sábado, 10 de novembro de 2012

Novo método ajuda a reparar lesões em nervos da medula espinhal


Cientistas das universidades de Liverpool e Glasgow, no Reino Unido, descobriram um possível método para reparar lesões em nervos da medula espinhal.
Com base no conceito de que a cicatrização do tecido lesado na medula cria uma barreira impenetrável à regeneração do nervo, causando a paralisia irreversível associada com lesões na coluna vertebral, os cientistas descobriram que os açúcares de cadeia longa, chamados sulfatos de heparano, desempenham um papel significativo no processo de formação de cicatrizes em modelos de células em laboratório.
Os resultados da pesquisa têm o potencial de contribuir para novas estratégias de manipulação do processo de cicatrização induzido na medula espinhal, melhorando a eficácia das terapias de transplante de células em pacientes com este tipo de lesão.
A cicatriz ocorre devido à ativação, com mudança de forma e rigidez, de células chamadas astrócitos, que são os principais suportes nervosos da medula espinhal. Uma forma possível para reparar lesões nervosas é o transplante de células de suporte a partir de nervos periféricos, chamados de células de Schwann. A equipe, no entanto, descobriu que estas células secretam açúcares de sulfato de heparano, os quais criam cicatrizes que podem reduzir a eficácia da reparação dos nervos.
A novidade apresentada agora é que este processo pode ser inibido por heparinas quimicamente modificadas, que impediriam a reação cicatrizante dos astrócitos, abrindo novas oportunidades para o tratamento.
O professor Jerry Turnbull, do University of Liverpool’s Institute of Integrative Biology, afirmou que “a lesão medular é uma condição devastadora e pode resultar em paralisia permanente. Os açúcares que estamos investigando são produzidos por quase todas as células do corpo e são semelhantes à heparina utilizada para o afinamento do sangue”.
“Estudos em células animais ainda são necessários, mas o interessante sobre este trabalho é que ele pode, no futuro, fornecer uma maneira de desenvolver tratamentos para melhorar a reparação de nervos, usando células Schwann do próprio paciente, suplementadas com açúcares específicos”, completa Turnbull.
Fonte: R7 - http://www.deficienteciente.com.br

SOMOS DEFICIENTES VISUAIS SOCIAIS ?


Texto elaborado por Fernanda Martins de Castro, graduada em Letras e Professora concursada no estado.

As pessoas têm uma visão muito estereotipada sobre a pessoa com deficiência, razão que me obriga a esclarecer que eu sou uma garota de 22 anos como outra qualquer, que estudou, que quer trabalhar, que namora, que tem amigos, que gosta de sair de vez em quando, enfim, que faz o que todo mundo faz.Até os meus 17 anos, aliás, a deficiência visual não tinha quase nenhum impacto sobre a minha vida.

É claro que havia diferenças entre as outras crianças e eu, como por exemplo o fato de eu ter uma atividade extra (freqüentar uma instituição especializada no atendimento a pessoas com deficiência visual) e o fato de, na escola, eu me sentar sempre ao lado de um/a amigo/a que, enquanto copiava as lições da lousa, ia repetindo tudo em voz alta pra que eu pudesse copiar também no meu caderno (eu não conseguia enxergar o que estava escrito na lousa, mas sempre escrevi normalmente em cadernos comuns, só procurando comprar aqueles com linhas que tivessem um pouco mais de contraste).

Tive 4 desses amigos ao longo do Ensino Básico. Fora essas duas diferenças, porém, estou segura em dizer que não havia qualquer outra. Eu sempre fui uma ótima aluna, com boas notas. Aprendi a ler antes mesmo de entrar na pré-escola, estimulada pela minha família em casa.

Me relacionava normalmente com as outras crianças, acredito que por conta da minha postura, que, por sua vez, se devia à maneira como meus pais sempre lidaram com a situação, me fazendo crer que não sou diferente de ninguém e que não sou coitadinha.Mas a partir dos 17 anos, meu mundo começou a ruir. Isso coincidiu com a busca pelo primeiro emprego.

Quando decidi que era hora de trabalhar, percebi o quanto as portas estavam fechadas pra mim, apesar da lei de cotas. Descobri que muitas empresas encontraram uma maneira no mínimo questionável de lidar com a lei: já que eram agora obrigadas a contratar pessoas com deficiência, que fossem ao menos deficiências leves, muitas vezes quase imperceptíveis e com pouquíssimo impacto na vida das pessoas. A deficiência visual, obviamente, não estava incluída nessa concepção.

Rapidamente me dei conta de que ela inspira desconfiança e medo nos empregadores, que julgam os deficientes visuais como pessoas incapazes de ter alguma ocupação, e pior, que nos infantiliza (como aliás a sociedade em geral faz).O primeiro trabalho que consegui foi como empacotadora num supermercado (única vaga que muitas empresas do setor destinam a pessoas com deficiência, aliás). Não era o meu emprego dos sonhos.

Eu estava no segundo ano da faculdade de letras, e julgava que podia e merecia um emprego melhor. Mas precisava do dinheiro, porque as pessoas não se dão conta, mas os deficientes também têm contas a pagar, têm projetos de vida. Os meus sempre foram a estabilidade econômica, a casa própria, ter uma família (mas sem ser sustentada e dependente do meu namorado). E para pagar contas e realizar projetos como esses, é preciso ter dinheiro, que, por sua vez, só vem com o trabalho.

Não fiquei muito tempo nesse emprego. Eu sentia dores horríveis ao final do dia por permanecer tanto tempo em pé. Eu havia conseguido aprovação num exame para contratação de professores temporários na rede estadual, e decidi fazer aquilo que estava estudando pra fazer: dar aulas.Dei aulas durante um ano.

Nunca tive nenhum problema com os meus alunos. Muito pelo contrário, eles gostavam de mim e, falo com toda a segurança, eu não era uma professora menos competente que as outras pela deficiência visual. Mas o contrato durava apenas 1 ano, e por conta de uma lei estadual aprovada para impedir que temporários criassem vínculo com o estado, eu tinha de permanecer 200 dias letivos fora de uma sala de aula.

Como as contas não ficariam paradas por 200 dias, nem minhas necessidades e projetos, decidi procurar outro emprego. Encontrei vaga numa construtora, mas a decepção foi enorme.Fui contratada para preencher planilhas com dados das obras da empresa no computador. Mas nunca fiz isso realmente.

Quando cheguei, me deram a tarefa de separar notas fiscais. Muitas dessas notas eram de difícil visualização, e eu encontrava muitas dificuldades. O pessoal da empresa percebeu isso, e me transferiu pra recepção. Mas não tiveram confiança suficiente para me deixar realizar todas as atividades de uma recepcionista sozinha, e, obviamente, não iam manter duas funcionárias numa mesma função, então resolveram me demitir.

Foi uma demissão traumática, porque a empresa, em vez de conversar comigo, resolveu ligar para a minha mãe pra avisá-la sobre a demissão. Foi a minha mãe que me contou que eu seria demitida por telefone. Fiquei perplexa e muito revoltada, e fui falar com o pessoal do RH. E o mais surpreendente é que a responsável pelo setor disse não entender por que eu estava daquele jeito.

Considerou normal me tratarem como se eu fosse uma criança, ainda sob a responsabilidade da minha mãe; como se eu, mesmo sendo maior de idade, sendo escolarizada, estando no mercado de trabalho, fosse incapaz de resolver minhas próprias questões; como se meus olhos tivessem alguma relação com o meu cérebro, e portanto enxergar menos significasse ser mentalmente atrasada.Recentemente prestei um concurso público para professora no estado de São Paulo.

Fui aprovada, já escolhi minha escola, e agora estou passando por um curso de formação para os ingressantes, que é requisito básico para assumir o cargo. Mas tenho insônia ao pensar que ainda tenho pela frente uma perícia em que tudo pode acontecer, inclusive eu ser considerada inapta ao cargo por ser deficiente visual, e ver mais uma vez, com isso, meus sonhos irem por água abaixo.Porém creio que não foi só a decisão de trabalhar que fez com que tudo ruísse.

Quando somos crianças, não temos tanta percepção assim de tudo o que acontece. Acredito também que minha mãe tomava cuidado pra eu não perceber a indiscrição das pessoas (sim, elas são muito indiscretas e não conseguem se conter a fazer perguntas sobre o por que seu olho é assim). Mas quando a gente cresce, não há cuidado que evite perceber como as pessoas podem ser cruéis, como o mundo pode ser preconceituoso.Agora, escrevendo esse texto, me lembro de várias situações pelas quais passei, algumas, inclusive, cujas marcas permanecem até hoje e, creio, permanecerão pra sempre.

Certa vez, no Ensino Médio (que cursei numa escola técnica onde consegui estudar depois de ser aprovada num vestibulinho) uma professora propôs um trabalho em grupo. A turma foi formando os grupos e eu me sentei ao lado de umas meninas com as quais eu sempre fazia os trabalhos. Mas nesse dia uma dessas moças se levantou, e disse à professora e aos colegas: “Não é justo, toda vez que tem trabalho em grupo a Fernanda sempre sobra pra nós. Não estou reclamando, mas por que ninguém mais quer?”.

Fiquei em choque, em primeiro lugar por ter me sentido tão exposta, tão ridicularizada diante de todos; em segundo lugar porque eu nunca fiquei dependendo de ninguém em trabalho em grupo nenhum. Eu sempre fazia a minha parte e, não raras vezes, também a dos outros, porque sempre fui boa aluna.Nesse dia, saí da sala chorando. Enquanto saía, ouvi meus colegas e a professora repreendendo a moça.Também a ouvi tentar explicar o inexplicável.

Depois ela veio me pedir desculpas. Mas tem coisas que nem milhões de desculpas jamais apagam.Outra coisa que sempre acontece, além da indiscrição das pessoas em ficar perguntando, invadindo o meu espaço (porque eu detesto que me façam perguntas do tipo “nossa, você é cega?!”, principalmente quando estou acompanhada, porque aí não sou só eu a me constranger, mas quem me acompanha também, porque fica preocupado com o que eu vou sentir diante disso), é me tratarem como a mulher invisível.

Se eu encostar num balcão de uma lanchonete acompanhada de alguma outra pessoa, é incrível como o atendente não vai se dirigir a mim, mas a quem está comigo, pra perguntar o que é que eu vou querer comer!Acontece ainda, talvez por boa intenção, de as pessoas acabarem sendo desagradáveis por acreditarem que estão ajudando.

Certa vez eu saía de uma festinha no período da manhã, numa cidadezinha bem pequena onde morei por algum tempo num período em que saí da casa dos meus pais. E eis que surge uma senhora e sai me arrastando pelo braço para me levar até a casa da minha avó.Ajudar é uma coisa boa. Mas é bom esperar que te peçam ajuda, ou então oferecer a ajuda, deixando que a pessoa possa aceitar ou recusar. Mas sair arrastando alguém pelo braço é invadir o espaço da pessoa, é infantilizar, é constranger.

Algumas pessoas, porém, são mal intencionadas. Uma vez eu pedi informação sobre o ônibus que precisava pegar pra chegar em casa depois da aula (o transporte público é sempre um grande problema, porque não é adaptado a deficientes visuais, que não conseguem identificar itinerários). A pessoa me disse, depois de um tempo, que o ônibus que acabava de encostar era o que eu precisava. Subi, e depois percebi que não era.

Mas percebi quando ele estava na rodovia. Desci ali, num lugar perigoso, e só consegui voltar pra casa porque um homem parou e me deu uma carona. Mas a história podia não ter acabado tão bem.Com relação a relacionamentos afetivos, é impressionante como as pessoas são extremamente idiotas (não há outro termo).

Elas parecem ficar espantadas quando eu digo que namoro há cinco anos. Uma vez fui me consultar com um ginecologista, e ele foi fazendo as perguntas. Quando chegou a vez da pergunta “você já teve relações sexuais?” ele não esperou eu abrir a boca. Foi logo respondendo, ele mesmo: “não, né?”. Ora, por que não?

Não sou uma mulher como qualquer outra? Eu namoro como qualquer outra mulher da minha idade. Estou há cinco anos com uma pessoa que não é deficiente visual, e até tenho um enteado com o qual me dou maravilhosamente.Nunca tive problemas com isso. Ele não foi meu primeiro namorado e nunca ouvi nada de preconceituoso de homem algum. Só uma vez, por volta dos 12 (mas aí não se tratava de homem, e sim de criança), eu estava passando por uma rua próxima a minha casa, e escutei a seguinte conversa de dois garotos falando sobre mim: - Essa aí é a garota em quem você está interessado? - Não, ow! É claro que não, ela é cega!

Como se ter deficiência visual (o que no meu caso não equivale a cegueira) excluísse a possibilidade de alguém poder se interessar por mim. Como se fosse um absurdo que alguém se interessasse;Enfim, eu podia contar uma série de outras histórias da minha vida. Mas essas ilustram um pouco do preconceito que a gente sofre. E ilustram também o quanto nossa vida poderia ser normal, se as pessoas não fossem tão preconceituosas.

Fonte:http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com.br

Confira a programação completa do "Teleton 2012", no SBT

Saiba quais são as atrações já confirmadas para a 15ª edição do evento, que começa a partir das 22h30, no SBT.


Ontem sexta-feira (09), as 22h30, começou a 15ª edição do "TeletonSite externo.", campanha promovida pelo SBTSite externo. em prol da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente)Site externo..

As atrações do evento já estão fechadas.

Na abertura, participarão Adriane Galisteu, Astrid Fontenelle, Christina Rocha, Eliana, Isabella Fiorentino, Flor, Karin Bravo, Helen Ganzarolli, Carlinhos Aguiar e Liminha, além do depoimento inicial de Silvio Santos.

No primeiro dia, os musicais serão com Agnaldo Timóteo, Daniela Mercury, Tango Viviane Macedo e a banda Calypso.

Na manhã de sábado (10), participarão André Vasco, Bob Burnquist, Carlos Alberto de Nóbrega, Carolina Castello Branco, Cyz, elenco da novela "Carrossel", Estela (Disney Jr.), Hermano Henning, Márcio Ballas, Patati Patatá, Priscila, Arnaldo Saccomani, Simone Queiroz, Thomas Roth, Vini (Disney Jr.) e Yudi.

No mesmo período, cantarão Aline Barros, elenco de "Carrossel", Chapeleiro Maluco, Frank Aguiar, Patati Patatá, Priscila & Yudi & Carrossel, Sambô e Sorriso Maroto.

Na faixa vespertina, o "Teleton" receberá no palco Analice Nicolau, Café com Bobagem, Carlos Alberto de Nóbrega, César Filho, Cynthia Benini, elenco de "Carrossel", Joyce Ribeiro, Lola Melnick, Luciana Gimenez, Luis Ricardo, Milene Pavorô, Nahim, Nany People, Nina, Patricia Salvador, Alexandre Porpetone, Ratinho, Regina Volpato, Richard Rassmussen, Rodolfo Gamberini, Joseval Peixoto, Ronnie Von, Tropa Dos Malukos e Valentina.

Na parte musical, Alexandre Pires, Fernando & Sorocaba, João Bosco & Vinícius, Kleo Dibah & Rafael, Michel Teló, Munhoz & Mariano, Revelação, Thaeme & Thiago, Victor & Léo e Roberto Leal.

Já na reta final da maratona televisiva, à noite, participam Arlindo Grund, Carlos Nascimento, Celso Portiolli, Ciência em Show, Cris Poli, Danilo Gentili, Eliana, Felipe Ventura, Nadja Haddad, Rachel Sheherazade, Ratinho e Regina Scripilliti.

Neste período, cantam Bruna Karla, Chitãozinho & Xororó, Gaby Amarantos, João Lucas & Marcelo, Regis Danese, Thiaguinho e Tiago Abravanel.

Como já é tradição, Silvio Santos fecha a maratona, ao vivo.


Preconceito

Por Andrei Bastos *

Ontem fui dormir deixando minha cadeira de rodas motorizada (elétrica) carregando as baterias durante a noite, e hoje cedo, com as ditas cujas carregadas, participei de uma passeata na orla para festejar a atuação do STF no julgamento do mensalão.

Encontrei meus amigos, comprei minha máscara de Joaquim Barbosa, peguei um bolo de panfletos e saí distribuindo-os para as muitas pessoas saudáveis e bem vestidas, ou bem equipadas, que patinavam, caminhavam ou simplesmente passeavam na pista transformada em calçadão.

Os participantes de fato eram poucos, diante de uma sociedade ali representada, como em geral, por cidadãos acima de qualquer participação, mas seu entusiasmo sincero e fantasiado com máscaras e capas pretas do novo herói nacional contagiava e ganhava alguns corações e mentes.

Eu, velho frequentador de eventos desse tipo, fiquei feliz como pinto no lixo e pouco liguei para quem recusou meus panfletos, seguindo em frente com meu sorriso e meus bons-dias cívicos.

Sou um ativista dos direitos humanos e estou cansado de dar esses bons-dias cívicos em passeatas pelos direitos das pessoas com deficiência, pela igualdade racial ou liberdade religiosa, assim como em manifestações contra a corrupção e pela ética na política, como a de hoje. Na verdade, vou para a rua protestar desde a adolescência, no movimento estudantil contra a ditadura de 64.

Quase no fim da caminhada, olhei para o relógio e o horário de verão me surpreendeu com meu atraso para outro compromisso, o que me fez dar meia volta e acelerar os motores para ir embora.

Quem conhece minha cadeira motorizada, sabe que ela é poderosa e deixa os pobres andantes na poeira. Por isso, quando estou “pisando” no seu acelerador, dirijo com atenção ampliada muitos metros à frente para evitar acidentes.

Em determinado momento, vi, em meio àquela gente bronzeada e cheia de valor, um homem muito sujo, magro e maltrapilho, certamente morador de rua, que cambaleava como um bêbado, mas que fixou seu olhar em mim. A essa altura, eu já tinha traçado minha rota me distanciando o mais possível dele, competentemente considerando suas oscilações e a circulação dos outros.

Passei pelo homem como um bólido, mas ouvi que ele disse “aí, dotô, só passeando…”, talvez introduzindo o pedido de uns trocados para mais um trago ou mais uma pedra. Reduzi bruscamente e ia me voltar quando o ouvi novamente, então dizendo “sem uma perna, fodido, e continua arrogante”. 

* Jornalista. Atua na Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ.

Fonte:http://www.inclusive.org.br

“REINERVAÇÃO MUSCULAR DIRIGIDA” – SERÁ ESTE O FUTURO QUE A TECNOLOGIA BIÔNICA RESERVA PARA MILHÕES DE AMPUTADOS EM TODO O MUNDO?


Saiba um pouco mais sobre a “reinervação muscular dirigida”, técnica cirúrgica que permitiu ao Zac Vawter subir aquele arranha-céu nos EUA usando uma prótese biônica controlada pelo cérebro. O procedimento cirúrgico, chamado “Targeted Muscle Reinnervation” nos EUA, redireciona os sinais do cérebro dos nervos cortados durante a amputação para músculos intactos, permitindo ao paciente controlar sua prótese intuitivamente. A técnica já é bastante utilizada em pacientes com amputação de membros superiores, mas atualmente está em desenvolvimento para amputados transfemurais, como o Zac Vawter. O feito alcançado no último domingo reabre as discussões se este é realmente o futuro que a tecnologia biônica reserva para milhões de amputados em todo o mundo.

Novas perspectivas para as próteses biônicas

Por Aimee Schultz *

Ao longo das últimas décadas, vimos robôs criados com espantosa capacidade: robôs humanóides que podem subir e descer escadas; robôs que podem vagar em Marte, coletar amostras e enviar imagens para a Terra; e até mesmo robôs que são utilizados para ajudar a realizar cirurgias. Com toda a incrível tecnologia robótica que nos rodeia, por que os membros protéticos (usados atualmente para substituir braços e pernas humanos) não são mais próximos da realidade?
De fato, muitos avanços surpreendentes em tecnologia prótese têm sido feitos nos últimos anos, com mais andamento. Infelizmente, porém, as próteses ainda não atingiram o nível do braço (foto) impecável de Luke Skywalker em Star Wars. Por quê? Uma razão é que não temos meios para que as pessoas contar às suas próteses o que fazer de forma natural e intuitiva.

Em geral, os robôs são ambos controlados através de controle remoto ou programados para executar tarefas em determinado momento. A prótese, no entanto, não pode ser pré-programada – como poderíamos saber quando alguém quer tomar um copo de água, ou começar a subir as escadas? – E um controle remoto teria uma grande quantidade de concentração, assim como a utilização constante de uma ou ambas as mãos.
Atualmente os braços protéticos são controlados de duas maneiras. Uma delas é através da utilização de movimentos do corpo, tais como encolhendo os ombros, o que ativa uma série de cabos que podem operar a mão, punho ou cotovelo protético. Estas próteses são chamadas de “corpo-powered”. A outra maneira é por meio da ‘leitura’ de pequenos sinais elétricos gerados pelos músculos restantes quando se contraem, o que permite controlar um braço motorizado.
Estes sinais musculares são lidos por pequenas antenas elétricos chamadas de eletrodos. Por exemplo, alguém que amputou o braço acima do cotovelo pode utilizar os seus bíceps e tríceps para controlar a mão protética. A prótese pode ser programada para interpretar os sinais a partir do músculo do bíceps para “abrir a mão” e os sinais a partir do músculo do tríceps para “fechar a mão.” Estas são chamadas de “próteses mioelétricas.”
Designers de próteses mioelétricas têm um importante problema para resolver. Há muitos movimentos para controlar e músculos insuficientes para a execução dessas tarefas. Tomemos o exemplo acima: se os músculos bíceps e tríceps são usados para abrir e fechar a mão, que músculos podem enviar os sinais para dobrar e esticar o cotovelo? E se a mão precisa girar para os lados a fim de pegar um objeto, como é que o usuário pode dizer a ela que faça isso?
Pesquisadores têm tentado muitas maneiras de resolver esses problemas. Eles implementaram vários tipos de interruptores, ou instruído aos usuários executar combinações de contrações musculares para atuar como um interruptor. No entanto, a ausência de sinais de controle disponíveis tornam a execução desses movimentos extremamente difícil tecnologia prótese.
Centro de Engenharia Neural para membros artificiais do Instituto de Reabilitação de Chicago (RIC) está focado neste problema de controle de próteses. Os centros de laboratório em torno de uma técnica cirúrgica chamada “Targeted Muscle Reinnervation” (TMR), ou “Reinervação muscular dirigida”. O objetivo da cirurgia TMR é utilizar os comandos do cérebro que ainda tentam atingir o membro em falta. Estes comandos viajam até os nervos que foram cortados durante a amputação e não são mais recebidos pelos músculos. Se esses nervos são ligados a sites musculares diferentes, eles podem causar esses outros músculos a se contrair, produzindo os sinais usados para controlar a prótese mioelétrica.
O primeiro paciente submetido à TMR foi um homem que perdeu os dois braços à altura do ombro em um acidente elétrico. Sem armas, os músculos do peito eram inúteis para ele. Então, no seu lado esquerdo, eles cortaram os nervos que correram para os músculos do peito e ligaram aos nervos que já havia ido para o braço. Depois de alguns meses, as tentativas de mover o seu braço esquerdo e a falta contrações dos músculos do peito foram de encontro com as diferentes contrações ocorrendo para flexão do cotovelo e demais movimentos da mão.

Em seguida, usando um número ainda maior de eletrodos de superfície para ler as contrações musculares, os pesquisadores foram finalmente capazes de dizer a diferença entre as tentativas de movimentos do cotovelo, punho e mão, incluindo diferentes tipos de mão segura. A técnica ajudou não apenas no problema do controle, possibilitando ao paciente mover diferentes articulações de forma independente, mas também permitiu ao paciente controlar a prótese de forma intuitiva. Suas tentativas de mover o braço inexistente resultou em movimentos semelhantes da prótese.
O trabalho segue em andamento para aperfeiçoar o controle mioelétrico. Ao invés de usar sítios musculares individuais para controlar cada movimento, um computador pode ser programado para reconhecer os diferentes movimentos a partir do padrão de sinais elétricos gravados oriundos dos músculos reinervados. Não se exige que os sinais musculares sejam perfeitamente isolados, havendo adaptação automática a sinais extras, tais como o coração, por exemplo.
Além disso, não é necessária a colocação de eletrodos para ser exato, como fariam com controle convencional, porque o sistema é treinado novamente cada vez que o sistema é utilizado. Essa tecnologia, chamada de “reconhecimento de padrões”, atualmente só é usada como uma ferramenta de pesquisa. No entanto, é possível que um dia ela possa ser incorporada em dispositivos protéticos para controle ainda mais preciso.
Uma nova melhoria das tecnologias protéticas pode ser possível em resultado adicional e inesperado de cirurgia de TMR. Vários meses depois de seu procedimento, o primeiro paciente submetido à reinervação muscular relatou aumento de sensibilidade em sua pele do peito, um dos locais afetados pela intervenção. Quando é tocado em seu peito é como se estivesse sendo tocado em seu braço perdido. Outras investigações mostraram que os pacientes são capazes de perceber diferentes temperaturas, nitidez de objetos, vibrações, e as pressões sobre a sua pele no local da reinervação, como se todos esses estímulos fossem redirecionados para o membro em falta.

Os pesquisadores foram capazes de “mapear” estas percepções, ou ver quais locais na pele sobre os músculos reinervados correspondem ao dedo mindinho, ao antebraço, à palma da mão, etc. Surpreendentemente, esses mapas parecem manter-se estáveis ao longo do tempo. Ao aprender mais sobre essas percepções, esperamos um dia fornecer feedback da prótese biônica, que permitirá ao usuário “sentir” com seu braço artificial, como se fosse a sua própria mão. Isso pode ser um longo caminho para melhorar a capacidade dos pacientes para controlar suas próteses, e até mesmo melhorar a sua qualidade de vida.
* Artigo publicado na Science in Society, uma iniciativa da Northwestern University de conectar a ciência à comunidade.
Fonte:http://passofirme.wordpress.com

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fotos e vídeo belíssimos: dançando com a alma — em uma cadeira de rodas

                  A dançarina e ex-jogadora de basquete em cadeira de rodas Maria José Moya, "La José" (Foto: Miguel Berrocal - ABC)


Nos Jogos Paraolímpicos de Londres deste ano,  atletas da atualidade mostraram ao mundo as maravilhas de que são capazes, e alguns ex-colegas não ficaram atrás.
É o caso da espanhola María José Moya, 52, ex-jogadora de basquete em cadeira de rodas que participou da primeira seleção a representar a Espanha na modalidade, nos Jogos Paraolímpicos de 1992, em Barcelona.
Foi na cidade catalã, onde vive desde a infância – os pais emigraram dos arredores de Sevilha em busca de tratamento para a pólio, doença que a deixara quase sem poder andar – onde também ela começou a flertar com a dança.
Curso de dança integrada e estreia no palco
A realização do sonho começou em janeiro de 2010, quando María José participou de curso de dança integrada (incluindo pessoas com dificuldades de mobilidade) comandado pelo coreógrafo catalão Jordi Cortés. Já dezembro daquele ano estreou, adotando o nome artístico La José, como bailarina no elenco de Black Out, um interessantíssimo espetáculo dirigido por Cortés.
Assistam abaixo a uma pequena apresentação de Black Out:
Para quem vê La José no vídeo acima e nas fotos deste post, sorridente e insinuante, dançando graciosamente em sua cadeira de rodas, custa imaginar o quanto ela ralou nos ensaios. Por sofrer da rara síndrome pós-pólio, que se manifesta 15 ou 20 anos depois do ataque do vírus da Pólio, além dos problemas de mobilidade ela sofre de dores frequentes no corpo inteiro.

María-José-Moya-dança-cadeira-de-rodas
Ensaiando para o espetáculo "Black Out": dança "com a alma" (Foto: RTVE)
Mas, para uma mulher que já superou tantos obstáculos – como ser obrigada a se aposentar aos 40, por invalidez, do cargo administrativo que ocupava em um hospital – , enfrentar todo um catálogo de incômodos físicos em nome da arte foi tirado de letra. Em dado momento, chegou inclusive a abandonar os necessários analgésicos, de tão à vontade que se sentia bailando.
“Sem pernas, eu danço com os olhos, com a alma, com tudo!”, explica.
Constantes surpresas

Posando nas ruas de Barcelona (Foto: Jonathan Grevsen - El Periódico)
Posando nas ruas de Barcelona (Foto: Jonathan Grevsen - El Periódico)
“Estou há trinta anos com a mãe de vocês, mas ela continua me surpreendendo”, diz Chema, marido de María José, também cadeirante, aos dois filhos que tem com ela, nesta matéria realizada pela RTVE, da Espanha.
O casal se formou quando os dois praticavam basquete em cadeira de rodas, e ela ainda caminhava com um par de muletas. Há cinco anos, porém, ela é capaz de dar apenas alguns poucos passos sem se cansar, e por isso utiliza a cadeira de rodas em caráter permanente.
Ainda assim, vive uma vida normal, relatada com detalhes na reportagem, que vale a pena conferir. Afinal, como afirma La José, “quem nos coloca as limitações são os outros; eu nem as levo em conta”.

Cláudia Rodrigues: ‘Ninguém é teu amigo’

Encarando o tratamento contra esclerose múltipla com bom-humor e otimismo, a atriz Claudia Rodrigues revela: “Ninguém é teu amigo, quando você fica doente, aí seleciona um ou outro”
Por: Ana Carolina Giarrante


                                          Foto: Rede Globo


Bem recuperada do tratamento contra uma esclerose múltipla descoberta há anos, Cláudia Rodrigues (41) recebeu uma boa notícia para comemorar nesta semana que passou. Na quarta-feira, 29, a atriz esteve no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e descobriu que a doença não danificou as válvulas do seu cérebro.
O exame que constatou a boa-nova foi uma ressonância magnética. “Ela está totalmente recuperada para todas as funções do dia a dia”, disse Julinho do Carmo, colega de trabalho da atriz que faz a Ofélia no humorístico Zorra Total.
Em entrevista à CARAS Online, Claudinha falou que encara sua doença com otimismo (“Eu estou ótima, tá tudo certo”, repete, com constância) e que muitas pessoas que ela julgava serem suas amigas desapareceram de seu convívio quando teve de se afastar da televisão para se tratar da doença degenerativa. Confira a entrevista na qual a atriz desabafa, mas também mostra que procura levar a vida com bom humor:
- Como segue o tratamento agora que você recebeu essa boa notícia dos seus médicos?

- O uso dos medicamentos diminuiu, agora espaçou muito o intervalo entre uma dose e outra. Agora eu estou boa. Não é ‘toma uma vez e fala: tô boa’. Além disso, faço fisioterapia e pilates. Tenho sempre uma atividade desse tipo, de segunda a sábado.

- Teve algum momento em que você achou que nunca iria se curar?

- Não, é lógico que não é uma doença que você recebe a notícia como se fosse lindo. O nome, inclusive, é feio.

- Do que você mais sentiu falta durante o período de forte tratamento?

- De nada, foi tudo perfeito. Até brinco com os meus médicos: ‘vem cá, você não vai me proibir de fazer nada?’. Eu queria até que eles me proibissem, amo eles (risos).

- Quais foram os sintomas mais fortes que teve?

- Não gosto de ficar lembrando e falando. Eu tenho o problema e, nas ruas, todo mundo fala com você. Perguntam quando vou voltar. Eu não saí de nada, gente! Algumas pessoas me falam: ‘ai, minha tia tem essa doença’. Daí, eu pergunto: ‘ela já morreu?’. Eu sei que é uma doença muito difícil, mas procuro lutar contra os pessimistas.

- Os amigos se afastaram no momento da doença?

- Afasta sim. Amigo, a gente só conhece quando está na merda. Quando você está bem, quando eu estava no auge de tudo, só ouvia: ‘Claudinha, te amo’. Estou louca para voltar a ficar no auge, porque vou voltar. Daí, vão me ligar e dizer: ‘Amiga, você não pode me arrumar nada?’ É claro que vou arrumar. Ninguém é teu amigo, quando você fica doente, aí você seleciona um ou outro. Amigos de verdade, eu não tenho. Minha filha (Iza), com 10 anos diz que não tem amigos. Ela tem um vocabulário muito bom para a idade dela. Ela até fala: ‘Amigo é uma coisa muito seleta. Mãe, não adianta você acreditar que fulano é isso, fulano é aquilo.’

- Você pode contar com a sua família nesse momento, então?

- Minha mãe (D. Regina) é tudo. Quando uma pessoa que ainda não é mãe e for mãe, vai saber como é. Tudo o que a gente fala que pai e mãe é chato, você vai fazer igual com seu filho.

- Como sua filha encarou o período da doença?

- Ela me ajuda muito. Sempre adorei montar quebra-cabeças e ela também gosta. Ela me acompanha muito nisso.

- Será que ela quer seguir a carreira artística?

- Ela não quer. Ela diz: ‘Mãe, não gosto, pode esquecer’. E eu acho ótimo, não é porque é filha de ator, que tem que atuar. Ela puxou pra mim, ela tem uma personalidade forte.  Ela não gosta nem de ir ao estúdio, diz que é muito gelado. Ela diz que só tem uma coisa da qual tem certeza: ‘Vou ser adulta’. Se, um dia, ela quiser atuar, dou força, claro.

- Quais são seus planos profissionais para o futuro?

- Estou aberta a todos os convites. Brinco lá na Globo que estou aceitando tudo. Sou louca pelo meu trabalho. Tive que fazer muita terapia, mas digo que a minha melhor terapia é atuar. Se eu atuar, fico feliz. Estou no Zorra Total e preparando uma espécie de stand up com o Julinho do Carmo. Pensamos em viajar pelo Brasil, mas não sei para quando é isso ainda.

- Você é formada em Educação Física. Tem preocupação com o corpo?

- Sou formada, dei aula muito tempo. Estudei todos esses negócios aí. Eu estou emagrecendo, é uma coisa minha, sempre fui assim. Minha mãe diz que sou paranoica com isso. Eu me olho no espelho e não acho que esteja gorda, é coisa de mulher.

- Você curte as redes sociais?

- Gosto de redes sociais, às vezes vou, dou uma olhada. O chato do Facebook é quando pessoas que estudaram com você há muitos anos, chegam e falam como se tivessem te visto ontem. Caramba, isso não pode ser normal!

Fontes: CARAS Online - http://www.deficienteciente.com.br

Pessoas com deficiência reclamam da pouca acessibilidade em Porto Velho

'Vários órgãos públicos não têm sequer uma rampa de acesso', diz servidor. Na região central, piso tátil ajuda a amenizar as dificuldades dos cegos.
da Redação
                                                                                Imagem Internet
A falta de infraestrutura e acessibilidade nas ruas de Porto Velho torna a locomoção de deficientes físicos, que precisam ir às ruas Velho, difícil. Além das vias, outro obstáculo, segundo os portadores de necessidades especiais, são os órgão públicos, que não oferecem acesso fácil a quem tem alguma deficiência.

O servidor público Jailton de Lobo é cego e conta que exitem muitos fatores que não são levados em conta em projetos de arquitetura. “A gente percebe que há vários órgãos públicos que sequer tem uma rampa de acesso ou sonorização dos elevadores. É necessário dar uma atenção maior para este caso”, diz Jailton.

No centro da capital alguns recursos - como piso tátil utilizado pelos deficientes visuais e rampas de acesso nas calçadas - ajudam a amenizar as dificuldades que os deficientes enfrentam. No entanto, a falta de consciência da população gera um novo problema.

Outro obstáculo são os locais onde são montados os caixas eletrônicos. Para os cadeirantes, os locais não possuem rampas e o espaço para a cadeira de rodas é apertado. “O município faz uma adaptação sem consultar a população e os erros que envolve estas adaptações vão nos entristecendo porque são normas a serem executadas”, lamenta o servidor público Daniel Alves.

Para o juiz federal Marcelo Stival, o conceito de acessibilidade abrange informação e comunicação e não somente acesso físico. Ele vai da rampa oferecida ao cadeirante até o closed caption na televisão, que são as legendas que aparecem na televisão descrevendo o que está sendo falado e os sons que são emitidos. “A acessibilidade, hoje, tem a mesma importância como o direito à vida e à liberdade”, afirma Stival.

“A maior dificuldade tá concentrada na compreensão das pessoas para a necessidade de mudar e aceitar as pessoas com deficiências”, expõe Jailton de Lobo.

Fonte: http://saci.org.br - Imagem Internet

Tribunal fiscalizará lei de acessibilidade à portadores de necessidades especiais do AM

TCE exigirá que obras públicas e imóveis alugados tenham rampas especiais. O alvo será as obras públicas e os serviços de engenharia.

                             Falta de rampas em prédios públicos será fiscalizada pelo Tribunal de Contas (Luiz Vasconcelos )

Para assegurar o ir e vir de pessoas portadoras de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida a Diretoria de Controle Externo de Obras Públicas (Dcop) do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pretende iniciar em 2013 fiscalizações específicas das condições de acessibilidade. O alvo será as obras públicas e os serviços de engenharia que estão sujeitos a fiscalização da corte amazonense.

O presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa), Isaac Benayon, disse que o TCE contribuirá com as ações, principalmente prédios públicos, nos imóveis mais frequentados pelos deficientes. “O processo será demorado por conta de inúmeros predios antigos”, comentou.

Entre as ressalvas sugeridas pela Adefa, está uma que proibe a locação por parte dos poderes públicos de imóveis que não tenham a devida garantia da acessibilidade. “É o nosso direito, apenas estamos procurando viabilizar a garantia da lei. Porém em outras situações o que falta é a sensibilidade”, completou Isaac Benayon. Ele ainda ressaltou que as novas construções na capital já contemplam o direito dos portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida.

Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU-AM), Jaime Kuck, a questão que envolve a acessibilidade destes públicos em Manaus é complexa, mas existem leis que, se fossem cumpridas, ajudariam a melhorar o problema. Em Manaus um dos imóveis, recentemente alugado pela Prefeitura de Manaus para o exercício das atividades da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) passa por adequação para atender os portadores de deficiência física. Segundo o arquiteto da SMTU, Marcelo Megali, nos próximos dias as obras serão concluídas.

Fonte:http://acritica.uol.com.br

Empregabilidade às pessoas com deficiência é promovida durante eventos

Na próxima semana, Capital, Piracicaba e Paraguaçú-Paulista recebem equipe do PADEF.
                                                                        Imagem Internet

Voltado à inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (PADEF) participa na próxima semana de quatro eventos. Ressaltar a importância de práticas desenvolvidas pelo programa em prol da empregabilidade dessa parcela da população, além de sensibilizar e motivar o empresariado estão entre os principais objetivos das ações.
“Nosso objetivo é incluir um maior número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, combatendo os conceitos preconcebidos em relação a essa parcela da população“, afirma a supervisora do programa, Marinalva Cruz. “É comum realizarmos palestras desta natureza para que os gestores percebam que o profissional com deficiência é igual a todos os outros. Não é a deficiência que limita, mas, sim, as barreiras atitudinais”, acrescenta.
Por sua vez, o secretário de Estado do Emprego, Carlos Ortiz, destaca o trabalho desenvolvido. “Não mediremos esforços para que possamos contemplar milhares de pessoas com deficiência e oferecer condições para que elas se recoloquem no mercado profissional”, resume.
Criado em 1995, o PADEF beneficiou mais de 12 mil pessoas em todo o Estado.
Confira a programação:
DataHorárioLocalEndereçoEvento
06/1110hAPAE/SPRua Loefgren, 2109 – Vila ClementinoReunião: APAE/SP – Apresentação dos serviços oferecidos pelo PADEF e demais programa da SERT, para inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho
08/1110hSERT/PADEFRua Boa Vista, 170 – 1° Andar Bloco 4 – CentroReunião com representante da Secretaria Municipal dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia de São José do Rio Preto: Apresentação dos serviços oferecidos pelo PADEF para viabilizar a inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho
09/1108 às 12hSENAC – PiracicabaRua Monsenhor Manoel Francisco Rosa, 900 – CentroPalestra de Sensibilização para representantes das empresas de Piracicaba: Organização – Secretaria Municipal de Emprego e Renda (CAT Piracicaba) “Sensibilização/motivação para contratação e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”
10/1108 às 13hParaguaçú-PaulistaRua Guerino Matheus, 205 – Jardim PaulistaEvento: 3ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania.                                                            Observação: O objetivo da Caravana é conscientizar os participantes sobre os direitos das pessoas com deficiência, que incluem: educação inclusiva, trabalho, cidadania, reabilitação, entre outros

Fonte: http://www.emprego.sp.gov.br - Imagem Internet