sábado, 23 de março de 2013

A APNEN realiza compra e doação.


A APNEN, realizou nesta semana, a compra e a doação de uma Calculadora Sonora, e um  Kit de Desenho em Braille para uma  garota com 12 anos que é Deficiente Visual moradora no Jardim santa Rita, esta Calculadora bem como o kit de Desenho, irá ajudar muito esta jovem em seus estudos, esta calculadora teve um custo de R$77,00 e o Kit de Desenho R$117,00, a mãe da garota também nos comunicou que  a jovem esta precisando de  um aparelho que faça a leitura de livros e retorne em áudio, este equipamento se chama Scanner Book já realizamos a cotação do equipamento, que tem um custo de R$2.130,00.

A APNEN esta buscando arrecadar esta quantia para realizar a compra e a doação deste equipamento a jovem garota, com a certeza que este equipamento irá ajuda-la muito em seus estudos. A colaboração da APNEN a esta jovem, também é um incentivo, a jovem sendo Deficiente Visual, estuda em escola comum, faz aulas de balé, aulas de piano, participa do projeto Guri, e participa como figurante na Paixão de Cristo, seu sonho é ser embaixatriz na Festa das Nações, só não foi ainda devido a sua idade, e o regulamento não permite.

Solicitamos a quem queira estar  nos ajudando financeiramente para conseguirmos comprar e doar este equipamento, entre em contato com a APNEN,  pelo fone (19) 3466-3321 ou e-mail: apnen.novaodessa@gmail.com.

Grato.

Carlos Raugust – Presidente da APNEN

Deficiente visual garante participação em concurso público

                                                                                 Imagem Internet

A União não conseguiu reverter no Superior Tribunal de Justiça (STJ) decisão que reconheceu a um candidato com deficiência visual o direito de continuar participando de concurso público. O candidato perdeu o prazo para a perícia médica porque não viu a convocação. 

Aprovado em concurso para o cargo de técnico judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, o deficiente visual foi convocado para perícia médica por meio de publicação no Diário Oficial da União e pela internet, em arquivo PDF – formato que não é compatível com o programa que permite o uso de computadores por deficientes visuais. 

Por conta de sua deficiência, o candidato não teve como tomar conhecimento da convocação e acabou eliminado do certame. Entrou com ação na Justiça Federal em Alagoas, onde mora, e conseguiu sentença que o manteve no concurso. A União apelou ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), alegando que o deficiente visual queria “tratamento diferenciado”. 

A apelação foi negada. A decisão do TRF5 considerou “desarrazoado, impróprio e desproporcional” o ato de convocação na forma como foi realizado. Ressaltou que a convocação dos candidatos deficientes feita pelos moldes tradicionais não é apropriada nem eficaz para o fim de propiciar a inserção dos deficientes físicos no serviço público, como dispõe a Lei 7.853/89. 

O acórdão declarou ainda que a forma de convocação utilizada afronta o princípio da igualdade estabelecido no artigo 5º da Constituição Federal, pois não se pode dispensar aos deficientes visuais o mesmo tratamento dado aos que enxergam. Por essa razão, entendeu ser possível a revisão do mérito do ato administrativo pelo Poder Judiciário. 

Alternativas 
O TRF5 ainda apontou alternativas simples. Afirmou que a convocação deveria ter sido feita de forma direta, mediante, por exemplo, o envio de correspondência – telegrama ou carta registrada – ou um telefonema. 

A União não se deu por satisfeita e recorreu ao STJ. Alegou violação à Lei 8.112/90 (Estatuto do Servidor) e aos artigos 5º e 37 da Constituição. Este último trata dos princípios que regem a administração pública. 

O relator, ministro Humberto Martins, não conheceu do recurso. Primeiro porque a decisão contestada não se fundamentou na Lei 8.112. Segundo, porque a análise de supostas violações a dispositivos constitucionais é de competência do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Caso a União não esteja convencida, é possível recorrer no próprio STJ ou ao STF. 


Fonte: http://www.stj.jus.br - Imagem Internet

Imaginação; deficiente visual,apenas com a imaginação e as mãos, ele vai dando forma aos carrinhos.

"Jair dos Carrinhos" passa boa parte do dia fazendo os carrinhos


                                            Foto: Cassiane Seghatti/G1

Em uma sala pequena, nos fundos da casa onde mora com a esposa e a filha, em Cascavel, no oeste do Paraná, o aposentado Jair Moraes, de 59 anos, passa praticamente o dia todo fazendo artesanato com madeira. Apenas com a imaginação e as mãos, ele vai dando forma aos carrinhos. Isso porque ele perdeu totalmente a visão há aproximadamente oito anos e, desde então, se dedica às obras de arte. "Eu passo praticamente de 12 a 15 horas por dia. Só vou lá dentro almoçar, assistir ao jornal e tomar um chimarrão", disse.

Quando o médico disse que estava com uma doença hereditária rara, em que o levaria à cegueira, Jair confessa que levou um choque, mas a ajuda da família foi fundamental para superar as dificuldades. "A minha família me ajudou muito na época. Então, dava muita alegria para a gente. Pensava que eu não posso desistir. Deus, do nada, faz tudo", desabafou. Moraes teve uma retinose pigmentar, caso em que a retina se degenera.

Sem poder mais trabalhar, o aposentado encontrou nos carrinhos uma forma de passar o tempo e não deixá-lo para baixo. "A minha profissão antes era de fundição. Como perdi a minha visão, comecei na brincadeira para entreter. Daí comecei a fazer umas rodinhas, inventei os fusquinhas, os tratores, caminhonetes", completou.

"Jair dos Carrinhos", como também é conhecido, sabe onde fica cada peça, cada instrumento usado para fazer as obras de arte. "Aqui é uma terapia para minha mente, para o meu corpo físico. Se eu não tivesse inventado isso daqui, hoje eu já estava deprimido. Deus me deu esse privilégio", contou.

A limitação devido à deficiência visual não impede que as peças produzidas por Jair dos Carrinhos, fiquem bem feitas. Ele conhece cada detalhe e sabe quando está perfeita. As peças produzidas chegam às mais variadas montagens nas mãos do cascavelense. Ele produz caminhonetes, kombis, fuscas, carros de modelos antigos, lambretas, carros de boi. "Se a gente percebe que não fica bom, a gente faz de novo. (...) As pessoas não acreditam que eu faço esses carrinhos. Se eu levar essas rodinhas e falar que eu fiz, as pessoas não vão acreditar", ressaltou.

Na garagem de casa, é possível ver uma exposição de carrinhos. A maioria, construídos com base em modelos antigos, que ele lembra da infância ou dos tempos que trabalhou como mecânico. "Eu tenho paixão por carros antigos. E os carros de boi porque quando eu era criança a gente ajudava. Então, a lembrança, a saudade está dentro da gente", assegurou.

Apesar das dificuldades para enxergar, Moraes afirmou que se machucou apenas uma vez e garante que dificilmente pede ajuda para encontrar as ferramentas. "Eu me sinto realizado porque, hoje, é difícil de depender os outros. (...) A minha esposa está fazendo o almoço, está lavando a roupa e eu não quero incomodar. Então, a gente depende de sobreviver meio por conta", destacou. Questionado sobre como faz para fazer os carrinhos é rápido e direto. "Isso é dom de Deus. A minha mente enxerga".

A matéria-prima das esculturas é reaproveitada de pedaços encontrados na rua, de doações. "Tem pessoas que vêm trazer as madeiras aqui em casa para mim", complementou. Segundo Moraes, além da "terapia", os carrinhos também ajudam no sustento. "Esse dom que Deus me deu é fazer artesanato e ter um estilo de vida melhor. De vez em quando eu vendo um carrinho, dois, três, seis", disse. As peças são vendidas a partir de R$ 50.

As dificuldades provocadas pela cegueira não lhe trouxeram tristeza. "Eu sou feliz. Eu toco violão, toco teclado, toco gaita, canto na igreja, sou feliz. Tenho dois filhos homens, tenho uma filha mulher, tenho minha esposa", conclui.


Fonte: G1 Paraná - http://sentidos.uol.com.br

Conflitos, Direitos e Diversidade - I Simpósio Internacional de Estudos sobre a Deficiência


O seminário está estruturado em torno de quatro campos temáticos, de modo a permitir sua apropriação pelas mais variadas áreas do conhecimento e, ao mesmo tempo, delimitar o espectro conceitual das discussões mais recentes sobre o campo da deficiência.

da Redação

O Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência – órgão da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Diversitas, Núcleo de Estudo das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos – FFLCH/USP e o Programa USP Legal, Comissão Permanente para Assuntos Relativos às Pessoas com Deficiência – USP convidam a comunidade acadêmica, bem como profissionais, ativistas e demais interessados e ligados ao universo da Deficiência, para o I Simpósio Internacional de Estudos sobre a Deficiência.
O seminário está estruturado em torno de quatro campos temáticos, de modo a permitir sua apropriação pelas mais variadas áreas do conhecimento e, ao mesmo tempo, delimitar o espectro conceitual das discussões mais recentes sobre o campo da deficiência. Os eixos temáticos foram organizados em quatro Mesas Redondas, bem como servirão para dar sequência aos trabalhos e discussões que pretendemos realizar no evento. São eles: “Corpo, Gênero e Identidade”; “Movimentos Sociais”; “Educação e Comunicação”, “Cidade e Direitos”.
O evento será realizado no Hotel Novotel Jaraguá Convention, São Paulo, entre os dias 19 e 21 de junho de 2013, e convida pesquisadores e profissionais da área para submissão de resumos. Os selecionados comporão as Comunicações Coordenadas, cujas áreas temáticas serão organizadas de acordo com os eixos temáticos.

Justificativa 
Os chamados Disability Studies consistem num campo de estudos interdisciplinares que ganhou projeção mundial, tendo origem no contexto anglo-saxão, em meados da década de 1960. A proposta principal desse movimento intelectual, e que, mais tarde, acabou compondo os discursos dos movimentos ligados aos direitos das pessoas com deficiência, é a de que a deficiência não é simplesmente uma tragédia individual cuja solução está reservada aos quartos dos hospitais; ela tem dimensão social e política. Nessa perspectiva as políticas públicas voltadas para o tema, geram debates públicos que desconstroem preconceitos e retiram da deficiência a noção de ‘doença’, ‘degeneração’ e ‘desvio’ e a situam na perspectiva de uma ‘condição’ – como mulheres, negros, gays, índios e outras minorias.

No Brasil, a despeito da forte influência dos Disability Studies sobre o movimento das pessoas com deficiência, em meados dos anos 1970/80, pouca foi a penetração das discussões no âmbito acadêmico. Além disso, hoje, apesar de uma quantidade razoável de estudos que abordam a temática – majoritariamente na pedagogia —, o Brasil ainda não possui uma rede que articule esses pesquisadores e centros de estudo. Em consequência observa-se pouca produção bibliográfica nacional em comparação com a produção internacional.

A intenção da organização desse Simpósio é justamente possibilitar a troca de conhecimento e ampliar os debates e a cooperação internacional.

Por consistir num evento organizado com o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, representado pelo “Memorial da Inclusão: os caminhos da pessoa com deficiência”, a expectativa é que o debate atinja públicos para além dos muros da academia, como militantes, profissionais ligados às instituições de cuidado, de educação e reabilitação entre outros. O evento será transmitido online em tempo real, bem como registrado em áudio e vídeo, e esse material posteriormente será utilizado em publicações, exposições museológicas, material informativo etc.

A proposta central do Simpósio é debater a noção de ‘Deficiência’ nas suas mais diversas implicações, bem como refletir sobre a condição atual das pessoas com deficiência no Brasil. A experiência da exclusão, os dramas identitários, os preconceitos sociais, a condição do indivíduo com o corpo lesionado, as implicações no espaço e tempo urbanos, as políticas públicas e a legislação, e o papel atual dos movimentos sociais, esses temas serão analisados numa perspectiva interdisciplinar.

Programação
Dia 19 de Junho (quarta) das 10 às 19h 

Solenidade de abertura. Conferência magna, com Linamara Rizzo Battistella (USP/SEDPcD);
Mesa-redonda: Corpo, Gênero e Identidade
• “Deficiência e Igualdade”, por Débora Diniz (UnB/Anis);
• “Das potencialidades do corpo, dança e acessibilidades”, por Fátima Daltro (UFBA);
• “Corpo e emoções, deficiência e exclusão social”, por Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (UFS);
• “Estudo genealógico das anormalidades infantis no Brasil e as questões atuais de inclusão e exclusão”, por Lilia Ferreira Lobo
(UFF). 
Comunicações Coordenadas 

Dia 20 de Junho (quinta-feira) das 10h às 20h 
Mesa Redonda: Educação e Comunicação:
• “Uma breve história dos Estudos sobre a Deficiência na Educação: Quais Conflitos? Os Direitos de Quem? Por que Diversidade?”,
por David J. Connor (CUNY);
• “O observatório Nacional de Educação Especial: um estudo em rede sobre inclusão escolar no Brasil”, por Enicéia Gonçalves
Mendes (UFSCar);
• “Reflexões sobre práticas de ensino aos surdos”, por Karin Lilian Strobel (UFSC);
• “A formação de atitudes frente à diferença na educação infantil”, por Marie Claire Sekkel (USP);
• “Educação especial e política de inclusão escolar no Brasil”, por Rosângela Gavioli Prieto (FEUSP).
Comunicações Coordenadas
Mesa Redonda: Movimentos Sociais:
• “Representando a Deficiência”, por Gideons Calder (University of Wales);
• “Lutas por reconhecimento das pessoas atingidas pela hanseníase”, por Ricardo Fabrino Mendonça (UFMG);
• “Da invisibilidade à construção da própria cidadania, o Movimentos das pessoas com Deficiência no Brasil”, por Ana Maria
(Lia) Morales Crespo (SEDPcD);
• “Deficiência e Identidade”, por Carol Gill (University of Illinois) 

Dia 21 de Junho: Novotel Jaraguá (sexta-feira) 10 às 18h 
Mesa Redonda: Cidade e Direitos:
• “A Cidade como um Lugar de Contestação: Direitos das Pessoas com Deficiência e a Mídia nos Estados Unidos”, por Michael
A. Rembis (University of Buffalo);
• “Instrumentos para a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência: via judicial e não judicial”, por Luiz Alberto David
Araujo (PUC-SP);
• “Educação inclusiva em enfermagem/saúde”, por Ana Cristina Mancussi e Faro (USP);
• “A construção do movimento pelos direitos das pessoas com albinismo no Brasil”, por Roberto Rillo Bíscaro (IFET-SP).
Debate: Rede Brasileira de Estudo sobre a Deficiência
Sessão de encerramento: Conferência com Nicolas Watson (University of Glasgow)

Informações e inscrições DIVERSITAS - Núcleo de estudos das intolerâncias, diversidades e conflitos
http://www.diversitas.fflch.usp.br/sied/ 
diversitas@usp.br 
(11)3091-2441/ 5212-3764
Prazo para inscrição em comunicações dos grupos de trabalho até 15 de maio de 2013, pelo e-mail
simposio.deficiencia@sedpcd.sp.gov.br

Localização do evento 
Hotel Novotel Jaraguá
R. Martins Fontes 71 - Centro - São Paulo
Telefone: (+55)11-2802-7000

Fonte:Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência - http://saci.org.br

Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down.

Avanço
                                                                              Imagem Internet

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down. No passado, sua expectativa de vida era, em média, de 20 anos. Em virtude do avanço dos tratamentos médicos, existem hoje casos de indivíduos que chegam e ultrapassam os 60 anos. 


De acordo a Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires, professora instrutora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das principais causas da morte precoce era a cardiopatia, disfunção no coração que acomete 60% dos nascidos com Síndrome de Down. "Antigamente, as crianças ficavam dependentes de remédios e acabavam tendo uma expectativa de vida muito baixa, pois não existia estrutura médica capaz de reverter o quadro cardiopático. Hoje, a operação para corrigir esse problema acontece nos primeiros anos de vida", diz.

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante da presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso, também é conhecida como trissomia 21. A maioria das pessoas com o problema apresenta a denominada trissomia 21 simples, o que significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido trissomia simples ou não-disjunção. Existem mecanismos que levam à ocorrência da trissomia do cromossomo 21: mosaicismo, que ocorre quando a trissomia está presente somente em algumas células e, por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.

Segundo a doutora, pessoas com Síndrome de Down devem ter o acompanhamento de um médico clínico, endocrinologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e terapia ocupacional. "O psicólogo também é importante, principalmente, para ajudar o paciente na passagem para a adolescência e posteriormente para a fase adulta", afirma.

A professora explica que pessoas com Síndrome de Down podem ter filhos, porém, há uma preocupação entre os especialistas uma vez que o déficit cognitivo da pessoa com Síndrome de Down pode interferir nesse processo. "Não existe a compreensão clara das situações, pois, pelo prejuízo intelectual, eles podem não apresentar a maturidade necessária para terem um relacionamento sexual com os seus devidos cuidados, nem a percepção clara das responsabilidades de se gerar um filho", analisa.
A especialista destaca que, quando um dos membros do casal apresenta o problema, existem 50% de chances de a criança nascer com a Síndrome. Já se o pai e a mãe tiverem a alteração, as probabilidades chegam a 80%. 

No que diz respeito ao mercado de trabalho, a Dra. Sandra informa que as empresas estão abrindo espaços para eles e há relatos de pessoas que chegaram a cursar faculdade. "Há muitas oportunidades profissionais em cargos auxiliares, por exemplo, porém com algumas restrições nas atividades a serem exercidas", conclui.

Sobre a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: Tradicional instituição de Medicina, criada em 1963, completará 50 anos em 2013. Atualmente, também oferece graduação em Enfermagem e Fonoaudiologia, além de diversos cursos de especialização, mestrado e doutorado, na Pós-Graduação. Em sua infraestrutura, apresenta importantes laboratórios como de Anatomia, Imunologia, Microbiologia, Farmacologia, Bioquímica, Técnica Cirúrgica, Fisiologia, Biologia Molecular, Cirurgia Experimental, Centro de Simuladores, além de ambulatórios, enfermarias e Centros Cirúrgicos do Hospital Central da Santa Casa de São Paulo, conveniado com a Faculdade. Visite o site:www.fcmsantacasasp.edu.br

Fonte: Fran Press Assessoria de Imprensa - http://sentidos.uol.com.br 
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Reabilitação de pessoas com deficiência baseada na comunidade é discutida na SMPED

Na reunião com a secretária Marianne Pinotti, representantes da USP apresentaram a estratégia de desenvolvimento comunitário para a reabilitação, a igualdade de oportunidades e a inclusão social de pessoas com deficiência.


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Representantes da USP apresentaram as atividades que desenvolvem na região do Butantã
Representantes da Universidade de São Paulo (USP) estiveram na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), na segunda-feira (18), para apresentarem o conceito de Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC). 

A RBC é uma estratégia de desenvolvimento comunitário para a reabilitação, a igualdade de oportunidades e a inclusão social de pessoas com deficiência. Tem como objetivos desenvolver as capacidades físicas e mentais do indivíduo e sensibilizar as comunidades a promover e proteger os direitos das pessoas com deficiência. O conceito surgiu em 1978, na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários em Saúde, quando foi proposta uma ampliação da ação em reabilitação até então compreendida enquanto serviço altamente especializado, sendo recomendado que o tratamento das deficiências também fizesse parte da atenção primária. Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou um documento pautado no desenho das experiências que vinham se desenvolvendo.

Fátima Oliver e Marta Aoki, representantes da USP, apresentaram as atividades que desenvolvem a partir dessas diretrizes na região do Butantã, onde o projeto identifica e mapeia quem são as pessoas que necessitam de apoio nos bairros do Jardim D´Abril e Jardim Boa Vista, mobiliza familiares com orientações e propõe fóruns coletivos. Também são realizados trabalhos em grupo, como mosaicos, mulheres rendeiras, capoeira, passeios e brincadeiras, que melhoram a qualidade de vida e aumentam o envolvimento com a comunidade. As duas se colocaram à disposição para aprofundar o tema em outras oportunidades.

Participaram do encontro a secretária Marianne Pinotti, o secretário adjunto Tuca Munhoz, a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Sandra Reis, e Marly dos Santos, também representando o CMPD. 


Seminário "As pessoas com deficiência no setor metalúrgico"

Em Osasco (SP)

                               Imagem Internet
O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e região irá realizar o Seminário "As pessoas com deficiência no setor metalúrgico" que objetiva esclarecer dúvidas sobre a Lei de Cotas, direitos e deveres nas relações de trabalho e as boas práticas de inclusão.

Serão palestrantes na abertura do encontro o Coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência, da SRTE-SP, José Carlos do Carmo (Kal) e a Consultora de Inclusão Maria de Fátima e Silva.

O Kal participou da elaboração da IN 98 que atualmente orienta os auditores fiscais em relação a lei de cotas; já Fátima tem larga experiência em implantação de programas de inclusão em empresas e atualmente é Consultora junto à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República no desenvolvimento e aplicação de cursos para formação de multiplicadores da Sociedade Civil no Haiti nas ações de inclusão de pessoas com deficiência. 

As organizações que atuam na área também são convidadas para este seminário. 

O Seminário será realizado:
Dia: 06/04/2013 (Sábado)
Horário: 8:30h as 12:00 horas 
Local: Sede do Sindicato
Endereço: Rua Erasmo Braga, 307 - Presidente Altino - Osasco.

Nesta data, serão distribuídas cartilhas de esclarecimentos sobre convivência e sobre O Trabalho das Pessoas com Deficiência.

Para participar é necessário fazer a inscrição até 02/04/2013, através do e-mail celia.assessoria@sindmetal.org.br ou ecidadania@ecidadania.org.br ou também pelo telefone 3651-7200 - ramal 107, com Celia, informando nome completo, empresa, município, telefone para contato e e-mail.

Fonte: Espaço da Cidadania  - http://sentidos.uol.com.br - Imagem Internet

Banco do Brasil terá de indenizar cliente impedida de entrar de muletas em agência de Goiás

Lourdes Souza Do UOL, em Goiânia

                                                                   Imagem Internet

A Justiça condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 15 mil em indenização por danos morais a uma cliente que não conseguiu entrar numa agência da cidade de Jandaia (120 km de Goiânia). Eunice Alves Leite é deficiente física e teve negado pelo vigilante o pedido para abrir uma porta alternativa.

A decisão, de segunda instância, foi da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás e teve unanimidade de votos. Deficiente física por sequelas de poliomielite, Eunice utiliza muletas para se locomover.
No dia 24 de fevereiro de 2011, foi à agência do Banco do Brasil, em Jandaia, e pediu ao vigilante para que a porta para deficientes fosse aberta. O vigilante se recusou, e ela ficou uma hora esperando para entrar na agência.
Ela conta que, após perceber a situação, o gerente da agência determinou a sua entrada. No processo, Eunice relata que foi humilhada e chegou a implorar para que tivesse o seu direito de acessibilidade.
Para o relator da ação, desembargador Norival Santomé, é legítimo o direito das instituições financeiras de manterem portas giratórias como mecanismos de segurança para controle da entrada nos estabelecimentos.
O desembargador incluiu em seu despacho, porém, que "não se pode negar que o exercício regular deste direito encontre limite, não sendo razoável impedir ou dificultar o acesso a clientes portadores de necessidade especial".
Procurado pela reportagem do UOL, o Banco do Brasil em Goiás se recusou a comentar o assunto.
Fonte:  http://noticias.uol.com.br -   Imagem Internet

sexta-feira, 22 de março de 2013

Proposta reduz tempo para aposentadoria de deficiente


Assista à videorreportagem, no site da "Ebc".

da Redação

Uma proposta aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara prevê a redução no tempo de contribuição e de idade para fins de aposentadoria integral de pessoas com deficiência.


Para visualizar a videorreportagem, clique aqui.



Fonte: EBC







Veterano Léo conta segredos para não parar e elogia paratletas: 'São exemplo para todo Brasil'

                   

O lateral-esquerdo Léo é um dos esportistas que mostram que disciplina e amor ao esporte podem quebrar alguns paradigmas. Ele até sofreu algumas lesões, é verdade, mas é um dos poucos jogadores de futebol que conseguem jogar em alto nível até quase 38 anos de idade. E em um time que joga na velocidade de Neymar, não é tarefa fácil.

Uma frase explica bem porque ele é o convidado para uma entrevista exclusiva para o Paratleta Brasil: "Eu gosto muito do que faço e gosto muito do Santos, que sempre considerei a minha casa. Se estivesse em outro clube, não sei se ainda estaria jogando. A rotina do atleta tem os seus momentos 'chatos', como concentração e viagens constantes, mas eu tiro isso de letra", disse, à nossa reportagem.

Assim como Léo, o desejo de superação e o amor ao esporte são características básicas também entre os paratletas brasileiros, que conquistam cada vez mais melhores resultados em âmbito internacional. Por isso, convidamos o experiente e multicampeão jogador do Peixe, para que ele possa falar sobre sua preparação física e técnica, que o permitiu atuar em nível profissional por tanto.

Sabemos que você não quer largar o esporte cedo, então acompanhe como foi o caminho de Léo até o topo e como ele fez para driblar a idade e se manter lá. Como somos um site de esporte paraolímpico, não deixamos de falar sobre o futebol de 7, de 5 e de amputados. O veterano santista admitiu:

"Se colocarem uma venda nos olhos, ou amarrarem nossas pernas, a gente não saberia o que fazer. Os atletas do futebol paraolímpico são grandes exemplos para a sociedade e merecem todo o apoio do governo".

Então, confira o papo exclusivo que o Paratleta Brasil teve com Léo.

PARATLETA BRASIL: No futebol, jogar em alto nível por tanto tempo é difícil, mas você e outros jogadores têm conseguido. Queríamos que você falasse sobre como é o trabalho com seu corpo, com a alimentação, seus cuidados especiais para conseguir ficar tanto tempo ativo.

LÉO: Eu acho que o cuidado com o corpo é uma coisa básica para um atleta profissional. Afinal, nosso trabalho e o sustento da família dependem que ele esteja bem. Eu sempre fui muito consciente em relação a isso e procurei me cuidar, descansando quando necessário, além não beber, fumar e ter uma alimentação correta. Se não fossem esses cuidados, com certeza não chegaria aos 37 anos, quase 38, jogando em bom nível.

PB: O jogador de futebol costuma perder a motivação, quando chega no momento de precisar fazer grandes cuidados para seguir jogando bem. O que é que te motiva a buscar sempre o melhor de si? É difícil, para o jogador de futebol, de maneira geral, manter essa motivação, quando com 34, 35 anos já se está com boas condições financeiras para deixar os gramados?

L: No meu caso, são dois os principais fatores de motivação. Eu gosto muito do que faço e gosto muito do Santos, que sempre considerei a minha casa. Se estivesse em outro clube, não sei se ainda estaria jogando. A rotina do atleta tem os seus momentos “chatos”, como concentração e viagens constantes, mas eu tiro isso de letra.

PB: No futebol, a concorrência é enorme por um espaço no time profissional. Qual você acha que foi seu diferencial, quando ainda estava na base? O que fez de diferente em relação aos colegas que não tiveram espaço?

L: Foi a dedicação. Eu nunca estava satisfeito com meu desempenho e me cobrava muito. Queria sempre me superar, estar entre os melhores na parte física e me empenhar na parte tática. E uma coisa que aprendi desde cedo: quando a coisa não vai na técnica, tem que ir na raça. É por isso que a torcida do Santos me deu o apelido de Guerreiro da Vila. Porque eu luto até o último minuto de jogo.

PB: Você sempre foi um jogador rápido, com fôlego, bem preparado fisicamente... Na base, o cuidado com seu corpo também era um diferencial?

L: Sim. Como disse, eu fui um cara muito consciente da necessidade de cuidar do corpo e não cometer excessos nas folgas e férias. Como jogador mais experiente do elenco do Santos, eu sempre converso com os garotos que sobem das categorias de base para que não abusem nas baladas e evitem as más companhias.

PB: E sobre o esporte paraolímpico. O futebol tem duas modalidades. A do futebol de 5, para deficientes visuais, e de 7, para pessoas com paralisia cerebral. Há também o futebol para amputados, mas não é uma modalidade paraolímpica. Você já chegou a ver algo na tv, ou ao vivo, sobre o futebol paraolímpico?

L: Sim, eu vi alguns jogos nas Paraolimpíadas de Londres, no ano passado. Achei sensacional, um exemplo de superação para todos nós, que muitas vezes reclamos de qualquer dificuldade.

PB: Qual imagem que eles passam para vocês, jogadores profissionais? Imagino que nunca se imaginariam jogando futebol sem visão, ou sem uma perna...

L: Com certeza. Se colocarem uma venda nos olhos, ou amarrarem nossas pernas, a gente não saberia o que fazer. Os atletas do futebol paraolímpico são grandes exemplos para a sociedade e merecem todo o apoio do governo e de empresas no sentido de incentivar a prática dessas modalidades.


21/3 – Dia Internacional da Eliminação da Discriminação Racial


No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular.


No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército.

Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186.

Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

A Organização das Nações Unidas – ONU – instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.

O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.
O que é discriminação racial?


A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que:

“Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública” Art. 1.

Leia a matéria completa em: http://www.portalsaofrancisco.com.br

Instituto Mara Gabrilli lança campanha contra o preconceito

A campanha tem ao todo quatro filmes de 45 segundos que serão divulgados separadamente, nos quais os personagens estão expostos a situações onde a falta de jeito para lidar com pessoas com deficiência se evidencia de forma cômica.


 Vídeos bem-humorados, um deles estrelado pelo ator Ariel Goldenberg, protagonista do filme "Colegas", mostram cenas vividas entre pessoas com e sem deficiência; situações corriqueiras que poderiam ser bem mais simples dão oportunidade à reflexão sobre as diferenças.

Para assistir ao vídeo com audiodescrição e intérprete de Libras, clique logo abaixo.
"Dê uma ajudinha a si mesmo, reveja seus conceitos” é o tema de campanha que o Instituto Mara Gabrilli (IMG) Site externo.entidades parceiras lançam hoje, dia 21 de março, no Dia Internacional da Síndrome de Down. A data é o ponto de partida para a divulgação de uma série de quatro vídeos convidando as pessoas à reflexão sobre o preconceito em relação às diferenças. A campanha é uma realização do IMG, com patrocínio da Sanofi e apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, do SESC, da Livraria Cultura e da FarMais Tremembé. Também apoiam o projeto as entidades ligadas à inclusão das pessoas com deficiência: APAE DE SÃO PAULO, Instituto Olga KosSite externo., Movimento Down Brasil, Grupo Chiaverim, ABADS, ADID, Carpe Diem, APABB, ARCA do Brasil, ADERE e SORRI BRASIL e OAT.
Todos os envolvidos na campanha irão disseminar, a partir de hoje, em suas redes, o primeiro vídeo da série. Nele, um adulto com síndrome de Down, vai à farmácia e é tratado como criança por outro homem que também faz compras no local. Este faz perguntas como “onde está seu papai?”, “quer ajuda?” como se seu interlocutor não entendesse nada. O posicionamento do personagem “desmonta” o homem, que chega a ficar sem-graça com as respostas recebidas. Ofilme deixa clara a mensagem de que a convivência entre pessoas com e pessoas sem deficiência poderia ser simples mas, no entanto, ainda há imensas barreiras a serem superadas.
O vídeo é estrelado por ator Ariel Goldenberg, que atualmente comemora o sucesso do filme “Colegas”, premiado recentemente com o Kikito de melhor filme e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado. Além disso, o ator tem feito repercutir nas mídias sociais sua campanha “Vem, Sean Penn” para que seu ídolo venha ao Brasil assistir “Colegas”. Ariel, que tem síndrome de Down, é um exemplo real de que a deficiência não é um impeditivo para que a pessoa tenha uma vida normal – e possa, como mostra o vídeo, trabalhar e ir comprar absorventes para sua esposa, por exemplo. “O viés desses filmes é a convivência.
"O primeiro passo para a convivência é quebrar a nossa própria barreira e enfrentar o medo de se aproximar. Conviver é viver bem em meio à diversidade”, afirma a Mara Gabrilli, fundadora do instituto que leva seu nome.
A campanha tem ao todo quatro filmes de 45 segundos que serão divulgados separadamente, nos quais os personagens estão expostos a situações onde a falta de jeito para lidar com pessoas com deficiência se evidencia de forma cômica.
Os personagens da campanha são pessoas com deficiências - física, visual, auditiva e intelectual - e cidadãos brasileiros comuns que querem ajudar pessoas com deficiência, mas não sabem exatamente como. Com espírito de solidariedade, eles se mostram desajeitados e, muitas vezes, inadequados. O roteiro foi elaborado a partir de relatos de pessoas com deficiência. Os vídeos, assinados pela cineasta Ariana Chediak, dão corpo à mensagem da campanha: “Dê uma ajudinha a si mesmo, reveja seus conceitos”, lembrando que a pessoa sem deficiência também precisa de ajuda para mudar sua forma de ver.
Foto: Reprodução Vídeo da Campanha 
Fonte: Instituto Mara GabrilliSite externo.

Idoso mais velho do Brasil com síndrome de Down vive em MS

Adão Rodrigues da Silva, 70 anos, virou recorde nacional. Especialista define caso de idoso como incomum à medicina.

Fabiano Arruda Do G1 MS

Sul-mato-grossense quebra recorde como mais idoso com síndrome de Down (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)
   Tocar violão está entre as preferências do idoso. (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)


Nesta quinta-feira (21), dia dedicado internacionalmente às pessoas que têm a síndrome de Down, o exemplo do campo-grandense Adão Rodrigues da Silva, 70 anos, que tem o distúrbio genético, mostra que é possível ter elevada expectativa de vida mesmo diante dos desafios e problemas que os portadores enfrentam. Ele é apontado pela empresa RankBrasil como o mais velho do país com a síndrome.
A geneticista e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Liane De Rosso Giuliani explicou ao G1 que o caso de Silva é incomum, ainda que haja avanços na medicina que propiciam melhor qualidade de vida para quem tem a síndrome. “A grande maioria dos pacientes, se passar pelo primeiro ano, vive entre 40 e 50 anos”, afirma.
Para a médica, o idoso não deve ter tido problemas que comumente acometem as pessoas com Down, como distúrbios cardíacos e endocrinológicos. Na avaliação de Liane, ele superou as piores etapas que a anomalia genética pode ter, e daqui em diante deve ser tratado como qualquer idoso, sempre estimulado a fazer atividades físicas e de lazer.
Desafios

O idoso é cuidado atualmente pela sobrinha Kamila Riquelmes de Souza, 26 anos. Antes, era o pai dela quem dedicava a vida por Silva, mas ele morreu em 2012. “Meu pai era muito ligado a ele porque era seu único irmão. Agora, é questão de princípio e de honra dar qualidade de vida a ele”, disse.

Kamila conta que são muitas as barreiras cotidianas para cuidar do o tio. Desde o ano passado, ela fala que dedica todo o tempo ao idoso e, por isso, teve que deixar o emprego de atendente de telemarketing e não consegue estudar e fazer faculdade.
Mas, agora, a realidade deve começar a mudar, afirma. Segundo Kamila, Adão ficará no institulo Juliano Varela, referência no tratamento de pessoas com Down em Campo Grande, no período da tarde. "Ontem foi o primeiro dia dele", conta.
Sul-mato-grossense quebra recorde como mais idoso com síndrome de Down 2 (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)Sobrinha de 26 anos é quem mora e cuida de
Adão Rodrigues. (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)
Qualidade de vida

A expectativa é que, no instituto, o tio encontre mais qualidade de vida ainda, diz a jovem. Kamila diz que uma das principais diversões do tio é tocar pandeiro e violão. “Ele sabe quando o violão está desafinado. Tem muita percepção e inteligência. Ouve uma música no rádio e vai logo arranhar o violão. Gosta de Daniel e Roberto Carlos”, conta a sobrinha.

Além da música, Adão também é fã de telejornais, novelas e futebol. Basta ouvir o som da transmissão de uma partida de futebol na televisão que ele se ajeita no sofá para acompanhar. Seus times preferidos são o Comercial-MS e o Corinthians.
“Nas quartas-feiras acabo tendo que assistir jogo com ele”, diz Kamila. O temperamento teimoso representa o antagonismo de um jeitão animado e alegre, que não abre mão de um bom passeio, afirma a sobrinha. “É fã de refrigerante, churrasco, pão e sorvete”, relata a jovem.

Brasil terá índice para avaliar felicidade e bem-estar da população


O site do primeiro indicador de bem-estar e felicidade no Brasil foi lançado no último dia 13 pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Movimento Mais Feliz e a rede social MyFunCity. O Well Being Brazil (WBB), como será chamado o Índice de Bem-Estar Brasil, vai medir o nível de satisfação do brasileiro.


O primeiro índice, segundo informou Mauro Motoryn, presidente do Movimento Mais Feliz, deverá sair no final de dezembro. “Ele terá a característica e a cara do Brasil. O WBB é o retrato real do país e trará um estudo de tendência e uma pesquisa acadêmica juntos”, disse.

O nome do índice foi definido em inglês para poder possibilitar pesquisas também pelas universidades internacionais, declarou ainda Motoryn.. “Esta será a primeira mensuração que será feita no Brasil para pesquisar o índice de satisfação do cidadão brasileiro com os serviços públicos, com os serviços públicos das empresas privadas e a sua percepção sobre o que lhe rodeia como segurança e meio ambiente”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ele, o indicador será formado por um tripé: cidadão, poder público (que inclui também as políticas públicas de empresas privadas que interferem na vida do cidadão) e a percepção do cidadão sobre tudo o que o rodeia.

Para Motoryn, a grande importância de se criar um índice como este, e passar a medir a satisfação do cidadão brasileiro, é a de contribuir com as políticas públicas. “É o estabelecimento de políticas públicas que venham a causar a melhoria de qualidade de vida do cidadão”, disse.

A ideia é que, além do índice, as pessoas também se utilizem da plataforma do MyFunCity para poder dar subsídios à gestão pública. “Se de um lado eu tenho o índice, do outro eu tenho uma rede social de interesse público que vai alimentar as prefeituras para elas poderem estabelecer suas plataformas de gestão”, explicou.

Isso, segundo Motoryn, funcionará em todas as cidades brasileiras. “Lá você poderá postar fotos e comentários. Não é só dar nota, se gostei ou não gostei. O Brasil já passou da fase do gostar ou não gostar. Temos o ‘gostei por isso’ ou ‘não gostei por isso’ e ‘minha participação na gestão é essa ou aquela’”, completou.

A construção do indicador se dará por ação conjunta envolvendo o meio acadêmico, empresas e movimentos sociais. O índice está sendo desenvolvido em fases: nesses primeiros 20 dias, por exemplo, será estabelecida a metodologia de estudo. Começa-se então a coleta de dados para se chegar à primeira proposta do que é essencial para os cidadãos do país. Haverá também audiências públicas com governadores, prefeitos e sociedade civil nas cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, do Recife, de Manaus e Brasília. As audiências vão produzir um questionário definitivo, que levará a uma nova pesquisa de campo. A última fase é a divulgação do índice, prevista para dezembro.

“Toda a pesquisa será estruturada com questionários em profundidade, que serão disponibilizados na internet”, explicou Motoryn. Quaisquer pessoas poderão participar e se inscrever na pesquisa, bastando acessar o site criado para o indicador. Segundo ele, dez temas serão analisados: clima e atividades ao ar livre, transporte e mobilidade, família, redes de relacionamento, profissão e dinheiro, educação, governo, saúde, segurança e consumo.

O questionário completo que vai reunir as informações estará disponível tanto em português quanto em inglês no site  http://www.wbbindex.org/

Fonte: Agência Brasil - http://www.inclusive.org.br

ESTACIONAMENTO DE BANCOS

Motorista pode ser multado por invasão de calçada TodoDia constatou irregularidades de carros em frente a três agências.
Pedro Garcia - e Duda Carlini - Americana

                                                                                                Clodoaldo dos Santos | TodoDia Imagem
                                        
Kombi ultrapassa limite delimitado no chão para carros e invade a calçada no banco Santander da Rua Jorge Jones, no Centro de Americana.


Motoristas que estacionam o carro em estacionamentos que ficam em frente a bancos de Americana estão sujeitos a multa. Isso porque o espaçamento do local acaba fazendo com que veículos longos invadam a calçada. O TodoDia constatou que o estacionamento em frente a pelo menos três das 31 agências da cidade apresentam o problema. Para a prefeitura, o veículo que estacionar nesses locais e ocupar parte da calçada fica sujeito a infração, enquanto o estabelecimento estaria isento. Especialista afirma que o banco também deve ser penalizado.

A reportagem visitou a agência do Santander localizada na Rua Jorge Jones, no Centro da cidade, e constatou que os carros de grande porte que param no estacionamento em frente ao banco acabam ultrapassando o limite estabelecido pela empresa Rede Estacione e invadem o passeio público. Também foi constatado que a empresa cobra para que os veículos estacionem na calçada - R$ 2 para os clientes do banco e R$ 4 para os particulares.

Segundo o secretário de Serviços Urbanos de Americana, Alan Jonas Duarte, caberia uma infração de trânsito ao motorista por estacionar em passeio. “Em relação ao estabelecimento, o qual possui demarcação para estacionar, não seria irregular, haja vista que a demarcação respeita o passeio e comporta veículos de pequeno porte”, afirmou o secretário.

Para o advogado João Negrini Neto, especialista em direito administrativo, contudo, tanto o motorista quanto o estabelecimento deveriam ser penalizados. “A calçada é um bem de uso comum, que deve ser usada para esse fim. A invasão do passeio se configura em má utilização do bem público”, explicou.

A reportagem foi também à agência da Caixa na Avenida de Cillo e constatou que os carros de grande porte que estacionam em frente ao estabelecimento também invadem a calçada - o estacionamento é gratuito no local. O mesmo acontece no estacionamento em frente à agência do Santander da mesma avenida - nesse caso, as linhas do estacionamento se estendem até o limite da rua e o cliente paga para estacionar.

De acordo com o inspetor da Gama e agente de trânsito, Alexandre Archioli, o carro deve estar inteiro dentro da faixa amarela que delimita uma vaga, caso contrário está infringindo o artigo 182 do Código Brasileiro de Trânsito, que considera infração grave estacionar o veículo no passeio (calçada), o que gera multa leve de R$ 53,20.

A Lei Municipal 5.012, que dispõe sobre o uso do solo em Americana, estipula que o recuo mínimo entre o estabelecimento e a rua precisa ser de cinco metros, no caso da fachada do prédio. Para os limites secundários entre o prédio e a rua, o recuo varia entre dois e cinco metros, dependendo da largura do terreno. Já a Lei Municipal 3.151, de 1998, estipula que as agências bancárias não podem, sob qualquer título ou justificativa, cobrar o estacionamento dos clientes.

OPERAÇÃO
A Prefeitura de Americana irá realizar um pente-fino nos 31 bancos da cidade para fiscalizar o cumprimento de nove leis municipais, incluindo a cobrança de estacionamento. A ideia do secretário de Cidadania e Movimentos Sociais, Valdecir Duzzi, é que a fiscalização esteja finalizada em dez ou 15 dias.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Teste da orelhinha detecta perda auditiva precocemente


Conhecido como teste da orelhinha, o exame de triagem auditiva deve ser feito nos primeiros dias de vida do bebê, preferencialmente antes de a criança completar um mês. Segundo as fonoaudiólogas do Programa de Triagem Auditiva Neonatal do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, o objetivo é detectar precocemente a perda de audição para minimizar os efeitos decorrentes da surdez, ou seja, o desenvolvimento cognitivo, social e educacional e a aprendizagem da fala e da linguagem.


De acordo com Cristiane Pereira Furtado, todo bebê deve ser avaliado, já que na maioria das vezes os casos de surdez não sofrem influência de fatores de risco ou histórico familiar.

“A audição é essencial para a aquisição da linguagem oral. Não detectar a perda da audição precocemente traz grandes prejuízos, pois há perda do período crítico para a aprendizagem da linguagem, que ocorre entre o nascimento e os seis meses de vida.

A detecção de alterações auditivas e a intervenção iniciada até os 6 meses de idade garantem à criança o desenvolvimento da compreensão e da expressão da linguagem, bem como seu desenvolvimento social compatível com as crianças ouvintes da mesma faixa etária, sendo de suma importância descobrir se a criança ouve bem”, explica Cristiane.

A especialista destaca que o exame é feito com o bebê em sono natural, calmo ou sendo amamentado. A duração é de 5 a 10 minutos, não apresenta contraindicação, é indolor e não incomoda o bebê, já que não exige cirurgia ou cortes.

Ao ser confirmado um problema permanente de surdez, a fonoaudióloga Cristiane revela que a criança continuará sendo assistida pelo programa, já que precisa iniciar o tratamento especializado imediatamente.

“A reabilitação inclui aparelho auditivo e terapia fonoaudiológica. Existe, inclusive, a indicação de cirurgia para alguns casos, em que o implante coclear já é realizado pelo SUS e tem cobertura obrigatória dos planos de saúde”, frisa. (TM)