terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Exemplo para todo nosso país

Vereadores participam de sessão com olhos vendados.

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A sessão da Câmara Municipal de Curitiba começou de forma diferente na manhã desta segunda-feira (16). Os vereadores participaram de uma vivência de olhos vendados, em ato que lembrou o Dia Nacional do Cego, comemorado no último dia 13. A iniciativa teve como objetivo sensibilizar os vereadores para a importância da inclusão da pessoa com deficiência e sobre os desafios vividos pelo deficiente visual.

O coordenador de Relações com a Comunidade da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes, conduziu a dinâmica. A sessão foi aberta e, em seguida, interrompida  para que os vereadores vendassem os olhos. Enquanto isso, Manoel Negraes, que tem deficiência visual, discursou sobre as dificuldades enfrentadas por esses cidadãos. “Espero que o debate e este simples gesto, através da vivência, possam auxiliar os vereadores a analisar com um outro olhar os importantes projetos de acessibilidade que passam por esta casa”, disse. 
O coordenador convidou os vereadores a se deslocarem de olhos vendados  até a frente do plenário. A vereadora Professora Josete apresentou dificuldade já na busca do botão que aciona a liberação do microfone. “Não há dúvida que precisamos compreender melhor o que o deficiente visual enfrenta. Temos que garantir a acessibilidade para melhor locomoção deles e de todas as pessoas com deficiência” frisou a vereadora, que ao sair de sua mesa ainda derrubou a placa que leva seu nome e demorou para chegar à frente do plenário.
Durante o debate, foi destacada a importância da Comissão de Acessibilidade da Câmara Municipal, que busca resguardar os direitos e deveres da pessoa com deficiência e fazê-los cumprir de modo que as convenções sejam aplicadas.
“É preciso dar o primeiro passo, seja com ou sem os olhos vendados. É preciso entender que todos precisam  aceitar a inclusão da pessoa com deficiência e exercer a cidadania. A maior dificuldade ainda está na cultura” finalizou Negraes.
Em 2013, a secretaria realizou diversas ações de sensibilização como esta, com participação de servidores das secretarias municipais.

Vídeo que ultrapassa mais de 2 milhões de acessos em pouco tempo, nos faz refletir sobre o sentido da vida.

Assistam é muito bom.



 

Jovem perde as duas pernas na lua de mel, supera a dor, o preconceito e dá uma lição!

Por Luciana Máximo
Ela tinha apenas 21 anos. Estava a caminho da lua de mel em Cabo Frio/RJ, após dois dias do seu casamento na década de 90. Um acidente de ônibus mutilou a jovem que se preparava para começar uma vida repleta de projetos. 23 anos depois, Valdete Dias conta sua história de vida e deixa uma lição de superação e se recusa a culpar Deus e o destino.
“Estava no ônibus a caminho da lua de mel dois dias após o meu casamento. A viagem até Cabo Frio foi interrompida no trevo de Piúma. O veículo capotou e fiquei presa nas ferragens. Tive uma amputação imediata. Oito dias mais tarde, perdi a outra perna, na altura da coxa, devido a uma infecção hospitalar.
Meus planos nunca mudaram, o que mudou completamente foi a vida. Tive que reaprender a andar, fiquei um ano internada por causa da reabilitação. Após sair do hospital, precisei voltar a viver. Eu precisava viver! E era uma nova vida onde eu tinha que adaptar tudo. Três anos após o casamento, chegou meu filho Felipe. O casamento acabou após alguns anos.
Na prática, minha vida se tornou “normal”. Vivo em função das próteses, me aposentei e nunca mais pude trabalhar.
Tive contato com a arte na terapia ocupacional. Sempre fui professora da rede municipal de Piúma, trabalhando com educação infantil. A nova vida fez com que eu me apaixonasse pela arte. Isso me levou a pintar as telas que hoje são o meu sustento. Especializei-me e dou aulas em meu ateliê, em casa. Durante vários anos ministrei cursos na Associação das Famílias de Pescadores de Piúma e hoje, graças a Deus, levo uma rotina normal e sou muito feliz. Para muitos, a vida acaba quando uma tragédia ocorre na vida delas, para mim, foi um recomeço”.
Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
BARREIRAS – Valdete bateu esse papo na praia, tomando água de coco, de bem com a vida. Mas, nem tudo são flores para a artista. O preconceito e a falta de acessibilidade são barreiras que ela precisa transpor diariamente. Segundo ela, não há calçadas adaptadas e os prédios acabam por excluir as pessoas com necessidades especiais, inclusive a Prefeitura e demais órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo.
“Piúma é um problema para quem tem deficiência. Se eu tiver de sair de casa de cadeiras de rodas, não tenho como andar. Os bares não têm rampas, os hotéis não são adaptados. Tenho amigos que gostariam de passar uma temporada aqui, mas não há hotel adaptado. Já fiz uma pesquisa e no momento não tem nada. Para vir à praia é outro problema, não temos um calçadão, rampas. Outro dia uma amiga me perguntou se aqui não tinha a cadeira anfíbia (uma cadeira de rodas para o deficiente entrar na água). Eu disse: ‘aqui não tem nem um calçadão apropriado… quem dirá uma cadeira anfíbia!’”, brincou.
Valdete vai além: “Sem direito de entrar no mar, de curtir um show na orla. Se houver um show não dá para vir, não tem vagas de estacionamentos para pessoas com necessidades especiais, é um problema para estacionar. Eu tenho carro adaptado, posso me locomover para alguns lugares, mas quem não tem, fica impossível. Não tem como andar de cadeira na rua”.
Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
PRECONCEITO É O PIOR – Solteira, a professora afirma que o pior não é conviver com a deficiência e a falta de acessibilidade. Valdete sente na pele o preconceito velado da sociedade. Ela relata uma experiência que mostra o despreparo do ser humano para conviver com as diferenças. Um dia, em um barzinho, um rapaz a paquerava. Ela estava sentada. Quando se levantou e pegou as muletas, ele se transformou, passou a olhá-la de outra forma.
“Sempre tem preconceito. Às vezes as pessoas acham que, por não ter as pernas, sou incapaz de fazer alguma coisa, até mesmo de ter namorados. Outras vezes quando chego a algum lugar as pessoas param, olham, acham que é uma coisa de outro mundo. Quando estou sem as próteses, as pessoas se impressionam mais ainda”, segredou.
A artista deixa uma lição. “Uma coisa eu aprendi: A gente deve sempre olhar para o lado e para trás, porque sempre há alguém em situação pior que a nossa. Muitas das vezes sempre reclamamos que não temos algo. Conheço pessoas que não tem os quatro membros e são felizes. Eu só não tenho dois, eu tenho meus braços, minha cabeça boa. Existem pessoas que não conseguem nem se locomover e também são felizes. Aos acomodados, digo que devem agradecer pelo que tem e não reclamar do que não tem”.
Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal
Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal
Atualmente Valdete ministra aulas de pintura em tela e tecido, três horas diárias, na própria casa. Para os interessados, o ateliê fica na Rua Manoel Português, 950, no Centro de Piúma.

SEM DINHEIRO PARA CIRURGIA, CHINÊS AMPUTA SOZINHO A PERNA DIREITA

        Confesso que não acreditei na notícia quando a li pela primeira vez! Lembram da “mão biônica made in China“? Conheçam agora a mais nova técnica ‘chinesa’ para amputação de membros…
           
                                                                                                                                                              Foto:reprodução.
                     Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução
Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” 


Um pequeno agricultor de Boading (China), que sofre de gangrena decorrente de embolia, amputou sozinho a própria perna direita por não ter dinheiro para pagar a cirurgia de remoção do membro recomendada pelos médicos.
Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post”. Os médicos que o chinês consultou lhe receitaram fortes analgésicos, mas os remédios não fizeram qualquer efeito. Com a saúde deteriorada e sem dinheiro para a amputação, Zheng ouviu dos médicos que só tinha três meses de vida.
O agricultor decidiu reagir. Em uma noite de abril de 2012, ele usou uma serra e uma faca para amputar a perna direita, menos de 14 centímetros abaixo do quadril.

“Usei a faca para cortar a pele a ponto de eu poder ver o osso. Então usei a serra para cortar o osso. Eu tinha um cinto apertando a perna para conter o vazamento de sangue”, disse Zheng ao “Huffington Post”, acrescentando que, durante o doloroso processo, a serra chegou a quebrar uma vez.

O drama do chinês não acabou. Ele precisará amputar a outra perna. Mas, segundo o “Daily Star”, um médico de Xangai se ofereceu para fazer a cirurgia gratuitamente.
A pequena propriedade rural, que garante apenas a alimentação diária da família, está sendo cuidada pela esposa de Zheng. A única filha do casal trocou a escola por um emprego a fim de ajudar os pais.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

APNEN realizou a doação de duas Baterias para Cadeira de Rodas Motorizada

A APNEN realizou a doação de duas Baterias para Cadeira de Rodas Motorizada para um morador no Parque Residencial Fibra, estas bateria tiveram um custo de R$560,00.

Com a doação destas baterias, a APNEN encerra o ano de 2013, com certeza o melhor ano para a entidade, com participação em várias festas, e uma ótima arrecadação, onde foi possível realizar várias doações. 


Fechamos o ano com o total de doações entre 2008\2103 em R$48.909.84. Agradecemos a todos os integrantes da Diretoria, os voluntários, que sem a ajuda de vocês se torna quase  impossível dar continuidade nos trabalhos, agradecemos também a você que em algum dia consumiu em uma das nossas barracas e colaborou com a APNEN.

Muito obrigado, Um Feliz 2014  para todos.

Carlos Raugust

Setenta e sete por cento das pessoas com deficiência acreditam que não têm seus direitos respeitados no país

Segundo pesquisa DataSenado e IBDD, os direitos da pessoa com deficiência não são respeitados.

Essa é uma das conclusões da pesquisa “Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”, feita pelo DataSenado com base num cadastro cedido pelo IBDD com 10.273 pessoas com deficiência em todas as regiões do Brasil. A pesquisa ouviu 1.165 pessoas com deficiência entre os dias 28 de outubro e 17 de novembro de 2010, sendo 759 deficientes físicos, 170 visuais e 236 auditivos.

De acordo com o resultado da pesquisa, falta atuação mais firme do Estado na prevenção e tratamento oferecidos às pessoas com deficiência. Sessenta e quatro por cento dos entrevistados disseram que a prevenção de doenças que causam deficiência tem sido pouco eficiente. Os deficientes visuais são os que mais se ressentem (76%), seguido pelos deficientes físicos (62%) e pelos auditivos (60%).

A pesquisa mostrou que, para 43% dos entrevistados, a discriminação no ambiente de trabalho ainda é uma realidade. Esse índice sobe para 63% entre os deficientes auditivos, enquanto os deficientes visuais chega a 44%, contra 36% dos deficientes físicos. Para 52% dos pesquisados, a legislação trouxe avanços na inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Mas as dificuldades ainda são sentidas entre os deficientes auditivos (33%), seguidos pelos visuais (20%) e físicos (17%).

Trinta e oito por cento do total dos entrevistados considera o emprego a área que precisa de mais atenção para que a condição de vida das pessoas com deficiência melhore. Em seguida vem saúde (22%), educação (19%), transporte (13%), habitação (5%) e lazer (3%).

A pesquisa foi apresentada e debatida no último dia 8 no Senado Federal, em Brasília, durante o Fórum Senado Debate Brasil pela diretora da Secretaria de Pesquisa e Opinião do Senado Federal, Ana Lúcia Novelli, e pela superintendente do IBDD, Teresa Costa d’Amaral. Você pode ver a íntegra da pesquisa, que inclui ainda opiniões sobre educação, informação, acessibilidade e lazer, nesses dois arquivos:

1 Apresentação da pesquisa do Senado “Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”

2 Tabelas dos dados da pesquisa“Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”

Fonte:http://www.ibdd.org.br/

SINTOMAS DE AVC

Perca apenas uns minutinhos..Mas Leiam..
Vale a pena..afinal todos nós estamos sujeitos a isso!!!





Durante o churrasco, Inês caiu. Queriam chamar uma ambulância mas ela insistiu que estava bem e que só tropeçara por causa dos sapatos novos. Ela estava um pouca pálida e tremia. Inês passou o resto da noite bem disposta e alegre. Mais tarde, o marido dela telefonou a informar, que a mulher fora internada no hospital. Às 23 horas falecera. Ela tinha tido um AVC durante o churrasco. Se os outros soubessem reconhecer os sintomas do AVC, ela poderia ainda estar viva. Algumas pessoas não morrem logo mas ficam durante muito tempo sujeitas a apoios e numa situação de desespero.

Só demora 1 minuto a ler o seguinte.... Um neurologista disse, se ele consegue chegar ao pé de um individuo que sofreu um AVC, ele pode eliminar as sequelas de um AVC. Ele disse, o truque é diagnosticar e tratar a pessoa durante as primeiras 3 horas. Como reconhecer um AVC?: Há 4 passos que devem ser seguidos para reconhecer um AVC. - peça à pessoa para rir (ela não vai conseguir). - Peça à pessoa para dizer uma frase simples (por exemplo: hoje está um dia bonito). - Peça à pessoa para levantar os dois braços (não vai conseguir bem). - Peça à pessoa para mostrar a língua (se a língua estiver torta ou virar dum lado para o outro, é um sintoma). Se a pessoa tem alguns destes sintomas chamar imediatamente o médico, descrever os sintomas ao telefone.

Um cardiologista disse, se for possível divulgar estas dicas a um número elevado de pessoas, podemos ter a certeza, que alguma vida - eventualmente a nossa própria possa ser salva.

Mandamos todos os dias tantas coisas inúteis, também podemos encher as linhas com coisas importantes, não acham?

Se também consideram importante compartilha!!!!!!

Pessoas com síndrome de Down na mídia no fim do ano

 Por Patricia Almeida  

    Menina com síndrome de Down segura cartaz - Desejar é bem mais legal que brincar de boneca. E olha que eu adoro boneca. Bom2014 pra todos.

Neste fim de ano tivemos a grata surpresa de ver pessoas com síndrome de Down retratadas em várias situações na mídia. Algumas foram mais construtivas do que outras, mas são um grande avanço em relação a um tempo em que modelos com deficiência passavam longe da publicidade, das novelas e das matérias televisivas.

Um bom exemplo foi a mensagem de fim de ano do Banco do Brasil. O Banco já havia sido pioneiro na publicidade inclusiva em 2008 com o comercial Desejar, em que um menino com síndrome de Down aparece numa cena familiar.


Este ano, dentro da Campanha Bom 2014 pra Todos  - Pequenos Grandes Desejos, filhos de funcionários do banco participam, desejando coisas legais para o ano que vem. Uma das crianças é uma menina com síndrome de Down (a que aparece na foto acima e no vídeo da campanha).


Em telefornais, uma reportagem da TV Santos, feita pela jornalista Marcela Pierotti, que foi ao ar na véspera de Natal, mostrou um jovem que coleciona diversos tipos de papai Noeis. A repórter foi à casa da família e conversou com o colecionador, Pedro Monteiro, de 20 anos, com sua mãe e seu pai. A primeira coisa que salta aos olhos é que em momento nenhum é dito que Pedro tem síndrome de Down.

Uma pessoa pode até pensar, claro, isso não tem nada a ver com o assunto da matéria. Mas podem ter certeza que em 99% dos casos os jornalistas não conseguem resistir à tentação de citar um atributo como este numa matéria. É raro também não sucumbirem o clichê da musiquinha triste e melosa quando o personagem da matéria tem deficiência. Ponto para a TV Santos, que tratou o assunto com musica adequada e de forma respeitosa e altiva, sem infantilizar o entrevistado.

É preciso notar que eu me refiro à matéria que foi ao ar no telejornal – a “cabeça” lida pelo apresentador e o Video Tape da matéria (e não ao texto escrito que foi postado no site do G1, esse sim revela que o rapaz em questão tem síndrome de Down).


Finalmente, um comercial da Friboi foi exibido em horário nobre na época do Natal. Nele, apareceram jovens com síndrome de Down que participam do projeto Chefs Especiais, de São Paulo, que a Friboi começou a patrocinar.  Apesar do comercial ter produção caprichada, usar a terminologia correta e ser no geral positivo, há algumas coisas nele que me incomodaram. A primeira é a música. Temas melosos me desagradam profundamente pois reforçam o esteriótipo de que pessoas com deficiência são anjos de outro mundo, e não seres humanos como outros quaisquer. Na mesma linha, o uso da câmera lenta e imagem difusa também contribuíram para esse ar etéreo. Mas o que mais me desagradou no filme foi a cena final do brinde – no lugar de vinho ou champagne, suco de laranja. Quem brinda com suco de laranja? Se os personagens não fossem jovens e adultos com síndrome de Down, estariam brindando com suco de laranja? Um pequeno detalhe que para muitos pode passar despercebido, para mim saltou aos olhos, pois vi nele a infantilização sistemática de que são alvo as pessoas com deficiência intelectual. Estamos preparando jovens para a vida independente e o mercado de trabalho, mas ao mesmo tempo tratando-os como eternas crianças que não podem consumir álcool.


No link abaixo é possível ver o Making Off do filme da Friboi e saber mais 
sobre o projeto Chefs Especiais.


Que ótimo que vemos cada vez mais comerciais e matérias  jornalísticas com pessoas com síndrome de Down e outras deficiências.

Mas fica o recado para a Friboi e demais anunciantes, assim como jornalistas e publicitários: Que tal aproveitar estas oportunidades para desconstruir preconceitos? Na dúvida, vale a máxima – se não tivesse deficiência, como seria? Essa é a melhor forma de acertar a mão na inclusão.
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domingo, 29 de dezembro de 2013

Entra em vigor lei que limita 40% da meia-entrada a jovens e deficientes

MARIANA HAUBERT DE BRASÍLIA


O governo federal publicou nesta sexta-feira (27), no "Diário Oficial da União", a lei que estabelece regras para a emissão de meia-entrada no país e limita a 40% a venda de ingressos pela metade do preço. De acordo com a nova lei, terão direito ao benefício estudantes, jovens de baixa renda e deficientes. O texto ainda precisa ser regulamentado.

A lei determina que os estabelecimentos comerciais e culturais deverão disponibilizar em local visível ao público as informações atualizadas sobre o número total de ingressos e a quantidade disponível para venda à metade do preço. No entanto, o texto não informa qual órgão público fiscalizará os produtores de eventos. Isso deverá ser formalizado na regulamentação da lei, que ainda não tem data para acontecer.

As regras não valerão para a Copa do Mundo de 2014 nem para as Olimpíadas de 2016. Nestes eventos, a venda de ingressos é regulada pela Lei Geral da Copa.

A cota de 40% era uma antiga reivindicação de produtores culturais, que afirmaram, durante a tramitação do projeto no Congresso, que os preços dos ingressos poderão sofrer uma redução com a vigência da lei.

O texto determina que apenas a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), os diretórios centrais dos estudantes (DCEs) e os diretórios acadêmicos poderão emitir as carteirinhas de estudante.

No entanto, em caso de fraude, a presidente amenizou as sanções previstas ao vetar a perda definitiva de autorização para emissão do documento estudantil. Ficam estabelecidas apenas multas e suspensão temporária da autorização para quem emitir irregularmente as carteirinhas.

Na justificativa do veto, a presidente explica que a composição das entidades estudantis é "dinâmica por sua própria natureza" e por isso uma pena definitiva "prejudicaria, de um lado, dirigentes da associação que jamais participaram de quaisquer irregularidades e, de outro, os próprios estudantes filiados àquela associação, que teriam mais dificuldades para conseguir a sua Carteira de Identificação Estudantil."

Outros dois vetos foram feitos ao texto da lei. Um acaba com a possibilidade de desconto no transporte público local e o outro retira do texto a meia-entrada para idosos. Segundo o governo, o benefício já está garantido no Estatuto do Idoso e não entra na cota de 40% estabelecido na nova lei.

No caso dos deficientes, quem os acompanhar também poderá utilizar a meia-entrada. No entanto, a lei não especifica as regras para os acompanhantes. Já os jovens que podem ter acesso ao benefício devem ter entre 15 e 29 anos, e devem ter renda familiar de até dois salários mínimos. Eles têm ainda que estar inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo (CadÚnico).

A lei da meia-entrada determina também que as entidades estudantis deverão manter e disponibilizar um banco de dados com o registro de todos os estudantes que possuem a carteirinha. Os estabelecimentos comerciais deverão ter acesso a essas informações.

Proposta reduz contribuição de empresa que contratar trabalhador com deficiência

Reportagem - Carol Siqueira
Edição – Daniella Cronemberger

Dep. Rosinha da Adefal
Rosinha da Adefal quer incentivar contratação de pessoas com deficiência por pequenas empresas.
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 5461/13, da deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que reduz em até 5% a contribuição previdenciária de empresas que contratarem trabalhadores com deficiência. O desconto será de 0,1% por cada trabalhador contratado, limitado ao desconto máximo de 5%. 


No caso de empresas com mais de 100 empregados, que são obrigadas por lei (8.213/91) a preencher entre 2% e 5% dos cargos com pessoas portadoras de deficiência, o desconto na contribuição previdenciária só será concedido sobre trabalhadores que excederem as cotas legais.

Para a deputada, a isenção vai incentivar a contratação de pessoas com deficiência por empresas menores, que não se incluem na cota estabelecida em 1991. A norma, segundo a autora, também vai forçar o cumprimento da lei pelas empresas maiores.

“O projeto ampliará a inclusão social das pessoas com deficiência e, indiretamente, reduzirá, no médio prazo, os gastos do Poder Público com o pagamento de benefícios de caráter assistencial a pessoas com deficiência que não possuam meios de prover a própria sobrevivência”, defendeu.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:


Fonte:http://www2.camara.leg.br/

Justiça deixa solto quem fez coisas erradas, diz ciclista que perdeu braço


David Santos, 21, ciclista que perdeu um braço ao ser atropelado na avenida Paulista no dia 10 de março, disse em reportagem do SBT Brasil que a Justiça se serve da impunidade "para deixar solto pessoas que fizeram coisas erradas". O estudante Alex Kozloff Siwek, acusado de atropelar e decepar o braço de David, deverá responder pelo crime de lesão corporal e outros quatro crimes.

Click AQUI para ver o vídeo:

117 pacientes 'sem nome' vivem em hospitais de São Paulo

JULIANA COISSI DE SÃO PAULO

Pinguim trazia só a roupa do corpo quando foi internado, há 31 anos, no Centro de Reabilitação de Casa Branca, hospital no interior paulista. Com dificuldades na fala, só sabia dizer o próprio apelido.

Já Maria Mudinha foi o nome atribuído a uma idosa, debilitada, ao dar entrada há quatro anos no hospital Dom Pedro 2º, no Jaçanã (zona norte de SP). Em 2012, ela balbuciou o que as enfermeiras suspeitam ser seu nome: Dalva.


Como eles, outros 636 pacientes foram internados desde 2006 em hospitais no Estado sem identificação.

Hoje ainda há 117 "sem-nome" -os demais tiveram alta ou morreram- em hospitais públicos e particulares, segundo site da Secretaria de Estado da Saúde criado na tentativa de localizar familiares.

São pessoas achadas na rua desmaiadas ou com traumatismos na cabeça. A maioria é idosa e há a suspeita de que alguns fossem moradores de rua. Pior: alguns foram abandonados intencionalmente por parentes.

Eles são levados a prontos-socorros e, após alta, transferidos para hospitais que internam por um período mais longo pacientes crônicos -com sequelas de um derrame, por exemplo.

Raquel Cunha/Folhapress
Paciente que chegou há 12 anos a hospital sem documentos; pelo menos 117 pacientes "sem nome" vivem em hospitais paulistas
Paciente que chegou há 12 anos a hospital sem documentos; pelo menos 117 pacientes "sem nome" vivem em hospitais paulistas

No hospital do Jaçanã, ligado à Santa Casa, entre os atuais 403 pacientes, 20 foram recebidos sem RG.

Sete deles, incluindo Dalva, só sabiam dizer o primeiro nome. Alguns estão acamados e requerem cuidados contínuos. Outros, porém, já poderiam ir para casa -se soubessem onde ela fica.

Para o médico Paulo Formighieri, do Ambulatório de Geriatria do HC de Ribeirão Preto, a situação chega a esse ponto porque o Brasil não tem um sistema eficiente de cadastro de dados e digitais.

"Além de divulgar na mídia, não há muito o que fazer para localizar a família."

Os "sem-nome" enfrentam o abandono até no fim da vida. Ao morrer, são enterrados como indigentes. É como se nunca tivessem existido.

Os hospitais, então, passaram a pedir na Justiça a chamada certidão de nascimento tardia. "É dar uma maior dignidade à pessoa", diz Sandra Bin Dias, assistente social do Hospital Auxiliar de Suzano, do HC de São Paulo.

Foi o que ocorreu com Pinguim. Com a nova certidão de nascimento, ele passou a ser Luis Antônio Pinguim Figueiredo. Luis era o nome de um amigo seu, motorista do hospital. Antônio, o de outro motorista. E Figueiredo, o sobrenome de uma funcionária.

"Agora, quando você pergunta o nome dele, ele diz: Luis Antônio", conta Sueli Pereira Pinto, a diretora do hospital.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Deficiência mental - Brincar é coisa séria - Educação Especial

Veja o vídeo:


Fonte:http://educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com.br/

Guarujá terá fundo municipal em prol dos direitos das pessoas com deficiência


A Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria o Fundo Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, instrumento com objetivo de fazer a captação de recursos e dar o suporte financeiro necessário às iniciativas e entidades que promovem os direitos do deficiente em nossa cidade.


Apresentado pelo vereador Gilberto Benzi, o projeto foi elaborado em parceria com a Secretaria de Ação Social de Guarujá, que junto ao Conselho Municipal de Direitos das Pessoas com Deficiência, ficará responsável por gerir e coordenar o fundo municipal.
 
“A fase de elaboração do projeto foi longa e contou com grande esforço da Secretaria de Ação Social, pois atrelamos em uma única proposta à reorganização do Conselho e a criação do Fundo Municipal, alinhando tudo isso as leis e políticas já regulamentadas em prol dos deficientes no país. Felizmente conseguimos aprová-lo ainda em 2013, inclusive numa data simbólica, no Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, disse Benzi.
 
O Fundo Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência poderá captar recursos através de doações, contribuições, parcerias com a iniciativa privada e pessoa física, convênios com entidades nacionais e internacionais, repasses dos governos Municipal, Estadual e Federal, e também por meio de ações solidárias promovidas pela municipalidade. Além disso, o Fundo terá uma conta corrente especial e todo valor arrecadado deverá ser publicado mensalmente no Diário Oficial.
 
“Com isso daremos mais autonomia e, principalmente, subsídios às entidades, ações e iniciativas em prol do deficiente em Guarujá. Para que projetos nas áreas de educação, saúde, cultura, esportes, lazer, transporte, mercado de trabalho e empreendedorismo, possam sair do papel e beneficiar diretamente essa parcela de cidadãos, que ainda lutam para terem todos os seus direitos reconhecidos na sociedade”, concluiu o vereador.
 
Fontes: Diário do Litoral - http://www.fernandazago.com.br/ 

A exclusão das pessoas com deficiência no Plano Nacional de Educação

Por Lucio Carvalho *

Exclusão - um círculo de prendedores de roupas iguais deixa de fora um diferente
Não foi neste ano que o Plano Nacional de Educação (PNE) decolou. Ficou para o próximo, o tumultuado ano da Copa do Mundo e das eleições majoritárias, quando deverá voltar à Câmara de Deputados para aprovação final.


Tampouco foi em 2013 que o debate em torno da oferta de educação especial destinada aos alunos com deficiência resolveu-se ou, pelo menos, deu amostras disso. Por outro lado, os debates em torno da meta 4 do PNE  parecem estar como que ancorados em algum momento do tempo histórico do país. Não necessariamente 2013.

Como o Brasil é país de intensas desigualdades sociais, é provável que coexistam pessoas com deficiência gozando de um atendimento escolar digno do séc. XIX enquanto há outros que, por felicidade, usufruem do que há de mais contemporâneo e atual em se tratando de educação inclusiva, conforme os princípios afixados no direito constitucional brasileiro através do Dec. 6.949, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Um maniqueísmo simplista suporia de imediato que são obrigatoriamente os alunos da escola pública os condenados à educação nos moldes do séc. XIX e que os alunos da rede privada os que constituem uma elite entre as pessoas com deficiência. Suposição equivocada.

Em 2013, muitas famílias de classe média ou alta continuaram a bater com o nariz na porta de estabelecimentos de ensino que, a despeito da penalização prevista na Lei 7.853/89, negaram-se a matricular alunos com deficiência e a seguir a legislação vigente. No mesmo ano, o município de Florianópolis foi premiado pelo MEC na terceira edição do prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: a Escola Aprendendo com as Diferenças. Como prêmio, a Secretaria de Educação do município indicará dois representantes para conhecer as experiências de educação inclusiva em solo espanhol.

Acontece que nem todos os municípios brasileiros empenharam-se com a mesma intensidade em modelos de educação inclusiva como o adotado em Florianópolis. Lá, a educação especial é oferecida de forma complementar. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) local não aceita receber crianças e adolescentes que não estejam frequentando a escola regular.

De acordo com o Censo Escolar 2012, cerca de 25% (199.656) de um total de 820.400 alunos estão matriculados em escolas especiais. Evidentemente, elas existem porque há pessoas interessadas em seus serviços e que acreditam que são, pelo menos aparentemente, estabelecimentos mais adequados e preparados para lidar com as situações mais complexas, principalmente aquelas envolvendo comprometimentos intelectuais acentuados ou múltiplas deficiências.

Um equívoco fundamental cultivado ao longo dos três anos de tramitação do PNE foi o de que a meta 4 poderia “fechar” sumariamente as escolas especiais. Um exame rápido na legislação constitucional e educacional esclarece que isso não apenas é impossível como inadequado para um plano de metas. O que a meta 4 original procurava assegurar é que os investimentos públicos visassem atender à própria política pública sustentada pelo governo federal, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. Ou seja, os investimentos públicos deveriam incidir exclusivamente nas escolas públicas do ensino regular.

A questão parece paradoxal, mas é meramente lógica. Se os recursos não chegarem às escolas regulares e forem destinados a outras instituições, obviamente a preparação, reiterada como causa principal da exclusão, não será enfrentada jamais. Como se vê, é uma lógica de fácil compreensão.

Muitos outros tabus relacionados à educação inclusiva vem sendo sustentados como argumento contrário qualquer possibilidade de inclusão. Além da falta de preparo e capacitação, a idade mental (conceito neurologicamente questionável) do aluno, o bullying e as capacidades inerentes de desenvolvimento de cada pessoa seriam impeditivos instransponíveis. Na Folha de São Paulo, em artigo publicado no dia 17/12/2013, “A inclusão de pessoas com deficiência“, tais argumentos foram novamente evocados, quase como se fossem uma novidade.

A verdade é que não são. Já há muitos anos pessoas com deficiência, mesmo aquelas com diagnósticos severos, têm se desenvolvido social e culturalmente em ambientes favoráveis, isso a começar pelas próprias famílias que não deixaram demover-se por decreto de fracasso ou pela imposição da incompetência. Pelo contrário, sempre que a sociedade apoiar e dedicar-se a conviver solidariamente, mesmo os “mais graves casos” encontrarão oportunidade. No fundo, é o que todo mundo quer para si mesmo. Por que então um plano do porte do PNE poderia subtrair essa oportunidade justamente das pessoas que mais precisam dela?

* Coordenador-Geral da Inclusive – Inclusão e Cidadania.

Fonte: http://www.inclusive.org.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Rede Lucy ganha robótica e ampliação no Centro Umarizal

                              


A unidade do Jardim Umarizal, em São Paulo, do Centro de Reabilitação Lucy Montoro ampliará sua capacidade de atendimento em 50% com as novas instalações inauguradas recentemente.

A unidade da Zona Sul da capital paulista foi criada pelo governo do Estado de São Paulo, em 2001. A Rede Lucy conta, hoje, com 14 unidades em funcionamento, sendo cinco na capital. Em breve, serão inauguradas mais cinco unidades, entre as quais nos municípios de Marília e Santos.

Com a ampliação do Centro Umarizal, passarão de 60 mil para 90 mil por ano os atendimentos de reabilitação a pessoas com deficiência física, como pacientes com sequela de acidente vascular encefálico, trauma cranioencefálico, doenças neurodegerenativas ou reumatológicas, lesões ortopédicas e crianças com atraso no desenvolvimento neuromotor, além de atendimentos a  pessoas que sofreram amputações e lesões medulares. 

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, destacou a importância da ampliação da unidade. “Nós aprendemos muito com esta unidade do Jardim Umarizal, pois foi a nossa primeira. Aprendemos que tínhamos de sair de dentro das quatro paredes e ir ao encontro dos pacientes. Desde 2000, o governo vem fazendo esse esforço de tratar essas pessoas de um modo especial. Esse esforço é permanente”, afirmou.

Segundo a Secretária, o Centro de reabilitação Umarizal foi totalmente reformulado e modernizado e está “100% acessível”, o que significa que atende à Lei da Acessibilidade (Leis 10.048 e 10.098, regulamentadas pelo Decreto 5296/04), que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou  mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

“Colocamos como 100% acessível para chamar a atenção mesmo, para despertar essa curiosidade. Tem a lei, mas não tem aplicação. E a questão da acessibilidade é não ter qualquer barreira arquitetônica ou ambiental. É uma lógica hoje. Em um centro de reabilitação, isso é imprescindível”, destacou a Secretária.

Com investimento de cerca de R$ 3,4 milhões, a unidade passará a contar também com um laboratório de robótica, no qual estarão disponíveis equipamentos de alta tecnologia, como dois InMotion, que estimulam a movimentação dos membros superiores, e a Ergys, uma bicicleta ergométrica associada a um estímulo elétrico funcional que auxilia o paciente com lesão medular a realizar exercícios ativos com a musculatura dos membros inferiores, contribuindo para maior qualidade nas funções orgânicas. 

“Nenhuma clínica particular de reabilitação dispõe desses equipamentos, pois são muito caros. A robótica traz uma oportunidade, pois integra valor à reabilitação de forma integrada, com exercícios, o trabalho motor e o estímulo cognitivo. O desafio proposto pela máquina estimula o paciente e os resultados aparecem mais rapidamente. A tecnologia veio agregar qualidade ao tratamento da reabilitação”, ressaltou a Dra. Linamara.

De acordo com a Secretária, o centro de reabilitação do Jardim Umarizal é referência em reabilitação para a Zona Sul da capital, com condições de atender 100% da demanda da região, recebendo também pacientes de municípios próximos, como Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo. No centro, os pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados. Os pacientes ganham órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. 

“É tudo customizado. São tiradas todas as medidas para a confecção das próteses, treinamento adequado para a utilização destas para que não sofram outras lesões, recebem os medicamentos que serão aplicados no tratamento. O objetivo é fazer com que a pessoa atendida volte à sociedade reabilitado”, finalizou a Dra. Linamara. 

Também participaram da cerimônia de inauguração o Secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri, em seu último dia de gestão como secretário de Saúde, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini, além do ex-Secretário de Saúde José Guedes.

"O prédio foi bem ampliado, modernizado e reformado. Ganhou novos equipamentos, inclusive de robótica, que são projetados pelo MIT [Massachusetts Institute of Technology], nos Estados Unidos. São os mais modernos aparelhos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida neste trabalho de reabilitação", ressaltou o governador Alckmin.

O investimento na ampliação das instalações fez Marco Pellegrini destacar que o segmento das pessoas com deficiência deixaram de ser "minoria" para ser tratado de forma igualitária, com respeito e consideração. Para destacar esse aspecto ele fez questão de tirar a gravata, com auxílio de seu assessor, já que ele é tetraplégico, para enfatizar que sua consideração de que não era mais minoria se dava como cidadão comum, usuário do serviço, e não como Secretário Adjunto.

Além da ampliação das salas de atendimento e da área administrativa, foram criados 10 novos espaços: dois consultórios para terapia individual, salas de atendimento em grupo, um ginásio terapêutico, posto de enfermagem, sala para avaliação isocinética, sala para atendimento exclusivo da Ouvidoria e mais salas para oficinas terapêuticas.
 
Rede Lucy Montoro
A Rede de Reabilitação Lucy Montoro foi criada pelo Decreto 52973/08, regulamentada pelo Decreto 33739/10 e alterada pelo Decreto 58050/12, pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Saúde, em parceria com renomadas instituições de assistência, ensino e pesquisa.

O objetivo principal é propiciar melhoria na qualidade de vida, participação na sociedade e capacitar plenamente a pessoa com deficiência para o exercício de seus direitos.

Em uma primeira fase, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro é composta por 18 unidades fixas e uma Unidade Móvel, construídas em regiões estratégicas do Estado de São Paulo. Essas unidades, quando totalmente implantadas, terão capacidade de aproximadamente 300 mil atendimentos por mês.

Para conhecer um pouco da Rede de Reabilitação Lucy Montoro acesse: http://www.redelucymontoro.org.br/

Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ "Matéria postada em caráter informativo"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Postura incorreta podem agravar problemas na coluna.

Estudo realizado pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro mostrou que o uso de telefones celulares, tablets e computadores portáteis podem agravar problemas na coluna. O principal dano causado pelo uso destes equipamentos está associado à má postura, em decorrência ao uso prolongado ou repetitivo que pode causar dores musculares, em especial na região do coluna e pescoço, além de prejudicar os polegares, punhos, antebraço, cotovelos e ombros.

A rede constatou que entre 2010 e 2011, atendeu mais de 2 mil pessoas com dores nas costas. Dentre elas, cerca de 1.100 apresentaram problemas na região lombar, quase 800 pacientes no tórax e mais de 200 no pescoço. A pesquisa também constatou que 15% dos pacientes usavam aparelhos móveis, como celulares e tablets. As ocorrências das dores associadas às novas tecnologias comprometem em geral adultos entre 25 e 40 anos, em especial os sedentários e pessoas em período de estresse.

De acordo com Daniel Rubio, diretor clínico da unidade Morumbi da Rede Lucy Montoro, quando se sustenta incorretamente estes aparelhos, a musculatura fica sobrecarregada. "Assumir posturas adequadas, com apoio nas costas, pés no solo, cotovelos sobre os apoios da cadeira e punhos em posição relaxada, principalmente após 45 minutos de uso, é o ideal". Rubio também ressalta que, caso seja necessário usar o tablet em trabalhos prolongados, é recomendável manuseá-lo através do "teclado acessório", e não o da própria tela. "Uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 50 minutos é recomendável, assim como a realização de exercícios de alongamento da região cervical e membros superiores", conclui.

Fonte: http://sentidos.uol.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo!