sábado, 28 de janeiro de 2012

O guarda chuva da solidariedade

Texto de Adriana Lage

Adriana Lage

Ontem à noite, caiu uma tempestade danada em Belo Horizonte. Quando cheguei em casa, após um dia de trabalho, o céu estava horroroso. Parecia que o mundo iria desabar em poucos minutos. Mas, como era dia de treino na natação, lá fui eu para a academia. Verdade seja dita, tentei cancelar a aula, mas não consegui falar com meu técnico. Assim que subi as escadas da academia e coloquei meus apetrechos de nadadora, a chuva começou. Deu para fazer 25 minutos de treino. Depois, foram tantos trovões e relâmpagos, uma barulheira danada, com direito a granizo, que resolvi parar o treino. Como a luz acabou e a chuva estava fortíssima, ficamos de castigo num cantinho da piscina coberta esperando o tempo melhorar... O tempo foi passando, ficando cada vez mais escuro e nada da chuvinha dar um tempo. Como fiquei com medo de descer escadas no escuro e não havia previsão para que a luz voltasse, resolvi enfrentar a chuva. 

Quase coloquei meus óculos de natação: a chuva estava tão forte que foi difícil não perder a lente de contato. Quando saímos na portaria da academia, eu, meu técnico e minha mãe que também não conseguiu terminar sua aula de hidro, o povo ficou maluco. Não estavam acreditando que iríamos enfrentar a chuva. Uma enxurrada descia pela rua. Como moro no quarteirão de cima da academia, molharia muito, mas seria um trajeto pequeno. E, afinal de contas, já estava molhada mesmo! Assim que descemos as últimas escadas e entramos na chuva, me apareceu um anjo. Não sei de onde surgiu esse senhor. Ele logo abriu o guarda chuva para que eu não me molhasse nem um pouco. Agradeci, falei que não precisava já que estava molhada mesmo, mas ele não aceitou. Fiquei encantada! Ele saiu todo molhado só para me proteger da chuva. Falou que já tomou muita chuva nessa vida e que sabe bem a diferença que faz a temperatura da água da chuva e da piscina. Ele fez questão de me deixar dentro de casa. Quanta gentileza. Fiquei surpresa, pois é claro que existem pessoas educadas nesse mundo só que andam sendo artigo de luxo. Não é qualquer pessoa que entraria numa chuva forte para ajudar uma cadeirante. Tanto é que, na hora em que fomos atravessar a rua, vários carros nos viram, mas não pararam. Meu técnico entrou no meio da enxurrada e os fez parar na marra. São fatos assim, que mostram a presença de Deus na simplicidade do nosso dia a dia, que me fazem valorizar cada vez mais a vida e sempre agradecer pelas bênçãos alcançadas. O senhor do guarda chuva, com certeza, será lembrado pelo resto da minha vida. 

Esse episódio me fez relembrar a importância da gentileza e da solidariedade. Acho que essas palavras andam bem esquecidas no nosso dia a dia. Felizmente, tive uma criação onde aprendi a importância de se ajudar o próximo. Quando percebo que posso ajudar alguém, mesmo que a ajuda não seja solicitada, sempre entro em ação. Acredito que todas as nossas boas ações retornam em dobro para a gente. E você? Tem sido gentil? É preciso ser solidário todos os dias. Não apenas durante as grandes catástrofes. Tem uma música mineirinha que diz o seguinte: “Vamos precisar de todo mundo. Um mais um é sempre mais que dois...”. Para mim, é a mais pura verdade. Se cada um fizer a sua parte, teremos uma sociedade muito mais agradável.


Fonte: Rede SACI - Belo Horizonte-MG, 27/01/2012 - imagem Internet

Construindo uma rede de colaboração: a importância da Educação Especial na construção de uma escola inclusiva

"Uma Política de Educação Inclusiva só se efetivará se cada um fizer sua parte: sociedade, sistemas educacionais, escolas e família"

Vera Lúcia Messias Fialho Capellini

Na perspectiva da educação inclusiva, a escola é concebida como uma instituição de educação formal, que fundamentada na concepção de direitos humanos, combina igualdade e diferença como valores indissociáveis, avança na proposta de promover o desenvolvimento de todos os alunos atrelado à garantia da qualidade de ensino.

Assim sendo, para atender especificamente os alunos com deficiência deve contar com apoio da Educação Especial, que neste novo paradigma passa por redefinição conceitual e assume papel preponderante neste processo, sobretudo como articuladora de uma rede de apoio.

A Educação Especial é uma área do conhecimento e passa a ser concebida pela Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008) como sendo uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem de alunos com deficiência.

Na escola, a Educação Especial, deve conhecer as características de seu trabalho, para não avançar sobre aquele da classe comum. A dialética que se estabelece entre o professor da sala comum e o professor especializado deve ser evidente para ambos. Cabe ao último a competência para prover o serviço de apoio especializado ao aluno com deficiência.

Portanto, é importante ficar atento e se, por ventura, alguns professores da classe comum insistir no círculo vicioso que historicamente existiu - professor especializado atendendo alunos com defasagem na aprendizagem, independentemente de terem ou não a deficiência, para tentar alfabetizá-los; visto que sua sala de recursos tinha um número menor de alunos, a resposta deve ser NÃO! Logicamente que um não argumentado na legislação e na fundamentação teórica sobre o trabalho do atendimento educacional especializado, enfatizando que essa prática precisa ser extinta em nossas escolas, pois o Serviço de Apoio Pedagógico Especializado não é reforço escolar!

Dentre o rol de atribuições que cabe ao professor especializado, uma delas é constituída pela função de colaborar na identificação das potencialidades dos alunos com deficiência, bem como suas necessidades educacionais especiais. Dessa forma, é importante observar e ficar atento, pois muitas vezes o aluno em vez de não ser capaz de fazer determinada atividade, pode de fato não estar tendo acessibilidade para isto, daí a relevância das tecnologias assistivas. Nem sempre não fazer, significa não saber!

Apenas a avaliação inicial do aluno com deficiência não é suficiente para acompanhar seu desenvolvimento. É de suma importância a elaboração de registros do trabalho desenvolvido, sempre tendo como marco referencial a aprendizagem do aluno.

A seleção do material didático a ser utilizado no acompanhamento e apoio ao desenvolvimento do aluno com deficiência, para atender às necessidades identificadas na avaliação pedagógica, é outra tarefa que compete ao professor da educação especial. Alguns materiais podem ser produzidos pela equipe escolar.

A construção da escola inclusiva é um projeto coletivo, que passa por uma reformulação do espaço escolar como um todo, desde espaço físico, dinâmica de sala de aula, passando pelo currículo, formas e critérios de avaliação.

Acreditamos que só com a execução de um projeto político pedagógico inclusivo é que caminharemos para a construção de uma escola inclusiva, pois acreditamos assim como Vale (1995) que projeto é capacidade humana de não aceitar a realidade como determinada e imutável, e, em contrapartida, estabelecer alvos e metas que transformem o contexto numa realidade mais adequada aos fins e desejos humanos.

Assim, o planejamento do professor da sala de recursos deve ter como parceira a equipe escolar, a partir daí se pensar em quais: as condições necessárias para o aluno acessar o conhecimento e incentivar a interação do aluno com os instrumentos e signos mais avançados; as atividades que partam do interesse dos alunos, que requeiram uma maior explicitação de temas ou conteúdos e utilização mediadora de instrumentos ou equipamentos que favoreçam a sua apreensão; os mecanismos de colaboração com os professores da própria escola ou demais profissionais que por ventura atendam o aluno; as orientações e elaboração de material didático-pedagógico ou a utilização de outros materiais a serem utilizados pelos alunos com deficiência na classe comum.

No trabalho de apoio, a participação da família é imprescindível. Cabe também ao professor especializado conhecer os recursos disponíveis no município em que atua e, mais que isso, buscar possíveis parcerias, promover visitas educativas aos espaços públicos e oportunizar a vivência de situações nas quais os alunos possam desenvolver autonomia. Porém, não basta o professor e a família. É preciso contar com o envolvimento de toda a comunidade escolar.

Por fim, uma Política de Educação Inclusiva, só se efetivará se cada um fizer sua parte: sociedade, sistemas educacionais, escolas e família!

Referências
BRASIL. MEC. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2008.

VALE, J. M. F. do. Projeto Pedagógico como Projeto coletivo. In Circuito PROGRAD: O projeto pedagógico de seu curso está sendo construído por você? São Paulo: Pró-Reitoria de Graduação UNESP, 1995.

Vera Lúcia Messias Fialho Capellini é professora do Departamento de Educação e do Programa de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru.


Garoto sem os Braços Tocando Violão

Parabéns...É uma prova de que não existe barreiras para o espirito humano...existe muita gente que não quer fazer nada e quando tem oportunidade, coloca entraves em tudo...

Vale lembrar aquela frase: O pessimista vê dificuldades nas oportunidades e o Otimista ver OPORTUNIDADE nos obstáculos.

Assistam vale a pena...e se for possível compartilhem....


Fonte:http://nandoacesso.blogspot.com/2012/01/garoto-sem-os-bracos-tocando-violao.html

Identificam um novo gene responsável da doença rara osteogénesis imperfeita

Radiografia de um paciente com osteogêneses imperfeita. 
Observa-se o acurtamento e encurvamento ósseo, osteopenia 
marcada e deformidad por fraturas múltiplas.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Investigações Biomédicas "Alberto Sols" / CSIC-UAM e do Hospital Universitário A Pazde Madri, ambos pertencentes ao Centro de Investigação Biomédica enRed de Doenças Raras (CIBERER), identificaram que BMP1 é um novo gene mutado em osteogénesis imperfeita graças a um estudo realizado numa família egípcia com dois meninos diagnosticados com uma forma recessiva e grave desta doença. 

Os dois pacientes padecem numerosas fraturas, malformações ósseas e hérnias umbilicais. Para larealización desta investigação, publicada na revista Human Mutation, contaram com a colaboração de grupos de Egito e Suíça

A osteogénesis imperfeita se caracteriza fundamentalmente por uma elevada fragilidade óssea
É uma doença com uma prevalência entre 1/10.000 e 1/20.000 nascidos

Laosteogénesis imperfeita é uma doença com uma prevalência entre 1/10.000 e 1/20.000 nascidos caracterizada fundamentalmente por uma elevada fragilidade óssea. A grande maioria dos casos de OI apresentam unpatrón de herança autosómico dominante e são devidos a mutações nos genes COUVE1A1 e COUVE1A2, que codificam as correntes peptídicas do procolágeno tipo I. Não obstante, nos últimos anos se descreveram mutações num número cada vez maior de genes em pacientes diagnosticados com OI autosómica recessiva, como é o caso de BMP1

"Esteestudio põe de manifesto que mutações em BMP1 são uma causa adicional de OI recessiva e por tanto este é um novo gene a ter em conta no diagnóstico genético desta patologia. Ademais, o trabalho reflete a importância da eliminação do propéptido C-terminal das moléculas de procolágeno I para o correto funcionamento desta proteína", explica Víctor Luis Ruiz-Perez, que liderou a equipe responsável deste trabalho.

Esta equipe de pesquisadores já identificou em 2010 uma mutação no fator de transcrição Osterix como uma nova causa genética da osteogénesis imperfeita num paciente egípcio de oito anos com herança autosómica recessiva.

Sobre o CIBERER e a investigação em doenças raras.
O CIBERER, iniciativa do Ministério de Economia e Competitividade através do Instituto de Saúde Carlos III, coordena a investigação de excelência sobre doenças raras que se desenvolve em nosso país. Está constituído por 60 grupos de investigação pertencentes a 28 instituições consorciadas de primeiro ordem e agrupa a700 pesquisadores.

Estes pesquisadores trabalham no estudo das causas e mecanismos das doenças raras com o objetivo de transladar os avanços na investigação à cabeceira do paciente no menor período de tempo possível.

As doenças raras são aquelas patologias que têm uma prevalência menor de 5 casos por cada10.000 habitantes, e costumam comportar uma esperança de vida curta ou invalidez crônica. Existem entre 5.000 e 8.000 doenças raras, que em seu conjunto afetam a uns três milhões de pessoas em Espanha. Constituem assim um problema sociosanitario de primeiro ordem.

A investigação em doenças raras tem uma grande importância. A complexidade destas patologias e o desconhecimento que se tem de muitas delas fazem necessário um grande esforço investigador.

Instituto de Investigações Biomédicas "Alberto Sols" / CSIC-UAM
ElInstituto de Investigações Biomédicas “Alberto Sols” (IIBM) é um Centro Misto do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) yde a Universidade Autônoma de Madri (UAM) localizado no campus da Faculdade de Medicina dedicado à investigação biomédica.

Fonte: Universidad Autónoma de Madrid

Presidenta Dilma sansiona lei que permite trabalho para beneficiários do BPC

A alteração na Lei Orgânica de Assistência Social autoriza pessoas com deficiência a trabalhar como aprendizes, sem perder o benefício. Também assegura que o beneficiário, se necessário, retorne ao BPC sem passar pela reavaliação médica.


Brasília, 2 – Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) poderão tentar o mercado de trabalho sem perder o benefício. A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta quinta-feira (1º), conforme publicado no Diário Oficial da União, projeto de lei que altera a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), muda a definição conceitual de pessoa com deficiência e amplia a possibilidade de inclusão profissional desse público.

Antes, a pessoa com deficiência perdia o benefício caso tivesse atividade remunerada, inclusive como microempreendedor individual. A partir de agora, o beneficiário pode ingressar no mercado de trabalho e ter o benefício suspenso temporariamente. Se nesse período o beneficiário não conseguir se manter no trabalho ou não adquirir o direito a outro benefício previdenciário, ele retorna ao BPC sem precisar passar pelo processo de requerimento ou de avaliação da deficiência e do grau de impedimento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O período de suspensão não é determinado pela lei, mas o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), responsável pela gestão do BPC, proporá ao Legislativo que seja de dois anos. Embora operacionalizado pelo INSS, o BPC não é pensão vitalícia nem aposentadoria. Os beneficiários passam por revisão do INSS a cada dois anos.

Aprendiz – Outra alteração na lei permite que pessoas com deficiência contratadas na condição de aprendizes continuem recebendo o BPC junto com a remuneração salarial durante o período do contrato. “Conforme a lei trabalhista, o contrato de aprendiz é para quem tem entre 16 e 24 anos, está vinculado ao ensino e é remunerado por hora de trabalho. No caso da pessoa com deficiência, não há limitação de idade”, explica a diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS Maria José de Freitas.

A lei também define que pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo (pelo menos de dois anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Os impedimentos podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais.

O BPC é um benefício mensal no valor de um salário mínimo concedido ao idoso, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, que comprovem não possuir meios para se manter ou cuja família não tenha recursos para mantê-los. Em ambos os casos, é necessário que a renda bruta familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo por mês.

O benefício é gerido pelo MDS e operacionalizado pelo INSS. O recurso para pagamento do BPC sai do Fundo Nacional de Assistência Social. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 23,1 bilhões. São 3,5 milhões de beneficiários em todo o País, dos quais 1,8 milhão de pessoas com deficiência.

Projeto piloto – Em parceria com a Federação Nacional das Associações para Valorização de Pessoas com Deficiência (Fenapave) e os ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego, o MDS realiza projeto piloto do BPC Trabalho em dez cidades, com o objetivo de promover a inserção de pessoas com deficiência, entre 16 e 45 anos, no mercado de trabalho.

Os municípios de São Paulo e Santo André, no interior paulista, executam o projeto desde o ano passado. Nesta quinta-feira (1º), a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, assinou a ampliação do projeto para mais oito capitais: João Pessoa (Paraíba), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Belém (Pará), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Teresina (Piauí), Fortaleza (Ceará) e Curitiba (Paraná).

O BPC Trabalho prevê visitas domiciliares, diagnóstico social e encaminhamento aos serviços da assistência social. Com apoio das entidades socioassistenciais, os beneficiários são avaliados quanto ao potencial de trabalho e suas demandas, identificadas para inserção profissional.

Leia a Lei nº 12.470 que dentre outros assuntos, alterar regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da pessoa com deficiência.

Cristiane Hidaka
Ascom/MDS
(61) 3433-1065

http://mds.gov.br/saladeimprensa



Matéria de QUARTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2011 - Imagem Internet

Hospital onde ninguém vai para morrer, mas para reaprender a viver.

O MEU PEQUENO MUNDO: O HOSPITAL





Corredores sem fim, enfermarias, ginásios de fisioterapia. O dia-a-dia no hospital, onde os doentes são utentes. Ninguém vem aqui para morrer, mas para reaprender a viver. Um acidente, um AVC, diabetes... A esperança numa segunda vida. Francisca tem 21 anos. Fotografias dos tempos de modelo e uma perna de alumínio. Nada lhe amputa o sorriso. Cristiano esteve oito meses em coma. Agora, redescobre como se pisca o olho às miúdas. Manuela é bailarina, o sonho pôde mais do que a cadeira de rodas. O C


Fonte:http://videos.sapo.pt/sic/playview/281

Células-tronco embrionárias devolvem visão a pacientes cegos

Por Stephanie D’Ornelas

Cientistas americanos conseguiram melhorar a visão de duas pacientes que estavam quase cegas injetando células-tronco de embriões em seus olhos. As duas mulheres tiveram a visão melhorada em questão de semanas depois de receberem o tratamento.


Essa descoberta traz esperança de cura no futuro para a degeneração macular relacionada à idade – que resulta em perda de visão devido a danos na retina. Este problema afeta atualmente cerca de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha.
Os resultados publicados nesta semana proporcionam um grande impulso na pesquisa com células-tronco. “Este é um momento muito emocionante em relação a terapias com células-tronco embrionárias”, afirmou Daniel Brison, pesquisador na área de células-tronco em Manchester, na Inglaterra.
Esse foi o primeiro relatório científico que mostrou que células derivadas de embriões foram transportadas com segurança em humanos sem sinais de complicações.
Em uma experiência paralela, um homem britânico se tornou o primeiro europeu a ser tratado com células-tronco embrionárias, no Hospital de Olhos Moorfield, em Londres.
Ambas as mulheres que fizeram parte do estudo realizado nos EUA sofrem de degeneração macular, condição que piora a visão central e é causada pela morte de células da retina. As duas pacientes receberam o tratamento com células-tronco em julho passado.
Pesquisadores da Jules Stein Eye Institute, da Universidade da Califórnia, nos EUA, não encontraram problemas de segurança com as duas pacientes, quatro meses depois que elas começaram o tratamento.
Cada paciente teve um dos olhos injetados com cerca de 50 mil epitélios pigmentados da retina (EPR), células derivadas de células-tronco embrionárias. Dessa maneira, a visão de um olho pode ser comparada com a do outro, que não recebeu o tratamento.
A degeneração macular relacionada à idade é causada pela morte das EPRs na retina. Cientistas acreditavam que novas células EPR provenientes de células-tronco, desenvolvidas nos EUA, poderiam ajudar a melhorar a saúde dos olhos e a visão – o que se mostrou correto no novo estudo. [Telegraph,Foto]

Fonte:http://hypescience.com/celulas-tronco-embrionarias-devolvem-visao-a-pacientes-cegos/

Praia adaptada garante a diversão de deficientes em Vila Velha, no ES

Praia da Costa conta com rampa e cadeiras que entram na água. Profissionais acompanham pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A população e os turistas que possuem deficiência física podem aproveitar melhor a Praia da Costa, em Vila VelhaSite externo., na Grande Vitória. O local conta com esteiras, cadeiras anfíbias (que flutuam na água), rampa, chuveiros e banheiros adaptados na orla.


O objetivo do projeto, segundo a prefeitura, é fazer a inclusão social das pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida, por meio da acessibilidade às praias. Todos os serviços serão executados por uma equipe especializada durante todo o verão, das 8h às 18 horas. O aposentado Jaime de Aguiar gostou muito da novidade. "Há mais de 10 anos que eu não entrava no mar. A água estava muito boa", contou o aposentado.


Agora os cadeirantes não ficam mais só olhando para o mar, com as cadeiras anfíbias, feitas para entrar na água, eles também podem se refrescar. "Tudo de bom, agora a gente pode usufruir melhor e curtir a praia", contou Alzemar Silva.


Além do banho assistido, os deficientes podem jogar vôlei sentado e frescobol. Para o banho assistido, a pessoa é transferida de sua cadeira de rodas, que fica guardada no posto de atendimento, para uma cadeira anfíbia e é levada pelo profissional até a água, onde permanece durante um período máximo de 20 minutos.


No calçadão, próximo à rampa acessível, um posto de informação foi instalado com mobiliário de suporte aos professores, para informação e divulgação do projeto. No local, o público também pode se cadastrar como voluntário ou usuário do projeto.


Fonte: http://g1.globo.com/espirito-santo/Site externo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bebê de um ano é encontrado mastigando cabeça de serpente



AFP
Imagem de uma cobra no noroeste da Alemanha em 2011. A cobra que Imad mastigou não era venenosa.


Um bebê mastigou a cabeça de uma serpente em semi-hibernação, numa ação perigosa da qual o réptil não saiu ileso, informou nesta sexta-feira sua família, que mora em um povoado árabe do norte de Israel.
Ghadir Aleeyan, mãe do pequeno Imad, de 13 meses e seis dentes, ainda não pode acreditar: "estava preparando a mamadeira dele, e ao dar uma olhada para ele, vi que tinha uma serpente na boca. Comecei a gritar de terror", contou à AFP.
Alertados por seus gritos, outros membros da família e vários vizinhos foram ajudar, mas ninguém se atrevia a intervir, até que um vizinho decidiu tirar da boca da criança a serpente, que já estava meio morta.
"Quando a tiramos da boca, Imad começou a chorar", contou Yasmin Shahin, tia do bebê, que acrescentou que a cabeça da serpente tinha sido "seriamente mastigada".
O bebê foi levado para exame ao hospital Ramban de Haifa (norte), onde os médicos comprovaram que a serpente não o picou.
Segundo o médico Boaz Shacham, especialista da Universidade Hebraica de Jerusalém, se tratava de uma "hemorrhois nummifer" - conhecida como cobra corredora-, da família das colubridae, uma espécie não venenosa apesar de ter comportamento agressivo, pelo menos quando está acordada.
"Se não mordeu o bebê, provavelmente foi por causa do frio. No inverno, esses répteis não são muito ativos", explicou à AFP.

Cego desde os 9 anos, estudante conquista diploma de fisioterapia

Edson de Souza perdeu a visão em um acidente e saiu da escola.
Depois de adulto, fez supletivo, conseguiu emprego e, agora, vai se formar.

Ana Carolina Moreno - Do G1, em São Paulo

A noite desta sexta-feira (20) terá um significado especial para o estudante paulista Edson de Souza, de 33 anos. Junto com seus colegas de faculdade, Edson vai receber o certificado de conclusão do curso de fisioterapia da UniSant'Anna. A colação de grau no Memorial da América Latina, em São Paulo, marca mais uma etapa na trajetória do rapaz, que ficou cego na década de 80, aos nove anos de idade, e só em 2005 conseguiu concluir o ensino médio.
Assista acima ao vídeo sobre a rotina de Edson em casa, no trabalho e na universidade
A vida de Edson até agora pode ser dividida em três períodos: uma infância normal até o dia do acidente no qual perdeu a visão; uma adolescência de inatividade dentro de casa; e uma vida adulta dedicada à busca da independência. "De 2002 para cá eu tive uma grande mudança: saí do zero para um bom estágio, não tinha como me sustentar e de repente as coisas mudaram", disse.
A ideia de cursar fisioterapia surgiu a partir da insatisfação de Edson com o curso de massagem terapêutica que ele fazia na época, em uma turma específica para cegos. "Eu gostava do curso, mas achava muito prático e queria saber mais coisa teórica. Conversando com alguns colegas que me falaram da área de fisioterapia, achei que dava para fazer. O professor de massagem falou que não dava, que era loucura, mas aí eu arrisquei."
Edson de Souza no laboratório de fisioterapia onde estudou durante quatro anos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Enquanto os outros alunos diferenciavam as cores
no laboratório de anatomia, Edson usava as mãos
para conhecer os detalhes do corpo humano
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Sem regalias
Maria Eugênia Mayr De Biase, coordenadora do curso de fisioterapia da UniSant'Anna, explicou que, embora parte da metodologia tenha sido adaptada às necessidades especiais do estudante, o mesmo conteúdo era exigido de Edson. "Como é que a gente vai fazer na parte prática? Como ele vai fazer nos estágios? Essa foi a primeira pergunta que fizemos. Com o tempo, a gente foi adequando", afirmou Maria Eugênia.
De acordo com ela, Edson não foi reprovado em nenhum dos estágios obrigatórios. O estudante afirmou que, nas matérias teóricas, mantinha médias em torno de 8,5.
"No primeiro ano eu gravava as aulas e quando elas terminavam eu ouvia de novo e reescrevia em braile a aula inteira. Aí conseguia acompanhar, mas durante a aula ficava bem perdido", explicou ele. Foram poucos os professores, de acordo com Edson, que não confiaram em seu potencial. Um dos momentos mais delicados aconteceu no primeiro dia do estágio que ele fez na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "A primeira coisa que disse pra mim quando comecei o estágio foi que ele não conseguia me imaginar lá dentro."
Nós somos da reabilitação, aceitamos isso com mais facilidade, mas no primeiro impacto realmente a gente sempre acha que pode ser que não dê certo. Mas deu"
Maria Eugênia De Biase, coordeadora
do curso de fisioterapia da UniSant'Anna
Segundo Maria Eugênia, o fato de Edson ter sido o primeiro aluno cego do curso exigiu que tanto ele quanto os professores aprendessem juntos uma maneira de contornar a limitação visual. Além de contar com uma ledora a partir do segundo ano, e de poder portar seu computador, equipado com software de leitura, na sala de aula, Edson fazia provas orais (diretamente para o professor, na ausência da ledora, ou ditando as respostas para que ela as escrevesse).
Nos laboratórios, os professores faziam as demonstrações no próprio corpo do estudante. Mesmo assim, alguns professores por vezes precisavam voltar ao início de suas exposições, ao perceber que não haviam incluído informações adequadas para que Edson pudesse entendê-las.
Na disciplina que ensina os universitários a interpretar exames de raio-X e de ressonância magnética, houve um dos impasses mais marcantes. A solução encontrada pela ledora para que Edson pudesse fazer a prova era orientar a mão do estudante com uma caneta para redesenhar as imagens. Durante as aulas, ela descrevia as imagens em voz alta.
"Nós somos da reabilitação, aceitamos isso com mais facilidade, mas no primeiro impacto realmente a gente sempre acha que pode ser que não dê certo. Mas deu", disse Maria Eugênia.
Edson de Souza, que perdeu a visão na infância, levava dois dias para transcrever as aulas da faculdade para o braile (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Edson levava dois dias para transcrever as aulas da faculdade para o braile (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Do acidente à rebeldia
Aos nove anos, enquanto corria pela calçada da rua em que vivia, em Rio Grande da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, Edson bateu com a cabeça na janela da casa de uma vizinha e sofreu descolamento nas duas retinas. "Nem foi uma pancada forte, mas foi certeira", contou.
Meus pais vieram do interior do Paraná, não tinham conhecimento de nada. Como o filho ficou cego, eles adotaram a superproteção"
Edson de Souza
Nos dois meses seguintes, ele foi perdendo gradativamente a visão, até ficar completamente cego. "Me tiraram da escola, parei na terceira série", contou o formando, filho de uma doméstica e de um funcionário da Rede Ferroviária Federal. Edson disse ter passado a década seguinte dentro de casa. "Meus pais vieram do interior do Paraná, não tinham conhecimento de nada. Como o filho ficou cego, eles adotaram a superproteção."
Quando completou 18 anos, o estudante diz que se rebelou contra a ideia de não ser autossuficiente, principalmente depois de ouvir as pessoas comentando sobre o que aconteceria com ele após a morte dos pais.
"Eu não queria mais ficar em casa, queria um internato, queria ir embora. De tanto eu tentar, minha prima me ajudou", explicou ele, indicado a um oftalmologista que lhe deu o endereço da Fundação Dorina Dowill.
Segundo a instituição, todos os anos cerca de 1.500 deficientes de visuais de todas as idades são atendidos por aproximadamente 40 profissionais em um processo de reabilitação. No caso dos adultos, os cursos são voltados ao ensino do braile, orientação em mobilidade e aulas de tarefas cotidianas, incluindo culinária e dicas para reconhecer as roupas.
Em 2001, depois de um ano na fila de espera, Edson conseguiu uma vaga na fundação, aprendeu a ler e a escrever em braile e voltou a estudar em um supletivo. Após terminar o ensino médio, conseguiu, com a ajuda da instituição, um emprego como auxiliar de câmara escura no Hospital Edmundo Vasconcelos, na Zona Sul de São Paulo.
A parte mais difícil foi nossa com ele do que dele com a gente, porque o Edson tem o dom da adaptação, ele quer se superar a cada momento"
Elisete Tavares, chefe de Edson
no Hospital Edmundo Vasconcelos
Primeiro funcionário cego
"No início, a adaptação foi meio tensa, porque a gente não tinha nenhum funcionário com deficiência visual", afirmou Elisete Tavares, gerente do Centro de Diagnóstico por Imagem do hospital e chefe de Edson. "A parte mais difícil foi nossa com ele do que ele com a gente, porque o Edson tem o dom da adaptação, ele quer se superar a cada momento."
O auxiliar trabalha das 14h às 22h revelando exames digitais e analógicos, tarefa que aprendeu "com uma facilidade incrível" após um curso específico, segundo Elisete. A supervisora do jovem contou que ele não falta ao trabalho nem quando há greve de ônibus ou metrô, e não usa a deficiência como impedimento.
Além do emprego, Edson também encontrou sua esposa através da Fundação Dorina Nowill. Ele e Priscila, jovem de 29 anos com deficiência visual parcial, se conhecerem durante a reabilitação. "Ela é otimista como eu, quer sempre se superar. Ela me completa", afirmou.
Os dois se casaram há cerca de quatro anos, pouco antes de decidirem cursar o ensino superior - ele em fisioterapia, ela em serviço social. "Foi muito difícil, porque eu estudava de manhã e trabalhava à tarde, e ela trabalhava de manhã e estudava à noite", contou Edson.
Edson de Souza durante estágio da faculdade de fisioterapia, retirando seus convites da formatura, dentro de um ônibus em São Paulo e em viagem com a esposa ao Ceará (Foto: Ana Carolina Moreno/G1/Arquivo pessoal)Edson de Souza durante estágio da faculdade de fisioterapia, retirando seus convites da formatura, dentro de um ônibus em São Paulo e em viagem com a esposa ao Ceará (Foto: Ana Carolina Moreno/G1/Arquivo pessoal)
Conquista
Depois de concluírem as respectivas faculdades, os dois decidiram experimentar uma aventura nova antes de iniciar uma nova etapa. "Contratamos um pacote e viajamos para o Ceará no Natal", disse Edson ao G1 na sala da casa de dois andares que construiu com Priscila no Grajaú, Zona Sul de São Paulo, rodeado de miniaturas, chaveiros e esculturas comprados durante a viagem.
De volta das férias, e prestes a se tornar oficialmente um fisioterapeuta, o rapaz agora traça novos desafios: fazer pós-graduação em ortopedia e conseguir um emprego em um hospital ou clínica "em qualquer área da fisioterapia".
Como o leque do fisioterapeuta é muito grande, acredito que ele tem total condição de trabalhar e acredito no potencial dele"
Carina Baron,
professora de fisioterapia
Segundo a professora Carina Baron, que supervisionou parte dos oito estágios de cinco semanas que o estudante precisou cumprir nos dois últimos anos da faculdade, Edson pode trabalhar sem impedimento com ortopedia, massoterapia, neurologia, estética e na enfermaria de um hospital, entre outras áreas. "Como o leque do fisioterapeuta é muito grande, acredito que ele tem total condição de trabalhar e acredito no potencial dele de ser contratado."
Primeiro deficiente visual total formado na carreira pela UniSant'Anna, Edson agora integra um grupo bastante reduzido de fisioterapeutas brasileiros com algum tipo de limitação visual. Ele é o primeiro fisioterapeuta com 100% de deficiência visual de que Wilen Heil e Silva, diretor do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), tem notícia. "Conheço alguns, não muitos, com baixa visão, mas com 100% [de deficiência visual] não tive conhecimento", afirmou. Na Fundação Dorina Nowill, há registro de um deficiente visual total com diploma na área.
O formando explica que a pouca quantidade de colegas na mesma condição que ele é um resultado da falta de abertura. "Tudo depende de oportunidade, não adianta julgar antes e dizer que a pessoa não consegue.
"