sábado, 24 de dezembro de 2011

Andador de mecânico argentino recupera deficientes físicos.



Projetos de incentivo ao esporte paralímpico de base

Está prevista a seleção de 20 trabalhos que serão incentivados
(Foto: Ascom CPB)
Estão abertas as inscrições para o Clube Escolar Paralímpico 2012 rumo a Rio 2016, iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que tem como objetivo a promoção da prática esportiva em instituições de ensino para crianças e jovens com deficiência. As instituições interessadas poderão apresentar, até 15 de janeiro, projetos em 20 modalidades do paradesporto.
Está prevista a seleção de 20 propostas que receberão financiamento, com recursos viabilizados pela Lei Agnelo/Piva, para a execução do projeto no período de março a dezembro do próximo ano. A iniciativa também visa à identificação e ao treinamento de novos talentos do paradesporto que poderão representar o país nos Jogos do Rio 2016.
Os projetos deverão atender a uma das seguintes modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, esgrima, futebol de cinco, futebol de sete, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rúgbi, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo, vela paralímpica e vôlei paralímpico.
O nome das instituições selecionadas será divulgado até o dia 31 de janeiro no portal do CPB.

Clube Escolar
Lançado em 2009, o Clube Escolar Paralímpico é um programa do Comitê Paralímpico Brasileiro que incentiva a prática esportiva nas categorias de base do desporto paralímpico nacional.
O CPB disponibiliza uma verba anual de R$ 60 mil para cada instituição contemplada pelo programa. O valor é utilizado na aquisição de material, contratação de profissionais e demais gastos necessários para a execução do projeto.
Em 2010, primeiro ano de realização do Clube Escolar Paralímpico, 19 instituições foram contempladas com o programa. Mais de 680 alunos foram atendidos em oito estado brasileiros. No ano de 2011, o número de projetos cresceu para 21, sendo realizado em nove diferentes estados brasileiros.
Fonte: Ascom – Ministério do Esporte

Sugestão Cultural – Documentário: Do luto à Luta


Caro leitor,

A sugestão cultural dessa semana é o documentário “Do luto à luta”, indicada pelo amigo e leitor do blog, Daniel Lion. Do luto à luta é um documentário brasileiro com direção de Evaldo Mocarzel, que reúne vários relatos de pais que possuem filhos com síndrome de down e relatos das próprias pessoas que têm essa síndrome. Histórias emocionantes e reais! Um documentário imperdível!
Sinopse
Documentário que focaliza as deficiências, mas também as potencialidades da Síndrome de Down, problema genético que atinge cerca de 8 mil bebês a cada ano no Brasil. A Síndrome de Down é sem dúvida um problema, mas as soluções são bem mais simples do que se imagina, principalmente quando deixamos de lado os preconceitos e estigmas sociais. Assista os vídeos…

Informações Técnicas
Título no Brasil: Do Luto à Luta
Título Original: Do Luto à Luta
País de Origem: Brasil
Gênero: Documentário
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 75 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 06/10/2006
Estúdio/Distrib.: Mais Filmes
Direção: Evaldo Mocarzel

















Fonte: http://www.deficienteciente.com.br

Indiferença na própria família perante a pessoa com deficiência


Caro leitor,
O texto abaixo, foi escrito por José Deoclécio de Oliveira.
Durante muitos anos, tenho acompanhado a luta das instituições e dos órgãos de comunicação que defendem os direitos das pessoas com deficiência na questão da reabilitação e integração, do combate ao preconceito e da acessibilidade.
Hoje posso dizer que a consciência da sociedade evoluiu, compreendendo cada vez mais e criando oportunidades para as pessoas com deficiência viverem um dia a dia comum. Porém, existe ainda uma parcela da população que deveria dar o exemplo de cidadania, pois trata do assunto “inclusão” com indiferença. Por incrível que pareça, estou me referindo à própria família.
Muitos parentes até se afastam do convívio da casa que acabou de receber um bebê com deficiência ou alguém que a adquiriu. Por receio de se envolver, ficando expostos a prestar favores, ou pelo fator “vergonha” em ter um membro na família com deficiência.
Tenho um pensamento no meu e-mail que é permanente: “Não seja Indiferente com as Diferenças”, eu resolvi colocar esta frase quando um dia recebi alguns familiares para uma pequena reunião, Andreza, minha filha que tem paralisia cerebral, estava na sala assistindo televisão e algumas pessoas presentes não se deslocavam para a sala, preferiam ficar no mesmo local desde que chegaram. Elas apenas cumprimentaram Andreza na chegada e se despediram quando foram embora.
Estas atitudes, posturas, caracterizaram um comportamento de caráter preconceituoso e de indiferença com a pessoa que possui alguma limitação, pior ainda sendo da mesma família. Esses “familiares” não possuem um mínimo de conhecimento sobre a reabilitação e a determinação das pessoas com deficiência, que, com o incentivo dos pais e amigos, conseguem conquistar a independência, a socialização e uma vida praticamente “normal”, dentro de suas limitações.
Para quem tem paralisia cerebral, a interação com outros grupos sociais é mais difícil, por causa das suas dificuldades de locomoção e comunicação. É nesta hora que os familiares próximos têm um papel importante na integração, por isso a visita de tios e primos é importante para diversificar os assuntos e o contatos com o mundo lá fora.
Eu acredito que se todos os parentes agissem com solidariedade e boa vontade para interação, contribuiria muito para a minha filha, por exemplo, sentir-se amada e não rejeitada, tratada com indiferença. Assim, com ações simples de convívio estariam somando nas lutas pela inclusão social das pessoas com deficiência, que merecem todo o respeito.
Pensamentos, José Deoclécio de Oliveira
Facebook
http://facebook.com/deoclecio.oliveira
ESTE PENSAMENTO, FOI POSTADO NO BLOG DA REVISTA SENTIDOS
POR PRISCILA SAMPAIO
Revista Sentidos, voltada no segmento da pessoa deficiente.
Música: Angel
Cantor: Jon Secada

Romário e Ronaldo anunciam ingressos gratuitos para deficientes na Copa-2014

Luiz Maurício Monteiro  No Rio de Janeiro    


Romário chora ao anunciar que deficientes ganharão ingressos para a Copa de 2014

Romário chora ao anunciar que deficientes ganharão ingressos para a Copa de 2014.

Craques nos gramados, Romário e Ronaldo demonstraram velocidade fora das quatro linhas para marcar um gol de placa. Nesta sexta-feira, o deputado federal eleito pelo PSB-RJ anunciou ao lado de sua frente parlamentar e do Fenômeno, membro do Comitê Organizador da Copa (COL), a distribuição de um total de 32 mil ingressos gratuitos para deficientes na Copa do Mundo de 2014. Esse total dará uma média de 500 entradas por jogo para pessoas com qualquer tipo de deficiência com direito a acompanhante.

Na semana passada, Romário havia visitado a sede do COL para entender melhor as funções de Ronaldo, que fora eleito recentemente executivo do órgão. Na ocasião, o Baixinho afirmou que estava muito otimista em relação à participação das pessoas com deficiência no Mundial. A rápida resposta positiva deixou o ex-camisa 11 satisfeito e emocionado.


“Conversando com o Ricardo (Teixeira, presidente do COL) e Ronaldo, fiz um pedido sobre a possibilidade de termos alguma conquista para essa classe de pessoas com deficiência. E fiquei surpreso com a rapidez da resposta. O Ricardo me passou que independentemente de qualquer coisa, a CBF vai doar 32 mil ingressos para pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Essa é uma vitória dentro desse meu primeiro ano de mandato. A maior delas, porque será a única classe sem ter que pagar ingresso. Por isso, eu gostaria de aproveitar para agradecer ao Ronaldo e ao Ricardo”, disse Romário.


Como confederação do país sede do evento, a CBF tem o direito de comprar uma determinada quantidade de entradas junto à Fifa. A distribuição para deficientes será realizada com essa manobra. Um dos protagonistas do projeto, Ronaldo elogiou a luta do antigo companheiro de seleção brasileira pelos direitos dos portadores de deficiência.


“Gostaria de dizer ao Romário, que é meu amigo e companheiro de anos, e também a toda sua frente parlamentar que estou orgulhoso de ver teu empenho, capacidade e entrega. Queria dizer que esse pedido em favor dos deficientes, nós é que temos que agradecer. Porque quando entrei no COL, disse que essa Copa deveria ser do povo e vai ser. Esse será meu principal objetivo. As pessoas com deficiência são uma parte importante, mesmo esquecida parcialmente no projeto da Lei Geral da Copa”, afirmou.


Ainda recente, o projeto de distribuição de gratuidades para pessoas com deficiência na Copa de 2014 ainda precisa de alguns ajustes. Dentre eles, está a definição dos critérios de divisão dos bilhetes. Uma das possibilidades seria a apresentação, por parte do portador, do Código Internacional de Doença (CID).


Outras medidas estão previstas para serem estudadas e sacramentadas a partir do próximo mês de fevereiro. Até o momento, o único consenso já definido é que a prioridade para recebimento das gratuidades será de portadores de deficiência de classes mais baixas.


Slogan e Mascote
Durante o evento, Ronaldo aproveitou ainda para revelar algumas das principais ações do COL previstas para o ano que vem. Segundo o membro do órgão responsável pela organização do Mundial, o slogan da competição deverá ser divulgado até o mês de março, com a mascote oficial sendo apresentada até o fim da temporada.


Fonte:http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014

O mediador é um direito da criança especial em escola regular

A revista Diálogo Nº 22 abordou, na série Gerenciamento de Carreira, a função de mediador escolar, que já exerço parcialmente há dez anos numa Instituição Escolar particular, em que realizo um trabalho de Fonoaudiologia Preventiva, onde inclusive dou assessoria à equipe pedagógica dos alunos com necessidades educacionais especiais no sistema regular.


Afirmo que parcialmente faço essa função, pois semanalmente me reúno com a professora para dar orientação/esclarecimento de como interagir com a criança e aplicar de forma assistemática (inicialmente) o conteúdo escolar; esclarecendo quais as características comuns daquela patologia; quais as suas prioridades; auxilio na adaptação do conteúdo escolar; nas formas de como avaliar a criança; na identificação da mais simples conquista obtida por ela (pois, normalmente, ainda é comum a professora do ensino regular sentir-se insegura diante de um aluno limitado/diferente); reúno-me periodicamente com os responsáveis para que possamos estabelecer propostas de trabalho em conjunto e em determinadas situações servindo de intermediária entre a criança e as situações de rotina escolar no que se refere a linguagem e/ou atividades pedagógica propriamente dita.


Na minha realidade atual, a presença do mediador é de extrema importância, ainda que seja papel difícil de obter. Normalmente a escola teme que interferências pessoais sejam envolvidas, bem como não há interesse no investimento financeiro no profissional, alegando que seria dispendioso, já que são poucos os alunos especiais que ingressam anualmente na escola e como são de patologias diferentes, seria necessário preparar o mediador para cada situação específica. O responsável infelizmente se acomoda e prefere deixar a situação sob total responsabilidade da professora.


Até hoje, só tive oportunidade de conhecer uma única família que realmente desejou investir no trabalho de seu filho autista e se propôs a pagar o treinamento de um profissional para tal função, mas até hoje ainda não recebeu total apoio da direção da escola para que pudesse realizá-lo. Enquanto isso não acontece, faço o encaminhamento dessa criança a associações de apoio, que normalmente têm profissional que também se propõe a complementar o meu trabalho, enviando periodicamente pessoal treinado (normalmente pedagogos ou estudantes) para visitar a escola.


A situação fica ainda pior quando a escola confunde mediador com cuidador. Um profissional é colocado ao lado da criança e este o acompanha em todas as suas atividades, se preocupando em vigiar o aluno, enfim, aliviando da professora a “dura” e trabalhosa função de inclusão.


O mediador é um direito da criança especial em escola regular.


Rosemarie F. Machado
CRFa 5567-RJ
Fonoaudióloga

Fonte:http://creativeideias.blogspot.com/2011/12/o-mediador-e-um-direito-da-crianca.html

Criança com deficiência tem sexualidade como as outras

A criança com deficiência tem sexualidade como as outras. Tentar escondê-la é o que pode criar barreiras para seus prazeres.
Alessander tinha 4 anos quando sua mãe o surpreendeu numa brincadeira com os primos. “Eles queriam ver se o pênis do meu filho era diferente porque ele tem síndrome de Down“, conta Deisy Mohr Bauml. Nesse dia, ela se deu conta de que Alessander estava envolvido em explorações sexuais típicas da infância, que tinha sexualidade e precisava de orientação. A certeza veio um tempo depois num aviso da escola. “Havia uma queixa de que ele ficava se masturbando no recreio”, diz Deisy. Ela foi convidada a observar o filho junto com a professora e ambas constataram que o menino não fazia nada demais. “Ele ficava de vez em quando com a mão no pênis, assim como os colegas, mas as pessoas viam nisso um distúrbio por ele ser deficiente”, lembra a mãe. Deisy procurou a orientação de especialistas. Descobriu que em crianças com deficiência mental esse processo pode ser mais delicado porque elas percebem seu desenvolvimento corporal com atraso. Isso interfere no comportamento sexual, que fica exacerbado pela dificuldade que essa criança tem de se condicionar às normas sociais. “Sua energia e atenção precisam ser direcionadas para atividades que proporcionem prazer, como jogos e exercícios. Assim, ela não fica tão vulnerável aos estímulos de erotização”, diz Deisy, que se tornou pedagoga especialista em educação sexual para crianças especiais.
Sexualidade de crianças com deficiênciaPara a pediatra Luci Pfeiffer Miranda, coordenadora do Grupo de Trabalho de Crianças e Adolescentes Especiais da Sociedade Brasileira de Pediatria, as mudanças físicas e hormonais que despertam para a sexualidade estão presentes na criança com deficiência seja qual for sua limitação. “A evolução dessa sexualidade depende da autonomia da criança para explorar seu corpo e das condições oferecidas a ela para se relacionar”, explica Luci. O problema, segundo ela, é que a superproteção de muitos deficientes atinge também o campo sexual. “Muitos são tratados como assexuados. Crescem, mas continuam a ser vistos como bebês. A gente nota isso na forma como são vestidos. Não existe a preocupação de caracterizar a criança como menino ou menina”, aponta Luci.
O psicólogo e educador sexual Fabiano Puhlmann lembra que quanto maior a orientação, mais recursos o deficiente mental terá para expressar seu desejo de forma adequada. “Ele precisa de informação e limites em doses maiores do que as outras crianças, mas isso não significa ter o desejo reprimido. Apenas ouvir mais vezes, por exemplo, que pode se masturbar no quarto sem ninguém ou no banheiro de portas fechadas, e não a qualquer hora e lugar na frente dos outros.” A médica Luci diz que esse reforço é importante, pois o deficiente é dependente de carinho. “Essa criança é presa fácil de abusadores ou até de paixões de curta duração. Por isso, merece um olhar mais atento.”
A criança que não enxerga tem desenvolvimento sexual normal. A diferença é que ela precisa de muita liberdade para descobrir seu corpo, pois é essa exploração que lhe permite sentir as mudanças físicas. “Se ela é reprimida, ficará insegura sobre como é e como os outros a vêem”, diz a pediatra Luci. Os pais devem valorizar as transformações para o filho, indicar que ele está crescendo e conversar sobre como essas mudanças o preparam para a vida sexual. “Os pais não podem tratá-lo como um bobinho. A idéia de que deve ser protegido dos outros é equivocada. A ausência de visão o faz ter percepção mais aguçada do que a nossa para a presença de alguém”, explica a médica.
Amor sem voz
Para a criança surda, o problema maior é a dificuldade de se comunicar. “Desde cedo os pais precisam ajudá-la, menos com palavras e mais com exemplos que a estimulem a construir uma linguagem própria para suas sensações e a identificar os sentimentos dos outros”, explica Nancy Maria Pinto Milani, que trabalha na Associação de Pais e Amigos de Pessoas Portadoras de Deficiência do Banco do Brasil, em Curitiba. Se isso não ocorrer, a criança surda tende a basear sua atração pelas pessoas em aspectos externos. “Ela se envolve com o primeiro que lhe dá atenção e demonstra carinho. Com isso, corre o risco de não ser compreendida, e desenvolve o medo da rejeição. Vai então limitar suas aproximações, procurando em geral outro deficiente auditivo”, diz.
Crianças com deficiência e sexualidadeAtração sobre rodas
Com o deficiente físico um parceiro igualmente deficiente não é a preferência ideal. “Por uma questão de bom senso. Imagine duas cadeiras de rodas num motel”, brinca o psicólogo Fabiano Puhlmann, que se tornou paraplégico aos 19 anos e escreveu o livro Revolução Sexual sobre Rodas – Conquistando o Afeto e a Autonomia (Editora O Nome da Rosa, 2000). Segundo ele, nada impede o deficiente físico de ter vida sexual normal. “Com o avanço da medicina e dos recursos tecnológicos de reabilitação, 99% dos casos de lesão medular têm tratamento e permitem sexualidade ativa. Quando isso não existe, é por questões psicológicas”, diz. Ele aponta a atitude de muitos pais, de esconder o filho com deficiência, como responsável pelas barreiras emocionais. “A criança tem de aprender que pode e deve ser vaidosa, fazer qualquer coisa para se sentir bonita. À medida que tiver prazer com seu corpo, terá prazer com o sexo.” A sexualidade é igual para todos. “Cabe à família e à escola valorizar essa questão e orientar a criança deficiente com informação”, resume a psicóloga Susete Figueiredo Bacchereti, orientadora de projetos de educação sexual para deficientes em escolas.
Orientação sexual
  • Instituto Beneficente Nosso Lar, São Paulo, % (11) 272-526
  • Instituto Kaplan — Centro de Estudos da Sexualidade Humana, com serviço gratuito de orientação sexual pelo % 0800-552533, das 9 às 20 horas, de segunda à sexta-feira, ou pelo site www.sosex.org.br
  • Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Rio de Janeiro, % (21) 2494-1087/2493-9657; www.sbrash.org.br
  • Revolução Sexual sobre Rodas – Conquistando o Afeto e a Autonomia, da Editora O Nome da Rosa, 2000, de Fabiano Puhlmann, R$ 18, a partir de 12 anos, %
Fonte: Revista Crescer - http://www.deficienteciente.com.br

Saiba como ser doador de medula óssea

Caro leitor,


Amatéria abaixo, foi extraída do site do Instituto Nacional de Câncer.


Passo a passo para se tornar um doador





Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.



Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.


Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.


Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.


Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!


Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.


Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.


A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.


É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta preencher este formulário.
Caso você decida doar
1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).
2. Onde e quando doar
É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 3207-1064.
3. Como é feita a doação
Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.
Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.
Importante
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, preencha este formulário.
O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.
Acesse o site do INCA (Instituto Nacional de Câncer) e saiba mais informações.

Fonte:http://www.deficienteciente.com.br - Imagem Internet

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Calçadas

Ricardo Rangel - Conselheiro do Instituto Paulo Kobayashi - Indaiatuba

Primeiramente, bom dia aos amigos. Quanta falta de calçadas em bom estado nos deparamos a todo momento! Para pessoas sem problemas de locomoção, barreiras ambientais passam despercebidas.

Faltam acessos em prédios públicos e privados e em calçadas e faltam ônibus urbanos adaptados ou em número mínimo. Banheiros sem espaço para a entrada de cadeirantes não são obstáculos para pessoas que se dizem normais e sem problemas.
De acordo com a lei, em um prazo de cinco anos todos os prédios deveriam estar adaptados, mas este é o Brasil que não respeita o próximo.


Enquanto isso não acontece, muitos deficientes enfrentam obstáculos para realizar tarefas simples como ir ao banheiro ou atravessar a rua.


Onde estão os direitos iguais? 


Onde estão os políticos para proporcionarem uma vida melhor para a sua população?


Compartilhem e vamos cobrar melhores condições de vida para todos nós que precisamos de pelo menos calçadas no mesmo nível para podermos nos locomover sem cair em abismos. 


Fonte: http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=opiniaodoleitor - 23/12/2011

Como sobreviver em shopping em épocas natalinas?

Em seu texto, Adriana Lage descreve situações complicadas pelas quais passou em shoppings lotados no período natalino. Além disso, deseja Boas Festas aos leitores.
Adriana Lage



Final de ano é sempre uma correria. São várias comemorações: festa do trabalho, festas familiares, aniversário (exagerei e fiz três comemorações), amigo oculto... Tinha me prometido que não iria a nenhum shopping em dezembro. Por isso mesmo, me adiantei e comprei antecipadamente todos os presentes que podia.

Infelizmente, não cumpri o prometido. Graças a um pequeno período de inferno astral, tive que procurar ajuda médica para tratar de um leve estiramento no braço – conduta médica tenebrosa que dividirei com vocês nos próximos textos – e a um tratamento na unha do dedão do pé. Acabei passeando em dois shoppings de Belo Horizonte. Estavam lotados e olha que eram os primeiros dias de dezembro. Nunca vi povo tão mal educado! Colecionei bolsadas e cotoveladas na cabeça, vários esbarrões na minha cadeira e passei por situações que me fizeram ser a Adriana mais light desse mundo. Vamos a algumas delas: 

Situação 1: Lojas de Brinquedos 

Como sou uma pessoa que adora presentear as pessoas que gosto, sempre compro algum regalo para meus priminhos, afilhada, cachorrinhas e, por que não, alguma palhaçada para amigos. Em épocas normais, já acho complicada a locomoção de um cadeirante em uma loja de brinquedos. Pelo menos aqui em BH. Nunca vi a necessidade que os proprietários possuem de colocar os produtos espalhados em corredores estreitos e, muitas vezes, inacessíveis para cadeirantes. Tenho evitado ir de cadeira motorizada a essas lojas e a todas que são apertadas. Certa vez, trombei numa pilha de caixas de brinquedo que só não se esborracharam graças à intervenção milagrosa da minha irmã. Às vezes, é tanta falta de educação dos clientes, descaso dos vendedores e completa invisibilidade, que dá vontade de atropelar tudo.

Rsrsrs. Aproveitei para comprar alguns brinquedos para uma gincana do banco onde o objetivo é arrecadar o maior número de brinquedos possíveis para crianças carentes. Quando encontrei um corredor cheio de maquiagens infantis, bonecas e carrinhos legais e com preços acessíveis, tive que pedir ajuda a minha mãe. Fui virar a cadeira e acabei trombando em uma mochila. Meu pé se agarrou em uma boneca no chão. Foi um caos. Desisti de procurar pelos presentes e, vendo minha dificuldade, a gerente da loja solicitou a uma funcionária que me atendesse. Foi legal, mas devo dizer que compraria o dobro se tivesse conseguido me movimentar sozinha pela loja. Na hora de ir ao caixa, quase teve um barraco. O corredor era tão estreito que não cabia a cadeira de rodas. Pedi a minha irmã que pagasse para mim. Uma senhora que estava na fila olhou com cara feia pra ela. Assim que percebeu, a vendedora comentou que eu era cliente preferencial. A mulher ficou toda sem graça quando me enxergou. 

Gostaria de saber como sobreviver em lojas apertadas? Se alguém souber, me digam por favor. 


Situação 2: Visita ao Podólogo 

Já que minha unha do dedão resolveu chamar atenção e não queria (nem poderia) faltar ao trabalho, agendei uma avaliação com o podólogo num estabelecimento comercial grande e famoso, especializado em pés, e com lojas espalhadas por toda cidade. Os boxes não são adaptados para cadeirantes. A podóloga me atendeu no Box mais amplo; mesmo assim, a cadeira de rodas fechou o caminho. Acabei tumultuando o trânsito local. Para resolver meu problema, tive que me transferir da cadeira de rodas para a poltrona. Tudo bem desconfortável devido ao aperto. Quando esse povo vai aprender que cadeirante também vai ao podólogo, faz massagem e faz unha? 


Situação 3: Desrespeito no banheiro adaptado 

Sempre vejo pessoas sem nenhuma deficiência utilizando os banheiros adaptados. Em dias de shopping cheio, esse fato se agrava. Fiquei na fila de um dos banheiros adaptados. Na porta, estava um rapaz segurando uma bolsa feminina. Logo pensei: deve ser alguém sem deficiência. O sorriso sem graça do menino condenava. Minha irmã comentou que apostava comigo que a pessoa com deficiência que estava lá dentro sairia toda saltitante e que deveria ter como deficiência a dificuldade em não saber respeitar o direito do outro. O menino ficou vermelho. Assim que a menina abriu a porta, o menino disparou a rir e ela saiu correndo de cabeça baixa. Minha irmã tinha acertado na mosca! O banheiro estava um caos. Comentei com a faxineira que me disse que fica indignada com isso, mas que a direção do shopping não faz nada. O banheiro adaptado fica bem antes dos outros banheiros. Aí, vale a lei do menor esforço... 

Fonte: Rede SACI - Belo Horizonte-MG, 22/12/2011 - Imagem Internet

Recomendação do MP proíbe escola particular de cobrança taxa extra para aluno com deficiência

"Não pode haver distinção entre as mensalidades dos alunos" disse promotor

da Redação

A Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência emitiu recomendação as escolas da rede particular de ensino a excluírem dos contratos de matrícula cobrança de taxa extra aos alunos com deficiência. O alerta foi dado pelo Promotor de Justiça, Ronald Pereira dos Santos, no Programa de rádio, Estação Ministério Público, veiculado pela rádio São Luís, frequência 1340, aos sábado (17.12), das 9 às 10h.


A partir do início do próximo ano letivo, o Ministério Público determinou 60 dias de prazo, para que as escolas da rede particular excluam do contrato a taxa adicional cobrada aos alunos com deficiência. “Não pode haver distinção nos valores de mensalidades entre os alunos”, informa o promotor de Justiça.


Em caso de descumprimento à recomendação, os pais ou responsáveis de alunos podem recorrer à Defensoria Pública, ao Conselho Estadual de Educação (CEE) e ao Ministério Público, através da Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência, instalada no Garden Shopping, no retorno da Cohama.


Outro item do documento, é a solicitação de envio pelas escolas à Promotoria, da relação quantitativa de crianças e adolescentes portadoras de deficiência matriculadas nos respectivos estabelecimentos. Posteriormente, o promotor Ronald Santos fará, por amostragem, fiscalização em escolas checando a aplicação da recomendação.


Cabe ainda as escolas, de acordo com o Ministério Público, a disponibilização de profissionais especializados para acolhimento de crianças e adolescentes com deficiência, isso inclui, a oferta de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e material em Braille.


Os estabelecimentos de ensino que não cumprirem as normas contidas na recomendação, estão passíveis de sanções penais, como processo por discriminação, e, a cassação da licença de funcionamento do estabelecimento pelo Conselho Estadual de Educação.


Fonte: Jornal Pequeno - São Luís-MA, 22/12/2011

SP ganha hospital de reabilitação para pessoas com deficiência

100% acessível, unidade da Rede Lucy Montoro na Vila Mariana foi modernizada e terá capacidade triplicada para até 180 mil atendimentos anuais.

O governo do Estado de São PauloSite externo. entregou nesta quinta-feira, 22 de dezembro, um moderno hospital e centro de reabilitação parapessoas com deficiência e doenças incapacitantes. Totalmente modernizada e 100% acessível, o Instituto de Reabilitação Lucy MontoroSite externo. da Vila Mariana é uma parceria das secretarias de Estado da SaúdeSite externo. e dos Direitos da Pessoa com DeficiênciaSite externo..

Composto por dois prédios, o novo serviço contará com atendimento ambulatorial e 24 leitos de internação, além de laboratório de habilidades e oficinas terapêuticas, como jardinagem, artes plásticas, têxteis, dança e teatro.

Com investimento de R$ 44 milhões, o IRLM na Vila Mariana irá oferecer, gratuitamente, reabilitação integral aos pacientes por meio de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados.

Construída em uma área de 10.372 metros quadrados, a nova unidade terá sua capacidade triplicada, de 60 mil para 180 mil atendimentos anuais. Serão beneficiados pacientes que apresentem encaminhamento médico da rede pública ou privada de saúde. Referência em atendimento, ensino e pesquisa, a unidade fará distribuição gratuita de órtesespróteses e meios auxiliares de locomoção, contando também com 24 leitos para internação.


“As novas instalações foram concebidas para serem totalmente acessíveis aos pacientes. Gradativamente iremos colocar em funcionamento todos as áreas localizadas na unidade, ampliando o atendimento oferecido hoje e beneficiando cada vez mais a população”, diz Linamara Rizzo Battistella, Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro - Vila Mariana também deverá participar intensamente dos programas de residência médica, aprimoramento, estágios e atividades relacionadas ao desenvolvimento de pesquisas científicas. Além disso, viabilizará cursos para cuidadores abertos à comunidade e realizará palestras para orientação de pacientes, cuidadores e familiares. 


“O SUS paulista avança no oferecimento de serviços especializados a pessoas com deficiência, fundamental para a melhoria da qualidade de vida e inclusão social desses pacientes”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro - Vila Mariana fica na rua Domingo de Soto, 100, zona sul da capital paulista.



Fonte:http://vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=4469&/sp_ganha_hospital_de_reabilitacao_para_pessoas_com_deficiencia

Como manter crianças e adolescentes com síndrome de Down saudáveis – 26/12 – SP

ATUALIZAÇÕES MÉDICAS QUE OS PAIS PRECISAM SABER!!
Dr. Brian Skotko



Geneticista do programa de atendimento de crianças e adolescentes com síndrome de Down do Hospital Infantil de Boston, Massachusetts, EUA. Consultor das associações National Down Syndrome Society e National Down Syndrome Congress.


Nesta apresentação, o Dr. Brian Skotko vai fazer um apanhado sobre todas as questões e preocupações que a maioria dos pais tem sobre seus filhos ou filhas com síndrome de Down. As informações são baseadas nas mais recentes pesquisas clínicas. Com sua experiência no Programa de Síndrome de Down do Hospital Infantil de Boston, Dr. Skotko garante que todos os pais podem antecipar condições médicas, de modo a maximizar o potencial de seus filhos.


* Vagas limitadas
* Haverá tradução simultânea
* Embora a palestra seja destinada aos familiares, os profissionais de saúde serão muito bem vindos


* Local:
Anfiteatro do Instituto da Criança – FMUSP – Portaria 2
Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 647
Cerqueira Cesar – São Paulo


Data: 26 de dezembro de 2011
Horário: 19:30 horas


Inscrições gratuitas pelo email dra.brandao@bol.com.br


O encontro será transmitido pela DownBrasil via Web Rádio para que o máximo de pessoas pudessem escutar a palestra.


O Projeto é DownBrasil e Você e o site para escutar a Web Rádio é www.downbrasilevoce.com


ORGANIZAÇÃO: Ana Claudia Brandão, médica colaboradora da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança – FMUSP e pediatra do Centro de Especialidades Pediátricas do HIAE e do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis – responsável pelos ambulatórios de síndrome de Down


Uma realização conjunta:
Instituto MetaSocial
Federação das Associações Brasileiras de Sindrome de Down – FBASD
Inclusive – Inclusão e Cidadania
Grupo 25
Carpe Diem
Compass – Tradução e Interpretação
Instituto da Criança – Hospital das Clinicas – FMUSP
DownBrasil

Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=21530