sábado, 28 de abril de 2012

20% da população da RMC tem alguma deficiência

SÃO 570.327 CIDADÃOS - Dados do IBGE revelam que população nessa situação quase dobrou.
THOMAZ FERNANDES - AMERICANA

                                   Cadeirante aguarda embarque em ônibus adaptado em Campinas

Cerca de 20% da população da RMC (Região Metropolitana de Campinas) é deficiente. A proporção dobrou entre 2000 e 2010 e o número foi ainda maior nesse período. Entre os 2,7 milhões de habitantes identificados pelo censo de 2010, 570.327 tem algum tipo de deficiência irreversível. Dez anos antes, o número era 257.061 entre os 2,3 milhões de moradores, o que significa 10%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ontem os dados da pesquisa por amostragem.
A pesquisa levou em conta deficientes auditivos, visuais, motores e mentais. Os grupos foram definidos com alguma dificuldade, grande dificuldade ou impedimento total. Em proporção à população, Monte Mor tem o maior número de habitantes com deficiência, 23% (leia texto abaixo).
Entre as razões identificadas para o aumento, estão os acidentes de trânsito e a violência. Para a ex-presidente e integrante do Conselho dos Deficientes de Campinas, Roseli Bianco, esses dois índices são os principais fatores para a ampliação de deficientes. “Cada dia que passa, há pessoas jovens indo parar em cadeiras de roda por acidentes, sobretudo em motocicletas, ou por ação da violência”, disse.


AVANÇOS
Cadeirante, Roseli diz que nesses dez anos a vida para os deficientes se tornou mais fácil. “A situação melhorou muito, mas ainda está longe de ser a ideal. Falta muita coisa para as cidades melhorarem”, disse. A conselheira avalia que há mais organizações e políticas públicas para deficientes do que em 2000. “Acreditamos que há mais organização por parte dos próprios deficientes e hoje há melhores condições”, disse.
Roseli ponderou que ainda há muito a ser melhorado. Ela considera que ainda não há chance para que deficientes auditivos e visuais possam se locomover e acessar serviços sem dificuldades. “Acessibilidade não é somente arquitetônica. Nós queremos chegar em um ponto em que não precise de lei de cotas para deficientes, que os deficientes possam competir de igual pra igual por vagas em empregos”, completou.
Os deficientes visuais, para Roseli, enfrentam mais problemas para encontrar empregos e se locomover de forma independente. “Quando avaliamos a inserção profissional, deficientes visuais são os que se encaixam com menos facilidade”, disse. A causa disso seria a falta de adaptação para o deficiente visual no ambiente de trabalho.



Monte Mor lidera estatística
Monte Mor foi a cidade com maior proporção de deficientes em toda a RMC. O número saltou de 4.330 (11,6% do total de habitantes) pessoas em 2000 para 11.397 (23,28%) em 2010, data do último censo. Na sequência estão Pedreira (22,93%), Santo Antônio de Posse (22,48%), Cosmópolis (22,01%) e Hortolândia (21,82%) entre as cinco cidades com população de deficientes mais numerosa.

O maior salto ocorreu em Santo Antônio de Posse, que passou de 1.204 (6,64%) pessoas em 2000 para 4.642 pessoas em 2010. Campinas mais que duplicou no período, indo de 107.579 (11,1%) para 232.050 (21,48%).


Na parte de baixo da tabela estão as cidades de Engenheiro Coelho, com 2.402 (15,28%); Vinhedo, com 10.151 (15,96%); e Holambra, com 1.820 (16,1%) pessoas.
A proporção não diminuiu ou se manteve em nenhum dos 19 municípios. | TF  



Fontes:http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=673690 - http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=673691

Nordeste concentra maior percentual de população deficiente, mostra IBGE

O Nordeste é a região com maior percentual da população que apresenta pelo menos um tipo de deficiência, segundo novos dados do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará lideram o ranking.
Do UOL, em São Paulo



De acordo com a pesquisa, 21,2% da população da região declarou ter deficiência visual; 5,8%, deficiência auditiva; 7,8%, deficiência motora e 1,6%, deficiência mental ou intelectual.
Entre os Estados, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará apresentavam em 2010 os maiores percentuais de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas (visual, motora e auditiva), sendo os dois primeiros com 27,8% cada e o último com 27,7%.
As menores incidências de pessoas com pelo menos uma das deficiências se encontravam em Roraima (21,2%), na região Norte, Santa Catarina (21,3%), no Sul do país, e Mato Grosso do Sul (21,5%), no Centro-Oeste.
Em 2011, parte dos dados revelados pelo Censo sobre a população deficiente mostrou que 17,7 milhões de brasileiros, ou 6,7% da população, declararam possuir pelo menos uma deficiência "severa" em 2010 --de acordo com o IBGE, severa se refere à população que não enxerga nada no caso da deficiência visual, por exemplo. Em 2000, o índice foi de 4,2%. Quanto aos números gerais, em 2010, 23,9% brasileiros declararam possuir ao menos uma deficiência, ante 14,3% em 2000.

Clique nas abas para ver os números divulgados pelo IBGE

Segundo explica o IBGE, parte do aumento nos números pode ser explicado pela mudança na forma de fazer as perguntas. A pergunta sobre deficiência visual no Censo 2000, por exemplo, era: "Como você avalia a sua capacidade de enxergar?". Em 2010, mudou para: "Você tem alguma dificuldade para enxergar?". Em relação à deficiência motora, a pergunta mudou de "Como você avalia a sua capacidade de caminhar ou subir degraus?" (2000) para "Tem dificuldade permanente de caminhar ou subir degraus?" (2010).
Censo 2010
Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.565 municípios brasileiros entre 1º de agosto a 31 de outubro de 2010. Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de brasileiros, foram revelados em abril de 2011. Ao longo de 2012, serão produzidos novos resultados, apresentados em volumes temáticos.

27,7% da população paraibana tem algum tipo de deficiência, diz IBGE

No total, 1.045.962 paraibanos possuem algum tipo de deficiência.
Dados definitivos do Censo 2010 foram divulgados nesta sexta-feira (27).
Do G1 PB


O Censo Demográfico 2010 aponta que 1.045.962 paraibanos possuem algum tipo de deficiência, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que 27,7% da população paraibana tem algum tipo de deficiência visual, auditiva, motora ou mental, em diferentes graus de severidade.


Segundo o IBGE, o tema tem como objetivo conhecer a realidade dessa população e subsidiar políticas de inclusão social e de bem-estar. No ranking nacional, a Paraíba ocupa o terceiro lugar dos estados que apresentaram os maiores percentuais de pessoas com deficiências. O Rio Grande do Norte e o Ceará ficaram nas primeiras posições com 27,8%.


Já para a deficiência motora, a Paraíba (8,5%) ficou em segundo lugar no ranking. Alagoas (8,6%) em primeiro e Pernambuco (8,3%) em terceiro.


42% da população tem deficiência
Pela pesquisa, os municípios de São Francisco e Várzea, no Sertão paraibano, têm as maiores proporções de pessoas com algum tipo de deficiência na Paraíba, em que 42% da população desses municípios disseram ter algum tipo de deficiência em 2010.


Dados da Paraíba
Em João Pessoa a proporção de pessoas que disseram ter algum tipo de deficiência foi de 26%, enquanto em Campina Grande o percentual foi de 23%. A deficiência visual foi a que mais incidiu sobre a população paraibana, em que 823 mil pessoas declararam ter dificuldade para enxergar, mesmo com o uso de óculos ou lentes de contato, o que equivale a 21,8% da população paraibana.


Desse total, 142.196 pessoas apresentaram deficiência visual severa, sendo que 8.477 eram cegas (0,2% da população). A deficiência motora foi o segundo tipo de deficiência que mais incidiu sobre a população, onde 320.805 pessoas declararam ter dificuldade de locomoção, representando 8,5% da população paraibana.
O percentual da população com deficiência auditiva foi de 6,1%, ou seja, 230.140 pessoas.


Enquanto isso 62 mil paraibanos tinham deficiência mental/intelectual.
Os cinco municípios com maiores números absolutos de pessoas com deficiência amental/intelectual são: João Pessoa (11.005), Campina Grande (5.265), Santa Rita (2.290), Bayeux (2.131) e Patos (1.609)


Fonte:http://g1.globo.com/paraiba/noticia/2012/04/27-da-populacao-paraibana-tem-algum-tipo-de-deficiencia-diz-ibge.html  - Imagem Internet

VIVER SEM LIMITE - Mais recursos para atender pessoas com deficiência

Em 2012 serão destinados mais R$ 250 milhões à saúde de 23,9% da população que possuem algum tipo de deficiência no País.
Por Zeca Moreira, da Agência Saúde – ASCOM/MS



Duas portarias publicadas no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (25) e esta quinta-feira (26), pelo Ministério da Saúde, vão melhorar a vida de cerca de 45 milhões de brasileiros - 23,9% da população - que possuem algum tipo de deficiência no País. Enquanto a primeira institui a rede de cuidados à pessoa com deficiência a segunda cria incentivos financeiros de investimento e de custeio para o componente de atenção especializada à mesma rede.
Criada ano passado, em parceria com outros 15 ministérios, o Viver Sem Limite - Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência vai investir nos próximos três anos R$ 7,6 bilhões. Deste montante, R$ 1,4 bilhão será destinado ao eixo da saúde.
A rede de cuidados à pessoa com deficiência tem como objetivo ampliar o acesso e qualificar o atendimento às pessoas com deficiência temporária ou permanente, progressiva, regressiva, ou estável; de forma intermitente ou contínua no SUS; ampliar a oferta de Órtese, Prótese e Meios Auxiliares de Locomoção (OPM), dentre outras. Para atingir tais metas, o ministério criou diretrizes reivindicadas por anos pelas pessoas com deficiência e seus familiares, como respeito aos direitos humanos; garantia de autonomia; independência e liberdade para que façam suas próprias escolhas; promoção da equidade e do respeito às diferenças; garantia de acesso e de qualidade dos serviços; atenção humanizada e mais.
Recurso – Já em 2012 o Ministério da Saúde pretende investir aproximadamente R$ 250 milhões a mais que ano passado, quando foram investidos R$ 641 milhões na Saúde da Pessoa Com Deficiência. A verba extra, possível graças ao Viver Sem Limite, promoverá, ainda segundo a portaria desta quinta-feira, a construção, reforma ou ampliação dos Centros especializados em Reabilitação (CER) e do serviço de oficina ortopédica e aquisição de equipamentos e outros materiais permanentes. Com ela também será possível custear o funcionamentos dos novos CERs, com valores que variam R$ 140 mil a R$ 345 mil por mês.
Os CERs são considerados uma das novidades do programa e são serviços que agregam tecnologia para atender às várias modalidades de reabilitação de modo integrado para os diferentes tipos de deficiência, com qualidade e efetividade no cuidado.
Até o fim 2014 está prevista a criação de 45 CER (sendo 22 qualificados). Para facilitar o acesso e a frequência da pessoa com deficiência aos locais de reabilitação, os CERs garantirão o transporte. A meta inicial é adquirir até 2014, 88 veículos adaptados para transportar pessoas com deficiência.

Projetos  A operacionalização e implantação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência se darãopartir da criação dos Grupos Condutores Estaduais, que farão o diagnóstico situacional e Plano de Ação Regional e dos Planos de Ação Municipais. Após aprovação em CIB, tais planos serão apresentados ao Ministério da Saúde que realizará a devida análise técnica para a contratualização da Rede, conforme previsto na Portaria  793, de 24 de abril de 2012.

Cego desde os 6 anos, Bruno mostra como passar na OAB aos 20 e planeja ser juiz

Para se preparar, jovem estudava 11 horas por dia para a prova, feita em braile.
Viviane Oliveira

     Com sorriso estampado no rosto, Bruno mostra uma das apostilas em braile. (Foto: João Garrigó)


Exemplo de força de vontade, determinação e garra, Bruno Duarte Mello, 20, que perdeu a visão aos seis anos, passou no exame da OAB (Ordem Os Advogado do Brasil) na primeira tentativa. O acadêmico do 9º semestre de Direito da Uniderp/Anhanguera afirma que sua meta para o futuro é ser juiz trabalhista.
Bruno conta que desde agosto do ano passado vem se preparando para o exame da Ordem. Com material em braile, sistema de leitura com o tato para cegos, o acadêmico chegava a estudar 11 horas por dia.
Na primeira fase da prova a mãe dele, Sônia melo Francelino, tratou de providenciar o conteúdo em braile para que o jovem pudesse estudar. Já para a 2º fase, Bruno solicitou com o autor de um livro de Direito, André Luiz Paes de Almeida, um arquivo digitalizado.
“Eu estou me preparando desde o primeiro dia que entrei na faculdade”, afirma, acrescentando que não se acha mais inteligente do que a média. “Apenas corro atrás dos meus objetivos e quero ser um bom profissional”.
Bruno tem uma trajetória de vida que mostra o quanto é determinado. Já fez 11 cirurgias antes de perder totalmente a visão, toca violão, guitarra, luta judô e já foi medalha de prata nos jogos Parapan-americanos. “Não posso me fechar em um mundo só porque tenho uma deficiência”, ensina.
Com um sorriso no rosto, Bruno relata que ficou emocionado quando soube que havia sido aprovado no exame da Ordem, em que tantos fracassam. “Apesar de estar muito ansioso no dia da prova, eu sabia que tinha condições de passar”, explica.
Perseverança – Bruno conta que nasceu com glaucoma congênito, doença caracterizada pelo aumento da pressão intraocular. Ele enxergou normalmente até os cinco anos de idade, quando perdeu a visão do olho esquerdo.
Quando completou seis anos, perdeu de vez a visão após deslocar a retina ao cair da bicicleta e bater o olho no guidão. “Antes de perder a visão fiz 11 cirurgias, depois que perdi totalmente ainda cheguei a fazer mais duas, mas não adiantou”, relembra.
Mãe de mais três crianças, Sônia conta que ao saber que o filho não ia mais enxergar ficou desesperada. “Depois eu vi que precisava ser forte para ajudar o meu filho. Com o passar do tempo todos nós fomos crescendo com o Bruno”, afirma.
“A minha alegria não é só porque ele passou no exame, mas por ver a felicidade estampada no rosto dele. Eu me emociono em saber que Bruno esta sentindo uma pessoa realizada”, finaliza.
Para atingir seus objetivos, o acadêmico continua com maratona de estudos e no mês de maio viaja para Recife, onde vai fazer concurso para analista do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
è com um imenso prazer que leio esta reportagem, pois o Bruno foi meu aluno no colégio cegran em 2001 mais ou menos e jamais esqueço de sua determinação e de suas liçoes, eis ai a mensagem para algumas pessoas, pois basta ter vontadade que realmente podemos fazer algo diferente, ou que basta ter foça de vontade que nossos anceios serão relizados parabens BRUNO e que tenhamos sim um novo juiz no MS - adair rodrigues belmonte em 20 de abril de 2012. 
adair rodrigues belmonte em 20 de abril de 2012


Fonte:http://anunciecampogrande.com.br

Calçadas do Brasil

Uma iniciativa do Mobilize Brasil em prol da melhoria das calçadas brasileiras.


Calçadas do Brasil é uma iniciativa do portal Mobilize Brasil para estimular a melhoria das condições de mobilidade para pedestres nas cidades do país. 
O objetivo é chamar a atenção da opinião pública para o problema da má qualidade, falta de manutenção, ou ausência das calçadas no país, e estimular as pessoas a denunciar os problemas em suas cidades e pressionar as autoridades.
Alguns pensadores afirmam que se pode medir o nível de civilização de um povo pela qualidade das calçadas de suas cidades. E há quem diga que a qualidade das calçadas públicas é melhor indicador de desenvolvimento humano do que o próprio IDH.

Afinal, as cidades são feitas para pessoas, seres humanos que primordialmente caminham. A necessidade de calçadas de qualidade vale para jovens, adultos e também para crianças, idosos e pessoas com deficiência física, que demandam pavimentos bem nivelados, sem buracos, e dotados de rampas de acesso para cadeiras de rodas.
Calçadas devem ser suficientemente largas e, sempre que possível, protegidas por arborização para conforto de quem anda sob o sol. E bem iluminadas, para quem caminha à noite. E ainda, devem ser complementadas por faixas de segurança, equipamento básico para a travessia segura das ruas. Além disso, semáforos especiais, placas de sinalização e outros equipamentos de segurança podem ser necessários nas vias de maior movimento.
Entre fevereiro e abril de 2012 a equipe do portal Mobilize Brasil saiu pelas ruas de algumas capitais brasileiras para avaliar a situação das calçadas do país. Afinal, calçadas com boa qualidade são um equipamento fundamental para a mobilidade urbana sustentável. E, segundo dados do IBGE (2010), no Brasil cerca de 30% das viagens cotidianas são realizadas a pé, principalmente em função do alto custo do transporte público.


Participe, avalie sua calçada!


Fonte: Mobilize Brasil

Capitais brasileiras não têm calçadas transitáveis, mostra levantamento



A maioria das 102 ruas de alta circulação de pedestres em 12 capitais brasileiras analisada em um estudo, divulgado hoje (26) pelo portal Mobilize Brasil, tem uma situação das calçadas considerada insatisfatória. O resultado está no levantamento Calçadas do Brasil, feito com o objetivo de chamar a atenção da sociedade e autoridades para a necessidade de se cuidar das áreas destinadas aos pedestres e, assim, garantir a mobilidade urbana a todos os cidadãos.

As cidades analisadas foram Recife, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal e Manaus. O levantamento começou a ser feito em fevereiro e é a primeira ação de uma campanha para convocar as pessoas a denunciarem a má conservação das calçadas. 

Uma das ferramentas da campanha é o site www.mobilize.org.br, que possui um espaço para que qualquer cidadão avalie as calçadas de sua cidade, inclusive com fotografias. A ideia é reunir o maior número de avaliações e criar um mapa que será entregue ao Ministério Público. “ Vamos montar esse mapa, fazer algumas caminhadas, preparar um documento e encaminhar às autoridades pedindo resposta e ações com relação a esse assunto”, disse o coordenador do levantamento, Marcos de Souza.

Em todas as vias foram encontrados problemas como buracos, imperfeições do pavimento, remendos feitos depois de serviços de concessionárias, faltas de rampa de acessibilidade, degraus e obstáculos que impedem a passagem. Os locais foram indicados por colaboradores que fotografaram a calçada e deram notas para os itens irregularidades no piso, largura, degraus e obstáculos, rampas, iluminação e sinalização, além do paisagismo. 

“Quando falamos em paisagismo, falamos de proteção ambiental, ter sombra, criar condições para que as pessoas circulem de maneira agradável. Pode-se ter uma calçada perfeitamente lisa e nivelada, o que já seria muito bom, mas se a calçada também tiver uma proteção contra o sol, a caminhada será feita com muito mais tranquilidade”, explicou.

No Recife, enquanto as calçadas da Praia de Boa Viagem obtiveram nota 8,50, a rua do Hospício, no Centro, ficou com média 3,00. 
“As calçadas são o instrumento básico de mobilidade em qualquer cidade. Elas são feitas primordialmente para que possamos viver nelas. O ideal é que se possa sair e caminhar sem pensar na calçada”. Souza destacou que é preciso prestar atenção na situação das calçadas porque são comuns acidentes, alguns inclusive com gravidade.
Fontes: Agência Brasil - http://fezago.blogspot.com.br

Discutida acessibilidade de pessoas com deficiência em imóveis comerciais

Prédios antigos terão que se adequar à legislação para garantir a acessibilidade.

O tema “Imóveis comerciais de pequeno porte e leis de acessibilidade na cidade de Americana” foi exposto hoje pelo engenheiro Marcos Frederico Rocha e Cunha, da empresa INSPECTIO Engenharia de Avaliações e Perícias, aos representantes da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), subordinada à Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Americana (SEPLAN), na Câmara.


Segundo a diretora da Unidade de Atenção aos Direitos da Pessoa com Deficiência (UADPD), Elizabeth Fritzsons da Silva, que é secretária executiva da CPA, as leis determinam a acessibilidade às pessoas com deficiência em imóveis novos e antigos também. “Os imóveis novos já são obrigados a cumprirem esta determinação, mas os antigos precisam se adequar às exigências da lei. Porém, necessitam de amparo legal ou de financiamento para a obtenção de recursos para executarem as adequações”, explicou.


A exposição realizada pelo engenheiro Marcos Frederico faz parte de seu trabalho de pós-graduação na Faculdade de Engenharia Civil da FAAP, que obteve nota máxima de avaliação.

A Comissão de Acessibilidade atua na elaboração de normas, fiscalização e controle da Acessibilidade Global de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida às edificações, vias públicas, espaços, meios de comunicação, transportes, mobiliários e equipamentos urbanos.

Fotos: Libia Negrão/Divulgação/Prefeitura de Americana

Robô controlado pela mente pode ajudar paraplégicos

Com sinais cerebrais enviados através de um boné com eletrodos, paciente paraplégico conseguiu movimentar um robô a 60 quilômetros.


Em experimento realizado na última terça-feira, um professor da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, apresentou um robô que pode ser controlado por ondas cerebrais.
A demonstração do equipamento foi feita por um homem paraplégico que está em tratamento em um hospital na cidade de Sion, Suíça. Usando um boné com eletrodos, ele enviou um comando mental para um computador localizado em seu quarto, esses sinais foram transmitidos para um segundo computador que então provocou o movimento de um pequeno robô a uma distância de 60 quilômetros, na cidade de Lausanne.
O sistema foi desenvolvido por José Millan, professor da Escola Politécnica Federal de Lausanne, especializada em interfaces entre cérebro e máquina. De acordo com o pesquisador, a mesma tecnologia poderia ser usada para mover uma cadeira de rodas.
"Assim que o movimento começa, o cérebro pode relaxar. De outra forma, a pessoa ficaria exausta rapidamente", explica Millan. Ele acrescenta que a tecnologia tem suas limitações e que os sinais cerebrais podem ficar confusos se muitas pessoas ficarem em volta da cadeira de rodas, por exemplo.
Cientistas acreditam que, além de dar mobilidade aos paraplégicos, equipamentos com tecnologia semelhante poderiam ser usados para ajudar pacientes a recuperar os sentidos.
Pele elétrica — Outra pesquisadora da Escola Politécnica Federal de Lausanne, Stephanie Lacour, desenvolveu junto com sua equipe uma pele elétrica para amputados: uma luva equipada com sensores minúsculos que enviam informação diretamente para o sistema nervoso do usuário. De acordo com a pesquisadora, a ideia é criar outras próteses que sejam tão móveis e sensíveis quanto a mão.
Além dos estudos feitos por Millan e Lacour, outros cientistas de Lausanne trabalham para fazer com que paraplégicos consigam andar com ajuda de eletrodos implantados na coluna. "A meta é que após um ano de treinamento com um ajudante robótico, o paciente consiga caminhar sem o robô. Os eletrodos ficarão implantados por toda a vida", explica Gregoire Courtine, professor de Lausanne.


Courtine está desenvolvendo testes clínicos e espera aplicá-los no hospital universitário de Zurique no prazo de um ano.


(Com Agência France-Presse)


Fonte: Veja - http://gislenedaviramos.blogspot.com.br

Ministério da Saúde amplia assistência a deficientes

Serão construídos 45 centros especializados em reabilitação.

No ano passado, o governo federal anunciou o projeto Viver sem Limites, voltado a garantir os direitos básicos das pessoas com deficiência. O plano tinha 4 eixos: saúde, acesso a educação, inclusão e acessibilidade. Agora, a parte voltada à saúde dessa população começa a sair do papel.


O Ministério da Saúde publicou nos dias 25 e 26 de abril duas portarias no Diário Oficial, instituindo a rede de cuidados à pessoa com deficiência e criando incentivos financeiros para esse serviço.


Segundo o Ministério, 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, seja ela intelectual, física, visual ou auditiva. O plano tem por objetivo oferecer cuidados, tratamentos e reabilitação para essas pessoas em centros especializados do SUS. O Ministério anunciou que vai investir cerca de R$ 891 milhões no atendimento desses pacientes – R$ 250 milhões a mais do que no ano passado.


“Nós temos um dívida histórica com essa população”, disse Vera Mendes, coordenadora do departamento de atenção à pessoa com deficiência do Ministério da Saúde, em entrevista ao site de VEJA.


Um dos principais pontos do programa é a construção e reforma de Centros Especializados em Reabilitação (CER), locais de referência para atender os vários tipos de deficiência. "Eles irão fazer todos os procedimentos necessários, do diagnóstico à reabilitação dessas pessoas. Como são unidades muito especializadas, também servirão como polo de produção tecnológica e pesquisa na área", disse Vera.


Esses centros já existem no Brasil, mas estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Até 2014, o governo pretende construir mais 45 deles.


Além dos centros, o Ministério pretende investir na criação de oficinas ortopédicas, grupos de apoio que fabricam órteses e próteses para que a pessoa recupere suas funções motoras, além de adaptar cadeiras de rodas. "As oficinas são fundamentais. Os ajustes têm de ser muito refinados, voltados a cada um", disse Vera.


Fonte: Veja - http://gislenedaviramos.blogspot.com.br - Imagem Internet

Campanha da Agência Digital Directgov: “Veja a pessoa e não a deficiência”; Assista o vídeo

Caro leitor,
Veja a campanha da Agência Digital britânica Directgov. Nesse vídeo um barman conversa em língua de sinais com uma garota surda que está tentando conquistar. O interessante desse vídeo é que o barman conhece a língua de sinais. E a garota que tem deficiência auditiva, está curtindo uma balada com o namorado, além de ser paquerada pelo barman. Ou seja, ela é uma garota como qualquer outra.
No final da campanha aparece a mensagem “Veja a pessoa e não a deficiência”.
Garota: Pode me ver uma bebida?
Barman: Sim, é claro.
Barman: Gelo e limão?
Garota: Sim, por favor.
Barman: O que vai fazer mais tarde?
MUDE SUA MENTE! MUDE SEU JEITO DE  PENSAR E DE  COMO ENXERGAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA! LIVRE-SE DO PRECONCEITO!
É importante destacar que bebida alcoólica é proibida para menores e  bebida e direção não combinam! (Nota do blog)
Veja também:

Projeto reserva 15% das vagas em concursos para pessoas com deficiência

Atualmente é reservado no mínimo o percentual de cinco por cento.


Pessoas com deficiência terão direito a 15% das vagas em concursos públicos. A Comissão de Seguridade Social da Câmara aprovou projeto que estabelece normas para que deficientes concorram a cargos públicos.
O projeto estabelece a divulgação de duas listas organizadas pela pontuação dos candidatos. Uma com todos os que prestaram concurso e outra somente com as pessoas com deficiência.
Relator da proposta na comissão, o deputado Eduardo Babosa (PSDB-MG), destacou que essa medida vai impedir que as vagas destinadas aos deficientes sejam ocupadas por outros candidatos. No caso de desistência do deficiente, a vaga deverá ser assumida pelo concorrente em posição subsequente na lista de classificados.
Eduardo Barbosa destacou que o projeto é mais um passo na luta contra o preconceito. “Uma pessoa com algumas limitações, algumas delas vão precisar de algumas adequações ambientais e as pessoas não querem que isso aconteça. E, muitas vezes, o empregador, ele passa a querer aquele que não tem uma limitação maior. Ou seja, que tem só uma visão subnormal ou que seja surdo apenas de um ouvido. Então você vai criando estratégias para poder não atender aquele público que mais necessita de uma lei de cotas”.
A proposta aprovada na Comissão de Seguridade dispensa a comprovação da deficiência antes do resultado final do concurso.
Para o presidente da Associação Cubatense de Defesa dos Direitos das Pessoas Deficientes, Volmar de Oliveira, esse dispositivo vai permitir que mais pessoas com deficiência se candidatem a concursos públicos. “O laudo médico tem que marcar uma consulta, aguardar o dia e, na maioria das vezes, o candidato perde essa inscrição pelo prazo”.
O texto determina, no entanto, que os candidatos que não comprovem a deficiência, mesmo que classificados no concurso, sejam afastados.
A proposta que estabelece cota de 15 % das vagas de concursos públicos para pessoas com deficiência ainda vai ser analisada pelas Comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça. Depois, precisa ser votada no Plenário da Câmara.
As informações são da Rádio Câmara.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br - Imagem Internet