sábado, 12 de janeiro de 2013

Deficiente visual relata dificuldade de acessibilidade.

Em Chapecó uma estimativa da Associação de Deficientes Visuais do Oeste (Adevosc) calcula que mais de 1.000 pessoas tenham algum tipo de deficiência nos olhos.
Katiusca Tavares

Imagem Internet
A acessibilidade entrou em debate na sociedade somente nos últimos anos. Por décadas as pessoas com alguma deficiência ficaram privadas de encarar as ruas por não ter um local que comportasse suas necessidades. Hoje a Lei nº 7.853/89 e o Decreto nº 3.298/99 buscam cumprir a política nacional para integração da pessoa portadora de deficiência, criando normas de acessibilidade para deficientes.

Em Chapecó uma estimativa da Associação de Deficientes Visuais do Oeste (Adevosc) calcula que mais de 1.000 pessoas tenham algum tipo de deficiência nos olhos. Fora isso, outros tantos com alguma dificuldade de se locomover, tendo que utilizar bengalas ou cadeiras de rodas.

A equipe do Diário do Iguaçu convidou Lisiane Anschau, deficiente visual, para que percorresse algumas ruas do município e apontasse suas dificuldades. Após 20 minutos de caminhada diversos obstáculos foram encontrados, além de trechos críticos que não possuem orientação para quem possui alguma deficiência.

Sem saber que ônibus pegar
Segundo Lisiane, a maior dificuldade de um deficiente visual em Chapecó hoje são com alguns locais públicos. O Terminal Rodoviário não apresenta uma calçada adequada, além de ter elevações sem sinalização ou rampa. “Se um deficiente visual quer vir sozinho até a rodoviária comprar uma passagem ele não consegue”, se queixa ela.

Além do piso da área interna ser uniforme, não há orientação por meio de um mapa tático em braile. Portanto, no momento que uma pessoa com deficiência visual chega até o terminal, se ela não estiver acompanhada terá de pedir ajuda para chegar até o guichê desejado.

Esse problema se repete ainda no Terminal Urbano, que não orienta os deficientes visuais na hora de escolher que ônibus pegar. “Ficamos ilhados nesses locais, pois sozinhos não conseguimos fazer nada”, complementa.

O comércio precisa cooperar
A falta de conscientização de comerciantes também é uma realidade na maior cidade do Oeste. Com mercadorias expostas nas ruas, cadeiras de bares nas calçadas e toldos na altura dos olhos, os deficientes visuais não conseguem se sentir seguros nas principais ruas do município.

Lisiane conta que muitas vezes deixa de sair de casa por não ter confiança de andar nas ruas. Mesmo com sua bengala como auxilio, ela relata que são muitos problemas para serem enfrentados apenas com alguns passos. “Nunca cheguei a me machucar, mas já levei vários sustos com buracos no chão ou toldos de lojas que batiam na minha cabeça”, recorda

Na idade da pedra
Segundo o secretário de Planejamento, Nemésio Rubens da Silva, ainda estamos vivendo na idade da pedra em alguns quesitos de acessibilidade. Apesar de grande parte das calçadas do centro estarem adequadas, alguns itens deixam a desejar.

A falta de mão de obra qualificada para executar obras de readequação é uma das principais causadoras desse retrocesso. Conforme Nemésio, não há pessoas adequadas para realizar muitos serviços. O mapa tático é um deles. Visível apenas em agencias bancárias, os demais locais públicos não sabem quem pode fazer a instalação.

Por enquanto as calçadas são o maior avanço realizado em Chapecó. Dados da secretaria de Planejamento informa que 25 mil metros são adequadas mensalmente no município. No centro todos os estabelecimentos já foram orientados para realizar a mudança, e os poucos que ainda não aderiram estão sendo notificados.

Esse, entretanto, é um trabalho lento para o secretário. “As pessoas não tem muita consciência da importância da acessibilidade”, relata. Além disso, obras antigas ficam difíceis de serem reparadas, tendo em vista que sua construção ocorreu sem um planejamento e padronização.

A prefeitura tem buscado orientar quem deseja se adequar, o problema é que muitos resolvem fazer por conta própria, sem uma instrução capacitada. “Temos calçadas que são feitas fora do padrão. O ideal seria que cada quarteirão tivesse o mesmo tipo de piso, sem degraus e com nivelamento”, complementa.

No Terminal Rodoviário Neomésio garante que com reforma haverá pontos de acessibilidade. Ele reconhece o problema mas afirma que não é simples readequar uma cidade inteira em poucos anos. “A acessibilidade só está sendo cobrada agora. Nós estamos na frente de muitas capitais, que mal tem ruas adequadas”, relata.

Os valores
O preço para readequar uma calçada não é alto, segundo a secretaria de planejamento. Os benefícios que um comerciante terá a longo prazo ao cumprir as normas de acessibilidade não podem ser deixados de lado. “Além da calçada ficar mais bonita, as pessoas com alguma necessidade se sentirão mais a vontade em frequentar o estabelecimento, podendo aumentar o lucro do comerciante”, garante.

O que conforta no momento é saber que o número de renotificações enviadas pela prefeitura diminuíram no último ano, o que indica que ao serem cobrados, os comerciantes estão atendendo as exigências. “Já melhoramos muito e a tendência é que se melhore mais”, finaliza Neomésio.

A forma mais rápida de resolver esse problema continua sendo com a colaboração. Enquanto as pessoas com algum tipo de deficiência esperam por melhoras, cabe a sociedade fazer melhorias na medida do possível. O direito de ir e vir é garantido em constituição, não havendo diferença na velocidade dos passos dado por cada cidadão.

Fontes: Oestão - http://saci.org.br - Imagem Internet

Sobram vagas para deficientes em empresas de Jundiaí

Procura por essas vagas está menor do que a oferta. Ministério do Trabalho criou projeto na região para ajudar nas contratações.

(Fotografia: Bernardino Neto | Arquivo Jundiai.com.br)
Estão sobrando vagas no mercado de trabalho para quem tem algum tipo de deficiência.

Uma lei determina que empresas com 100 ou mais empregados preencham de 2% a 5% do quadro de funcionários com pessoas com deficiência, mas o problema é que a oferta é maior do que a procura. m uma empresa de logística, que atua em várias cidades da região de Jundiaí, sobram pelo menos oito postos de trabalho para pessoas com deficiência.

E não é preciso ter experiência. Já em uma agência de empregos, também em Jundiaí, há 40 vagas abertas.

Para tentar ajudar nestas contratações, a Gerência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego criou na cidade um projeto que funciona como um censo. 

Voluntários percorrem a cidade pra cadastrar e conhecer as pessoas com deficiência. A ideia é descobrir por que elas estão fora do mercado.

Fonte: Portal G1 - http://www.jundiai.com.br

Deficiência Física E os Benefícios ao Praticar um Esporte.

Artigo de Laís Helena Galvão de Souza, publicado no site 'Sorocaba.com.br'.

Laís Helena Galvão de Souza

                                           Imagem arquivos/APNEN
                                               Cadeirantes realizam treino de Tênis em quadra adaptada.

Muito tem se falado sobre a necessidade de praticar atividades físicas regulares. A Organização Mundial de Saúde classificou o sedentarismo como um fator de perigo para a saúde em uma escala superior de risco. Não é novidade que, para qualquer pessoa, independentemente dela ter ou não uma deficiência, a falta de exercícios pode acarretar doenças e prejuízos à saúde física e psíquica.

Quando a deficiência é física, o prognóstico é desanimador, a impossibilidade em realizar movimentos ou a dificuldade do mesmo torna-se desanimador. Por isso, muita gente pensa que não havendo um ganho funcional visível não fará diferença fazer ou não uma atividade física. Embora as seqüelas de lesões medulares, de uma paralisia cerebral (PC), amputação, acidente vascular encefálico (AVE), e má-formação congênita não sejam progressivos, é fundamental que, após a alta médica e fisioterápica, se mantenha um programa de atividades. Além do deficiente físico adquirir maior noção do uso do corpo e mobilidade, quando ele pratica exercícios evita (ou minimiza) deformidades articulares, osteopenia (diminuição da massa óssea) e conseqüentes fraturas secundárias, desenvolvimento de úlceras por pressão (escaras), infecções pulmonares e complicações com as vias urinárias e intestinais.

É imprescindível respeitar as próprias limitações, ter acompanhamento e atenção ao executar um movimento.

Como prevenção de complicações nos lesados medulares o cuidado maior é para evitar a ocorrência de escaras (comprimem e obstruem o fluxo sangüíneo causando isquemia ou anemia local do tecido), problemas urinários, intestinais, respiratórios, osteomusculares, etc. Para os portadores da Paralisia Cerebral, a atenção é com a espasticidade (movimentos involuntários da musculatura), especialmente com crianças e jovens em idade de crescimento. Em casos do AVE, com os fatores de risco: pressão alta, colesterol alto e a obesidade.

Fortalecer o abdômen, por exemplo, além de melhorar a postura acarreta um controle melhor do esfíncter, reduzindo as infecções urinárias. No caso de escaras, o esporte promove a circulação adequada de sangue no corpo, fundamental para manter a pele viva.

Geralmente, pessoas com alguma deficiência são menos ativas por encontrarem poucas opções de locais para praticar atividades. Poucas academias oferecem programas de esporte adaptado o que acarreta numa grande demanda reprimida.

Os benefícios de uma boa atividade física acarretam para a parte física maior agilidade, equilíbrio, força, coordenação motora, resistência física, melhora nas condições no aparelho circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor. Melhora na velocidade, ritmo, prevenção de deficiências secundárias, promoção e encorajamento do movimento, entre outros.

O esporte surge como uma opção que favorece o convívio, estimula a cooperação e proporciona caminhos para a reintegração dos pacientes na sociedade. Por meio dele pode-se promover a igualdade social, contribuindo para a obtenção de um melhor índice de qualidade de vida e de um maior nível de controle de atitudes, assim como desenvolver a paciência, a tolerância, a persistência do se preparar, do participar, do competir, do perder e do vencer.

Como também conduz a conquista da auto-realização, de uma nova vida, do respeito, do reconhecimento e da dignidade, serve também como uma mola propulsora para a busca de novos caminhos e para o despertar do desejo de enfrentar novos desafios.

Fonte: Sorocaba.com.br 

Companhias aéreas podem ter de reservar assento-conforto para deficientes

Imagem Internet
A Câmara analisa proposta que obriga as companhias aéreas a reservar, de forma gratuita, os assentos da primeira fileira da classe econômica para idosos, gestantes, lactantes, deficientes e pessoas com crianças de colo. A medida está prevista no Projeto de Lei 4445/12, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS).

A reserva de lugares já está prevista na Lei 10.048/00 para as empresas públicas e as concessionárias de transporte coletivo. A proposta acrescenta as aéreas nesse grupo.
Pelo texto, para ter acesso ao benefício, as pessoas listadas deverão informar sua condição na hora da reserva. Caso não haja passageiros com necessidades especiais suficientes para preencher os assentos, as empresas poderão oferecer os lugares a outras pessoas.
Assento-conforto

Resende lembra que as empresas aéreas vêm cobrando pelo assento mais espaçoso, conhecido agora como assento-conforto. “Aos passageiros com necessidades especiais, os assentos são disponibilizados somente mediante o pagamento de tarifa referente à utilização desses assentos. Diante desse absurdo, propomos a mudança na legislação, com vistas a estender a esses usuários o conforto que já é garantido a eles em lei no transporte coletivo”, argumentou.
Tramitação

O projeto, que irá a Plenário, foi apensado ao PL 3249/12 e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:





Fonte: Agência Câmara Notícias - http://www.jornalbrasil.com.br - Imagem Internet

Bertioga recebe programa Praia Acessível

Pessoas com deficiência poderão tomar banho de mar com cadeiras anfíbias localizadas na praia do Sesc Bertioga e na Praia do Forte.
Da Reportagem
O Programa Praia Acessível disponibiliza cadeiras de rodas anfíbias para garantir o pleno acesso das pessoas com deficiência às praias do litoral paulista. (Foto: Divulgação/ PMB) 

A partir de janeiro, a praia do Sesc Bertioga e a Praia do Forte contarão com cadeiras anfíbias, idealizadas para facilitar o banho de mar de pessoas com deficiência. O programa Praia Acessível funcionará diariamente até o dia 12 de fevereiro, das 10h às 17h.

Após a data, o serviço ficará disponível aos finais de semana, no mesmo horário. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a prefeitura de Bertioga, que tem o objetivo de incentivar e promover a inclusão das pessoas com deficiência nas praias.

Lançado em 2010, o programa consiste em oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança e dignidade. A Secretaria é responsável pelo fornecimento das cadeiras, já a prefeitura, pelas equipes de suporte do programa.

Fonte:http://www.diariodolitoral.com.br

Justiça de São Paulo livra mulher de laqueadura forçada

Marília Rocha Enviada Especial a Amparo

A Justiça de São Paulo decidiu anteontem liberar uma mulher de 27 anos, com deficiência intelectual, da obrigação de fazer laqueadura.

Moradora de Amparo (a 133 km de São Paulo), ela foi obrigada a passar pela esterilização em uma determinação judicial de 2004, mas o procedimento não havia sido feito.

Naquele ano, o Ministério Público argumentou que ela, com 19 anos, estava em situação de vulnerabilidade porque, apesar de ser diagnosticada com retardo mental moderado, não tinha acompanhamento da família e era vista sozinha pelas ruas.

A intenção era evitar que ela tivesse um filho caso fosse vítima de abuso. 

DISPOSITIVO
Após a primeira decisão, a equipe municipal de saúde que acompanhava o caso sugeriu a colocação de um DIU (dispositivo intra-uterino), o que foi atendido.

O DIU deveria ter sido trocado no ano passado, mas a mulher se recusou a fazê-lo por medo de que, sem saber, fizessem a laqueadura.

A profissionais que fizeram seu atendimento, ela manifestou abertamente o desejo de ter um filho.

Diante da recusa, a Justiça determinou que fosse cumprida a decisão de 2004.

A equipe de saúde fez então parecer defendendo que a laqueadura não é necessária e que a mulher hoje vive com a família, tem namorado e pode tomar decisões.

A Defensoria Pública de São Paulo também havia solicitado nesta semana a revisão da decisão.

DIREITOS
"A intenção inicial pode ter sido de proteger a jovem, mas o resultado final rebaixou seus direitos", disse a defensora Daniela Skromov, coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da defensoria.

"Um trecho da lei de planejamento familiar menciona a esterilização apenas para pessoas absolutamente incapazes, o que não é o caso".

O promotor que atualmente acompanha o caso, Rafael Benuti, diz que não irá questionar a mudança.

"Em nenhum momento se tentou tolher algum direito da paciente. Com as condições daquela época, se houvesse gravidez teríamos uma criança em situação de risco. A intenção era proteger ambos", disse Benuti.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Deficiente é quem exala preconceito

“Tudo bem o deficiente querer ir para a balada. Mas vir aqui fora e atrapalhar, aí já é demais.”
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

http://muletascorderosa.blogspot.com.br/
Por trás da pessoa com deficiência que utiliza uma cadeira de rodas em São Paulo se esconde uma espécie de super humano. Pois, apesar da cidade ser extremamente hostil a ele ou ela, com calçadas irregulares, ausência de rampas e banheiros especiais, transporte (escasso) que se diz adaptado mas não é, escadas onde deveriam haver elevadores, como se parecesse um toque de recolher a todos os que possuem dificuldades de locomoção, eles seguem suas vidas. Isso sem contar o principal problema: o preconceito daqueles que acham que fazem um favor por tolerá-los.

A frase acima foi dita em alto e bom som e ouvida no fumódromo da Clash, balada paulistana, na noite desta terça-feira. Um cadeirante teve dificuldade para ir a esse ambiente da casa por conta da lotação, gerando a reação do homem branco bípede em questão. A jornalista que me relatou o fato ficou horrorizada. Mas foi a única.

“Afinal de contas, muitos de nós, cidadãos de bem, já se cansaram de serem molestados pela presença incômoda desse pessoal. Por que eles vêm perturbar meu senso estético? Por que eles têm que vir e me lembrar que este corpo que usamos é frágil e está sujeito a não funcionar como gostaríamos? Por que a cidade tem que gastar meus impostos para que esses aleijados saiam de casa e venham me perturbar com suas rodas sujas? Até as piadas do meu humorista preferido estão proibidas porque gozam da cara desse pessoal. O politicamente correto me enoja. Cadê a minha liberdade de poder tripudiar essa gente? Eu, que sou perfeito.”

“Japa, você está exagerando. A frase foi dita por um panaca. Esse preconceito todo está nos seus olhos apenas. São Paulo é uma cidade que respeita as diferenças.” Como diria Maria da Graça Meneghel: Aham, Cláudia, senta lá.

Deficiente é o frasista preconceituoso. Ele deve achar que garantir direitos iguais é todo mundo ter o mesmo espaço no fumódromo e não garantir que todo mundo tenha acesso ao local. Deve achar que o cadeirante queria ter algum privilégio quando, em verdade, ele queria apenas poder fumar seu cigarro. Queria até sentir raiva do sujeito, seria mais fácil. Mas inútil. O que tem que ser feito é, com paciência, explicar que é feio falar e pensar esse tipo de coisa. E que o amiguinho sobre rodas tem direito a viver as mesmas coisas que ele. Assim, talvez, com muito amor e carinho, um dia, o menino possa crescer e aprender o que é viver em sociedade.

ICMS ampliará isenção para portadores de deficiência

Medida beneficiará autistas, deficientes visuais e mentais.

Isenção de ICMS valerá para compra de carros 0km até R$ 70 mil (Foto: Arquivo Portal Infonet)


A partir de janeiro de 2013, portadores de deficiência de Sergipe e demais estados brasileiros terão facilidades na compra de veículos 0km. A isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), antes válida apenas aos deficientes físicos com autonomia para dirigir, passará a beneficiar autistas e deficientes visuais e intelectuais. De responsabilidade do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a decisão prevê ainda a isenção aos representantes legais ou assistentes de pessoas com deficiência.
A psicóloga Maria Alexandra Oliveira Nunes, portadora de baixa visão, acredita que a medida é de grande ajuda para os portadores de deficiência. “Vai ser uma melhora, principalmente por que a isenção vai se estender às pessoas que auxiliam o deficiente no dia-a-dia. Como tenho 75% da visão do olho esquerdo, apesar de não enxergar do olho direito, fui aprovada nos testes médicos para a habilitação. Mas quem é deficiente visual total, ou tem outro tipo de deficiência que não permita dirigir, não pode ter um carro? O benefício é esse, por que atinge aos pais, mães, responsáveis e acompanhantes”, diz.
Renato D'Ávila: acessibilidade e educação são necessárias (Foto: Arquivo Pessoal)
Também portador de baixa visão, o jornalista Renato D’Ávila reconhece o avanço representado pela isenção do ICMS, e ressalta outras necessidades para a locomoção de portadores de deficiência. “É uma vantagem, já que as pessoas que tem condições para comprar um carro terão facilidade. Mas muita gente não tem esse recurso. Por isso é importante que haja acessibilidade nas ruas e demais locais. Não tem como ficar pedindo ajuda todo o tempo, e a própria cultura das pessoas, que colocam o carro na calçada ou estacionam em vagas para deficientes, impede nossa locomoção”, salienta.
A presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Aracaju, Gorete Medeiros, vê a medida como uma conquista. “Embora o poder aquisitivo da maioria dos deficientes do Estado seja baixo, esse tipo de medida é um incentivo. A adaptação de um carro custa caro, e a isenção já diminui o custo para o portador de deficiência. Ainda há o que melhorar, mas estamos conquistando espaços”, expõe.
Formação
Gorete Medeiros: isenção como incentivo(Foto: Arquivo Portal Infonet)
Entre as 78 auto-escolas registradas em Sergipe pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), apenas uma, localizada na capital, oferece serviços de habilitação para portadores de deficiência. Edmilson Mendonça, diretor geral da auto-escola, explica que a demanda de deficientes que tem procurado formação de condutor tem crescido. “Atualmente, a média mensal de portadores de deficiência a nos procurar chega a quatro ou cinco. E a tendência é que esse número aumente”, afirma.
De acordo com o diretor, os gastos para implantação de um carro adaptado simples somam R$ 65 mil. “Para atender as demandas dos diversos tipos de deficiência que surgem, o carro tem que ser automático, com acelerador e freio de mão manuais. Em alguns casos, é necessário que a seta de sinalização seja digital e o limpador de pára-brisas automático. Para quem tem baixa estatura, os pedais devem ser prolongados e o banco, ortopédico. É um investimento caro, mas vale a pena”, descreve.
Dados do Detran/SE dão conta de que 163 exames práticos para retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foram solicitados por portadores de deficiência em todo o Estado ao longo de 2012. Dentre estes, 108 candidatos obtiveram aprovação.
Plano Nacional
Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência prevê medidas de desonaeração fiscal (Foto: Reprodução)
A isenção do ICMS para portadores de deficiência está inclusa no Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado em 2011 pelo Governo Federal. O documento aponta que segundo o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de portadores de deficiência no Brasil chega a 45 milhões. Em Sergipe, esse número é de 518 mil, segundo dados do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Aracaju.
Nos termos do Plano Nacional, a desoneração fiscal representada pela isenção do ICMS está inclusa nas "metas de aquisição de veículos para pessoas com deficiência que não apresentem condições de mobilidade e acessibilidade autônoma aos meios de transporte convencional ou que manifestem grandes restrições ao acesso e uso de equipamentos urbanos". Outra dessas medidas é a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), já em vigor.
Isenção
O valor do veículo adquirido pelo portador de deficiência ou representante não pode utltrapassar R$ 70 mil, incluindo tributos. Para ter direito ao desconto, é necessário dirigir-se à Secretaria da Fazenda (Sefaz) apresentando os seguintes documentos:
Comprovação do tipo de deficiência mediante laudo médico;
Comprovação de disponibilidade financeira pra aquisição do veículo;
Cópia autenticada da CNH;
Comprovante de residência;
Documento que comprove a representação legal (em caso de aquisição por representante), com cópia da CNH do condutor

Por Nayara Arêdes e Eliene Andrade

Pessoas com deficiência reivindicam acessibilidade nas provas do Enem e do ENADE

Acessibilidade em Braille
Os exames de avaliação do MEC para o ensino médio e ensino superior não são acessíveis para a pessoa com deficiência visual- é o que aponta uma série de denúncias que o IBDD recebeu na última semana. O Instituto já impetrou duas ações vitoriosas na Justiça contra instituições do Governo organizadoras de concursos, assim como contra as autarquias responsáveis pela aplicação das provas, por não disponibilizarem pessoas devidamente capacitadas para lerem e transcreverem as avaliações. “A maior dificuldade é a falta de preparo dos colaboradores para o auxílio à pessoa com deficiência nessas atividades. Seja porque não conseguem ler corretamente o texto escrito, seja porque desconhecem o assunto tratado nas questões. “Esse desrespeito à Lei de acessibilidade precisa acabar!”, afirma Priscila Selares, responsável pela área de Defesa de Direitos do IBDD.

Leia abaixo trechos dos depoimentos, referentes ao ENADE e ao ENEM, ambos de responsabilidade do Ministério da Educação, do INEP e da CESGRANRIO, vindos de diversos estados brasileiros.

“A minha prova do ENADE este ano foi solicitada em Braille, o que já significa que precisaria de ledor/transcritor. Porém ao chegar ao local de aplicação do exame, deparei-me com quatro pessoas que foram disponibilizadas para ficarem comigo, mas nenhum deles conhecia o sistema de escrita, eles estavam vendo o Braile pela primeira vez! Então teria que ditar minhas cinco questões dissertativas para que eles transcrevessem no caderno de respostas. Será que alguém pode me explicar o novo significado de transcritor? Até onde eu sei, o transcritor deve ter domínio do Braille, pois sua função é transcrever o que o candidato escreveu em Braille e não copiar o que o candidato irá ditar. O MEC está preocupando-se com quantidade e não com a qualidade dos fiscais e ledores que disponibilizam para nós. Se a prova foi solicitada em Braille, será que não fica entendido que o ledor/transcritor também tem que saber o Braille? As pessoas cegas daqui de Itabuna que fizeram o ENEM foram tratadas da mesma forma. É um absurdo!”, Ana, de Itabuna (BA)

“Fiz o ENADE em 2005. As condições citadas por Ana foram presenciadas por mim. Nomearam uma ledora muito inexperiente, que não estava ligada à área da educação, já que meu curso era pedagogia e exigia a leitura de termos técnicos. Ela não tinha qualquer noção de leitura desses termos. Não fazia pontuação adequada, não tinha qualidade na pronúncia e nem entonação para tal. Chegou a descrever figuras equivocadamente. Por exemplo, para uma imagem que tratava de uma construção barroca, ela disse se tratar de um morro de favela. Outra figura, em uma questão sobre inclusão digital, ela confundiu um mouse com um rato. Além de outros absurdos que fizeram com que a prova fosse mesmo motivo de comédia”, Luciane, de Guaratinguetá (SP)  

“Fiz a prova do ENADE ano passado. Na ocasião, não me foi disponibilizado nem ledor e nem Braille. Eu cheguei ao exame na total insegurança. Na hora, improvisaram um ledor bastante inexperiente o que me causou imensa revolta e fez com que eu deixasse metade da prova em branco. O problema me parece não ser exatamente o Mec. A questão é a Fundação Cesgranrio determinada em descumprir os princípios básicos de acessibilidade em concursos. Eles descumprem reiteradamente as regras de acessibilidade”. Juliano, de Porto Alegre (RS)

“Não se pode admitir que continuem a ser designados como apoio para os nossos companheiros, ledores que não tenham amplo domínio da disciplina em que estes estão sendo avaliados”, Geraldo, Recife (PE) “Já passa da hora de exigirmos a profissionalização dos ledores”, César, da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais – ABDV (BSB)

Fonte:http://www.ibdd.org.br - Rio de Janeiro - 10/01/2013

Mãe de jovem com Down denuncia escolas que negam matrícula

Luan Santos 
                                                                                                 Fernando Vivas | Ag. A TARDE
  Menina corre o risco de não estudar em 2013

Quase três meses após A TARDE ter denunciado, em  novembro passado, as dificuldades de pais de estudantes com  deficiência em conseguir vagas em escolas particulares de Salvador, a administradora Daniela Ribeiro formalizou ontem denúncia, junto ao Ministério Público Estado da Bahia (MP-BA), contra cinco unidades de ensino que rejeitaram a matrícula da filha  Giovana, 13, que tem síndrome de Down.
Após a denúncia, um promotor da infância irá analisar o caso. Mas Daniela relatou que já procurou sete escolas e apenas duas aceitaram a matrícula de Giovana. "As outras disseram que a cota de inclusão já tinha acabado. Quero ter o direito de escolher uma escola para minha filha estudar, assim como todas as crianças. Não quero apenas poder escolher aquelas que aceitam a matrícula", desabafou a mãe da garota.
Segundo ela, uma das escolas disse estar com todas as turmas lotadas e que por isso não tinham vagas. "Outra mãe conheceu meu caso e cedeu a vaga do filho para Giovana. Mesmo assim, continuaram recusando a matrícula", completou. A promotora e coordenadora de Apoio Operacional à Educação do Ministério Público, Maria Pilar Maquieira, ressalta que a Constituição Federal, no Artigo 205, garante a educação como um direito sem distinções.
"Toda criança tem o direito de ingressar numa escola regular. As crianças devem ser ensinadas a conviver com as diferenças", reiterou. Segundo a promotora, o MP-BA realizará, até o final deste mês, uma reunião com o Sinepe, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), secretarias estadual e municipal da educação e entidades que representam pessoas com deficiência para discutir a questão.
"É um tema muito amplo e todos terão oportunidade para opinar. A escola precisa se preparar para receber estes alunos, oferecendo uma diversidade de recursos que favoreçam o aprendizado de todos", finalizou.
A reportagem procurou o Sindicato das Escolas Particulares de Salvador (Sinepe), via telefone, para se pronunciar sobre o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Ilegalidade - A Lei 7.853, de 1989, especifica, no Artigo 8º, que recusar a inscrição de um aluno em qualquer curso, público ou privado, por motivos derivados da deficiência é crime. A lei estabelece pena de reclusão de 1 a 4 anos para o diretor ou responsável pela escola, além de multa.
Na Bahia, apenas 10,9% dos 45.853 alunos com deficiência matriculados são de escolas privadas, segundo o Censo da Educação Básica de 2011 do Ministério da Educação. No Brasil, esta porcentagem  é de  21,7%.

Lei em MS obriga adaptação de bares para pessoas com deficiência

Lei foi publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial do estado.
Bares, cinemas, teatros e restaurantes devem ser adaptados em 180 dias.
Silvia Frias Do G1 MS

                                                                Imagem Internet
Lei publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial em Mato Grosso do Sul obriga a adaptação de cinemas, teatros, auditórios, casas de shows, restaurantes, bares e similares para pessoas com deficiência. Segundo a determinação, os ambientes devem obedecer critérios previstos na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 9050.

A lei foi sancionada pelo governador do estado, André Puccinelli e determina prazo de 180 dias para adaptação dos estabelecimentos, a partir desta quarta-feira, data de publicação.

Pela legislação, os ambientes devem seguir como critérios a acessibilidade (permitindo a autonomia de espaços, que permita a participação em eventos e consumo e produtos e serviços); pessoas com mobilidade reduzida (permitir uso de pessoas com capacidade limitada, temporária ou permanente, em decorrência de idade, deficiência física, obesidade, gestação, entre outros); rota de fuga (passagens externas com escadas, rampas e antecâmeras) e uso comum (espaços, salas ou elementos externos ou internos para uso específico de grupo de pessoas).

No caso dos cinemas, teatros, auditórios e similares, a lei obriga espaço reservado para pessoas com cadeira de rodas, assentos para os que tiverem mobilidade reduzida e para obesos. Os locais devem ser indicados com sinalização específica.

No Diário Oficial, consta apenas que o veto ao parágrafo que obriga o Poder Executivo deveria designar órgão responsável pela fiscalização e aplicação da multa. Consta que a determinação infringe a Constituição Estadual, por atribuir “ato típico de administração”, sendo de competência privativa ao governador.

O G1 tentou contato com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Rúbio Almeida de Moraes, para falar sobre a legislação, e ainda não obteve retorno.

Fonte:http://g1.globo.com -  Imagem Internet

EMTU disponibiliza cartão especial a pessoas com deficiência

Cartão BOM Especial



Cartão concedido às pessoas com deficiência, cuja gravidade comprometa sua capacidade de trabalho, bem como aos menores de 16 anos com deficiência, conforme  Resolução Conjunta SS/STM vigente, garantindo assim a isenção do pagamento de tarifa nas linhas intermunicipais da Região Metropolitana de São Paulo.
Com esse cartão, o usuário realizará o embarque pela porta dianteira do ônibus e, ao aproximar o cartão do validador, passará pela catraca e desembarcará pela porta traseira do veículo. O Cartão BOM Especial permite ao beneficiário cadastrar até dois acompanhantes, sendo que apenas um pode acompanhá-lo no embarque.
Os passageiros menores de 16 anos com deficiência de outras regiões metropolitanas( RMC e RMBS), obterão o benefício ao fazerem a requisição da Carteira de Identificação do Passageiro Especial (CIPES) em  Unidades de Saúde do SUS credenciadas pelas Secretarias de Saúde de seus municípios.

A cegueira e o SUS

por Claudia Collucci*

Há dois anos, Zilda sentiu que estava perdendo a visão do olho esquerdo. Viúva, sequelada de poliomielite e usuária do SUS, procurou a unidade de saúde do bairro onde mora, em Ribeirão Preto (SP), e foi encaminhada para um serviço de oftalmologia ligado a uma universidade.

Lá fizeram alguns exames preliminares e diagnosticaram (erradamente) que ela tinha uma lesão na retina. Disseram que a encaminhariam para o HC. Um ano se passou e nada de surgir a tal vaga. A visão só piorava.

Há seis meses, Zilda conseguiu se consultar com uma oftalmo particular, que cobrou um terço do valor normal da consulta.

A médica a examinou, descartou a possibilidade de lesão ou infecção na retina. Logo deduziu que pudesse ser algo que estivesse comprimindo o nervo óptico. Orientou-a procurar um neurologista. No HC, a mesma resposta: tinha que esperar uma vaga.

Na última semana, graças a um contato de um parente, Zilda conseguiu ingressar num serviço de oftalmologia de São Paulo, ligado a uma universidade. Em quatro dias, fez tomografia, ressonância magnética e uma angiografia digital, que revelaram um aneurisma gigante no cérebro, de quase 3 cm. É ele que está comprimindo o nervo óptico e cegando, lentamente, Zilda.

Aneurismas cerebrais, em geral, são silenciosos. Quando rompem, causam hemorragias que podem matar ou deixar sequelas graves.

Os médicos estudam agora qual o melhor procedimento para o caso de Zilda, classificado como grave. Todos os procedimentos envolvem riscos, que se tornam maiores no caso de um aneurisma dessas proporções.

Zilda se pergunta: e se eu tivesse descoberto antes, o risco seria menor? Talvez. O triste é saber que o caso de Zilda não é único. O triste é saber que existem hoje milhares de pessoas em filas de espera dos serviços de saúde sem saber quando serão atendidas. E o que é pior: se haverá tempo hábil para esse atendimento.

Zilda conseguiu ingressar em um serviço de referência no país porque teve QI, quem indicou. Mas quantos brasileiros têm a mesma sorte?

Cláudia Collucci* é repórter especial da Folha, especializada na área da saúde. Mestre em história da ciência pela PUC-SP e pós graduanda em gestão de saúde pela FGV-SP, foi bolsista da University of Michigan (2010) e da Georgetown University (2011), onde pesquisou sobre conflitos de interesse e o impacto das novas tecnologias em saúde. É autora dos livros "Quero ser mãe" e "Por que a gravidez não vem?" e coautora de "Experimentos e Experimentações". Escreve às quartas, no site.


Derrame é cada vez mais comum em jovens; neurologista explica o motivo

Do UOL Em São Paulo

Para muita gente, derrame é algo que só acontece em pessoas mais velhas. Mas estudos mostram que o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é cada vez mais frequente em indivíduos com menos de 40 anos. Para falar sobre o assunto, Jairo Bouer entrevistou o neurologista Eli Evaristo, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) no @saúde desta semana.

De acordo com o Datasus, o banco de dados do Ministério da Saúde, entre 1998 e 2007, houve um crescimento de 64% nas internações por AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente chamado de derrame) entre homens de 15 a 34 anos, e de 41% entre mulheres na mesma faixa etária. 

Para o neurologista, a primeira causa para o aumento é a melhora no diagnóstico. Mas colabora também o fato de que doenças como a hipertensão - um fator de risco importante para o AVC - tem acometido cada vez mais jovens. Alterações de hábito alimentar (consumo maior de sal), o sedentarismo e aumento da obesidade em jovens são alguns motivos para isso. Tabagismo, diabetes, doenças cardíacas e uso de drogas também são fatores que podem aumentar o risco de derrame.

A dentista Paula Luz sofreu um AVC aos 27 anos, oito meses antes de se casar. Ela estava prestando uma prova para entrar para a Marinha e, ao sair da piscina, sentiu uma forte dor em um lado da cabeça e tremores. O processo de reabilitação envolvia três sessões diárias de fisioterapia. Ela teve que reaprender a andar e hoje, após uma longa reabilitação, ela recuperou todos os movimentos. 

Conheça os sinais de um derrame e saiba como prevenir o problema 

Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br




quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Senado pode aprovar fundo para qualificação da pessoa com deficiência

Marilia Coêlho

As pessoas com deficiência poderão contar com um fundo nacional de apoio destinado a financiar sua qualificação para melhor participação no mercado de trabalho. O projeto, aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde conta com parecer pela aprovação.

O PLS 587/2011, de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), cria o Fundo Nacional de Apoio à Pessoa com Deficiência e prevê a criação de um cadastro de instituições de formação e capacitação das pessoas com deficiência. De acordo com o projeto, terão prioridade de financiamento treinamentos dirigidos aos setores do mercado de trabalho com dificuldades de cumprir cotas de contratação de pessoas com deficiência.

Para a autora, as cotas, previstas na legislação trabalhista, não estariam sendo respeitadas devido à falta de trabalhadores capacitados. Ela sugere como fontes de recursos para o fundo dotações do Orçamento da União; contribuições, doações e empréstimos de entidades públicas e privadas, nacionais ou internacionais; e recursos oriundos de multas trabalhistas pelo descumprimento da lei (Lei 8.213/1991) que trata das cotas de pessoas com deficiência nas empresas.

O relator da matéria na CAE, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), afirmou que o projeto atende às exigências constitucionais ao indicar as receitas que comporão o fundo. No entanto, Miranda afirmou que faltou ao projeto autorizar a criação uma estrutura administrativa necessária à implementação e à gestão do fundo, que deve ser feita pelo Executivo.

“É no espírito da norma constitucional, portanto, que apresentamos emenda acrescentando ao projeto a previsão de autorização do Parlamento à criação, pelo Executivo, da estrutura administrativa necessária ao funcionamento do fundo”, afirma o senador no relatório.

O relator fixou ainda a data de início da vigência da lei proposta no primeiro dia do ano subsequente ao de sua aplicação, para que a administração pública se prepare para executar a lei.

Se aprovado na CAE, o projeto deve seguir direto para a Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso para votação no Plenário do Senado.

Fonte:Agência Senado - http://www12.senado.gov.br

Mara Gabrilli se reúne com a Superintendência da Receita em São Paulo

Da esq. p/ dir.:
Marcelo Barreto, Mara, Fabio Ejchel e Francisco Pessoa
Superintendência assume compromisso de que, até maio de 2013, o prazo não ultrapasse 30 dias para isenção de IPI para pessoas com deficiência.

Na sexta, 14 de dezembro, a deputada Mara Gabrilli reuniu-se com o superintendente da 8ª Região Fiscal da Receita Federal, Marcelo Barreto, o superintendente adjunto, Fabio Ejchel, e o coordenador do Grupo estratégico de isenção de IPI taxistas/deficientes, Francisco Pessoa, para para colaborar com a simplificação do processo e com a redução dos prazos para a isenção de IPI para pessoas com deficiência.

O superintendente Barreto afirmou que a meta da Receita em São Paulo é que, até maio de 2013, o prazo não ultrapasse 30 dias. “Assumo esse compromisso com a deputada. Nosso fluxo melhorou muito. Temos 23 auditores nesse grupo e o trabalho tem sido muito produtivo.”

As pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, de acordo com a Lei 8.989/95 atualmente prorrogada pela Lei 11.941/2009 até dezembro de 2014, tem direito a isenção de IPI na compra de veículo zero KM.

A deputada agendou a reunião com a Superintendência de São Paulo com o intuito de colaborar com a redução dos prazos para análise da isenção de IPI para pessoas com deficiência. Em São Paulo, segundo diversas queixas recebidas pela deputada, a demora chegava a 5 meses. Isso prejudicava o ir e vir dessas pessoas.

Barreto afirmou que, com a criação do grupo estratégico em julho de 2012, a Receita havia conseguido diminuir esse prazo de espera para, no máximo, 105 dias.

Pessoa esclareceu como funciona o grupo estratégico, que reorganizou e centralizou todos os processos de isenção. “Em primeiro momento, o serviço ficou mais demorado em algumas cidades do interior. Mas nosso objetivo era dar unidade ao processo e melhorar o fluxo na capital, que concentra o maior número de pedidos”, esclareceu o coordenador estratégico. “Recebemos 3 mil processos por mês. Destes 70% são pedidos de pessoas com deficiência.” 

Veja as informações sobre como obter a isenção de IPI em: http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenIpiDefFisico/IsenIpiDefiFisicoLeia.htm

Defensoria tenta reverter decisão de esterilizar mulher com deficiência


WILLIAM CARDOSO - O Estado de S.Paulo

A Defensoria Pública tenta reverter uma decisão judicial que determinou a realização de laqueadura em uma mulher de 27 anos, sem filhos, moradora de Amparo, no interior paulista. A sentença, de 2004, da juíza Daniela Faria Romano, veio após uma ação protetiva do Ministério Público Estadual, que levou em consideração o perfil socioeconômico e o fato de a mulher sofrer retardamento mental moderado para pedir a esterilização. Atualmente, ela tem namorado fixo. E sempre manifestou o desejo de, um dia, ser mãe.
Desde que foi alvo da decisão judicial, a mulher se submeteu a um tratamento contraceptivo, tomando injeções e usando um dispositivo intrauterino (DIU) para evitar a gravidez. Foi a forma encontrada para evitar a cirurgia. O DIU venceu no ano passado e a paciente se recusou a substituí-lo, por temer que seja feita a laqueadura durante o procedimento.
Diante da recusa da paciente em substituir o DIU, a juíza Fabiola Brito do Amaral, que cuida atualmente do caso, determinou em outubro que fosse cumprida a sentença de 2004. A laqueadura estava prevista para o dia 21 de dezembro, mas a mulher não foi encontrada, porque se escondeu em outra cidade, por temer que a encontrassem e fizessem a cirurgia que a impediria de se tornar mãe. Uma nova data será marcada para o procedimento.
Em 2004, não houve recurso e a decisão já transitou em julgado, dificultando qualquer manobra jurídica para contestá-la. Mesmo assim, a Defensoria Pública considerou absurda a sentença e apontou que ela contraria a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Ela é capaz segundo a lei e, mesmo que não fosse, os incapazes têm direito às escolhas existenciais de suas vidas. A esterilização sem critério não encontra fundamento. Na realidade, faz relembrar medidas drásticas de épocas não democráticas. Esterilização por pobreza ou por deficiência mental moderada não deve acontecer. Desrespeita a lei do planejamento familiar", disse a coordenadora assistente do Núcleo de Direitos Humanos, Daniela Skromov.
A defensora pretende acionar a Justiça em Amparo formalmente, por meio de uma petição, na tentativa de reverter a decisão que, na prática, condenou a mulher à esterilidade. "Isso ofende a dignidade da pessoa, ainda mais por ela não ter um filho e manifestar o claro desejo de algum dia tê-lo. Ter filho não é privilégio dos normais, senão se parte para a eugenia."
No decorrer do processo, a mulher demonstrou angústia, ansiedade e medo de passar pela esterilização, contra a qual se manifestou todas as vezes em que foi questionada pela Justiça. Ainda em 2004, ela disse que "mais para a frente", quando arrumasse um "namorado bom", pretendia ter um filho. Também afirmou que não era "uma cachorra para ser castrada". Parentes da mulher afirmaram que ela sempre teve uma disposição natural para cuidar de crianças.
Justiça. Promotor que responde atualmente pelo caso, Rafael Belucci afirmou que precisa saber em que circunstância se deu a decisão na época e que não tinha os detalhes do processo no momento. "Existem novos documentos que foram juntados pela equipe de saúde do município que vão ser analisados para saber da real necessidade da aplicação dessa medida."
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que as magistradas responsáveis pelo caso estão legalmente impedidas de se manifestar, pelo fato de o processo "tratar de interesse de incapaz e de dignidade humana, com trâmite em segredo de Justiça". Segundo o TJ, a magistrada que assumiu o processo atualmente "está apenas procurando cumprir a decisão judicial com trânsito em julgado referente à proteção da incapaz".

Direito de pessoa com deficiência ter filhos deve ser respeitado

Tema foi abordado em reunião internacional no ano passado que trata do fim da discriminação contra as mulheres.
O Estado de S.Paulo

O papel do Ministério Público seria o de zelar pelos direitos reprodutivos da mulher com deficiência e não de pedir à Justiça o cerceamento desse direito. Essa é a opinião da cientista política Telia Negrão, relatora da sociedade civil brasileira na Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para ela, o Estado e a sociedade devem garantir que uma mulher com deficiência que queira ser mãe tenha políticas públicas de assistência e educação à altura de suas necessidades nos cuidados com o filho. "Tenho acompanhado a história de casais com síndrome de Down que desejam ter filhos, casam-se e, com a ajuda e a proteção da família, do Estado e da comunidade, conseguem realizar o desejo de constituir uma família", diz Telia.

O direito das mulheres com deficiência foi um dos temas discutidos na última reunião mundial da Cedaw, em fevereiro de 2012. De acordo com Telia, uma das grandes denúncias feitas pela Aliança Internacional das Pessoas com Deficiência se refere aos direitos reprodutivos das mulheres com deficiência. "Se nós temos toda uma luta antiga para a reafirmação da autonomia das mulheres quanto aos direitos reprodutivos, as mulheres com deficiência têm uma defasagem histórica de 40 anos de luta por esses direitos", diz.

A gerente da área de Proteção e Defesa de Garantia de Direitos da Apae de São Paulo, Marilena Ardore, lembra que Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil, aborda especificamente o direito de constituir família. "Nós, da Apae, temos casos de jovens, casados na Igreja ou unidos informalmente, que formaram uma família, têm dois ou três filhos e vivem bem. Claro que existe o apoio da família: mãe, pai, avô e avó", diz.

A advogada Sandra Franco, associada à Rede Nacional de Advogados Especializados na Área da Saúde, afirma que, além de desrespeitar a convenção, a decisão judicial no caso da jovem de Amparo vai contra a Constituição. "O artigo 226, parágrafo 7.º, apresenta ser vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas no que se refere ao planejamento familiar. E, se o casal é livre para decidir, não poderá o Estado interferir na sua decisão de ter um filho, quanto mais obrigar a mulher à esterilização por um procedimento irreversível", diz Sandra.

Ela lembra que a Lei do Planejamento Familiar prevê que a esterilização seja voluntária ou por autorização judicial. Neste caso, somente quando a mulher se apresentar totalmente incapaz, fato que deve ser comprovado pelo representante legal, que teria o interesse de agir em favor do incapaz. / MARIANA LENHARO

De domingo a domingo: veja o ano das criancinhas atacadas pela ignorância midiática

Por Equipe Inclusive

Paráfrase da Mestra em Letras:

Lya Luft O contrário do habitual, sempre escrevo sobre projetos de vida, sonhos, depressões e culpas, que para muitas pessoas caracterizam as festas de fim de ano. Escrevo como um ser humano, que não sei para onde vou e nem de onde vim, mas sei que estar aqui é ter um projeto de vida para manter a minha longevidade, a minha cabeça erguida e viver.

Sentir-me depressiva e culpada faz parte do mundo e consigo sobreviver sempre mais perto de uma crença. Assim, depressões e culpas vão e não me alcançam. E acreditar é sonhar com os acontecimentos do ano novo que virá. Por que não em festas? Considero-me qualificada para falar do tema que elegi, e não somente observadora das nossas glórias e das misérias humanas: mas às vezes não dá para calar.

Refiro-me ao que, tendo ocorrido há duas semanas, ainda me faz arrepiar a raiz dos cabelos, quando a mídia brasileira, por intermédio de grande emissora de televisão, transformou a vida de nossas crianças numa claraboia de inferno, rotulando nossos filhos autistas em psicopatas. Como se não bastasse todo o ataque em rede nacional, um famigerado magazine publica em editorial que o demente solto a fuzilar gente inocente tem tudo a ver com nossos filhos que estão dentro das nossas casas.

Isto realmente é insano e provocador. São também inocentes e são confundidos como eternos debiloides. Este é o termo exato da palavra, escrito e auditado em rede nacional. Pois bem, o ano que se passou foi aquele das criancinhas atacadas.Ao continuar, tão grave paráfrase, num sentido emocional da palavra, não são tão-somente vinte criancinhas mortas (infelizmente), mas também milhares de anjos que se encontram dentro de casa, preconceituados, atacados por pessoas das academias das letras. Bem, vários casos já ocorreram no Brasil, principalmente, Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais brasileiras onde o preconceito é formalmente cabal. Até nas regiões mais civilizadas como a Noruega e civilizadíssima Escócia, os filhos do preconceito e do sofrimento são vitimados.

Tais discrepâncias educacionais são criadas por gente que não entende nada, nadinha de nada mesmo, a não ser os holofotes das artes, almejando estar sempre na mídia, sempre que toda literatura for a arte da palavra. E sempre a literatura será a arte da palavra e das letras, com seus estilos de época e seus autores representados.

Mas tem algo que o mundo das letras não pode dar conta, o sofrimento imposto às criancinhas do preconceito e da ignorância midiática. Os intelectuais também matam dezenas de crianças, afogando-as num mar de convencionalismo, mesmo que eles estejam morando dentro uma ilha sossegada, ou seja, seus lares e suas escolas, perfeitamente incluídos, sem incomodar ninguém.

Há uma parte desta paráfrase que deixo para os entendedores da lei, para o Direito Penal e sua ultima ratio, ou quem sabe o princípio da significância. Não pretendo aqui postular sobre narcotráfico, tráfico de armas, política e outros interesses. Os doutores da lei que se preocupem com o poder de polícia, com batalhas travadas em nome do crime e das suas ilicitudes. Esta parte eu me abstenho de escrever. Não me importa também o que os políticos (digo, aqui neste rito de passagem, pois lógico que me importo) fazem nas beiradas das favelas ou embaixo dos viadutos. Não me apraz também saber o que o Presidente dos Estados Unidos da América pensa, pois ele mudará em nada, a perseguição que nossos filhos sofrem constantemente nas escolas, nos ambientes de lazer, nos shoppings, nas praias, enfim, em todos os lugares.

Esta é uma arma mortífera nos corações de suas mães e pais e não é uma indagação ingênua. É necessário que grande emissora e magazine de bancas postularem tanta agressão aos nossos filhos? É evidente as suas perseguições.

A sua crueldade, aos nossos, criancinhas mortas pela insensatez e pelos ataques gratuitos são de enorme insensatez e porte e isto é o contrário do habitual. Quando isto irá parar? De domingo a domingo, conhece-se o ano que as nossas criancinhas foram atacadas pela ignorância midiática.Sim, claro, precisamos rever em toda parte os seus inúteis conceitos, leis e preconceitos. A doença mental não é dilapidação, um anti-presságio de pessoas entendidas da força midiática da globalização, da pseudo-academia do conhecimento do que seja universidade da vida. Não existe o politicamente correto para o doente mental, existe apenas o mínimo do mínimo em termos do Estado democrático de direito.

Pais de “doentes mentais” (não gosto deste termo) pagam impostos e olha que são caros.O politicamente correto agora para a mídia brasileira é a exclusão geral dos nossos filhos que estão dentro das nossas casas, significando também que as nossas crianças devem ser ludibriadas pela mídia sensacionalista e exclusivista ao pendor da ignorância. Nossos filhos, que fique isto bem claro, podem ser incluídos nas escolas dos ditos normais (não gosto também desta palavra), pois é assim o seu direito fundamental. Leiam-se a Declaração dos Direitos Humanos, a Constituição Federativa do Brasil em seu artigo 5º., leis infraconstitucionais da legislação básica da educação especial e por aí vai.Crianças especiais não perturbam outras crianças, mas afligem o coração dos ditos intelectuais, dos pseudo-intelectuais midiáticos.

Quando não há o preconceito, nossas crianças podem se adaptar e agir além dos seus limites, – quando lhe for consagrado ser feliz. Isto pode acontecer se não for atacado por armas pesadas invisíveis e manipuladoras da palavra mal dita.Pessoas com qualquer tipo de transtorno mental devem ser cuidadas conforme a gravidade do ataque que lhe são infligidos, pois, por incrível que pareça, eles sentem e ressentem.

Quando o ataque é maior e em níveis nacionais os estados perigosos de tristeza atacam também pais que também são mestres, doutores, psicólogos, advogados, professores, pediatras, psiquiatras e todas as profissões louváveis, incluindo a maestria em linguística ou literatura comparada.Mas em geral, não existe tremenda dor em termos um filho “com problema”. Filhos com “problemas mentais”, como diz a mídia, são transcendentais, únicos e quem não os têm nunca terá a dádiva de entender. Não dá para fingir que a mídia é anormal (detesto essa palavra também).

Para pais de crianças “especiais” no mais bonito âmago da pronúncia não é feio levar seus filhos aos psiquiatras, não há nenhum desgaste em dar-lhes remédios controladores do seu pensamento, e não existem melhores clínicas que não sejam os nossos lares. E ao sair de suas casas ou lares é possível toda convivência com estes anjos infinitos. O inábil que aprenda a lidar com eles e a gratificação da demanda logo serão sobrepostos ao sofrimento por dádivas e experiências que caem no mundo das artes literárias, onde as luzes da ribalta nunca se apagam.

Quem mata quem? Preconceituar e generalizar inocentes por um caso isolado, ou a mídia incauta que por sua própria faina se suicidou. Creio que a cada caso e a cada ataque o suicídio será coletivo. Tome cuidado, Mídia, olhe a sua volta. Os mesmos caminhos que vão, vem. O mundo das crianças especiais precisa respirar em paz. Ou não? Quando virá o próximo ataque? Estamos preparando as nossas crianças, vestindo-as de roupas azuis. Você, mídia ignóbil, não conhece esta metáfora.

Silvânia Mendonça Almeida Margarida – Doutora em Educação, Mestre em Educação Mestre em Estudos Linguísticos Graduanda em Direito MBA em Gestão Ambiental http://www.elosautisticos.blogspot.com/