sábado, 29 de junho de 2013

Obrigatoriedade - Cotas para deficientes

A condição de pessoa com deficiência pode ser comprovada por meio de laudo médico, atestando enquadramento legal do empregado para integrar a cota, de acordo com as definições estabelecidas na Convenção nº 159 da OIT.

* Lourenço Fernando Santos

                                                      Imagem Internet/Ilustrativa
A Lei n 8.213/91 - Lei de Cotas para Deficientes e Pessoas com Deficiência dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência e dá outras providencias a contratação de portadores de necessidades especiais. 

De acordo com o artigo 93 da Lei mencionada acima, as empresas que possuírem 100 ou mais empregados deverão preencher de 2% a 5% de seus cargos com empregados reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, variando esse percentual de acordo com o número de empregados em cada estabelecimento, portanto, é o número total de empregados da empresa que deve ser tomado como base de cálculo para o preenchimento de cota legal. 

Com isso, as empresas que não adotarem esse sistema, estarão sujeitas a pagar uma multa de R$ 1.617,12 a R$ 161.710,08 caso venham a desrespeitar a Lei de Cotas e negar oportunidade de trabalho às pessoas com deficiência. 

A denominação utilizada para se referir às pessoas com alguma limitação assume várias formas ao longo dos anos. Até que a Constituição de 1988, por influência do Movimento Internacional de Pessoas com Deficiência, incorporou a expressão ""pessoa portadora de deficiência"". Adota-se, hoje a expressão ""pessoas com necessidades especiais"" um gênero que contém às pessoas com deficiência, mas também acolhe os idosos, as gestantes, enfim, qualquer situação que implique tratamento diferenciado. Todas elas demonstram uma transformação de tratamento que vai da invalidez e incapacidade à tentativa de nominar a característica peculiar da pessoa, sem estigmatizá-la. 

De acordo com o Decreto nº 5.296/04, para fins de reserva legal de cargos, conceitua-se deficiência como uma limitação física, mental, sensorial ou múltipla, que incapacite a pessoa para o exercício de atividades normais da vida e que, em razão dessa incapacitação, a pessoa tenha dificuldades de inserção social. 

A condição de pessoa com deficiência pode ser comprovada por meio de laudo médico, atestando enquadramento legal do empregado para integrar a cota, de acordo com as definições estabelecidas na Convenção nº 159 da OIT, Parte I, art. 1; e pelo art. 70 do Decreto nº 5.296/04. O laudo deverá especificar o tipo de deficiência e ter autorização expressa do empregado para utilização do mesmo pela empresa, tornando pública a sua condição e o Certificado de Reabilitação Profissional emitido pelo INSS. 

De acordo com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, as 306 mil carteiras de Trabalho assinadas de pessoas com deficiência representam apenas 0,7% do total de empregos formais do país, onde há 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, das quais 29 milhões em idade economicamente ativa. 

Tem sido desenvolvido programas de contratação em todo o Brasil, hoje se encontra 274 registros de empresas que adotaram o processo de inclusão no trabalho de pessoas com deficiência. Convém ressaltar algumas empresas que se adaptaram para as pessoas portadoras de deficiência, vencendo assim o preconceito e o desconhecimento acerca das potencialidades e sobre a capacidade produtiva delas, são elas: 

* Editora Abril: tem projeto para contratação e inclusão de funcionários com deficiências. O programa Talentos Especiais teve início em 2001, por exigência do Ministério Público. Hoje a editora conta com 90 funcionários com deficiência física e auditiva. 

* Laffriolée Sobremesas: é um exemplo de pequena empresa, não sujeita à ""Lei de Cotas"", que incorporou os princípios da responsabilidade social em suas práticas. Tem entre seus funcionários pessoas com deficiência auditiva e mental e também foi um dos destaques do Manual ""O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas com deficiência"". 

* AVAPE - Associação para Valorização e Promoção para Excepcionais: é uma instituição sem fins lucrativos que atua na capacitação, colocação e contratação de pessoas com deficiência. Tem entre seus funcionários pessoas com deficiência física, mental, auditiva, visual e múltipla. Seu programa específico de contratação existe desde 1982, o que faz da AVAPE uma instituição com grande experiência na área. 

Como se vê, são algumas empresas que se utilizam da obrigatoriedade da Lei para inovar e aplicar da melhor maneira a força de trabalho destas pessoas especiais, assim quebrando paradigmas preconceituosos que afloram em nossa sociedade. 

* Lourenço Fernando Santos é advogado trabalhista, membro da Comissão Trabalhista da OAB/SP- Sorocaba (secretaria@oabsorocaba.org.br)


                             Imagem Internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

Deficiência visual: Tratado assinado entre países latino-americanos facilitará acesso à leitura

Da Agência Brasil

Deficiência visual: Tratado assinado entre países latino-americanos facilitará acesso à leitura
Uma proposta dos governos do Brasil, do Paraguai, do Equador, da Argentina e do México, com apoio do Grupo de Países da América Latina e do Caribe, levou à definição do Tratado de Marraquexe para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas para Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou outras Deficiências para o Acesso ao Texto Impresso, durante a Conferência da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), no Marrocos. O acordo foi assinado hoje (28).


O objetivo do tratado é “reparar a escassez” de publicação de obras adaptadas a pessoas com deficiência visual, impedindo o acesso à leitura, à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao trabalho em igualdade de oportunidades. Pelos dados divulgados, menos de 1% das obras publicadas no mundo é convertido em formatos acessíveis às pessoas com deficiência visual e dificuldade de leitura.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi até o Marrocos, onde fica Marraquexe, para negociar os termos do acordo, e ressaltou que é fundamental cada país atuar também para aprimorar os mecanismos de acesso às pessoas com deficiência visual ou dificuldade de leitura. “O compromisso que assumimos hoje é um grande avanço em favor da garantia dos direitos das pessoas com deficiência, constituindo uma base sólida para, em nossos países, aprimorarmos nossas legislações e adotarmos novas políticas públicas”, lembrou ela.

O documento autoriza duas exceções para a livre produção e distribuição de obras em formato acessível ao grupo de pessoas com deficiência visual e dificuldade de leitura de textos impressos.

O acordo para elaborar o tratado foi uma iniciativa conjunta com o objetivo principal de aumentar a oferta de livros para pessoas cegas, com deficiência visual ou outras deficiências para o acesso ao texto impresso, “sem prejudicar a proteção efetiva dos direitos autorais nem criar impactos” sistêmicos negativos ao regime internacional.

“Estamos dando às pessoas com deficiência visual e deficiência para leitura a esperança de terem seus direitos fundamentais garantidos, promovendo a superação de barreiras concretas ao seu pleno desenvolvimento. A partir deste tratado, as pessoas com deficiência visual poderão ter acesso à leitura, à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao trabalho em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”, disse a ministra da Cultura.

Fonte:http://www.universopolitico.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Acadêmico da URI Santo Ângelo desenvolve impressora em braile. O projeto faz parte do trabalho de conclusão de curso em Ciência da Computação

Criar um projeto de um sistema embarcado (SE) de baixo custo, que é capaz de transformar textos digitais em caracteres braile e fazer as respectivas marcações em papel, permitindo a disponibilização de informações em locais públicos para deficientes visuais. Este foi o objetivo do trabalho de conclusão de curso do egresso do curso de Ciência da Computação da URI – campus de Santo Ângelo, Giovani Bresolin Zancon.

Egresso do curso, Giovani Bresolin Zancon, e o professor Alexandre Roque, com a impressora.

Fotos: Eloiza Cielo/Especial/JM
Acadêmico da URI Santo Ângelo desenvolve impressora em braile. O projeto faz parte do trabalho de conclusão de curso em Ciência da Computação
Giovani, que colou grau no ano passado, desenvolveu uma impressora em braile usando apenas lixo eletrônico. Segundo ele, a ideia agora é dar continuidade no projeto a fim de tornar algo mais acessível, pois equipamentos como este custam em média R$ 6 mil. “Certamente este é apenas um projeto piloto que vai alavancar muitos outros. Queremos buscar recursos junto aos órgãos de fomento para financiar e aprimorar a pesquisa, pois já temos reconhecimento internacional. O próximo passo é continuar com pesquisas científicas para realizar trabalhos maiores, pois envolve programação eletrônica”, explica.


O acadêmico participou também de um evento no México, onde conquistou uma publicação internacional. Além disso, Giovani esteve em uma exposição durante o 1º SETI, realizado no início do mês na Universidade. “Fiquei muito feliz com a publicação, pois demonstra o reconhecimento e a importância do projeto”, destaca.
Na aplicação desenvolvida, foi utilizada uma programação especial capaz de converter o texto para a linguagem em braile. O equipamento foi desenvolvido não apenas para imprimir textos, mas também figuras e objetos que as impressoras normais não permitem fazer.
De acordo com o orientador do projeto, professor Alexandre dos Santos Roque, “o sistema ainda não é acessível, e nós, enquanto Universidade, precisamos promover a acessibilidade e gerar produtos ao Centro de Tecnologias Assistivas (CTA), agregando projetos a essas áreas”, afirma. Segundo o professor, “o âmbito acadêmico é muito deficiente nesta área de acessibilidade, e esse projeto possibilita a impressão de textos com baixo custo, além da reutilização do lixo eletrônico”, explica o professor.
O custo da impressora foi de R$ 300, e foi utilizada uma carcaça de impressora normal, motores e atuadores, sensores, placa, prototipagem rápida e a impressão com solenoide. O equipamento foi desenvolvido tendo em vista arquiteturas existentes, com a reutilização de lixo eletrônico para a montagem dos componentes de hardware e desenvolvimento de software para transcrever caracteres para a linguagem braile.
O professor acrescenta ainda que “na área da acessibilidade é notável que as tecnologias possam trazer grandes benefícios, como por exemplo, a acessibilidade voltada a deficientes visuais, e mais precisamente ferramentas de auxílio ao acesso às informações por tais deficientes”, finaliza.
                                     “Matéria postada em caráter informativo”

AMAZONENSE CRIA APLICATIVO PARA AUXILIAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

CIÊNCIAEMPAUTA, POR CLEIDIMAR PEDROSO

Códigos QR podem ser codificados por smartphones.
Foto: Reprodução/ Internet.
Códigos QR podem ser codificados por smartphones. Foto: Reprodução/ Internet.
Imagine um aplicativo leitor de códigos QR (Quick Response, que significa resposta rápida) para smartphones capaz de auxiliar deficientes visuais na identificação de objetos. Um aplicativo capaz de escanear o código QR afixado, por exemplo, em um tablet e que, em seguida, literalmente ‘fale’ o nome e outras informações sobre esse objeto.

Essa ideia foi transformada em realidade pela tecnóloga em processamento de dados Kamila Marques de Brito que, em seu trabalho de conclusão de curso, no ano passado, criou um protótipo de aplicativo que batizou de ‘QRSPEECH’. Kamila estudou na Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
“Ele tem esse nome porque eu juntei a palavra QR, que é o tipo de código que ele é capaz de ler e a palavra ‘speech’, que vem do inglês e significa ‘fala’. Speech também é o nome de uma tecnologia que o aplicativo utiliza, chamada Text-to-Speech, que transforma texto em voz”, explicou Kamila.
QR é um código de barras em 2D que pode ser escaneado pela câmera fotográfica de smartphones. Esse código, após a decodificação, passar a ser um áudio informativo. O QR é bastante utilizado como código que, depois de decodificado, se transforma  conteúdo textual publicado na internet.
“O código QR é muito popular hoje em dia, utilizado em smartphones  e tem sua patente aberta, ou seja, qualquer pessoa pode utilizar. O que me chamou a atenção para utilizado no meu trabalho foi o fato dele poder ser gerado facilmente, hoje em dia existem muitos sites e até mesmo aplicativos para smartphones capazes de criar códigos QR com o conteúdo que o usuário desejar, eu vi isso como uma facilidade para o usuário e de custo quase zero”, disse Kamila.
Código QR é afixado em um objeto. Aplicativo lê o código e 'fala' para o usuário o nome e outras informações sobre o objeto. Foto: Arquivo pesquisadora.
Código QR é afixado em um objeto. Aplicativo lê o código e ‘fala’ para o usuário o nome e outras informações sobre o objeto. Foto: Arquivo pesquisadora.
NA PRÁTICA
O QRSPEECH pode auxiliar, por exemplo, deficientes a identificarem objetos dentro de casa. “Ele pode etiquetar as coisas dentro de casa como as roupas. Seria possível a identificação das peças cor ou modelo”, contou.
Uma das dificuldades que Kamila pretende superar em estudos futuros é auxiliar o deficiente usuário do aplicativo a posicionar a câmera do celular para escanear o código QR com facilidade. “É possível, mas um tanto complicado para um deficiente visual posicionar a câmera no ponto ideal para o aplicativo ler o código. É possível porque eles têm o tato muito aguçado, mas minha ideia inicial é implantar um feedbacksonoro que oriente se é preciso colocar a câmera mais pra cima, para baixo, direita, esquerda  ou aproximar.
A tecnóloga avalia que são poucas as ferramentas e aplicações direcionadas para os deficientes visuais. A partir dessa carência e da popularização dos smartphones, surgiu a ideia de criar o QRSPEECH.   “Tive a ideia de desenvolver uma aplicação que pudesse ajudar os deficientes e que fosse de fácil acesso para eles, sem que houvesse a necessidade de adquirir um aparelho especifico”, destacou.
Olho Padrão- Kamila Brito
TESTE
Anderson Cavalcanti, que é deficiente visual e colega de Kamila no curso de tecnólogo em processamento de dados, testou o QRSPEECH. “Ele foi um dos meus principais incentivos para a realização desse trabalho, a reação dele ao me ouvir falar sobre o aplicativo ainda no início das pesquisas me deixou realmente feliz e empolgada”, contou.
A participação de Anderson foi fundamental durante o trabalho. “Ele deu algumas sugestões para aperfeiçoar o QRSPEECH. Quando eu terminei o primeiro protótipo e pedi pra ele fazer os testes, a reação dele era de alegria e gratidão, foi quando eu soube que meu trabalho havia realmente ajudado alguém”, relatou.
MESTRADO
Kamila vai iniciar no mês de agosto estudos na área de reconhecimento de padrões dentro de um programa de mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Meu TCC foi importante para a seleção (para o mestrado) por se tratar de um projeto que envolve, mesmo que de  forma muito superficial, uma forma de reconhecimento de padrão e eu acredito que isso tenha chamado a atenção de alguma forma. Essa área de estudo é muito mais complexa do que o que foi apresentado no meu trabalho, mas já era uma forma de iniciação”, contou.
A seleção ocorreu por meio de prova de títulos, análise de currículo e cartas de recomendação. O resultado foi divulgado na quinta-feira (13).
Fonte:http://www.cienciaempauta.am.gov.br/ 

                                   “Matéria postada em caráter informativo”

Mesmo após ficar cego, médico de SC não abandona a profissão

 Dr. Wilson conta orgulhoso que muitos de seus pacientes não notam que ele é deficiente visual.

   Foto: Jaime Batista da Silva / vc repórter
  Dr. Wilson conta orgulhoso que muitos de seus pacientes não notam que ele é deficiente visual Foto: Jaime Batista da Silva / vc repórter
Em 1985, o então jovem e recém-casado Wilson Alves de Oliveira sofreu um grave acidente automobilístico em Santa Catarina. Foi diagnosticado com traumatismo cranioencefálico, perda do olfato e da visão. Ficou internado na UTI, realizou uma série de cirurgias e se submeteu meses de readaptação à nova realidade. Hoje, com 56 anos, continua exercendo sua profissão de médico e conta orgulhoso que muitos dos pacientes que atende diariamente pelo SUS de Blumenau ou em sua clínica particular sequer reparam que ele é deficiente visual.
O acidente aconteceu no dia 2 de agosto de 1985, data que o dr. Wilson não se esquece. Não porque ela o corrói, mas por simbolizar uma nova etapa em sua vida. Meses antes, havia se casado, cinco anos após se formar em medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ), em 1980.
O médico foi operado em Santa Catarina, mas a complexidade do caso pedia a intervenção de especialistas de São Paulo. E foi na maior cidade do País que ele descobriu que jamais recuperaria a visão – seus olhos, até hoje, não respondem a nenhum estímulo de luz. No mesmo ano, dr. Wilson fez curso de reabilitação na fundação Dorina Nowill, centro de referência para deficientes visuais, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista. “Lá, aprendi o braile, a me locomover com o auxílio de uma bengala e atividades da vida cotidiana. Antes, nem cortar um bife eu conseguia”, relembra.
O médico permaneceu em São Paulo até 1990. Durante esse período, se especializou em acupuntura e em homeopatia. De volta a Blumenau, além de atender em sua clínica particular, há 23 anos se dedica a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e é médico voluntário no Centro Espírita Fé Amor e Caridade. “Muitas vezes os pacientes só percebem que sou cego na segunda ou terceira consulta”, diverte-se.
Ser independente e “feliz com a vida” são outras características do dr. Wilson, que garante: nunca teve problemas com aceitação. “Vivo sozinho, viajo de avião sozinho, vou ao supermercado, pego táxi e até metrô quando estou em São Paulo. Eu e a minha bengala, né?”, conta o pai de três jovens, “maravilhosos”, uma de 22, e dois rapazes, de 19 e 18 anos. Os filhos teve com a mesma esposa com que se casara meses antes do acidente, com quem ficou por 27 anos e de quem está separado desde outubro do ano passado.​
Ele atende em sua clínica, no Sistema Único de Saúde e em um Centro Espírita de Blumenau Foto: Jaime Batista da Silva / vc repórter
Ele atende em sua clínica, no Sistema Único de Saúde e em um Centro Espírita de Blumenau
Foto: Jaime Batista da Silva / vc repórter
Apesar da agitada rotina, o dr. Wilson ainda arruma tempo para cuidar da saúde, fazendo trilhas a pé e pedalando sua bicicleta de dois selins, e para se dedicar a uma de suas paixões, veículos antigos. Fazem parte da coleção um Ford Landau Galaxie 1977, um Gurgel 1991, um fusca 1966 e uma Lambretta 1962, dos quais cuida pessoalmente, inclusive fazendo polimento.
A tecnologia se encarrega de mantê-lo informado,por revistas no formato MP3, e de adaptá-lo ao computador, equipado com softwares especiais para deficientes visuais. Mas a força para seguir em frente, segundo dr. Wilson, “está dentro de nós e de Deus”. Por isso, procura seguir os ensinamentos de pensar sempre no próximo e de praticar a caridade. "Assim, tudo fica tranquilo. Tanto é verdade que nunca tomei um comprimido de antidepressivo na vida".
Fonte:http://noticias.terra.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Avanços tecnológicos melhoram a qualidade de vida dos diabéticos Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/06/28/avancos-tecnologicos-melhoram-a-qualidade-de-vida-dos-diabeticos.htm

Thamires Andrade Do UOL, em Chicago*
Na imagem, um glicosímetro antigo que media os níveis de glicose no sangue com uma quantidade muito maior de sangue do que a necessária nos aparelhos atuais.

                                                          Reprodução/Clube do Diabetes
Na imagem, um glicosímetro antigo que media os níveis de glicose no sangue com uma quantidade muito maior de sangue do que a necessária nos aparelhos atuais
Há mais de 30 anos, a psicóloga Graça Camara tomou um susto quando recebeu o diagnóstico de que sua filha, com um ano e três meses, tinha diabetes. Nem o próprio pediatra desconfiou do quadro de diabetes da criança que estava "prostrada", segundo a mãe, e foi internada em coma na UTI de um hospital infantil. Naquela época ainda não existiam glicosímetros no Brasil, o que dificultava ainda mais o tratamento da doença, que exige uma monitoração dos níveis de glicose no sangue constantemente. De acordo com os endocrinologistas ouvidos pelo UOL Saúde, o avanço tecnológico no tratamento melhorou não só a qualidade de vida dos pacientes, mas também a monitoração e a administração da insulina.


A endocrinologista Denise Reis Franco, membro da diretoria da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), conta que antes dos glicosímetros existerem, a única maneira de medir a glicose era fervendo a urina em um tubo de ensaio. "Era necessário ferver um reagente com 10 ml de urina e conforme a mudança da cor é que se calculava quanto de insulina era necessário tomar. Imagina fazer esse procedimento quatro vezes ao dia?", relembra também Mauro Scharf, endocrinologista e chefe do serviço de endocrinologia pediátrica do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba.

A psicóloga conseguiu fazer sob encomenda um glicosímetro para medir os níveis de glicose de sua filha. "O aparelho era tão caro que a empresa que eu trabalhava fez um financiamento do valor para mim e ele funcionava com pilhas e energia elétrica ao mesmo tempo", descreve Graça. Como as tiras para a medição também tinham custo elevado, ela fazia as medições eventualmente. "Além disso, não havia lancetas para fazer a punção do sangue para medição. Tinha que usar agulhas descartáveis imensas e em um bebê com menos de dois anos de idade. Era um sofrimento", relata.

Para Scharf, a medição de forma rápida, prática e indolor é um dos pilares para que o paciente possa aderir ao tratamento. "Antes era preciso colocar 0,5 mililitros de sangue do paciente para fazer a medição e atualmente só é preciso 0,3 microlitros. Isso pode parecer besteira, mas pra um paciente que vai se picar de quatro a sete vezes ao dia isso é importante", destaca. Em outras palavras, a quantidade de sangue necessário para aferir os níveis glicêmicos diminuiu mais de 1.500 vezes.

A rapidez da monitorização também é um fator importante para evitar a angústia dos pacientes. "Nos aparelhos mais antigos o tempo para aferir a glicemia era longo e, enquanto o resultado não aparecia, os pacientes ficavam tensos e com medo de passarem mal. Nos aparelhos atuais esse resultado é dado rapidamente", destaca.
Aplicação mais precisa
A aplicação da insulina, medicamento necessário no tratamento de todos pacientes com diabetes tipo 1 - doença autoimune em que o pâncreas para de produzir esse hormônio, também evoluiu com o passar do tempo. "Antigamente era usada uma seringa de vidro e uma agulha intramuscular, ou seja, além de doer, era necessário esterilizar todo material a cada aplicação", revela Franco.

Membro da diretoria da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), Franco explica ainda que essa evolução ajudou a diminuir o estigma com relação à doença. "Antes era preciso preparar uma seringa e aspirar a insulina e isso chocava um pouco as pessoas. Hoje você só tira uma caneta e aplica. Além de ser mais fácil, a precisão do medicamento aplicado também é maior", destaca.

As agulhas também ficaram mais finas e o isopor com gelo para levar a insulina também não faz mais parte do dia a dia dos diabéticos. "Atualmente, apenas a insulina que está fora do uso fica dentro da geladeira e isso faz com que o tratamento seja mais fácil, pois o paciente não precisa levar mais a caixa com gelo pro hormônio", explica Franco.

Outros aparelhos também contribuem com a precisão na hora de aplicar a insulina, como as bombas. O sistema funciona com a infusão subcutânea e a cada três dias é necessário trocar o cateter. "A bomba é programada para liberar a insulina basal e a ultrarrápida e, quando o paciente tem alguma indisposição, como diarreia ou vômitos, é possível desligar o aparelho", destaca a endocrinologista.

Ainda que seja mais precisa, o que também ajuda a evitar episódios de hipoglicemia, problema que ocorre com os diabéticos tipo 1, que pode levar a inconsciência, convulsão e até a morte, o custo desse aparelho ainda é alto. "A bomba é para poucos, pois o custo é elevado e varia de R$ 15 a 18 mil. E ainda é preciso arcar com a manutenção, pois é preciso trocar o cateter e sensores. Mensalmente o custo dessa tecnologia varia de R$ 1.500 a R$ 2.000 reais", afirma Scharf.

Os adesivos sem fio ainda não estão disponíveis no Brasil, mas são outra opção para os diabéticos que fazem uso da insulina. "Esse aparelho contém um reservatório de insulina que é programado via wireless e bluetooth. Os pacientes devem trocar o patch a cada três dias e o custo é um pouco mais barato que o das bombas de insulina", conta o chefe do serviço de endocrinologia pediátrica do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba.

Aparelhos com insulina inalada que já foram retirados do mercado também estão passando por novos testes de segurança e estudos para se tornam uma nova alternativa para os diabéticos que precisam tomar insulina de ação rápida antes das refeições. "Ao invés de aplicar a insulina, o paciente coloca a cápsula, assopra e inspira. É bem rápido e igual às bombinhas de asma", explica Franco.
Aplicativos
Além dos glicosímetros tradicionais, que já diminuíram bastante de tamanho desde sua invenção, os diabéticos também contam com a ajuda dos aplicativos para facilitar o dia a dia. "Com eles é possível colocar os dados da medição de glicose e enviar para o médico para que ele possa acompanhar mais de perto o paciente", destaca Franco.

Outra função comum nos aplicativos disponíveis para iPhone e Android são a contagem de carboidratos a cada alimentação. "O paciente coloca o que vai comer e o programa conta quantos carboidratos tem em cada alimento. Esse cálculo é determinante para saber a quantidade de insulina que deve ser tomada", explica a endocrinologista.

  • O glicosímetro iBGStar funciona acoplado no smartphone e pretende unir a monitorização ao benefício dos aplicativos
Previsto para ser lançado no fim deste ano ou início de 2014, o glicosímetro iBGStar pretende unir a monitorização ao benefício dos aplicativos. "Hoje em dia, os jovens são muito conectados e estão sempre com os smartphones na mão. Esse glicosímetro é pequeno e é acoplado ao celular. Para fazer a medição será preciso baixar um aplicativo e ele vai fornecer gráficos para acompanhar o tratamento e enviar os dados ao médico", explica Scharf.

Além disso, ao medir os níveis de glicose no sangue não será possível apagar essa informação, evitando que os pacientes, especialmente os mais jovens, mintam a respeito dos números da doença. "Os pais dão os medicamentos certinho para as crianças quando elas são pequenas, mas quando o paciente fica jovem, muitos param de tomar a insulina porque não querem engordar, por exemplo, e isso atrapalha o tratamento", afirma.

O iBGStar já é vendido nos Estados Unidos e o custo varia de 30 a 40 dólares, segundo Scharf, o preço não vai variar muito dos glicosímetros já vendidos no Brasil.

Na opinião de Graça, que acompanhou a evolução do tratamento do diabetes, o acesso a esses novos recursos tem ficado mais acessível para a população. "O governo também tem fornecido os glicosímetros e as fitas para fazer a medição, pois hoje não dá pra aceitar o tratamento da doença sem testes de glicemia. No entanto, ainda há muito o que melhorar com relação aos custos ", declara.
Individualização do tratamento
Uma nova recomendação que a ADA (Associação Americana de Diabetes) defende é tornar o tratamento dos diabéticos ainda mais individualizado. "A ideia é que os tratamentos não sejam iguais, pois é preciso levar em conta aspectos como idade, tempo de evolução da doença, presença de outras patologias, adesão do paciente ao tratamento, entre outros", defende Isabela Bussade, 
endocrinologista e orientadora científica da Pronokal.

Marcos Antônio Tambáscia, endocrinologista e chefe da disciplina de endocrinologia da faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), também ressalta que a condição financeira do paciente também deve ser avaliada antes da prescrição do tratamento. "A tendência é a individualização, é cada paciente usar uma droga diferente e conseguir controlar a glicemia e reduzir o peso", destaca.

A psicóloga Graça reconhece que os médicos estão mais preparados para ajudar os pacientes na educação com diabetes, mas defende que todos saibam o quanto a individualização do tratamento é importante. "O preparo dos profissionais de saúde com relação à importância dessa prescrição que deve ser focado para cada paciente é necessário para melhorar ainda mais o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes", opina.

* A repórter viajou a convite da Sanofi

Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/ -   “Matéria postada em caráter informativo”

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Empresas se especializam em transporte de pessoas com deficiência

Associação de táxis já faze cerca de 1,6 mil viagens por mês.
Oficina se especializa em adaptar táxis e quer expandir negócio.

Do PEGN TV


Desde 2009, uma associação de táxis de frota em São Paulo atende portadores de deficiência física e pessoas com dificuldades de locomoção. O serviço de táxi acessível, que tem 35 carros adaptados, já faz cerca de 1,6 mil viagens por mês.

Na sede da associação, uma central telefônica funciona 24 horas por dia para atender às solicitações de passageiros portadores de deficiência, que hoje somam mais de 1 milhão na capital paulista.

“Há um número crescente de pessoas que ainda não conhecem o serviço e querem experimentar. Nós nos colocamos à disposição, e isso faz com que as pessoas comecem a entender e a conseguir se locomover de uma forma melhor”, diz Ricardo Auriemma, presidente da entidade.

A associação faz, em média, 50 viagens por dia. E, para o ano que vem, a ideia é aumentar o número, com mais 15 carros adaptados nas ruas. Para receber os cadeirantes, os táxis acessíveis passam por um processo rigoroso.
Na oficina, são feitas as adaptações nos veículos. A empresária Mônica Cavenaghi está no setor há mais de 30 anos e, há dois, investiu na empresa para fazer adaptações em táxi acessível. No local, tudo tem que seguir as normas técnicas exigidas pelo sistema de transporte da cidade de São Paulo. O custo de adaptar cada carro chega a R$ 15 mil. O serviço é demorado e pode levar duas semanas.

“A ideia é, principalmente, que a pessoa não saia da sua cadeira de rodas pra ser transportada. O princípio é, ou se abaixa, ou se rebaixa o piso ou se eleva o teto. No caso do táxi, a solução mais usada hoje no Brasil é a de elevação de teto”, diz Mônica.

O sistema instalado funciona como um elevador: a cadeira de rodas é colocada em uma plataforma, e sobe até chegar ao piso do carro, com um simples comando do taxista.

“A diferença entre um táxi acessível como este e um táxi comum está na adaptação de todo o espaço interno do veículo e na segurança do passageiro. Um dos itens principais é o sistema reforçado de travamento da cadeira de rodas”, diz Anderson Damasceno, que é tetraplégico.

Hoje, a transformação do veículo representa 30% do faturamento da empresa. Agora, a empresária quer expandir o negócio para outros estados. Ela quer crescer 20% este ano.

“Nós buscamos a expansão da marca em relação a todo este projeto que temos aqui em São Paulo. Ou seja, que o cliente encontre em qualquer lugar do Brasil”, diz Mônica.

Oportunidade
Para o Rodrigo Graziano Lopes, que é cadeirante, o táxi acessível permitiu uma mudança de vida. Ele é portador de uma doença congênita que causa deformidades nas articulações e músculos. Ele não anda e tem as mãos e os braços atrofiados, mas seu sonho sempre foi trabalhar e estudar.

Além da dificuldade de locomoção, a família sempre enfrentou problemas financeiros. Foi em uma empresa multinacional que ele conseguiu o primeiro trabalho, como auxiliar administrativo, e a primeira oportunidade de construir um futuro. Há três meses, a empresa paga, além do salário de Rodrigo, R$ 100 por dia de táxi acessível, pra que ele possa estudar.

“O Rodrigo é um colaborador extremamente dedicado à nossa empresa. Nós vimos que ele estava com uma dificuldade por falta de continuidade no trabalho de educação dele, na formação dele, e a gente resolveu, a empresa, mais a nossa ONG, investir na educação do Rodrigo”, diz Rosane Chene, gerente executiva da empresa.

Com todo este incentivo, agora Rodrigo trabalha durante o dia e faz faculdade de ciências da computação à noite.

Fonte:http://g1.globo.com/ - “Matéria postada em caráter informativo” 

Protocolo de intenções da parceria do Sebrae-SP e da Secretaria de Estado é assinado durante a Reabilitação 2012

Parceria irá propiciar geração de postos de trabalho em pequenas empresas.

                
                   O coordenador Cid Torquato, a Secretária Dra. Linamara e o diretor Bruno Caetano

No final do primeiro dia da Feira e Fórum Reabilitação 2012, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) assinaram o protocolo de intenções do projeto piloto Sebrae Mais Acessível. Cid Torquato, coordenador de Relações Institucionais da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, abriu a solenidade falando da importância desta assinatura, um momento histórico da inclusão das pessoas com deficiência no Brasil. “O sucesso da Lei de Cotas está incentivando uma série de mercados. Estamos abrindo espaço e avançando cada vez mais para a inclusão destas pessoas na sociedade”, destacou.

A parceria prevê ações de inclusão da pessoa com deficiência nos postos de trabalhos gerados por pequenas empresas, além de orientações empresariais para abrir ou melhorar seus negócios.

Para a Secretária de Estado Dra. Linamara Rizzo Battistella, a parceria representa um marco histórico ao promover, de forma inédita no País, a empregabilidade e o empreendedorismo da pessoa com deficiência na pequena empresa. “Hoje é um dia especial. Tivemos a abertura da Reabilitação, falamos sobre educação, tecnologia, mas nada é mais fantástico do que o trabalho, poder ter o direito de escolher uma carreira que se tem vocação. O Bruno (Bruno Caetano, diretor superintendente), do Sebrae-SP, se mostrou sensível ao assunto desde o início e, tenho certeza, contribuirá na construção de um novo caminho para esta sociedade. O que estamos fazendo aqui é um passo a mais para a cidadania plena”.

O programa também prevê a adaptação dos produtos e serviços do Sebrae-SP para a capacitação das pessoas com deficiência. “Hoje temos uma assinatura simbólica, mas nosso trabalho já começou faz tempo. É um programa que atinge um grupo importante da sociedade, que pode ser estimulado a desenvolver seu lado empresarial e treinar sua capacidade gerencial. Nosso site já está sendo desenvolvido em plataformas acessíveis, com conteúdos adaptados, assim como nossos cursos”, disse o diretor Bruno Caetano.


                                           “Matéria postada em caráter informativo”

Brasileira com paralisia cerebral ganha bolsa de estudo nos Estados Unidos

Estudante é indicada pela Comissão de Relações Internacionais da OAB-SP para curso intensivo de introdução ao sistema jurídico norte-americano.


Foto de Nathalia Blagevitch FernandezAos 22 anos, a jovem paulistana
Nathalia Blagevitch Fernandez, estudante de direito da Faculdade de Direito Damásio de JesusSite externo., acaba de conquistar uma bolsa de estudo para cursar o Legal Education Exchange Program (Leep) – Fundamentals of U.S. Legal System, em San Diego (Califórnia - –EUA), na renomada universidade de direito 
Thomas Jefferson School of Law (TJSL)Site externo. Nathalia nasceu 
com paralisia cerebral (hemiplegia), o que limita a mobilidade da parte direita do seu corpo, criando dificuldades para andar, escrever e manipular objetos. Com isso, superar obstáculos já faz parte da rotina desta jovem.
Segundo George Niaradi, presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB-SP, Nathalia é a primeira aluna com esse tipo de deficiência a participar do curso. Embora o acordo ofereça um desconto de 25% aos estudantes e profissionais inscritos na Ordem, Nathalia é a primeira a conquistar uma bolsa integral para o LEEP.

Niaradi conta que a estudante foi indicada à bolsa por demonstrar extremo interesse, dedicação e destaque nesta área jurídica. Ele explica que, além do excelente currículo, a  TJSL é uma faculdade totalmente inclusiva, a favor da diversidade, e conta com um moderno campus que oferece total acessibilidade – quesito fundamental para que alunos com deficiência possam circular e acompanhar todas as aulas e atividades.

Fonte:http://vidamaislivre.com.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

Postura - Estudo realizado pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro mostrou que o uso de telefones celulares, tablets e computadores portáteis podem agravar problemas na coluna.

Estudo realizado pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro mostrou que o uso de telefones celulares, tablets e computadores portáteis podem agravar problemas na coluna.

                                                             Imagem Internet/Ilustrativa
Estudo realizado pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro mostrou que o uso de telefones celulares, tablets e computadores portáteis podem agravar problemas na coluna. O principal dano causado pelo uso destes equipamentos está associado à má postura, em decorrência ao uso prolongado ou repetitivo que pode causar dores musculares, em especial na região da coluna e pescoço, além de prejudicar os polegares, punhos, antebraço, cotovelos e ombros.

A rede constatou que entre 2010 e 2011, atendeu mais de 2 mil pessoas com dores nas costas. Dentre elas, cerca de 1.100 apresentaram problemas na região lombar, quase 800 pacientes no tórax e mais de 200 no pescoço. A pesquisa também constatou que 15% dos pacientes usavam aparelhos móveis, como celulares e tablets. As ocorrências das dores associadas às novas tecnologias comprometem em geral adultos entre 25 e 40 anos, em especial os sedentários e pessoas em período de estresse.

De acordo com Daniel Rubio, diretor clínico da unidade Morumbi da Rede Lucy Montoro, quando se sustenta incorretamente estes aparelhos, a musculatura fica sobrecarregada. "Assumir posturas adequadas, com apoio nas costas, pés no solo, cotovelos sobre os apoios da cadeira e punhos em posição relaxada, principalmente após 45 minutos de uso, é o ideal". Rubio também ressalta que, caso seja necessário usar o tablet em trabalhos prolongados, é recomendável manuseá-lo através do "teclado acessório", e não o da própria tela. "Uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 50 minutos é recomendável, assim como a realização de exercícios de alongamento da região cervical e membros superiores", conclui.

Fonte: http://sentidos.uol.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa

                                            “Matéria postada em caráter informativo”

Com sucesso, médicos indianos reconstroem cabeça de menina hidrocefálica


 A menina indiana que sofre de hidrocefalia, uma doença rara que dobra o volume da cabeça.

  AFP/Roberto Schmidt/India Times                                                                                       
Médicos indianos anunciaram que tiveram sucesso na segunda etapa da reconstrução do crânio de Roona Begum, a menina de um ano portadora de hidrocefalia, raro distúrbio que dobrava o tamanho de sua cabeça. A cirurgia de quatro horas no crânio de Roona aconteceu em um hospital perto de Nova Délhi, onde no mês passado os cirurgiões drenaram o fluido que havia no interior da cabeça da menina, em uma operação de vida ou morte. 
NOVA DELHI, 27 Jun 2013 (AFP) - Médicos indianos anunciaram nesta quinta-feira que tiveram sucesso na segunda etapa da reconstrução do crânio de uma menina de um ano portadora de um raro distúrbio, que praticamente dobrava o tamanho de sua cabeça.

A cirurgia de quatro horas no crânio de Roona Begum aconteceu em um hospital perto de Nova Délhi, onde no mês passado os cirurgiões drenaram o fluido que havia no interior da cabeça da menina, em uma operação de vida ou morte.

"A cirurgia de hoje foi a maior realizada em termos de remodelação da cabeça. Penso que saiu bem", afirmou o neurocirurgião Sandeep Vaishya.

Roona nasceu com hidrocefalia, doença que provoca acúmulo de fluido no cérebro.

A enfermidade fez com que sua cabeça virasse uma circunferência de 94 centímetros, pressionando o cérebro e impossibilitando a menina de sentar ou engatinhar.

A operação foi realizada em um hospital dirigido pela organização privada Fortis Healthcare Group.


A cirurgiã plástica Rashmi Taneja, que trabalhou com Vaishya na operação, disse à AFP que nunca havia enfrentado um caso como o de Roona.

Os médicos fizeram pequenos orifícios nos ossos separados do crânio em consequência da pressão do fluido, os aproximaram e juntaram, para garantir que os tecidos do interior ficassem completamente cobertos pelos ossos.

Roona vive em um vilarejo com seus pais, que são muito pobres para pagar o tratamento. A operação foi financiada com doações internacionais, incluindo 57.000 dólares arrecadados por dois estudantes noruegueses em uma campanha pela internet.

Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”