeos e veja as diversas possibilidades dessa cadeira.

Paraíba conquista vaga para o brasileiro de basquete em cadeira de rodas‏!!!


Paraíba se classificou para o Brasileiro de Basquete em cadeira de rodas, depois da segunda colocação no Campeonato Regional, divisão Nordeste, que aconteceu em Recife, entre os dias 18 a 23 de outubro. Na campanha, a equipe paraibana, representada pela Pestalozzi, obteve cinco vitórias e apenas uma derrota – esta, na partida final contra a equipe do Rio Grande do Norte, campeã do torneio.

Pelo regulamento, os dois primeiros colocados ficariam com as vagas para jogar o Campeonato Brasileiro, que vai ser disputado de 15 a 18 de Dezembro, em Vitória, capital do Espírito Santo. O titular da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Fábio Maia, vibrou com mais uma conquista paraibana no para-desporto. “O para-desporto da Paraíba mostrou mais uma vez que tem grande potencial. Só em concluir um campeonato que contou com a participação de todos os estados da região, já é motivo de alegria”, destacou

A equipe paraibana, comandada pelo técnico Jailton Lucas, participou com a seguinte formação: Ailton, Jean, Júnior, Ferraz, Erivan, Wiliams, Josinaldo, Wilton, Fran, Geraldo, Lobinho e Hátos. O Campeonato Regional teve a participação dos nove estados nordestinos e foi organizado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).

OBS: COM BASTANTE DIFICULDADE, FALTA DE APOIO, SEM PATROCÍNIO, MAS COM MUITA VONTADE DE VENCER E DE SE ORGULHAR EM SER PARAIBANO!
TENHO PLENA CERTEZA QUE VAMOS CONSEGUIR APOIO E PATROCÍNIO...
PARABÉNS A TODOS DA EQUIPE COM TANTA DIFICULDADE CONSEGUIMOS NOS CLASSIFICAR!!!

Postado por WILL

Fonte: http://cadeiranteeserhumanotambem.blogspot.com/2011/11/paraiba-conquista-vaga-para-o.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+cadeiranteSerHumanoTambem+%28%22Cadeirante+%C3%A9+Ser+Humano+Tambem%22%29

TÊNIS PARA CADEIRANTES - Londres na mira

As quadras de saibro do Náutico recebem os mais bem ranqueados paratenistas brasileiros para o III Ceará Open.

Paratenistas encaram a terceira edição do torneio Ceará Open Wheelchair para melhorar
posições no ranking da ITF. Equipes disputarão o Parapan de Guadalajara
KID JÚNIOR
Uma oportunidade para somar, competindo no Brasil, pontos preciosos no ranking da International Tennis Federation (ITF) na corrida por vaga nas Paraolimpíadas de Londres-2012. Este é o atrativo principal do Ceará Open Wheelchair. A competição foi aberta, ontem, e vai até domingo, 6, nas quadras de saibro do Náutico Atlético Cearense, na Avenida Beira-Mar.

No total, 14 paratenistas participam do Ceará Open Wheelchair, sendo 12 brasileiros. Completam a relação um paratleta colombiano e um francês, mas que moram também no Brasil.

Parapan
E dentre os representantes nacionais no Aberto do Ceará de tênis em cadeiras de rodas estão os integrantes da seleção brasileira que disputará o Parapan de Guadalajara, Carlos Jordan, Maurício Pommê e Daniel Rodrigues, no time masculino, e Nathália Mayara Azevedo da Costa e Rejane Cândida no feminino.

Carlos Jordan, que nasceu em Parnaíba (PI), mas está radicado em Brasília, é o atual líder do ranking nacional e 34º colocado no ranking da ITF. Ele esteve, ontem, pela manhã, no Náutico, para a estreia no Ceará Open. O seu colega de equipe, o paulista Maurício Pommê, também estreou, ontem, no torneio.

Resultados
Campeão nas duplas, ao lado de Jordan, no Parapan Rio 2007, Maurício Pommê estreou no Ceará Open Wheelchair contra Adalberto Rodrigues e venceu por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 4/6 e 1/6. Já Carlos Jordan derrotou Érico Moreira por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 6/0.

Força do Brasil 14 paratletas participam do evento que começou ontem no Náutico, sendo 12 brasileiros, um colombiano e um francês. Dois deles foram campeões do Parapan do Rio

SAIBA MAIS
Apresentação
O Ceará Open Wheelchair é um dos torneios avalizados pela International Tennis Federation - Federação Internacional de Tênis -, que conta pontos para o ranking da entidade. A ITF define os paratletas de cada país que disputarão a Paraolimpíada de Londres

Terceira edição
O Ceará Open Wheelchair teve a primeira edição em Fortaleza, no ano passado. Em junho deste ano, houve a segunda edição, no Marina Park, com vitória do brasileiro Daniel Rodrigues no masculino. E o Náutico recebe a terceira edição, que vai até domingo (6)

MOACIR FÉLIX REPÓRTER

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1065890

Empresas se especializam em transporte de pessoas com deficiência

Associação de táxis já faze cerca de 1,6 mil viagens por mês. Oficina se especializa em adaptar táxis e quer expandir negócio.

Desde 2009, uma associação de táxis de frota em São PauloSite externo. atende pessoas com deficiência física e pessoas com dificuldades de locomoção. O serviço de táxi acessível, que tem 35 carros adaptados, já faz cerca de 1,6 mil viagens por mês.

Na sede da associação, uma central telefônica funciona 24 horas por dia para atender às solicitações de passageiros com deficiência, que hoje somam mais de 1 milhão na capital paulista. "Há um número crescente de pessoas que ainda não conhecem o serviço e querem experimentar. Nós nos colocamos à disposição, e isso faz com que as pessoas comecem a entender e a conseguir se locomover de uma forma melhor", diz Ricardo Auriemma, presidente da entidade.

A associação faz, em média, 50 viagens por dia. E, para o ano que vem, a ideia é aumentar o número, com mais 15 carros adaptados nas ruas. Para receber os cadeirantes, os táxis acessíveis passam por um processo rigoroso. Na oficina, são feitas as adaptações nos veículos. A empresária Mônica Cavenaghi está no setor há mais de 30 anos e, há dois, investiu na empresa para fazer adaptações em táxi acessível. No local, tudo tem que seguir as normas técnicas exigidas pelo sistema de transporte da cidade de São Paulo. O custo de adaptar cada carro chega a R$ 15 mil. O serviço é demorado e pode levar duas semanas.

"A ideia é, principalmente, que a pessoa não saia da sua cadeira de rodas pra ser transportada. O princípio é, ou se abaixa, ou se rebaixa o piso ou se eleva o teto. No caso do táxi, a solução mais usada hoje no Brasil é a de elevação de teto", diz Mônica.

O sistema instalado funciona como um elevador: a cadeira de rodas é colocada em uma plataforma, e sobe até chegar ao piso do carro, com um simples comando do taxista.

"A diferença entre um táxi acessível como este e um táxi comum está na adaptação de todo o espaço interno do veículo e na segurança do passageiro. Um dos itens principais é o sistema reforçado de travamento da cadeira de rodas", diz Anderson Damasceno, que é tetraplégico.

Hoje, a transformação do veículo representa 30% do faturamento da empresa. Agora, a empresária quer expandir o negócio para outros estados. Ela quer crescer 20% este ano.
"Nós buscamos a expansão da marca em relação a todo este projeto que temos aqui em São Paulo. Ou seja, que o cliente encontre em qualquer lugar do Brasil", diz Mônica.

Oportunidade

Para o Rodrigo Graziano Lopes, que é cadeirante, o táxi acessível permitiu uma mudança de vida. Ele tem uma doença congênita que causa deformidades nas articulações e músculos. Ele não anda e tem as mãos e os braços atrofiados, mas seu sonho sempre foi trabalhar e estudar.

Além da dificuldade de locomoção, a família sempre enfrentou problemas financeiros. Foi em uma empresa multinacional que ele conseguiu o primeiro trabalho, como auxiliar administrativo, e a primeira oportunidade de construir um futuro. Há três meses, a empresa paga, além do salário de Rodrigo, R$ 100 por dia de táxi acessível, pra que ele possa estudar.

"O Rodrigo é um colaborador extremamente dedicado à nossa empresa. Nós vimos que ele estava com uma dificuldade por falta de continuidade no trabalho de educação dele, na formação dele, e a gente resolveu, a empresa, mais a nossa ONG, investir na educação do Rodrigo", diz Rosane Chene, gerente executiva da empresa.

Com todo este incentivo, agora Rodrigo trabalha durante o dia e faz faculdade de ciências da computação à noite.

Fonte: http://g1.globo.com/Site externo.

Brasil se prepara para repetir o 1º lugar do Rio 2007

Delegação Brasileira já está de malas prontas para o Parapan de Guadalajara. Disputas começam no dia 13/11.

Duzentos e vinte três atletas estão prontos para representar os mais de 190 milhões de brasileiros nos Jogos Parapan-Americanos de GuadalajaraSite externo., México. Entre os dias 12 e 22 de novembro, eles disputarão medalhas e títulos em 13 modalidades: Atletismo, Basquete em Cadeira de Rodas, Bocha, Ciclismo, Futebol de 5, Goalball, Judô, Halterofilismo, Natação, Tênis de Mesa, Tênis em Cadeira de Rodas, Tiro com Arco e Vôlei Sentado.

A meta do Brasil é repetir o primeiro lugar no quadro geral de medalhas, conquistado na última edição, Rio 2007, quando garantiu 228 medalhas (83 ouros, 68 pratas e 77 bronzes). Na primeira edição dos Jogos, na Cidade do México 1999, o País conquistou 180 medalhas (92 de ouro, 55 de prata e 33 de bronze), alcançando o segundo lugar geral. Em 2003, em Mar del Plata, repetiu o vice com 164 (80 ouros, 53 pratas e 31 bronzes).

O Parapan será classificatório para os Jogos Paraolímpicos de Londres 2012 em algumas modalidades, como é o caso do Basquete (Canadá e Estados Unidos já têm vaga), do Goalball, do Halterofilismo (vencedor de cada categoria de peso), Tênis de Mesa (o campeão de cada categoria) e Vôlei Sentado (somente o campeão conquista vaga).

No Tiro com Arco e no Tênis em Cadeira de Rodas, a pontuação no Parapan vale para o ranking internacional, qualificatório para as Paraolimpíadas.

Fonte: http://www.cpb.org.brSite externo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NBlogs discutide a mobilidade urbana para pessoas com deficiência

NBlogs discute lei das calçadas que prevê mobilidade para deficientes físicos.
da Redação

Caminhar pelas calçadas de grandes centros urbanos está cada vez mais difícil. Espaço apertado, buracos e sem acessibilidade para deficientes físicos. Mas esse cenário deve mudar com a nova lei prevê reformas e manutenção a carga dos donos dos imóveis. Saiba mais sobre essa lei que prevê mobilidade e inclusão social no NBlogs desta quarta-feira (2).


Fonte: R7 - São Paulo-SP, 03/11/2011

Shopping deve indenizar deficiente visual por falsa acusação de furto

Julgamento ocorreu na última terça-feira.
da Redação

A 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Shopping Center Eldorado indenize uma deficiente visual acusada de furto em hipermercado localizado dentro do centro de compras. O julgamento aconteceu na última terça-feira (25).

De acordo com o pedido, R.D.L e suas filhas foram ao hipermercado comprar um carrinho de bebê. Após efetuarem a compra, quando estavam próximas ao elevador foram abordadas por seguranças, que as constrangeram a voltar ao caixa, sob alegação de terem furtado o carrinho. Indagadas pelo gerente da loja, apresentaram a nota fiscal, motivo pelo qual foram liberadas. Em razão disso, R.D.L ajuizou ação de indenização por danos morais e materiais, visando à reparação pelos danos sofridos.
O pedido foi julgado procedente pela 36ª Vara Cível da Capital, condenando o Shopping Center a pagar R$ 6.056,95 a título de danos morais e materiais, além de fixar o valor dos honorários em R$ 2,4 mil. Inconformado com a decisão o shopping apelou.

Para o desembargador João Carlos Saletti, a sentença deve ser reparada somente no que diz respeito aos honorários. Segundo o magistrado, "neste caso, o dano causado à autora é evidente. A reparação deve ser proporcional ao estado em que ela foi colocada pela conduta da ré, que, se agisse com prudência, poderia ter evitado que ocorresse como ocorreu. O reparo procura minorar o sofrimento que disso tudo resulta, ao mesmo tempo em que se mostra adequado à capacidade econômico-financeira dele". Com base nessas considerações, deu parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir os honorários para 15% do valor da condenação.

Do julgamento participaram também as desembargadoras Lucila Toledo e Marcia Regina Dalla Déa Barone.

Fonte:T J-SP - São Paulo-SP, 03/11/2011

Paradesporto recebe duplo incentivo do Governo de São Paulo

Cerimônia acontece nesta sexta-feira, 4 de novembro, às 11h, na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência: avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Barra Funda, São Paulo.
Divulgação

Um marco histórico no paradesporto acontece nesta sexta-feira, 4 de novembro de 2011. Em uma só tacada o governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, celebra convênio com o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e assina contrato com a Fundação do Desenvolvimento Administrativo - FUNDAP.

Com o CPB, o objetivo é contemplar até 25 atletas visando o desempenho nos jogos Paraolímpicos de Londres 2012. Esses atletas compõem o time São Paulo Paraolímpico e participarão, ainda, nos Jogos Parapan-americanos de Guadalajara 2011. Os atletas selecionados praticam modalidades paraolímpicas individuais, entre as quais: Atletismo, Bocha, Ciclismo, Esgrima, Halterofilismo, Hipismo, Judô, Natação, Remo, Tênis de Mesa, Tênis de Cadeira de Rodas, Tiro com Arco, Tiro Esportivo e Vela Paraolímpica.

Com a FUNDAP será firmado contrato para realização do curso "Educação Física e Esporte como Inclusão Social". Serão capacitados cerca de 4.000 professores de Educação Física da rede pública estadual de ensino.

Ambos, contrato e convênio, serão celebrados nesta sexta-feira, dia 4/11, a partir das 11h00, na sede da Secretaria, com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, e dos respectivos representantes das duas entidades.

Estamos dando veneno para as crianças

Médica ataca indústria por estimular uso de remédios pqsiquiátricos para pacientes infantis.
Cláucida Colucci

Primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no bicentenário "New England Journal of Medicine", a médica Marcia Angell já foi considerada pela revista "Time" uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA.
Desde 2004, Angell, 72, é conhecida como a mulher que tirou o sossego da indústria farmacêutica e de muitos médicos e pesquisadores que trabalham na área.
Naquele ano, ela publicou a explosiva obra "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos", que desnuda o mercado de medicamentos.
Usando da experiência de duas décadas de trabalho no "NEJM", ela conta, por exemplo, como os laboratórios se afastaram de sua missão original de descobrir e fabricar remédios úteis para se transformar em gigantescas máquinas de marketing.
Professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Harvard, Angell é autora de vários artigos e livros que questionam a ética na prática e na pesquisa clínica. Tornou-se também uma crítica ferrenha do sistema de saúde americano.
Tem se dedicado a escrever artigos alertando sobre o excesso de prescrição de drogas antipsicóticas, especialmente entre crianças. "Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade", diz ela.
Mãe de duas filhas e avó de gêmeos de oito meses, ela diz que recebe muitos convites para vir ao Brasil, mas se vê obrigada a recusá-los. "Não suporto a ideia de passar horas e horas dentro de um avião." A seguir, trechos da entrevista exclusiva que ela concedeu à Folha.

Folha - Houve alguma mudança no cenário dos conflitos de interesses entre médicos e indústria farmacêutica desde a publicação do seu livro?
Marcia Angell - Não. Os fatos continuam os mesmos. Talvez as pessoas estejam mais atentas. Há mais discussão, reportagens, livros, artigos acadêmicos sobre esses conflitos, então eles parecem estar mais sutis do que eram no passado. Mas é claro que as companhias farmacêuticas sempre encontram uma forma de manter o lucro.

E os pacientes? Algumas pesquisas mostram eles parecem não se importar muito com essas questões.
Em geral, os pacientes confiam cegamente nos seus médicos. Eles não querem ver esses problemas.
Além disso, as pessoas sempre acreditam que os medicamentos sejam muito mais eficazes do que eles realmente são. Até porque somente estudos positivos são projetados e publicados.
A mídia, os pacientes e mesmo muitos médicos acreditam no que esses estudos publicam. As pessoas creem que as drogas sejam mágicas. Para todas as doenças, para toda infelicidade, existe uma droga. A pessoa vai ao médico e o médico diz: "Você precisa perder peso, fazer mais exercícios". E a pessoa diz: "Eu prefiro o remédio".
E os médicos andam tão ocupados, as consultas são tão rápidas, que ele faz a prescrição. Os pacientes acham o médico sério, confiável, quando ele faz isso.
Pacientes têm de ser educados para o fato de que não existem soluções mágicas para os seus problemas. Drogas têm efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores do que o problema de base.

A sra. tem escrito artigos sobre o excesso de prescrições na área da psiquiatria. Essa seria hoje uma das especialidades médicas mais conflituosas?
Penso que sim. Há hoje um evidente abuso na prescrição de drogas psiquiátricas, especialmente para crianças.
Crianças que têm problemas de comportamento ou problemas familiares vão até o médico e saem de lá com diagnóstico de transtorno bipolar, ou TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade]. E é claro que tem o dedo da indústria estimulando os médicos a fazer mais e mais diagnósticos.
Às vezes, a criança chega a usar quatro, seis drogas diferentes porque uma dá muitos efeitos colaterais, a outra não reduz os sintomas e outras as deixam ainda mais doentes.
Drogas antipsicóticas estão claramente associadas ao diabetes e à síndrome metabólica. Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade.
Pessoas que acham que isso não é assim tão terrível sempre argumentam comigo que essas crianças, em geral, chegaram a um estado tão ruim que algo precisa ser feito. Mas isso não é argumento.

Hoje, fala-se muito em medicina personalizada. Na oncologia, há uma aposta de que drogas desenvolvidas para grupos específicos de pacientes serão uma arma eficaz no combate ao câncer. A sra. acredita nessa possibilidade?
Para mim, isso é só propaganda. Não faz o menor sentido uma companhia farmacêutica desenvolver uma droga para um pequeno número de pessoas. E que sistema de saúde aguentaria pagar preços tão altos?

Algumas escolas de medicina nos EUA começaram a cortar subsídios da indústria farmacêutica e de equipamentos na educação médica continuada. No Brasil, essa dependência é ainda muito forte. É preciso eliminar por completo esse vínculo ou há uma chance de conciliar esses interesses?
Deve ser completamente eliminado. Professores pagam para fazer cursos de educação continuada, advogados fazem o mesmo, por que os médicos não podem? A diferença é que você não precisa ir a um resort no Havaí para ter educação médica continuada. É preciso pensar em modelos de capacitação mais modestos. E, com a internet, todos os países, mesmo os pobres ou em desenvolvimento, podem fazer isso. A educação médica não pode ser financiada por quem tem interesse comercial no conteúdo dessa educação.

Fonte: Folha de S. Paulo - Washington, Estados Unidos da América, 03/11/2011

Úlceras de pressão (Escaras)

As úlceras de pressão também denominadas úlceras de decúbito (do latim "decumbere"=deitar, daí a ser um nome inadequado, porque inclui apenas um tipo de causa) ou escaras. Com todo avanço da medicina permanecem como um problema atual, mesmo nos países mais desenvolvidos, apesar de ser um problema médico antigo, pois foram encontrados indícios delas até em múmias egípcias (Thomson-Rowling J - Pathological Change in Mummies - Proc R Soc Med 1961; 54:409-15 = Op. Cit. by R K Vohra in BMJ).

Como ocorrem

Ocorrem basicamente em pessoas que não podem modificar sua posição em intervalos de tempo regulares, (ideal em torno de 2 em 2 horas) criando áreas de pressão prolongada nas regiões de apoio onde o fluxo sangüineo local fica reduzido levando à isquemia e necrose (morte de tecidos). Por exemplo, em casos de trauma medular, durante a fase de choque medular ocorre alteração dos reflexos vasomotores juntamente com a redução da resposta orgânica aos efeitos isquemiantes da pressão, e ainda, soma-se a estes fatores a estase venosa local que também contribui para a isquemia ainda agravada pela dificuldade de mobilização que permite compressão prolongada localizada (pelo próprio peso do indivíduo) podendo evoluir até a necrose dos tecidos.
Uma vez instalada a isquemia a lesão final varia conforme a profundidade atingida, nos graus de I (o mais superficial) a IV (mais profundo).


Clique nas fotos para vê-las ampliadas.



Grau I

Grau II

Grau III

Grau IV


O tratamento

O melhor tratamento é a prevenção através de mudanças na posição, fiscalização visual da integridade da pele nas pessoas com alteração de sensibilidade, uso de suportes e artefatos que minimizam os efeitos da pressão local ou equipamentos especiais como a cama tipo clinitron. As lesões na região da cintura pélvica respondem por 75%, onde as Ulceras de Pressão são a grande maioria. Uma vez instalada a isquemia a lesão final varia conforme a profundidade atingida (níveis de I a IV).

O tratamento varia de acordo com localização, o tempo de evulução, a idade, as doenças associadas, o quadro clínico geral, o estado nutricional e a profundidade das lesões e inclui uso de:
medidas locais: (hidratantes, nutritivos, antibióticos, curativos, ...)

medidas sistêmicas: (uso de antibióticos, analgésicos, proteínas, vitaminas, sais minerais...)
cirurgias: (desbridamentos, enxertos, retalhos...) para corrigir a lesão no momento oportuno mediante várias opções e técnicas cirúrgicas conforme cada caso).



Curativos de escaras


Técnica


1. Lavar as mãos em água corrente.
2. Usar detergente anti-séptico e/ou sabão neutro.
3. Calçar par ou mão de luva de procedimento (dependendo do aspecto da lesão).
4. Usar éter ou benzina para remover o adesivo do curativo "velho", tomando cuidado para soltar os pelos aderidos ao adesivo e observar reações alérgicas.
5. Limpar a área ao redor da ferida com gaze embebida em soro fisiológico ou água fervida, fazendo movimentos no sentido de dentro para fora (descartar gaze após uso).
6.
ATENÇÃO: Nunca fazer movimento no sentido de fora para dentro da ferida, pois irá contaminar ainda mais e comprometer o processo de cicatrização.
7. Fazer anti-sepsia da ferida com bolas de algodão embebidas em álcool iodado e/ou PVPI (POVIDINE tópico).
8. Com outra gaze seca, remova com movimentos suaves os restos de tecido morto (necrosado) e as secreções (pus).
9. Aplique quantidade do medicamento indicado, no caso de creme ou pomadas, procure encher a ferida até a metade (nós, particularmente, preferimos optar pela urinoterapia pelas suas inúmeras vantagens). Confira no artigo URINOTERAPIA e ESCARAS de nosso site.
10. Cubra o ferimento com camadas de gaze e/ou gaze em compressa do tipo coxim, como medida de conforto e preventiva de possíveis atritos, fricções, etc.
11. A fixação do curativo deve ser com adesivo antialérgico, pegando bem na borda da gaze em compressa para deixar o ferimento o mais arejado possível.
12. Trocar o curativo sempre que necessário (na dependência da drenagem de secreção, após banho, incontinências, etc.) - avaliando cada caso em suas características especiais.
13. Procurar deixar a pessoa bem acomodada e confortável, evitando posição que comprima a área da lesão.
14. Fazer e/ou orientar sobre a importância das mudanças de decúbitos como medidas preventivas de complicações das escaras existentes, além do potencial para o surgimento de outras.
15. Retire a luva e lave as mãos.
Avaliação


1. Observar sistematicamente o aspecto externo do curativo quando das mudanças de decúbitos.
2. Em face da presença excessiva de secreção purulenta e/ou sero-sanguinolenta, proceder à troca do curativo, independentemente de se estar com esquema de horário preestabelecido para as trocas.
3. Atentar para o aspecto geral da ferida, em especial para o surgimento de uma espécie de camada de tom vermelho e aparência esponjosa em granulação, típicas de respostas favoráveis ao processo de cicatrização, evitando, portanto, tentar remover nos procedimentos de limpeza da área.
4. Caso o procedimento esteja sendo feito em domicilio, solicitar orientação de um enfermeiro ou médico acerca da evolução do quadro.
LINKS DE MATERIAL ANTI ESCARAS:

http://www.medicalexpress.saudeglobal.com/

http://www.globalmed.com.br/index.asp

http://www.copespuma.com.br/

Fonte: http://www.rampadeacesso.com/medicina/plastica/index.htm
http://www.entreamigos.com.br/Semimagem/textos/xreabili/xescaras.htm

Humorista Shaolin completa 9 meses em coma

Shaolin completa nove meses em coma e familiares comemoram evolução no quadro clínico; humorista tem assistência diária de dez profissionais.

Em entrevista exclusiva ao Portal PB Agora, o cunhado do humorista Shaolin, Ricardo Santos afirmou que o quadro clínico do comediante avança satisfatoriamente a cada dia. “Não podemos esquecer que o impacto foi muito violento e damos graças a Deus de termos ele ao nosso lado. Foi um verdadeiro milagre ele escapar com vida de um acidente tão trágico”, explicou.

Amanhã faz nove meses que o humorista encontra-se em estado de coma. Ricardo disse também que Shaolin está sendo assistido diariamente por uma equipe de nove médicos e um enfermeiro, entre essas especialidades estão: um cardiologista, um neuropsiquiatra, um ortopedista, um fonoaudiólogo, um nutricionista, quatro fisioterapeuta.

Segundo Ricardo Santos, os estímulos por parte da família são diários e constantes. Ele contou a reportagem do PB Agora que o filho de Shaolin sempre canta e toca violão para o pai, a filha conversa com ele, a esposa também e demais familiares que acreditam na recuperação do humorista. “Temos a consciência de que é uma etapa difícil, mas o pior já passou e estamos aqui acreditando no pronto restabelecimento dele”, frisou.

Ricardo esclareceu ainda que toda a equipe médica é unanime em afirmar que Shaolin tem progredido surpreendentemente. “Sim, os médicos sempre nos dão retorno positivo do seu quadro clínico e, além disso, estamos presenciando. Ele acorda, nos segue com os olhos. Colocamos vídeos dos seus shows e percebemos pequenas e dosadas reações através do seu semblante. O importante é não desistir e estar estimulando-o todos os dias”, finalizou.

Shaolin foi vítima de um acidente automobilístico na Alça Sudoeste, em Campina Grande que por pouco não o tirou de cena. O desastre aconteceu no início deste ano, 18 de janeiro e o humorista chegou politraumatizado (traumatismo em várias partes do corpo) ao hospital e passou por uma delicada intervenção cirúrgica.

Segundo a Medicina, Shaolin está em estado de coma vigil, estado esse onde há geralmente movimentos espontâneos dos olhos, mas não há nenhuma evidência da compreensão ou da expressão de língua. O doente pode ter movimentos não intencionais espontâneos como ranger os dentes. Às vezes, e sem nenhuma razão aparente, podem gritar, gemer, bocejar, chorar ou sorrir.

O acidente

Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, ficou gravemente ferido em um acidente na BR-230, na região de Mutirão, em Campina Grande (PB), no dia 18 de janeiro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o comediante dirigia no sentido São José da Mata quando um caminhão, que vinha na faixa oposta, invadiu a contramão e bateu contra o veículo do artista.

No dia 20 de janeiro, o motorista envolvido no acidente, Jobson Clemente Benício, de 23 anos, apresentou-se à delegacia da Polícia Rodoviária Federal da cidade paraibana. O inspetor responsável pela unidade ouviu o motorista que, em seguida, foi liberado.

Desde o acidente, já foram ouvidos policiais rodoviários federais; médicos do Samu, que prestaram os primeiros atendimentos ao humorista e pessoas da comunidade local, que presenciaram o ocorrido, segundo informou ao R7 o advogado da família de Shaolin, Rodrigo Felinto.

Fonte: http://www.indiaranews.com/

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cadeirantes descobrem nova maneira de jogar futebol

O Jornal Nacional apresenta um futebol diferente: o futebol elétrico.

A reportagem é de Renato Ribeiro.


Os ingredientes: uma quadra, cadeiras de rodas (motorizadas) e uma bola. Os personagens: pessoas tetraplégicas que se recusaram a ver em uma cadeira algo que aprisionasse.

Esse é o “power soccer”. Em português, seria futebol elétrico. Elétrico porque as cadeiras de rodas (motorizadas) usam baterias iguais às baterias de carro. São usadas barras de ferro que servem tanto de proteção quanto como contato com a bola, como se fossem as chuteiras.

“É a mesma emoção de quando eu jogava bola. Não tem diferença nenhuma. É uma sensação de superação, de liberdade e de conquista”, diz Ricardo Gonzalez, presidente da Associação Brasileira de Futebol Elétrico.

Ricardo é um dos pioneiros da modalidade no Brasil, que começou em 2009. Ficou tetraplégico depois de um acidente de carro. O objetivo dele é transformar a nova modalidade em esporte de exibição nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

As regras são simples. Dois times, com quatro de cada lado, incluindo goleiro. A bola é do tamanho da autoestima desses atletas, bem maior do que o normal. O gol fica entre dois cones. E o jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos. O mais legal: é unissex e sem limite de idade.

Por isso, famílias começaram a procurar esse time, no Rio, em busca de uma atividade para os filhos. “Hoje ele é um menino muito feliz. O comportamento dele até mudou”, conta José Carlos Borges, pai de Bernardo.

“É legal a integração com pessoas que têm o mesmo problema que eu”, diz o praticante Bernardo Borges.

Eles levam a sério. Os gols normalmente saem de bolas divididas. Os pais viram mecânicos. A cadeira chega a 10 km/h, controlada por um joystick. Alguns têm que prender a mão no controle com uma fita.

Em um clube, na Zona Oeste do Rio, famílias se reúnem todos os sábados para torcer e sorrir. Tudo é adaptado aos atletas, como os banheiros e a rampa na entrada do ginásio. São pessoas que, normalmente, são capazes de fazer poucos movimentos. “Não consigo apertar algumas coisas e não escovo os dentes sozinho”, diz Ricardo Gonzalez.

Os movimentos se transformam na quadra. “É um futebol de cadeirantes, mas eu me sinto como se fosse um jogador de verdade”, conta Lucas, de 9 anos.
“Power soccer”: um novo esporte capaz de mostrar, de novo, o poder do futebol.





Fonte: Ser Lesado

Projeto de Lei prevê centros especializados em doenças raras

Keffin Gracher
Direito a tratamento é negado, diz Edinho Silva, autor do PL
Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que determina a implantação no estado de uma política de atendimento e tratamento a doenças raras. Osteogenesis imperfecta, lúpus e mucopolissacaridose são algumas delas. Para isso, seriam criados Centros Especializados de Referência.

Entidades de apoio aos portadores de doenças raras, como o Instituto Baresi, se mobilizam pela aprovação da proposta. Foi criada uma petição via internet para pressionar os deputados estaduais (http://www.ipetitions.com/petition/pl648/).

As dificuldades de pacientes começam pelos diagnósticos incorretos. Mas vão além. Falta de profissionais especializados, preconceito e até medicamentos também são problemas fraquentes, esclarece Adriana Dias, diretora da Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta.

“A ideia é que os Centros de Referência prestem assistência médica, de reabilitação e farmacêutica”, afirma diz.
Segundo ela, atualmente, cerca de 2,5 milhões de paulistas convivem com alguma doença considerada rara. O autor do projeto, deputado Edinho Silva (PT), diz que até o momento “foi negado a muitos pacientes que sofrem de doença rara o direito de diagnóstico médico, de tratamento e, consequentemente, de uma vida digna”.

Fonte: http://filhosdecristal.blogspot.com/2011/11/projeto-de-lei-preve-centros.html

Medicamento usado para tratar a osteoporose pode ajudar a diminuir o número de fracturas.

Um grupo de investigadores britânicos, anunciou que a descoberta de um medicamento usado para tratar a osteoporose pode ajudar a diminuir o número de fracturas em crianças que sofrem da chamada síndrome dos ossos de vidro.

Mais de 50 indivíduos participaram num teste realizado no Sheffield Children's Hospital, no norte da Inglaterra, onde lhe foi administrado uma dose semanal de apenas dois miligramas de risedronato.

Um dos voluntários, Luke Hall, da cidade de Leeds, sofreu sua primeira fractura ainda no útero da mãe e até chegar à adolescência, já teve mais de 40 lesões. "Quando fiz o primeiro ultra-som, aos três meses de gravidez, os médicos já notaram um problema - ele tinha quebrado a perna", segundo contou à BBC a mãe da criança, Dorothy Hall.

"Ao começar a engatinhar, ele sofreu várias fracturas, principalmente nas pernas. Mas também quebrou outros membros e dedos dos pés e das mãos - ao menos uma vez a cada dois meses", acrescentou.

Com o novo medicamento, verificou-se que os ossos da criança estão mais fortes, mas o risco de fracturas ainda existe. "Ele entende suas limitações", disse a mãe. "Há coisas que ele não pode fazer. Por exemplo, ele jogava futebol até os 13 anos, mas entendeu que teve de parar porque o risco de lesões aumentou."

Os cientistas acreditam que a descoberta cria uma alternativa mais barata e mais acessível aos remédios já existentes, em casos menos graves. Nick Bishop, especialista na síndrome dos ossos de vidro, explicou que “é possível reduzir o número de internamentos, e todas as crianças que participaram nos testes apresentaram menos fracturas".

A síndrome de ossos de vidro, ou 'osteogenesis imperfecta', é uma doença genética hereditária que acompanha um indivíduo desde o nascimento. Portadores da doença apresentam colagénio de má qualidade ou em quantidade insuficiente para oferecer apoio à estrutura óssea".

Fonte: Ciência hoje

FERNANDINHO: UM ANJO DE VIDRO...


Esse é Fernandinho, símbolo da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), um ser iluminado, que sorri, canta, ama e é muito amado. Das vezes em que pudemos acompanhar sua trajetória de vida, uma vida vitoriosa todos os dias, não há como não nos emocionarmos, muito mais quando lembramos pelo pouco que muitas vezes reclamamos.

Quando vejo esse sorriso penso que já passou da hora do homem parar de reclamar, parar de ser mesquinho, parar de mal dizer seu semelhante, parar de ser hipócrita, e começar a ver a vida com os olhos de Deus, onde tudo é lindo, mesmo as coisas mais simples como um raio de sol iluminando a gota de orvalho na pétala da flor em nosso jardim.

Fernandinho tem todas as razões do mundo para ser uma criança crítica e rancorosa, ele é portador da doença conhecida popularmente como Ossos de vidro e uma maior ainda para não ser: o amor.
O amor que esse menino tem pela vida e por seus pais.

Deixemos um pouco de sermos tão desumanos, tão desacreditados, tão mal agradecidos, tão distantes do nosso Pai, vamos sorrir mais, amar mais, abraçar mais, agradecer mais, viver mais.

Vamos ser mais FERNANDINHO.


Fonte Naco de prosa

“Eu não podia pular, mas podia bater a corda”

Heloísa Rocha, de 27 anos, que sofre de ortogêneses imperfeita, conta como enfrenta a doença desde que nasceu.
Heloísa Rocha conta como enfrenta a doença .










Heloísa trabalhando: durante a entrevista com um de seus ídolos, o desenhista Mauricio de Sousa Arquivo Pessoal


Fonte: http://filhosdecristal.blogspot.com/2011/11/heloisa-rocha-conta-como-enfrenta.html

A Política Nacional para a Educação Inclusiva: Avanços e Desafios

A Política Nacional para a Educação Inclusiva: Avanços e Desafios



Visão histórica da Deficiência

Visão histórica da Deficiência

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tecnologia ajuda deficientes visuais

Saiba como deficientes visuais a vencerem as dificuldades do dia a dia com ajuda da revolução tecnológica.
Micheli Nunes

Lucas Radaelli, de 20 anos, é estudante de ciências da computação e faz estágio na Universidade Federal do Paraná. Muito ativo na internet, tem perfis no YouTube, Twitter e Facebook, em que posta vídeos, fotos e informações sobre seu cotidiano. A única diferença entre ele e a maioria dos seus amigos é o fato de ser deficiente visual. Por motivos ainda desconhecidos, Lucas nasceu cego do olho esquerdo e, aos quatro anos, teve um descolamento de retina no outro olho, perdendo completamente a visão. Hoje, com a ajuda de smartphones e afins, consegue levar uma vida sem tantas restrições. Aqui, ele conta como a tecnologia está mudando a vida dos cegos de 20 e poucos anos conectada com o mundo digital.

DIÁRIO_ Como foi a sua educação e quais foram as maiores dificuldades neste período?

LUCAS RADAELLI_ Sempre estudei em escolas normais. Meus pais me deram um notebook na quarta série e eu conciliava os estudos com materiais digitais com os em braille. Meus pais ainda escaneavam todos os livros e faziam adaptações para que eu pudesse entender totalmente o conteúdo. Por exemplo, se havia uma imagem no meio do livro, eles a descreviam. Mas o processo de escanear os materiais para que eu os tivesse em formato digital não era rápido, demorava muito. Acredito que essa foi uma das maiores dificuldades.

Quais são os principais benefícios da tecnologia na sua vida hoje?

Existe uma frase que diz: “A tecnologia torna as coisas mais fáceis para as pessoas. Para as pessoas com deficiência, torna as coisas possíveis”. Eu realmente gosto desta frase porque ela resume bem o que é a tecnologia para mim hoje. Os cegos usam o computador com a ajuda de um programa chamado leitor de telas. Com comandos no teclado (nunca usamos o mouse), navegamos nas opções disponíveis. Cada comando dado tem uma resposta em áudio do leitor de telas, que lê o texto selecionado, o item de menu e por aí vai. Como disse, uso um notebook para estudar desde a quarta série. Agora, com o iPhone, tenho a ajuda da tecnologia em qualquer lugar. Por exemplo, quando chego em um restaurante e não tem cardápio em braille, vejo as dicas que as pessoas deixaram no aplicativo da rede social 4Square e escolho meu prato.

Os cegos são unidos na internet. Você faz parte disso?

Sim, há muitas comunidades. Eu tenho um site (www.acessibilidadeapple.com), em que posto coisas relacionadas ao mundo Apple e à acessibilidade. Sem falar nas várias listas de discussão das quais participo, tanto brasileiras quanto internacionais. Esse contato com as pessoas faz as informações circularem mais rápido, o que também ajuda muito.

Antes das novas cédulas de real com tamanhos diferenciados, como você lidava com o dinheiro?
Era complicado. Antes de sair de casa, sempre organizava as notas na minha carteira em uma certa ordem. Ao receber um troco, perguntava quais eram as notas que havia recebido e guardava na mesma ordem. Incrivelmente, nunca fui enganado.

Como é pegar ônibus e andar nas ruas hoje?

Os ônibus em Curitiba, onde moro, anunciam qual será o próximo ponto em que vão parar. Quando me mudei para cá, notei que isso era uma coisa mais do que incrível. Deveria ser assim em todos os outros lugares. Semáforos sonoros, para sabermos a hora correta de atravessar a rua, seria outro avanço grande. E também uma melhor manutenção das calçadas, com maior fiscalização, a fim de que sejam respeitadas as normas de segurança.

Você sempre conta no Twitter que algumas pessoas ficam chocadas com o fato de você ir ao cinema, mandar SMS, assistir à televisão...
Acredito que as pessoas têm esse tipo de pensamento porque imaginam que, se fossem cegas, não conseguiriam realizar algumas atividades. Isso acontece porque elas não conhecem as tecnologias que existem para ajudar os deficientes visuais e porque não tiveram um tempo de adaptação. O fato é que, para a maioria, à primeira vista, as habilidades que eu tenho são grandes coisas, mas, depois que conhecem o meu mundo um pouco melhor, acabam percebendo que são as mesmas habilidades que outra pessoa com 20 anos por aí pode ter. Gosto de contar para os outros sobre o cotidiano na perspectiva das pessoas cegas. Ajuda a desmistificar o nosso mundo e também a mostrar como ele está mais próximo da vida das outras pessoas do que se imagina.

Fonte: Diário de S. Paulo - 01/11/2011

Cadeirante enfrenta pelas ruas da cidade buracos, calçadas tomadas por veículos e falta de rampas

Repórter acompanha cadeirante em seu dia a dia no Rio.
Rogério Daflon

RIO - A publicitária Heloísa Frontin, de 65 anos, é uma senhora radical. Seu jeito de conduzir sua cadeira de rodas motorizada contrasta com a maneira calma com que pinta seus quadros em casa. Acompanhá-la num trajeto de Botafogo até o Catete é testemunhar uma aventura. Tendo ao lado o inseparável cãozinho Van Gogh, ela sai da calçada o tempo todo e ganha as ruas, espalhando surpresa e apreensão:
- As calçadas são impróprias a um cadeirante. E eu não quero deixar de ir aos lugares por causa disso. O jeito é enfrentar não só buracos e desníveis das calçadas, como bueiros e depressões do asfalto - diz Heloísa, bisneta do engenheiro Paulo de Frontin.
Os obstáculos a que se refere Heloísa atormentam também os pedestres. Ao sair do prédio onde mora, na Rua Dona Mariana, em Botafogo, ela mostra a raiz de uma árvore que levantou o concreto da calçada:
- Dá para passar por aqui? - indaga.
Não, não dá. Ela então vai pelo asfalto, rumo à Rua São Clemente. De repente, desvia-se de uma rampa malfeita, vai para a rua, depara-se com um bueiro e, em seguida, um buraco. Evita os dois obstáculos com talento de piloto de automobilismo. Na contramão...
Na chegada à estação Botafogo do metrô, Heloísa elogia o fato de o lugar contar com um elevador, mas a aprovação dura pouco. Para seguir rumo à Zona Norte, ela tem que atravessar por dentro de um trem, de modo a passar de uma plataforma à outra.
Hoje, das 35 estações do metrô, apenas seis (17%) contam com elevadores, mas, de acordo com a concessionária, até o fim do ano, eles estarão instalados em todas.
Dificuldades para embarcar em ônibus
Já no Largo do Machado, Heloísa parte para uma loja de conserto de cadeiras de rodas:
- Os funcionários vão dizer que cada vez mais cadeiras de rodas têm de ir para a oficina. Não dá para aguentar muito tempo tantos buracos e obstáculos nas calçadas.
Dito e feito. Todos na loja falaram sobre a má conservação das calçadas. Um funcionário diz que há buracos até em rampas para cadeirantes. Ao sair, Heloísa se dirige a uma rampa da Rua Dois de Dezembro, no Catete:
- Viu? Há rampas que não servem nem para nós - diz, desviando-se de uma.
Na volta para Botafogo, Heloísa prefere o ônibus. Passa o primeiro coletivo com elevador para cadeirantes. O trocador desce e informa que o equipamento não está funcionando. Em voz alta, convoca passageiros para levantarem, no braço, a cadeira de rodas de Heloísa, que recusa o improviso:
- Pode parar. De jeito nenhum!
No ônibus seguinte, Heloísa vê o elevador baixar, dispensa ajuda e faz tudo sozinha, com agilidade, num sistema em geral pouco amigável aos cadeirantes.
- Eu sei que sou corajosa, mas as coisas deveriam ser mais confortáveis para nós - critica Heloísa, que ressalta o fato de não ficar parada em casa, reclamando da falta de acessibilidade, numa cidade que vai sediar os Jogos Paraolímpicos de 2016.
De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, todos os ônibus do Rio estarão acessíveis a cadeirantes até 2014. Atualmente, apenas um quarto da frota de 8.600 coletivos conta com esse recurso.
O secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório, reconhece que o Rio está longe do ideal quanto à acessibilidade nas calçadas. Ressalta, porém, que os Jogos Paraolímpicos de 2016 vão resultar não só em equipamentos esportivos amigáveis aos cadeirantes, como em calçadas totalmente reformadas no entorno deles:
- E todas as obras novas preveem acessibilidade aos deficientes físicos. Isso quer dizer que as calçadas de novas vias, como Transolímpica e Transoeste, terão um padrão adequado, tanto para o cadeirante como para o pedestre. Mas o passivo é grande.
Osório acrescenta que a prefeitura vem notificando e multando condomínios e casas que não cuidam de suas calçadas:
- Não é uma tarefa simples. A cidade ainda não tem a cultura de se responsabilizar pelas calçadas.
Ex-técnica de ginástica olímpica do Flamengo, Georgette Vidor, que há pouco mais de um mês assumiu a Secretaria municipal da Pessoa com Deficiência, diz que a cidade ainda têm incríveis carências em termos de acessibilidade:
- Em Londres, sede dos Jogos de 2012, está havendo um esforço muito grande para deixar as calçadas do entorno dos equipamentos esportivos acessíveis aos deficientes físicos. Todos os locais que terão eventos dos Jogos e seus entornos já estão acessíveis. Alguns lugares turísticos, também por causa do evento, já se tornaram acessíveis. Londres, na verdade, está investindo no turista com deficiência física. Não é favor, é uma visão de mercado - diz Georgette, que passou a usar cadeira de rodas após ter sofrido um acidente de ônibus com a equipe de ginástica olímpica do Flamengo, em 1997.
A superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Teresa Costa d'Amaral, afirma que as calçadas cariocas são impróprias não só para cadeirantes, como também para cegos, idosos, mulheres de salto alto e pessoas com muletas ou carrinhos de bebê:
- Com o projeto Rio Cidade, as calçadas passaram a ter rampas. Ocorre que, em muitos bairros do Rio, as ruas receberam novas camadas de asfalto e ficaram mais altas que as rampas, onde muitos cadeirantes já se acidentaram. Pelo jeito, é nesse cenário que o Rio vai receber os Jogos Paraolímpicos.
Perigos incluem bueiros explodindo e fios baixos
Cadeirantes e pedestres enfrentam todo tipo de risco. É o ar-condicionado que pinga, o buraco no calçamento, a árvore que ameaça tombar, a fiação aérea pendurada quase à altura do chão, o reboco da marquise prestes a desabar e, agora, até bueiros que explodem a esmo. Caminhar pelas calçadas da cidade tem sido quase uma prova de obstáculos aos cariocas, mas com riscos à saúde. Basta percorrer ruas do Centro, da Zona Sul e da Tijuca para encontrar inúmeras armadilhas urbanas.
Uma delas, em plena Avenida Rio Branco, quase provocou, há dias, uma torção no empresário Carlos Nascimento. Ao se desviar de uma obra inacabada, quase na esquina com a Almirante Barroso, ele pisou em falso num buraco entre as pedras portuguesas:
- Fui me desviar dos tapumes e, por muito pouco, não levei um tombo. Fiquei com o tornozelo dolorido no dia seguinte.
Colaborou Laura Antunes

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/07/31/cadeirante-enfrenta-pelas-ruas-da-cidade-buracos-calcadas-tomadas-por-veiculos-falta-de-rampas-925026891.asp#ixzz1cTtz9u7B
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Fonte: O Globo - Rio de Janeiro-RJ, 01/11/2011

Estudo descarta vínculo entre remédios para déficit de atenção e ataque cardíaco

Pesquisa realizada pela Universidade Vanderbilt acompanhou mais de um milhão de jovens.

da Redação

Um amplo estudo realizado com mais de um milhão de crianças e jovens adultos demonstrou não haver um risco maior de ataque cardíaco entre as pessoas que tomam medicamentos para o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (ADHD).

"Este amplo estudo demonstrou não haver evidências de que o uso corrente de um medicamento ADHD esteja associado a um risco ampliado de eventos cardiovasculares sérios", destacaram os autores do estudo, publicado na edição desta terça-feira do New England Journal of Medicine.

Segundo especialistas, a pesquisa deverá pôr um fim às preocupações levantadas alguns anos atrás nos Estados Unidos e no Canadá sobre os potenciais riscos cardíacos de se dar aos jovens medicamentos estimulantes como a ritalina.

Um total de 1,2 milhão de pessoas com idades entre dois e 24 anos participaram da pesquisa, conduzida por William Cooper, dos departamentos de pediatria e medicina preventiva da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee.

A análise incluiu crianças com problemas cardíacos congênitos, um grupo supostamente com um risco maior de sofrer ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

Os cientistas não conseguiram descobrir a existência de qualquer risco maior em comparação com crianças que não fazem uso destes medicamentos.

Segundo Andrew Adesman, chefe de pediatria comportamental e desenvolvimental do Centro Médico do Hospital Infantil Steven & Alexandra Cohen, em Nova York, os dados "são em geral bastante tranquilizadores" e alinhados com estudos anteriores e menores.

"Este novo estudo novamente não encontrou associação entre tratamento com medicamento estimulante e morte súbita cardíaca, infarto do miocárdio ou derrame", disse Adesman, que não participou do estudo.

As descobertas, segundo ele, devem dar "mais tranquilidade a famílias e clínicos", acrescentou.

Fonte: UOL - 01/11/2011

Pesquisa inédita no Brasil revela dados sobre o mercado de trabalho para as pessoas com deficiência

O evento acontece no próximo dia 8 de novembro e divulgará dados de uma pesquisa inédita feita pela FIPE.
Divulgação

Dados de uma pesquisa realizada pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, serão apresentados no dia 8 de novembro, terça-feira, na FEA/USP.

A pesquisa, ainda inédita no Brasil, foi feita com pessoas com e sem deficiência, com o objetivo de informar organizações e empresários sobre pessoas com deficiência no mercado de trabalho, além de debater sobre as possibilidades de inserção profissional dessas pessoas.

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, estará presente e abrirá o evento com uma palestra que mostra a visão do Governo do Estado sobre a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Além da Secretária, outros convidados palestrarão, como o professor Hélio Zylberstajn e o professor José Afonso Mazzon.

O evento é gratuito e acontece a partir das 8h30.

Serviço:

Data: 8 de novembro de 2011

Horário: a partir das 8h30

Local: FEA/USP - ao lado da Praça dos Bancos

Endereço: Rua Professor Luciano Gualberto, 908 - São Paulo

Fonte:Secretaria do Direito das Pessoas com Deficiência - Governo de São Paulo
São Paulo - SP, 01/11/2011 - Imagem Internet

VIII Simpósio de Educação Musical Especial - Tema: A música voltou às escolas… e como fica a inclusão?

Os professores de música estão preparados para atender aos alunos com deficiência?

Divulgação

26 e 27/11/2011 – EMPEM - Piracicaba
Neste ano de 2011 o Simpósio de Educação Musical Especial em parceria com a Escola de Música Ernesth Mahle em Piracicaba, traz como tema de debate a inclusão de alunos com deficiências diante da volta da educação musical ao ensino regular, em decorrência da promulgação da Lei 11.769 de 2008.

Será que os professores de música estão preparados para esta demana? Quais metodologias e estratégias pedagógicas utilizar? Qual o papel da escola e da comunidade neste processo?
Estas e outras questões serão debatidas durante o evento. Portanto, não deixe de conferir e participar !

PROGRAMAÇÃO - 26/11 (sábado)

Palestra Desenvolvimento cognitivo, aprendizagem musical e inclusão
Prof. Ms Viviane L ouro (FASCS e Guri Santa Marcelina)

Grupo de discussão 1 Reflexões sobre acessibilidade, música e inclusão
Prof. Ms. Isabel Bertevelli (Instituto de Cegos Padre Chico)

Apresentação Trupe do Trapo

Palestra Musicoterapia e educação musical especial
Musicoterapeuta a confirmar

27/11 (domingo)
Mesa Redonda Formação de professores na perspectiva da Educação Inclusiva
Prof. Ms. Lisbeth Soares (FASCS/PMSBC)
Prof. Dra. Anna Maria Padilha (UNIMEP) a confirmar

Grupo de discussão 2 Reflexões sobre adaptações e intervenções pedagógicas na Educação Musical
Prof. Ms. Lisbeth Soares (FASCS/PMSBC)

Mais informações: http://www2.empem.org.br/expo/

Fonte: EMPEM EXPO - Piracicaba-SP, 01/11/2011 - Imagem Internet

Aromas do Centro

Alunos da Fundação Dorina Nowill fazem sua primeira aula externa do curso de Avaliação Olfativa.
Jaqueline Mafra e Luiz Felipe Guimarães / Fotos: Lia Sagre

No dia 28 de setembro, no largo do Arouche em São Paulo, a banca de flores “Dora” recebeu uma visita única em seus 84 anos de história. Nesse dia foi realizada a primeira saída dos alunos do curso de Avaliação Olfativa para Deficientes Visuais da Fundação Dorina Norwill.

Aluna Luiza sente rosas vermelhas com a mão. Ao seu lado, e segurando seu braço para indicar o caminho, uma funcionária da Dorina Nowill.
Aluna Luiza sente rosas vermelhas com a mão. Ao seu lado, e segurando seu braço para indicar o caminho, uma funcionária da Dorina Nowill.
Logo que o grupo desceu da van, Rejane Padovani, consultora pedagógica, começou a descrever o local para eles. Era um dia ensolarado e de muito calor no centro da cidade. A praça do Largo estava pouco movimentada, apenas algumas pessoas descansavam na sombra. À frente do grupo, uma banca de flores, onde a atividade seria realizada. Os participantes, em torno de 10 pessoas, foram divididos em grupos menores para poder acompanhar a aula de Renata Ashcar, professora do curso.

As aulas de Avaliação Olfativa normalmente são dadas em um laboratório, onde os alunos têm contato com as fragrâncias em óleos. Um dos principais objetivos é desenvolver a chamada memória olfativa, atributo fundamental para um profissional da área e uma das principais razões para a realização das visitas externas.

O curso tem duração de um ano, será dedicado ao ensino teórico e prático sobre os temas relacionados à perfumaria e ao mercado de trabalho e mais seis meses de estágio, para aprimorar as habilidades olfativas do aluno. Os temas das aulas envolvem História da perfumaria e da arte, linguagem e tendências da perfumaria, famílias olfativas, matérias-primas, avaliação olfativa e sensorial, marketing e comunicação, além de preparação para o mercado de trabalho.

A iniciativa partiu da empresária Tânia Bulhões, que procurou a parceria com a Fundação Dorina Norwill. A grade curricular do curso foi adequada conforme um estudo de necessidades e expectativas da indústria de perfumaria. O projeto inicial prevê a capacitação de 4 turmas, entre agosto de 2011 e dezembro de 2013.

Marina, aluna do curso, de perfil, observa flor vermelha. Ao fundo da foto, funcionárias do Dorina Nowill, que observam Marina e sorriem
<br />
Marina, aluna do curso, de perfil, observa flor vermelha. Ao fundo da foto, funcionárias do Dorina Nowill, que observam Marina e sorriem
Na floricultura, Renata retomava algumas lições aprendidas no laboratório, mas agora com as matérias primas. Os alunos não somente cheiravam como também tateavam as flores e temperos. Perguntada sobre qual era o perfume que mais gostou, Luiza Antônia, 18 anos e cega de nascença por um erro médico, disse: “As rosas. Eu me identifico com elas”.

Perceber os objetos pelo tato e cheiro se torna necessário quando se é cego. Maria de Neida, 40, diz que ”Quando não se enxerga, você deve identificar as coisas com o que tem”, mas completa: “Enxergar é relativo. Aquilo que vocês (não-cegos) não vêem nós percebemos”

A segunda parte da visita foi realizada no Mercado Municipal de São Paulo. Inicialmente, os alunos foram para uma banca de frutas onde entraram em contato com outros tipos de fragâncias, assim como frutas exóticas. Além de sentir o perfume, também puderam tocar e prová-las. O grupo chamou bastante atenção nos corredores do Mercado. Maria de Neida brincou: “Vamos começar a cobrar ingressos”.

Quatro alunos sentem o aroma das frutas em suas mãos
Alunos sentem o aroma das frutas em suas mãos
Dessa vez todos os alunos se reuniram ao redor de Renata, que acompanhada de um funcionário da banca de frutas, explicava as fragâncias e entregava as iguarias para os participantes. “As frutas são altamente utilizadas na indústria de perfumaria” disse. Não a toa, muitos reconheceram o pêssego como cheiro de shampoo ou sabonete, assim como a laranja e tangerina como perfumes que eles mesmo usavam. Renata comentou que o aroma cítrico, o qual tiveram contato no laboratório, é o mais usado em perfumaria e ficou feliz pelos alunos reconhecê-los através das frutas nessa atividade.

Bruna posa para foto
Aluna Bruna, que está cega há dois anos
A indústria de perfumaria é o principal objetivo para os alunos do curso. Luiza Antônia está confiante em sua formação: “É uma oportunidade de finalmente entrar no mercado de trabalho”. Um caso mais curioso é o de Bruna de Freitas Aguilar, 29 anos. Bruna sempre quis estudar perfumaria e chegou até cursar o técnico em química, mas não pôde prosseguir com seu sonho. “Eu teria que me mudar para a França para estudar e meus pais não me deixaram” disse. Bruna estudou Administração de Empresas e trabalhava na área. “Eu até gostava de ser administradora, mas estudar perfumes é mais divertido” brinca e continua: “O curso é sensacional, temos aulas com bons professores”.

Mas Bruna não era a única com algum contato na área. Roselaine Evaristo, 29 anos, que está em acompanhamento na Fundação Dorina Novill há dois anos, quando descobriu que tinha Distrofia de Cones, trabalhou em uma indústria química antes e com o curso vê uma chance de voltar para a área. Sobre a atividade externa Roselaine diz que “é muito bom para os alunos se aprimorarem, conhecer as matérias primas, de onde vêm as essências, para que assim se tornem profissionais qualificados. Na vida tem que pesquisar para conhecer.”

Roselaine Evaristo ao lado de sua irmão Gisele
Roselaine Evaristo ao lado de sua irmã Gisele
Sua irmã, Gisele Evaristo, 18 anos, acompanhava a turma de longe. Disse que depois que Roselaine começou a perder a visão foi acompanhá-la nas atividades que a Fundação oferecia. Nesse dia, saiu do trabalho para ir junto com o grupo. “Minha irmã está em primeiro lugar”, diz Gisele.
Os participantes não foram os únicos a se beneficiar da experiência. Renata, a professora, que possui uma carreira dedicada aos cosméticos, disse à reportagem que foi “uma oportunidade de botar em prática o ensino da perfumaria”.

A visita terminou ainda no Mercadão, mas dessa vez em uma banca de especiarias. Já era em torno das 17h quando os participantes retornaram à van, satisfeitos com seus resultados e ansiosos para a próxima vez.

Fonte: Rede Saci - São Paulo - SP, 31/10/2011



Evento comemora 30 anos de luta de deficientes por direitos

O evento será realizado de 17 a 19/11, em São Paulo. Debates tratarão sobre o que fazer para que as pessoas com deficiência possam exercer seus direitos de forma plena.

A Secretaria do Estado dos Direitos das Pessoas com DeficiênciaSite externo. com o apoio institucional da Representação do Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU)Site externo. no Brasil irá promover um evento, de três dias, para relembrar e comemorar o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência realizado há trinta anos, um marco na luta pelos direitos das pessoas com deficiência no mundo.

O seminário internacional vai homenagear os militantes pioneiros nesta área e estimular os novos ativistas a perseverarem na caminhada pela igualdade de direitos e pela plena participação na sociedade, com a inclusão no mercado de trabalho, de acordo com a assessoria de imprensa da secretaria.

Os debates também serão em torno do futuro: o que fazer neste momento para que as pessoas com deficiência sejam tratadas com igualdade e possam exercer seus direitos de forma plena. O evento ocorrerá no dia 17 de novembro na própria secretaria e nos dias 18 e 19 de novembro no Hotel Jaraguá Convention.

A inscrição custa R$ 20 reais e pode ser feita na página do evento (http://seminarioaipd.sedpcd.sp.gov.br/Site externo.). Toda a programação e a lista dos convidados brasileiros e estrangeiros também pode ser conferida no site.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidadeSite externo.