sábado, 26 de janeiro de 2013

POMBOS UMA ''PRAGA '' QUE CAUSA ''CEGUEIRA '' DENTRE CENTENAS DE DOENÇAS

O pombo comum, cujo nome científico é Columba livia domestica, é uma ave exótica, que se originou da pomba das rochas, de origem européia, e foi introduzida no Brasil no século XVI.

São aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários fatores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo. Pombos têm preferência por grãos e sementes; entretanto, como não são exigentes, comem também restos de refeição, pão e até lixo. No clima em que vivemos, a reprodução da espécie acontece entre 5 e 6 ninhadas por ano (1 ou 2 ovos por ninhada). O tempo de incubação dos ovos é de 17a 19 dias. Nos centros urbanos, o tempo de vida dos pombos é de 3 a 5 anos. Em condições de vida silvestre, eles podem viver até 15 anos.

Os gaviões são seus inimigos naturais; porém, como não estão em grande número nas cidades, o resultado dessa interação é insatisfatório como controle.

Doenças que podem ser transmitidas por pombos:

Criptococose - micose profunda, cujo agente etiológico, Criptococus neoformans, tem afinidade pelo sistema nervoso central. Os sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também cefaléia, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação, confusão mental. São transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes de pombos contaminadas pelos agentes etiológicos.

Histoplasmose - micose profunda, cujo agente etiológico, Histoplasma capsulatum, tem afinidade pelo sistema respiratório. Os sintomas que podem ocorrer variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, debilidade, anemia, etc.

São doenças oportunistas: o indivíduo pode ou não desenvolver a doença, dependendo de seu estado de saúde.

Ornitose - doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Chlamydia psittasi, tem afinidade pelo sistema respiratório superior e inferior. Os sintomas são: febre, cefaléia, mialgia, calafrios, tosse.

Salmonelose: doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Salmonela typhimurium, tem afinidade pelo sistema digestivo. Alguns dos sintomas são: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal. É transmitida através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contendo o agente etiológico.

Dermatites - são provocadas pela presença de ectoparasitas (ácaros) na pele, provenientes das aves ou de seus ninhos.

Como manter higienizado o local onde habitam Na limpeza de parques, praças, forros, calhas ou qualquer outro local que apresente fezes, restos de ninhos, ovos e penas, devem ser usados sempre luvas e máscara ou pano úmido sobre o nariz e a boca. Nunca remover a sujeira a seco, para evitar a inalação de poeira. Proteja sempre os alimentos do acesso das aves.

Além de doenças, causam outros problemas Entupimento de calhas; apodrecimento de forros de madeira; danos a monumentos históricos, em antenas de TV, em pintura de carros (devido à acidez de suas fezes); contaminação de grãos; acidentes aéreos ou terrestres.

Métodos de controle Educativo - Baseia-se na orientação da população, alertando-a para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e danos ambientais.

Anticoncepcionais - O Ornitrol, produto americano, é um inibidor da reprodução de pombos, mas pode também provocar a esterilização temporária de outros pássaros, caso haja uma utilização incorreta do produto. Recomenda-se sua utilização por técnicos da área pública, universidades e firmas especializadas em controle de pragas. Trata-se de milho coberto por uma camada de um quimioesterilizante, que impede a síntese da formação da gema do ovo, atuando também na espermatogênese. É indicado para cidades pequenas, e deve ser utilizado por um período de 2 anos para melhor se constatarem os resultados.

Barreiras físicas - Este método baseia-se na utilização de telas, fechamento das aberturas por onde as aves adentram, com alvenaria ou outro material resistente; colocação de fios de nylon (de pesca) a aproximadamente 10 cm da base e presos nas extremidades por um prego; uso de pontas de arame em locais altos onde não haja acesso de pessoas; mudança do ângulo de inclinação da superfície de apoio das aves para 60 graus; utilização de produtos importados da França ou Estados Unidos, cuja função é também uma barreira física.

Repelentes - Existem no comércio vários produtos, que são aplicados sobre telhados, beirais, etc. com o objetivo de afastar as aves do local. Sua ação se baseia no desconforto provocado pelo contato das aves com a substância, o que as faz se afastarem do local. Todos os métodos de controle possuem suas vantagens e desvantagens; entretanto, o que se recomenda é a utilização de medidas integradas a fim de se obterem melhores resultados. 


Fonte: Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo - http://www.ligeirinhodoradio.com

Criança com síndrome rara no RN realiza sonho de viajar de avião

por 

Nathan, 8 anos, acompanhado dos irmãos e da mãe embarcou para Fortaleza na manhã da última sexta (14) (Foto: Ricardo Araújo/G1)


O sonho de Nathan ganhou asas e cruzou os céus entre Natal e Fortaleza na manhã desta sexta-feira (14). Viajar de avião é um dos três grande desejos do menino. Ele tem oito anos e é portador de uma síndrome rara, chamada progéria – que tem como principal característica a aceleração do envelhecimento. Ao lado da mãe e dos irmãos, Nathan foi pra capital cearense passar as férias.
Dos três sonhos de Nathan, dois já foram realizados. Ele queria andar de avião, aparecer na televisão e ver a neve. “A neve nós veremos em julho, na Argentina”, prometeu o pai, o delegado de polícia Normando Feitosa, que seguiu para o Ceará ainda na quinta-feira (13). Em Fortaleza, ele aguardava ansioso pela chegada da família. “Estou muito feliz. Só com um pouquinho de medo”, repetia Nathan com entusiasmo.
Ainda em casa, os preparativos para a viagem contaram com o apoio dos irmãos do menino, sempre coordenados pela mãe, Joseane. Do apartamento da família, em Nova Parnamirim, para o Aeroporto Augusto Severo, na Grande Natal, o clima era de festa por parte das crianças e tensão, por parte da mãe Joseane Feitosa. “Estou com medo de não conseguirmos chegar na hora”, dizia olhando para o relógio.
No balcão de check-in da companhia aérea, a surpresa. O embarque havia sido encerrado havia menos de cinco minutos. O jeito foi recorrer à Superintendência do Aeroporto que só conseguiu autorização para embarcar a família porque nenhum deles portava malas.
Família não escondeu a felicidade pela realização do sonho de Nathan (Foto: Ricardo Araújo/G1)
“Que alívio! Vamos realizar nosso sonho”, dizia Normando Filho. Já Nathan, corria pelos saguões do aeroporto como se estivesse num parque de diversões. “Ufa! Ainda bem que deu certo. Obrigado a quem nos ajudou”, dizia o menino.
Passada a tensão, Joseane Feitosa destacou a felicidade em poder realizar mais um sonho do filho. “Agora é planejar a viagem pra ele ver a neve. É muito gratificante, por mais simples que seja, realizar o sonho de um filho. É emocionante”, destacou.
Sem cura
As características físicas dos portadores da progéria são similares às de uma pessoa idosa. O desenvolvimento ósseo é afetado, impossibilitando o crescimento, e surgem doenças comuns aos idosos, como cardiopatia, problemas dentários, visuais e de pele. Nathan, por exemplo, pesa 13 quilos e tem aproximadamente um metro de altura. Nathielly, a irmã caçula, é um ano mais nova que Nathan, pesa 21 quilos e é mais alta.
A ciência ainda não conseguiu descobrir a cura da progéria. Os portadores da síndrome, segundo dados dos órgãos de pesquisa, têm uma perspectiva de vida, em média, de 15 anos. Alguns, porém, podem viver até 20 anos.
“Atualmente estão sendo feitos ensaios clínicos de tratamento. Ou seja, fases de pesquisas, de administração de medicamentos para o tratamento da progéria. Mas, ainda não existe um tratamento específico e os cuidados com estes pacientes são gerais e multidisciplinares, de acordo com cada sistema afetado”, destacou a geneticista.
Ione Costa explicou também que o diagnóstico de progéria é confirmado através de teste genético laboratorial, através de amostra de genes que pode ser colhida nas células sanguíneas.
“Minha preocupação é com o tempo. Uma nova droga foi descoberta por pesquisadores nos Estados Unidos e está sendo ministrada em 25% dos pacientes da síndrome e em camundongos. Nos pacientes, os resultados têm sido bastante positivos, com crescimento de cabelo e rejuvenescimento”, destacou Normando Feitosa.
A droga à qual se referiu Normando Feitosa foi batizada por cientistas da Fundação de Pesquisa Progéria, de FTI. Ela é inibidora de farnesyltransferase, que é um tipo de enzima. Os testes da FTI em laboratórios e com camundongos progrediram satisfatoriamente. Um grupo de crianças portadoras de progéria são acompanhadas pelos especialistas no Children´s Hospital (Hospital Infantil, em tradução livre), em Boston, nos Estados Unidos.
Um dos objetivos de Normando Feitosa é de Nathan seja incluído nestes estudos. De acordo com Maria Ione Costa, o histórico de Nathan faz parte de um cadastro mundial de portadores da síndrome e existem possibilidades dele ser convocado para participar de novos testes. Entretanto, a decisão final é do grupo de especialistas que estudam a síndrome. “As drogas estão sendo estudadas atualmente, mas só serão lançadas no mercado caso todos os testes sejam positivos”, afirmou a geneticista Maria Ione Costa.
A progéria
Nathan Feitosa, com um ano de idade (Foto: Ricardo Araújo/G1)
De acordo com a geneticista Maria Ione Costa, a progéria é uma síndrome genética rara. Faz parte de um grupo de síndromes genéticas caracterizadas, principalmente, pelo envelhecimento precoce. A maioria das crianças portadoras dessa alteração começa a apresentar as características sindrômicas por volta de um ano e meio ou dois anos de idade.
A progéria é inicialmente suspeitada pelos sinais clínicos do paciente e confirmado pelo teste genético laboratorial. As alterações, no geral, são a deficiência no crescimento, perda de cabelos e observação de veias salientes no couro cabeludo; alterações de pigmentação da pele, principalmente em áreas expostas ao sol; além de diminuição da gordura já na infância, inclusive nas bochechas, articulações proeminentes e rígidas.
Fundação de Pesquisa Progéria (Progeria Research Foundation – PRF, sigla em inglês)
A Fundação foi estabelecida em 1999, pelos pais de uma criança portadora de progéria, os doutores Leslie Gordon e Scott Berns. Eles enxergaram a necessidade de recursos médicos para profissionais, pacientes e famílias de portadores da síndrome, e também de financiamento da pesquisa sobre a progéria.
Desde então, a Fundação foi a responsável pela descoberta do gene da progéria, desenvolveu um teste de diagnóstico, banco de células e tecidos, banco de dados médicos e financiamento para pesquisa básica sobre a síndrome, para auxiliar crianças afetadas e os pesquisadores que querem conduzir a pesquisa.
Atualmente, a Fundação de Pesquisa Progéria é a única organização sem fins lucrativos dedicada unicamente a encontrar tratamentos e a cura para a progéria. Os estudos e acompanhamento das crianças que fazem parte das pesquisas desenvolvidas pela Fundação são coordenados pelo Children’s Hospital, em Boston, nos Estados Unidos.

Jogador de futebol para deficientes visuais é novo secretário de esportes de Conceição de Almeida

Uma nomeação forçará um esportista a fazer malabarismo para não deixar de praticar a modalidade que ama. A ser empossado até a semana que vem, o novo secretário de esportes de Conceição de Almeida, a 170 km de Salvador, já faz planos para dividir sua rotina na prefeitura com os treinos de futebol de 5, voltado para deficientes visuais, em Lauro de Freitas. Tetra-campeão brasileiro consecutivo na modalidade e atleta bolsista desde 2007, quando foi convocado pela Seleção Brasileira pela primeira vez, Selmi Nascimento, 34 anos, se disse surpreso com a indicação do prefeito Armando Neves (PT). “Eu sabia que ia contribuir de alguma forma para o esporte da cidade, mas imaginei que muitas pessoas eram mais cotadas e em nenhum momento o prefeito deixou transparecer que seria eu”, conta o atacante canhoto, que não havia feito parte de cargos políticos até então e descarta abandonar por completo o esporte que treina às terças, quintas e sábados em Lauro de Freitas, a quatro horas de ônibus de sua cidade. “A princípio vou tentar conciliar, são três treinos semanais, e aí de repente vou combinar com o treinador se posso treinar só no sábado e fazer academia durante a semana para manter a forma”, planeja.

Os títulos nacionais conquistados com a equipe do Instituto de Cegos da Bahia, em 2009 em Ilha Solteira, interior de São Paulo, 2010 em Niterói, 2011 em João Pessoa e 2012 em São Paulo, não contaram com o apoio generalizado da torcida logo após o apito final. No entanto, a edição de 2013, que acontecerá em novembro, será sediada em Salvador ou Lauro de Freitas. Enquanto espera pela posse de secretário, Selmi planeja. “Estamos montando a estrutura, a equipe de trabalho. Eu quero resgatar outras modalidades, como basquete e vôlei, os jovens aqui só querem saber de praticar futebol”, contextualiza. (Bahia Notícias)


Projeto flexibiliza cota para pessoas com deficiência em empresas

Rodrigo Bittar/Agência Câmara

Imagem Internet

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei nº 4.773/12, do ex-deputado Thiago Peixoto, que flexibiliza a obrigação de empresas com pelo menos cem funcionários destinarem parte dos postos de trabalho a pessoas com deficiência. Atualmente, a Lei nº 8.213/91 determina que essas companhias reservem de 2% a 5% de suas vagas a quem tem alguma deficiência.
A proposta do ex-deputado permite que o preenchimento dessas vagas seja feito mediante a concessão de bolsas de estudo, com valor mensal igual ou superior a um salário mínimo, concedidas pela empresa à pessoa com deficiência.
Pelo texto, assa possiblidade será permitida desde que o número de bolsas concedidas não supere a metade das vagas de trabalho a serem preenchidas; e o bolsista seja contratado pela empresa após a conclusão do curso, por um período não inferior a um ano.
As bolsas de estudo deverão obrigatoriamente se referir a curso de capacitação cujo conteúdo tenha relação com o serviço a ser exercido pela pessoa na corporação.
Reabilitação
Peixoto afirma que o sistema de habilitação e reabilitação de cidadãos com deficiência para o mercado de trabalho ainda é precário no Brasil. Na opinião dele, o preenchimento de parte das vagas só será cumprido se existir mão de obra qualificada “em número suficiente para o preenchimento das referidas cotas”.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: http://imirante.globo.com - Imagem Internet

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tipos de deficiência


Nem sempre as crianças se desenvolvem plenamente ou da forma esperada pelos pais. Algumas limitações podem se manifestar logo ao nascer, outras vão sendo identificadas aos poucos. 
A deficiência visual, por exemplo, é constatada quando o bebê não fixa os olhos em nada nem ninguém, parece alheio ao que acontece a sua volta ou demora a se movimentar sozinho pela casa. Já os bebês com deficiência auditiva tendem a continuar dormindo mesmo com barulho, e a não responder quando chamados, além de não falar muito. 
Diagnosticada a doença, é fundamental buscar informação correta para ajudar a criança a se desenvolver da forma mais independente possível. 
No Brasil, segundo o IBGE, existem 24,5 milhões de pessoas (14,5% da população) com alguma deficiência: 48% com deficiência visual, 23% com deficiência motora, 17% com deficiência auditiva, 8% com deficiência intelectual e 4% com deficiência física. Deste total, 4,3 milhões (2,5% da população) possuem limitações severas. A maioria delas poderia estudar e trabalhar se tiver oportunidade. 
As deficiências podem ter origem genética, surgir no período de gestação, em decorrência do parto ou nos primeiros dias de vida do bebê. Podem ainda ser consequência de doenças transmissíveis ou crônicas, perturbações psiquiátricas, desnutrição, abusos de drogas, traumas e lesões. 
Algumas medidas preventivas podem evitar muitos casos. Os exames pré-natais e pós-natais, como os testes da orelhinha e do pezinho, servem para verificar se alguma doença genética se manifestou. 
Na hora do parto, é importante que o obstetra tome cuidados contra a asfixia do bebê. “Quando há asfixia perinatal, a criança pode ficar com sequela neurológica e atraso de desenvolvimento”, diz o médico Renato Procianoy, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. 
Procianoy ressalta que os exames e um bom atendimento pediátrico nas primeiras horas de vida extrauterina são muito importantes. Durante e após o parto também podem surgir infecções que resultam em meningite e lesão do sistema nervoso central. 
Além das deficiências identificadas na gestação, há também as causadas por acidentes. A imprudência no trânsito, por exemplo, é a principal responsável por mutilar e provocar lesões em milhares de pessoas todos os anos. Segundo o Denatran, mais de 501 mil brasileiros são vítimas não fatais de acidentes em ruas e estradas todos os anos, muitos deles ficando com lesões permanentes.   
Fontes:


M3 X TiLite ZR

por 

                          O que é melhor, cadeira top e bolso vazio ou cadeira semi top com troco?

Afinal de contas, vale a pena gastar o valor de um carro usado em uma cadeira de rodas só porque ela é mais leve? Depende. Do uso, em primeiro lugar. Se o cadeirante é uma pessoa ativa, que sai de casa todo dia, seja para trabalhar ou fazer esportes, e dirige, roda pra todo lado, enfrenta morros e descidas, a resposta é sim. É importante ter uma cadeira bem leve para minimizar o esforço na hora de guardar no carro sozinho (esse foi o principal motivo que me fez trocar) e na hora de tocar.

Mas se o cadeirante não for tão ativo assim, será que uma monobloco nacional, como a M3, não resolve? Sim, resolve. A M3 ainda é uma excelente cadeira, e os problemas que eu enfrentei com ela são facilmente resolvidos. As rodas dianteiras, que se "dissolveram", troquei por um par de Frog Legs e nunca mais tive problemas. Os encaixes dos para lamas, que quebraram com pouco tempo de uso, a própria fábrica me mandou novos feitos de alumínio, que não quebraram mais. O encosto, tive um pouco de culpa na quebra, pois eu tenho o costume de apoiar as costas quando me visto. Quebrou duas vezes e agora está durando.

Mas vamos aos números, nas medições das minhas cadeiras
(tamanho 44 na M3 e 17" na TiLite): - Peso da Tilite sem as rodas e almofada: 7,5 Kg - Peso da M3 sem as rodas e almofada: 10 Kg - Peso das rodas originais da TiLite com eixo, câmara e pneus: 1,6 Kg cada; - Peso das rodas X-core 3 da M3 com eixo e pneus maciços Shox: 2,2 Kg cada; - Almofada Roho: 1,4 Kg. Em resumo: Ti Lite completa: 12,1 Kg X M3: 15,8 Kg. 

Ou seja, a primeira é 23% mais leve que a segunda. Considerando só o quadro, são dois quilos e meio a menos, um quarto do peso a menos. Isso faz diferença na hora de guardar no carro. E a TiLite é mais bem feita.

Parece um projeto mais "redondo", menos sujeito a folgas e empenos. Ela é mais estável e transmite mais segurança nas transferências. Nada exageradamente melhor, mas nota-se a maior qualidade. Mas e o preço? Uma TiLite básica no Brasil saí por volta de R$ 10.000,00. Uma M3 básica parte dos R$ 3.415,00 (nunca entendi esses 15 reais). Portanto a M3 custa 34% do valor da TiLite.

Quem ganha o embate? Na minha opinião, a M3, pelo custo/benefício. É uma cadeira bonita, regulável, leve e prática. Não dá para comparar com uma dobrável, por exemplo. Além da praticidade, traz alta estima ao cadeirante. Ou seja, só acho que vale a pena gastar essa bolada na TiLite se você for um cadeirante muito ativo e exigente, que faz questão de leveza. Depois dela, o que vai ficar leve mesmo é o seu bolso... Em tempo: vale a pena mesmo é ir aos EUA buscar uma TiLite.

Abaixo discrimino os gastos que tive na viagem, contando os gastos da minha mulher e os ingressos em parques.
- Duas passagens aéreas ida e volta para Orlando: 25 mil milhas mais 950,00 reais cada, 1.900,00;
- Sete dias de hospedagem no hotel Radisson: 2.000,00;
- Aluguel de carro por uma semana: 1.100,00; - Alimentação, ingressos e outros: 1.000,00 Total: R$ 6.000,00, sendo que a cadeira TiLite lá custa US$ 2.250,00 = R$ 4.837,50 (dólar a R$ 2,15).

Resumindo, pelo preço da cadeira no Brasil mais mil reais, eu e a Gi passamos o reveillon em Orlando, curtimos os parques, conhecemos vários lugares e nos divertimos bastante. Sem contar as compras que fizemos lá, roupas e eletrônicos custam metade do preço daqui. Isso sim, vale a pena!

Fonte:http://blogdocadeirante.blogspot.com.br

670.000 visitas!!

O blog da APNEN; http://apnendenovaodessa.blogspot.com.br/ recebeu até a data de ontem 24/01/2013 a marca de 670.000 visitas, isto e muito gratificante ver que cada vez mais pessoas estão acessando nosso blog, onde procuramos diariamente esta postando matérias e notícias sobre a Pessoa com Deficiência, agradecemos os nossos leitores, seguidores, simpatizantes, voluntários, e os membros da diretoria.

Muito Obrigado.

Carlos Raugust - Presidente da APNEN

Escola cobra taxa, mas mãe ganha direito de matricular filha autista

Colégio exigiu taxa extra mensal de um salário para criança poder estudar. MP informou que cobrança é ilegal; menina começa a estudar na sexta-feira.
Do G1 GO com informações da TV Anhanguera


Uma mãe ganhou na Justiça o direito de matricular a filha autista em um colégio particular de Catalão, na região sul de Goiás, sem precisar pagar a taxa extra mensal de um salário mínimo cobrada pela instituição. A alegação da escola era que o valor serviria para contratar um profissional que pudesse acompanhar a criança durante as aulas. A menina de 9 anos já estudava no colégio desde 2007. 

De acordo com a mãe, que não quis se identificar, a escola chegou a enviar um telegrama sugerindo que a mulher procurasse outra escola para a filha. Indignada com a situação, ela resolveu entrar na Justiça e fez uma denúncia formal junto ao Ministério Público.

“Uma cláusula prevendo esse tipo de coisa em um contrato é como se fosse uma discriminação porque os pais não têm condições de arcar um profissional extra, pois o custo da mensalidade já é muito alto para as famílias e ter de pagar um profissional extra não tem como”, reclama a mãe.

O promotor de Justiça da cidade responsável pelo caso, Mário Henrique Caixeta, disse que a cobrança é ilegal e ressaltou que famílias com este tipo de problema devem procura a justiça. “O Ministério Público percebeu que essa conduta inviabilizaria a frequência das crianças portadoras de necessidades especiais a essa escola e entendeu como abusiva essa cláusula contratual. Isso é custo da escola que deve distribuir esse custo para os demais alunos”.

Mesmo com todo o transtorno, a mãe conta que preferiu insistir na causa e vai deixar a filha estudar na escola. Segundo ela, o processo de adaptação da criança em outra escola seria muito difícil. “As crianças especiais são como todas as outras. Ela tem uma particularidade por ter uma síndrome que a diferencia das demais. Nós como pais nos sentimos muito constrangidos e tristes com essa situação e queremos ver os direitos dos nossos filhos respeitados”.

As aulas da menina devem começar na sexta-feira (25). O diretor da escola, Fernando Soares, disse que o colégio não irá se pronunciar sobre o caso para não expor a aluna.

Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), recebe novo equipamento Arco Cirúrgico 3D.

Doação

A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) recebeu no dia 23/01, o Secretário Estadual de Energia, José Anibal, em agradecimento à aquisição de um Arco Cirúrgico 3D, destinado ao Hospital Abreu Sodré (HAS). O equipamento, que custa R$ 500 mil, foi adquirido pela Entidade graças a uma emenda parlamentar em 2011, quando o titular da pasta ainda tinha o cargo de Deputado Federal.

O Arco Cirúrgico 3D é imprescindível para cirurgias ortopédicas, neurocirurgias, traumatologia e também nas chamadas CAS (cirurgias assistidas por computador). Importante recurso para escaneamento intraoperatório, os arcos 3D mostram com exatidão a localização e encaixe de próteses e parafusos, permitindo que o cirurgião possa corrigir o posicionamento no momento do procedimento, dispensando a necessidade de aguardar tomografia no pós-operatório.

Sobre a AACD

A AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente, com 62 anos de atividades, é uma Instituição filantrópica e sem fins lucrativos, que tem como missão "Promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social". Mantém 14 Unidades distribuídas pelo Brasil: AACD Ibirapuera (SP), AACD Mooca (SP), AACD Santana (SP), AACD Campo Grande (SP), AACD Lar Escola São Francisco (SP), AACD Osasco (SP), AACD São José do Rio Preto (SP), AACD Mogi das Cruzes (SP), AACD Recife (PE), AACD Uberlândia (MG), AACD Porto Alegre (RS), AACD Nova Iguaçu (RJ), AACD Joinville (SC) e AACD Poços de Caldas (MG). Este ano, com recursos do Teleton 2011, serão construídos mais dois centros de reabilitação: AACD Vitória (ES) e a AACD Campina Grande (PB).

Fonte: FSB Comunicações - http://sentidos.uol.com.br

Esposa do Prefeito visita APNEN para conhecer seus trabalhos e dificuldades.

Andréa, esposa do prefeito Bill, Sr. Carlos Raugust presidente da APNEN, Sr. Renato Raugust, conselheiro fiscal da APNEN.

Nesta terça-feira, 22/01/13, recebemos a visita da Andréa Souza esposa do nosso Prefeito Bill, ela veio conhecer os trabalhos, e as dificuldades da APNEN, foi uma reunião muito produtiva, onde ela pode conhecer um pouco da história da APNEN, informamos como realizamos as arrecadações das verbas para as doações, como realizamos as prestações de contas, as doações realizadas até a data de hoje, apresentamos os resultados obtidos no 1º Censo Municipal da Pessoa com Deficiência em Nova Odessa, e o resultado do Censo do IBGE-2010,tivemos uma boa conversa sobre assuntos relevantes aos direitos da Pessoa com Deficiência em Nova Odessa. A Andréa, pessoa muito carismática e atenciosa se colocou a disposição da entidade para ajudar no que for preciso.

Carlos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Estudante é impedida de fazer matrícula em universidade por causa de deficiência auditiva

Ao procurar a Defensoria Pública, a família foi orientada que a estudante é amparada pela Lei da Acessibilidade e que o posicionamento da Instituição, de fato, não é correto.

A família de uma estudante portadora de deficiência auditiva buscou ajuda na Defensoria Pública da comarca de Campo Grande depois que a menina, Tábata Larissa Rodrigues Lopes, teve a matrícula rejeitada, no curso de Ciências Biológicas, por uma universidade particular da Capital.

De acordo com Iraene Rodrigues Nogueira, que é mãe da estudante, a filha foi aprovada no processo seletivo, mas no momento da matrícula a direção da Universidade informou que a jovem só poderia efetivar o registro caso a família se comprometesse em contratar um intérprete.

“No dia, informaram que os gastos com a intérprete seriam nosso, pois é uma necessidade somente dela. Ou então que alguém da família acompanhasse as aulas para auxiliá-la”, afirmou a mãe.

A comerciante conta que ficou constrangida com a informação e retornou com a filha para casa sem realizar o procedimento.

“Ficamos revoltados e muito tristes. Mas como enfrentamos essa situação, da deficiência auditiva, desde a infância dela, busquei ajuda com a Defensoria Pública”, explica dona Iraene.

Tábata apresentou os primeiros sinais da falta de audição durante os seis meses de vida. O entrave com a instituição de ensino não é o primeiro que a família sofre. Segundo a mãe, durante o período escolar, a estudante foi reprovada três vezes por não receber auxílio de um intérprete na sala de aula. 

“Não é uma novidade, mas achávamos que em uma instituição de ensino superior fosse diferente. Ela terminou o ensino médio com acompanhamento de um intérprete. Sempre foi difícil”, comenta.

Ao procurar a Defensoria Pública, a família foi orientada que a estudante é amparada pela Lei da Acessibilidade e que o posicionamento da Instituição, de fato, não é correto.

A Defensoria expediu ofício à Secretaria Estadual de Educação e à Instituição de Ensino e aguarda novo posicionamento sobre o caso, conforme determinado judicialmente.

De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de Amostra do Censo Demográfico, realizada entre os meses de agosto e novembro de 2010, a deficiência auditiva afeta 4,4% da população de Mato Grosso do Sul.

ÚLTIMO CENSO DO IBGE REVELA 45,6 MILHÕES DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO PAÍS

Entenda os critérios adotados para o levantamento desse dado.

Pessoas com deficiência no Brasil somam 45 milhões. Estudantes participam das Paralimpíadas Escolares 2011 (foto).


No dia 16 de Novembro de 2011, o IBGE divulgou os primeiros resultados do Censo Demográfico de 2010 relativos aos temas pesquisados no inquérito da amostra: deficiência, nacionalidade, estado conjugal e maternidade precoce, dentre outros. As tabelas que compõem esta primeira etapa da divulgação apresentam resultados que dizem respeito às características de migração, nupcialidade, fecundidade, educação, trabalho e deficiência. Como afirma o IBGE:
“Cabe esclarecer que os dados utilizados para gerar os resultados que compõem esta divulgação são preliminares, pois ainda não foram submetidos a todos os processos de crítica inerentes ao Censo Demográfico 2010. No entanto, como existe uma grande demanda por essas informações, o IBGE está divulgando um conjunto de dados para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação” (Notas Técnicas, Resultados Preliminares da Amostra, IBGE, 2011).

Censo do IBGE 2010: 45 milhões de brasileiros com deficiência
Mesmo com esta ressalva, para a variável deficiência, os números globais para o Brasil e os Estados podem ser considerados como praticamente consolidados, ficando para divulgação posterior o detalhamento das informações (sexo, gênero, faixa etária e outros), além dos indicadores dos municípios.
Antes de apresentar os dados, é preciso conhecer os critérios e definições que foram utilizados para pesquisa, conforme o quadro abaixo:

DEFICIÊNCIA 
Foi pesquisada a existência dos seguintes tipos de deficiência permanente: visual, auditiva e motora, de acordo com o seu grau de severidade, e, também, mental ou intelectual.

Deficiência visual 
Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de enxergar (avaliada com o uso de óculos ou lentes de contato, no caso de a pessoa utilizá-los), de acordo com a seguinte classificação:
- Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz de enxergar;
- Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato;
- Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato; ou - Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de enxergar, ainda que precisando usar óculos ou lentes de contato.

Deficiência auditiva 
Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de ouvir (avaliada com o uso de aparelho auditivo, no caso de a pessoa utilizá-lo), de acordo com a seguinte classificação:
- Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz de ouvir;
- Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo;
- Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo; ou
- Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de ouvir, ainda que precisando usar aparelho auditivo.

Deficiência motora
Foi pesquisado se a pessoa tinha dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas (avaliada com o uso de prótese, bengala ou aparelho auxiliar, no caso de a pessoa utilizá-lo), de acordo com a seguinte classificação:
- Não consegue de modo algum – para a pessoa que declarou ser permanentemente incapaz, por deficiência motora, de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa;
- Grande dificuldade – para a pessoa que declarou ter grande dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar;
- Alguma dificuldade – para a pessoa que declarou ter alguma dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar; ou
- Nenhuma dificuldade – para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade permanente de caminhar e/ou subir escadas sem a ajuda de outra pessoa, ainda que precisando usar prótese, bengala ou aparelho auxiliar.

Deficiência mental ou intelectual
Foi pesquisado se a pessoa tinha alguma deficiência mental ou intelectual permanente que limitasse as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar etc. A deficiência mental é o retardo no desenvolvimento intelectual e é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem em se comunicar com outros, de cuidar de si mesma, de fazer atividades domésticas, de aprender, trabalhar, brincar etc. Em geral, a deficiência mental ocorre na infância ou até os 18 anos. Não se considerou como deficiência mental as perturbações ou doenças mentais como autismo, neurose e esquizofrenia.
Fonte: Notas Técnicas, Resultados Preliminares da Amostra, IBGE, 2011
Definidos esses critérios, os seguintes resultados foram apurados para o Brasil:

BRASIL – CENSO 2010

População total: 190.755.799 (100,0%)
Pelo menos uma das deficiências investigadas*: 45.623.910 (23,9%)

Nenhuma dessas deficiências: 145.084.578 (76,1%)

*As pessoas incluídas em mais de um tipo de deficiência foram contadas apenas uma vez.

Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 – Resultados Preliminares da Amostra
Em relação ao último Censo Demográfico, realizado em 2000, há um expressivo crescimento no número de pessoas que declarou algum tipo de deficiência ou incapacidade. Naquela ocasião, 24.600.256 pessoas, ou 14,5% da população total, assinalaram algum tipo de deficiência ou incapacidade (em texto posterior, abordaremos as mudanças ocorridas entre os questionários de 2000 e 2010.
Em síntese, pode-se dizer que, em 2010, houve uma simplificação no inquérito de maneira a apurar diretamente os níveis de incapacidade e a deficiência intelectual. Mesmo com essas mudanças, os dados podem ser comparados em vários aspectos.
A seguir apresentam-se os resultados por tipo e grau de severidade das deficiências:

BRASIL - PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM 2010

Deficiência Visual – 35.791.488
Não consegue de modo algum – 528.624 
Grande dificuldade – 6.056.684
Alguma dificuldade – 29.206.180

Deficiência Auditiva – 9.722.163
Não consegue de modo algum – 347.481
Grande dificuldade – 1.799.885
Alguma dificuldade – 7.574.797

Deficiência Motora – 13.273.969
Não consegue de modo algum – 740.456
Grande dificuldade – 3.701.790
Alguma dificuldade – 8.831.723

Deficiência Mental/Intelectual – 2.617.025

Fonte: Censo Demográfico 2010 – Resultados Preliminares da Amostra
Referência: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/
http://deficientefisico.com/resultados-do-censo-2010-feito-pelo-ibge-sobre-pessoas-com-deficiencia - http://educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com.br

A inclusão na sociedade de pessoas com deficiência: uma mudança cultural urgente e necessária.

Por: Maria Martha Costa Hübner*

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Para que possamos ter uma pequena ideia da complexidade que o processo de inclusão social requer, gostaria de começar a análise da questão apresentando a experiência de quatro anos no Programa “Ciência e Exceção” da Academia Brasileira de Ciências, do qual fiz parte, como colaboradora convidada, na qualidade de docente da Universidade de São Paulo e como especialista em Análise do Comportamento.

Em 1996, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) iniciou o Programa Ciência e a Exceção, de natureza multidisciplinar, a fim de verificar como a Ciência poderia amenizar as dificuldades de pessoas com deficiência e identificar projetos eficazes para melhor integrá-las com suas famílias e suas comunidades.

Como parte desse Programa, sob a coordenação do professor Paulo Rodrigues, elaborou-se um Projeto Binacional Brasil - Estados Unidos para a formação de lideranças que construíssem a inclusão social das pessoas com deficiência no Brasil. Convidou-se duas grandes universidades brasileiras (Universidade de São Paulo – USP e Universidade Federal Fluminense- UFF) e duas grandes universidades americanas (University of Maryland e University of Milwaukee), além de mais de uma dezena de organizações não governamentais brasileiras e americanas voltadas ao trabalho com estas pessoas.

O modelo do projeto, idealizado pelo professor Maurice McInerney, da American Institute of Research, era buscar a troca de conhecimentos entre profissionais das realidades brasileira e norte americana, envolvidos no trabalho de inclusão da pessoa com deficiência.

Propôs-se a aperfeiçoar o trabalho voltado a esse público aumentando a efetividade de suas ações voltadas para torná-las mais independentes no seu cotidiano, favorecendo a sua inserção social.

Para atingir estes objetivos, o projeto proposto realizou, dentre outras, as seguintes etapas: 1) estabeleceu parcerias com as organizações não governamentais com uma história consolidada de prestação de serviços a pessoas com deficiência, assim como outras organizações sem fins lucrativos, no Brasil e nos Estados Unidos, que viabilizaram o acesso ao conhecimento gerado pelas experiências bem sucedidas, em ambos os países, para a promoção de sua completa inserção social (trabalho, lazer e educação); 2) desenvolveu um programa de ação empreendedora social que envolveu o ensino para o trabalho e alocação profissional das pessoas com deficiência, preparando-as para vida cotidiana em suas residências, escola e comunidade. Além disso, formou recursos humanos para o suporte à inserção social desse público e aperfeiçoou a criação de dispositivos residenciais (moradias assistidas).

O programa teve a duração de quatro anos e contou com o financiamento da CAPES (Coordenadoria de Pessoal de Nível Superior) e da FIPSE (Funds for the Improvement of Secondary Education). Mobilizou uma centena ou mais de profissionais em visitas, cursos, treinamentos, congressos e produziu um intercâmbio fecundo e dinâmico não só entre profissionais, mas entre estudantes de graduação, de pós graduação, pais, crianças e adultos com necessidades educacionais específicas, de ambos os países envolvidos e suas marcas e lembranças afetivas e profissionais tornaram-se indeléveis. Nossas vidas foram transformadas e hoje não conseguimos realizar nosso trabalho sem que pensemos, a cada dia, o que estamos fazendo para a inclusão social de pessoas que não foram inseridas de modo natural, desejável e esperado. 

Infelizmente ainda não mudamos o mundo, mas percebemos que para mudar o cenário que desejamos é preciso, antes de tudo, muito estudo, competência e uma longa história de ensino e vivência sobre a defesa de direitos civis.

Um dos curiosos e assustadores conhecimentos adquiridos neste Programa foi o de que, na época em que aconteceu, os Estados Unidos não tinha uma legislação tão clara a respeito da inclusão como tem o Brasil, que obriga escolas e empresas a aceitarem a pessoa com deficiência, mas uma história de trinta anos de luta civil por direitos humanos das minorias e muito esforço e investimento na formação de competências para o manejo no ensino e trabalho de pessoas com deficiência, visando sua independência, autonomia e, sobretudo, o respeito que gera nas outras pessoas.

Nesse sentido, nosso país ainda era jovem e preconceituoso nesta questão. Já havia uma lei que favorecia a inclusão no trabalho, mas nossa história de luta pela igualdade, pela equidade, de tentar superar as práticas segregacionistas ainda era mais livresca e formalista do que autêntica, genuína e corajosa. A luta pela inclusão social não nasceu de uma prática cultural, mas de normas impostas por setores da sociedade. Assim, o processo de aceitar e lutar pela inclusão social como um direito do outro, do qual não posso me esquivar e de ter plena certeza de que é preciso competência e trabalho para que esta inclusão ocorra de modo completo, se apresentava ainda imaturo na sociedade e, obviamente, na escola.

A escola ainda vive sob a égide da normalização, que entende a pessoa com deficiência como aquele que não é eficiente ou que tem o ritmo de desenvolvimento atrasado em relação à maioria. Note-se que esta ótica também escraviza os alunos que não apresentam deficiências, mas que têm diferenças óbvias entre si. Ainda no século XXI nosso sistema educacional ignora a heterogeneidade existente entre os seres humanos e trata da avaliação escolar como se todos apresentassem um mesmo ritmo de aprendizagem. Ignora também mais de 36 anos de pesquisa comportamental que já apontou a imensa superioridade do ensino individualizado sobre o maciço. Em outras palavras, a ideologia ainda reinante nas escolas é a de estranhamento e exclusão ao que é diferente. Mas não há mais espaço social e nem lei que permita isso. Resta, entretanto, saber se há competência e disponibilidade para que a lei seja cumprida. Para tal, seria preciso que cada escola pudesse participar de um programa como aquele oferecido e elaborado pela Academia Brasileira de Ciências que aqui descrevi, ainda que brevemente. Mas isto seria o ideal. Vamos à realidade. Ela me permite que pelo menos eu possa contar o que lá aprendi.

Aprendi que é preciso ensinar a cada professor os princípios da educação inclusiva, sua raiz social, seu valor emocional. Discutir extensamente com ele, para que tenha, consigo, a clareza da auto consciência inclusiva. E, sobretudo, é preciso ensinar, de fato, o que seja incluir, no dia a dia. Incluir vai desde coisas bem simples, como ensinar um colega sem deficiência a empurrar um colega cadeirante, até as mais complexas, como ensinar um amigo a iniciar uma conversa com um autista e a ter a paciência de esperar a sua resposta e, nem por isso, deixar de lhe dar a mão ou um bom dia quando ele chega à classe.

O desenvolvimento de um repertório de habilidades, por meio de um programa especial e individualizado pode e deve ser realizado por especialistas, que auxiliam o professor. O professor não precisa fazê-lo sozinho. Mas é preciso que a escola (leia-se direção) esteja disposta a aceitar a colaboração de especialistas e acompanhantes terapêuticos na escola e entendam que a inclusão social de pessoas com deficiência na escola é um trabalho multidisciplinar e multi-institucional e de intensa integração pais-escola.

Hoje coordeno o Programa CAIS-USP – Centro de Atendimento ao Autismo e Inclusão Social, que atende pais e crianças no espectro autista com o objetivo de ensino de linguagem e promoção de sua vida integrada em sociedade. É constante o aparecimento de escolas que não aceitam facilmente o trabalhoso e necessário programa de inclusão; escolas que o concebem como perda de tempo e que optam ou por rejeitar o aluno com deficiência ou por fazer de conta que lhe ensina alguma coisa. Indispostas a aceitarem o diferente, vendo-o como exceção. Ainda não perceberam que a regra é a exceção e que não há mais espaço para a segregação.

Convido a todos os professores a sentirem de perto o encanto que é ver uma criança com deficiência aprender vivamente e conviver com seus colegas com muita alegria. Convido a correrem atrás do tempo perdido em exclusão e despreparo. Pelo menos 16 milhões de pessoas no Brasil esperam por isso.

*Maria Martha Costa Hübner é docente do Instituto de Psicologia da USP, departamento de Psicologia Experimental. Foi Presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental de 2009 a 2011 e Representante Internacional da Association For Behavior Analysis.

Este texto foi adaptado de artigo de sua autoria publicado pela Revista Síndromes, em setembro e outubro de 2011.

Fonte: http://www.diversa.org.br - Imagem Internet

Inclusão e os labirintos da educação

Por: Lucio Carvalho*

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Já faz algum tempo que eu desconfio dos trajetos sem percalços. Da realização pessoal custe o que custar. Do sucesso a qualquer custo. Dos resultados, metas, indicadores e dos gráficos-pizza. Desconfio também dos objetivos sublimes e metas solenes. E desconfio mais ainda de qualquer projeto educacional cuja métrica seja meramente cumulativa ou comparativa. Que trate de pessoas como se fossem recipientes de um saber sempre suposto, porque nem na ciência mais avançada há verdades absolutas. Eu quero dizer que estamos historicamente nos utilizando de indicadores equivocados para avaliar as pessoas, na escola e também fora dela. E quero insistir que levar a educação inclusiva por esse caminho compete em um risco imponderável.

Por isso pretendo me tornar, em 2013, um pregador do uso do FIB (Felicidade Interna Bruta) ao invés do PIB (Produto Interno Bruto) como único critério cabível para os estudantes, principalmente as crianças, e para seus pais e professores também. Chega de tanto sequestro de felicidade em nome de "desempenho". Estamos falando de pessoas, não de "economês". Pode estar certo que muitos de nós não hesitem em adotar a terminologia do mercado até mesmo para avaliar a própria vida, mas não temos o direito de fazer isso a mais ninguém exceto a nós mesmos. Muito menos a nossos filhos ou alunos.

Eu digo isso porque precisamos lidar com os fracassos, conhecê-los em detalhe, e não fugir deles como o diabo foge da cruz. A impressão que tenho, muitas vezes, é de que estamos impregnados de critérios alienígenas, que sequer aos próprios alienígenas se prestam. Apesar disso, nos últimos anos não posso mais contar nos dedos as histórias de sucesso envolvendo as vidas de pessoas com deficiência sobre as quais tomei conhecimento. Falo aqui especialmente das pessoas com deficiência intelectual de quem se espera, inclusive, que não reportem traços de sua deficiência, num tipo de reconhecimento social bastante típico desta época.

A mensagem que temos deixado é de que é preciso que as crianças, as com deficiência ou qualquer outro tipo de dificuldade, superem as dificuldades, custe isso o que lhes custar. Nos portamos como seus credores, como se tivéssemos algum crédito em manter uma vida tão sem equilíbrio, uma sociedade tão pouco solidária e tão deslavadamente competitiva. Na verdade, não temos nenhum crédito. Gastamos todas as fichas mantendo a estrutura das coisas, os tais paradigmas e também as esferas de poder. Temos nossa culpa, mas não a admitiremos em público. Mais fácil é apontar o erro dos outros. Vamos assim, sem perceber que o erro é uma oportunidade e que, sem ele, não temos onde nos firmar.

Há alguns anos, em entrevista, o escritor italiano Umberto Eco declarou que toda a graça, para o caçador, consiste em ir a caça, não em observar a presa, abatida, definitivamente imóvel. Em nossa tendência de empacotar receitas fáceis e venais de felicidade e de decência, temos sido indecentes e infelizes ao imaginar que nossos filhos devam ser um prolongamento de nossa auto-imagem e que tudo que saia desse script seja erro e incorreção. Nossas instituições também são assim, valem-se da mesma ideologia. Lavam as mãos assim como nós lavamos as nossas. Sem culpa. Os erros são sempre alheios, mesmo quando refletem claramente que nossas opções não têm servido nem sequer a nós mesmos.

Eu temo por aqueles que afirmam terem encontrado a receita ideal (obviamente a única certa) de inclusão, de educação inclusiva, de respeito à diversidade e até mesmo de busca por igualdade. Não percebem que estão tocando como se numa escultura de areia que, por mais que possamos mantê-la intocada com o objetivo de contemplação, algo como o vento se encarregará de desmanchar, porque feita igualmente de uma concepção arbitrária, como a que tem pretensão de substituir. Nesse ciclo, haverão certamente novos casos de sucesso que voltarão a ganhar a mídia - por menos espetaculosos que pretendam ser - e tantos outros fracassos, que não serão sequer reportados.

A educação inclusiva está cheia de erros. E isso, ao invés de fracasso, é um incrível sinal de sucesso. Se tivéssemos de antemão uma educação infalível, nossos resultados - vistos periodicamente pela UNESCO e outros órgãos internacionais - seriam inteiramente outros. Não são. Guiar-se por este modelo, portanto, é como entrar num labirinto, mas sem novelo de lã. Ao invés de ir pelo mesmo caminho, com todos os seus erros e dificuldades, a educação inclusiva continua sendo a oportunidade que falta à educação como um todo em aprender com os erros, ao invés de simplesmente, ano após ano, replicá-los.

*Lucio Carvalho é Coordenador-Geral da revista digital Inclusive - inclusão e cidadania (www.inclusive.org.br) e autor de (www.morphopolis.wordpress.com

Fonte: http://www.diversa.org.br - Imagem Internet