sábado, 20 de abril de 2013

STF derruba limite de benefícios a deficientes e idosos

Idosos, benefícios sociais
O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a regra para pagamento de benefícios a idosos e deficientes carentes prevista na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) e concluiu que o Congresso deve aprovar uma nova norma para regulamentar o direito garantido aos que não têm condições de manutenção.


Como consequência da decisão, até que o Congresso aprove uma nova lei, ficará nas mãos do Judiciário decidir se uma família de idosos ou deficiente preenche os requisitos para receber o benefício, que é de um salário mínimo. Pela lei considerada inconstitucional, tem direito à ajuda a família com renda de até um quarto de salário mínimo por pessoa.

A decisão desta quinta-feira, 18, não afasta a possibilidade de juízes terem interpretações divergentes sobre o assunto. A situação preocupa muito governo. Estimativas preveem um impacto bilionário, de até R$ 40 bilhões aos cofres públicos, se a Justiça desconsiderar os atuais parâmetros de renda para concessão do benefício. A decisão do Supremo abre espaço para um aumento no número de pessoas que recebem os recursos da Loas.

Considerada uma das transferências sociais de valor mais alto, a Loas paga benefícios de prestação continuada e de renda mensal vitalícia a cerca de 2 milhões de brasileiros. No ano passado, o Orçamento reservou R$ 29,3 bilhões para esta rubrica. O valor deve subir para R$ 32,8 bilhões neste ano e atingir a cifra de R$ 37,5 bilhões em 2014, segundo o Ministério do Planejamento.

O benefício para idosos e deficientes carentes está previsto na Constituição Federal. Um dos artigos do texto constitucional estabelece que é garantido um salário mínimo mensal ao deficiente e ao idoso que comprovem não possuir meios para a manutenção.

A maioria dos integrantes do STF concluiu que é inconstitucional o dispositivo da Loas segundo o qual deveria ser considerada incapaz de prover a manutenção do deficiente ou idoso a família cuja renda mensal per capital fosse inferior a um quarto do salário mínimo. O Supremo também declarou inconstitucional um dispositivo do Estatuto que excluía outros benefícios concedidos a membros da família do cálculo da renda familiar.

No julgamento, prevaleceu o voto do ministro Gilmar Mendes para quem a regra trazia problemas de isonomia na distribuição dos benefícios. Para parte dos ministros, esse quadro provoca discrepâncias. No caso de um casal de idoso, se um deles tem uma aposentadoria de um salário mínimo, o outro não poderá receber o benefício da Loas porque a renda per capita da família será de meio salário mínimo. Por outro lado, um casal sem renda poderá requerer o benefício para ambos os cônjuges.

(Informações do jornal “O Estado de S. Paulo”)

Deficientes visuais se especializam em avaliar fragrâncias para perfumes


Curso dura 18 meses e pretende inserir deficientes no mercado de trabalho.'Sem a visão, prestamos mais atenção nos outros sentidos', explica aluna.  

Mariana Palma Do G1, em São Paulo
Bruna (de roxo) se formou junto com Marina
(de vermelho) (Foto: Divulgação/Dorina Nowill)
Bruna (de roxo) se formou no curso junto com Marina (de vermelho) (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)
A paulista Bruna de Freitas Aguilar, de 30 anos, sempre foi apaixonada por perfumes. Deficiente visual desde os 27 anos por causa da diabetes, ela acabou encontrando uma oportunidade de desenvolver seu gosto pelos aromas em um curso de avaliação olfativa na Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo. Sua baixa visão, conta, acabou aumentando sua percepção dos outros sentidos, o que a ajudou muito em sua formação.
“Uma pessoa que enxerga normalmente, ao prestar atenção em algo que não precisa da visão, automaticamente fecha os olhos. É apenas isso que acontece, precisei ficar mais atenta aos outros sentidos”, explica Bruna. Segundo o oftalmologista Emerson Castro, isso acontece por uma necessidade do organismo. “Se a pessoa tem 10% de visão no olho direito e perde os 100% de visão que tem no olho esquerdo, essa porcentagem no direito pode aumentar em até 40%”, exemplifica o médico.
Para o aluno Silvano Brito, de 28 anos, que perdeu a visão por causa de um glaucoma congênito, o deficiente visual tem que usar muito a memória dos sentidos no dia a dia, o que ajuda no curso. “O ser humano é visual para tudo e, se você não tem mais essa percepção, você começa a prestar atenção na voz, no perfume, tudo que pode ajudar a reconhecer a pessoa”, analisa. Silvano lembra que, uma vez, chegou a reconhecer uma mulher pelo perfume. “Ela pegava ônibus comigo e, na primeira vez que ela me ajudou, senti seu perfume. Depois, quando sentia aquele cheiro, sabia que era ela”, lembra.
Silvano sente o cheiro de frutas no Mercado Municipal de São Paulo ao lado de outro aluno do curso (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)Silvano sente o cheiro de frutas no Mercado
Municipal de São Paulo ao lado de outro aluno do
curso (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)
Além de ver no curso uma oportunidade de carreira, ele diz que se especializar em avaliação de perfumes e fragrâncias pode trazer benefícios também para seu bem-estar. “Tem a questão da independência, de se sentir útil por trabalhar, além do lado social que desenvolvemos muito com os outros alunos”, avalia.
Segundo a perfumista e coordenadora Renata Aschar, o curso, iniciado em 2011, tem como objetivo capacitar profissionalmente pessoas cegas e com baixa visão para selecionar e avaliar fragrâncias profissionalmente.
Para participar, são feitas entrevistas com jovens, entre 18 e 28 anos, que já concluíram ou estão concluindo o ensino médio, com independência de mobilidade e autonomia para participar das atividades propostas pelo curso. Na primeira turma, a prioridade da seleção foi para o interesse dos alunos. "Escolhemos pessoas que viam no curso um novo caminho, uma nova profissão”, conta Renata. 
"O deficiente visual não vê marca e não se influencia por corpos e formas para criticar um cheiro" Renata Aschar, perfumista e coordenadora do curso
A perfumista acredita que, nesse caso, a deficiência visual é um fator positivo. “O aluno não vê marca e não se influencia por corpos e formas para criticar um cheiro”, avalia. O curso, que dura um ano e meio, está em sua segunda turma - a primeira teve como encerramento uma festa de formatura, com os professores e pais dos alunos.
Junto com Bruna na primeira turma, estava Marina Yonashiro, de 19 anos, que perdeu a visão aos 11 anos por causa de um tumor na região do cerebelo. "A formatura foi muito emocionante. Saber que os professores e meus pais estavam lá de pé me aplaudindo foi muito legal", lembra.
Marina discursa na festa de formatura (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)Marina discursa na festa de formatura
(Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)
A jovem diz que viu no curso uma oportunidade para lidar com a deficiência de um lado bom e favorável para seu trabalho. “Perdi 95% da visão e tive que fazer uma readaptação, fui retomando minha vida gradativamente. Como era criança na época, acho que consegui lidar bem com isso”, lembra.
Atualmente trabalhando na empresa Symrise, de aromas e fragrâncias, a jovem diz que ainda aprende muito sobre a rotina do avaliador olfativo. “Eu não tinha ideia de como era esse mundo de fragrâncias e hoje ajudo em pequenos projetos onde trabalho”, conta.
Também empregada, Bruna diz que o trabalho do avaliador olfativo não é apenas cheirar uma fragrância e dizer se é boa ou não, pois envolve diversas outras áreas. “Um avaliador demora em torno de 5 anos para se especializar. Precisa de muita prática porque ele é a ponte entre o cliente e o perfumista”, diz. Ela conta que trabalha na área de perfumaria fina, que envolve perfumes, sabonetes e loções corporais. “O curso dá uma ótima base, mas a prática mesmo é só quando entra no mercado de trabalho”, afirma.
Alunos criaram perfume chamado 'amor' como trabalho de conclusão do curso (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)Alunos criaram perfume chamado 'amor' como
trabalho de conclusão do curso
(Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)
De acordo com a coordenadora Renata, a preocupação com a prática esteve presente desde o começo. “Discutimos com as empresas a grade curricular que montaríamos e o que deveríamos ensinar aos alunos”, lembra. Nos 18 meses de curso, 6 meses são focados para o estágio em alguma dessas empresas. “É aí que eles colocam em prática o que aprenderam e são avaliados também onde trabalham, o que ajuda sempre a melhorar”, avalia.
Para Erika Torriani, coordenadora de Recursos Humanos da empresa Symrise, onde Marina trabalha, a avaliação das alunas do curso é bastante positiva. “A Marina trabalha conosco junto com outra estudante e elas são muito empenhadas, vieram do curso com uma bagagem teórica excelente e isso traz benefícios para nós e para elas”, avalia.
Erika ressalta que, para trabalhar nessa área, é preciso muita dedicação e treinamento, não apenas a formação. “Elas trouxeram interesse e encantamento, e tê-las conosco é muito importante porque são pessoas que gostam do que fazem”, analisa a coordenadora.
No caso do aluno Silvano, que ainda está no meio do curso, a expectativa é muito grande. “Estou adorando porque é um universo totalmente novo. Dura apenas um ano e meio, mas o conhecimento que adquirimos é muito grande, não só sobre perfumaria, mas também sobre química e sobre os óleos que são usados para fazer as essências”, conta. Com a entrevista de estágio agendada para agosto e a formatura prevista para dezembro de 2013, ele se mostra ansioso. “Quero colocar em prática o que estou aprendendo e conhecer o dia a dia da empresa. Fora isso, estou na expectativa de voltar ao mercado de trabalho depois de tanto tempo afastado”, espera.
Evento de formatura encerrou o curso da primeira turma e reuniu professores e familiares (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)Evento de formatura encerrou o curso da primeira turma e reuniu professores e familiares (Foto: Divulgação/Fundação Dorina Nowill)Fonte:http://g1.globo.com/



Em feira, tetraplégico escreve com os olhos e deficiente ouve via bluetooth

Empresas mostram tecnologias para melhorar a vida de deficientes.



Além de dar voz a multidões, a tecnologia também pode dar a chance de deficientes auditivos ouvirem melhor e tetraplégicos escreverem.
Algumas dessas inovações deram forma a produtos, que mostrados na Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), que começou na quinta-feira (18) e termina no sábado (20), em São Paulo.
“Em vez de usar a tecnologia para ficar falando mal dos outros no Facebook, a gente faz a vida das pessoas melhor”, disse Daniel Bronzeri, da empresa Métodos Soluções Inteligentes, um dos 300 expositores do evento. “A tecnologia tem esse poder", afirma.


Em feira, tetraplégico escreve com os olhos e deficiente ouve via bluetooth


Audiação via bluetooth
A companhia vai apresentar em primeira mão a campainha para surdos. Chamado de Vibra Bell, o aparelho acopla uma câmera instalada ao botão da campainha, funciona em conjunto com um aplicativo e é conectado à internet. Toda a estrutura foi desenvolvida sobre o sistema operacional Android, do Google.
Quando tocado, o dispositivo dispara uma foto, que é enviada para o app do serviço instalado no smartphone do surdo. Com isso, diz Bronzeri, é possível saber não só que há alguém na porta, mas também identificar o indivíduo. Segundo ele, a empresa trabalha em uma nova função que abrirá a porta à distância. “O aplicativo tem maiores possibilidades, como para pessoas que têm mobilidade reduzida.”
Deficientes auditivos também são o foco da Oto-Sonic. A empresa é distribuidora da fabricante de aparelhos auditivos Bonafon, criadora de um dispositivo que daria inveja aos fãs dos fones mais modernos. É um aparelho auditivo que se conecta por bluetooth a aparelhos eletrônicos, como TVs, telefones fixo e móvel, tablets, computadores e GPS.
Mesmo usando aparelhos, os deficientes auditivos possuem dificuldade para ouvir os sons emitidos pela televisão, computadores e GPS, conta Elizabetta Radini, fonoaudióloga responsável pelo Departamento de Audição da Oto-Sonic. “O som vai se propagando no ar e perdendo energia. Dependendo do tamanho da sala, o som chega baixo ou distorcido”, explica.
Já a complicação com celulares e telefones decorre porque o captador de áudio do aparelho auditivo fica em cima da orelha. “Não dá para ouvir e falar ao mesmo tempo.”
O aparelho funciona assim: um adaptador é ligado aos eletroeletrônicos que não possuem canal direto de bluetooth para conectá-los ao aparelho auditivo –celulares e tablets não precisam de intermediação. Por meio do bluetooth, o som vai direto ao ouvido. Para controlar o som e atender ligações, o usuário carrega uma espécie de controle, que também serve como microfone.
O aparelho começou a ser importado para o Brasil no ano passado e já é utilizado, conta Randini. “Temos um paciente que não atendia ligações.
Hoje, ele brinca que é o telefonista da casa.” Outra paciente, uma médica, costumava assistir cirurgias no iPad, mas sem áudio. Agora, ela já pode ouvir os comentários dos cirurgiões durante o procedimento.
Em feira, tetraplégico escreve com os olhos e deficiente ouve via bluetooth
Outras tecnologias
A feira também apresenta produtos tecnológicos para tetraplégicos. A Civiam leva computadores e tablets para deficientes motores, que permitem digitar com os olhos. O sistema de rastreamento ocular identifica para qual tecla o usuário está olhando e a escreve na tela.
Deficientes visuais não foram esquecidos. Há aparelhos portáteis que leem textos por eles para depois lhes narrar o conteúdo e dispositivos traduzem os caracteres exibidos em telas de computador, celular e tablets para o Braille.
Serviço
O que é: Reatech 2013| XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
Quando: de 25 de março a 7 de abril. Obras interativas das 20h às 22h; obras visuais: na fachada do prédio, até 5h da manhã;
Onde: no prédio da Fiesp, na Av. Paulista 1.313, Bela Vista, São Paulo.
Quando: 18 e 19 de abril (das 13h às 21h) e 21 e 22 de abril (10h às 19h).
Onde: Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5
FONTE: G1 - http://www.meionorte.com/

Montadoras levam modelos adaptados à Reatech

Modelos de diversas marcas tem em comum amplo espaço interno, câmbio automático e espaço para o transporte de cadeiras de rodas.

Ricardo Panessa 

foto de Divulgação

Ford, Honda, Nissan e Renault participam da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), que ocorre até domingo, 21 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes.


Os destaques da Ford são o Novo EcoSport, o Focus e a van Transit, todos disponíveis para teste-drive, assim como os modelos Honda Civic, City e Fit. A Nissan vai expor os modelos Livina, Grand Livina e X-Gear, com adaptações como acelerador eletrônico de aro por cima do volante, freio manual e inversão de pedal do acelerador.

A Renault vai estar presente com os modelos Fluence, Logan, Sandero e Duster, equipados com câmbio automático. Todos os veículos oferecem itens que facilitam a condução de pessoas com deficiências (PcD), como manopla para facilitar a empunhadura do volante e o Comando Manual Universal (CMU), o qual é composto por uma alavanca instalada do lado esquerdo do volante e substitui as funções dos pedais do acelerador e freio. Por meio deste sistema o motorista tem a aceleração e frenagem ao alcance das mãos.

Todos os modelos tem em comum bom espaço interno, opção de câmbio automático e porta-malas com espaço para o transporte de cadeiras de rodas. Durante o evento recepcionistas preparadas para utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) prestarão atendimento diferenciado. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

SP: lei das calçadas deve mudar, mas acessibilidade fica distante


Pelo projeto de lei, o sistema atual de multas para proprietários de calçadas irregulares deve ser alterado.
A Câmara dos Vereadores de São Paulo deve aprovar nesta semana – em segunda votação – o Projeto de Lei do Executivo que altera o sistema de multas para os proprietários de imóveis com calçadas irregulares ou consideradas fora de padrão. Hoje, as multas são de R$ 300 por metro linear de calçada, independente do tamanho do problema. Isso faz com que uma calçada com 10 metros de comprimento – com qualquer irregularidade – obrigue o proprietário arcar com uma multa de R$ 3 mil. Pelo sistema atual, assim que o fiscal verifica a irregularidade, a multa é emitida.
Pedestre salta por cima de um grande buraco na calçada da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, em São Paulo. Foto: Bruno Santos / Terra
Pedestre salta por cima de um grande buraco na calçada da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, em São Paulo. Foto: Bruno Santos / Terra
Pela nova proposta, depois da autuação, o proprietário terá 60 dias para regularizar o problema. Se o prazo não for cumprido, é emitida a multa.  Desde 2012, foram emitidas cerca de 7 mil multas, em um total que supera os R$ 50 milhões. De acordo com Chico Macena, coordenador das Subprefeituras, apenas 7% delas foram pagas.
“Esse sistema de multas mostra que não é eficaz. O novo projeto também sugere que a prefeitura de São Paulo possa arrumar calçadas sem a permissão do dono quando houver irregularidades e cobrar o valor  referente à obra depois. Neste caso, o valor da multa seria o custo da reforma”, disse ele.
Na rua Arizona, buracos e obstáculos prejudicam a circulação de pedestres em uma calçada. Foto: Fernando Borges / Terra
Na rua Arizona, buracos e obstáculos prejudicam a circulação de pedestres em uma calçada. Foto: Fernando Borges / Terra
O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) apresentou um projeto em que a prefeitura seria responsável pela reforma e manutenção dos mais de 35 mil quilômetros de calçadas do município, o que a prefeitura diz ser inviável por conta do custo. “O projeto do Executivo atenua e posterga o problema. As calçadas precisam ser uniformes e acessíveis. Imaginar que a prefeitura vai fiscalizar cada uma das reformas não convence. Não vai. Falar de questão de valor é para não discutir o assunto”, diz ele, que é o presidente da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio-Ambiente. Matarazzo foi secretário das Subprefeituras por cinco anos na gestão de Gilberto Kassab.
Ainda na rua Arizona, a calçada se quebrou devido ao crescimento das raízes da árvore, mas não foi reparada. Foto: Fernando Borges / Terra
Ainda na rua Arizona, a calçada se quebrou devido ao crescimento das raízes da árvore, mas não foi reparada. Foto: Fernando Borges / Terra
De acordo com o vereador, se o poder público faz a manutenção das vias em que circulam os veículos, também pode cuidar dos locais por onde passam os pedestres. “Há locais hoje que as pessoas não têm nem escritura dos imóveis. É preciso vontade política. Sei que é caro. É muito dinheiro, como é muito dinheiro asfaltar as ruas, fazer corredor de ônibus. Apresentei projeto que transfere para o poder público o passeio público”, disse Matarazzo.
Na rua Cancioneiro Popular, um buraco provocou a interdição de parte de uma calçada. Foto: Fernando Borges / Terra
Na rua Cancioneiro Popular, um buraco provocou a interdição de parte de uma calçada. Foto: Fernando Borges / Terra
Para Chico Macena, a Lei de Propriedade da cidade de São Paulo estabelece a calçada como parte do lote, de responsabilidade do proprietário. “Não existe recurso para trazer isso para o poder público. Se muda a lei de atribuição para o município, qualquer evento que ocorra passa a ser de responsabilidade do município. Sei exatamente o que é uma calçada mal executada. Sei na pele. Caí numa calçada na rua Pedro de Toledo (zona sul) e fiquei um ano e oito meses em uma cadeira de rodas. Passei por várias cirurgias”, disse.
Além do grande buraco aberto, a vegetação tomou conta nesta calçada da rua Senador Vergueiro. Foto: Fernando Borges / Terra
Além do grande buraco aberto, a vegetação tomou conta nesta calçada da rua Senador Vergueiro. Foto: Fernando Borges / Terra
Para Macena, a mudança na forma de autuação é positiva. “Os recursos recebidos nesse tipo de autuação, para reparo e conserto, vão pro tesouro e não sabemos de que forma é utilizado. Vamos anistiar as autuações anteriores até como forma de incentivar que as calçadas sejam consertadas. Do jeito que está, o proprietário não faz o conserto e nem o princípio de autuação tem sido eficaz”, afirmou.

Estudos concluem que famílias de pessoas com síndrome de Down são felizes

Tradução – Patricia Almeida
A partir da Disability Scope


Menina com síndrome de Down

Ter um filho com síndrome de Down pode ser uma surpresa, mas é uma boa experiência. É o que famílias vem relatando em três novos estudos.


Pesquisadores entrevistaram mais de 3.000 membros da família e as pessoas com a ocorrência cromossômica em todo o país (EUA) para o que se acredita ser um dos maiores levantamentos sobre a vida de pessoas com síndrome de Down jamais realizado. Os resultados, que serão publicados em três artigos na edição de outubro do American Journal of Medical Genetics, descrevem um cenário bastante animador.

A grande maioria dos pais disse ter uma visão mais positiva sobre a vida por causa de seu filho com síndrome de Down. E, quase 90 por cento dos irmãos indicaram que sentem que são pessoas melhores por causa de seu irmão ou irmã com a deficiência de desenvolvimento.

Quase todos os entrevistados com síndrome de Down disseram que são felizes com suas vidas, consigo mesmos e com sua aparência. Apenas 4 por cento disseram que não estavam satisfeitos com suas vidas.

“Enquanto a discussão internacional gira em torno dos novos testes pré-natais para detectar a síndrome de Down, os familiares já sabiam o que dizer sobre a vida com síndrome de Down”, disse Susan Levine da ONG Family Resource Associates, que trabalhou no estudo com pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e Dana-Farber Cancer Institute. “E, mais importante, as pessoas com síndrome de Down declararam claramente que consideram suas vidas valiosas.”

Pesquisadores fizeram reconhecer que a população do estudo poderia ser um pouco tendenciosa uma vez que todos os entrevistados são de famílias que são membros de associações de síndrome de Down. No entanto, eles dizem que as descobertas são importantes porque oferecem o “retrato maior e mais abrangente da vida com síndrome de Down até hoje.”

Reatech vai de hoje a domingo em São Paulo

Cartaz de divulgação da Feira REATECH - Desperte para a Inclusã0 - Sob fundo branco, Imagem de despertador onde os números estão em braile.A maior feira de negócios voltada a tecnologia para deficientes de todas as categorias. 18 a 21 de abril de 2013.

De 18 a 21 de abril.

Centro de Exposições Imigrantes – São Paulo – SP – Av. do Imigrantes, 1,5 Km.

Entrada gratuita.

Confira a programação 

Estação do Metrô Jabaquara

As ” Vans” sairão da Rua Nelson Fernandes, nº 400
(Em frente ao Posto de Gasolina)

Horário: 08h00 às 21h30

“Vans gratuitas até o evento 

Normais: Rua Nelson Fernandes, 400
Adaptadas: Terminal Jabaquara”

APNEN é OURO/PRATA e BRONZE no Circuito Caixa de Atletismo...



A APNEN, (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), participou neste final de semana (dias 12/13 e 14 de abril) do Circuito Caixa de Atletismo e Natação fase regional 2013 que foi realizado no complexo esportivo do Ibirapuera e contou com 59 clubes e 347 atletas, a APNEN esteve representada por (07) sete atletas.

Na sexta-feira dia (12/04), foi realizada a classificação funcional de todos os atletas, classificação esta que separa e coloca cada atleta para competir com pessoas do mesmo tipo de deficiência.

No sábado (13/04) foi dado início ás competições em geral,envolvendo as equipes de atletismo, a APNEN participou apenas das modalidades do atletismo como lançamento de dardos, de disco e corrida com cadeiras de rodas e andantes. Já no sábado, a APNEN conseguiu alcançar (06) seis medalhas sendo 02 de OURO, 02 de PRATA e 02 de BRONZE, sem disputadas com igualdade em relação as outras equipes, e concorrendo com equipes de cidades muito fortes, alem de muita chuva e lama.

O quadro de medalhas ficou assim:

Everton Wagner da Silva - (Sumaré) foi OURO no lançamento de dardo, e PRATA no lançamento de disco.

Juliano Henrique Cavaglieri – (Nova Odessa) foi OURO no lançamento de dardo, e BRONZE nos 100 metros rasos.

Maria do Carmo Silva de Arruda – (Monte Mor) foi PRATA nos 100 metros rasos (Corrida de Cadeira de Rodas)

Nivaldo Rodrigues Barros – (Sumaré) foi PRATA no lançamento de dardo.

No dia (14/04) a competição continuou mais os atletas da APNEN, não conseguiram medalhas.

O atleta Alan de Nova Odessa, estava muito esperançoso em conseguir medalhas mais na classificação dos atletas, os classificadores da organização do evento no (dia 12/04),classificaram o Alan, em um nível muito alto,assim não conseguindo atingir as suas marcas em relação a sua classificação antiga, onde foi medalhistas no Jogos Regionais de Atibaia.

Foi um resultado magnifico, levando-se em conta na qualidade do evento, com grandes equipes e atletas participando mesmo assim, conseguimos este resultado fantástico, podemos garantir, que este e só o começo do que esta por vir, vamos sim dar continuidade no projeto, buscar melhorias, apoio, e patrocínios.

Parabenizamos a todos os atletas envolvidos, que se dedicaram nos treinamentos, enfrentaram um fim de semana com muita chuva nos dias das competições, ao C.P.B (Comitê Paralímpico Brasileiro), a Caixa pela organização do evento, ao técnico Vicente pela sua dedicação ao esporte Paralímpico, agradecemos a loja LM calçados, e 3D DigitalNet pelo apoio, ambas são de Nova Odessa, e a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Nova Odessa.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Surdos podem usar o SMS para chamar PM ou Bombeiros


O E-SMS é recebido no Copom, onde é feito o atendimento

da Redação


                                                   Imagem Internet/Ilustrativa

Uma medida estudada pela Polícia Militar (PM) poderá facilitar o acesso da população surda ao serviço de emergência via mensagem de texto (SMS). A corporação analisa a realização de cadastro online para deficientes auditivos - parciais ou totais - interessados em participar do programa que é o primeiro da América Latina, também estendido ao Corpo de Bom.


A ideia do sistema de mensagens surgiu em 2011 quando a polícia percebeu que era necessário criar uma maneira acessível para os chamados dos deficientes, que sempre precisavam de outra pessoa para auxiliar no pedido de ajuda. 

“Queremos que eles tenham total autonomia total em tudo fizerem”, explica o major Marcel Lacerda Soffner, do Centro de Comunicação Social da PM.

De acordo com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, existe cerca de 1,9 milhões de pessoas com deficiência auditiva em São Paulo, das quais apenas 90 mil se declaram surdas.

Segundo o comandante do Centro de Processamento de Dados (CPD) da PM, tenente-coronel Reynaldo Priell Neto, esse é um serviço pioneiro na América Latina e muito mais desenvolvido que o dos Estados Unidos. “Temos capacidade de atender a todos os deficientes auditivos com o nosso sistema”, disse. 

CADASTRO - O sistema chamado de E-SMS, é gratuito e pode ser utilizado pela população de São Paulo, seja fixa ou não. Isso significa que um morador de outro Estado pode utilizar o atendimento quando estiver em SP.

“Para que a gente tenha um controle dos usuários do programa e para evitar trotes, é preciso que o deficiente faça um cadastro no nosso sistema”, explica o major. “Assim, o trabalho tem um sucesso maior.”

Esse cadastro pode ser realizado nas associações de deficientes auditivos, em escolas que os recebam ou que tenham parcerias com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. As informações de cada usuário são enviadas ao banco de dados da Polícia para que o recebimento de mensagens seja liberado.

Priell ressalta que o cadastro será expandido para a internet, o que facilitará a adesão. Isso, entretanto, está em estudo, para uma futura implantação. “Não é fácil, porque enfrentamos obstáculos tecnológicos que não dependem da Polícia, mas da rede de internet”, diz.

A Polícia Militar fez parcerias com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e com operadoras de telefonia, garantindo um atendimento gratuito – assim como é nos convencionais 190 e 193, respectivamente, da PM e do Corpo de Bombeiros (CB). “Garantimos o serviço em funcionamento e o pronto atendimento desde que o sistema da operadora traga a mensagem a nós.” Ou seja, se a operadora falhar, a PM não recebe a ocorrência.

Para que seja atendido, o deficiente deve enviar uma mensagem de texto para os números de emergência. Uma confirmação será recebida e uma conversa (chat) será iniciada para o levantamento de dados sobre a ocorrência e o envio de PMs ou bombeiros ao local. O contato terá sido bem sucedido se ao final a pessoa receber a mensagem: “Espere. Auxílio a caminho”.

Fonte: Portal K3 - Imagem Internet/Ilustrativa 

CPB tem patrocinador principal superior a de todos os clubes de futebol do Brasil

                 

O esporte paraolímpico conseguiu em 2013 um feito considerável, no que diz respeito a questões financeiras. Na semana passada, o Comitê Paralímpico Internacional firmou um patrocínio com a Caixa no valor de R$120 milhões, pagos pelo próximos quatro anos, o que dá uma média de 30 milhões por ano. Até o fim de 2012, o Corinthians foi o único grande clube a atingir esse valor, mas não superá-lo.

"Creio que ainda há uma diferença em relação ao Corinthians que é favorável a nós. O nosso acordo é válido por quatro anos", diz o gerente de marketing do CPB, Frederico Motta, ao PARATLETA BRASIL.


O fato é que o esporte paraolímpico vive fase de "vacas gordas" até, pelo menos, 2016. O bastante para que a receita com patrocínio master seja superior a dos clubes de elite do futebol brasileiro.

É verdade que, nos últimos anos, o esporte paraolímpico formou alguns ídolos, como Alan Fonteles, Daniel Dias e André Brasil, o que por sua vez, gerou maior visibilidade ao paradesporto nacional. Nada comparado ao futebol, mas o dirigente explica como foi possível atingir cifras tão altas.

"É o avanço de um relacionamento. Trabalhamos com a Caixa desde 2004, com o valor inicial de 1 milhão por ano. A parceria foi crescendo e parte desse valor nós gastamos com retorno de mídia. Trabalhamos para que o parceiro faça um investimento, não uma doação", diz Frederico, que fala parte das estratégias:

"Compramos o direito de grandes competições e montamos um esquema de produção. Convidamos grandes veículos, oferecemos pagamento de gastos de logística, e, se eles não gostarem, não têm prejuízo algum, mas geralmente eles gostam e há um retorno de mídia bem grande".

É verdade que o que se está em questão não é só retorno de mídia, mas também o surgimento de um novo segmento esportivo de sucesso no Brasil, com protagonistas que têm histórias de vida e de superação. A junção desses elementos ajudam o CPB a conseguir tantos recursos, que aproximam o país da meta de terminar os Jogos de 2016 com o quinto lugar geral.

"O brasileiro gosta muito de esporte, mas ele gosta de vencer, e o esporte paraolímpico é vencedor no Brasil. O tênis virou febre na época do Guga, depois parou, mas o esporte continua o mesmo. O esporte, mesmo o convencional, costuma trazer histórias de superação, que quem assiste acaba se identificando. No paraolímpico isso é mais comum".

Assim, até o fim de 2012, nenhum clube de futebol conseguiu um patrocínio principal maior que o do CPB. O Corinthians conseguiu os mesmos R$30 milhões, enquanto o São Paulo, com o segundo maior montante, ficou nos R$23 mi.

Superar ou se abater: o que é mais forte na iniciação esportiva de alguém com deficiência

O esporte paraolímpico já se tornou uma realidade no país. Os ótimos resultados recentes, seguidos de grandes lições de superação de nossos atletas, têm chamado a atenção de novos pessoas com deficiência.

da Redação
           
                                                                                                                                            Imagem Internet/Ilustrativa
                        


No entanto, ainda há uma barreira a ser quebrada no esporte: a da insegurança.

A verdade é que algumas pessoas ainda não conseguiram assimilar a mensagem dos ídolos do paradesporto, de amenizar e ignorar as dificuldades da deficiência. Assim, entrar em um esporte, às vezes, pode parecer um desafio maior do que é, de fato.

“Por falta de conhecimento, muitos familiares acabam blindando a pessoa com deficiência, por achar que eles são incapazes de algo, quando não é verdade. Aí, alguns trazem esse pensamento quando são apresentados ao esporte”, conta o técnico de futebol para deficientes visuais, do Rio de Janeiro, Pedro Menezes.

O perfil é totalmente oposto ao implantado no paradesporto. É verdade que alguma diferença física pode mexer com a cabeça do atleta, mas no esporte se aprende a ignorar quaisquer dificuldades. Sendo campeão ou não, a tendência é que o esportiva assimile a real condição de igualdade, como diz o técnico da Seleção de atletismo, Ciro Winckler:

“Estamos em um momento de mudança, mas de paradigmas também. Aqui eles são atletas que têm como uma das características a deficiência. Não são deficientes, naquela concepção de ‘coitadinho’. Isso, no esporte, não dá. Aqui não se tem ajuda, se tem patrocínio. O Alan Fonteles e o Johansson Nascimento, por exemplo, não são conhecidos por não terem as pernas e as mãos (respectivamente), são conhecidos por serem muito rápidos. Essa é a diferença”.

Mas a mudança de concepção já vem acontecendo. Prova disso é o aumento constante do número de paratletas no Brasil. Só para se ter uma ideia, na última edição das Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, foram mais de 1200 inscritos. Essa quantidade, diga-se, foi a que classificou para o evento nacional. Se forem considerados os inscritos nas seletivas, esse número seria muito maior.

Quem comenta a mudança é o técnico de futebol de 5 do Instituto Superar, Renato Redovalio. Ele aponta essa como uma das modalidades mais difíceis de se praticar, mas entende que quando o atleta se adapta, os benefícios comportamentais crescem na mesma proporção.

“Muitos têm medo de bater um no outro, ou têm medo de correr sozinho em uma quadra,ou acham muito difícil. No futebol de 5, o jogador é totalmente independente, precisa ouvir o barulho da bola, o técnico, o chamador, o goleiro, isso com outros nove cegos em quadra, mas quem vê fica maravilhado e acha fantástico aquilo. Mas quem entra, fica maravilhado com a condição de superação, por poder jogar futebol sem ter a visão”.

O esporte segue fazendo bem sua parte no que diz respeito à inclusão social, mas se algumas das pessoas com deficiência permitirem, o resultado ainda pode ser muito maior.

Fontes:Paratleta Brasil - http://saci.org.br/ -  Imagem Internet/Ilustrativa

Câmara reduz prazo para trabalhador com deficiência se aposentar

Márcio Falcão/Fernanda Odilla de Brasília         
                                                                                                                                Imagem Internet/Ilustrativa
                            


Por unanimidade, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (16) um projeto que reduz os limites do tempo de contribuição à Previdência Social e de idade para trabalhadores com deficiência se aposentarem.

O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Atualmente, a legislação previdenciária não estabelece diferenciação nos critérios de aposentadoria para esse grupo de segurados.

Com a proposta, a aposentadoria para esses segurados será fixada de acordo com o tipo de deficiência: grave, moderada ou leve. Os critérios para o enquadramento nessas categorias, no entanto, precisarão ser regulamentadas pelo Executivo, se a lei for sancionada.

O Planalto apoia a proposta.

PRAZOS
O projeto estabelece que para os casos de deficiência grave, o limite de tempo de contribuição para aposentadoria integral de homens passa dos 35 para 25 anos; e de mulheres, de 30 para 20 anos.

Quando a deficiência for moderada, as novas condições para aposentadoria por tempo de contribuição passam a ser de 29 anos para homens e de 24 para mulheres. Caso a deficiência seja leve, esse tempo será de 33 anos para homens e 28 para mulheres.

O grau de deficiência será atestado, em cada caso, por perícia própria do Instituto Nacional do Seguro Social.

Independente do grau de deficiência, a aposentadoria por idade passa de 65 para 60 anos, no caso dos homens, e de 60 para 55 anos, no caso das mulheres. É exigido, porém, o cumprimento de um tempo mínimo de 15 anos de contribuição e comprovada a deficiência por igual período.

O governo não apenas apoia o projeto como ajudou a atualizar conceitos, segundo o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria de Direitos Humanos.

"É um pleito antigo. A pessoa com deficiência tem muito desgaste emocional no dia-a-dia", afirma Ferreira, que é deficiente visual. Ele diz que, para o deficiente, muitas vezes o deslocamento até o trabalho representa um estresse maior que o desempenho da própria função.

Ferreira diz que foi feito um estudo de impacto financeiro aprovado pelo governo. "Há concordância no governo quanto à ideia de facilitar a aposentadoria para pessoas com deficiência. Pode ter um ponto ou outro que ainda precisa de análise, mas a presidente Dilma costuma ser razoável e deve aprovar o projeto."

Depois de sancionado por Dilma, o governo tem seis meses para regulamentar a proposta. Segundo o secretário, serão levadas em conta as novas diretrizes que não classificam o grau de deficiência como se fosse doença, mas por funcionalidade, considerando limitação física da pessoa e também do espaço.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa