sábado, 23 de junho de 2012

Sete meses após formar o primeiro deficiente visual, UAB continua sem acessibilidade

A aprendizagem virtual e o material didático da UAB (Universidade Aberta do Brasil) ainda não foram adaptados a deficientes visuais e auditivos, sete meses após a formatura do primeiro deficiente visual, Deividi Prussiano de Freitas.
Camila Rodrigues

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O estudante se formou no curso superior de tecnologia em gestão pública, oferecido pelo IF-SC (Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina) no pólo de Cachoeira do Sul (RS), a 290 km de Porto Alegre.


Atualmente, há outros dois deficientes visuais matriculados no curso de gestão pública do IF-SC: uma estudante do pólo de Nova Londrina (PR), que enxerga muito pouco e iniciou o curso no segundo semestre de 2011; e um estudante cego no pólo de Cachoeira do Sul, que deve iniciar as aulas na próxima turma do curso.

Paulo Roberto Weigmann, chefe do Departamento de Ensino a Distância do IF-SC, admitiu que, atualmente, “todo o material é feito para os alunos que não têm deficiência”.

No entanto, diz que, no final de 2010, foi enviado um projeto para o departamento jurídico da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que é responsável pela UAB.

“A gente solicitou uma equipe especializada para trabalhar com educação especial e a produção de material adaptado para deficiente visual e outras ferramentas adaptadas para acessar o conteúdo”, descreve Weigmann. “Mas demorou tanto que deu tempo de Deivid se formar”.

Questionada sobre o andamento desse projeto e de outras medidas de acessibilidade da UAB, a Capes respondeu o seguinte:

"Vários cursos utilizam a plataforma interativa Moodle e adaptam suas ferramentas e estratégias para atender alunos especiais. A Capes é responsável por avaliar o projeto pedagógico no geral, sendo que a análise das ferramentas específicas extrapolam a competência desta coordenação. A avaliação do curso e sua possível adequação às necessidades de seus estudantes é realizada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) assim como de todos os cursos de graduação no país." O Inep informa que ainda não avalia cursos a distância.

O que é a Universidade Aberta do Brasil
A UAB é um sistema integrado por universidades públicas de todo o país que oferecem ensino superior a distância. Lançada no segundo semestre de 2007, ela oferece cursos de licenciatura, formação pedagógica, bacharelado, tecnólogo e sequenciais.

Há também formação continuada nas modalidades de especialização, aperfeiçoamento e extensão, e o Profmat (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional). O programa tem cerca de 11 mil concluintes em licenciaturas e 16 mil em bacharelados.

Fonte: Uol - Educação  - Imagem Internet

Servidora com filho deficiente poderá ter horário especial

Hoje, somente a servidora pública sujeita a regime de trabalho de 36 horas semanais está autorizada a afastar-se do trabalho em um dos turnos.

da Redação
A servidora pública estadual que cumpre expediente de 30 horas semanais poderá se afastar do trabalho por duas horas diárias para cuidar do filho portador de deficiência. É o que determina projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, de autoria do deputado Londres Machado (PR).

O afastamento dependerá apenas de requerimento da interessada, acompanhado de laudo médico e certidão de nascimento. E poderá ser concedido pelo prazo de um ano, podendo ser renovado, sucessivamente, enquanto perdurar a situação.


Apesar da lei, preconceito ainda impossibilita contratação de deficientes

A Lei 8.213, de 1991, define que empresas com cem ou mais funcionários são obrigadas a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou com pessoas com deficiência. Até hoje, no entanto, a lei, ainda é descumprida.
da Redação
                                                                       Imagem Internet
A Lei 8.213, de 1991, define que empresas com cem ou mais funcionários são obrigadas a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou com pessoas com deficiência. Até hoje, no entanto, a lei, ainda é descumprida.


Para quem tem deficiência, qualificação profissional e luta por uma vaga no mercado, o principal entrave está no tipo de oferta, em geral, cargos sem importância. Outra queixa é que as empresas estariam optando por empregar pessoas com deficiências mais leves. Cadeirantes, por exemplo, estão sempre no final da lista de preferência das empresas, que alegam falta de acessibilidade nos imóveis. O resultado é que gente qualificada, mas com cegueira total, por exemplo, fica de fora de algumas seleções.


Na Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, setenta vagas esperam por candidatos com deficiência. Apenas 24 pessoas se interessaram até agora pelas funções que variam entre carpinteiro, ajudante de obra, auxiliar de limpeza e administrativo. Na opinião de Celso Miranda, gerente geral do trabalho da Secretaria, a baixa procura se justifica pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a quem tem deficiência. O benefício é suspenso no período em que o indivíduo está com a carteira assinada. Só é retomado quando a pessoa volta a ficar desempregada.


Fonte: Diário de Pernambuco - Imagem Internet

Campanha alerta para os direitos da pessoa com deficiência



O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, a Fundação de Ação Social (FAS) e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência promovem neste sábado (23) uma ação especial no calçadão da XV de Novembro para a promoção da inclusão, chamando a atenção da sociedade para os direitos da pessoa com deficiência. Trata-se da campanha "Conscientização e Cidadania”.

“Serão distribuídos cinco mil adesivos com a frase “EU RESPEITO” e cartazes com quatro mensagens: “Não bloqueie as guias rebaixadas”, “Dê preferência ao embarque e desembarque do ônibus”, Dê preferência na travessia elevada de pedestre” e “Não pare em vagas preferenciais”.

Uma barraca será montada em frente ao Mc Donalds da avenida Luiz Xavier, das 8 às 13 horas, com a presença de alunos de escolas especiais e entidades de atendimento a pessoa com deficiência.

Para o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e da ADFP – Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini, a política especial de Curitiba avançou muito nos últimos anos. “Temos muito que comemorar em nossa cidade”, explicou, lembrando que ainda há preconceito gerado pela falta de informação sobre assuntos relacionados aos portadores de deficiência.

“Apesar da legislação a pessoa portadora de deficiência física enfrenta grandes desafios, como falta de estrutura que impede a acessibilidade, obstáculos físicos, guia não rebaixada e ônibus adaptados que não atendem a demanda, entre outras dificuldades.

A presidente da FAS Marry Ducci disse que o objetivo da campanha é sensibilizar os curitibanos sobre valores que melhoram a qualidade de vida das pessoas com deficiência.
Maiores informações sobre a campanha pode ser obtida na secretaria executiva dos conselhos, pelo telefone 3250.7918.

Fonte:http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias

Mulher se prepara para amputar braço e ganhar membro biônico

Nicola Wilding já começou a participar de competições de triathlon para levantar dinheiro para operação.
Neil Bowdler Da BBC News

A britânica Nicola Wilding, de 35 anos, que planeja amputar seu braço direito e substituí-lo por uma prótese, será submetida a uma cirurgia inicial em setembro para determinar se o plano pode ser levado adiante.


O cirurgião austríaco, Oskar Aszmann, irá examinar os nervos de seu antebraço. Ele poderá, então, transplantar os músculos para impulsionar sinais nervosos em seu braço, para que possa guiar a prótese.


Wilding perdeu os movimentos do braço direito há 12 anos, em um acidente de carro.


Ela realizou transplantes de nervos que devolveram algum movimento do antebraço, mas seus médicos disseram que ela nunca mais poderá mexer a mão.


Após assistir a um documentário da BBC sobre o trabalho de Aszmann, ela decidiu considerar a possibilidade de amputação.


Wilding já começou a participar de competições de triathlon para levantar o dinheiro necessário para a cirurgia, caso decida levar o plano adiante.
Próximo passo
Wilding se encontrou com o cirurgião no início do ano, para uma consulta inicial, em Londres.
Desde então, ela já viajou algumas vezes a Viena para a realização de testes, nos quais seu braço foi submetido a estímulos elétricos.


Segundo ela, o próximo passo será retornar a Viena, em setembro, para que o cirurgião possa abrir seu braço e ver se os nervos são sensoriais ou motores."Se forem sensoriais, então não há nada a ser feito, e será o fim", disse Wilding à BBC.


"Se houver nervos motores, ele irá remover músculo das minhas pernas para implantar no antebraço, para que eu possa trabalhar e fortalecer o nervo e o músculo e, por fim, operar a prótese."


Em entrevista por telefone, desde Viena, Aszmann disse que ela tem alguns sinais muito fracos em seu antebraço, mas vai precisar de sinais mais fortes para controlar uma prótese.


"Quando eu bato levemente em sua mão, ela diz que pode sentir algo, mas nós precisamos abrir seu braço para ver se há fibras motoras suficientes para fornecer sinais à mão biônica", disse o cirurgião.


Azmann já executou duas amputações eletivas de mão, e ambos os pacientes já estão usando seus substitutos biônicos
Uma terceira amputação eletiva está marcada para esta semana.


Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/06/22/mulher-se-prepara-para-amputar-braco-e-ganhar-membro-bionico.jhtm

Deficiência citada em documento final da Rio+20

Informo diariamente da Rio+20 que a Rede Latino-Americana de ONGs de Pessoas com Deficiência e suas Famílias – RIADIS e a Aliança Internacional de Deficiência (IDA) e a Parceria Global de Desenvolvimento e Deficiência (GPDD), enviamos 2 documentos sobre Deficiência e Desenvolvimento Sustentável para a ONU, em outubro passado para tentar incluir referencias às pessoas com deficiência no documento final da Conferência Rio+20: O Futuro que Queremos. Agradecemos a atuação dos Estados Partes amigos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) e da equipe de IDA que trabalharam no monitoramento das negociações do documento final que resulta, até agora na inclusão de 5 referências a este campo especifico.


Gostariámos de ter avançado um pouco mais, com referências mais fortes, mas consideramos um avanço estas menções pontuais, diferente do Documento da Rio 92, onde as pessoas com deficiência estiveram ausentes.


No entanto, resta uma preocupação, que ainda não pudemos confirmar sobre a retirada da menção a pessoas com deficiência no Parágrafo 229 do Documento, relativo a Educação.


Aproveito para solicitar a Secretaria da CDPD, que por favor, verifique esta informação que nos deixa preocupados, uma vez que a área de educação é um tema fundamental para que as


Regina Atalla


Presidenta RIADIS


Fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=22811

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Deputado apresenta proposta que irá beneficiar deficientes auditivos

Da Redação
                                                                                Imagem Internet

Como uma pessoa que possui deficiência na fala ou auditiva se comunica em situações de emergência? A partir desta pergunta, o deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), apresentou Projeto de Lei N° 358/2012 que tramita na Assembleia Legislativa.


O projeto em questão pretende autorizar o poder público a aderir o serviço de mensagens curtas (SMS) via celular, para comunicação com os serviços emergenciais. Com a implementação do serviço, qualquer pessoa poderá se comunicar com a polícia militar e com o corpo de bombeiros através de mensagens de texto enviadas através do celular. Especialmente os portadores de deficiência auditiva ou aqueles impossibilitados de se comunicar através da fala, que se encontra em situação de risco para requerer os serviços emergenciais, dependendo, muitas vezes, de terceiros para disporem de socorro.

No estado de São Paulo, tal procedimento já é adotado com sucesso, fazendo com que os portadores que se enquadram nestas limitações possam usufruir também destes serviços por uma questão de cidadania. Vale destacar ainda que o serviço do SMS de emergência esta regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio da Resolução n.º 564/2011. Segundo a Lei proposta pelo deputado, os seguintes serviços emergenciais: Polícia Militar 190, Samu 192, Corpo de Bombeiros 193 e Defesa Civil 199, ficaram à disposição de toda população matogrossense.

Após receberem a mensagem, os serviços públicos de emergência deverão responder imediatamente à solicitação, informando e orientando o comunicante através de mensagem curta (SMS), endereçadas para o número que foi originado o chamado.

As operadoras de telefonia móvel estarão obrigadas, após solicitação dos responsáveis pelos serviços públicos de emergência, encaminhar as mensagens de texto de seus Usuários destinadas ao respectivo serviço público de emergência. O deputado conta que este serviço não será usado somente por deficientes auditivos. É importante deixar claro que não será cobrado valor algum nas mensagens enviadas para os serviços de emergência.

“O Projeto de Lei pretende beneficiar os deficientes auditivos, mas, qualquer pessoa em situação de risco poderá utilizar o SMS”.

O preconceito nosso de cada dia...

Artigo de Adriana Lage
Adriana Lage
                                                                                Imagem Internet
Nessa semana, durante minha sessão com a psicóloga, fui comentar sobre minhas paixões, meus amores, encontros e desencontros. E, nesse caso, foi inevitável falar sobre preconceito. Conversa vai, conversa vem, soltei uma frase de matar minha professora de português de desgosto: “Somos poucos, mas somos muitos”. Ela me questionou sobre a quantidade de pessoas com deficiência que temos no Brasil. Comentei sobre os dados do último censo do IBGE e ela ficou passada! Hoje, somos cerca de 45 milhões de brasileiros com alguma deficiência, seja física, visual, auditiva, mental, etc. Em porcentagem, representamos cerca de 23,9% dos brasileiros. Para terem uma idéia, os brasileiros com alguma deficiência motora já são mais de 13 milhões. Quando me referi ao fato de sermos poucos, quis dizer que, normalmente, não encontramos tantas pessoas com deficiência no dia a dia, o que nos leva a imaginar que existem poucos casos por aí. Será? Ou, quem sabe, vemos essas pessoas, mas não a enxergamos? As coisas estão melhorando aos poucos, mas a famosa invisibilidade social ainda teima em reinar. Várias pessoas do meu convívio já me disseram que, após me conhecerem, passaram a prestar mais atenção em questões relativas à deficiência e à acessibilidade. Por exemplo, meus colegas de trabalho brigam quando vêem rampas íngremes, falta de elevadores e algum desrespeito a vagas de estacionamento exclusivo; Minha psicóloga enxergou o cadeirante do ônibus; Um paulistano de pouca luz (deve ser meu carma gostar de paulistas!) que conheci aqui no banco também modificou seu olhar, começou a acompanhar esportes paralímpicos e até ajudou um cego a atravessar a rua. Aos poucos vamos ganhando mais visibilidade e rompendo com preconceitos.


Organizei um chá de panela surpresa para minha irmã. É claro que corria o risco dela descobrir a surpresa antes da hora, mas arrisquei mesmo assim. Um dos fatos que desencadearam as desconfianças da noiva está ligado a essa invisibilidade social. Conversei, via email, com uma amiga da noiva. Como não poderia comparecer ao evento, mas gostaria de entregar a lembrança, ela queria me encontrar. Expliquei que sou cadeirante, que não tenho minha CNH, nem cuidadora e que, no momento, meu ir e vir anda meio comprometido. Com isso, passei o contato da minha irmã caçula, minha cúmplice, para que se encontrassem. No final de semana, a menina se encontrou com a noiva e acabou falando sobre mim. Ela ficou encantada com o fato de eu ser cadeirante e desandou a falar sobre mim. Minha irmã começou a ligar os fatos. Se nunca nos vimos pessoalmente, como ela poderia saber tanto sobre mim? As duas falaram bastante sobre minha pessoa. Após o encontro, a menina até me chamou para ser sua amiga no facebook e me disse que adorou conhecer minhas histórias e casos. Eu acho que, independente disso, a surpresa seria descoberta antes da hora. O que me encasquetou nessa história foi uma pessoa tão estudada ter achado uma coisa do outro mundo o fato de eu ser cadeirante e ter condições de fazer as mesmas coisas que qualquer outro ser humano!


Estava conversando com minha amiga sobre relacionamentos e comentei sobre uma tetraplégica paraibana que se casou. A mulher ficou tetraplégica, aos 21 anos, por causa de uma facada que levou do ex marido. Tempos depois, ela se casou novamente e teve outro filho. Minha amiga ficou chocada com o caso! Eu quase surtei com a reação da menina. Inacreditável! A pessoa convive comigo desde que nasci, sabe das minhas dificuldades e possibilidades e me vem com uma idéia arcaica dessas?! Assim não dá para ser feliz.


Fico reparando como as crianças costumam ser desprovidas de preconceito. Minha priminha, de oito anos, veio me perguntar quando eu iria me casar e quantos filhos teria. Expliquei que, no momento, nem tenho candidato a marido. Ela me perguntou como eu conseguiria cuidar do meu filho já que sou fraquinha e não consegui nem abrir o vidro de esmalte que passaria nela? Expliquei para ela e depois brinquei dizendo que vou esperá-la crescer mais um pouquinho para me ajudar a cuidar do meu neném. A menina adorou a idéia e saiu toda saltitante. Para ela, a idéia de uma tetraplégica ser mãe não causa espanto...


Meus amigos cegos sempre comentam que é comum serem confundidos com surdos. Muitas vezes, quem se dirige a eles acaba falando mais alto do que o normal. Os mais bem humorados falam: “minha senhora, eu sou cego, mas não sou surdo! Não precisa gritar”.


Nada como o conhecimento para exterminar o preconceito. Ainda chegaremos lá...


Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=34645 -  Imagem Internet

Padre proíbe autista de receber comunhão e causa polêmica

Um padre de Bom Princípio, no Vale do Caí, não deu a primeira eucaristia para um adolescente com autismo, no último domingo, o que revoltou alguns moradores e causou controvérsias.

da Redação

O jovem Cássio Maldaner, de 13 anos, que tem autismo, estava na fila com outras 34 crianças para receber a primeira comunhão na Paróquia Nossa Senhora da Purificação. Cerca de 90 convidados esperavam pelo momento.
O padre Pedro José Ritter pediu que o adolescente fosse retirado da fila, pois não participaria da celebração.
De acordo com o padre, a igreja estipula que, em casos como o de Cássio, não há necessidade de que o fiel passe pelo rito da eucaristia. Por não terem pessoas capacitadas na igreja, o adolescente foi ensinado sobre o sentido da eucaristia por sua mãe.
O padre afirmou ainda que não aconteceu nenhum tipo de preconceito, e que sua decisão apenas foi por esperar por um outro momento, em que ele aceitasse e entendesse o que estava acontecendo.

Falta fiscalização sobre acessibilidade nas obras da Copa, diz conselheiro

No debate, especialistas apontaram excesso de leis e normas no Brasil sobre acessibilidade.
Marise Lugullo, Rádio Câmara


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O conselheiro-diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva, Leon Myssior, apontou a existência de um vácuo de responsabilidade no Brasil quanto ao cumprimento de todas as exigências de acessibilidade das pessoas com deficiência aos estádios que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014.


Durante audiência nesta quarta-feira na Comissão de Turismo e Desporto, Myssior disse que os arquitetos autores dos projetos de construção ou de reforma têm sido alijados das obras, quando deveriam zelar pela fidelidade dos projetos. O conselheiro recomenda que o Ministério Público fique atento a essa questão.


Como lembrou, para que uma obra inicie, a prefeitura aprova um projeto e emite um alvará de construção, e para que a área possa ser utilizada, a prefeitura, ao final, atesta que tudo foi executado fielmente conforme o projeto aprovado e, só então, emite um habite-se, uma liberação da obra. “O problema é que durante esta fase de execução de obras não há nenhum órgão que tenha responsabilidade formal pela fiscalização. Alguns municípios, alguns estados, quando tratamos de obras públicas, eventualmente fazem uma licitação ou nomeiam alguma entidade ou algum funcionário para exercer essa fiscalização, mas isso não é obrigatório”, ressaltou.


Leis conflituosas
O conselheiro também reclamou do excesso de leis e normas no Brasil sobre a acessibilidade, algumas delas conflituosas. Um decreto federal, por exemplo, determina que 2% dos lugares em estádios deverão ser destinados a pessoas em cadeira de rodas. Já a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece apenas 0,01%, ou um para cada mil. Segundo o sindicato, é esse percentual menor que vem sendo seguido pelos arquitetos.


Para o assessor do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva, Rodrigo Prada, não apenas os estádios, mas as cidades como um todo devem se preparar para receber o público com necessidades especiais, “já que esse pode ser um mercado lucrativo do ponto de vista do turismo”.


Prada afirmou estar preocupado quanto ao cumprimento do Decreto 5.296/04, que reserva pelo menos 2% dos assentos em arenas esportivas para pessoas com deficiência. Para que isso fosse cumprido, informou, o Estádio Nacional de Brasília, com capacidade para 70 mil lugares, deveria ter 1,4 mil assentos especiais, mas o número apresentado no projeto da obra é de apenas 66.


Ele citou ainda estudo segundo o qual a média de assentos especiais nos estádios das duas últimas Copas (na Alemanha, em 2006; e na África do Sul, em 2010) foi, respectivamente, de 0,2% e 0,3%. “A Fifa faz uma série de exigências para atender ao público VIP, porém, no que diz respeito à acessibilidade, determina apenas que se siga a legislação local”, criticou.


Insuficientes
O deputado Romário (PSB-RJ) disse que o número de lugares destinados aos cadeirantes será insuficiente até mesmo para atender às 500 pessoas carentes com deficiência, por partida, que ganharão ingressos da Confederação Brasileira de Futebol. “Como faltam dois anos para a Copa do Mundo, muitas coisas podem ser mudadas. Só depende da boa vontade, principalmente dos governadores, dos prefeitos, das empreiteiras que estão fazendo as obras e dos seus engenheiros e arquitetos."


Representante da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê Organizador Local da Copa, Weber Magalhães disse que os estádios que vão sediar os jogos estão sendo construídos ou reformados levando em conta as necessidades especiais das pessoas com deficiência. Isso inclui catracas especiais para cadeirantes, sanitários específicos para obesos e pessoas com mobilidade reduzida, rampas, entre outras coisas.


Fonte:Câmara dos Deputados - Imagem Internet

Sustentabilidade e criança com deficiência

Proposição apresentada na Cúpula dos Povos em evento da OAB/RJ e que será encaminhada pela Comissão de Direitos Humanos para a Rio+20
Andrei Bastos e Claudia Grabois


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O desenvolvimento econômico não pode mais se dissociar de sustentabilidade e inclusão social, pois o desenvolvimento inclusivo é componente da sustentabilidade. Na Eco 92 tínhamos a Constituição Federal com o Princípio da Isonomia, mas estávamos distantes da consciência que temos hoje em relação às questões das pessoas com deficiência e, principalmente, não tínhamos ainda o tratado revolucionário para a garantia dos seus direitos humanos, ratificado por mais de 100 países que, no Brasil, tem equivalência de Emenda Constitucional: a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.


De lá pra cá, muitas conquistas foram efetivadas, além da consciência, mas ainda temos muito a avançar. E é para avançar a passos largos que uma conclusão fundamental a que chegamos precisa ser colocada como prioridade absoluta na construção de um mundo sustentável e inclusivo: o fim do preconceito, da discriminação e da exclusão para as pessoas com deficiência chegará mais depressa se a educação inclusiva for implementada nas escolas de educação infantil e ensino fundamental - em concordância com os preceitos constitucionais -, assegurando para crianças e adolescentes com e sem deficiência o aprendizado e convívio em igualdade de condições e contrapondo-se à cultura da exclusão. Considerando que, de acordo com o censo do IBGE, o Brasil tem uma população de aproximadamente 14,5% de pessoas com deficiência, em sua maioria pobres e muito pobres, somente aos defensores do capitalismo selvagem pode interessar manter seres humanos segregados ao longo da vida.

A dedução óbvia é que os processos de inclusão devem ser incorporados à educação e, muito embora devam ser efetivados em todas as etapas do ensino, devem ser especialmente incorporados à educação infantil e ao ensino fundamental. Como é nos sistemas educacionais que temos o ambiente já construído para maior alcance desse trabalho, é essencial que este fórum, assim como qualquer outro que discuta sustentabilidade e direitos humanos, recomende ao governo brasileiro, à classe política e às organizações da sociedade civil a construção e adoção de programas de inclusão de crianças com deficiência na educação. Afinal, se entendemos a educação como direito humano fundamental para o exercício dos demais direitos, e se constatamos que este direito não vem sendo exercido por todas as crianças e adolescentes com deficiência, pois grande parcela continua institucionalizada em redes públicas ou instituições filantrópicas, não podemos adiar as providências necessárias.

Preceitos constitucionais asseguram igualdade de oportunidades e condições, equiparação de direitos e promoção do bem comum e a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – promulgada com equivalência de Emenda Constitucional através do Decreto Legislativo 186/2008 e do Decreto Executivo 6949/2009 –, nos seus 33 artigos de conteúdo, e particularmente no artigo 24 (Educação), reforça o texto constitucional ao reconhecer a pessoa com deficiência como parte integrante da sociedade. Portanto, uma sociedade inclusiva e sustentável não pode ser cogitada sem a universalização do acesso e permanência na educação em classes comuns de escolas regulares para todas as crianças e adolescentes com deficiência. No Brasil, são aproximadamente 25 milhões de pessoas com deficiência, o que significa que toda a sociedade está envolvida direta ou indiretamente com a questão, e a pauta prioritária exige ações dos três poderes, de governos estaduais e municipais e da sociedade civil para que todas as crianças e adolescentes tenham acesso a creche, educação infantil e ensino fundamental inclusivos. Negar ou não promover o acesso à educação contribui para a exclusão social, a institucionalização e é discriminação.

Cabe ao governo brasileiro, nos âmbitos municipal, estadual e federal, assim como aos demais governos do mundo, investir recursos para viabilizar e aprofundar a educação inclusiva, considerando, entre outros, transportes, tecnologia assistiva, qualificação e formação de profissionais, bem como investimentos em monitoramento que garanta o exercício do direito humano, com inclusão, acessibilidade e desenho universal. O programa BPC na Escola, por exemplo, deve continuar a ser implementado no paradigma do direito e o atendimento educacional especializado deve ser consagrado como modalidade não substitutiva da educação que acompanha todas as etapas e fases do ensino como oferta complementar e suplementar obrigatória. É verdade que a luta por direitos das pessoas com deficiência não perdeu tempo nos últimos vinte anos, mas, até por força da questão ambiental, o tempo hoje é o bem natural mais escasso que existe para a construção de um mundo sustentável e inclusivo. E não há como conceber uma sociedade sustentável e inclusiva sem a plena participação das pessoas com deficiência, ação que passa necessariamente pela universalização do acesso e permanência na educação para crianças e adolescentes.

Fonte:http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=34643 Imagem Internet

SP: acorrentados, ambulantes cegos protestam em frente à prefeitura

Os ambulantes se acorrentaram em frente à prefeitura de São Paulo.

Foto: Adriano Lima/Terra


Um grupo de ambulantes com deficiência visual iniciou um protesto em frente à prefeitura de São Paulo na madrugada desta terça-feira. 

Segundo informações da Rádio CBN, dez trabalhadores se acorrentaram, aguardando uma oportunidade para falar com o prefeito Gilberto Kassab sobre a revogação de um decreto municipal que autorizava o trabalho de ambulantes nas ruas da capital.
Um dos ambulantes alegou que paga uma taxa anual à prefeitura e que não sabe a quem recorrer. 
O decreto foi revogado pelo prefeito Kassab no dia 19 de maio e hoje termina o prazo de 30 dias estipulado para os camelôs desocuparem os bolsões de comércio ambulante na região central.

OMS lança cartilha contra abuso de pessoas com problemas de saúde mental

Medidas devem ser aplicadas em hospitais e ambulatórios; agência defende que vários pacientes são submetidos a abusos que incluem paralisação, medicamentos em excesso ou celas de reclusão.
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em York.*.

                                                                                         Foto: OMS
A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou o lançamento de uma cartilha para ajudar os países a pôr fim ao abuso de pessoas com problemas de saúde mental.
O documento é baseado na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e prevê medidas que devem ser aplicadas em vários ambientes, como hospitais e ambulatórios.
Negligência
Para a OMS, as violações contra pessoas com problemas de saúde mental incluem o confinamento em ambientes superlotados e com falta de higiene, violência, abuso e negligência no tratamento.
A “Cartilha de Direitos de Qualidade” inclui o oferecimento de cuidados com base no consentimento do paciente e a oferta de serviços que estimulem a autonomia como parte da recuperação.
Qualidade
A agência diz que o novo mecanismo visa garantir que cuidados de qualidade e normas de direitos humanos sejam colocados em prática na saúde mental e nos serviços de assistência social, a nível global.
O documento indica ainda que muitos pacientes estão presos contra a sua vontade, recebem medicamentos em excesso, são colocados em celas de reclusão ou têm a sua liberdade restrita durante durante vários anos.
A OMS afirma que o conjunto de medidas padrão pode ser aplicado em países de rendas baixa, média e alta.


Para baixar a publicação em inglês, clique aqui.


Fonte – Rádio ONU

Exposição a produtos tóxicos causa autismo

Mães em contato com componentes como inseticidas e revestimentos de panela podem ter filhos com autismo.



O perigo pode estar na prateleira da despensa, e muita gente nem sequer desconfia disso. Inseticidas e outros produtos usados ou consumidos no dia a dia foram listados na publicação científica Environmental Health Perspectives como possíveis agentes ambientais por trás de um distúrbio que afeta 60 crianças em cada 10 mil nascimentos: o autismo. Apesar de fatores externos, sozinhos, serem apontados pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos como responsáveis por 3% dos casos, ainda não se conheciam as substâncias tóxicas envolvidas com um problema que traz graves implicações para as pessoas que têm e familiares.                                                                                        De acordo com Janie Shelton, autora de um dos artigos e pesquisadora de saúde pública da Universidade da CalifórniaSite externo., os casos de autismo estão aumentando no mundo todo, algo que intriga os cientistas. Somente na Califórnia, conta ela, houve um crescimento de 600% na incidência do distúrbio. “Apenas um terço dos casos pode estar relacionado à melhoria do diagnóstico”, esclarece. Embora o autismo esteja intimamente ligado a fatores genéticos, uma quantidade expressiva de novas ocorrências não pode ser explicada apenas por mutações, alega a pesquisadora.                                                                                                                                   Janie conta que uma pesquisa feita no Vale Central da Califórnia, região com maior produção agrícola do estado, mostrou uma forte associação entre pesticidas e autismo. Mulheres que viviam a menos de 500m de distância de plantações em que se usava o pesticida organoclorado, já associado a doenças como o câncer, tinham 7,6 mais riscos de darem à luz portadores do distúrbio. A intoxicação, segundo a especialista, ocorre entre o 26º e o 81º dia de gestação, fase na qual o tubo neural do feto está se fechando. Essa estrutura, mais tarde, dá origem ao cérebro e à medula espinhal.                                                                                           Também no Vale Central, outra pesquisa identificou um aumento na presença de metabólitos de inseticidas na urina de mães de crianças autistas. “Embora esses estudos não possam ser considerados conclusivos no sentido de estabelecerem a associação definitiva entre autismo e produtos químicos, eles levantam importantes questões relacionadas aos efeitos na saúde de um feto ainda em desenvolvimento”, acredita Janie. A especialista lembra que gestantes podem estar expostas a pesticidas mesmo quando não vivem em áreas rurais. “Elas podem, por exemplo, consumir alimentos contaminados”, lembra.                                                                           Phillip Landrigan, diretor do Centro de Saúde Ambiental Infantil da Faculdade de Medicina de Mount Sinai, em Nova York, alerta que os pesticidas organoclorados não são os únicos vilões. Autor de um dos artigos publicados na Environmental Health Perspectives, ele conta que, no fim do ano passado um congresso organizado pelo centro de pesquisa apresentou a lista dos elementos associados ao autismo, com base em diversos estudos epidemiológicos (veja infografia). Alguns desses compostos estão presentes em produtos de fácil acesso, como inseticidas domésticos. “Uma grande preocupação é que um vasto número de produtos químicos de amplo uso ainda não foi investigado e apenas cerca de 20% foi testado para potencial toxicidade durante as primeiras fases do desenvolvimento do feto”, diz.                                          Mesmo sem morar em regiões agrícolas, as gestantes correm riscos. Um dos compostos químicos citados durante o evento em Mount Sinai é o metilmercúrio, que pode contaminar peixes. O mercúrio é amplamente usado com fins industriais e agrícolas e, no ambiente, sofre biotransformações, deixando de ser um elemento inorgânico para se tornar o metilmercúrio. Esse processo ocorre principalmente nos oceanos e na água doce. Quando peixes contaminados são consumidos, o composto se deposita no cérebro. Não existe consenso médico sobre se gestantes deveriam evitar o alimento, mas um estudo epidemiológico conduzido pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard e da Universidade do Sul da Dinamarca, em Odense, alertou recentemente que níveis de ingestão antes considerados seguros podem, na verdade, ser danosos.                                                     “Durante a fase de desenvolvimento neurológico do feto, a exposição a toxinas pode provocar não apenas o autismo, mas também outros tipos de distúrbios, como dislexia e deficiência mental”, afirma Philippe Gardjean, de Harvard. “A toxicidade de metilmercúrio é bem conhecida, mas acreditamos que a comunidade médica tem subestimado o risco de dano cerebral associado à exposição a esse composto, bem como muitos outros”, alega. “Até que haja provas suficientes para descartar os efeitos de certas substâncias no sistema nervoso em desenvolvimento, uma abordagem cautelosa implicaria o aconselhamento prudente das gestantes sobre a exposição a substâncias não testadas”, diz.                                                 Julie L. Daniels, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, observa que, devido à complexidade do autismo, dificilmente será possível encontrar uma causa única – seja genética ou ambiental – para o distúrbio. “Provavelmente há muitas combinações de genes e fatores ambientais que contribuem para a ‘constelação’ de traços do autismo”, diz.                                                                                                   No mês passado, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Mount Sinai publicaram um trabalho na revista Nature no qual descreveram três novos genes associados ao autismo. As mutações CHD8, SNC2A e KATNAL2 foram descobertas graças a uma tecnologia chamada sequenciamento do exoma. Os pesquisadores acreditam que com uma melhor caracterização dos genes, será possível desenvolver no futuro, novas terapias e estratégias preventivas para o autismo.                                                                                                                                                  Fonte: http://www.em.com.brSite externo. - http://vidamaislivre.com.br

Estudante consegue acompanhamento especial durante as aulas

Em Goiás, a aluna, que já recebia o benefício, teve o atendimento cortado sem esclarecimentos.



Após atuação da Defensoria Pública da UniãoSite externo. em Goiás (DPU/GO), a Secretaria de Educação do EstadoSite externo.disponibilizou um professor para prestar atendimento especial a S.K.O., que sofre de problemas neurológicos. A estudante recebia esse acompanhamento, mas a Secretaria de Educação cortou a assistência sem prestar esclarecimentos, o que a impediu de frequentar as aulas.                           A estudante recebia esse acompanhamento, mas a Secretaria de Educação cortou a assistência sem prestar esclarecimentos, o que a impediu de frequentar as aulas. A mãe de S.K.O. procurou a Gerência de Ensino Especial para solucionar o problema, mas não obteve resposta.                                                                            Diante disso, buscou assistência da DPU/GO que, por intermédio do defensor público federal Pedro Paulo Gandra Torres, enviou ofício à secretaria solicitando resolução administrativa para o caso. No documento, o defensor pediu urgência na apreciação "visto a assistida estar perdendo aulas e provas, por falta de professor de apoio, não sendo preservado o direito constitucional à educação".                                                                                                                             Em resposta ao pedido da DPU/GO, a Secretaria de Educação do Estado de Goiás disponibilizou professor de apoio para atender a estudante durante todo o período em que estiver na escola.

Caterpillar financiará qualificação para pessoas com deficiência

Projeto será realizado com a Goodwill Industries International e prevê investimento de US$ 500 mil por ano, nos próximos três anos.



A fabricante de equipamentos para mineração e e contrução, CaterpillarSite externo., financiará um projeto dequalificação e inclusão depessoas com deficiência no mercado de trabalho em parceria com a Goodwill Industries InternationalSite externo., rede com atuação global voltada para ações sócio-ambientais. Serão destinados US$ 500 mil por ano, por três anos, para financiar o projeto.                
A Goodwill Internacional - presente nos Estados Unidos, Canadá e outros 13 países - instala lojas de varejo que comercializam produtos doados pelas sociedades locais. De acordo com a empresa, a ação tem como objetivo "integrar uma rede empreendedora, sustentável, cujos recursos são investidos em projetos e ações sociais que visam dar oportunidades a pessoas que buscam independência e estabilidade econômica, o que inclui a oferta de formação profissional e colocação no mercado de trabalho". As lojas de varejo são uma das principais fontes de captação de recursos da Goodwill no mundo. Em 2010, o faturamento mundial da rede foi de US$ 4 bilhões, sendo US$ 2,69 bilhões proveniente das lojas.                                                                                                           
"Temos hoje um total de 2.600 lojas em todo o mundo e estamos valorizando muito essa entrada no mercado brasileiro. Já tínhamos o apoio da Fundação Caterpillar dos EUA e é ótimo que também possamos contar com este parceiro neste projeto brasileiro", afirma Jim Gibbons, presidente e CEO da Goodwill Industries International.
Gibbons conta ainda que a primeira loja no Brasil, em parceria com a Associação para Valorização das Pessoas com Deficiência (Avape)Site externo., será instalada em São Paulo em breve, embora o local e a data de inauguração ainda estejam em fase de definição. "O objetivo é expandir este serviço para outras cidades brasileiras nos próximos anos", completa ele.
Tais lojas de varejo da Goodwill estarão associadas aos Centros de Desenvolvimento, Capacitação, Aprendizagem e Inclusão da Avape, unidades onde a instituição desenvolve e realiza cursos e treinamentos voltados à qualificação e colocação profissional de pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Arqueiro sem os 02 Braços chega às Paraolimpíadas Londres 2012…

O paratleta Max Stutzman, dos Estados Unidos, aprendeu sozinho as técnicas do arco e flecha sem o uso dos braços. Em dois anos e meio, ele desenvolveu um estilo próprio, e agora esse desafio pessoal fez com que ele chegasse a Londres, onde disputará as Paraolimpíadas.




Max Stutzman não usa os braços para acertar o alvo no arco e flecha
O Paratleta Max Stutzman, dos Estados Unidos, aprendeu sozinho as técnicas do arco e flecha sem o uso dos braços. 


Em dois anos e meio, ele desenvolveu um estilo próprio, e agora esse desafio pessoal fez com que ele chegasse a Londres, onde disputará as Paraolimpíadas Londres 2012.



Veja o Vídeo:


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Fonte:http://www.bbc.co.uk

Síndrome de Asperger e os maiores gênios da humanidade

Bill Gates
Bill Gates
Síndrome de Asperger é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM), sendo fundida com o autismo.
A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa, entretanto, além de suas qualidades, sempre enfrentarão certas dificuldades peculiares à sua condição.
A síndrome de Asperger tem sido identificada naqueles que são considerados os maiores gênios da humanidade. De Einstein a Newton, de Van Gogh a Bill Gates, a obsessão e isolamento próprios desta indrome fez com que estes fossem os melhores nas suas áreas. Computadores pessoais, filmes e teorias científicas podem ter sido fruto desta síndrome.
O comportamento de Bill Gates, dono da Microsoft e inventor do Windows, não passa despercebido nas reuniões: Balança-se mecanicamente para a frente e para trás na cadeira e faz o mesmo nos aviões. Não gosta de manter contato olhos nos olhos e tem pouca habilidade social. Estas características são citadas no livro Thinking in Pictures da médica norte-americana Temple Grandin, especialista em síndrome de Asperger, e indicam que Gates sofre da síndrome de Asperger.
Este é o nome dado a uma série de problemas que afeta algumas crianças, e também adultos, quando tentam se comunicar com os outros. Focam-se numa área, como matemática ou línguas, e tornam-se obsessivos. São normalmente inteligentes, mas apesar de dominarem a linguagem e o vocabulário, não os conseguem usar em contexto social.
Vicent Van Gogh
Vicent Van Gogh
Um dos casos mais extremos de Asperger foi do pintor holandês Vincent Van Gogh. Nascido em 1853, só vendeu um quadro em toda a vida. Em criança gostava de ficar sozinho e tinha dificuldade em relacionar-se. Os acessos de raiva eram frequentes e parecia estar sempre noutro mundo. Só descobriu o talento para a arte aos 27 anos e suicidou-se em 1890 sem ter conseguido cumprir o que se lhe pedia enquanto homem nessa época: constituir família e subsistir sozinho.
A Teoria da Relatividade e o Princípio da Gravitação Universal podem ser considerados duas das maiores contribuições de pessoas com síndrome de Asperger. Segundo pesquisadores britânicos, os gênios Albert Einstein e Isaac Newton sofriam do transtorno. A maioria das pessoas com  síndrome de Asperger possui habilidades extraordinárias e se destacam em determinada área de estudos.
De acordo com o psicólogo Alexandre Costa e Silva, muitos se destacam nos campo científico, tecnológico ou artístico. “Alguns chegam a ser considerados gênios e superdotados“, afirma. Eles restringem seu campo de interesse e se dão bem em determinado assunto, mas tem grandes dificuldades com a interação social. Isso porque enquanto a maioria utiliza parte de sua energia para as relações sociais, as pessoas com síndrome de Asperger depositam para o conhecimento. “Entretanto, as pessoas com síndrome de Asperger não se dão bem em todas as disciplinas, podendo ser excelentes em algumas áreas e fracassarem em outras“, atenta.
Após uma pesquisa minuciosa sobre a personalidade, a biografia e as contribuições de Eisntein e Newton, cientistas da Universidade de Cambridge e da Universidade de Oxford detectaram que eles tinham Síndrome de Asperger – mesmo que em vida nunca tenham sido diagnosticados como tal.
Albert Einsten
Albert Einsten
Albert Einstein só começou a falar aos três anos de idade, mas isso não o impediu de formular a teoria da Relatividade e de se tornar um gênio. A autora Illana Katz, no seu livro In a World of His Own: A Storybook About Albert Einstein, relata que o alemão “era um solitário sem amigos que tinha receio de multidões”. Até aos sete anos repetia frases para si próprio. Quando adulto suas aulas eram confusas e absorvia-se tanto nos problemas da física que esquecia o mundo à sua volta. Mas Glen Elliott, psiquiatra da Universidade de São Francisco (EUA), nega o autismo do físico: “A impaciência com a lentidão intelectual dos outros, narcisismo e paixão por uma missão de vida pode tornar os indivíduos isolados e de difícil interação.” Até que, segundo relatos da época, Einstein tinha bom sentido de humor, algo difícil de encontrar em alguém com avançado estado da síndrome de Asperger.
Isaac Newton
Isaac Newton
No caso de Isaac Newton, ele costumava falar pouco e esquecia de comer, tamanho era seu envolvimento com o trabalho. Aos 23 anos, quando começou a desvendar a Lei da Gravidade, Newton era conhecido por ser um sujeito distante e com acessos de mau humor. Os registros apontam que desde a infância, quando ele se apaixonava por um tema, fazia com tanta intensidade que passava longos períodos de solidão para estudá-lo.
Fonte: http://www.dn.pt/; http://opovo.uol.com.br/ http://www.deficienteciente.com.br

Rio+20: matéria em vídeo sobre o trabalho dos audiodescritores

Matéria veiculada no portal de notícias G1 sobre o serviço de Audiodescrição oferecido aos portadores de deficiência visual durante a realização da conferência Rio+20, organizada pela ONU, na cidade do Rio de Janeiro. A matéria foi veiculada no dia 19 de junho de 2012.


A ferramenta está sendo disponibilizada pela primeira vez em uma conferência desse porte organizada pela ONU e a equipe formada para esse evento é a maior já reunida no Brasil.
Ative o vídeo no plug-in, ou assista clicando neste link acessível para usuários de programas leitores de telas.


Documentário Olhares retrata o acesso à cultura por pessoas com deficiência visual


No próximo dia 7 de julho (sábado), das 16h às 18h, será exibido o documentário Olhares no Santander Cultural (Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro Histórico), em Porto Alegre. No filme, pessoas cegas e com baixa visão contam suas experiências no acesso ao teatro, exposições, cinema, literatura, música e entretenimento.

A obra conta com audiodescrição - recurso de acessibilidade que permite acesso a pessoas com deficiência visual. Trata-se de uma produção independente dirigida por Felipe Mianes, historiador e doutorando em Educação, e Mariana Baierle, jornalista e mestre em Letras - ambos com deficiência visual. A exibição será seguida por um debate com os diretores.

Segundo Mianes, o objetivo do trabalho é dar voz às pessoas com deficiência visual, destacando suas potencialidades na relação com o mundo artístico e cultural. "Queremos mostrá-las como protagonistas de suas trajetórias de vida, para além dos estereótipos e das restrições", afirma ele.

Desde os entrevistados até os diretores de Olhares são indivíduos com diferentes graus de deficiência. Mariana Baierle comenta que ainda existe a ideia de que o deficiente visual é apenas o cego. "No documentário buscamos dar espaço também às pessoas com baixa visão (aquelas com acuidade visual inferior a 30%), que possuem peculiaridades e representam a maioria entre os deficientes visuais", afirma ela.

É apenas de inclusão que precisamos? O que seria realmente a inclusão? O encontro convida à reflexão e ao debate sobre essas e outras questões trazidas no filme. A atividade terá duração de duas horas e acontece na sala Oeste do Santander Cultural. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.
SERVIÇO
Documentário Olhares - exibição e debate
Direção: Felipe Mianes e Mariana Baierle
Data: 7 de julho (sábado), das 16h às 18h
Local: Santader Cultural (sala Oeste) - Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro Histórico - Porto Alegre/RS

Ingresso: um quilo de alimento

Contatos:
Felipe Mianes - (51) 9941 7965
Mariana Baierle - (51) 8433 7368

Fonte: Blog 3 Gotinhas