sábado, 27 de abril de 2013

Como abordar o preconceito com as crianças

Antes de educar os filhos, pais devem rever os próprios valores e aproveitar situações cotidianas para debater o problema.
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                                                                 Imagem Internet/Ilustrativa

Um garoto negro, de 6 anos de idade, é retirado à força de um restaurante de São Paulo após ser supostamente confundido com um menino de rua . A cena descreve uma situação recente, ainda sob investigação, e ilustra uma realidade alarmante em um país em que a diversidade – social, étnico-racial, de gêneros, territorial, entre outras – ainda não é compreendida como algo positivo para a sociedade.
Em 2009, uma pesquisa sobre preconceito e discriminação foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em 501 escolas públicas de 27 estados brasileiros. O estudo, que envolveu alunos, professores e pais, revelou que 99,9% dos entrevistados preferem manter distância de algum grupo social específico. 96,5% dos entrevistados expressaram preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 87,5% socioeconômico e 87,3% com relação à orientação sexual.

Para a pedagoga Lucimar Rosa Dias, doutora em diversidade étnico-racial e infância e consultora do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade, os dados são indicadores claros de que o combate a esse quadro depende também de uma ligação sadia entre escola e família. “Não dá para esperar uma sociedade sem preconceito se não há compromisso com isso”, diz. “Educar para a diversidade não tem dia, nem hora. É essencial conversar, mostrar, dizer o que está errado. E nunca subestimar a capacidade de compreensão da criança”, completa.
Abordagem clara
Em uma situação como a do garoto expulso do restaurante, silenciar ou não agir em defesa da criança é uma atitude condenável. Deparada com uma cena do tipo, a criança não é capaz de compreender que a falha não está nela, e sim no desrespeito e falta dignidade do outro.
Para entender o que aconteceu, é necessário falar claramente sobre um assunto tabu e explicar que há pessoas que são discriminadas ou sofrem violência por serem homossexuais, negros, nordestinos, deficientes, entre outros, ressaltando que todos são diferentes entre si e um indivíduo não pode ser classificado e julgado por uma única característica.
Isso é fundamental para fortalecer a auto-estima e os mecanismos de defesa da criança. “Sem apoio, a criança atribui a culpa e o desconforto a ela mesma, procurando defeitos para justificar a exclusão”, pondera Lucimar.
Revendo valores
Lidar abertamente com o preconceito sem recair sobre ele é um desafio que o mundo adulto deve encarar como um dever de extrema responsabilidade. “Valores sociais muito rígidos propiciam idéias pré-concebidas e não agem a favor da diversidade”, explica a psicóloga e terapeuta comportamental Denise Pará Diniz.
Isso quer dizer que não adianta nada proibir seu filho de brincar de casinha, ao mesmo tempo em que exige dele participação nas tarefas domésticas, nem justificar um comportamento agressivo de um colega pelo fato dele ter pais separados, nem atribuir às mulheres o título de péssimas motoristas, nem estabelecer que rosa é para meninas e azul para meninos. Os exemplos são infinitos.
“Precisamos ser críticos tanto em relação aos estereótipos que a cultura produz como em relação aos nossos próprios juízos sobre as demais pessoas. Não é um exercício fácil”, diz Ari Fernando Maia, professor de Psicologia da Unesp.
Mas esta tarefa difícil pode ser enfrentada em pequenos momentos do dia a dia. Desenhos, filmes, novelas, comerciais, vivências escolares: tudo que faz parte do cotidiano infantil é uma oportunidade para abordar o preconceito sem recorrer a situações artificiais.
“Se um negro ou deficiente passou por uma situação constrangedora na novela, por que não discutir o assunto? Ao demonstrar que determinada ação não tem cabimento, a própria criança vai construindo atitudes menos marcadas pelo preconceito”, diz a psicóloga Ângela Soligo, professora da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Fonte: Carla Hosoi, IG - http://www.deficienteciente.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa

Tecnologias assistivas, possibilidades para inclusão

por Erika Longone


Foto da(o) colunista Erika Longone

Poucos conhecem esse termo, poucas pessoas sabem o que são, mas com certeza todos já viram algum recurso acessível. Tecnologia Assistiva é um termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar as habilidades funcionais de pessoas com deficiência, promovendo, dessa forma, a vida independente e a inclusão. 

O acesso à tecnologia assistiva é previsto em lei, no artigo 61 do Decreto no 5.296/04 regulamenta: “consideram-se ajudas técnicas os produtos, instrumentos e equipamentos ou tecnologias adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistiva”. As tecnologias assistivas podem variar desde uma bengala a um programa de computador extremamente complexo.    

Quando pensamos na inclusão da pessoa com deficiência nas escolas de ensino regular o acesso aos recursos de acessibilidade é uma das maneiras de ultrapassar as barreiras impostas pela deficiência, possibilitando que o indivíduo interaja com o meio favorecendo assim sua aprendizagem.

É a possibilidade de uma inclusão não excludente, onde a condição de diferente em suas possibilidades da pessoa com deficiência é respeitada, o recurso assistivo proporcionará a acessibilidade aos espaços, aos materiais didáticos e a todos os equipamentos disponíveis em um ambiente de aprendizagem. 

Mas quais das ajudas técnicas e tecnologias assistivas devem ser utilizadas? Essa resposta será dada pelo próprio aluno, a partir de um estudo das necessidades e possibilidades de cada um. Os recursos eleitos para cada um deverá favorecer o processo de aprendizagem, tornando-o apto a realizar as tarefas escolares. 

O universo das Tecnologias Assistivas é amplo, dentre eles estão os livros didáticos e paradidáticos impressos em letras ampliadas, em braille, digitais, em LIBRAS, pranchas de comunicação alternativa, livros falados, livros adaptados com separadores de páginas, reglete e punção, soroban, material de desenho adaptado, lupa manual, caderno com pauta ampliada, caneta de ponta grossa, lápis com diferentes espessuras ou com adaptadores que favoreçam a preensão, tecnologias de informação e comunicação (TIC) que possibilitam a otimização na utilização de Sistemas Alternativos e Aumentativos de Comunicação, com a informatização de métodos tradicionais de comunicação alternativa, como os sistemas Bliss, PCS ou PIC. 

Hoje, existem softwares que permitem que o computador seja comandado através do sopro para indivíduos tetraplégicos. Para as pessoas com deficiência visual, existem programas que podem fazer o computador falar, tais como o DOSVOX, o Virtual Vision, Orca, dentre outros.

O MecDaisy distribuído gratuitamente pelo MEC permite que alunos com deficiência visual tenham acesso à literatura. O hardware também pode ser adaptado e elas dependerão das necessidades de cada aluno. 

Outro fator a ser considerado são as adaptações físicas, buscando a postura correta para alunos com deficiência física. Neste universo, podemos citar as pulseiras de pesos para reduzir a amplitude de movimentos causados pela flutuação de tônus muscular, estabilizador de punho e abdutor de polegar com ponteira para digitação, hastes fixadas em locais onde o aluno possua controle. Esses são apenas alguns recursos disponíveis, dentre um infinito universo de possibilidades. 

E também vem a pergunta, quanto custa? Menos que muitos pensam, muitas dessas tecnologias são gratuitas. Várias adaptações podem ser feitas com sucatas de computadores antigos. Muitas vezes, custa apenas boa vontade, abertura ao diferente, aceitação da diversidade e promoção de uma sociedade inclusiva. 

As possibilidades existem, a tecnologia existe, se existir boa vontade da sociedade e do poder público, formação continuada para educadores e colaboradores das instituições de ensino a equação estará resolvida. 

Campanha de Cadastramento de Potencial Doador de Medula Óssea

Aposentadoria Especial

Entrando num assunto sério e de suma importância para todos nós, vim trazer a mais importante novidade da semana “A nova aposentadoria especial para deficientes".

Depois de muita luta e revisões a nova regra vem para facilitar e garantir a igualdade nos direitos da aposentadoria, além de reduzir o tempo exigido. Nesse novo formato ela divide e classifica a deficiência em três categorias distintas (leve, moderada e grave) promovendo um equilíbrio.

     Em 2005, o então deputado federal Leonardo Mattos apresentou o Projetode Lei Complementar (PLP) nº 277/2005, reduzindo o tempo de contribuição e a idade mínima para aposentadoria da pessoa com deficiência. A proposta regulamenta o artigo 201, §1º da Constituição Federal, que cria a possibilidade de diferenciação na concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social para os segurados com deficiência. Após ser aprovado na Câmara Federal em 2010, o projeto recebeu o nome de PLC 40/2010. “Com ele (o benefício) vamos melhorar, consideravelmente, a qualidade de vida das pessoas com deficiência”, disse Mattos. De acordo o Censo 2000 do IBGE, existem 24,6 milhões de brasileiros com deficiência. Para Leonardo Mattos, o projeto cumpre a máxima de que todos são iguais perante a lei, tratando de forma igual àqueles que são iguais e de forma desigual os desiguais.

* Como fica a aposentadoria *

O projeto beneficiará pessoas com deficiência (física, sensorial ou intelectual) que hoje trabalham com carteira assinada, os chamados celetistas.  Estatutários tem um projeto específico, que tramita no Senado Federal.

Para os casos de deficiência grave, o limite de tempo de contribuição para aposentadoria integral de homens passa dos 35 para 25 anos; e de mulheres, de 30 para 20 anos. Quando a deficiência for moderada, as novas condições para aposentadoria por tempo de contribuição passam a ser de 29 anos para homens e de 24 para mulheres. Caso a deficiência seja leve, esse tempo será de 33 anos para homens e 28 para mulheres.

Já a aposentadoria por idade passa de 65 para 60 anos, no caso dos homens, e de 60 para 55 anos, no caso das mulheres, independentemente do grau de deficiência. A condição é o cumprimento de um tempo mínimo de 15 anos de contribuição e comprovada a deficiência por igual período.


* Proposta aumenta o valor da aposentadoria por invalidez* 


* Classificação dos casos de deficiência *


Para os casos de deficiência grave, o tempo de contribuição exigido para aposentadoria integral de homens passa dos 35 para 25 anos; e de mulheres, de 30 para 20 anos. Quando a deficiência for moderada, as novas condições para aposentadoria por tempo de contribuição passam a ser de 29 anos para homens e de 24 para mulheres. Caso a deficiência seja leve, esse tempo será de 33 anos para homens e 28 para mulheres.


* Faixa etária *

  Já a aposentadoria por idade passa de 65 para 60 anos, no caso dos homens, e de 60 para 55 anos, no caso das mulheres, independentemente do grau de deficiência.

A condição é o cumprimento de um tempo mínimo de 15 anos de contribuição e comprovada a deficiência por igual período. 
















Terapia com célula-tronco contra esclerose tem sucesso

HELOISA ARUTH STURM - Agência Estado

                                                                 Imagem Internet/Ilustrativa.

As conquistas do agrônomo Henrique Dias, de 68 anos, podem servir de esperança para portadores da esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença neurodegenerativa que atinge um em cada cem mil habitantes. Dias é o primeiro brasileiro a passar por um bem-sucedido tratamento que regrediu a enfermidade, usando células-tronco. A boa notícia, no entanto, deve ser vista com cautela, advertem os especialistas, uma vez que o procedimento ainda é experimental e demanda mais um ou dois anos de pesquisas antes que se comprove a eficácia e sejam cumpridos todos os requisitos para que o método seja autorizado.

"A melhora é lenta, mas o tratamento deu certo. É um negócio muito novo, mas para mim foi ótimo", diz Dias, que em 2006 foi diagnosticado com a síndrome e antes do procedimento não conseguia falar nem se locomover. Os resultados do estudo inédito conduzido pelos hematologistas Adelson Alves e Elíseo Joji Sekiya foram apresentados nesta semana durante o Congresso Internacional de Terapia Celular, realizado na Nova Zelândia.
Dois fatores principais contribuíram para o sucesso da nova técnica. O primeiro deles foi a escolha da matriz no organismo para a retirada celular. Ao invés de usar células hematopoéticas (extraídas da medula óssea), os pesquisadores escolheram as células mesenquimais (presentes no tecido adiposo e no cordão umbilical), que são a aposta para o tratamento de doenças autoimunes como diabetes, mal de Alzheimer e esclerose múltipla.
Assim, fizeram uma minilipoaspiração no abdome do paciente para coletar a gordura e cultivaram as células no laboratório da Cordcell, um centro de pesquisas de terapia celular que também possui banco de armazenamento de células do cordão umbilical. A segunda inovação foi o método de infusão das células-tronco no corpo do paciente. Em vez de injetá-las na veia, optaram pela via raquimedular, por meio do liquor (liquido do cérebro), diretamente no sistema nervoso. Os custos do estudo foram pagos pelo laboratório.
Para iniciar o tratamento, foram necessárias autorizações do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e da Justiça. A permissão ocorreu sob o argumento do "uso compassivo", quando não há tratamento convencional disponível para um paciente em estado terminal e se permite o acesso a remédio ou técnica que esteja em fase ainda experimental. A ELA é uma enfermidade progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, que são as células do sistema nervoso central controladoras dos movimentos voluntários dos músculos.
"Na época do diagnóstico foi um choque porque disseram que ele teria um ano de vida. Quando surgiu a chance de fazer o tratamento, ninguém teve dúvidas", disse um dos três filhos do agrônomo, o administrador Renato de Souza Dias. "Meu pai sempre se colocou à disposição, mesmo sabendo que era experimental e sem garantia de resultados."
A primeira infusão foi feita em janeirode 2012. Nos seis meses seguintes, a equipe avaliou a segurança do procedimento, monitorando se o paciente apresentava alguma reação ou efeito colateral indesejado. Passado esse período, foram realizadas outras duas infusões, num intervalo de 30 dias.
Pouco tempo depois do início do procedimento brasileiro, pesquisadores norte-americanos conseguiram aprovação da Food and Drug Administration (FDA, a agência reguladora de fármacos nos Estados Unidos), para selecionar 25 pacientes para iniciar os estudos da técnica na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Agora, os cientistas do Brasil e dos EUA estão em contato para compartilhar as experiências adquiridas.
Atualmente, Dias conversa, caminha com ajuda, atende o celular e consegue segurar pequenos objetos. "O principal resultado é que ele parou de piorar", diz o filho. Os resultados foram tão animadores que o hematologista deve pedir nova autorização ao Conep para realizar o procedimento em outros dez pacientes. "Houve melhoria significativa em relação ao quadro que ele estava, e isso foi muito animador para nós pesquisadores", disse Alves. "Esse foi um caso excepcional, mas existe essa luz no fim do túnel. É um indício de que estamos no caminho certo." 
Fonte:http://www.estadao.com.br/ -  Imagem Internet/Ilustrativa.

Ingestão de mandioca brava pode causar deficiência mental, diz estudo

Donald G. Mcneil Jr. The New York Times 

                               Mandioca-Brava/foto:http://www.tocadacotia.com

O konzo, doença conhecida há bastante tempo por aleijar crianças, é causado pela ingestão de mandioca brava que não é devidamente preparada – o alimento precisa ficar de molho durante dias para a retirada do cianeto, que é seu componente natural. 


O nome da doença tem origem no idioma yaka, da África Central, e significa "pernas amarradas" – as vítimas cambaleiam como se seus joelhos estivessem amarrados.

Pesquisadores agora descobriram que, nas regiões em que a doença é comum, crianças que não possuem sintomas aparentes podem ter deficiências mentais causadas pelo problema.

A mandioca, também chamada de aipim e macaxeira, é ingerida por 800 milhões de pessoas em todo o mundo e é o componente principal da dieta africana – as variedades de mandioca brava se desenvolvem bem nas regiões áridas do continente. Quando o tubérculo é colocado de molho e seco corretamente e, principalmente, quando a população tem uma dieta composta de proteínas, a mandioca brava é "muito segura", afirma Michael J. Boivin, professor de psiquiatria da Universidade do Estado de Michigan e principal autor do estudo, publicado online no periódicoPediatrics. "Mas em tempos de guerra, inanição, desalojamento e adversidades, as pessoas encurtam o processo."

Na República Democrática do Congo, Boivin e seus colegas realizaram exames de acuidade mental e destreza em três grupos de crianças. Dois desses grupos eram de um vilarejo que fica próximo da fronteira com Angola, no qual os surtos de konzo são comuns. Metade das crianças tinha problemas nas pernas e a outra metade não tinha problemas, mas o cianeto estava presente em seu sangue. O terceiro grupo era de um vilarejo que tinha uma dieta semelhante e ficava a 200 quilômetros de distância, mas onde ocorriam poucos casos da doença porque os habitantes removiam o veneno da mandioca brava antes de cozinhá-la.

As crianças desse vilarejo se saíram "significativamente melhor" nos testes que compreendiam recordar números, identificar objetos, percorrer labirintos e encaixar blocos. Já o desempenho das crianças de aparência saudável do primeiro vilarejo foi tão ruim quanto o das que tinham sintomas aparentes da doença.

O dano mental foi semelhante ao que ocorre pela exposição ao chumbo, porém mais sutil, afirmou Boivin.

A Fundação Bill e Melinda Gates vem oferecendo apoio às tentativas de produzir uma mandioca com menos cianeto, que ainda não obtiveram sucesso. Um empecilho é o fato de que o alto teor de cianeto da mandioca brava parece ser o responsável pela resistência a pestes e ao apodrecimento, afirma Boivin.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Gerson Brenner adora assistir televisão e é fã de Tony Ramos

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Gerson Brenner (Foto: Divulgação)
Gerson Brenner (Foto: Divulgação)
Louco pelo Corinthians  e pelo ator Tony Ramos, Gerson Brenner, 53 anos, não desgruda da TV. “Ele comemorou muito a vitória do Corinthians no Mundial e vibra quando vê Tony Ramos [que está em 'Guerra dos Sexos']na TV. Não perde nada dele”, contou uma pessoa ligada ao ator, que foi baleado em 1998 durante um assalto e desde então tenta se recuperar fisica e mentalmente. A fonte não soube dizer se ele está assistindo ou se a família o deixa assistir à “Rainha da Sucata”, trama na qual ele estourou e que voltou a ser exibida pelo canal Viva nesta semana.
No mais, ele segue a vida. Gerson é casado com uma fisioterapeuta há 13 anos. Mora com a filha, Ana Luísa Hass, do primeiro casamento, e com seu padrasto, que tem sua “guarda”. Ele só vai para a casa da mulher nos fins de semana. Brenner usa cadeira de rodas e andador, tem movimento em apenas um dos braços, conversa com certa dificuldade, lembra da vida antes do acidente, mas dificilmente se lembra do que ocorreu depois. Há dois meses, o ator deixou o tratamento que fazia na Fundação Selma há oito anos. Segundo um funcionário do local, a saída foi opção da família. “Ele está bem na medida do possível e sempre foi muito querido”, contou.

Coincidentemente ou não, Gerson parou de frequentar o local pouco tempo depois do jornal carioca “Extra” divulgar uma foto do ator e dizer que luta para viver. Atualmente, o ator faz tratamento em casa. “Ele está acima do peso. Então, todo movimento fica mais trabalhoso. Ele se cansa muito rápido, até para falar”, conta uma outra fonte. Segunda ela, a família de Gerson (o padrasto e a irmã) não quer contato com a mídia e não gosta que falem da vida do ator. Gerson mantém contato com Vitória, 14 anos, filha dele com Denise Tacto. Ela, aliás, passa as férias com o pai, quer ser atriz e adora ler. Ana, 20 anos, é modelo e estuda direito.
No ano passado, Vitória esteve no programa “A Tarde É Sua”, de Sonia Abrão. “A produção também foi atrás do padrasto e da irmã, mas a família não quis atender. Botou todo mundo para correr”, contou uma outra pessoa. Parece que a família de Gerson optou pelo isolamento mesmo.
Gerson Brenner
Gerson Brenner

O que é a dislexia?


Por Flávia Lopes


Este post foi originalmente publicado no blog  De noiva a mãe.

O primeiro a utilizar o termo dislexia como tal foi o neurologista britânico McDonald Critcheley em 1964, e segundo a World Federation of Neurologistsdislexia do desenvolvimento é o distúrbio em que a criança, apesar de ter acesso à escolarização regular, não adquire as habilidades necessárias de leitura, escrita e soletração que seriam esperadas de acordo com seu desempenho intelectual.
Para o National Institute of Health a dislexia é um dos vários tipos de distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico de linguagem de origem constitucional e caracterizado por dificuldades em decodificar palavras isoladas, geralmente refletindo habilidades de processamento fonológico deficientes. Essas dificuldades em decodificar palavras isoladas são frequentemente inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas e acadêmicas, elas não são resultantes de um distúrbio geral do desenvolvimento ou de problemas sensoriais.
dislexia
Segundo a definição elaborada pela Associação Brasileira de Dislexia, a dislexia é uma insuficiência do processo fonoaudiológico e inclui-se freqüentemente entre os problemas de leitura e aquisição da capacidade de escrever e soletrar. Resumidamente podemos entender a Dislexia como uma alteração de leitura, e apesar da criança disléxica ter dificuldade em decodificar certas letras, não o faz devido algum problema de déficit cognitivo. Normalmente esses sujeitos apresentam um QI perfeitamente compatível com a média para idade.
Portanto, podemos dizer que a dislexia é um transtorno da aprendizagem relacionada à dificuldade de leitura. Tendo esta habilidade prejudicada, todo o rendimento escolar pode ser comprometido, assim como a auto-estima do indivíduo. Desta forma, é de importância fundamental o conhecimento por parte dos pais e professores da existência deste transtorno, de como ele funciona e o que significa uma criança ter dislexia para que possam aprender a lidar com a situação.
A dislexia consiste em um rendimento da leitura substancialmente inferior ao esperado para a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade do indivíduo. Trata-se de um déficit no desenvolvimento do reconhecimento de palavras e na compreensão dos textos escritos. Este transtorno não é devido nem à deficiência mental, nem a uma inadequada ou escassa escolarização, nem a um déficit visual ou auditivo, nem a um problema neurológico.
Pesquisas apontam que cerca de 10% das crianças em idade escolar são disléxicas, numa proporção de uma menina para cada quatro meninos.
Muitas podem ser as causas de uma dislexia. Ao contrário, entretanto, do que muitos pensam, ela não é conseqüência de falta de atenção ou motivação, de má alfabetização, de baixa condição sócio-econômica ou baixo nível de inteligência.
SINTOMAS
Manifesta-se uma leitura oral lenta, com omissões, distorções e substituições de palavras, com interrupções, correções, bloqueios, tanto na leitura em voz alta quanto na silenciosa, além de produzir efeito sobre a compreensão leitora. É importante atentar para o fato de que todas as crianças disléxicas apresentam dificuldades em algum aspecto da escrita.
Muitos disléxicos, por conta de sua dificuldade, são taxados de lentos, burros ou preguiçosos, o que dificulta ainda mais seu processo de aprendizado e de desenvolvimento da leitura e da escrita. Para que equívocos como esses sejam evitados, é preciso estar atento para os sintomas.
DIAGNÓSTICO
O fato de uma criança ou adulto apresentar alguns desses sintomas não significa necessariamente que seja disléxico, há outros elementos a serem observados. O diagnóstico de dislexia deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, ou seja, profissionais de diversas áreas da saúde e educação como psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo e neurologista. Por isso, é importante que, se alguns dos sintomas citados sejam observados, a criança ou adulto seja encaminhado para uma avaliação profissional multidisciplinar.
PREVENÇÃO
Crianças com pobre consciência fonológica (já falamos sobre consciência fonológica aqui aqui) são crianças de risco para desenvolver problemas de leitura e escrita. Quanto maior a idade da criança e, portanto, quanto mais tempo se passa com a dificuldade de leitura e escrita, tanto menores são os efeitos da intervenção. É essencial, dessa forma, intervir o mais precocemente possível, de preferência antes da introdução formal de leitura, prevenindo ulteriores problemas na aquisição de leitura e escrita.
ALGUNS DISLÉXICOS FAMOSOS
  • Agatha Christie
  • Albert Einstein
  • Alexander Graham Bell
  • Antony Hopkins
  • Beethoven
  • Bill Gates
  • Fred Astaire
  • Galileo
  • Harrison Ford
  • Jack Nicholson
  • John Lennon
  • Julio Verne
  • Leonardo da Vinci
  • Louis Pasteur
  • Magic Johnson
  • Mozart
  • Pablo Picasso
  • Steven Spielberg
  • Thomas Edison
  • Tom Cruise
  • Walt Disney
  • Winston Churchill
  • Fonte:http://www.inclusaotambememoda.com/

Fórum sobre Lei de Cotas reuniu 400 participantes de 12 estados

O Fórum Lei Cotas e Trabalho Decente para Pessoa com Deficiência comprovou que a inclusão de pessoas com deficiência já está acontecendo em todas as atividades, desde canteiros de obra na construção civil, comércio, serviços, metalurgia, etc.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa
“Os limites que nos querem impor não são nossos. São de quem não conhece a deficiência e projetam os seus medos na gente” afirmou Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, professor e Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, que é deficiente visual.



O Fórum reuniu como palestrantes representantes da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Câmara dos Deputados, da Confederação Nacional da Indústria, do Ministério do Trabalho, da Secretaria Nacional para Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Poder Judiciário.

O público veio de 12 estados. Além de acompanhar os debates aproveitou para conhecer as novidades da XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – REATECH, na sexta-feira passada.

Várias fotos do evento estão no site http://www.sindmetal.org.br/.

Fonte: Espaço da Cidadania - Imagem Internet/Ilustrativa

Semana da Pessoa com Deficiência segue com ações em Jundiaí-SP

A campanha “Estacione Consciente” reforça a programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiente, que está sendo realizada na cidade desde a quarta-feira e segue até o dia 30 de abril.

Por Alcir de Oliveira/Fotos: Cleber de Almeida

Reinaldo: ampliar a conscientização

Nesta quinta-feira (25), o responsável pela Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, Reinaldo Fernandes, participou da ação na praça Marechal Floriano Peixoto, um dos locais onde existem vagas reservadas aos deficientes e aos idosos.

A ação conta com apoio do pessoal da Secretaria de Transportes, que ajuda a orientar a população sobre a importância de respeitar as vagas especiais. “Hoje está tranquilo e não identificamos abusos, mas as reclamações dos legítimos donos das vagas são muitas e a intenção é que isso mude com a campanha”, explicou Reinaldo.
O agente de trânsito Márcio Cardona, que atua há 12 anos nas ruas da cidade, diz que tudo é questão de educação das pessoas, que não se atentam para o problema que causam quando utilizam as vagas especiais. “Muitas vezes acham que uma paradinha de cinco minutos não atrapalhará em nada, mas não é isso que ocorre, pois se o deficiente ou o idoso chegarem, não terão como utilizar a vaga”, comenta o agente. Ele disse que, apesar de toda a sinalização e as campanhas que ocorrem periodicamente, é necessário sempre dar um ‘puxão de orelhas’ em alguns motoristas.
Márcio, do trânsito: ‘puxão de orelhas’ em quem abusa
Portadora de uma deficiência cardíaca, que a impede de se locomover por distâncias muito longas, Irene Alves das Flores, do Caxambu, disse que sempre encontra alguém na vaga reservada a ela. Na sua opinião, além de campanhas educativas, seria importante que se criasse mais opções de vagas, dado o número de pessoas que precisam delas. “Eu acho que até nos ônibus deveria haver mais assentos reservados, pois a cidade tem uma população muito grande e o percentual de pessoas com alguma deficiência também aumentou muito”, sugeriu.
A campanha segue nesta sexta-feira (26) na praça do Fórum. Na segunda-feira (29), será a vez da Vila Hortolândia receber as equipes e, no dia 30, último da programação, o bairro visitado será a Vila Arens.



Canoagem paralímpica brasileira conquista 12 medalhas no sul-americano do Chile

                       fernando fernandes
Após se tratar de lesão, o tricampeão mundial Fernando Fernandes ficou com o 1º lugar no Sul-americano da modalidade.


A delegação paralímpica brasileira voltou do Campeonato Sul-Americano de Canoagem Velocidade e Paracanoagem 2013, realizado em Valparaíso, Chile, com ótimos resultados. Foram 12 medalhas conquistadas pelos 11 atletas da canoagem paralímpica nacional presentes no evento, sendo 10 ouros e duas pratas.
Os ouros foram conquistados por Denise Oliveira, Marta Ferreira, Tamara Oliveira (duas vezes), Caio Ribeiro, Patrick Almeida, Luciano Meirelles, Fellipe Pereira, Luis Carlos Silva e Fernando Fernandes. No quadro geral de medalhas, que contabiliza os resultados de atletas convencionais e paralímpicos, o Brasil ficou com a terceira colocação, atrás do Chile, vice-campeão, e da Argentina, grande campeã da competição, com 86 medalhas. O Brasil contabilizou 21 ouros, 18 pratas e 15 bronzes.
Grande destaque da modalidade, o tricampeão mundial Fernando Fernandes é integrante do Time São Paulo, criado no fim de 2011, em parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Governo do Estado de São Paulo. O Campeonato Sul-Americano foi disputado entre 19 e 21 de abril e contou com a participação das delegações de Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Equador, Venezuela e Peru.
Comunicação CPB (imprensa@cpb.org.br)
Daniel Brito
Janaína Lazzaretti
Rafael Moura
Nádia Medeiros
Ezequiel Trancoso (estagiário)

Guia de Estimulação para Crianças com Síndrome de Down

Por Equipe Inclusive

Foto da capa do guia, menininha com sindrome de Down batendo palmas.
Lançada a coleção Guia de Estimulação para Crianças com Síndrome de Down. A coleção foi desenvolvida pelo Movimento Down em parceria com especialistas para que mães e pais possam colaborar no desenvolvimento de seus filhos com exercícios simples do dia a dia.


O guia traz fascículos para todas as fases do bebê e esta semana já estão disponíveis os exercícios de 0 a 3 meses de vida, além de textos explicativos sobre a saúde e o desenvolvimento do seu filho.

O material está disponível para download gratuito no nosso portal: http://bit.ly/14SRnfR

Uma boa estimulação realizada nos primeiros anos de vida pode ser determinante para o desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down em diversos aspectos, como desenvolvimento motor e comunicação.

Compartilhem o link para que cada vez mais pessoas tenham acesso a estas informações!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Tecnologia muito distante do bolso

Feira de Reabilitação mostra equipamentos futuristas. Mas cadeirantes reclamam dos preços.


Eduardo Athayde/especial para o Diário
 

Imagem Internet/Ilustrativa

Uma cadeira de rodas com suspensão eletrônica que encara qualquer terreno acidentado e  calçadas esburacadas. Ou outra com amortecedor e controle remoto.

Os produtos e as novas tecnologias, apresentadas na 12ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que terminou neste domingo no Centro de Convenções Imigrantes, Zona Sul, ainda são somente sonhos distantes do bolso da maioria dos brasileiros.


Fernando Arcebispo não tem as duas pernas e usa um skate velho para se locomover . “A gente vem aqui (feira), olha esse monte de cadeiras bonitas, equipamentos de primeira,  mas depois sai daqui e tudo acaba. É meio um mundo de faz de conta”, diz.

Surdos/ A Prefeitura de São Paulo anunciou, na feira, a abertura de 50 postos para surdos e mudos na cidade. O objetivo é fazer os deficientes terem acesso a intérpretes da linguagem de sinais que os conduzam a espaços públicos onde não há quem saiba se comunicar em libras (língua brasileira de sinais). Assim, o governo municipal pretende  facilitar a comunicação dos surdos e mudos. Apesar da promessa, o governo não divulgou datas  nem os locais desses postos.

Fonte:http://diariosp.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa