sábado, 13 de julho de 2013

Governo só gastou 12% do autorizado para a promoção dos direitos de pessoas com deficiência

Marina Dutra Do Contas Abertas


Quase 24% da população brasileira, o que corresponde a 45,6 milhões de pessoas, possui algum tipo de deficiência, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os programas temáticos do governo federal, o “Promoção dos Direitos de Pessoas com Deficiência” tem por objetivo incluir essa parcela da população, que historicamente esteve condenada à segregação.

O programa teve autorização no Orçamento Geral da União (OGU) para aplicar R$ 46 milhões em 2013. Do valor,entretanto, pouco foi utilizado. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, órgão responsável pelo programa, só empenhou (reservou em orçamento para gasto posterior) R$ 200 mil no primeiro semestre do ano e esse valor ainda não chegou a ser gasto. Apenas R$ 5,4 milhões, referentes a restos a pagar, foram pagos até agora, ou seja, 12% do total. Além disso, ainda restam R$ 4,7 milhões de anos anteriores a serem quitados.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, a execução foi baixa no primeiro semestre porque ainda não haviam sido definidos os editais de chamamento público para financiamento de projetos. Ainda segundo o órgão, atraso na aprovação do orçamento e o tempo demandado para desenvolvimento de conteúdo de qualidade para os projetos apoiados podem ser considerados fatores que alteraram o cronograma.


Os lançamentos dos editais, entretanto, já foram realizados. Em explicação ao atraso na execução das ações do programa, a Secretaria afirmou que contou também com “as fragilidades técnicas por parte das organizações da sociedade civil em atender aos aspectos legais para acesso aos recursos públicos”.


Além dos recursos não serem utilizados, o montante autorizado é baixo. É o que afirma a superintendente do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Teresa Costa d’Amaral, que considera os R$ 46 milhões autorizados para o programa muito pouco “para resolver a questão da total desatenção que os deficientes têm do governo”.  Segundo ela, não adianta dizer que há um programa de governo que reúne diversos recursos de atenção às pessoas com deficiência, se as questões não são enfrentadas com a dimensão que elas têm.


Teresa comparou o valor destinado ao programa à multa devida pela União, pelo estado e pelo município do Rio de Janeiro referente a uma ação civil pública de 2009, que previa uma multa de R$ 10 mil por dia por prédio público não acessível às pessoas com deficiência no Rio de Janeiro. “A multa da União chega a R$ 300 milhões, a do estado já estaria em R$ 6 bilhões e a do município em R$ 16 bilhões. Nós estaríamos com um total de R$ 22 bilhões de multa, por uma sentença dada pela justiça em 2009, depois de anos de execução do Decreto 5.296 de 2004, que estabeleceu prazos que já venceram. E ninguém faz nada”.


A superintendente do IBDD criticou também a ação de subvenção econômica em operações de financiamento para aquisição de bens e serviços de tecnologia assistiva, pela qual o Banco do Brasil oferece créditos para que os deficientes comprem, por exemplo, cadeiras de rodas.


“O SUS só dá três tipos de cadeira de rodas: pequenas, médias ou grandes. Mas cada deficiência tem um tipo de necessidade [...]. Uma pessoa com distrofia muscular precisa ter uma cadeira motorizada porque não tem força no braço, não é uma escolha pessoal. O SUS não dá essa cadeira. E isso é uma questão de saúde, as pessoas estão pedindo crédito no Banco do Brasil para comprar equipamentos que deveriam ser oferecidas pelo SUS”, explica Teresa.


Em relação aos dados do IBGE, que apontam que 1/4 da população brasileira tem algum tipo de deficiência, a superintendente é descrente. “Nem um país em pós-guerra tem um número tão alto de deficientes. A ONU e a OMS dizem que 10% da população de países com as características socioeconômicas parecidas com a do Brasil são deficientes. Os dados do IBGE dizem que 1/5 dos brasileiros são cegos. Mas os dados da OMS revelam que 0,5% da população mundial é composta por cegos. Se o IBGE estivesse certo, estaríamos vendo muito mais cegos do que vemos hoje”, completa.



Ações
Em 2013, o “Promoção dos Direitos de Pessoas com Deficiência” conta com duas ações: “Subvenção Econômica em Operações de Financiamento para a Aquisição de Bens e Serviços de Tecnologia Assistiva Destinados a Pessoas com Deficiência” e “Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência”.


A primeira iniciativa diz respeito à subvenção econômica em operações de financiamento para aquisição de bens e serviços de tecnologia assistiva destinados a pessoas com deficiência, sob a forma de equalização de taxas de juros e outros encargos financeiros, limitada ao montante de R$ 25 milhões por ano. Foram autorizados R$ 16,9 milhões para 2013. O objetivo da ação é incluir socialmente e facilitar a equiparação das pessoas com deficiência às oportunidades, facilitando seu acesso a produtos e serviços assistivos.


Com dotação autorizada de R$ 29,2 milhões, a ação “Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência” tem por finalidade a implantação e fortalecimento de serviços de atendimento; desenvolvimento e divulgação de estudos e pesquisas; realização de cursos, capacitações de recursos humanos (técnicos, agentes sociais, gestores públicos e profissionais); e elaboração, produção, e difusão de publicações sobre a temática que tratem dos direitos da pessoa com deficiência.


As ações da iniciativa abrangem temas relativos à acessibilidade e à promoção dos direitos das pessoas com deficiência, visando instigar a mobilização social, de universidades, de instituições governamentais e não-governamentais e de particulares.

Fonte:http://www.contasabertas.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Condomínios antigos podem se tornar acessíveis com poucas adaptações

Promover acessibilidade em edificações residenciais construídas há mais de 20 anos não é algo tão complexo, basta bom senso e planejamento das adaptações.

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Promover acessibilidade em condomínios residenciais verticais construídos anteriores à Lei 11.228/92 (Código de Obras e Edificação da Cidade de São Paulo) não é tão complexo como a maioria imagina e, por isso, pode se avançar bastante nessa questão.


O Decreto Federal 5.296/2004 determina, em seu artigo 18, que a construção de edificações de uso privado multifamiliar e a construção, ampliação ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT e também os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes das áreas internas ou externas de uso comum das edificações de uso privado multifamiliar e das de uso coletivo [...].
Embora o município de São Paulo possua um Código de Obras e Edificações bastante exigente, muitas construções anteriores a esta data ainda não contemplam as determinações de acessibilidade previstas, porém qualquer pessoa que se sinta prejudicada pode entrar com uma ação judicial baseada na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 3º, inciso IV e 5º inciso XLI, que garante a todos os cidadãos direito a igualdade, independentemente da condição do indivíduo, sem distinção de qualquer natureza. De acordo com a arquiteta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Silvana Cambiaghi, promover acessibilidade em edificações residenciais construídas anteriormente à Lei 11.228/92 não é algo tão complexo. “Construções antigas podem se tornar acessíveis bastando bom senso e planejamento das adaptações”.
Silvana lista algumas modificações mínimas para serem feitas em edifícios residenciais, tais como: rampas na entrada de acesso de pedestres e nas vagas reservada na garagem (quando necessário) sempre com no máximo 8,33% de inclinação, elevadores com metragem de 1,10m por 1,40m e botoeira dos elevadores em braile. A vaga na garagem para pessoa com deficiência deve ter medida de 3,50m por 5,50m e é obrigatório a reserva de 1% das vagas em prédios que possuam acima de 100 veículos.

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/  - “Matéria postada em caráter informativo”

Compra de veículos e isenções para pessoas com deficiêcia: relato de experiência

Texto de Wiliam César Alves Machado.

Wiliam César Alves Machado

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É com imensa satisfação, apesar do inevitável desgaste, que compartilho mais uma árdua experiência de, no pleno exercício do direito autônomo que a legislação me assegura, assumir guiança dos desdobramentos burocráticos da compra de veículo para pessoa com deficiência física e condutor habilitado. Vejo-a mais uma contribuição para o segmento social organizado – pessoas com deficiência.

Bem, pela terceira vez faço questão de não contratar intermediário (despachante, procurador) para o que tenho consciência de ser viável executar sozinho, por questão de autonomia, tipo exercício de consciência cidadã, não obstante, prevendo enfrentamento de barreiras de toda ordem. Afinal, o exercício das liberdades no caso das pessos com deficiência, de acordo com Bruno Galdino, culmina em um necessário direito à diferença, que é, em última análise, um redimensionamento do princípio da igualdade em nossos dias.

Na solicitação de perícia médica do DETRAN para emissão do laudo médico para condutor habilitado, já deparamos com barreira atitudinal. Geralmente, nos é informado que o posto do Detran não está preparado para tal situação, sem mesmo que seus funcionários atentem para o que há de norma administrativa norteadora da matéria. Caso o interessado desconheça meandros da legislação para argumentar e instruir as pessoas que atuam nesses órgãos, ou não tenha influência com algum servidor desse setor, acaba acreditando que bateu em porta errada.

Após muita ida e vinda, a perícia médica é marcada. O médico, frequentemente, mal humorado, aquele tipo arrogante que nos atende sem levantar a cabeça, sem esboçar qualquer empatia para com o cidadão que busca seus serviços. Típico mal exemplo de servidor público, insatisfeito com o que faz, mas que não abre mão do cargo que exerce na estrutura do serviço público. Após cerca de 30 dias o laudo nos chega, via correios.

Agora mais uma etapa. Nessa, a formulação do pedido de isenção de IPI, bastante complexa. Muitos são os requisitos solicitados. Começa-se pelo preenchimento dos formulários específicos, que ainda requer utilização de máquina de datilografia [de difícil acesso, exceto nos escritórios de contabilidade, museus e similares], a anexação de original do laudo médico do DETRAN, cópias autenticadas de diversos documentos pessoais, comprovante de residência, etc.

A propósito, os servidores públicos da Receita Federal mais parecem reis. Passam informações erradas que nos fazem perder dinheiro e tempo com burocracias, inclusive, exigências estapafúrdias como cópias autenticadas de vários documentos. Se para andantes o processo é exaustivo, imaginem o que isso significa para um cadeirante. Tudo se torna mais difícil, desumano, tortuoso, devido à falta de acessibilidade em órgãos públicos federais, esses, que teoricamente deveriam servir de exemplo para as demais instâncias das esferas estaduais e municipais. Transpostas barreiras da indiferença, consegue-se documento de isenção do IPI e parte-se para outra fase. 

Concordo plenamente com George Salomão Leite, quando afirma que as pessoas com deficiência são pessoas como todas as outras, merecendo o mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade. Para nós, a deficiência não se situa no corpo ou na mente da pessoa que a possui, mas nos indivíduos que não enxergam ou não querem enxergar (por preconceito ou descaso) tal realidade. É dizer, não compreendem o exato sentido do termo humanidade.

Dando prossegmento, uma pesquisa nos sítios das montadoras, e pronto. Escolhido modelo e demais especificações técnicas. Tudo de acordo com o estabelecido no Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), Convênio ICMS 135, de 17 de dezembro de 2012, que autoriza a aquisição de veículo automotor novo, desde que o valor não seja superior a R$ 70.000,00 (setenta mil reais). Uma visita a concessionária é fundamental e complementar, pois há que se elaborar proposta de compra para os demais desdobramentos. 

Sabe-se que isenções do ICMS e IPVA são da competência dos inspetores das Receitas Estaduais, desde que se proceda a abertura de processo, sejam pagas respectivas taxas bancárias, preenchidos formulários específicos, designados condutores autorizados, anexado original do laudo médico do DETRAN, proposta de compra vinculada à concessionária/montadora do veículo, comprovante de isenção de IPI, comprovação de renda, além de uma série de cópias de documentos pessoais, comprovante de residência. Em cerca de 30 a 45 dias o documento de isenção é liberado.  

Outra via-crúcis no enfrentamento de diversas barreiras, de atitudinais às arquitetônicas. Afinal, gestores dos imóveis e ambientes desses órgãos estaduais também não se preocupam em atender ao determinado pela NBR 9050, a exemplo do constatado na esfera federal, mais uma péssima demonstração de desrespeito aos cidadãos e suas diferenças e do não cumprimento da legislação vigente no Brasil. Subestimam paradigmas contemporâneos, sequer procuram se informar sobre o significado e abrangência de concepções, como desenho universal, por exemplo.

É fundamental que se compreenda a acessibilidade como uma pré-condição ao exercício dos demais direitos por parte das pessoas com deficiência. Sem ela não há acesso possível às pessoas com deficiência. Por isso a acessibilidade é tanto um direito em si quanto um direito instrumental aos outros direitos.
Bem, passos já dados e avançados nas etapas anteriores agora são só esperar a liberação do carro. Nada disso!

Quando menos se espera, podemos receber informação do pessoal da concessionária que a montadora justifica atraso na entrega do carro, alegando falta de peça ou componente na sua linha de montagem. Nesses casos, a demora pode implicar no vencimento da vigência dos documentos de isenção acima mencionados.

Não é que foi exato o que aconteceu comigo. Fui ironicamente informado pelo funcionário da concessionária que me seriam devolvidos documentos das isenções, pois haviam vencido sem que o veículo fosse faturado, e que a montadora não assumiria qualquer responsabilidade. Caberia a mim a renovação de todas as isenções.

Antevendo esse desfecho e como medida preventiva aos danos dele decorrentes, apresentei denúncia no PROCON, antes do vencimento das isenções. Oficializado o estrago, constitui processo e aguardo audiência com sentença judicial. Não aceito tamanho descaso, abuso, desrespeito. Porém, não tive como fugir ao fato de, concomitantemente, (re)enfrentar os desgastantes processos de isenções de IPI, ICMS e IPVA. Creio que não devemos nos abater.

Exigir nossos direitos em casos como esse é fundamental. Levantar, caminhar, mesmo que em cadeira de rodas, mas exercendo liberdade cidadã em plenitude. Acreditando que é preciso abrir caminhos inclusivos, mais consubstanciados no estado de direito, menos árduos, mais viáveis, para as novas gerações de pessoas com deficiência.

REFERÊNCIAS
LEITE, George Salomão. A dignidade humana e os direitos fundamentais da pessoa com deficiência. In: Ferraz, Carolina Valença; Leite, George Salomão; Leite, Glauber Salomão; e Leite; Glauco Salomão. (Org.) Manual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. São Paulo. Ed. Saraiva. 2012.

GALINDO, Bruno. Direito à liberdade: dimensões gerais e específicas de sua proteção em relação às pessoas com deficiência. In: Ferraz, Carolina Valença; Leite, George Salomão; Leite, Glauber Salomão; e Leite; Glauco Salomão. (Org.) Manual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. São Paulo. Ed. Saraiva. 2012.

Prof. Dr. Wiliam César Alves Machado

Fonte: Rede Saci - Imagem Internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

Deficiência visual poderia ser evitada em 60% dos casos

Thassiana Macedo 

Imagem Internet/Ilustrativa
Neste 10 de julho é celebrado o Dia da Saúde Ocular. O problema é que a saúde dos olhos nem sempre é lembrada entre todas as tarefas rotineiras e diárias. Na verdade, sugere preocupação apenas quando é alvo de algum incômodo que cause dor ou coceira. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 50 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de distúrbio de visão e que 60% dos casos de cegueira e deficiência visual poderiam ser evitados, caso o tratamento tivesse sido buscado a tempo.

De acordo com o oftalmologista João Antônio Prata, os cuidados com a saúde dos olhos, o diagnóstico de sintomas e a prevenção de doenças oculares deve começar ainda na infância, logo após o nascimento, e prevalecer ao longo da vida. “Hoje existe um exame muito simples, que é o teste do olhinho. Ele deve ser realizado por especialista e consiste em jogar um foco de luz com o oftalmoscópio no olho da criança. Se a luz penetrar facilmente, o teste mostrará normalidade; se ficar opaco e a luz não penetrar, certamente há presença de problemas graves, como infecções intraoculares severas, catarata e uma série de doenças, sugeridos pelo teste instantâneo. O teste não é objetivo, apenas indica a necessidade de exames mais aprofundados”, explica.

Entre quatro e seis meses de vida, é fundamental repetir o teste do olhinho, independente do resultado do exame anterior, e realizar os exames de fundo de olho e de refração em todas as crianças, a fim de saber se no futuro elas precisarão usar óculos para algum tipo de correção visual. “Em certos casos, o oftalmologista surpreende-se com altas miopia, astigmatismos e vícios de refração com as quais a criança já nasceu, além de outros problemas, como processos infecciosos e malformações, que podem ser logo diagnosticados. Se o oftalmologista perceber que a criança possui miopia acentuada, por exemplo, ou outro defeito visual, indicará a periodicidade correta da visita, aos 9, 10, 11 meses ou um ano, dependendo do caso, para completar o exame e indicar o grau necessário dos óculos, que podem começar a ser utilizados nesta idade”, explica Prata.

Ainda na infância, o especialista destaca que outro exame importante é feito na fase pré-escolar. “Antes de a criança entrar na escola, os pais devem repetir os exames novamente para ver quanto a criança enxerga para saber se há necessidade de óculos. Muitas crianças que não fazem o exame enfrentam problemas na escola, porque sentem sintomas como dor de cabeça, cansaço visual ou dificuldade para enxergar”, alerta.

Fonte: http://www.jmonline.com.br/  - Imagem Internet/Ilustrativa 

                                      “Matéria postada em caráter informativo”

Recurso de inclusão, audiodescrição ainda está longe das escolas

Fora das grades curriculares das licenciaturas, a capacitação de professores fica por conta de cursos de extensão, que ainda são raros.

Imagem Internet/Ilustrativa
Mil palavras valem mais do que uma imagem para quem tem deficiência visual. É por meio da audiodescrição que filmes e peças de teatro se tornam acessíveis para esse público. Contudo, o recurso de inclusão não se popularizou entre os programas de lazer, e é ainda menos explorado na sala de aula. Fora das grades curriculares das licenciaturas, a capacitação de professores fica por conta de cursos de extensão, que ainda são raros - é mais comum encontrar formações voltadas para a área cultural.

Historiador e doutorando em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Felipe Mianes, 31 anos, fez aulas de audiodescrição de produtos culturais na Faculdade de Arquitetura da UFRGS em 2012. Apesar de já trabalhar com temas relacionados à acessibilidade desde 2008, foi após o curso que ele começou a atuar como audiodescritor consultor na empresa Tagarellas Audiodescrição, de Porto Alegre, onde supervisiona os roteiros de audiodescrição.

Atualmente, Felipe, que tem baixa visão, ministra a segunda edição do curso Audiodescrição e suas Intersecções com a Educação na UFRGS, destinado a professores de todas as áreas do conhecimento, pedagogos, profissionais que atuam em museus, bibliotecas, teatros e centros culturais, comunicadores, produtores e gestores culturais. “Criamos este curso especificamente para formar profissionais de audiodescrição na área de educação. É o primeiro com este foco. Há outros voltados à área cultural”, conta.

A audiodescrição é um recurso relativamente novo no Brasil. Segundo Felipe, as pessoas começam a perceber agora que podem utilizá-lo dentro da sala de aula. Tendo professores capacitados, alunos com deficiência visual não teriam dificuldades ao assistir a filmes ou entender gráficos e mapas, frequentemente utilizados em disciplinas como história, geografia e matemática. “A audiodescrição é muito importante no processo de educação do aluno e não há esta formação nas grades curriculares das graduações de licenciatura”, aponta.

Felipe comenta que existem instituições de ensino que oferecem, geralmente no contraturno, centros multimeios especializados em atender pessoas com deficiência. “São espaços onde são retomados conteúdos passados em sala de aula. Neste espaço, a audiodescrição é fundamental, mas o ideal seria que fosse feita na sala de aula mesmo”, opina o audiodescritor. Para ele, seria fundamental ter a formação como disciplina dos cursos de licenciatura. “Ao menos que sejam como eletiva e não fique a cargo da extensão”, diz. Além de contemplar necessidades e especificidades da aprendizagem deste sujeito, a audiodescrição contribui para a autoestima do aluno com deficiência. “Ele se sente acolhido no processo educacional, fora a questão de formação e aprendizagem. Acaba mudando a vida destes alunos”, completa Felipe.

Escassez de cursos 
A grande escassez de profissionais qualificados na área de audiodescrição - tanto para educação quanto para produtos culturais - deve-se ao fato da não existência de cursos regulares para esta formação. A maioria é promovida pelas empresas que trabalham com audiodescrição. “Podemos fazer cursos de extensão, como este com intersecção na educação, mas não de formação. O curso de formação de audiodescritores tem que ter, no mínimo, uma carga horária de 100 horas”, explica o professor do curso de extensão da UFRGS.

A demanda por profissionais desta área é tão grande que, além de ter muita gente trabalhando sem a formação adequada, a solução que vem sendo utilizada são cursos de ensino a distância. Algumas universidades promovem iniciativas pontuais, como o curso de Introdução à Audiodescrição da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também já realizou curso semelhante. A faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) oferece o curso de especialização em Acessibilidade Cultural, com 45 horas dedicadas à audiodescrição. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência - a maioria visual, com mais de 35 milhões de deficientes.

Fonte:Terra - Imagem Internet/Ilustrativa  “Matéria postada em caráter informativo”

São Paulo promove Encontro de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, no dia 31/07

Encontro acontece junto a Reabilitação – Feira + Fórum, entre os dias 31 de julho e 02 de agosto.

           
              Feira de Reabilitação acontece simultânea ao Encontro de Tecnologia e Inovação.

De 31 de julho a 02 de agosto, acontece em São Paulo o 5º Encontro de Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência. Realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o evento acontece simultâneo à Reabilitação - Feira + Fórum, no Centro de Convenções Anhembi, na capital paulista.

Este ano, a temática do Encontro é “Tecnologia Assistiva nos Serviços ao Público, visando a discussão sobre a importância da aplicação desta área do conhecimento em todos os setores da sociedade, no que tange aos  espaços, produtos e serviços ofertados à população.

O evento é composto por Seminário Internacional e Exposição de Inovação em Tecnologias Assistivas. Reunirá palestrantes e expositores de diversos países e do Brasil. Além disso, o Encontro visa reunir profissionais de saúde, órgãos governamentais, empresas, entidades da sociedade civil e pessoas com deficiência e familiares.

Desde sua criação, em 2009, este Encontro tem representado um importante local de discussão sobre o universo das tecnologias, fomentando o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor, buscando multiplicar os canais de informação sobre produtos assistivos e estimular a pesquisa e inovação.

Também é voltado a geração de subsídios à elaboração de estratégias e políticas públicas que visem à igualdade de oportunidades, em uma proposta de construção de uma sociedade inclusiva, onde a deficiência é minimizada e o exercício da cidadania é assegurado pelas facilidades e inovações tecnológicas.

SERVIÇO
5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação
Data: de 31 de julho a 02 de agosto
Horário: 31 de julho – 10h00 – 01 e 02 de agosto – 09h00
Local: Centro de Convenções Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 - Pq. Anhembi – Santana – SP
Informações: http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br/

Fonte:http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Com jogos, parque temático faz visitante se pôr no lugar de deficiente

Ability Park, em Budapeste, tem guias com deficiências físicas e mentais.
Corrida de cadeira de rodas e labirinto às cegas são atividades propostas.

Do G1, em São Paulo

Visitantes fazem atividade com a linguagem de sinais no Ability Park, em Budapeste (Foto: Divulgação/Visite Hungria)
Visitantes participam de jogo com a linguagem de sinais no Ability Park, em Budapeste (Foto: Divulgação/Visite Hungria)
Um parque temático na Hungria usa atividades lúdicas e brincadeiras para familiarizar os visitantes com vários tipos de deficiência.
A ideia do Ability Park, em Budapeste, é fazer com que os turistas sintam na pele como é viver como cadeirante, deficiente visual ou auditivo, por exemplo.
Visitantes andam em cadeira de rodas no Ability Park (Foto: Divulgação/Visite Hungria)Turistas participam de corrida de cadeira de rodas
(Foto: Divulgação/Visite Hungria)
Entre as atividades propostas estão percurso de obstáculos utilizando cadeira de rodas, jogos de lógica e memória usando linguagem de sinais, testes de tato e olfato, labirinto às cegas e workshops.
Os guias são cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais.
O parque recebeu prêmios por sua proposta inusitada para conscientizar as pessoas sobre a questão.
Fonte:http://g1.globo.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Bebê resiste a 90 tesouradas desferidas pela própria mãe na China Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2013/07/11/bebe-resiste-a-90-tesouradas-desferidas-pela-propria-mae-na-china.htm

do BOL, em São Paulo

Reprodução/Daily Mail11.jul.2013 - O bebê recebeu mais de 100 pontos no rosto, região mais atingida pelos golpes, e se recupera no Hospital de Zuzhou, na província de Jiangsu
O bebê recebeu mais de 100 pontos no rosto, região mais atingida pelos golpes, e se recupera no Hospital de Zuzhou, na província de Jiangsu

Segundo informações do jornal britânico "Daily Mail", um bebê de oito meses sobreviveu após ser atingido por 90 tesouradas desferidas pela própria mãe na China. O caso, que aconteceu na última semana, chocou o país. A mulher teria se irritado por ter sido mordida pela criança durante a amamentação.

O bebê recebeu mais de 100 pontos no rosto, região mais atingida pelos golpes, e se recupera no Hospital de Zuzhou, na província de Jiangsu. Um tio o encontrou deitado em uma poça de sangue no quintal de casa, onde mora com a mãe e dois tios.

Os vizinhos pediram que governo tirasse a guarda da mãe, que confirmou a agressão à polícia. Porém o pedido foi negado sob a alegação de que a mulher não sofre de doenças mentais. Além disso, as autoridades consideraram que os dois tios podem ajudar a cuidar do bebê.

(Com informações do jornal  "Daily Mail")

Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Por falta de intérpretes no Detran, surdos são impedidos de tirar CNH


Os processos para a retirada de Carteira Nacional de Habilitação (CHN) para surdos estão parados no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran). Isso porque, apesar de ser uma exigência legislativa, desde janeiro deste ano, não há intérprete de Libras para a realização das provas.


Em média, são 100 solicitações por mês. Uma delas é a do jovem Danilo, que mora em Maringá, no norte do estado. Ele esperava apenas completar 18 anos para poder dirigir, mas, com a falta de interprete, terá que esperar.

Para a mãe Vilma Bueno da Silva, o sentimento é de impotência. “De revolta, de exclusão. É um direito que ele tem”, disse. Vilma conta que a psicóloga fez as perguntas e Danilo não pode responder porque não entendeu. “Ela não sabia falar em Libras e ele não escuta. Ela chamou o meu marido e dispensou. [Ela] falou ‘eu preciso de um interprete porque eu não entendo o que o Danilo fala”, acrescentou a mãe.

De acordo com o Detran, o contrato com a empresa que cedia os intérpretes de Libra foi cancelado. Para remediar a situação, o Departamento informou que contratou instituições locais. Entretanto, apenas em Curitiba há intérpretes. O Detran informou ainda que a licitação para a contratação de novos intérpretes.

Fonte:http://creativeideias.blogspot.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Deficientes visuais: Anatel impõe medida à indústria celular

 Luís Osvaldo Grossmann 
 Convergência Digital 


Em dia de pauta recheada e decisões controversas, a Anatel aprovou uma proposta de norma que, embora bem intencionada, deverá causar impacto no mercado de aparelhos celulares, nacionais ou importados. 

Pressionada por uma decisão da Justiça Federal de São Paulo, a agência determinou que os fabricantes de aparelhos a serem homologados pelo regulador devem prever funcionalidades direcionadas a deficientes visuais. 
À pedido do Ministério Público Federal, a 17a Vara Cívil de São Paulo determinou – ainda em maio do ano passado – que a Anatel “elabore um projeto que garanta a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência visual aos aparelhos de telefones celulares”.
“De acordo com o MPF, devem ser oferecidos no mercado aparelhos que utilizem sons para informar as operações e funções que estão disponíveis no visor”, indica a ação civil pública. 
A Anatel sustentou no processo que já existem aparelhos capazes de serem acessados apenas pela fala. Mas “a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual afirmou que o programa de ‘leitor de mensagens’ não possui recursos que indiquem de forma sonora todas as operações disponíveis”.
Pela norma, os aparelhos devem prever softwares ou hardwares que permitam o acesso aos deficientes visuais. Mas ressalva que se em determinado produto não houver essa funcionalidade disponível, o fabricante deve indicar outro de sua linha que a possua. 
“Mas como faremos no caso de telefones importados, como iPhones? O texto não prevê o que acontece nesses casos”, acusou o conselheiro Jarbas Valente. A dúvida foi mantida e a proposta segue para consulta pública, por 30 dias. 
Fonte:http://convergenciadigital.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Curso de Microsoft Word para pessoas com deficiência visual

O curso é a distância e terá início no mês de agosto.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa

O Microsoft Word tornou-se, ao longo das últimas duas décadas, a ferramenta de edição de textos mais utilisada do mercado. Conhecer os recursos desse software é requisito fundamental para ingresso no mercado de trabalho, confecção de trabalhos acadêmicos e elaboração de documentos. Presente nos escritórios de empresas de pequeno, médio e grande porte e em computadores de professores e alunos, esse software foi o primeiro a oferecer ao usuário o resultado da formatação do texto em tempo real, permitindo que o documento seja visto tal qual ficará quando impresso.


O Mundo Cegal, em parceria com o professor Wesley Gamaliel e com o Centro de Inclusão Através da Tecnologia Assistiva - CIATA, promove o curso de Microsoft Word para pessoas com deficiência visual, que terá início no mês de agosto, na modalidade à distância, por meio da tecnologia Teamtalk.

Os alunos receberão um certificado de conclusão ao final do curso e terão acesso a um vasto conteúdo acerca do editor de textos mais utilisado no mundo. Alinhamento de linhas e parágrafos, estilos de textos, verificação e correção de ortografia, cabeçalhos e rodapés são apenas uma amostra do conteúdo que será abordado conforme roteiro abaixo.

O professor Wesley Gamaliel recebeu a medalha de ouro e o troféu de campeão na categoria tecnologia da informação nas Olimpíadas do Conhecimento, evento promovido pelo SENAI no ano de 2012. O conteúdo da modalidade cujo ouro foi conquistado por Wesley abrange, dentre as demais ferramentas do Microsoft Office, o Word, que é objeto de nosso curso. Hoje, Wesley Gamaliel atua no SENAI como treinador olímpico, preparando novos competidores para as olimpíadas do conhecimento e, com isso, contribuindo para a construção de uma inclusão real.

A presente capacitação terá duração de 11 semanas e deverá ter sua conclusão no início do mês de novembro. As aulas serão realizadas semanalmente, com uma hora de duração cada. Mas o conteúdo do curso não se restringe aos encontros virtuais. Exercícios práticos serão aplicados pelo professor, afim de avaliar o nível de compreensão de cada aluno, de forma individual, bem como avaliar o andamento de toda a turma.

Vagas limitadas! - A turma será composta por no máximo 15 alunos.
Faça a sua inscrição pelo valor de R,00, valor único a ser pago para ter acesso a todo o curso.

Para inscrever-se ou em caso de dúvidas, escreva para 
diniz@mundocegal.com.br 

Inscreva-se o quanto antes. Atingido o número de 15 inscritos, as
inscrições serão encerradas.

Conheça o roteiro do curso

1. Apresentação;
2. Como acessar o word;
3. Conhecendo a área de trabalho do Word;
4. Menu de opções;
5. Navegar pelo documento;
6. Salvar e salvar como;
7. Imprimir um documento;
8. Alterando fonte, cor e tamanho do caractere;
9. Alinhamento das linhas e parágrafos;
10. Marcadores, numeradores e listas;
11. Estilos;
12. Localizando e substituindo textos;
13. Verificando e corrigindo ortografia;
14. Margens;
15. Rodapé e cabeçalhos;
16. Normas ABNT para formatação de trabalhos acadêmicos;

Fonte: Rede Saci - Imagem Internet/Ilustrativa “Matéria postada em caráter informativo”

Triunfo de professore israelense em concurso robô internacional.

Igor Podolsky visa criar um currículo robótica inovadora para ajudar os alunos com dificuldades de atenção e concentração.
por Abigail Klein Leichmam
Podolsky com "Eddy". Foto cedida pelo Instituto Techion-Israel de Tecnologia

Podolsky com "Eddy". Foto cedida pelo Instituto Techion-Israel de Tecnologia

É preciso muita paciência e dedicação para ensinar matemática e física para adolescentes com transtorno de déficit de atenção. Igor Podolsky, a 30-year-old israelense que ganhou recentemente uma olimpíada internacional de robótica em Connecticut, é abençoada com as características certas para fazer bem o seu trabalho. E ele acha que os robôs pode apenas ajudá-lo a fazê-lo melhor.
Trabalhando com o Prof Igor Verner, do Instituto Technion-Israel de Tecnologia, onde ele está ganhando um grau de segunda bacharel em ciência da educação, Podolsky testou um kit de robô de decisões dos Robotis empresa coreana como a sua entrada no 2013 Trinity College Combate a Incêndio Concurso Robot Casa e RoboWaiter competição .
"Nosso objetivo é criar um currículo de robótica para crianças do ensino fundamental que utilizam este kit", diz Podolsky ISRAEL21c.
Seu robô "Eddy" voltou para casa com um prêmio de primeiro lugar da divisão humanóide do concurso RoboWaiter para máquinas sofisticadas concebidas para ajudar as pessoas com deficiência. Podolsky recebeu seu próprio prêmio superior para seu desempenho na Olimpíada Conhecimento parte do encontro de Robótica, que atrai 125 equipes de todo o mundo.
Sob a orientação de Verner, um grupo Technion no ano passado ganhou o primeiro lugar com seu humanóide RoboWaiter, que os membros da equipe demonstrou para o presidente dos EUA, Barack Obama, durante sua recente visita a Israel .
"Outros israelenses se saiu muito bem na competição deste ano também", ressalta Podolsky. Uma equipe de robótica israelense de Ramat Gan ganhou um prêmio de segundo lugar, e uma equipe de uma escola secundária em Misgav ficou em terceiro lugar na sua divisão, bem como o grande prêmio geral para o seu robô, cartaz e desempenho na Olimpíada projeto.
"Eles nem sequer têm seus professores lá para ajudá-los, como muitas outras equipes fizeram", observa Podolsky, como o educador ele é orgulhoso. "Eu vi um grande espírito de desportivismo".
Ensinar é "puro prazer"
Podolsky mudou-se para Israel com os pais da Rússia aos sete anos. Ele cresceu na cidade fronteiriça norte de Ma'alot, graduando-se com honras a eletrônica e pista computadores na escola secundária local.
Esta conquista o qualificou para Atuda, um programa acadêmico militar que lhe permitiu ganhar a sua mecânica curso de engenharia do Technion antes de serviço ativo. Ele era um oficial da Unidade de Terras Corps "Experiments, responsável por estudar a eficácia de cada pedaço de novos equipamentos antes do uso no campo.
Podolsky no laboratório Technion.  Foto cortesia do Instituto Technion-Israel de Tecnologia
Podolsky no laboratório Technion. Foto cortesia do Instituto Technion-Israel de Tecnologia
Durante seus anos de exército, ele se ofereceu para ensinar matemática, física e inglês em uma escola Ramle. Seu Inglês é praticamente sem sotaque, tendo tido um tutor linguagem desde tenra idade, e aprimorando suas habilidades de falar com os amigos.
Ao contrário de muitos soldados recém-lançadas, Podolsky não jogou a mochila nas costas e fazer trekking na América do Sul. Em vez disso, ele voltou para o Technion para o Programa Mabatim (Vistas) a receber a certificação no ensino das ciências e, ao mesmo tempo ensinando em uma escola particular para crianças com dificuldades de aprendizagem.
Como Technion de pós-graduação, Podolsky recebe cursos gratuitos para quatro dos cinco semestres, mas o mais importante é que ele vai ganhar as credenciais para ver como robótica de ensino pode melhorar a educação de seus alunos.
"Em algum lugar no fundo da mente, eu sempre pensei de ensino, bem como o grau que eu estou fazendo veio e tudo se encaixar", explica ele. "Eu ensino a matemática, e no próximo ano, espera-se, a robótica também. Espero que para conectar os dois. Meu professor [Verner] quer que eu vá para estudos de pós-graduação , para investigar se o uso de robôs podem ajudar a aliviar a atenção e dificuldades de concentração. "
Vivendo em Petah Ticva norte de Tel Aviv, Podolsky optou por trabalhar em um campo que não é lucrativo nem fácil. No entanto, ele chama a sua carreira docente "puro prazer".
"É um desafio que não é para todos", ele admite. "Você precisa de muita paciência. Até os meus alunos às vezes me perguntam onde eu recebo a paciência para eles. Ontem, nós estávamos trabalhando duro se preparando para o Bagrut [exame de matrícula], e uma criança ficou muito frustrado e disse que ele está indo para casa. Eu ficava repetindo: 'Você pode fazer isso. " Mais tarde naquela noite, ele me agradeceu por convencê-lo a ficar. Estas são as coisas que vivemos. "
Fonte:http://israel21c.org/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Bruna Linzmeyer sobre Linda: 'Ela é minha vida nesse momento. Faz parte de mim'

Bruna vive Linda (Foto: Divulgação/TV Globo)
Bruna dando vida a autista Linda (Foto: Alex Carvalho / TV Globo)
Bruna Linzmeyer dá vida à autista Linda, em Amor à Vida, e está muito empolgada com o trabalho. Com apenas 20 anos, a atriz encara com grande desafio a personagem. "Eu encaro a Linda com o coração aberto e batendo muito forte. Ela é minha vida nesse momento. Ela faz parte de mim. É uma responsabilidade muito grande", aponta a atriz.


Para interpretar Linda, Bruna diz que conheceu vários autistas em Florianópolis e no Rio de Janeiro. Desde setembro, a atriz está mergulhada na personagem. Mas quem disse que a preparação acabou? Nem pensar! Bruna conta que já viu 30 filmes e ainda tem outros 60 para assistir, além de ler livros e trocar e-mails com autistas e pais de autistas. “Minha meta é assistir a todos até o fim da novela. Vejo um filme por semana e as pessoas me ajudam a construir a personagem, tanto os colegas de cena quanto os familiares”, conta.

Durante as visitas que fez, Bruna ganhou vários presentes dos autistas e fez questão de levá-los para a personagem. “O cachecol que ela usa e uma estatueta que ela tem foram presentes de autistas que conheci”, revela. Bruna conta ainda que Linda tem um pouco da adolescente canadense Carly Fleischmann. “Ela é autista e não pensava, não tinha ação. Ela não fala e a primeira vez que se comunicou escreveu no computador pedindo ajuda porque estava com dor. Um dos meus desejos hoje é conhecer essa menina”, diz.
Falar sobre autismo e sobre as pessoas que conheci. é dar voz a elas".
Bruna Linzmeyer
Catarinense, Bruna está no Rio por conta da novela e enfatiza que o importante é iniciar a discussão. “Existe preconceito por desconhecimento. Falar sobre autismo e sobre as pessoas que conheci é dar voz a elas. Estou muito envolvida, muito sensibilizada”, conta. E Bruna garante que a troca de informações com os autistas e familiares vai continuar. “Eles mandam e-mail dizendo que a filha é igual ou que não parece em nada e assim vamos discutindo e conhecendo esse universo”, afirma.
Fonte:http://tvg.globo.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”