sábado, 6 de outubro de 2012

Indignado com a longa espera por um ônibus do transporte coletivo especial para cadeirantes,usuário resolveu protestar

Indignado com a longa espera por um ônibus do transporte coletivo especial para cadeirantes, Renato Gonçalves, 27 anos, portador de necessidades especiais, resolveu protestar, na tarde de ontem, próximo ao abrigo central, na lateral da Praça Tamandaré, agarrando-se a um ônibus da empresa Noiva do Mar, não adaptado, e impedindo-o de seguir seu itinerário.

O rapaz explicou que saiu do local em que faz fisioterapia e chegou na praça pouco depois das 13h. Como já tinha saído um ônibus adaptado para cadeirantes às 12h39min, para o bairro Parque Marinha, para onde ele iria, tinha que esperar pelo próximo, que só sairia da Praça Tamandaré às 15h21min. "Quase três horas sem ônibus é muita coisa", ressaltou.

O protesto foi silencioso, mas chamou a atenção de diversas pessoas e manteve o ônibus a que estava agarrado, que deveria sair da praça às 14h09min, fora de serviço durante o protesto.

A empresa Noiva do Mar, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que as linhas Parque Marinha, Parque São Pedro e Jardim do Sol, com ônibus especial para cadeirantes, têm saída da Praça Tamandaré nos horários das 12h39min e das 15h21min.

E observou que se o rapaz precisar de um novo horário deve entrar em contato com a Secretaria Municipal da Segurança, dos Transportes e do Trânsito (SMSTT), que é responsável pelo estabelecimento dos horários.

Sendo feito o pedido inúmeras vezes de um horário que fosse ideal para fazer sua fisioterapia E não sendo atendido,e sofrendo deboches por parte dos fiscais não tive outra alternativa se não prestar esse protesto para todos verem o que está submetido o portador de deficiência por parte da empresa noiva do mar.Sendo os fiscais uns arrogantes,debochados e muito grosseiros ficando impossível um dialogo com eles. Mas em relação aos cobradores a motoristas um parabéns por serem sempre atenciosos.


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Estudante tem pés amputados ao tentar evitar roubo de videogame em trem

A jovem foi operada e teve que amputar parte da perna direita e do pé esquerdo. 

Ana Carolina tentou reagir ao assalto 
e caiu nos trilhos do trem (Foto Reprodução)
Uma jovem foi atropelada por uma composição da SuperVia, por volta das 22h30m de terça-feira, quando tentou reagir a um assalto. Depois de uma prova na faculdade de Arquitetura, ela pegou o trem na estação Piedade, sentido Santa Cruz. Ao chegar à estação Benjamin do Monte, em Campo Grande, um homem roubou o videogame da estudante pela janela. Ao tentar reagir, Ana Carolina Ferreira Marinho, de 25 anos, caiu sobre os trilhos. 

Levada pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital estadual Rocha Faria, a jovem foi operada e teve que amputar parte da perna direita e do pé esquerdo. Além disso, ela teve uma fratura na coluna, na altura do pescoço, e por isso, teve que ser transferida para o Hospital estadual Getulio Vargas, para dar continuidade ao tratamento.

- Ela (Ana Carolina) me contou que estava consciente na hora do acidente. Parece que foi tudo muito rápido. Graças a Deus, ela está viva e se mantendo calma. Acho que a ficha ainda não caiu - diz o irmão, Bruno Ferreira Marinho, de 30 anos.

A SuperVia informou, por meio de nota, que “apura as causas do incidente e uma equipe de assistentes sociais da SuperVia foi designada para prestar todo o apoio necessário à passageira.” A família, entretanto, pretende processar a concessionária.

- Eu também pego esse trem depois das 22h, estudo na mesma faculdade que a minha irmã. A gente viaja com gente usando drogas, com bandidos e não há nenhum tipo de segurança. Não dá para aceitar - desabafa Bruno.

A empresa reforçou, também em nota, que a segurança dos passageiros é uma das suas prioridades e “que vem conseguindo obter resultados cada vez melhores com auxílio do Programa Estadual de Integração de Segurança 

 Fonte:http://www.meionorte.com


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Corte de auxiliares ignora deficientes

(Foto abaixo) Afonso e Márcia sofrem de paralisia cerebral. Mães exigem mais apoio do agrupamento da Damaia.

Por:Bernardo Esteves


O Jardim-de-Infância da Damaia, na Amadora, viu o número de assistentes operacionais (nova designação dos auxiliares) ser reduzido este ano lectivo de quatro para três, tornando muito complicado o apoio dado às 65 crianças, uma vez que quatro têm necessidades educativas especiais (NEE).

Afonso, de 5 anos, Márcia, de 6, ambos com paralisia cerebral e deficiência motora, e uma terceira criança com autismo profundo necessitam de apoio a tempo inteiro para realização de trabalhos, higiene, alimentação e transporte. Há mais uma criança com défice intelectual.

"Ao almoço, ficam duas assistentes com o Afonso, a Márcia e a criança com autismo, e sobra uma para dar almoço a mais de 60 crianças. Quando estão nas salas também se nota muito a falta de outra auxiliar", disse ao CM Aldina Mota, mãe do Afonso, indignada com a redução.

António Gamboa, director do agrupamento, escuda-se no cumprimento dos rácios da lei (portaria nº 1049-A/2008), que diz até estarem a ser ultrapassados. "A lei diz que até 79 crianças tem de haver duas assistentes e nós colocámos três", disse ao CM o director. O problema é que a portaria "é omissa em relação às crianças com NEE", critica Aldina Mota, lembrando, contudo, que o decreto--lei 3/2008 estipula que estas crianças "têm direito à oferta de respostas educativas adequadas".

Para justificar o corte nas assistentes, o director lembra a crise e diz que o agrupamento está "nos limites": "Para 1600 alunos temos 39 assistentes, menos cinco que no ano passado". E frisa que a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo ainda não aprovou os auxiliares para crianças com NEE solicitados pela Câmara da Amadora: " O agrupamento antecipou-se e já colocou a auxiliar.


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Vaga na universidade é apenas a 1ª batalha para quem tem deficiência

Segundo relatos de candidatos com deficiência, as dificuldades começam antes mesmo de chegar aos locais dos exames que, muitas vezes, não oferecem a acessibilidade necessária. 

Heloisa Cristaldo e Thais Leitão

                                                           Imagem Internet
A conquista de uma vaga em uma universidade pública é um sonho para muitos jovens brasileiros. Dominar o conteúdo exigido no vestibular, no entanto, pode não ser o principal desafio para que um aluno consiga ingressar em instituições de ensino superior. Segundo relatos de candidatos com deficiência, as dificuldades começam antes mesmo de chegar aos locais dos exames que, muitas vezes, não oferecem a acessibilidade necessária.

Outras barreiras podem estar embutidas nas próprias questões que os alunos devem resolver nas provas, como contou Maria das Graças Morais, 21 anos. A jovem, que tentou o vestibular da Universidade de Brasília (UnB) cinco vezes, coleciona relatos de problemas. "Em uma das provas, uma questão deveria ser feita com base na observação da figura de uma bicicleta. Por incrível que pareça, na prova adaptada para o braile não havia a descrição da figura e na prova do ledor, que nos ajuda a saber o que está sendo pedido, também não havia a figura para que ele pudesse descrever o que estava vendo. Como eu poderia fazer aquela questão?", questiona a jovem, que tem deficiência visual.

Dados do Censo da Educação Superior de 2010 apontam que em um universo de 6,3 milhões de estudantes matriculados em cursos de graduação, apenas 16.328 universitários são identificados como pessoas com deficiência. Desse número, 10.470 estão na rede privada. O dado mostra a realidade sobre a dificuldade de ingresso e permanência dos estudantes com deficiência no ensino superior no Brasil.

Ronan Alves Pereira é pai de Tomás Pereira, 20 anos, estudante cego do 5º semestre do curso de Letras e tradução em inglês da UnB. Ele também acredita que o filho foi prejudicado por condições inadequadas nas provas da universidade. Em uma das vezes, o rapaz, que nasceu cego, fez o vestibular da instituição e foram identificados erros de grafia em enunciados e de transcrição para o braile. "É uma situação muito grave encontrar uma cadeia química incompleta ou sinais trocados em equações matemáticas: no lugar do sinal de adição, o de subtração. O resultado nunca daria certo", conta Ronan.

No entendimento de Tomás, há precariedade no atendimento ao aluno com deficiência. "O atendimento ao aluno e à família das pessoas com deficiência é extremamente precário. Além disso, não há vontade política de tirar as barreiras. Os problemas são questionados, mas não temos solução. Nas respostas, a universidade é omissa, discriminadora", argumenta o estudante, que lamenta por muitos amigos com deficiência que não conseguiram entrar na universidade como ele.

"Identificamos várias divergências na prova, foram sucessivos recursos e uma longa jornada até conseguir entrar na faculdade. Há vários colegas que não têm oportunidade ou conhecimento dos recursos e ficam pelo caminho", destaca.

Depois de algumas tentativas, Tomás conseguiu entrar na universidade. Para garantir a vaga, contou com a ajuda do pai que checou item a item da prova tradicional com a prova aplicada ao filho, em braile. As dificuldades, no entanto, não acabaram. Ele teve de enfrentar a falta de estrutura para a locomoção dentro do campus. "Ir ao banheiro, por exemplo, é muito complicado, pois não há identificação nas portas. Outro problema é conseguir mesa para colocar o teclado de braile, que é grande e não cabe em uma mesa comum. Nem todos os professores se dispõem a compartilhar a sua própria mesa comigo", conta ele, que diariamente é obrigado a desviar de bebedores, cadeiras e outros obstáculos com auxílio de uma bengala. É ela que o ajuda a identificar, quando há piso tátil, o caminho para onde quer chegar.

Luiz Antônio Bichir Garcia, 25 anos, é calouro na UnB. Aluno do primeiro semestre de história, Garcia, que sofre de uma paralisia cerebral, precisa de estrutura adaptada para acompanhar as aulas. Ele é cadeirante, tem atrofia nas mãos, não lê e nem escreve. Conta com ajuda de sete tutores da universidade para gravar as aulas e os textos trabalhados pelos professores, além da locomoção pelo campus. O pai do jovem, Luis Antônio Garcia, que o acompanha diariamente, diz que a estrutura não é adequada, mas acredita que há uma preocupação da instituição em avançar.

"O campus tem muitos problemas para o deslocamento de cadeirantes. As calçadas são esburacadas, as rampas de acesso são muito íngremes e os banheiros não são adequados. Mas a universidade oferece certo apoio aos estudantes e estamos otimistas. Acreditamos que, aos poucos, as coisas vão melhorar", diz.

Fonte: Terra - Imagem Internet

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Invisibilidades.

por Marta Gil 

                                                                                     Imagem Internet
A “invisibilidade” na área da Deficiência já se tornou uma velha conhecida. As pessoas com deficiência a sentem na pele, nas mais diversas situações; os que estão perto delas ou trabalham na área têm histórias para contar.

Para Harry Potter e seus amigos, a invisibilidade trazia vantagens e, portanto, era desejável: com a capa mágica, podiam se aventurar, descobrir segredos e identificar vilões. A capa os protegia, dava acesso a informações preciosas ou até mesmo favorecia escapadelas. Não é esse o caso das pessoas com deficiência. Já que repetimos essa afirmação e até comprovamos sua ocorrência, vale a pena refletir um pouco. Mas por que usar o plural?

Acho que há dois tipos de invisibilidade.

A nossa conhecida é aquela que ignora as características das pessoas com deficiência, “camuflando-as” com frases como “Para mim, todos são iguais”; “O que me interessa são pessoas”; “Trato todos do mesmo jeito” ou variações em torno deste tema. Essas frases, aparentemente louváveis, podem trazer perigos ou preconceitos embutidos, que talvez não sejam percebidos, pois as intenções são as melhores possíveis.

Mas, perigo? Como assim?

Ele reside na não consideração de características que fazem parte da pessoa com deficiência: ignorar a necessidade do intérprete de Libras; de ter rampa, elevador, piso podotátil, audiodescrição ou texto com português simplificado e ilustrações, entre outras.

Como alerta, Reinaldo Bulgarelli nos mostra: As pessoas não são “alminhas”; têm corpo, características, desejos e necessidades, que formam sua identidade. Quando esta não é sequer vista ou considerada em nome de uma suposta “igualdade”, as pessoas se tornam “invisíveis”, porque algumas de suas características são solenemente ignoradas. Aí, a presença nos espaços sociais se torna difícil ou até mesmo inviável, para muitas. Isso explica porque nem sempre são vistas nas ruas.

Esse tipo de invisibilidade deve ser combatido, sempre. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil ratificou com equivalência de emenda constitucional é o instrumento mais potente que dispomos. Ela traz um novo olhar, tendo como base os Direitos Humanos. Um de seus pilares é a Acessibilidade, em todos os seus significados. A ausência de acessibilidade configura discriminação – e discriminar é crime. Simples assim.

Ana Paula Crosara, que tinha uma deficiência física, costumava dizer que esperava o dia em que entrar e sair de um carro fosse corriqueiro, deixando de ser “um espetáculo”, que atraía a atenção de transeuntes.

Há, então, outro tipo de “invisibilidade” – esse, sim, desejável, pois indica que as condições para que as pessoas com deficiência possam estar na sociedade foram contempladas. Elas então “aparecem” e podemos conviver com naturalidade, segurança e respeito.

Esse círculo virtuoso, que beneficia a todos, traz uma “invisibilidade” desejável – justamente porque considera a diversidade funcional de cada um. Para termos direitos iguais, nossas diferenças precisam ser vistas e reconhecidas. 

Marta Gil: Socióloga, consultora na área da Deficiência, coordenadora do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, Fellow da Ashoka Empreendedores Sociais, colaboradora do SENAI-SP e do Planeta Educação. 

 Fonte: http://www.bengalalegal.com - Imagem Internet


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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gordofobia: um assunto sério

Por Jarid Arraes no Blogueiras Feministas

O policiamento dos corpos e a imposição de um padrão de beleza é um problema que atinge todas as pessoas. A indústria dos cosméticos está sempre em busca de expandir seus horizontes, procurando bombardear cada vez mais características físicas como sinônimo de feiura. As regras variam tanto de modo quanto intensidade de acordo com a idade, gênero ou raça da pessoa: diz-se indesejável a presença de rugas, espinhas, cicatrizes, celulites ou estrias; são oferecidos serviços de depilação a laser, implante capilar ou até clareamento de pele nas partes mais inimagináveis do corpo. Uma das características tidas como mais abomináveis para a manutenção da aparência é a gordura: a magreza excessiva é incentivada desde a mais tenra idade e a intolerância contra pessoas gordas é um problema sério. 

Não é necessário nenhum esforço extraordinário para compreender a gordofobia; a própria palavra sugere um acentuado desconforto e sentimento de repulsa contra pessoas gordas. Tal postura é tão enraizada em nossa cultura que a maioria das pessoas imediatamente remete pensamentos gordofóbicos às mais variadas imagens e situações: por exemplo, acham inaceitável uma mulher gorda vestir roupas justas ou frequentar a praia de biquíni; sentem desprezo por um homem obeso que come prazerosamente na praça de alimentação do shopping. Há um vasto leque de imagens negativas que demonstram como pessoas gordas são percebidas na sociedade, quase sempre representadas como desagradáveis e repulsivas.

Para as mulheres, é excepcionalmente difícil ser gorda em meio ao culto dos corpos magros sem odiar a si mesma ou ser odiada. Não gostar de si mesma já é praticamente uma exigência social para toda mulher, cujo valor é inteiramente atribuído à sua aparência; o que dizer então para as mulheres gordas. São aconselhadas uma infinidade de modificações corporais e recomendadas centenas de dietas especiais. Para aquelas que sempre foram “gordinhas” desde a infância, é incrivelmente comum crescer com ódio internalizado de si mesma: são muitos anos de bullying e cobranças sociais, que acontecem não apenas no ambiente escolar, como também na televisão, nas revistas, nos círculos sociais de amizades ou no núcleo familiar. Dificilmente uma criança gorda não ouvirá de seus próprios parentes que é preguiçosa, come demais e precisa “se cuidar”. A pressão para emagrecer é gigantesca de tal modo que é muito improvável uma pessoa gorda não ter um histórico de transtornos alimentares ou problemas psicológicos causados pela autoestima severamente prejudicada.

As pessoas gordas vivem cercadas de barreiras extremamente fechadas pela viligância alheia, sempre atenta ao que devem vestir, comer ou como devem se comportar. O número na balança é quase diretamente proporcial à quantidade de proibições; os cerceamentos são tantos que, não raramente, as pessoas gordas passam a acreditar que são essencialmente inferiores e incapazes. Atividades simples como sair de casa, nadar, dançar ou fazer compras, bem como tantas outras atividades prazerosas do dia a dia, são deixadas de lado por humilhação e vergonha. Se relacionar afetivamente se torna uma missão quase impossível; sexualmente, então, nem pensar.

Mesmo para quem rejeita o ódio internalizado, a batalha diária travada contra tantos estigmas e repúdio da sociedade é árdua. É culturalmente inimaginável que uma pessoa obesa possa demonstrar o menor sinal de auto-aceitação ou amor próprio. A mídia e a indústria não só dá às pessoas a sensação de direito de inferiorizar pessoas obesas ou fora do padrão, como também instiga o ódio internalizado; tudo sob a pretensão de “preocupação com a saúde”. Toda refeição é transformada em oportunidade para constranger pessoas gordas, que são lecionadas sobre o que elas têm direito de comer para ficarem magras — o que é presumivelmente o maior objetivo da vida de toda pessoa gorda.

A maior quantidade de gordura não significa necessariamente menos saúde; há até mesmo pesquisas atuais que sugerem o efeito contrário em algumas situações (leia aqui, em inglês). É importante observar que sedentarismo e má alimentação não estão necessariamente associados à obesidade, havendo uma infinidade de pessoas gordas ativas e saudáveis, além de pessoas magras com a saúde potencialmente debilitada por diversos fatores. Além disso, muitas pessoas não percebem a falta de coerência quando dizem se preocupar com a saúde alheia, a começar pelo fato de que não existe um medidor universal de saúde. Há infinitas dificuldades médicas que uma pessoa pode enfrentar e não existe fórmula mágica pra calcular com exatidão a “quantidade”, ou mesmo a “qualidade” da saúde de alguém. Enquanto manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos pode ser uma boa medida para prevenir ataques cardíacos, humilhar uma pessoa não vai atenuar em nada sua saúde psicológica ou emocional. O único modo de verificar a saúde de alguém é realizando exames extensivos e tendo os resultados avaliados por alguém profissional, que deverá dizer onde exatamente a saúde está falhando. Não se pode concluir o estilo de vida de uma pessoa baseando-se unicamente no seu corpo, ou mesmo deduzir que esse seja uma representação da sua saúde ou qualidade de vida.

É também papel do feminismo combater esse discurso de ódio e má fé disfarçado de preocupação com o bem estar; é necessário lutar contra a imposição de padrões, seja de aparência, roupas ou comportamentos. Cuidar de si mesma e amar outras pessoas significa não constrangê-las e envergonhá-las. Ninguém jamais deveria impôr à outra pessoa, não importa quem seja, nenhum tipo de roupa, alimentação ou comportamento. Faz-se extremamente necessário o empoderamento das pessoas gordas na sociedade e é nosso papel, como seres humanos, colaborar com o importante processo de valorização e reconstrução de autoestima que elas merecem. Todas as pessoas devem ter o direito de viver plenamente.


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Mais atenção e menos brinquedos

Por Equipe Inclusive

‘Qual Dia das Crianças vamos dar para nossos filhos?‘ é o questionamento feito pelo Coletivo Infância Livre de Consumismo que convida os pais a refletir sobre o que dar aos seus filhos nessa data comemorativa. Tudo isso porque a data se aproxima e já é possível perceber a profusão de apelos publicitários querendo transformar um produto qualquer no sonho de consumo da garotada.

O Coletivo explica que nessa data, os pais ficam ansiosos, na expectativa de sair às compras, com cartão de crédito em punho e até dispostos a encarar mais um parcelamento para realizar o sonho de seus pequenos. Contudo, mal conseguem lembrar qual presente deram no ano passado.

Para fazer dessa data um momento de aproximação entre pais e filhos, o Coletivo propõe a realização de um dia das crianças diferente: experiências do brincar criativo em família. Sendo assim, convidam os pais para uma postarem textos e imagens até o dia 12 de outubro com o tema “Dia das crianças: compartilhe brincadeiras”.

O objetivo da campanha éinspirar mães, pais e outros adultos importantes na vida das crianças a experimentarem um Dia das Crianças mais divertido, bem como registrar os momentos de brincadeiras de suas crianças -esse registro pode ser um texto, uma foto ou um desenho – ou vários, e usar o facebook ou o blog para falar sobre o assunto.

Para saber mais, acesse: www.infancialivredeconsumismo.com


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Criança deficiente teria apanhado de tia com madeira com prego

Segundo polícia, mãe ofereceu R$ 2 mil para irmã matar o menino. Tia foi presa, mãe está foragida e criança, internada em estado grave.

A mãe de uma criança com deficiência intelectual é suspeita, segundo a polícia, de oferecer R$ 2 mil para a irmã agredir e matar o próprio filho.

O crime aconteceu no bairro Soteco, em Viana, Espírito Santo, nesta terça-feira (2). A tia foi detida e nega ter espancado o menino com um pedaço de madeira. A mãe está foragida. A criança não morreu e foi internada no Hospital Infantil de Vitória, em estado grave.

Luciana Batista, 32 anos, é tia do menino e disse para a polícia que a autora da agressão é a mãe da criança. “Tirei o pedaço de pau da mão dela. 

O garoto não tem nada. Quem tem deficiência mental é o meu filho, que está com ela", relatou a suspeita. Segundo a polícia, ela estava no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Viana e foi encaminhada para o Presídio Feminino de Xurí, em Vila Velha.

Moradores da região disseram que Luciana saiu correndo pela rua e gritou que havia matado a criança com um pedaço de madeira com pregos. A polícia foi acionada e, durante o socorro, ouviu da própria criança que a tia havia agredido ela.

O delegado Leandro Piquet informou que a mãe ofereceu o dinheiro para que a irmã matasse o sobrinho.

“Temos a informação de uma tentativa de homicídio cruel, duplamente qualificada, com promessa de recompensa. O menino era deficiente intelectual e não havia tomado os medicamentos. Além disso, Luciana estava com os ânimos alterados", explicou.

A mãe da criança ainda não foi localizada, mas o delegado disse que ela e a irmã vão responder pelo mesmo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado com promessa de recompensa.

"O Ciodes (Centro Integrado Operacional de Defesa Social) foi acionando e uma equipe procura a suspeita, que está grávida e está com o filho de Luciana", informou Piquet.


Foto: TV Gazeta           Fonte: G1           Postado: Bruno Araújo 

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Morte e vida Luciana

Farmacêutica, mestra, doutora, pós-doutoranda. Nada demais, não fosse Luciana Scotti tetraplégica e muda. Conheça essa história de superação.

Wagner Sarmento
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Luciana Scotti utiliza a tábua de letras e números feita pela família para se comunicar.
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Lu aponta as letras com o dedo mínimo esquerdo.

Em um instante, tudo mudou. Levou a vida que corria solta, sem grilhões. Levou a voz, o movimento dos braços, a liberdade das pernas, elas que a embalavam na dança, o passatempo favorito. Chegou sem aviso prévio, tão inesperado quanto inexorável. Luciana Scotti tinha 22 anos quando sofreu uma trombose cerebral e apagou. Morreu ali. Só foi acordar dois meses depois. Nasceu de novo, como ela mesma diz. Tetraplégica e muda, parecia sentenciada a uma vida improdutiva, semivegetativa. Mas fugiu à autocondenação. Deu um bico nas dificuldades e reescreveu o significado da palavra superação. Luciana, 40 anos, graduada em farmácia, mestra, doutora, cursando o pós-doutorado, autora de três livros, autodidata em três idiomas e senhora do próprio destino. O mergulho na história de Lu, como gosta de ser chamada, é assim: um curso intensivo de vida.

Lu vivia na capital paulista desde criança e era recém-formada pela Universidade de São Paulo (USP) quando teve o AVC isquêmico, no dia 2 de maio de 1994. Escovava os dentes e de repente sentiu uma tontura diferente das outras. Caiu, sofreu uma convulsão, entrou em coma, fez duas cirurgias no cérebro e só saiu do hospital três meses depois, de fraldas e se alimentando por uma sonda.
A alta médica nem de longe acenava que a Luciana de antes estava de volta. Nunca mais aquela retornaria, na verdade. Lu perdeu emprego, namorado, amigos, o corpo, a rotina e tudo mais. Era preciso arrancar de dentro uma nova mulher. Não foi fácil.
"Vivi três anos sobre uma cama hospitalar. Chorei, revivi todo meu passado, procurei culpados e pensei: morri, acabou tudo", lembra Luciana.
Entre o fardo das limitações e a dádiva da vida, contudo, ela escolheu o segundo. Da antiga Luciana, restaram os olhos, um sorriso teimoso e o movimento do dedo médio esquerdo, resquício sagrado, canal que a comunica com o mundo. O baque virou inspiração e Lu escreveu, a toques miúdos no teclado, o primeiro livro, Sem asas ao amanhecer (Nome da Rosa Editora, 1998), hoje na 11ª edição. Foi o primeiro filho de uma vida que seria pródiga, na literatura e na academia. 
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O computador é o instrumento através do qual ela se comunica com o mundo.

A doce sinfonia de seu silêncio (Nome da Rosa, 1999) foi lançado em seguida. Mas era pouco. Luciana queria mais. Podia mais. Aí voltou a estudar. Fez mestrado em envelhecimento cutâneo e a eficácia de cosméticos na USP, publicou um livro científico sobre o assunto e terminou, em 2006, doutorado em modelagem molecular.

Saltou da cama dos acomodados e, dedo em riste, aprendeu a escrever em três idiomas: inglês, espanhol e italiano. Ganhou o mundo. Participou de mais de 30 congressos, conquistou prêmios, cursou três anos de pós-doutorado na USP e retornou à terra natal em 2009. Faz pós-doutorado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e mora no bairro de Intermares, em Cabedelo, cidade vizinha a João Pessoa. Tem artigos publicados mundo afora e é revisora de sete revistas científicas.
Mas a maior sabedoria dela é a que não se mede em títulos e diplomas. Foi na escola da vida que Lu aprendeu que o lema “não desistir jamais”, que para tanta gente é mero clichê, seria sua filosofia diária. “Não foi uma mudança o que aconteceu na minha vida; foi começar do zero mesmo. Quase tudo que eu tinha antes do AVC não tenho mais. Para mim é outra vida. Foi recomeçar, tetraplégica e muda. Difícil, triste, doloroso, mas não impossível”, ensina.
O drama não sepultou a mulher que existe nela. Pelo contrário. Lu noivou duas vezes depois do problema de saúde e usa a internet para se relacionar. Só não quer saber de casamento. “O bom é namorar e tchau”, diverte-se.
Recebeu a reportagem em sua casa e caprichou na produção. Luzes no cabelo, maquiagem, batom, joias, blusa florida semitransparente e um brilho nos olhos que contagia. A mãe, Lélia de Medeiros Scotti, simplifica: “Não pense que isso é porque vocês vieram não, viu? É sempre assim. Esta menina é uma perua”. A gargalhada é geral. Compensa a vida. 
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Mais que mãe, Lélia é o anjo da guarda de Lu.

Pele bronzeada, esta apaixonada pelo mar não dispensa um banho de sol e pratica exercícios, o que lhe permite uma postura ereta, vívida. Foi, aliás, o fitness que a permitiu retomar um pouco do movimento dos membros superiores. Em seu quarto, cama e computador dividem espaço com uma miniacademia. Lu recebe a ajuda da mãe e de uma pessoa contratada pela família. “Adoro tomar sol. É meu vício. Vim morar no lugar certo. Sou paraibana, mas vivi em São Paulo desde bebê. Nosso Nordeste é muito ensolarado, com praias lindas, um vento gostoso e céu azul. Amo isso”, suspira. No supermercado, cerveja e vodca são compras obrigatórias.

Uma saudade? Dançar. “Eu adorava. Acho que dançava bem. Sei que existe dança com cadeirantes, mas é como água e vinho. Não tem comparação”, brinca. Mesmo assim, vez em quando, se pega dançando sozinha, numa sinfonia que só ela é capaz de entender.
Lu não dispõe de nenhuma superestrutura para produzir conhecimento. Óculos e computador lhe bastam. A rotina é cansativa, mas prazerosa: ler, escrever, revisar. Pausas pontuais aqui e acolá, o resto é trabalho.

Não raro, põe-se diante do monitor às 7h30 e, sem perceber, só vai se deitar à 1h. Eventualmente aparece na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nos finais de semana, ainda dedica cinco horas ao trabalho. “Amo o que faço”, resume. 
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No quarto, o computador divide o espaço com uma miniacademia.

Seu currículo dispensa apresentações. Somente este ano, ela teve sete artigos científicos publicados e espera concluir mais três ainda em 2012. Um feito difícil até mesmo para uma pessoa sem limitações físicas. Mas tanta sabedoria se esvai nas valas do preconceito. Nascida em um país que não sabe olhar pelos portadores de necessidades especiais, Luciana está imobilizada mesmo é pelo descaso do poder público, pelas portas fechadas de uma sociedade excludente. “Você não acha uma injustiça social e uma burrice não aproveitarem minha mão de obra especializada? Muitos colegas com currículo e produtividade inferior prestam concurso e passam. Eu nem posso concorrer, porque não falo. Pensam apenas em dar aulas nas faculdades. Mas poderia haver vagas para pesquisadores, né?”, lamenta.

O sonho que Lu alimenta a cada dia é conseguir um emprego na universidade. Mas, à medida que o tempo passa, a esperança muda de cor. Vira frustração. “Não tenho perspectiva”, diz, apontando letra por letra numa tábua de madeira que a família confeccionou, dividida por consoantes, vogais, números e sinais de pontuação – a primeira foi rabiscada num guardanapo ainda no hospital. As palavras ganham a entonação do choro. Dela e da mãe. De uma gente cansada de uma luta vã. É a decepção de um talento desperdiçado. “Minha cultura resultará inútil. Vou estudando, fazendo pesquisas, participando de congressos, mas já tenho anos de pós-doutorado e vai chegar o momento em que vou ter que parar, pois existe um limite”, desabafa.
Exemplo de redenção, Luciana não se entrega. Faz questão de empunhar os únicos dedos que consegue mexer para explicar como conseguiu vencer na vida. A lição, por mais árdua que possa parecer, é simples: “Você pode chorar a vida inteira por um romance acabado, por uma doença, por sua tetraplegia, ou parar de chorar e começar viver. A opção é sua”. Lu escolheu viver. Indagada sobre que palavra seria capaz de defini-la, ela não titubeou em responder: “Força”. É impossível discordar.

Fonte: Jornal do Comércio Cabedelo - PB

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Pesquisa aponta impacto da prática esportiva em pessoas com deficiência

Estudo da Allianz e da TNS Infratest revela que o esporte aumenta a autonomia e melhora a qualidade de vida.
Por Eric Bragion, para o Bagarai 
                                                                                                                                                     Imagem Internet
“Depois de um acidente, o esporte é normalmente uma parte importante da reabilitação, o que ajuda na recuperação da forma física. Por meio dele, pessoas com e sem deficiência podem fazer parte da sociedade e melhorar a sua autoconfiança”, lembra o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Sir Philip Craven.

A Allianz, em parceria com a TNS Infratest, realizou um estudo na Alemanha sobre o papel do esporte na vida de pessoas com deficiência física. A pesquisa aponta que a prática esportiva é um meio para se obter mais autonomia e menos restrições, auxiliando na volta às atividades do dia a dia e na melhora da qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 20 a 50 milhões de pessoas por ano adquirem lesões não fatais somente em acidentes de carros, o que pode refletir em perdas permanentes ou podem ser reduzidas com exercício regular.
A internet tem um papel importante no acesso ao esporte para pessoas com deficiência física, revelou o estudo. Esse canal aumenta o fluxo de informação sobre a prática de atividades físicas e a perspectiva de participar delas. Além disso, instalações desportivas, oportunidades de treinamento, comunicação e a troca de informação entre centros esportivos e entusiastas de diversas modalidades têm o acesso facilitado no mundo on-line.
Em geral, é considerado extremamente difícil saber como lidar com pessoas com deficiência, tanto na vida cotidiana quanto na prática esportiva. “Grandes eventos, como os Jogos Paralímpicos de Londres 2012, podem ajudar a fortalecer a posição do esporte adaptado na sociedade e quebrar preconceitos”, diz o Head de Group Market Management da Allianz SE, Joseph K. Gross. “O profissionalismo, ambição e espírito de equipe dos atletas paralímpicos os levam para a excelência e os tornam estrelas e exemplos para todos nós”.
Infográfico (divulgação)
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Fonte: http://bagarai.com.br - Imagem Internet


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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Inglês vítima de talidomida vira artista famoso ao pintar com a boca e os pés

Tom Yendell, de 50 anos, já fez mais de 500 quadros e escreveu um livro. Remédio para enjoo de grávidas deformou milhares de bebês de 1950 a 60.

Tom Yendell, que nasceu sem os braços devido ao medicamento Talidomida, tornou-se um artista de renome mundial em pintura com a boca e os pés. (Imagem: Daily Mail)


Um inglês que nasceu sem os braços – em decorrência de sua mãe ter usado, durante a gravidez, o medicamento contra enjoo talidomida, que causou malformações em bebês no mundo todo – virou artista profissional e ficou famoso por pintar com a boca e os pés. As informações são do site do jornal britânico “Daily Mail”.
Tom Yendell, de 50 anos, usa os lábios, a língua, os dentes e até a cabeça para criar pinceladas diferentes nos quadros. Ao todo, ele já produziu mais de 500 obras, e centenas delas têm aparecido em cartões, papéis de embrulho e paredes no Reino Unido.
Tom Yendell,
Apesar do problema congênito, o homem – que mora na cidade de Alton, condado de Hampshire – decidiu levar uma vida normal e acredita que sua arte possa provar que nada seja realmente um grande obstáculo para quem tem força de vontade.
Yendell é pais de dois filhos, trabalha como artista profissional há 30 anos e já lançou um livro sobre sua história. Às vezes, ele sente cãibras musculares por causa da posição em que fica, mas nada que não possa ser superado.
“‘A talidomida é apenas uma daquelas coisas que acontecem na vida. Você não pode fazer nada sobre isso; portanto, é melhor seguir em frente e tentar ser uma pessoa positiva”, disse.
O inglês, que não se vê como alguém com deficiência, é um dos 458 bebês que sobreviveram à talidomida no Reino Unido, segundo a organização de apoio às vítimas Thalidomide Trust. E, para cada criança que resistiu, outras dez morreram.
Arte corporal: O artista usa dentes, língua, lábios, cabeça e pés para criar mais de 500 obras de arte que ele criou em seu estúdio especialmente construído em sua garagem (Imagem: Daily Mail).
Arte corporal: O artista usa dentes, língua, lábios, cabeça e pés para criar mais de 500 obras de arte que ele criou em seu estúdio especialmente construído em sua garagem (Imagem: Daily Mail).
Entre as décadas de 1950 e 1960, o medicamento foi usado contra náuseas, dores de cabeça, insônia, tosse e resfriados. Os bebês cujas mães tomaram o remédio acabaram nascendo com deformidades nos olhos, ouvidos, órgãos genitais, coração, rins e sistema digestivo.
Quando a droga foi retirada do mercado, em 1961, mais de 10 mil crianças já haviam sido atingidas. Em agosto deste ano, pela primeira vez, o fabricante alemão Grünenthal pediu desculpas públicas pelo erro.
 Yendell na foto com sua esposa Lucy e uma amostra do seu trabalho. Diz que às vezes ele fica com cólicas ou dor muscular quando pinta durante muito tempo (Imagem: Daily Mail)
Yendell na foto com sua esposa Lucy e uma amostra do seu trabalho. Diz que às vezes ele fica com cólicas ou dor muscular quando pinta durante muito tempo (Imagem: Daily Mail)
Fonte: G1 - Imagens: Daily Mail - http://www.deficienteciente.com.br
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Mulher recupera a visão graças a implante pioneiro

Imagem detalhada mostra o olho de Virgina Bane com o seu novo implante.

                                                            Foto © UC David Medical Center

Uma mulher norte-americana recuperou a visão depois de um implante pioneiro que consistiu na colocação de um telescópio do tamanho de uma ervilha no seu olho. Graças aos cirurgiões do UC Davis Medical Center, Virginia Bane, de 89 anos, pode voltar a ler e a pintar depois de sete anos de escuridão.
 
Por sofrer de degeneração macular, uma das maiores causas da cegueira, em fase avançada, Bane perdeu, progressivamente, a visão, o que a obrigou a deixar a sua maior paixão - as aguarelas - e tornou impossível algo tão banal como ler um livro. Agora, tornou-se uma das 50 primeiras cidadãs dos EUA a receber o implante, que lhe devolveu a qualidade de vida.
 
"Consigo ver melhor do que nunca. As cores estão mais vibrantes, bonitas e naturais e consigo ler letras grandes com os meus óculos", conta a octogenária, citada pelo jornal britânico Daily Mail. "Não consegui ler durante os últimos sete anos e também estou ansiosa para voltar a pintar", acrescenta.
 
O implante em questão, de dimensões minúsculas, permite focar imagens nas áreas não danificadas da retina e, embora seja, atualmente, uma enorme inovação, tem potencial para vir a popularizar-se. "Este implante telescópico repara a visão projetando as imagens numa parte não afetada da retina, o que torna possível para os pacientes voltarem a ver a cara das pessoas e os detalhes dos objetos que se encontram à sua frente", explica Mark Mannis, especialista de oftalmologia e ciências da visão do UC Davis Health System.
 
Desde a cirurgia, realizada em Maio, Bane tem estado a trabalhar com optometristas da associação Society for The Blind e terapistas ocupacionais do UC Davis Medical Center para aprender a utilizar o seu novo "olho", treinando o cérebro para o aproveitar da melhor forma: o olho com o implante é usado, por exemplo, para ler e ver ao perto, ao passo que o outro oferece a visão periférica, fornecendo-lhe as informações necessárias para andar na rua ou em casa sem problemas.


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SIM, ELES, OS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL, SÃO CAPAZES

                                                          Imagem Internet
É um lugar comum afirmar que o trabalho em educação é um desafio constante dada a diversidade dos alunos, dos contextos sociais e culturais, dos contextos escolares, dos conteúdos curriculares, etc, etc.

De uma forma mais particular, o trabalho educativo com crianças ou jovens com necessidades especiais é ainda mais desafiante pois, a tudo o que o que já referi, acrescem as especificidades decorrentes de cada situação. Neste universo mais restrito, ainda releva o caso dos alunos com problemas no âmbito da deficiência mental, independentemente da terminologia empregue.

Esta situação começa pela própria representação existente sobre a deficiência mental, muito mais ambígua e indefinida que a representação sobre outra área de problemas, ou seja, de forma simplista, num pessoa com uma deficiência motora ou visual os seus problemas são percebidos de uma forma mais clara do que numa pessoa com deficiência mental. Este discurso não tem a ver com maior ou menor "dificuldade" no trabalho a realizar, mas sim com percepção instalada sobre a natureza dos problemas.

Voltando à situação dos alunos com deficiência mental, (mantendo a terminologia), logo a questão da avaliação é particularmente difícil. Do meu ponto de vista, não existe nenhum dispositivo de avaliação no qual caiba inteira uma criança com deficiência mental, como não existe para nenhuma pessoa considerada normal. Lembro-me sempre de uma afirmação velha "se existisse o melhor teste do mundo continuaríamos a ter apenas uma amostra do que uma criança é, sente, pensa ou sabe". 

Em segundo lugar, o espaço é muito curto, coloca-se a questão dos conteúdos e dos contextos educativos. Hoje em dia, com maior ou menor convicção, com maior ou menor capacidade de sustentação, entende-se que os conteúdos do trabalho e os contextos de trabalho devem, tanto quanto possível, sublinho, tanto quanto possível serem aproximados dos conteúdos e contextos definidos e pensados para os alunos da mesma faixa etária, fazendo as necessárias adequações, difíceis frequentemente, em função de cada situação e assentes num princípio de diferenciação.

No nosso sistema este alunos são acantonados numa entidade designada por Currículo Específico Individual - CEI, uma bizarrice conceptualmente redundante, se uma estrutura curricular é desenhada para um indivíduo será, evidentemente específica, donde fica estranha a designação. Em muitas circunstâncias, apesar de excelentes práticas que aqui registo e saúdo, o trabalho desenvolvido ao abrigo dos CEIs é, do meu ponto de vista, parte do problema e não parte da solução, situação agora potenciada com a Portaria do MEC relativa ao trabalho nas escolas secundárias.

É um trabalho inconsequente, assente em avaliações pouco consistentes, descontextualizado, mobilizando pouca participação e envolvimento nos contextos em que os alunos se inserem. Dito de outra maneira, em algumas circunstâncias o trabalho desenvolvido com estes alunos é ele próprio um factor de debilização, ou seja, alimenta a sua incapacidade. Tal facto, não decorre da incompetência genérica dos técnicos, julgo que na sua maioria serão empenhados e competentes, mas da sua própria representação sobre este grupo de alunos, isto é, não acreditam que eles realizem ou aprendam.

Desta representação resultam situações e contextos de aprendizagem, tarefas e materiais de aprendizagem, expectativas baixas traduzidas na definição de objectivos pouco relevantes, que, obviamente, não conseguem potenciar mudanças significativas o que acaba por fechar o círculo, eles não são, de facto, capazes.

É um fenômeno de há muito estudado. O que acontece, sem ser por magia ou mistério, é que quando nós acreditamos que os miúdos são capazes, eles não se "normalizam" evidentemente, mas são, na verdade, mais capazes, vão mais longe do que admitimos. Não esqueço a gravidade de algumas situações mas, ainda assim, do meu ponto de vista, o princípio é o mesmo, se acreditarmos que eles progridem e são capazes de ... , o que fazemos, provoca progresso, o progresso possível. E isto envolve professores do ensino regular, de educação especial, técnicos e pais.

Fonte:http://atentainquietude.blogspot.com.br - Imagem Internet


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