sábado, 20 de julho de 2013

China impede crianças com deficiência de terem acesso à educação, informa organização de direitos humanos

De acordo com relatório, escolas estão barrando estudantes com autorização do governo.
Do R7
                                                                                                                                                                                            Human Right Watch
Leitura Braile
Segundo a organização, governo chinês passou diretrizes que permitem a instituições de ensino restringir ou barrar o acesso de estudantes com deficiências físicas ou mentais


Crianças com deficiência enfrentam obstáculos significantes no acesso à educação na China, e um número considerável delas sequer recebe instrução. É o que aponta relatório do Human Rights Watch, organização internacional independente voltada à defesa e à proteção dos direitos humanos.

De acordo com informações publicadas no site da organização, o governo chinês passou diretrizes que permitem às universidades restringir ou barrar o acesso de candidatos e estudantes com determinados tipos de deficiências físicas ou mentais.

Segundo apurou a organização junto ao governo local, existem pelo menos 83 milhões de pessoas na China com algum tipo de deficiência. Mais de 40% delas são analfabetas. Ainda de acordo com o relatório, enquanto o governo chinês tenta mostrar que todas as crianças estão matriculadas na escola primária, entre as  deficientes, segundo o relatório, 28% não têm acesso à educação à qual teriam direito.



O documento, de 75 páginas, informa quais são os problemas enfrentados por crianças e jovens com algum tipo de deficiência nas grandes escolas de suas comunidades. O material foi baseado em mais de 60 entrevistas, em sua maioria com crianças e jovens portadores de deficiência e seus pais, além de tomar como base dados do governo.

O governo chinês adotou regulamentações e regras para a educação de portadores de deficiência, prometeu aumentar a taxa de matrícula de crianças e cancelou mensalidades escolares para algumas delas. No entanto, segundo o relatório, algumas escolas estão negando a admissão desses estudantes, pressionando-os para sair ou até mesmo deixando de fornecer salas de aula apropriadas para ajudá-los a superar as barreiras relacionadas às suas deficiências.

Sophie Richardson, diretora da Human Rights Watch na China, confirmou que as escolas têm recusado o atendimento às crianças com deficiência.

— As crianças com deficiência têm direito de serem atendidas em escolas regulares como todas as outras crianças, e têm direito a suporte para suas necessidades específicas de aprendizagem. Mas em vez disso, algumas escolas falham ou simplesmente recusam providenciar a esses estudantes o que eles precisam.

Em uma decisão importante, o governo chinês confirmou A Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (ou CRPD, na sigla em inglês) em 2008, que obriga o desenvolvimento de um sistema de educação inclusivo no qual o modelo é totalmente acessível a crianças com deficiência e no qual elas brincam e aprendem juntamente com outras crianças. Pesquisas revelaram que estudantes portadores ou não de deficiência obtêm melhores resultados acadêmicos em ambientes inclusivos, quando recebem suporte adequado. 

Atualmente, crianças deficientes são excluídas das escolas regulares a menos que consigam demonstrar "habilidade para se adaptar" ao ambiente físico e ao modelo de ensino das instituições. Embora um modelo inclusivo não possa ser estabelecido da noite para o dia, o governo chinês não possui uma estratégia clara e consistente na direção da inclusão, e emprega poucos recursos para educar estudantes com deficiência nas escolas regulares.

O estudo revela também a falência da Federação Chinesa das Pessoas com Deficiência e do ministro da Educação local, em combater a discriminação, garantir acomodação razoável nas escolas regulares e informar pais e crianças com deficiências de seus direitos e opções educacionais. 

A organização internacional afirma que a China descumpre o estabelecido na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência) e pede que o governo local estabeleça uma política de acomodações em sala de aula de acordo com a convenção, que apresente um mecanismo de monitoramento e forneça uma reparação efetiva em casos de discriminação, além de desenvolver programas de extensão para apoiar os pais das crianças com deficiência para que sejam informados sobre os direitos de seus filhos e opções de educação.

Fonte:http://noticias.r7.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Londres ganha primeira casa noturna dedicada aos deficientes auditivos

Dono é deficiente e quis abrir negócio para ajudar outros a fazer amigos.
Equipe do Deaf Lounge recebeu treinamento para atender o público.



Famosa pelas muitas opções de entretenimento, a noite de Londres ganha sua primeira casa noturna dedicada aos deficientes auditivos. A equipe do Deaf Lounge aprendeu a linguagem de sinais para atender esse público.
O fato de não ouvir não impede de ter música. Todo mundo cai na pista de dança e acompanha o ritmo pelas vibrações. O dono da casa noturna, Paul Cripps, é deficiente auditivo e quis abrir o negócio para ajudar pessoas com a mesma deficiência a socializar e fazer amigos.
Click AQUI e veja o vídeo.
Fonte:http://g1.globo.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Aluno com paralisia cerebral é finalista da Olimpíada Brasileira de Matemática Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/educacao/2013/07/19/aluno-com-paralisia-cerebral-e-finalista-da-olimpiada-brasileira-de-matematica.htm

O estudante Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, está próximo de realizar a última etapa da 9ª Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática), marcada para setembro.
Gabriela Lousada Do UOL, em Santos (SP)


O estudante Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, está próximo de realizar a última etapa da 9ª Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), marcada para setembro. O aluno de Itanhaém, cidade no litoral sul de São Paulo, se destaca não só por estar entre os finalistas, mas principalmente pelo exemplo de superação. Arthur tem paralisia cerebral e a deficiência afeta a coordenação motora do menino, que possui capacidade intelectual igual a de outras crianças da mesma idade.


Aluno da educação inclusiva na classe 6ªD do ensino fundamental na Escola Municipal Noêmia Salles Padovan, Arthur está entre os melhores da classe, motivo de orgulho para a mãe. "Se eu falo que estou muito orgulhosa é pouco. Foi um salto para ele ter passado na 2ª fase. Ele já é um campeão para mim. Não só na matemática, mas campeão da vida, de tudo. Ele é meu campeão", diz Valéria dos Santos Silva, 46.

A família reconhece a responsabilidade do estudante. "Meu filho é muito inteligente. Sabemos que não é fácil, mas ele está aí para provar que nada é impossível, basta acreditar. O exemplo dele serve de incentivo aos demais alunos. Agradeço às professoras que o inscreveram na Olimpíada. Elas não olharam a deficiência do meu Arthur e sim a capacidade dele", se emociona Valéria.

Ampliar

Conheça histórias de sucesso na educação28 fotos

3 / 28
19.abr.2012 - Menina que nasceu sem as mãos ganha concurso de caligrafia nos Estados Unidos Leia maisReprodução
Arthur tem dificuldade para falar e, por isso, utiliza o computador portátil como extensão da sua voz. Recurso utilizado apenas às vezes pela mãe, que diz entender o que o filho quer com a pronúncia de algumas sílabas. "Sou a mãe, entendo meu filho, apesar dele só falar algumas palavras. Quando ele quer me contar como foi o dia na escola, usamos o notebook".

Embora seja bom com os números, o itanhaense já sabe o que vai querer para o futuro. Os mistérios e curiosidades que envolvem os planetas, as galáxias, o sistema solar e a lua ganham notoriedade na vida do garoto. "Quando o assunto é astronomia, os olhos do meu filho brilham. Ele até balbucia algumas palavras", conta a mãe.

Sem ajuda especial

Para executar as tarefas do dia a dia escolar, ele conta com o auxílio de um notebook (para expressar o que quer dizer) e da estagiária Marina Alves Carvalho Ferreira, responsável por acompanhar o desempenho do estudante durante as aulas. Mas todo o esforço -- reforça a mãe -- fica por conta dele. "A estagiária é como uma 2ª mãe para ele, sou muito grata a ela. A Marina na sala de aula funciona como um porta voz para o pequeno Arthur", diz Valéria.

"Ele é exemplo para os demais estudantes. É inteligente, engajado e adora estudar e não gosta de faltar à escola. Inclusive, quando tem consulta marcada e precisa sair mais cedo da unidade, ele fica nervoso", conta a estagiária.

A mãe explica que, apesar da deficiência, o aluno não sofre preconceito no ambiente escolar: "Todos o adoram e os amiguinhos e professores estão sempre ajudando. Ele é um menino especial, não pela deficiência, mas pela pessoa carinhosa que ele é. Está sempre sorrindo e feliz".

O aluno está sempre na companhia de Wesley Rodrigues, 11, o amigo inseparável. "Quando ele tem dificuldade eu o ajudo, mas grande parte do dia ele não precisa. Ele é muito inteligente". No intervalo das aulas, o passatempo predileto de Arthur é jogar damas e dominó. "Ele é bom com os números". Mas adverte: "Eu também ganho as partidas", brinca Wesley.

Fanático pelo Corinthians

As atividades diárias do Arthur não se resumem à escola. Neste mês de férias, além de repassar as matérias para a participação na Olimpíada de Matemática, o menino aproveita para brincar, torcer pelo time de coração e ver TV.

"Ele é fanático pelo Corinthians, adora futebol. Quando não está no computador conversando ou jogando no Facebook, ele está vendo desenho na televisão ou brincando. O Arthur aproveita as férias como os coleguinhas da classe", diz a mãe.

Além das brincadeiras, o finalista ainda tem na agenda sessões de terapia ocupacional, fisioterapia e natação. E o que Arthur tem a dizer sobre a participação dele na Obmep? Letra por letra, ele vai formando a frase na tela do computador: "Gosto muito de estudar. Obrigado. Estou muito feliz".

Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

CAMPINAS - Pedestres temem andar em calçada com pedras soltas

Calçada quebrada na Vila Industrial, próximo à sede da Emdec: risco de acidentes principalmente para idosos e crianças
Local oferece risco de acidentes principalmente para idosos e crianças

Bruno Baccetti - Campinas   

Matheus Reche | TodoDia Imagem

Uma calçada quebrada localizada na Rua Amador Bueno, na Vila Industrial, em Campinas, tem atrapalhado a passagem de pedestres pelo local. As pedras do calçamento estão soltas e tornam-se obstáculos perigosos, principalmente para idosos, crianças e deficientes físicos. O agravante é que a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) fica a poucos metros da área, por isso é comum a passagem de idosos e cadeirantes pelo local para realizar cadastro na autarquia.


“A situação dessa calçada está insustentável. Já vi pessoas de cadeiras de rodas tendo que desviar até pelo meio fio da rua para passar por aqui, e o trânsito é intenso durante o dia todo. Isso não pode mais ficar assim”, relata o comerciante Amadeu Rodrigues, 55.

A aposentada Eunice Maria Feitosa Santana, 76, reclama que recentemente quase caiu ao torcer o pé quando caminhava pela calçada esburacada. “Por pouco não tive um tombo feio. Virei o pé porque não vi o buraco e tive que me segurar num rapaz que andava na minha frente para não cair. Foi um susto grande, já tenho uma idade avançada e se caísse nem sei o que poderia acontecer”, desabafa a aposentada.

AVALIAÇÃO
A Secretaria de Serviços Públicos de Campinas informou, através da assessoria de imprensa, que fiscais do DPJ (Departamento de Parques e Jardins) da prefeitura irão até o local na próxima semana para avaliar o que precisa ser feito para corrigir o problema. De acordo com a secretaria, a calçada deverá ser consertada em um prazo de até dez dias.

Fonte:http://portal.tododia.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Médico que “curou” paralisia cerebral defende guardar células-tronco de filhos


Dois meses após início de tratamento, menino que sofreu paralisia cerebral já sorria e balbuciava algumas palavras Foto: Arne Jensen / Divulgação
Dois meses após início de tratamento, menino que sofreu paralisia cerebral já sorria e balbuciava algumas palavras
Foto: Arne Jensen / Divulgação
Em 2009, um menino alemão, então com 2 anos e meio, teve uma parada cardíaca que o deixou em estado vegetativo. Os pais decidiram aceitar uma terapia experimental sugerida pelos médicos. O tratamento, que usou células-tronco de sangue de cordão umbilical do próprio garoto, surpreendeu os médicos. Com uma lesão cerebral que poderia tê-lo deixado a vida inteira em uma cama, ele levou apenas uma semana para responder a estímulos sonoros. Após dois meses, conseguia comer biscoitos por conta própria, sorrir e até balbuciar algumas palavras. Os resultados foram divulgados em maio, em uma revista científica.
O tratamento experimental feito na Alemanha entra em uma discussão que envolve um grande volume de dinheiro e a vida de muita gente: o armazenamento de células-tronco para uso futuro no próprio paciente, chamadas de autólogas. O serviço, hoje feito apenas por empresas privadas, é visto por especialistas e entidades como propaganda enganosa, já que não haveria uso para esse material. As empresas, por outro lado, dizem que agem de maneira clara e informam aos familiares todos os possíveis usos das células.
Ao Terra, Arne Jensen, um dos médicos alemães que liderou o tratamento do menino, afirma que as células são, sim, úteis e defende: “espero que (os bancos) sejam financiados pelo sistema de saúde.”
Os bancos
Eles não são novidade. O primeiro banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical surgiu em 1992, em Nova York. Desde então, a prática de congelar esse material – que normalmente é descartado no parto – espalhou-se por diversos países. No Brasil, ela começou em 2001 e, em 2004, foi criada a BrasilCord – uma rede dessas instituições que atuam em diversas capitais do País.
menino com paralisia cerebral
Mas guardá-las para quê? Há no sangue de cordão umbilical as mesmas células-tronco presentes na medula óssea e elas podem ser usadas no lugar destas no caso de necessidade de transplante – como em pacientes com leucemia. Além disso, elas têm uma grande vantagem: é mais fácil achar um doador compatível.
Bancos privados
Material tem que ser armazenado a temperaturas extremas Foto: Matheus Pessel / Terra
Material tem que ser armazenado a temperaturas extremas
Foto: Matheus Pessel / Terra
Contudo, a coisa mudou de figura quando a iniciativa privada entrou no meio. Ao contrário do que ocorre nos bancos públicos, a família do doador mantém direitos sobre o material coletado. Isso fez com que médicos, cientistas e entidades condenassem essa prática, pois afirmam que ela tem como objetivo apenas o lucro dos bancos privados e faz uso de propaganda enganosa.
Segundo Patrícia Pranke, professora e coordenadora do Laboratório de Hematologia e Células-Tronco da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o problema é o uso que as células autólogas têm: nenhum.
“É uma bobagem. Todo mundo sabe que é uma propaganda enganosa, todo mundo sabe disso. Eles sabem disso. Você nunca vai precisar”, diz a professora. O principal uso do sangue de cordão é o transplante para combater a leucemia.
“Quando a gente usa as células-tronco de outra pessoa, mesmo que a gente faça de tudo para evitar essa rejeição do enxerto (transplante) contra o hospedeiro, sempre há uma diferença. Ocorre uma rejeição muito discreta, que não atrapalha a vida do paciente. Mas essa rejeição discreta é muito importante porque tem um efeito imunológico sobre a leucemia. O fato de as células-tronco serem de outra pessoa ajuda a controlar e combater células leucêmicas”, explica o coordenador do banco do Hospital de Clínicas, Tor Onsten. Essa “rejeição discreta” resulta no ataque às células leucêmicas que ainda circulam no corpo.
células-tronco
A chance de alguém precisar algum dia de um transplante do próprio sangue de cordão umbilical é de uma em 20 mil, segundo o Comitê Francês Consultivo de Ética para Saúde e Ciências da Vida.

A opinião da professora Patrícia é a mesma da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). A entidade também afirma que os bancos privados fazem propaganda enganosa, que a Comunidade Europeia é contra a prática e que ela chega a ser proibida em alguns países.
“Portanto, em vez de a família pagar a taxa para coletar as células durante o parto, seu congelamento e manutenção, ela pode, se precisar no futuro, acionar a rede pública para realizar o transplante com células de outro doador – já que a compatibilidade necessária para o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical é menor do que a requerida pelo transplante de medula óssea”, afirma nota da associação.
​Defesa
“O tratamento autólogo para uma leucemia pode não ser a primeira linha de tratamento. O médico vai levar em consideração isso sim. Aquele indivíduo é infantil e aquele tecido pode trazer, sim, uma carga genética e isso pode, digamos, ser ‘chover no molhado’. Mas, existe um artigo publicado, como esse que foi publicado na Alemanha, da pesquisadora que se chama Eliane Gluckman que tratou um paciente com leucemia e fez um transplante autólogo porque ela não tinha alternativa. Ela não tinha doador compatível, e já passaram os cinco anos de doença recidiva, de possibilidade de retornar”, argumenta Daniel Marinowic, coordenador do laboratório de criopreservação do Hemocord, banco privado que fica em Porto Alegre.
“Vou falar pelo Hemocord: a gente sempre tem uma conduta bem transparente para tratar com os pais. Nós nunca vamos vender uma falsa esperança, um falso tratamento, ou a aplicação desse material para algo que realmente não está fundamentado ou que ainda não seja uma prescrição médica. Por exemplo, o caso desse artigo que tu trouxeste, da Alemanha. De maneira alguma nós vamos utilizá-lo como um argumento de propaganda”, diz Marinowic, destacando que o caso alemão é apenas uma descrição de um caso, que ainda é necessária muita pesquisa antes de ser comprovado o uso no caso de paralisia cerebral.
Marinowic explica que, no banco gaúcho, a família paga, em média, R$ 3 mil para coletar o material e pela primeira anuidade de armazenamento. Depois disso, são cerca de R$ 600 por ano. O sangue de aproximadamente 3,5 mil pessoas está guardado no Hemocord. Além disso, ele afirma que familiares também podem usar o material em caso de necessidade.
​Questionado se lembrava de casos de pacientes que usaram as células armazenadas, Marinowic diz: “O Hemocord ainda não disponibilizou nenhum material para utilização. Tivemos apenas duas possibilidades de uso. Em um dos casos o paciente acabou indo a óbito antes do transplante (consequência de sua patologia) e no outro, o material está com o HLA tipado e é compatível, aguardando a solicitação do médico assistente para realização do transplante. Ambos são casos alogênicos (não autólogos).”
O menino alemão
No tratamento experimental feito na Alemanha, os médicos usaram o sangue de cordão do paciente para tratar uma paralisia cerebral. As células migraram para o local da lesão e criaram um ambiente para que o próprio corpo se recuperasse, como liberar fatores que promovem o crescimento nervoso e diminuir a inflamação e as cicatrizes.
“Esse menino, ele podia ter duas opções: a utilização da medula óssea dele – que tem as mesmas células, ia fazer o mesmo efeito – ou pegar uma célula compatível que está armazenada em um banco público de sangue de cordão umbilical, não ia fazer diferença nenhuma, desde que compatível”, diz a professora Patrícia.
Em banco em Porto Alegre, a família paga, em média, R$ 3 mil para coletar o material e pela primeira anuidade de armazenamento. Depois disso, são cerca de R$ 600 por ano Foto: Matheus Pessel / Terra
Em banco em Porto Alegre, a família paga, em média, R$ 3 mil para coletar o material e pela primeira anuidade de armazenamento. Depois disso, são cerca de R$ 600 por ano
Foto: Matheus Pessel / Terra
Arne Jensen, um dos médicos que conduziu o tratamento, defende o uso do material autólogo e afirma que, para este caso, as células de sangue de cordão autólogas têm diversas vantagens em relação às doadas e até à medula do próprio paciente. “Não há evidência convincente de que a medula óssea é equivalente na neuroregeneração”, diz o cientista.
Questionado se células doadas poderiam ter o mesmo resultado, ele responde: “Em princípio, sim. Há um grupo na Coreia que usa sangue alogênico (estrangeiro) para tratar paralisia cerebral. Contudo, você precisa suprimir a imunologia para evitar rejeição do enxerto. Esse grupo conseguiu demonstrar efeitos benéficos; contudo, eles observaram um número de efeitos adversos relacionados à terapia imunossupressora (para evitar rejeição).”
“O uso do próprio sangue de cordão para esta indicação (dano cerebral por hipóxia) é preferível porque não há problema imunológico. Sangue de cordão alogênico precisa de terapia imunossupressora”, diz o médico.
E o menino? “A criança está bem e caminha em um andador”, diz Jensen.
Foto: Matheus Pessel / Terra
Fontes: Portal Terra - http://www.deficienteciente.com.br/
                            “Matéria postada em caráter informativo”

Obras malfeitas barram alunos deficientes em escolas públicas; veja

NEGLIGÊNCIA, DESRESPEITO E DESCASO!

Aluno cadeirante passa por caminho esburacado em escola da zona norte de São Paulo

Aluno cadeirante passa por caminho esburacado em escola da zona norte de São Paulo.

Auditoria do Tribunal de Contas de São Paulo revela que houve “irregularidades” na reforma de escolas da rede estadual de ensino que passaram por um programa do governo paulista para melhorar o acesso para deficientes, como informa Fábio Takahashi em reportagem na Folha deste domingo.

A Folha visitou algumas das escolas reformadas e mostra no vídeo acima alguns destes problemas apontados.

Na escola estadual Parque Anhanguera, o cadeirante conta com rampas e elevador, porém o deficiente visual não possui indicações no solo para andar com segurança.

Na Brigadeiro Eduardo Gomes, há indicação para o deficiente visual, mas o cadeirante não chega à quadra.

A engenheira Sanrlei Polini, que acompanhou a reportagem, destacou a quase ausência de identificação de ambientes adaptados (exigência legal). “Mas o governo está no caminho, só não pode parar”, disse a especialista em regularização de imóveis.

Dois dos princípios de um local adaptado é que o deficiente possa ter acesso a todos ambientes e autonomia para locomoção. Legislações federal, estadual e municipal exigem que prédios públicos já sejam adaptados.

Outro problema apontado pela auditoria é o descumprimento da meta lançada em 2007 pelo então governo José Serra (PSDB) de tornar acessível 50% das escolas estaduais até 2010. Atualmente, a proporção está em 15%.A auditoria foi usada para julgamento das contas do governador em 2010, aprovadas no final de junho.

Click AQUI e assista o vídeo:

OUTRO LADO
A Secretaria da Educação afirmou que fará novas intervenções para solucionar os problemas encontrados na acessibilidade das escolas.

“Vamos voltar e fazer o trabalho de novo. Se for falha de execução, acionaremos as empresas que fizeram o serviço”, disse o chefe de gabinete da pasta, Fernando Padula. Segundo a Secretaria há também possibilidade de ter havido erros nos projetos feitos pelo governo.

A Secretaria da Educação afirmou que apresentou à Promotoria plano para quase triplicar o número de escolas adaptadas em dez anos. O plano prevê obras em 1.495 escolas, ao custo total de R$ 1,3 bilhão.

Normas de acessibilidade



































Fontes: Folha de S.Paulo http://www.deficienteciente.com.br/ 

Instituições escolares deveriam ser exemplos de acessibilidade. Vergonhosa a situação da maioria das escolas públicas!

A frase do chefe de gabinete da pasta “Vamos voltar e fazer o trabalho de novo”, é absurda. Se houvesse planejamento, coordenação e organização, não haveria necessidade de fazer o trabalho novamente. Não há justificativa para essas falhas. (Nota do blog)


Veja: Banheiro para cadeirante em escola de SP não tem porta

                                              “Matéria postada em caráter informativo”

Anac estabelece desconto para acompanhante de deficiente em voo

Regra vale para pessoas que não consigam deixar avião em emergências.  Norma integra nova resolução sobre acessibilidade no transporte aéreo.

Anac publicou novas normas de acessibilidade (Foto: Paul J. Richards / AFP)
Anac publicou novas normas de acessibilidade
(Foto: Paul J. Richards / AFP)
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta terça-feira (16/7) novas regras sobre o acesso ao transporte aéreo de passageiros com necessidade de assistência especial.
A resolução n° 280/2013 abrange não só pessoas com deficiência, mas idosos com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas acompanhadas por criança de colo ou qualquer pessoa que tenha limitação na sua autonomia.
Uma das principais medidas da nova norma é o estabelecimento de um desconto mínimo de 80% na passagem do acompanhante de passageiros que “não possam realizar sozinhos os procedimentos para abandono de aeronave em caso de emergência”.
Isso se aplica, segundo a resolução, a pessoas que viajem em maca ou crianças em incubadora, que não possam atender às suas necessidades fisiológicas sem assistência ou que, “em virtude de impedimento de natureza mental ou intelectual”, não possam compreender as instruções de segurança de voo.

O  acompanhante deve obrigatoriamente viajar na mesma classe do passageiro, na cadeira ao lado. A companhia também pode providenciar um comissário como acompanhante.
A nova resolução também proíbe as companhias aéreas de limitarem a quantidade de passageiros com necessidades especiais nos voos. Pela norma anterior, elas podiam fazer essa limitação em alguns casos, como em “situações que afetem a segurança de voo”.
O passageiro deve informar à empresa as assistências especiais que forem necessárias no momento da compra do bilhete, com antecedência mínima de 48 horas antes da partida do voo para casos gerais e 72 horas nos casos em que é necessário acompanhante.
Mais mudanças
Outra medida da nova resolução é que as empresas aéreas ampliem de 10% para 50% o número de assentos de corredor com braços móveis em aeronaves com 30 assentos ou mais, para facilitar a acomodação de pessoas com necessidades especiais. Esses assentos com braços móveis têm que ficar nas partes dianteira e traseira da aeronave, o mais próximo possível das saídas.
A Anac também transferiu das companhias aéreas para o operador aeroportuário a responsabilidade pelos equipamentos usados na locomoção do passageiro com deficiência dentro do aeroporto, como aparelhos de ascenso e descenso ou rampas. A empresa aérea continua responsável pelo embarque e desembarque do passageiro, mas elas poderão usar os equipamentos disponíveis no aeroporto.
Segundo a Anac, as mudanças propostas estão em sintonia com as disposições da Política Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência e irão melhorar o atendimento a esses passageiros.
O novo regulamento passou por audiência pública em 2012 e entra em vigor em 180 dias.

                                         “Matéria postada em caráter informativo”

PROFESSOR E ALUNO DO CE CRIAM EQUIPAMENTO DE LEITURA PARA CEGOS

200 unidades foram vendidas.
                
                                            Imagem/http://g1.globo.com
                                 

Um equipamento desenvolvido por cearenses possibilita a leitura de documentos impressos ou digitalizados, utilizando Braille. O PorTáctil já está em uso há um ano.
 
A ferramenta é acoplada a um tablet ou laptop e funciona como um mouse comum. Porém, em vez de ter uma barra de rolagem, usa as três selas, que vão mudando as letras Braille de acordo com o que o usuário está escrevendo e acompanhado por uma voz guia. Esse projeto faz parte de uma iniciativa do professor Elias Teodoro Silva e do aluno Heyde Leão, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).
 
Em 2010, o projeto recebeu o primeiro investimento, no valor de R$ 180 mil e saiu do papel. No ano seguinte, com o apoio do Ministério da Educação, o PorTáctil deixou de ser um protótipo e passou a ser vendido em escala industrial. Até agora, 200 equipamentos foram comprados por um estado vizinho, que não pode ser revelado por questões contratuais. Nos próximos meses, outros 500 vão ser entregues.
 
O equipamento passa por constantes modificações, contribuídas por voluntários como Martonio Torres. "É um equipamento que requer muita atualização, como toda tecnologia", afirma o voluntário.
 
O PorTáctil está em uso há um ano e é o equipamento mais barato do mercado. O programa abre a possibilidade de comunicação em Braille dentro do universo digital."O livro Braille é grande, é muito extenso. Com um portátil desses eu posso ter centenas de livros armazenados no tablet e ainda posso ler de duas maneiras: ou Braille ou com dispositivo de voz", afirma Martonio.
 
Esse avanço traz benefícios, mas não apenas econômicos. Os livros disponibilizados em Braille possibilitam o aprendizado, tanto da leitura quanto da escrita, de pessoas com deficiência visual da mesma maneira que proporciona a pessoas que veem. "Se você só ouve textos, você não sabe como escreve as palavras. Com o Braille, ele tem essa capacidade", conta o professor Elias.
 
Vejam o vídeo AQUI :
Fonte:http://www.assistiva.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Triagem Neonatal


Imagem Internet/Ilustrativa


A APAE de São Paulo, visando aperfeiçoar constantemente seu atendimento, está sempre investindo em novas tecnologias.
 Atualmente, a Organização implanta o Philips Tasy, um moderno Sistema Integrado de Gestão Empresarial, em parceria com a Philips. Serviço de Referência em Triagem Neonatal, credenciado pelo Ministério da Saúde, a APAE DE SÃO PAULO é pioneira no Teste do Pezinho no Brasil, sendo responsável por 57% dos exames do Estado de São Paulo e 80% da capital: 373.555 mil bebês triados só em 2012. Seu Laboratório é o maior da América Latina com mais de 1,8 milhão de exames realizados no último ano. 

Um sistema integrado de gerenciamento de dados eficiente é imprescindível para dinamizar os processos de diagnóstico. O armazenamento inteligente e seguro dos arquivos de análise laboratorial e o acesso da equipe interdisciplinar aos prontuários e laudos com mais rapidez e facilidade foram necessidades identificadas que tornaram relevantes a implantação do sistema. "A precisão de integrar informações para subsidiar as tomadas de decisão fez com que a APAE DE SÃO PAULO adquirisse um sistema avançado e customizado de gestão de dados, propiciando melhorar seus processos internos, além de direcionar para o aperfeiçoamento contínuo da qualidade dos serviços que realizamos, especialmente, à prevenção de doenças que podem causar danos significativos na vida de crianças recém-nascidas", explica a Superintendente da Organização Aracelia Lucia Costa.

Com a aplicação do Philips Tasy, espera-se otimizar os serviços oferecidos com mais agilidade e eficácia nos procedimentos internos. "Um dos grandes objetivos é aprimorar a atuação do Laboratório APAE DE SÃO PAULO e de outras áreas e serviços, possibilitando a integração do prontuário eletrônico da pessoa com Deficiência Intelectual atendida por meio desse sistema para o acesso da equipe interdisciplinar", destaca Aracelia.

No Serviço de Referência em Triagem Neonatal da APAE DE SÃO PAULO, o Philips Tasy integra as áreas da Coleta, Secretaria (onde os exames são protocolados para processamento), Laboratório, Busca Ativa (serviço de identificação de diagnósticos positivos e reconvocação para repetição do exame em casos de diagnóstico positivo) e Ambulatório (acompanhamento médico de crianças, em casos confirmados). Entre as modificações previstas estão cadastro único do paciente para todas as áreas, liberação de laudos individuais, gerando resultados dos exames com mais agilidade, interfaceamento dos equipamentos do Laboratório com monitoramento de todas as etapas dos exames, conservação de total confiabilidade nos dados gerados e acompanhamento dos casos em que forem constatadas alterações nos exames.

"Dispomos de uma estrutura bastante complexa e técnica e o novo sistema possibilita a concentração, armazenamento, cruzamento e compartilhamento inteligente dos dados dos prontuários de nossos pacientes, além de um diagnóstico ainda mais rápido, propiciando o tratamento preventivo com mais antecedência", esclarece Aracelia.

Além do SRTN, a APAE DE SÃO PAULO também implantou o Philips Tasy na área Administrativa e Financeira e até o final do ano, o sistema englobará no Ambulatório da Organização, a Agenda de Consultas, Prontuário Eletrônico do Paciente, além dos Módulos de Orçamento, SAC, Qualidade e Custos. 


Com informações da Perspectiva Comunicação 

Fonte: http://sentidos.uol.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa

                                   “Matéria postada em caráter informativo”

Cientistas criam bisturi inteligente que 'fareja' câncer durante a cirurgia

DA REUTERS

Cientistas criaram um bisturi inteligente que detecta em segundos se o tecido cortado é canceroso, prometendo mais eficácia em cirurgias no futuro.

Os cirurgiões muitas vezes não conseguem enxergar onde os tumores terminam e o tecido saudável começa, então algumas células cancerígenas acabam ficando para trás.

O aparelho, feito por pesquisadores do Imperial  College London,aquece o tecido e analisa a "fumaça" produzida a partir desse aquecimento com um espectrômetro de massa. Os resultados saem em três segundos.

Luke MacGregor/Reuters
Julia Balog do Imperial College London demonstra o bisturi inteligente em um pedaço de carne
Julia Balog do Imperial College London demonstra o bisturi inteligente em um pedaço de carne

Um estudo analisou o desempenho do bisturi em amostras de tecidos de 91 pacientes com 100% de eficácia, afirmam os pesquisadores na revista "Science Translational Medicine".

Hoje, o tecido removido pode ser enviado ao laboratório para análise enquanto o paciente permanece anestesiado, mas cada teste leva meia hora. O novo bisturi dá o resultado em três segundos.

A cirurgiã de cabeça e pescoço Emma King, do Hospital Southhampton, na Inglaterra, diz que a tecnologia é promissora, mas que ainda é preciso checar seu desempenho em testes clínicos randomizados.

Zoltan Takats, do Imperial College, inventor do aparelho, diz que pretende fazer um teste desses, envolvendo entre mil e 1.500 pacientes com vários tipos de câncer.

Os testes devem levar de dois a três anos e só então o bisturi iKnife será submetido à aprovação das agências reguladoras.

A versão experimental do iKnife custou cerca de US$ 300 mil. Takats afirma que o preço deve ser reduzido uma vez que o aparelho entrar em produção comercial.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”