sábado, 17 de março de 2012

Pedreiros se passam por cadeirantes para testar as calçadas que fizeram

'Calceteiros' conheceram os problemas de locomoção dos deficientes físicos.
Curso da prefeitura de Curitiba será aplicado em outros funcionários.



Do G1 PR com informações da RPC TV

Os pedreiros que fazem as calçadas de Curitiba estão aprendendo em um curso quais as dificuldades enfrentadas por deficientes físicos para cruzar os caminhos construídos por eles mesmos. O objetivo do curso é mostrar aos trabalhadores a importância de dar acessibilidade a todos. De acordo com a prefeitura, entre 200 e 300 pessoas - entre pedreiros, mestres de obra, fiscais e engenheiros - deverão passar por esse treinamento.
Veja a reportagem do ParanáTV 2ª edição, da RPC TV
A primeira etapa do curso é aplicada em uma sala de aula, onde os pedreiros têm lições sobre as características das pessoas com deficiência e as dificuldades de locomoção que elas possuem. “Quando eles vivenciam, eles percebem que uma pedrinha torta desequilibra a cadeira de rodas, encontra uma barreira na bengala do cego”, diz Denise Moraes, professora do curso.
Em seguida, eles vão às ruas, para ver e sentir a realidade dos deficientes. Primeiro, eles dão um passeio com uma cadeira de rodas. Depois, é a vez de vendar os olhos e sentir as irregularidades do piso que atrapalham a vida dos deficientes visuais.


Congresso Nacional do Brasil: “Fabricante de Leis”

Caro leitor,
O texto a seguir foi escrito pelo amigo José Deoclécio de Oliveira. Deoclécio é pai de uma jovem com paralisia cerebral. 



Pensando bem, não me parece tão difícil ser um parlamentar e representar os cidadãos eleitores: basta ter a intenção de se candidatar, escolher um partido, é claro que os partidos mais fortes eu não conseguiria, porque todas as vagas já são destinadas a uma cúpula e também às velhas raposas conhecidas, que se alternam como candidatos e são sempre os mesmos durante muitos anos e até que a morte os separe…  Então me resta buscar um partido chamado de aluguel, aí sim eu sou aceito, e então é só partir para as eleições.
Sendo eleito, ganho um gabinete todo equipado e uma mobília de ponta, ganho uma moradia ou um vale aluguel para morar em Brasília e também posso continuar morando no meu Estado com todas as viagens de avião pagas. E também um carro com motorista, combustível à vontade e para ficar sempre elegante, eu ganho uma verba paletó e sem falar do meu salário como deputado e outras verbas de compensação. Trabalho três dias por semana, de terça a quinta e dois meses de férias ao ano…
Como Deputado, caso não tenha um bom conhecimento político, nas contratações obrigatórias de vários funcionários e assessores com conhecimentos técnicos e com uma verba polpuda de gabinete, escolho e nomeio alguns destes com conhecimentos políticos, e começo a legislar.
Com uma ideia na cabeça começo a desenvolver o conteúdo de um projeto de lei, e concluído busco assinaturas dos meus nobres colegas. Em seguida, envio para as comissões. Após aprovado e escolhido um relator, o projeto entra em discussão e havendo um quórum de aprovação, o projeto é colocado em plenário e aprovado. Logo após é entregue ao Presidente (a) e depois de sancionado é publicado no Diário da União e colocado em prática para os cidadãos. Não me parece tão difícil… É por isso que o Brasil é campeão na criação de leis, mas infelizmente nem todas funcionam. Exemplos: A lei do racismo, quando um cidadão é ofendido por outro cidadão, sendo está ofensa considerada crime inafiançável, no flagrante este crime é transformado em injúria, sem a intenção de ofender… Quando há uma colisão de automóvel provocando vítima, o culpado não é obrigado a criar provas contra ele e não faz o teste do bafômetro, que é lei.
A Constituição diz que o Governo tem que garantir  saúde e educação para todos e isto não é cumprido satisfatoriamente: uma família que cuida integralmente de um ente querido com deficiência ou de patologia crônica que não pode trabalhar, não recebe o benefício LOAS do INSS, caso a renda ultrapasse  1/4 de um salário mínimo por pessoa;  e nem mesmo é fornecida uma assistência de saúde digna a essa família.
Existem leis para o transporte público coletivo, onde são reservados assentos para pessoas idosas, mulheres grávidas, crianças de colo e pessoas com deficiência, no entanto não são fiscalizadas e quem ocupa normalmente são jovens ou pessoas que não precisam. O mesmo acontece também com as vagas demarcadas para motoristas com deficiência que não são respeitadas e não existem punições. Também existe uma lei em que as pessoas idosas com mais de 65 anos, pessoas com doenças crônicas e com deficiência não pagam passagens, entretanto essas leis são desrespeitadas pelos “chamados motoristas profissionais”. Também há uma lei a de cotas para pessoas com deficiência, mas somente uma minoria consegue trabalhar porque os empresários escolhem os mais qualificados e com deficiência moderada. A maioria das pessoas com deficiência ainda não têm acesso a cursos de capacitação e também tem uma parcela que não tem condições de trabalhar devido à gravidade da sua deficiência e são sustentados pelas famílias que oneram ainda mais seus orçamentos, além de não ter o apoio e respeito do INSS que deveria cumprir um direito constitucional. E diante de tudo isso há “vistas grossas” dos chamados parlamentares, nossos representantes, que não se empenham em cobrar estes direitos.
Nosso país é considerado um fabricante de leis, coloca no papel e pronto: resolveu todas as questões. As leis de cobranças de impostos e multas de trânsitos e outras, que beneficiam os órgãos públicos estas sim, são fiscalizadas e quem não pagar é punido… As outras leis que beneficiam os cidadãos no tocante ao respeito e outros fins é aprovada, sancionada e colocada para a população ingerir. Tudo isto é simples, é assim que nossos parlamentares agem. Eles pensam que vivemos em um país  em que existe um povo com uma educação de qualidade e este mesmo povo tem uma consciência plena dos deveres de obedecerem as leis e respeitarem os cidadãos. Acreditando nisso eles criam as leis, muitas não é preciso regulamentar e nem fiscalizar.
O Brasil só terá uma Democracia com justiça e disciplina, quando houver uma reforma política partidária acabando com este sistema falido, só assim eu acredito que teremos um povo que respeitará as leis, com melhores políticos, justiça social e investimento na educação para todos.
José Deoclécio de Oliveira

O (mau) “uso” da Deficiência

Texto de Vinícius Gaspar Garcia

Eu não assisti, mas me contaram. Em conversa com uma amiga fiquei sabendo que, no último sábado, o apresentador Luciano Huck exibiu uma matéria cujo principal personagem era uma pessoa com deficiência, amputado das duas pernas. Em resumo, depois de mostrar sua história de luta e superação, o programa oferecia uma “surpresa” ao personagem: suas tão sonhadas próteses! Todos choram, se emocionam e ficam felizes no sábado à tarde.



Nada contra a ajudar quem precisa, mas o episódio merece uma reflexão crítica. Na minha opinião, esta forma de abordar a questão da deficiência reforça uma visão assistencialista, piedosa e que deveria estar ultrapassada sobre o tema. Além disso é, no mínimo, questionável a “boa ação” que tem por trás interesses comerciais, estratégias de marketing, busca de maior audiência ou coisa que o valha.


No imaginário popular, altamente afetado por programas deste tipo, histórias como esta reforçam estereótipos culturalmente associados às pessoas com deficiência: somos um misto de “super-heróis” com “coitadinhos”. A nossa simples existência é “um exemplo de vida” e, ao mesmo tempo, dependemos da caridade alheia para sobreviver. Tais marcas ou rótulos dificultam o entendimento daquilo que deveria ser óbvio: pessoas com deficiência não são, em função desta condição, melhores ou piores do que as outras; são cidadãos com direitos e deveres, assim como todos.


Evidentemente que o personagem agraciado pelo programa se sentiu feliz e contemplado, mas e os outros milhões de pessoas com deficiência sem acesso a recursos ou equipamentos básicos? Será que não seria feito melhor uso da televisão – uma concessão pública – a discussão sobre as razões pelas quais as pessoas com deficiência encontram tais problemas?


A falta de acesso a uma prótese, a insuficiência de material para sondagem nos postos de saúde, os preços abusivos de equipamentos necessários às pessoas com deficiência, entre outros problemas, não podem ser repetidamente apresentados como questões individuais, resolvidos por meio de boa vontade alheia.


E, no caso em questão, esta “boa vontade” precisa ser qualificada, pois não se trata de uma ação de caridade anônima, desprovida de interesses particulares. Vamos ser claros: do apresentador à empresa que doou a prótese, passando pelos patrocinadores do programa, todos ganham com a exposição da história de superação e recompensa do nosso personagem com deficiência.


Como coloquei no início, não assisti ao programa, não sei detalhes da matéria e espero não estar cometendo injustiças. Seja como for, não quis deixar passar em branco esta reflexão porque, costumeiramente, a imprensa – por meio de seus jornalistas, apresentadores e reportes – “usa” a condição da deficiência para insuflar sentimentalismos, emoções e similares...o que, em geral, dá boa audiência, não é mesmo?


Vinícius Gaspar Garcia 



Fonte: http://vggarcia30.blogspot.com.br/2012/03/o-mau-uso-da-deficiencia.html

Jovem de Campinas discursará na ONU no Dia da Síndrome de Down

Tathiana Piancastelli participará de cerimônia em Nova Iorque.
Ela prepara texto em parceria com a mãe para realizar o sonho de ser atriz.



Fernando Pacífico  Do G1 Campinas e Região
Tathiana Heiderich representará o Brasil na ONU em Dia Mundial da Síndrome de Down (Foto: Arquivo Pessoal)Tathiana discursará na ONU, pelo 1º Dia Mundial
da Síndrome de Down (Foto: Arquivo Pessoal)
Para representar o Brasil durante a leitura de parte do discurso que marcará o 1º Dia Mundial da Síndrome de Down, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 21 de março, a jovem Tathiana Heiderichi, de 27 anos, tenta conter a ansiedade e dedica-se às palavras e aos treinos de fonoaudiologia em Campinas, interior de São Paulo. "Estou feliz e orgulhosa", afirma Tathi, como gosta de ser chamada.

Com o tema "Construindo o nosso futuro", a cerimônia marcada para o dia 21 terá presença de oito jovens de vários países. Responsável por falar do poder da mídia na inclusão, Tathiana apresentará ao público seis slides com duas ou três frases em cada. "A informação tira o preconceito", explica a jovem. Além da campineira, Beatriz Paiva, de São Paulo, também participará da leitura do discurso.

A rotina da jovem é construída durante os trabalhos que realiza em um salão de beleza na cidade, além das participações em um programa de televisão e uma clínica de fisioterapia. Ao contar que o gosto musical  flerta entre clássicos da MPB, com destaque para a "Aquarela" de Toquinho, canções do musical "Mamma Mia" e  pagodes, a jovem afirma que faz aulas de teatro e ainda busca um sonho. "Quero ser atriz", suspira. Em 2009, ela serviu de inspiração ao cartunista Mauricio de Sousa na criação da personagem Tati, que integrou a revista em quadrinhos "Viva as Diferenças!".
A informação tira o preconceito"
Tathiana
Dentre a miríade de adjetivos atribuídos pela publicitária Patrícia Heiderich à filha Tathiana, há espaço para bom humor. "Ela é extrovertida, baladeira e perua quanto ao modo de vestir. Adora rosa", conta. Dentre as lembranças preferidas, por sinal, lembra de uma história curiosa em um velório. "Ela era mais nova. Eu estava de costas em certo momento e a Tathi começou a me chamar. 'Olha, mamãe, é o Padre Marcelo Rossi'. Naquele clima, não dei importância... Quando olhei, realmente era ele", recorda. A curiosidade da meninda rendeu-lhe um contato com o ídolo.
Quando pensa na conquista da filha, a publicitária esmiúça a memória para falar das dificuldades que a família superou ao longo dos anos. "Há quase 30 anos, era impensável esse reconhecimento da sociedade. As pessoas escondiam os filhos que tivessem Down", critica Patrícia.

O reconhecimento da ONU, segundo a publicitária, abre espaço para que os próprios portadores da síndrome atuem em causa própria. "É importante, pois eles podem e querem falar. Fico feliz e que as mudanças estejam acontecendo". Em relação às preocupações com a filha, surge o tema namorado. "Ele tem que ser animado e são-paulino de preferência", confessa Tathi aos risos.

Implante auditivo melhora a qualidade de vida de deficientes

Implante auditivo melhora a qualidade de vida de deficientes - Foto: EFE


Seja por motivos congênitos ou causada por doenças, a deficiência auditiva causa perda total ou parcial da audição no ser humano. Mas, se antes os pacientes sofriam com a segregação das atividades corriqueiras por conta dessa limitação, a ciência atualmente já consegue dar suporte para o surdo se desenvolva plenamente em sua vida.


Um dos mecanismos mais usados é o chamado implante coclear. Esta técnica cirúrgica permite que um elevado número de pacientes possa ouvir e entender quase com normalidade.


O sistema consiste em um dispositivo eletrônico com uma parte externa e outra interna."Esta irá estimular o nervo auditivo em pacientes nos quais a cóclea não funciona", explica Miguel Arístegui, chefe da Seção de Otologia do Hospital Geral Universitário Gregorio Marañón de Madri e membro da Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia.


Em pessoas com uma audição normal, o som entra pelo conduto auditivo externo até alcançar o tímpano. Esta membrana transmite as vibrações a um sistema de pequenos ossos localizados no ouvido médio. O estribo, o osso localizado na parte mais interna, transmite as vibrações a um meio líquido que enche o interior da cóclea - uma espécie de tubo ósseo em espiral e que também influencia no equilíbrio do corpo.


O líquido em movimento, por sua vez, vai de encontro a membrana basilar, onde as células sensoriais captam esses movimentos. "Elas então transformam as vibrações mecânicas da membrana em sinais elétricos que o nervo auditivo conduz ao cérebro", detalha o especialista da Fundação de Otologia Doutor García-Ibánez.
Quando alguma parte do caminho encontra alguma barreira ou falha, a audição é prejudicada. E é aí que o implante coclear surge como alternativa.


Uma nova audição
"O implante coclear permite processar um sinal acústico e transmiti-lo diretamente ao nervo coclear mediante uma guia de eletrodos que são introduzidos na cóclea", explica Arístegui.


Ou seja, se o paciente possui alguma dificuldade em processar o som até que este chegue à cóclea, o implante leva os estímulos até ela para que o cérebro faça a sua parte depois. O sistema consiste em uma parte externa, que recolhe o som, processa e o transmite através de uma bobina à parte implantada sob a pele. Esta, por sua vez, o transporta até a cóclea. "A guia estimula os primeiros neurônios que correspondem às diferentes frequências de som e permite que se inicie uma transmissão elétrica. A partir deste ponto, a mensagem segue normal até o cérebro", aponta.


O médico destaca que os resultados são "excelentes" em uma porcentagem muito elevada de pacientes, que conseguem um nível de audição (capacidade de ouvir) e de discriminação (capacidade de entender) quase normais. "Embora a qualidade do som seja inferior ao de uma audição normal, estas pessoas alcançam um desenvolvimento de sua linguagem intelectual e membro-laboral equiparável ao dos ouvintes normais", sustenta.


Bruno sofre de surdez profunda e usa um implante coclear desde os nove anos. Hoje, aos 23, afirma ser consciente que deve se esforçar mais do que os outros para obter seu título universitário ou para estudar um idioma estrangeiro. "Mas fui capaz de conseguir uma bolsa de estudos fora do meu país por um ano e posso falar perfeitamente em inglês com minha namorada, que é das Filipinas", comenta. "Sinto-me surdo mas, na prática, graças ao implante coclear, sou quase um ouvinte", assinala.


Os especialistas costumavam recomendar esta intervenção a pacientes com perdas de audição profundas que afetassem ambos os ouvidos. No entanto, "as indicações foram se ampliando e, embora o implante continue sendo utilizada em surdez neurossensorial, se aplica em situações muito diversas, tanto em crianças como em adultos", afirma Arístegui.


Fonte:http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5658976-EI1497,00-Implante+auditivo+melhora+a+qualidade+de+vida+de+deficientes.html

Corredor deixa deficiência auditiva de lado e cai nas ruas atrás da felicidade

Mauricio Sá, 49 anos, não ouve desde os seis e se comunica através leitura labial e sinais, mas garante que isso nunca foi problema em sua vida.

No início da adolescência, ansioso e inquieto, descobriu o karatê. Ao chegar à maioridade, entrou para um grupo de ciclistas. Quando entrou na casa dos 40, passou a levar a corrida de rua a sério. Essas são as modalidades que Maurício Sá, 49 anos, escolheu para se dedicar e mostrar que tudo é possível quando se tem força de vontade. O analista de sistemas no Vale do Aço, interior de Minas GeraisSite externo., perdeu sua audição aos seis anos por conta de uma caxumba. Apesar disso, garante que a deficiência auditiva não o impede de nada.

Ele afirma que não fazia feio quando competia de bike, apesar de perder preciosos centésimos de segundo no início das provas. Para melhorar o desempenho, contava com a solidariedade dos professores que sinalizavam com os braços as largadas.

- A surdez, em si, não atrapalha. Alguns dos esportes exigem aptidão plena, o problema é que os organizadores não se adaptam. A minha vida esportiva começou numa época que não havia lei a favor dos deficientes. Se compararmos com hoje, diria que estamos numa situação bem melhor. Na época, contávamos com solidariedade e boa vontade das pessoas para que pudéssemos participar dos eventos, era apenas o assistencialismo e paternalismo - disse o mineiro divorciado e pai de duas adolescentes, uma de 16 e outra de 18.

Desde criança, o Maurício se comunica por leituras labiais e com a fala normal. Apesar da discriminação velada, foi um adolescente feliz. Ele revela que foi nessa época que descobriu que o esporte seria a sua vida, a salvação e superação.

- Era mais difícil na escola porque não havia uma pedagogia ou lei apropriada para receber as pessoas com deficiências. Entretanto, nas primeiras aulas de educação física, descobri que o esporte era o meu mundo, o meu refúgio. Sentia-me igual aos colegas. Agora, não é diferente do passado. Eu durmo, acordo, respiro e morrerei pelo esporte - afirmou.

O atleta parou de praticar o karatê aos 32 anos, quando sua primeira filha nasceu. Nesse tempo, ficou apenas no futebol de campinho nos fins de semanas. Mais tarde, ao ter a segunda filha, voltou a praticar o duatlo e focar na corrida de rua.

- Eu era um sofrível zagueiro e havia momentos cômicos. Se fazia uma falta, o juiz apitava e eu continuava a jogada. Justificava-me ao juiz que era surdo, ele tinha a compaixão e me liberava do cartão amarelo (risos). Meus companheiros faziam a festa - contou o atleta.

Durante toda a sua vida, as dificuldades impostas pela limitação auditiva fez Maurício entender o significado e o sentido da palavra superação. Hoje, não seria diferente. Ele descobriu que poderia fazer algo, mesmo sem uma assessoria esportiva e começou as pesquisas sobre provas, alimentação e treinamento pela internet .

- Numa corrida, sou levado ao sentimento e à emoção. Sobreponho-me à lucidez e à razão. Haja adrenalina no meu sangue! Quando subo aos pódios, o sentimento é de utopia, de que conquistei o mundo e, logo, vem um raciocínio confuso de pensamento: “caramba, eu sou o cara “. É um momento único, deslumbrante e mágico - concluiu o atleta.

Como incentivo, Maurício fez questão de deixar uma mensagem para a pessoa que não se sente apta a realizar uma tarefa, mesmo sem sequer ter tentado.

"Antes de aconselhar a cada uma dessas pessoas que se consideram incapazes, diria que, em primeiro lugar, tentem descobrir a razão para a nossa existência. Provavelmente, nunca descobriremos. Então, faça o seguinte, numa manhã, abra a janela, faça sol, faça chuva, faça frio e veja como o dia é dinâmico e bonito. Vista um joging, calce um par de tênis, alimente-se adequadamente, alongue-se. Vá a uma rua prazerosa e corra pelo chão da vida. Deixe a adrenalina correr pelas veias e esquecerá o motivo da nossa existência e dos problemas do dia a dia. No fim da corrida, descobrirá que a dopamina flui na sua alma. Viva a vida como ela é: correr é mais que um esporte, é uma filosofia de vida".

Fonte: http://globoesporte.globo.comSite externo. 

Eu quero aprender! Vídeo global para o dia da Síndrome de Down


A Down Syndrome International, organização que congrega associações de síndrome de Down de todo o mundo, lançou hoje a iniciativa global – “Let us In! – I want to Learn!”

Produzido com contribuições de 68 países, o vídeo “Me inclua! Eu quero aprender!” teve a participação da brasileirinha Iara Figueiredo Bonatti, de Campinas, através do Instituto MetaSocial, em colaboração com o Canal 8.

Abaixo, o anúncio da DSi a respeito do vídeo:

A Down Syndrome International apresenta o vídeo Global – Me inclua! Eu quero aprender!”, em parceria com 68 países para o Dia Internacional da Síndrome de Down 2012.

Assista ao vídeo e ajude-nos a criar uma voz única e global pelos direitos, inclusão e bem-estar da pessoas com síndrome de Down em 21/3.



Agradecimentos as seguintes organizações pela contribuição de seus vídeos:
Jonathan Center – Albania www.downsyndromealbania.yolasite.com
Asociación Síndrome de Down de la República Argentina (ASDRA) – Argentina www.asdra.org.ar
Down Syndrome New South Wales – Australia www.dsansw.org.au
Down-Syndrom Österreich – Austria www.down-syndrom.at
Aywiña Sindrome de Down – Bolivia www.aywinasindromededown.wordpress.com
Život Sa Down Syndromom – Bosnia & Herzegovina www.downsy.ba
Instituto MetaSocial – Brazil www.metasocial.org.br
Association of Parents of Children with Down Syndrome – Bulgaria www.downsyndromebg.com/en
Kyle Sumrow – American School of Yaoundé – Cameroon
Canadian Down Syndrome Society – Canada www.cdss.ca
Fundación Síndrome de Down del Caribe – Colombia www.fundowncaribe.org
Down Syndrom Centar Pula – Croatia www.facebook.com/pages/Down-syndrom-Centar-Pula/165392440226282
DownSyndrom CZ – Czech Republic www.downsyndrom.cz
Asociacion Ecuatoriana Sindrome de Down – Ecuador aesd_07@yahoo.com
Jevgenia Jepifanova – Estonia janesh81@mail.ru
Downiaiset – Suomen Downin Syndrooma ry. – Finland www.downiaiset.com
Trisomie 21 France – France www.trisomie21-france.org
Association of Professionals and Parents of Children with Down Syndrome – Georgia www.downsyndrome.ge
Deutsches Down-Syndrom InfoCenter – Germany www.ds-infocenter.de
The Disablement Foundation of Ghana – Ghana www.dfog.org
Down Syndrome Association of Greece – Greece www.down.gr
Asociacion Guatemalteca para el Síndrome de Down – Guatemala www.downguatemala.org
Hong Kong Down Syndrome Association – Hong Kong www.hk-dsa.org.hk
Angyalszív Down Alapítvány – Hungary www.angyalszivalapitvany.hu
Down’s Syndrome Care Association (DSCA) – India www.dscaindia.org
Ikatan Sindroma Down Indonesia (ISDI) – Indonesia www.isdijakarta.org
Down Syndrome Association of Iraq (Hiba Centre for Down Syndrome) – Iraq hibains@yahoo.com
Down Syndrome Ireland – Ireland www.downsyndrome.ie
Associazione Italiana Persone Down (AIPD) – Italy www.aipd.it
Werathah Forum – Jordan www.werathah.com/phpbb/index.php
Down Syndrome Kosova – Kosovo www.downsyndromekosova.org
Yousef Ahmad Almuhanna – Kuwait ny.92@hotmail.com
Lebanese Down Syndrome Association – Lebanon www.lebanesedownsyndrome.org
Sinolicka – Macedonia koleva.rosica@gmail.com
Kiwanis Down Syndrome Foundation – Malaysia www.kdsf.org.my
Mrs Gakou Aissata Diop – Mali gakoudiop@yahoo.fr
Down Syndrome Association Malta – Malta www.dsa.org.mt
Down Syndrome Association of Mauritius – Mauritius feroziahosaneea@yahoo.com
Fundación John Langdon Down – Mexico www.fjldown.org.mx
Oshana Down syndrome Group – Namibia – Hannah Kambowe hkambowe@yahoo.com
Down’s Syndrome Association of Nepal – Nepal info@dsanepal.org.np
New Zealand Down Syndrome Association – New Zealand www.nzdsa.org.nz
Down Syndrome Foundation Nigeria – Nigeria www.dsanigeria.org
Pakistan Down Syndrome Association (PDSA) – Pakistan www.pdsa-pakistan.webs.com
Sociedad Peruana de Sindrome Down – Peru www.spsd.org.pe
Zespoldowna.info – Poland www.zespoldowna.info
Associaçāo Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT 21) – Portugal www.appt21.org.pt
Downside Up – Russia www.downsideup.org
Werathah Forum – Saudi Arabia www.werathah.com/phpbb/index.php
Down Syndrome Association Singapore – Singapore www.downsyndrome-singapore.org
Sekcija za Downov sindrom, Sožitje Ljubljana – Slovenia www.sekcija-ds.si
Down Syndrome South Africa – South Africa www.downsyndrome.org.za
Asociación síndrome de Down de las Islas Baleares (ASNIMO) – Spain www.asnimo.com
Ranjith WM. – Sri Lanka ranjiman2000@yahoo.com
Sudan Center for Down Syndrome – Sudan ds.sudan@yahoo.com
Svenska Downforeningen – Sweden www.svenskadownforeningen.se
Insieme 21 – Switzerland www.insieme21.ch
Penny Aika Pettit Down Syndrome Foundation – Tanzania mteripettit@yahoo.co.uk
Good Child Foundation – Thailand www.goodchildfoundation.com
Association des Parents et Amis des Personnes Encéphalopathes (APAPE) – Togo www.apape.wahost.org
Down Türkiye Down Sendromu Derneği – Turkey www.downturkiye.com
UAE Down Syndrome Association – United Arab Emirates www.uaedsa.ae
Down’s Syndrome Association – United Kingdom www.downs-syndrome.org.uk
Ukrainian Down Syndrome Organization – Ukraine www.downsyndrome.org.ua
National Down Syndrome Society – USA www.ndss.org
La Asociación Venezolana para el síndrome de Down (AVESID) – Venezuela www.avesid.org
Zanzibar Association of Down Syndrome (ZADOC) – Zanzibar www.zadoczanzibar.org
Zimbabwe Down Syndrome Association – Zimbabwe zdsabyo@ymail.com
And very special thanks for the generous and continued sponsorship of:
Down’s Syndrome Association – United Kingdom www.downs-syndrome.org.uk and,
Down’s Syndrome Federation of India – India www.downsyndrome.in
without which DSi’s global WDSD initiatives would not be possible.

www.down.gr

Congresso Nacional celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down


O Presidente do Congresso Nacional, Senador José Sarney, convida para a cerimônia destinada a comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down a realizar-se no dia 21 de março, quarta-feira, às 10 h, no Salão Negro do Palácio do Congresso Nacional.

A presente comemoração é de iniciativa do Senador Lindbergh Farias e do Deputado Romário.

Na ocasião será lançado o portal Movimento Down, com informações sobre a Síndrome de Down.

Confirmações
www.senado.gov.br/relacoespublicas

Fone: 61-3303-1993/3343

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ex-campeão da Fórmula Indy vai disputar a Paraolimpíada de Londres

Ex-piloto Alessandro Zanardi integra a equipe italiana do paraciclismo 


Bicampeão da Fórmula Indy e com passagem pela Fórmula 1, Alessandro Zanardi irá competir nos Jogos Paraolímpicos. O italiano, que teve as duas pernas amputadas após acidente em 2001, será um dos dez atletas italianos no paraciclismo em Londres.
Como contou ao site Autosport, Zanardi já havia manifestado interesse em competir na Paraolimpíada, mas não tinha certeza se seria selecionado devido ao alto número de concorrentes.
- Vamos dizer que tenho 99% de chances (de ir para Londres) porque tudo pode acontecer, mas já estou classificado. Eu realmente ajudei a colocar a Itália como número 1 do ranking de equipes.
Após um longo período de recuperação do trágico acidente no oval EuroSpeedway – seu carro foi atingido pelo carro do canadense Alex Tagliani após rodar e ir parar no meio da pista – Zanardi ainda chegou a disputar campeonatos da WTCC (Campeonato Mundial de Carros de Turismo).
Mas o italiano reencontrou mesmo o prazer no esporte competindo em maratonas. Ele chegou a vencer a tradicional Maratona de Nova York, além de Milão e Florença. Mesmo com a vaga, o Zanardi garante que não quer prosseguir em Olimpíada.
- Eu gosto do que faço e não estou com pressa em completar esta grande aventura. Na verdade, eu acredito que quando os Jogos terminarem, será um pouco triste para mim porque este capítulo da minha vida irá acabar. Eu posso continuar competindo no mesmo esporte, mas não consigo imaginar estar em forma para outros quatro anos e participar da edição brasileira dos Jogos.
A Rede Record mostrará a Olimpíada de Londres 2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet, por meio do R7. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e da Olimpíada do Rio de Janeiro 2016.
Fonte:http://rederecord.r7.com/londres-2012/2012/03/15/ex-campeao-da-formula-indy-vai-disputar-a-paraolimpiada-de-londres/