sábado, 19 de novembro de 2011

Surfe adaptado transforma deficientes físicos em exemplos de superação

Atletas especiais integram projeto que permite adaptação ao esporte e, sobre as ondas, emocionam campeões durante etapa do Circuito Brasileiro.

Além das vitórias de Simão Romão e Juliana Quint, a etapa do Rio de Janeiro do Circuito Brasileiro de Surf, disputada neste final de semana, na praia da Barra da Tijuca, celebrou também a conquista de um grupo especial de atletas sobre as ondas. 


Apoiados pelo Projeto AdaptSurfSite externo., deficientes físicos deram prova de que podem praticar o esporte, apesar de suas limitações, e acabaram elogiados pelos próprios campeões do evento.

Fernanda Tolomei, que nasceu com malformação da mão esquerda, diz que surfar sempre foi algo desafiador por causa de sua condição física. A realização do sonho foi possível quando ela se aliou ao Projeto AdaptSurf, idealizado por Henrique Saraiva, que permite adaptar o esporte aos deficientes. "Eu achava que era algo muito difícil, muito distante. Eu até imaginava se um dia eu iria conseguir, mas não tinha essa certeza. A prancha de surfe sempre foi muito difícil, eu teria que levantar com a mão e usaria as duas mãos para me levantar. Minha deficiência era uma situação difícil para eu poder surfar", afirmou Fernanda, que participa do projeto desde janeiro de 2010.

À frente do Adapt Surf, Henrique Saraiva perdeu o movimento da perna direita ao ser baleado em um assalto. Após tornar-se deficiente físico, ele fundou o projeto para ajudar as pessoas.

"Depois do acidente o surfe me ajudou muito na reabilitação, tanto na parte social quanto física também. Da mesma forma como alguém me introduziu ao surfe adaptado e eu fui beneficiado por isso, é legal saber que outras pessoas também estão sendo beneficiadas pelo esporte e nós estamos podendo ajudar", disse. Fernanda conta que a equipe do projeto a ajudou a encontrar uma solução para que pudesse subir na prancha de surfe.

"A gente tentou colocar luvas para facilitar a remada, porque eu tenho muita dificuldade na hora da remanda, na hora de entrar na onda, ou colocar alguma borracha na parte de cima da prancha. Mas a solução foi colocar mais parafina no lado esquerdo da prancha para que eu possa travar minha mão e subir sem problemas", explicou.

Na praia da Barra da Tijuca, Fernanda e os outros atletas do projeto acompanharam de perto a final da etapa do Rio de Janeiro do Circuito Brasileiro de Surfe, vencida pelo carioca Simão Romão, no masculino, e pela paulista e Juliana Quint, no feminino. "Eu almejo fazer manobras na minha condição para imitar eles", revelou Marcelo Cardoso, um dos atletas do Adapt Surf.

Vencedora da etapa sobre Thaís Almeida, Juliana se emocionou com o exemplo de Fernanda e dos participantes do projeto. "É emocionante, superação total, não tem limite para nada, basta ter fé, acreditar no que gosta, e dá tudo certo", disse a surfista. Simão Romão também elogiou a postura dos surfistas especiais. "A garra deles me inspira a buscar minhas coisas também, eu sou fã deles".

Para Fernanda, surfar tornou-se uma inspiração para sua vida. "Quando eu estou com os dois pés na prancha eu sinto a minha base estável, e é assim que a minha vida tem que estar, com alegria, com força, com meu pé lá na frente guiando a minha vida com tudo em paz. O surfe para mim é isso."

Fonte: http://sportv.globo.com/Site externo.

Menino de sete anos aprende a andar com máquina criada pelo pai

Um mecânico de carros na Argentina inventou uma máquina que permitiu que seu filho de sete anos conseguisse caminhar, apesar de todos os prognósticos pessimistas dos médicos.
Jorge Cardile, que trabalha em uma oficina em Buenos Aires, construiu um "reabilitador de caminhadas" em um mês, feito a partir de uma bicicleta e tábuas de madeira.
Com o tempo – e com todas as suas economias – ele foi aperfeiçoando a invenção.até chegar ao protótipo que permitiu que seu filho exercitasse os músculos das pernas e corrigisse sua postura.
Ao ver o sucesso do filho, Jorge convidou outros pacientes a testarem a invenção. Agora dezenas de pacientes estão procurando a pequena clínica que montou.
Jorge Cardile diz que sua invenção ajuda todas as pessoas com problemas motores. Ele está agora em busca de uma empresa que ajude a produzir sua invenção em maior escala, mas isso tem sido difícil.
Sua inspiração, nas suas palavras, é o seu ídolo – o filho – que agora caminha apesar de todos os prognósticos pessimistas.

Correndo atrás da minha CNH – Projeto difícil, longo, mas não impossível!

Adriana Lage comenta sobre o simulador existente no DETRAN de Belo Horizonte que permite à pessoa com deficiência física testar sua capacidade para dirigir um veículo.

Adriana Lage

Essa semana foi rica em assuntos ligados às pessoas com deficiência. Podemos destacar a excelente performance do Brasil no Parapan e o lançamento do Viver Sem Limites. Como a semana foi bem corrida e estou atolada de tanto serviço, vou deixar para comentar sobre esses assuntos mais tarde. Hoje vou falar sobre um cadinho sobre a obtenção da minha CNH.


Sempre tive vontade de tirar minha CNH – Carteira Nacional de Habilitação. Trata-se de um sonho ainda bem distante de ser realizado. Mas, de forma alguma, impossível! Como possuo fraqueza muscular e comprometimento motor na vértebra C5, não consigo ganhar força por nada desse mundo. Podem acreditar: não consigo girar o volante do carro utilizando apenas uma das mãos.


As pessoas com deficiência, em Minas Gerais, devem sempre buscar as informações na Comissão de Exames Especiais, localizada na Rua Bernardo Guimarães, 1468. O site do DETRAN contém todas as orientações. Em 2003, fui ao DETRAN de Belo Horizonte em busca da minha CNH. Lá existe um simulador muito legal. Na época, o atendente me garantiu que eu conseguiria girar o volante e não utilizei o simulador. Fiz os exames previstos, prova de legislação e, com tudo certinho, fiquei na fila de espera da autoescola. Na época, apenas uma autoescola possuía um carro com as adaptações que necessito: direção hidráulica, câmbio automático, freio e acelerador manuais e pomo no volante. Quando fiz minha primeira aula de direção, o instrutor ficou bobo quando não consegui fazer um giro completo no volante. Estava na Avenida dos Andradas, que é toda plana, e não consegui fazer um retorno. Achei legal a postura do instrutor. Ele me orientou fazer fisioterapias e só depois retornar para um novo teste. Dito isso, procurei uma fisioterapeuta e peguei pesado na malhação do braço.


Nesse meio tempo, consegui uma promoção no banco e passei a trabalhar oito horas por dia. Como a fisioterapia não estava me rendendo mais força nos braços, decidi dar um tempo e continuar apenas com os exercícios em casa. Comecei a nadar em 2007 e retomei minhas atividades com uma fisioterapeuta em maio do ano passado. Sinceramente, sinto que melhorei muito desde que intensifiquei a natação e a fisioterapia. Mas não consigo ganhar força mesmo! Minha neurologista do Sarah me confirmou que a lesão medular que tive matou justamente o pedaço dos neurônios que me permitem ganhar força.


No final de agosto desse ano, resolvi recomeçar minha busca pela CNH. Para evitar novas frustrações e gasto de dinheiro, antes de fazer exame médico e psicotécnico, procurei a Comissão de Exames Especiais. Fiquei encantada com o atendimento recebido. Estava bem vazio no dia em que fui lá. Esperei os instrutores voltarem do almoço e logo fui ao simulador. Se não me engano, foi uma doação da FIAT para o Governo de Minas há uns anos atrás. O simulador permite à pessoa com deficiência testar como seria dirigir um carro de verdade. Os instrutores foram extremamente simpáticos e educados. Testei o pomo de três pontas e o de duas pontas. Infelizmente, ainda não consigo girar o volante. Já estava indo embora, quando um dos instrutores, ao ver um movimento que fiz conversando – tenho mania de gesticular, ainda mais quando fico ansiosa ou estressada – resolveu fazer novos testes. Ele me disse que nunca viu um caso como o meu. É estranho ser tetraplégica, realizar alguns movimentos com os braços e mãos que são incomuns para pessoas tetra e não conseguir girar o volante. Não vou negar que fiquei triste. Quando os instrutores me disseram para não desanimar e me contaram a história de um deficiente que, desde seus 18 anos correu atrás da CNH e, finalmente, aos 53 anos, conseguiu obtê-la, meus olhos encheram. Quase arrumei um chororô. Os dois ficaram emocionados.


Dessa tentativa, aprendi algumas coisas:


- No meu caso, só conseguiria dirigir se pudesse utilizar um volante menor ou mais baixo.


- Outra possibilidade seria dirigir o carro através de um joystick. Essa tecnologia está em uso na Europa, mas, segundo me disseram, ainda não está disponível no Brasil. Podem imaginar o custo disso!


- Caso Deus queira e um dia consiga dirigir, o DETRAN permite que o cadeirante dirija o veículo em sua própria cadeira de rodas. Dá pra se adaptar, por exemplo, um Doblô ou Kangoo, para que o cadeirante entre pela parte de trás do carro e vá para o lugar do motorista sem sair da sua cadeira de rodas. Só essas adaptações, aqui em BH, saem, no mínimo, por R$ 40.000,00. O custo é alto, mas vale a independência que trará a uma pessoa tetraplégica por exemplo.


- Recomendo que os mineiros com deficiência mais severa procurem a Comissão Especial de Exames antes de começarem os exames. Vale a pena testar o simulador e ter uma idéia antes de gastar tempo e dinheiro.


Eu me surpreendi com o atendimento recebido na Comissão de Exames Especiais. Não esperava um atendimento tão humanizado! Eles fizeram questão de me motivar e deixaram as portas abertas para que eu faça novos testes no simulador assim que me sentir apta.




DETRAN MG
https://wwws.detrannet.mg.gov.br/detran/SolicitaServico.asp?IdServico=57 - Imagem Internet

Emoção no lançamento do plano “Viver sem Limite”


Com a presença de vários ministros, governadores, senadores e deputados, funcionários do governo, além de ativistas dos direitos das pessoas com deficiência, foi lançado hoje, no Palácio do Planalto, o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, batizado ” Viver sem Limites”.

O plano está organizado em quatro eixos: educação, saúde, inclusão social e acessibilidade.  Ele engloba ações de diversas áreas, envolvendo 15 órgãos do governo federal que se articularão com entidades das esferas estadual, municipal e da sociedade civil. A previsão orçamentária é de R$ 7,6 bilhões. As metas, a serem cumpridas até 2014, estarão sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

A primeira a discursar foi a Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela disse que atenção prioritária será dada às pessoas em abandono social mais grave e situação de pobreza extrema. Anunciou a criação da nova Secretaria de Acessibilidade, no Ministério das Cidades, que ficará responsável por monitorar as obras públicas e dependências federais com relação ao acesso.

Maria do Rosário afirmou: “os limites não estão no indivíduo, mas nas barreiras do meio e é por isso que queremos viver sem limites”.

‎O Secretário de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Antonio José Ferreira, apresentou o plano, detalhando cada ação como os Centros Dia para adultos que não têm condições de estar no mercado de trabalho, ligados à assistência social. Na área da Saúde, anunciou que o Teste do pezinho será estendido a todos os estados de forma completa e que todas as crianças diagnosticadas pelo teste receberão tratamento. Segundo ele, o Ministério da Saúde estabelecerá protocolos clínicos para paralisia cerebral, síndrome de Down, autismo, entre outros.

‎Ainda na área da saúde, serão criados ou ampliados 45 centros de excelência em reabilitação em todo Brasil, além de 19 oficinas de ortéses e próteses mais 13 itinerantes, inclusive fluviais para servir a região norte. Haverá ainda a capacitação de equipes odontológicas que serão preparadas para melhor atender aos pacientes com deficiência.

‎Antônio José afirmou que  1 milhão e 200 mil casas do programa Minha Casa Minha Vida serão acessíveis e que serão distribuídos kits de acessibilidade, de acordo com a deficiência de cada morador destas casas, sob a supervisão da Secretaria de Acessibilidade.
Com relação a ajudas técnicas, o Banco do Brasil abrirá uma linha de Microcrédito para aquisição de equipamentos como cadeiras de rodas, etc, no valor de até R$ 25 mil, com juros de 0.64 por cento por mês. Haverá ainda a desoneração de produtos de tecnologia assistiva e investimentos em tecnologia assistiva pelo FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos).

No que diz respeito à educação, de acordo com o Secretário 347 mil crianças com deficiência estarão na escola até 2014. Para isso serão adquiridos ônibus escolares acessíveis e as escolas serão reformadas. O plano prevê ainda capacitação de professores, instalação de salas de recursos e contratação de intérpretes de Libras, a língua brasileira de sinais.  Foi anunciada ainda a criação de curso superior em Libras para cada estado”.
Em seguida pronunciou-se Moisés Bauer, Presidente do CONADE, Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Ele começou dizendo: ”Viver sem limites é o desafio de todos nós”. Afirmou que todas as ações são importantes, mas a mais importante é a barreira atitudinal que, segundo ele, “começa a ser rompida por este ato”. O Presidente do Conade disse que o fator mais marcante foi a mobilização pessoal da Presidenta para articulação do plano. Finalizando, Moisés lembrou que se forem ouvidos “os surdos, cegos, pessoas com deficiência intelectual e física, muito mais será realizado”. E concluiu ”é apenas isso que pedimos, Presidenta, nada sobre nós, sem nós”.
A palavra foi passada à Presidenta Dilma Roussef, que cumprimentou nominalmente todas as autoridades governamentais presentes e os representanes de instituições de cujo nome dispunha. Fez um “cumprimento especial ao Romário e às duas menininhas que tiveram uma cena maravilhosa e enternecedora – a filha do Romario carregando a filha do Lindbergh. Queria cumprimentar as duas. ” A Presidenta Dilma fez uma pausa e, com a voz embargada, continuou: “alguns momentos a gente considera que são muito especiais. Queria dizer que hoje, esse é um momento em que vale a pena ser Presidente”. Visivelmente emocionada, a Presidenta foi aplaudida de pé. 


Dilma prosseguiu: ‎”Durante meses me dediquei pessoalmente com grande equipe e parabenizo especialmente a Ministra Gleisi Hoffman que muito se dedicou”. Afirmou que cada um se tornou especialista em cão guia “tem um labrador aqui na frente, negro, parecido com o meu, que não é especialista”.

A Presidenta destacou ações como o transporte escolar e reforma das escolas, “pois queremos todos na escola”. Afirmou que todas as obras do PAC e da Copa seguirão as regras de acessibilidade e elogiou os atletas no Parapan, que estão no México “ganhando centenas de medahas que nos enchem de orgulho”.

Dilma disse que o plano é só um começo e que o governo estará atualizando as medidas com o que há de mais avançado. Segundo ela, o objetivo do plano é abrir o máximo de oportunidades para as pessoas com deficiência e garantir a sua autonomia. Disse que o Brasil precisa de todos os brasileiros, sem exceção, e finalizou dizendo: “queremos uma sociedade brasileira onde todos os brasileiros caibam nesse todos”.
No final da cerimônia foram assinados termos de cooperação com diversas entidades de todo pais e legislação de suporte ao plano.

Vídeo exibido no lançamento do plano

Assista aos vídeos produzidos pela NBR com o detalhamento de ações do plano.
Acessibilidade – Minha casa, Minha Vida

Saúde
Assistência e Acesso ao trabalho

Educação

O Ministro Aloisio Mercadante falou sobre medidas na área de ciência e tecnologia

Lançamento do Plano – entrevistas

O Senador Lindbergh diz que o plano é uma revolução na área da deficiência

Fonte – NBR e Inclusive

As leis sobre diversidade

Nem sempre quem tem deficiência está matriculado na escola regular. Para reverter esse quadro, é fundamental que pais e educadores conheçam a legislação.

Desculpe, não estamos preparados." Pais de crianças com deficiência precisam saber: argumento como esse não pode impedir o filho de estudar.Professores e gestores devem lembrar: não há respaldo legal para recusar a matrícula de quem quer que seja.As leis que garantem a inclusão já existem há tempo suficiente (leia abaixo) para que as escolas tenham capacitado professores e adaptado a estrutura física e a proposta pedagógica. "Não aceitar alunos com deficiência é crime", alerta Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, procuradora da República em São Paulo. A legislação brasileira garante indistintamente a todos o direito à escola, em qualquer nível de ensino, e prevê, além disso, o atendimento especializado a crianças com necessidades educacionais especiais. Esse atendimento deve ser oferecido preferencialmente no ensino regular e tem nome de Educação Especial. A denominação é confundida com escolarização especial. Esta ocorre quando a criança freqüenta apenas classe ou escola que recebe só quem tem deficiência e lá aprende os conteúdos escolares. Isso é ilegal. Ela deve ser matriculada em escola comum, convivendo com quem não tem deficiência e, caso seja necessário, tem o direito de ser atendida no contraturno em uma dessas classes ou instituições, cujo papel é buscar recursos, terapias e materiais para ajudar o estudante a ir bem na escola comum. Esse acompanhamento - a Educação Especial - nada mais é que um complemento do ensino regular.


Alguns estados, porém, estão reconhecendo essas escolas como de Ensino Fundamental Especial, o que não é previsto em lei, para facilitar o repasse de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), contrariando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A situação pode mudar com a regulamentação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Segundo Cláudia Dutra, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, há negociações para aumentar o porcentual diferenciado para o aluno com necessidades educacionais especiais. Os recursos devem financiar a escolarização da criança no ensino regular e o atendimento especializado em turno distinto. "Se a rede não oferecer esse serviço, o repasse poderá ser feito para instituições sem fins lucrativos, desde que elas estabeleçam convênios com as Secretarias de Educação e cumpram exclusivamente o papel de apoiar a escolarização, e não de substituí-la", conclui Cláudia.


Várias leis e documentos internacionais estabeleceram os Direitos das pessoas com deficiência no nosso país. Confira alguns deles



Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".


Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.

1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm

Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular.


O texto, que não tem efeito de lei, diz que também devem receber atendimento especializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil e abuso sexual. As que têm deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino que todas as demais.

1996 - Lei e diretrizes e Bases da educação Nacional (LBD) - http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/ldb.pdf

A redação do parágrafo 2o do artigo 59 provocou confusão, dando a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial. Na verdade, o texto diz que o atendimento especializado pode ocorrer em classes ou em escolas especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum.


A primeira garante atendimento prioritário de pessoas com deficiência nos locais públicos. A segunda estabelece normas sobre acessibilidade física e define como barreira obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios de comunicação, sejam ou não de massa.

2001



Decreto  nº 3.956 (Convenção da Guatemala) - http://www.usp.br/drh/novo/legislacao/dou2001/df3956.html

Põe fim às interpretações confusas da LDB, deixando clara a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência. O acesso ao Ensino Fundamental é, portanto, um direito humano e privar pessoas em idade escolar dele, mantendo-as unicamente em escolas ou classes especiais, fere a convenção e a Constituição

Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Asperger ou não Asperger? normal ou a-normal?

Matéria da edição de outubro da Revista Ciranda da Inclusão.


da Redação

Excentricidade. Uma palavra que poderia resumir o que é vivenciado e sentido pelos que são diagnosticados com a Síndrome de Asperger. Primeiramente por sua condição de inclusão no amplo espectro das síndromes autísticas. Depois por estarem em um diagnóstico que afirma uma possibilidade ambígua tanto de inclusão como de exclusão. Sim são, ou tornam-se, pessoas excêntricas, se considerarmos os nossos padrões rígidos da chamada ‘’normalidade’’.

Mas não ficam fora do centro apenas por suas diferenças. Eles também ficam em situação de um ‘’mundo’’ próprio e com muitas singularidades. Eis seu maior risco ou possibilidade de sofrimento: o isolamento social. Mais ainda sua estigmatização.
As pessoas que recebem este diagnóstico são incluídas nos Transtornos Globais do Desenvolvimento.

São as que apresentem distúrbios, não evolução ou desenvolvimento alterado nos campos das habilidades sociais, da comunicação e, da linguagem. Podem, por suas singularidades, serem, como os demais autistas, ser excluídos ou segregados, por exemplo, no campo educacional. E, hoje, sua condição reconhecida de ‘’alto funcionamento’’ intelectual pode ser melhor abordada pela educação inclusiva.

O que diríamos se nos fossem apresentados algumas mentes brilhantes, seja nas ciências, nas artes ou nas filosofias, que foram e são colocados sob o diagnóstico de Síndrome de Asperger?

Foram assim “diagnosticados, postumamente, alguns ‘‘gênios”, como Mozart, Einstein, o compositor Bela Bartók, o músico Glenn Gould ou o filósofo Wittgenstein. Restará nos perguntarmos eram: Asperger ou não Asperger, eis a questão?

O próprio Dr. Hans Asperger, criador do termo é descrito, em sua infância, com algumas das características, sintomas ou peculiaridades que são motivo de diagnóstico de Asperger. Ele foi um pediatra austríaco que denominou um quadro inicialmente denominado de ‘psicopatia autística infantil’, em 1944. Ele observou quatro crianças em sua clínica que tinha dificuldade de integração social.

Embora com uma inteligência considerada, á época, normal estas crianças tinha uma dificuldade de empatia, com desvio do olhar e o encarar aos outros. E eram consideradas grosseiras em suas comunicações. Ou seja, tinham alterações de comportamento social e de seus interesses.

Somente em 1981, a psiquiatra infantil britânica Lorna Wing denominou esta perturbação como Síndrome de As¬perger, em homenagem ao insigne pediatra vienense. Esta entidade faz parte das perturbações globais (ou pervasivas, do inglês pervasive, sem tradução consensual para português) do desenvolvimento.

Os estudos de Wing foram, então, popularizados e difundidos amplamente. A síndrome só veio a se tornar uma ‘’enfermidade’’ em 1992, quando foi incluída na 10ª edição do Manual de diagnósticos da OMS (Organização Mundial da Saúde), a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), e em 1994 foi agregada à DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o livro de referência diagnóstica da Associação Psiquiátrica Americana (EUA).

Em contraposição à esta visão diagnóstica surgiram, alguns anos depois, os movimentos criados pelos próprios portadores da Síndrome. Eles fundamentados nos Estudos sobre Deficiência, questionando a patologização de suas ‘’excentricidades’’ comportamentais, como a chamada ‘’cegueira mental’’, que os faz terem um maior distanciamento denominar de ‘’Aspies’’ e, reforçando sua singularidade, conectam-se via internet, afirmando que todos os ‘’cérebros são lindos’’, apesar de suas diferentes formas de funcionamento e cognição.

Sabemos hoje que o espectro autístico é multifacetado, e, dependendo das condições onde se encontram as pessoas assim diagnosticadas, os seus distúrbios de desenvolvimento serão mais bem compreendidos, cuidados e respeitados seus direitos. Mas há que reconhecer que nem sempre nossos ‘’aspies’’ estão e estarão nos mesmos ambientes socioeconômicos e familiares que os ajudem a superar suas vulnerabilidades.
Em recente pesquisa desenvolvida na USP apontou-se que faltam estudos dedicados sobre adolescentes que apresentem um quadro do espectro autístico.

Segundo o levantamento da Profª Fernanda Dreux M Fernandes, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Usp, dos 3.065 artigos publicados em revistas internacionais e nacionais sobre fonoaudiologia e autismo, apenas 56 versam sobre adolescentes, sendo somente 03 artigos brasileiros. E dos 1.356 estudos referentes ao autismo, só 43 eram sobre adolescentes.

Sabe-se que entre 1% a 1,5% da população mundial apresenta características relacionadas com o espectro do autismo. Daí ter a preferência pessoal de me referir ao autismo no plural, ou seja, vivenciam-se múltiplos, heterogêneos e plurais transtornos ou distúrbios do desenvolvimento. Não há o autismo e sim os autistas. Cada um com uma forma singular e única de desenvolvimento de suas dificuldades nas áreas de socialização, linguagem e comunicação, assim como em atividade imaginativa e cognição.

Hoje sabemos que os chamados Aspies são possíveis ‘’mentes que brilham’’, apenas no escuro, quando nós, dito normais, não compreendemos seu ‘’brilhantismo’’ obsessivo por determinados temas ou assuntos. Por se tratarem de modos de funcionamento neuro-cognitivo hiper diferenciado, e, principalmente, por seu relacionamento com o mundo ‘’normal’’, tornam-se mentes que se ofuscam ou podem ser ofuscadas pelo seu enquadramento nosológico, como uma ‘’doença’’.

Não devemos apenas enquadrá-los no campo dos transtornos invasivos do desenvolvimento, pois que enquadrados, de forma reducionista e simplista, como uma das formas de Autismo, deixam os que têm baixo funcionamento intelectual como uma extremidade. Não serão, portanto reconhecidos em suas diferenças, respeitados em suas singularidades, mas homogeneizados nas formas de tratamento ou ‘’cura’’.

A interrogação que nos trazem os mais recentes filmes e documentários sobre a Síndrome de Asperger, podem nos ajudar a formular uma interrogação sobre estas múltiplas formas de ser e estar com a SA: toda mente Aspie é brilhante?

Esta pergunta nos foi primeiramente apresentada, em 1988, pelo filme Rain Man. Nesta obra ‘’brilhante’’ de Barry Levinson, temos o astro Dustin Hoffman com um desempenho digno e fidedigno do que uma pessoa com ASPERGER, em tom maiúsculo, pode vivenciar. Ele é o irmão institucionalizado para o qual o irmão, considerado normal, interpretado por Tom Cruise, se volta na busca de uma partilha de herança deixada por seu pai.

Mas o mesmo brilhante Aspie que consegue dizer, com precisão, quantos palitos de fósforo estão dentro de uma caixa, torna-se um sujeito incapaz de reconhecer-se amando e sendo amado em outras cenas do filme. Recomendo que assistam esta película, pois ela é contemporânea dos anos de ‘’descoberta’’ e diagnose das Síndromes de Asperger. E aviso que o brilhante ator não deverá ser tomado como um padrão para todos os ‘’aspies’’.

Há os que têm comprometimentos que não lhes permitem uma real socialização ou mesmo uma efetiva inclusão social. Para estes é que uma distinção e diferenciação diagnóstica poderá vir a ser uma solução para que sejam cuidados e respeitados em seus direitos fundamentais, em especial o da inclusão escolar e a sua não vulneração social.

Outro filme que nos mostra uma das múltiplas facetas da Síndrome de Asperger é Adam, de Max Mayer. Nele um jovem com Síndrome de Asperger é um vizinho apaixonante de uma jovem professora. É uma história sobre as possibilidades e os entraves para a ruptura do isolamento que a síndrome pode provocar. Os isolamentos apontados no filme são principalmente, pela perda paterna, pois o personagem vive como um adulto solitário, como seu trabalho obsessivo, e suas persistentes fixações na vida social.

É um jovem obcecado por estrelas, pelo Universo e pelos planetários, mas que precisava de uma pessoa, capaz da empatia e do apaixonar-se, para a tentativa de rompimento de sua tele-visão do mundo que o cercava, alguém disposta para ensinar/aprender a amar a diferença.

Melhor ainda para compreender e se questionar sobre o brilho das mentes aspies é o filme, quase documentário, sobre Temple Grandin. Este filme exibido pela HBO na TV ganhou o Emmy de 2010, e retratou com fidedignidade uma mulher que se tornou emblemática para a Síndrome de Asperger. A atriz Claire Danes consegue nos mostrar o quanto precisamos aprender sobre a sua ‘’máquina do abraço’’, uma criação de Temple Grandin para o alívio de suas tensões e angústias diante das relações com outros seres humanos. A história é verídica e mostra todos os percalços e barreiras impostas a quem vive em um mundo autísticamente distanciado.

A própria Temple nos ensina: “Você não sabe que a maneira que você pensa é diferente até que você começa a questionar as pessoas sobre como você pensa”. Ela é hoje uma doutora universitária, que aplicou a sua máquina do abraço no processo de mudança do abate cruel do gado. O filme é merecedor dos prêmios pelo despertar de uma outra visão sobre quem vive com a síndrome.

Portanto temos de responder que nem todas as mentes ‘’ASPIES’’ devem ser, mesmo cinematográficamente, vistas como brilhantes. As suas capacidades e habilidades merecem ser reconhecidas, mas as possibilidades de apresentarem as alterações do espectro dos autismos é muito grande.

Um estudo realizado sobre sua visão e compreensão sobre a Morte é um bom exemplo. Em pesquisa realizada no Instituto de Psicologia da USP, por Leticia C. Drummond Amorim, sobre o conceito de morte em indivíduos com o espectro autístico, e, em especial, na Síndrome de Asperger, onde os pesquisados revelam que para eles a morte é vivenciada de modo impessoal e concreta.

Eles a interpretam de uma forma literal, e, caso quando comparados com pessoas com deficiência intelectual, estes se diferenciam pela forma estereotipada e formal de conceituar a morte e o morrer.

O que não podemos perder de vista e de reflexão é que ambos, tantos os ‘’aspies’’ quanto as pessoas com deficiência intelectual, para além de suas limitações ou habilidades, devem ser reconhecidos como cidadãos de direito, como pessoas que podem ter fragilidades maiores que a média dos outros sujeitos, do ponto de vista evolutivo, porque sua dificuldade pode ser a compreensão do pensamento dos outros, tornando-se mais vulneráveis.

Lembrem-se, portanto, que há os diagnósticos, principalmente para as crianças com alterações graves de comportamento, linguagem ou de interação social dentro do espectro dos autismo(s). Há porém um grupo que tem afirmado que: Every Brain is Beatiful (Toda Mente é bela), com um cérebro multicolorido que vem sendo utilizado no Dia do Orgulho Autista. Nesse dia alguns autistas norte-americanos, em 18 de junho de 2005, afirmaram: “Não nos tratem como ‘’doentes’’.Somos diferentes, sim. Mas não precisamos de remédio ou de cura, mas de uma chance de sermos nós mesmos...”

Enfim, tendo a atualização de sua nova constituição legal, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto 6949/2009), devem ser mais que mentes que brilham ou se ofuscam, são, em uma sociedade igualitária, diferenças e diversidades do modo humano de ser e estar. São, enfim, mais que um diagnóstico, um rótulo ou um estigma, e, com equiparação de suas oportunidades, podem brilhar, mesmo que singelamente, cada um a sua própria luz.

copyright jorgemarciopereiradeandrade 2011/2012

Fonte: InfoAtivo.DefNet 17/11/2011 - Imagem Internet

Alguém viu a inclusão por aí?

Texto de Geilson de Sousa para a Rede SACI.
Geilson de Sousa

Mais uma vez, a prova Brasil não veio em braille.
A primeira foi a similar, e essa é a que vale mesmo.
Dessa vez, não foi só eu que ficou prejudicado, outros alunos também.

A prova estava marcada para começar as set da manhã.Mais acabou começando tarde: alguns não receberam prova, teve algumas que vieram com nome de alunos que já não estudavam mais na escola, ou que tinham repetido de ano.

Comecei a fazer a avaliação as 8 horas e 17 minutos, com a minha professora de português numa sala separada, pois, como ela ia ler pra mim, poderia atrapalhar os outros que estavam fazendo.

As 8 e 58 recebi a notícia que tinha que voltar pra sala de aula porque a prova não podia sair da classe.
Então voltei.
Terminei a prova as 9 e 54.
A de matemática eu não fiz, porque não dava mais tempo, e o professor que me ajudou da outra vez estava ocupado.
Para piorar a situação, recebi a informação de que a prova não ia valer porque eu tinha feito só a de português.
Quando deram essa notícia, já foi no final.
Deveriam ter avisado logo, assim tinha poupado eu e a professora.
Ela ainda tinha um questionário pra responder.
Tanto trabalho pra nada.
E eu pergunto:
Cadê a inclusão?
Alguém vio a inclusão por aí?
Porque eu não vi não.
É essa a inclusão, porque se for desse jeito, eu não quero nem ver a
exclusão.
Isso tudo poderia ter sido evitado, se a minha prova tivesse vindo
em braille.
O que é que custa?
Eu tenho certeza que se tivessem passado a minha prova pro braille, não ia cegar ninguém.
Eu não sei quem é o responsável por essas provas, mais mesmo assim
eu pergunto: se você fosse cego, gostaria de passar por isso? Como gostaria que fosse sua escola? E se isso fosse com o seu filho? Como se sentiria?
Se coloque no meu lugar e pense.

Fonte: Rede SACI - 17/11/2011 - Imagem Internet

Plano Viver sem Limites possibilita autonomia às pessoas com deficiência

Lançado pela presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (17), o plano prevê ações de acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

Ubirajara Machado/MDS
deficientes
Plano Viver sem Limite incentivará pessoas com deficiência a ingressar no mercado de trabalho
Brasília, 17 – “Hoje é um momento em que vale a pena ser presidente”, afirmou emocionada a presidenta da República, Dilma Rousseff, durante o lançamento do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limites, nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto. “O Brasil tem agora um dos planos mais modernos de apoio, estímulo e defesa dos direitos das pessoas com deficiência. O plano está em aberto, pretendemos melhorá-lo, escutando sugestões para atualizá-lo”, completou.

Plano Viver sem Limites possui quatro eixos de atuação: acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade. E envolve ações de 15 órgãos federais, estados e municípios. Dentro do eixo de inclusão social, a presidenta assinou decreto que regulamenta o acesso ao trabalho para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

A partir da regulamentação, pessoas com deficiência que são beneficiárias do BPC poderão trabalhar e retornar ao benefício em caso de saída do emprego, sem ter que passar pelo processo de requisição no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O benefício também poderá ser acumulado ao salário de aprendiz. “A nova lei permite que beneficiários do BPC sem acesso ou com dificuldade de acessar o trabalho possam tomar a iniciativa de se qualificar e ter oportunidades”, explicou a ministra Tereza Campello, do MDS.

Os deficientes poderão participar dos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) – 150 mil vagas serão destinadas a deficientes físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais.

O Governo Federal possibilitará acessibilidade e transporte adaptado para que crianças e adolescentes com deficiência possam frequentar a escola. Isso fortalece o programa interministerial BPC na Escola, que promove acompanhamento e monitoramento do acesso e da permanência na escola de beneficiários do BPC com até 18 anos.

Metas – A meta do plano é, até 2014, inserir na escola 378 mil pessoas de até 18 anos, adaptar 42 mil escolas para receberem esses alunos, adquirir 2,6 mil ônibus adaptados para o transporte escolar nos municípios, atualizar e implantar salas multifuncionais e contratar tradutores e intérpretes de libras (linguagem de sinais) para as escolas. O Ministério da Educação (MEC) criará o curso superior de Letras em Libras nas universidades.

Por meio da busca ativa feita pelas equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), o Governo Federal pretende localizar e inserir mais 50 mil pessoas com deficiência no BPC. Outra ação do plano é a criação de 27 Centros de Referência da Pessoa com Deficiência, que oferecerão cuidados e promoção de autonomia às pessoas com deficiências graves e pobres e às suas famílias. Cada unidade terá capacidade para atender 30 pessoas por dia e equipe de profissionais de assistência social e saúde.

Na área de saúde, as ações envolvem protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas no Sistema Único de Saúde (Sus); qualificação da rede de habilitação e reabilitação; criação de centros de saúde com veículos acessíveis; qualificação e criação de oficinas de órteses e próteses; qualificação de centros odontológicos e centros cirúrgicos especializados; e qualificação de 6 mil equipes odontológicas.

O programa Minha Casa, Minha Vida disponibilizará 1,2 milhão de moradias adaptadas para cadeirantes, além de kits de acessibilidade conforme a deficiência do morador.

Quanto à acessibilidade, está prevista a criação de centros de treinamento para cães-guias em todos os estados até 2014. A presidenta Dilma liberou microcrédito de até R$ 25 mil para aquisição de equipamentos, com juros de 8% ao ano; reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos de acessibilidade; e destinou recursos para inovação e pesquisa.

plano Viver sem Limites envolve ações estratégicas em educação, trabalho, saúde, assistência social e acessibilidade. “A acessibilidade é fator estruturante. Não iremos adiante sem um trabalho de parceria. As pessoas com deficiência indicam que é possível viver sem limites”, afirmou a ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário Nunes.

Durante a cerimônia, a presidenta Dilma anunciou a criação da Secretaria Nacional da Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, na SDH. Os detalhes do plano Viver sem Limites foram apresentados pelo titular da secretaria, o deficiente visual Antônio José do Nascimento.

BPC – O BPC transfere um salário mínimo a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência impedidas, a longo prazo, de garantir a própria subsistência ou de tê-la garantida por sua família com renda mensal per capita inferior a um quarto do salário mínimo. É um benefício individual, não vitalício e intransferível.

A gestão do BPC é de responsabilidade do MDS e operacionalizada pelo INSS. Os recursos para o custeio provêm da seguridade social, administrados pelo MDS e repassados ao INSS por meio do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Atualmente, existem 3,5 milhões de beneficiários do BPC em todo o Brasil, dos quais 1,8 milhão são pessoas com deficiência e 1,7 milhão, idosos. O Governo Federal transferiu este ano R$ 17 bilhões diretamente para os beneficiários.

Acesse o boletim de rádio: Pessoas com deficiência terão estímulo para estudar e trabalhar

Cristiane Hidaka
Ascom/MDS
(61) 3433 1065

Brasil passa de 100 medalhas e mantém a ponta

Natação, atletismo, ciclismo e bocha conquistam mais oito ouros para o país. Segundo colocado, Estados Unidos, têm 66 medalhas no total, com 28 de ouro.

A marca das cem medalhas foi ultrapassada pelo Brasil em apenas quatro dias de Jogos Parapan-Americanos de GuadalajaraSite externo.: já são 104, sendo 40 de ouro, 30 de prata e 34 de bronze. Um desempenho que levou o país a disparar no quadro geral, já que os Estados Unidos, segundo colocado, têm 66 medalhas no total, com 28 de ouro.

Dos 40 ouros brasileiros, oito foram conquistados nesta quarta-feira. A natação, dona de 50 das 104 medalhas, contribuiu com mais 14, quatro delas de ouro (texto enviado à parte). No Atletismo ganhou mais duas medalhas douradas: Lucas Prado bateu o recorde Parapan-Americano dos 200m T11, com 22s85, e Thierb Siqueira venceu os 200m T12 (texto enviado à parte). Fábio Moraes garantiu o ouro na classe BC4 no último dia de competições da bocha, que volta ao Brasil com dois bronzes, de José Carlos Chagas, na BC1, e Clodoaldo Massardi, na BC3.

Mas o pódio mais comemorado do dia foi no ciclismo de pista, com dobradinha verde-amarela na prova de perseguição da classe C4-5. João Schwindt e Soelito Ghor conquistaram ouro e prata, respectivamente, em uma final emocionante no velódromo de Guadalajara. Os atletas da classe C5 disputaram a eliminatória juntos e, como conquistaram os melhores tempos, se enfrentaram novamente na final.

"A minha primeira prova foi boa, mas sabia que podia ser melhor", disse João. "Hoje fui buscar medalha, mas não esperava o ouro. Fiz o melhor tempo da minha vida na eliminatória e a partir dali vi que podia ganhar. Fui para a final feliz da vida, só não sabia como o meu corpo ia responder. Dei o máximo e consegui conquistar o primeiro lugar", comemorou.

Soelito Ghor, que já conquistara um ouro e um bronze no contra-relógio, ficou muito contente com a prata. "Pra mim essa prata é como se fosse ouro. Nunca foi tão bom fazer um segundo lugar, pois perdi para um brasileiro. Agora vou batalhar para ganhar mais medalhas, pois terei que dividir essas com a minha filha", disse Soelito.

Para o coordenador técnico da modalidade, Romolo Lazzaretti, o resultado foi muito bom, dentro das expectativas. “Estávamos com a meta de ganhar seis medalhas e já conquistamos cinco, três com o Soelito e duas com o João. Ainda vamos disputar a prova de estrada e vamos aumentar esse número”, afirmou.

Abaixo, um resumo da participação do Brasil no quarto dia de competições dos Jogos Parapan-Americanos.

TIRO COM ARCOFrancisco das Chagas Dantas e Patrícia Layolle garantiram vaga nas decisões do bronze na categoria recurvo, a partir das 9h30 (13h30 de Brasília) desta quinta-feira, último dia de provas da modalidade.
FUTEBOL DE 5A Seleção Brasileira de futebol de 5 goleou El Salvador por 10 a 0, com quatro gols de Marcos Rogério. Com a vitória, o Brasil manteve liderança da competição, com seis pontos e 14 gols de saldo. Os brasileiros Ricardinho e Marcos Rogério são os artilheiros do torneio com quatro gols cada. O Brasil enfrenta o México às 10h (14h) desta quinta-feira.
VOLÊI SENTADOO Brasil conquistou dois triunfos no dia, sobre México (3 a 0) e Canadá (3 a 1), e garantiu vaga nas semifinais do vôlei sentado, com quatro vitórias e uma derrota, atrás apenas dos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira enfrenta o Canadá, às 16h (20h), em busca de uma vaga na final. Apenas o campeão se classifica para Londres 2012.
GOALBALL
A equipe feminina conquistou sua primeira vitória nos Jogos Parapan-Americanos com estilo: 10 a 0 sobre El Salvador. O destaque foi Gleyse, autora de cinco gols. O resultado classificou o Brasil para as semifinais da competição. A Seleção masculina também goleou: 14 a 4 sobre a Argentina, com nove gols de Alexsander, e garantiu a liderança da fase classificatória. Nesta quinta-feira, o time masculino joga contra El Salvador às 9h (13h) e o feminino enfrenta o México às 14h30 (18h30).
TÊNIS EM CADEIRA DE RODASA dupla de tênis brasileira Carlos “Jordan” e Maurício Pomme, ouro nos jogos do Rio de Janeiro, não conseguiu passar pelos argentinos Fernández e Ledesma e disputa a medalha de bronze às 13h (17h) desta quinta-feira, contra a dupla colombiana Oquendo/Vega.
TÊNIS DE MESAO Brasil teve uma quarta-feira de vitórias no tênis de mesa masculino por equipes, derrotando Venezuela, Colômbia, Argentina, Estados Unidos, México e Cuba nas várias classes em disputa.

Fonte: http://www.cpb.org.br/Site externo.

Pessoas com deficiência terão energia com desconto

Segundo o Ministério da Saúde, a medida é válida para todo País e já pode ser posta em prática. Basta requerer o benefício junto à concessionária.

Amazonas EnergiaSite externo. já está recebendo os pedidos para a concessão de descontos nas contas de energia para quem mantém em casa pessoas doentes ou deficientes, na dependência do uso de aparelhos elétricos. A portaria assinada pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e Minas e Energia, Edson Lobão, concedendo o benefício do abatimento, está gerando expectativa por parte de famílias de pacientes que se encontram nessa situação. A concessionária explica que existem condicionantes para que o abatimento seja concedido.

Apesar da falta de informação, muita gente já está disposta a requerer o benefício. Segundo o Ministério da SaúdeSite externo., a medida é válida para todo País e já pode ser posta em prática. Basta requerer o benefício junto à concessionária. A novidade foi bem recebida por familiares de pessoas com deficiência ouvidos pela reportagem de A CRÍTICA. Muitos deles, sem condições de arcar com as despesas geradas pelo consumo de energia, vivendo apenas às custas de auxílios do Governo Federal.

A medida está voltada exatamente para as pessoas carentes. A aposentada Anita Maria de Oliveira, 73, diz que o beneficio ajudaria em muito a melhorar as condições de vida de sua única filha, Socorro de Oliveira, 35. Com Síndrome de Down, “Socorrinho” é surda/muda e mora com a mãe no terreno da casa da tia, Maria Lucila Ferreira Soares, 63, no conjunto 31 de Março, no Japiim 1.

“Assim que for possível, vou requerer o benefício e ver se consigo um abatimento na conta. Isso vai ajudar a comprar os medicamentos dela”, afirmou Maria Lucila. Apesar de não estar dependente de equipamentos elétricos, Lucila diz que a conta de luz da casa gira em torno de R$ 180 a R$ 200. No cômodo onde vivem “Socorrinho” e a mãe há apenas um aparelho de TV, uma geladeira e um ventilador. “Não ligo o ventilador todos os dias para diminuir o consumo”, disse ela, que gostaria de melhorar as condições de conforto da sobrinha, que tem dificuldade de locomoção, instalando um ar-condicionado no local.

A portaria prevê abatimentos que vão de 10% a 65% para beneficiários de programas sociais do Governo Federal. Por meio da sua assessoria de comunicação, a Amazonas Energia informou que a empresa ainda trabalha na definição de como se dará o processo de seleção dos beneficiários e os cálculos dos descontos. Por enquanto, ainda não estão sendo recebidos pedidos.

De acordo com a portaria, será beneficiada com a Tarifa Social de Energia Elétrica TSEE a unidade consumidora habitada por família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda mensal de até três salários mínimos”. É necessário que haja entre os membros da casa alguém com doença ou com deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla). Ele precisa também estar sendo submetido a tratamento, procedimento médico ou terapêutico que requeira o uso de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que demandem energia elétrica.

Fonte: http://acritica.uol.com.br/Site externo.