sábado, 15 de junho de 2013

Implantação da Dança Esportiva em Cadeira de Rodas no Brasil

Implantação da Dança Esportiva em Cadeira de Rodas no Brasil

por Profª Msa. Maria do Carmo Rossler de Freitas


A dança em cadeira de rodas surgiu na década de 60 na Europa, em forma recreativa, depois se difundiu para o resto do mundo. (KROMBHOLZ, 2001). 

Uma das possibilidades desta dança é a versão esportiva, que incentiva a competição entre casais, sendo eles formados por uma pessoa usuária de cadeira de rodas e a outra não.

Esta forma de competição é apoiada oficialmente pelo Comitê Paraolímpico Internacional (CPI) e chegou ao Brasil oficialmente em 2001, quando foi realizado o primeiro campeonato brasileiro da modalidade.

Durante esses 11 anos de DECR observou uma evolução deste esporte no Brasil, onde surgiram novos adeptos a cada ano, embora nem todos continuem a praticá-la; 11 competições oficiais ocorreram até o ano de 2012, na modalidade danças latinas, envolvendo dançarinos na classe LDW1 (com maior comprometimento motor) e na classe LDW2, provenientes de estados brasileiros: Bahia, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Durante esses 11 anos a confederação brasileira de DECR também promoveu junto aos campeonatos cursos de DECR de nível internacional trazendo professores de diversos países como: Alemanha, Grécia, Holanda e Israel.

A confederação junto aos clubes filiados buscou também ao longo destes anos levar os campeonatos Brasileiros para os diversos estados para que esta modalidade fosse cada vez mais se difundindo no Brasil passando pelos estados de: Minas Gerais,São Paulo,Paraíba,Rio Grande do Sul e Pará Todos os campeonatos em nível nacional obtiveram a chancela do CPI.

Os campeonatos na maioria das vezes ocorrem em paralelo com algum evento científico, que discute questões relativas a DECR, em diferentes aspectos.

As pessoas que têm se interessado por esta prática possuem limitações físicas decorrentes de lesões no sistema nervoso central, causadas por poliomielite, traumatismos medulares, paralisia cerebral, dentre outras.


A DECR ganhou um espaço social, sendo divulgada pela mídia, como um espetáculo que traz emoções e auxilia na inclusão social, oferecendo novas possibilidades para a pessoa com deficiência física, mostrando que a dança possibilita uma nova visão do deficiente na sociedade.


                                          “Matéria postada em caráter informativo”

Evento aborda papel da GCM na promoção dos direitos da pessoa com deficiência

O evento faz parte das “rodas de diálogos” promovidas pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED).

da Redação
Na segunda-feira, (10/06), aconteceu o 1º Seminário sobre Segurança Urbana e Promoção dos Direitos Humanos, cujo tema foi “O papel da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na promoção dos direitos humanos dos idosos e das pessoas com deficiência”.

O evento faz parte das “rodas de diálogos” promovidas pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED).

Na reunião, a professora da Universidade Federal de São Paulo, Naira Dutra, palestrou sobre a população idosa. Já a coordenadora geral de projetos de inclusão da SMPED, Liliane Garcez, explanou sobre as diferentes formas de abordagem e auxílio da GCM para com as pessoas com deficiência.

Fonte:Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida Prefeitura de São Paulo

                                           “Matéria postada em caráter informativo”

Contador com corpo atrofiado faz palestra motivacional para deficientes

Por Redação RADAR 64
A Unopar - universidade de ensino à distancia, juntamente com a ASDEF - Associação dos Deficientes Físicos, realizaram, na noite de quinta-feira (13), na cidade de Eunápolis, a 'Noite Solidária. O evento, que aconteceu no auditório da Câmara Municipal, no bairro Dinah Borges, contou com palestras motivacionais e teve como objetivo chamar a atenção da população para as necessidades dos cerca de 10 mil moradores do município com algum tipo de deficiência.

Mariana da Glória, voluntária da associação, afirmou que a intenção é fazer com que os eunapolitanos saibam que existem pessoas precisando ser ajudadas. Para ela, a associação forte pode buscar políticas públicas para pessoas que estão nesta condição.  'A pessoas com deficiência precisam ser desafiadas, sair de casa. A acessibilidade e o transporte aqui são difíceis', afirmou.

A coordenadora da Unopar em Eunápolis, Érica Paula, contou que a universidade já trabalha há vários anos com a inclusão social. 'Tanto é que temos funcionários portadores de necessidades especiais', frisou. 

Cássia Gusmão, presidente da ASDEF de Eunapolis, falou que parte da sociedade fecha os olhos para as pessoas com deficiência.

O evento começou com algumas apresentações importantes. Deficientes com talentos diversos se apresentaram encantando a platéia. Estilistas, cantores, interpretes de LIBRAS, entre outros. 
Foto: Gustavo Moreira/RADAR64
E todos esperavam ansiosamente o grande momento da noite, o palestrante Claudio Vieira, que nasceu com uma limitação que o faz ver o mundo de cabeça para baixo.

Em sua palestra, Claudio não falou muito de suas dificuldades e limites, mas como venceu através dos seus estudos. Ele é formado em Ciência Contábeis e atua na área, além de dar palestras motivacionais.

'A gente nunca deve desistir de lutar por nossos sonhos e objetivos. Temos nossos momentos de fraqueza, mas a gente mas eles passam como uma chuva', finalizou.


                                      “Matéria postada em caráter informativo”

Secretaria realiza Simpósio sobre estudos da deficiência em parceria com a USP

           

Acontece de 19 a 21 de junho o I Simpósio Internacional de Estudos sobre a Deficiência, realizado em parceria entre o Memorial da Inclusão, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência; o Diversitas, Núcleo de Estudo das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos – FFLCH/USP; e o Programa USP Legal, Comissão Permanente para Assuntos Relativos às Pessoas com Deficiência – USP.


O objetivo principal do Simpósio é debater a noção de “deficiência” em suas mais diversas implicações. Além disso, a discussão busca refletir sobre a condição atual das pessoas com deficiência no Brasil. Dentro desse debate, temas como a experiência da exclusão, os dramas identitários, os preconceitos sociais, a condição do indivíduo com o corpo lesionado, as implicações no espaço e tempo urbanos, as políticas públicas e a legislação, e o papel atual dos movimentos sociais, serão analisados numa perspectiva interdisciplinar. 


O encontro visa alcançar profissionais, ativistas, a comunidade acadêmica e demais interessados e ligados ao universo da deficiência. Está estruturado em torno de quatro campos temáticos: “Corpo, Gênero e Identidade”; “Movimentos Sociais”; “Educação e Comunicação”, “Cidade e Direitos”.


O Simpósio será realizado no Hotel Novotel Jaraguá Convention, São Paulo e convida pesquisadores e profissionais da área para submissão de resumos. Os selecionados comporão as Comunicações Coordenadascujas áreas temáticas serão organizadas de acordo com os eixos temáticos. Inscrições para esses paíneis encerraram em 15 de maio. Os demais participantes também devem realizar inscrição pelo site http://www.diversitas.fflch.usp.br/sied


PROGRAMAÇÃO

19 DE JUNHO - QUARTA-FEIRA
9h: Credenciamento e Café de boas vindas
10–12h: Solenidade de abertura. Conferência magna, com Dra. Linamara Rizzo Battistella (USP/SEDPcD);
12 – 13h30: Intervalo para almoço + música
13h30 – 16h30: Mesa-redonda: Corpo, Gênero e Identidade
  • “Deficiência e Igualdade”, por Débora Diniz (UnB/Anis);
  • “Das potencialidades do corpo, dança e acessibilidades”, por Fátima Daltro (UFBA);
  • “Corpo e emoções, deficiência e exclusão social”, por Luiz Gustavo Pereira de SouzaCorreia (UFS);
  • “Estudo genealógico das anormalidades infantis no Brasil e as questões atuais deinclusão e exclusão”, por Lilia Ferreira Lobo (UFF).
16h30 – 16h45: Intervalo
16h45 – 18h45: Comunicações Coordenadas
  
20 DE JUNHO - QUINTA-FEIRA
9h: Café
10–13h: Mesa Redonda: Educação e Comunicação:
  • “Uma breve história dos Estudos sobre a Deficiência na Educação: Quais Conflitos? Os Direitos de Quem? Por que Diversidade?”, por David J. Connor (CUNY);
  • “O observatório Nacional de Educação Especial: um estudo em rede sobre inclusão escolar no Brasil”, por Enicéia Gonçalves Mendes (UFSCar);
  • “Reflexões sobre práticas de ensino aos surdos”, por Karin Lilian Strobel (UFSC);
  • “A formação de atitudes frente à diferença na educação infantil”, por Marie Claire Sekkel(USP);
  • “Educação especial e política de inclusão escolar no Brasil”, por Rosângela Gavioli Prieto (FEUSP).
13h-14h30: Intervalo para almoço
14h30–16h:30: Comunicações Coordenadas
16h30-17h: Intervalo
17h–20h: Mesa Redonda: Movimentos Sociais:
  • “Representando a Deficiência”, por Gideons Calder (University of Wales);
  • “Lutas por reconhecimento das pessoas atingidas pela hanseníase”, por Ricardo Fabrino Mendonça (UFMG);
  • “Da invisibilidade à construção da própria cidadania, o Movimentos das pessoas com Deficiência no Brasil”, por Ana Maria (Lia) Morales Crespo (SEDPcD);
  • “Deficiência e Identidade”, por Carol Gill (University of Illinois)

21 DE JUNHO - SEXTA-FEIRA
9h: Café
10–13h: Mesa Redonda: Cidade e Direitos:
  • “A Cidade como um Lugar de Contestação: Direitos das Pessoas com Deficiência e a Mídia nos Estados Unidos”, por Michael A. Rembis (University of Buffalo);
  • “Instrumentos para a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência: via judicial e não judicial”, por Luiz Alberto David Araujo (PUC-SP);
  • “Educação inclusiva em enfermagem/saúde”, por Ana Cristina Mancussi e Faro (USP);
  • “A construção do movimento pelos direitos das pessoas com albinismo no Brasil”, porRoberto Rillo Bíscaro (IFSP-SP).
13h-14h30: Intervalo para almoço
14h30–16h30: Debate: Rede Brasileira de Estudo sobre a Deficiência
16h30 – 16h45: Intervalo
16h45-17h45: Sessão de encerramento: Conferência com Nicolas Watson

SERVIÇO 
I Simpósio Internacional de Estudos sobre a Deficiência
Data: de 19 a 21 de junho de 2013
Local: Hotel Novotel Jaraguá Convention São Paulo
Endereço: Rua Martins Fonte, 71 – Centro – SP
Inscrições e informações: http://www.diversitas.fflch.usp.br/sied

Fonte:http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/


                                       “Matéria postada em caráter informativo”

Jovem que caiu de camarote na Festa do Peão de Americana (SP) pode ficar paraplégica

Do UOL, em Americana

Rafaela Teixeira, 22, disse estar "indignada" com o ocorrido e reclama de falta de segurança no camarote.
Divulgação
Rafaela Teixeira, 22, disse estar "indignada" com o ocorrido e reclama de falta de segurança no camarote
A estudante de enfermagem Rafaela Teixeira, 22, que caiu do camarote da prefeitura na Festa do Peão de Americana (SP), na madrugada da última quinta-feira (13), corre o risco de ficar paraplégica.
  

A jovem tropeçou em uma tábua solta e despencou cerca de quatro metros sobre ferragens. Ela foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e conduzida ao hospital municipal de Americana, onde foi constatada uma fratura na coluna. Rafaela passou uma cirurgia que durou cerca de seis horas e permanece internada sem previsão de alta.
"Estou indignada. Por ser um camarote, teria que ter mais segurança, mas faltava até iluminação na escada, o que facilita que as pessoas caiam. Depois de meia hora que eu já tinha caído, colocaram uma grade de segurança no local, mas já era tarde", disse a jovem, em entrevista ao jornal "TodoDia", que circula na região de Campinas.
Segundo relatos de amigos de Rafaela que conversaram com o médico responsável pelo tratamento, a estudante deve ainda ficar pelo menos quatro meses na cadeira de rodas, caso consiga evitar a paraplegia.
"Ela contou para mim que tropeçou e foi tentar segurar em uma cortina, achando que era uma parede, mas não tinha nada e caiu de uma altura de quatro metros. Ali não era para ter cortina, mas uma grade de proteção", afirma Taiane Paião Paracampos, 18, amiga da jovem.
Até a noite desta sexta-feira (15), nenhum Boletim de Ocorrência havia sido registrado, mas o pai da estudante, o ex-cabo da Polícia Militar Irineu Teixeira, adiantou que a família pretende processar os organizadores da festa.
"Eu estou indignado porque só aconteceu por falta de segurança. Estou tentando buscar informações com os bombeiros que a socorreram para abrir um processo", disse Teixeira.

Outro lado: advogado fala em "fatalidade"

UOL tentou contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Americana, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. 
O advogado do CCA (Clube dos Cavaleiros de Americana), que organiza a festa, José Antônio Frazin, mas ele não foi localizado para comentar o caso. 
Em entrevista ao jornal "TodoDia", no entanto, o advogado se pronunciou sobre o ocorrido e disse tratar-se de uma "fatalidade". Frazin disse que o clube está com todos os alvarás de funcionamento em dia.
"Todos os laudos estão OK. Quanto a isso estamos muito tranquilos", afirmou o representante, que disse também que o clube irá acatar qualquer decisão judicial sobre o caso.
Sobre o fato de nenhuma ocorrência ter sido registrada momentos após o acidente Frazin disse que a organização priorizou o atendimento à jovem.
"Na hora, tratou-se de socorrê-la, e o BO é uma providência que pode ser feita em outra hora. O pai da garota, ao que parece, fará isso na segunda-feira", afirmou.
A Polícia Civil de Americana também foi procurada para comentar as razões de o caso não ter sido registrado logo após o ocorrido, bem como para saber se a ação do CCA é permitida pela legislação, mas o responsável pelo policiamento da Festa do Peão não foi encontrado.
                                            “Matéria postada em caráter informativo”

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mulher sem antebraço é eleita Miss nos EUA

por Fernando Moreira 

Nicole Kelly, de 23 anos, nasceu sem o antebraço esquerdo. A deficiência não impediu a americana de perseguir o sonho de vencer um concurso de beleza. E Nicole se tornou recentemente Miss Iowa (EUA) e ganhou o direito de disputar o Miss America em setembro, em Atlantic City (Nova Jersey). Nicole gosta de jogar beisebol, dançar e mergulhar. A jovem é formada em teatro pela Universidade de Nebraska. Ela já fez estágio na Broadway, em Nova York.


"Não há nada que eu não possa tentar fazer", disse a loura em entrevista à Fox.

A Miss Iowa pretende falar no concurso nacional da mais bela americana sobre como superar uma deficiência física.
Fotos: Facebook - Miss Iowa Scholarship Program

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Obrigação de contratação de pessoas com deficiência independe da natureza da atividade empresarial

Obrigação de contratação de pessoas com deficiência independe da natureza da atividade empresarial.

Imagem Internet/Ilustrativa.


                                                         

A Lei nº 7.853/89 assegurou às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive o direito ao trabalho. Para tanto, veio a Lei nº 8.213/91, que, em seu artigo 93, institui, no âmbito da iniciativa privada, uma reserva de mercado, estabelecendo um percentual de vagas a serem preenchidas por pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados da Previdência Social. E esta determinação deve ser cumprida pelas empresas com 100 ou mais empregados, independentemente da natureza da atividade desenvolvida. Com essas considerações, a 1ª Turma do TRT-MG negou provimento ao recurso de uma empresa atuante do ramo da construção civil, que alegava não conseguir preencher as vagas com portadores de deficiência.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho depois de várias tentativas de fazer a empresa cumprir a cota legal. Segundo alegou a ré, a dificuldade de contratação decorreria do fato de possuir obras espalhadas por todo o território nacional, geralmente com prazo determinado de duração. Ela argumentou que tentou realizar as contratações, mas sempre sem sucesso. No entanto, ao analisar o recurso, desembargador Emerson José Alves Lage, atuando como revisor e redator, não deu razão à ré e propôs a manutenção da sentença que a condenou, sendo acompanhando pela maioria da Turma.

O magistrado esclareceu que o objetivo do legislador foi o de assegurar igualdade de tratamento entre os portadores de deficiência ou reabilitados pela Previdência Social e os não-portadores, visando à profissionalização e a inserção desses trabalhadores no mercado de trabalho. Ele lembrou que a Convenção nº 159 da OIT, ratificada pelo Brasil, prevê que "todo País membro deverá considerar que a finalidade da reabilitação profissional é a de permitir que a pessoa deficiente obtenha e conserve um emprego e progrida no mesmo, e que se promova, assim, a integração ou a reintegração dessa pessoa na sociedade". O objetivo é garantir medidas adequadas para reabilitação profissional e a promoção de oportunidades de emprego para portadores de deficiência, tendo como princípio fundador o da igualdade de oportunidades entre todos os trabalhadores.

Na visão do julgador, a norma é taxativa e não comporta exceções. Assim, a reserva legal deve ser aplicada, pouco importando a atividade econômica, comercial ou industrial desenvolvida pela empresa. A recusa da iniciativa privada de cumprimento da cota estipulada na lei não pode ser aceita, pelo menos até que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie acerca da constitucionalidade da Lei 8.213/91. Segundo o magistrado, não há ofensa aos artigos 5º, inciso II, e 170, da Constituição Federal. Pelo contrário, a lei se harmoniza plenamente com as normas constitucionais, especialmente os artigos 7º e 37, inciso, VIII, relacionados à proibição de discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência, bem como reserva de um percentual de cargos e empregos públicos.

No caso do processo, a ré não apenas descumpriu uma obrigação legal. De acordo com o entendimento do redator, ela agiu com descaso em não cumprir com a determinação do Ministério do Trabalho, mesmo após a devida fiscalização e autuação (Decreto nº 3.298/99 e artigo 36, parágrafo 5º). O julgador ponderou ainda que a reserva ou quota legal de vagas para pessoas portadoras de deficiência deve ser um objetivo de todos, inclusive empregadores/empresas. "Tal prática não somente se alinha com o claro e taxativo comando normativo ora examinado como atenta para o que preceitua o texto constitucional brasileiro, especialmente em seus aspectos principiológicos fundamentais (dignidade da pessoa humana e valorização social do trabalho e livre iniciativa) e para a ordem econômica e financeira (função social da propriedade, redução das desigualdades sociais e busca do pleno emprego ¿ no qual se devem incluir, por certo, agora, as PPD). Todos esses princípios devem agir de forma harmônica, sempre tendo como foco central o próprio solidarismo, presente no anseio o modelo social-político brasileiro", destacou.

Por tudo isso, ele propôs a confirmação das obrigações listadas na sentença, que atendem o comando legal, não acatando nem mesmo a limitação das vagas ao setor administrativo. Para ele, havendo pessoas aptas e candidatas à ocupação de vagas, elas devem ser preenchidas. E, ainda que não haja candidatos imediatos, deve-se sempre buscar o preenchimento dessa reserva. Tudo conforme já determinado na sentença, considerada razoável pelo julgador.

O novo entendimento da OJ 130 da SDI-2/TST foi adotado no caso, para estender os efeitos da condenação a todos os locais do território nacional onde a reclamada mantenha obras ou estabelecimento. Para efeitos de fixação da quota, deverá ser considerado o somatório de todos os seus empregados. A ré foi condenada ainda ao pagamento de indenização no valor de R$70 mil reais por dano moral coletivo.

 Envieestanotíciaporemail Assessoria de Comunicação Social Subsecretaria de Imprensa imprensa@trt3.jus.br

Imagem Internet/Ilustrativa.



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Livro retrata relação de mães e filhos que têm algum tipo de deficiência

Do UOL Em São Paulo
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Livro retrata relação de mães com filhos que possuem deficiência física5 fotos

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Rosângela Gonçalves e o filho, Gustavo Leia mais Sergio Chvaicer/Divulgação
A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) lança nesta quinta-feira (13) um livro com registros fotográficos e textuais sobre a relação entre mães e filhos que possuem algum tipo de deficiência. Primeiro projeto da entidade aprovado pela Lei Rouanet, "Que amor é esse" (Editora Pitcult) aborda o sentimento incondicional materno.

As imagens de mães e filhos apresentadas na obra são do fotógrafo Sergio Chvaicer. Há, também, 23 depoimentos de personalidades sobre maternidade, como Lygia Fagundes Telles, Fafá de Belém, Claudia Leitte, Wanessa Camargo, Flavia Alessandra, Marcelo Camargo, filho de Hebe Camargo, que descreve o relacionamento da mãe com a Entidade, entre outras. 

Toda a arrecadação com a venda dos livros será revertida à instituição, e será aplicada nas terapias de reabilitação em pessoas com deficiência, além de fortalecer a estrutura da AACD. O livro é bilíngue (português e inglês) e tem patrocínio da Bradesco Seguros.

Serviço
Livro: Que amor é esse?
Editora: Editora PitCult
Preço sugerido: R$ 30,00
Venda: Livraria Cultura da Avenida Paulista (Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 – Bela Vista), em São Paulo, e também nas 14 unidades da AACD.


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Copa do Mundo de futebol para pessoas com deficiência intelectual ainda não tem recursos definidos

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Rio de Janeiro – A cidade do Rio de Janeiro foi anunciada como sede da Copa do Mundo de futebol para pessoas com deficiência intelectual, com a participação de delegações de 24 países. No entanto, os recursos públicos para a realização da competição, em novembro de 2014, ainda não foram definidos.
O custo do evento foi calculado pela Special Olympics International, organizadora do evento, em R$ 12,5 milhões. Do total, a diretora da Special Olympics Brasil, Ana Paula Santos, estima que os recursos públicos vão ficar em torno de R$ 2 milhões. A Special Olympics Brasil é uma entidade sem fins lucrativos que promove o esporte para pessoas com deficiência intelectual. A entidade é filiada à Special Olympics International.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o ex-jogador Zico se reuniram na noite de hoje (7) no Palácio da Cidade, em Botafogo, na zona sul do Rio, com a diretora do Comitê Desportivo da Special Olympics Brasil (SOB), Ana Paula Soares, e com o judoca Breno Viola, faixa preta e quarto colocado nas Olimpíadas para pessoas com deficiência intelectual que ocorreu na Grécia em 2011. Eles discutiram os detalhes que podem garantir recursos da prefeitura do Rio e do governo do estado no evento.
Segundo a diretora, a questão tem que ser decidida até o dia 20 de junho. “O prazo que a gente teria, na verdade, já expirou. Estamos na prorrogação, e pelo menos até o dia 20 de junho a gente tem que ter um compromisso real, mas saio bem positiva da reunião. Acho que a gente tem toda chance de compor os custos entre prefeitura e governo do estado e fazer um evento maravilhoso aqui no Rio”, disse Ana Paula.
A deputada Jandira Feghali também saiu do encontro confiante em uma solução. O prefeito, de acordo com a parlamentar, vai conversar com o governador Sérgio Cabral e ficou de dar uma resposta na terça-feira (11). “O que está faltando agora é o governo reassumir o compromisso de botar os recursos, porque foi uma disputa que o governo do estado fez na Grécia, ganhou o evento para o Rio de Janeiro. Nos eventos internacionais, como na Polônia, a abertura dos envelopes, que selecionou as delegações para virem para cá, se falava do Rio de Janeiro. Então não pode furar. Está todo mundo vindo para cá”, disse.
A competição segue as regras da Federação Internacional (Fifa), com representantes de todas as confederações. Na edição de 2014, está previsto que todos os jogos ocorrerão no Rio de Janeiro. Agora, as equipes com jogadores até 23 anos estão participando das eliminatórias. “Então o Rio de Janeiro não pode retirar o seu compromisso. Tem que cumprir, principalmente, sendo um evento com esta característica social”, completou a deputada.
Jandira Feghali não descartou a possibilidade do governo federal também participar com recursos para a realização da competição, mas acha que isso seria em último caso, por que a questão deve ser definida com recursos do governo do estado e da prefeitura do Rio. Os organizadores esperam ainda a participação de patrocinadores.
Breno Viola, que também é integrante do comitê organizador, gostou do resultado do encontro com o prefeito. “Mais positivo que negativo. O prefeito assumiu a responsabilidade de acontecer aqui no Rio”, disse o atleta.
EBC
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Mãe ajuda mulher de Piracicaba com deficiência visual a 'enxergar' marido

Vitor e Andreia Mengatto são casados e tem cerca de 15% de visão cada.
Problema ocular, segundo eles, deixa a relação mais sincera e respeitosa.


Do G1 Piracicaba e Região

Casal com deficiência visual se conheceu na igreja em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)
Casal com deficiência visual se conheceu em igreja em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)
Os amigos da igreja ajudaram, sugeriram, mas só depois da descrição física e aval dados pela mãe que a empresária Andreia Mengatto, de 37 anos, decidiu paquerar o marido Vitor Mengatto, de 36 anos, em Piracicaba (SP). A ajuda da mãe foi importante pois os dois têm deficiência visual grave, com apenas 15% da visão. A condição, segundo eles, fortalece o relacionamento.
Casados há 9 anos, eles tem uma filha de 7, e afirmam que o Dia dos Namorados, comemorado nesta quarta-feira (12), não pode deixar de ser festejado. A data para o casal é tão importante como o aniversário de casamento.
Vitor e Andreia frequentavam a mesma igreja, no Lar Franciscano de Menores. Amigos de ambos queriam que eles se conhecessem. “A gente sabia que o outro existia, mas nunca tínhamos nos visto”, brincou o advogado.
Mas o casal só foi se conhecer em uma excursão com a igreja, onde ela, acompanhada da mãe, começou a “paquerar” o futuro marido. “Eu disse para minha mãe que tinha interesse no Vitor, e ela me contou como ele era bonito e aprovou. Na mãe a gente confia, né?”, ressalta Andreia.
Amigos da igreja apoiaram o namoro do casal com deficiência visual (Foto: Leon Botão/G1)Amigos da igreja apoiaram o namoro do casal
com deficiência visual (Foto: Leon Botão/G1)
De acordo com o casal, após os grupos de oração, eles saíam junto com outros amigos e foram se conhecendo melhor. Vitor conta que conseguiu o e-mail da futura esposa após a ouvir falando para outra pessoa. “Ela estava passando o e-mail dela para alguém, eu ouvi meio de canto e anotei. Depois disso começamos a conversar”, contou Vitor.
O primeiro beijo do casal aconteceu na porta da igreja que frequentavam naquela época. Namoraram por um ano, ficaram noivos por mais um e se casaram em maio de 2004.
Relacionamento
A família de Vitor se preocupou quando ele contou que se casaria com uma mulher que também tinha deficiência visual. Segundo ele, o problema de visão o acompanha desde criança e por isso já está adaptado às suas limitações. Os parentes depois aprovaram o casamento.

O casal afirma que viver com alguém que passa pelas mesmas dificuldades no dia a dia é mais fácil e fortalece a união. “O respeito é maior e a gente cobra do outro de maneira mais leve, porque sabe da deficiência. Nós vivemos no mesmo mundo”, explicou Andreia.

Visão da filha  
A filha do casal, Chiara, tem a visão perfeita e, segundo os pais, é mais madura que as crianças de sua idade. “Quando ela aprendeu a falar, já me avisava da cor do semáforo para atravessar a rua. Ela se preocupa muito conosco, mas fazemos de tudo para que não fique presa a nós quando crescer”, disse Andreia.

Primeiro beijo do casal foi na porta da igreja em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)Primeiro beijo do casal foi na porta da igreja em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)Fonte:http://g1.globo.com/
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Governo do Amazonas entrega 18,5 mil equipamentos para pessoas com deficiência

Foto - Divulgação
Foto - DivulgaçãoO Governo do Amazonas entrega nesta sexta-feira, 14, e na segunda-feira, 17, equipamentos de auxílio a pessoas com deficiência. A entrega ocorrerá a partir das 14h, no auditório da Policlínica (rua Codajás, nº 26, Cachoeirinha, zona sul).
 Ao todo serão concedidos 18,5 mil produtos, beneficiando diretamente 661 pacientes estomizados, inscritos no Programa de Atenção Integral ao Deficiente (Paid), desenvolvido na Policlínica Codajás, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). 
Serão concedidos produtos para estomia e urostomia adulto e infantil, placas e materiais adjuvantes, além de produtos que servem para proteção e higienização da estomia, como pó, pasta e até lenço removedor de resíduos. A entrega desses itens, que são utilizados no armazenamento dos resíduos fisiológicos, atende a necessidade diária dos usuários. Cada estomizado receberá quantidade suficiente para um período de dois meses. 
Balanço  Até maio deste ano já foram entregues 26,5 mil equipamentos para usuários inscritos no módulo estomizado, um dos quatro do Paid. Mas, o diretor da Policlínica Codajás, Fábio Manabu Shimizu, faz questão de destacar que a entrega dos equipamentos é apenas parte do processo e não o objetivo principal do programa. 
“Mais importante que a entrega dos instrumentos de auxílio às pessoas com deficiência é a continuidade do tratamento. Todos os usuários beneficiados passam por uma triagem da nossa equipe e, após receber o equipamento, eles são acompanhados e avaliados para verificar a adaptação do produto e a integralidade da saúde. Nesse processo, entram inclusive ações educativas”, explicou. 
Sexualidade  Por isso, nos dois dias de entrega, os usuários devem participar da palestra “Sexualidade e Autoestima da Pessoa Estomizada”, que será ministrada pela psicóloga Lúcia Viana. 
“A pessoa estomizada muitas vezes confronta-se com uma autoimagem negativa em virtude da alteração da sua imagem corporal, por conta da presença do estoma. Isso pode influenciar negativamente o relacionamento sexual”, informou a responsável pelo Paid, enfermeira estomaterapeuta Josenira Almeida, antecipando o foco das discussões que serão tratadas na palestra. 
Previsão – O Governo do Amazonas anunciou que pretende ampliar, neste ano, a oferta de equipamentos de auxílio a pessoas com deficiência. No ano passado, por meio do Paid, foram concedidos aproximadamente 66 mil equipamentos, como aparelhos auditivos, óculos, cadeiras de roda, bolsas de colostomia, entre outros produtos, beneficiando diretamente cerca de 1.100 usuários da rede estadual de saúde. Neste ano, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, a expectativa é que o número de concessões aumente em 6%, chegando a 70 mil equipamentos. 
Para receber os equipamentos e ter acesso ao atendimento especializado é necessário realizar inscrição no Paid, por meio da apresentação dos seguintes documentos (original e cópia): carteira de identidade, registro de nascimento (se for menor), cartão SUS, CPF, comprovante de residência, encaminhamento médico com diagnóstico, n° do CID e boletim de alta. No caso específico do estomizado, é necessário ainda o resumo de alta.
 O Programa funciona de segunda a sexta, das 7h às 17h e, além da seção de pacientes estomizados, é composto ainda pelos módulos auditivo, ocular e ortopédico.

Fonte:http://www.amazonas.am.gov.br/

                                        “Matéria postada em caráter informativo”