sábado, 19 de maio de 2012

Moradores de ilha grega fingiam ser cegos para ganhar benefícios

Apenas 20, dos 700 que se declaravam cegos, são deficientes de fato. O oftalmologista que assinava os laudos fraudulentos para a Previdência foi afastado do cargo e será indiciado, junto com os falsos cegos.
Marcos Losekann - Londres

Fora do Brasil, quando se fala de problemas na economia, o primeiro país que a gente lembra, hoje em dia, é a Grécia. Todo mundo acompanha a dificuldade dos gregos para conseguir dinheiro que pague o que eles devem.                                                            Uma crise profunda como essa que assola a Grécia nunca é resultado de um problema só, mas, na raiz de tudo, está o fato de que o governo gastou muito mais dinheiro do que arrecadou e, muitas vezes, sem controle nenhum desse gasto.                                                                                                                               A ilha de Zakynthos, no Mar Mediterrâneo, era mais do que um paraíso turístico. De acordo com o Ministério da Previdência da Grécia, lá ficava a maior concentração de cegos do mundo: 700 pessoas, 2% dos ilhéus. Todos vivendo de benefícios que chegavam ao equivalente a R$ 7.200 por mês. O que ninguém enxergava era a fraude cometida pela maioria dos pensionistas. Quem finalmente viu que tinha algo errado por trás de tantos óculos escuros foi o novo prefeito da ilha, Stelios Bozikis.                                                                                        ''Ao investigar os supostos cegos, descobri fazendeiros, donos de lojas e restaurantes, taxistas e até caçadores. Logo eles que precisam ter olhos bem aguçados para fazer boa pontaria”, afirma.                                                                                                                                                           Pelas contas do prefeito, há décadas a Previdência gastava o equivalente a R$ 5 milhões por ano com cegos de araque.                                                                                                                     Uma moça, que já nasceu cega, diz que a fraude é uma vergonha para Grécia, que vem enfrentando tantas dificuldades financeiras.                                                                                  Apenas 20, dos 700 que se declaravam cegos, são deficientes de fato. Todos estão sendo recadastrados, depois de passarem por novos exames. O oftalmologista que assinava os laudos fraudulentos para a Previdência foi afastado do cargo e será indiciado, junto com os falsos cegos. Se forem condenados, podem passar até 10 anos atrás das grades vendo o sol nascer quadrado.

Cirurgia inédita restaura função da mão de paciente tetraplégico nos EUA

Caro leitor, A matéria abaixo foi extraída da Revista Veja.
Da RedaçãoPaciente movimenta a mão após cirurgia inovadora que restaurou as funções do membro
Paciente movimenta a mão após cirurgia inovadora que restaurou as funções do membro
Meses após a cirurgia, paciente tetraplégico de 71 anos recuperou movimento das mãos e já pode se alimentar sozinho e escrever com ajuda
Pela primeira vez, médicos dos Estados Unidos usaram um novo tipo de cirurgia, denominada transferência nervosa, para restaurar a função da mão de um paciente que sofreu paralisia devido a uma lesão na coluna vertebral cervical (veja gráfico abaixo). O procedimento foi publicado nesta terça-feira na revista científica Journal of Neurosurgery.
Imagem sobre a transferência de nervo
A cirurgia foi realizada na parte superior dos braços do paciente, onde se encontram os nervos responsáveis por dobrar o cotovelo. Nesta região, nervos que funcionavam e que já não funcionavam (por causa da lesão) correm em paralelo. Assim, é possível fazer uma “ponte” entre eles. No procedimento, o nervo que controla o movimento de compressão dos dedos polegar e indicador, que não estava funcionando, foi ligado a outro nervo ainda em funcionamento e responsável por dobrar o cotovelo.
Após meses de fisioterapia intensiva, o paciente de 71 anos, paralisado da cintura para baixo e sem o uso das mãos, pôde se alimentar sozinho e escrever com alguma ajuda. “Esta não é uma cirurgia particularmente cara ou complexa demais”, diz Susan Mackinnon, da Universidade de Washington e coordenadora da pesquisa. “Não é um transplante de mão ou de face, por exemplo. É algo que gostaríamos que outros cirurgiões no país fizessem”, diz.
Caso específico — A lesão do paciente estava no osso mais baixo do pescoço, conhecido como vértebra C7. Pacientes com lesões nas vértebras C7 e C6 não têm função da mão e são considerados tetraplégicos, embora costumem movimentar ombros, cotovelos e pulsos, já que esses nervos chegam à medula espinhal por cima do local da lesão.
Para as pessoas que se machucaram mais acima, ao longo do pescoço, da vértebra C5 até a C1, uma cirurgia assim provavelmente não serviria para restaurar a função da mão e do braço. “Esse procedimento é incomum para tratar a tetraplegia porque não tentamos atuar na medula espinhal, onde está a lesão”, diz Ida Fox, cirurgiã da Universidade de Washington. “Ao contrário, vamos aonde sabemos que as coisas funcionam, neste caso, o cotovelo, para poder pegar emprestados ali os nervos e redirecioná-los para dar função à mão.”
Recuperação — O progresso do paciente animou os cirurgiões, embora a operação tenha sido feita dois anos após o acidente. Ainda assim, foram necessários oito meses de tratamento depois da cirurgia para que o paciente pudesse movimentar os dedos polegar, indicador e médio da mão esquerda. Dois meses depois, ele conseguiu mover também a mão direita.
Segundo Lewis Lane, chefe de cirurgia de mãos no Hospital Universitário North Shore em Nova York, esse caso traz esperanças. “Algo raro é o fato de o paciente ter 71 anos. Os nervos das pessoas idosas costumam ter menor potencial regenerativo”, diz Lane, que não participou da pesquisa.
Cirurgia na mão

ONU reconhece e celebra o dia mundial da síndrome de Down e estimula novas políticas sociais para pessoas com a deficiência



Dia Mundial da Pessoa com Síndrome de Down vai muito além do que uma simples data para se comemorar. Significa reconhecimento e aproximação da sociedade para essa parcela que merece respeito e valorização. Agora é celebrado em 193 países, após a aprovação de uma moção apresentada pelo Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), em 21 de março de 2012.

Fotos Marques - Agência Câmara / Luiz Alves - Agên
Hoje existem 300 mil pessoas com síndrome de Down no Brasil
Instituições e órgãos governamentais realizaram eventos que enaltecem os direitos das pessoas com Down. A ONU, em Nova York, celebrou com a conferência Construindo o nosso futuro. O Brasil foi representado por alunos da associação Carpe Diem. No evento, a instituição lançou o livro Mude seu falar que eu mudo meu ouvir, um guia de acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência intelectual.

De acordo com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, por muito tempo elas foram deixadas à margem da sociedade e tiveram negados direitos perante a lei, como o voto. Além de serem impedidas, por preconceito, de frequentar escolas regulares. 

Em declaração, afirma que “pesquisas mostram que a diversidade na sala de aula leva ao aprendizado que beneficia a todos”.
Um novo tratamento 
O Governo Federal lançou no dia da comemoração, o Manual de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down. 

O intuito é esclarecer dúvidas e colocar à disposição do público informações detalhadas sobre como proceder quanto ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com deficiência. O texto da cartilha foi elaborado com o apoio do Sistema Único de Saúde (SUS), que forneceu dados sobre o atendimento e a qualificação de profissionais, além de sugestões que a população enviou a um endereço virtual que o Ministério da Saúde concedeu para a correspondência.
“Diversidade na sala de aula leva ao aprendizado que beneficia a todos” (Ban Ki-moon)

Fotos Marques - Agência Câmara / Luiz Alves - Agên
Servidores da Câmara acompanham a sessão

Essa ação está dentro do Plano Nacional da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. 

O programa viabilizará quase R$ 2 bilhões divididos pelos Ministérios, para executar programas específicos para essa parcela da população e deverá alcançar a plenitude até 2014.

O IBGE divulgou no último censo que há 300 mil brasileiros com síndrome de Down. Diante desse fato, está em andamento na Câmara dos Deputados o Protocolo de Saúde para a síndrome de Down, cuja finalidade é estabelecer procedimentos padronizados para o atendimento na rede de saúde.

Celebrar
No Brasil ocorreram eventos e festas comemorativas. Em São Paulo foi realizado o II Seminário em Comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, na Câmara Municipal. Na oportunidade, foram discutidas as políticas públicas que devem ser ampliadas.
Segundo o vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP), o objetivo é ampliar os programas no esporte e na cultura. Essa expectativa é compartilhada com o secretário municipal da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, Marcos Belizário, que acrescenta que os programas devem alcançar a periferia da cidade.

Enquanto na Câmara dos Deputados foi realizada, por iniciativa do deputado Romário e o senador Lindbergh Farias, uma sessão solene para homenagear o dia. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República esteve presente. O deputado Romário (PSB-RJ) fez a abertura e exaltou que o preconceito dever ser algo do passado. Pai da pequena Ivy Bittencourt, que tem síndrome de Down, disse em entrevista que o objetivo maior é conscientizar a sociedade em relação ao o que é a doença e promover conhecimentos.

Fotos Marques - Agência Câmara / Luiz Alves - Agên
Estudantes da Adid esbanjam charme no desfile
A deputada Érica Kokay (PT-DF) ressaltou o aumento de pessoas com síndrome de Down nas universidades. Ela afirma que hoje há 18 pessoas em cursos superiores. Fábio Meirelles, da coordenação geral do sistema de informações da pessoa com deficiência, que estava representando a Secretaria de Direitos, destacou a necessidade do Estado e da iniciativa privada trabalharem para promover a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho.
Luiz Lindbergh Farias Filho (PT-RJ), pai de Beatriz, de apenas 2 anos e que tem a síndrome, lançou, no evento, o portal Movimento Down (www.movimentodown.org.br), que pretende ser referência no assunto. Ele declarou que após o nascimento de sua filha, não encontrou nenhum site que pudesse ter informações precisas e trocas de experiência com as famílias. Por isso, o intuito do Movimento Down é dar esse apoio aos pais.

Ainda no ambiente parlamentar, o Senado recebeu a exposição Pintou a Síndrome do Respeito, no Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima e no Senado Galeria. As 38 obras produzidas pelos alunos das Oficinas de Arte do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural ficaram exposta em um espaço que tem a frequência de três mil pessoas diariamente.

A Associação para o Desenvolvimento Integral do Down – ADID, em comemoração à data, fez um chá beneficente, que teve como principal atração o desfile dos alunos com Down. “O DiaInternacional significa para nós uma vitória, pois a sociedade passa a olhar para essas pessoas e abrir portas para estudos que venham promover qualidade de vida”, diz Marivone Zanzini, diretora-presidente da ADID.

O evento foi organizado por Eliana Maria de Almeida, mãe de um jovem com Down. Ela comenta que a data representa o respeita conquistado após anos de luta e trabalho, além de trilhar o caminho para autonomia. “Os nossos filhos podem ser os protagonistas de suas vidas e ter um dia especial a eles dará forças para que novos projetos sejam colocados em prática”.

Fonte: Revista Sentidos

Tudo o que você precisa saber sobre: Devotee.

Devotee: Atração por Pessoas com Deficiência - Conheça os Preconceitos e Mitos.

A matéria é extensa mais completa e esclarecedora, vale muito a pena acompanhar cada paragrafo.

Em julho de 1999, durante uma conversa na sala de bate-papo de um site destinado a pessoas com deficiência, fui informada sobre a existência de homens que se sentiam sexualmente atraídos por mulheres desse grupo de pessoas. Fiquei sabendo, então, que esses homens frequentavam as salas de bate-papo e os murais de recados dos sites destinados a essas pessoas para fazer contato.
Com a descoberta de que existiam sites, contendo fotos e vídeos de mulheres com deficiência, como se fossem uma espécie de Playboy virtual, especificamente destinada a esses homens, senti como se estivesse descobrindo as peças faltantes de um quebra-cabeças que, há algum tempo, eu tentava montar, pois ao longo de minha vida, enquanto pessoa deficiente e militante do movimento em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, já havia me deparado com alguns homens que apareciam ter uma preferência sexual acentuada por nós.
Porém, até então, julgava esses casos como manifestações isoladas, sem interesse. Com a descoberta desse universo paralelo, regido por leis desconhecidas, esses "casos isolados" se revestiram de importância pois, obviamente, eram parte de um evento muito mais sofisticado do que eu imaginava.
Descobri, a partir de minhas pesquisas, que além de não se tratar de "casos isolados", havia toda uma terminologia que definia o fenômeno e suas características. Existem os devotees que são pessoas (homens ou mulheres, hetero ou homossexuais) que se sentem sexualmente atraídas por pessoas com deficiência. Há também os pretenders que são pessoas que, além de serem devotees, sentem-se sexualmente estimuladas quando fingem ser deficientes, utilizando, em público ou privadamente, equipamentos como cadeira de rodas, muletas, bengalas, aparelhos ortopédicos. Além disso, existem os wannabes, que são devotees que desejam tornar-se, de fato, pessoas deficientes.
Embora tenha ganho visibilidade a partir do advento da Internet, segundo artigo do Dr. Richard L. Bruno, do Instituto de Pós-pólio do Hospital de Englewood, de Nova Jersey, EUA, a literatura médica relata casos de devotees desde 1800 e casos de wannabes são documentados a partir de 1882, "sem que, no entanto, suas causas tenham sido devidamente esclarecidas".
Tomando por fontes diversos devotees, com os quais mantenho contato virtual, fiquei sabendo que em outros países como, por exemplo, Estados Unidos e Inglaterra, há alguns anos, esse assunto tem sido objeto de estudo e discussão, não apenas entre os profissionais da área médica, mas também entre as pessoas com deficiência e suas organizações representativas.
Até onde pude descobrir, não existem estudos sobre o devoteísmo no Brasil. Este assunto nunca foi objeto de discussão por parte das instituições prestadoras de serviço, nem pelas organizações de pessoas com deficiência, permanecendo, até agora, desconhecido, embora sejam óbvias suas implicações para esse segmento da sociedade.
Para modificar esta realidade, concluí que era necessário iniciar uma investigação para saber mais sobre o assunto. Este trabalho contém, pois, algumas reflexões pessoais, troca de idéias com outras pessoas com deficiência e com devotees, além do resultado parcial de um questionário respondido (via internet) por devotees ).
A partir da troca de experiências com outras pessoas com deficiência, percebi que, geralmente, a descoberta do devoteísmo é seguida por cinco fases distintas. Primeiro, a incredulidade: "Não é possível. Isto não existe." Depois, vem o medo do desconhecido: "O que é isso? O que significa? Deve ser perigoso". Em seguida, a perplexidade: "Então é isto o que me resta? Todas as pessoas que já se interessaram ou vão se interessar sexualmente por mim foram ou são devotees?" Posteriormente, é a vez da raiva: "Como eles se atrevem a sentir tesão por uma condição que, em algum momento da vida das pessoas deficientes, representou, representa ou representará perda, dano, dor, sofrimento, discriminação, exclusão?" Por fim, advém a fase da aceitação/fascinação: "Isto existe. É inusitado e muito interessante! Preciso saber mais a respeito".
É claro que nem todas as pessoas, deficientes ou não, passam por todas essas fases e, quando passam, não é necessário que seja nessa ordem.
A partir do contato virtual com os devotees, percebi que a descoberta de seus sentimentos e desejos em relação às pessoas com deficiência, geralmente, se dá na infância e adolescência, e que a convivência com essa descoberta, quase sempre, é acompanhada pela angústia causada pelo isolamento decorrente do enorme segredo que elas carregam. Os devotees com quem tenho mantido correspondência são unânimes em relatar a sensação de que - até que a Internet viesse resgatá-los desse lugar isolado - consideravam-se os únicos no mundo a terem esses sentimentos. Além disso, a proteção oferecida pelo anonimato próprio à Internet, propiciou a essas pessoas a oportunidade de trocar experiências e informações com outros devotees e travar contato com pessoas com deficiência, experiências totalmente inéditas para muitas delas.
Pouco a pouco, à medida que fui tomando contato com os relatos povoados por sentimentos de culpa, vergonha e medo, pude perceber pessoas tridimensionais, nas quais, anteriormente, tinha identificado apenas tarados dignos de internação. Evidentemente, nem todos são iguais. Os próprios devotees se referem àqueles que, em sua ânsia de realizar suas fantasias sexuais, não medem as consequências de seus atos e suas palavras e podem causar danos emocionais em pessoas com deficiência que, por desconhecimento, pensam estar obtendo uma coisa quando, na verdade, estão recebendo outra, não necessariamente pior.
Algumas pessoas com deficiência que (em virtude das limitações físicas e sociais impostas pela própria deficiência) não tiveram muitas oportunidades de ter experiências sexuais e/ou afetivas, ao tomarem conhecimento da existência dos devotees, imaginam que estes podem ser a resposta às suas preces. Outras, por outro lado, crêem que envolver-se com devotees significa necessariamente expor-se ao abuso.
O objetivo deste trabalho - mais do que difundir a informação - é suscitar a discussão, que pode colaborar para o estabelecimento de contatos positivos entre as partes. Creio que é possível amenizar a angústia do isolamento e o medo do desconhecido através da nomeação deste lugar ainda oculto pelas sombras da ignorância.
Resultados Parciais da Pesquisa sobre DEVOTEES e Pessoas com Deficiência.
De acordo com as respostas obtidas através do questionário disponível no site "Pesquisa sobre Devotees e Pessoas Deficientes" (http://sites.uol.com.br/devotee), concluímos que 84% dos pesquisados são homens, heterossexuais, com uma faixa etária média de 30 anos de idade. A porcentagem de mulheres é de 16%. Dentre os devotees (homens e mulheres) pesquisados, 78,57% nunca sentem desejo de fingir e/ou de se tornar deficiente. Uma porcentagem de 14,29% afirmam ter frequentemente desejos que caracterizam pretenders/wannabes, enquanto 7,14% deles dizem apresentar estas características apenas eventualmente.
Segundo 85,71% dos pesquisados, existem basicamente dois tipos de devotees: os que buscam um relacionamento e se interessam por pessoas deficientes e aqueles que buscam apenas uma satisfação sexual imediata. Há uma grande preferência por pessoas com algum tipo de amputação (78,57%), seguida por portadores de pólio e outros tipos de deficiência (21,43%). Quanto mais severa e incapacitante for a deficiência, mais atraente ela se torna para 14,29% dos pesquisados. A maior parte deles (71,43%) tem predileção pela presença de algum tipo de equipamento assistivo (aparelhos, bengalas, muletas, cadeira de rodas etc.).
Sexualmente falando, a satisfação de 7,14% dos pesquisados é exclusiva com pessoas com deficiência, enquanto 28,47% deles afirmam relacionar-se satisfatoriamente também com não deficientes. A maioria (64,29%) não soube responder, já que nunca teve a oportunidade de manter uma relação sexual com uma pessoa com deficiência.
Verificamos que 92,86% não conseguem explicar para si mesmos os motivos pelos quais possuem essa fascinação. Solicitados a definir sua preferência, 57,14% usaram as palavras "estranho", "desvio sexual", "fetiche", e "tara", enquanto 28,57% acreditam que trata-se de "uma atração normal". Dos pesquisados, 42,86% acreditam ou já acreditaram que a sua fascinação poderia ser uma "doença ou um desvio de personalidade". Metade deles não acredita nisso e 7,14% não responderam à pergunta.
Geralmente, a descoberta da atração por deficientes ocorre na infância e adolescência (em 85% dos pesquisados), ocasionando sentimentos de "vergonha", "desconforto", deslocamento ("por ser diferente") ou "satisfação". O sentimento de desconforto causado por essa preferência (relatado por 71,43%) faz 21,43% dos pesquisados desejarem uma forma de se livrar dela, enquanto 64,29% dizem não desejar uma "cura".
Por "vergonha e medo de serem tratados com preconceito", a maioria (57,14%) nunca contou a ninguém sobre essa preferência. Os que contaram (42,86%) o fizeram para pessoas de seu relacionamento muito íntimo, como esposa(o), namorada(o) e mãe. Esses relataram que a reação sobre essa confidência despertou sentimentos que foram da incredulidade à compreensão, passando pelo choque e a recriminação.
A possibilidade de conversar sobre sua preferência com outras pessoas, especialmente com as com deficiência, é considerada benéfica para 71,43% dos pesquisados. Quase todos (85,71%) acreditam que trazer à tona e discutir as questões que envolvem devotees e pessoas com deficiência pode trazer benefícios a ambos os segmentos, promovendo a quebra de preconceitos e o entendimento mútuo. Metade deles conhece e/ou troca informações com outros devotees. A maioria (64,29%) afirmou não adotar nenhuma estratégia específica para fazer contato com pessoas deficientes, enquanto 21,43% utilizam a internet e 14,29% dizem se comportar normalmente.
As salas de bate-papo e os murais de recados dos sites destinados a pessoasdeficientes são acessados com frequência por 71,43% dos pesquisados para estabelecer contato com portadores de deficiência. A utilização eventual da internet é relatada por 7,14%, enquanto 21,43% afirmam não usar esse recurso. Depois de estabelecer um contato, que pode incluir ou não um relacionamento sexual, 42,86% dos devotees se sentem "culpados" e "envergonhados", enquanto 57,14% se sentem "felizes" e "satisfeitos".
Ao buscar um contato com pessoas com deficiência, 64,29% afirmam desejar estabelecer um relacionamento que inclua, além de sexo, convívio social, amizade e namoro. Apenas 14,29% dizem buscar somente uma satisfação sexual. Quase todos os pesquisados (85,71%) afirmaram que estariam dispostos a assumir um casamento e/ou um compromisso duradouro com uma pessoa com deficiência. Os casados (21,43%) afirmam que eventualmente buscam contato. A maioria (57,14%) acredita que os devotees deveriam adotar uma conduta ética que permeasse a aproximação e o relacionamento com pessoas com deficiência, mas 42,86% discordam disso.
A decisão de informar sua condição de devotee às pessoas deficientes com quem estabelece contato é tomada frequentemente por 42,86% dos entrevistados. A reação da pessoa informada foi descrita por metade dos pesquisados como sendo "assustada", "curiosa" ou "normal". Dentre os 57,14% que disseram não informar, encontram-se os que nunca tiveram nenhum contato com pessoas com deficiência e os que não informam por "medo da reação" da pessoa. Muitos (64,29%) acreditam que as pessoas com deficiências se sentem "ultrajadas", "um objeto", quando descobrem a fascinação por parte dos devotees, enquanto 21,43% acreditam que os deficientes consideram isso "normal" e 7,14% não sabem dizer como as pessoas com deficiência se sentem.
Grande parte deles (57,14%) considera as pessoas com deficiência "pessoas normais", "com algumas limitações", enquanto 35,71% acreditam que os portadores de deficiência são pessoas que "precisam de carinho", "atenção", "amizade" e "cuidados". Metade dos pesquisados tem se mantido informada sobre as questões de interesse das pessoas com deficiência, tais como direitos e acessibilidade, mas apenas 42,86% participam ou gostariam de participar do movimento organizado das pessoas com deficiência em defesa de seus direitos.
Praticamente todos (92,86%) afirmaram que ficariam "felizes" se um membro da própria família se sentisse também atraído por pessoas com deficiência. E embora ficassem "tristes", 64,29% disseram que fariam tudo para ajudar e apoiar um membro de sua família que tivesse uma deficiência, sendo que 21,43% agiriam "normalmente" se isso acontecesse e 7,14% se sentiriam "culpados".
Quase todos (85,71%) classificaram como sendo "ilegal", "condenável" e "um absurdo" o fato de que muitas das pessoas com deficiência não tenham autorizado o uso de sua imagem ou sequer tenham conhecimento da veiculação de suas fotos ou vídeos nos sites dirigidos a devotees. Apesar disso, todos os que responderam o questionário visitam esses sites, sendo que 71,43% sentem-se sempre excitados; 14,29% não se sentem excitados e 14,29% sentem-se eventualmente excitados. Quase todos colecionam (78,57%) fotos e vídeos de deficientes que foram obtidos via internet (42,86%) ou por outras formas (28,57%).

Conclusão.
Conhecer os sentimentos, tanto dos devotees quanto das pessoas com deficiência, a partir de uma discussão desarmada sobre o assunto, é a melhor (e talvez a única) estratégia de que dispomos para compreender o devoteísmo e o que ele representa, ou pode representar, tanto para os devotees quanto para as pessoas objeto de seu desejo.

Palestra: Lia Crespo. Rio de Janeiro, agosto de 2000 - X Conferência Mundial da Rehabilitation International

Fonte: http://www.inclusaodiferente.net - A fonte da matéria bem como os seus devidos créditos é conferido ao site bengala legal, acompanhe também esse espaço inclusivo.

Eu e uma amiga em parceria, escrevemos um livro eletrônico sobre esse assunto se você quiser adquirir gratuitamente é só clicar nesse link: Projeto Unidos Seremos Grandes.

Rampa de acessibilidade leva deficiente a barranco e terreno baldio

Obras em Marechal Cândido Rondon, no Paraná, custam R$ 2 milhões.
'Eles vão retirar as rampas erradas e construir de novo', garante prefeito.
Cassiane Seghatti Do G1 PR

A construção de rampas de acessibilidade instaladas pela prefeitura de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, tem chamado a atenção dos moradores. Isso porque as rampas destinadas a deficientes físicos foram construídas em locais inadequados que não levam o cadeirante a lugar algum. Algumas delas foram feitas em barrancos e em frente a terrenos baldios.
                  Empresa que construiu as rampas disse que seguiu o projeto (Foto: Gilmar Angelo Severino)As rampas, que começaram a ser construídas há um mês, fazem parte de um projeto que prevê recapeamento asfáltico e sinalização. O investimento foi de R$ 2.091.381,10, dinheiro repassado pelo Ministério das Cidades. “É um dinheiro jogado fora. Quem vai passar ali? O que precisa fazer eles não fazem”, reclama o aposentado Holdi Wommer.
Alaíde Sauer não consegue subir na calçada por causa da altura do meio fio e precisar se deslocar até a esquina para sair da rua. (Foto: Cassiane Seghatti/ G1 PR)Sauer não consegue subir na calçada por causa
da altura do meio fio (Foto: Cassiane Seghatti/G1)
A presidente da Associação dos Deficientes de Marechal Cândido Rondon, que também é cadeirante, Alaíde Sauer, conta ao G1 que ficou surpresa quando viu as rampas prontas. “É totalmente fora do padrão. Deveriam ter conversado com algum cadeirante para saber os melhores lugares para construir esses acessos”.
Ela diz ainda que encontra muita dificuldade para se locomover na cidade. “Se construíssem essas rampas em outros lugares, poderiam ser mais usadas”, complementa.  
O secretário de planejamento Mauro Siqueira Donha, esclarece que, ao todo, serão construídas 254 rampas, uma exigência da Caixa Econômica Federal, responsável pela liberação do recurso. De acordo com Donha, se as rampas não fossem construídas, independente de haver calçada ou não, a liberação ficaria comprometida. “Num volume desses de rampas, provavelmente uma ou outra ficou em desacordo. Mas o pessoal já está fiscalizando e notificando. Eles vão retirar as rampas erradas e construir de novo”, garantiu.
Ao todo devem ser contruídas 254 rampas na cidade (Foto: Cassiane Seghatti e Gilmar Angelo Severino)Ao todo devem ser contruídas 254 rampas na cidade (Foto: Cassiane Seghatti e Gilmar Angelo Severino)A empresa Samp Construtora de Obras LTDA ganhou a licitação para construir a rampa. De acordo com o encarregado de obras Luiz Carlos dos Santos, a obra foi feita exatamente como estava no projeto. “Quando se pega um projeto da Caixa Econômica, é tudo vistoriado antes. Eles não mandam um projeto se não tiver vistoria. Nós só executamos o que eles pediram”, explica.  O secretário de planejamento de Marechal Cândido Rondon afirmou que uam reunião foi realizada na quarta-feira (16) com o responsável pelo projeto e o representante Samp. No encontro foi decido que a empresa ficará responsável por refazer as rampas que estão em lugares inadequados.Ministério Público vai investigar rampas que levam a lugar nenhumFonte: g1.globo.com


Sim, nós podemos

Gabriel e Nathalia mostram que é possível superar a deficiência e realizar o sonho de estudar.
Por Fellipe Carrasco | Fotos Arquivo Pessoal/ Divulgação

                                No esporte, Gabriel fez exames e conseguiu se graduar na faixa preta de taekwondo
Um exemplo é o caso de Gabriel Almeida Nogueira. Aos 24 anos, ele tem síndrome de Down e acabou de superar um grande obstáculo em sua vida: ingressou na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde é aluno do primeiro semestre de Teatro.

Gabriel é filho de Joseane da Silva Almeida, arquiteta da prefeitura de Pelotas e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Católica de Pelotas. O pai, José Carlos Brod Nogueira, também é arquiteto e professor no Centro de Artes de Pelotas.
Joseane não acredita que o fato de ambos abraçarem o ofício do magistério tenha influenciado nas escolhas que fizeram em relação ao rumo da educação do filho. “Nos tornamos professores após o nascimento do Gabriel. O aspecto principal, efetivamente, foi optarmos por uma perspectiva melhor no sentido de que ele tivesse uma educação inclusiva. Nosso filho sempre estudou em escolas regulares, pois achamos que ele precisava acompanhar o conteúdo curricular das instituições convencionais”, conta.
O caminho foi longo até a universidade. “Observamos que as entidades direcionadas a pessoas com Down que existiam na época não davam conta disso. Exploravam apenas estímulos específicos para a deficiência. Isso, na nossa visão, acabava limitando o universo da criança. A partir daí, depois de muita investigação, descobrimos, em Porto Alegre, o Centro Lydia Coriat, que é uma espécie de filial da entidade de mesmo nome em Buenos Aires. Lá, os profissionais trabalham com um método que se encaixava em nossas expectativas. Eles estimulam precocemente, não o lado físico da criança, mas o intelectual. No início conversaram bastante conosco e nos orientaram a colocar o Gabriel em escolas regulares desde pequeno”, relembra Joseane.
Com relação à escolha do curso universitário, Joseane explica que a decisão foi exclusivamente do filho. “Gabriel sempre teve consciência de suas limitações e das implicações que a síndrome traria a sua vida. Por isso, nunca teve vontade de fazer cursos que seriam muito mais difíceis ou inviáveis. Olhou a lista oferecida pela Universidade Federal de Pelotas, pensou e optou por teatro de uma forma muito pessoal e tranquila, sem ser direcionado pelos pais.” O fato de a irmã mais nova, Isabela Nogueira ter entrado na Faculdade de Jornalismo também entusiasmou o rapaz.
Gabriel adora o palco. Além da vocação teatral, participa, desde 2005, de um grupo de dança com pessoas com Down. Outra experiência na área artística foi um papel no filme City Down - A História de um Diferente. “É uma ficção, que conta como é a vida dos moradores de uma cidade onde todos são pessoas com síndrome de Down, exceto uma. Ele achou a experiência maravilhosa. A coisa da atuação sempre esteve presente na vida dele”, revela a mãe do ator.
O esporte também se faz presente na vida de Gabriel. Ele é faixa preta de taekwondo. “Essa modalidade auxilia no domínio e na estimulação do corpo, além de ajudar na disciplina. Todos esses fatores são muito importantes para a atuação no teatro”, observa Joseane.

Fotos Arquivo Pessoal/ Divulgação
Joseane, Isabela, Gabriel e José Carlos: família se une para festejar os progressos do rapaz
Gabriel adora o que faz. Já se sente totalmente adaptado ao curso. “ Fiz muitos amigos. Logo que entrei, aconteceu uma festa de boas- vindas, com várias brincadeiras. Sempre me liguei em teatro, tanto que participei de peças no colégio. Gosto de todas as disciplinas, mas minhas preferências são História do Teatro, Improvisação Teatral e Expressão Corporal.
Com desenvoltura, Gabriel fala de suas experiências cinematográficas. “Participei de City Down e foi muito bom. Tenho uma amiga chamada Talita, que mora em Florianópolis. Agora, ela está preparando um documentário com minha participação. Chama-se Um Olhar Diferente sobre as Coisas”.
Nada parece obstáculo para Gabriel, mesmo na vida amorosa. “Namoro há dois anos com Tamires da Silva Gouveia”. Segundo a mãe, é a segunda namorada do filho. E os planos são ambiciosos, mas sempre com os pés no chão. “Pretendo casar e ter uma família. Mas só depois de me formar e seguir a carreira de ator”, projeta o rapaz.

Aprendizado
Marina de Oliveira é coordenadora do Colegiado do curso e também professora de História do Teatro. Ela conta que o desafio de ter como aluno uma pessoa com síndrome de Down é instigante. “Estamos muito motivados a aprender com o Gabriel. A presença dele, sem dúvida, faz com que os outros trabalhem com a perspectiva da diferença. É um exercício excelente. Para todos nós é uma grande novidade. Por isso, recorremos ao auxílio de profissionais especialistas na doença. Fizemos reuniões para trocar ideias. Foi bastante positivo.” O curso é noturno e tem quatro anos.

A professora aguarda com expectativa como será o desenvolvimento de Gabriel ao longo do curso. “Acredito que a gente vai descobrir junto. Por enquanto, está ótimo. Contudo, o tempo vai nos dizer quais as necessidades que surgirão. A avaliação do MEC prevê que não se deve reduzir o grau de exigência para pessoas com deficiência. O importante é que haja uma flexibilização, principalmente na forma de avaliar. Nesse aspecto, podemos mudar, dependendo da facilidade do aluno, ou na forma escrita ou oral.”
Gabriel ingressou no terceiro grau por intermédio de uma seleção do Programa de Avaliação da Vida Escolar (Pave). A iniciativa prevê a análise do histórico do aluno, além de uma prova ao final dos três anos do Ensino Médio. O pretendente não pode ser reprovado. No caso do Curso de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), que oferece 50 vagas, 10% (cinco) podem chegar à universidade via Pave. É um curso novo. Criado em 2008, a primeira turma vai se formar no final deste ano.

Sancionada lei que reduz tributos de produtos para pessoas com deficiência

BRASÍLIA - Medida faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lançado pelo governo no ano passado...

BRASÍLIA - O Diário Oficial da União publica nesta sexta-feira (18) a lei que reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre 27 produtos voltados a pessoas com deficiência.


Entre os produtos estão calculadoras equipadas com sintetizador de voz, teclados com adaptações específicas, mouses com acionamento por pressão, digitalizador de imagens – scanners – equipados com sintetizador de voz, lupas eletrônicas, próteses oculares e softwares de leitores de tela que convertem o texto em voz ou em caracteres braille, para utilização de surdos-cegos.


A medida faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Plano Viver sem Limite), lançado pelo governo federal no ano passado. Também contam com isenção desde novembro do ano passado, data de publicação da Medida Provisória 549/11, partes e peças para cadeiras de rodas.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência no país, o que corresponde a 23,91% da população brasileira.


Fonte:http://www.dci.com.br

Deputada sugere ação nacional para atender pessoa com deficiência

A deputada Flávia Morais (PDT-GO) sugeriu há pouco a adaptação de todas as agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para atender pessoas com deficiência. Em Goiás, disse ela, a experiência deu certo. O atendente do Sine não só busca conhecer a necessidade do candidato a uma vaga como o acompanha dentro da empresa, para que ele seja tratado com dignidade.
Ainda segundo Flávia, o dinheiro arrecadado com multas a empresas é investido em cursos de qualificação. "A pessoa com deficiência é uma pessoa de direitos e deve estar ocupando todos os espaços com dignidade e respeito", disse a parlamentar.
Ela participa de audiência que discute as relações de trabalho na perspectiva das pessoas com deficiência. A reunião faz parte de um ciclo de debates sobre trabalho decente promovido pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
O presidente da comissão, deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), que sugeriu o ciclo, disse que a comissão poderá elaborar um documento com a sugestão ao Ministério do Trabalho e Emprego. Na reunião, a auditora fiscal da Secretaria de Inspeção do Trabalho do ministério, Fernanda Maria di Cavalcanti, apoiou a ideia e disse que sua equipe já se propôs a treinar e capacitar o pessoal que faz atendimento no Sine. "Não é qualquer atendimento. É preciso saber as necessidades da pessoa com deficiência", observou.
Segundo Fernanda Maria, entre 2005 e abril deste ano, 181 mil pessoas com deficiência foram incluídas no mercado de trabalho por ação direta da fiscalização.
A reunião ocorre no Plenário 12.


Fonte:http://www.cenariomt.com.br  - Imagem Internet

“Levanta” e “Anda”

Leandro Portella

O fato de estar em uma cadeira de rodas não nos dá o direito de reclamar da vida. Não estou dizendo que é fácil viver com uma lesão medular, porém, se é necessário ter a tão falada qualidade de vida, ficar apenas lamentando não trará melhoras nesse sentido.
Parafraseando a Deputada Mara Gabrilli : Não posso negar que sou um privilegiado pelo acesso e estrutura que disponho para ser um Leandro ativo, produtivo, feliz e tetraplégico, sendo esta última característica a que menos identifica o meu espírito, que é livre e sem nenhuma paralisia. Essa liberdade, ainda inatingível para milhões de outros brasileiros, só é possível por conta de recursos tecnológicos e humanos que anulam meu impedimento motor.
O termo qualidade de vida, de fato, tem sido muito utilizado ultimamente, mas não há consenso sobre sua definição. A qualidade de vida não está à venda como se fosse um item da moda ou de um supermercado, também não a conseguimos adquirir de um dia para o outro.
Não generalizando, mas estamos mal acostumados com privilégios, benefícios, cotas, etc. É claro que devemos ter, usufruir e lutar por muitos outros direitos para que as diferenças e a exclusão das minorias (inerente à sociedade em que vivemos) diminuam. Porém, temos a tendência de achar que, por estarmos em uma cadeira de rodas, tudo tem que vir até nos, literalmente esperando sentados que as coisas aconteçam e adiando as coisas boas da vida. Como se fosse possível pausar a vida e só apertar o “PLAY” quando a reabilitação plena acontecer. A vida tem algo de “aqui e agora”, e algo que poderíamos chamar de “planejar o futuro”
Sabemos que boa parte das coisas que estão ligadas a qualidade de vida da pessoa com deficiência têm custos elevados, porém a vida não faz promessas de como será o nosso caminho, devemos perseguir nossos próprios ideais e lutar para atingi-los e aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece, mesmo que sejam poucas. Afinal, quando nos acomodamos não apenas deixamos de “caminhar” adiante, como também corremos o risco de perder muito do que já foi conquistado.
A questão central é que precisamos fazer alguma coisa, “não deixar para amanhã tudo aquilo que gostaria de fazer, posso fazer e tenho condições de fazer hoje”, “levantar” a bunda da cadeira e “correr” atrás dos nossos desejos!


Fonte:http://vidamaislivre.com.br/colunas/post.php?id=5115&/levanta_e_anda

Organizadores da maratona de Londres se recusam a dar medalha para mulher paraplégica

Cerca de 50 pessoas estão participando de um treinamento de habilidades de circo para a festa que marca o início da competição em Londres.


Aos 32 anos, Claire Lomas se tornou na última terça-feira a primeira mulher paraplégica a completar a maratona de Londres com a ajuda de um traje biônico. Porém, como ela levou 16 dias para completar os 42 quilômetros da prova não recebeu medalhas da organização.Para receber a premiação, os atletas precisavam terminar a prova em um prazo de 24 horas. Porém, a história de superação de Lomas comoveu outros 14 participantes que doaram as suas medalhas.                                                                                                                                       A atitude da organização promoveu uma série de protestos na internet e no TwitterSite externo., com até personalidades criticando a atitude. O ex-jogador de tênis Tim Henman e o corredor Ellie Stevens estão entre os que se manifestaram a favor da mulher de 32 anos, exaltando seu heroísmo.                                                                                                                                                    Após a manifestação de apoio, Lomas afirmou que a sua participação na maratona tinha como objetivo levantar fundos para a pesquisa espinhal.                                                       “Quando eu comecei o desafio, nunca foi minha prioridade para receber uma medalha como eu sabia desde do começo que eu não iria ter. A minha campanha foi sempre para o levantamento de fundos para sensibilização da pesquisa espinhal”, explicou.                                                                        “Eu fui completamente dominada pelo apoio do público, particularmente por aqueles atletas que doaram suas medalhas para mim. Agora tenho 14! Essas medalhas significam muito para mim, mais do que qualquer reconhecimentos dos organizadores da prova”, continuou.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mobilização pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência é defendida em debate

Iara Guimarães Altafin


Participantes de debate realizado nesta segunda-feira (14) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) apontaram a necessidade de mobilização visando à aprovação do projeto que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que está na Câmara dos Deputados.                       Ao abrir a audiência pública, o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), se disse inconformado com o fato de o projeto (PLS 6/2003, no Senado, e PL 7699/2006, na Câmara), aprovado por unanimidade no Senado, ter sido “engavetado” na Câmara.
                                                                                             
Presente ao debate, a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) observou que a não aprovação da proposta tem representado um impedimento para o exame de outras propostas que tratam de direitos das pessoas com deficiência.                                                                                                                                               Já são mais de 260 projetos de lei que caem diretamente no apensamento ao projeto do estatuto – disse a deputada, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoa com Deficiência.                                                                                                                 
Rosinha da Adefal pediu urgência na adequação e aprovação do projeto do estatuto ao texto da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, instituída em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), para que os direitos previstos no documento sejam colocados em prática em todos os municípios do país. O secretário do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Antonio Ferreira, anunciou que será formalizado nesta terça-feira (15) um grupo de trabalho criada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República com esse objetivo.
Acessibilidade e inclusão                                                                                                                  
O coordenador do Movimento Gaúcho das Pessoas com Deficiência, Santos Fagundes, afirmou que a demora na aprovação do estatuto poderá comprometer o êxito do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver Sem Limites, lançado pelo governo federal em novembro de 2011.                                                                                                                    
O Plano integra ações em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade, e deverá investir R$ 7,6 bilhões até 2014. De acordo com o senador Paulo Paim, o Viver Sem Limite visa a “fortalecer a participação da pessoa com deficiência na sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população”.
Ao apresentar as metas previstas no plano e já cumpridas, Antonio Ferreira, do Conade, citou, entre outras, a entrega de ônibus adaptados para transporte de alunos com deficiência e linhas de crédito específico para aquisição de tecnologias que facilitem a integração das pessoas com deficiência.
Apesar de relatar problemas no acesso a esse crédito, Moises Bauer, presidente do Conselho, elogiou a iniciativa. Bauer, no entanto, criticou o fato de o Viver Sem Limites incluir ações não discutidas previamente no conselho.
Já o diplomata Maximiliano Fraga sugeriu que o governo federal adote diretrizes para pessoas com deficiência que trabalham em órgãos públicos, levando em consideração as diferenças, para assegurar igualdade de oportunidades de ascensão profissional.
Não bastam políticas para o ingresso de pessoas com deficiência no serviço público, mas também medidas que tratem da ascensão na carreira – disse.
Durante o debate, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) considerou o analfabetismo um tipo de deficiência.
No mundo de hoje, não saber ler é uma forma de não enxergar. Quem não sabe ler, não vê anúncio de emprego e não vê o cartaz dizendo ‘cuidado cachorro bravo’ – exemplificou, apontando a educação como saída para esses limites.
Também participaram da audiência pública o professor Francisco Lima, da Universidade Federal de Pernambuco, e o juiz Roberto Wanderley, da 1ª Vara Federal de Pernambuco.
Agência Senado - (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Estados Unidos criam proteses de ultima geração para soldados biônicos

É impressionante como as próteses para pessoas amputadas está evoluindo e cada vez mais tecnologias tem sido implantadas para oferecer mais segurança, durabilidade e conforto aos seus usuários. A biomecânica está tão evoluída que já possibilita próteses inteligentes que simulam com muita proximidade da perfeição os movimentos do membro afetado, isso sem contar com as próteses que se utilizam de estímulos do usuário.

Veja estas próteses que estão sendo implantadas em soldados americanos que tiveram um membro amputado durante a guerra. Assim os Estados Unidos evita que eles se aposentem e iniciam um novo treinamento para reinseri-los na ativa, chamando-os de soldados biônicos (Bionic Soldiers).


Fontes: Blog Deficiente Físico - http://fezago.blogspot.com.br

Orientações para viajar de avião à pessoas com deficiência

Conheça as orientações que a empresa de aviação Gol passou para que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida tenham antes de viajar, podendo assim ser melhor atendidas e não passarem por mal bocados no aeroporto.




Deficientes visuais
Depois de comprar a passagem aérea, o cliente que necessitar de auxílio especial deve entrar em contato com o Atendimento Online pelo site da empresa e informar seu código de reserva (localizador) para solicitar a ajuda no aeroporto e no embarque. Se possível, recomendamos ainda que o deficiente visual selecione sua poltrona fora da área de circulação do avião.
Clientes deficientes visuais, assim que chegam ao avião, são apresentados ao chefe de cabine. Assim, eles podem receber ajuda durante todo voo, caso seja necessário, e as devidas orientações de segurança. Para dar mais independência ao cliente, a empresa também tem dentro do avião folhetos de segurança em Braille.
Caso seja necessário, é possível viajar acompanhado de cão-guia.

Deficiente auditivo
Os clientes com deficiência auditiva também podem solicitar assistência especial da equipe da empresa para ajudá-los na viagem. Para isso, após a compra da passagem aérea, acesse o Atendimento Online pelo site da empresa e informe seu código de reserva (localizador).
Caso seja necessário, também é possível viajar acompanhado de cão-ouvinte dentro do avião. Em caso de dúvida, entre em contato com o Atendimento Online ou ligue para o Serviço de Atendimento ao Deficiente Auditivo pelo telefone 0800 709 0466 (funcionamento 24 horas).

Deficiente intelectual
Se você tem essa necessidade ou vai viajar acompanhado de uma pessoa com deficiência intelectual, solicite o atendimento especial aos funcionários da empresa.
Depois de comprar a passagem de avião, acesse o Atendimento Online em nosso site e informe o seu código de reserva (localizador) para pedir a assistência especial. Assim que chegar ao aeroporto, vá ao balcão de check-in que nossos atendentes estarão prontos para ajudar.
Caso o cliente seja dependente da ajuda de outras pessoas e não possa garantir sozinho seu bem-estar e segurança, é preciso que ele tenha uma autorização médica para viajar ou voe junto de um acompanhante capaz de ajudá-lo. Depois de confirmada a necessidade do auxilio, a empresa oferece a esse acompanhante um desconto de 80% na passagem aérea.Para informações mais detalhadas, veja os conteúdos: Acompanhante e Formulário MEDIF.

Deficiente físico
A empresa oferece cadeiras de rodas para que os clientes com deficiência física ou com alguma dificuldade de locomoção tenham uma viagem mais fácil e prazerosa. Caso seja necessário, é possível solicitar assistência especial de nossos atendentes. Para isso, depois de comprar a passagem de avião, acesse o Atendimento Online do site da empresa e informe o seu código de reserva (localizador).
Cadeiras de rodas ou outro equipamento de ajuda motriz equipados com baterias não derramáveis, estacionárias reguladas por válvula (VRLA) contendo solução ácida na forma de GEL, tecnologia AGM (confinamento por absorção do eletrólito em mantas de micro-fibra de vidro), são permitidos para transporte.
Já cadeira de rodas equipadas com bateria líquido derramável, são aceitas em condições especiais e com restrições, é necessário procurar o SAC para obter informações quanto as regras e restrições.
Recomendamos ainda que o cliente com necessidade especial reserve sua poltrona nas primeiras fileiras do avião e evite áreas de circulação.
Tanto em situações definitivas (exemplo: sequelas de acidentes) quanto em temporárias (exemplo: gesso em toda perna ou pós-operatório), é preciso que o cliente viaje com o relatório médico e tenha preenchido o formulário MEDIF.

Outras perguntas
Há funcionários na recepção e comissários de bordo que conhecem a língua de sinais?
Sim, a empresa possui colaboradores que conhecem LIBRAS.
A empresa fornece um treinamento a fim de melhor lidar com as pessoas com deficiência?

Sim, a empresa possui um treinamento que se chama Atendimento às Prioridades que trata como deve ser o atendimento ao Deficiente. Nele são abordados os tipos de deficiência e como atender cada uma delas.
No caso da pessoa com deficiência visual ter um cão-guia, quais são os procedimentos?

A empresa entende as limitações de alguns clientes e procura deixar a viagem de todos a mais simples e fácil possível. Por isso, permite que clientes com deficiência auditiva, visual ou física, além de idosos, que dependam inteiramente de um cão-guia, cão-ouvinte ou cão-assistente treinado para conduzi-los, possam viajar com o animal na cabine de passageiros.
O transporte do cachorro é gratuito, mas para que ele aconteça é preciso que o cliente tenha a identificação do cão, a comprovação de treinamento e das vacinas do animal.
Veja todos os documentos que o cão-guia, cão-ouvinte ou cão-assistente precisa ter para viajar no avião com um cliente com necessidades especiais tanto em voos nacionais quanto internacionais.
No que se refere ao desembarque de uma pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, como isso é feito? Há elevadores ou outro dispositivo para que o desembarque possa ser feito com segurança?

A empresa possui funcionários especialmente treinados para atendê-los. Passageiros que necessitam de atendimento preferencial devem comunicar, com 72 horas de antecedência, exclusivamente pela Central de Atendimento ao Cliente (0300 115 2121), apresentando relatório médico e, se necessário, o formulário MEDIF (Medical Information Sheet) preenchidos. Dessa forma, o passageiro terá toda assistência no seu embarque, voo e desembarque por parte dos colaboradores da empresa.




Fonte:http://fezago.blogspot.com.br