sábado, 18 de fevereiro de 2012

O turismo adaptado no Brasil

por Bruna Souza



O setor de turismo representa hoje para o Brasil 2,6% do PIB nacional e movimenta 400 bilhões de dólares por ano. Só o turismo interno representa 80% da movimentação nesse setor. Esses números são o resultado das diversas facilidades criadas pelas agências de turismo, que hoje oferecem diversos pacotes a baixo custo.

Será que viajar é tão fácil assim para qualquer pessoa? Estima-se que em todo o mundo existam 500 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, só no Brasil são 24,5 milhões. Quantos roteiros turísticos adaptados para essas pessoas você conhece?

A cidade de Socorro, a 130 km de São Paulo, é um bom exemplo de roteiro acessível. Ela é reconhecida pelo Ministério do Turismo como a cidade turística mais acessível do Brasil. Lá todos os estacionamentos são adaptados, a cidade conta com pisos táteis, cardápios em braile, entre outras coisas, e, é conhecida pelo turismo acessível de aventura. Lá são praticados esportes como rafting, tirolesa, além de trilhas e passeios adaptados a cavalo e de bicicleta.

Outras cidades também já investem nesse seguimento. Em Fortaleza, por exemplo, é possível encontrar locais como o Theatro José de Alencar, que possui rampas de acesso e visitas guiadas para pessoas com deficiência visual ou auditiva. O Planetário e MAC (Museu de Arte Contemporânea) também realizam visitas guiadas e permitem que pessoas com deficiência visual toquem nas obras.

Em São Paulo, no Teatro da Vivo é possível encontrar peças de teatro com tradução em libras. Na Pinacoteca do estado as exposições possuem catálogos em braile e audioguias para pessoas cegas, além de rampas de acesso para cadeirantes.

Acessibilidade para o deslocamento - A adaptação de vias públicas e estabelecimentos comerciais as necessidades das pessoas com deficiência é uma lei federal em vigor desde 2000, mas que ainda não é cumprida com rigor.

A falta de acessibilidade é maior dificuldade para que as pessoas com deficiência consigam viajar. Um exemplo são as viagens de ônibus. As empresas de transporte rodoviário, exceto pouquíssimos bons exemplos, não possuem ônibus com elevadores para cadeirantes. Nos aviões os acentos devem ser reservados com antecedência, afinal os cadeirantes só conseguem se acomodar nos primeiros bancos. Sem contar a falta de taxis adaptados nas grandes capitais.

Por viver em seu dia a dia esses e outros problemas a fonoaudióloga e cadeirante Andrea Schwarz decidiu viajar com o marido pelas principais capitais do Brasil. Daí surgiu o guia Brasil para Todos, “sempre gostei muito de sair e viajar independente da minha deficiência. Para isso procurei guias brasileiros que trouxessem informações de turismo acessível, mas não havia nenhum”, explica Andrea.

Para ela não existe uma cidade mais acessível que as outras, mas algumas apresentam vantagens. “São Paulo esta mais bem preparada com relação a condição dos estabelecimentos, já Curitiba em infra estrutura publica”, completa a fonoaudióloga.

Durante suas viagens ela passou por situações bem complicadas, “uma vez fui atravessar uma rua e quando cheguei do outro lado não havia guia rebaixada, ou seja, de um lado da calçada havia e de outro não. Fiquei sem ter como subir. Sorte que uma santa alma apareceu e me salvou”. 



Fonte: http://www.ressoar.org.br/dicas_inclusao_turismo_acessivel.asp

Roupa biônica. A tecnologia japonesa potencializando forças para dar mobilidade.



Parece filme de ficção científica, daqueles que não conseguimos desgrudar os olhos da tela: uma pessoa franzina veste um traje especial e ganha força descomunal, a ponto de carregar 110 quilos com a leveza de quem segura uma pluma. 

Parece ficção, mas é real. Com um conjunto de sensores estrategicamente costurados, existe agora uma roupa biônica que promete transformar, por exemplo, idosos e pessoas com deficiência motora em seres humanos que podem viver muito além de seus limites físicos. Os humanos poderão se transformar em super-homens. E essa é uma realidade que já está à venda?, diz o engenheiro japonês Yoshiyuki Sankai, um dos responsáveis por esse traje especial.

O sonho é antigo. Na década de 60 os americanos já testavam os exoesqueletos, também chamados de máquinas de vestir. Chegou a ser desenvolvida uma roupa batizada de Hardiman que prometia aumentar a força dos militares a serviço do Departamento de Defesa dos EUA. O teste deu certo, mas o traje era pesado demais: 680 quilos. Com o passar dos anos, os cientistas descobriram as maravilhas da fibra de carbono e outros materiais que podem ser utilizados na construção de exoesqueletos mais leves e altamente eficazes.

Foi assim que a idéia do engenheiro Sankai saiu do papel e ganhou as vitrines japonesas. O nome de sua invenção é Hybrid Assistant Limb HAL (membro assistente híbrido) e trata-se da primeira roupa robótica que realmente funciona e muito bem. 

O equipamento pesa 15 quilos e reúne um conjunto de potentes cérebros sensoriais em cada um de seus eixos correspondentes às diversas partes do corpo humano (cotovelos, joelhos e ombros, por exemplo). São esses sensores que analisam e calculam quanto de força o corpo de determinada pessoa pode exercer e quanto lhe é necessário emprestar através do Hal para que ele cumpra funções que naturalmente lhe pareciam impossíveis.

Vamos à alfaiataria, ou seja, à engenharia desse traje. Ao vesti-lo, os sensores ficam sobre a pele, analisando o funcionamento do organismo. Ao tentar pegar um objeto pesado, por exemplo, os músculos do indivíduo emitem uma fraquíssima corrente elétrica que se dissipa através da pele e é então captada por esses sensores que a transmite a um microcomputador localizado à altura da cintura. Ele, por sua vez, converte os sinais em impulsos elétricos que acionam os motores que ficam nas articulações do traje. É isso que proporciona um aumento de força de quem o está utilizando. Logicamente, um produto desse tipo não demorou para ser comprado, patenteado e fabricado.

Hoje, o Hal pertence à Cyberdyne e seu lançamento foi tão comentado em Tóquio que o garoto-propaganda foi o secretário-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Yoshitsugu Harada. 

O inventor Sankai convidou o secretário a erguer com uma das mãos quantas sacas de arroz conseguisse. Harada não foi capaz de levantar sequer duas ao mesmo tempo, uma vez que cada uma delas pesava mais de dez quilos. Sankai depositou então três sacas no braço de uma pessoa com o mesmo perfil muscular de Harada, mas que estava vestida com a roupa biônica. Trinta quilos pareceram 30 gramas, não se viu derramar uma gota de suor.

O objetivo dos especialistas japoneses não é o de utilizar o equipamento para fins militares, mas sim para auxiliar pessoas com deficiência física e também idosos naturalmente enfraquecidos muscularmente. 

O Japão é um dos países nos quais a população se torna cada vez mais longeva e tal fenômeno leva à expectativa de que o setor de serviços para a terceira idade viva em breve um grande florescimento. Quanto aos deficientes, sonhos podem se tornar realidade com o Hal.

Quem diz isso é o tetraplégico Seiji Uchida, 43 anos, um dos primeiros a experimentar os benefícios da nova roupa. Uchida realizou recentemente o sonho de chegar ao topo dos Alpes suíços montado nas costas do alpinista Ken Noguchi, 33 anos, que se valeu do Hal para carregar o amigo e fez isso com a mesma facilidade com que costuma levar a sua mochila. Estou tentando criar novas possibilidades para que os incapacitados possam realizar seus sonhos, diz Uchida. 

A Cyberdyne produz poucas unidades da super-roupa e, pelo menos por enquanto, somente a aluga a US$ 1 mil por mês. Se a demanda for alta, ela será fabricada em escala industrial e chegará ao mercado ao preço de US$ 19 mil.

A Inclusão que se fala, a Exclusão que se vê.

Olá pessoal da paz, estamos aqui novamente para mais um tema importante.
Damião Marcos


Lembrando que aqui não colocamos verdades absolutas até porque isso não existe tão pouco trabalhamos com certo ou errado, procuramos sim colocar o nosso ponto de vista sobre os assuntos abordados procurando com isso gerar discussões, estudos, aprendizado e principalmente conhecimento.

O termo inclusão social, inclusão das pessoas com deficiência, políticas públicas para inclusão, acessibilidade e sensibilização com certeza tem sido uma das frases mais ouvidas ao longo dessas ultimas duas décadas, principalmente após a implantação da lei de cotas, lei que regulamenta a inclusão das pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho.

Temos que reconhecer que á partir disso, a vida das pessoas com deficiência teve um grande ganho substancial no cenário nacional, porém ainda existe uma distância muito grande entre o que é falado e o que é visto, e o que realmente acontece na prática do dia a dia das pessoas com deficiência.


Eu trabalhei no: (Padef) programa de apoio a pessoa com deficiência, nossa tarefa era inserir as pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, uma ótima iniciativa do governo do estado de São Paulo por sinal.


A questão é que a grande maioria das empresas, não todas mais uma grande parte delas faziam e ainda fazem  o que chamamos na matéria de uma inclusão que exclui.

Faziam contratações quase que imediatas de pessoa com deficiência, desde que essas deficiências fossem de grau leve e de pouco impacto.


Cadeirantes, deficiente visual total, deficiente intelectual leve e deficiente auditivo não oralizado ficam para segundo e terceiro plano, pessoas com deficiência facial ou com deformidades impactantes raramente são contratadas.


A desculpa de sempre era e ainda é que a empresa não estava preparada estruturalmente para contratar esses excluídos, interessante é que entra ano sai ano e a desculpa é a mesma.

Na televisão no jornal e nos grandes meios de comunicação em massa você não vai encontrar essas matérias, mais na prática e no dia a dia do deficiente essas situações acontecem constantemente.


Então eu te pergunto que inclusão é essa?

Raramente você liga a televisão e encontra programas dirigidos ou com participações de pessoas com deficiências.


Programa de calouros com participação de deficientes você já assistiu?

Baladas inclusivas para deficientes você conhece?


Um reality show com deficientes, ou mesmo a participação de um deficiênte você já viu?


Essas são apenas algumas perguntas para você refletir, a falta de oportunidade de ser incluído dá espaço para exclusão, e o que me deixa triste mesmo é saber que existe e eu até conheço muitas pessoas com deficiência com talento e capacidade, porém estão entregues ao ostracismo de uma sociedade na sua grande maioria preconceituosa, que vende a imagem linda de uma inclusão perfeita e total, quando na prática o que se vê é uma exclusão verdadeira e infelizmente real.


Acesse o Artigo Original: http://www.inclusaodiferente.net/2012/02/inclusao-que-se-fala-e-exclusao-que-se.html#ixzz1mizl8lUM

Casos de invalidez permanente entre vítimas de acidentes de trânsito se multiplicaram por quase cinco entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil por ano.

Maior parte dos casos é de jovens em idade economicamente produtiva; gasto previdenciário chega a R$ 8,6 bi.


"Sempre fui dinâmica, independente. Agora, não consigo trabalhar." 
Desde que sofreu um acidente com moto, há um ano, Carlita Tarsiana Carvalho, 28, está afastada pelo INSS. Ela torce para recuperar os movimentos do braço esquerdo, hoje totalmente paralisado. "Já passei por cirurgia, mas não obtive resultado algum", diz ela, que trabalhava em um supermercado, repondo mercadorias nas prateleiras.

 A história de Carlita representa uma situação cada vez mais comum. 

Casos de invalidez permanente entre vítimas de acidentes de trânsito se multiplicaram por quase cinco entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil por ano.

Nos primeiros nove meses de 2011, houve novo aumento de 52%, para 166 mil, segundo números do Dpvat, seguro obrigatório pago por proprietários de automóveis.

Os dados revelam que a maioria dos acidentados:
 -mais de 70% dos casos em 2011- usava moto e está em plena idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos).

O quadro preocupa a Previdência Social, que teme ter de arcar com os custos de uma geração de jovens aposentados por invalidez.

"O que mais tem crescido é a concessão de aposentadoria por invalidez devido a acidentes com motos", diz Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência. "Há trabalhadores que só contribuíram [à Previdência] por cinco anos, mas que vão receber aposentadoria por invalidez pelo resto da vida."

Projeções apontam que o INSS gastou R$ 8,6 bilhões com benefícios gerados por acidentes de trânsito. A cifra representa 3,1% de todas as despesas previdenciárias.

PREJUÍZO ECONÔMICO
O Dpvat classifica os casos de invalidez como leves, moderados e graves.

O INSS considera que há situações em que, depois de um período de tratamento, o beneficiário pode voltar a trabalhar, ainda que em outra função. Mas, segundo especialistas, crescem os casos em que o trabalhador acaba tendo de se aposentar.

Antônio Carlos de Souza, 49, acha que dificilmente voltará a ser motorista: "Não consigo subir escada ou dirigir, e já estou afastado há mais de três anos". Souza dirigia o carro da empresa onde trabalha numa tarde de dezembro de 2008 quando uma Kombi o atingiu. Após o acidente em estrada entre Jundiaí e Campinas (SP), ficou com uma perna mais curta do que a outra.

Segundo Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder, que administra o Dpvat, o forte aumento da frota de carros e principalmente de motos nos últimos anos explica a explosão dos casos de invalidez. "Qualquer acidente de moto pode gerar invalidez porque o motorista é mais vulnerável", afirma Xavier.

 De 2001 a 2011, as vendas de motos quase triplicaram, chegando a 1,94 milhão no ano passado. Em 2011, as vendas de carros atingiram 2,65 milhões de unidades, pouco mais que o dobro das de 2001. O engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos diz que a explosão dos casos de invalidez gerados por acidentes com moto representa um prejuízo para os acidentados e para a economia do país.

Ele diz que o cenário de acidentes com motos tende a piorar ainda mais nos próximos anos. "Existe um grande desafio que é o que fazer com as motocicletas."

A preocupação com o problema levou a Previdência a reivindicar participação no Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para participar da discussão e da elaboração das políticas de trânsito.

Deficiente visual é aprovada em primeiro lugar no vestibular da UEG de Iporá

Daniele Santos de Oliveira foi aprovada em 1º lugar no curso de Biologia. José Ferreira, também deficiente visual, foi aprovado em 6º no curso de História.

da Redação

Superar barreiras diariamente parece ser a missão da maior parte dos portadores de deficiência física no Brasil. Mesmo assim, uma parte deles consegue vencer os obstáculos e conquistar seu espaço na sociedade.

Deliane Santos de Oliveira, 17 anos, e José Ferreira, de 46 anos, são dois personagens desta luta. Portadores de deficiência visual, eles conseguiram passar por todas as barreiras e realizarem um sonho comum, o de ingressarem no Ensino superior.

Santos de Oliveira foi aprovada em primeiro lugar no curso de Biologia na Universidade Estadual de Goiás em Iporá. Deliane cursou o ensino médio no Colégio Ariston Gomes da Silva e terminou o processo seletivo da UEG a frente de todos os 34 concorrentes as 18 vagas que a unidade de Iporá disponibilizou para o ano de 2012.

José Ferreira que cursou o ensino médio no do Centro Educacional de Jovens e Adultos (CEJA) Dom Bosco, foi aprovado em sexto lugar para o curso de História, também na UEG de Iporá.

Deliane e José Ferreira são exemplos de como a educação inclusiva pode contribuir para o crescimento intelectual e pessoal dos portadores de deficiências físicas. Mesmo diante de uma luta diária para vencer as adversidades impostas por suas condições, os dois estudantes se tornaram um exemplo para todos os amigos e diretoria dos colégios onde concluíram o terceiro ano do ensino médio.

Haverá a necessidade de uma reformulação nas estruturas e também dos métodos de ensino da Universidade que irá receber os dois mais novos universitários de Iporá, porém todas as providencias já foram tomadas e professores foram contratados para auxiliar a todo o momento os dois alunos. 

Diante das Aprovações de Deliane e José Ferreira a Subsecretaria de Educação através da professora Wesilene Ferreira Leonel Siqueira que é representante da Rede de Apoio à Inclusão, divulgou uma carta parabenizando os dois futuros universitários por essa importante conquista. Conquista que não é vista de forma individual, mas sim de toda a sociedade, instituições de ensino e professores que acreditaram que é sim possível utilizar recursos educacionais para fazer com que a educação inclusiva seja realmente formadora de cidadãos.
Confira abaixo a carta divulgada pela Sub-Secretaria de Educação de Iporá:

A Subsecretaria Regional de Educação de Iporá parabeniza os alunos Deliane Santos de Oliveira e José Ferreira Santana por esta grande conquista.

Com a implantação do Programa de Educação para Diversidade numa Perspectiva Inclusiva em 1999, muitos desafios para consolidar a Educação Inclusiva são impostos ano após ano e com isso consequentemente os avanços chegam às Unidades Escolares. Um deles é fazer valer na prática o direito de pertencer e receber todos os recursos necessários para que a aprendizagem de nossos alunos com Necessidades Educacionais Especiais sejam de fato efetivadas. Nesse sentido, gostaríamos de parabenizar os alunos Deliane do Colégio Estadual Ariston Gomes da Silva e José Ferreira do Centro Educacional de Jovens e Adultos (CEJA) Dom Bosco, ambos com deficiência visual (cegos). Os quais também são atendidos pelo Centro de Atendimento Educacional Especializado de Iporá (CAEE). 

Valorizando o mérito de serem aprovados no vestibular da Unidade Universitária de Iporá UnU - UEG, em 1º lugar no curso de Biologia (Daliane) e 6º lugar no curso de História (José) desejamos que seus exemplos sejam motivação tanto para nossos alunos como para os educadores no sentido de acreditar e fazer acontecer a inclusão. 

É motivo de orgulho para todos os professores que trabalham na perspectiva de atender com qualidade a diversidade em sala de aula e buscam respeitar as especificidades desses alunos, por meio da interação em sala de aula, onde se propõem ser um elo direto entre o aluno e o conhecimento utilizando de instrumentos necessários para que a aprendizagem aconteça sem nenhum prejuízo.

Fonte: Município de Iporá - Iporá-GO, 17/02/2012

MAIORIA DAS METALÚRGICAS DA GRANDE SÃO PAULO CUMPRE LEI DE COTAS PARA DEFICIENTES

A maioria das empresas da região de Osasco com mais de 100 funcionários cumprem o Artigo 93 da Lei 8.213/91, a chamada Lei de Cotas. Pelo dispositivo legal, espresas desse porte são obrigadas a preencher de 2% a 5% das vagas com pessoas com deficiência ou reabilitadas. Segundo pesquisa divulgada na quarta-feira, 15, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, que abrange 12 cidades, no ano passado, 77,43% das empresas preencheram as vagas previstas na lei.



De acordo com a pesquisa, 43,96% dos contratados na Lei das Cotas tinham algum tipo de deficiência física e 32,16%, auditiva, seguidos por deficientes visuais (6,41%); intelectuais (3,77%), pessoas com deficiências múltiplas (0,38%) e reabilitados (13,32%).

O vice-presidente do sindicato, Carlos Clemente, disse a sociedade está se dando conta dos benefícios que a inclusão no mercado de trabalho das pessoas com deficiência traz para a economia. "Se essa pessoa está trabalhando, economicamente pode ser consumidor de produtos e serviços.

É estratégico para qualquer comunidade ter uma pessoa com deficiência que consiga trabalha e obter recursos com seu próprio salário".

A gerente de Recursos Humanos da empresa Corneta, Lucelene Dias, explicou que a metalúrgica tem 22 funcionários com algum tipo de deficiência e que política de inclusão começou nos anos 1980, com o então presidente Fritz Berg. Ele se baseou na cultura de contratação de mutilados de guerra que deu certo na Alemanha após a 2ª Guerra Mundial. E o retorno tem sido bom. "Eles são muito dedicados, atenciosos e superam os limites", disse a gerente.

Na função de auxiliar de inspeção na fábrica, Edson Aparecido do Nascimento, 36 anos, que tem uma deficiência intelectual, está empregado na metalúrgica desde 2004. "[O emprego] mudou muita coisa na minha vida. Meus pais são aposentados e eu posso ajudar em casa. Me sinto muito capacitado. A empresa reconhece a minha capacidade e o que sei fazer".

Na mesma função e com o mesmo tipo de deficiência, Eder Luiz Soares Maurício, 33 anos, na empresa há sete anos, também disse que o trabalho mudou a vida dele. "Eu ajudo em casa, como meu irmão. Moramos com nossa mãe, que é aposentada. Posso ter minhas coisas e me sinto bem em poder trabalhar, ter meu dinheiro e comprar o que quero".

Tetraplégica morre à fome para não ser fardo para a família

Christina Symanski tinha programado dois dias de descanso para o fim-de-semana de 4 de Junho de 2005. Instalou-se na casa de férias de uma tia juntamente com um grupo de amigos e o namorado, Jimmy Morganti. Mas a festa que organizaram no jardim, numa das noites, acabou em pesadelo. A jovem professora, na altura com 24 anos, ficou tetraplégica depois de mergulhar na piscina.

Em Dezembro de 2011, Christina Symanski morreu, dois meses depois de ter iniciado uma greve de fome. No blogue onde desabafava sobre a sua vida como tetraplégica, a americana de Linden, New Jersey (EUA), justificou a sua decisão: não queria ser um fardo para a família e queria "libertar" Jimmy para que este pudesse seguir em frente.

Nos meses que se seguiram ao acidente, os pais de Symanski fizeram com que ela se sentisse ainda mais culpada pelo que tinha acontecido, dizendo-lhe que tinha sido inconsciente por beber e mergulhar na piscina e que agora a vida de todos ficava condicionada por Christina estar completamente dependente. O contacto com Jimmy Morganti também foi cortado, já que os pais da namorada consideravam que ele também tinha sido responsável pelo sucedido.

O casal conseguiu manter-se unido por mais seis meses mas depois Christina quis terminar a relação. "Eu sabia que o mais provável era nunca mais voltar a andar, não podia arrastar o Jimmy para o inferno em que se tinha tornado a minha vida. Tinha de o deixar ir, mesmo que isso me custasse muito, e foi exactamente o que fiz", escreveu a professora no seu blogue.

Jimmy Morganti chegou a ter outra namorada mas deixou-a pouco depois. Voltou para junto de Christina e até a ajudou a escrever um livro nos últimos meses de vida.

Em Setembro de 2011, os dois viajaram até à Disney World, juntamente com a mãe e a meia-irmã da jovem. Mas Christina estava doente e mal saiu do quarto. Foi nessa altura que decidiu deixar de comer. Tinha começado a pesquisar como acabar com a sua própria vida dois anos antes, tendo o cuidado de fazer tudo de forma a que ninguém fosse responsabilizado pela sua morte. A 1 de Dezembro, Christina Symanski entrou em coma e acabou por morrer.



Conheçam-na melhor no seu blogue: http://lifeparalyzed.blogspot.com/


Fonte: http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/Mundo/Fotogaleria-(428).aspx 


Dorina Nowill é homenageada em ala da escola de samba Tom Maior

A Tom Maior, que ficou em 9º lugar no carnaval de 2011, será a sétima e última escola a desfilar no Anhembi no sábado, dia 18 de fevereiro de 2012.

Com o tema "Doação de Córneas" uma ala da escola de samba Tom MaiorSite externo. irá homenagear Dorina Nowill. Segundo Marco Aurélio Ruffinn, carnavalesco responsável por todo o planejamento e confecção da ala Justiça Social, nesta parte do enredo a escola prestará homenagem à fundadora da entidade que leva seu nome e distribui livros em brailepara diversas escolas do país, contribuindo para a educação de milhares de pessoas com deficiência visual.

Neste ano, a Tom Maior vai apresentar, em 20 alas, o enredo “Paz na Terra e aos Homens de Boa Vontade”, uma celebração às pessoas que fazem algo para melhorar a humanidade. Também serão retratadas personalidades como Ghandi, Mandela, Martin Luther King.

A Tom Maior, que ficou em 9º lugar no carnaval de 2011, será a sétima e última escola a desfilar no Anhembi no sábado, dia 18 de fevereiro de 2012.

Fonte: http://www.fundacaodorina.org.brSite externo.

Mãe com deficiência visual relata ver filhos pela 1ª vez após terapia gênica

Resultados de um tratamento iniciado há quatro anos nos EUA estão sendo publicados agora.

Três americanos que perderam a visão na infância relataram uma melhora drástica na sua visão depois de terem sido submetidos à terapia gênica em ambos os olhos. Em alguns casos, a melhora começou há quatro anos, quando um dos olhos foi submetido à terapia. Agora uma americana falou sobre a emoção de conseguir enxergar pela primeira vez os próprios filhos, depois de passar por terapia no segundo olho.

Os três pacientes tinham uma condição hereditária e rara conhecida como Amaurose Congênita de Leber (ACL) provocada por um defeito no gene responsável pela proteína necessária para a visão. A ACL se manifesta nos primeiros meses de vida e compromete gravemente o sentido da visão, além de causar movimentos involuntários no olho e vista fraca no escuro.

Emoção
Diversas equipes de cientistas em várias partes do mundo tentaram terapias gênicas para tratar a cegueira, mas poucos pacientes receberam o tratamento para lidar com um defeito genético em estágio tão anterior ao processo de perda de visão.

Pesquisadores americanos revelaram em 2008 que 12 pessoas com LCA recuperaram parte da visão depois de receberem uma injeção no olho com um vírus criado artificialmente portador do gene RPE65. Em outro estudo, eles trataram o outro olho de três pacientes, e descobriram que isso melhorou ainda mais a visão. Os pacientes passaram a conseguir identificar obstáculos ao seu redor.

Os resultados foram publicados agora na revista científica Science Translational Medicine. A principal cientista do projeto, Jean Bennett, disse que os pacientes podem fazer coisas que nunca fizeram antes, como andar à noite, fazer compras sozinhos e reconhecer o rosto de pessoas.

"Nós mostramos que é possível tratar com segurança tanto os olhos das pessoas com esta forma particular de deficiência da retina usando um tratamento a base de genes, e, além disso, nós demonstramos que o cérebro entende o que a retina está vendo", disse a cientista à BBC.

Um dos três pacientes que participou dos testes, Tami Morehouse, disse à BBC que sua visão gradualmente foi se recuperando, abrindo um novo mundo para ela. Apesar de ela não conseguir enxergar bem o suficiente para ler ou dirigir um carro, ela agora consegue reconhecer os rostos de seus filhos e assistir aos jogos de beisebol deles.

"A vida ficou tão mais fácil em um nível que a maioria das pessoas não percebe. Qualquer forma de visão que você consegue ter, quando não se tinha nada, é de um valor incrível", disse Morehouse à BBC. "Ver os rostos das minhas crianças - meu filho com seus imensos olhos escuros, minha filha com seus grandes e belos olhos azuis. Eu tenho que olhar com bastante cuidado para conseguir enxergar, mas agora eu consigo. Todos os dias eu perdia coisas, mas agora um pouco disso voltou e eu não consigo nem explicar o que isso significa."

Os pesquisadores pretendem agora seguir com o mesmo tratamento em outros nove pacientes. "Eu acho que este é um marco no tratamento de formas mais comuns de cegueira em ambos os olhos", disse Bennett.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/Site externo.

Chegamos a 300.000 visitas

Chegamos a 300.000 visitas, gostaria de agradecer aos nossos amigos leitores, seguidores, e simpatizantes do nosso blog.
http://www.blogger.com/stats2.g?blogID=8927861806989922259

Muito obrigado.

Carlos Raugust.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

De repente, 46 milhões

São milhões de pessoas que podem eleger um candidato, mas que têm dificuldades para chegar até a urna.


por Jairo Marques.


ATÉ A semana passada, o Brasil não sabia ao certo quantas eram as pessoas cuja funilaria motora, intelectual ou sensorial possuía alguma avaria. Agora, o Censo 2010 revela que dá para lotar uma quitanda de gente que não vê direito, que não para em pé com as próprias pernas, que tem o escutador de novela prejudicado, que é meio trelelé das ideias, que está fora da curva do tal padrão "normal".


São cerca de 46 milhões de brasileiros -23,9% do total- que declaram ter algum nível de deficiência física, dos sentidos ou da cachola. Para se ter uma ideia do tamanho do papagaio, a população da Espanha é de cerca de 50 milhões de habitantes.


A partir disso, penso que "difinitivamente", como diria minha tia Filinha, ninguém vai poder dizer que não promove ou defende a acessibilidade e a inclusão porque não conhece alguém que precise de condições diferenciadas para ir, vir, ficar, fazer e interagir.


Os pesquisadores também chegaram ao número de pessoas que afirmam ter alguma deficiência severa, ou seja, aquelas que dão um "trabaaaalho" lascado, "catigoria" na qual me incluo, contrariando as comissárias de bordo, que sempre perguntam se não ando "só um pouquinho". São 6,7% dos nativos, 12,7 milhões de viventes.


Dos "extremamente arruinados", a maioria são pessoas que se declaram cegas ou quase cegas, 3,5% do todo. Fiquei surpreso com esse apontamento, pois os esforços de acessibilidade são mais focados em barreiras arquitetônicas enfrentadas por deficientes motores.


Mas, como o sabido José Saramago já havia anunciado no angustiante "Ensaio sobre a Cegueira", talvez todos nós tenhamos dificuldade de ver a própria realidade. O negócio então é acelerar a produção de livros em braile, a distribuição de programas que fazem leitura de telas de computador, dos pisos com sinalização tátil nas calçadas, do treinamento dos cães-guia que ajudam para dedéu.


É a primeira vez na história do país que se revela um retrato tão detalhado desse público. No levantamento de 2000, o IBGE fez uma estimativa de 14% dos brasileiros que conviviam com algum tipo de deficiência, mas as perguntas não foram tão objetivas. Tanto que não há como comparar com segurança as informações entre as décadas.


Os números são importantes porque descortinam verdades: são milhões de bocas para comer em restaurante sem cardápio em braile; milhões de eleitores que podem levar um candidato ao trono, mas que têm um caminhão de dificuldades para chegar até a urna; milhões de crianças mal-acabadinhas que precisam de escolas que as aceitem com profissionalismo; milhões de pessoas que são mão de obra legítima para ser peão ou ser da diretoria.


Ter um quarto dos brasileiros com algum desarranjo no esqueleto ou no software é também motivo de ligar o alerta vermelho para situações sociais que seguem prejudicando vidas e fazendo brotar paraplégicos, tetraplégicos...


Há mais gente se lascando em acidentes de trânsito -jovens principalmente-, a violência segue deixando rastros em famílias, muita gente está envelhecendo sem atenção básica e os cuidados com a saúde de gestantes e bebês precisam avançar mais.


Fonte: Folha de São Paulo, 22 de Novembro de 2011 


Matéria do blog: http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com/2012/02/de-repente-46-milhoes-jairo-marques-sao.html - Imagem Internet

Um problema e uma nova visão da vida


Minha visão sobre deficiência começaria a mudar drasticamente em 22 de junho de 1990.

Era uma sexta-feira fria. Eu acordei na madrugada, sentia frio, sentia também a cabeça girando, pensei que o jantar fizera mal, então me dei conta que não sentia nada, do pescoço para baixo, me apavorei, achei que não mexeria mais braços e pernas, dei um salto da cama. 

Fiquei sentado na cama, perplexo, tentando entender o que teria ocorrido, tentei acender a luz, mas, sem sentir as mãos, tudo que fiz foi derrubar o abajur e acordar minha esposa. O dia seguinte foi ainda pior, eu perdi completamente o equilíbrio, tive redução na coordenação dos movimentos das mãos e braços e redução de mobilidade dos membros inferiores.

Os meses que seguiram, foram o pior pesadelo de um ser humano, me afastei do serviço, me afastei da direção do carro, começando assim o processo terrível de depender dos outros. Fiz toda uma sorte de exames, de sangue, radiografia, eletro miografia, tomografia, tudo o que existia de mais novo, passei por médicos e juntas médicas, sem ter um diagnóstico. No final, acabei submetido a uma bateria violenta de corticóides e um interminável programa de fisioterapia.

Foi nesta fase que eu comecei a conhecer um outro Brasil, um Brasil exclusivo, um Brasil cruel, um Brasil indiferente. As seções de fisioterapia eram de difícil marcação dada a demanda, e lá, eu tinha contato com muitas pessoas, vítimas de acidentes de trânsito, de trabalho, domésticos, com toda a gama de problemas de locomoção e movimentação. A clínica que eu utilizava ficava em uma casa adaptada, mas, não havia qualquer preocupação com a acessibilidade, não havia nem facilidade em se estacionar na porta da clínica, eu ficava atônito em ver o sofrimento dos cadeirantes para acessarem ao interior da clínica, haviam usuários de muletas e amputados. Era um mundo novo para mim, das treze clínicas disponíveis pelo meu plano médico, eu apenas consegui vaga em uma, as demais estavam lotadas por longa data.

Em minha cabeça lógica de engenheiro, eu começo a calcular, pelo número de problemas graves que vi na clínica, pelo número de clínicas e pelo número de planos médicos existentes, sem contar que a grande maioria do povo tenha que recorrer ao sistema publico de saúde, o número de deficientes no Brasil deveria ser muito maior que eu podia imaginar.

O Brasil tem anualmente um número de baixas equivalente ao da guerra do Vietnam só em acidentes de trânsito, e os feridos nestes acidentes? O Brasil apesar de não estar em guerra tem um número de ferimentos por fuzil maior do que a faixa de Gaza, este tipo de arma quando não mata mutila, é projetada para isso, onde estão estes feridos? E os acidentes domésticos? E os acidentes de trabalho? E os deficientes de nascença? Onde estão nossos deficientes que eu nunca os vi em 29 anos de vida?

Na realidade a explicação é bem simples, enquanto eu vivia meu drama pessoal, tudo o que eu não queria era ser visto pelos outros, conhecidos ou não, eu tinha vergonha de não conseguir segurar as coisas na frente dos outros, tinha vergonha de cair nas calçadas ruins da cidade. Embora o Brasil não seja um campeão em bullying, ele é o país do pejorativo, basta ter um loiro na classe para ser chamado de “alemão”, um oriental é “japa” ou “china”, um negro é “neguinho” ou “negão”, alguém do oriente médio é “turco”. Não existe propriamente “racismo” nisso, é o jeito brasileiro, da mesma forma, quem tem alguma deficiência auditiva é o “surdinho”, visual é o “ceguinho”, aquele mais robusto é o “gordinho”. Acontece que sendo nosso jeito ou não, estes adjetivos são segregadores e preconconceituosos e quando aplicado a deficientes, são ofensivos e de mau gosto.

Quando você faz graça de uma situação ou fato cotidiano, você faz uma piada, mas, quando você faz graça da deficiência de uma pessoa, você faz uma maldade e o número de pessoas sem noção que fazem isso é muito grande.

Ninguém gosta de ver sua deficiência exposta, muito menos de ser debochado por sua deficiência e pergunto, qual pai gostaria de ver seu filho debochado, humilhado?

A mais triste realidade é que o Brasil escondia seus deficientes, os colocava a margem da sociedade, não lhes oferecia chance ou oportunidade. E quem adquire uma deficiência tem vergonha de se apresentar, pois, sabe bem o que o espera lá fora. Reclamar? Reivindicar? O que? Para quem?


Eu retornei ao serviço, depois de reaprender coisas muito simples como, andar e segurar as coisa, escrever, o básico, mas, estava muito longe de estar recuperado, porém, dado ao treinamento a que me obriguei, eu conseguia enganar bem. Evitava segurar as coisas com a mão direita na frente dos outros, pensava muito antes de dar um simples passo, escolhia bem o caminho a fazer, o mais difícil mesmo era o cansaço.

Este era eu, abalado pela doença, deformado por três meses de doses maciças de cortisona, em outubro de 1990, retornando ao serviço.


“Lidar com a deficiência é ver alem da aparência física, é lidar com a sensibilidade humana é confrontar a possibilidade de nós tornamos um”

Fonte: http://estudandoraras.blogspot.com/2012/02/figuei-deficiente-e-agora-novo-blog-de.html

Prefeitura lança campanha “Rio Carnaval Sem Preconceito 2012”

A Prefeitura do Rio lançou na manhã desta terça-feira, dia 14, a campanha “Rio Carnaval Sem Preconceito”. Sucesso ano passado, a campanha retoma de cara nova e com o propósito de orientar cariocas e turistas contra os mais diversos tipos de preconceito e as formas de denunciá-los. Entre as ações, que vão se espalhar por toda a cidade, será veiculada em rádio, televisão, bailes o samba-enredo composto pelos bambas Arlindo Cruz e Luana Carvalho. No vídeo da campanha, também há participação de pessoas com deficiência.

Através da Coordenadoria Especial da Diversidade Social (CEDS), a Prefeitura do Rio une o espírito festivo dessa época à necessidade de se respeitar o próximo com o lema “tolerância zero com a discriminação”.

Em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Teixeira, que estava representando o prefeito Eduardo Paes, falou da importância do poder público na luta contra o preconceito:
- O tema do preconceito, além de suprapartidário, é transversal, de grande abrangência. Não tenho dúvida da capacidade da Coordenadoria de mobilizar e fazer com que o tema ganhe visibilidade dentro de todos nós, nossa indignação com o preconceito.

Além da veiculação do samba, serão distribuídos – em blocos, praias, bailes, aeroportos e na rodoviária Novo Rio – panfletos informativos sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), distribuição de preservativos e lubrificantes provenientes da parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil; cartões com telefones úteis aos cidadãos e outras informações sobre os dias de carnaval na cidade, tendo como base o guia da Riotur.

O coordenador da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson, disse que o samba da campanha brada com o preconceito:

- Nossa intenção é apresentar uma campanha que fale pelos Direitos Humanos de todo e qualquer cidadão, independente de sua orientação sexual, de sua raça, de religião. Estamos falando em direito do cidadão. Como diz bem a letra, sem cor e sem crença, vale tudo em nome do amor.

O videoclipe da campanha contou com a participação de diversos sambistas e artistas como Noca da Portela, Delegado, Lucinha Nobre e Rogério Dorneles (porta-bandeira e mestre-sala da Portela), Juliana Alves, Suzana Pires, Beth Carvalho e Angela Ro Ro.

Para Luana Carvalho, a compositora do samba enredo, essa é uma das causas mais importantes do mundo.

- Estou muito honrada em fazer parte da campanha dessa maneira: usando a poesia que eu absorvi durante a vida para falar da cidade, para defender os cidadãos e para entra no carnaval com essa bandeira. Eu nasci no carnaval e eu volto agora com essa bandeira.

De sábado de carnaval, dia 18, a Quarta-Feira de Cinzas, 22, o Balcão Carioca da Cidadania Edição Rio Carnaval Sem Preconceito 2012 ficará instalado na Praça General Osório, em Ipanema, através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. No local, assistentes sociais vão tirar as dúvidas dos foliões sobre seus direitos e encaminharão possíveis denúncias aos órgãos competentes.

O Rio de Janeiro foi pioneiro no país na criação de lei que pune práticas discriminatórias contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). A lei número 2475/1996, regulamentada pelo Decreto 33.033/2008, assegura que nenhum estabelecimento comercial ou repartição pública do município pode discriminar pessoas em virtude de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

 

Em SP, só 17% das escolas são acessíveis

DESCASO TOTAL COM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA!

Proposta da Secretaria de Educação é adaptar metade das escolas em dez anos; Serra anunciou a mesma meta para 2010.

Esclusão escolar
A existência de sete alunos com necessidades especiais na mesma escola, como ocorre no M.M.D.C., expõe uma realidade que o governo do Estado – sob a gestão do mesmo partido, o PSDB, há 17 anos – ainda não conseguiu superar. Várias escolas ainda recusam estudantes com deficiência e cadeirantes e somente 17% dos prédios são adaptados a eles.
Hoje, apenas 900 escolas estaduais têm estrutura acessível para pessoas com deficiência, de um total de 5,3 mil unidades. Entre essas escolas está a M.MD.C.
Pressionado por organizações da sociedade civil e pelo Ministério Público, o Estado propôs adequar metade das escolas até 2020 – a acessibilidade alcançaria 2,6 mil escolas. A proposta foi encaminhada ao MP, visando à celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A promotoria ainda conversa com a Secretaria de Educação, mas já sinalizou que a proposta é tímida demais. É que o próprio governo, na gestão de José Serra (PSDB), havia se comprometido a alcançar essa meta em 2010.
A secretaria afirma que investiu no ano passado R$ 60 milhões na adaptação de 78 escolas. Atualmente, os serviços estariam em execução ou processo de licitação em cerca de 400 escolas em todo o Estado. O plano de acessibilidade da secretaria prevê a oferta de escola com acessibilidade no alcance de um raio de 2 km da residência do estudante em áreas urbanas e de um raio de 15 km em áreas rurais.
Valdir Timóteo, do Movimento Inclusão Já, critica duramente a atuação do Estado em relação aos direitos das pessoas com deficiência. “Se tem lei e decreto que obriga adequar os prédios até 2008, não há por que estender mais o prazo”, diz ele, referindo-se ao decreto federal 5.296, de 2004. “Tem um fato muito grave: é o terceiro mandato de Geraldo Alckmin, antes teve o do Serra e antes, o Mário Covas. Quem o governo vai culpar?”
Fonte: Jornal Estadão -