sábado, 29 de setembro de 2012

Petrobras lança edital de R$ 247 milhões para patrocínio a projetos ambientais e sociais


Organizações do terceiro setor e governamentais podem concorrer desde o dia 18 a R$ 247 milhões em patrocínio da Petrobras para projetos ambientais e sociais. As inscrições podem ser feitas até 18 de novembro no site da estatal.

Para concorrer a R$ 102 milhões na área ambiental os projetos do terceiro setor devem tratar do tema “Água e Clima” e estar relacionados à gestão de rios, proteção de animais e de áreas da costa brasileira, por exemplo. A educação ambiental também será valorizada na seleção.

Já os projetos sociais, de R$ 145 milhões, que também podem ser apresentados por governos, devem levar em conta a geração de renda e a qualificação profissional, além da garantia de direitos das crianças e dos adolescentes. O foco estará em grupos de risco ou desvantagem social.

As propostas devem ser preenchidas no /site/ da Petrobras http://dec.petrobras.com.br/ pelas próprias organizações. O prazo de execução é no máximo de dois anos. Para ajudar a tirar dúvidas durante o preenchimento, a estatal disponibiliza atendimento /online/, em tempo real, das 9h às 21h.

Uma caravana também percorre o país desde o último dia 3, ensinando instituições do terceiro setor a elaborar o roteiro de projetos. De acordo com a gerente de Investimentos Sociais, Rosane Aguiar, o objetivo é proporcionar “igualdade de condições de participação no edital”.

“Enviamos técnicos para percorrer 30 cidades explicando o regulamento e como fazer o roteiro, possibilitando qualificar as propostas e diversificar a aplicação dos recursos”, afirmou a gerente. Os escolhidos também contarão com acompanhamento na execução.

Na área ambietal, a Petrobras pagará até R$ 3,6 milhões por projeto, que podem contar com outras fontes de financiamento no orçamento. O limite para projetos sociais é R$ 1,6 milhão.

Em entrevista à imprensa, na sede da empresa, a gerente responsável pelo edital também antecipou que a seleção privilegiára propostas que atuem nas áreas de igualdade racial, de gênero, de pessoas com deficiência e em comunidades tradicionais, sendo pelo menos um projeto por estado.

Os vencedores serão anunciados nos primeiros meses de 2013.

Fonte: Agência Brasil

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MEC muda programa para melhorar acessibilidade nas universidades

O Ministério da Educação (MEC) mudou o formato do Programa Incluir, destinado a investimentos nas universidades públicas para melhorar a acessibilidade de pessoas com deficiência.
da Redação

                                                                   Imagem Internet
Até 2010, o recurso era colocado à disposição por meio de editais e as universidades participavam de uma seleção para receber os valores. A partir deste ano, a pasta decidiu eliminar a seleção e definir já na proposta orçamentária os montante para cada universidade.

Com a mudança no programa, com o investimento direto nas instituições, o MEC espera melhorar as condições para o acesso e a permanência dos estudantes nos cursos de nível superior. O último edital disputado pelas universidades foi em 2010 e sua vigência terminou em dezembro de 2011. O valor total previa a aplicação de R$ 5 milhões.

O MEC informou ainda que, em 2012, foram investidos em todas universidades federais a quantia de R$ 3 milhões. A previsão de investimento deve alcançar R$ 11 milhões em 2013, a serem aplicados em adequação arquitetônica para acessibilidade como rampas, barras de apoio, corrimão, piso e sinalização tátil.

Além das obras de adaptações, o MEC destacou que os recursos também poderão ser usados na aquisição de computador com interface de acessibilidade, impressora braille, lupa eletrônica e outros materiais didáticos e pedagógicos.

Para a diretora de desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Ministério da Educação, Adriana Rigon Weska, a mudança significou um avanço nas condições enfrentadas pelos estudantes com deficiência. "O governo federal tem feito um esforço de eliminar barreiras físicas pedagógicas e permitir o acesso à informação. É um avanço", disse.

De acordo com Adriana Weska, para atender a demanda pedagógica dos universitários com deficiência, a pasta vai criar o curso de letras – português/libras até 2014, em cada estado do país. “Serão ofertados mais 12 cursos de pedagogia na perspectiva bilíngue pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) para formação inicial de professores e tradutores/intérpretes de libras”, disse.

O ministério prevê ainda abrir concurso até dezembro deste ano para contratação de 229 professores e 606 técnico-administrativos. A medida envolve as pastas do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Educação, da Saúde e da Secretaria de Direitos Humanos, com o Plano Viver sem Limites.

Fonte:  Midiams - Imagem Internet

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A batalha dos estudantes com deficiência nas universidades

Segundo relatos, dificuldades começam antes mesmo de chegar aos locais dos exames 

A conquista de uma vaga em uma universidade pública é um sonho para muitos jovens brasileiros. Dominar o conteúdo exigido no vestibular, no entanto, pode não ser o principal desafio para que um aluno consiga ingressar em instituições de ensino superior. Segundo relatos de candidatos com deficiência, as dificuldades começam antes mesmo de chegar aos locais dos exames que, muitas vezes, não oferecem a acessibilidade necessária.

                                            Maria Morais tentou o vestibular da UnB cinco vezes, que já teve muitos problemas


Outras barreiras podem estar embutidas nas próprias questões que os alunos devem resolver nas provas, como contou Maria das Graças Morais, 21 anos. A jovem, que tentou o vestibular da Universidade de Brasília (UnB) cinco vezes, coleciona relatos de problemas.
“Em uma das provas, uma questão deveria ser feita com base na observação da figura de uma bicicleta. Por incrível que pareça, na prova adaptada para o braille não havia a descrição da figura e na prova do ledor, que nos ajuda a saber o que está sendo pedido, também não havia a figura para que ele pudesse descrever o que estava vendo. Como eu poderia fazer aquela questão?”, questiona a jovem, que tem deficiência visual.

Dados do Censo da Educação Superior de 2010 apontam que em um universo de 6,3 milhões de estudantes matriculados em cursos de graduação, apenas 16.328 universitários são identificados como pessoas com deficiência. Desse número, 10.470 estão na rede privada. O dado mostra a realidade sobre a dificuldade de ingresso e permanência dos estudantes com deficiência no ensino superior no Brasil.
Tomás Pereira, estudante cego do 5º semestre do curso de letras e tradução em inglês da UnB, e seu pai Ronan Pereira
Tomás Pereira, estudante cego do 5º semestre do curso de letras e tradução em inglês da UnB, e seu pai Ronan Pereira
Ronan Alves Pereira é pai de Tomás Pereira, 20 anos, estudante cego do 5º semestre do curso de letras e tradução em inglês da UnB. Ele também acredita que o filho foi prejudicado por condições inadequadas nas provas da universidade. Em uma das vezes, o rapaz, que nasceu cego, fez o vestibular da instituição e foram identificados erros de grafia em enunciados e de transcrição para o braille.
“É uma situação muito grave encontrar uma cadeia química incompleta ou sinais trocados em equações matemáticas: no lugar do sinal de adição, o de subtração. O resultado nunca daria certo”, conta Ronan.
No entendimento de Tomás, há precariedade no atendimento ao aluno com deficiência.“O atendimento ao aluno e à família das pessoas com deficiência é extremamente precário. Além disso, não há vontade política de tirar as barreiras. Os problemas são questionados, mas não temos solução. Nas respostas, a universidade é omissa, discriminadora”, argumenta o estudante, que lamenta por muitos amigos com deficiência que não conseguiram entrar na universidade como ele.
“Identificamos várias divergências na prova, foram sucessivos recursos e uma longa jornada até conseguir entrar na faculdade. Há vários colegas que não têm oportunidade ou conhecimento dos recursos e ficam pelo caminho”, destaca.
Depois de algumas tentativas, Tomás conseguiu entrar na universidade. Para garantir a vaga, contou com a ajuda do pai que checou item a item da prova tradicional com a prova aplicada ao filho, em braille. As dificuldades, no entanto, não acabaram. Ele teve de enfrentar a falta de estrutura para a locomoção dentro do campus.
“Ir ao banheiro, por exemplo, é muito complicado, pois não há identificação nas portas. Outro problema é conseguir mesa para colocar o teclado de braille, que é grande e não cabe em uma mesa comum. Nem todos os professores se dispõem a compartilhar a sua própria mesa comigo”, conta ele, que diariamente é obrigado a desviar de bebedores, cadeiras e outros obstáculos com auxílio de uma bengala. É ela que o ajuda a identificar, quando há piso tátil, o caminho para onde quer chegar.
Luiz Garcia, calouro de história na UnB
Luiz Garcia, calouro de história na UnB
Luiz Antônio Bichir Garcia, 25 anos, é calouro na UnB. Aluno do primeiro semestre de história, Garcia, que sofre de uma paralisia cerebral, precisa de estrutura adaptada para acompanhar as aulas. Ele é cadeirante, tem atrofia nas mãos, não lê e nem escreve. Conta com ajuda de sete tutores da universidade para gravar as aulas e os textos trabalhados pelos professores, além da locomoção pelo campus.
O pai do jovem, Luis Antônio Garcia, que o acompanha diariamente, diz que a estrutura não é adequada, mas acredita que há uma preocupação da instituição em avançar.
“O campus tem muitos problemas para o deslocamento de cadeirantes. As calçadas são esburacadas, as rampas de acesso são muito íngremes e os banheiros não são adequados. Mas a universidade oferece certo apoio aos estudantes e estamos otimistas. Acreditamos que, aos poucos, as coisas vão melhorar”, diz.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Número de alunos por classe será reduzido para enfrentar o bullying

Serão necessários 20 mil novos professores para atender 35 alunos por turma  

ipcdigital.com
                                                                      
                                                                                         Imagem Internet
O Japão vai reduzir o número de alunos por turma nas escolas primárias e secundárias para enfrentar o bullying, anunciou o Ministério da Educação. O governo japonês espera que cpom classes menores fique mais fácil detectar o abuso escolar. 

Atualmente, nos dois primeiros anos do ensino fundamental cada professor é responsável por 35 alunos. O Ministério planeja expandir o sistema para as demais séries do fundamental e médio nos próximos cinco anos a partir de 2013, revelou o Mainichi Shimbun. Cada prefeitura pode decidir em que ano introduzirá em primeiro lugar a nova política educacional. Alguns governos locais estão mirando para o primeiro ano do ensino médio, onde geralmente se registra um aumento de abuso escolar e ausências nas aulas.

O número de alunos por sala de aula nas escolas públicas de ensino fundamental e médio caiu de 50 para 45 durante um período de cinco anos a partir de 1964 e chegou a 40 ao longo de 12 anos a partir de 1980. Para atingir a meta de ter 35 alunos por turma, o Japão vai precisar de cerca de 19.800 professores. O ministro da Educação, Hirofumi Hirano, disse que a diminuição do tamanho das classes vai ajudar a reconhecer os sinais de bullying.

Fonte:http://www.ipcdigital.com -    Imagem Internet

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Mãe tem três filhos com diferentes tipos de deficiência

Becky Kenyon, 40, é uma mãe como poucas. Ela tem três filhos e cada um deles apresenta um tipo diferente de deficiência. O mais velho Ben, 15, tem síndrome de Asperger, um transtorno de desenvolvimento que possui semelhanças com o autismo. O do meio, Harry, 13, tem síndrome de Down e o caçula Charlie, 8, é autista.

Longe de considerar o fato falta de sorte, Becky declarou ao jornal The Sun: “Saber que eles precisariam de atenção extra e cuidados durante toda a vida foi difícil no início. Mas eu me joguei de cabeça e pesquisei muito sobre todas as condições de meus filhos e disse a mim mesma que eles precisariam de mim”.

Apesar de difícil, Becky não fazia ideia de quão rara era sua situação até consultar a Dra. Carol Cooper. Segundo a médica, a probabilidade de ter um filho autista é de uma a cada 100 chances. A síndrome de Asperger é uma condição relacionada ao autismo, então uma vez que você possui um filho diagnosticado com a doença, a chance de ter outro é de uma em dez, disse a mãe ao jornal.

Quanto às chances de ter um bebê com síndrome de Down, a ocorrência é de um a cada 1.250. Mas a chance de ter filhos com cada uma destas condições é incrivelmente rara: uma a cada nove milhões, contou a mãe.

O primeiro filho a apresentar sintomas foi Harry, que foi diagnosticado com Down no momento do nascimento. Dois meses depois, Becky e o marido Andy, 50, descobriram que o filho de 2 anos, Ben, tinha Asperger.

Com duas crianças especiais em casa, Becky contou ao jornal que foi um desafio de adaptação. Mas a situação ainda ficaria mais complicada quando a mulher engravidou de Charlie. O bebê nasceu prematuro, mas parecia bem. “Quando ele tinha 18 meses, começou a andar na ponta dos pés, um sinal clássico de deficiência, então comecei a me preocupar”, disse. Os médicos então diagnosticaram o bebê com autismo.

“Outras mães me perguntam como eu consigo lidar com tudo isso, mas sinceramente eu nunca conheci outra maneira de ser mãe. Meus bebês estão vivos e cheios de amor, as coisas poderiam ter sido muito piores”.


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Pessoas com Síndrome de Down ganham cartilha


Além do documento voltado para profissionais de saúde, foi lançada uma cartilha para as pessoas com a síndrome. Ali estão contidas informações sobre a síndrome, suas causas, consequências e cuidados que devem ser adotados em várias fases da vida.O Ministério da Saúde lançou ontem, quarta-feira (26) diretrizes para o atendimento de pessoas com Síndrome de Down na rede pública. O documento, preparado com a colaboração de entidades sociais, traz orientações que vão desde a melhor forma de contato com a família até cuidados de saúde que tem de ser adotados, como exames para doenças mais prevalentes.
Além do documento voltado para profissionais de saúde, foi lançada uma cartilha para as pessoas com a síndrome. Ali estão contidas informações sobre a síndrome, suas causas, consequências e cuidados que devem ser adotados em várias fases da vida. “Esse é o primeiro de uma série”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com ele, deverão ser feitas diretrizes também para pessoas com paralisia cerebral, adultos com deficiência permanente.
O material, de acordo com Padilha, foi produzido para humanizar e capacitar o atendimento de pessoas com Síndrome de Down. “Elas têm um risco maior para problemas na tireóide ou cardíacos, por exemplo. A ideia é alertar profissionais sobre quais cuidados devem ser adotados, quando e quais exames têm de ser feitos”, disse.
De acordo com Padilha, uma das razões que levaram o preparo da cartilha foram relatos feitos pelas associações de usuários e parentes sobre a necessidade da capacitação dos profissionais.
“As informações têm de ser dadas para médicos de todas especialidades“, disse. Até há pouco tempo, disse, informações para doença eram mais comuns entre pediatras. “A realidade mudou. Muitas vidas foram salvas, a expectativa de vida aumentou de forma significativa e profissionais têm de estar preparados para atender pacientes em todas as etapas da vida”.
Serão impressos cerca de 200 mil manuais, que serão distribuídos para secretarias de Saúde, a partir de novembro. O material também pode ser encontrado na versão eletrônica.
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Abaixo-assinado Acessibilidade. Por um transporte publico mais respeitoso para com as pessoas com deficiência.

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Talyta Franchin
                                                                                Imagem Internet
Queridos Leitores, O Blog Queremos Acessibilidade junto com o Trabalho de Formiguinha estamos fazendo esta abaixo-assinado com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço de transporte público para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Não deixe de Assinar o Abaixo-assinado Acessibilidade. Por um transporte publico mais respeitoso para com as pessoas com deficiência.

Abaixo-assinado Acessibilidade. Por um transporte publico mais respeitoso para com as pessoas com deficiência.

Fonte:http://queremosacessibilidade.blogspot.com.br  - Imagem Internet


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Autismo: descoberta traz esperança de reversão e cura do distúrbio

O distúrbio nos circuitos neuronais, que está na origem do autismo, poderá ser revertido.
A conclusão é de um estudo suíço, do Biozentrum da Universidade de Basileia, que identificou uma disfunção específica causada pela doença e que conseguiu revertê-la, o que poderá abrir caminho à cura e constitui um enorme passo no desenvolvimento de um futuro tratamento.
Segundo a equipe de especialistas, coordenada por Stephane Baudouin e cujo estudo foi publicado na prestigiada revista científica Science, a existência deste defeito prende-se com uma produção exagerada de um recetor neuronal, o glutamato, que modela esta transmissão, impedindo o desenvolvimento normal do cérebro a longo-prazo e dificultando a aprendizagem.
Eles identificaram um defeito na transmissão de sinais sinápticos em roedores que interfere com a função e a plasticidade dos circuitos neuronais. O principal interesse do estudo prende-se com o facto de estas falhas no desenvolvimento do circuito neuronal serem reversíveis, o que poderá traduzir-se numa cura para o autismo.
Até ao momento foram identificadas mais de 300 mutações relacionadas ao risco da doença e um destes genes foi de especial importância para os investigadores do Biozentrum da Universidade de Basileia, que assinam este trabalho recente: o neuroligin-3.
Ele desempenha um papel importante na formação das sinapses, estruturas que permitem a comunicação entre os neurónios.
Ao reativarem a produção de neuroligin-3 nos ratinhos, os investigadores fizeram com que as células nervosas voltassem a produzir glutamato em níveis normais e o defeito detetado na transmissão de sinais sinápticos típico do autismo desapareceu.
Atualmente não existe uma cura para o autismo, um distúrbio hereditário do desenvolvimento do cérebro que se caracteriza por comportamentos repetitivos e dificuldade de comunicação e de interação social.
Futuramente, a descoberta poderá significar um combate efetivo à doença, que, por enquanto, pode apenas ser atenuada através de terapia comportamental e outro tipo de tratamentos que aliviam os sintomas. Detalhes do estudo na Science.


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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Família de aluno autista esquecido em escola vai processar responsáveis

Havia três dias que a família de Maurício Alves Moreno, 17, começava a se tranquilizar por ter encontrado um centro de reabilitação social para o adolescente estudar. Anteontem à noite, porém, o adolescente --que é autista-- foi esquecido numa sala trancada e escura do local. 
 Martha Alves de São Paulo

                                                                                                                                     Rivaldo Gomes/Folhapress
Mauricio Alves Moreno, 17 anos, e autista foi deixado trancado e no escuro no Centro de Reabilitacao Social Municipal Renato Felliphe Hanai Mendes , no Jardim Vitória, em Taboão da Serra (Grande São Paulo)

A família diz que pretende processar os responsáveis pelo ocorrido. "Se aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um", diz Ronaldo Alves Moreno, 19, irmão do adolescente.

Por volta das 17h30, um funcionário do Centro de Reabilitação Social Municipal Renato Felliphe Hanai Mendes, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, ligou para a família de Maurício pedindo a alguém para que fosse buscá-lo pois o carro que faz o transporte havia quebrado.

Quando a mãe do adolescente, Marina dos Santos Alves, 43, --que é deficiente auditiva-- chegou ao local por volta das 18h a instituição estava fechada. Ela voltou para casa e aguardou por Maurício. Preocupada, a família ligou para a Polícia Militar e para a GCM (Guarda Civil Municipal). A PM fez buscas na região e não encontrou o adolescente.

Por volta das 23h, os guardas municipais pularam o muro da instituição e encontraram ele sozinho trancado em uma sala escura.

Ao menos um computador foi quebrado e documentos foram espalhados no chão pelo menino que estava assustado e irritado. Ele deveria ter tomado um remédio controlado por volta das 22h.

Ariane Alves Moreno, 20, irmã de Maurício, diz que o encontrou nervoso e cheirando a urina e a fezes.

"Quando ele me viu ficou mais calmo e sorriu, mas com certeza ficou traumatizado", afirma Ariane.

"Quando ele chegou em casa, a impressão era que ele estava aliviado. A primeira coisa que ele fez foi pedir comida", diz Ronaldo.

A família diz que pretende processar os responsáveis pelo ocorrido. "Se aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um", diz Ronaldo.

Segundo Ariane, faz quatro anos que o adolescente está longe da escola porque a família não consegue vaga em uma instituição especial.

"A gente estava feliz porque tinha conseguido um lugar que faz inclusão social, mas agora não vamos mais levar", afirma Ariane.

OUTRO LADO

A Secretaria de Assistência Social de Taboão da Serra (Grande São Paulo) informou, por meio de nota, que já instaurou sindicância interna para apurar o fato ocorrido no Centro de Reabilitação Social Renato Felliphe Hanai Mendes, no Jardim Vitória.

De acordo com a secretaria, o adolescente não estava na recepção quando a van que faz o transporte chegou, e como era aluno da instituição há apenas três dias "sua ausência não foi notada durante o procedimento de saída dos atendidos pelo centro. A sindicância vai apurar com rigor todos os detalhes do ocorrido e os culpados vão ser responsabilizados".

Segundo a pasta, foi um "fato pontual e que foge do padrão de excelência com que os deficientes são atendidos".

O centro de reabilitação foi inaugurado há mais de quatro anos e atende a 126 jovens e adultos, em dois turnos.Gilson Leite Campinas, delegado titular do 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, onde o caso foi registrado, disse ontem que foi instaurado um inquérito para apurar as responsabilidades. Segundo ele, a família e funcionários da escola serão ouvidos.

Segundo a Guarda Civil Municipal, a administradora da unidade foi ao 1º DP de Taboão da Serra prestar depoimento e disse que não trabalhou na segunda, mas que ontem faria um levantamento para descobrir o responsável.

Ela pediu desculpas à família de Maurício e disse que isso não vai mais acontecer.

Para a irmã do adolescente, Ariane Alves Moreno, 20, porém, o responsável terá que ser responsabilizado.

Leia mais:


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Projeto define autista como deficiente

Projeto de lei em discussão no Senado prevê que a pessoa com autismo seja considerada deficiente.

Para a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), relatora do projeto na Câmara, "o Brasil nunca teve nenhum tipo de política pública voltada para o autismo e eles não eram incluídos na legislação para deficientes".

O projeto prevê punição para o gestor escolar que rejeitar a matrícula de criança com autismo.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br - Imagem Internet


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Veículos para deficientes poderão ser obrigatórios em locadoras de carros

Bruna Furlan quer levar acessibilidade para outras modalidades de transporte, como os carros alugados.

Arquivo/ Leonardo Prado
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4334/12, da deputada 
Bruna Furlan (PSDB-SP), que obriga as locadoras de carros a dispor de, pelo menos, dois carros adaptados para atender as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. O projeto acrescenta artigo à Lei da Acessibilidade (10.098/00).
A autora da proposta destaca que a lei traz requisitos de acessibilidade a serem cumpridos apenas pelos veículos de transporte coletivo. “As pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida precisam de acessibilidade em outras modalidades de transporte, entre os quais o transporte particular individual de aluguel”, afirma.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje - Edição - Juliano Pires

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'


Fonte:http://www2.camara.gov.br


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Luva converte Libras em som para facilitar comunicação

Com 15 sensores de flexão, um giroscópio e um acelerômetro, a luva é capaz de “ler” os sinais feitos pela mão que a usa e convertê-los em sons, facilitando a comunicação das pessoas com deficiência auditiva com aqueles que não sabem Libras.

Três estudantes ucranianos – Anton Stepanov, Anton Posternikov e Maxim Osika – desenvolveram uma luva que pode mudar para sempre a forma como as pessoas com deficiência auditiva se comunicam com o mundo: a Enable Talk
Com 15 sensores de flexão, um giroscópio e um acelerômetro, ela é capaz de “ler” os sinais feitos pela mão que a usa e convertê-los em sons, facilitando a comunicação das pessoas com deficiência auditiva com aqueles que não sabem Libras. Funciona assim: a leitura da luva é enviada, via bluetooth, para um aplicativo de celular que, por meio de um software da Microsoft, codifica a mensagem e a transmite em forma de som.
E mais: a luva possui um pequeno painel solar, que permite recarregá-la com energia limpa. Mas, para os mais apressadinhos e não tão preocupados com o meio ambiente, a Enable Talk tem uma entrada USB para encher a bateria mais rapidamente, em algum computador.
A ideia dos ucranianos surgiu em uma ida ao mercado, quando presenciaram uma cena em que uma pessoa com deficiência auditiva sofria ao tentar se comunicar com um funcionário do estabelecimento. Ao pesquisar na internet, os garotos descobriram que não havia no mercado nenhum dispositivo que facilitasse a comunicação dessas pessoas com as pessoas que não dominam sua linguagem e, então, se uniram para criar a Enable Talk.
Por enquanto um protótipo, a luva já ganhou até prêmio da própria Microsoft e, segundo seus criadores, poderá ser vendida no mercado por cerca de US$ 20.

Imagem: Divulgação 


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pessoas com deficiência reivindicam acessibilidade e inclusão na prática

“Deficiente não é quem está numa cadeira de rodas, mas é aquele que não caminha para fazer projetos a nosso favor”, alerta representante do SindSaúde-SP

Pessoas com deficiência reivindicam acessibilidade e inclusão na prática
Membros do Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT/SP e de vários sindicatos enfrentaram a baixa temperatura para alertar para a falta de políticas públicas de inclusão. Foto: Flaviana Serafim
Flaviana Serafim - CUT/SP
Os governos estadual e municipal precisam sair da propaganda e colocar em prática, efetivamente, as políticas públicas de inclusão e acessibilidade para as pessoas com deficiência. Com este alerta, militantes do Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT Brasil, da CUT/SP e de diversos sindicatos como Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Metalúrgicos do ABC e SindSaúde-SP, deram seu recado em ato público realizado na Praça do Patriarca, região central paulistana, na tarde de sexta-feira (21).
No evento organizado pela CUT/SP para o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, o vento frio e a garoa fina que baixaram a temperatura da Capital paulista não foram empecilhos à manifestação daqueles/as que batalham no dia a dia para enfrentar os tantos obstáculos existentes na cidade.
As calçadas esburacadas se multiplicam. Há poucas rampas e as existentes normalmente não têm a inclinação adequada ou são construídas junto aos ralos de escoamento de água, o que impossibilita o uso pelos cadeirantes. O mesmo acontece no metrô por conta do vão entre o trem e a plataforma. Estes são apenas alguns dos impedimentos à acessibilidade dos cadeirantes, como apontam o bancário Isaías Dias, do Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT Brasil e da CUT/SP, e Marly dos Santos, conselheira municipal da Pessoa com Deficiência.
“A acessibilidade pressupõe que a pessoa com deficiência possa se deslocar sem ajuda de outras pessoas, e isso não acontece. Por isso, a questão da deficiência se sobressai mais quando a cidade coloca mais obstáculos. Se eu estiver num lugar acessível, as pessoas vão notar menos a minha presença porque vou poder me locomover com autonomia”, explica o bancário.
Confira vídeo da TVT:Trabalhadores com deficiência lutam pela inclusão no mercado de trabalho
E os problemas e denúncias não param por aí. Na cidade de São Paulo, o programa Atende, que segundo a SPTrans transportou em 388 vans adaptadas mais de 25 mil pessoas no primeiro semestre, é insuficiente para dar conta da demanda e é classificado pelas pessoas com deficiência como paliativo diante da falta de transporte coletivo acessível. Além da falta de ônibus adaptados em toda a frota, que exclui principalmente quem mora nas regiões periféricas, as pessoas com deficiência reclamam que há muitos veículos onde o equipamento para acesso por cadeira de rodas está quebrado.
Mercado de trabalho – O artigo 93 da Lei 8.213/91 determina que, nas empresas com 100 funcionários ou mais, é obrigatória a contratação de 2% a 5% de pessoas com deficiência, índice que varia de acordo com o quadro geral de funcionários. Apesar da obrigatoriedade, os membros do Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT reclamam que a legislação não é cumprida e que, ao contrário, existe uma movimentação do empresariado no Congresso Nacional para tentar reduzir o índice de contratações.
Intervenção artística na Praça do Patriarca em homenagem às pessoas com deficiência
Intervenção artística em homenagem às pessoas com deficiência emocionou os que passaram pela Praça do Patriarca durante o ato público. Foto: Vanessa Ramos
Isaías Dias rebate o argumento das empresas que alegam que as pessoas com deficiência não têm capacitação para assumir as vagas existentes. “Isso é mentira porque para muitos postos de trabalho não é preciso ter doutorado para assumir cargos. O que vemos é má vontade do empresariado”, denuncia o bancário.
Mesmo com tantos entraves em seus caminhos, muitas pessoas com deficiência mantêm sua batalha cotidiana pelo direito ao trabalho, à educação e ao lazer.
Com bom humor, Elisete Aparecida A. Vieira, do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), questionou: “Não enxergar é deficiência? Deficiente não é quem está numa cadeira de rodas, mas é aquele que não caminha para fazer projeto a nosso favor. Deficiente visual é nosso governo que não enxerga que nós não temos acessibilidade, nem semáforos sonoros na cidade. Quem é deficiente? Nós ou o governo?”.
Elisete completa: “Tem gente que olha e diz ‘olha, coitadinha, ela não tem um braço’, mas o que eu faço com um só braço é muito mais do que o governo municipal faz porque ele [o prefeito Gilberto Kassab], com dois braços, não tem coragem de assinar projetos que fortaleçam nossa situação”, afirmou.
Organizar e cobrar para conquistar – João Batista Gomes, secretário de Políticas Sociais da CUT/SP, ressaltou que a organização dos trabalhadores/as é um dos caminhos no embate por políticas públicas no governo e por conquista de direitos nas empresas.
“A Secretaria de Políticas Sociais busca dar impulso ao coletivo e incentiva os sindicatos a tratar o tema porque ainda é uma dificuldade fazer com que incorporem a pauta de reivindicações dos trabalhadores com deficiência e, a partir daí, na campanha salarial, nos acordos coletivos, cláusulas sindicais, na exigência do cumprimento da lei de cotas”, apontou o dirigente.
Adriana Magalhães, secretária de Imprensa e Comunicação da CUT/SP, frisou que os movimentos sociais e a Central têm a obrigação de cobrar dos governantes que a cidade tenha acessibilidade para todas as pessoas, principalmente no transporte coletivo e nas vias públicas.  E alertou: “Nesse momento de eleições, é importante observar os candidatos e candidatas que tenham em seus programas de governo políticas de inclusão para todos os segmentos, mas principalmente para as pessoas com deficiência”, afirmou.
Sobre o Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência – Com a participação das diversas categorias que compõem a CUT/SP, o coletivo nasceu em 2007 e é resultado do 1º Encontro dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência no Estado de São Paulo. Além de denunciar casos de discriminação dos trabalhadores/as com deficiência, o coletivo exige o cumprimento de leis, reivindica direitos básicos, acompanha as políticas sociais específicas no Estado e atua, ainda, na formulação de propostas junto ao poder público.
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Flagrantes da (IN) ACESSIBILIDADE para candidatos e eleitores com deficiência

Texto do professor Wiliam Machado. 

da Redação
                                                                                  Imagem Internet
É fato que essas eleições municipais, como as antecedentes, ficarão marcadas pela falta de acessibilidade estampada nas mais diversas formas de barreiras para que pessoas com deficiência participem em igualdade de condições com as demais pessoas, tanto para candidatos quanto para milhões de eleitores. Candidatos com deficiência têm de enfrentar e superar barreiras de toda ordem para se equiparar aos demais que militam vaga eletiva no pleito eleitoral de 2012. Da mesma forma, eleitores com deficiência, a exemplo do que ocorre com surdos, são descaradamente discriminados e excluídos do processo, por não haver intérprete da Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS) para lhes assegurar compreensão daquilo que está sendo apresentado pelos candidatos em suas propostas políticas, como se não tratasse de objeto que lhes digam respeito.

Eleitores ou candidatos com deficiência física e usuários de cadeiras de rodas amargam experiências de transitar com ajuda de terceiros em calçadas com péssimo estado de conservação, até alcançar o local do evento. O que desmotiva eleitores com esse perfil a correr risco de quedas que possam comprometer o físico-funcional já reabilitado, expondo-lhes a novos transtornos com transporte, avaliação diagnóstica e agendamento em programas de reabilitação para tratamentos de longo prazo. Razões suficientes para que não se envolvam com eventos do processo eleitoral, haja vista a inacessibilidade que impera nos mesmos.

Maiores e mais aguçadas se tornam as razões que levam candidatos com deficiência, a defender direitos fundamentais de seus pares, tão violados e subjugados ao longo da nossa história. Assim, candidatos com deficiência não tem outra opção, a não ser enfrentar as adversidades decorrentes do descumprimento da legislação vigente para participar dos comícios e demais atos públicos da agenda eleitoral, por maior que se constituam barreiras arquitetônicas, comunicacionais, entre outras.

A inexistência de piso tátil no entorno ou mesmo no local do evento para orientação geográfica dos cegos, assim como ausência de placas sinalizadoras com legendas em braile, infringem direito à liberdade dessas pessoas quanto ao ir e vir, além de lhes cercear direitos à dignidade humana com acesso à informação e comunicação, direitos fundamentais da pessoa com deficiência. Tudo isso contrariando preceitos elencados na Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Pessoa com Deficiência.

Barreiras de toda natureza que encaramos na vida cotidiana por falta de opção, parte do habitual desafio de sobreviver na adversidade e se apresentar combatente na incansável batalha pelos direitos que a Carta Magna do Brasil nos confere. Se tomarmos como elemento norteador das nossas reivindicações o delimitado pela Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, hoje, equivalentes à emenda constitucional, não haverá norma infraconvencional (lei ordinária municipal, por exemplo) ou qualquer outra regra proferida pelos Poderes Legislativos federais, estaduais, distritais e municipais que a sobreponha.

O cumprimento dos artigos da Convenção está diretamente relacionado a nossa capacidade de mobilização, organização e defesa de seus conteúdos, como se fossemos seus fiéis defensores e guardiões. Nada nos chegará sem que tenhamos empenhado esforços para alcançar, e os candidatos com deficiência podem ser nossos representantes nesse cerimonial cívico. Apostemos nisso! A disposição de se lançar candidato nesse pleito eleitoral exige da pessoa com deficiência gasto de energia hercúlea, preparo e afinação com o discurso contemporâneo das grandes questões sócio-políticas do Brasil. Conhecimento e domínio das nuances contidas nas entrelinhas das políticas públicas voltadas para esse segmento social, devidamente articuladas com o geral, universal, contextual, são deveras essenciais e indispensáveis na construção e composição das idéias que o candidato deverá elaborar para respaldar seus argumentos escritos e proferidos oralmente.

Tudo cuidado é pouco quando se trata de coerência entre a retórica eprática, até porque somos responsáveis pelo que pensamos, falamos e a maneira como agimos, em particular, com nossos semelhantes pares ou não. Quem por nossos atos adversos seja prejudicado, a qualquer hora pode se apresentar para acertos, ocasiões em que podemos ser flagrados por fatais contradições. Conduta correta, ética, fraterna e humanitária é fundamental nos que se pretendem respeitáveis personalidades políticas.

Nesse aspecto, recomenda-se que o eleitor com deficiência exerça sua consciência cidadã, votando e elegendo candidatos comprometidos com a militância desse segmento social organizado, pessoas com histórico de luta em prol da inclusão e cidadania de seus pares. Que tragam seus familiares e também busquem se informar e atualizar quanto aos instrumentos legais que lhes estejam a disposição, tanto no concernente aos seus direitos quanto deveres. Não devemos perder de foco que nossos direitos terminam no ponto que começam os das outras pessoas, com ou sem deficiência, inclusive, em determinadas situações podem se cruzar, ocasiões em que necessário se faz recorrer ao bom senso, sensibilidade e reciprocidade.

Temos como meta a construção de uma sociedade igualitária, não obstante as diferenças individuais que nos caracterizam humanos e singulares. As eleições municipais estão aí. Que façamos dessa oportunidade momento ímpar de contribuir para a transformação do status quo, começando a mudar as coisas onde a gente vive, nos nossos municípios, para, mais adiante, poder mudar em maior escala nas eleições de 2014.

Professor Doutor Wiliam Machado Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Fonte:Rede Saci  - Imagem Internet

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