sábado, 7 de julho de 2012

Inclusão Social na ETEC Tiquatira - Desfile Inclusivo




Passarela da ETEC
O que seria um simples desfile de conclusão de curso dos alunos do ensino técnico em modelagem do vestuário se transformou num exemplo da inclusão e trabalho de equipe.
A proposta desse projeto foi à criação de moda inclusiva, roupas adaptadas de acordo com cada tipo físico, incluindo pessoas com deficiência, acima do peso (plus size) e da melhor idade. A democracia foi incluída na passarela, o físico comum no mundo da moda, não foi deixado de lado. O que promoveu um verdadeiro desfile inclusivo, onde profissionais com e sem deficiência desfilaram na mesma passarela.
Um ano de estudo, pesquisa, aprendizado e muito trabalho de jovens que em breve vão estar no mercado de trabalho, criando tendências de moda no Brasil, assim como as estilistas em moda inclusiva: Cândida Cirino, Silvia de Castro e Joventina Souza.
   O público marcou presença, no dia 29 de junho, cerca de 300 pessoas estiveram presente  para prestigiar o evento. Todos os processos de um desfile, foram pensados em detalhes, pelo organizador do desfile, professor Marcos Rossetton em conjunto com os alunos: cursos modelagem do vestuário (concepção dos desenhos e no desenvolvimento dos looks)  e  do primeiro módulo do curso técnico de comunicação visual, que criarão os ícones para compor convite e cenografia.
Entre os modelos participantes do evento, cinco eram modelos comalguma deficiência, do casting da agência Kica de Castro.
Ana Laura, modelo mirim cadeirante Desfilou com o look das estilistas: Bianca Angelin e Juliana Marques.
Giovanna Maíra, cantora com deficiência visual, desfilou com o look da estilista: Juh Andrade.
Juliana Caldas, atriz e modelo com nanismo, desfilou com o look das estilistas: Aline Soares e Marina Araújo.
Karoll Sales, modelo com deficiência visual Desfilou com o look das estilistas:  Cíntia Pegollo, Letícia Ramos e Maisa de Lima.
Rayane Landim, modelo fotográfico com paralisia cerebral, desfilou com o look das estilistas: Ana Carolina Novais de Oliveira e Paloma Serradilha.

Passarela da ETEC
A passarela retangular preta unindo com detalhes em amarelo “marca texto” nas sinalizações de placas de acessibilidade fizeram a luz, o som, e a boca de cena somarem elementos estéticos de acabamento para destacar apenas as peças, modelos e o principal, a inclusão social.
Enfim, um desfile com foco no profissionalismo e não no assistencialismo. Transformado o tema “inclusão social” numa leitura de moda agradável dentro de um desfile, mesmo que acadêmico tecnicamente correto e profissional.

Parcerias foram importantes para realização desse projeto:
Instituição de ensino Embelleze, unidade Penha, que juntamente com a ETEC Tiquatira, criou uma ação interdisciplinar com alunos assinando a maquiagem para o desfile, fato esse importante ressaltar, pois, proporcionou uma interação entre as escolas e experiências práticas para os futuros profissionais no mercado de moda;
Empresa Anda Luz Acessibilidade, que forneceu o piso tátil para que os modelos com deficiência visual pudessem se orientar na passarela;
Virtuosa Festas que colaborou com o evento na parte de som, mostrando o profissionalismo do DJ Adriano do Nascimento, profissional com deficiência visual;
Cerimonial apresentado por  Priscila Menucci, atriz com nanismo da agência Kica de Castro Fotografias,  que fez questão absoluta de falar o nome de cada modelo participante no final do desfile;
Agencias de modelos: Dune, Perfect Agency e Kica de Castro Fotografias.

Na ficha técnica, não podem faltar:
Desenvolvimento de coleção: Alunos do curso técnico em modelagem do vestuário.
Coordenadora de curso: Profª Patrícia Yokomizo
Produção de desfile:  Prof. Marcos Rossetton
Bookers: Kica de Castro, Junior Andrade (Perfect), Erison Kt e Carolina Cordeiro (Dune)
Fotografia: Kica de Castro, Lucie Santos e Equipe ETEC Tiquatira.
Os agradecimentos, para esse evento de sucesso, devem ser estendidos ao diretor da ETEC Tiquatira, Wilson Neres, seu corpo administrativo e docente e também ao Blog Deficiente Ciente, que sempre apóiam e incentivam ações inclusivas.
Ana Laura e as estilistas preparando os cabelos


Ana Laura na passarela


Giovanna Maíra na passarela


Juliana Caldas com suas estilistas


Juliana Caldas


Karoll Sales


Rayane Landim na passarela


Priscila Menucci e o DJ Adriano Nascimento


Karoll Sales, Juliana Caldas, Rayane Landim,

Giovanna Maíra, Ana Laura e Priscila Menucci
Fonte: Blog da Márcia Gori - 
http://fezago.blogspot.com.br/

Campeonato de Dança em cadeira de rodas


O esporte aliado à inclusão social, com essa aliança que a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) organiza o IV Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas, que será realizado em Juiz de Fora, no próximo dia 26. 
Doze duplas, das cidades de Santos (SP), João Pessoa (PB), Salvador (BA) e Uberaba (MG), disputarão o título, a partir das 18h, no Colégio Cristo Redentor Academia de Comércio.
Fruto de uma parceria entre a UFJF, o Ministério dos Esportes, a Prefeitura Municipal de Juiz de Fora e a FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), o campeonato é realizado desde 2002 e faz parte da programação do IV Simpósio Internacional de Dança em Cadeira de Rodas, que ocorre entre os dias 21 e 27 de novembro, na UFJF.

De acordo com a presidente da Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas e professora da Faculdade de Educação Física e Desportos (FãFID) da UFJF, Eliana Lúcia Ferreira, os professores da Polônia, Wlodzimierz e Iwona Ciok, e a grega, Pippa Robert, serão trazidos para ministrar cursos de especialização de arbitragem. A professora explica que o objetivo de trazer profissionais do exterior é, principalmente, capacitar os brasileiros.
"O campeonato possui regras estabelecidas. Como a dança de salão competitiva vem da Europa, é preciso aprimorar o esquema de arbitragem no Brasil". Além da competição, o Simpósio promove a Copa Mineira de Dança Esportiva, a IV Mostra de Dança em Cadeira de Rodas e o Curso de Capacitação em Recursos Humanos. Serão realizadas, ainda, palestras, workshops, mesas redondas e exposições. Todos com a finalidade de oferecer à sociedade uma discussão a respeito dos indivíduos portadores de quaisquer tipos de deficiência física.

Ritmos latinos são atração
Samba, rumba, chachacha, jive e paso doble são os estilos de música escolhidos para os participantes do Campeonato mostrarem seu talento pelo salão. As quatro rodadas do evento serão divididas, cada uma, nesses cinco ritmos. A cada rodada, oito casais terão a chance de ficar entre os três classificados.
Porém, somente três duplas chegarão à final para concorrerem à chance de participar do Campeonato Mundial de Dança em Cadeira de Rodas, no ano que vem, na cidade Boxmmer, na Holanda. Segundo Eliana, os casais são formados, obrigatoriamente, por um usuário de cadeira de rodas e um andante, não importando a idade
dos concorrentes.

A dança em cadeira de rodas surgiu em 1990 e, ao longo dos anos, travou uma batalha para obter reconhecimento nacional. E foi com essa finalidade que a professora Eliana conseguiu entrar em contato com a autora da novela "América", Glória Perez, para que ela mostrasse o casal paraibano Valdemir Tavares e Luciene Fernandes, em um número de dança esportiva em cadeira de rodas.
"Precisávamos atingir as massas, pois o nosso projeto estava muito centrado apenas nas universidades e em São Paulo", relata. Para fomentar a divulgação do esporte, a organização do IV Simpósio Internacional de Dança em Cadeira de Rodas escolheu Juiz de Fora como um circuito alternativo. A coordenadora do campeonato e professora da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba), Rute Stanislava Tolocka, reforça a idéia de que a competição é uma possibilidade de desenvolvimento dos estudos a respeito dos deficientes físicos. 
"O evento é um convite para que pessoas de vários estados se reúnam e discutam a inclusão social dos portadores de deficiência física, porque o atendimento à demanda social também é função das universidades e das diversas áreas profissionais, como a Engenharia, Educação, Psicologia".

Rute também coordena a equipe de avaliação funcional do campeonato. Ela explica que este é um quesito fundamental para a banca julgadora, já que testes são realizados antes da competição oficial no intuito de dividir os dançarinos em categorias de acordo com os seus tipos de deficiência. "Medimos a capacidade dos participantes para que o corpo de arbitragem, durante a dança, reconheça as diferenças motoras. Assim, os cadeirantes podem concorrer em pé de igualdade", explica. Como não há um grupo específico para esta modalidade em Juiz de Fora, a professora Eliana Ferreira acredita que o Simpósio proporcionará o crescimento da atividade na cidade.

Objetivo é formar profissionais

O IV Simpósio Internacional de Dança em Cadeira de Rodas tem como tema "Arte, Educação e Reabilitação na Dança em Cadeira de Rodas". O congresso nasceu em Campinas, em 2001, e surgiu da necessidade de apoio aos deficientes prejudicados pela falta de recursos e informação da sociedade. Com a criação da Confederação Brasileira, a dança esportiva em cadeira de rodas foi sistematizada. No entanto, devido à escassa capacitação dos profissionais no Brasil, criou-se o Simpósio para oferecer cursos de arbitragem e de prática em dança de salão.
Alunos e professores de cursos, como Educação Física, Fisioterapia, Dança, Terapia
Ocupacional e Psicologia, podem se inscrever pelo site da Confederação ( www.cbdcr.org.br )
O valor da inscrição, para estudantes, é de R$ 50,00 e, para docentes, R$ 70,00.
A conferência conta, ainda, com o espetáculo de dança da Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas, no próximo dia 24, às 20h, no Cine-Theatro Central. Com cerca de uma hora de duração, o evento terá a participação de grupos das cidades de Juiz de Fora, Uberaba, Rio de Janeiro, Macaé, Santos, Campinas, Salvador e João Pessoa.
Deficientes físicos e mentais, entre outros, apresentarão números de dança contemporânea, com estilos musicais variados. A entrada é franca, e os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro. O Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas também terá entrada gratuita. "Todos esses eventos são o restabelecimento de laços dos portadores de deficiência com a sociedade. Com a dança, eles ganham um motivo a mais para viver", conclui a professora Rute Tolocka

Brasília investe em sinalização turística, acessibilidade e centros móveis de atendimento ao turista


A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) captou, junto ao Ministério do Turismo, recurso para dar sequência a três projetos que irão preparar a cidade com excelência para o fluxo de visitantes. O montante será usado nas propostas de revisão da sinalização turística, de obras de acessibilidade e de aquisição de vans para o funcionamento de Centros de Atendimento ao Turista Móveis. Além de consolidar o compromisso de Brasília como um grande polo indutor das atividades de visitação, as ações deverão deixar a capital federal ainda mais preparada para eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014. Ao todo, serão investidos quase R$ 3 milhões em recursos para os projetos. A maior parte será destinada à sinalização turística.

O objetivo é facilitar a localização e o deslocamento dos visitantes ao longo do Eixo Rodoviário, monumentos e atrativos. Para isso, serão implantadas 1.011 placas, entre interpretativas e turísticas. O ordenamento segue as quatro escalas determinadas por Lucio Costa. “A sinalização turística é um item fundamental da construção, valorização, manutenção e padronização da infraestrutura da cidade. O trabalho irá contribuir para que turistas e brasilienses tenham garantia de conforto e qualidade de vida ao se deslocarem dentro e fora do território do Distrito Federal”, explica o subsecretário de Infraestrutura Turística da Setur-DF, Júlio Menegotto.

Os pontos destacados como foco do projeto de sinalização também serão beneficiados pelo plano de adequação dos espaços para receber pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. Ainda por meio da Subsecretaria de Infraestrutura Turística, o trabalho prevê a promoção da acessibilidade por meio de rampas, calçadas rebaixadas, escadas, elevadores, mudanças de níveis e outros instrumentos que possam facilitar a locomoção. Também para tornar a estadia do turista mais ágil e, ao mesmo tempo, avançar na divulgação dos atrativos da cidade, inclusive entre os moradores, a Secretaria de Turismo do DF irá disponibilizar informações de maneira itinerante.

O valor liberado pelo Ministério do Turismo também será empregado para a aquisição de duas vans, que funcionarão como Centros de Atendimento ao Turista Móveis. A ideia consiste em manter as unidades com atendentes capacitados nos pontos de maior movimentação turística, já na Copa das Confederações. Os veículos deverão ficar posicionados nas proximidades do Estádio Nacional de Brasília, Fan Fest, no caso da Copa do Mundo, e outros lugares. “As unidades móveis têm como benefício o fácil e rápido deslocamento a fim de ir ao encontro do público alvo, turistas nacionais e estrangeiros em visita a Brasília.”

“A oportunidade é para divulgação da oferta turística local”, afirma a subsecretária de Promoção e Eventos, Janaína Santiago. “Uma unidade móvel bem equipada, com possibilidade de projeção de vídeos, bancadas de apoio, ambiente de recepção, material impresso de divulgação e atendentes bem preparados é chamariz e ferramenta indispensável para promoção do turismo em nossa cidade que abrirá a Copa das Confederações e será sede da Copa do Mundo e de outros eventos de grande porte.”

O candidato não é uma cadeira de rodas

por Andrea Schwarz*                                                   
A Lei de Cotas existe para possibilitar que uma parte importante da sociedade – as pessoas com deficiência – tenha possibilidade de ingresso no mercado de trabalho. Por muito tempo, essa parcela da população foi excluída do mercado de trabalho e alijada de desfrutar de seus direitos e exercer seus deveres.
Infelizmente, ainda hoje, algumas empresas encaram a Lei de Cotas apenas como uma obrigação, não sabendo usufruir dos benefícios de ter em seu sistema corporativo uma equipe heterogênea.
Empresas são feitas de gente e, essas pessoas que ainda não compreenderam que a diversidade agrega valores positivos, veem nos profissionais com deficiência apenas um número, apenas uma cadeira de rodas.

É evidente que a lei dever ser cumprida, mas sabemos que ela é apenas um modo de possibilitar que as empresas incluam pessoas com deficiência e se beneficiem com essa inclusão.
Portanto, o gestor que receber um candidato com deficiência deve enxergá-lo para além de sua condição: trata-se de uma pessoa com muitas características, dentre as quais, uma deficiência.

*Andrea Schwarz é formada em fonoaudiologia pela PUC – SP. Há dez anos atua como consultora em inclusão social, com foco na empregabilidade de pessoas com deficiência. Em 1998 Andrea se tornou cadeirante devido a uma má formação congênita na medula espinhal.

Fonte: http://vidamaislivre.com.br  - Imagem Internet

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Harley Slack, amputado dos quatro membros, o próximo Blade Runner

                                            Harley Slack e Oscar Pistorius (Foto/ Reprodução: Manchester Evening News)


Harley Slack teve meningite quando ainda era bebê. Sofreu septicemia, infecção generalizada grave, e precisou amputar os braços e as pernas. (Veja: Mesmo tendo perdido todos os membros, menino volta à escola e se torna o mais popular da classe)  Ele é fã de Oscar Pistorius, considerado o homem amputado mais rápido do mundo.  Pistorius encantou-se com Harley e o incentivou a usar pernas protéticas.
“Harley ficou super animado para conhecer Oscar, e o chamou de “homem boing” por causa de suas pernas. Durante toda a semana ele nos enlouqueceu boing, boing, boing. Ele encontrou poucas pessoas que perderam todos os membros como ele. Vendo Oscar e tudo o que ele alcançou é realmente inspirador – ele nos mostra que Harley pode fazer o que quiser no futuro. O que Oscar alcançou é incrível e realmente nos dá algo para se pensar em relação à Harley. Agora estamos trabalhando duro, fazendo seus alongamentos todos os dias, ajudando-o a usar suas próteses e sabemos que é um processo lento”, afirmou o pai de Harley.
Oscar Pistorius teve as pernas amputadas aos 11 meses de idade. Ele surpreendeu o mundo com sua velocidade e determinação – tem medalha de prata ao competir contra atletas sem deficiência em seu país de origem. Oscar foi selecionado para representar seu país na prova de atletismo do revezamento 4x400m nos Jogos de Londres.
Harley Slack e Oscar Pistorius (Foto/ Reprodução: Manchester Evening News)
(Foto/ Reprodução: Manchester Evening News)
“Harley é fantástico, ele era muito tímido no início, como qualquer garoto, mas eu acho que vai levar um ano para se acostumar com as novas próteses. Daí eu espero que ele aprenda a correr e pretendo manter contato com ele”, afirmou Pistorius.
Harley faz diariamente fisioterapia e exercícios para alongar seus membros e se acostumar com os braços e as pernas protéticas. Segundo seus pais, ele enfrentará algumas operações no futuro para que um dia possa caminhar sozinho.
A empresa Ossur, que trabalha com vários tipos de próteses, prometeu a Harley quando ele aprender a correr, um par de lâminas como as de Oscar Pistorius.
Harley Slack
(Foto/ Reprodução: Manchester Evening News)
Referência:http://menmedia.co.uk/
Tradução Livre realizada pelo Blog Deficiente Ciente

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br

Os desafios da inclusão de deficientes no mercado de trabalho

por 

Desde 1991 existe uma lei no Brasil que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas portadoras de deficiências. A lei prevê que uma determinada quantidade de vagas, que varia de 2% a 5% do número total de funcionários, deve ser reservada para pessoas deficientes.
Como toda medida afirmativa, a lei vem causando grande polêmica e seu cumprimento ainda não é uma realidade para a maior parte das empresas.
A questão da inclusão de deficientes no mercado de trabalho é um desafio que pode ser visto pelas empresas como uma crise ou como uma oportunidade incrível.
Muitos estudos mostram que promover a diversidade no mercado de trabalho trás muitos benefícios para as empresas. Pessoas com formação diferente, com visões diferentes sobre os mesmos problemas, com origens, idades orientações políticas e religiosas diferentes, reunidas em um mesmo ambiente proporcionam uma visão mais holística e promovem a criatividade e a inovação.
Em um grupo heterogêneo, a troca de experiência e opiniões enriquece todos os indivíduos. Por este motivo, as empresas devem cultivar a diversidade como uma estratégia para ampliar a sua visão global e integrada da sociedade em que atuam.
As barreiras para a inclusão de deficientes talvez estejam mais em nossas cabeças do que em problemas efetivos. Como durante muito tempo os deficientes estiveram segregados, a sociedade acabou por reforçar seus preconceitos e nos acostumamos a mantê-los sempre isolados e marginalizados.
As estimativas atuais indicam que existam no Brasil cerca de 24 milhões de pessoas portadoras de deficiências. Como será que conseguimos manter, por tanto tempo, tantas pessoas à margem da sociedade, sem acesso a educação, a emprego e ao consumo?
A lei de cotas pretende minimizar este problema e ajudar a dar oportunidade para que estas pessoas voltem a fazer parte da comunidade e, para isso, o papel das empresas (como geradoras de empregos) será decisivo.
É claro que a empresa irá precisar fazer algumas adaptações para receber estas pessoas. Em geral, são necessárias algumas adaptações físicas: instalações de rampas, de banheiros adaptados para cadeiras de rodas, de sinais sonoros e instruções em Braille para deficientes visuais.
As maiores adaptações, no entanto, estão relacionadas a questões comportamentais: a verdade é que não sabemos lidar com as diferenças, não tivemos oportunidades, na infância, de conviver com pessoas deficientes e, por tudo isso, temos uma enorme resistência a esta idéia. Pequenas ações de treinamento e sensibilização, no entanto, podem resolver este problema.
Qualquer programa de inlcusão de deficientes no mercado de trabalho deve começar com a montagem do Comitê de Inclusão. Este Comitê será formando por funcionários das áreas de Recursos Humanos (DP, seleção, treinamento), segurança e medicina do trabalho, jurídico e responsabilidade social e tem como principal função coordenar as atividades nas fases de planejamento e implantação do programa.
Uma vez que o programa esteja implantado, o Comitê poderá ser dissolvido e as atividades passarão a fazer parte das rotinas de trabalho dos departamentos envolvidos.
Do ponto de vista prático, o trabalho se inicia com o mapeamento das funções. Esta atividade tem o objetivo de determinar quais os tipos de deficiências que melhor irão se adequar a cada uma das funções existentes na empresa e é feita a partir do cruzamento das habilidades e conhecimentos específicos necessários a cada cargo. A esta informação é somada a avaliação da estrutura física, através da qual vamos identificar as necessidades de adaptações para garantir a segurança e a mobilidade de funcionários com deficiências.
Este mapeamento é fundamental para garantir a qualidade na execução da tarefa, a mobilidade e a segurança de funcionários com deficiências.
A contratação de funcionários, neste caso, pode precisar de uma atenção especial. O recrutamento precisa ser feito de forma mais ativa e cuidadosa para que não sejam cometidas injustiças.
A sensibilização de gestores e funcionários é outro passo decisivo.
Pela dificuldade que temos em lidar com o novo e porque não estamos habituados a lidar com deficientes e a pensar na inclusão destas pessoas no mercado de trabalho, torna-se fundamental investir na sensibilização de gestores e funcionários.
Os gestores serão os responsáveis pela abertura de vagas para estas pessoas e pelo gerenciamento das dificuldades que aparecem no dia-a-dia. Por isso, eles precisam estar convencidos dos benefícios e importância deste programa para a empresa.
Já os funcionários precisam estar preparados para receber os novos colegas. Se a empresa tem a intenção de contratar deficientes auditivos, por exemplo, seria recomendável que os funcionários pudessem fazer um curso de linguagem brasileira de sinais (libras). Isso facilitará a comunicação e contribuirá com a integração destas pessoas e a melhoria do ambiente de trabalho.
O programa precisa ser avaliado e acompanhado permanentemente, par que se corrijam as falhas o mais rapidamente possível.
Do ponto de vista de desempenho profissional, os funcionários deficientes deverão ser avaliados da mesma maneira que qualquer outro funcionário. O que será preciso avaliar permanentemente é o programa de inclusão em si: devem ser revistas periodicamente as fontes de recrutamento, os métodos de seleção e treinamento e as ações de sensibilização e integração, visando melhorar continuamente o programa
Depois de alguns anos envolvida com processos de inclusão de deficientes no mercado de trabalho, o que percebo é que, vencida a dificuldade inicial, a maioria das empresas percebe que esta é uma oportunidade maravilhosa e que deveria ter iniciado este processo há muito tempo!

O deficiente também tem o direito de trabalhar de ter um futuro digno e de se sustentar.



Projeto quer adaptações para deficientes

Justiça dá prazo de 120 dias para Anatel fazer adaptações nos aparelhos para suprir barreiras existentes de uso.
Luiza Cazetta

O casal Benedito Flávio de Oliveira e Eva Aparecida de Aguiar, 
ambos deficientes visuais, aprovou a nova tecnologia de voz
Clayton Damasceno / O Liberal
"Nunca consegui fazer ligação no celular. Eu só sabia atender", afirma Benedito Flávio de Oliveira, 48 anos. Por ser deficiente visual, a dificuldade de Benedito era localizar as teclas no aparelho móvel. Foi pensando nesses percalços que a 17ª Vara Federal Cível de São Paulo concedeu liminar em ação civil pública proposta no dia 16 de maio pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo e determinou que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), no prazo de 120 dias, elabore "projeto contemplando as adaptações normativas que suprimam as barreiras existentes" para o uso de celulares por pessoas com deficiência visual.
A regulamentação deverá estabelecer normas para que sejam oferecidos no mercado aparelhos que indiquem, de forma sonora, quais as operações e funções estão sendo clicadas pelo usuário cego ou com visão reduzida.


A medida foi aprovada por Benedito, que há dois meses ganhou do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), de Campinas, um smartphone que obedece ao comando de voz. "Facilita muito, porque tudo o que a gente procura o celular 'fala', como fazer chamada ou mensagem. Tem o som para identificar", explica.
HISTÓRICO
Em maio de 2011, após receber reclamações que indicavam as dificuldades na aquisição de celulares acessíveis aos deficientes visuais, a PRDC (Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão) solicitou esclarecimentos à Anatel e foi informada que diversos aparelhos já possuíam facilidades que propiciavam a interação por intermédio da fala. Na época, a Agência enviou ao MPF (Ministério Público Federal) uma relação de aparelhos que possuem o software "leitor de mensagens".


Da lista fornecida pela Anatel apenas alguns modelos foram encontrados no mercado nacional, sendo a maioria com tela sensível ao toque, o que torna sua navegação praticamente impossível aos deficientes visuais. "O software 'leitor de mensagens' que acompanha esses aparelhos opera apenas nos idiomas inglês e finlandês", informa a ação.


Fonte:http://www.liberal.com.br

Mobilidade urbana na RMVale

Ao ampliar o debate, o cidadão vai querer participar para resolver o problema.
Marco Aurélio de Souza
                                                                        Imagem Internet
Recentemente, durante um programa de rádio, ouvi do entrevistador que os termos acessibilidade e mobilidade urbana, ainda que inerentes à vida cotidiana, não fazem parte do vocabulário das pessoas. O jornalista me perguntou, então, se não seria possível usar outras expressões para envolver mais gente na discussão. Eis aí uma boa questão.

De tempos em tempos alguns termos surgem, muitas vezes só para batizar ou resumir algo que já faz parte da vida em sociedade. Este é o caso de acessibilidade e mobilidade urbana. Poder se deslocar de um ponto a outro e acessar lugares não se trata de necessidade recente.

O que parece novo é que a partir do crescimento populacional, do aumento do poder aquisitivo e da chegada do progresso às nossas cidades brasileiras a discussão sobre transporte público eficiente e sobre equipamentos públicos e privados adaptados entrou na ordem do dia.

Não se trata de tese acadêmica. O cidadão pode até não falar que sua cidade oferece uma boa mobilidade urbana, mas certamente sabe dizer se consegue se locomover com facilidade de casa para o trabalho ou de casa para o lazer.
Se até algumas décadas atrás não se falava em rampas em edifícios ou ônibus adaptados para cadeirantes, hoje as cidades estão começando a se adequar para atender um grande público com deficiência.

Em muitos municípios, notadamente os centenários, é comum ver ruas estreitas, com espaço mínimo para serem utilizadas com segurança por pedestres e veículos. Adaptações levam tempo e investimento, mas precisam ser discutidas.

Pensando em ampliar o alcance do assunto, a liderança do Partido dos Trabalhadores da Assembleia Legislativa de São Paulo realizou, no mês passado, uma série de encontros sobre mobilidade urbana e transporte público. O ciclo de debates ocorreu nas regiões metropolitanas do Estado, tendo como sedes as cidades de São Paulo, Santos, Santo André, Sorocaba, Guarulhos e São Sebastião.

Eu tive a satisfação de coordenar os trabalhos na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Assim como ocorreu na Assembleia Legislativa em novembro último, quando lancei a Frente Parlamentar de Acessibilidade e Mobilidade Urbana, as pessoas presentes ao encontro participaram ativamente, contribuindo com observações e sugestões sobre o tema.

Acredito ser esse o caminho. Problemas coletivos devem ser discutidos conjuntamente – poder público, agentes políticos de maneira geral e sociedade. Geograficamente, estamos localizados em um país e em um Estado, mas é nas cidades que o dia a dia das pessoas acontece. E quando essas cidades estão conurbadas e conectadas, é a hora de o debate ser ampliado e ganhar um caráter regional.

Mais do que nunca, a RMVale precisa colocar em sua agenda o que pode ser feito para melhorar a mobilidade das pessoas que vivem nas cidades da nossa região.

Ao abrir a discussão, o cidadão vai querer participar, principalmente por ser ele o usuário e o primeiro a sentir os efeitos de boas práticas, ou não, seja no transporte coletivo, seja no acesso aos equipamentos públicos.
Com isso, criamos um caldo cultural que fará com que mobilidade urbana e a acessibilidade deixem de ser ‘palavrões’, usados apenas pelos chamados especialistas, e se tornem objeto de diálogo permanente de todos.

Assim, poderemos ter cidades cada vez melhores para viver. Afinal de contas, uma cidade, quando não é para todos, foge ao sentido etimológico da palavra.

Cuidemos melhor da nossa ‘pólis’ e da nossa casa comum para que ela faça jus ao nome de ‘cidade’.

Fonte: O Vale - Imagem Internet

“Deixa o sol entrar...”

Artigo de Adriana Lage
                                                                                Imagem Internet
Para quem tem uma lesão medular alta – que afetou uma das vértebras da cervical (pescoço) – nem sempre é fácil conviver com o frio. Eu, particularmente, não sou fã. Meu corpo odeia sentir frio. Fico toda dolorida, com os braços pesados e, às vezes, até mal humorada. O frio piora minha fadiga muscular.

Felizmente, em Belo Horizonte, não costumamos ter aquelas temperaturas indecentes do sul do país. Mas, nesses dias, os termômetros andam variando na casa do 16º aos 25º. Essa temperatura já é capaz de me deixar congelando. Como tenho pouca força nos braços, não adianta usar roupas pesadas. Quando peguei um frio de 6º em Buenos Aires, coloquei tanta roupa para tentar me esquentar que mal conseguia me mexer. Fiquei parecendo um boneco de neve, com direito ao nariz vermelho de frio. O ideal, nesses casos, é usar e abusar das roupas térmicas. Elas são quentinhas e leves. Quando iria viajar para São Paulo, quase comprei um sobretudo vermelho. Ele era maravilhoso.
Pena que extremamente pesado.

Está difícil encarar a piscina nesses dias de inverno. Mesmo sendo aquecida, o frio anda me castigando demais. O vento não dá trégua. Mal começo a nadar e meus dedos já vão embolando. O corpo ganha vida própria e não obedece aos comandos do meu cérebro. Saio da piscina tremendo tanto que costumo levar umas duas horas para voltar à temperatura do meu corpo. Meu técnico já me proibiu de nadar de batom, pois assim consegue controlar uma possível hipotermia. Ele sempre brinca dizendo que meu prazo máximo de duração na água é de 40 minutos. Depois disso, fico batendo queixo e falando embolado que nem bêbado. Na última competição que participei em Brasília, a temperatura estava abaixo dos 20 graus. Atletas cegos, downs, amputados... Todos sobreviveram ao frio sem grandes complicações. Já nós, atletas das classes baixas, saímos da piscina batendo queixo e com espasmos musculares. Todo mundo procurando um solzinho para se esquentar.

Mesmo não sendo tão agradável, procuro manter minha rotina de treinos e fisioterapia nos dias frios. É preciso ter disciplina. Mesmo tremendo de frio, sempre volto da piscina renovada. É gostoso demais. Meu corpo sente falta da natação. Só o contato com a água já é suficiente para desencadear uma série de reações benéficas ao nosso corpo.

Recentemente, entrevistei um jornalista tetraplégico que é uma peça raríssima. Ronaldo Denardo adora dizer que faz fotossíntese. Sempre que sente frio, trata logo de correr para o sol. Eu acho que, nesses dias frios, os tetraplégicos deveriam ter direito a sua meia hora de sol diária. Eu amo o sol. Ele sempre me traz alegria, calor e disposição. Todos os dias, sempre que possível, também pratico fotossíntese pelo menos durante meia hora. O difícil é ter coragem de ir embora do sol. Vale lembrar que não podemos
nos descuidar da hidratação quando ficamos quarando no sol.

Enquanto o calor não volta, o jeito é ir abusando das roupas térmicas, do chocolate quente, do cobertor, dos abraços de urso...

Fonte: Rede Saci - Imagem Internet

A DOSE CERTA DA ESTIMULAÇÃO

Fala-se muito em estimular, estimular, estimular! Mas não podemos esquecer que o crescimento orgânico e psíquico da criança com Síndrome de Down segue as mesmas etapas de desenvolvimento de toda a espécie humana, com diferentes graus de defasagem temporal.
Sabemos que estimular é importante, mas não comporta excessos: nem a carência de estímulos, nem seu exagero tem bons resultados. A massificação do intervento educativo, com uma super-abundância de estímulos, dar demais para querer demais e logo, não respeitando os tempos maturativos, de inibição e adaptação da criança com Down, pode produzir nela três elementos negativos: o desinteresse, a inibição devido ao excesso insistente de estímulos e o aumento da passividade da criança.
A educação deve ser ativa e não passiva, deve criar a cada dia a necessidade, o desejo e o interesse por parte da criança, bem inserida no ambiente familiar, participando ativamente de sua própria aprendizagem.
O papel do terapeuta é saber orientar aos pais os setores do desenvolvimento sobre os quais intervir, partindo das funções mais atrasadas e aperfeiçoando os estímulos que possam entrar na vida quotidiana dos pais.
Como em tantas situações de nossa vida, cabe também aqui o dito: “Mais importante que a quantidade, é a qualidade!”.
Amor e bom senso: ingredientes indispensáveis para uma dose certa de estimulação!
Texto baseado em tradução do artigo de Giovanni Bollga, diretor do “Instituto de Neuropsichiatria Infantile”, Universitá di Roma)

Oscar Pistorius é convocado para o revezamento e garante vaga nos Jogos Olímpicos

Ele será o primeiro biamputado da história a competir em igualdade com atletas não deficientes nos Jogos Olímpicos.



O sul-africano Oscar Pistorius vai disputar os Jogos Olímpicos. Nesta quarta-feira, 4/07, o atleta biamputado foi convocado pela federação de atletismo de seu país para disputar o revezamento 4x400 m com a equipe que é vice-campeã mundial da prova.
Pistorius tem próteses de metal que substituem as partes inferiores de suas pernas. Ele será o primeiro biamputado da história a competir em igualdade com atletas não deficientes nos Jogos Olímpicos.
A estreia na competição poderia ter acontecido há quatro anos, mas na época Pistorius foi impedido porque alguns dirigentes esportivos consideravam que suas próteses flexíveis de fibra de carbono lhe davam vantagem sobre os rivais. O sul-africano brigou pelo direito de correr com elas na Justiça, venceu a disputa e participou, no ano passado, do Mundial de Atletismo em Daegu, na Coreia do Sul.
Nos 400 m rasos, sua principal prova, Pistorius não chegou à final e passou sem se destacar. No revezamento, se meteu em uma polêmica. O biamputado ajudou a equipe da África do Sul a ir à decisão, mas foi cortado da prova principal. De fora, viu seus companheiros ficarem com a prata, e reclamou que se o time tivesse repetido o tempo que fez com ele na pista teria levado o ouro.
Neste ano, a classificação para a Olimpíada foi suada para o sul-africano. Em março, Pistorius conseguiu o índice olímpico dos 400 m, mas a federação de seu país exige que os atletas cheguem à marca duas vezes. Ele chegou a ficar a 0s22 do sonho, mas terminou fora da competição individual. Agora, a classificação por equipes permite que ele faça história nos Jogos Olímpicos de Londres.

Niterói: Desrespeito a idosos e deficientes condena empresas de ônibus

Município deve permitir de forma gratuita o ingresso de pessoas com deficiência e acompanhantes nos ônibus. Decisão determina multa de R$ 2 mil por cada descumprimento que venha a ser denunciado.


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)Site externo. obteve sentença que obriga nove empresas de ônibus de NiteróiSite externo. a permitir, de forma gratuita e sem discriminação, o ingresso de idosos e de pessoas com deficiência de locomoção, incluindo seus acompanhantes, nos veículos de transporte público, mediante a simples apresentação de documento oficial de identidade.
A decisão da 5ª Vara Cível de Niterói, com base em Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência do Núcleo Niterói, determina multa de R$ 2 mil por cada descumprimento que venha a ser denunciado.
AACP, proposta em 2002, foi proposta em face das empresas Viação Pendotiba Ltda, Auto Lotação Ingá Ltda, Santo Antônio Transportes Ltda, Auto Ônibus Brasília Ltda, Transportes Peixoto Ltda, Viação Araçatuba Ltda, Expresso Miramar Ltda, Expresso Barreto Ltda, Viação Fortaleza Ltda.
O MPRJ recebeu denúncias relatando que esses usuários eram obrigados a pagar passagem e sofriam constrangimentos em público. A ação requereu a permissão do ingresso de idosos que apresentem a carteira de identidade e de pessoas com deficiência com reconhecida dificuldade de locomoção e acompanhante. A gratuidade está garantida pelas Constituições Federal e Estadual, pela Lei 3.339/99 e pela Lei Orgânica do Município de Niterói.
"Espero ver finalmente cumprida a norma constitucional que autoriza a gratuidade de transportes para esta parcela da população, de forma integral e não discriminatória, propiciando o fiel cumprimento do princípio da dignidade humana", disse o Promotor de Justiça, João Carlos Brasil de Barros, titular da Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência do Núcleo Niterói, que acompanha a demanda desde 2009.
As empresas recorreram da decisão proferida pela 5ª Vara Cível de Niterói. No entanto, o recurso foi rejeitado por unanimidade pela 6ª Câmara Cível, no último dia 27 de junho.






quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bebê agredido por babá pode ficar cego e tetraplégico

A mulher deverá ser ouvida pela Polícia Civil nesta quinta-feira (4).
Do R7 MG com Record Minas


Uma babá é suspeita de ter agredido um bebê de apenas três meses em Belo Horizonte. A criança foi levada por ela para o hospital depois de ter uma crise convulsiva e está internada há 19 dias. Ela corre o risco de ficar cega e tetraplégica.

A babá deverá ser ouvida pela Polícia Civil nesta quinta-feira (4). Ela nega as acusações mas, caso as investigações confirmem que ela agrediu o bebê, a suspeita poderá responder por maus tratos, lesão corporal e até mesmo tentativa de homicídio. 


O hospital acionou a polícia, que instaurou o inquérito, depois de verificar que os sintomas do bebê correspondem a uma síndrome chamada de Síndrome do Bebê Sacudido. Ela acontece quando a criança, ainda em fase de formação, é sacolejada por um adulto. Com isso, pode acontecer o rompimento de vasos no cérebro, podendo provocar danos irreversíveis como epilepsia, paralisia cerebral e cegueira.

Fonte:http://noticias.r7.com/minas-gerais/noticias/bebe-agredido-por-baba-pode-ficar-cego-e-tetraplegico-20120704.html