sábado, 16 de fevereiro de 2013

Autismo: verduras e legumes na gravidez reduzem risco da deficiência

                               gravidez


A ingestão de suplementos da vitamina B9 durante de gravidez ajuda a reduzir o risco de autismo do recém-nascido.

O estudo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, revela uma redução clara do risco de contrair a defciência em crianças cujas mães tenham tomado a vitamina nas quatro semanas antes do início da gravidez e oito semanas depois.

Os cientistas comprovaram que o ácido fólico tem efeitos na saúde do feto, quando tomado antes e no início do período de gestação.



Ezra Susser, professor de epidemiologia da universidade, confirma "a importância do ácido fólico para o desenvolvimento do cérebro” e diz que o método “aumenta a possibilidade de um importante e barato meio de prevenção para reduzir o autismo".

A pesquisa foi realizada na Noruega com cerca de 85.000 crianças nascidas entre 2002 e 2008.

O ácido fólico é indispensável para a síntese do DNA e para o processo de reparação do organismo.

Mas não é preciso tomar remédio.
O corpo humano produz de forma natural a vitamina B9 através do ácido fólico, que está em alimentos como verduras, ervilhas, lentilhas, feijão e ovos.

O estudo da Universidade de Columbia foi publicado esta no Journal of the American Medical Association.

Projeto para pessoas com deficiência é destaque internacional

                                                                                                            Ailton Cruz/Agência Alagoas                   
                          Fabiana Toledo receberá prêmio Expressão Alagoana
                                                                Fabiana Toledo receberá prêmio Expressão Alagoana


Voltado para pessoas com limitações ou deficiências, o projeto TV Digital Assistiva e Interativa pretende promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais, ampliando habilidades funcionais. A ideia é da alagoana Fabiana Toledo, finalista do prêmio Pense em Inovar, realizado pela Indra.

Doze iniciativas concorreram à premiação, entregue em Madri, na Espanha, no mês de junho. A brasileira foi a única representante do País, escolhida entre mais de 1.500 inscritos. Fabiana – secretária adjunta de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio de Maceió e consultora do Governo do Estado –, conta que foi surpreendida pela indicação.

“Achava meu projeto bom, mas fiquei muito impressionada com a repercussão. Ter sido reconhecida foi muito gratificante e abriu um leque de oportunidades, além de conhecimentos na área. O prêmio veio para dar uma chancela maior ao meu projeto e mostrar que Alagoas tem muito de bom a oferecer”, diz.

Pela contribuição ao Estado, ela receberá o Prêmio Expressão Alagoana, concedida pelo Governo e outra surpresa para a especialista em Ciências da Computação. “Não esperava isso. Achei gratificante estar entre os ganhadores e é muito bom ver o Governo apoiando as boas ideias de alagoanos”, expõe.

Projeto
Por suas ideias inovadoras, Fabiana já havia sido premiada no Desafio Empreendedor Telefônica, em 2007, com o projeto "Catálogo de Produtos para TVDI", que alcançou o terceiro lugar nacional, e no Prêmio Santander de Empreendedorismo, em 2008, com o projeto T-Curso, um software para a promoção da educação à distância por meio da Televisão Digital.

Agora, com o projeto TV Digital Assistiva, ela pretende dar mais acessibilidade a pessoas com limitações físicas. O conceito criado pela alagoana consiste na conexão entre a televisão e um aparelho celular – por meio de um pendrive ou da internet –, permitindo que sejam realizadas ações de interatividade.

“Se o usuário tiver uma deficiência motora que impeça a utilização do controle remoto, por exemplo, ele poderá ditar para o celular o que deseja, como mudar de canal ou aumentar o volume. A instrução será entendida pela TV Digital”, explica. “Já testamos em emuladores (software que reproduz as funções de determinado ambiente) e vimos que pode ser feito”, completa.

Fabiana Toledo destaca que, devido aos custos, o projeto está paralisado. “São necessários mais estímulos para seguir em frente e lançá-lo no mercado. Agora pretendo correr atrás para conseguir parcerias para que tudo dê certo. Tudo depende dos investimentos e da mão de obra”, diz.

O próximo passo, segundo a especialista, é produzir os equipamentos necessários para que a ideia – classificada pela Indra como inovadora e viável –, saia do papel. Parcerias com fabricantes de TVs, aparelhos de telefonia e dispositivos móveis são necessárias para disponibilizar a tecnologia ao público.

Mestra em Modelagem Computacional do Conhecimento pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fabiana destaca a relevância da iniciativa. “Meu objetivo é colocá-la em prática. Ser finalista me deu mais certeza do projeto, muito necessário para essa parcela da população, que não pode aproveitar dessas novas tecnologias. Também há a lacuna no mercado”.

Além do mestrado, a alagoana – nascida em Maceió e formada em Ciências da Computação – possui especializações em Tecnologia da Informação, também pela Ufal, e em Engenharia de Software, pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac).

Fontes: Agência Alagoas - http://www.alagoas24horas.com.br

Parlamentares se unem pela causa dos direitos da pessoa com deficiência

                                                                                                                             Florianópolis, 15/02/2013, Alesc   
         Parlamentares se unem pela causa dos direitos da pessoa com deficiência


Com o objetivo de ampliar a inclusão e os direitos das pessoas com deficiência, numa parceria inédita entre parlamentares da Câmara de Florianópolis, Assembleia Legislativa e Câmara Federal, foi realizado, na tarde desta quinta-feira (14), num hotel da Capital catarinense, um encontro entre o deputado estadual José Nei Ascari (PSD), deputado federal Romário (PSB) e o vereador de Florianópolis Edmilson Pereira Jr. (PSB).

José Nei entregou a Romário uma minuta com leis e projetos em trâmite na Assembleia que ampliam os direitos dos deficientes e um relatório com todas as ações realizadas pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, instalada em 2012 e presidida pelo deputado. Já o vereador Edmilson apresentou um projeto de lei para criar a mesma comissão permanente no Legislativo de Florianópolis. O trabalho conjunto nas três esferas, municipal, estadual e federal, foi um dos compromissos firmados no encontro.

Um dos temas abordados é a falta de conhecimento da população sobre as leis existentes no país que estabelecem garantias para as pessoas com deficiência. “Leis nós temos várias. Nós temos que perseguir o cumprimento das leis já existentes. Mas a sociedade não conhece a maioria”, observa José Nei.
  
Para minimizar este problema, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina lança em março um livro que reúne todas as leis estaduais sobre o tema. A publicação, com tiragem inicial de cinco mil exemplares, será distribuída a instituições e a sociedade em geral.

Visibilidade para a causa
 
O ex-jogador de futebol Romário, após a chegada à Câmara Federal, mostrou forte atuação nas ações que promovem a inclusão dos deficientes, nas áreas da educação, esporte e proteção. É vice-presidente da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência e tem sete projetos de lei tramitando no Parlamento federal. “Temos a idéia de juntar todos os projetos de lei deste tema que tramitam na Câmara e entregar ao presidente, para que se delibere e as pessoas tenham seus direitos garantidos”, afirmou.

Romário parabenizou as iniciativas da Assembleia catarinense e do vereador Edmilson e propôs uma audiência pública no estado com mais integrantes da frente parlamentar federal. “Temos que garantir mais qualificação aos deficientes, que chegam ao mercado de trabalho sem qualificação. Esta é uma grande falha que existe”, lembrou o deputado, ao citar os eventos esportivos mundiais que serão realizados no Brasil e que devem ter em seu quadro de voluntários pessoas com deficiência. “Mas para isso, elas precisam de capacitação”.

Parcerias  firmadas
 
Ficou acertado novo encontro em Florianópolis, com data a ser definida. José Nei agradeceu a parceria de Romário em nome do presidente da Assembleia, Joares Ponticelli (PP), e ressaltou a importância do empenho do deputado de fama internacional para o avanço de novas conquistas. “Temos de lutar para que cada vez mais haja inclusão”, finalizou.

Comissão vai analisar leis sobre deficiência, acessibilidade e mobilidade

Redação 24 Horas News

                                                                                                                      Imagem Internet
 

Proposta pelo deputado estadual e terceiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Luiz Marinho (PTB),  uma comissão especial deverá analisar, ampliar e consolidar as leis de Mato Grosso que dispõem sobre pessoas com deficiência, acessibilidade e mobilidade urbana.
 
“O nosso objetivo é  identificar  as dificuldades   e buscar soluções para coibir condutas daqueles que desrespeitam direitos e garantias que são assegurados aos portadores de deficiência, elaborando assim uma lei estadual única, que garanta a todos seus direitos como cidadãos”, explica.
 
O requerimento   possibilita  o esclarecimento detalhado das leis existentes que atendem às necessidades das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, nas escolas e no convívio social.  É uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais digna. 
 
Nos últimos  50 anos  a inclusão destas pessoas na sociedade orientou na elaboração de políticas e leis que criam programas e serviços voltados ao atendimento do segmento. Este parâmetro vai permitir a criação de mecanismos que adaptem os deficientes aos sistemas sociais comuns e, em caso de incapacidade por parte de alguns deles, criar-lhes leis especiais em que possam participar ou tentar acompanhar o ritmo dos que não tenham alguma deficiência específica. 
 
Diante disso, a sociedade deve mudar suas estruturas e serviços oferecidos, abrindo espaços conforme as necessidades de adaptações específicas para cada pessoa de maneira a interagir naturalmente na sociedade. Todavia, não promove a discriminação e a segregação na sociedade. A pessoa com deficiência passa a ser vista pelo seu potencial, suas habilidades e outras inteligências e aptidões. 
 
Dessa forma a Inclusão das pessoas com deficiência, de uma forma geral e incondicional, tem como foco destacar a importância de se estar discutindo e buscando meios adequados, para que possa haver um processo de inclusão que atinja todas as classes sociais. 
 
Tem-se como expectativa, conscientizar o Governo do Estado para que este possa implementar em maiores escalas, programas ou instituições que qualifiquem estas pessoas para uma vida social saudável, através de uma melhor educação, qualificação para o mercado de trabalho e locomoção, consolidando assim, os direitos e garantias fundamentais inerentes a todos os cidadãos. 

Fonte: http://www.24horasnews.com.br - Imagem Internet

Inspirado pelo surfe, cego se forma em educação física e começa 2ª graduação

  Rafael Motta Do UOL, em Santos (SP)
                                                                                                                                   Francisco Arrais/Divulgação Prefeitura de Santos
    Valdemir Pereira Corrêa surfa com auxílio de seu professor Cisco Araña na Escola Radical, em Santos (SP)
         Valdemir Pereira Corrêa surfa com auxílio de seu professor Cisco Araña na Escola Radical, em Santos (SP)


Em 1994, no momento em que foi anestesiado para uma cirurgia nos olhos, Valdemir Pereira Corrêa enxergou pela última vez. Nasceu com glaucoma, mas ?uma sucessão de erros médicos? em clínicas de Campinas (SP) e São Paulo lhe tirou definitivamente a visão, aos 24 anos.


Corrêa sempre viveu em Santos (72 km de São Paulo). Mesmo morando na zona noroeste da cidade, longe da praia, o surfe era sua distração na juventude. E soube da existência de uma escola do gênero, mantida pela prefeitura e que aceitava pessoas com deficiências ?mas nunca havia atendido um cego.
Ele só me perguntou: 'Tá preparado [para entrar na água com a prancha]?'. 'Sim', eu disse. Aquele 'sim' me abriu inúmeras portas
VALDEMIR CORRÊA, formado em educação física e estudante de direito
Ainda assim, em março de 1997, matriculou-se na Escola Radical de Surf. Recebeu orientações de Cisco Araña, surfista desde 1968 e coordenador dos cursos, mantidos na praia da Pompeia -- conheça a escola.


?Ele [Araña] não ficou teorizando. Só me perguntou: 'Tá preparado [para entrar na água com a prancha]?'. 'Sim', eu disse. Aquele 'sim' me abriu inúmeras portas?, contou Corrêa, que se tornaria o primeiro surfista cego do país.

O surfe seria o primeiro empurrão para outras conquistas. Pouco antes de entrar na escola de surfe, Corrêa tinha voltado a estudar, para concluir o ensino médio na escola estadual Archimedes José Bava, no bairro Castelo. Professores liam as matérias. Ele memorizava o conteúdo e fazia as provas oralmente.
Ao entrar em contato com atletas de diversas modalidades, Corrêa decidiu que faria faculdade de educação física. 

Primeiros passos no mar

Por causa dele, Cisco Araña desenvolveu uma prancha adaptada: indicação central para posicionar os pés, marcação próxima ao bico (para surfar deitado corretamente) e quilha (peça na parte inferior que ajuda nas manobras) não cortante, para não ferir o surfista em caso de queda na água.
Com a prancha, Corrêa teve de aprender uma nova forma de praticar o esporte. Ao se apoiar na prancha adaptada (que contém marcações e lhe permitem saber onde está), ele escuta a aproximação das ondas, calcula a que distância estão (com base no ruído), equilibra-se e surfa. Caso caia, a prancha está amarrada à perna

Vida acadêmica

Já aluno da Escola Radical, Corrêa conheceu praticantes de outras modalidades, como capoeira, caratê, tai chi chuan e judô. Assim, decidiu prestar vestibular para educação física e, ano passado, aos 43 anos, formou-se pela Unisanta (Universidade Santa Cecília), em Santos.
Apesar de ter aprendido a ler em braile, não havia material específico para o curso de educação física. Assim, como no ensino médio, contou com a ajuda de professores e colegas, que liam a matéria para que ele memorizasse. Nos dias de prova, ele esperava que todos os colegas terminassem o exame e saíssem da sala; depois disso, os professores aplicavam o teste oralmente para ele.
Quero atuar como juiz. Tudo isso porque, lá atrás, ganhei uma oportunidade numa escola de surfe, e minha vida foi tendo destinos bem diferentes
VALDEMIR CORRÊA, formado em educação física e estudante de direito

Novos caminhos

Formado, Corrêa pretende trabalhar com pesquisas relativas à prática esportiva e às potencialidades dos deficientes visuais. 
E seus planos não param por aí. "Quero atuar como juiz", contou Corrêa, que este mês começou dois novos cursos na mesma universidade: graduação em direito (com bolsa integral) e pós-graduação em treinamento personalizado de força.


?Tudo isso porque, lá atrás, ganhei uma oportunidade numa escola de surfe, e minha vida foi tendo destinos bem diferentes?. No mês que vem, Valdemir Corrêa completará 16 anos como frequentador da Escola Radical.

Fonte:http://educacao.uol.com.br

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Prejuízos de acidentes com moto vão além do trauma físico


Pesquisa acompanhou 68 pacientes acidentados com motos internados no IOT
Em pesquisa realizada no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a pesquisadora e assistente social, Katia Campos dos Anjos analisou as consequências de acidentes de moto nas vidas dos pacientes internados no IOT. Em diversos casos, as mudanças foram profundas e quase todas envolvem o endividamento da vítima, perda do lazer, grandes alterações de rotina e mudanças no âmbito familiar.
O acidente acabou por influir em diversos aspectos, como psicológico, físico e financeiro. A saúde abalada e problemas financeiros acabam por influenciar o emocional da vítima, o que resulta em um trauma. A pesquisa aponta também que 29,5% dos acidentados não voltam a andar de moto.
A pesquisa desenvolvida por Katia consistiu em um acompanhamento de 68 pacientes que foram hospitalizados no IOT em decorrência de acidentes de motocicleta. Na primeira fase, realizada entre maio e novembro de 2009, foi feita uma pesquisa quantitativa, com questionários de múltipla escolha. Após seis meses, entre novembro de 2009 e agosto de 2010, foi feita uma reavaliação dos mesmos pacientes para saber quais foram as principais implicações sociais e o que se alterou em suas vidas depois do acidente. A reavaliação foi feita a partir de uma pesquisa qualitativa, baseada numa entrevista  num questionário dissertativo. As entrevistas foram analisadas e, a partir delas, foram reunidos aspectos com a mesma ideia central.
Uma surpresa para a pesquisadora é a faixa etária dos acidentados.  “A maioria dos entrevistados são pessoas jovens, entre 18 e 29 anos, e no auge da sua produtividade e independência, que têm sua vida e de seus familiares totalmente alterada em decorrência do acidente”, afirma. Quase todos aprenderam a pilotar a moto com parentes, amigos ou por conta própria. Somente após o acidente é que os pacientes se deram conta da importância da direção defensiva e da necessidade de cuidados no trânsito.
Alteração na dinâmica familiar
Dentre os pacientes, 83,8% alegaram ter sofrido algum tipo de alteração na dinâmica familiar. Outros 94,1% dos entrevistados precisaram de cuidados de algum tipo e, dentre estes, 41,2% tiveram o auxílio da mãe. Em 17,6% dos casos, familiares precisaram deixar de trabalhar para prestar ajuda a esses pacientes. “A adequação do ambiente doméstico também teve que acontecer, já algumas famílias acabam mudando de residência porque a casa anterior não estava adaptada às necessidades do paciente”, ressalta Katia.

Os constrangimentos também surgiram na equação: a grande maioria dos pacientes precisou de auxílio para locomoção, alimentação e banho, mesmo que por um curto período de tempo. “São pessoas que tinham uma vida ativa e independente mas, repentinamente, passaram a necessitar de ajuda para quase tudo”, relata a pesquisadora.
O lazer desses pacientes também foi prejudicado pelo acidente. Pessoas que praticavam esportes e costumavam sair para passear tiveram seu ambiente de vivência reduzido ao âmbito familiar. Algumas lesões levam tempo para cicatrização e recuperação total, sendo necessário repouso, fisioterapia e longo acompanhamento médico.
Alteração na renda
O acidente de moto também é responsável pela modificação nos rendimentos familiares. Por meio da pesquisa, foi possível concluir que 39,7% dos acidentados usavam a motocicleta como ferramenta de trabalho, enquanto 50% faziam uso do veículo como meio de transporte.

Empréstimos também são recorrentes depois de acidentes: 45,6% dos pacientes entrevistados pela pesquisadora utilizaram essa opção. “A renda dessa família acaba sendo diminuída, no período em que eles mais precisam, porque os custos aumentam com tratamento, com a questão do transporte, medicação”, explica Katia.
Isso se torna um problema social. O acidentado procura o INSS para receber o benefício enquanto não pode retornar ao trabalho. Mais de 70% não retorna ao trabalho após seis meses do acidente e nesses casos algum familiar precisa começar a trabalhar para complementar a renda doméstica, quando não há dependência total de benefícios do governo.
A pesquisadora afirma que a importância do seu trabalho está na conscientização da população a respeito das implicações que um acidente de moto pode causar na vida do acidentado e de seus familiares. “A sociedade deveria entender o que um acidente pode modificar na vida destas pessoas e todo conhecimento destas implicações sociais e econômicas deveriam se reverter em políticas públicas”, relata Katia.

A acessibilidade como instrumento de proteção dos direitos fundamentais


Por: Frederico Rios

Primeiramente, cabe esclarecer o que são Direitos Fundamentais. Segundo o autor Alexandre de Moraes, direitos fundamentais podem ser definidos como:

O conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano, que tem por finalidade básica o respeito à sua dignidade, por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal e o estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana. (MORAES, Alexandre de. Constituição do Brasil Interpretada e legislação constitucional. 7ª ed. Atlas: São Paulo, 2007)



Ademais, os direitos fundamentais estão dispostos na Constituição Federal do Brasil de 1988, mais precisamente em seu artigo 5º, que diz:

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…)

Essa determinação de igualdade que prescreve o artigo acima citado, “todos são iguais perante a lei”, nos faz concluir que nenhum ser humano deve ser tratado de forma diferente. Porém, na prática, não é isso que acontece. Desde os primórdios há discriminação e desrespeito com o ser humano, seja pela sua cor, classe social ou qualquer outra característica.

Antes da Constituição Federal de 1988, a pessoa com deficiência era tratada como um caso atípico, tida como exceção dentro da sociedade, tendo que se adaptar ao meio em que vivia, e não o contrário.

Contudo, com o aumento da população mundial, aliado a outros fatores, aumentou também o número de pessoas com deficiência, não cabendo mais a essas pessoas serem tratadas como uma exceção e a se adaptarem ao meio em que vivem. Por isso, a necessidade de extinguir a discriminação se tornou cada dia mais essencial, sendo indispensável haver normas e sanções para qualquer ser humano ter direito a acessibilidade, amparado no art. 5º da Constituição Federal.

Para que o direito fundamental à acessibilidade fosse cumprido com mais rigor, foi necessário a criação das Leis nº 10.048/2000 e 10.098/2000, as quais impõem à sociedade sanções em caso de descumprimento dos direitos fundamentais, entre eles o de ir e vir e o de se locomover.

O princípio da acessibilidade diz que, na construção de todos os espaços, na formação de todos os produtos e no planejamento de todos os serviços, deve-se pensar e permitir que as pessoas com deficiência possam ser seus usuários legítimos e dignos. E nenhum serviço pode ser concedido, permitido, autorizado ou delegado sem acessibilidade plena para não impedir o pleno gozo e exercício destes pelas pessoas com deficiência, assim caracterizando discriminação em relação a esse grupo.

Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul proferiu uma decisão acerca de um caso em que foi aplicado o direito fundamental à pessoa com deficiência, como se pode ver abaixo:

APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONSUMIDOR. POTADOR DE DEFICIÊNCIA FISICA. DEFEITO DO SERVIÇO. ART. 14, CAPUT E §1º, DO CDC. VIOLAÇÃO DO DIREITO FUNDAMENTAL DE PRIORIDADE NO ATENDIMETO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. NORMAS CONSTITUCIONAIS NÃO OBSERVADAS. DEVER DE INDENIZAR CONFIGURADO. DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. Para que se caracterize a responsabilidade objetiva da empresa basta que exista, a relação de causalidade entre o dano experimentado pela vítima e o ato do agente, surgindo o dever de indenizar, independentemente de culpa ou dolo. O fornecedor de produtos e serviços responde independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados por defeitos relativos aos produtos e prestação de serviços que disponibiliza no mercado de consumo. Os princípios e regras constitucionais, fundado na dignidade da pessoa humana e no dever de solidariedade, tem por fim estabelecer a obrigação de observância do direito de acessibilidade das pessoas com deficiência. Comprovada falha na prestação do serviço, configurando ato ilícito consubstanciado na violação do direito fundamental de acessibilidade. O valor fixado a título de danos morais deve refletir sobre o patrimônio da ofensora, e encontra-se de acordo com os parâmetros adotados por esta Colenda Câmara, em casos análogos. APELO DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70047000369, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Romeu Marques Ribeiro Filho, Julgado em 11/04/2012) (grifo nosso)

Não obstante a isso, de acordo com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE), a obrigação de fornecer todos os instrumentos e adaptações necessárias para a efetividade do princípio e do direito à acessibilidade, com igualdade de oportunidades, são demonstrados pela ordem constitucional de atender ao princípio da igualdade, contido no artigo 5º da Constituição Federal. Material de apoio do curso "Direito Fundamental à acessibilidade" – Professora Karina Jaques).

Isto é, a acessibilidade compõe um direito dos cidadãos em geral, em razão de que não se restringe a proporcionar o exercício dos direitos humanos e a inclusão apenas de pessoas com deficiência, mas também de pessoas com mobilidade reduzida, idosos, gestantes e outras pessoas em situação vulnerável, respeitando a plena participação destas mesmas pessoas como parte da população brasileira que também edificam nosso país.

Entretanto, ainda há muito para ser feito e cumprido, não só o que determina a lei, mas colocando em prática o que ali é disposto através de políticas públicas e medidas mais severas aos seus descumpridores, pois o princípio da acessibilidade não se limita apenas à Arquitetura. Para a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, é essencial que a acessibilidade seja lembrada nos planejamentos escolar, político e empresarial. O princípio da acessibilidade, além de tudo, é um direito da pessoa com deficiência, direito de viver dignamente, da forma mais independente possível, fazendo o uso de um direito fundamental que já foi reconhecido, o direito a acessibilidade a todos os cidadãos.

Kamila Bueno Nantes – Advogada

Empresas podem ter redução de IR para contratar pessoas com deficiência


Quem mantiver esse quantitativo mínimo terá a alíquota do IR reduzida em 2%

Por: Agência Senado

Relator da matéria, senador Paulo Paim, também reconheceu as dificuldades enfrentadas para a contratação de empregados com deficiência
Geraldo Magela / Agência Senado
Relator da matéria, senador Paulo Paim, também reconheceu as dificuldades enfrentadas para a contratação de empregados com deficiência
A legislação do imposto de renda poderá ser modificada para incentivar a contratação de trabalhadores com deficiência. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) já está pronta para votar substitutivo a projeto de lei (PLS 391/2012) do senador Mário Couto (PSDB-PA) que reduz a alíquota deste tributo para as empresas que destinarem pelo menos 10% de suas vagas a pessoas com deficiência.
Quem mantiver esse quantitativo mínimo terá a alíquota do IR reduzida em 2%. Na justificação do projeto, Mário Couto explica que resolveu propor esse benefício para facilitar o cumprimento da "reserva legal" de cargos para pessoas com deficiência estabelecido pela Lei nº 8.213/1991, que regula os planos de benefícios da Previdência Social.
Esta norma obriga as empresas com 100 ou mais empregados a preencher de 2% a 5% de suas vagascom profissionais reabilitados ou com deficiência. Cabe ao Ministério do Trabalho fiscalizar o cumprimento desta exigência.
"As empresas enfrentam dificuldades quase intransponíveis para seguir tal comando, ao passo que, caso a exigência legal fosse transformada em incentivos fiscais, o efeito de integração social seria obtido sem dar lugar aos diversos problemas que as empresas têm de enfrentar para cumprir as exigências da "lei de cotas", considerou Mário Couto.
O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), também reconheceu as dificuldades enfrentadas para a contratação de empregados com deficiência. Assim como o autor do PLS 391/2012, ele considera mais produtivo criar incentivos econômicos para estimular o ingresso desses profissionais no mercado de trabalho do que simplesmente punir as empresas que não estejam seguindo essa política de cotas.
Segundo observou Paim, a intenção é fazer com que o empresário cogite a empregabilidade desses profissionais como algo lucrativo, e não como uma constante fonte de multas aplicadas pela legislação trabalhista.
Após passar pela CDH, o PLS 391/2012 vai ser votado em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

21/3/2013 – Dia Internacional da Síndrome de Down na ONU



A Down Syndrome International tem o prazer de anunciar a Conferência do Dia Internacional da Síndrome de Down Conferência no dia 21 de Março de 2013, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, nos EUA.

O tema deste ano será: “Direito ao Trabalho”.

A Conferência vai abordar o artigo 27 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Trabalho e Emprego, que confere às pessoas com síndrome de Down o direito de trabalhar em ambientes abertos, inclusivos e acessíveis. O evento destacará a importância da estimulação precoce e da educação, atenção médica adequada, apoio à vida laboral independente e participação da comunidade para a realização deste direito.

Haverá apresentações de pessoas com síndrome de Down, organizações de pessoas com deficiência, empregadores, prestadores de serviços da África, América do Norte, América do Sul, Ásia, Europa e Oceania.

As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Registre-se no link abaixo:

Acompanhe nesta página a lista de palestrantes!

Estamos ansiosos para conhecê-lo no Dia Internacional da Síndrome de Down!
Observação: As Nações Unidas, a Down Syndrome International e seus parceiros não podem fornecer cartas de convite individual para aqueles que desejarem participar do Dia Internacional da Síndrome de Down na ONU. Todos estão convidados a participar do evento, mas viagem, alojamento e visto são de exclusiva responsabilidade do participante.

Aberta consulta pública para protocolo sobre a saúde das pessoas com autismo



Fita feita de quebra-cabeças coloridos - símbolo do autismo
Fita feita de quebra-cabeças coloridos - símbolo do autismo
O Ministério da Saúde (MS) colocou em consulta pública, na última sexta-feira (1º), o protocolo que trata da diretriz terapêutica de saúde das pessoas com autismo e suas famílias no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é uma ação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite, que prevê a construção de um Protocolo Clínico para o tema. Desde a última sexta-feira (1º) interessados podem contribuir com o debate.

A Linha de Cuidado para Atenção Integral às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas Famílias, terá informações detalhadas quanto ao diagnóstico, tratamento, controle e acompanhamento dos usuários em relação aos cuidados de agravos à saúde. Consulte aqui o protocolo


As contribuições poderão ser encaminhadas ao MS até o fim de fevereiro deste ano através do endereço eletrônico  linhacuidado.autismo@saude.gov.br.

Após as alterações no texto, o Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do ministério, que coordena a avaliação, vai publicar a versão final válida em todo o território nacional.


O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Antonio José Ferreira, comemora. “A ação é de grande importância, pois possibilita a uniformidade no atendimento das pessoas com autismo e denota de modo palpável a plena efetividade do Plano Viver sem Limite, melhorando a vida das pessoas com deficiência no Brasil”.

Viver Sem Limite No eixo saúde, o Plano prevê a produção de Protocolos e Diretrizes Clínicas, que têm como objetivo estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, o método de manejo e tratamento farmacológico e não-farmacológico. De 10 Protocolos Clínicos, cinco já foram publicados: Triagem NeoNatal; Síndrome de Down; Lesão Medular; Amputados; e Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE).

Fontes: Assessoria de Comunicação Social Ministério da Saúde - http://www.inclusive.org.br

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

‘Vim para fazer diferença’, afirma passista que teve perna amputada

Ela é veterana no carnaval: ‘vi que no samba tenho mais oportunidade’. Haone disse que terminou namoro para desfilar pela Nenê da Vila Matilde.


Passista amputada Haone Thinar. Foto: Raul Zito/G1
























                                                        Passista amputada Haone Thinar. Foto: Raul Zito/G1

A estudante Haone Thinar, de 20 anos, é uma veterana do carnaval de São Paulo. Ela não se deixa abater pela condição de amputada. No carnaval 2012, desfilou como passista da Nenê de Vila Matilde. “Vi que no samba tenho mais oportunidade. Queria mostrar que, apesar de ser deficiente, não preciso deixar de ser passista, vim para fazer diferença no mundo”, disse a jovem. 

Nos anos anteriores, ela desfilou pela Mancha e Vai-Vai. A estudante conta que mantém uma rotina na qual não se deixa prender por barreiras: já fez capoeira e freqüenta bailes funk. Ela teve a perna amputada aos nove anos por causa de um câncer, mas mesmo assim não desistiu dos sonhos e já cursou teatro.

Estudante do 3º ano de ensino médio, ela trabalha como atendente no DER. Se pudesse deixar um exemplo, falaria diretamente para as garotas que enfrentam problemas parecidos. “Menina é mais vaidosa, acha que quando perdeu um membro, perdeu a vida. As pessoas dão risada de mim, mas eu sou mais eu. Vou atrás dos meus objetivos”, disse.

Haone terminou um relacionamento de 5 meses na véspera do carnaval porque o namorado não queria que ela desfilasse. “Terminei por causa do carnaval, ele tem ciúmes. Ele pediu para escolher e eu falei que ficaria com o carnaval”, disse.

A mãe, Sandra Silva, de 42 anos, já não se surpreende: “sempre falei para ela nunca se deixar abater por ninguém”, disse.

Secretária da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti aposta em programa federal contra orçamento pequeno -

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A titular da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti (PMDB), afirmou em entrevista à TV Estadão que pretende solicitar ao governo federal parte dos recursos do programa “Viver sem limite”, para complementar o orçamento de  apenas R$ 12 milhões que tem para sua pasta neste ano.  ”Gostaria de municipalizar o programa ‘Viver sem Limite’. Trazê-lo em peso para São Paulo”, disse a secretária. Lançado em novembro de 2011, o programa prevê investimento de R$ 7,6 bilhões em ações afirmativas, como concessão de crédito para construção de 1,2 milhão de casas adaptadas, compra de cadeiras de rodas motorizadas e veículos especiais e capacitação profissional de deficientes.

Na entrevista, Marianne falou também sobre a adaptação da cidade para o trânsito de deficientes na Copa de 2014: um roteiro acessível está sendo traçado pela secretaria e será executado com verbas das subprefeituras. Outro ponto importante levantado pela secretária foi a acessibilidade nas escolas e a conclusão dos trabalhos do Censo-Inclusão. O levantamento do número e da condição de deficientes na cidade foi feito no ano passado e irá nortear as políticas da secretaria pelos próximos anos. “Precisamos ter uma noção melhor de onde estão as pessoas e quais são suas necessidades”.

Mariane é a sétima convidada da série de entrevistas transmitidas pela TV Estadão com a nova equipe composta por Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo. Médica, foi vice-prefeita na chapa de Gabriel Chalita (PMDB) nas últimas eleições municipais e secretária da Saúde de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Especializada em ginecologia e obstetrícia, tem mestrado e doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e foi diretora do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Byington por sete anos.

Nesta terça-feira, 5, a TV Estadão recebe Eliseu Gabriel, secretário Municipal do Trabalho e do Empreendedorismo. O encontro será transmitido às 11h. Já participaram da série de entrevistas o titular da Segurança Urbana, Roberto Porto; o titular da Promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula; o secretário de Esportes, Celso Jatene; o titular da Educação, César Callegari; o responsável pela pasta de Relações Governamentais, João Antonio; e o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder.

Acompanhe os melhores momentos da entrevista:
“A lei de acessibilidade já existe e é bastante completa, não é preciso municipalizar essa questão”, diz. “O que gostaria é de municipalizar o programa (federal) “Viver sem Limites”‘. Segundo ela, trazer o programa “em peso” para SP é necessário.

Sobre o censo da mobilidade em São Paulo, que obteve 40 mil respostas. “Espero poder entregar o trabalho no primeiro semestre.” “Foi uma pena terem voltado tão poucos questionários”, diz ela, que acredita que possa ter havido uma falha de divulgação ou de elaboração. Por hora, as políticas públicas são feitas com base no Censo 2010 do IBGE. “Precisamos ter uma noção melhor de onde estão as pessoas e quais são as necessidades das pessoas”.

“Não basta empregar, tem que manter o funcionário”, afirma, sobre a importância da empresa se adaptar.

Sobre parcerias com a iniciativa privada e regularização de espaços privados. “A lei vale para todos, mas não conseguimos encontrar e multar todo mundo”, diz Marianne. Todas empresas com mais de 100 funcionários tem que ter ao menos 2% de deficientes em seus quadros.

“Minha impressão é que temos crianças (com deficiência) que estão fora da escola. Vamos fazer uma busca ativa para saber onde elas estão”. A cidade de SP tem cerca de 15 mil crianças deficientes na rede pública. “A inclusão na escola é que nos trará a inclusão verdadeira no futuro”, diz. “A primeira questão que avaliamos foi a educação”.

“O Conselho Municipal da Pessoa com deficiência precisa ser fortalecido”, diz. “Nossa relação com a sociedade civil é de fundamental importância”.

“Temos um orçamento pequeno, mas vamos trabalhar com ele este ano”, diz. “Nosso projeto é construir um programa para a secretaria e adequar o orçamento a esse projeto”, diz Marianne, que quer traçar metas de um ano e de quatro anos. O orçamento da pasta para este ano é de R$ 12 milhões.

Até o final de 2014 todos os ônibus devem ser acessíveis, por lei. “Mas outros problemas existem para chegar até o ponto de ônibus”, frisa a secretária. Hoje, pouco mais da metade da frota, de 15 mil veículos, é acessível.

As rotas acessíveis estão principalmente centro dos bairros, sobre projeto de melhoria da passagem. “A Copa do mundo vai ser uma oportunidade, sem dúvida nenhuma”, diz. “(As rotas) serão para a Copa mas serão perenes para a cidade”.

A secretária estuda uma forma de ouvidoria com reclamações sobre acessibilidade.

A secretaria traçou uma rota de acessibilidade na cidade. “Os prédios da Prefeitura também não estão 100% adaptados”, admite a secretária. “Vamos fazer uma inspeção e sugerir como acertar a acessibilidade do prédio”, falando sobre a importância de dar o exemplo.

Como tornar SP uma cidade acessível?
“Isso vai ter um olhar muito forte do Prefeito. Várias secretarias vão trabalhar em conjunto”. “O direito das pessoas de se movimentar nessa cidade tem que ser um direito garantido”, diz a secretária. Segundo ela, serão necessárias obras e a responsabilidade do cidadão sobre o espaço, especialmente as calçadas.

Fonte:  http://deficientealerta.blogspot.com.br - Imagem Internet

“Ter 50 orgasmos por dia é um pesadelo”, diz mulher com distúrbio sexual

Amanda Gryce, de 22 anos de idade, fica excitada sexualmente cerca de 50 vezes por dia por causa de uma doença rara. .

                                       

A americana Amanda Gryce, de 22 anos, fica excitada sexualmente cerca de 50 vezes por dia por causa de uma doença rara conhecida como Síndrome de Excitação Sexual Persistente (PSAS). Em entrevista ao site do jornal The Sun, ela conta que a vibração do telefone celular ou o balanço do carro ou do avião já são suficientes para deixá-la excitada.
— Não é agradável, pelo contrário, se tornou uma tortura. Ter 50 orgasmos por dia é um pesadelo. Essa condição controla completamente a minha vida. Quando estou com meus amigos e fico excitada tenho que colocar um sorriso no rosto e fingir que nada está acontecendo.
Amanda começou a apresentar os primeiros sinais do distúrbio sexual quando tinha apenas oito anos e o medo de ser julgado ou vista como “mentirosa” a fez guardar esse segredo.
— Eu não tinha ideia do que estava acontecendo comigo e até pensei que fosse obcecada por sexo. Algumas pessoas acham que estou inventando isso e que realmente sou ninfomaníaca.
Em 2008, Amanda aprendeu sobre a doença porque ouviu uma entrevista em uma rádio. Desde então, tenta seguir sua vida normalmente, mas admite não ser capaz de ter um relacionamento estável.
— É muito difícil namorar porque alguns homens querem tirar vantagem e outros ficam intimidados.
A moça confessa que já pensou em suicídio, mas seu foco no momento é ajudar outras pessoas que sofrem do mesmo problema.
— Felizmente, tive coragem de contar tudo para a minha família e eles estão sendo muito compreensivos e solidários. Sei que minha história vai ajudar outras pessoas.
No ano passado, a americana Gretchen Molannen, de 39 anos, cometeu suicídio após 16 anos convivendo com o distúrbio sexual.