sábado, 11 de agosto de 2012

Venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos bate recorde


A menos de três semanas das Paralimpíadas, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicose Paralímpicos de Londres (LOCOG), confirmou o recorde de ingressos vendidos. Até o momento 2,1 milhões de bilhetes foram adquiridos pelos torcedores, sendo que 600 mil foram negociados no mês passado. O número total de bilhetes vendidos para os Jogos Paralímpicos ultrapassa o número dos Jogos de Pequim 2008 (1,8 milhão).

“Estamos absolutamente encantados com a resposta do público britânico para os Jogos Paraolímpicos. As Olimpíadas têm nos mostrado que o Reino Unido levou os Jogos para seu coração e a venda de ingressos até o momento nos mostra que ainda há mais por vir. Estou ansioso para ver mais pessoas recebendo a oportunidade de se unir e ter memórias que durarão uma vida”, afirmou o presidente do LOCOG, Sebastian Coe.

Os bilhetes para os Jogos Paralímpicos estão disponíveis em www.tickets.london2012.com e serão abertos outros lotes na próxima semana. Os preços variam de 10 a 500 libras, para as cerimônias de abertura e encerramento e para jovens e idosos são a partir de cinco libras.

“Esta certamente será uma das maiores Paralimpíadas da história. O interesse do público em prestigiar este mega evento só demonstra a evolução do paradesporto mundial. O Brasil levará a melhor Delegação da história, em busca do sétimo lugar no quadro geral de medalhas”, disse o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.

Para o presidente do Comitê Paralímpico Internacional , Sir Philip Craven, o sucesso das vendas três semanas antes da Cerimônia de Abertura dos Jogos é absolutamente fantástico.

“Normalmente o período de vendas mais movimentado é depois do início das Olimpíadas. A diferença, em Londres, porém, é que antes dos Jogos de Olímpicos já tínhamos vendido mais de 1,4 milhões de bilhetes”, comemora Craven.


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CONHEÇA O PROGRAMA PASSE LIVRE DO GOVERNO FEDERAL - UM DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

PARA QUEM NÃO SABE O GOVERNO FEDERAL CRIOU O PROGRAMA PASSE LIVRE, UM BENEFICIO DESTINADO A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.
COM O PASSE LIVRE, VOCÊ VAI PODER VIAJAR POR TODO O PAÍS. USE E DEFENDA O SEU DIREITO. O BOM FUNCIONAMENTO DO PASSE LIVRE DEPENDE TAMBÉM DA SUA FISCALIZAÇÃO. DENUNCIE, SEMPRE QUE SOUBER DE ALGUMA IRREGULARIDADE. FAÇA VALER A SUA CONQUISTA. E BOA VIAGEM!

Conheça Melhor o Passe Livre

                                       Imagem Internet

Quem tem direito ao Passe Livre? Pessoas com deficiência física, mental, auditiva ou visual comprovadamente carentes. 

Quem é considerado carente? Aquele com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo. Para calcular a renda, faça o seguinte: 
Veja quantos familiares residentes em sua casa recebem salário. Se a família tiver outros rendimentos que não o salário (lucro de atividade agrícola, pensão, aposentadoria, etc.), esses devem ser computados na renda familiar. 
Some todos os valores. 
Divida o resultado pelo número total de familiares, incluindo até mesmo os que não têm renda, desde que morem em sua casa. 
Se o resultado for igual ou abaixo de um salário mínimo, o portador de deficiência será considerado carente. 
Quais os documentos necessários para solicitar o Passe Livre? Cópia de um documento de identificação. Pode ser um dos seguintes:
  • certidão de nascimento;
  • certidão de casamento;
  • certidão de reservista;
  • carteira de identidade;
  • carteira de trabalho e previdência social;
  • título de eleitor.
Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovando a deficiência ou incapacidade do interessado. 
Requerimento com declaração de que possui renda familiar mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo nacional, (formulário anexo). 
Atenção: Quem fizer declaração falsa de carência sofrerá as penalidades previstas em lei. 
Como solicitar o Passe Livre? Fazendo o donwload dos formulários acima, preenchendo-os e anexando um dos documentos relacionados. Uma vez preenchidos, os formulários devem ser enviados ao Ministério dos Transportes no seguinte endereço: Ministério dos Transportes, Caixa Postal 9600 - CEP 70.040-976 - Brasília (DF). Neste caso, as despesas de correio serão por conta do beneficiário; ou 
Escrevendo para o endereço, acima citado, informando o seu endereço completo para que o Ministério dos Transportes possa lhe remeter o kit do Passe Livre. A remessa ao Ministério dos Transportes, dos formulários preenchidos, junto com a cópia do documento de identificação e o original do Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), é gratuita e deve ser feita no envelope branco, com o porte pago. 
Atenção: Não aceite intermediários. Você não paga nada para solicitar o Passe Livre. 
Quais os tipos de transporte que aceitam o Passe Livre? Transporte coletivo interestadual convencional por ônibus, trem ou barco, incluindo o transporte interestadual semi-urbano. O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado, nem para viagens em ônibus executivo e leito. 
Como conseguir autorização de viagem nas empresas?
Basta apresentar a carteira do Passe Livre do Governo Federal junto com a carteira de identidade nos pontos-de-venda de passagens, até três horas antes do início da viagem. As empresas são obrigadas a reservar, a cada viagem, dois assentos para atender às pessoas portadoras do Passe Livre do Governo Federal.
Atenção:
Se as vagas já estiverem preenchidas, a empresa tem obrigação de reservar a sua passagem em outra data ou horário. Caso você não seja atendido, faça a sua reclamação pelo telefone (61) 2029.8035. Horário de funcionamento: das 8h às 17h.
Passe Livre dá direito a acompanhante? Não. O acompanhante não tem direito a viajar de graça.

Imagem Internet

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Japão oferece facilidades aos portadores de necessidades especiais


O Conselho de Reforma do Sistema para Pessoa com Deficiência do Japão divulgou no dia 24 de maio suas diretrizes. O conselho, composto por membros do governo e pessoas com deficiência física, sugere a inclusão do item “direito à mobilidade” na Lei Básica de Trânsito, que deve ser enviada à Dieta em 2011, tendo em vista o atraso de adaptação de prédios e acessos.

Quem hoje anda pelas ruas das cidades japonesas percebe a grande quantidade de piso tátil nas calçadas, semáforos sonoros, rampas junto às escadas e banheiros adaptados. De acordo com o Ministério dos Transportes, em 2008, 78% das estações de trem de grande movimento (com mais de 5.000 usuários/dia) tinham piso nivelado e em 41% dos vagões haviam adaptações para facilitar a mobilidade, ou seja, estavam aptos a receber usuários de cadeiras de rodas ou deficientes visuais.

De acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social, existem 3,483 milhões de pessoa com alguma deficiência física no país (dado de 2006). É pouco mais que 2% da população total do Japão, mas o assunto é tratado com seriedade, já que ambientes de fácil acesso e uso de deficientes também servem idosos, doentes e mães com bebês.

O conceito de acessibilidade ainda é recente na história do Japão. Em 1949, pouco após a Segunda Guerra Mundial, com o retorno de milhares de soldados feridos ou mutilados, o governo japonês criou uma lei de assistência a deficientes físicos, que auxiliava os que tinham deficiência leve e moderada até encontrarem um emprego.

O primeiro estudo sobre acessibilidade de deficientes físicos só apareceu em 1972. Dois anos depois, a prefeitura de Machida, Kanagawa, divulgou as diretrizes para a chamada “cidade do bem-estar”. Em 1975, o centro para atendimento a deficientes de Tóquio criou o departamento de Adaptação de Moradia, tendo à frente o professor Kan Nomura, da faculdade de Arquitetura da Universidade Nihon. Desde meados da década de 1970, ministérios e empresas de transporte público começaram a promover estudos sobre acessibilidade, e uma empresa de casas pré-fabricadas criou um showroom para usuários de cadeira de rodas.

Mas a mobilidade universal levou um longo tempo para ser reconhecida como direito de todos. Somente em 2000 foi criada a Lei de Acessibilidade de Idosos e Deficientes Físicos em Meios de Transporte Público. Ela foi revista em 2006, e diz que prédios públicos como hospitais, mercados, shoppings centers, cinemas, hotéis, asilos, e aqueles usados por grande número de pessoas, como escolas, escritórios, fábricas e apartamentos, devem ter adaptação para facilitar a circulação de idosos e deficientes na entrada e saída, corredores, escadas e banheiros. As adaptações devem ser feitas pelo proprietário na construção, reforma do prédio, ou quando se muda seu uso. Os prédios adaptados estão sinalizados com o adesivo “Heart Build”. O conceito de design também universal tem ganho espaço na sociedade japonesa. A ideia tem como objetivo facilitar acessos e usos mais fáceis para qualquer um, não restringindo seu público a deficientes físicos.

Se, de um lado, prédios públicos têm se adaptado a pessoas com necessidades especiais, e o mercado tem lançado produtos que facilitam a vida de qualquer pessoa com ou sem deficiência, ainda é difícil dizer que a sociedade japonesa saiba respeitar essa cultura. Nas calçadas próximas a estações e estabelecimentos comerciais ainda é muito comum ver bicicletas estacionadas sobre o piso tátil, colocando em risco os deficientes visuais, que caminham se guiando por esses sinais. Apesar dos esforços de polícia, prefeituras e funcionários de estações, é difícil impedir as pessoas de pararem sobre as sinalizações.

Em 2006, por exemplo, a rede de hotéis Toyoko Inn passou por inspeção rigorosa em todas as 120 unidades após denúncia de que o estacionamento destinado a deficientes físicos de uma unidade de Yokohama foi desativado depois da inspeção do governo local. Após receber licença de funcionamento, o hotel foi reformado e a vaga para deficientes deu lugar a um lobby e fumódromo. O presidente da empresa, Norimasa Nishida, reconheceu que a remoção das vagas violava a lei. Investigações revelaram que a rede de hotéis fez reformas ilegais em mais de 70 unidades. As oito unidades de Yokohama tinham alterações que não respeitavam a legislação. O caso acordou a sociedade japonesa para os problemas enfrentados pelos deficientes e culminou na revisão da Lei de Acessibilidade. As associações de pessoas com deficiência pedem a criação de uma lei que torne a discriminação crime, mas o Conselho de Reforma do Sistema para Pessoa com Deficiência adiou a discussão, dando o prazo até 2012 para se chegar a uma conclusão. 

Pela lei, os prédios devem ter

Entrada/saída
Largura mínima de 80 cm, com porta que permita movimento fácil de cadeirantes, com área plana na frente e atrás.
Corredor
Largura de pelo menos 120 cm, com área que permita a rotação de cadeiras de rodas a cada 50 m. No caso de haver portas, deve ter área plana na frente e atrás.
Área de inclinação
Largura de pelo menos 120 cm. Na área de conexão com escadas pode ter 90 cm. A inclinação não deve ser maior que proporção de 1 para 12, entre a parte mais baixa e a mais alta. A cada mudança de 75 cm de altura deve haver área de descanso de pelo menos 150 cm.
Elevador e hall
A entrada deve ter pelo menos 80 cm de largura. O elevador deve ter comprimento mínimo de 135 cm, botão de abertura no interior ou no hall, com indicação dos andares e direção da saída. O hall deve ter área mínima de 150 cm². Em caso de prédio de uso público ou quando há muitos deficientes visuais entre usuários, o elevador deve ter aviso sonoro de abertura/fechamento das portas e indicação do andar, além de botões com escrita em braile.
Corredor de área externa
O chão deve ser de material não escorregadio e, quando houver degraus, deve ser de fácil percepção. Instalação de corrimão é obrigatória. As inclinações também devem ter corrimão.
Estacionamento
Deve haver ao menos uma vaga para cadeirantes, com largura mínima de 350 cm, em local mais próximo da entrada.
Banheiro
Ao menos 2% dos sanitários devem ser adaptados para uso de cadeirantes, com corrimão, área suficiente para uso de cadeiras de rodas. Sua entrada deve ter no mínimo 80 cm de largura. Cada andar do prédio deve ter banheiro para uso de pessoas com bolsa coletora intestinal.
Além dos ítens citados acima, deve haver piso tátil para guiar o deficiente visual até o interior do prédio. 


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Deputado quer cadeiras de rodas para deficientes em escolas

Evaldo quer ampliar as políticas públicas de inclusão para os portadores de deficiências.

Repórter: Emerson Brandão/ Editor: Pires de Saboia



Deputado Evaldo Gomes / Foto: Caio Bruno 

O deputado Evaldo Gomes (PTC) apresentou na Assembleia Legislativa Projeto de Lei que torna obrigatória a disponibilização de cadeiras adaptadas nos estabelecimentos de ensino do Piauí para os portadores de deficiência física ou alguma mobilidade reduzida nas escolas de ensino fundamental, médio, superior e nos cursos de extensão.

Trata-se de uma proposta de ampliar as políticas públicas com o objetivo de favorecer as pessoas com algum tipo de deficiência, a exemplo do que acontece na esfera federal. As cadeiras deverão ser adaptadas aos padrões e normas da Associação Brasileira de Nornas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO).

Também fica previsto no projeto que, a partir daí, a Secretaria de Educação do Estado deverá fiscalizar a aplicação da lei. De acordo com as Diretrizes Nacionais da lei de Educação Básica os alunos deficientes necessitam de condições especiais para o ensino e aprendizagem além da inclusão no processo de aprendizagem.

Conforme as pesquisas hoje, 90% dos deficientes e cadeirantes conhecem os seus direitos fundamentais no que diz respeito ao direito básico do cidadão, de ir e vir. Também 70% dessas pessoas confirmam que o direito à acessibilidade é o principal aspecto nesse setor e reside na adaptação das ruas através de rampas e calçadas adaptadas para pessoas deficientes.


Fonte: http://ged.al.pi.gov.br/Portal/pages/portal.html


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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Hoje completo 30 anos como deficiente e eu me vinguei

Hoje eu completo 30 anos como pessoa com deficiência e posso dizer que realizei a minha vingança. Ao longo desse tempo todo passei por períodos de internação hospitalar, intervenções cirúrgicas e tive atendimento médico de diferentes especialidades. Entrei em consultórios de psicólogas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais e estive presente em incontáveis seções de fisioterapia, durante mais de 20 anos.

                                                                                                                                    Jaelson Lucas
O homem do outro lado do microfone é o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. Falei com ele durante o 4o Rally da Inclusão, promovido pela Unilehu, em março. Foi a primeira autoridade que entrevistei.


Percebi a falta de preparo arquitetônico e atitudinal em uma série de ambientes pelos quais passei. Ouvi minha mãe contar histórias de diretores de escola que não quiseram aceitar a minha matrícula, porque não queriam trabalhar a inclusão em suas salas de aula. Já tive propostas de emprego negadas, por duvidarem da minha capacidade e colocarem a culpa na porta do banheiro, que não era larga o suficiente. Já fiquei na fossa, porque aquela garota que eu estava paquerando não quis se envolver comigo, por ter vergonha do que os outros iriam pensar. Já passei períodos da minha vida pensando que eu precisaria me afundar em atividades pra ser feliz, já que aparentemente ninguém vai dar bola para um cadeirante.
Eu nasci deficiente devido a um parto de seis meses e o meu primeiro diagnóstico médico não foi dos melhores. Minha mãe já contou essa passagem de nossas vidas em um belíssimo texto.Clique aquipara ler o ponto de vista dela. A partir do momento em que nós aceitamos essa condição atípica, entramos em uma jornada paulatina, que hoje, chegou ao seu 30º ano de história com os meus pais a mais de 3 mil quilômetros de mim e eu tocando uma vida completamente autônoma.
Depois de 30 anos sem nunca ter dado um passo sem apoio, ou nunca ter corrido com as pernas, ou nunca ter me olhado no espelho e visto um homem que não fosse baixinho, magrinho, com as pernas tortas, realmente acredito que essa passagem deve ser comemorada porque eu venci algo ruim?

Será que eu estou sendo castigado?
Será que eu estou vencendo uma doença?
Será que eu sou iluminado?
Será que eu sou um coitado?
Será que eu sou uma super-pessoa?

Absolutamente não. E eu não estou falando de uma vingança malígna. Estou falando de uma vingança construtiva.
O conceito é de Robert Meeropol, filho de Julius e Ethel Rosenberg, que durante a guerra fria foram acusados pelo governo americano por espionagem. Em 17 de julho de 1950, Julius, um engenheiro eletricista, foi preso em Nova York sob a suspeita de participar de uma rede de espionagem em favor da URSS. Sua mulher, Ethel, foi detida em seguida. Foram acusados de ajudar a chegar aos soviéticos detalhes sobre o programa nuclear americano e condenados em março de 1951 por conspiração para espionagem. Em 19 de junho de 1953 foram executados na cadeira elétrica. Desde o final do século passado, depoimentos do governo dos Estados Unidos e documentos históricos vêm comprovando que a condenação não foi justa e foi motivada por fins políticos. Hoje Robert Meeropol é líder de um movimento mundial em prol de ativistas e filhos de pais envolvidos no ativismo e que sofrem ameaças.
Eu adorei essa ideia e acredito que ela se encaixa perfeitamente na vida de uma pessoa com deficiência. Ser deficiente não é fácil. Sofremos preconceito, temos complicações médicas, o imaginário popular em relação a nós é confuso e eu não sei porque diabos adoram adotar o diminutivo quando falam conosco. “Você quer uma aguinha? Vai tomar um solzinho?” “Ele é cadeirante, mas é tão bonitinho”. Por favor, vão catar coquinho.
Eu adotei a vingança construtiva do deficiente por causa de três pilares da minha vida, muito importantes: inclusão conjunta, viagens e sexo.
Inclusão conjunta
A inclusão conjunta derruba o mito de que a pessoa com deficiência supera as suas limitações sozinha. Isso é uma mentira. Ela não só precisa da ajuda de outras pessoas, como transforma o mundo de quem está por perto. Que tal você levar esse pensamento para a sua própria vida e fazer um exercício? Tente se lembrar de todos os momentos em que você se superou e coloque perto desse momento todas as pessoas que fizeram parte dessa conquista. Eu quis ser cobaia disso e vi uma coisa assim:

Leniza Walbach
Leniza Walbach / Qualquer ação de inclusão só acontece em rede.Qualquer ação de inclusão só acontece em rede.
As pessoas ao redor das minhas conquistas fazem parte delas e isso vale para qualquer pessoa, independente do contexto. A inclusão é uma renovação no pensar, no agir,no relativizar e precisa ter seu escopo ampliado. Juntos temos a chance de derrubar preconceitos e estar no mundo de forma mais tolerante e engajada.

Viagens

Quando comento que viajo sozinho, o pessoal arregala os olhos e me pergunta se eu tenho coragem mesmo. Acho que a impressão seria pior se eu comentasse que eu fico hospedado em albergues, hotéis mais em conta, não planejo meus roteiros e vou com pouquíssimo dinheiro.
Eu já passei a virada do ano em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Buenos Aires. Visitei tambémFoz do Iguaçu e Montevidéu e em todos os destinos eu não estava acompanhado por ninguém. E a coisa de você estar sozinho quando viaja é muito relativa. Fatalmente você vai conhecer alguém.
Quando fui ao Rio de Janeiro, liguei para mais de 8 albergues. Nenhum deles tinha elevador, nem quartos grandes e nem banheiros com acessibilidade fácil. Eu já sabia disso, então a falta desses elementos não influenciou minha escolha. Eu escolhi o único lugar que me disse “Nós não temos elevador e o acesso aos quartos é por escada, mas venha que a gente dá um jeito”.
Descobrir como a cidade, ou as pessoas lidam com a questão da inclusão, ou de apoio ao próximo, é um dos trunfos da brincadeira.
O Uruguai me surpreendeu nesse sentido. Nenhum dos lugares que eu visitei ali estava arquitetonicamente pronto para um cadeirante, só que eu nem precisava pedir ajuda. A população se oferecia a me ajudar a atravessar a rua, subir escadas, abrir portas, guardar a cadeira em taxis e por ai vai. O mais interessante é que os uruguaios que eu conheci não faziam nenhum tipo de discriminação em relação a mim. Nem pelo fato de eu ser deficiente, ou por eu ser estrangeiro e não falar espanhol.
O pessoal do site Viajão, (uma página muito legal sobre viagens como experiência de vida) fez uma montagem com vídeos que eu fiz no Uruguai e eu compartilho aqui.
Sexo
Eu só consegui começar a ter uma vida afetiva, e consequentemente, sexual ativa, depois que eu resolvi realmente encarar o meu corpo e a maneira como ele se manifesta. É preciso vestir a carne e tomar posse das possibilidades dela. Você não enxerga? Não ouve? Não mexe as pernas? Não tem um membro? Não mexe as pernas, nem os braços? Que pena. Mas o que você faz? O que você pode fazer diferente? O que te faz se sentir bem, emocionalmente e fisicamente, quando você está com alguém?

Eu não consigo responder se todos os deficientes fazem sexo. Mas se não fazem, deveriam fazer.

Não considere as suas referências do cinema, da televisão, das revistas e muito menos dos filmes pornográficos. Se o foco for esse, a possibilidade de você cair em um mar de frustrações é imensa. Aliás, acho que isso é válido para qualquer pessoa, deficiente ou não. Isso para mim foi outra conquista importante: ignorar o que eu não sou, o que eu não posso, o que eu não atinjo, o movimento que eu não tenho, ou qualquer outro “não” que me atrapalhe.
Iniciar essa mudança de postura é uma jornada particular e bastante íntima, como não poderia deixar de ser. O ponto importante é nunca se entregar à ideia de que isso não é necessário, de que não é possível e que o fato do deficiente querer fazer sexo é um luxo. Essa vivência é fundamental para se conhecer melhor, conviver de maneira mais positiva com os próprios limites e explorar o que traz “sim”, ao invés do “não”. Um bom começo é refletir sobre a imagem que se tem de si mesmo. Depois de pensar bastante sobre isso, descobri que eu sofria do complexo do Ursinho Puff. O Ursinho Puff é bondoso, bonitinho, querido, uma graça e as mulheres acham ele um fofo. Mas ninguém se imagina transando com o Ursinho Puff. Eu não sou um ursinho, sou um homem. Incorporei isso e tratei de pôr em prática.
O assunto não envolve apenas deficientes. Envolve os parceiros e parceiras, famílias, psicólogos, sexólogos, a comunidade médica, profissionais da saúde mental e fisioterapeutas. A vida sexual do deficiente é para ser levada a sério e precisa ser desenvolvida de maneira saudável, orientada, discutida e vista sem preconceitos.
Eu enxergo o tema como um convite ainda mais amplo. Essa conversa é útil para todas as pessoas que se sentem incomodadas, ou oprimidas pelos padrões de beleza que são expostos diariamente. Essas pessoas podem se unir e questionar os conceitos culturais que temos sobre beleza.

Renato Ventura
Renato Ventura / A inclusão sexual não é apenas saudável e necessária. É libertadora.A inclusão sexual não é apenas saudável e necessária. É libertadora.
Eu me vinguei construtivamente, com o apoio de muita gente. No início de uma nova década da minha história eu agradeço as mais de 12 mil leituras que o Inlcusilhado teve até hoje e aos comentários que enriquecem diálogos. Você é agente fundamental da transformação.
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A novela da cadeira motorizada com apoio para cabeça

Artigo de Adriana Lage.
por Adriana Lage

Estou trocando minha cadeira de rodas motorizada e cheguei a uma triste conclusão: alguns vendedores e lojas (para não dizer a maioria!), em Belo Horizonte, não estão preparados para atender cadeirantes. No último sábado, rodei várias lojas da região hospitalar e voltei para casa indignada com o atendimento recebido. Eu me senti morando numa roça lá pros lados de onde Judas perdeu as botas. Vamos ao resumo da minha saga!

Acessibilidade na Região Hospitalar de BH
Quando se pensa em região hospitalar, intuitivamente, deveríamos pensar em um local acessível. Doce ilusão. Os rebaixamentos nas calçadas existem em grande quantidade. Só que onde já se viu rampa acessível com degrau? Isso sem falar nos buracos e na sujeira. Se estivesse andando na cadeira motorizada, teria dado uma de louca e dividido o asfalto com os carros. Como estava sendo empurrada pela minha irmã, fui vítima das belas rampas. É bem desconfortável! Se for para fazer algo, que seja bem feito! Uma rampa mais ou menos, muitas vezes, é mais desconfortável e perigosa que um degrau.

Na quinta feira, fiz uma pesquisa telefônica procurando o modelo que quero. No sábado, fui apenas às lojas onde tinham me dado certeza que possuíam a cadeira. Das quatro lojas que visitei, pasmem: todas pecam, gravemente, na acessibilidade. Na primeira, colocaram uma rampa móvel, de inclinação duvidosa, bem na entrada. Na segunda, existem três degraus na entrada. Um ser pouco iluminado que, com certeza, nunca foi cadeirante, teve a brilhante idéia de colocar uma camada grossa daquele piso emborrachado anti derrapante sobre os degraus. A inclinação é muitíssimo íngreme. E ninguém oferece ajuda. Parece que a rampa foi feita para subir as caixas dos equipamentos. Na terceira loja, quase tive um ataque com o vendedor! Que figura! Logo que fui me aproximando, um dos vendedores foi logo avisando que a loja será reformada em outubro! Na última loja visitada, também existem degraus e rampas improvisadas. Se quiser mudar de setor dentro da loja, o cadeirante precisará dar a volta pela rua e entrar por outra porta.

Não entrei nas demais lojas que encontrei pelo caminho, mas posso garantir a vocês que a acessibilidade deixa muito a desejar. Minha irmã riu demais da minha indignação quando comentei que a loja de sapatos era adaptada e que entraria lá só para me sentir cidadã de novo. Felizmente, os sapatos do meu número eram apenas ortopédicos. Eles já evoluíram muito, mas alguns ainda são bem feios. Com isso, saí da loja sem gastar um centavo. Aleluia...

Ando muito pouco por essa região da cidade. Minhas experiências costumam ser cômicas. No ano passado, estava no oftalmologista e resolvi trocar minhas lentes de contato. O médico me pediu que fizesse um teste de três horas e retornasse ao consultório. Como eu tenho horror a ficar parada dentro de consultório/hospital e minha mãe paga para andar, fomos bater perna pela região. Era uma segunda feira bem movimentada. Logo que passamos em frente ao Hospital das Clínicas, só ouvi minha mãe rindo e me cutucando. Uma mulher passou por nós, me encarou e suspirou: “Coitada! Tão bonita e andando numa cadeira de rodas! Ô dó!”. Minha mãe sempre brinca comigo dizendo que as pessoas costumam achar diferente o fato de eu andar toda ‘patricinha’ e sorridente. Uma coisa que sempre me acontece e que costuma me deixar invocada é o poder que exerço sobre a turma máster. Minha irmã fala que tenho mais Ibope entre os idosos que a vacina de gripe! Triste isso... Sempre ganho sorrisos e elogios da melhor idade. Um dia desses, um sessentão italiano me encontrou em uma rede social e começou a mandar mensagem no melhor estilo devotee. Falou que eu era linda, que estava decepcionado com as mulheres e que queria uma cadeirante. Por sorte, na minha foto do perfil, eu estava vestida de noiva. Gargalhei quando ele me disse que era uma pena ter se atrasado, pois eu já estava casada. Confirmei e o bloqueei. Cada assombração...

Depois que rodei as lojas, resolvemos almoçar lá por perto. No meio do caminho, minha mãe sofreu um atentado. Uma mulher que estava carregando uma panela de pressão foi me encarar e acabou dando uma panelada na minha mãe. Gostaria muito de saber o que passou pela cabeça da figura! Acabei me lembrando da minha psicóloga. Na penúltima sessão, ela me perguntou como eu reagia frente aos olhares de compaixão. Querendo ou não, é da natureza humana se projetar no outro...

Atendimento
Os atendimentos que recebi foram contra tudo o que sempre aprendi no banco! Nunca vi atendentes tão desinformados e sem iniciativa. Tudo bem que trabalhar no sábado não deve ser muito legal, mas... Lá no banco, sempre buscamos a excelência no atendimento. Acho que ninguém é obrigado a saber tudo, mas ter boa vontade para atualizar nossos conhecimentos, correr atrás da solução dos problemas e identificar as necessidades do cliente de forma a satisfazê-lo são alguns dos requisitos fundamentais.

Recentemente, comprei um Lift de Transferência, que é uma espécie de guincho para realizar as transferências do cadeirante de um lugar para outro sem que o acompanhante precise fazer força. Ando pagando cada mico! Em breve, escreverei sobre isso. Só criei coragem para adquiri-lo após ficar pendurada em um deles na última Reatech. Pois bem, fiz várias pesquisas aqui em BH. Como os preços estavam variando muito, resolvi ligar diretamente para o fabricante. A atendente me disse que repassaria meu contato a um revendedor. Poucos minutos depois, recebi uma ligação de São Paulo. A gerente da loja acabou me oferecendo o guincho com um preço bem abaixo dos encontrados em Belo Horizonte, com entrega em três dias (se comprasse aqui, teria que esperar cerca de 20 dias) e ainda me deu o frete de cortesia.

O problema que enfrentei com o Lift se repetiu com a cadeira de rodas motorizada. Já tenho um modelo da Freedom, mas pretendo adquirir uma cadeira de outro fabricante. Quero me livrar das correias, do fato de precisar encher os pneus a cada 15 dias e diminuir o peso total da cadeira. Antes de procurar atendimento nas lojas, consultei o site do fabricante e anotei minhas dúvidas. Até hoje não responderam meu email! Levei minhas dúvidas às lojas e fiquei triste com a falta de conhecimento.

Na primeira loja, a cadeira estava sem bateria. Isso porque a vendedora havia me informado que não seria necessário marcar um horário para o teste. Quanto mais perguntas eu fazia, mais ela desconversava. Quando outro vendedor teve a cara de pau de dizer que a cadeira com as baterias não passaria dos 30 kg, desisti! Nessa loja, encontrei um cinto de segurança bem legal. Ele parece colete do BOPE, mas funciona mesmo. Custou cerca de R$ 50,00. A vendedora não soube me informar o nome do fabricante. Achei engraçado não ter nenhuma etiqueta no produto. O cinto funciona da seguinte forma: o cadeirante veste o cinto nos braços e nos locais de empurrar a cadeira (acompanhante).

Já na segunda loja, a atendente ficou surpresa quando comentei sobre a possibilidade de colocar um encosto para a cabeça e sobre as baterias permitidas em viagens aéreas. Quando foi me mostrar a cadeira para testá-la, a mesma estava com as baterias descarregadas e com a roda dianteira direita desencaixada! A mulher ficou toda sem graça. Acabei desistindo desse orçamento.

A terceira loja foi um teste de paciência. O vendedor me deixou de castigo enquanto olhava, em vão, os catálogos de produtos. Quando percebeu que estavam desatualizados, abriu o site do fabricante. Sem brincadeira, acho que ele nunca vendeu uma cadeira motorizada. Ele queria me vender uma Freedom de todo jeito. Tive que ensinar a ele como navegar pelo site do fabricante desejado. Quando falei muito na cabeça dele (a figura não conseguiu responder nenhuma pergunta), ele me deixou, novamente, de castigo, e foi atrás da gerente. Enquanto esperava, ri demais com a seguinte cena: um homem estava comprando uma cadeira de rodas para o sogro, mas não o levou. Ele perguntou à atendente para que serviam aqueles furinhos nos pés da cadeira. A mulher teve a cara de pau de falar que eram apenas enfeites, sendo que servem para regular a altura dos pés! Quando retornou, eu sugeri ao vendedor que me desse seu email para que enviasse as medidas da minha cadeira e minhas dúvidas. A figura falou que não! Ele iria ligar para o fabricante, depois me ligaria para pegar as medidas, retornaria para o fabricante, me retornando em seguida. Isso, para mim, é retrabalho! Questionei perguntando se não seria mais lógico ele entrar em contato com o fabricante tendo minhas medidas e dúvidas nas mãos. Depois dessa, desisti!

Minha irmã e minha mãe ficaram gargalhando de mim. Eu fiquei revoltada. Acho que vou montar uma loja com minha fisioterapeuta. Sinceramente, os melhores atendimentos que já recebi, aqui em Belo Horizonte, foram em lojas de donas cadeirantes. Fora isso, tem uma de adaptações veiculares próxima a minha casa. Todas ficam localizadas fora da região hospitalar!

Na última loja, a vendedora também queria me empurrar uma cadeira da Freedom. Nada contra a Freedom, mas odeio quando tentam me empurrar alguma coisa e desconsideram minha opinião. A vendedora não sabia nem como se pronunciava os nomes da cadeira e do fabricante. Novamente, desisti!

Solicitei vários orçamentos (mais de 10) e, até quarta feira, só tinha recebido três! Apelei e liguei para o representante do fabricante em BH. Antes que me identificasse, o vendedor disse que estava ciente do meu caso e que já havia sido procurado pelo fulano, cicrano, beltrano, etc. Nem por isso resolveu meu caso. O drama todo aconteceu porque solicitei o apoio para cabeça. Segundo o site do fabricante, ele é um dos opcionais do modelo escolhido. As vendedoras de Sampa com quem conversei, foram categóricas em me informar que isso era verdade e que não teria problemas. Aqui em BH, recebi informações desencontradas: para uns, isso era possível. Já, para a maioria, eu deveria mudar de cadeira e optar pela reclinável, já que o fabricante não faz mais cadeiras do modelo escolhido com apoio para cabeça!

E jeito é aguardar às cenas dos próximos capítulos e aumentar a minha dose de paciência. Escrevi esse testamento todo para compartilhar com vocês o fato de morar em uma das maiores capitais do Brasil e não ter um atendimento digno quando preciso de informações sobre cadeira de rodas e acessórios. É uma vergonha... Ninguém merece. E olha que a cadeira que desejo custa mais de R$ 7000,00; Ou seja, a comissão que o vendedor receberá será bem gordinha! Isso não é o principal em um bom atendimento, mas, com certeza, conta muito... Espero não precisar comprar minha cadeira em outro Estado!


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Copa do Mundo: 2% dos ingressos serão para pessoas com deficiência

Nova medida consta no Diário Oficial, a partir de Decreto da Presidente Dilma Rousseff.
da Redação
                                                                                Imagem Internet
Decreto da presidente Dilma Rousseff publicado ontem (08) no Diário Oficial reserva pelo menos 2% dos ingressos da Copa do Mundo de 2014 para serem vendidos a pessoas com deficiência e acompanhantes. A Fifa passa a ser obrigada a oferecer 1% dos bilhetes para as pessoas com deficiência e garantir mais 1% para que cada um possa levar pelo menos um acompanhante. As mesmas regras valem para a Copa das Confederações de 2013.
A medida é um avanço em relação à Lei Geral da Copa que previa apenas a possibilidade de um acordo entre o Governo e a Fifa para a oferta dos bilhetes para pessoas com deficiência e não estabelecia regras para os acompanhantes. Agora, a reserva passa a ser obrigatória. A Fifa só poderá vender estes bilhetes a outras pessoas se comprovar a falta de demanda.
O decreto da presidente ainda determina que os estádios em construção ou reforma para as competições da Fifa deverão observar a destinação de 1% da sua capacidade para atender a pessoas com deficiência, garantindo espaço para pelo menos um acompanhante para cada uma. A aprovação de financiamentos para estes estádios fica condicionada ao cumprimento dessa exigência.
No mesmo instrumento, a presidente edita ainda normas para emissão de vistos de trabalho para pessoas ligadas à Fifa e a seus parceiros. Prevê ainda que qualquer controvérsia entre o Governo e a entidade do futebol poderá ser resolvida de forma conciliatória dentro de um órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).
Outro decreto publicado no Diário Oficial altera a estrutura do Ministério do Esporte. O destaque é a criação de uma assessoria extraordinária de coordenação dos grandes eventos esportivos vinculada diretamente ao gabinete de Aldo Rebelo. Outra assessoria, internacional, passa a fazer parte da estrutura fixa da pasta, também vinculada ao ministro.

Fonte: http://saci.org.br - Imagem Internet


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A ganância das companhias aéreas.

A ANAC abriu ontem audiência sobre acessibilidade.
po Marcelo Rubens Paiva/Estadão



Instaurou audiência pública sobre proposta de revisão da resolução de 2007 que dispõe do acesso ao transporte aéreo de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial.
Os interessados poderão enviar contribuições no site www.anac.gov.br até 5 de setembro de 2012, além de participar de audiências presenciais, cujos horários e locais serão oportunamente anunciados.
A agência quer transferir aos operadores aeroportuários – Infraero e as concessionárias dos aeroportos privados – a responsabilidade pelo transporte dos passageiros com necessidades especiais, pessoas com mais de 60 anos, gestantes, mães com crianças de colo e menor desacompanhado, as chamadas PRIORIDADES.
Quer também ampliar a rede de ambulifts- espécie de van-elevador que leva a prioridade para aviões não estacionados em fingers.
Só há ambulifts no Brasil em 4 aeroportos: Guarulhos, Congonhas, Brasília e no Galeão.
Acompanhantes indispensáveis ao deficiente podem ter 80% de desconto na passagem. O mesmo desconto se aplica ao excesso de bagagem da pessoa com necessidades especiais, quando a bagagem incluir equipamentos médicos ou ajuda técnica fundamental.
Porém, segundo a FOLHA, a ANAC quer o fim de reserva da 1ª fileira para grávidas e deficientes.
“Uma proposta da Agência Nacional de Aviação Civil quer acabar com a reserva das três primeiras fileiras dos aviões para gestantes, idosos e deficientes. A minuta da resolução, aberta para sugestões desde ontem no site da agência, libera as companhias para acomodarem esses passageiros em qualquer área, desde que em assentos no corredor e com braços móveis ou removíveis”, diz o jornal.
Primeiro, tem lógica colocar no fundo da aeronave exatamente quem precisa de auxílio para se locomover?
A desculpa: concentrar passageiros com necessidades especiais nas três primeiras fileiras, como se faz hoje, não seria a opção mais segura em caso de emergência, melhor espalhá-los pela aeronave perto de outras saídas.
Espera lá.
Numa emergência, na pressa, a tripulação saberá onde estão aqueles que precisam de auxílio? Concentrar na frente não é uma forma de identificá-los e ajudá-los?
Na verdade, a proposta esconde a vergonhosa prática das empresas, que se utilizam de regras de evacuação emergenciais, para cobrar mais pelos assentos mais espaçosos, o chamado ASSENTO CONFORTO.
Aquilo que existe para salvar vidas, espaço perto das portas de emergência, serve para dar lucro às empresas.
Pelo raciocínio, quem paga mais tem direito aos primeiros lugares na evacuação.
Raciocínio mórbido.
Seria como cobrar de passageiros o assento garantido em botes salva-vidas, caso haja pouso no mar. Os bilhetes mais baratos só dão direito a coletes.
Outra regra polêmica é a de estabelecer um máximo de 2 passageiros que não podem se mover sozinhos para cada avião.
Algo subjetivo que pode criar confusão e, em tempo de PARAOLIMPÍADAS, inviabilizar os jogos no Rio de Janeiro.
É melhor a ANAC pensar direitinho no que propõe e é proposto.
E saber identificar a ganância do mercado.
Fonte:http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/a-ganancia-das-companhias-aereas/

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Trabalho das pessoas com deficiência é um problema, ou se reclama de barriga cheia?

por: Rodrigo Parreiras
Hoje gostaria de falar de um tema recente, mas que me traz muitas angústias, O trabalho das pessoas com deficiência!
Tenho deficiência visual e já faz algum tempo que não me sinto satisfeito no meu trabalho. 
Me formei já faz 8 mêses em direito e trabalho a 4 anos como auxiliar administrativo, na faculdade em que concluí meu curso superior.
No setor onde trabalho, ocorre uma maior procura no início do semestre, vez que tratamos de assuntos como bolsas do Prouni,financiamento estudantil, bem como de negociação de parcelas atrasadas. Minha função é basicamente atender telefones, repassando aos alunos e interessados as informações pertinentes a cada assunto,
bem como agendar atendimentos para as assistentes sociais. No entanto, no meio do semestre o movimento cai drasticamente, tendo dias em que se atendo 2 ou 3 telefonemas, é muito. 
Sem querer ser melhor do que ninguém, mas acho que sou capaz de fazer muitas outras coisas, além de atender telefones e prestar informações.
Ocorre que não percebo nenhuma oportunidade de crescimento dentro da empresa, não vejo nem como demonstrar novas habilidades que justifiquem uma promoção dentro da instituição. 
Conversando com colegas que não possuem deficiência, também percebo fustração por parte dos mesmos. Pessoas que estão lá a 12 ou 13 anos,exercendo a mesma função. O máximo que acontece é uma troca de setor,uma vez ou outra. 
Também conversando com alguns amigos deficientes, sobretudo deficientes visuais, vejo que estes não estão satisfeitos com seus respectivos empregos. Já escutei frase do tipo “fazer nada também cança”, “tem hora que dá vontade de chutar o pau da barraca”, etc. 
Daí fico pensando, será que o trabalho da pessoa com deficiência é realmente um problema a ser discutido ou muitas vezes reclamamos de barriga cheia?
Será que nossos empregadores não nos dão a devida chance de demonstrar
nosso potencial ou não estamos fazendo por merecer?
É sabido que a lei da pessoa com deficiência (lei 7853) foi promulgada em 1989, vindo a ser regulamentada pelo decreto lei número 3298 somente 10 anos depois. Sendo assim, será que já tivemos tempo o suficiente para estudar e demonstrar nossas competências ou teremos
que passar várias décadas atendendo telefones para termos algum reconhecimento?
No meu caso, será que estou sendo arrogante por achar que posso fazer mais do que atender telefones? Será que tive uma consepção errada do ensino superior, onde achava que logo que terminasse a faculdade, já iria sair trabalhando e ganhando dinheiro por aí?
Será que não estou muito acomodado?
Às vezes tenho vontade de largar o emprego e começar a trabalhar na minha profissão, pois ressentemente fui aprovado na OAB. No entanto, é deste emprego que tiro dinheiro pra pagar meus estudos, comprar material para estudar pra concurso, além de outras coisas pessoais.
Ademais, não posso me comparar com um colega vidente, pois se para nós já é difícil arrumar um emprego de telefonista, imagine então algumas causas como advogado? Não porque somos imcompetentes, mas sim porque a sociedade infelizmente é muito preconceituosa. 
Daí fica aquela coisa,somos aprovados pela OAB, mas reprovados pela sociedade! 
O resumo de tudo isso é que não estou conseguindo esconder minha frustração com meu emprego. Sendo assim, gostaria de compartilhar este texto com vocês leitores do blog inclusão diferente, ouvindo, se possível a experiência de cada um dos leitores, para saber como que cada um lida com esta situação. Pretendo, com a opnião de vocês, aprender a lidar melhor com tudo isso, até o dia em que conseguir algo melhor! 
Desculpem o texto longo, mas precisava compartilhar minhas frustrações em algum lugar. É melhor que seja no blog inclusão diferente, onde temos pessoas inteligentes, que falam nossa língua e, mesmo que não concordem com nossa opnião, saberão expor seus pontos de vista de  maneira a acrescentar algo interessante.

Rodrigo Parreiras

Fonte: http://www.inclusaodiferente.net/

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