sábado, 22 de junho de 2013

Novidade! A cadeira de rodas da empresa brasileira Vemex batizada de Strix.

   
  Cadeira de rodas da empresa brasileira Vemex batizada de Strix

A cadeira de rodas da empresa brasileira Vemex batizada de Strix, foi projetada para diminuir a trepidação em terrenos acidentados - isso inclui as ruas esburacadas e as calçadas irregulares das grandes cidades brasileiras. Com suspensão eletrônica inspirada na Ferrari, a Strix foi testada em Parati (RJ), cidade histórica conhecida pelas ruas de pedra. 

"Quando eu ia para o trabalho, em São José dos Campos, SP, sempre via um cadeirante parado na porta de casa. Perguntei a ele porque não saía e ele respondeu que era impossível devido à qualidade das calçadas. Isso mexeu comigo", disse o engenheiro Breno Horta, um dos três idealizadores do projeto.

Segundo Horta, com o sistema eletrônico, a cadeira vai se moldando ao relevo e evita que o cadeirante fique parado no buraco e tenha seu corpo projetado para a frente, caindo no chão.

"O sistema funciona com um fluido e um software de leitura do terreno, ou seja, quando ele sente uma vibração que não era prevista, em milésimos de segundo o software lê o problema e manda um sinal pra bateria, que envia uma carga ao amortecedor aumentando a viscosidade do óleo dentro do sistema de amortecimento", explica Horta. Isso faz com que o amortecedor se adapte à necessidade apresentada e trabalhe mais lento ou rapidamente, podendo até mesmo travar o amortecimento completamente.

A "Strix" teve apoio de R$ 1,4 milhão da Finep (Agência Brasileira da Inovação), levou dois anos para ficar pronta e deve estar no mercado até o segundo semestre, com preço equivalente ao de cadeiras importadas, avaliadas de R$ 8 mil a R$ 12 mil.

Mais informações sobre a Strix podem ser obtidas através do endereço:
Rua Gregório Gurevich, nº 51

Jardim Diamante.
CEP: 12223-140
São José dos Campos/SP.
Tel: (12) 3902-8301.
E-mail: atendimento@vemex.com.br.

Fonte:http://sentidos.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Intelbras lança telefone para deficientes

O Áudioplus deve atender os cerca de 10 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência auditiva.

Gisele Machado

A Intelbras acaba de lançar no mercado brasileiro um telefone com áudio amplificado destinado a pessoas com perda auditiva de leve a moderada, o Áudioplus. O produto permite quatro níveis de ajuste do volume de recepção e se adapta a diferentes necessidades. 

Segundo censo realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 10 milhões de brasileiros possui algum tipo de deficiência auditiva, o que representa aproximadamente 5% da população. São, em sua grande maioria, pessoas com mais de 50 anos que começam a apresentar sintomas de perda auditiva ao longo da vida. Com base nestas informações, a Intelbras buscou reunir em um único telefone, o Áudioplus, todas as características que um produto para este público deve possuir: ajuste do volume de recepção, compatibilidade com aparelhos auditivos (HAC –Hearing Aid Compatible), LED indicativo de chamadas, teclas grandes de fácil visualização, teclas para discagem direta e indireta, tecla mudo no monofone e duas opções de volume de campainha. 

“É uma ótima oportunidade para a Intelbras, não apenas pelo grande potencial de negócio que vislumbramos neste segmento, mas também pelo fato de estarmos incluindo uma parcela da população que hoje tem dificuldade de se comunicar e não encontra produtos e empresas que atendem a suas necessidades.”, afirma Eduardo Baruffi, gerente da Intelbras. “Esta iniciativa reflete não apenas a capacidade da Intelbras de trazer produtos diferenciados para o mercado, mas também demonstra o quanto a organização leva a sério a questão da responsabilidade social.”, complementa Eduardo. 

O Áudioplus pode ser encontrado em lojas especializadas na venda de aparelhos auditivos, nos principais sites de comércio eletrônico e também através da loja virtual Intelbras 
http://loja.intelbras.com.br 


                                             “Matéria postada em caráter informativo”

Sorocaba, em SP, é referência no tratamento de autismo

Associação auxilia no diagnóstico e tratamento do distúrbio.

Imagem com desenho representando o autismoNesta última terça-feira (18) comemorou-se o Dia do Orgulho AutistaA data serve para conscientizar sobre a síndrome e sobre os tratamentos para os portadores do autismo, um distúrbio que afeta a comunicação e o comportamento. Em Sorocaba (SP)Site externo., foi fundada em 1994 a Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba (Amas)Site externo., com o objetivo de auxiliar no diagnóstico, tratamento e assistência para pessoas que têm a síndrome.
Entre as 40 cidades da região, Sorocaba é a pioneira no tratamento especializado do autismo.

A Amas atende jovens e adultos com idade entre 14 e 40 anos de idade em período integral. Além dos atendimentos educacionais, os alunos contam com uma equipe terapêutica, alimentação e transporte. Segundo a psiquiatra infantil Cláudia Gomes Antila, o diagnóstico do autismo é complexo e demorado. “Há alguns sintomas característicos como atraso da linguagem, dificuldade do contato visual e comportamento agitado”, explica. Ainda de acordo com a psiquiatra infantil, o autismo não tem cura, mas o diagnóstico precoce e o tratamento correto podem melhorar o desenvolvimento do paciente.
“O tratamento é multidisciplinar e às vezes há a necessidade do uso de medicamento para o controle do comportamento.
Fonte:http://vidamaislivre.com.br/  - “Matéria postada em caráter informativo”

Ballet para Cegos Fernanda Bianchini apresenta-se no Ibirapuera

A Associação de Ballet para Cegos Fernanda Bianchini, única companhia profissional de ballet para cegos do mundo, apresenta o espetáculo "Olhando para Estrelas", no Ibirapuera, no dia 27/06 e conta com audiodescrição.

Bailarinos se apresentando na peça A Bela Adormecida
Olhando para Estrelas será apresentado pela Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda BianchiniSite externo., com cerca de 50 bailarinos durante 1h30. Serão duas partes: um ballet em três atos de A Bela Adormecida e um divertissiment - números variados de diferentes estilos de dança, inclusive uma performance de ballet apresentada nas Paralimpíadas de Londres 2012. O espetáculo recebeu este nome em homenagem a um documentário que está sendo feito com os bailarinos da associação e que será finalizado no dia da apresentação.

Inclusão e acessibilidade. Estas são as palavras que diferenciam o ballet. A começar pelos bailarinos: a maioria deficientes visuais, com outros tipos de deficiências ou sem deficiência alguma. Para poder receber de forma adequada os deficientes visuais que irão prestigiar a dança, haverá audiodescrição: tradução em palavras de toda imagem necessária à compreensão do conteúdo audiovisual pelas pessoas que estejam definitiva ou temporariamente impossibilitadas de ver.

                                     “Matéria postada em caráter informativo”

Rio ganha 1º hospital do SUS dedicado a cirurgias cerebrais

CLÁUDIA COLLUCCI ENVIADA ESPECIAL AO RIO

O Rio de Janeiro ganha na próxima segunda-feira o primeiro hospital público do país integralmente dedicado ao diagnóstico e tratamento de doenças cerebrais.

Foi criado com a meta de atender pacientes que hoje morrem ou ficam com sequelas pela falta ou precariedade de serviços de neurologia.

Com tecnologia de ponta, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer terá uma equipe de 18 neurocirurgiões e realizará até dez cirurgias diárias de retirada de tumores, aneurismas, epilepsia, doença de Parkinson e malformações congênitas.

O governo do Estado gastou R$ 72 milhões com as obras e equipamentos. O custeio anual previsto será de R$ 82 milhões. A administração ficará à cargo de uma OS (organização social).

O instituto tem quatro salas cirúrgicas inteligentes, com equipamentos de neuronavegação, que fazem mapeamento do cérebro e transmitem as imagens do local da lesão em tempo real.

Há também um centro cirúrgico híbrido, que terá uma ressonância para exames durante a operação. O aparelho entra por um trilho e depois volta para a sala ao lado.

"Hoje nem sempre conseguimos ver se retiramos todo o tumor. A gente fecha o paciente e só depois faz a ressonância. Se sobram resquícios, ele precisa ser operado de novo", diz Paulo Niemeyer Filho, diretor do instituto.

A Secretaria de Estado da Saúde informa que desconhece a real demanda reprimida por cirurgias cerebrais, mas sabe que ela é grande.

"Nossa central de regulação está levantando os pacientes que esperam vagas nos hospitais universitários", diz o secretário Sérgio Côrtes.

Segundo ele, para que haja maior rotatividade dos leitos, os pacientes só serão internados quando todos os exames pré-operatórios estiverem prontos, e o doente clinicamente estável.

"Hoje, a taxa de suspensão de cirurgias por questões clínicas chega a 30%. Queremos reduzir para menos de 10%."


                                                 “Matéria postada em caráter informativo”

Mais uma morte por choque elétrico nas ruas do Recife

Do NE10

                         http://produtos.ne10.uol.com.br/saojoao/wp-content/uploads/2013/06/poste-destaque.jpg
               Na imagem em destaque, poste onde ocorreu o acidente. Foto: Google Maps

Dez dias após um advogado ter sido eletrocutado no Recife, a cidade registra outra tragédia.  Um homem faleceu, na noite desta sexta-feira (22), após receber a descarga elétrica de um poste na avenida Abdias de Carvalho, no bairro dos Torrões. O poste fica no canteiro central da avenida, próximo à lombada eletrônica. O homem, identificado apenas por Nilson, era deficiente físico e usava uma prótese na perna. Ele estava atravessando a avenida quando se desequilibrou e, para não cair, apoiou um um das mãos no poste, levando o choque fatal.


"Ele recebeu uma forte descarga elétrica e caiu no chão. Os Bombeiros chegaram em 15 minutos e tentaram reanimá-lo", disse o estudante Ivson Daniel, de 19 anos, morador da área. Ele contou ainda que o homem foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Torrões, mas chegou ao local sem vida. 

O acidente ocorreu por volta das 22h30 desta sexta. Técnicos da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) estiveram no local e, segundo informações do estudante Ivson Daniel, constataram o vazamento de corrente em mais três postes e por isso desligaram o fornecimento de energia em todo o canteiro da via.

OUTRAS VÍTIMAS - No último dia 11 de junho, o advogado Davi Lima Santiago Filho, de 37 anos, morreu após receber uma descarga elétrica ao pisar num fio de alta tensão que havia soltado de um poste na Avenida Visconde de Jequitinhonha, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Ele estava passeando com o cachorro quando levou o choque.

           

Davi chegou a receber massagem cardíaca de populares enquanto o Samu não chegava

Fonte:http://ne10.uol.com.br/

                        “Matéria postada em caráter informativo”       

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Advogado com deficiência humilhado em vistoria de metais no embarque do aeroporto

 Advogado foi obrigado a abaixar a calça para vistoria do aparelho ortopédico no aeroporto de Confins .    

                 Aeroportos brasileiros se utilizam de portais e aparelhos portáteis para realizar a detecção de metais, e também a revista manual em espaço reservado
Aeroportos brasileiros se utilizam de portais e aparelhos portáteis para realizar a detecção de metais, e também a revista manual em espaço reservado.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) foi condenada a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil a um advogado com problemas de locomoção, decorrente de sequela de poliomielite. A decisão é da juíza federal Marilaine Almeida Santos, da 1ª Vara Gabinete do Juizado Especial Federal em Campinas/SP.
O advogado relatou que viajava a trabalho quando foi impedido de atravessar o portal detector de metais do aeroporto de Confins, na Grande BH. Devido a sua doença, há a necessidade de utilização de aparelhos ortopédicos nos membros inferiores e bengalas de alumínio.
Na ocasião, o usuário foi obrigado a colocar as bengalas na esteira da máquina de raio-x e, com dificuldade de locomoção, passou pelo detector de metais, mas o alarme soou. Ele foi levado por dois agentes para uma sala reservada , onde teve que se posicionar de costas, com os braços abertos, sem nenhum auxílio, apoiando a testa na parede tentando manter o equilíbrio, o que não conseguiu. Além disso, o advogado foi obrigado a abaixar a calça para vistoria do aparelho ortopédico.
A mesma situação ocorreu algumas semanas depois, no Aeroporto de Viracopos em Campinas/SP. Segundo o autor, “embora considere lícita a revista dos passageiros com deficiências, as práticas que vêm sendo adotadas são agressivas, constrangedoras e desproporcionais, tendo lhe causado dissabor, humilhação e indignação, sobretudo pelo fato de postar-se seminu diante de estranhos e expor suas atrofias”.
Em sua defesa, a Infraero alegou que os agentes não são seus funcionários, mas sim vinculados a empresas de segurança terceirizadas. Para a juíza, “a conduta dos referidos prestadores de serviço foi discriminatória, desproporcional e ofensiva, causando humilhação, violação da intimidade e ataque a honra subjetiva da parte autora, o que configura ato ilegal e abusivo, gerador de dano moral”.
                                     “Matéria postada em caráter informativo”

Unieuro deverá indenizar por falta de acessibilidade



Imagem Internet/Ilustrativa
São Paulo - A falta de acessibilidade da Universidade Unieuro - Instituto Euroamericano em Brasília - gerou uma indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma estudante com deficiência física. A decisão do juiz da 4ª Vara Cível de Brasília, foi divulgada hoje pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ainda cabe recurso.
 A universidade não oferecia rampas com inclinação adequada, não dispunha de corrimão e tinha elevadores defeituosos, sem abertura suficiente para uma cadeira de rodas comum, e inoperantes após as 23h, alegou a estudante. A universidade não cumpria as normas de acessibilidade da ABNT NBR 9050, defendeu a autora da ação.
Conforme a sentença, as adaptações solicitadas foram feitas pela universidade. No entanto, continuou o sofrimento moral da estudante, o que levou o juiz do caso a condenar a ré a uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Para o juiz, a instituição de ensino que não dispõe de instalações adequadas às pessoas com deficiência viola o direito de locomoção dessas pessoas. "Evidente que a negligência da ré em oferecer instalações adequadas, atinge direito da personalidade da autora que se viu, em várias oportunidades em situação vexatória e constrangedora", determinou o magistrado.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa
                            “Matéria postada em caráter informativo”

Cadeirantes ainda enfrentam dificuldades de acessibilidade

Esteve na redação do site guaranoticias a cadeirante Andréia Santos, que falou um pouco das dificuldades que as pessoas deficientes enfrentam no dia-dia, na cidade de Guarapuava.

Os problemas de locomoção é um dos piores, as ruas possuem rampas, mas muitas vezes enfrente a rampa tem um poste ou uma placa de trânsito e nas calçadas existem muitos buracos que impedem as pessoas que utilizam cadeira de rodas se locomover e transitar tranquilamente.

Outro problema sério é o transporte coletivo, pois somente alguns ônibus estão adaptados com plataforma para atender as pessoas com deficiência. Andréia contou que foi até a central de transporte coletivo Perola do Oeste e atendendo o seu pedido, a linha que ela utiliza foi totalmente preparada com plataforma, mas Guarapuava possui 40 linhas de ônibus e nem todas possuem este cuidado, dificultando quando ela precisa ir até outros bairros da cidade. Os cadeirantes encontram dificuldades não só nas calçadas e no transporte mas também nos órgão públicos da nossa cidade, Andréia contou que trabalhou 3 anos na prefeitura e nunca saiu do andar térreo, pois a prefeitura não possui elevador para cadeirantes, mas em contra-partida elogiou a câmara dos vereadores que possui todas as rampas de acesso, elevador e banheiro adaptado ao portador de deficiência.

“Reclamo do desrespeito e do preconceito que algumas pessoas tem com portador de deficiência, na quinta-feira (18) fiquei duas horas em frente a caixa econômica federal esperando para entrar no banco, pois não posso usar as portas giratórias e a chave da porta, não fica com os seguranças e é necessário a boa vontade do gerente ou responsável pela porta ir abri-la, para que eu possa exercer meu direito de cidadão e tirar um extrato da minha conta bancaria”, contou Andréia.
Bianca Marotta, que namora um cadeirante escreveu esta matéria:
Existem certas perguntinhas que todo cadeirante ou seu parceiro costumam ouvir freqüentemente. Achei que seria interessante e talvez até divertido, além de esclarecedor, listar algumas delas aqui, com suas devidas respostas. Vamos lá!

• A cadeira do seu namorado é motorizada?
Essa é uma das primeiras perguntas que escuto quando digo que meu namorado é cadeirante. Acho que eu mesma pensava que cadeiras motorizadas deveriam ser as melhores e mais práticas. Mas o uso dessas cadeiras é indicado para alguns casos e para outros não.

• Ele é independente?
Importante aqui é definirmos o conceito de independência. Muitos cadeirantes precisam de ajuda para algumas tarefas do dia a dia, mas isso não significa que eles não sejam independentes. Ser independente é ter personalidade e vontade própria. A pessoa pode até precisar de ajuda para resolver uma ou outra tarefa, mas se é ela que toma as decisões sobre sua vida,sim ela é independente. Da mesma forma, conhecemos uma porção de pessoas que andam e não conseguem comprar pão na esquina sozinhas. Essas são muito mais dependentes do que a maioria dos cadeirantes.

• Ele dirige?
Sim, e muitos cadeirantes podem dirigir. Depende do tipo de deficiência que a pessoa possui. Quando ela tem mobilidade suficiente para isso, basta que o carro seja adaptado. Ao invés de usar os pedais para freio, aceleração e embreagem, é tudo feito com as mãos. Aliás, ironicamente, é mais fácil um cadeirante dirigir no Rio do que pegar um ônibus...

• Cadeirantes costumam sair?
Entendam, cadeirante não é sinônimo de eremita. Pessoas com deficiência saem, se divertem, vivem. Poderiam até sair mais, se os espaços urbanos e estabelecimentos, sem falar dos transportes públicos, fossem adaptados. Aliás, um dos objetivos do nosso blog é incentivar pessoas com deficiência a saírem de suas casas. Botarem suas caras na rua e, quando encontrarem algum espaço que privilegia a acessibilidade, divulgarem-no.

• Os cadeirantes dançam?
Bom, eu acho que isso depende do gosto de cada um. Tem muita gente, cadeirante ou não, que não gosta de dançar, não é mesmo? Mas se a pessoa gosta, sim, ela dança. Qual é o problema? Existem até grupos de dança de cadeirantes.

• Seu namorado cadeirante trabalha?

Sim, ele trabalha. Ele e mais um monte de outros cadeirantes. Aliás, não vejo porque o fato de ele não conseguir andar possa fazer dele uma pessoa incapaz de trabalhar. Acredito que teríamos muito mais pessoas com deficiência trabalhando se os preconceitos em relação a elas diminuíssem e se a acessibilidade dos transportes e empresas melhorasse. Mas aguardem que em breve escreveremos sobre esse tema com mais detalhes.

• Como os cadeirantes fazem para viajar de avião?
Cada vez mais reclamamos dos espaços apertados nos aviões comerciais. Aquele corredorzinho mínimo, que te obriga a ficar na poltrona caso a aeromoça esteja passando com o carrinho de bebidas e comidas. Imagina então uma cadeira de rodas transitando por ali. Pois é, não dá. O que o cadeirante faz, então? Bem, ele chega até o avião, normalmente na sua cadeirinha de estimação, e torce para que o embarque seja feito por finger (aquele túnel que liga o terminal ao avião) ou exista um elevador para levá-lo do solo até a entrada do avião. Às vezes não há nenhum dos dois e ele tem que ser carregado. Uma vez lá dentro, passa para a cadeira de bordo, que é mais estreita e cabe no corredor. Caso, precise ir ao banheiro, precisa pedir a cadeira de bordo ao comissariado. Sim, em viagens longas é bem chatinho...

• E como eles sobem escadas?Sozinhos eles não sobem, precisam ser carregados. Já existem algumas cadeiras especiais que sobem e descem escadas, mas ainda são muito caras às vezes pouco práticas. Além disso, convenhamos que cadeira de rodas e escada não combinam, né? Há grande risco de acidentes e por isso fazemos campanhas por mais e mais elevadores e rampas!
Por último, não poderíamos deixar de fora a pergunta que todos gostariam de fazer, mas poucos têm coragem de perguntar (confesso que nem tão poucos assim. Já ouvi essa pergunta de tanta gente com a qual não tinha a menor intimidade. Vocês nem imaginam!)

• Cadeirantes fazem sexo?
SIM! Cadeirantes são pessoas com hormônios e necessidades iguais a quaisquer outras. Fazem sexo, sim senhor! Só não vamos entrar em maiores detalhes porque somos pessoas discretas)
                                           “Matéria postada em caráter informativo”
 

Pai de menina com deficiência critica Ronaldo Fenômeno por declaração polêmica

No depoimento, publicado no Facebook, Alex Ribeiro apresenta a filha Ester e explica que a menina perdeu a visão, não anda e não fala, após um erro médico em um hospital público.

da Redação
Um vídeo, no qual o pai de uma menina com deficiência aparece criticando o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno por declaração polêmica sobre os gastos em estádios para a Copa do Mundo em detrimento de investimentos na saúde, está viralizando nas redes sociais, nesta quinta-feira.

No depoimento, publicado no Facebook, Alex Ribeiro apresenta a filha Ester e explica que a menina perdeu a visão, não anda e não fala, após um erro médico em um hospital público. Ele afirma ainda que há sete anos luta na justiça por uma indenização pelos problemas causados à filha.

Em seu recado ao ex-jogador, o homem diz: “É verdade, Ronaldo, que não se faz Copa sem estádio. Mas, também não se faz saúde sem hospitais. Você acabou de conhecer a minha filha Ester. E, eu vou te mostrar agora um pouco o que a saúde do Estado fez com a minha filha e a minha família”. Alex, então, mostra uma foto da criança recém-nascida e continua: “Isso que você chama de saúde, Ronaldo, que esse Estado chama de saúde, tirou a visão da minha filha. Minha filha não enxerga, ela não anda, ela não fala. E, é por isso, que nós estamos na rua, Ronaldo. Não é por causa de vinte centavos. É porque famílias estão sendo mutiladas. A minha filha tem sete anos de processo e até agora eu não vi a causa dela e corre o risco de perder o benefício dela. E vocês estão preocupados com os estrangeiros que vão ver uma uma Copa de Futebol, enquanto milhões de pessoas em nosso país morrem?”.

O desabafo continua: “Não não estamos indo para às ruas por dinheiro. Nós queremos os nossos direitos como cidadãos. Mexeram na minha filha, na minha família e mexeram com milhões de famílias do nosso Rio de Janeiro. Vamos lutar! Vamos parar com essa Copa, se for necessário! Mas, nós vamos conseguir o direito do cidadão de igualdade, de saúde, de segurança, de poder ter uma salário digno. Porque nós somo uma nação que estava dormindo, mas despertou.”

O homem finaliza o recado dizendo: “Respeito você como excelente jogador, mas, me desculpe, sua palavra foi completamente infeliz. Mas, você não conhece de perto o sofrimento de quem tem um filho amputado. Eu conto com você para que mude o seu discurso e lembre que você é um cidadão brasileiro, antes de ser um jogador de futebol”.

Nas redes sociais, o vídeo está sendo disseminado entre os internautas. Só no Facebook, a publicação já foi compartilhada mais de 500 vezes apenas na manhã desta quinta-feira. Nos comentários, o usuários da rede defendem o posicionamento de Alex.

O ex-atacante Ronaldo usou o seu Twitter para se retratar das declarações que fez em dezembro de 2011, ao defender os gastos em estádios para a Copa do Mundo, durante a sua apresentação como administrador do Comitê Organizador Local (COL). Na ocasião o ex-jogador afirmou: 'Está se gastando dinheiro com segurança, saúde, mas sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa com hospital. Tenho certeza que o governo está dividindo investimentos'.

Nesta quarta-feira o ex-atacante da Seleção Brasileira se defendeu.
- Um pessoal postou um vídeo editado com declarações minhas sobre a Copa de dois anos atrás. Posso de fato não ter me expressado tão bem e a edição que eu vi na Internet foi tendenciosa. Era outro contexto - foi o tom das mensagens postadas pelo ex-jogador.

Para assistir ao vídeo, clique aqui.


                                  “Matéria postada em caráter informativo”

Cientistas apresentam forma de cura da cegueira parcial

Sistema, através de chip colocado na retina, foi testado com ratos e teve sucesso.

Logo da deficiência visualA luta pela cura da cegueira parcial, aquela resultante de degeneração da mácula – o centro do campo visual – causadas por problemas na retina, pode estar perto do fim. Cientistas das universidades Stanford Site externo., nos Estados Unidos, e Strathclyde Site externo., da Escócia, desenvolveram uma prótese capaz de captar informações visuais e, através de um sistema elétrico, enviá-las ao cérebro. A novidade foi publicada nesta terça-feira (18) na revista Nature Communications e no portal da revista Science News.

O sistema, que foi testado inicialmente com ratos de laboratório, com sucesso, é formado por um par de óculos equipados com uma câmera, que ficaria acima do nariz da pessoa. Esta envia as imagens captadas para um computador de bolso, que é o responsável por processar a informação visual e enviar lasers infravermelhos para óculos e, consequentemente, para os olhos. Dentro dos olhos, mais especificamente na região da retina, há microchips que são estimulados com a entrada do laser infravermelho e convertem os dados para um sinal elétrico que vai para o cérebro, atingindo a região responsável pela visão.
Nesta maneira de cura da visão parcial não é preciso que a pessoa passe por cirurgias. Os chips colocados na retina são parte de um olho biônico que não necessita de fios implantados cirurgicamente, assim como outras próteses de retina já existentes nessa área da medicina. De acordo com o médico oftalmologista Marco Areal, integrante do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SindMed-RJ) ainda há poucos estudos no Brasil que trabalhem com a luta contra cegueiras: “No Brasil, não há nenhuma pesquisa a esse nível, tão avançada, até pelo custo do investimento que chega a muitos milhares de dólares. No entanto, pode ter algum no Brasil que se enquadre nesse projeto de pesquisa, mas a matriz é lá fora”.
Fonte:http://vidamaislivre.com.br/  =  “Matéria postada em caráter informativo”

Publicado documento em três idiomas como resultado da “Consulta Regional sobre Deficiência e Desenvolvimento”

O evento realizado em abril deste ano resultou neste documento que visa consolidar as perspectivas dos setores público e privado sobre as questões mais importantes relacionadas à deficiência e ao desenvolvimento.

                
                        Participantes da Consulta Regional de diversos países, em abril de 2013. foto: Simone Nieves

Consulta Regional sobre Deficiência e Desenvolvimento, com o tema “O caminho adiante: uma agenda de desenvolvimento que leve em consideração as pessoas com deficiência até 2015 e além”, foi realizada pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, nos dias 11 e 12 de abril de 2013.
A consulta contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Banco Mundial, da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), da International Disability Alliance (IDA) e da Rede Latino Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (RIADIS). 
A metodologia proposta na consulta visava fomentar as discussões e debates entre os interlocutores convidados e as delegações participantes.
As discussões foram repletas de relatos de experiências locais e regionais, possibilitando a exposição de ideias e a oportunidade de elaborar recomendações para a realização de ações concretas que resultarão em melhorias reais para as pessoas com deficiência.
Esta ação considerou o encaminhamento de uma agenda de contribuições, mais alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), à Reunião de Alto Nível sobre Deficiência e Desenvolvimento da Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece no dia 23 de setembro 2013.
Entre os temas discutidos como prioridade destacam-se: melhorar a coleta de dados sobre deficiência, assegurar que o Sistema ONU e todas as agências relacionadas sejam inclusivos às pessoas com deficiênciacoordenar ação global e fortalecer as obrigações, entre outros. 
Estiveram presentes na Consulta Regional representantes dos governos, da sociedade civil e de organizações nacionais, regionais e internacionais de pessoas com deficiência e suas famílias dos seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai, República Dominicana, e Uruguai.

                                            “Matéria postada em caráter informativo”

Secretário-geral da ONU pede proteção física e psicológica dos idosos

Governos, sociedade civil e diversas comunidades no mundo inteiro devem reexaminar suas atitudes para com os mais velhos e garantir que os idosos sejam protegidos de todas as formas de abuso, ressaltou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no sábado (15).

“Em todo o mundo, idosos são tragicamente sujeitos a abuso psicológico, financeiro ou físico”, disse Ban em mensagem que marca o Dia Mundial da Conscientização contra o Abuso de Idosos.

“Infelizmente, muitos idosos podem estar em risco”, afirmou Ban. “Atitudes preconceituosas contribuem para o problema.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 4% e 6% dos idosos em todo o mundo sofrem maus-tratos. A pesquisa também sugere que o abuso, negligência e violência contra os mais velhos, tanto em casa como em instituições, ocorrem com muito mais frequência do que se imagina.

Ban enfatizou que os governos, em particular, podem ajudar a aprovar uma legislação que proteja as vítimas e processe os agressores.

“Devemos isso aos idosos e às sociedades em geral para combater a discriminação etária em todas as suas formas e aumentar a dignidade e os direitos humanos das pessoas mais velhas em todos os lugares”, acrescentou.


                              “Matéria postada em caráter informativo”

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O QUEREMOS ACESSIBILIDADE APOIA O MOVIMENTO PELA MUDANÇA DO NOSSO PAÍS

Todos nós estamos acompanhando pela televisão, os manifestos que estão acontecendo por todo o Brasil...
por Carol Constantino

Na minha opinião, este ato é muito digno, correto e bonito (sendo pacífico)! As pessoas estão se desacomodando e deixando de aceitar tudo que lhes é imposto pacificamente. Penso que nunca é tarde para lutar por seus ideais, isso já deveria ter acontecido há muito tempo atrás. Chega de aceitarmos tudo "parado". 
Essa união, também deveria estar presente em muitas outras passeatas que acontecem em todo Brasil; que reivindicam (pedem) pelos direitos das Pessoas com Deficiência, que exigem melhorias na acessibilidade, na educação inclusiva, vagas de emprego, na inclusão social... 
As manifestações "inclusivas", acontecem há anos, mas são pouco notadas pois é pequeno o número de PCDs que participam destas mobilizações..
Espero que assim como estes jovens estão na rua, gritando e exigindo melhorias para a população, os PCD's também se incentivem e façam o maior esforço para comparecer nos movimentos para "lutar" por um Brasil melhor, por um Brasil sem degraus, sem barreiras.


                                           “Matéria postada em caráter informativo”

Fórum discute inclusão de deficientes

Para facilitar contratações, Ciesp quer comissão que possibilite aproximação com instituições que qualificam profissionais.


                                                                                                                                                                                       Fotos: Douglas Reis
   
       Inclusão de pessoas com deficiência e de aprendizes no mercado foi foco do evento

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) promoveu ontem um fórum que discutiu a necessidade das indústrias no cumprimento da Lei de Cotas para inclusão profissional de pessoas com deficiência e aprendizes de Bauru e região.

“A lei é justa, mas complexa, pois há uma grande dificuldade de encontrar pessoas que possam ser inseridas em determinadas empresas. Queremos criar uma comissão que possibilite uma aproximação com instituições que qualificam profissionais e, assim, facilitar a busca e a contratação de profissionais para uma inclusão devida”, explica o diretor titular do Ciesp de Bauru, Domingos Malandrino.

Para o empresário João Bidu, a Lei de Cotas é importante, porém precisa ser mais maleável. “Precisamos encontrar um equilíbrio, pois há um impasse de empresas procurando pessoas para não receberem multa e não por ter realmente um cargo. Faltam pessoas qualificadas e é isso que queremos focar e produzir junto com as entidades da cidade”, diz. 

Entenda
A Lei de Cotas para pessoas com deficiência (Lei  nº 8213, de 1991) imputou às empresas com 100 ou mais empregados o dever de contratar reabilitados ou pessoas com deficiência, habilitadas, no sistema de cotas, que variam de 2% a 5% do total do quadro de funcionários.

A Lei do Aprendiz (Lei nº 10.097, de 2000) determina aos estabelecimentos de qualquer natureza, com sete ou mais empregados, não optantes pelo Simples, o dever de contratar aprendizes nas funções que demandam formação técnico-profissional, sob a cota de 5% no mínimo e 15%, no máximo.
  
Domingos Malandrino, do Ciesp, participa de evento sobre deficientes no mercado de trabalho.

Fonte:http://www.jcnet.com.br/
                                             “Matéria postada em caráter informativo”

É preciso lutar contra a “institucionalização” da pessoa com deficiência

    por Flaviana Serafim - CUT São Paulo

Avaliação é de Tuca Munhoz, secretário adjunto da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.

                                     É preciso lutar contra a “institucionalização” da pessoa com deficiência
   Mesa de abertura do 3º Encontro Estadual da Pessoa com Deficiência. Fotos: Roberto Parizotti

A manhã do III Encontro Estadual da Pessoa com Deficiência, realizado pela CUT São Paulo no último sábado (15) na capital paulista, foi marcada por debates a respeito de políticas públicas e de ações do movimento social necessárias para a garantia de direitos a essa população.
Segundo o Censo 2012, mais de 45 milhões de pessoas declararam ter ao menos uma deficiência, o que significa quase 24% da população total brasileira. O índice cresceu quase 10% em uma década – no ano 2000, eram 24 milhões, ou 14,5% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na mesa de abertura, o bancário Isaías Dias, membro do Coletivo da Pessoa com Deficiência da CUT/SP, disse que a maioria das categorias ainda não têm, na pauta de reivindicações, cláusulas voltadas aos direitos desses trabalhadores (as). “Queremos que isso seja uma ação comum e rotineira. Cada ramo tem sua especificidade e a função do coletivo é construir essas pautas”, afirmou.
Flávio Henrique Sousa, coordenador nacional do Coletivo da Pessoa com Deficiência da CUT, criticou a falta de prioridade para a questão dentro do próprio movimento sindical cutista e cobrou maior engajamento dos dirigentes. “Não podemos deixar de fazer a discussão sobre o compromisso de cada dirigente. Muitos destes 45 milhões de pessoas, apontadas pelo IBGE, adquiriram deficiência a partir do trabalho. Por isso, é preciso fazer esse debate porque quando discutimos trabalho decente, é para todos, não só para as pessoas com deficiência”, ressaltou.
Tuca Munhoz alertou para a falta de assistência e de políticas públicas que obrigam a pessoa com deficiência a viver, compulsoriamente, em "instituições invisíveis".
Tuca Munhoz alertou para a falta de assistência e de políticas públicas que obrigam a pessoa com deficiência a viver, compulsoriamente, em instituições
Deficiência institucionalizadaEm sua análise de conjuntura, na segunda mesa do encontro, o professor Antonio Carlos “Tuca” Munhoz, secretário adjunto da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, destacou a necessidade de lutar contra a institucionalização das pessoas deficientes, ou seja, daquelas que vivem em asilos, em locais que se transformaram em “moradia compulsória” seja por falta de opção, de assistência ou de políticas públicas.
Após visita recente feita a uma dessas instituições, ele comentou o choque que sentiu ao saber que a entidade decidiu retirar a cadeira motorizada de alguns dos atendidos.  “Achei isso uma crueldade porque as pessoas moram lá dentro e não tem opção de sair. E a única coisa que dava possibilidade de locomoção foi tirada delas com a alegação de que estavam engordando, sem fazer exercício”, lamentou.
Para Sousa, do Coletivo Nacional, há entidades que segregam e são contra a inclusão efetiva “porque, no dia em que forem incluídas todas as pessoas com deficiência de fato, com direitos e deveres, essas entidades deixarão de receber recursos estrondosos do poder público”, criticou o dirigente cutista.
Na avaliação de Tuca Munhoz, essas instituições fazem com que a vida da pessoa com deficiência seja pior que a de um presidiário e defendeu não só políticas públicas, mas também solidariedade para impedir essas situações degradantes. “Se uma pessoa comete o pior crime, a pena máxima é de 30 anos de prisão. Uma pessoa com deficiência, que tem uma condição social e familiar que não dê condições de atendimento em casa e na comunidade, fica a vida toda numa instituição”.
Produtor e realizador do vídeo documentário Cenas da Exclusão – Pessoas com Deficiência em Instituições Totais(para assistir, clique aqui http://vimeo.com/32717671), Tuca Munhoz alertou, ainda, para o “lado que não se vê” na realidade dessa população. “Essas instituições são invisíveis. Quem sabe delas? O próprio movimento social das pessoas com deficiência não sabe”, ponderou.
Nesse contexto, o secretário adjunto disse, ainda, que a situação está profundamente ligada à relação da deficiência com a pobreza, piorada com a falta de assistência e de políticas públicas, e que, diante da falta de estrutura e apoio, leva às famílias a deixar seus parentes “nessas instituições que têm até cemitério próprio – ou seja, a pessoa deficiente não sai de lá nem morta. Essa é uma realidade com a qual não podemos conviver”, finalizou.
Sistema “cria” pessoas deficientes – Nas intervenções após a segunda mesa de debates, os participantes chamaram atenção para o modelo capitalista no qual vivemos, que tem gerado cada vez trabalhadores (as) com deficiência, como é o caso do ramo bancário, metalúrgico e da indústria da alimentação.
Na avaliação dos presentes no encontro, os trabalhadores (as) reabilitados – lesionados em função de sua atividade profissional – precisam ter garantido seu lugar no mercado, mas casos  desse tipo não deviam ser consideradas na porcentagem de cotas de contração de pessoas com deficiência que as empresas a partir de 100 funcionários precisam cumprir. 

O 3º Encontro Estadual da Pessoa com Deficiência contou com a presença de dirigentes dos bancários, químicos, metalúrgicos, seguridade social, da educação, construção civil e aposentados.
                                         “Matéria postada em caráter informativo”