sábado, 5 de maio de 2012

SUS: pessoas com deficiência ganham rede de cuidados

A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência foi instituida nesta quarta-feira, 24 de abril, pelo Diário Oficial da União (DOU). A rede amplia e articula pontos de atenção a Saúde para pessoas com deficiência. No país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de deficientes devem ser beneficiados.
Com o objetivo de ampliar o acesso e qualificar o atendimento a esse grupo de pessoas, a rede ainda promove a vinculação de deficientes e suas famílias aos pontos de atenção. Além disso, deve garantir articulação e a integração dos pontos de atenção das redes de Saúde no território, qualificando o cuidado por meio do acolhimento e classificação de risco.
É importante destacar que a operacionalização da implantação do projeto passa pela execução de quatro fases: diagnóstico e desenho regional da rede; adesão ao projeto; contratualização dos pontos de atenção e a implantação e acompanhamento pelo grupo condutor estadual da rede.
O cumprimento das metas relacionadas às ações da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência será acompanhado de acordo com o plano de ação regional e dos planos de ação municipais. Além disso, os Municípios ficarão responsáveis pela implementação e a coordenação do Grupo Condutor Municipal, a contratualização dos pontos de atenção, incluído o respectivo financiamento, monitoramento e a avaliação da Rede.
A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência se organiza em três componentes: atenção básica; atenção especializada em reabilitação auditiva, física, intelectual, visual, e em múltiplas deficiências e a atenção hospitalar de urgência e emergência. Os critérios definidos para implantação de cada componente e seu financiamento por parte da União serão objeto de normas específicas que serão previamente discutidas e pactuadas no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT).


Veja a portaria 793 aqui 

Curitiba: PMs testam acessibilidade vendados e em cadeiras de rodas

É, não é fácil!
Em cadeiras de rodas, vendados e com as mãos imobilizadas, bombeiros e policiais militares vivenciaram na prática as dificuldades enfrentadas no dia a dia pelas pessoas com deficiência. A iniciativa inédita é da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de Curitiba e foi realizada nesta quinta-feira (26), no quartel-geral da Polícia Militar do Paraná, com a participação de 60 militares.
O curso iniciou na quinta-feira com a parte teórica. A parte prática do curso foi dividida em três grupos: comunicacional, instrumental e arquitetônica, na qual os participantes tiveram que vencer obstáculos com cadeiras de rodas. Nessa vivência, os policiais também jogaram futebol, mas com os olhos vendados. A única orientação era o som da bola.
Para o aspirante Gleicon, do Corpo de Bombeiros, a experiência foi diferente. “Os deficientes visuais possuem alguns sentidos mais aguçados, como a noção de espaço”, disse ele. “Eu fiquei totalmente perdido na quadra. Foi uma experiência muito válida”, disse.

No circuito “Slalon”, o grupo teve que vencer os obstáculos com os integrantes sentados em cadeiras de rodas e segurando uma garrafa de água com as pernas. “A dinâmica foi mais difícil do que eu pensava”, comentou o aspirante, Ribas, também dos Bombeiros. “Tive dificuldade com a coordenação. Além disso, achei bastante difícil passar os obstáculos”, contou.
Mãos mobilizadas para experimentar as dificuldades
    
Já o tenente PM Andriola, logo após finalizar a vivência instrumental, disse que percebeu “o quanto é complicado depender de outras pessoas para executar tarefas simples”, como a da dinâmica. Dividido em dois grupos e com as mãos mobilizadas, eles tiveram que enfileirar as peças de um dominó.
Para a tenente PM Elizabete, participar da dinâmica foi bastante interessante. “Para nós que temos o movimento das mãos, a dinâmica possibilitou perceber o grau de dificuldade em realizar simples atividades”. “A dinâmica tem o objetivo de fazer com que as pessoas percebam e valorizem os simples movimentos, como o da pinça [dedos]”, explica a assessora da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Denise.
“Por mais que tenha me esforçado, não consegui me fazer entender. Fiz o melhor que pude”, disse o 1º tenente Belache, sobre a dinâmica de não poder usar a voz para se comunicar, somente gestos. A Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) é a maneira mais utilizada pelos surdos para se comunicarem.
Experiência – Os 60 policiais militares e bombeiros que participaram do curso promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, que teve início na quarta-feira (25/04) com a palestra “Conhecendo e Aprendendo”, tiveram a oportunidade de participar das três vivências.
“Através da vivência as pessoas passam a compreender as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência”, destaca o secretário Irajá de Brito Vaz.
Conceitos a respeito das diversas dimensões da acessibilidade e suas características, como mobilidade, amputações, audição, visão, lesões musculares, paralisia cerebral e baixo funcionamento cerebral também foram repassados aos policiais militares.

Quase 50% das pessoas com deficiência querem ganhar entre R$ 1.501 e R$ 4.500

Dados são da pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções do mercado de trabalho”
Gladys Ferraz Magalhães

Neste ano, 49,2% das pessoas com deficiência têm pretensão salarial de R$ 1.501 a R$ 4.500, segundo revela a pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções do mercado de trabalho”, realizada pelo i.Social.
De acordo com o estudo, este percentual é maior do que o apurado no ano passado, quando 41,6% dos entrevistados tinham esta pretensão salarial.
No que diz respeito à escolaridade, a pesquisa também apurou aumento de um ano para outro, sendo que, entre os entrevistados, ela passou de 49% em 2011 para 53% este ano. Apesar disso, no levantamento atual, apurou-se que há menos inserção destes profissionais no mercado de trabalho.
“Atualmente, 38,5% dos pesquisados estão desempregados, enquanto que, no ano passado, eram 29,10% (…) Houve um importante decréscimo de PCDs [pessoas com deficiência] empregadas em cargos gerenciais (apenas 2% em 2012, contra 9% em 2011)”, diz a gerente de projetos da i.Social, Júlia Rosemberg.


Promoções
Ainda conforme o estudo da i.Social, três quartos dos entrevistados não receberam nenhuma promoção no último emprego, ainda que a maior parte deles esteja (ou ficou) há mais de um ano no atual emprego. Na opinião de Júlia, o fato denota que, “mesmo com um tempo relativo de emprego, essas pessoas não estão evoluindo dentro da empresa”.
Sobre as barreiras para a inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho, as mais citadas pelos entrevistados foram oportunidades ruins, foco exclusivo no cumprimento de cotas e poucas oportunidades.
Neste sentido, para melhorar as oportunidades, 31% dos pesquisados acreditam que deveria haver mais fiscalização da Lei de Cotas, ou seja, que a punição é o caminho mais eficaz para o cumprimento da legislação. Enquanto isso, 25% avaliaram que o aumento da porcentagem de pessoas com deficiência nas empresas seria uma saída e, 23% apontam o incentivo fiscal para as empresas contratantes.

Fonte: InfoMoney 04/05/2012 - Imagem Internet

Mesmo com doença que deforma o rosto, menina leva vida normal

Clara Beatty tem a síndrome de Treacher Collins, um problema genético.
Aos nove anos, ela precisa esperar até a adolescência para fazer cirurgia.
Da AP
Clara Beatty está com nove anos (Foto: AP Photo/Martha Irvine)
Uma americana de nove anos sofre desde que nasceu com uma doença que deforma o rosto e a torna dependente de um tubo para respirar. Só daqui a alguns anos, quando Clara Beatty for adolescente e seu crânio estiver mais desenvolvido, é que ela poderá fazer uma cirurgia para resolver o problema.
A síndrome de Treacher Collins, provocada por uma mutação genética, foi descoberta ainda no útero. Clara nasceria com olhos caídos, maçãs do rosto subdesenvolvidas e mandíbula muito pequena – que atrapalharia a respiração, criando a necessidade de um tubo acoplado ao pescoço. Ela também teria problemas de formação nos ouvidos e usaria aparelhos de audição a partir dos seis meses. Os pais, americanos, viviam na Bélgica na época. Lá, segundo eles, o mais comum nesses casos era o aborto. Mas Eric e Janet, que já tinham dois filhos, nem pensaram nisso. “Foi meio estranho em alguns momentos, com os médicos, alguns dos quais eu acho que realmente questionavam nossa opção de ter o bebê”, contou o pai.
Clara Beatty com os irmãos Gretchen e Henry e o cachorro da família (Foto: AP Photo/Martha Irvine)Clara Beatty com os irmãos Gretchen e Henry e o cachorro da família (Foto: AP Photo/Martha Irvine)
A família decidiu voltar para os Estados Unidos, onde teriam o apoio da família e de especialistas de um hospital de Chicago. Com essa ajuda, Clara leva uma vida quase normal.
“Quero ficar igual às outras crianças o máximo possível, para que as pessoas não fiquem me perguntando coisas, porque irrita”, disse a menina. Quando alguma pessoa a encara, estranhando, ela apenas sorri e diz “oi”.
Clara, que está no quarto ano, quer ser médica quando crescer. A escola faz parte do que sua mãe chama de “bolha de proteção”. Em casa, na escola e na igreja, a menina é conhecida e não é vista com diferença.
Dentro de alguns anos, quando fizer a cirurgia, Clara deve ficar livre do tubo de respiração. Seu rosto não será “normal”, mas provavelmente fará com que ela tenha mais facilidade para se misturar às outras pessoas.






Trapalhada leva à prisão rapaz com deficiência

Ele, que nunca saiu de São Gonçalo, foi levado no lugar de homônimo que matou no Maranhão.

Leonardo Oliveira da Silva recebe o carinho da mãe, 
Marilene Oliveira da Silva Roberto Moreyra / Extra
RIO - O estudante Leonardo Oliveira da Silva, de 19 anos, jamais deixou o Rio de Janeiro, sequer saiu de São Gonçalo, cidade onde nasceu. A primeira vez foi no último dia 27 de abril, quando um oficial de Justiça e dois policiais bateram na porta de sua casa, no bairro Porto Velho, o algemaram e levaram preso. Sozinho e com deficiência mental, Leonardo demorou a entender o que acontecia: ele era acusado do assassinato de Raimundo Nonato, em 2010, na cidade de Raposa, no Maranhão, a quase 3 mil quilômetros de distância do lugar onde vive. Mas o rapaz era um homônimo do verdadeiro acusado.
Leonardo foi levado para 73ª DP (Neves). Para aumentar a confusão, a mãe dele, a funcionária pública aposentada Marilene Oliveira da Silva, de 58 anos, também é homônima da mãe do acusado.
Apesar de dizer ter ficado sensibilizado com a situação de Leonardo, o delegado, Luiz Antonio Ferreira, afirmou que teve que mantê-lo na delegacia até que a situação fosse esclarecida. Após ficar preso por 32 horas, o rapaz foi liberado após a carta precatória que determinava a prisão ter sido suspensa. Leonardo contou que, na delegacia, ficou num cubículo com um pedaço de cimento que servia de banco. Ele dormiu no chão:
— Minha mãe me deu um lençol e eu forrei o chão.
Marilene teme que o filho tenha ficado traumatizado. Apesar da suspensão da medida, Leonardo ainda é acusado do crime no Maranhão e agora advogados reúnem provas para o processo ser extinto.

Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=34271- Imagem Internet

Recomeçar...

Adriana Lage comenta sobre os recomeços que a vida nos obriga a fazer.
Adriana Lage

Quantas vezes, no auge dos nossos momentos de crise, não recebemos como conselho a seguinte palavra: RECOMEÇAR! Fazendo uma rápida retrospectiva da minha vida até aqui, essa talvez seja uma das palavras que mais fizeram parte da minha trajetória. Recomeçar ao parar de andar com um ano e oito meses. Recomeçar aos 12 anos após me tornar cadeirante. Recomeçar ao descobrir as dores do amor. Recomeçar após perder pessoas queridas. Recomeçar após ver meus planos frustrados... Recomeçar após um preconceito que esfaqueia a alma... Recomeçar não é privilégio ou castigo para nenhuma classe em especial. Todos, querendo ou não, pelo menos uma vez na vida, precisam recomeçar. Sempre comento que uma das coisas que considero mais interessantes e sedutoras no ser humano é sua capacidade de adaptação. Por mais difícil e doloroso que possa ser, sempre com a ajuda de Deus e um cadinho de força de vontade, conseguimos sobreviver aos dias mais cinzentos. Prefiro pensar que após uma tempestade, seremos presenteados com um belo e colorido arco íris. O recomeço, para mim, está intimamente ligado à frustração. Não dizem que em time que está ganhando não se mexe? Pois bem, raramente, quando estamos satisfeitos, com nossas expectativas atendidas e felizes da vida, pensamos em mudanças. Em compensação, quando nos sentimos frustrados, é chegada a hora de mais um recomeço!
Acredito que o fato de possuir uma deficiência me leve a lidar com mais constância e intensidade com as frustrações e mudanças. Como não ficar frustrada vendo tantas injustiças e preconceitos no mundo? Como aceitar as coisas sem se acomodar? Quando saber a hora de agir e a de recuar? Ainda ajo muito por impulso. Já estou tratando disso com a ajuda de uma psicóloga. Resolvi me dar o direito de não ser forte o tempo todo. De ter meus dias de ‘mulherzinha’, chorar até soluçar e querer colo de mãe. Tem momentos em que a vida nos dá uma paulada tão forte que fica difícil resistir sem um ombro amigo ou alguém para nos dar um norte. Somos todos seres imperfeitos. Impossível passar pela vida sem que algo dê errado, sem que o coração seja dilacerado e esmagado entre os dedos, sem que rios de lágrimas sejam derramados, sem decepções, sem mágoas... Cabe a cada um de nós nos policiarmos para evitarmos essas coisas. Constantemente, oscilamos nos papéis de vítima e de algoz. Ultimamente, tenho procurado agir sempre seguindo as ordens do meu coração. Nem sempre o que ele determina é o “mais correto” na sociedade. Mas, deixei de saber e de me preocupar. Tudo é muito relativo nessa vida. O certo e o errado, o belo e o feio, o legal e o ilegal... Tudo varia. Depende de como olhamos a vida, dos nossos valores, criação, etc. Nada, nada mesmo, vale o preço de poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz... Sem perceber e sem querer, ganhei de presente a função de ser a ‘conselheira’ motivadora de amigos e familiares, assim como herdei o ônus de transmitir as notícias não tão agradáveis e tentar reparar algumas injustiças encontradas ao longo do caminho. O que tenho visto hoje, seja na família, com amigos ou anônimos, é a valorização da individualidade. Impressionante como a maioria das pessoas pensa apenas em si mesmas. Às vezes, custo a acreditar no que vejo ou escuto. Mas, mesmo assim, não desisto de lutar, de ajudar ao próximo, de me preocupar com o outro... Minha avó paterna sempre me fala sobre a Lei do Retorno. Acredito muito nela. Tudo o que fazemos nessa vida, volta! Como me disse, sabiamente, um pastor com quem conversei no final de semana, “A vida é justa. Por mais que as pessoas se arrependam, tudo volta! Para mim, para você, para o outro”. Tem uma frase que gosto muito e sempre me norteia em minhas ações que diz que a colheita é obrigatória, mas a plantação é opcional. Ou seja, não é porque as coisas não saíram da forma como eu gostaria, que vou me tornar uma pessoa má ou amarga.
Aproveitei os acontecimentos tensos e densos dos últimos meses para recomeçar novamente. Recomecei fazendo uma faxina. Eliminei tudo aquilo que não me servia mais (roupas amontoadas na gaveta sem uso, sapatos e mais sapatos que nunca viram a cor do chão, bolsas, cadeira de rodas, etc) e doei para quem necessitava. Mesmo no auge das minhas confusões sentimentais e estresse do trabalho, me doei aos amigos e familiares. Mudei de área no banco em busca de crescimento profissional e novos desafios. Depois, resolvi me desapegar de pessoas que não me fazem bem. Acho muito ruim isso, mas tem gente que não agrega nada de bom às nossas vidas. Dessas, só quero distância. É claro que, se precisarem de mim, não negarei ajuda e nem desejarei mal algum a eles. Apenas estou me afastando para não absorver seus problemas e ser obrigada a fazer média. E nessa leva, lá se foram falsos amigos, uma tia e uma prima. Não sou tão boazinha a ponto de querer ser lembrada apenas quando se precisa de algum favor ou de um consolo. Tenho um coração enorme. Estou sempre à disposição para ajudar no que for preciso. Sou mansa, mas quando tentam ou me fazem de boba, viro uma fera! Uma coisa que me acontece com uma frequência bem maior do que gostaria é o fato de algumas pessoas pensarem que, por ser cadeirante, tenho também algum retardo mental. Independente de cor, raça, opção sexual ou deficiência, todos merecem ser tratados com respeito e dignidade.
E assim vamos vivendo... Nesse turbilhão louco de emoções... Ora chorando de dor... Outrora chorando de tanto rir! Desapegando-nos do que não tem mais valor e agregando novos amigos, valores, sonhos e amores. Recomeçando sempre! Seja após a perda de um amor, uma decepção, uma doença, um trabalho, uma nova cidade... Que graça teria a vida se tudo já viesse certinho, caísse dos céus de mãos beijadas e não tivéssemos que correr atrás da realização dos nossos sonhos?! Cada recomeço nos traz a possibilidade de aprendizado, permitindo-nos corrigir os erros do passado e nos tornarmos pessoas mais humanas e melhores. Se Deus quiser, e ele há de querer, a vida ainda me reserva muitas surpresas e desafios. Quantos recomeços ainda virão? Pois que venham. O que a vida quer dá gente é coragem e atitude!


Fonte:Rede SACI Belo Horizonte-MG, 04/05/2012 - Imagem Internet

Perto de ser o 1º amputado em Olimpíada, Pistorius conta que era alvo de travessuras

Inspiração para pessoas com deficiência em todo o mundo, Pistorius contou em entrevista ao UOL Esporte sobre a exigência de não receber tratamento especial por sua condição, como descobriu seu talento no atletismo e a respeito das expectativas para a Olimpíada.

Aos 25 anos, o corredor Oscar Pistorius  já fez o que nenhum homem na história conseguiu: tornou-se o primeiro atleta amputado a competir contra pessoas “normais” em uma prova de Campeonato Mundial.
Mas o sul-africano quer mais. Ele busca ser o primeiro também a ir para uma Olimpíada. Para isso, disputou recentemente a última eliminatória de seu país para os Jogos de Londres.
Correndo a prova dos 400 m, Pistorius precisou marcar menos que 45s30. No mês passado, ele cravou 45s20, tempo que o credenciaria para os Jogos. A tarefa é complicada, mas nada que impeça um “competidor feroz”, como ele se definiu.
O sucesso nas pistas vem de um desejo que habita a cabeça do sul-africano desde os tempos de criança. Amputado desde os 11 meses de vida, Pistorius sempre fez questão de ser tratado igual ao demais.
Foi isso que fez, por exemplo, com que sofresse uma pegadinha no colegial, quando seus amigos esconderam suas próteses, colocaram fogo em seu colchão e o acordaram dizendo que o dormitório estava em chamas. “Apenas uma brincadeira”, diz ele.
Para ter condições de ir a Londres, Pistorius teve de superar as barreiras naturais de um atleta amputado e a resistência de quem falava que ele tinha certa vantagem sobre seus rivais por causa de suas próteses.
O corredor evita usar a palavra preconceito, mas fala que “há países no mundo que ainda não aceitam que há um grande número de pessoas com deficiência”. O caso chegou à Corte Arbitral do Esporte, que lhe deu permissão para competir com atletas olímpicos.
Inspiração para pessoas com deficiência em todo o mundo, Pistorius contou em entrevista ao UOL Esporte sobre a exigência de não receber tratamento especial por sua condição, como descobriu seu talento no atletismo e a respeito das expectativas para a Olimpíada.
UOL Esporte - O que você achou da decisão que seus pais tiveram que tomar quando você era um bebê, de amputar suas pernas?
Oscar Pistorius - Eu sei que a decisão que meus pais tomaram não foi fácil de tomar. Tenho muito respeito por eles por isso. Eu nunca fui tratado de forma diferente de meus irmãos e tive uma infância incrível.
UOL Esporte - Como foram sua infância e adolescência?
Pistorius - Tive um crescimento bom. Sempre me dei muito bem e fui muito competitivo com meu irmão e com minha irmã. Sempre estive ligado a esportes e fui uma criança ativa, cheia de energia. Joguei rúgbi e muitos outros esportes antes de entrar no atletismo.
UOL Esporte - Há uma história sobre terem escondido suas próteses e colocarem fogo em seu colchão. Como era o relacionamento com seus colegas?
Pistorius - Ah, foram travessuras no colegial. Nós pregávamos peças uns nos outros e isso significou que eles não me tratavam diferente de ninguém. Quando eu apareci no primeiro dia, falei para eles que não queria ser tratado de forma diferente, e eles respeitaram isso. Gostei muito da escola. Eu não era muito bom no lado acadêmico, mas havia muitos esportes disponíveis para os alunos praticarem e eu prosperei nisso.
UOL Esporte - Quando decidiu que correr era o que queria para sua vida?
Pistorius - Sofri uma lesão no rúgbi e parte da minha reabilitação foi correr em uma pista. Eu logo me dei conta de que era bem rápido e resolvi entrar no esporte. Sinto saudades do rúgbi, mas é no atletismo que meus talentos estão. Sempre fui ensinado a fazer as coisas com o melhor de minhas habilidades e, assim que comecei no atletismo, eu queria ser o melhor atleta eu pudesse.
UOL Esporte - Você pode ser o primeiro homem amputado a correr em uma Olimpíada. Qual a importância disso para a comunidade paraolímpica?
Pistorius - Não é garantido ainda, mas estou esperançoso. Sou muito honrado e privilegiado de estar na posição que estou. Sou um paraolímpico orgulhoso e, se isso motiva e inspira pessoas, então isso me orgulha. Não me vejo diferente de nenhum outro atleta por aí. Venho competindo com corredores normais por anos e todos nós nos conhecemos e temos muito respeito uns pelos outros.
UOL Esporte - Você imaginou um dia que se tornaria um atleta olímpico?
Pistorius - Sempre fui encorajado a ir atrás do que eu quisesse. Trabalho duro para ser o melhor atleta que posso. Você tem de ter sonhos e fé para chegar aonde você quer. E isso eu tenho bastante.
UOL Esporte - Você sofreu algum tipo de preconceito quando começou a competir contra corredores “normais”?
Pistorius - Todos têm opiniões. Tudo que eu quero é correr nos melhores torneios contra os melhores competidores. Eu mesmo sou um competidor feroz, e isso significa que eu saboreio um desafio e não fico satisfeito até atingir meus objetivos. Mas tenho um grande relacionamento com outros atletas.
UOL Esporte - Você acha que existe preconceito?
Pistorius - Eu acho que há países no mundo que ainda não aceitam que há um grande número de pessoas com deficiência. Não vejo isso como preconceito, mas é nossa responsabilidade educar as pessoas e dizer que o que importa são as habilidades que você tem, não focar em uma pequena deficiência.
UOL Esporte - O que você pensa quando as pessoas dizem que você tem algum tipo de vantagem sobre outros corredores por causa de suas próteses?
Pistorius - Já foi provado que eu não tenho nem um fio de vantagem sobre outros atletas. Venho competindo com as mesmas próteses desde 2004.
UOL Esporte - No Mundial-2011, você chegou às semifinais dos 400 m e participou das eliminatórias do revezamento 4 x 400 m. Até onde pode chegar em Londres?
Pistorius - A preparação está sendo boa. Foi um dia muito emocionante quando corri no Mundial em Daegu. A África do Sul irá mandar um time para o 4 x 400 m na Olimpíada deste ano e a perspectiva é muito boa.
UOL Esporte - Por que você foi excluído da final do revezamento 4 x 400 m em Daegu?
Pistorius - Eu realmente não sei. Foi uma decisão da equipe e foi decepcionante. Mas fiquei bem satisfeito pelo time com a medalha de prata.
UOL Esporte - Você está com 25 anos. Acha que ainda pode evoluir?
Pistorius - Quero continuar sendo o melhor atleta que posso. Tenho muitas metas para 2012, mas, além disso, se eu continuar melhorando não haverá nenhuma razão que me impeça de competir no Rio de Janeiro, em 2016. Eu apenas preciso me manter consistente e sem lesões.
UOL Esporte - E quais seus planos para depois que sua carreira terminar?
Pistorius - Tenho outras paixões, como meu projeto de minas terrestres [“The Sole Foundation”, de detecção, identificação e remoção de minas terrestres em solo africano e ajuda a pessoas atingidas] e espero encorajar as pessoas ao redor do mundo em todas etapas da vida a entrar no esporte.


Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br/

Cegos britânicos voltam a enxergar depois de implantes de sensores na retina



Raio-x mostra chip implantado na retina de um dos homens cegos. Eles recuperaram parcialmente a visão.
DA BBC BRASIL
                                                                     BBC
Dois britânicos completamente cegos tiveram a visão parcialmente recuperada após se submeterem a uma cirurgia que instalou chips eletrônicos instalados na parte de trás de suas retinas.
O processo permitiu que eles pudessem enxergar a luz e o contorno de algumas formas.
Os chips eletrônicos contêm pixels fotossensíveis que enviam sinais para o nervo ótico e, em seguida, para o cérebro.
Um dos que se submeteram à cirurgia pioneira foi o músico Robin Millar, que disse que agora é capaz de "sonhar em cores".


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1085490-cegos-britanicos-voltam-a-enxergar-depois-de-implantes-de-sensores-na-retina.shtml

Tratamento de fertilidade pode predispor bebês a malformações, diz estudo

UOL Notícias


Em Paris

Bebês concebidos a ajuda de tratamentos de fertilidade seriam mais propensos a nascer com sérias deficiências físicas, revelou um estudo australiano que será publicado neste sábado.
A concepção com base em tratamentos como indução da ovulação, fertilização in vitro (proveta) ou injeção de esperma diretamente no óvulo resultou em sérias deficiências em 8,3% dos casos estudados, afirmou a equipe de pesquisas.

A proporção correspondente em concepções espontâneas foi de 5,8%, uma diferença "muito" significativa, disse à AFP Michael Davies, da Universidade de Adelaide, principal autor do estudo que será publicado no New England Journal of Medicine.

"Algo que não se costuma falar numa clínica (de fertilidade), eu penso, é o risco de se ter um bebê anormal. E, portanto, isto reforça a necessidade de que o tema seja falado entre médicos e pacientes", acrescentou.
"Eles devem discutir os riscos na escolha do tratamento", emendou.

Davies, do Instituto de Fertilidade da Universidade de Robinson, disse que a pesquisa se concentrou em deficiências sérias, que requerem tratamento ou que são consideradas incapacitantes, como problemas cardíacos ou paralisia cerebral.

A pesquisa acompanhou 308.974 nascimentos registrados na Austrália entre janeiro de 1986 e dezembro de 2002, dos quais 6.163 resultaram de concepção assistida.

"Eu acredito que não há qualquer razão para que não fosse aplicável à maioria das clínicas ao redor do mundo", disse Davies, que pediu a realização de mais estudos.

Mais de 3,7 milhões de bebês nascem todo ano como resultado de tratamentos de fertilidade.

A pesquisa, que cientistas dizem ter sido a mais abrangente do tipo já feita, descobriu que nem todos os tratamentos são igualmente arriscados.

Injeção
Os cientistas observaram deficiências em 7,2% das crianças nascidas de fertilização in vitro (FIV) e 9,9% daquelas nascidas após a técnica conhecida como Icsi (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), que consiste em injetar o espermatozoide diretamente no óvulo.

No caso da fertilização in vitro, o percentual caiu significativamente quando levados em consideração fatores como idade dos pais, tabagismo e outros fatores, mas no caso da Icsi, continuou alto.

Davies disse que há algumas teorias que explicam por que a injeção seria mais arriscada, possivelmente devido a espermatozoide danificado ou danos causados pela manipulação do espermatozoide no laboratório. No caso da fertilização in vitro, o espermatozoide entra no óvulo por iniciativa própria.

"Há fatores associados à Icsi que exigem mais pesquisas", destacou.

Os pesquisadores também descobriram que os riscos triplicaram em mulheres que fizeram uso de citrato de clomifeno, um medicamento utilizado para induzir a ovulação.

"Embora fosse restrito a um pequeno grupo do nosso estudo, este fator é particularmente preocupante porque o citrato de clomifeno está amplamente disponível a um preço acessível", explicou Davies.


Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/05/04/tratamento-de-fertilidade-pode-predispor-bebes-a-malformacoes-diz-estudo.jhtm#rmcl

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mãe acusa hospital de retirar órgãos de bebê em São Paulo

Por SBT Online


Uma família da cidade de Rancharia (SP) registrou duas ocorrências policiais contra o hospital Dante Pazzanese, em São Paulo. A mãe da criança suspeita dos motivos da morte do filho, após ele ter sofrido uma parada cardíaca, e conta que o médico que a atendeu disse que a causa da morte era indeterminada, pois a criança ficou sem os órgãos. 



Click aqui para assistir o vídeo sobre a matéria: http://noticias.uol.com.br/videos/assistir.htm?video=mae-acusa-hospital-de-retirar-orgaos-de-bebe-em-sao-paulo-04020E9A336ACCB92326


Fonte: http://noticias.uol.com.br

Fraturas e "ossos de vidro" em crianças devem receber tratamento especial

Normalmente, as crianças não costumam se poupar nas brincadeiras e atividades das quais participam. E dessa forma, até por elas serem frágeis, os riscos de lesões aumentam.
Quando acontecem as fraturas, é necessário que especialistas da área acompanhem de perto.


Miguel Akkari, chefe do departamento de ortopedia pediátrica da Santa Casa de São Paulo, explica: "Os ossos longos, tais como coxas, pernas, braços e antebraços, são os mais comuns de serem fraturados devido à localização no organismo.


Durante o tratamento buscamos alinhar totalmente os fragmentos para que depois de curada, a lesão não tenha a aparência torta. Quanto menor a criança, maior o potencial de remodelação, uma vez que elas estão em pleno desenvolvimento ósseo e corporal".


Porém, se a criança apresentar um quadro de seguidas lesões, a preocupação deve ser maior. A síndrome conhecida como "ossos de vidro" (osteogenesis imperfecta) é hereditária e causada por deficiência na produção de colágeno, a matriz óssea.


"A maioria dos pacientes são identificados tardiamente, pois a criança que quebra os ossos do corpo com frequência acaba sendo vista pelos pais como agitada e levada. Assim, eles podem não perceber que estão diante de um problema mais sério", diz Akkari.


A doença provoca fragilidade nos ossos e ocorre em um bebê entre cada 25 a 30 mil nascidos. Em suas piores manifestações, a criança sofre fraturas ainda no útero da mãe, por causa das contrações e pode não sobreviver ao parto.


Os portadores podem sofrer diversas fraturas ao longo da vida e mesmo o encurvamento dos ossos, principalmente de membros como braços e pernas.


Fonte:http://filhosdecristal.blogspot.com.br/

A expectativa das paraolimpíadas 2012

AF Medical
Com as paraolimpíadas chegando, os nervos dos atletas começam a ficar a flor da pele, pois quem não quer ganhar pelo menos uma medalha para levar pra casa?


Entre os dias 29/08 à 09/09 do ano de 2012 vão começar o 14º jogos olímpicos de verão. Que será realidade em Londres, com abertura na cidade Grã Bretanha, se estendendo as outras cidades que ainda não estão definidas.
O maior evento esportivo do mundo envolve os esportes: atletismo, basquetebol, bocha, ciclismo, esgrima, futebol de 5, futebol de 7, goalball, hipismo, judô, levantamento de peso, natação, remo, rugby, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro com arco, vela e voleibol.


Com todos esses esportes que vão ter nos campeonatos das paraolimpíadas, competidores deficientes físicos terão sua participação nos jogos que será realizado em agosto.


Muitos dos participantes portadores de deficiência são: pessoas com deficiência mental, mobilidade, amputações, cegueira, paralisia mental entre outras.


Assim, com a grande espera pelos jogos paraolímpicos, vamos aos preparos para as grandes emoções, tristezas e alegria, pois sempre torcemos pelo nosso país.


Fonte: http://afmedical.blogspot.com.br

Jogo dos 7 erros – vaga reservada

Maria Alice Furrer




1. Presença de sinalização horizontal (no chão), representada pelo Símbolo Internacional de Acessibilidade. A grafia do símbolo está correta, mas sua localização está muito avançada. Para estar correto, o símbolo deveria estar mais próximo da entrada da vaga, facilitando sua identificação;


2. Ausência de sinalização vertical (placa), dificultando a localização da vaga por quem está mais distante do local;


3. Não há espaço adicional de circulação. A faixa branca ilustrada na foto (à esquerda da vaga) é a demarcação da entrada do restaurante;


4. A vaga está sobre a calçada, a qual possui uma inclinação transversal considerável, o que dificulta entrar e sair do veículo;


5. O revestimento do piso da vaga é inadequado, já que causa trepidação;


6. Como há fluxo de pedestres no local onde estão as vagas, deveria existir sinalização tátil de alerta para a segurança dos deficientes visuais;


7. Este poste está justamente na entrada da vaga, dificultando o acesso à mesma. Por isso, o carro branco teve de estacionar fora da vaga para que um cadeirante conseguisse descer. Além disso, este poste e a vaga sobre a calçada estreitam a faixa livre de pedestres.


Fonte: http://www.acessibilidadenapratica.com.br

Paratletas denunciam motorista por ignorar deficientes físicos em Manaus

Paratletas tentaram três vezes, mas não conseguiram entrar no coletivo. Segundo a dupla, o motorista não parou de propósito.
da Redação

Dois paratletas afirmam terem sido ignorados por um motorista de ônibus, na tarde desta quarta-feira (2), em Manaus. Helen Silva e Goutier Rodrigues, ambos mesatenistas com necessidades especiais, não conseguiram usar o transporte coletivo quando saíram do treino, na Vila Olímpica de Manaus, bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste da capital.
“Nós fizemos a parada, para o ônibus da linha 678 (com destino ao bairro Ponta negra), e mesmo com o sinal fechado ele não abriu a porta”, disse Goutier. O coletivo é da linha 678 e é adaptado para cadeirantes.
Na tentativa de utilizar o transporte público, eles acionaram um táxi e conseguiram ultrapassaram o veículo. Eles relataram que tentaram entrar do ônibus pela segunda vez, mais motorista se recusou a abriu a porta, segundo eles.
Goutier e Helen ainda insistiram em uma terceira tentativa. “Pegamos outro coletivo, o 120, paramos numa parada mais a frente e resolvemos filmar o motorista nos barrando”. As imagens feitas pela dupla mostram o veículo diminuindo a velocidade e passando direto. “Ele nos reconheceu, deu até um sorrisinho irônico, e não parou mais uma vez”, afirmou a mesatenista.
Os paratletas registraram queixa na delegacia e vão entrar com uma ação judicial contra a empresa de ônibus. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que só pode se pronunciar depois que avaliar as imagens.


Fonte: G1 - Manaus-AM, 03/05/2012

Deficientes que não podem dirigir terão isenção de ICMS em carro

FELIPE OLIVEIRA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.

Pessoas com deficiência e que não podem dirigir terão isenção do ICMS na compra de veículos em 2013. A decisão é de convênio firmado pelo Confaz publicado no mês passado.

Hoje, a isenção já é concedida a pessoas que, apesar de alguma deficiência, podem dirigir com adaptações no carro. A decisão inclui agora pessoas com deficiência intelectual, visual, física e autistas.

O carro pode ser comprado pela própria pessoa ou por seu representante legal. Para dirigir, poderão ser indicados até três condutores autorizados, sendo possível a troca destes, desde que seja feito um pedido ao órgão competente.

O valor do carro, somados os impostos, não pode superar R$ 70 mil. Se for revendido em até dois anos para alguém que não tem o direito ao benefício, os impostos deverão ser pagos.

Acessibilidade, DIREITO (in)acessível

Texto do Prof. Dr. Wiliam Machado, pesquisador da Qualidade de Vida e Saúde de Idosos e Pessoas com Deficiência.
da Redação

A cada dia que vejo nos noticiários dos jornais e demais mídias, matérias que denunciam a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida nas cidades brasileiras, mais fico certo de que iniciativas para eliminar essa questão tão presente nos discursos das elites dominantes da classe política se perpetuam na conivência dos próprios gabinetes, talvez por receio de implementar medidas que possam comprometer seus anseios eleitorais. Isso mesmo, uma desfaçatez que se caracteriza pelo total bloqueio da coerência entre discurso e prática política, ainda que se trate de medidas fundamentalmente legais.


Fico envergonhado ao ver que as pessoas ainda enfrentem dificuldades de circular com autonomia nas calçadas da Cidade do Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa, mas com calçadas verdadeiramente caóticas, armadilhas a espera da próxima vítima, seja por seus inúmeros buracos, desníveis, degraus, seja pela presença de postes, desvios, bugigangas, anteparos de toda sorte. Isso as vésperas de dois grandes eventos internacionais que atraem atenção do mundo para nossas belezas naturais, para o emblemático crescimento da nossa economia em tempos sombrios para tantos países do chamado mundo desenvolvido. Da mesma forma, estejamos certos, inseguros quanto ao que poderão encontrar aqui, no Atlântico Sul.


O péssimo estado de conservação das calçadas e a degradação em termos de mobilidade urbana não é exclusividade das grandes regiões metropolitanas do Brasil. Pode ser constatado nos mais de 5 mil municípios brasileiros, em maior ou menor proporção, mas, sempre evidente. Assim como é regra a falta de oportunidade nos mais diversos setores da sociedade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.


Constrangedora mesmo é a situação enfrentada por cadeirantes que dependem do transporte público e são insultados por motoristas, cobradores e demais usuários do sistema, pelo fato de o equipamento não funcionar no embarque e desembarque, acabando culpados pelo eventual atraso dos demais em seus compromissos. Manifestação do que há de pior em cada ser humano, intolerância, insensibilidade e falta de empatia. Como se não tivéssemos direito de cidadania. De viver em plenitude.


Olha que fomos signatários e aqui até existe Decreto Presidencial que ratifica a Convenção das Nações Unidas sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. Direito de ir e vir teoricamente assegurado por dispositivo legal com valor de Emenda Constitucional, que emperra na inoperância da mentalidade politiqueira tupiniquim, das maquiagens e arranjos políticos, enquanto milhões de brasileiros amargam vivências no transporte coletivo inacessível, perdem anos em escolas excludentes, não ocupam vagas de trabalho por exclusiva falta de qualificação e escolaridade, não recebem atendimento digno nos serviços de saúde, não desfrutam dos mesmos direitos dos demais em atividades esportivas, de lazer e cultura. Tudo isso por absoluta falta de políticas públicas claras, objetivas, responsáveis, comprometidas com a diversidade da condição humana.


Afinal, o que foi feito dos compromissos protocolares? Onde se aplicam as disposições legais? Até onde se pode suportar tanto desrespeito? Como milhões de atentos cidadãos e cidadãs nesse país, podemos mudar o rumo dessa história. Vamos começar? Como disse o poeta, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".


Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=34251 - Imagem Internet

ÚLTIMO CENSO DO IBGE REVELA 45,6 MILHÕES DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO PAÍS

Entenda os critérios adotados para o levantamento desse dado.

                  Pessoas com deficiência no Brasil somam 45 milhões. Estudantes participam das Paraolimpíadas Escolares 2011
No dia 16 de Novembro de 2011, o IBGE divulgou os primeiros resultados do Censo Demográfico de 2010 relativos aos temas pesquisados no inquérito da amostra: deficiência, nacionalidade, estado conjugal e maternidade precoce, dentre outros. As tabelas que compõem esta primeira etapa da divulgação apresentam resultados que dizem respeito às características de migração, nupcialidade, fecundidade, educação, trabalho e deficiência. Como afirma o IBGE:
“Cabe esclarecer que os dados utilizados para gerar os resultados que compõem esta divulgação são preliminares, pois ainda não foram submetidos a todos os processos de crítica inerentes ao Censo Demográfico 2010. No entanto, como existe uma grande demanda por essas informações, o IBGE está divulgando um conjunto de dados para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação” (Notas Técnicas, Resultados Preliminares da Amostra, IBGE, 2011).
Censo do IBGE 2010: 45 milhões de brasileiros com deficiência
Mesmo com esta ressalva, para a variável deficiência, os números globais para o Brasil e os Estados podem ser considerados como praticamente consolidados, ficando para divulgação posterior o detalhamento das informações (sexo, gênero, faixa etária e outros), além dos indicadores dos municípios.
Antes de apresentar os dados, é preciso conhecer os critérios e definições que foram utilizados para pesquisa, conforme o quadro abaixo:
DEFICIÊNCIA 
Foi pesquisada a existência dos seguintes tipos de deficiência permanente: visual, auditiva e motora, de acordo com o seu grau de severidade, e, também, mental ou intelectual.
Deficiência visual
Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de enxergar (avaliada com o uso de óculos ou lentes de contato, no caso de a pessoa utilizá-los), de acordo com a seguinte classificação:
- Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz de enxergar;
- Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato;
- Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato; ou - Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de enxergar, ainda que precisando usar óculos ou lentes de contato.
Deficiência auditiva
Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de ouvir (avaliada com o uso de aparelho auditivo, no caso de a pessoa utilizá-lo), de acordo com a seguinte classificação:
- Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz de ouvir;
- Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo;
- Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo; ou
- Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de ouvir, ainda que precisando usar aparelho auditivo.
Deficiência motora
Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas (avaliada com o uso de prótese, bengala ou aparelho auxiliar, no caso de a pessoa utilizá-lo), de acordo com a seguinte classificação:
- Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz, por deficiência motora, de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa;
- Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar;
- Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar; ou
- Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que precisando usar prótese, bengala ou aparelho auxiliar.
Deficiência mental ou intelectual
Foi pesquisado se a pessoa tinha alguma deficiência mental ou intelectual permanente que limitasse as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar etc. A deficiência mental é o retardo no desenvolvimento intelectual e é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem em se comunicar com outros, de cuidar de si mesma, de fazer atividades domésticas, de aprender, trabalhar, brincar etc. Em geral, a deficiência mental ocorre na infância ou até os 18 anos. Não se considerou como deficiência mental as perturbações ou doenças mentais como autismo, neurose e esquizofrenia.
Fonte: Notas Técnicas, Resultados Preliminares da Amostra, IBGE, 2011
Definidos esses critérios, os seguintes resultados foram apurados para o Brasil:
BRASIL – CENSO 2010

População total: 190.755.799 (100,0%)
Pelo menos uma das deficiências investigadas*: 45.623.910 (23,9%)
Nenhuma dessas deficiências: 145.084.578 (76,1%)
*As pessoas incluídas em mais de um tipo de deficiência foram contadas apenas uma vez.

Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 – Resultados Preliminares da Amostra
Em relação ao último Censo Demográfico, realizado em 2000, há um expressivo crescimento no número de pessoas que declarou algum tipo de deficiência ou incapacidade. Naquela ocasião, 24.600.256 pessoas, ou 14,5% da população total, assinalaram algum tipo de deficiência ou incapacidade (em texto posterior, abordaremos as mudanças ocorridas entre os questionários de 2000 e 2010.
Em síntese, pode-se dizer que, em 2010, houve uma simplificação no inquérito de maneira a apurar diretamente os níveis de incapacidade e a deficiência intelectual. Mesmo com essas mudanças, os dados podem ser comparados em vários aspectos.

A seguir apresentam-se os resultados por tipo e grau de severidade das deficiências:

BRASIL - PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM 2010
Deficiência Visual – 35.791.488
Não consegue de modo algum – 528.624 
Grande dificuldade – 6.056.684
Alguma dificuldade – 29.206.180
Deficiência Auditiva – 9.722.163
Não consegue de modo algum – 347.481
Grande dificuldade – 1.799.885
Alguma dificuldade – 7.574.797
Deficiência Motora – 13.273.969
Não consegue de modo algum – 740.456
Grande dificuldade – 3.701.790
Alguma dificuldade – 8.831.723
Deficiência Mental/Intelectual – 2.617.025

Fonte: Censo Demográfico 2010 – Resultados Preliminares da Amostra
Referência: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/
http://deficientefisico.com/resultados-do-censo-2010-feito-pelo-ibge-sobre-pessoas-com-deficiencia