sábado, 9 de fevereiro de 2013

Deficiente físico de 19 anos é a única fonte de sustento da família

O auxílio doença no valor de R$ 400 de um jovem de 19 anos é o único sustento para nove pessoas de uma família que dividem um quarto no bairro Siqueira, em Fortaleza, ele sofre com a doença desde o nascimento.


Além do jovem doente, outros dois estão internados em uma clínica de reabilitação. O dinheiro não dá para quase nada e eles passam fome a maioria dos dias. Em alguns dias a única coisa que a família consome é a água do pote.
Para ajudar a minimizar essa situação, você pode doar fraldas, roupas e alimentos. Basta ligar para: 8720-7636 / 8913-4042.

Cadeirante vai à folia em bloco de Salvador

“A maioria respeita muito, consigo curtir bastante”, afirmou Bianca.

Bárbara Forte e Elisa Klabunde, de Salvador - entretenimento@band.com.br

Bianca é Cadeirante desde 2006 - Foto Bárbara Forte/Portal da Band
Cadeirante desde 2006, a pensionista Bianca Vasconcelos, de 32 anos, caiu na folia com o marido e a mãe nesta quarta-feira, durante os blocos da Fanrarra, no circuito Barra-Ondina. E não se assustou com a multidão que a cercava.

“A maioria respeita muito, consigo curtir bastante o Carnaval”, afirmou Bianca, que se tornou paraplégica após um acidente de carro. Segundo ela, a ajuda de profissionais capacitados também é importante.

Guias de deficientes

Para receber e orientar os foliões cegos ou com deficiência física e auditiva, o governo da Bahia treinou 600 pessoas no programa "Guias e Monitores de Carnaval".

Durante uma semana, a Secretaria de Turismo capacitou monitores, que durante a folia ficarão espalhados em diversos pontos de Salvador, geralmente próximos a bases policiais. O serviço é gratuito aos turistas.


Camila Miranda, estudante de Direito da UCSAL (Universidade Católica de Salvador), é uma das integrantes do projeto e diz estar ansiosa para a estreia na função, que começa nesta quinta-feira.

Para participar do projeto, que além dos deficientes orienta todos os turistas, principalmente os estrangeiros, os candidatos passaram por provas de fluência em inglês e espanhol. 


Camila Miranda é uma das integrantes do projeto
Camila Miranda foi treinada pelo governo para atender os foliões com deficiência física e auditiva
Bárbara Forte/Portal da Band

Olho biônico para deficientes visuais começará a ser comercializado

O primeiro olho biônico foi criado nos Estados Unidos e transplantado em 60 deficientes visuais de todo o mundo, que conseguiram recuperar parcialmente a visão.

Tecnologias-para-Pessoas-com-Deficiência.


Depois de vários anos de pesquisas, o primeiro olho biônico foi criado nos Estados Unidos e transplantado em 60 deficientes visuais de todo o mundo, que conseguiram recuperar parcialmente a visão, alguns mais, outros menos.

O dispositivo, denominado Argus 2, foi produzido pela empresa californiana Second Sight Medical Products e é composto por eletrodos implantados na retina e lentes equipadas com uma câmera em miniatura.

O olho foi aprovado pelas autoridades europeias e a FDA, a agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, deve aprová-lo em breve e torná-lo o primeiro olho biônico do mundo a ser comercializado.

O Argus 2 permitirá às pessoas que sofrem de retinose pigmentar, uma rara enfermidade genética que provoca a degeneração dos foto-receptores da retina, recuperar a visão. Estima-se em 100.000 o número de pessoas que sofrem desta doença nos Estados Unidos.

Estes receptores transformam a luz captada pelo olho em sinais eletroquímicos transmitidos para o cérebro pelo nervo óptico.

Eletrodos na retina
“Esta prótese da retina permite estimular diretamente o nervo com sinais de vídeo e uma carga elétrica transmitida sem fio segundo determinadas frequências de 60 eletrodos implantados na retina”, explicou à AFP Brian Mech, encarregado da Second Sight.

As 30 pessoas de 28 a 77 anos que participaram do teste clínico do Argus eram totalmente cegas, com acuidade visual abaixo de 1/10, quando a normal é de 10/10.

Os pacientes geralmente encontraram uma acuidade 0,17/10, que lhes permite distinguir formas em preto e branco, como uma pessoa no batente de uma porta, ou se alguém está sentado ao seu lado, mas não reconhecem o rosto.

“Os resultados variam muito de um paciente para outro. Alguns constataram uma leve melhora, enquanto outros conseguem ler títulos grandes de jornais, quando antes eram totalmente cegos”, explicou Mech. Em alguns casos, os pacientes conseguiram, inclusive enxegar cores.

O Argus 2 está disponível em vários países europeus ao preço de 73 mil euros, informou, destacando que o dispositivo promete ser um sucesso comercial.

“Temos muitas intervenções cirúrgicas programadas”, acrescentou.

Outros métodos
Outras equipes de cientistas estão tentando desenvolver um olho biônico com melhor resolução de imagem e mais eletrodos implantados na retina.

A equipe de John Wyatt, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), trabalha em um sistema que teria até 400 eletrodos. Daniel Palanker, da Universidade de Standford na Califórnia, propõe uma abordagem diferente, baseada em minúsculas células fotovoltaicas no lugar dos eletrodos.

Pensamos em poder implantar até 5.000 destas células no fundo do olho, o que permitiria ter, teoricamente, uma resolução dez vezes melhor”, explicou à AFP George Goetz, membro da equipe de Palanker. O sistema também poderia ajudar as pessoas que perderam a visão devido à degeneração macular associada à idade, acrescentou.

As células fotovoltaicas transformam a luz em impulsos elétricos, que estimulam as células nervosas da retina. Estas, por sua vez, transmitem os sinais para o cérebro.

O sistema foi testado com sucesso em camundongos e os primeiros testes clínicos podem começar no ano que vem, provavelmente na França.

Grace Shen, diretora do programa de pesquisas sobre a retina do National Eye Institute, que financia uma parte da pesquisa, afirmou que “o olho biônico pode funcionar, mas ainda há muito por fazer”, destacando que os trabalhos realizados com células-tronco e a optogenética são igualmente promissores.

A optogenética permite modificar geneticamente células da retina para que voltem a ser sensíveis à luz.

Fonte: Noticias Bol - http://pessoascomdeficiencia.com.br

Programa Praia Acessível tem programação especial para o carnaval

Pessoas com deficiência poderão tomar banho de mar com cadeiras anfíbias localizadas em Santos, Bertioga, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.
Da Reportagem

As cadeiras anfíbias são feitas com um tipo de pneu que promove prontidão durante a locomoção na areia, além de não afundar dentro da água (Foto: Divulgação)

O programa Praia Acessível conta com programação especial até dia 12 de fevereiro. Os municípios de Santos, Bertioga Guarujá, Mongaguá e São Vicente contarão com cadeiras anfíbias, idealizadas para facilitar o banho de mar de pessoas com deficiência. Em Santos, o programa está localizado na Praia do Canal 3. Em Bertioga fica na Praia do Sesc e na Praia do Forte. Já em Guarujá, Mongaguá, São Vicente e Itanhaém, as cadeiras anfíbias estão na Praia de Pintagueiras, Praia do Centro, Itararé e Praia do Sonho respectivamente. O programa é uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e das prefeituras dos municípios, que têm o objetivo de incentivar e promover a inclusão das pessoas com deficiência nas praias.

Até o final do carnaval, das 10h às 17h, o programa funcionará em Santos de quinta-feira a domingo. Na cidade de Bertioga, pessoas com deficiência poderão tomar banho de mar diariamente e no Guarujá e Itanhaém de quinta a domingo. Já em Mongaguá e São Vicente, as cadeiras anfíbias ficarão disponíveis aos finais de semana. Após a data, o programa continuará em todas as praias aos finais de semana no mesmo horário.

Lançado em 2010, o programa consiste em oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança e dignidade. A Secretaria é responsável pelo fornecimento das cadeiras, já a prefeitura, pelas equipes de suporte do programa.

As cadeiras anfíbias são feitas com um tipo de pneu que promove prontidão durante a locomoção na areia, além de não afundar dentro da água. Devido à sua altura, é possível o usuário entrar na água em uma profundidade não perigosa. Existe facilidade na transferência para a cadeira, que possui braços removíveis.

O programa Praia acessível já beneficiou mais 25 mil pessoas com deficiência e pode ser utilizado por moradores ou visitantes da região. A iniciativa acontece também nos municípios de Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião.

Rapaz que ficou tetraplégico teve melhora em unidade de pacientes crônicos

Thiago Ribeiro, 25,(foto) que sofreu um acidente de carro e ficou com tetraplegia, assiste à televisão em seu quarto em uma clínica para doentes crônicos no Tatuapé, em São Paulo.
Cláudia Collucci de São Paulo

                                    Lalo de Almeida/Folhapress
Uma piscada forte quer dizer sim. Duas piscadas fortes querem dizer não. É dessa forma que Thiago Ribeiro, 25, se comunica há um ano.

Em janeiro de 2011, ele sofreu um grave acidente de carro, teve um trauma craniano e ficou tetraplégico.Também perdeu a fala e os movimentos dos membros. 

Entre as idas e vindas do quarto para a UTI foram 360 dias de internação em um hospital geral de São Paulo.

Em razão da internação prolongada, perdeu quase toda a massa muscular.

Por falta de fisioterapia, os membros se retraíram, fazendo com que ele ficasse com uma posição próxima à fetal.

Era mantido assim por longas horas, o que resultou em úlceras que necrosaram a pele da região sacral e da bacia.

Em janeiro do ano passado, foi encaminhado para uma casa de doentes crônicos, ainda precisando de ventilação mecânica. Tinha uma traqueostomia (orifício artificial na traqueia).

"Quando o recebemos, ele pesava 38 kg", lembra a fisioterapeuta Telma Busch.

Ela conta que nos primeiros atendimentos percebeu que o rapaz compreendia o que se passava ao seu redor. Foi então estabelecida a comunicação por piscadas.

"Pudemos perceber se ele recebia a quantidade adequada de analgésicos, se a posição estava confortável ou se ele queria mudar o canal da televisão", explica.

Secretaria realiza 4ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania a partir de março

Este ano a Caravana inicia suas visitas em março, na cidade de Bebedouro.

A partir de 22 de março, a Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, juntamente com a União dos Vereadores do Estado de São Paulo (UVESP), terá a sua quarta edição em dez cidades do interior paulista.

O primeiro município a receber os encontros será Bebedouro. A Caravana consiste em uma série de encontros regionais, com objetivo de conscientizar os participantes sobre os direitos das pessoas com deficiência, que incluem: educação, trabalho, cidadania, reabilitação, entre outros.

Além do fomento a políticas públicas que assegurem a cidadania e os direitos das pessoas com deficiência, a Caravana é um momento de diálogo, onde a comunidade tem a oportunidade de apresentar seus destaques. É uma grande festa!

A Caravana é aberta ao público, as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas na abertura de cada evento.

Calendário da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania de 2013 

Bebedouro – 22 de março
Votuporanga – 12 de abril
Itú – 26 de abril
Lins – 17 de maio
Araçatuba – 21 de junho
Registro – 09 de agosto
Porto Ferreira – 13 de setembro
Lorena – 18 de outubro
Dracena – 22 de novembro
Campinas – 13 de dezembro

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ajude em pesquisa sobre autistas adultos e seus familiares

                                                                               Imagem Internet
A terapeuta ocupacional Fernanda Duarte Rosa está fazendo uma pesquisa a respeito de pessoas com autismo em idade adual e seus familiares e precisa da colaboração das famílias fornecendo algumas informações simples. Mestre em Engenharia Urbana e graduada em Terapia Ocupacional (TO), Fernanda está cursando seu doutorado em Educação Especial, na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e também é familiar de autista — tem um irmão de 32 anos que está no espectro do autismo. Quem puder, colabore doando uns minutos do seu dia para contribuirmos com pesquisas a respeito do Transtorno do Espectro do Autismo em nosso país.

Abaixo, segue a carta da terapeuta ocupacional com as instruções de como colaborar com sua pesquisa.


                       Pesquisa sobre Autismo em idade adulta


Olá, meu nome é Fernanda Duarte Rosa, sou irmã mais nova de um adulto com autismo, o Rodrigo, que tem 32 anos de idade. Atualmente faço doutorado no Programa de Pós Graduação em Educaçãoi Especial, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e estou realizando uma pesquisa sob a orientação da Profa. Dra. Thelma Simões Matsukura, cujo título é: "Indivíduos com Autismo em idade adulta e seus familiares: caracterizando sua realidade."

O objetivo dessa pesquisa é identificar a realidade vivida por indivíduos com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e por seus familiares, suas características e as principais necessidades. Relembrando que os TEA incluem o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Para a realização da pesquisa será necessário que uma pessoa da família (ou cuidador principal) de cada pessoa com autismo em idade adulta responda a três breves questionários.

Caso tenha interesse em participar entre em contato com: Fernanda, pelos telefones: (16) 9121-3118 ou (16) 3416-5857 ou pelo e-mail: fernandaduarterosa@yahoo.com.br 

Desde já agradeço a atenção de todos!

Fernanda Duarte Rosa

Fonte:http://www.revistaautismo.com.br - Imagem Internet

Uso de droga antiepiléptica na gravidez eleva o risco de autismo nos bebês

Segundo estudo britânico, o valproato de sódio, um dos medicamentos mais comuns para epilepsia, aumenta a chance de o bebê apresentar problemas neurológicos durante a infância.

Vivian Carrer Elias

Gravidez: Uso de remédio para epilepsia pode elevar o risco de o bebê ter autismo, diz estudo (Thinkstock)


Um estudo britânico descobriu que mulheres que fazem uso, durante a gravidez, de valproato de sódio, um dos medicamentos mais comuns para tratar a epilepsia, apresentam um risco maior de ter filhos com autismo e outros problemas associados ao desenvolvimento neurológico. A pesquisa, desenvolvida na Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha, foi publicada nesta quarta-feira no periódico Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry, que faz parte do grupo British Medical Journal (BMJ).

Opinião da especialista

Elza Márcia YacubianNeurologista, chefe do setor de epilepsia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Academia Brasileira de Neurologia

“Essa relação já é conhecida entre os médicos. É preciso lembrar que quase todos os medicamentos provocam algum efeito adverso em grávidas, não é o caso somente do valproato de sódio. 
O problema é que o valproato de sódio é bastante utilizado por pessoas com epilepsia, e a paciente não deve, em hipótese alguma, deixar de fazer uso desse remédio, inclusive caso venha a engravidar. Isso porque ela ficaria mais propensa a ter crises, que representam um risco ao bebê.
Diante dos resultados de estudos que mostram os efeitos adversos de drogas antiepilépticas entre grávidas, nós, como médicos, devemos explicar todos os riscos que pacientes com epilepsia correm ao engravidar. Explicamos com detalhes as vantagens e desvantagens, e ela deve fazer uma opção. 
A paciente nunca deve deixar de tomar o remédio, e o médico nunca deve aconselhá-la a não engravidar.”
Segundo os autores do trabalho, diversos estudos anteriores já haviam encontrado relação entre o contato de fetos com drogas antiepilépticas e a malformação congênita, inclusive entre o próprio valproato de sódio e danos às funções cognitivas da criança. Com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre o assunto, esses pesquisadores compararam a prevalência de distúrbios neurológicos em crianças que foram expostas, ainda no útero materno, a diferentes drogas antiepilépticas. Esses problemas podem incluir, além de autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e dispraxia, uma condição que prejudica a coordenação motora da criança.
No estudo, a equipe, coordenada por Rebecca Louise Bromley, do Departamento de Farmacologia Clínica e Molecular da Universidade de Liberpool, selecionou 528 crianças nascidas na Inglaterra entre 2000 e 2004. Entre as mães desses jovens, 243 tinham epilepsia, sendo que 209 fizeram uso de drogas antiepilépticas durante a gravidez — os medicamentos mais usados eram o valproato de sódio e a lamotrigina.
Os pesquisadores avaliaram o desenvolvimento físico e intelectual das crianças quando elas tinham um, três e seis anos. Eles também pediram às mães que elas relatassem se os seus filhos precisaram passar por consultas médicas devido a problemas de comportamento, de desenvolvimento, educacionais ou de saúde. 
Prevalência  Segundo os resultados, a prevalência de distúrbios neurológicos entre crianças que tinham mães epilépticas foi de 7,4% — entre o restante das crianças, essa taxa foi de 1,8%. Além disso, entre as crianças cujas mães fizeram uso de drogas antiepiléticas na gravidez, o maior risco de problemas neurológicos foi observado quando a grávida tomou valproato de sódio, tanto isoladamente quanto combinado com outro remédio. O risco de desordens neurológicas chegou a ser dez vezes maior se comparadas as crianças cujas mães fizeram uso de valproato de sódio na gravidez aos filhos de mulheres que não tinham epilepsia.
Segundo os autores dessa pesquisa, esses resultados são preliminares e devem ser confirmados em estudos maiores. No entanto, eles advertem que mulheres com epilepsia que desejam engravidar devem ter acesso, por meio de seu médico, às informações sobre os riscos dos medicamentos. Assim, caberá a elas tomar uma decisão sobre a gravidez. "Grávidas que fazem uso dessa droga devem ser monitoradas. Mas gestantes não devem simplesmente parar de tomar o medicamento por medo de prejudicar o desenvolvimento da criança", escreveram os pesquisadores.

Seis fatores ambientais relacionados ao autismo

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Uso de antidepressivos

O uso de antidepressivos durante a gravidez pode dobrar o risco do filho desenvolver autismo. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Califórnia e publicado no periódico Archives of General Psychiatryem novembro de 2011, que envolveu 298 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sigla em inglês) e 1.507 crianças no grupo de controle. O uso de tais medicamentos foi relatado por 6,7% das mães de crianças autistas, contra 3,3% das mães no grupo de controle. Essa relação é considerada mais forte caso os medicamentos sejam utilizados no primeiro trimestre da gravidez.

CRESCE MOVIMENTAÇÃO PARA GARANTIR INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NAS EMPRESAS

A articulação de uma rede para compartilhar informações e ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência é uma das resoluções do encontro entre autoridades, ativistas da luta pela inclusão e representantes de empresas e escolas realizado na quarta-feira, 6, na Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão (SDTI) de Osasco.

A conclusão partiu da carência de uma base de dados sobre a inclusão e de informações sobre a qualidade da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O problema foi apontado pela SDTI, Gerência Regional do Trabalho e Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho. (Foto: momento em que o representante da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, Adelino Ferreira Costa, comenta os resultados da pesquisa sobre contratações de pessoas com deficiência).

Ano ibero-americano - Tais informações subsidiarão as ações pela inclusão, neste que é o ano ibero-americano para a Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. “A gente percebe que é possível fazer muita coisa pensando em rede para potencializar nossas ações”, explicou o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente.

A existência de base de dados é importante, por exemplo, para colocar abaixo antigos mitos, como o da insuficiência escolar desses brasileiros. No estado de São Paulo há com idade de trabalhar 2,6 milhões de pessoas com deficiência com ensino médio ou superior completo e na região de Osasco há 163 mil pessoas com esta escolaridade, número três vezes maior que o de analfabetos com o mesmo perfil, como demonstrou o Censo 2010 elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Inclusão nas metalúrgicas – Também foi apresentada uma prévia da 7ª Pesquisa sobre Presença de Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, cuja íntegra será divulgada no próximo dia 27.

A pesquisa tem como base os registros de 104 empresas situadas na região de Osasco. É a mais completa de toda a série, iniciada em 2006. Realizada com trabalho conjunto do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e região e da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, aponta resultados que interessam não apenas a empregadores e trabalhadores, mas a toda a sociedade.

Nesse encontro, haverá um esclarecimento sobre funcionamento e fortalecimento de sistemas públicos para captação de vagas e encaminhamento de candidatos com deficiência, bem como orientação sobre a Lei de Cotas e a participação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA e dos profissionais do SESMT, na inclusão de trabalhadores com deficiência. (A participação é gratuita)

A inscrição deve ser feita pelos e-mails celia.assessoria@sindmetal.org.br ou ecidadania@ecidadania.org.br

Sindicatos assinam acordo para incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Empresas do varejo de alimentos poderão aderir ao acordo e comprometer-se com o cumprimento da Lei de Cotas.

Da Redação

O Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) firmaram em dezembro de 2012 um acordo para estimular e facilitar a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados do INSS no mercado de trabalho. Nesse caso, é cumprido o Artigo 93, da Lei nº 8.213/91, mais conhecido como Lei de Cotas.

As empresas que fazem parte da categoria econômica representada pelo Sincovaga podem aderir facultativamente ao acordo. Essas empresas terão o compromisso de cumprir as cotas legais de contratação de pessoas com deficiências dentro de prazos estipulados. A partir da assinatura, os prazos serão: 30% da cota em 6 meses; 60% em 12 meses; 80% em 18 meses e 100% da cota em até dois anos.

De acordo com o Termo de Compromisso, as empresas deverão promover a capacitação profissional das pessoas com deficiência, por meio de treinamentos adequados às necessidades das funções que irão desempenhar. O acordo também prevê a troca de informações sobre vagas disponíveis e cadastro de currículos, ampliando as condições de captação da mão de obra.

“O respeito a esta reserva de vagas é uma obrigação legal, mas reconhecemos que o processo só se transformará em mecanismo efetivo de inclusão com a articulação de toda a sociedade, em particular as empresas, o Ministério do Trabalho e Emprego e os sindicatos”, afirma o Coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência da SRTE/SP, José Carlos do Carmo.

As entidades e as empresas que aderirem deverão realizar campanhas internas de valorização da diversidade. Além disso, deverão coibir a discriminação à pessoa com deficiência ou reabilitada, garantindo a ela condições e oportunidades de carreira iguais às oferecidas aos demais trabalhadores. O ambiente de trabalho também deve receber as adequações necessárias, para que se respeite à acessibilidade.

O Sincovaga contratou uma especialista em programas de diversidade e inclusão no mercado de trabalho, Maria de Fátima e Silva. Ela prestará assessoria à entidade com o objetivo apoiar e orientar as empresas representadas que aderirem ao acordo. “Há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no País. Mesmo que nem todos sejam elegíveis para o trabalho, o volume é expressivo. Se houvesse uma mudança cultural nas empresas, não seria mais necessário ter lei para inseri-los no mercado”, diz Maria de Fátima.

Para garantir a eficácia do processo de inclusão e avaliar os resultados obtidos será criada uma Comissão Intersindical, com integrantes das duas entidades, das empresas e também da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que se reunirá mensalmente para realizar um balanço da iniciativa.

MP obtém sentença que obriga Município e Estado a contratarem cuidadores para alunos com deficiência

                                       Imagem Internet
O Ministério Público obteve da Justiça sentenças condenando o Município de Santa Mercedes e o Estado a providenciarem a contratação de profissionais cuidadores para atender a dois alunos com deficiência da rede pública de ensino de Santa Mercedes e de Panorama.

De acordo com as ações, ajuizadas pelos Promotores Antonio Simini Júnior e Rufino Eduardo Galindo Campos, ambos de Dracena, uma aluna da Escola Municipal Presidente Castello Branco, de Santa Mercedes, apresenta paralisia cerebral, com comprometimento neurológico permanente. A documentação comprovando a situação da menor foi encaminhada pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de São Paulo, onde ela já havia sido acompanhada. Outro menor, da Escola Estadual Dom Lúcio Antunes, de Panorama, apresenta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, e deficiências auditivas. Nos dois casos, a condição dos alunos exige a necessidade de atendimento por cuidadores.

No ano passado, os dois alunos foram encaminhados para inclusão nas escolas e encontraram dificuldades para permanecer nas instituições de ensino devido às limitações que possuem.

Nas ações, os Promotores sustentaram a necessidade de um cuidador para acompanhar os alunos individualmente durante o período escolar, já que eles não possuem autonomia para as atividades diárias, como a convivência com os colegas de classe, locomoção, idas ao banheiro e alimentação.

Foram concedidas liminares nas duas ações, em agosto e novembro, que foram cumpridas pelo Município e pelo Estado, este no caso de Panorama. No dia 17 de dezembro, o Juiz Douglas Borges da Silva, da Comarca de Panorama, julgou o mérito nas duas ações, ambas com sentença favorável ao Ministério Público. Com isso, o Município de Santa Mercedes e o Estado foram condenados a providenciar a contratação de profissionais cuidadores para prestar atendimento aos alunos.

Núcleo de Comunicação Social - comunicacao@mp.sp.gov.br
Ministério Público do Estado de São Paulo - Rua Riachuelo, 115 – São Paulo 
Tel: (11) 3119-9027 / 9028 / 9031 / 9039 / 9040

Fonte: http://www.mp.sp.gov.br - Imagem Internet

Acessibilidade para a segurança de todas as pessoas

Por Izabel de Loureiro Maior*


A segurança das pessoas, que deveria ser a regra, somente é lembrada na comoção que segue uma tragédia, como a que tirou a vida de mais de duas centenas e deixou mais de cem frequentadores da boate “Kiss” com lesões severas (ainda com ameaça de morte), a maioria jovens universitários de Santa Maria, na madrugada do dia 27 de janeiro. Encontravam-se encurralados sem o saber – e foram submetidos ao fogo e à asfixia criminosa.

Com um soco no estômago e forte dor de consciência, o Brasil acordou para a precaríssima fiscalização a cargo do poder público, que se soma à negligência de empresários que exploram atividades em recintos fechados e recebem grande público. Esses locais também podem ser de propriedade ou operados pelo próprio governo e não nos causa surpresa serem lá encontradas as mesmas condições de desrespeito pela vida humana.

Em Santa Maria não houve fatalidade, e sim uma cadeia de irresponsabilidades da qual até agora não se conhecem nem o fim nem o começo, tampouco o grau de culpabilidade dos envolvidos. Quem não estava lá sabe que pode ter corrido risco igual – ou estar prestes a cair em semelhante arapuca.

“Reação” está sendo a palavra de ordem nos últimos dias. Ação preventiva entrou em cena, como nunca poderia ter deixado de acontecer. Estabelecimentos, agora vistoriados às pressas e lacrados por não apresentarem condições de funcionamento, eram indevidamente tolerados.

Os frequentadores como idosos, crianças e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida não têm a mínima chance de sobrevivência nas “boates Kiss” que existem ao largo. E não é por falta de regras de acessibilidade. Tanto as normas técnicas de construção e de segurança como o Decreto nº 5.296/2004 determinam as condições obrigatórias a serem cumpridas. Este decreto contém parâmetros de acessibilidade, no conceito do desenho universal, que não são específicos para as pessoas com deficiência, já que teriam salvado a vida dos frequentadores da festa trágica. O decreto diz o seguinte:

Art. 23. Os teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos, salas de conferências e similares reservarão, pelo menos, dois por cento da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas, em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT.

§ 4o Nos locais referidos no caput, haverá, obrigatoriamente, rotas de fuga e saídas de emergência acessíveis, conforme padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT, a fim de permitir a saída segura de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, em caso de emergência.

O texto é de fácil entendimento pelo proprietário ou operador dos espaços, pelo profissional que os projeta e ainda mais corriqueiro para os agentes públicos que concedem a multiplicidade de documentos indispensáveis (será mesmo?) para que entrem em funcionamento. Entretanto, via de regra, nada é inspecionado como deveria e as mudanças necessárias também não ocorrem e são deixadas de lado.

As determinações citadas acima se aplicam conforme o artigo 13: “Orientam-se, no que couber, pelas regras previstas nas normas técnicas brasileiras de acessibilidade, na legislação específica, observado o disposto na Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001 , e neste Decreto:.. II - o Código de Obras, Código de Postura, a Lei de Uso e Ocupação do Solo e a Lei do Sistema Viário;…”

Ficar em casa, ou sair e encontrar a galera depende da vontade de cada pessoa. Para que a escolha de fato exista, o movimento social das pessoas com deficiência lutou por seus direitos de participação na vida comunitária ao longo dos últimos 30 anos e ainda se confronta com diversas formas de discriminação, algumas delas não reconhecidas com facilidade. É o caso da inexistência do direito básico à acessibilidade física, de comunicação, de informação, nos transportes e no uso de tecnologia assistiva que aumenta sua funcionalidade e bem-estar.

Acessibilidade e inclusão são inseparáveis, significam igualdade de oportunidades e ganharam mais força como direito da pessoa e obrigação da sociedade, quer seja no âmbito público como no privado, com a adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada de maneira inédita com equivalência à emenda constitucional (Decreto Legislativo nº 186/2008 e Decreto nº 6.949/2009, do Executivo). A Convenção, homologada pela ONU em 2006, representa um novo marco regulatório de cidadania para as pessoas com deficiência no país e no mundo. Aqui são 45,6 milhões e no mundo correspondem a um bilhão de pessoas, segundo dados do Censo IBGE-2010 e da OMS em 2011, respectivamente.

A Convenção está acima das leis, dos decretos, dos códigos, das normas de segurança e supre as lacunas que ainda existam para garantir o direito humano de viver ativamente na comunidade. Tudo aquilo que a Convenção determina se impõe aos municipios, estados, à União, ao Poder Legislativo, ao Judiciário e à sociedade.

De acordo com o artigo 30 da Convenção ratificada, é obrigação do Brasil reconhecer o direito das pessoas com deficiência de participar na vida cultural, e para isso precisa tomar medidas apropriadas, entre elas “… ter acesso a locais que ofereçam serviços ou eventos culturais, tais como teatros, museus, cinemas, bibliotecas e serviços turísticos”.

Além dessas atividades, manda a Convenção assegurar que as pessoas com deficiência participem, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de atividades recreativas, esportivas e de lazer, sendo obrigação do poder público tomar as medidas de acesso aos locais desses eventos e assegurar que as pessoas com deficiência usufruam dos serviços prestados por pessoas ou entidades envolvidas na organização de atividades recreativas, turísticas, esportivas e de lazer, resumindo o artigo.

Algumas vezes, mesmo correndo o risco de ser repetitivo, o texto da lei deve ser mostrado para divulgar o que as pessoas com deficiência têm direito, como todo mundo, e não deixar dúvida na cabeça de quem ainda não tenha despertado para o assunto.

Não é por acaso que conscientizar é um dos pontos fortes cobrados pela Convenção da ONU, e precisa ser feito com ações imediatas, efetivas e apropriadas para combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação às pessoas com deficiência.

Campanhas bem elaboradas, variadas e veiculadas continuamente servem muito bem ao propósito de dizer ao público quem são as pessoas com deficiência, para combater a discriminação, “favorecer atitude receptiva em relação aos seus direitos e promover percepção positiva e maior consciência social em relação a elas”, extraído do artigo 8.

Voltando ao caso dos shows, bailes e baladas e o público que em maior número os frequenta, campanhas e redes sociais se complementam. É fácil, rápido e eficiente curtir, compartilhar e comentar as regras de segurança a serem observadas e fiscalizadas por todos, disseminar a informação que acessibilidade é primordial para todos (como direito de frequentar os locais para as pessoas com deficiência e como rota de fuga para qualquer um), denunciar ambientes fora das normas, denunciar casas violentas e discriminadoras, divulgar aquelas que são seguras senso amplo, tal como se faz ao dizer onde estão os ambientes mais agitados e interessantes.

Há muitos aspectos importantes frente à realidade que ainda se desenrola em Santa Maria, que vai deixar sequelas graves nas pessoas atingidas diretamente, sejam feridos, sobreviventes, famílias e amigos e repercutirá em todos os brasileiros e em suas cidades.

O primeiro ponto é desmascarar o “faz de conta” da fiscalização que, ao se dar de maneira fragmentada, acaba por não ser de responsabilidade de ninguém, quando a ideia é justamente a oposta. Espera-se que órgãos públicos e agentes idôneos atuem desde o projeto de construção ou de reforma incorporando o desenho universal (onde acessibilidade é carro-chefe), passando por todas as normas de adequação para aquilo a que o espaço fechado ou aberto se destina, com as garantias de segurança redobradas (não podem ser regras tão mínimas) para a vida humana. Não menos relevante é o controle sobre o funcionamento, quando superlotar a casa para o maior lucro está acima de qualquer coisa, mostrando a tolerância capitalista nefasta. Tudo cheira à fumaça da corrupção, como se sabe.

O segundo aspecto a ressaltar é a conscientização do público para a necessidade de cobrar segurança, denunciar o não-atendimento das normas e para isso tem de haver divulgação e preparo. Reconhecer entradas e saídas com acessibilidade, dimensões compatíveis com a capacidade de lotação (espaço bem grande e muitas portas largas abrindo para fora cm fácil acionamento), equipamentos de combate ao fogo como sprinklers (chuveiros automáticos para extinção de incêndios) e extintores de CO2, água ou pó químico, de acordo com o material que pode se incendiar, data de validade, sinalização que realmente aponte para as rotas de fuga.

Ainda nesse aspecto, os chamados “seguranças” não podem incitar e usar a prática da violência para prevenir abusos e manter o ambiente sadio, menos ainda participarem do crime organizado. Não se entende que haja regras para outros agentes particulares de segurança (de bancos, edificações, portarias) e nada seja requerido dos seguranças de boates e de quem os contrata.

Cabe lembrar o olhar míope para a venda de drogas e seu consumo, assunto de tamanha complexidade e tema de saúde pública, que porisso mesmo foge do alcance nesta abordagem sobre segurança. Mas que existe, não se tem dúvida, e que interfere com a segurança individual e social também não.

O terceiro ponto destaca os frequentadores e sua garantia de entretenimento, cultura, esporte, congraçamento, tudo com urbanidade e respeito às diferentes pessoas, chamando atenção para as pessoas com deficiência. Pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down, surdas, cegas, cadeirantes e muletantes gostam de frequentar boates e baladas, dançar, conversar, chegar junto e ficar, como é natural, sempre em condições de segurança para a sua integridade física e emocional, como qualquer outra pessoa.

São tantos os ângulos da segurança que um artigo não os esgota como a ação tempestiva e profissional de brigadas de incêndio e bombeiros, defesa civil, equipes de saúde, serviços de transporte de feridos, unidades de saúde, equipamentos de resgate e de atendimento, unidades de terapia intensiva, além de insumos para a saúde.

Não se pode passar ao largo, devido à sua importância, das atividades de apuração das causas dos incêndios e de outros sinistros, a perícia técnica e a medicina legal, as polícias investigativas, o ministério público e os tribunais. É imperioso conhecer como estão preparadas ou despreparadas e como cuidam do direito humano à segurança as instituições como prefeituras, governos estaduais e federal e legisladores, todos escolhidos pelo voto direto.

A proposta aqui trazida é não deixar cair no esquecimento os múltiplos e inaceitáveis erros que levaram à tragédia social em Santa Maria. Temos este ano a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações, seguidas pela Copa da FIFA 2014 e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016. Então é indispensável ter consciência da ação preventiva que compete ao governo e à sociedade e as consequências punitivas correspondentes. Não aceitar a tolerância a riscos como incêndios e outras situações que estão à espreita em milhares de ambientes frequentados dia e noite. Enfatizar que a vistoria que está começando a ser feita cumpra a lei de forma verdadeira e coloque acessibilidade como requisito de segurança. Reafirmar o direito de todos de frequentar lugares desejados e, particularizando para as pessoas com deficiência, significa não haver mais estranhamento, discriminação e falta de condições acessíveis do meio. E finalizar chamando os protagonistas das redes sociais para serem fiscais das condições de inclusão e segurança da sociedade.

*Docente da Faculdade de Medicina da UFRJ, consultora em direitos humanos, acessibilidade e inclusão, atuou na consultoria de acessibilidade da Rio+20, é ex-secretária da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Participou na ONU da elaboração da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de sua ratificação no Brasil.

“EU NASCI DE NOVO!”, DIZ JOVEM QUE SUBSTITUIU BRAÇO POR ‘PRÓTESE BIÔNICA’

Depois de um grave acidente que deixou sua mão direita inutilizada, Patrick decidiu amputar o braço para colocar uma prótese que, segundo ele, o fez nascer pela segunda vez.


Muito boa essa reportagem do Discovery Channel sobre a prótese mioelétrica de mão Michelangelo, da Ottobock, com base na história do Patrick Mayrhofer (foto), aquele austríaco que em 2010 decidiu amputar a mão para substituí-la por uma prótese.

O caso gerou muita repercussão na imprensa mundial na época e a matéria mostra justamente como está o Patrick após pouco mais de dois anos de protetização. Assista e confira o que o futuro nos reserva!





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Olho biônico: um sonho cada vez mais palpável para os deficientes visuais

AFP- Agence France-Presse

Menino cego caminha no corredor da escola para deficientes visuais St. Josephs em Nova Jersey.

Foto: AFP/Arquivo/Timothy A. Clary
Depois de vários anos de pesquisas, o primeiro olho biônico foi criado nos Estados Unidos e transplantado em 60 deficientes visuais de todo o mundo, que conseguiram recuperar parcialmente a visão.

O dispositivo, denominado Argus 2, foi produzido pela empresa californiana Second Sight Medical Products e é composto por eletrodos implantados na retina e lentes equipadas com uma câmera em miniatura.

O olho foi aprovado pelas autoridades europeias e a FDA, a agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, deve aprová-lo em breve e torná-lo o primeiro olho biônico do mundo a ser comercializado.

O Argus 2 permitirá às pessoas que sofrem de retinose pigmentar, uma rara enfermidade genética que provoca a degeneração dos foto-receptores da retina, recuperar a visão. Estima-se em 100 mil o número de pessoas que sofrem desta doença nos Estados Unidos.

Estes receptores transformam a luz captada pelo olho em sinais eletroquímicos transmitidos para o cérebro pelo nervo óptico.

Eletrodos na retina
"Esta prótese da retina permite estimular diretamente o nervo com sinais de vídeo e uma carga elétrica transmitida sem fio segundo determinadas frequências de 60 eletrodos implantados na retina", explicou à AFP Brian Mech, encarregado da Second Sight.

As 30 pessoas de 28 a 77 anos que participaram do teste clínico do Argus eram totalmente cegas, com acuidade visual abaixo de 1/10, quando a normal é de 10/10.

Os pacientes geralmente encontraram uma acuidade 0,17/10, que lhes permite distinguir formas em preto e branco, como uma pessoa no batente de uma porta, ou se alguém está sentado ao seu lado, mas não reconhecem o rosto.

"Os resultados variam muito de um paciente para outro. Alguns constataram uma leve melhora, enquanto outros conseguem ler títulos grandes de jornais, quando antes eram totalmente cegos", explicou Mech. Em alguns casos, os pacientes conseguiram, inclusive enxegar cores.

O Argus 2 está disponível em vários países europeus ao preço de 73 mil euros, informou, destacando que o dispositivo promete ser um sucesso comercial.

"Temos muitas intervenções cirúrgicas programadas", acrescentou.

Outros métodos
Outras equipes de cientistas estão tentando desenvolver um olho biônico com melhor resolução de imagem e mais eletrodos implantados na retina.

A equipe de John Wyatt, do prestigiado MIT (Massachusetts Institute of Technology), trabalha em um sistema que teria até 400 eletrodos.

Daniel Palanker, da Universidade de Standford na Califórnia (oeste), propõe uma abordagem diferente, baseada em minúsculas células fotovoltaicas no lugar dos eletrodos.

"Pensamos em poder implantar até 5.000 destas células no fundo do olho, o que permitiria ter, teoricamente, uma resolução dez vezes melhor", explicou à AFP George Goetz, membro da equipe de Palanker. O sistema também poderia ajudar as pessoas que perderam a visão devido à degeneração macular associada à idade, acrescentou.

As células fotovoltaicas transformam a luz em impulsos elétricos, que estimulam as células nervosas da retina. Estas, por sua vez, transmitem os sinais para o cérebro.

O sistema foi testado com sucesso em camundongos e os primeiros testes clínicos podem começar no ano que vem, provavelmente na França.

Grace Shen, diretora do programa de pesquisas sobre a retina do National Eye Institute, que financia uma parte da pesquisa, afirmou que "o olho biônico pode funcionar, mas ainda há muito por fazer", destacando que os trabalhos realizados com células-tronco e a optogenética são igualmente promissores.

A optogenética permite modificar geneticamente células da retina para que voltem a ser sensíveis à luz.

Estado lança projeto de passeio ciclístico para deficientes visuais

Texto e foto: Assessoria Faders


A partir desta quinta-feira (07), com a instalação do projeto piloto "Sentindo a Brisa do Mar", as pessoas com deficiência visual terão a oportunidade de sentir o prazer de pedalar pela ciclovia à beira-mar em Capão da Canoa.

O veículo utilizando será Bike Tandem - uma bicicleta com dois assentos e dois guidões -, oferecida gratuitamente pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (Faders), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), em parceria com a Associação Nacional de Aposentados e Pensionistas da Previdência Social (Anapps - Porto Alegre). O lançamento será às 14h, junto a Casa de Governo em Capão da Canoa.

O projeto "Sentindo a Brisa do Mar" integra as ações do Programa Verão numa Boa, em que o Governo do Estado reforça a oferta de serviços públicos nos locais de veraneio. De acordo com a diretora-presidente da Faders, Marli Conzatti, o objetivo é proporcionar momentos de inclusão social com a prática de lazer, e, para muitas pessoas, será a primeira vez que terão sensações de alegria e prazer ao pedalar sentindo a brisa do mar, num contexto de igualdade.

"A satisfação da Faders e da Anapps está colocada nesse projeto, mas estará ainda mais completa com os relatos que, certamente, virão das próprias pessoas com deficiência, que são as merecedoras do cuidado que agora vem com o direito à acessibilidade, ratificando, cada vez mais, o respeito à cidadania", conclui a presidente.

Deficientes mentais marroquinos são acorrentados pelas famílias por anos

do UOL Notícias

                                                                             Imagem Internet
Rabat, 6 fev (EFE).- Um homem marroquino com problemas mentais está há 17 anos trancado por sua família e com o pé preso por uma argola na cidade de Ait Ismail, perto de Beni Mellal, no centro do Marrocos. 

Segundo informou nesta quarta-feira à Agência Efe o presidente da delegação regional do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Alal Basraui, o homem chamado Said Hamún, de 42 anos de idade, está trancado nu em "condições desumanas e de forma ilegal".

O CNDH - alertado pelos vizinhos de Said - realizou na sexta-feira passada uma visita ao local, e ressaltou a necessidade de uma perícia para estabelecer se o homem sofre de alguma doença mental.

Basraui acrescentou que sua delegação avisou às autoridades locais e à Procuradoria para tomar as medidas necessárias.

O caso foi denunciado hoje por dois jornais locais e, segundo o diário "Al Massae", que cita o irmão de Said, a família tomou a decisão de acorrentá-lo devido a seu comportamento violento, já que tentou em duas ocasiões matar seus pais.

Por sua vez, o jornal "Al Jabar" indicou que o caid (funcionário local) da região convocou ao pai de Said para pedir-lhe que desse tratamento psiquiátrico a seu filho.

Além disso, o diário "Al Massae" fala de outros dois casos de doentes mentais que também permanecem presos por suas famílias na mesma cidade, e publica imagens de dois deles, com os pés acorrentados a um muro.

Um deles, com mais de 50 anos de idade e primo de outro, está acorrentado por sua família há 24 anos, em uma casa atrás da de seus pais, que segundo eles, querem evitar que se machuque; segundo o diário, soma mais de 12 anos sem a visita de um médico.

O terceiro caso, citado pelo mesmo jornal, é o de Abdeluahed Uali, um jovem de cerca de 30 anos, que foi acorrentado por sua família há dois meses, depois de apresentar comportamento violento, especialmente contra as mulheres da cidade, que fez com que seus vizinhos o considerem "enfeitiçado".

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br -  Imagem Internet