sábado, 9 de março de 2013

Cotas para pessoas com deficiência ainda são única garantia para minorias em concursos

Diário de Pernambuco



A partir deste ano, pelo menos 20% das vagas oferecidas pela Prefeitura de São Bento do Una, Agreste do estado, serão reservadas a afrodescendentes por meio de cotas. A decisão foi da Justiça do estado, que atendeu um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Apesar da medida ser inédita em Pernambuco, ela segue uma tendência já verificada em vários estados: as cotas. As políticas de inclusão social, já consolidadas no acesso à educação pública de nível superior, tendem agora a se estender também ao emprego público, acreditam os especialistas (Leia mais na edição impressa do Diário, no caderno Admite-se).


Até o momento, a única “minoria” com direito de inclusão totalmente garantido em concurso são as pessoas com deficiência (PCD). Essa conquista foi determinada pela Lei Federal nº 8.112, que estabelece um percentual máximo de 20% para esse grupo. Posteriormente, o Decreto nº 3.298/99 definiu que o percentual mínimo deveria ser de 5%. Em Pernambuco, as seleções geralmente reservam 5% das chances em concurso. Na Prefeitura do Recife, o percentual é de 10%. Mas mesmo com esse apoio, às vezes a inclusão não ocorre.

Há cinco anos, o arquiteto Marcelo Pedrosa, deficiente auditivo, ingressou em concurso para ser analista de desenvolvimento urbano da Dircon, na Prefeitura do Recife (confira o vídeo). Ele lembra que das 15 vagas oferecidas na seleção, duas foram destinadas a PCDs. “Mas eu fui o único que não levou ponto de corte e fui efetivado”, recorda Marcelo, que além de dominar a linguagem dos sinais também se comunica através da fala. Para ser considerado apto para a vaga, o candidato PCD deveria acertar no mínimo 50% da prova.

Ele reconhece que sem as cotas não estaria atualmente no emprego. “Acertei 60% das questões. Na concorrência normal a taxa de acerto foi de 90%.” Marcelo perdeu a audição por conta da sequela de uma meningite que teve com um ano e meio de idade. O aparelho auditivo o ajuda a ouvir, mas ele confessa que tem dificuldades em participar de reuniões, por exemplo. Mas para exercer sua função – analisar os projetos de acessibilidade que chegam na Dircon – não tem problema algum. Tanto que ele faz projetos de arquitetura desde que se formou, em 2005. 

Competidor supera deficiência física e encara o TEM Games em Marília

Lucas Chagas, de Barra Bonita, participou na modalidade PES 2013. Evento realizado pela TV Tem segue até domingo (3).

                                              
                                        Lucas Chagas (à dir.) veio de Barra Bonita (Foto: Mariana Bonora / G1)


Mais de 360 competidores estão reunidos no Marília Shopping para terceira edição do TEM Games na cidade e quarta da região Centro-Oeste Paulista. O evento é realizado pela TV TEM, afiliada da Rede Globo na região, e é considerado uma das maiores competições de videogame do país.
Os participantes vieram da várias cidades da região. Lucas Chagas Nunes veio de Barra Bonita (SP) para participar do evento. Ele sofre de uma doença que provoca atrofiamento dos músculos, mas isso não impediu que sua paixão por videogames falsse mais alto e, mesmo em uma cadeira de rodas, disputou a competição na modalidade PES 2013. Acabou derrotado na primeira partida, mas aprovou a experiência. “Eu gostei muito, treinei bastante em casa , mas não deu. Mesmo assim, vou continuar aqui acompanhando os jogos”, conta.
Lucas veio acompanhado do pai e do irmão, que também participa da competição, mas na modalidade UFC. “Trouxe eles para saírem um pouco de casa também, os dois sempre jogam, mas só em casa, é bom participar de um evento assim, com várias pessoas, em outra cidade”, afirma Paulo Ferreira Nunes, pai de Lucas. O pai ressalta também que o videogame, além de ser uma paixão de Lucas, ajuda no tratamento dele. “É como uma fisioterapia para ele, estimula a coordenação motora e ajuda na melhora dos movimentos deles, que passou a perder aos 9 anos de idade. Antes disso, ele já gostava de videogame”, completa.
Novidades
Além da nova modalidade, o UFC, a edição desse ano do TEM Games também trouxe novidades na área de livre para o público. “No espaço o pessoal pode se divertir com o Just Dance, estamos testando esse jogo de passos de dança e quem sabe ele pode vir a ser uma modalidade”, ressalta Eric Ursini, supervisor de marketing da TV TEM. O público em geral pode conferir como funciona o jogo durante o evento na área de free play.

O supervisor destaca também que a cada ano o evento tem mais inscritos, o que demonstra a popularidade dos games. “Esse ano tivemos mais que 360 inscritos e incluir o UFC foi um pedido dos próprios jogadores. O público também está maior que o ano passado, a expectativa nossa é de que 10, 15 mil pessoas circulem pelo recinto nos dois dias de evento”, completa.
Nesse ano as partidas de PES 2013 também passaram a ter 10 minutos, nos anos anteriores eram cinco e a expectativa é de que os classificados para o segundo dia sejam definidos no início da noite deste sábado.
Jogos do PES 2013 passaram a ter duração de 10 minutos neste ano (Foto: Arroba Junior / Divulgação)Jogos do PES 2013 passaram a ter duração de 10 minutos neste ano (Foto: Arroba Junior / Divulgação)Fonte:http://g1.globo.com

Mulher supera deficiência visual e cria gêmeos com cegueira no ES

Com cegueira, Adrielle cuida, sozinha, das crianças e de filho com surdez. No Dia Internacional da Mulher, o G1 foi conhecer as vitórias da capixaba.

Por Juliana Borges Do G1 ES

                                               

Todos os dias, Adrielle precisa subir um morro e uma escadaria para chegar em casa, em Vitória (Foto: Juliana Borges/ G1 ES)
                           Adrielle usa uma lente de aumento para conseguir enxergar a apostila      
 Estudos 
Na adolescência, a capixaba não conseguiu concluir os estudos por conta das dificuldades da época. Já mais velha, ela conseguiu retornar para o ensino médio em uma escola do bairro que oferece supletivo, que inclusive aplica provas com as letras aumentadas, para pessoas como Adrielle. Em casa, ela consegue tempo para estudar apenas à noite, lendo as apostilas com uma lente de aumento.
O dia dela só termina por volta de 0h, quando termina todas as atividades. "Quero terminar os estudos e começar a trabalhar. Meu sonho é ser jornalista. Assim que conseguir um emprego, vou juntar dinheiro para comprar uma casa na parte de baixo do meu bairro, pois não aguento mais subir morros", falou.
Além disso, ela também precisou aprender o básico da comunicação em libras, para poder se comunicar com o filho mais velho. Agora, o próximo plano de Adrielle é começar aulas de braille no mês de abril, oferecidas gratuitamente no Instituto Luiz Braille. Apesar de conseguir ler as letras expandidas, esse outro tipo de leitura é sinônimo de menos esforço visual para a dona de casa.
Tarefas de casa 
Apesar das dificuldades para conseguir um emprego, que incluem cuidar dos filhos e a própria deficiência, Adrielle não pode fugir das atividades em casa. Ela mora com o irmão, mas alega que ele não a ajuda. "Meu irmão não trabalha, tudo sou eu que faço, eu sustento a casa. Todo mês recebo um salário mínimo por causa do Matheus e R$ 200 do pai dos meus gêmeos, isso é tudo. A limpeza da casa também é por minha conta", contou.

A residência que mora foi deixada de herança pelo pai, que faleceu em 2011, para os três filhos, mas a irmã de Adrielle não vive no local. A capixaba contou que o pai era seu braço direito e maior incentivador. "Nunca tive exemplo de mãe, ela nos abandonou quando eu era criança, portanto meu pai era tudo para mim. Sempre tivemos tudo com muita dificuldade, como é hoje. Estou sempre precisando de doações de roupas e fraldas", disse.
Os cuidados com as crianças, desde o banho até a preparação das refeições, são de responsabilidade da mãe. "As pessoas sempre me param para falar que sou irresponsável, que fico andando para cima e para baixo com meus filhos sem conseguir ver direito o que está na minha frente. Mas o que eu posso fazer? Ficar parada em casa enquanto a vida passa? Não posso, não tem outro jeito. Têm horas que penso em chutar tudo para o alto, mas então olho para os meu filhos e penso 'eles precisam de mim'", explicou.
                                         Adrielle cuida dos filhos sozinha,em Vitoria    



Está aberta Consulta Pública para as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral

Até o dia 26 de março é possível participar.
da Redação

                                Imagem Internet

Está em consulta pública as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é uma ação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite, que prevê a construção de um Protocolo Clínico para o tema. Até o dia 26 de março é possível participar.


Para contribuições no aperfeiçoamento, as sugestões devem ser encaminhadas ao Ministério da Saúde, por meio do endereço eletrônico: diretrizavc@saude.gov.br  diretrizavc@saude.gov.br. A participação na Consulta Pública deverá ser fundamentada, inclusive com material científico que dê suporte às proposições. É válido também, quando possível, o envio da documentação de referência científica e, quando não for possível, o envio do endereço eletrônico da citada referência científica para verificação na internet.

As Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral terá informações detalhadas quanto ao diagnóstico, tratamento, controle e acompanhamento dos usuários em relação aos cuidados de agravos à saúde. Consulte o protocolo pelos endereços:www.saude.gov.br/consultapublica e  www.saude.gov.br/sas

Viver Sem Limite – No eixo saúde, o Plano prevê a produção de Protocolos e Diretrizes Clínicas, que têm como objetivo estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, o método de manejo e tratamento farmacológico e não-farmacológico. De 10 Protocolos Clínicos, cinco já foram produzidos: Triagem NeoNatal; Síndrome de Down; Lesão Medular; Amputações e Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE) e Transtorno do Espectro Autista e suas Famílias.

Consulta da ONU sobre deficiência em português – PARTICIPE!!!!


Dia 23 de setembro a ONU realizará a primeira reunião de Altas Autoridades para discutir a inclusão de questões relativas às pessoas com deficiência nos Objetivos do Milênio (um conjunto de metas para um mundo melhor).


De hoje até o dia 28 de março está aberta uma consulta on-line, EM PORTUGUÊS, para que pessoas com deficiência, suas famílias e organizações, assim como todos aqueles que se interessam pelo tema, possam enviar comentários, sugestões e contribuições.

Esta é uma oportunidade única de nos envolvermos no processo de formatação dos Objetivos do Milênio e de fazer com que as metas de desenvolvimento sejam pensadas e estruturadas numa perspectiva inclusiva, ou seja, levando em consideração as pessoas com deficiência.

Assim, convidamos você a colaborar com experiências e sugestões que possam contribuir para uma sociedade mais inclusive e a compartilhar esta mensagem com sua rede de contatos.

Para participar acesse aqui:http://www.worldwewant2015.org/node/315364

Moderadoras
Patricia Almeida
Stella Reicher



sexta-feira, 8 de março de 2013

Feira reúne novidades para Pessoas com Deficiência

Programada para acontecer de 25 a 28 deste mês no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo, a Reatech 2004 permitirá a deficientes físicos fazer test-drive com veículos.
                           
                                        


Programada para acontecer de 25 a 28 deste mês no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo, a Reatech 2004 permitirá a deficientes físicos fazer test-drive com veículos de Volkswagen, General Motors, Fiat, Toyota, Audi, Honda e Mercedes-Benz. Além disso, a feira trará novidades como o Multi Lift, elevador da Cavenaghi para facilitar o entra-e-sai em automóveis. A Honda vai mostrar o novo Civic já adaptado, iniciativa similar à da Fiat, que estende as facilidades a vários de seus modelos. A empresa Guidosimplex apresenta uma central de comandos por infravermelho. Por meio dela, o motorista tem acesso a vários comandos sem tirar a mão do volante.

Informações: 
Tel. 0/xx/11/577-4355 

ACESSIBILIDADE - Ministra confirma presença em lançamento de programa em Alagoas

Em reunião com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, Teotonio Vilela falou sobre o lançamento do Viver sem Limites.

por Maurício Nogueira
                                                                                                                                Fotos: Gabriel Oliveira
                                            
O governador Teotonio Vilela e a deputada Rosinha da Adefal reuniram-se com a ministra Maria do Rosário


O governador Teotonio Vilela Filho e a deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) tiveram audiência, nesta quarta (6), com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário. O motivo da reunião foi o lançamento do Plano Viver sem Limites em Alagoas.
O plano prevê ações que preparam a infraestrutura urbana para garantir acessibilidade. “É um plano que cria toda uma infraestrutura de acessibilidade e apoio para as pessoas com necessidades especiais. Beneficia as pessoas mais necessitadas, mais pobres”, explicou Teotonio Vilela à saída da reunião. A audiência com a ministra Maria do Rosário foi solicitada pela deputada Rosinha da Adefal.
Ficou acertada a realização de um seminário em Alagoas em data a ser confirmada. Nos próximos 40 dias, a ministra deverá participar do lançamento oficial do programa, com a presença de prefeitos do Estado. “É muito importante que os municípios também participem desse programa, que resulta na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência física. A ministra sabe que Alagoas precisa dessa iniciativa. Ela está muito comprometida em fazer o lançamento desse programa em Alagoas”, revelou o governador.
Segundo a deputada Rosinha, o plano foi criado em novembro de 2011. “Já perdemos um ano sem receber recursos. Está mais do que na hora de mobilizar o Executivo estadual e federal para conseguir viabilizar os recursos para os municípios, onde realmente se encontra a população carente desses benefícios que o plano traz”, explicou a deputada.
O Nordeste está acima da média nacional em número de pessoas com deficiência e Alagoas é o Estado que detém o maior índice de pessoas nessa situação. O plano Viver sem Limites viabiliza recursos para os municípios e os estados aplicarem em educação, equipamentos de acessibilidade, capacitação de professores, ônibus acessíveis e recursos para reforma das escolas.
Saúde 
Na área de Saúde, estão previstos recursos para a construção de centros de reabilitação, instalação de equipamentos e compra de ônibus adaptados para o transporte dos deficientes para tratamento em hospitais. Há ainda recursos específicos, que são oriundos do Ministério das Cidades, para urbanização e acessibilidade.

Habitação 
Rosinha conta que, no programa Minha Casa, Minha Vida, o tamanho das casas foi ampliado em 3,5m para possibilitar adaptações. Caso o proprietário seja um cadeirante, o banheiro pode ser maior e os equipamentos de acessibilidade estarão disponíveis aos deficientes físicos.

“A pessoa irá se identificar como portador de deficiência, receberá um kit e irá ajustar a casa à necessidade dele. A ampliação na metragem é para todo mundo. A diferença é que a pessoa com deficiência vai receber o kit acessibilidade. No caso de uma pessoa cega, o kit contempla piso tátil e sinal sonoro”, antecipou.
O plano também contempla investimento para desenvolver tecnologias que possam facilitar a vida dos portadores de deficiência física.
Adesão 
O motivo da audiência com a ministra Maria do Rosário é necessidade de adesão ao plano. “O governador se mostrou interessado, sensível, consciente de que tem que fazer alguma coisa pelas pessoas deficientes. A assinatura ao termo de adesão é um compromisso que o governo faz de cumprir metas, de fazer uma busca de pessoas para que recebam esses benefícios”, considerou.
A deputada também afirmou que serão realizados seminários para a divulgação do plano para os prefeitos. Para isso, ela vai entrar em contato com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e a Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos de Alagoas.
Rosinha afirmou que ao chegar a Alagoas, nesta quinta-feira (7), iniciará os contatos para agendar os seminários. A deputada confirmou que a ministra Maria do Rosário estará em Alagoas para o lançamento do plano em 40 dias. “Em breve, deverá ser divulgada a data de início dos seminários, e a ministra confirmou que comparecerá à cerimônia oficial do lançamento do Viver sem Limites em Alagoas”, disse.

MP-MA vistoria shopping para averiguar acessibilidade

O objetivo é propor medidas que garantam o direito de locomoção de todos.
Divulgação/MP-MA

                                                             Foto: Divulgação/MP-MA
SÃO LUÍS - A Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizou na manhã quinta-feira (28), inspeção nas instalações do Shopping da Ilha, em São Luís. O objetivo é avaliar a acessibilidade do espaço, a sinalização e propor medidas para garantir o direito de locomoção das pessoas com deficiência. Representantes do Fórum Estadual de Pessoas com Deficiência e Patologias e da Associação do Lesado Medular (ALM) do Maranhão participaram da vistoria.
A investigação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) foi iniciada em março de 2012, após a denúncia de uma cadeirante de 85 anos. Segundo a idosa, ela tentou entrar no centro comercial e foi impedida pela falta de acesso no estacionamento lateral. Orientada por um funcionário a entrar pelo acesso principal, também, não teve sucesso porque o espaço estava ocupado por carros e não havia sinalização para impedir o estacionamento irregular.
Em maio, o Ministério Público realizou a primeira inspeção e foram constatados problemas como ausência de reserva de vagas no estacionamento, falta de sensores nas portas e sinalização irregular. Também foi constatada a ausência de dispositivos sonoros nas portas, piso direcional e rampas com inclinação inadequada. “Vamos acompanhar e fiscalizar para garantir o direito de ir e vir das pessoas com deficiência em qualquer espaço”, informou o promotor de Justiça Ronald Pereira dos Santos.
Divulgação
Na segunda inspeção, o primeiro ponto avaliado foi o acesso aos elevadores. “Não existe faixa de sinalização e piso podotátil para direcionar a locomoção dos cegos”, questionou Dilson Bessa, presidente do Fórum Estadual de Pessoas com Deficiência e Patologias do Maranhão. A ideia é atender todos os segmentos das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a exemplo de gestantes e obesos.
A cadeirante Maria de Jesus Rocha, representante da Associação do Lesado Medular do Maranhão, identificou a falta de sinalização até o elevador. “Cheguei de ônibus e não encontrei indicação para me deslocar adequadamente dentro do shopping”, apontou. Ela explica que a participação da ALM é uma forma de contrapor a lógica dos que constroem e esquecem a necessidade de pessoas com deficiência. “A nossa participação na inspeção tem o objetivo de ajudar não apenas os cadeirantes, mas outros grupos. Temos o direito de conviver na sociedade e isso passa pelo direito de ir e vir”, afirmou.
O coordenador da ALM, Paulo Roberto Melo, que também é cadeirante, testou as rampas e não ficou satisfeito: “A inclinação não está adequada”. A informação foi confirmada pelo engenheiro civil Gilberto Moucherek, da Coordenação de Obras, Engenharia e Arquitetura do MP-MA. De acordo com a NBR 9050, norma que disciplina a acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a inclinação das rampas não pode ultrapassar 8%. “A primeira rampa avaliada tem 12% e a segunda 12,5%, o que dificulta ou impede o acesso dos cadeirantes”, explica Moucherek.
Todos os pontos analisados serão listados em um relatório produzido pela Coordenação de Obras, Engenharia e Arquitetura do MP-MA. O material será entregue à Promotoria da Pessoa com Deficiência, a fim de acompanhar as modificações, e à direção do Shopping da Ilha. “A visita foi produtiva e vamos adotar as adequações necessárias para facilitar o acesso do nosso público”, afirmou o superintendente do estabelecimento Guilherme Paiva. O gerente de operações Juarez Sampaio, também, acompanhou a vistoria.
Posicionamento shopping
Em nota a assessoria do shopping afirmou que: "O Shopping da Ilha esclarece que já vem trabalhando fortemente para garantir a acessibilidade a todos os portadores de necessidades especiais. Esclarece, ainda, que o elevador de acesso a todos os pisos, demarcação de vagas de deficientes e idosos já foram solucionados, assim como a sinalização junto às vagas demarcadas e os avisos sonoros nas portas dos elevadores. O intuito do shopping é de continuar contribuindo para a melhoria da acessibilidade de todos os seus clientes e os demais pontos serão atendidos no prazo acordado".

Em Portugal, "O Desemprego" afeta nove em dez portadores de deficiência

O movimento (d)Eficientes Indignados, que se manifestou hoje junto ao Ministério das Finanças, disse que o drama do desemprego afeta nove em cada dez pessoas portadoras de deficiência.

                                  

A manifestação dos deficientes contou com a ajuda dos Homens da Luta - Fotografia © Vítor Rios / Global Imagens



Manuela Ralha, do movimento (d)Eficientes Indignados, que hoje entregou no Ministério das Finanças um conjunto de reivindicações, refere que "não existe uma taxa de desemprego" nas pessoas com deficiência, mas garantiu "que são muito poucos os que têm acesso a emprego", e que existem "muitos inscritos nos centros de emprego".
Salientando que há "incentivos ao trabalho protegido", Manuela Ralha lamentou que "os empregadores não estejam muito sensibilizados para empregar pessoas com deficiência".
A responsável pelo movimento de deficientes, que juntou hoje mais de 20 pessoas em protesto, junto ao Ministério das Finanças, assinalou "a má imagem que os empregadores" têm das pessoas com deficiência e aludiu a "exclusão e preconceito".
"Os empregadores têm uma imagem que acham que as pessoas com deficiência não produzem. Muito pelo contrário: produzem e têm capacidade", frisou Manuela Ralha, recordando que o fim dos programas de trabalho protegido na Administração Pública "veio acrescentar muito mais às listas de pessoas com deficiência que estão no desemprego".
Outra das reivindicações entregues no Ministério das Finanças tem a ver com a "alteração dos escalões de IRS para pessoas com deficiência que trabalham".

Graças ao Brasil, Dia da Síndrome de Down, 21/3, será comemorado por todos os 193 países da ONU

Menina com síndrome de Down

O Dia Internacional da Síndrome de Down será celebrado no próximo dia 21 nos  países-membros da ONU. A data entrou no calendário da organização por iniciativa brasileira.

O objetivo do dia é valorizar as pessoas com síndrome de Down e conscientizar a população sobre a importância da promoção dos direitos inerentes às pessoas que nasceram com a síndrome de desfrutar uma vida plena e digna, como membros participativos em suas comunidades e na sociedade.

A data é simbólica porque se refere aos 3 cromossomos 21 que caracteriza quem tem a trissomia do cromossomo 21 (21/3).

Aqui e ao redor do mundo, vários eventos estão sendo programados para celebrar a data.

II Conferência na ONU
A exemplo do ano passado, a Missão Brasileira junto à ONU co-patrocinará Conferência na sede das Nações Unidas em Nova York, que terá como tema “Direito ao Trabalho” (http://www.worlddownsyndromeday.org/wdsd-conference-2013).

O Brasil será representado pelo carioca Breno Viola, Auto-Defensor do Movimento Down, faixa preta de judô e ator do filme “Colegas”, com a palestra “Trabalho e Acessibilidade”. Além disso, o trailer do filme “Colegas”http://blogcolegasofilme.com/ será exibido durante o evento e será lançada a versão em inglês da canção da campanha brasileira “Ser Diferente é Normal” – um hino à diversidade. (www.serdiferente.org.br)

No Brasil
No Brasil, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down elegeu “Educação e Trabalho, Direito de Todos” como tema das comemorações. O país lidera o número de eventos organizados desde que o dia internacional foi criado, em 2006.

Veja a programação atualizada em: www.inclusive.org.br.

Sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down
O Dia Internacional foi criado pela Down Syndrome International e é comemorado desde 2006. A data escolhida foi 21 de março (21/3) para representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética. O objetivo do dia é disseminar informações sobre a síndrome de Down e promover a inclusão das pessoas com síndrome de Down na sociedade, garantindo todos seus direitos e deveres.
Para mais informações sobre o dia internacional, visite o site DSi.

Liderança brasileira
Uma resolução para designar 21/3 como “Dia Internacional da Síndrome de Down” foi aprovada por consenso pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2011. A resolução foi proposta e promovida pelo Brasil, e co-patrocinada por 78 Estados membros da ONU.

Para saber sobre o processo de resolução na ONU, consulte:

Sobre a síndrome de Down
A síndrome de Down é uma ocorrência cromossômica natural e universal, que está presente em todos os gêneros, raças e classes sociais e sempre fez parte da humanidade (veja Síndrome de Down na História).

Ela afeta 1 em cada 700 nascidos vivos, em média (Veja Estatísticas –http://www.movimentodown.org.br/2012/12/estatisticas/). A síndrome de Down geralmente provoca diferentes graus de deficiência intelectual e física e alguns problemas médicos associados.

Para maiores informações sobre síndrome de Down consulte o site do Movimento Down.http://www.movimentodown.org.br/

Para os eventos organizados pelo mundo para comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down, acesse http://worlddownsyndromeday.org/

Pegue o badge do Dia Internacional para seu perfil no Facebook: http://www.picbadges.com/world-down-syndrome-day-new-logo/2481065/

Contatos no Brasil
Down Syndrome International
Patricia Almeida – Membro do Conselho

Movimento Down
Instituto MetaSocial (Ser Diferente é Normal)
Helena Werneck – contato@metasocial.org.br

Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down
Presidente – Gecy  Klauck

Marca-passo cerebral é testado para anorexia

Débora Mismetti Editora Interina de "Ciência+Saúde


Um pequeno grupo de pacientes recebeu, no Canadá, um novo tratamento contra a anorexia nervosa: o implante de um marca-passo cerebral que envia impulsos elétricos a regiões do cérebro responsáveis pelo prazer e pela ansiedade.

Esse tipo de aparelho já é usado, há mais de 20 anos, para controlar tremores em pacientes com parkinson.

As seis voluntárias, com idade entre 24 e 57 anos, tinham a forma crônica da anorexia. Cinco delas já haviam sido internadas em unidades de terapia intensiva e quatro já tinham sido alimentadas por sonda no hospital.


Editoria de arte/Folhapress

Os tratamentos convencionais, com terapia e medicamentos, haviam falhado. "A esperança estava acabando", disse a paciente Kim Rollins, em vídeo divulgado pelos autores do novo estudo.

Controlados por um aparelho emissor de pulsos elétricos implantado perto da clavícula, embaixo da pele --como um marca-passo cardíaco--, os estimuladores foram direcionados a uma região próxima ao corpo caloso.

Segundo a pesquisa, publicada no "Lancet" e liderada por Andres Lozano, da Universidade de Toronto, a estimulação afetou regiões ligadas à ansiedade e ao humor e contribuiu para o controle de sintomas em mais de metade das voluntárias.

As pacientes foram acompanhadas por nove meses. Logo após a cirurgia, todas sofreram perda de peso mas, a partir do terceiro mês, o IMC (índice de massa corporal) médio começou a subir. Esse índice é obtido dividindo o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado.

Três mulheres conseguiram um aumento significativo de peso. Uma delas, que no início do estudo tinha um IMC de 11 (o normal é de 18,5 a 24,9), chegou a 21. Os médicos também observaram melhora dos níveis de ansiedade na maioria delas
.
De acordo com o psiquiatra Táki Cordás, coordenador de assistência do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo, metade das pessoas com anorexia não responde aos tratamentos, que combinam terapia, orientação nutricional e drogas psiquiátricas.

"O paciente acaba sendo o maior inimigo do tratamento. Ele resiste ao ganho de peso, tem fobia disso."

Para Cordás, apesar de experimental e de não excluir o uso dos remédios, a técnica em teste no Canadá merece atenção. "Reduzir a ansiedade faz o paciente ganhar peso mais rápido."


No outro lado dos problemas alimentares, um grupo do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, aguarda autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para testar o marca-passo cerebral contra a obesidade.

Segundo o neurocirurgião Antonio De Salles, a ideia é aumentar o metabolismo basal. "Seria uma forma de estimular a perda de peso sem os efeitos colaterais da cirurgia bariátrica." Entre os riscos do implante do marca-passo cerebral estão sangramentos e infecções.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mais de 2 milhões de deficientes físicos têm dificuldades para se locomover pelas ruas do Rio

Após 21 anos da lei de acessibilidade aos transportes públicos, maioria não está adaptada.

Monique Cardone, do R7

Uma das maiores dificuldades é atravessar as ruas sem rampa 

Paulo Alvadia / Agência O Dia

O Rio de Janeiro não está preparado para abrigar os mais de 2 milhões de deficientes físicos, que representam aproximadamente 14,8% dos 15 milhões de habitantes do Estado. Diariamente, eles enfrentam dificuldades para fazer atividades cotidianas, como ir ao banco ou ao trabalho, e levam em média uma hora a mais do que o cidadão sem deficiência para concluir essas tarefas. Os cadeirantes dizem que o maior problema enfrentado no dia a dia é a falta de acessibilidade.

Alexandre Rodrigues, de 37 anos, ficou paraplégico há 15, quando foi atingido por uma bala perdida em uma tentativa de assalto em Bangu, zona oeste da cidade. Desde então, a rotina dele ficou mais difícil. As modificações começaram dentro de casa, porém, é da porta para fora, onde as adaptações estão longe do seu alcance, que a situação fica realmente complicada. 
 
Ao sair de casa, os obstáculos começam já nas calçadas, esburacadas, com paralelepípedos mal colocados e sem rampas que facilitem a travessia das vias públicas. Além das dificuldades de infraestrutura, o desrespeito das pessoas piora a maratona do cadeirante que, muitas vezes, precisa andar pelo meio da rua por causa de camelôs, mesas, cadeiras e carros que dominam as calçadas. Mas nenhum desses problemas se compara ao do transporte público. 
 
A lei 1.768 de 1990 determina que todos os transportes coletivos tenham lugares exclusivos para gestantes e deficientes físicos e sejam adaptados para dependentes imprescindíveis de cadeiras de rodas. Os veículos deveriam ter a logomarca oficial impressa externamente em pelo menos 20% da frota, facilitando a identificação por parte dos usuários. No entanto, Rodrigues conta que a norma ficou só no papel. 
 
- A linha 811 é a que eu deveria pegar para ir a Sulacap onde pratico tênis de mesa, mas as portas dos carros são ovais e a cadeira não passa. Então eu pego o da linha 812, um microônibus que não é adaptado, mas pelo menos eu consigo entrar. Isso, depois de esperar mais de uma hora e precisar da ajuda de funcionários e passageiros para embarcar. Sem contar que vou solto no meio do carro, correndo o risco de cair ou machucar alguém. 
 
Quando precisa pegar o trem para ir ao médico ou algum outro lugar, ele explica que apenas algumas estações têm escadas rolantes e elevadores, mas a maioria não funciona. Rodrigues utilizaria a estação de Bangu, mas, como o serviço está sempre inativo, ele precisa estender o caminho e seguir por uma passagem subterrânea perigosa, o que aumenta em quase 45 minutos o percurso. 
 
- Todos estes problemas são questão de segurança. Os próprios funcionários dos transportes públicos não estão preparados para nos atender. Já liguei para a empresa para reclamar e eles ficam na promessa de que a frota vai mudar, que os carros serão renovados, os motoristas treinados e nada acontece. 


A Secretaria Municipal de Transporte informou que atualmente existem cerca de 2.000 ônibus adaptados em circulação. O decreto 29.896, de 23/9/2009, estabeleceu que até o dia 2 de dezembro de 2014 toda a frota de ônibus da cidade (atualmente de 9.000 coletivos) deverá estar adaptada. Esse mesmo decreto, amparado pelo Decreto Federal nº 5.296/2004, determina que os novos ônibus cheguem ao mercado, de forma gradativa, até atingir a meta de 100% de renovação. A estimativa da secretaria é de que, por ano, 25% do total de coletivos entrem em operação já adaptados. 
 
Em relação aos trens, a SuperVia informou que, das 98 estações, somente 12 possuem facilidades de acesso para pessoas com deficiência e outras 32 atendem parcialmente estes usuários. De acordo com a concessionária, a adequação funcional e modernização das principais estações estão previstas para acontecer até 2014. As demais serão remodeladas até 2020.
O R7 acompanhou  e constatou a dificuldade da cadeirante Viviane Macedo, de 33 anos, de usar o transporte público para sair da sua casa em Copacabana, zona sul da cidade, e chegar até a Tijuca, zona norte, onde faz aulas de dança. 
Segundo o deputado Márcio Pacheco, presidente da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o órgão, com a comissão de transporte, vai fazer uma fiscalização mais rígida e uma série de vistorias públicas nos equipamento de transporte.
 
- A comissão foi criada por uma questão de dívida social e falta de política pública efetiva para essa parcela da população. Nosso objetivo é fiscalizar. As leis estaduais e municipais são complementares, mas não precisariam ser criadas, pois as leis federais deveriam ser autoaplicáveis. 


Entre os muros, na escola

Por Lucio Carvalho *

Antes de qualquer outra coisa o título acima não está errado. Não irei falar aqui (atrasadamente) do premiado filme francês “Entre os muros da escola”, mas de uma situação muito real acontecida recentemente aqui mesmo no Brasil, na cidade de Belo Horizonte, revelada numa reportagem do Jornal da Record, disponível neste link:http://noticias.r7.com/videos/direcao-de-escola-em-bh-quer-separar-com-muro-alunos-com-deficiencia-de-outros-estudantes/idmedia/51313f686b710e72f1d31c5f.html


Trata-se de uma iniciativa dos “gestores” da escola em erguer um muro dividindo seu pátio interno para separar alunos com deficiência dos demais. Através das declarações das autoridades competentes pode-se saber que a escola, que no passado havia sido exclusivamente destinada às pessoas com deficiência, enfrenta alguns problemas de convivência. O muro, no caso, foi a solução encontrada para resolver o impasse.

Murar os pátios escolares e os espaços públicos não é exatamente uma novidade mundo afora, muito menos aqui. Sob o pretexto de conter pessoas supostamente incontroláveis ou apenas como edificação de um critério distintivo explícito entre pessoas, muros – queira-se ou não – são símbolos inequívocos do apartheid. Tampouco trata-se de uma novidade para as pessoas com deficiência, afinal por anos elas estiveram encerradas em pátios especiais e instituições filantrópicas. O espanto consiste em verificar-se que, em pleno séc. XXI, ainda se busque esse tipo de solução para a convivência entre os seres humanos, ainda mais em se tratando de crianças.

Muito provavelmente o gênio que bolou a ideia deve pensar consigo mesmo: como não pensei nisso antes? Diante de um problema, o melhor a fazer é liquidar com ele. Não parece verdade o fato de não se perceber um problema significar que ele não exista? Pois é, parece mentira que alguém ainda pense assim, mas não é.

Mas o que mais incomoda na situação é o fato de que a medida, adotada sob as tendas do “gerenciamento” e da “administração escolar”, seja debitada exatamente na conta de uma implausível preocupação com as pessoas com deficiência. É “para o bem” dessas pessoas, dirão outras, de cenho franzido. É claro que uma medida dessas foi gestada sem consulta alguma à comunidade escolar ou mesmo às leis vigentes sobre educação no país. Caso contrário isso não teria sido levado adiante, não é possível.

O fato é escandoloso sob muitos outros aspectos, mas nada que se compare à humilhação que se quer perpetrar sobre as pessoas com deficiência e sua famílias, como aponta uma das mães da entrevista. E, além disso, há tanta coisa para ser construída nas escolas do Brasil inteiro que não sejam muros.. Para que, afinal, gastar tempo, recursos públicos e energia com isso??

* Coordenador-Geral da Inclusive – Inclusão e Cidadania.