sábado, 7 de abril de 2012

Sobrevivente do massacre do Realengo quer voltar a andar

"O maior salto que eu dei foi ter sobrevivido a 4 tiros", diz a estudante Thayane Tavares Monteiro, 14. Atleta de salto em distância, ela ficou paraplégica após ser baleada no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira. No dia anterior ao massacre, ela havia saltado 3,62 metros durante treino.

                                                                                                                                                Roberto Price/Folhapres
                                Thayane levou quatro tiros de Wellington durante o massacre na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio

Com a esperança de voltar a andar, Thayane busca com a mãe, Andréia Tavares Machado, 33, novos tratamentos para se recuperar. A menina se desloca em um carro cedido pela prefeitura para consultas médicas, sessões de fisioterapia e outros serviços públicos, mas busca alternativas médicas mais avançadas.
"Os tratamentos dos hospitais públicos do Rio não fazem mais tanto efeito. Minha filha precisa de um tratamento mais avançado. Às vezes, ela consegue mexer de leve a perna esquerda", conta Andreia Tavares, mãe da adolescente.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que Thayane tem uma lesão medular. "A menina está recebendo tratamento adequado e sua evolução dependerá de uma série de fatores, como a resposta à fisioterapia", diz.
Thayane conta que quando o atirador entrou na sala de aula, ela protegeu a cabeça com o braço esquerdo, o que lhe rendeu uma fratura exposta no membro. Chegou a se fingir de morta, mas quando o atirador esbarrou em sua perna, ela abriu os olhos assustada.
"Ainda não morreu? Que pena. Tão bonitinha! Vai morrer agora", disse o atirador, antes de atirar mais três vezes.
As balas comprometeram o estômago e atingiram a medula da menina. Dois projéteis continuam alojados em sua coluna.
Mesmo com as sequelas dos tiros, ela afirma que sente pena, e não raiva, de Wellington.
"Sinto saudades de quando eu andava, momentos vividos na escola", diz.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Café, uma nova arma contra o câncer e o diabetes

Diz-se que o o hábito de tomar café, popular no império otomano, só se difundiu no mundo ocidental depois de absolvido da acusação de ser coisa do diabo pelo Papa Clemente VIII, no início do século XVII. Ao prová-lo, o Sumo Pontífice tratou de dirimir dúvidas: achou que um produto tão saboroso, de aroma tão marcante, só poderia ser, isso sim, coisa de Deus. Às muitas lendas em circulação sobre a bebida, soma-se, quatro séculos depois, uma lista de pesquisas atestando seus efeitos medicinais e, em alguns casos, sua inocência diante de alegações como as de que poderia fazer mal ao coração, aumentar o risco de AVC e prejudicar a absorção de alguns medicamentos.
Segundo a maioria dos estudos mais recentes, além de conferir disposição — efeito conhecido desde o início de seu consumo, mil anos atrás —, o café protege contra o diabetes e alguns tipos de câncer.
Há indícios de que também ajude a prevenir doenças neurológicas, como os males de Alzheimer e Parkinson, e de que proteja, principalmente as mulheres, contra AVC, doenças cardíacas e depressão. O mais recente trabalho, publicado na última quarta-feira, na “American Journal of Clinical Nutrition”, acompanhou 42 mil pessoas ao longo de nove anos e revelou que, entre os bebedores de café, as chances de desenvolver diabetes são 23% menores.
Estas informações interessam a todos os brasileiros que tomam café — ou, seja, 95% da população com mais de 15 anos, que consomem, per capita, 82 litros da bebida por ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Beber café é melhor do que não beber — sentencia o cardiologista Luiz Antonio Machado Cesar, diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do Instituto do Coração, de São Paulo, ligado à USP. — Ele não faz mal e, a partir de duas xícaras por dia, já protege contra o diabetes.
Além da cafeína, antioxidantes e vitaminas
Costuma-se pensar nas propriedades do café com base na cafeína. Mas os novos estudos sugerem que seus méritos estão no conjunto da obra: ele tem literalmente milhares de substâncias, de antioxidantes a vitaminas, e apenas umas poucas foram estudadas isoladamente. O teor de cafeína no cafezinho filtrado é de 2% a 2,5%, enquanto no expresso fica entre 2,5% e 3%. Nas outras bebidas que têm cafeína (chá, chocolate, guaraná em pó, coca-cola), a quantidade é parecida. Uma pessoa saudável pode consumir até 300 miligramas de cafeína por dia (o equivalente a três xícaras médias). Para mulheres grávidas, não deve ultrapassar 200 miligramas.
No Brasil, desde 2008 está em curso o projeto “Café e Saúde”, no Incor de São Paulo, sob a coordenação de Machado César. Foi um pedido da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), preocupada com o fato de haver pouca ou nenhuma pesquisa clínica a respeito dos efeitos do café no país que é maior produtor do grão (abastece 30% do mercado internacional) e o segundo em consumo (atrás dos Estados Unidos).
Até agora, 106 pacientes, entre pessoas saudáveis, portadores de doenças coronarianas e diabéticos participaram das pesquisas, que não têm data para terminar. Já foram avaliados o café descafeinado (que tem um teor ínfimo de cafeína), o árabica-pura, o blend (arábica 80%) e o robusta. O próximo passo é avaliar o expresso. Quando houver recursos, terá início um amplo estudo epidemiológico:


quatro mil indivíduos da região Sudeste do país serão acompanhados por dez anos. Os testes têm levado os especialistas envolvidos a conclusões animadoras.


Constatamos que o café de torra escura (o mais consumido no Brasil) não aumenta a pressão arterial, e que a torra clara aumenta-a muito pouco, mas são necessários mais alguns testes para confirmar. Isto pode explicar por que algumas pesquisas dos Estados Unidos, onde a torra clara é mais consumida, apontam que ele aumenta a pressão, enquanto as da Europa, onde é mais comum a torra escura, indicam que não — diz o cardiologista. — Também vimos que café não dá arritmia e aumenta muito pouco o colesterol, que, mesmo assim, se mantém no nível normal. Se ele não for filtrado, a elevação é maior. E um teste com esteira mostrou que a bebida melhora a performance no exercício, como já apontavam vários estudos.
As pesquisas agora se voltam para a tentativa de provar seu efeito protetor contra doenças neurológicas. Ele ajudaria a evitar o acúmulo da proteína beta-amiloide entre os neurônios, uma das causas do Alzheimer, e reduziria o déficit de dopamina presente no Parkinson. Para quem gosta, mais um bom motivo para beber.


Fonte: Globo/ http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Novo remédio diminui danos cerebrais provocados pelo AVC


Pesquisadores criaram um novo tratamento contra as sequelas do AVC (acidente vascular cerebral) com chances de ser eficiente em humanos. O feito é considerado muito difícil, e quase não há alternativas para enfrentar o problema hoje.
Em experimento com cinomolgos (macacos asiáticos que têm o sistema nervoso muito parecido com o de humanos), os cientistas tiveram sucesso em reduzir os danos cerebrais e outras sequelas após os derrames.
Os pesquisadores conseguiram inibir parcialmente a morte de neurônios que normalmente acontece depois de um problema desse tipo.
Para isso, eles injetaram nos bichos, algum tempo depois da isquemia, um inibidor da proteína PSD-95, que está ligada à morte de neurônios depois de um AVC. O efeito da droga foi medido com ressonância magnética.
Um dia após o AVC, os macacos que receberam esse inibidor até uma hora depois do derrame tiveram perda de tecido cerebral 55% menor do que os que receberam placebo. Ao se levar em conta os 30 dias subsequentes, a perda foi 70% menor.
O estudo, publicado na última edição da "Nature", também mostrou que os animais tiveram melhora nas funções cerebrais.
Os bichos tratados com a droga se saíram bem em testes de comportamento e de desenvolvimento feitos pelos pesquisadores.


DIFÍCIL
O AVC isquêmico é causado pela obstrução das artérias cerebrais. Ele pode lesionar áreas do cérebro e causar sequelas nos movimentos e em funções como a fala. Ele é uma das principais causas de morte e de afastamento do trabalho no mundo.
As tentativas de usar uma substância para reduzir os impactos do AVC no cérebro tiveram fracasso generalizado nos últimos anos.
Embora os cientistas tenham tido bastante sucesso em experiências com roedores, os mais de mil experimentos realizados nas últimas décadas não conseguiram replicar o êxito em seres humanos.
A alternativa disponível hoje é o tPA (ativador do plasminogênio tecidual), que atua desbloqueando os vasos sanguíneos. A droga, porém, só faz efeito se for ministrada até 90 minutos após a isquemia, o que limita bastante seu uso, uma vez que boa parte dos pacientes não consegue recebê-la a tempo.
O inibidor de PSD-95, no entanto, mostrou ser eficiente para evitar as sequelas mesmo se aplicado até três horas depois do acidente vascular cerebral.
O trabalho, conduzido por, Michael Tymianski e colegas do Instituto de Pesquisa do Hospital Ocidental de Toronto, no Canadá, é otimista quanto à aplicação da droga em seres humanos.


"A menos que existam diferenças fundamentais relevantes entre esses primatas [macacos cinomolgos] e humanos, que ainda são desconhecidas, a neuroproteção usando inibidores de PSD-95 em humanos também deve ser factível", diz o estudo.


Fonte: Folha/ http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

A aprendizagem de crianças com deficiências múltiplas

Andréia Pereira Gil, 12 anos, é surdocega. Não ouve e não enxerga quase nada - feixes de luz talvez, e só pelo olho direto. A alegria descoberta no vaivém do balanço é uam das maneiras que ela encontrou, na escola, de tomar contato com o mundo - apenas um dos muitos jeitos de sentir a vida.

Andreia Pereira Gil, balançando no pátio da EMEF Doutor João Alves dos Santos. 
Foto: Kriz Knack
Sensações. É por meio delas que as pessoas com deficiência múltipla aprendem sobre as coisas que estão a sua volta. A professora Carolina Bosco, especialista nesses casos, estimula a descoberta da sensibilidade com diversos tipos de toque e movimento, como numa recente cena vista na EMEF Doutor João Alves dos Santos, em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo. Ela dá a mão para Andréia equilibrar-se numa mureta. A menina apóia-se no seu braço para descer e as duas vão de mãos dadas até o pátio. A aluna abraça uma árvore e passa a mão sobre a casca. O contato arranca de Andréia um raro sorriso.


A cena não chamaria tanta atenção se não fosse o jeito diferente de ser da jovem. Ela gira a cabeça, baba e vive com o braço direito levantado. O grande desafio em relação a Andréia é criar um modo de comunicação para que ela reconheça lugares e pessoas. Foi a tarefa assumida por Carolina. A menina também conta com a ajuda de Carmen Sílvia Dias, sua professora da 2ª série, onde tem 30 colegas. Ambas procuram maneiras de explicar por que ela vai à escola e o que todos fazem por lá.


Carolina formou-se em Pedagogia com ênfase em Deficiência Mental na Universidade de São Paulo e é pós-graduada em Arte em Educação Especial pela Universidade de Paris. Ela já havia trabalhado com alunos com deficiência múltipla (associação de duas ou mais deficiências, como mental e física ou auditiva, visual e física), mas Andréia é a primeira que atende em escola regular. Ali, elas cumprem um cronograma, religiosamente, toda segunda, quarta e sexta-feira. É quando Andréia mexe com sucata, aprende a escovar os dentes, caminha pelo pátio da escola, sente a vibração da música colocando as mãos sobre um rádio portátil e brinca no balanço. "É um trabalho de reorganização corporal, percepção tátil e de volume", diz Carolina. Aos poucos, a menina aprende a lidar com o próprio corpo.


Carmen foi a única professora da escola que se dispôs a acolher Andréia. A menina está com ela desde a 1ª série. "No começo, parecia que seria impossível controlá-la. Ela levantava no meio da aula e mexia em tudo", diz. "Não sabia usar o tato para se comunicar e logo se cansava de ficar na carteira apalpando o alfabeto móvel." Por isso, a união do trabalho de Carmen e Carolina fez a diferença. "Uma criança com deficiência precisa de dois professores", afirma Carolina. "O de classe, que atua na área da aprendizagem de maneira geral, e o especializado, que trabalha na dos distúrbios." Por isso, enquanto Carolina desperta o lado comunicativo de Andréia, Carmen cria atividades para integrá-la à turma. Na roda da conversa, onde as crianças desabafam até sobre o desgosto de ser banguelas, Carmen abriu um espaço para elas interagirem com a colega surdocega.


Como Andréia está aprendendo a usar o toque para reconhecer as pessoas, cada um pensou num sinal só seu que ela pudesse sentir. Daiane Gomes de Lira, 8 anos, sempre conduz a mão de Andréia para seus cabelos crespos: é a marca que a identifica. A professora Carolina, por sua vez, faz a menina pegar em seu anel.


Também é pelo tato que Andréia começa a entender a rotina da escola. "Para iniciar qualquer atividade, mostra-se o ambiente onde ela está", diz Carolina. Na sala de aula, no começo do dia, fazem-na apalpar a porta, a lousa e o giz. Aos poucos, a menina demonstra mais confiança em quem a toca. "Já permite com mais facilidade que movimentem sua mão direita", conta a professora.


Tempos atrás, ela puxaria o braço em sinal de rejeição. Afinal, habituou-se desde criança a mantê-lo levantado para mexer a mão em frente ao olho direito, talvez para perceber as luzes que a pouca visão permite. "Para ela, é como se fosse uma sensação de prazer", diz Carolina. "Nosso desafio é fazê-la baixar o braço para ela recuperar o equilíbrio do corpo", afirma o professor de Educação Física Renato Horta Nunes, que faz a aluna andar de mãos dadas com os colegas durante as aulas.


Prazer maior que esse Andréia só encontra no balanço da escola. Quando está nele, embalada, chega a gargalhar (mesmo sem nunca ter visto ou ouvido alguém fazer isso). Estica-se e joga-se para a frente e para trás, segurando a corda com firmeza. "É como se ela reordenasse o equilíbrio do corpo", explica Carolina. Um ano atrás, a menina chegava à escola no colo da mãe ou do irmão, ficava descalça e perambulava pelos corredores sem destino. Com a chegada de Carolina, Andréia já usa uma colher para comer, segura o copo ao tomar água, lava as mãos e fica sentada em sua carteira durante as aulas.


Atividades e estratégias
Rotina da escola
Estabeleça símbolos na sala de aula para que um aluno surdocego compreenda, aos poucos, sua rotina escolar: ao entrar na sala, ele toca a porta, o quadro e o giz, sempre na mesma ordem e com a ajuda do professor ou de um colega; antes de iniciar uma atividade, ele pode passar as mãos nas folhas de um caderno. O mesmo mecanismo serve para a hora do lanche e de ir embora.


Roda de brincadeira
Observar o comportamento das crianças sem deficiência ajudaaquelas que têm deficiência múltipla a se desenvolver. Por isso, faça jogos e brincadeiras que reúnam a turma no final das aulas. Se o aluno com paraplegia, por exemplo, tem dificuldade para se movimentar, sente-o no chão (se o médico autorizar), em roda com os demais, e proponha uma atividade em que eles usem as mãos e os braços.


Incentivo ao movimento
É possível estimular a criança de pré-escola que não engatinha.Deitada numa cama elástica, ela sente as oscilações causadas pela atividade dos colegas. Vê-los engatinhando e rolando a levaa tentar os mesmos movimentos.Se o médico autorizar, deixe-a o mínimo tempo possível na cadeira de rodas. Ela se sentirá instigada a se mexer ao se sentar com os colegas num tapete ou tatame.


Histórico do aluno
Pesquise tudo sobre a criança: de onde ela vem, como é a família,como se comunica e quais as brincadeiras preferidas. Na avaliação, valorize a evolução do aluno, dentro de seus limites, e não os resultados. Afinal, em certos casos há um grande avanço entre chegar sem falar e depois participar das aulas oralmente.


Fonte:http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Relatório Mundial sobre a Deficiência apresenta nove recomendações

 Lançamento da versão original foi em Nova York, na ONU, em 2011.






Recomendações internacionais são voltadas a público estimado em 1 bilhão no mundo

O Relatório Mundial sobre a Deficiência reúne informações científicas disponíveis sobre a deficiência para melhorar as vidas das pessoas com deficiência. Seu objetivo é:

■ Prover aos governos e à sociedade civil uma análise abrangente sobre a importância da deficiência e as respostas oferecidas, baseada nas melhores evidências disponíveis.

■ Recomendar ações em âmbito nacional e internacional.
RECOMENDAÇÕES DO RELATÓRIO
Ainda que muitos países já tenham começado a realizar ações para melhorar as vidas das pessoas com deficiência, ainda resta muito a ser feito. As evidências elencadas por este Relatório sugerem que muitas das barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência são evitáveis e que as desvantagens associadas à deficiência podem ser superadas. 

São nove as recomendações. A sua implementação requer o envolvimento de diferentes setores – saúde, educação, proteção social, trabalho, transporte, habitação – e diferentes atores – governos, organizações da sociedade civil (incluindo as organizações de pessoas com deficiência), profissionais, o setor privado, indivíduos com deficiência e suas famílias, o público em geral, o setor privado e a mídia.

É essencial que os países adequem suas ações aos seus contextos específicos. Onde os países estão limitados por restrições em seus recursos, algumas das ações prioritárias, particularmente aquelas que requerem a assistência técnica e a construção de capacidades, podem ser inclusas em um contexto de cooperação internacional.

Confira abaixo, um resumo das recomendações:

Recomendação 1: permitir o acesso a todos os sistemas e serviços regulares.  O processo de inclusão requer um comprometimento em todos os níveis– considerado através de todos os setores e construído no âmbito das legislações, padrões, políticas, estratégias e planos novos e existentes. A adoção do desenho universal e a implementação de adaptações razoáveis são duas abordagens importantes. 

Recomendação 2: investir em programas e serviços específicos para pessoas com deficiência. Além dos serviços regulares, algumas pessoas com deficiência podem requerer o acesso a medidas específicas, tais como a reabilitação, serviços de apoio, ou treinamento. A reabilitação e o treinamento vocacional podem gerar oportunidades no mercado de trabalho.

Recomendação 3:
 adotar uma estratégia e planos de ação nacionais sobre a deficiência.Uma estratégia nacional sobre a deficiência estabelece uma visão consolidada e abrangente de longo prazo para a melhora do bem-estar das pessoas com deficiência, e deve cobrir tanto as políticas e programas regulares quanto os serviços específicos para pessoas com deficiência. O plano de ação operacionaliza a estratégia em curto e médio prazos ao estabelecer as ações concretas e os prazos para sua implementação, a definição das metas, a relação das agências responsáveis, e o planejamento e a alocação dos recursos necessários.

Recomendação 4: envolver as pessoas com deficiência.Pessoas com deficiência geralmente possuem uma visão singular de sua deficiência e sua situação. Na formulação e implementação de políticas, leis e serviços, as pessoas com deficiência devem ser consultadas e ativamente envolvidas. 

Recomendação 5: melhorar a capacidade dos recursos humanos.A capacidade dos recursos humanos pode ser melhorada por meio da educação, treinamento e recrutamento efetivos. Uma revisão dos conhecimentos e competências dos funcionários em áreas relevantes pode oferecer um ponto de partida para o desenvolvimento de medidas apropriadas para sua melhoria. 

Recomendação 6: oferecer financiamento adequado e melhorar a acessibilidade econômica.O financiamento adequado e sustentável de serviços públicos prestados é necessário para assegurar que eles alcancem todos os beneficiários pretendidos e serviços de qualidade sejam oferecidos. Para melhorar a acessibilidade econômica de bens e serviços para pessoas com deficiência e para compensar os custos extras associados à deficiência.

Recomendação 7: aumentar a conscientização pública e o entendimento das deficiênciasO respeito mútuo e a compreensão contribuem para uma sociedade inclusiva.
Portanto, é vital aumentar a conscientização sobre a deficiência, confrontar as percepções negativas, e representar a deficiência com justiça. Coletar informações sobre o conhecimento, crenças e atitudes sobre a deficiência pode ajudar na identificação de falhas na compreensão da opinião pública que podem ser corrigidas por meio da educação e da disseminação pública de informações. 


Recomendação 8: aumentar a base de dados sobre deficiênciaInternacionalmente, metodologias para a coleta de dados sobre as pessoas com  deficiência precisam ser desenvolvidas, testadas em diversas culturas, e aplicadas consistentemente.
Os dados precisam ser padronizados e internacionalmente comparáveis
para estabelecer um ponto de referência e monitorar o progresso das políticas relacionadas à deficiência e da implementação da CDPD nacional e internacionalmente.


Recomendação 9: fortalecer e apoiar a pesquisa sobre deficiênciaA pesquisa é essencial para o aumento da compreensão pública sobre questões relacionadas à deficiência, a oferta de informações para a elaboração de programas e políticas dedicados à deficiência, e para a alocação eficiente de recursos. Esse Relatório recomenda áreas para a pesquisa sobre a deficiência incluindo o impacto de fatores ambientais (políticas, ambiente físico, atitudes) sobre a deficiência e como mensurá-lo; a qualidade de vida e bem-estar das pessoas com deficiência; o que funciona para a superação das barreiras em diferentes contextos; e a efetividade
e resultados de serviços e programas para pessoas com deficiência.


CLIQUE AQUI PARA ÍNTEGRA DO RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE A DEFICIÊNCIA

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo 

UFSCar adapta cursos a distância para alunos com necessidades especiais

Curso de Sistemas de Informação foi o primeiro a receber alterações.


da redação


A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) criou um projeto que torna os cursos oferecidos na modalidade a distância acessíveis a portadores de necessidades especiais.
A iniciativa teve início com a aprovação de um estudante deficiente visual no vestibular para o curso de Sistemas de Informação. A partir daí, para garantir a acessibilidade e inclusão digital de alunos com deficiências visuais e auditivas, as equipes técnico-pedagógicas começaram a pensar em iniciativas para adaptar os materiais didáticos utilizados no curso.
Fazem parte do projeto a inserção do recurso de audiodescrição nas videoaulas, a adequação dos materiais digitais e do ambiente virtual de aprendizagem para os padrões nacionais e internacionais de acessibilidade, além do treinamento e orientação para os professores, tutores e equipes da Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD).
O objetivo é que a adaptação também seja feita nos cursos de graduação em Engenharia Ambiental, Educação Musical, Pedagogia e Tecnologia em Produção Sucroalcooleira, oferecidos pela UFSCar na modalidade a distância.

A Diretoria da APNEN, Deseja a Todos Uma Feliz Páscoa.

A Diretoria da APNEN, Deseja a Todos Nossos Seguidores, Simpatizantes, Leitores, Amigos, Amigas, Uma Feliz Páscoa.






Grande abraço, e obrigado pela visita..

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Paraplégico atravessa França de muletas para alertar sobre lesões na medula

Paraplégico há 30 anos, Joe Kals está percorrendo a França a pé, apoiado em muletas e utilizando somente a força dos braços e do abdômen, para tentar mobilizar a sociedade a encontrar uma solução médica para lesões na medula espinhal.
No último domingo, ele atingiu a marca de mil quilômetros. No total ele irá percorrer 1,32 mil km, entre Havre, no noroeste da França, e Menton, no sul do país, próximo a Mônaco, onde reside.

Kals ficou totalmente paralisado da cintura para baixo após sofrer um acidente de moto em 1982. 
Para realizar a "caminhada" pelas estradas francesas, ele usa talas que deixam suas pernas rígidas. Apoiado em muletas, ele "dá passos" balançando suas pernas para frente, como um pêndulo.
Em entrevista à BBC Brasil, ele contou ter se preparado durante cinco anos para realizar essa maratona. Graves problemas médicos e uma cirurgia em 2010 atrasaram os preparativos físicos, retomados no final daquele ano.
O francês deixou a cidade de Havre em agosto de 2011 e espera chegar a Menton entre o final de fevereiro e meados de março próximo.

Mobilização 
Kals caminha em média dez quilômetros por dia durante quatro dias e depois passa um dia descansando.
"Quero sensibilizar as pessoas em relação a um problema que é mundial. Não quero provar nada a ninguém com essa caminhada. Desejo apenas que haja uma tomada de consciência e uma mobilização para encontrar uma solução para as lesões na medula espinhal", disse.
Ele diz que o fato de ser paraplégico ou tetraplégico é considerado por muitos uma fatalidade, mas ele contesta essa visão.
"Quando sofri meu acidente em 1982 e fiquei paraplégico, os médicos me diziam que a soluções para a lesão na medula estavam muitas próximas de ser obtidas. Mas 30 anos depois, continuam dizendo a mesma coisa."
"Quero criar um movimento para que as coisas avancem em relação a isso. Gostaria que no futuro, o mais próximo possível, as pessoas não tenham mais sequelas de uma lesão medular e possam viver com dignidade", diz ele, acrescentando que a paraplegia causa sofrimento físico e também moral. 
Sensação de liberdade.

Atualmente, Kals se encontra nos arredores da cidade de Aix-en-Provence, próxima à Marselha, no sul do país.
Ele afirma que continua "caminhando" normalmente pelas estradas, apesar do frio rigoroso que atravessa a França atualmente, com temperaturas negativas por todo o país. "Enquanto não me deparar com estradas cobertas de gelo ou neve, vou continuar caminhando."
Como qualquer "maratonista", Kals também enfrenta problemas ligados ao esforço físico. Mas como a paraplegia o impede de sentir dores abaixo da cintura, ele não sente, por exemplo, quando está com bolhas nos pés.
"Após dezenas de anos em uma cadeira rolante, as sensações são inúmeras. Cada passo que dou, não farei novamente no futuro. Então aproveito cada instante, cada paisagem, cada encontro. Estou me sentindo livre", diz Kals. BBC Brasil

Fonte: 
Estadão

Alison Lapper - Uma história de superação

Alison Lapper nasceu em 1965 na Inglaterra. Na sua infância foi abandonada por seus pais aos quatro meses de vida por ter nascido sem braços e com as pernas deformadas.

Estudou na Escola de Belas Artes Heatherley e depois na Universidade de Brighton, onde se formou em 1994.É uma artista que pinta com a boca e trabalha com fotografia e arte digital, e se tornou uma renomada pintora em seu país.

Seu trabalho utiliza uma variedade de mídias, incluindo pintura, fotografia de imagem, digital e 
visa desafiar os preconceitos da sociedade sobre a maternidade e invalidez.

Em 1998 foi abandonada pelo namorado quando ficou grávida, porém decidiu ter seu filho apesar das dúvidas e medo que o bebê herdasse alguma deficiência. Parys seu filho nasceu perfeito e saudável e Alison o incluiu em vários de seus trabalhos fotográficos.

O artista britânico Marc Quinn fez uma escultura em sua homenagem, intitulada "Alison Lapper Grávida" e foi colocada em 2005 na histórica Praça Trafalgar Square e ficou no local até 2007



Fonte:http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Informações sobre a Doação de Medula Óssea

Passo a passo para se tornar um doador

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. 
Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL! 
Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação. 
Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte. 


A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo. 

É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta preencher este formulário.

Caso você decida doar
1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). 

Onde e quando doar 

2. É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 3207-1064.

Como é feita a doação

3.  Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. 
Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro. 
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. 
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado. 
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Importante Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, preencha este formulário.
O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue. 

Perguntas e Respostas sobre Transplante de Medula Óssea

Fonte: inca.gov.br - 
http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Como lidar com a deficiência visual na escola?

Deficiência visual é o comprometimento parcial (de 40 a 60%) ou total da visão. Não são deficientes visuais pessoas com doenças como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, que podem ser corrigidas com o uso de lentes ou em cirurgias.
Segundo critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) os diferentes graus de deficiência visual podem ser classificados em:
Baixa visão (leve, moderada ou profunda): compensada com o uso de lentes de aumento, lupas, telescópios, com o auxílio de bengalas e de treinamentos de orientação.
Próximo à cegueira: quando a pessoa ainda é capaz de distinguir luz e sombra, mas já emprega o sistema braile para ler e escrever, utiliza recursos de voz para acessar programas de computador, locomove-se com a bengala e precisa de treinamentos de orientação e de mobilidade.
Cegueira: quando não existe qualquer percepção de luz. O sistema braile, a bengala e os treinamentos de orientação e de mobilidade, nesse caso, são fundamentais.
O diagnóstico de deficiência visual pode ser feito muito cedo, exceto nos casos de doenças degenerativas como a catarata e o glaucoma, que evoluem com o passar dos anos.

Como lidar com a deficiência visual na escola?
A escola pode recomendar aos pais e responsáveis que busquem fazer o exame de acuidade visual das crianças sempre que notarem comportamentos relacionados a dificuldades de leitura, dores de cabeça ou vista cansada durante as aulas.
Compartilhe a organização dos objetos da sala de aula com o aluno, a fim de facilitar o acesso e a mobilidade. Mantenha carteiras, estantes e mochilas sempre na mesma ordem, comunique alterações previamente e sinalize os objetos para que sejam facilmente reconhecidos.
O aluno cego tem direito a usar materiais adaptados, como livros didáticos transcritos para o braile ou a reglete para escrever durante as aulas. Antecipe a adaptação dos textos junto dos educadores responsáveis pela sala de recursos, que deve contar com máquinas braile, impressora e equipamentos adaptados.
A alfabetização em braile das crianças com cegueira total ou graus severos de deficiência visual é simultânea ao processo de alfabetização das demais crianças na escola, mas com o suporte essencial do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Vale lembrar que, de acordo com o Decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado tem o dever de oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas cabem ao gestor da escola e às Secretarias de Educação a administração e o requerimento dos recursos para essa finalidade.
Oferecer ambientes adaptados, com sinalização em braile, escadas com contrastes de cor nos degraus, corredores desobstruídos e piso tátil, é mais uma medida importante para a inclusão de deficientes visuais. O entorno da escola também deve ser acessível, com a instalação de sinais sonoros nos semáforos e nas áreas de saída de veículos próximas da escola.

Quer saber como organizar uma escola inclusiva? Veja o infográfico que preparamos.
Todos os padrões de adaptação física da escola para receber alunos com deficiência estão no documento elaborado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas “NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”.

Fonte:
http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Como lidar com a deficiência física na escola?

Deficiência física são complicações que levam à limitação da mobilidade e da coordenação geral, podendo também afetar a fala, em diferentes graus. As causas são variadas - desde lesões neurológicas e neuromusculares até má-formação congênita - ou condições adquiridas, como hidrocefalia (acúmulo de líquido na caixa craniana) ou paralisia cerebral.
As crianças com deficiência física, em geral, têm dificuldades para escrever, em função do comprometimento da coordenação motora. O aprendizado pode se tornar um pouco lento, mas, exceto nos casos de lesão cerebral grave, a linguagem é adquirida sem grandes empecilhos.
Os principais tipos de deficiência física, segundo o Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999, são: paraplegia, perda total das funções motoras dos membros inferiores; tetraplegias, perda total da função motora dos quatro membros e hemiplegia, perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo. Ainda são consideradas as amputações, os casos de paralisia cerebral e as ostomias (aberturas abdominais para uso de sondas).
Dependendo da área do cérebro afetada, a pessoa com deficiência física pode apresentar, também, dificuldades na aquisição da linguagem, na leitura, na escrita, na percepção espacial e no reconhecimento do próprio corpo.

Como lidar com a deficiência física na escola?
Adequar a estrutura do prédio da escola é primordial para receber alunos com deficiência física. Rampas, elevadores (quando necessário), corrimões e banheiros adaptados atendem às crianças com diferentes dificuldades de locomoção.
Os padrões ideais para acessibilidade em prédios e edificações são definidos pelo documento da Associação Brasileira de Normas Técnicas "NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos".

Quer saber como organizar uma escola inclusiva? Veja o infográfico que preparamos.

Para facilitar a mobilidade dos alunos nas atividades desenvolvidas em sala, pode-se utilizar tecnologias assistivas ou aumentativas, como engrossadores de lápis, apoios para os braços, tesouras adaptadas e quadros magnéticos. Respeite o tempo de aprendizagem desses alunos, que podem demorar mais para executar determinadas tarefas, e conte sempre com a ajuda do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Alguns alunos com deficiência física podem requerer cuidados especiais na hora de ir ao banheiro, necessitando de um acompanhante. Nos casos de hidrocefalia, é preciso que o professor observe o aparecimento de sintomas como vômitos e dores de cabeça, que podem significar problemas com a válvula implantada na cabeça da criança para conter o acúmulo de líquido.

Fonte: http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Cadeirantes



Mirian Barsanti: Um exemplo de superação

Nessa semana, Adriana Lage conta a história de superação da nadadora Mirian Barsanti, que se tornou cadeirante após um grave acidente de ônibus.

Adriana Lage

Sempre admirei e procurei me espelhar em mulheres poderosas. Anônimas ou famosas, a história está repleta desses seres iluminados. Anita Garibaldi, Joana D’Arc, nossa presidente Dilma, Madre Teresa, Frida Kahlo, Mara Gabrilli, Ângela Markel, Hillary Clinton e Irmã Dulce são apenas alguns exemplos. Sem falar no contingente de brasileiras anônimas, sempre batalhadoras, às vezes sofredoras, do sertão nordestino, do Vale do Jequitinhonha e de todos os cantos do Brasil. Sempre transformando, a seus modos e com as armas disponíveis, as realidades às suas voltas. Sou abençoada por ter o privilégio de conviver com algumas dessas mulheres fortes: Simones, Lidianes, Fabianas, Márcias, Fátimas, Telmas, Linas, Sheilas, Keillas, Lauras... É quase uma música da Ana Carolina! Dentre minhas amigas, uma se destaca pelo exemplo de superação: Mirian Barsanti. Ela possui 46 anos, é aposentada por invalidez, professora de natação e administradora de empresas. Conheci a Mirian em 2009, em Brasília, na etapa regional Centro Leste do Circuito de Loterias Caixa. Foi paixão à primeira vista. Uma das características que mais admiro nela é a coragem. Ela fala mesmo! Briga mesmo! Não tem medo de se expor. Como dizia Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é coragem! E essa mulher teve a dose necessária para recomeçar e reconstruir sua vida após um grave acidente. Não é nada fácil dormir ‘andante’ e acordar ‘cadeirante’. Vou dividir com vocês essa bela história de superação. Os detalhes sobre o acidente podem ser obtidos no seu blog. Alguns momentos da história contada a seguir são bem tensos e dolorosos, mas servem para mostrar que, tendo coragem, paciência, persistência e vontade, sempre alcançamos nossos objetivos. É como sempre falo em meus textos: tudo depende da forma como olhamos e encaramos a vida.

Adriana Lage: Qual sua deficiência? Conte-nos um pouco sobre o acidente que sofreu. 
Mirian Barsanti: Sou paraplégica nível T6. Bem, meu acidente foi em 07/02/1997. Era passageira do ônibus de uma empresa conhecida e a história está no meu blog www.mirianbarsanti.blogspot.com.br (minhas histórias). Sou vítima e sobrevivente a várias negligências. Quando fui transferida do hospital, em Pouso Alegre/MG, não me entregaram nenhum exame; estava traqueostomizada, com sonda uretral, toda quebrada, sem calha nenhuma, sem diagnóstico da fratura na coluna e com infecção generalizada. Não me imobilizaram; apenas me carregaram em um lençol para dentro do avião, sem suporte para soro e sem oxigênio. Era um Learjet particular, sem infraestrutura nenhuma para um paciente saindo do CTI. Cheguei ao aeroporto da Pampulha e me colocaram em uma ambulância KOMBI do falido Protocor - parecia que eu estava em uma batedeira; foi uma agonia até chegar ao Hospital Madre Tereza. Lá fiquei. Cheguei às 15hs e apenas internei às 19hs, pois tive que fazer raios-X das pernas, já que cheguei sem nenhum exame. No quarto, pedi o oxigênio por causa da traqueostomia que estava entupindo por falta de aspiração e a auxiliar de enfermagem negou: falou que não estava prescrito e precisava me adaptar. Então, passaram-se alguns minutos e me faltou o ar; minha tia e meu pai, que estavam por perto, ficaram nervosos ao ver aquela cena - a pior da minha vida; pensei que iria morrer; não tinha como entrar o ar. A fisioterapeuta chegou com um aparelho pré-histórico de aspiração e melhorei; deu para passar a noite. No dia seguinte, tive que refazer os raios X's das pernas e tive falta de ar novamente. Então a irmã que era responsável pelo meu andar arrumou uma bala de oxigênio e assim fiz a ressonância da coluna que revelou uma grave lesão na T9 - ela estourou. Fiz também uma na cervical porque não tinha forças nos braços. Então, começou o meu calvário! Resumindo, fiz cinco cirurgias sem sedativo e anestesia, não fixaram a minha coluna, queimaram minha barriga com bolsa de água quente, um machucado na cabeça virou uma ferida enorme, e, em vez de tratar a escara sacral que eu tinha e era pequena, deixaram-na ficar enorme por faltas de curativo e limpeza após estar molhada de urina e até de fezes. Era febre de calafrio e de calorão. Compressas de água com álcool à noite toda para baixar a febre. Fui toda espetada: de 8/8hs furavam minha veia para ministrar antibiótico. Estouraram minha veia e aí foi demais porque doeu para caramba e minha mão virou uma bola; foi uma dor terrível! Daí, consegui sair daquele açougue e fui para o Hospital Felício Rocho onde trato até hoje e sou eternamente grata a toda equipe médica que me atendeu e me socorreu. O suplício no Madre Tereza durou quatro meses e meio! Então aprendi a ser brava e ter muita atenção. Foi lá que conheci a Roseli, um dos anjos que apareceu na minha vida porque teve e tem muitos que depois talvez eu te fale, se você quiser é claro! Kkk... Mas deixo bem claro que sempre tive bom humor e nunca pensei no pior; para mim, tudo iria passar; como passou! Hoje estou aqui nadando, viajando, passeando, e batalhando!
AL: Uau! Que história... 

AL: O que mudou na sua vida após o acidente? 
MB: Tudo mudou, pois me tornei dependente de uma pessoa ao meu lado, perdi minha liberdade de ir e vir, tive que aprender a ser paciente e aceitar ajuda, coisa que não acontecia, pois conta minha mãe que, com oito meses, eu peguei a colher da mão dela para comer sozinha: queimei a mão no prato de sopa por falta de paciência de esperar que ela colocasse a comida em minha boca. Rsrs. Fiquei um ano no hospital porque sobrevivi a várias negligências e erros como citados acima, mas sorrindo porque a esperança e a busca pelo melhor tratamento eram meus desejos. Apesar de ter sido super bem tratada no Hospital Samuel Libâneo, em Pouso Alegre/MG, precisava de algo melhor e mais equipamentos. Como fiquei muito tempo no hospital, as visitas foram diminuindo e, com o passar dos tempos, perdi meus amigos: ficaram os de infância, alguns da adolescência e da faculdade, mas aqueles com quem eu convivia e viajava, se foram! Mas fiz novas amizades.

AL: Existem coisas que deixou de fazer? Descobriu novas paixões? 
MB: Ficar sem viajar, não poder pegar uma garupa de moto, sair correndo quando algo me incomoda ou até mesmo ir à missa sem que ninguém vá atrás de mim, por exemplo. Há a preocupação de estar incomodando ou dando trabalho e até mesmo não poder ir a todos os lugares porque não me cabem ou dependo de alguém para me ajudar. Descobri que tenho que nadar e até gosto muito de mergulhar; também gosto de malhar. Aprendi que posso viajar, com alguém é claro, pois agora sou dependente!

AL: Você é uma mulher muito bonita e deve arrasar corações. Como vê a sexualidade das pessoas com deficiência? Enfrenta algum tipo de preconceito em relação a isso? 
MB: Obrigada por me achar bonita, mas, para mim, essa questão ficou para trás. Meu foco é a reabilitação; quero ficar em pé em um aparelho da robótica que me auxilie. Não me importa a beleza nessa hora; quero ver as pessoas em pé! Agora, não condeno quem namora: acho muito normal, saudável e necessário. É importante ter alguém, sofrer por alguém, se aprontar e enfeitar para ti e para quem você gosta. Eu, como as pessoas foram se afastando e, principalmente, os meus amigos e ex-ficantes – alguns até mesmo se assustavam quando me viam na cadeira – então, por isso, mudei meu foco de vida para não sofrer. É uma forma de defesa mesmo! Ah, para os homens, acho que é mais fácil encontrar alguém, porque a mulher tem espírito maternal, gosta de cuidar por natureza; já o homem é medroso e gosta de ser cuidado. Então, existem os fortes, mas são poucos os que superam a barreira do preconceito. 
AL: Se pensarmos na maioria dos homens que andam por aí, a situação é meio desanimadora mesmo. Mas, nunca sabemos o que os deuses nos reservam! Concordo quando diz que poucos superam a barreira do preconceito. Isso vale para mulheres também. É uma questão histórica de exclusão e invisibilidade. Mas as coisas estão caminhando... Evoluindo felizmente. Só discordo quando fala sobre sofrer por alguém. Para mim, amor combina com alegria. Se o sofrimento for freqüente, é hora de rever conceitos e dar um tchau! 

AL: Quais os cuidados para manter seu corpo, essa pele sempre bronzeada e os cabelos loiríssimos sempre bem cuidados? 

MB: Amiga, eu não sou loira, tenho apenas algumas mechas para clarear o semblante. kkkk. Não sou de muita frescura: lavo os cabelos com shampoo sem sal apenas; não gosto de pintar as unhas, mas são arrumadinhas. Só me maquio quando vou à festa; no dia a dia só um batom básico para quebrar a palidez e protetor no rosto, orelha e pescoço. Hidrato bem o corpo e me cuido muito porque ter escara é péssimo.
AL: Seu bronzeado é maravilhoso! Sempre é bom lembrar aos leitores a importância da hidratação da pele na prevenção de escaras. 
AL: Como cadeirante, você enfrenta batalhas diárias. Quais as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia? Já sofreu ou sofre algum tipo de discriminação por ser deficiente? 
MB: Barreiras são o que não faltam no dia a dia. Temos desde um degrau até a falta de cidadania das pessoas mal educadas que se acham "a última bala chita do pacote"! No edifício que moro sou mal compreendida e desrespeitada; no clube que freqüento, alguns funcionários teimam em não deixar eu parar o carro na vaga destinada aos deficientes alegando que eu tenho motorista.

AL: Quais são, em sua opinião, os principais vilões dos cadeirantes? 
MB: Os degraus e portas estreitas. Falta de espaço! Depender de ajuda.

AL: Você dava aulas de educação física. Hoje em dia, ainda trabalha nessa área? 
MB: Sou professora de natação, mas devido à complexidade das minhas lesões e idas e vindas ao hospital não deu para eu voltar. Formei-me em Administração de Empresas e não consegui trabalhar por ser graduada. Então me aposentei por invalidez e, quando estou treinando, dou dicas, olho os nadadores quando me pedem e tento incentivar ao máximo as pessoas para se sentirem melhores e menos complexadas.
AL: Aproveito a oportunidade para agradecê-la novamente por todo o incentivo que me deu e dá no dia a dia. Como já registrei no meu texto sobre a minha primeira medalha na natação, você teve papel fundamental nessa conquista. As dicas que me deu sobre orientação na piscina, respiração, nadar com as mãos fechadas, concentração e determinação foram relevantes demais. Você gritando “vamos, Dri” embaixo d’água, me incentivando do outro lado da piscina, comemorando comigo as vitórias, dando o empurrão necessário para encarar a piscina e chegar ao final... Tornaram-me eternamente grata a você. Sou sua fã!

AL: Como é a carreira de atleta? O que a natação representa na sua vida? Quais modalidades você nada? 
MB: Ser atleta é muito bom e me ajudou muito porque eu já era antes do acidente e tenho comigo a disciplina adquirida nesses anos, a garra e a busca pelo melhor de mim. Eu me sinto independente. Livre! Nado os quatro estilos.

AL: Quais as principais competições das quais participou e seus títulos? 
MB: Hoje, após o acidente, não tenho muitos títulos porque dependo de classificações complexas e não simplesmente de uma faixa etária como no máster. Mas, consegui uma bolsa atleta estadual com meus resultados.

AL: Os atletas paraolímpicos são reconhecidos em nosso país? Por que é tão difícil arrumar patrocínio? 
MB: As coisas estão melhorando; a mídia está dando um pouco mais de espaço e notícias. Mas, a política ainda deixa muito a desejar; a corrupção é F...! Os empresários, principalmente os mineiros, preferem guardar o dinheiro no colchão que apostar em alguém que possa lhe dar lucros e reconhecimento.

AL: Você participa de várias competições com pessoas sem deficiência. Como é a recepção dos outros atletas com os deficientes? 

MB: São muito legais minhas competições no máster. Sou super bem aceita, apesar de conhecer muitos atletas por ser do meio e ter voltado após o acidente. Acho melhor que no paraolímpico! Somos mais valorizados pela nossa superação!
AL: Após o acidente, você passou a dirigir um carro adaptado. Conte-nos um pouco sobre essa conquista. 
MB: O carro adaptado é tuuudo!! É um pedaço da liberdade perdida. Eu já tinha CNH antes do acidente e em 2006 eu pude fazer auto-escolta e o exame de rua para mudar minha carteira. Carro automático é o que há!

AL: Nas atividades do dia a dia, você conta com o auxílio de cuidadoras. Como é seu relacionamento com as cuidadoras? Poderia destacar algumas vantagens e desvantagens nesse relacionamento? Para quem deseja contratar um cuidador, por onde começar?
MB: Bom, como qualquer relacionamento, temos que saber conviver e engolir sapos.
A vantagem é que sempre tem alguém para trocarmos uma idéia ou pedir uma opinião. A ruim é que temos que aturar o mau humor, a falta de liberdade e privacidade às vezes. Também é ruim para o bolso, pois tenho que pagar tudo em dobro! Tem que ser por indicação e de confiança. Deixar tudo bem claro e especificado como tarefas, comportamento, vestimenta. Temos que ter paciência para treinar e cobrar. Lembrar sempre que somos uma equipe!

AL: Você faz fisioterapia e sempre está por dentro das novidades da área. O que anda fazendo na fisioterapia? Quais são seus planos para o futuro? 
MB: Na fisioterapia, faço treino de marcha, estimulação elétrica com FES, exercício para tronco, fortalecimento de membros superiores, treino de equilíbrio, manutenção dos ombros (que estão bichados), fortalecimento e ativação de músculos específicos para dirigir melhor, ter melhor postura e menos dores. Minha fisioterapeuta trouxe de SP métodos novos que ela treinou na Fisioaction e estou adorando e melhorando muito.
O meu plano central é poder ficar em pé e andar em aparelho da robótica. Agora, com a perda do meu pai recentemente ando meio perdida, pois eu vivia em função dele. Estou aberta para boas idéias, como ajudar alguma ONG ou sei lá o que? Gosto de ajudar!

AL: Mirian, você é uma mulher guerreira. De onde vem tanta garra e determinação? Quem ou o que te inspira? 
MB: Eu não sabia que tinha tanta força! Fui descobrindo aos poucos, pois sempre penso que amanhã será melhor do que hoje! Minha família é de pessoas guerreiras e teimosas. Gostam de participar e viver muito!

AL: Qual mensagem deixaria aos leitores da Rede Saci? 
MB: Deixo algumas frases:
- Não importa se hoje está nublado; amanhã o sol volta a brilhar!
- Tudo na vida é passageiro; só a morte é certeza!Viva bem e curta tudo!
- A fila anda; não podemos ficar parados!
- Sorria sempre, porque ilumina a alma, pois, além de dar, recebe energia positiva!

Agradeço à Mirian por compartilhar com os leitores da Rede Saci essa bela história. Mais uma vez, aproveito para agradecê-la pelos conselhos técnicos e sentimentais que sempre me dá. Obrigadíssima sempre! 



Ajuda psicológica é essencial para quem vive sentimento de luto por ter adquirido uma deficiência

"Trata-se de um processo particular. Há pessoas que vivem bem com a deficiência adquirida, passam por transformações que podem melhorar até a qualidade de vida, já que descobrem potenciais adormecidos" diz psicóloga.
da Redação

O sentimento de luto que foi representado recentemente pelo ator português Ricardo Pereira, como o personagem Vicente, da novela global “Aquele Beijo”, mostra uma situação bastante comum da vida real. O personagem ficou paraplégico após ser vítima de um atentando com arma de fogo e, ao descobrir sua nova condição, passa a conviver com diversos sentimentos, como tristeza, desespero, dor, revolta e negação. Diferentemente de Vicente, que na novela volta a andar, na realidade muitas pessoas que adquirem deficiências permanentes precisam ter acompanhamento profissional apropriado para conseguir aceitar a deficiência como um fato e recomeçar as suas vidas. Instituições como a Avape – Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência, especializadas na reabilitação e inclusão de pessoas com deficiência, desempenham um papel importante neste processo.


Segundo Adriana Coscia, psicóloga da Avape, cada pessoa tem uma forma diferente de lidar com a perda. “Trata-se de um processo particular. Há pessoas que vivem bem com a deficiência adquirida, passam por transformações que podem melhorar até a qualidade de vida, já que descobrem potenciais adormecidos. No entanto, existem outras que passam a vida sem aceitar a nova condição”, explica ela.


O luto, nestes, casos vai além do significado atribuído à palavra no dicionário, que é um sentimento de tristeza profunda. Como o personagem da novela demonstrou, a dor que se sente pode ser de fato, segundo diversos relatos, uma dor de morte, de perda, de medo, revolta e inconformidade. A sensação é de que a vida, a partir deste novo fato, não terá sentido, não apresentará saídas, nada voltará a ser como era.


De acordo com Adriana Coscia, apesar disso, existem pessoas que buscam uma nova saída, praticando um esporte como uma terapia ou mesmo procurando um tratamento psicológico, que tem o papel de acolher, de entender e de estar junto com a pessoa em seu sofrimento. A psicologia pode ajudar e mostrar recursos para ter qualidade de vida, até que a pessoa escolha viver bem com a deficiência que possui. “O papel do psicólogo é ajudar, mas é preciso que a pessoa queira receber essa ajuda”, completa Adriana.


Há pessoas que viveram situações assim e, hoje, são exemplos de superação. É o caso de Claudinei Garcia, que perdeu um filho e, seis meses depois, aos 29 anos, teve um AVC - Acidente Vascular Cerebral, que o fez perder os movimentos do corpo e da fala. Foram duas perdas, e por isso, ele enfrentou um longo processo de aceitação. Claudinei destaca que o contato com outras pessoas o ajudou a sair da depressão: “Foi conhecendo outras pessoas que eu percebi que não sou só eu que tenho problemas no mundo”. Atualmente, Claudinei é integrante do Avape na Dança, grupo mantido pela Avape com o objetivo de promover a inclusão através da arte.


Sobre a Avape
Com 29 anos de atuação, a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) é uma instituição filantrópica de assistência social, que tem como missão promover as competências de pessoas com deficiência e em risco social. Fundada em 1982, a entidade é considerada modelo de gestão e foi a primeira em sua área a receber a certificação ISO 9001. A Avape é reconhecida pelo trabalho de prevenção, diagnóstico, reabilitação clínica e profissional, qualificação e colocação profissional, programas comunitários e capacitação de pessoas e de gestão para organizações sociais. Oferece atendimento a pessoas com todos os tipos de deficiência e em risco so cial, do recém nascido ao idoso. Desde o seu início, já realizou mais de 18 milhões de a tendimentos gratuitos e inseriu mai s de 17 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Na busca de parâmetros internacionais, mantém parceria se termos de cooperação técnica com diversas organizações nacionais e internacionais.


Fonte: AVAPE - 05/04/2012 - Imagem Internet
Contribuinte poderá deduzir doação para tratamento do câncer e de pessoas com deficiência.
Carolina Pimentel/Agência Brasil/05/04/2012.

BRASÍLIA – Empresas e pessoas físicas poderão deduzir do Imposto de Renda (IR) doações ou patrocínio a instituições filantrópicas dedicadas ao tratamento de câncer e reabilitação de pessoas com deficiência. A medida integra o pacote de incentivo à indústria nacional, anunciado nesta semana pelo governo federal.


As doações e os patrocínios entram no cálculo do abate no imposto limitado a 6% para a pessoa física e 4% para empresas, conforme detalha a Medida Provisória (MP) 563, publicada hoje (4), no Diário Oficial da União. A MP cria os programas Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), que possibilitam as deduções. A dedução poderá ser feita na declaração do IR de 2013, que trará os dados financeiros dos contribuintes deste ano.


O contribuinte pode fazer a doação por meio de quantias em dinheiro, transferência de imóveis, cessão de equipamentos, pagamento de despesas de conservação e reparo de móveis, imóveis e equipamentos e fornecimento de remédios, alimentos e material de uso hospitalar.


Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é captar recursos para ampliar a oferta de diagnóstico e tratamento de pessoas com câncer e aumentar o acesso à reabilitação e adaptação de pessoas com deficiência por meio do uso de órteses, próteses e outros meios de locomoção.


Fonte: http://imirante.globo.com/noticias/2012/04/05/pagina304660.shtml - Imagem Internet

Ela não é biônica

Grandes marcas, quando se envolvem em campanhas em prol de boas iniciativas, geralmente, conseguem uma vasta mobilização social além de agregarem valor humano a seus negócios.
No Brasil, ainda são poucas as companhias que ligam seus nomes a iniciativas que podem alterar para melhor a vida de muita gente e não somente a jogadas de marketing para ganharem ainda mais dinheiro.
Já faz um tempinho que eu queria botar aqui no blog essa campanha de uma gigante mundial dos cosméticos pela inclusão, pela ampliação do olhar apenas para o óbvio.
Agora, com a ajuda da minha querídissima Silvetz Dutra, dos ‘Estadusunidos’, que fez as legendas, publico para a avaliação de vocês! 
Acho que vão curtir…

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Fonte:http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2012/04/03/ela-nao-e-bionica/