sábado, 2 de fevereiro de 2013

Mãe de criança com autismo não consegue internar filho

Luciane Ferreira de Oliveira está tendo dificuldade para conseguir internar o filho de 12 anos, que tem autismo e há dois tem crises fortes de agressividade.
Elaine Felchacka

Felipe Rosa  -  Crise forte de agressividade
A saga de Luciane Ferreira de Oliveira para conseguir internar o filho de 12 anos, que tem autismo e há dois tem crises fortes de agressividade, ainda não acabou. A mãe continua a peregrinação pelo Centro de Atendimento Psicossocial e Unidades Municipais de Saúde 24 horas e hospitais.

Depois de enfrentar 8 horas de viagem entre a noite de segunda-feira e madrugada de ontem, Luciane teve negado o internamento do filho em hospital de União da Vitória. Foi na cidade na divisa com Santa Catarina que a Secretaria Municipal da Saúde conseguiu vaga para o menino. Mas o hospital, alegando não ter condições para atender o caso quando se deparou com o menino, dispensou o paciente.

“Nunca passei tanto medo na minha vida. Viajei com ele em crise na ambulância do Samu. A mãe não consegue voltar para a casa desde segunda-feira. No final da tarde de ontem, a secretaria conseguiu vaga no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, mas para a manhã de hoje. A noite do menino e da mãe foi no CAPS Centro Vida. 

Tratamento
Mesmo Luciane e o filho tendo sido dispensados do mesmo estabelecimento na segunda-feira, a Secretaria da Saúde assegura que o menino terá tratamento e tudo está acertado com o hospital. A justificativa para a demora no internamento é a falta de leitos infantis e juvenis. São cinco leitos na cidade. Porém, a capacidade de atendimento deve ser ampliada nos próximos meses. Até a primeira quinzena de fevereiro, a prefeitura encerra a reavaliação da rede de saúde mental para buscar a ampliação do número de leitos.

EUA: novos casos de TDAH cresceram 24% em dez anos

Estudo feito com mais de 800.000 crianças é mais um que indica o aumento do número de crianças que vêm sendo diagnosticadas com o transtorno.

Imagem Internet
Um estudo feito com mais de 800.000 crianças americanas mostrou que, entre 2001 e 2010, o número de novos casos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) registrados nos Estados Unidos aumentou 24%. A pesquisa, publicada nesta segunda-feira na revista JAMA Pediatrics, acrescenta evidências consistentes para levantamentos anteriores que já haviam indicado esse quadro. Um trabalho divulgado no ano passado, por exemplo, concluiu que a quantidade de crianças diagnosticadas com o problema aumentou 66% em dez anos no país.

O novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Kaiser Permanente, uma organização sem fins lucrativos, se baseou nos registros médicos de 824.830 crianças de cinco a 11 anos da Califórnia. As informações selecionadas pela pesquisa foram recolhidas entre 2001 e 2011.

Meninos - De acordo com a pesquisa, entre todas as crianças que participaram do estudo, 5% haviam recebido o diagnóstico de TDAH em algum momento da vida. Além disso, 2,5% dos jovens com o transtorno foram diagnosticados em 2001 e, em 2010, essa taxa subiu para 3,1% — um aumento de 24% no número de novos casos. O estudo ainda mostrou que o diagnóstico de TDAH é três vezes mais comum entre meninos do que entre meninas.

Os autores do estudo não souberam definir quais fatores levaram a esse aumento, mas acreditam que um deles possa ser o fato de que pais e médicos estão mais conscientes da condição, além de também estarem mais ansiosos para que o problema de uma criança seja diagnosticado. O aumento do acesso à saúde da população também pode ajudar a explicar esse dado. No entanto, os profissionais devem ficar atentos ao excesso de diagnóstico, afirmam os pesquisadores.

Fonte: Veja - 01/02/2013 - Imagem Internet


Tratamento para TDAH desacelera o crescimento na puberdade, diz estudo.

O ganho de peso e o aumento da altura de jovens que fizeram uso de medicamentos estimulantes parecem ser menores do que os de adolescentes da mesma idade que não tomaram os remédios.

Um estudo realizado na Universidade de Sydney, na Austrália, descobriu que o tratamento prolongado com remédios contra o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) pode diminuir a taxa de crescimento de adolescentes durante a puberdade. No entanto, segundo os autores, isso não significa que os adolescentes não conseguirão alcançar tamanho e peso normais na idade adulta. Os resultados foram publicados nesta semana no periódico The Medical Journal of Australia.

A equipe de pesquisadores, coordenada por Alison Poulton, se baseou nos dados de 65 jovens de 12 a 15 anos da idade que já haviam sido submetidos ao tratamento contra TDAH com medicamentos estimulantes durante uma média de 6,3 anos. Os pesquisadores também levaram em consideração as informações de outros 174 adolescentes que nunca haviam feito uso desse tipo de remédio.

De acordo com o estudo, a média da taxa de desenvolvimento físico (altura e peso) dos jovens antes de uma parte deles iniciar o tratamento contra TDAH não apresentou diferenças. No entanto, a pesquisa concluiu que adolescentes de 12 a 13 anos que fizeram o uso dos medicamentos estimulantes por mais de três anos cresceram três centímetros menos do que a média para essa fase da vida. Além disso, os participantes de 14 a 15 anos cresceram menos e ganharam menos peso do que a média para a faixa etária.

Para Alison, os médicos deveriam tomar cuidado com a dose dos remédios na hora de receitar um tratamento a um jovem com TDAH para evitar ao máximo um efeito negativo no desenvolvimento juvenil. A pesquisadora reforça ainda que, embora o crescimento dos adolescentes tratados contra o transtorno possa ser menor na puberdade, outros estudos já mostraram que esses indivíduos são capazes de atingir peso e altura semelhantes a de seus pais e irmãos na idade adulta.

Fonte: Veja - 01/02/2013

Cientistas transformam um tipo de neurônio em outro no cérebro

Cérebro em mutação.
Redação do Diário da Saúde

A Dra. Paola Arlotta está entusiasmada com
as transformações de um tipo de neurônio
em outro, o que poderá ser crucial no
tratamento futuro de doenças
neurodegenerativas.[Imagem: BD
Colen/Harvard University]
Biólogos da Universidade de Harvard (EUA) fizeram uma descoberta que está virando de ponta-cabeça as pesquisas com células-tronco e neurobiologia.

Paola Arlotta e Caroline Rouaux conseguiram transformar um tipo de neurônio já diferenciado em outro tipo de neurônio cerebral.

As pesquisadoras pegaram neurônios do corpo caloso, que unem os dois hemisférios do cérebro, e os transformaram em neurônios motores corticoespinhais, um tipo de neurônio mais conhecido por ser destruído pela esclerose lateral amiotrófica, ou doença de Lou Gehrig.

"Isso nos diz que talvez o cérebro não seja tão imutável como nós sempre pensamos porque, pelo menos durante uma janela temporal no início do seu desenvolvimento, pode-se reprogramar a identidade de uma classe neuronal em outra," disse Arlotta.

Conversão em cérebro vivo
O que torna a descoberta ainda mais significativa é que o trabalho foi feito nos cérebros de cobaias  vivas, e não em culturas de células em tubos de ensaio.

Para transformar um tipo de neurônio em outro, as pesquisadoras usaram um fator de transcrição chamado Fezf2, que desempenha um papel central no desenvolvimento dos neurônios corticoespinhais no embrião.

Ainda não é possível afirmar que a reprogramação neuronal será possível em humanos, sobretudo em adultos, já que os experimentos foram feitos em camundongos jovens.

Mas, se for possível, isso terá enormes implicações para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

Reposição de neurônios
"As doenças neurodegenerativas normalmente afetam uma população específica de neurônios, deixando muitos outros intocados. Por exemplo, na esclerose lateral amiotrófica, são os neurônios motores corticoespinhais no cérebro, e os neurônios motores na medula espinhal, dentre os muitos neurônios do sistema nervoso, que morrem seletivamente," explicou Arlotta.

"Mas que tal se pudermos pegar os neurônios que são poupados em uma determinada doença e transformá-los diretamente nos neurônios que morrem? Na esclerose lateral amiotrófica, se você puder gerar apenas uma pequena porcentagem de neurônios motores corticoespinhais, provavelmente seria suficiente para recuperar o funcionamento básico [do corpo]", concluiu ela.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Cell Biology.

Como castigo, professor amarra os pulsos de aluno autista de 10 anos

Educador pediu desculpas após reclamações da mãe do estudante.
- ipcdigital.com

Imagem Internet
Um professor de uma escola na província de Aichi castigou um estudante autista de 10 anos amarrando suas mãos com uma corda de plástico, revelou o Mainichi Shimbun. O docene admitiu o incidente e pediu desculpas. O caso se tornou público depois que um médico da família do garoto notificou o conselho educacional de Aichi.

O incidente ocorreu em 10 de janeiro. O menino começou a limpar a sala durante um intervalo quando o professor lhe disse para interromper sua atividade para se preparar para a próxima aula. Como o aluno não o escutou e, portanto, o ignorou, o adulto amarrou seus pulsos e o manteve nessa situação por aproximadamente um minuto.

A mãe do estudante punido ao tomar conhecimento do incidente reclamou na escola. O diretor repreendeu o professor que teve de se desculpar. O agressor, que é encarregado da classe de educação especial na escola nos últimos quatro anos, disse que puniu o aluno porque ele não havia ouvido sua ordem e reconheceu a atitude inadequada em sua conduta.

Fonte: http://www.ipcdigital.com - Imagem Internet

Cegos são entrevistados no museu do futebol

Um catálogo do acervo e equipamentos adaptados permitem um passeio emocionante para quem não consegue ver uma partida de futebol.
da Redação

Imagem Internet
Em São Paulo, o Museu do Futebol adotou medidas que facilitaram a visita de pessoas com deficiência visual. Um catálogo do acervo e equipamentos adaptados permitem um passeio emocionante para quem não consegue ver uma partida de futebol.

A visita começa com um aprendizado sobre o estádio do Pacaembu, que abriga o Museu do Futebol. Roseli, de 23 anos, tem apenas 6% da visão, que perdeu em um acidente de moto. A aposentada Maria Zélia Mota só enxerga vultos - consequência da diabete.

 “Que legal! Aqui já é o campo de futebol”, exclama Maria Zélia.

O caminho é facilitado por um piso tátil. Elas também conheceram em primeira mão um catálogo produzido no museu, com textos em braile e fotos em alto relevo.

“O catálogo vai para o Brasil inteiro. A gente vai distribuí-lo para todas as entidades na esperança de que eles possam vir a conhecer o local onde foi concebido esse catálogo”, diz o diretor do museu, Pedro Sotero.

Todas essas experiências que o museu proporciona aos visitantes só têm sido possíveis com a ajuda de pessoas que conhecem e vivem os problemas da visão, e sabem muito bem que com toque e sensibilidade dá para entender e admirar a beleza do futebol.

Durante três meses, o vendedor José Vicente de Paula ensinou funcionários a receber melhor visitantes especiais.

“Até então a gente não sabia como lidar com um cego, como subir uma escada, como conduzir um elevador. Se a gente poderia falar de cores. Como, se a gente pode falar, e como falar”, afirma a educadora Simone Venâncio dos Santos.

E ele, cego de nascença, aprendeu muito:

“É o Pelé dando uma bicicleta. A perna direita dele, ele está na horizontal, levantado do chão, chutando a bola em direção ao gol”, descreve José Vicente. “Deve ser muito lindo. A pessoa ficar no ar, ter esse movimento, bola para trás porque aqui pegou a bola no alto e fez o movimento inverso. Isso aqui ficou perfeito. A gente consegue enxergar.”

Fonte: G1 - Jornal Nacional - http://saci.org.br - Imagem Internet

Exame de sangue que detecta síndrome de Down chega ao país

Folha Online

Prefeitura de Guarujá/Divulgação
Criança com Down
Laboratórios brasileiros começam a oferecer um exame de sangue para gestantes que detecta problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez.

O teste é colhido no consultório como um exame de sangue comum e vai para os EUA, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação.

A versão mais completa é eficaz para detectar as síndromes de Down, Edwards, Patau, Turner, Klinefelter e triplo X e custa R$ 3.500 no IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), em São Paulo.

Nos próximos meses, o laboratório do hospital Albert Einstein e o Fleury também vão comercializar exames similares, que já estão disponíveis no mercado americano há pouco mais de um ano.

Hoje, o diagnóstico dessas síndromes congênitas é feito por meio do ultrassom e do exame do líquido amniótico ou da biópsia do vilo corial, em que é retirada uma amostra da placenta.

Esses testes são invasivos e trazem um risco de até 1% de abortamento. 

Além de não aumentar o risco de complicações na gravidez, o novo teste pode ser feito antes dos tradicionais, indicados, em geral, a partir do início do quarto mês de gestação. O resultado fica pronto em cerca de 15 dias. Segundo o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO, nenhuma amostra de sangue foi enviada para análise ainda.

O obstetra Eduardo Cordioli, coordenador-médico da maternidade do hospital Albert Einstein, lembra que, se o resultado do teste de sangue for positivo, o diagnóstico deve ser confirmado por meio da biópsia do vilo corial.

"O novo teste vai reduzir o número de biópsias feitas de forma desnecessária. Mas é preciso confirmar os resultados positivos."

ABORTOS
O problema é o que fazer diante de um resultado positivo. O aumento no número de abortos foi uma preocupação de grupos da sociedade civil na Europa e nos EUA após a aprovação desse tipo de teste nesses mercados.

No Brasil, o aborto é proibido a não ser em caso de anencefalia, violência sexual ou risco de vida para a gestante, mas estima-se que mais de 1 milhão de mulheres o pratiquem por ano.

"Por um lado, o exame vai tranquilizar a grande maioria que não vai ter problemas. Por outro, permite que os pais se preparem caso vão receber uma criança com alguma anomalia cromossômica", afirma Cambiaghi.

Entre as síndromes detectadas pelo exame, a de Edwards e a de Patau são praticamente incompatíveis com a vida, de acordo com Artur Dzik, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Para ele, a entrada do teste no país não deve aumentar o número de abortos porque o acesso ao exame de preço alto será restrito e porque as mulheres que vão procurá-lo já teriam indicação para realizar os testes tradicionais. "Isso vai fazer parte do pré-natal de alto risco, para mulheres com mais de 38 anos."

No caso das síndromes de Patau e Edwards, afirma Cordioli, do Einstein, é possível pedir uma autorização judicial para realizar o aborto. "Mas cada caso é analisado separadamente."

Para síndrome de Down, anormalidade cromossômica mais comum, esse tipo de autorização não pode ser pedida, porque o problema não é incompatível com a vida.

Volnei Garrafa, professor titular de bioética da UnB (Universidade de Brasília), diz que a oferta de um teste como esse e as questões morais ligadas a ele deveriam passar por uma discussão ampla, em um conselho de bioética e no Congresso.

"Para interromper a gravidez, os pais teriam de pedir liminares. Como o Legislativo não faz as leis, o Judiciário acaba fazendo, o que é uma distorção da democracia."

Soldado americano recebe transplante de dois braços

da Associated Press


Um soldado americano que perdeu os quatro membros em um bombardeio no Iraque disse que está ansioso para dirigir e nadar com os novos braços, depois de ser submetido a um transplante duplo.

"Eu só quero tirar o máximo desses braços", afirma Brendan Marrocco, 26, em uma entrevista coletiva nesta terça (29) no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.

Gail Burton/Associated Press
O soldado Brendan Marrocco, 26, durante entrevista coletiva no Hospital Johns Hopkins, nos EUA
O soldado Brendan Marrocco, 26, durante entrevista coletiva no Hospital Johns Hopkins, nos EUA

Depois da lesão, contou Marrocco, a adaptação com as próteses de perna foi boa, mas ele odiava não ter braços.

"Você fala com as mãos, faz tudo com as mãos, basicamente, e, quando você não tem isso, fica perdido por um tempo."

O soldado disse que seu maior desejo é dirigir seu Dodge Charger preto que está parado na garagem há três anos.

"Eu adorava dirigir", afirmou. "Estou ansioso para voltar a fazer isso e para me tornar um atleta."

Apesar de não esperar mais resultados excelentes no futebol, seu esporte favorito, Marrocco afirmou que gostaria de nadar e completar uma maratona.
Ele brincou dizendo que os militares às vezes se acham atletas profissionais mal pagos. Seu bom humor e otimismo estão entre as qualidades que os médicos citaram como sinais de que ele vai recuperar boa parte dos movimentos de braços e mãos em dois ou três anos.

"Ele é um jovem com muita esperança e é teimoso --no bom sentido", afirmou Jaimie Shores, diretor do hospital.

Shores disse que Marrocco já tentou usar suas mãos, mas ele ainda não tem sensibilidade nos dedos e está ansioso para fazer mais à medida que os nervos e músculos cicatrizem.

"Suspeito que ele vai conseguir usar as mãos para tudo o que deixarmos que ele tente. Agora, nós é que estamos fazendo-o esperar", disse o médico.
O procedimento foi só o sétimo transplante duplo de braço ou mão feito nos EUA.

O soldado perdeu os membros em 2009. Ele é o primeiro a sobreviver após perder os quatro membros na guerra do Iraque.

Marrocco também recebeu medula óssea do mesmo doador dos braços para minimizar o uso de remédios contra rejeição. Ele disse que não sabe muito sobre o doador, mas que é grato pelo presente.

A cirurgia de 13 horas foi realizada em 18 de dezembro pelo cirurgião plástico Andrew Lee.

Gail Burton/Associated Press
O cirurgião plástico Andrew Lee fala sobre o transplante duplo de braços feito no soldado Brendan Marrocco, em Baltimore
O cirurgião plástico Andrew Lee fala sobre o transplante duplo de braços feito no soldado Brendan Marrocco

O paciente foi liberado do hospital mas vai continuar sob cuidados intensivos por dois anos no Hospital Johns Hopkins e depois no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, em Bethesda.

"O progresso será lento, mas o resultado valerá a pena", disse Lee.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Projeto Memórias é lançado nesta sexta, 1º de fevereiro

O totem que exibirá os 27 vídeos do projeto ficará no Memorial da Inclusão, na sede da Secretaria. Ao longo de 2013, mais dez vídeos serão inseridos.

Na noite desta sexta-feira, 1º de fevereiro, será lançado o Projeto Memórias, no Memorial da Inclusão, na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. 

Em um primeiro momento, o projeto reúne depoimentos de 27 ativistas com e sem deficiência, atuantes do movimento social da pessoa com deficiência. Os vídeos serão em torno do AIPD – Ano Internacional das Pessoas Deficientes, que aconteceu em 1981.

O projeto, iniciado em 2010, tem o objetivo de contar a história a partir de líderes e pessoas que marcaram a luta em prol das pessoas com deficiência. Ao longo de 2013, mais dez depoimentos serão inseridos.

Entre os entrevistados estão Leila Bernaba Jorge Klas, Lia Crespo, Gilberto Frachetta e Célia Leão. Os vídeos, que tem entre 4 e 8 minutos, serão apresentados em um totem acessível touchscreen que pode ser acionado a partir de toque com os dedos. Na ocasião será anunciada a versão em inglês do Livro "AIPD-30 anos".

A partir das 20h, será apresentado o espetáculo musical acessível Pro Nosso Destino Mandar, da Oficina Meta Cultural. Todos estão convidados.

SERVIÇO
Lançamento do Projeto Memórias
Data: 1º de fevereiro
Horário: 18h
Local: Memorial da Inclusão – Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda (próximo da estação de trem e metrô Barra Funda)

TODOS ESTÃO CONVIDADOS

Quase 1 milhão de crianças com deficiência visual no Brasil

Dra. Susan Erika (foto): se os erros refrativos das crianças não forem tratados em tempo, podem desencadear problemas visuais irreparáveis.

Ao iniciar o ano letivo devemos chamar a atenção para o desenvolvimento daqueles que formarão a nação do futuro que são as nossas crianças. Para ser produtivo na idade adulta, é preciso ter boa visão para aprender na infância. Mais de 950 mil crianças brasileiras, com até nove anos de idade, apresentam algum grau de deficiência visual.

Os dados divulgados recentemente foram extraídos do censo 2010 do IBGE. Para a oftalmologista da Clínica de Olhos Yano, Dra. Susan Erika, “o número confirma que os problemas oculares facilmente detectáveis em crianças, no início da idade escolar, são erros refrativos como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo”.

Erros refrativos
Com miopia, a criança vai ter dificuldade de enxergar á distância. “Apesar de ver de perto, uma criança míope apresenta dificuldade ao executar as tarefas dentro de sala de aula”, esclarece a oftalmologista da Clinica de Olhos Yano.

Já com hipermetropia, a criança pode até enxergar bem, mas ás custas de um grande esforço visual. “Esta é uma criança que vai se desenvolver mais lentamente na escola durante o aprendizado e pode apresentar sintomas como dor de cabeça e cansaço visual, os quais evidenciam a presença de problemas visuais”, alerta a oftalmologista.

Dra. Susan Erika Yano descreve que com astigmatismo, a criança poderá enfrentar dificuldade para enxergar tanto de longe quanto de perto e muito cansaço visual, apresentando também sintomas como dor de cabeça e dor nos olhos. “Crianças com astigmatismo apresentam um rendimento escolar baixo do esperado normalmente, porque têm sérias dificuldades de aprendizado”, conta.

Identificação
A médica da Clinica de olhos Yano lembra que pais e professores precisam ficar atentos aos sinais como baixo rendimento escolar, dor de cabeça e dor nos olhos, vermelhidão ocular, coceira e fotofobia. “Algumas escolas já dispõem de professores capacitados para identificar dificuldades de visão apresentadas pelos alunos. Nesses casos, quando a criança tem um rendimento abaixo do esperado é encaminhada para avaliação com oftalmologista para realizar exames que permitirão um diagnóstico preciso sobre a quantidade e qualidade da visão da criança. Quase sempre o tratamento é simples. Na maioria dos casos, óculos ou uso intercalado de tampão, nos casos de estrabismo são a base do tratamento”, adianta a oftalmologista Dra Susan EriKa Yano.

Consequências
A oftalmologista da Clinica de Olhos Yano adverte que se os erros refrativos das crianças não forem tratados em tempo, podem desencadear problemas visuais irreparáveis. “A ambliopia também conhecida como olho preguiçoso, é a consequência mais comum de erros de refração e de estrabismo. Consiste na baixa visão de um olho estruturalmente normal, mas que não recebe do cérebro as informações suficientes para um bom desempenho visual. Essa condição é a maior causa de baixa visão na infância, explica a especialista Dra Susan Erika Yano. 

SERVIÇO
Fonte: Clinica de Olhos Yano
Endereço: 401 Sul, Av. LO 11, Lote 02, Sala 601, 6 andar. Ed. Palmas Medical Center
Foto: (63) 3214/6754
E-mail: contato@clinicadeolhosyano.com.br

Isenção ICMS

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A deputada federal Mara Gabrilli está comemorando mais uma importante vitória das pessoas com deficiência e suas famílias. Recente decisão do CONFAZ - Conselho Nacional de Política Fazendária -, garante que deficientes físicos, visuais, intelectuais, e autistas poderão comprar carros novos mais baratos, com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida, que passa a valer a partir de janeiro de 2013, beneficia não só as pessoas com deficiência com autonomia para dirigir (que já possuem desconto), mas também representantes legais, desde que o valor do veículo com impostos não ultrapasse R$ 70 mil.

Essa mudança na legislação é uma luta antiga de Mara. Desde que era vereadora de São Paulo, ela pedia a isenção do ICMS às pessoas com deficiência, não condutoras. "Essa isenção sana uma injustiça que ocorria. Sem dúvida, é mais uma importante vitória de grande parcela da população", afirma. No início deste ano, já como deputada federal, Mara participou, em Brasília, de reunião no COTEP - Comissão Técnica Permanente do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias, uma espécie de encontro que antecede à do CONFAZ, na qual sensibilizou os presentes. "Até agora, pessoas com deficiência que não dirigiam só tinham direito à isenção do IPI e do rodízio municipal, mas só o condutor tinha direito à isenção do ICMS", explica.

Convênio
Publicado no Diário Oficial da União de 9 de abril, o Convênio ICMS 38, afirma que "ficam isentas do ICMS as saídas internas e interestaduais de veículo automotor novo quando adquirido por pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal".

Além disso, o adquirente não pode ter débitos para com a Fazenda Pública Estadual ou Distrital e o veículo deverá ser adquirido e registrado no Departamento de Trânsito do Estado - DETRAN, em nome da pessoa com deficiência.

Caso o veículo seja transferido dentro do período de dois anos a uma pessoa que não teria o mesmo benefício, o comprador deverá recolher o tributo devido. Após dois anos, a transferência fica livre.

Para ter direito ao desconto, a pessoa com deficiência ou seu representante deve apresentar os seguintes documentos em uma unidade da Secretaria de Fazenda:

- Laudo médico que comprova o tipo de deficiência; -

Comprovação de disponibilidade financeira ou patrimonial para fazer frente aos gastos com a aquisição e a manutenção do veículo a ser adquirido; - 

Cópia autenticada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

- Comprovante de residência;

- Cópia da CNH de todos os condutores autorizados (no máximo três); - 

Documento que comprove a representação legal, se for o caso. A medida iguala a isenção do ICMS à isenção já em vigor do IPI.


Fontes: Paraolimpicos.wordpress.com - http://sentidos.uol.com.br - Imagem Internet

Justiça condena Lojas Renner por não cumprir cotas de deficientes

Do UOL, em São Paulo


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O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região condenou a Lojas Renner ao pagamento de uma multa de R$ 220 mil por não cumprir o número mínimo de empregados portadores de deficiência exigido pela lei. A multa foi aplicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, porque a empresa deveria ter 522 trabalhadores nesta condição, mas possui apenas 229.

De acordo com a lei 8.213/91, que regulamenta a reserva de postos de trabalho para deficientes, empresas com mais de 1001 empregados precisam preencher 5% de seu quadro de funcionários com pessoas portadoras de deficiência ou reabilitadas. Como a Renner tem 10.674 funcionários, a reserva deveria ser de 522 profissionais.

A Renner alega que é impossível cumprir as metas da lei, “dada à indisponibilidade no mercado de pessoas com deficiência aptas à contratação”.

Mas para o desembargador Ricardo Fraga, a própria defesa da empresa revela conteúdo discriminatório, quando diz que “não espera destes profissionais (deficientes) a mesma potencialidade dos demais empregados”.

O desembargador ainda ressaltou que as “eventuais dificuldades do mercado de trabalho, que existem para todos, deveriam ser superadas com treinamento, seja para estes ou para todos os trabalhadores”.

A 3ª turma do TRT ainda ressaltou que não é a primeira vez que o tribunal julga a Renner por descumprimento das cotas, sendo que em 2011 já havia mantido uma multa de mais de R$ 100 mil.

Procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, a Lojas Renner ainda não informou se vai recorrer da multa no Tribunal Superior do Trabalho.

Fonte: http://noticias.uol.com.br - Imagem Internet

Garota começa a ouvir do lado direito após implante inédito em Goiás

Menina de 13 anos colocou protése auditiva na terça-feira (29).
Equipamento recebe som através do osso da cabeça, explica médico. 
Do G1 GO, com informação da TV Anhanguera


Pela primeira vez em Goiás, foi realizado o procedimento cirúrgico que faz a ativação de uma prótese auditiva. Após seis meses de tratamento, uma menina de 13 anos que tinha deficiência auditiva no ouvido direito começou a ouvir perfeitamente. Ela recebeu o implante de uma prótese auditiva fixada no osso, na terça-feira (29), em Goiânia.

“Ela não tem uma orelha por uma má formação congênita e, por isso, não ouvia. Quando a pessoa perde a audição de um lado, a gente coloca o aparelho parafusado na cabeça e, através do osso, o som é conduzido para o lado que estava surdo”, explica o médico otorrinolaringologista Márcio Caetano Vaz.

A fonoaudióloga Viviane Botelho explica o processo: “Ela tem um sistema ósseo integro e, onde tem a vibração óptica, o aparelho vai conseguir estimular o outro lado do ouvido, pois nossa audição funciona dessa forma”.

Os especialistas garantem que a menina voltou a ouvir normalmente e terá apenas que redobrar os cuidados com a higiene no local. “Ela vai poder lavar o cabelo normalmente, mas tem que tomar cuidado para que não aconteça qualquer tipo de infecção no local”, ressalta a fonoaudióloga.

De acordo com a equipe médica que realizou o implante, a cirurgia poderá ser oferecida na rede publica de saúde.

Educação inclusiva

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A Prefeitura de Guarujá é pioneira no avanço da qualidade de ensino mais uma vez. O Município instituiu um novo cargo dentro do organograma da Secretaria de Educação: instrutores de Libras para atuarem no atendimento educacional especializado para o ensino desta língua. Os instrutores começarão nas quatro escolas pólos da cidade no inicio do ano letivo. Para o início da implantação, três instrutores, dois surdos e um ouvinte, ministrarão o ensino de LIBRAS.

A rede municipal segue as recomendações do Ministério da Educação (MEC), e os instrutores atuarão no Programa de Educação Bilingue favorecendo o uso e a difusão da LIBRAS como língua de instrução além de ministrar aulas na educação infantil e no ensino fundamental.

Segundo a Coordenadora de Educação Especial, Ana Maria Lopes da Nova, o novo cargo veio para melhorar a educação dos deficientes auditivos. "Garantir esse direito é reconhecer a identidade da pessoa surda e favorecer o seu pleno desenvolvimento como cidadão".

Na rede municipal existem 75 alunos surdos ou com deficiência auditiva, da creche à educação de jovens e adultos, distribuídos nas escolas pólos Profª Dirce Valério Gracia (Av. Dom Pedro I, 340, Jardim Tejereba), Prof. Antonio Ferreira de Almeida Júnior (Rua Marivaldo Fernandes, s/n, Jardim Tejereba), Dr. Napoleão Rodrigues Laureano (Av. Oswaldo Aranha, 365, Jardim Maravilha) e Benedita Blac Gonzalez (Rua Rio Solimões, s/n, Jardim Boa Esperança).

Fontes: Prefeitura de Garuja/SP http://sentidos.uol.com.br - Imagem Internet

Após acidente, jogador Adil sofre para conseguir trabalho e quer 'levantar a bandeira dos deficientes'

Depois do acidente, era incerto se ele teria ou não condições de voltar a se locomover normalmente. Tudo dependeria da evolução da recuperação. Mas o ex-jogador não desanimou. Se dedicou à fisioterapia e procurou bons especialistas.


A vida de Adil passou por uma reviravolta em 2000, quando o ex-ponta esquerda viajava por Minas GeraisSite externo. no banco do passageiro de um BMW durante uma forte chuva.

Em ponto próximo de Rio Pomba (250 km de Belo Horizonte), o carro bateu em uma árvore num acidente que deixaria sequelas, mas que não tiraria de Adil a vontade mostrada nos tempos de atleta. “Quando acordei, não tinha movimento no corpo inteiro” lembra.

Adil, que já passou por Corinthians, Grêmio, Cruzeiro Portuguesa, além de vários clubes do interior de São Paulo, ficou cerca de quatro meses internado. Passou boa parte do tempo sem movimento nenhum. “Saí do [hospital] Sarah Kubitschek Sarah Kubitschek  como tetraplégico. Fiquei quatro meses só mexendo a cabeça e os olhos”, lembra. Ele teve uma lesão medular cervical de graus 5 e 6, que eram possíveis uma recuperação. Há outros casos em que o quadro é irreversível.

Depois do acidente, era incerto se ele teria ou não condições de voltar a se locomover normalmente. Tudo dependeria da evolução da recuperação. Mas o ex-jogador não desanimou. Se dedicou à fisioterapia e procurou bons especialistas. “Tudo que falar em fisioterapia eu fiz. Até competir em cavalo”, lembra Adil, que colocou na cabeça que superaria tudo da melhor maneira possível. Hoje, ele ainda anda com dificuldade. Precisa do apoio de uma muleta, mas já consegue até dirigir.

“Na verdade, era para eu usar duas muletas. Mas sou teimoso, né? E dirijo normalmente. Só não vou conseguir trocar o pneu do carro se furar. Aí complica. Mas nem penso nisso, se não nem saiu de casa, né?”, falou, bem humorado.

O cenário, no entanto, não era dos melhores. Adil chegou a receber, assim que saiu do hospital, uma indicação do médico para que comprasse uma cadeira de roda. Ele disse que não precisaria daquilo e cravou que conseguiria se locomover normalmente sem elas. “Falei que não era necessário porque iria lutar com unhas e dentes. Coloquei isso na cabeça”, lembrou.

“Não tive depressão, aborrecimento, nada. Aceitei tudo da melhor maneira possível. O que eu faria? Não adiantava ter rancor. Ia dar um tiro no ouvido? Isso não adianta. Se Deus me deu a chance de acontecer isso, eu tinha que suportar. Continuei como um cara muito feliz. Dificilmente alguém vai me ver aborrecido em sem sorriso. Não sou revoltado com a vida. Gosto demais dela. Estou sempre passando conforto para as pessoas”, continuou.

Se trocou o possível aborrecimento pela superação, Adil só tem hoje um desconforto: estar parado em casa sem fazer o que tanto quer, que é trabalhar com o futebol. Vive em São João Nepumoceno (MG) e está há três anos sem trabalhar.

Chegou a exercer a função de dirigente no Tupi-MG, mas deixou o clube para resolver problemas particulares. Depois, não recebeu mais convites para trabalhar. Por isso fica em casa, inquieto, fazendo tarefas não tão agradáveis e na expectativa de poder excercer uma função de suporte em alguma equipe.
“Eu sou uma pessoa ativa, não consigo ficar parado”, falou, para depois explicar como tenta se safar do ócio. “Fico na minha casa e procuro fazer atividades de casa, com cachorro, limpando piscina, varrendo e vendo jogos. Vejo às vezes dois, três jogos por dia. A Copa São Paulo vi todinha, vi todinha pela TV”, falou.

Adil quer voltar ao futebol e se vê com condições de ser um elo entre atletas, comissão técnica e a cartolagem do clube. Lembra que já foi capitão de vários clubes por onde passou, foi sempre marcado pela liderança e aprendeu a como conduzir questões pessoais e de administração.

“Aprendi muito com a vida. Como conversar com diretoria, aquelas coisas que pessoalmente no interior acontece muito. Eu estava sempre na linha de frente, falava o que alguns não queriam. Tenho totais condições de estar no futebol. Não digo em um Corinthians, Flamengo ou Fluminense. Mas posso ensinar muito a clubes do interior, por exemplo. O amadorismo ainda impera no futebol brasileiro”, falou.

“Quero participar, lidando diretamente com o futebol. Participando da negociação. Captando recursos pra ajudar. Tudo isso. Onde podemos pegar meio pra uma contratação que está fora do parâmetro do clube? Eu aprendi muito. Tem três anos que não exerço função nenhuma, sinto falta do treinamento, de vivenciar aquilo. No dia seguinte levantar e ter aquela adrenalina do jogo, você acaba se sensibilizando com isso. Você volta a ter aquela adrenalina”, continuou.

Adil diz que o desconhecimento do mundo do futebol sobre sua real situação pode estar atrapalhando a ser lembrado para os cargos. Assim, volta a garantir que não há nada que o impeça de trabalhar. Está totalmente apto.
“Pode ser que [isso atrapalhe] sim. Às vezes ficamos esquecidos no interior. Quem não é visto não é lembrado. Fui gerente de futebol do Tupi e acompanhei o time em todos os jogos. Fazia de tudo”, lembra.

Bandeira para os deficientes
Adil também se coloca à disposição para trabalhar em federações como  um representante que vai ajudar a fiscalizar as condições dos estádios para que pessoas deficientes tenham acesso diferenciado para assistir aos jogos de futebol.

Ele conta que já foi a vários locais que não possuem essa estrutura e que muitos deficientes querem estar presente em jogos, mas não vão porque não encontram facilidade.

“Não sabemos, por exemplo, se todos os estádios têm condições para deficientes. Esse seria um trabalho que gostaria de fazer em uma federação, por exemplo. Tenho acesso muito grande a cidades do interior. Às vezes a pessoa tem dificuldade de locomoção, tem dinheiro, gosta de futebol e não tem condições de ir pra esse local. Já vi cadeirantes em situações. Posso ser um defensor dessa bandeira.”

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Estacionamentos: Direito de idosos e deficientes

Smtt promove fiscalização intensiva para garantir direitos.

                                                                  Imagem Internet
Afirmar o direito do idoso e do deficiente em poder estacionar nas vagas especiais é o um dos objetivos da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Com fiscalização intensiva, os agentes da mobilidade estão sempre nas ruas, impedindo que outras pessoas que não possuem autorização, ocupem as vagas de estacionamento direcionadas legalmente a quem tem mais de 60 anos e deficientes físicos.

Segundo a supervisora de trânsito, Leila Maria, os agentes sempre estão nas ruas para assegurar que todos tenham acesso as vagas como regue a lei. "Nossos agentes motociclistas sempre estão nas ruas, buscando visualizar quem está infringindo a lei. Vamos até estacionamentos de supermercados, vias públicas e aplicamos as medidas administrativas necessárias. Nós também contamos com a ajuda das pessoas que denunciam através do Disk Trânsito, pelo nº 118 e nos avisam sobre alguma ocorrência", pontua.

Os estacionamentos em vagas especiais só são permitidos para pessoas que possuem a credencial oficial e permitida pelo SMTT. O documento é pessoal, intransferível e deve estar sempre no painel do veículo ou em um local visível do carro. Se for confirmado que existe outra pessoa que utilizou esse documento para estacionar em uma vaga especial, sem a presença da pessoa credenciada, o documento é imediatamente suspenso.

Segundo as resoluções 303 e 304/08 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as vagas de estacionamento devem ser obrigatoriamente destinadas aos idosos e deficientes. Desta forma, todas as cidades brasileiras têm a obrigatoriedade de reservar 3% das vagas de estacionamento público para idosos e 2% para deficientes.

Documentação
A credencial para vagas especiais é específica para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e pessoas com deficiência física, visual ou com algum tipo de síndrome. Para obter a credencial, é necessário cópias dos seguintes documentos: Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de residência. Para as pessoas com deficiência, deve ser apresentado também o laudo médico constatando diagnóstico, Classificação Internacional de Doenças (CID), carimbo e assinatura do médico especialista.

A credencial pode ser adquirida no serviço de atendimento ao público, na sede da SMTT, rua Roberto Fonseca (antiga rua G), nº 200, bairro Inácio Barbosa, no horário das 7 às 17 horas e também pelo telefone 3179-1416 ou no Centro de Atendimento ao Cidadão (CEAC) do Shopping Riomar, de segunda à sexta, das 7h15 às 17:45 e sábado, das 7h15 às 12h45.

Infração
Ainda segundo o Código de Trânsito Brasileiro, Lei 9.503/97, em seu Art. 181, inciso XVII, estacionar em vagas para deficientes e idosos é infração leve, com três pontos na carteira de habilitação e pagamento de multa de R$ 53,20, para os motoristas que ocupam de forma irregular uma vaga especial. Em alguns casos, o veículo também pode ser removido do local.

Fonte:  http://www.clicksergipe.com.br - Imagem Internet

Deficientes físicos não devem abrir mão dos exercícios

Prática regular ajuda na redução de doenças coronarianas, hipertensão, câncer no cólon e diabetes.
Agência Estado
                                                                                            Imagem arquivos APNEN
Mesmo que necessite de ajuda, o portador de deficiência física não deve abrir mão dos exercícios. Quanto mais exercício fizer, mais o corpo irá corresponder. O médico ou terapeuta é o profissional ideal para ajudar o paciente na escolha da atividade que mais combine com suas preferências, necessidades corporais e circunstâncias de vida.

Além da superação dos limites corporais, amenizando as perdas da capacidade física e a função metabólica, o portador de deficiência física tem na prática da atividade a redução de doenças coronarianas, hipertensão arterial, câncer no cólon e diabetes.

A atividade física regular também ajuda ao portador de deficiência a regularizar as funções fisiológicas, os inchaços articulares e as dores provocadas pela artrite. Sem falar no sentimento de bem estar geral que o exercício proporciona, o que melhora o humor e acaba com a depressão.

Atividades físicas também são facilitadoras na superação de barreiras sociais e facilitam a inclusão. Deficientes físicos que praticam esportes provam que são tão capazes e vencedoras como qualquer membro da sociedade. O esporte funciona como uma vitrine e um meio de interação do deficiente com o mundo.

Fonte: http://noticias.r7.com - Imagem arquivo APNEN

Deficiente auditiva luta para cursar faculdade com intérprete em MS

Instituição de ensino não contrata intérprete, e caso pode ir à Justiça.
Defensoria Pública deve tentar acordo com universidade.
Do G1 MS


Uma família em Campo Grande luta para que uma jovem deficiente auditiva realize o sonho de cursar uma faculdade. Tábata Rodrigues Nogueira, de 20 anos, foi aprovada em um processo seletivo para o curso de Ciências Biológicas, mas a instituição não dispõe de intérpretes para língua de sinais, como mostrou reportagem do Bom Dia MS desta terça-feira (29).

A universidade particular alega que a responsabilidade de contratar um intérprete é da estudante. Tábata, que sempre estudou em escolas públicas com a ajuda de intérpretes, tem deficiência auditiva profunda. Mesmo diante das dificuldades, a jovem não desistiu de estudar e garantiu a matrícula na instituição. As aulas estão previstas para começar ainda em janeiro.

A família da jovem procurou a Defensoria Pública, que deve buscar um acordo com a universidade antes de ingressar com ação judicial. O Subcorregedor-Geral do órgão, Francisco Carlos Bariani, avalia que a recusa da instituição de ensino fere princípios constitucionais, e alerta que outros estudantes em situação semelhante podem procurar a Defensoria. O telefone do órgão é 129, e a sede em Campo Grande fica na rua Antônio Maria Coelho, 1668, centro.

A instituição também firmou, no último dia 22 de janeiro, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF/MS), em que se compromete a garantir acessibilidade para alunos com deficiência visual, auditiva e física. No caso dos acadêmicos com deficiência auditiva, o acordo prevê que a universidade proporcione intérprete de língua de sinais durante as aulas.