sábado, 1 de junho de 2013

A ONU e as pessoas com deficiência

          A ONU e as pessoas com deficiência

Cerca de 10% da população mundial, aproximadamente 650 milhões de pessoas, vivem com uma deficiência. São a maior minoria do mundo, e cerca de 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento. Entre as pessoas mais pobres do mundo, 20% têm algum tipo de deficiência. Mulheres e meninas com deficiência são particularmente vulneráveis a abusos. Pessoas com deficiência são mais propensas a serem vítimas de violência ou estupro, e têm menor probabilidade de obter ajuda da polícia, a proteção jurídica ou cuidados preventivos. Cerca de 30% dos meninos ou meninas de rua têm algum tipo de deficiência, e nos países em desenvolvimento, 90% das crianças com deficiência não frequentam a escola.
No mundo desenvolvido, um levantamento realizado nos Estados Unidos em 2004 descobriu que apenas 35% das pessoas economicamente ativas portadoras de deficiência estão em atividade de fato – em comparação com 78% das pessoas sem deficiência. Em um estudo realizado em 2003 pela Universidade de Rutgers (EUA), um terço dos empregadores entrevistados disseram que acreditam que pessoas com deficiência não podem efetivamente realizar as tarefas do trabalho exigido. O segundo motivo mais comum para a não contratação de pessoas com deficiência foi o medo do custo de instalações especiais.
As necessidades e os direitos das pessoas com deficiência têm sido uma prioridade na agenda das Nações Unidas durante pelo menos três décadas. Mais recentemente, após anos de esforços, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo foi adotada em 2006 e entrou em vigor em 3 de maio de 2008.
A “UN Enable” – que reúne o Secretariado da Convenção e dá voz ao compromisso das Nações Unidas de defender os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência – descreve o documento como um marco para uma mudança de paradigma, deixando de lado o fato de as pessoas com deficiência serem vistas como objetos de caridade, para visualizá-las como portadoras de direitos. E como tal, são capazes de reivindicar os direitos e a tomada de decisões para as suas vidas com base em seu consentimento livre e esclarecido, bem como de serem membros ativos da sociedade.
“Pessoas com deficiência têm o direito …
ao respeito pela sua dignidade humana …
aos mesmos direitos fundamentais que os concidadãos …
a direitos civis e políticos iguais aos de outros seres humanos …
a medidas destinadas a permitir-lhes a ser o mais autossuficientes possível …
a tratamento médico, psicológico e funcional [e]
a desenvolver suas capacidades e habilidades ao máximo [e]
apressar o processo de sua integração ou reintegração social …
à segurança econômica e social e a um nível de vida decente …
de acordo com suas capacidades, a obter e manter o emprego ou se engajar em uma ocupação útil, produtiva e remunerada e se filiar a sindicatos [e] a ter suas necessidades especiais levadas em consideração em todas as etapas do planejamento econômico e social …
a viver com suas famílias ou com pais adotivos e a participar de todas as atividades criativas, recreativas e sociais [e não] serem submetidas, em relação à sua residência, a tratamento diferencial, além daquele exigido pela sua condição …
[a] serem protegidas contra toda exploração, todos os regulamentos e todo tratamento abusivo, degradante ou de natureza discriminatória …
[e] a beneficiarem-se de assistência legal qualificada quando tal assistência for indispensável para a própria proteção ou de seus bens … “
da Declaração sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 9 de dezembro de 1975

A Convenção, de acordo com a ONU, é um instrumento de direitos humanos, com explícita dimensão de desenvolvimento social. Ela reafirma que todas as pessoas com todos os tipos de deficiência devem gozar de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais – e esclarece exatamente como as categorias de direitos devem ser aplicadas. Além disso, identifica especificamente áreas onde adaptações precisam ser feitas para permitir às pessoas com deficiência que exerçam efetivamente seus direitos, bem como áreas onde seus direitos foram violados e onde a proteção de seus direitos deve ser reforçada.
Em comunicado elogiando a entrada em vigor da Convenção, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou a um esforço conjunto para traduzir sua visão em realidade e resolver “as desigualdades gritantes experimentadas por pessoas com deficiência”. A ONU continua seus esforços para esse fim.
Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é celebrado todos os anos em 3 de dezembro.
Outros links relacionados, clique aqui.
                                           “Matéria postada em caráter informativo”

Clonadas primeiras células estaminais humanas

Pela primeira vez, foi possível recolher células estraminais de um embrião humano clonado, o primeiro passo de um processo que poderá, espera-se levar a novos tratamentos para doenças com esclerose múltipla, Parkinson ou diabetes

                            Getty Images
                     Clonadas primeiras células estaminais humanas

Num estudo publicado na revista científica Cell, um grupo de cientistas da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, Estados Unidos, anunciou ter recorrido a métodos semelhantes aos usados na clonagem da ovelha Dolly, em 1996, para obter o primeiro embrião humano clonado.

Na experiência, material retirado de uma célula adulta foi transplantado para um óvulo cujo ADN havia sido retirado. Depois, os cientistas induziram os óvulos não fertilizados a transformar-se em células estaminais embrionárias, através de um estímulo elétrico.

As células estaminais são uma das maiores esperanças na medicina porque são capazes de se transformar em qualquer outra célula encontrada no corpo humano.

O objectivo não é clonar seres humanos, mas apenas criar em laboratório, a partir das células do corpo de um doente (da pele, por exemplo), linhagens de células estaminais embrionárias (CEE) que possam ser usadas para gerar tecidos e órgãos compatíveis com esse doente.


                                       “Matéria postada em caráter informativo”



Tetraplégica supera desafios e dá á luz uma criança

Muitos reclamam da vida quando tem duas pernas para andar, dois braços para mexer e podem ir a qualquer lugar a qualquer hora do dia.


Muitos reclamam da vida quando tem duas pernas para andar, dois braços para mexer e podem ir a qualquer lugar a qualquer hora do dia. Mas quando alguém, do nada, simplesmente quase acaba com a vida de uma pessoa, deixando-a praticamente sem todos os movimentos e para o resto da vida em uma cadeira de rodas, se passa a dar mais valor aquilo que se tem. Pessoas como estas, são capazes de dar uma lição de vida e de força de vontade em muita gente.


É o caso de Claudia Nass, hoje com 38 anos de idade e tetraplégica há quase 14. Ela ficou sem poder movimentar nada do pescoço para baixo depois de ser atropelada quando andava de moto em outubro de 1999 aos 25 anos de idade. Na época, ela era professora e voltava da escola, quando um homem ‘cortou sua frente’, atropelando-a. De lá para cá, sua vida nunca mais foi a mesma. Veio a notícia de duas vértebras quebradas e uma lesão na medula por ter sido socorrida indevidamente, sendo colocada no banco traseiro de um automóvel para ser levada ao hospital, ocasionando o que se chama de ‘efeito chicote’, comprimindo a medula. Claudia explica que na época não existia SAMU e não foi chamada uma ambulância. “Me colocaram no banco de trás de um carro. Eu estava consciente durante todo o tempo e até pedi para chamarem uma ambulância, mas me levaram para o hospital assim mesmo”, relatou, durante entrevista a reportagem do JG. Na época do acidente, ela morava em Vista Nova, interior de Crissiumal.

De lá para cá, lidar com a dura realidade passou a fazer parte de sua vida. Aceitar a paralisia foi a coisa mais difícil. As seções de fisioterapia nunca mais se findaram e foi preciso muito esforço para voltar a recuperar pequenos movimentos, como das mãos e dos braços, que ela conseguiu cerca de 6 meses depois do acidente. Claudia passou por vários hospitais, inclusive um deles que é referência na reabilitação de vítimas de politraumatismos - o Sarah Kubitschek de Brasília - mas em nenhum deles ouviu a resposta que mais gostaria de escutar: a de que voltaria a andar. “Os médicos não te dão a certeza, nem dizem que isso é impossível. Explicam que tudo depende muito de cada lesão e da saúde do paciente, sem contar que é preciso muito tratamento e acima de tudo, muita força de vontade e confiança em si”, disse ela.

E quando a jovem acreditava estar tudo perdido em sua vida e seu mundo restringido a uma cadeira de rodas, uma linda história começou a se desenhar. Quase 7 anos após o acidente, uma amizade de infância se resultou numa história de amor. Mesmo sabedor de que a jovem estava impossibilitada de levantar da cadeira de rodas, Ernani Dreher, nove anos mais novo que ela, se apaixonou pelo jeito meigo de Claudia e passaram a namorar. “Sempre conversávamos. Ele começou a vir aos sábados na minha casa e com o passar dos tempos vinha me ver com mais frequência. Pediu se podia continuar vindo e eu disse que sim. Depois começou a mandar mensagens pelo celular e mais tarde o pedido de namoro. Quando meus pais ficaram sabendo, não gostaram da ideia e resistiram um pouco, já que acharam que se tratava de uma brincadeira de mau gosto e que dificilmente alguém se interessaria por mim. Meu pai explicou minha situação para ele e o Ernani disse que mesmo assim queria ficar comigo, por isso digo que ele é mais que um marido e 
sim um anjo”, contou em lágrimas. Assim, faz sete anos que Claudia encontrou uma pessoa que a ama e que a dá valor mesmo sabendo de suas limitações físicas.

E como se não bastasse isso, ela venceu limitações e o que parecia impossível aconteceu. Há 14 dias ela deu a luz ao pequeno Vitor Davi, provando que não existe limitações para quem quer algo na vida. Como qualquer mulher, ela sempre sonhou em ser mãe, mas esbarrava na dificuldade de ser tetraplégica, em que são raros os casos de se conceber uma criança. Para a surpresa de todos, sua gravidez foi exemplo e deu um show em muita mamãe normal. Não teve complicações, muito menos alteração na pressão arterial e infecções urinárias, embora tenha ficado 9 meses alterando entre a posição sentada e deitada. Teve uma gravidez perfeita, de causar inveja a muita mulher. Claudia conta que no hospital Sarah Kubitschek, recebeu várias aulas, inclusive de orientação sexual, em que os médicos acenavam a possibilidade de uma mulher tetraplégica ter filhos, mas claro, com menos probabilidades. “Mas sempre tive a esperança de que eu conseguiria. Decidimos ter um filho e parei de tomar anticoncepcionais. Fiz os exames necessár
ios e quatro meses depois estava grávida. Muitos tinham receio que o bebê nasceria com algum problema, mas eu não. Até tive um pouco de receio de que poderia perdê-lo nos primeiros meses, mas depois sempre pensei positivo que tudo daria certo”, contou emocionada. Quando teve a confirmação através de exame laboratorial, veio a emoção. “Quase não acreditei. Me senti mais viva do que nunca. Mas na primeira ecografia é que literalmente caiu a ficha. Vi que ele estava ali, crescendo dentro de mim”, disse. 

A partir daí foram suspensas as seções de fisioterapia e o objetivo de Claudia foi só um: cuidar da gravidez, fazendo todo o acompanhamento necessário. A cesárea, marcada para 30 de abril precisou ser antecipada para o dia 24, já que Vitor Davi decidiu vir ao mundo mais cedo. “Até queria parto normal, mas seria muito arriscado, porque não sabíamos até aonde a lesão tinha afetado a musculatura que ajuda a expulsar o bebê. Marcamos para o final do mês, mas a bolsa rompeu antes”, explicou.

Ela chegou a sentir as dores do parto e algumas contrações e dilatação, mas não tão intensas. A cesárea foi feita sem nenhuma complicação e o menino nasceu pesando dois quilos e setecentos e dez gramas, com 46 centímetros de comprimento. Na região, é o primeiro caso de uma mulher tetraplégica que consegue dar a luz a uma criança. “Me sinto realizada demais. Acho que só quem é mãe sabe como isso é maravilhoso. E para mim então, que parecia ser impossível, isso é bom demais. Eu sempre sabia que iria dar tudo certo. Tive muita esperança”.

Com Vitor Davi próximo de seus braços, ela o amamenta e acaricia. Emocionado, o pai Ernani Dreher esbanja sorrisos. “Ele ficou mais louco de alegria do que eu. O resultado do exame ficaria pronto às 16 horas e às 16 horas e 05 minutos ele já me ligou. Acho que ele estava esperando no laboratório”, contou Claudia, sorrindo. 

Atualmente, só o pai ajuda a cuidar do bebê. Claudia não tem direito a auxílio maternidade, por ser aposentada, já que o INSS não concede dois benefícios a uma pessoa. “Se o Ernani sair para trabalhar temos que pagar alguém para cuidar de nós dois e isso não compensa. Ele precisa ajudar além do bebê a mim também. Uma mulher talvez não conseguiria me cuidar, porque precisa de força para tirar e colocar na cama. Mas possivelmente no próximo mês vamos ter que arrumar alguém, para que ele possa voltar a trabalhar”, relatou.


Para ajudar os pais, Vitor Davi é um bebê extremamente calmo e dorme muito bem, não exigindo muito de Ernani. “Trocar fralda, pegar no colo, tirar do berço, são coisas simples, mas que eu não consigo fazer”, comenta Claudia. Emocionada, ela diz que Ernai é mais quem um marido e sim um anjo. Apesar de Vitor ser calmo, o pai coruja diz que se precisar levantar 20 vezes durante a noite, ele fará com gosto. “A sensação de ver ele pela primeira vez é única. Escutar o choro dele é inexplicável. É sem dúvidas algo maravilhoso e não me importo com todas as tarefas que tenho que fazer. Sempre digo que tenho dois bebês em casa que precisam de mim. Cuido da Claudia e do bebê. É um esforço que vale a pena. A Claudia amamenta, o resto eu faço tudo com amor”, disse ele.

E as aspirações de Claudia não param por aí. De momento, Vitor é sua prioridade, só que mais tarde, ela quer continuar as fisioterapias e tratamentos para tentar voltar a andar. Ela chegou a questionar a possibilidade de recolher as células tronco do cordão umbilical da criança, mas uma médica disse que isso só vem sendo usado para curar a própria criança de uma doença rara. “Não serve para curar uma lesão medular como a minha. Mas quero tentar um tratamento existente na Bahia, que tem dado bons resultados. Agora a prioridade é meu filho”, concluiu.

Enquanto isso, o casal curte a nova experiência, reforçando ainda mais os laços familiares formado entre pai, mãe e filho.


                             “Matéria postada em caráter informativo”

Centro de Alcoitão recebe cada vez mais crianças vítimas de AVC

O Centro de Reabilitação de Alcoitão tem tratado cada vez mais casos de crianças com diagnóstico de AVC, uma situação considerada muito rara em pediatria, geralmente associada a malformações congénitas, mas cujas causas não estão totalmente determinadas.

Centro de Reabilitação de Alcoitão
foto VÍTOR RIOS / GLOBAL IMAGENS 
Centro de Alcoitão recebe cada vez mais crianças vítimas de AVC
Segundo os dados oficiais do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, em 2011 foram observadas quatro crianças com AVC, em 2012 foram tratadas 21 e só este ano já entraram na instituição duas crianças e outras 10 estão a ser seguidas em ambulatório.


"Não há dados suficientes a nível nacional sobre a incidência do AVC na criança. Sabemos que há uma incidência de 200 em cada 100 mil adultos e que haverá um máximo de 14 crianças com AVC por cada 100 mil pessoas", disse à agência Lusa Nilton Macedo, enfermeiro no serviço de reabilitação pediátrica de Alcoitão, pertencente à Santa Casa da Misericórdia.

Apesar de ser um evento bastante raro na idade pediátrica, nos últimos anos as crianças e jovens observados em Alcoitão têm sido cada vez mais, embora o enfermeiro não consiga encontrar uma explicação para este aumento.

As próprias causas do AVC pediátrico não são totalmente esclarecidas, apesar de haver uma forte associação com patologias congénitas (como uma malformação arteriovenosa), algumas das quais permanecem desconhecidas até ao acidente vascular cerebral ocorrer.

"Se as causas de raiz associadas ao AVC são patológicas não consigo explicar a razão do aumento [dos casos em Alcoitão]", refere Nilton Macedo, adiantando que este é o único centro de reabilitação em Portugal com internamento em pediatria, recebendo por isso crianças referenciadas de hospitais de todo o país e regiões autónomas.


                                           “Matéria postada em caráter informativo”

Veja a criança, antes da deficiência, diz UNICEF

Capa do relatorio, crianças com uniforme azul em fila, entre elas um menino de muletas.
Da Nang, Vietnã/Brasília, Brasil, 30 de maio de 2013 – Tanto as crianças com deficiência quanto suas comunidades se beneficiariam se a sociedade focasse no que as crianças podem alcançar, em vez de focar no que elas não podem fazer, segundo o relatório anual do UNICEF Situação Mundial da Infância.


Concentrar-se nas capacidades e potencialidades das crianças com deficiência criaria benefícios para a sociedade como um todo, diz o relatório divulgado hoje em todo o mundo.

“Quando se vê a deficiência antes de a criança, não é apenas errado para a criança, mas priva-se a sociedade de tudo o que criança tem para oferecer”, disse o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake. “Sua perda é a perda da sociedade, seu ganho é o ganho da sociedade.”

O relatório mostra como a sociedade pode incluir as crianças com deficiência, porque, quando elas desempenham um papel ativo na sociedade, todos se beneficiam. Por exemplo, a educação inclusiva amplia os horizontes de todas as crianças ao mesmo tempo em que apresenta oportunidades para que crianças com deficiência realizem suas ambições.

Mais esforços para apoiar a integração das crianças com deficiência ajudariam a combater a discriminação que as empurra mais para as margens da sociedade.

Para muitas crianças com deficiência, a exclusão começa nos primeiros dias de vida, com o não registro de seu nascimento. Na falta de reconhecimento oficial, elas são cortadas dos serviços sociais e das proteções legais que são cruciais para a sua sobrevivência e suas perspectivas. Sua marginalização só aumenta com a discriminação.

“Para que as crianças com deficiência sejam levadas em conta, elas devem ser contadas – ao nascer, na escola e na vida”, disse Lake.

O relatório Situação Mundial da Infância 2013: Crianças com Deficiência diz que as crianças com deficiência são as menos propensas a receber cuidados de saúde ou ir à escola. Elas estão entre as mais vulneráveis a violência, abusos, exploração e negligência, especialmente se estão escondidas ou em instituições – como muitas estão por causa do estigma social ou do custo econômico para criá-las.

O resultado combinado é que as crianças com deficiência estão entre as pessoas mais marginalizadas no mundo. Crianças que vivem na pobreza estão entre aquelas com menor probabilidade de usufruir, por exemplo, dos benefícios da educação e de cuidados de saúde, mas para crianças que vivem na pobreza e têm uma deficiência é ainda menor a probabilidade de frequentar a escola ou centros de saúde no local onde vivem.

Gênero é um fator-chave, uma vez que meninas com deficiência são menos propensas do que os meninos a receber alimentação e cuidados.

“A discriminação em razão da deficiência é uma forma de opressão”, diz o relatório, observando que múltiplas privações levam a uma maior exclusão para muitas crianças com deficiência.

Há poucos dados precisos sobre o número de crianças com deficiência; que deficiências essas crianças têm; e como a deficiência afeta sua vida. Como resultado, poucos governos têm um marco confiável para a alocação de recursos para apoiar e ajudar as crianças com deficiência e suas famílias.

Cerca de um terço dos países ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O relatório apela a todos os governos para que cumpram as suas promessas de garantir a igualdade de direitos para todos os cidadãos – incluindo suas crianças mais excluídas e vulneráveis.

Progressos vêm sendo feitos para a inclusão de crianças com deficiência, embora de forma desigual, e o relatório Situação Mundial da Infância 2013 estabelece uma agenda para ações futuras.

A publicação exorta os governos a que ratifiquem e implementem a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Convenção sobre os Direitos da Criança, e apoiem as famílias, para que elas possam arcar com os altos custos de cuidar de crianças com deficiência.

O relatório do UNICEF exige também medidas para combater a discriminação entre o público em geral, os tomadores de decisão e prestadores de serviços essenciais, tais como educação e saúde.

As agências internacionais devem certificar-se de que o aconselhamento e a assistência que prestam aos países estão de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Devem promover uma agenda de pesquisa global sobre deficiência para gerar dados e análises que vão orientar o planejamento e alocação de recursos, diz o relatório.

A publicação enfatiza a importância de envolver crianças e adolescentes com deficiência, consultando-os sobre a concepção e avaliação de programas e serviços direcionados a eles.

Todos se beneficiam quando abordagens inclusivas abrangem a acessibilidade e o desenho universal de ambientes que serão usados por todos, na medida do possível, sem a necessidade de adaptação.

Brasil – Segundo o IBGE, existem no País 24,6 milhões de pessoas com deficiência, deste total, 1,9 milhão são crianças e adolescentes. O relatório Situação Mundial da Infância 2013 cita o Brasil entre os países que vêm adotando iniciativas de proteção social que incluem transferência monetária diretamente para crianças com deficiência.

O programa Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) garante um salário mínimo mensal a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência de qualquer idade com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo. E O BPC na Escola – uma ação que reúne os ministérios da Educação, da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria de Direitos Humanos em parceria com municípios, Estados e o Distrito Federal – realiza o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência na escola das crianças e dos adolescentes com deficiência, na faixa etária até 18 anos que recebem o BPC. Em 2010, a pesquisa de pareamento de dados entre o Censo Escolar do MEC e o banco de dados do BPC na Escola mostrou que, entre os 409.202 beneficiários com deficiência do BPC que têm até 18 anos, 216.890 (53%) estão na escola. Um progresso significativo; em 2008, o percentual era de apenas 29%.

Iniciativas do UNICEF no Brasil em prol da inclusão
Incluir brincando – A Vila Sésamo e o UNICEF no Brasil, com o apoio da MetLife Foundation, anunciaram a iniciativa Incluir Brincando em dezembro de 2012, que visa promover a inclusão social de crianças com deficiência, aumentando a conscientização das pessoas sobre o direito a brincar de forma segura e inclusiva no País. A iniciativa inclui materiais impressos e audiovisuais com os personagens da Vila Sésamo. Saiba mais sobre a Iniciativa.


Portas Abertas para a InclusãoEsporte para Todos – Lançado no início deste mês, o projeto Portas Abertas para a Inclusão é uma parceria entre o Instituto Rodrigo Mendes e o UNICEF no Brasil, com apoio da Fundação FC Barcelona e em articulação com os ministérios da Educação e do Esporte e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O objetivo do projeto é contribuir para a construção de um legado social da Copa do Mundo de Futebol no Brasil e garantir melhores condições de acesso, permanência e aprendizado das crianças com deficiência nas escolas regulares das 12 cidades-sede da Copa de 2014. Saiba mais sobre o projeto.
“O caminho a percorrer será desafiador”, disse o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake, que está em Da Nang, no Vietnã, para o lançamento do relatório Situação Mundial da Infância 2013. “Mas as crianças não aceitam limites desnecessários. Nós também não deveríamos aceitar.”

Leia o relatório na íntegra
http://www.unicef.org/brazil/pt/resources_25542.htm


Mais informações para a imprensa
Alexandre Magno de A. Amorim
Telefone: (61) 3035 1947
E-mail: aamorim@unicef.org

Letícia Sobreira
Telefone: (61) 3035 1917
E-mail: lsobreira@unicef.org


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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Crianças com deficiência têm chance maior de serem vítimas de violência

Crianças com deficiência têm probabilidade três ou quatro vezes mais alta de serem vítimas de violência, revelou um estudo divulgado nesta quinta-feira pela Unicef, o fundo das Nações Unidas para a infância.

Incidência e risco de maus tratos é maior em crianças com
deficiência, diz Unicef
Crianças com deficiência / BBC
O relatório "Situação Mundial da Infância 2013: Crianças com deficiência" constatou que a incidência e o risco de maus-tratos é maior em crianças com deficiência do que em seus pares sem deficiência.

As estimativas foram baseadas na primeira revisão sistemática de estudos existentes sobre violência contra crianças com deficiência (com 18 anos ou mais) realizada por equipes da Universidade John Moores, de Liverpool, na Inglaterra, e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No total, 17 estudos, todos de países de alta renda, atenderam aos critérios de inclusão para o levantamento.
Segundo os pesquisadores, as estimativas sobre prevalecência de violência contra crianças com deficiência variaram de 26,7%, para medidas combinadas de violência, a 20,4%, para violência física, e 13,7%, para violência sexual.
Já, em relação ao risco, o documento assinala que crianças com deficiência têm 3,7 mais chances de serem submetidas a medidas combinadas de violência, 3,6 maior probabilidade de serem vítimas de violência física e 2,9 vezes de sofrerem algum tipo de abuso sexual.
Segundo o documento, também houve indícios, ainda que não conclusivos, de que o tipo de deficiência afetaria a incidência e o risco da violência.

Estresse e exclusão

Entre os motivos para a maior incidência e o maior risco de violência em crianças com deficiência está o estresse dos genitores ou das famílias quanto aos cuidados que elas demandam.
Outro fator de risco, segundo o relatório, é que muitas dessas crianças são colocadas sob cuidados institucionais, o que aumenta o risco de abusos físicos e sexuais.
Além disso, crianças com dificuldades de comunicação ficam mais vulneráveis à violência, uma vez que a limitação pode prejudicar sua capacidade de denunciar experiências abusivas.
O estudo também diz que as crianças com deficiência são as menos propensas a receber cuidados de saúde ou ir à escola.
Como resultado, a Unicef alerta que as crianças com deficiências "estão entre as pessoas mais marginalizadas no mundo".
De acordo com o relatório, a exclusão começa nos primeiros dias de vida, com o não registro do nascimento. Na falta de reconhecimento oficial, elas são cortadas dos serviços sociais e das proteções legais, cruciais para a sua sobrevivência e perspectivas.
"Para que as crianças com deficiência sejam levadas em conta, elas devem ser contadas – ao nascer, na escola e na vida", afirma Antony Lake, diretor-executivo da Unicef.

Dados imprecisos

Segundo o estudo, o apoio e a ajuda às crianças e suas famílias esbarram na falta de dados precisos sobre o número de crianças com deficiência; o tipo de deficiência e como a deficiência afeta a sua vida.
Sem tais informações, poucos governos têm um marco confiável para a alocação de recursos no tratamento dessas crianças, acrescenta a pesquisa.
Além disso, cerca de um terço dos países ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, caso dos Estados Unidos, que apenas assinaram o documento (O Brasil o ratificou em 2008).
No relatório, a Unicef faz um apelo aos governos para que cumpram as promessas de garantir a igualdade de direitos para todos os cidadãos – incluindo suas crianças mais excluídas e vulneráveis.
O Brasil, no entanto, é citado pela Unicef entre os países que vêm adotando iniciativas de proteção social que incluem transferência monetária às crianças com deficiência.
Segundo dados do IBGE, existem no país 24,6 milhões de pessoas com deficiência, sendo 1,9 milhão de crianças e adolescentes.
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CENSO 2010 DO IBGE INFORMA

 






“Matéria postada em caráter informativo”

Aluna com Síndrome de Down ganha prêmio em concurso de redação

Menina tem 11 anos e estuda em uma escola particular de Curitiba. Ela ganhou um prêmio especial na categoria superação.

Camila Manzolli ganhou prêmio em concurso de redação.
Camila Manzolli ganhou prêmio  em concurso de redação.

Uma estudante com Síndrome de Down de uma escola particular de Curitiba venceu um concurso nacional de redação infantil. Com o apoio dos professores e dos colegas de classe, Camila Manzolli, de 11 anos, redigiu um texto sobre a própria história.
“Foi um processo bem difícil, mas foi bem legal trabalhar com ela. Eu ia levantando algum tema, mas ela mesma construía as frases e no final ficou bem bacana a história”, explica a professora Giovana de Bassi.
Dentre os assuntos descritos na redação, Camila fez questão de lembrar quando ganhou uma medalha de ouro nas paraolimpíadas na categoria de ginástica. O texto surpreendeu os organizadores do concurso, que criaram um prêmio específico para a garota na categoria superação.
O troféu foi entregue durante uma solenidade no Museu de Arte Moderna, em São Paulo. A mãe, Liziane Manzolli, contou que se sentiu orgulhosa da filha após mais uma conquista. “É muita emoção, eu jamais imaginaria”, afirma a mãe, que completa e diz que o reconhecimento é só o começo das conquistas que ainda estão por vir. Quando crescer, Camila conta que quer ser professora.
                                      “Matéria postada em caráter informativo”

Os avanços da neurociência

Em Belo Horizonte

Os avanços da neurociência nos permitiram identificar, na singularidade do ser humano, transtornos que afetam o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. No Brasil, a Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins - ABENEPI acompanha os avanços que desvendam os mistérios do cérebro e da saúde mental e de 29 de maio a 1º de junho promove, em Belo Horizonte, seu XXII Congresso Brasileiro e o II Congresso Internacional reunindo os mais renomados especialistas da área, tanto do Brasil como do exterior. 

TDAH, Autismo e Transtornos de Aprendizagem como dislexia e discalculia serão abordados desde o desenvolvimento da infância ao início da fase adulta, com atenção especial à abordagem precoce dos transtornos por pediatras, terapeutas e educadores, contemplando aspectos nutricionais, educacionais e medicamentosos.

Além dos especialistas nacionais, o evento contará com as participações internacionais do Dr. Adrian Sandler, pediatra, diretor médico do hospital Missionário Centro de Desenvolvimento Infantil Olson Huff, nos Estados Unidos; Joseph A. Sergeant, psiquiatra e professor da clínica de neuropsicologia da Universidade de Vrije, em Amsterdam, Holanda; Monica Zilbovicius, psiquiatra, especialista em Transtornos do desenvolvimento da criança, autismo infantil, brain imaging e pesquisa clínica; Rosemary Tannock, cientista-chefe de pesquisa em psiquiatria e psicologia e de neurociências e Saúde Mental da Universidade de Toronto; Ruth Shalev, diretora da unidade de neuropediatria do Zedek Medical Center, em Jerusalém, Israel, e especialista em discalculia, TDAH e distúrbios do sono em crianças; e Tobias Banaschewski, professor de psiquiatria infantil e da adolescência, Faculdade de Medicina de Mannheim da Universidade de Heidelberg, diretor médico do Departamento de Psiquiatria Infantil e da Adolescência do Instituto Central de Saúde Mental, Mannheim, Alemanha.

O Congresso acontece no Minascentro, localizado na Avenida Augusto de Lima, 785 - Centro. As inscrições devem ser feitas pela Internet. Estudantes das áreas de psiquiatria, neurologia, pedagogia e pediatria contam com descontos para a inscrição. Mais informações e inscrições http://abenepi.com.br/congresso2013/

Serviço:
XXII Congresso Brasileiro e II Congresso Internacional ABENEPI
Data: 29 de maio a 1º de junho de 2013
Local: Minascentro 
Endereço: Avenida Augusto de Lima, 785 - Centro - Belo Horizonte-MG

Fonte: Fundamento Comunicação Corporativa - http://sentidos.uol.com.br/


                                   “Matéria postada em caráter informativo”

Campo Belo constrói rampas de ‘acesso’ que levam a lugar nenhum

Acessos foram construídos em espaço de menos de 100 metros. Pelo menos quatro cidades da região enfrentam o mesmo problema.

Rampas levam para lugar nenhum em Campo Belo. / Foto: Reprodução EPTV
Rampas levam para lugar nenhum em Campo Belo / Foto: Reprodução EPTV

Construídas próximas a matagais, em ruas que nem calçada tem, perto de barrancos, lotes cheios de entulhos e em áreas sem saída, as rampas que deveriam facilitar o acesso dos cadeirantes e deficientes físicos tornaram-se um impasse em pelo menos quatro cidades do Sul de Minas.
Em Campo Belo (MG) em um espaço de menos de 100 metros foram construídas oito rampas que apresentam o mesmo problema. Duas delas ficam próximas uma da outra e dão ‘acesso’ a um barranco. Outras levam a um lote cheio de entulhos, em outra, pedras ocupam o espaço onde a pessoa deveria manobrar a cadeira, a outra está bem na descida.
A Prefeitura Municipal de Campo Belo alega que este foi um erro da empresa contratada para a construção das rampas e que a empresa foi penalizada com a suspensão do pagamento por conta do erro.
Questionada sobre o problema, a procura jurídica do município Irene Gonçalves Martins de Paula reconhece que o erro será adequado. “As rampas foram executadas de forma errada. Foi feita a fiscalização depois da obra e as providências serão tomadas”, disse.
Ainda segundo a procuradora, as obras no bairro Jardim Brasil Vilela, onde foram feitas 60 novas rampas fazem parte de um convênio com a Secretaria Municipal de Transportes e Obras Públicas, mas os recursos que viriam do governo estadual ainda não foram liberados.
O engenheiro Cássio Henrique Nacarato, da empresa responsável pela obra, disse que não vai se pronunciar até verificar os problemas na construção das rampas.
Enquanto isso, no Centro da cidade, vários locais públicos, como a Câmara Municipal, não tem uma rampa sequer, apenas escadas. A situação chama a atenção de Breno Ferreira Monteiro, presidente da Associação dos Deficientes de Campo Belo. “Estas construções ferem o direito dos cadeirantes e deficientes à acessibilidade. Fere a cidadania. Tem deficientes que não podem assistir às audiências porque não conseguem entrar na Câmara”, disse.
Já a Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que o valor total do convênio com a Prefeitura de Campo Belo é de R$ 1,2 milhão e que apenas a primeira parcela foi liberada. Ainda segundo a Setop, as obras acima de R$ 500 mil são fiscalizadas a cada dois meses e ao final há outra fiscalização e que a Secretaria vai verificar a situação na cidade.
Outras cidades
Em Delfim Moreira (MG) cerca de 10 rampas foram construídas no bairro Caquende. Uma termina em uma cerca, a outra, em um rio. Praticamente todas levam a lugar nenhum e o calçamento do bairro também dificulta a acessibilidade.
Na cidade de Carmo da Cachoeira (MG) as rampas construídas levavam para matagal, muros e barrancos e na cidade, prédios públicos também não tinham acessibilidade. A Secretaria de Obras informou que as rampas continuam no mesmo local, mas que novas já foram feitas próximas a prédios públicos, como na entrada do fórum.
Já em Alpinópolis (MG), as rampas de acesso construídas no bairro Mundo Novo não tinham utilidade e davam em terrenos baldios, cercas de arame e em um muro. O prefeito da cidade, Edson Luiz Rezende Reis informou que a administração solicitou aos donos dos imóveis que fizessem calçadas onde elas não existiam para melhorar a utilidade das rampas e que foram feitas novas rampas em locais adequados na cidade.
                                 “Matéria postada em caráter informativo”

A decoração da casa de um idoso precisa ser planejada para evitar acidentes domésticos

Móveis pontudos e pisos escorregadios são itens proibidos na casa de um idoso. Saiba como escolher a mobília, as lâmpadas, os tapetes e o piso adequados e evite acidentes domésticos!


Por: Ana Carolina Gabriel
                                                                                                                                             Shutterstock
Prefira móveis arredondados.

A decoração de uma casa para idosos precisa ter móveis com design preparado para atender suas necessidades, piso antiderrapante e outros itens que ajudem a prevenir acidentes domésticos. A palavra-chave para manter o idoso seguro, portanto, é planejamento. Confira as dicas da arquiteta Marilia Caetano para manter a casa segura!
Móveis
Os móveis da casa precisam ter equilíbrio. “Itens como cama, mesa e cadeira, principalmente, não podem ficar ‘bambas’ com o tempo”, sugere Marilia. Objetos com extremidades pontiagudas devem ser dispensados. “Móveis com cantos ou pontas de vidros devem ser evitados”, diz a arquiteta. Como a pele dos idosos é sensível, se encostarem na ponta dos móveis, podem se machucar. “Prefira mesas arredondadas ou com use proteções nas laterais”, recomenda.
Para compor a decoração da casa, vale a regra do menos é mais. A quantidade de móveis precisa ser suficiente para atender às necessidades do idoso. Quanto mais livre o ambiente for, menor é o risco de o dono da casa tropeçar em um móvel e melhor será o deslocamento. Para garantir um ambiente aconchegante, aposte nos acessórios. “As cortinas, por exemplo, tornam a casa mais acolhedor. E um sofá de veludo pode ser melhor do que um de couro, já que é mais confortável”, afirma Marilia.
Iluminação
É importante que o ambiente claro o suficiente para que o morador consiga se deslocar sem correr perigo. É possível usar luminárias em todo o quarto para facilitar a mobilidade do idoso, que poderá enxergar todos os objetos. O interruptor precisa ficar ao lado da cama para diminuir o deslocamento no escuro.
Tapetes
Antes de colocar tapetes na casa, é preciso analisar criteriosamente o ambiente. Os tapetes podem provocar quedas por escorregamento. “É recomendado usar modelos antiderrapantes, principalmente nos banheiros e nos quartos”, sugere Marilia.
Banheiro
E por falar em banheiro, vale a pena lembrar que é um dos cômodos mais perigosos para os idosos. Para evitar acidentes, coloque faixas adesivas no box, item que precisa, aliás, ser escolhido criteriosamente. “O vidro do box deve ser temperado. Também é importante observar o acabamento. Os de pedra, por exemplo, não são escorregadios”, alerta a arquiteta. 
Piso e revestimento
Em áreas externas, banheiros e outros cômodos nos quais se utiliza água, o piso ou revestimento precisa ser antiderrapante. Do porcelanato à cerâmica, o piso que combina com a decoração da sua casa existe na versão antiderrapante.
Fonte:http://caras.uol.com.br/   -   “Matéria postada em caráter informativo”


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Pessoas com deficiência ainda têm dificuldade de ingressar no mercado

Em Açailândia, situação é ainda mais crítica, de acordo com a Apae.
Sine afirma que nenhuma empresa da região ofereceu vagas este ano.


Do G1 MA, com informações da TV Mirante

Uma lei determina que empresas com mais de 100 funcionários destinem entre 2% e 5% das vagas para deficientes, mas, na prática, isso é bem diferente. Em Açailândia, as pessoas com deficiência ainda têm dificuldades para ingressar no mercado de trabalho.

O preconceito é uma das principais barreiras da contratação. A assistente financeira Rosana Pereira trabalha em uma empresa há 14 anos. Ele teve paralisia infantil aos 4 anos e afirma que antes de ser contratada, passou por muitas dificuldades. “Eu via que tinha aquele olhar de diferença. Por eu ser deficiente, muitos achavam que eu não tinha capacidade de trabalhar no ramo da empresa deles”, disse a assistente.
Ela faz parte do quadro de funcionários das poucas empresas que cumprem a cota. A lei nº 8213, de 1991, define cotas para empresas contratarem pessoas com deficiência. “Logo que tive a oportunidade, eu abracei. Superei. As pessoas admiram porque eu trabalho e não vi na deficiência um obstáculo. Se a pessoa tem estudo e capacidade, as empresas deveriam dar oportunidade a ela”, opina Rosana.
Segundo a coordenadora de projetos da Apae, muitos alunos estão aptos ao trabalho, mas não têm oportunidades. “Aqui em Açailândia eu desconheço a empresa que cumpre totalmente a lei, na proporção certa de pessoas com deficiência para a quantidade de funcionários”, afirmou Maria Cristina da Conceição.
Segundo o diretor do Sine, desde o início do ano, nenhuma empresa da região ofereceu vagas para pessoas com deficiência. A curto prazo, o poder público deve realizar uma fiscalização para analisar se está havendo o cumprimento da lei. “As empresas ainda não dispuseram as vagas que têm para deficientes e não houve procura ainda por parte de deficientes. Estamos com projeto para trabalharmos essas intermediações”, informou o diretor do Sine, Heliomar Laurindo.
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Professora lança livro sobre educação inclusiva

A professora Lilian Menenguci, da Doctum Serra, teve seu livro, “Educação, Educação Especial, Inclusão e Arte: para além do chão e dos muros da escola comum”, incluído no catálogo de lançamentos da Editora Appis. O livro é resultado da tese de doutorado da docente na Universidade Federal do Espírito Santo.
Capa do livro, sem descrição fornecida
De acordo com a resenha do livro presente no catálogo, o texto é diferente do que se espera de uma produção acadêmica. “A recusa ao modelo se dá nas escolhas que a autora/pesquisadora faz como se colocar durante toda a escrita, não como uma ‘outra’, diferente, segura, impassível, mas como um sujeito que discursivamente parece se aproximar de si naquele momento/pesquisa”, diz Moema Martins Rebouças, que assina a resenha.

Além de lecionar para os cursos de Pedagogia e Administração e Direito, Lilian Menenguci é produtora cultural, atriz, escritora e coordenadora executiva do Plano Municipal de Cultura de Vitória. Desde abril, ela é também aluna do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Ministério da Cultura.


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Tecnologia e educação: parceria que dá certo


Era uma vez um menino alfabetizado com a ajuda de aplicativos do iPad. Aliás, “era uma vez”, não. Esta é uma história real. Pedro Pessoa Santos, de apenas 7 anos, tem hidrocefalia e sua coordenação motora ficou prejudicada, provocando dificuldades para a escrita e, consequentemente, atrasos na alfabetização. Mas foi justamente a tecnologia, muitas vezes criticada quanto ao seu uso por crianças, que auxiliou quando a idade de aprendizado escolar chegou. “Os aplicativos disponíveis em tablets ajudam muito para que a criança aprenda o traçado das letras e dos números. Com o dedo ela aprende a escrever e, ao repetir, ela consegue assimilar. E, no caso do meu filho, fazer tudo depois com o lápis”, contou a mãe do menino e idealizadora do blog Tudo Bem Ser Diferente, Sônia Caldas Pessoa.


Ela destacou que o número de aplicativos disponíveis para treinar a escrita, melhorar a comunicação de quem não consegue falar e auxiliar pessoas com Síndrome de Down, por exemplo, é amplo. “Há ainda aqueles que permitem despertar o prazer por jogos educativos. Uma criança que não consegue jogar o quebra-cabeças tradicional pode conseguir no tablet, como o meu filho. Ou quem encontra dificuldades para desenhar ou colorir com o lápis pode se sentir melhor ao usar esses recursos”, comentou. E completou. “Esses são apenas alguns exemplos, mas há inúmeras possibilidades de aplicativos a serem explorados de acordo com a necessidade”.

Idiomas
Uma escola de inglês de São João del-Rei investe na tecnologia para auxiliar o aprendizado da língua. A diretora acadêmica da instituição, Ana Maria Campanha, contou que todas as turmas têm grupos no Facebook e blogs. Além disso, todas as salas possuem lousas digitais. “Se você esta falando de um filme, você consegue mostrá-lo ali. Várias vezes estou trabalhando um conteúdo e o aluno pergunta se pode ir ao quadro, no recurso do dicionário, para ver a pronúncia”, contou. E completou: “É um estímulo visual. A riqueza de som e imagem facilita o aprendizado”, disse. A escola utiliza as lousas há cinco anos e, segundo a diretora acadêmica, é notável que o recurso auxilia no aprendizado. “A melhora da percepção auditiva é incrível, até do aluno adulto, que tende a ter mais dificuldade”, destacou Ana Maria.

Para ela, os estudantes de hoje anseiam por formas diferentes de aprendizado, por serem nativos digitais. “Eles têm a tecnologia em casa, então têm a expectativa de que o professor vai trazer algo novo para a sala de aula, o que vai acelerar o processo cognitivo”, disse.

Apesar das vantagens da utilização das tecnologias em sala de aula, Ana Maria destaca que é fundamental que o professor seja atualizado constantemente, para saber explorar todos os recursos da ferramenta. “Já vi escolas que utilizam a lousa digital como um quadro branco. A tecnologia por si só não adianta. É preciso ter um professor bem treinado”, disse.

Educação à distância
Assim como as tecnologias podem ser utilizadas apenas como complemento para auxiliar na educação, elas também podem ser as ferramentas de ensino em si. É o que acontece no Núcleo de Educação à Distância (NEAD) da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). “Atendemos tanto a capacitação de profissionais em serviço quanto de novos profissionais”, disse o coordenador acadêmico do Nead, professor José Luiz de Oliveira.

O núcleo oferece cursos de graduação, pós-graduação, mestrado profissional, de extensão e aperfeiçoamento através de um portal didático. “O aluno entra na plataforma, acessa o conteúdo, conversa com o professor e as tarefas são dadas e feitas ali. A pessoa tem um prazo para cumpri-las e, se não fizer o exercício até determinada data, vai se perdendo no cronograma. São apenas de dois a quatro encontros presenciais durante o ano, que são feitos para que os alunos tirem dúvidas e façam as provas escritas”, explicou, destacando que esta é uma modalidade de ensino que exige muito de quem adere a ela. “Não temos uma sala de aula com espaço e tempo definidos. A pessoa precisa ter muita responsabilidade para fazer seu próprio horário. Partimos do pressuposto de que o aluno é autodidata no sentido de se autopoliciar”, disse. Oliveira destacou ainda que a modalidade de ensino a distância cresce a cada dia. “Na verdade não temos mais como escapar da tecnologia no ensino”, afirmou.

Rede
Se a tecnologia pode ajudar no ensino, ela também pode ajudar na criação dos filhos e, principalmente, na troca de experiências. É o que acontece no blog Tudo Bem Ser Diferente, criado por Sônia há um ano. Mais de 3 mil pessoas já curtiram a página do blog no Facebook, o que surpreendeu a mãe de Pedro. “A idéia inicial era desabafar, como se quisesse falar alto sobre os desafios da educação inclusiva. Era quase uma tentativa de ser ouvida por alguém que pudesse me ajudar, me indicar caminhos. Mas houve um movimento contrário: havia muitas pessoas procurando indicações, dicas, pedindo ajuda. O que era um desabafo se tornou um espaço de troca de ideias e de informações”, contou.

No espaço, temas relacionados à diferença – seja ela por deficiência, cor, sexo, orientação sexual, crença religiosa ou idade – são tratados em uma perspectiva ampla e atual, encarando o diferente de forma positiva. “Sabemos das dificuldades, dos desafios, falamos dos problemas, mas queremos encontrar soluções e opções para um mundo mais generoso e gentil.

Acreditamos, de verdade, que é possível trabalhar a favor do respeito”, contou.

Para Sônia, essa característica ajuda a manter o público fiel. Outro ponto são os relatos em linguagem simples de casos cotidianos e experiências com Pedro. “É como se estivesse falando com amigos em casa ou na mesa de um café. Isso garante a mesma intimidade e liberdade aos convidados, ou seja, eles se sentem mais à vontade quando são entrevistados. Além disso, os colaboradores do nosso blog são pessoas diferentes ou que têm algum diferente na família: um tem paralisia cerebral ou é quase cega, outra tem displasia óssea, tem também um que é pai de um garoto com deficiência. Ou seja: damos voz às pessoas que precisam falar para a sociedade entender o diferente”, destacou.

E completou. “A internet contribui de maneira significativa para a inclusão social. A internet torna pública uma situação de desigualdade, de direitos humanos, de grandes dilemas sociais que muitas vezes ficaram sufocadas em casa ou escondidas em escolas não inclusivas. Além disso, a experiência de cada caso divulgado traz sempre grandes lições para outras pessoas que se sentem sozinhas, desamparadas, rejeitadas, enfim, solitárias em suas diferenças ou nas diferenças dos outros”.

Sônia contou que o blog é um espaço permanente de discussão. “Por meio dele é possível não só falar, mas ouvir e conseguir trabalhar efetivamente em prol da educação inclusiva”, disse. As ações na internet, neste caso, não ficam só no ambiente online. Isso porque ela desenvolve uma pesquisa científica sobre o tema e participa de palestras em empresas públicas e privadas. “A última palestra que fiz foi no Ministério Público de Minas Gerais. Além disso, somos consultados diariamente por escolas e profissionais sobre educação inclusiva”.


                                       “Matéria postada em caráter informativo”