sábado, 2 de junho de 2012

Alunos da APAE participam do 2º Mundial de Atletismo e trazem medalha para NO

por Ricardo Gonçalves
De 15 a 21 de maio, os alunos da APAE (Associação de País e Amigos dos Excepcionais) de Nova Odessa, Jhone Jannes Pinheiro da Silva - de 22 anos -, Pérola de Souza Lourenço e Priscila da Silva Ladeia - ambas de 24 anos -, participaram pela segunda vez do Mundial de Atletismo para atletas com Síndrome de Down. Desta vez, o Mundial aconteceu na Ilha de Açores em Portugal.
Durante as competições, a atleta Priscila Ladeia conquistou o 3º lugar na categoria feminina da prova Bateria de 100 metros e trouxe medalha para Nova Odessa.

No Arremesso de Peso, Jhone ficou em 7º lugar na categoria masculino. Na categoria feminino, as atletas da delegação que também disputaram o arremesso de peso, Pérola ficou em 8º e Priscila na 11ª posição. “Gostei muito de participar. Esse ano o nível dos outros atletas estava muito bom”, disse a atleta Pérola.

Já na Marcha Atlética de 1.500 metros, na categoria masculino Jhone ficou em 4º lugar, no feminino, Priscila conquistou o 8º lugar, seguido pela atleta Pérola que ficou em 9ª posição.
Os três atletas também participaram das prova Marcha Atlética 800 metros, na qual Priscila ficou em 8º lugar na categoria feminino e Pérola em 9º. Já na categoria masculino, Jhone ficou também com a posição.

No triátlon Pérola ficou em 7º colocado e Priscila em 9º. Os atletas foram acompanhados pelos técnicos e professores de Educação Física da APAE, Roger Biffi Prado e Andiara Lima, e também puderam contar com Mari Lucia Ladeia, mãe de uma das atletas.

O técnico Roger Biffi parabenizou a equipe pela garra e determinação de ir em busca do sonho de competir. “Além disso, fomos muito bem recebidos, visitamos diversos locais da ilha de Açores, experimentamos comidas típicas, conhecemos a parte cultural, social e o esporte local, realmente foi uma experiência muito válida”, comentou Prado.

“Os atletas tiveram uma boa comunicação com os outros, e inclusive, um dos atletas que participaram do 1º Mundial de Atletismo no México, nos reconheceu e mesmo sem saber o idioma, conseguimos nos relacionar”, disse.

“O importante de participar desses jogos é incentivar a prática de esportes e atividades físicas, e, além disso, nós pudemos ver que as particularidades das pessoas que tem Síndrome de Down são iguais em todo o mundo”, explicou o professor de Educação Física.

A delegação de Nova Odessa que já havia participado do 1º Mundial de Atletismo para Atletas com Síndrome de Down que aconteceu no México em 2010, recebeu o convite este ano para participar da 2º edição em Portugal.

O próximo Mundial de Atletismo será em 2014 na África do Sul. “Apesar de ser um campeonato de atletismo para atletas com Síndrome de Down, e estar ainda na 2ª edição, a estrutura que foi oferecida para a realização das provas estava realmente muito boa. De fato, uma estrutura de mundial”, comentou Prado.

“O Mundial no México em 2010 trouxe um excelente aprendizado para todos nós, e a partir dessa primeira edição, nos preparamos e conseguimos trazer medalha neste 2 campeonato”, comentou a técnica e professora de Educação Física, Andiara Lima.

Para a Diretora da APAE Nova Odessa, Maria Tereza Casazza, “é muito gratificante estar af rente de professores e atletas tão valorosos e dedicados. Essa iniciativa de participar dessas competições de atletismo engrandece a entidade e a luta pelo sonho. Me sinto muito feliz por fazer parte de tudo isso”, concluiu.

Sem braços e perna, menino dá lição de superação e joga até videogame no RS

Tiago Link, de 5 anos, é motivo de orgulho na cidade de Tiradentes do Sul.


Do G1 RS, com informações da RBS TV

Tiago Link, de 5 anos, é motivo de orgulho na cidade de Tiradentes do Sul.
Escola estadual se adaptou para atender as necessidades da criança.

Um menino de cinco anos é exemplo de superação para os moradores de Tiradentes do Sul, um município de 6,4 mil habitantes na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. 


Tiago Link nasceu sem os braços e sem uma perna, mas impressiona pela independência.

Com os pais e a irmã gêmea como incentivadores, o garoto aprendeu a descer e a subir dos lugares sem a ajuda e agora se diverte andando de skate, jogando vídeogame e mexendo no computador.

Desde o início deste ano, Tiago dispensa a ajuda dos pais para ir até a escola onde estuda. Vai sozinho na van junto com amigos. A prefeitura de Tiradentes do Sul adaptou o transporte escolar para levá-lo até o colégio. A escola estadual também buscou maneiras de atender todas as necessidades do menino.

"Eu vejo a turma como um todo. São muito amigos, companheiros. Eles ajudam, não discriminam. A discriminação vem dos adultos e não das crianças, que são muito puras nos sentimentos. Aqui na escola, buscamos tratar ele sem privilégios, mas, da mesma forma, tentamos tratar ele de uma forma especial", disse a professora Maristela Sandra Kramp.

No parque da escola estadual onde estuda, foi feito um balanço especial e até um campo de futebol para Tiago brincar com as outras crianças. Gremista, o menino sonha ser jogador de futebol. Para os pais, cada conquista de Tiago é motivo de emoção. "A gente vê tantas pessoas que moram em mansões, com tudo, e não têm o sorriso que ele tem. É um exemplo de vida. Todo o dia falo do orgulho que sinto dele", disse o pai Jair Link.

Para a mãe Rosane, o melhor presente no dia do aniversário do filho é a força de Tiago. "O maior presente é a alegria e o sorriso dele a cada dia quando levanta. Ontem perguntei pra ele por que ele estava tão feliz. Ele me disse que era o coração dele que trazia tanta alegria", relata a mãe.


Visão educacional

Escritor com deficiência visual lança livro de poesia onde debate a educação, o amor e a esperança no futuro.
por 

Aos 32 anos o poeta André Herculano dos Santos está em seu terceiro livro, que chega às livrarias e bibliotecas de sua cidade natal, Santa Bárbara d'Oeste, nesta segunda-feira com o título "Reflexões de um Educador".
Escrever, editar e lançar uma obra literária é complicado para qualquer pessoa por toda a burocracia e custos que envolvem essa aventura intelectual, e no caso de André a dificuldade é mais acentuada, pois ele é deficiente visual.

Poeta André Herculano dos Santos está em seu terceiro livro

Não por coincidência, vários poemas contidos no livro falam de superação e
de críticas sociais. "Eu dei aula por muito tempo e percebia que o fato de o professor ser desvalorizado entristecia muitos profissionais. Aí fui escrevendo poemas pensando em todos esses problemas", conta o poeta. 
No entanto, ele deixa claro que não se trata de uma obra puramente motivacional para profissionais da área de Educação. "Também há poemas sobre o amor e a vida de uma maneira mais ampla, sempre com uma mensagem de esperança", explica.
Início
Formado em Pedagogia e em Análise de Sistemas, André já lançou no mercado "Um Passo Para Compreender" e "Repensar: o Pensar e o Agir", os dois com foco na questão da deficiência física. 
Desde a adolescência ele se interessa por poesia, e começou a escrever numa época em que não havia programas de computador que ajudassem aos cegos.
"Antes eu pensava na poesia, passava para braile, depois alguém me ajudava a passar para a escrita com tinta e depois para o computador", lembra, sem nenhuma saudade.
A leitura também era um desafio, já que as publicações em braile se resumiam a obras clássicas. 
"Acabávamos não tendo acesso a escritores e poetas mais modernos", resume.
Mesmo assim, André não se esquece dos obstáculos enfrentados por outros deficientes, e seu novo livro virá acompanhado por um CD, onde será possível às pessoas ouvirem suas criações, narradas por ele mesmo. 
"O patrocínio que recebi do Fundo Pró-Cultura de Santa Bárbara d'Oeste possibilitou esses trabalho mais elaborado", comenta ele, que em 2005 foi premiado com o troféu "Educador Inovador", que homenageia as pessoas que se destacam em suas áreas com ações em favor da educação. 
Na ocasião, ele foi reconhecido pelo trabalho desenvolvido na Escola Estadual Sinésio Martins, em Americana. Atualmente, ele trabalha em São Paulo, como analista de sistemas. 
Braile
A integração de pessoas com deficiência visual acontece em várias frentes. No Ponto de Cultura Caixa de Luzes na Samest (Sociedade Amigos de Bairro do Parque Santo André, Parque Santa Amélia e Jardim Everest), em Hortolândia, estão disponíveis para as pessoas com deficiência visual 350 títulos de diversas áreas. 
"Montamos essa biblioteca como um passo importante para iniciar a trajetória de intensificar a inclusão dos deficientes visuais. O acervo é, sem dúvida, um grande passo de interação", afirma a pedagoga da Biblioteca Municipal, Michele Blumer Zacarchenco. 
Em Americana, o CPC (Centro de Prevenção à Cegueira) também disponibiliza alguns títulos para seus frequentadores, e nos últimos anos o local passou a adquirir obras atuais, como a série "Harry Potter" e outros best sellers que acabam por conquistar novos leitores sem o recurso da visão.
"Todas essas ações que estão acontecendo ajudam a criar mais possibilidades para que apareçam novos escritores ou mesmo melhores cidadãos, tenham eles alguma limitação física ou não", elogia André.
Grandes nomes da arte com deficiência visual
Ray Charles - Genial músico que mesclou a música gospel com o blues, ajudando a criar as bases da soul music.

Jorge Luis Borges - Mesmo após ficar cego, o poeta argentino não deixou de produtor e lançar livros. 

Stevie Wonder - Multi-instrumentista que é referência para qualquer fã ou músico de black music. 

Hermeto Pascoal - Albino, o percussionista brasileiro tem visão parcial, mas se notabilizou por tirar sons de qualquer objeto sobre o palco. 
Jeff Healey - O canadense é um dos mais elogiados guitarristas das seis cordas de sua geração e tem grande base de fãs entre admiradores de blues.

                                               

Fonte:http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com.br

E quando o médico diz: “O seu filho nasceu com uma deficiência”

E quando a resposta é: "Poderá haver um problema" ou " O seu filho nasceu com uma deficiência"! Naquele momento, naquele minuto fatal, desmorona-se tudo!
por Manuela Cunha Pereira

                                                  (Imagem Internet)
A partir do momento em que se confirma uma gravidez desejada, o casal, e até mesmo a família alargada, vive momentos de verdadeira felicidade. Tudo é pensado em nome da criança vindoura. A mãe cumpre religiosamente as consultas de acompanhamento, o pai delicia-se com o crescimento da barriga e juntos deliram com os primeiros "pontapeares". As compras focam-se na decoração do quarto do bebé, nas roupas mais confortáveis, na aquisição das "cadeirinhas" mais adequadas...
A mãe e o pai idealizam o rosto da criança, com uma esperança, quase secreta, que ela venha a herdar geneticamente o melhor de cada um. Durante nove meses, a família é, assim, imbuída de emoções positivas e anseia o momento do nascimento!
Quando a criança nasce, o pai comemora com os amigos, a mãe recebe telefonemas das amigas, enfim... vive-se o melhor momento da vida de qualquer ser humano!
Todavia, nem sempre este cenário é assim! Quando o pediatra chega, com um ar quase ensimesmado, os olhos pequenos e um franzir na testa... O medo instala-se e os pais perguntam, quase desesperadamente:

- O meu bebé está bem? Nasceu perfeitinho?

E quando a resposta é: "Poderá haver um problema" ou "O seu filho nasceu com uma deficiência" Naquele momento, naquele minuto fatal, desmorona-se tudo!
A criança sonhada, a criança idealizada, dá lugar a uma criança não desejada, isto porque nenhum ser humano deseja ter uma criança com deficiência!
E no meio deste sequestro emocional, a mãe tem alta, vem para casa com "outro" bebé e sem qualquer tipo de apoio psicológico!
Os pais percorrem, assim, um longo período de sofrimento, passando por várias etapas, muitas vezes, sozinhos.
São estes pais que chegam à minha "Escola de Pais Especiais". Pais revoltados, amargurados, sem vida própria, que esqueceram de viver, pois tudo passou a centrar-se nos cuidados do novo ser.
A estes pais eu gostaria de dizer que ter uma criança com deficiência não é prenúncio de uma vida futura infeliz. A deficiência não é uma fatalidade! É, antes, um reaprender a amar de forma diferente, mais intensa, mais verdadeira e única! E lembrem-se, quanto mais depressa superarem o ciclo de sofrimento, mais depressa apreciarão os encantos que só estas crianças são capazes de oferecer!
Chegam-me ainda outros pais especiais, como o caso da mãe Rosalina, que me disse: "Eu tenho três filhos com necessidades educativas especiais, mas tenho a certeza que não existe um família tão feliz como a nossa"!
É esta raridade de emoções positivas, é este amar superiormente, é este viver apaixonadamente com um filho especial, que precisa ser "contagiado" àqueles que se deparam, neste momento, com a impotência de ser pais com um filho com deficiência.
Urge, por isso, um agitar de consciência social e política, no que concerne ao apoio emocional destes pais tão especiais e à intervenção precoce do seu filho.
Urge fazer perceber a estes pais e ao mundo em geral que se a Natureza ditou estas crianças é porque necessita delas! Afinal... elas são seres excecionais!
Urge a desmistificação da deficiência.
Urge acreditar no que estas crianças nos acrescentam diariamente, tornando-nos, a todos nós, também pessoas especiais!
A estas crianças o meu eterno Obrigada, e a todos os pais especiais,
Um sorriso especial!

Fonte: http://www.educare.pt    - Imagem Internet

Video EspecialMente - gratificante ver jovens a lutar pela inclusão

Queridos seguidores, compartilho com vocês um vídeo em que minha amiga Carol, brasileira, mas residente de Portugual é protagonista neste lindo vídeo feito por pessoas com deficiência para conscientizar a sociedade que somos capazes e devemos ser tratados com respeito. A Carol é a cadeirante que se maquia.



Justiça manda incluir alunos da APAE em ônibus escolares

A Justiça determinou que o município de Irati (região dos Campos Gerais) inclua alunos de uma escola local da APAE no transporte escolar.
da Redação

                                                        (Imagem Internet)
A Justiça determinou que o município de Irati (região dos Campos Gerais) inclua alunos de uma escola local da APAE no transporte escolar. A decisão, do juiz Fernando Eugênio Martins de Paula, foi proferida com base em uma ação civil pública do Ministério Público, através da Promotoria de Justiça de Proteção da Educação e defesa dos direitos das pessoas portadoras de necessidades especiais de Irati.
A ação teve como objetivo garantir o transporte escolar para os alunos da Escola José Duda Júnior - APAE. A entidade oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental para alunos com necessidades especiais. O MP-PR é representado na ação pela promotora de Justiça Maria Luiza Correa de Mello.
Como relata a Promotoria na ação: "A Escola José Duda Júnior – Educação Infantil e Ensino Fundamental, na Modalidade Educação Especial é totalmente excluída do transporte escolar, restando configurada a violação ao princípio da igualdade, não garantindo o município de Irati, por sua Secretaria de Educação, o acesso à educação, com o provimento de transporte escolar adequado às necessidades dos alunos da Escola José Duda Jr."
Os custos com o transporte desses alunos têm sido assumidos pela APAE. "Nosso questionamento é: por qual razão na política pública municipal do transporte escolar de Irati estão incluídos aqueles que podem caminhar com suas próprias pernas e estão excluídos aqueles que não podem?", questiona a promotora de Justiça.
O juiz cita na decisão a Lei 7.853/1989, que estabelece apoio à pessoa portadora de deficiência, e fixa multa diária de R$ 500,00 em caso de descumprimento

Fonte:Bondenews  - Imagem Internet



SÃO PAULO SE PREPARA PARA COMEMORAR O 21º ANIVERSÁRIO DA LEI DE COTAS.

A Lei de Cotas faz aniversário em 24 de julho.

A Lei de Cotas (artigo 93 da lei 8.213/91) é a principal ação afirmativa para o ingresso e permanência de trabalhadores com deficiência nas empresas brasileiras.
Seu pleno cumprimento garantirá trabalho a cerca de 950 mil pessoas entre as 27 milhões de pessoas com deficiência em idade de trabalhar.
A prática tem demonstrado que a Lei de Cotas é necessária porque as pessoas com deficiência são duramente atingidas em períodos de recessão e de desemprego e, na retomada das contratações quase sempre são as últimas a serem lembradas.
A Lei de Cotas faz aniversário em 24 de julho.
Haverá uma reunião de organização com as entidades que querem contribuir com idéias para o sucesso da ação, no dia 13 de junho (quarta-feira) das 9:00h as 11:30 horas no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, localizada na Rua Martins Fontes, 109 – 2º andar – Centro – São Paulo

Interessados podem se inscrever através do e-mail ecidadania@ecidadania.org.br

As ações de inclusão se espalham por toda São Paulo:
Em Osasco e Região:
Cerca de 5.000 novas contratações de pessoas com deficiência acontecerão em Osasco e Região.
Esta é a estimativa apresentada pela Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco e Região que pode ser atingida até o final do ano. “A partir de agora a fiscalização do trabalho vai focar suas atenções para as empresas que não cumprirem a Lei de Cotas”.
O anuncio foi feito na manhã de ontem pelo Dr. Adelino Ferreira Costa, responsável pelo Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência da GRTE - Osasco, na presença de várias organizações que participaram da avaliação do 4º Mutirão pela Inclusão realizado pelo Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão.
A iniciativa foi saudada por todos os presentes, incluindo a Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Secretaria Estadual de Relações do Trabalho.
Osasco:
Dia 16 de junho, as 19:00 horas
Espetáculo Musical no Teatro Municipal de Osasco pró Associação VIDO (Viver Intensamente Doando Órgãos) – Renais Crônicos e Transplantados da Região Oeste.
Na ocasião também será feito uma homenagem a Márcia Rocha, artista plástica e dirigente da instituição que faleceu recentemente.

Mais informações com Vera Rocha m3roch@aol.com
São Paulo:
Em junho:
A Fundação Dorina Nowill para Cegos está com inscrições abertas para as novas turmas do curso de Informática com ênfase em Empregabilidade, com o inicio previsto para junho de 2012.
Pré-requisitos:
Ter entre 16 a 40 anos, estar cursando ou ter concluído o Ensino Médio, possuir deficiência visual total ou parcial, estar interessado em uma colocação profissional no mercado formal de trabalho.
Os interessados devem entrar em contato com Fernanda, Juliana ou Monalisa/ Setor Empregabilidade no telefone: 5087-0959 (www.fundacaodorina.org.br )
Em julho:
O Espaço da Cidadania irá lançar a cartilha “O Trabalhador com Deficiência – Inclusão pela Lei de Cotas”, trazendo informações para o convívio no trabalho com as pessoas com deficiência.
Em linguagem simples, visa esclarecer trabalhadores e empregadores. Percebemos que às vezes a discriminação pode partir também dos colegas de trabalho que, em não aceitando o profissional com deficiência, criam dificuldades para se trabalhar em equipe.
Colaboradores voluntários de diversas áreas do conhecimento uniram esforços para a sua realização.
A cartilha esclarece a presença da deficiência na sociedade, traz informações sobre acessibilidade e responde 33 dúvidas mais freqüentes sobre a Lei de Cotas.
Ela é colorida e tem formato de bolso ou de bolsa.
Poderá ser disponibilizada para as organizações parceiras (empresas, escolas, entidades especializadas, sindicatos e órgãos públicos) já no ato de lançamento.

Ministro defende inclusão de alunos com deficiência em classes regulares

“O Brasil tem que ter 100% das crianças e jovens com deficiência na escola. A escola de atendimento especial é um direito, sim, mas para ser exercido de forma complementar e não excludente” disse o ministro
da Redação


                                                                              (Imagem Internet)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante defendeu a política de estímulo à educação especial em classes regulares. “O Brasil tem que ter 100% das crianças e jovens com deficiência na escola. A escola de atendimento especial é um direito, sim, mas para ser exercido de forma complementar e não excludente”, enfatizou.


Mercadante citou dados do censo da educação básica, que mostram que no ano 2000 havia apenas 21,4% das pessoas com deficiência matriculadas no ensino regular público. Em 2011, o número saltou para 74,2%. Além disso, 22% das escolas hoje têm acessibilidade. Há 12 anos, eram apenas 2,2%. Em relação ao acesso, segundo o ministro, 69% dos favorecidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão nas escolas públicas. E 78% dos professores já passaram por formação em educação especial.


“A política de educação inclusiva permitiu um crescimento espetacular, de forma que os estudantes com deficiência convivem com os outros alunos e os outros alunos convivem com eles”, afirmou Mercadante. Ele lembrou ainda que escolas estão sendo reformadas e ônibus escolares adaptados para permitir a acessibilidade.


O ministro destacou que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) contabiliza dupla matrícula para os estudantes com deficiência da rede pública. Isso para que possam frequentar escolas regulares em um turno e atendimento especializado em outro. “O aluno tem que fazer o ensino regular e o especial e isso é referendado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU de 2006 e pela Conferência Nacional de Educação de 2010. Essa é uma discussão já superada”, disse.


Na visão do ministro, os jovens com deficiência demonstram cada vez mais inserção no mercado de trabalho e atuam com competência. “É isso que queremos, não vamos de novo segregar, como fazíamos há dez anos. Pelo contrário, temos que buscar ainda centenas de milhares de jovens pobres com deficiência que não conseguem chegar à escola, um a um”.


FonteMinistério da Educação  - Imagem Internet

sexta-feira, 1 de junho de 2012

“Ninguém pode ser super-herói todos os dias”

A Giacometti criou uma bela campanha publicitária para o IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência), cujo o objetivo é contribuir decisivamente para construir um novo olhar sobre a inclusão social e a cidadania das pessoas com deficiência.


A campanha intitulada “Ninguém pode ser super-herói todos os dias” tem três peças diferentes, cuja a arte mostra as mãos de Batman, Homem-Aranha e Homem de Ferro empurrando a roda de suas devidas cadeiras de rodas.














Fonte: Batman – A Trajetória - http://fezago.blogspot.com.br/2012/05/ninguem-pode-ser-super-heroi-todos-os.html

Tratamento fez ratos paraplégicos andarem por vontade própria

Passadas umas semanas, os ratos em neurorreabilitação 
conseguiam mexer as patas traseiras quase normalmente (Cortesia EPFL)
O sonho de Christopher Reeve (1952-2004), que depois de ter protagonizado o regresso do Super-Homem aos ecrãs de cinema ficou tetraplégico devido a uma lesão da medula espinal, na sequência de uma queda de cavalo, poderá estar mais perto da concretização, a acreditar nos espectaculares resultados a publicar nesta sexta-feira na revista Science.
O cérebro e a medula espinal são capazes de uma certa recuperação após lesões de gravidade moderada — graças à “neuroplasticidade” do sistema nervoso, cujos circuitos são capazes de se adaptar e regenerar, restabelecendo as funções afetadas. Mas pensava-se até aqui que, em caso de lesões muito graves, em particular da medula espinal, essa recuperação era impossível. O trabalho que Grégoire Courtine e colegas, da Universidade de Zurique e do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, têm vindo a fazer nos últimos cinco anos está a alterar profundamente a compreensão das capacidades regenerativas do sistema nervoso central.
Os resultados agora obtidos — em ratos cuja medula espinal fora seccionada quase na totalidade, paralisando por completo as suas patas traseiras —, mostram que, em certas condições, é possível estimular a neuroplasticidade e a recuperação motora ao ponto de os animais voltarem a ser capazes de mexer voluntariamente as extremidades paralisadas. Para isso, afirmam os cientistas, é preciso “acordar” primeiro os neurónios da medula espinal, que ficaram “dormentes” ao serem desligados do cérebro devido à lesão.
Combinaram um tratamento de estimulação química e eléctrica com um treino num sistema robótico de reabilitação motora. Primeiro, injectaram nos ratos um cocktail de substâncias químicas que imitam a acção de neurotransmissores como a dopamina, a adrenalina ou a serotonina — ou seja, que imitam os efeitos dos sinais químicos que o cérebro envia normalmente à medula espinal. As substâncias excitaram os neurónios da medula que controlam os movimentos das patas, preparando-os para coordenar, nas fases seguintes da experiência, os movimentos voluntários da parte inferior do corpo.
Verdadeiros atletas
Cinco a dez minutos após a injeção, os cientistas estimulavam eletricamente a medula espinal dos animais via uma série de elétrodos implantados no espaço epidural (a camada mais exterior do canal espinal). Enviavam assim sinais eléctricos contínuos até aos neurónios previamente excitados pelo cocktail químico. “Restava agora iniciar o movimento”, explica Rubia van den Brand, co-autora, em comunicado.
Nesta terceira fase, graças a pequenos coletes, os cientistas “penduraram” os animais a um dispositivo robótico que os mantinha erguidos sobre uma plataforma, com o peso totalmente suportado pelas patas traseiras, e que só se ativava para os manter de pé se eles perdessem o equilíbrio. O sistema permitia ainda que os animais pudessem andar para frente de sua livre vontade. E de facto, quando os cientistas colocaram bocadinhos de chocolate na outra ponta da plataforma, os ratos começaram a querer andar — e a andar mesmo.
“Após umas semanas de neurorreabilitação com essa combinação de arreio robótico e estimulação electroquímica”, explica Grégoire Courtine, “os nossos ratos não só iniciavam voluntariamente a marcha, como depressa começaram a correr, a subir escadas e a evitar obstáculos”.
Quando os cientistas examinaram o que tinha acontecido ao nível microscópico no sistema nervoso dos animais, constataram “que as fibras nervosas na medula espinal e no cérebro tinham quadruplicado”, diz Janine Heutschi, outra co-autora. E mais: as novas fibras tinham contornado a lesão medular, permitindo que os sinais vindos do cérebro atingissem a zona da medula espinal onde estavam situados os neurónios previamente excitados. Para Courtine, este crescimento nervoso reproduz, de certa maneira, o que acontece na infância durante o desenvolvimento dos animais.
“Isto é um campeonato da reabilitação!”, exclama este cientista. “Os nossos ratos, que poucas semanas antes estavam completamente paralisados, tornaram-se atletas. E estou a falar em 100 % de recuperação do movimento voluntário.”
Há razões, afirmam, para acreditar que as pessoas paralisadas devido a lesões da medula espinal possam vir um dia a beneficiar destes resultados. Courtine estima que os ensaios clínicos de eficácia em seres humanos poderão começar dentro de um ou dois anos.


Fonte:http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/tratamento-fez-ratos-paraplegicos-andarem-por-vontade-propria-1548390?all=1

MOUSE PARA OS PÉS

Já era hora de alguém pensar nisso: Flip Flop Mouse


O "Toe Mouse" foi criado pela designer Liu Yi, e com certeza ajudará muito as pessoas com deficiência física. Ele foi projetado para àqueles que têm deficiência nos membros superiores e não podem usar as mãos para utilizar o mouse tradicional. O Toe Mouse tem o formato de um chinelo e pode ser usado tanto pelo pé direito como pelo esquerdo. De acordo com a designer Liu Yi, o formato simboliza um barco navegando, em alusão a navegação na internet.
Ele funciona como um mouse comum, tem botão direito e esquerdo e liberdade para o movimento em todas as direções.



Parabéns pela iniciativa!





USP terá banco de células-tronco de pacientes com doenças raras

(Imagem Internet)
Um software que está sendo implantado no Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) vai possibilitar o armazenamento de dados clínicos e informações genômicas e de testes moleculares realizados em diversos pacientes atendidos pelo centro, que está ligado ao Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). Desde que foi fundado em 2000 como um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp, o CEGH já atendeu cerca de 80 mil pessoas pertencentes a famílias afetadas por doenças genéticas.
O programa permitirá ao CEGH criar um dos maiores banco de dados de doenças genéticas raras da população brasileira relacionadas, particularmente, a doenças neuromusculares, malformações congênitas, de déficit cognitivo, obesidade de causa genética e autismo. Também possibilitará o surgimento de bancos de dados de células-tronco de pacientes com doenças genéticas raras do Brasil, já contendo mais de 300 amostras.
O desafio para o desenvolvimento e implementação do sistema computacional, desenvolvido ao longo de cinco anos por pesquisadores do Grupo de Modelagem de Banco de Dados, Transações e Análise de Dados (Data Group), do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e do Centro de Bioinformática da Universidade de São Paulo (USP), foram descritos em um artigo publicado na BMC Genomics. "O software facilitará o acompanhamento e a seleção de pacientes para as pesquisas sobre doenças genéticas que realizamos", disse Maria Rita dos Santos e Passos-Bueno, pesquisadora do CEGH e uma das autoras do artigo.
De acordo com a pesquisadora, um dos principais objetivos do programa, baseado na plataforma de software livre, é controlar o fluxo de exames clínicos e moleculares dos pacientes realizados pelo CEGH, que são bastante diversificados e parametrizados.
Realizados de acordo com um ciclo, - iniciado com a coleta de amostras do sangue do paciente e de seus familiares para extração e análise do DNA para elaboração do laudo da doença genética -, os exames são feitos em diferentes etapas e demandam insumos específicos. Além disso, têm de ser realizados em baterias de 10 a 30 exames de cada vez, por exemplo, porque o custo de se fazer um único exame por vez é muito alto. Para possibilitar o controle desse fluxo de exames, o novo sistema tem páginas de acesso restrito por áreas, nas quais os profissionais responsáveis cadastram informações.
Na página de consulta dos pacientes, por exemplo, o médico ou geneticista pode solicitar a coleta de sangue para realização dos exames. Após o material ser colhido, o grupo de técnicos responsáveis pela elaboração dos exames é informado de que pode realizá-los, e deve cadastrar na respectiva página de sua área quando começaram e finalizaram o processo. Por meio do registro das informações, o médico ou geneticista pode acompanhar em que estado está o exame e quando terão que preparar o relatório final, com o laudo do paciente que estão acompanhando.
"O software cobre um ciclo que começa com a coleta do material do paciente até a expedição do resultado do laudo, e tem como objetivo apoiar a decisão dos pesquisadores do CEGH em relação à escolha de pacientes, por exemplo, para um acompanhamento mais próximo", disse João Eduardo Ferreira, professor do IME e coordenador do Data Group.
Com informações da Agência Fapesp 

MP inaugura sede das promotorias do idoso e da pessoa com deficiência

O Ministério Público do Ceará inaugurou, nesta quinta-feira, dia 31, a sede das Promotorias de Justiça de Defesa do Idoso e da Pessoa com Deficiência. A solenidade aconteceu às 9 horas, na Rua Assunção, 1360, José Bonifácio, e contou com a participação do procurador-geral de Justiça, Ricardo Machado. 


A partir de agora as promotorias vão funcionar no endereço supracitado, contando com o trabalho dos promotores de Justiça Edna da Matta, Rita de Cássia Menezes, Nildo Façanha de Abreu, Paulo Roberto Barreto de Almeida, Antônia Elsuérdia Silva de Andrade, José Gilvane Moreira Costa e Antônio Arcelino de Oliveira Gomes. O novo prédio oferece melhores condições de trabalho e de atendimento ao cidadão. “Ele está todo adaptado para atender as pessoas e é devidamente acessível – portas, banheiros, etc. Além disso, cada promotoria vai ter sua própria sala, o que favorece a privacidade durante as audiências e o recebimento de denúncias”, informa a promotora Edna da Matta.


Segundo ela, as denúncias às promotorias podem ser encaminhadas através do Disque 100, serviço nacional articulado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, ou podem ser feitas diretamente nos núcleos.


De acordo com o último censo realizado pelo IBGE (2010), o Ceará tem ao todo 909.475 pessoas com mais de 60 anos, o que corresponde a 10,76% da população. A mesma pesquisa mostrou que 27,69% da população residente no Estado, o equivalente a 2.340.329 pessoas, declararam ter algum tipo de deficiência permanente (visual, auditiva, motora, mental, etc), independente do grau.


Fontes: MP/CE - http://oabce.org.br 

Justiça obriga Correios a realizar obras de acessibilidade

As agências deverão ser reformadas no prazo de 180 dias.

                                  (Foto: Arquivo Portal Infonet)
A Justiça Federal (JF) acatou o pedido do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) e concedeu uma liminar que determina que os Correios ofereçam condições de acessibilidade a pessoas com deficiência física. A medida diz respeito à agência localizada no bairro Siqueira Campos, em Aracaju, e uma no município de Nossa Senhora do Socorro.
O juiz federal Ronivon de Aragão deferiu o pedido do MPF/SE e os Correios deverão, no prazo de 180 dias, iniciar o procedimento de adequação da estrutura arquitetônica de suas agências para atender às normas de acessibilidade voltadas às pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção.
A construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis. Os prédios devem ter vagas reservadas para pessoas com deficiência, acessos internos livres de barreiras que dificultem a acessibilidade e pelo menos um banheiro acessível, com equipamentos e acessórios compatíveis com as necessidades dos cidadãos. O número da ação é 0001031-70.2012.4.05.8500.


Fonte: Ascom MPF

Piso tátil para cegos perde função em estações do metrô

Feito para ajudar deficientes visuais a se locomoverem sem tropeços, o piso tátil --formado por uma guia com textura diferente da do chão-- perdeu função em estações de metrô. A sãopaulo visitou todas as paradas das linhas 1-azul, 3-vermelha e 4-amarela e constatou que, em algumas delas, ele está mal posicionado.
Alexandre Aragão de São Paulo
                                                                                                                                             Lucas Lima/Folhapress
Piso tátil (azul), no corredor da estação Paulista (linha 4-amarela): posicionado em apenas um lado, objeto não pode ser usado.

No corredor que liga a estação Paulista (linha 4-amarela) à Consolação (linha 2-verde), inaugurado em maio de 2010, uma barreira feita com hastes de metal para organizar o fluxo de usuários deixou de fora parte dos deficientes visuais que passam diariamente por ali.
É que o único piso tátil ficou em um dos lados do corredor e, devido à grande quantidade de gente, é praticamente impossível --mesmo para uma pessoa sem dificuldades de locomoção-- andar no contrafluxo nos horários de pico. Essa situação se repete na estação Butantã, também da linha 4-amarela, e em outros pontos do subsolo da cidade. Na estação São Bento (linha 1-azul), ao desembarcar, o usuário é levado pelo caminho em relevo até uma escada comum, mesmo havendo elevadores no local.
Todas as estações visitadas pela reportagem possuem elevadores, mas na Carandiru e na Portuguesa-Tietê (ambas da linha 1-azul) o ascensor não leva diretamente à plataforma de embarque.
Eles ficam posicionados antes da catraca, o que, no entanto, não chega a ser um problema, defende o arquiteto Eduardo Ronchetti, que possui uma empresa especializada em acessibilidade. "Desde que haja a possibilidade de passagem, o importante é garantir que a pessoa chegue à plataforma."
Em nota, o Metrô afirmou que todos os funcionários passam por treinamento para poder conduzir e orientar deficientes físicos e que, desde 2010, todas as estações possuem pisos táteis "em conformidade com as regras da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas]".
Na hora do embarque, porém, ainda há outro obstáculo. As grades que organizam as filas, presentes em 7 das 44 estações visitadas, possuem distâncias variadas em relação ao fim do piso tátil. Em algumas plataformas, os objetos ficam a cerca de 40 cm um do outro. "O conceito de acessibilidade diz que qualquer obstáculo deve ficar antes do passo seguinte do deficiente", explica Ronchetti. Sem isso, o deficiente é obrigado a tatear "no escuro".


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1095633-piso-tatil-para-cegos-perde-funcao-em-estacoes-do-metro.shtml

Relator inclui educação especial e escolas para surdos no PNE

Vanhoni continua a apresentar alterações nesta quarta, quando vai abordar a meta de investimento na Educação. O texto final deve ser votado no dia 12 de junho.


                          Foto: Leonardo Prado
A inclusão da escola especial e da escola bilíngue para surdos no novo Plano Nacional de Educação (PNE) – PL 8035/10 – foi comemorada pelos representantes do setor que lotaram hoje o plenário onde estava sendo discutido o texto final do relator da comissão especial destinada a analisar a proposta, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR).

O texto do PNE enviado pelo governo contemplava apenas a inclusão de pessoas com deficiência nas escolas, e não citava as duas formas específicas de educação. De um lado, surdos reivindicavam escolas em que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) seja a língua principal, e por outro lado associações que lidam com educação especial, como as Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), defendiam uma educação para quem precisa de currículo específico.

“No começo o governo só queria falar de inclusão, mas souberam negociar e atender esses movimentos que se organizaram e foram os mais atuantes na discussão do PNE”, avaliou o presidente da comissão, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).

O relator apresentou uma modificação à Meta 4 do texto, sobre educação para pessoas com deficiência. As mudanças colocam como meta a inclusão de alunos que tenham dificuldades de aprendizagem ou alguma deficiência, mas não deixa de fora as escolas especiais. Quanto às bilíngues, são escolas com currículo normal, e, pelo novo texto, sua expansão deve fazer parte das metas do PNE.

Para o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), ligado ao movimento de Apaes (que organiza escolas para alunos com deficiência), o texto apresentado contempla as reivindicações, e garante a continuidade da educação especial. “Defendemos a escola normal e a escola especial, não há competição, no entanto, nossa vivência mostra que existe um grupo que precisa de um currículo adaptado para suas necessidades, sem necessariamente ter sucesso acadêmico, mas de convivência”, disse.

Para a diretora de política educacional da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, Patrícia Rezende, que é surda e militante, o texto apresentado pelo relator torna possível a existência das escolas bilíngues, inclusive com tradutores de libras e professores surdos, de forma que essa seja a principal língua utilizada pelos alunos. “Isso não estava claro no PNE, e foi uma vitória para nós”, sinalizou.

Patrícia também frisou que as escolas bilíngues podem ser inclusivas. Crianças que ouvem podem se matricular, desde que tenham conhecimento em libras, e façam as aulas nessa língua. “Meus filhos são ouvintes, mas são fluentes em libras, se eles quiserem estudar lá, podem”, completou.
Gastos com Educação
O relator apresentou hoje outras alterações, que devem continuar amanhã, em busca de um acordo para aprovar o texto na comissão. As mudanças são fruto de 155 destaques, que são mudanças específicas pedidas por deputados no relatório, e que poderiam ser votadas uma a uma.

Entre outras alterações, o texto deixa claro que a meta de gastos com Educação pode ser revista por meio de um projeto de lei.

A meta, no entanto, não foi alterada. No texto, o relator propõe 7,5% do PIB em investimento direto do setor público em Educação, a ser implementado nos próximos dez anos, enquanto este plano estiver em vigência. Alguns deputados, principalmente da oposição, querem que o investimento seja de 10% do PIB.

Atualmente o investimento está em 5% do PIB, e o crescimento dos últimos anos, entre 0,1% e 0,2%, fecharia a mesma conta. Com esse argumento, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, insiste em 10%. “Vamos ter de dar preferência a algumas metas, não há recursos para todas”, disse.

Nas contas do movimento, cada 0,5% do PIB representa 20 bilhões em recursos para o setor. A proposta original falava em 7% e, segundo Cara, até a tramitação final da proposta, que ainda vai passar pelo Plenário e pelo Senado, o governo já sinaliza que aceitaria 8%, nem uma fração a mais.

Meta de financiamento da educação divide até a base aliada, afirma deputado
Votação
Segundo Lelo Coimbra, a votação do novo parecer de Vanhoni – uma complementação de voto – deverá ocorrer no dia 12 na comissão.

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse nesta terça-feira que o PNE deverá ser votado pelo Plenário assim que a pauta for liberada. “A votação do PNE é uma prioridade da Câmara. Na primeira oportunidade, o projeto será votado”, disse Maia.

Fonte: Agência Câmara de Notícias - http://www.inclusive.org.br

Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo e deficit de 200 mil vaga

Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O deficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.

A reportagem é da BBC Brasil, 29-05-2012.

Várias mãos seguram nas barras em cela superlotada.

Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal – instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação “melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação”.
Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).


De acordo com os dados mais recentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los (deficit de 198 mil).


“Pela lei brasileira, cada preso tem que ter no mínimo seis metros quadrados de espaço (na unidade prisional). Encontramos situações em que cada um tinha só 70 cm quadrados”, disse o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, em 2008.
Falta de condições
Segundo ele, a superlotação é inconstitucional e causa torturas físicas e psicológicas.
“No verão, faz um calor insuportável e no inverno, muito frio. Além disso, imagine ter que fazer suas necessidades com os outros 49 pesos da cela observando ou ter que dormir sobre o vaso sanitário”.


De acordo com ele, durante a CPI, foram encontradas situações onde os presos dormiam junto com porcos, no Mato Grosso do Sul, e em meio a esgoto e ratos, no Rio Grande do Sul.
Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade.


Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo.


“A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios”, disse o defensor.
Vigilância
Porém, abusos de direitos humanos não ocorrem somente devido ao deficit de vagas.
Em todo país, há denúncias de agressões físicas e até tortura contra detentos praticadas tanto por outros presos quanto por agentes penitenciários.


“No dia a dia, recebemos muitas denúncias de agressões físicas, mas é muito difícil provar, pelo próprio ambiente (de isolamento). Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas”, disse.


O número de mortes de detentos nos sistemas prisionais não é divulgado pelos Estados, segundo o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho.


“O sistema penitenciário é opaco, uma organização (não-governamental) já tentou fazer esse levantamento, mas não conseguiu”, disse.


Segundo o deputado Dutra, o ambiente geral desfavorável aos direitos humanos no sistema prisional do país foi o que possibilitou o surgimento de facções criminosas.


Entre elas estão o Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, que hoje operam as ações do crime organizado dentro e fora dos presídios.
Defensores
Outra recomendação explícita feita pelo grupo de 78 países-membros durante a sabatina na ONU foi a disponibilização permanente de defensores públicos em todas as unidades prisionais do país.


Uma das funções deles seria acelerar a apuração de abusos de direitos humanos contra presos.


Outros papeis seriam oferecer assistência jurídica para que os detentos não fiquem encarcerados após acabar de cumprir suas penas ou tenham acesso mais rápido ao sistema de progressão penitenciária (regime semiaberto ou liberdade assistida) – o que ajudaria a reduzir a superlotação.


Mas o país ainda está longe dessa realidade. Só em São Paulo, um dos três Estados com maior número de defensores, o atendimento a presos nas unidades prisionais é feito por meio de visitas esporádicas.


Segundo Cacicedo, apenas 29 das 300 comarcas do Estado têm defensoria. Além disso, só 50 dos 500 defensores se dedicam ao atendimento dos presos.


O Estado, no entanto, possui 151 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária (sem contar as cadeias públicas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.)
Soluções
Segundo Jesus Filho, os problemas não são resolvidos em parte devido ao perfil da maioria dos detentos.


Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.


Segundo o deputado Dutra, uma possível solução para reduzir a população carcerária seria o emprego de detentos em obras públicas e estímulo para que eles estudem durante a permanência na prisão.


A legislação já permite que a cada três dias de trabalho um dia seja reduzido da pena total. Mas, segundo Dutra, nem todos os governos estaduais exploram essa possibilidade.


Fonte:http://www.inclusive.org.br