sábado, 3 de agosto de 2013

Instituto de reabilitação de São Paulo cria modelo de cadeira de rodas mais leve

ALEXANDRE DALL'ARA DE SÃO PAULO  Ouvir o texto

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro criou um modelo mais leve de cadeira de rodas nacional para atender os pacientes da rede pública.

O produto, batizado de M Leve, foi lançado nesta semana pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Fórum Reabilitação, que traz novidades em acessibilidade.

Foram produzidas 30 cadeiras. Elas serão testadas por seis meses e depois entrarão em produção regular.

"As cadeiras disponíveis hoje no SUS são inviáveis para a vida social e profissional", afirma o dentista José Roberto Mendes, 45.

                                                                                                                                                              Moacyr Lopes Junior/Folhapress
    O dentista José Roberto Mendes, 45, testa a nova cadeira de rodas
     O dentista José Roberto Mendes, 45, testa a nova cadeira de rodas

Ele foi o primeiro a testar a M Leve e já sugeriu ajustes no apoio de pé, rodas e encosto.

"Talvez dê para ficar mais leve", diz. A M Leve pesa 7 kg, abaixo da média do mercado.

A cadeira será fornecida aos pacientes da Rede Lucy Montoro. O governo pagará a diferença ente o valor coberto pelo SUS e os custos de produção, já que o preço do novo modelo ainda é alto.

"Mas a manutenção e as peças são nacionais. É importante fomentar a indústria a pensar nas necessidades dos pacientes", diz o fisiatra André Sugawara.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Recurso simples - A Telex Soluções Auditivas acaba de criar um recurso simples que vai fazer uma rápida triagem de sua audição.

Imagem Internet/Ilustrativa
A Telex Soluções Auditivas acaba de criar um recurso simples que vai fazer uma rápida triagem de sua audição. É o Audioteste, um aplicativo que permite que qualquer pessoa faça um rápido teste auditivo pelo celular. 

O programa está disponível para IOS e Android. Faça uma busca por Teste Auditivo Telex em sua loja de aplicativos e faça o download do programa. Depois de baixar o aplicativo, é só iniciar o teste. É recomendado estar em um local tranquilo e silencioso e é necessário usar os fones de ouvido do seu aparelho celular. 

Serão feitas algumas perguntas simples, como essa: você aumenta o som da TV com frequência? Ao final, você ouvirá um aviso sonoro. Aperte o botão ao ouvi-lo e pronto! O resultado do seu teste aparecerá na tela, dizendo se você deve procurar a ajuda de um especialista ou se sua audição está em perfeito estado. 

A fonoaudióloga Isabela Gomes, gerente de produtos da Telex, diz que esse teste é um primeiro passo para a pessoa tomar consciência sobre a sua audição.

"Qualquer dano à audição vai se somando ao longo do tempo e os efeitos podem não ser sentidos de imediato. Infelizmente, é comum que a pessoa só procure tratamento quando o caso já está mais grave. Por isso a importância do Audioteste, que é simples e rápido. Quanto mais cedo for detectada a perda de audição, melhor. Quando o dano à audição ainda é pequeno, recomendamos o uso de um aparelho auditivo bem discreto ou até mesmo do Claris Di, recém lançado pela Telex, que fica completamente escondido no ouvido, dentro do canal auditivo", explica a especialista.

O Audioteste não é um exame auditivo que detecta a necessidade, ou não, do uso de aparelho auditivo; porém ele indica se você porventura tem alguma dificuldade auditiva em ambientes ruidosos, para que fique alerta e, se for o caso, busque ajuda profissional. Uma avaliação auditiva para diagnóstico da perda auditiva deve ser feita por um fonoaudiólogo.

A Telex Soluções Auditivas é uma empresa multinacional, de origem dinamarquesa, com 65 anos de experiência e tradição no mercado brasileiro de aparelhos auditivos, acumulando ao longo dos anos mais de 300 mil clientes espalhados pelo país.

www.telex.com.br / 0800-0249 349

Fonte:http://sentidos.uol.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa                                               
                                        “Matéria postada em caráter informativo”

Novidades para facilitar a vida de deficientes são apresentadas em SP

Dentre as inovações, foram apresentados: um armário automatizado que traz as prateleiras para baixo; e um assento à prova de desrespeito. Destravado por um cartão magnético, que só os deficientes podem usar.



Nesta semana, em São Paulo, uma feira de tecnologia mostrou inovações que facilitam o dia a dia das pessoas com deficiência. É a criatividade a serviço da inclusão.

O assunto é superação. De obstáculos. De  limitações. Tecnologia de última geração.
Em um stand, ideias simples, de gente bem jovem, estudantes de escolas técnicas. Um andador que vira cadeira. Muleta, com o mesmo truque. Cadeira de rodas com jeitão de bicicleta.

“O estimulo são as pessoas idosas, pessoas com deficiência que sempre estão necessitando disso e para inclusão, né”, explica o estudante Hugo Luís.
Há também um assento à prova de desrespeito. Destravado por um cartão magnético, que só os deficientes poderiam usar em locais públicos.
“O trem, o metrô, os ônibus e sobretudo nos próprios estádios.Temos a copa ai por vir, os grandes eventos para atender aqueles que tem o direito de utilizá-lo”, declara o diretor da Agência de Inovação do Centro Paula Souza, Oswaldo Massambani.
Rodando pela feira, Paulo César, atleta e cadeirante, trabalha como divulgador de um modelo simples e bem leve.
“Uma cadeira normal pesa entre 15 e 20 kg. Essa cadeira pesa 8 kg”, ressalta.
O próprio espaço de exposições, no parque Anhembi, foi muito elogiado pelo público superatento.
“As rampas todas na angulação correta, em todo lugar tem rampa, elevador, então você tem acesso a todas as áreas. Tem banheiro, então isso facilita, é bom para se frequentar”, diz o atleta Alan Mazzolene.
Acessibilidade também inclui preços acessíveis. A novidade instalada em um armário, por exemplo, ainda não está à venda, mas não custaria no mercado muito mais do que R$ 100. É um sistema automatizado que traz para baixo as prateleiras superiores. Ideal para cadeirantes, por exemplo. Mas não só para eles.
Carmen Monteiro ficou simplesmente encantada, pensando nas dificuldades que enfrenta.
“Subo em banco, escada, peço auxílio para alguma pessoa. Isso é uma libertação”, afirma a especialista em recursos humanos.
Click Aqui para ver o vídeo.
Fonte:http://g1.globo.com/ “Matéria postada em caráter informativo”

Projeto estimula brasilienses a valorizar as Paralímpiadas

Da Agência Brasil 
Edição: Marcos Chagas


Brasília – A menos de três anos das Paralimpíadas de 2016, um shopping em Brasília resolveu inovar: criou uma arena denominada Experimentando Diferenças. Nela, o público pode participar do futebol - chute a gol - com olhos vendados, além de corrida e basquete em cadeira de rodas. O projeto, no Shopping Iguatemi, no Lago Norte, bairro nobre da capital, acontece de segunda-feira a sábado, das 11h às 22h, e no domingo, das 12h às 20h.


Até fevereiro de 2014, o projeto será ampliado para shoppings em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte (MG), em Porto Alegre (RS), em Curitiba (PR), em Natal (RN) e em Goiânia (GO). A tecnologia dos equipamentos, na arena, é a mesma utilizada pelos atletas paralímpicos. A ideia é simular o que ocorre nas competições com os paratletas. As atividades contarão com o auxilio de 16 monitores.
O organizador do projeto, Fernando Rigo, disse que a expectativa é que 600 mil pessoas participem das atividades na arena. “O objetivo é formar público para a Olimpíada de 2016, no Brasil, e proporcionar aos visitantes a oportunidade de experimentar as sensações parecidas às dos atletas dos esportes paralímpicos”, disse ele.
Para Rigo, o esforço dos atletas em superar obstáculos, com humor e alegria, estimula a participação do público. “A alegria dos atletas, a forma como eles superam a deficiência nos chamou a atenção. Por isso pensamos em algo para valorizar esse auto-astral deles”, ressaltou. “A aceitação do público tem sido positiva. As pessoas se surpreendem com a experiência de ter limitações”, completou.
Além do projeto Experimentado Diferenças, há a exposição Caravana Vencedores do fotógrafo, Sérgio Dutti, que mostra a preparação e o desempenho dos atletas brasileiros nas Paralimpíadas de Londres, em 2012.
A médica Tatiana Wambier levou seus dois filhos, Fernanda, de seis anos e Gustavo, de três, para a arena. "É muito importante que eles saibam viver com as diferenças", conta.

Medalhista nas Paralimpíadas de Londres, o jogador de bocha Eliseu Santos disse que esse tipo de projeto é importante não só para que as pessoas aprendam a lidar com as diferenças mas, também, para ampliar os horizontes de quem tem limitações físicas. "As pessoas, às vezes, não sabem que existem esportes que podem abranger as mais diversas limitações. Muitos pensam que quem tem paralisia tem que ficar sem fazer nada. A bocha, por exemplo, é um esporte que recebe pessoas com muitos tipos de deficiência", conta o esportista que é cadeirante e tem limitações de movimento nos braços.
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br - “Matéria postada em caráter informativo”

Prefeito Bill e Secretario de Esportes de Nova Odessa, recebem paratletas medalhistas.



Foto tirada em 31/07 quando o Prefeito Bill recebeu em seu gabinete os atletas que representaram a APNEN Nova Odessa na "Etapa do Circuito Caixa de Esportes Adaptados" participamos na Modalidade Atletismo.
Tive a honra de participar deste evento Junto aos atletas, agradeço ao Prefeito Bill pela recepção muito positiva que nos proporcionou, agradeço também ao Secretário Municipal de Esportes Nenê Réstio pela disposição e apoio da Secretaria de Esportes em mais essa conquista a APNEN prova mais uma vez que com trabalho sério e com verdade é possível atingir nossos objetivos. por Renato Raugust



Gostaria de parabenizar a todos os atletas participantes da etapa do Circuito Caixa de Atletismo, onde conseguiram seis medalhas, sendo duas de Ouro, duas de Prata e duas de Bronze, parabenizar também o Técnico Vicente pela dedicação, o Sr. Prefeito Bill, que carinhosamente nos recebeu em seu gabinete, o Sr. Secretário de Esportes Nenê Réstio, que nos apoiou e colaborou com o transporte dos equipamentos e da equipe. Este e só o começo do que esta por vir, já estamos redigindo alguns novos projetos onde protocolaremos junto ao Ministério dos Esportes na busca de verbas para compra de equipamentos próprios para a pratica de esportes adaptados,com isto melhorar a qualidade de competição aos nossos atletas. Boa sorte a todos. por Carlos Raugust 


Fonte: APNEN/Nova Odessa 

                                      “Matéria postada em caráter informativo”

Menina indiana que sofre de hidrocefalia deixa o hospital Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/08/02/menina-indiana-que-sofre-de-hidrocefalia-deixa-o-hospital.ht

Em Nova Delhi - do UOL Saúde

03.08.2013: Esta montagem com duas imagens mostra à esquerda, em foto tirada em 13 de abril deste ano, Fatima Khatun, 25 anos, alimentando sua filha, então de 18 meses, Roona Begum, que sofre de hidrocefalia, acúmulo anormal e excessivo de líquor dentro dos ventrículos, em sua casa em Jirania, no nordeste do estado indiano de Tripura. A outra foto mostra a mãe e Roona, agora com 21 meses, após seu retorno a casa em 2 de agosto, depois de ter tido alta do hospital nos arredores de Nova Delhi. Médicos permitiram que o bebê indiano fosse para casa depois de quase quatro meses de tratamento para corrigir sua doença rara que praticamente dobrou o tamanho da cabeça da menina. Roona e seus pais deixaram Nova Delhi e retornaram para casa, uma região remota do nordeste da Índia, após os cirurgiões declararem que sua saúde tinha melhorado significativamente AFP PHOTO/ARINDAM DEY ORG

A menina indiana que sofre de hidrocefalia, uma doença que duplica o volume da cabeça e cujo caso provocou uma onda de solidariedade depois que uma foto da AFP mostrou a sua situação e a pobreza de sua família, saiu do hospital nesta sexta-feira depois de ter se submetido a várias cirurgias.

"O estado de saúde de Roona melhorou significativamente (...) Nós a autorizamos nesta semana a sair do hospital e está pronta para viajar", indicou o neurocirurgião Sandeep Vaishya.

Roona Begum, de 21 meses, nasceu com uma grave anomalia neurológica que provoca o aumento de volume das cavidades que contêm o líquido cefalorraquidiano e aumenta a pressão no cérebro.

Como consequência da doença, a circunferência de sua cabeça havia alcançado os 94 centímetros, quase duas vezes mais que a medida normal para uma menina de sua idade, e a impedia de ficar de pé e inclusive de engatinhar.

A circunferência da cabeça da menina passou a 58 centímetros após várias operações realizadas entre abril e junho na clínica particular do grupo Fortis Healthcare na capital indiana.

"Quando chegou aqui quase não podia se mover. Agora pode mover sua cabeça de um lado para o outro com facilidade, isso significa que os músculos de seu pescoço estão se fortalecendo", disse o cirurgião.

A publicação das fotos da menina, tiradas por um fotógrafo da AFP em abril no estado de Tripura, uma região muito isolada no nordeste da Índia, provocou uma onda de solidariedade de pessoas de todo o mundo.

Click Aqui para ver o vídeo.




“Matéria postada em caráter informativo”

Livro infantil ensina crianças a identificar e prevenir o abuso sexual

Em sala de aula, professora ajoelha ao lado de menino com rosto corado para ouvir o que ele tem a dizer.
Com ilustrações e história simples, livro busca conscientizar e proteger crianças da violência sexual. De maneira direta, os monstrinhos Pipo e Fifi apresentam as partes íntimas do corpo e mostram que tipo de toques podem ser tolerados e quais são abusivos. A publicação explica também como agir quando há alguma proximidade indesejada.


Destinado para crianças a partir de quatro anos, o livro traz um encarte destinado aos adultos. Neste trecho, são apresentadas informações sobre o abuso sexual e como a publicação deve ser trabalhada junto às crianças. A publicação foi produzida pela ONG Cores e encontra-se online e para download.

Para saber mais, visite a página do projeto Pipo e Fifi.


                                         “Matéria postada em caráter informativo”

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Proteção Legal Brasileira e Direito da Pessoa

Para saber sobre direitos da pessoa com deficiência , acesse link abaixo, serviço oferecido pelo projetoattbrasil.org.br (ataxia telangiectasia)

http://www.projetoatbrasil.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16&Itemid=44

Ataxia Telangiectasia - Livro para famílias e Portadores


http://www.imunopediatria.org.br/pac_livro.php





                                 “Matéria postada em caráter informativo”

Jovem com síndrome de Down lutador de MMA

                                   

No dia próximo dia 3 de agosto, Garrett Holeve, que nasceu com síndrome de Down, e David Steffan, que tem paralisia cerebral moderada, se enfrentam em uma luta de MMA (Mixed Martial Arts ou Artes marciais mistas, em tradução livre). Serão três rounds de três minutos e algumas regras diferentes, como o uso de caneleiras e a proibição de golpes da cabeça quando o adversário estiver no chão.

Holeve, de 23 anos, ficou famoso ao ser tema de um documentário que mostrava seus esforços para ser um lutador e seus treinos na American Top Team, uma das grandes equipes de MMA dos Estados Unidos. Ao assistir ao filme, Steffan procurou o pai de Holeve e se ofereceu para enfrentá-lo. “Acredito que seja uma grande oportunidade para nós dois mostrarmos ao mundo que fazemos parte disso como qualquer outro.”, afirmou Steffan, que já participou dos Jogos Olímpicos Especiais e ganhou várias medalhas como golfista. Agora, ele é integrante da seleção americana paralímpica e, recentemente, disputou sua primeira luta de muay thai.

Steffan e Holeve: superação e lição para o mundo.

O pai de Garrett, Mitch Holeve, também foi entrevistado e se mostrou bastante consciente do que estará em jogo no duelo. “Garrett e eu entendemos que ele nunca será um lutador profissional. Ele é um amador e tem progredido. Não posso deixar de apoiar meu filho porque ele estará em uma luta onde não será protegido pelo árbitro ou pelo oponente. Não sei se haverá outra oportunidade para que esses caras enfrentem alguém novamente. A mensagem que nós tentamos deixar é que Garrett levou isso ao extremo, mas as artes marciais lhe deram muita coisa.”

Garrett, ou “G-Money”, como é apelidado, já esteve em lutas de MMA amadoras.

Para assistir um vídeo (em inglês) sobre a sua carreia, clique aqui. 

Fonte:http://creativeideias.blogspot.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

  

Cadeirante vai realizar sonho de intercâmbio sete anos após acidente

Brasileira de 31 anos ficou paraplégica após acidente de carro em 2006.
Ela vai para Boston neste sábado (3) e relatará a experiência em blog.


Flávia Mantovani Do G1, em São Paulo

                         Michele Simões, de 31 anos, que ficou paraplégica em 2006 (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)
   Michele Simões, de 31 anos, que fará intercâmbio em Boston  (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)
Desde que ficou paraplégica após um acidente de carro em 2006, a estilista Michele Simões, de 31 anos, batalha diariamente para recuperar parte das funções que perdeu. Durante os primeiros quatro anos, ela não conseguia nem ficar sentada. Hoje, após muita reabilitação, já se locomove em sua cadeira de rodas, mas ainda precisa de ajuda para se deslocar em lugares não planos e para outras funções do dia a dia.
Michele em viagem à Argentina (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)Michele em viagem à Argentina
(Foto: Michele Simões/Arquivo
pessoal)
Neste sábado (3), Michele vai dar um grande passo nessa luta por autonomia: partirá para um intercâmbio de dois meses na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Suas aventuras serão contadas em um blog, o Guia do Viajante Cadeirante.
A viagem é um sonho antigo, que teve que ser adiado após uma conversão errada de um amigo no trânsito. Michele, que tinha 24 anos, estava deitada no banco de trás do carro e quebrou a coluna.
Recém-formada em design de moda em Londrina (PR), ela havia se mudado para São Paulo dois meses antes e planejava juntar dinheiro para estudar inglês fora do país.
“Eu já trabalhava, me sustentava, me virava sozinha e, do dia para a noite, virei um bebê. Tinha que pedir para alguém me ajudar em tudo”, descreve. Michele conta que sempre quis conhecer o mundo, mas não achou que conseguiria tão cedo. “Eu não conseguia nem tocar minha cadeira, imagina morar fora.”
Além de perder as funções da perna, Michele não conseguia controlar a urina nem ficar sentada. Contava com a ajuda de cuidadoras noite e dia, além do auxílio de sua irmã, que foi morar com ela, e do namorado, com quem havia começado a sair pouco antes do acidente e que está ao seu lado até hoje.
" Eu trabalhava, me virava sozinha e, do dia para a noite, virei um bebê. Precisava de ajuda para tudo".
Michele Simões, sobre a época em que ficou paraplégica após o acidente.
Após fazer reabilitação diariamente durante várias horas – em casa e em clínicas de São Paulo e de Campinas --,  Michele teve uma evolução maior a partir do quarto ano do acidente.
Agora, resolveu testar “até onde vai sua independência” com essa viagem.
Boston foi a cidade escolhida por ter ruas planas e acessíveis para pessoas com deficiência. Porém, ela teve que desistir dos planos de ficar em casa de família ou em alojamento estudantil porque não conseguiu garantia de que encontraria acessibilidade nesses locais.
Decidiu, então, morar em um hotel ligado à sua escola de inglês. “Quero ter mais segurança.  É a primeira viagem que estou fazendo”, diz.
Preparativos e planos
Na verdade, Michele já havia viajado uma vez após seu acidente. Passou cinco dias na Argentina com seu namorado, mas não gostou da experiência. “Foi terrível, porque lá não tem adaptação nenhuma, ele tinha que me carregar para todo lado”, diz.

“Sempre quis conhecer o mundo e estudar fora, mas não achei que iria conseguir tão cedo”
Michele Simões
Desta vez, o namorado vai passar um tempo com ela nos EUA, mas ela garante que vai seguir boa parte de sua rotina sozinha, até para ter material para o seu blog – no qual pretende contar sobre a sua rotina, compartilhar os desafios que enfrenta como cadeirante e os passeios que fará por “cada cantinho” de Boston.
Ela quer ainda visitar um centro de design que cria produtos para pessoas com deficiência e um centro de reabilitação ligado à Universidade Harvard. “Se eu compartilhar isso com outras pessoas, acho que posso ajudar muita gente”, afirma.
Nos preparativos da viagem, ela está tendo que se preocupar com novas questões: comprar uma sonda de urina específica para usar durante o voo, pedir à companhia aérea uma cadeira de rodas mais estreita para se locomover nos corredores do avião, alguém para ajudar no embarque, no desembarque e para recolher a bagagem, por exemplo.
Michele Simões (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)Michele vai relatar seus desafios
em um blog (Foto: Michele
Simões/Arquivo pessoal)
Ela também está levando remédios para tomar durante dois meses e uma mala só com sondas e outros utensílios. Para ter menos dores, fará alguns exercícios de reabilitação em seu quarto.
Um de seus maiores desafios será se locomover sozinha nas ruas, ainda mais tendo que falar em outro idioma. Michele está treinando com seus fisioterapeutas para dar conta do recado.
“Hoje eu não consigo nem descer na minha calçada porque ela é íngreme, tem uma parte quebrada, e além disso tem um degrau no meu próprio prédio. Outro dia fui até o shopping com meus pais e foi uma aventura, quase caí varias vezes. Dá um certo medo porque vai ser tudo novo”, diz.
Mas ela acha que dividir sua experiência no blog vai ajudá-la nesse caminho. “Não estou tentando ser exemplo de nada, mas quero compartilhar uma coisa que para mim é um desafio”, diz.
Fonte:http://g1.globo.com/ “Matéria postada em caráter informativo”

Bilhete Único Especial beneficia 228 mil pessoas com deficiência

O benefício permite a utilização gratuita de transporte municipal (ônibus) e transporte metropolitano (metrô e trens da CPTM) a passageiros que possuem comprometimentos e limitações causadas pela deficiência.

Imagem Internet/Ilustrativa

De acordo com dados da SPTrans, 228 mil pessoas com deficiência são beneficiadas com o Bilhete Único Especial na região metropolitana de São Paulo, sendo 142 mil usuários com acompanhante e 86 mil sem. O benefício permite a utilização gratuita de transporte municipal (ônibus) e transporte metropolitano (metrô e trens da CPTM) a passageiros que possuem comprometimentos e limitações causadas pela deficiência. Além da agilidade no embarque, proporciona melhores condições de deslocamento a essas pessoas, incentivando-as a participarem das atividades sociais e a contribuírem com o desenvolvimento da sociedade.


Destinado a pessoas com deficiência física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla, congênita ou não, residentes no município ou na Região Metropolitana de São Paulo (CPTM - COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS), o "Bilhete Único Especial - Pessoa com Deficiência" será estendido ao acompanhante para todos os solicitantes que ainda não completaram 12 anos. Após essa idade, o direito ao acompanhante será conforme o tipo de deficiência existente.

No ato da entrega da documentação no Posto de Atendimento, o interessado poderá informar o nome até de quatro acompanhantes. Após análise da documentação apresentada, se for constatada a existência de deficiência que lhe assegure o direito ao acompanhante, estes nomes inseridos no cadastro. Vale ressaltar que é permitido apenas 1 (um) acompanhante em cada viagem.

Para fazer a solicitação do "Bilhete Único Especial - Pessoa com Deficiência", o primeiro passo é acessar o site da SPTrans para efetuar um cadastro online. Apenas desta forma é possível a impressão do Relatório Médico e demais formulários necessários para as solicitações. Com o Relatório Médico impresso, o solicitante deve se dirigir ao médico de livre escolha, também devidamente cadastrado pela SPTrans, para realizar o preenchimento do mesmo. Após o laudo preenchido e assinado pelo médico, o solicitante tem 90 dias para comparecer a um dos 17 Postos de Atendimento da SPTrans, de segunda a sexta, das 8h às 16h, munido de carteira de identidade ou certidão de nascimento ( no caso de menores de idade sem RG) e comprovante de residência recente.

Para mais informações, leia o Manual de Orientações aos Usuários


Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - Imagem Internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

MINISTRO DO TRABALHO AFIRMA NA COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA LEI DE COTAS QUE “A IGUALDADE NO TRABALHO É UM DIREITO DE TODOS OS CIDADÃOS”.

   

A Lei de Cotas para contratação de trabalhadores com deficiência completou 22 anos em 24 de julho, mas a comemoração aconteceu ontem, em São Paulo, organizado por várias entidades, na FIESP e na “rua das flores”.



O Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, compareceu ao Salão Nobre da FIESP e emocionado com o que viu e ouviu deixou de lado o discurso preparado por sua assessoria e resolveu falar de improviso, afirmando que “a igualdade no trabalho é um direito de todos os cidadãos. Esta construção se faz no dia a dia, enfrentando todas as dificuldades e preconceitos que ainda existem”. (foto do Ministro dando entrevista)


O encontro foi iniciado com a apresentação do Hino Nacional pela cantora Giovanna Maira.



Manoel Dias viu um auditório lotado com pessoas com deficiência que defendem a inclusão, entidades especializadas, empresários, dirigentes públicos e escolas.



Ele observou atentamente a homenagem realizada pelos organizadores para a Drª Lucíola Rodrigues Jaime, auditora Fiscal do Trabalho que esteve à frente da então Subdelegacia Regional do Trabalho em 2001 quando iniciou a fiscalização da lei de cotas no Brasil (link com imagens da homenageada http://www.hightail.com/download/bWJxaklwTlFUME1Pd3NUQw )



Também ouviu depoimentos do Espaço da Cidadania, de um trabalhador com deficiência, do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, de dirigentes da fiscalização e dirigentes da FIESP, do Ministério Público do Trabalho, e da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, representando o governador de São Paulo.



O Ministro ficou sabendo que:
  • No Brasil, apenas 26,2% da Lei é cumprida. Em São Paulo alcançamos o percentual de 46%. Dentre as indústrias metalúrgicas de Osasco e região, 85% das vagas estavam preenchidas, quando a lei fez aniversário. Hoje, todos os veículos que circulam no país tem trabalho de pessoas com deficiência em componentes de sua montagem.


  • A Lei de Cotas pode garantir emprego decente para quase 1 milhão de pessoas com deficiência.


  • O IBGE encontrou 21 milhões de pessoas com deficiência ocupadas em seu último censo em 2010, mas o Ministério do Trabalho contabilizou pouco mais de 300 mil trabalhadores com deficiência nas empresas brasileiras.


  • O Brasil tem quase 3 milhões de pessoas com deficiência com curso superior concluído, mas apenas 39.651 pessoas com deficiência com esta escolaridade estavam empregadas em 2011.


  • Apenas entre as pessoas com deficiência que concluíram o ensino superior já poderiam ser preenchidas 3 Lei de Cotas juntas! Se juntar aos universitários aqueles que também concluíram o ensino médio, teremos mais de 10 milhões de pessoas com deficiência. Nesse caso, são necessárias 11 Lei de Cotas juntas para garantir emprego a todos.


  • Mas a cada 4 vagas previstas na Lei de Cotas, apenas 1 é respeitada no Brasil.

Após a fala do Ministro o Presidente da FIESP, aproveitou a oportunidade para lançar a cartilha “Inclusão Social e Profissional – Valorização da capacidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, que traz informações para as empresas de como elaborar um Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência.





A programação continuou do lado de fora da FIESP, na rua das Flores, com apresentações culturais, pronunciamento das entidades organizadoras e tendas com informações para o público que ali compareceu.


Uma festa que foi compartilhada com amplos setores da sociedade.


Os organizadores estão preparando um conjunto de imagens que serão oportunamente divulgadas. (foto de público na rua das flores)

Fonte: http://www.ecidadania.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Contratação irregular rende nova multa à Ford

Funcionários supostamente deficientes, indicados pela Avape, não tinham necessidades especiais; punição passa de R$ 400 milhões.

CLEIDE SILVA - O Estado de S.Paulo

     

A Ford do Brasil recebeu nova multa, desta vez de R$ 4 milhões, em razão do processo de contratação irregular de 280 funcionários, supostamente deficientes, na unidade de Tatuí (SP). Em fevereiro, a empresa já havia sido multada em R$ 400 milhões pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região.
Outra penalidade, no mesmo valor, foi aplicada à Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape). Ambas ainda podem ter de pagar indenização superior a R$ 4 milhões cada uma caso entrem com recursos contra a decisão.
Após a sentença que estabeleceu a primeira multa, a Ford entrou com embargo de declaração pedindo explicações de pontos que considerava obscuros na decisão do juiz Marcus Menezes Barberino. O juiz entendeu que houve má-fé por parte da montadora ao questionar pontos que estariam claros na sentença. Também que houve intenção da Ford de protelar o andamento do processo. Além de não acatar o embargo, ele determinou a multa extra em decisão publicada no dia 24 de maio.   
Barberino teve interpretação similar ao julgar o embargo apresentado pela Avape, também multada em R$ 4 milhões no último dia 3, conforme consta do processo do TRT.
O representante da Ford foi procurado ontem, mas não comentou o assunto. A montadora tem fábricas de veículos em São Bernardo do Campo (SP) e em Camaçari (BA) e unidade de motores em Taubaté (SP).
A Avape, por meio de uma nota, informou que "considera controversa as últimas decisões judiciais envolvendo o referido processo, e que tal posicionamento consta em recurso apresentado ao Tribunal Regional do Trabalho; recurso este que a instituição espera que seja acolhido pelo TRT."
A multa inicial de R$ 400 milhões foi aplicada após conclusão da Justiça de que a Ford contratou irregularmente funcionários terceirizados, supostamente deficientes, para a filial de Tatuí, onde mantém um centro de desenvolvimento e pista de teste de automóveis.
Benefícios. A Avape, responsável pelos serviços de terceirização da montadora, era beneficiada com isenção de tributos federais por ter como atividade a inserção no mercado de pessoas deficientes. Contudo, nenhum dos funcionários do grupo que trabalhava na Ford tinha necessidades especiais.
A denúncia das contratações irregulares foi feita pelo Ministério Público do Trabalho de Tatuí em 2011.
A decisão da Justiça também estabelecia a recontratação, de forma direta, dos 280 funcionários antes terceirizados e que foram afastados no início da ação. Como o processo está em andamento, não há informações se a montadora já os recontratou.
Ao usar esse tipo de mão de obra terceirizada, a Ford estava isenta de recolher direitos trabalhistas previdenciários e, segundo o Ministério Público, agiu de má-fé, além de pagar salário inferior ao dos contratados diretos, disse na época o procurador Bruno Ament. Eles trabalhavam como montadores, mecânicos e motoristas de testes.
A sentença do juiz Barberino estabelece que o valor da multa (agora de R$ 408 milhões somando Ford e Avape) seja revertido à comunidade de Tatuí para ser aplicado em políticas de inserção de pessoas com deficiência, ao Fundo Estadual de Direitos Difusos e ao Fundo Nacional de Promoção aos Direitos Difusos e Coletivos.
Fonte:http://www.estadao.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

No meio do caminho havia uma pedra – pesquisa sobre as calçadas cariocas

Comentário APNEN: [ Não são só as calçadas cariocas que tem problemas, se olharmos a nossa volta, são muitas calçadas problemáticas,verdadeiras armadilhas para quem usa, bengala, muleta, empurra carinho de bebê,ou anda de cadeira de rodas,pessoas com mobilidade reduzida,  em São Paulo as calçadas com melhores condições de acessibilidade são as das proximidades da Av. Paulista, e as periferias como fica? ]

Calçada de pedras portuguesas com buraco e pedras soltas.
As calçadas cariocas de pedras portuguesas são uma beleza de se ver. Para caminhar porém, deixam muito a desejar. Não faltam histórias de tropeções, seguidos ou não de quedas mais ou menos graves. A mais recente, da atriz paulista Beatriz Segall, foi tema da matéria “Calçadas cariocas viram armadilhas para pedestres” e do artigo Pedras cariocas, do jornalista Andrei Bastos no jornal O Globo http://www.inclusive.org.br/?p=25123 .

Quem usa salto alto, bengala, muleta, empurra carro de feira, de bebê, puxa mala, ou anda de cadeira de rodas, tem muita dificuldade em se locomover nesse tipo de calçada. Além disso a manutenção do piso e difícil e caro.


A última promessa de resolver o problema foi o projeto Calçada Lisa, anunciado pelo Prefeito Eduardo Paes, que instituiu Grupo de Trabalho pelo Decreto 36658, de 1º de janeiro de 2013, coordenado pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos – Seconserva que teria ainda os seguintes órgãos: Secretaria Municipal da Casa Civil(CVL), de Obras (SMO), de Urbanismo (SMU), Empresa Municipal Olímpica, além da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD).


O noticiário recente, porém, nos faz crer que o projeto ainda não deixou o papel.

Como forma de subsidiar a tomada de decisão das autoridades para fazer do Rio de Janeiro uma cidade mais acessível, inclusive visando os grandes eventos que ainda estão por vir como a Copa do Mundo, as Olimpíadas e especial e paradoxalmente as Paraolímpiadas, a Inclusive – Inclusão e Cidadania preparou uma pesquisa para as vítimas do calçamento carioca.

Solicitamos que quem ao menos já tropeçou numa das pedras portuguesas soltas do Rio, ou em outro buraco qualquer, ou conheça quem já tenha passado por isso, preencha o questionário abaixo. Quem sabe com isso consigamos remover mais de uma pedra do nosso caminho.

CALÇADAS CARIOCAS – Conte sua história aqui.

Fonte: Inclusive - “Matéria postada em caráter informativo”

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Inglês vítima de talidomida vira artista famoso ao pintar com a boca e os pés

Tom Yendell, de 50 anos, já fez mais de 500 quadros e escreveu um livro. Remédio para enjoo de grávidas deformou milhares de bebês de 1950 a 60. 

              Arte corporal, O artista usa dentes, língua, lábios, cabeça e pés para criar mais de 500 obras de arte que ele criou em seu estúdio especialmente construído em sua garagem
Arte corporal, O artista usa dentes, língua, lábios, cabeça e pés para criar mais de 500 obras de arte que ele criou em seu estúdio especialmente construído em sua garagem.

Um inglês que nasceu sem os braços – em decorrência de sua mãe ter usado, durante a gravidez, o medicamento contra enjoo talidomida, que causou malformações em bebês no mundo todo – virou artista profissional e ficou famoso por pintar com a boca e os pés. As informações são do site do jornal britânico “Daily Mail”.
Tom Yendell, de 50 anos, usa os lábios, a língua, os dentes e até a cabeça para criar pinceladas diferentes nos quadros. Ao todo, ele já produziu mais de 500 obras, e centenas delas têm aparecido em cartões, papéis de embrulho e paredes no Reino Unido.
Tom Yendell, que nasceu sem os braços devido ao medicamento Talidomida, tornou-se um artista de renome mundial em pintura com a boca e os pés.
Tom Yendell, que nasceu sem os braços devido ao medicamento Talidomida, tornou-se um artista de renome mundial em pintura com a boca e os pés.
Apesar do problema congênito, o homem – que mora na cidade de Alton, condado de Hampshire – decidiu levar uma vida normal e acredita que sua arte possa provar que nada seja realmente um grande obstáculo para quem tem força de vontade.
Yendell é pais de dois filhos, trabalha como artista profissional há 30 anos e já lançou um livro sobre sua história. Às vezes, ele sente cãibras musculares por causa da posição em que fica, mas nada que não possa ser superado.
“‘A talidomida é apenas uma daquelas coisas que acontecem na vida. Você não pode fazer nada sobre isso; portanto, é melhor seguir em frente e tentar ser uma pessoa positiva”, disse.
O inglês, que não se vê como alguém com deficiência, é um dos 458 bebês que sobreviveram à talidomida no Reino Unido, segundo a organização de apoio às vítimas Thalidomide Trust. E, para cada criança que resistiu, outras dez morreram.
Entre as décadas de 1950 e 1960, o medicamento foi usado contra náuseas, dores de cabeça, insônia, tosse e resfriados. Os bebês cujas mães tomaram o remédio acabaram nascendo com deformidades nos olhos, ouvidos, órgãos genitais, coração, rins e sistema digestivo.
Quando a droga foi retirada do mercado, em 1961, mais de 10 mil crianças já haviam sido atingidas. Em agosto deste ano, pela primeira vez, o fabricante alemão Grünenthal pediu desculpas públicas pelo erro.
                            “Matéria postada em caráter informativo”

Veteranos deficientes se arriscam em esportes radicais adaptados

                     Darol Kubacz em uma cadeira de rodas especial, assume o controle do vôo livre adaptado
                   Darol Kubacz em uma cadeira de rodas especial, assume o controle do vôo livre adaptado


Soldados que voltam aos EUA sobre cadeiras de rodas reinventam suas rotinas praticando surf, escalada, rafting e voo livre.
Em busca de maneiras de manter sua adrenalina em alta depois que um acidente de moto o forçou a sair do serviço militar e o colocou em uma cadeira de rodas, Darol Kubacz reinventou-se como uma espécie de pioneiro dos esportes radicais.
Ernie Butler, diretor-executivo da região nordeste da organização dos Veteranos Paralisados da América, pratica esportes de voo livre.
Primeiro, ele iniciou a prática de esqui, mas devido à falta de cuidado, ele quebrou sua coluna uma segunda vez. Depois de uma dolorosa recuperação, ele passou a praticar o mountain biking e o mergulho, e chegou a escalar o Monte Kilimanjaro.
No mês passado, a necessidade em buscar aventuras tirou Kubacz de sua casa no Arizona e o levou a uma montanha rochosa para fazer algo que um par de pernas em pleno funcionamento nunca teria permitido alguém fazer de qualquer maneira: voar.
“Como os fuzileiros navais dizem,” ele explicou, “se adaptar e se superar.”
E com uma nova e modificada cadeira de rodas, Kubacz, 37, e seu instrutor saltaram da encosta da montanha em direção à imensidão azul para planar no vento com seu paraquedas.
Por gerações, soldados que voltam aos Estados Unidos com deficiências graves, tanto ocorridas em combate quanto em atividades de risco experimentadas em seus dias de folga, como o motociclismo, encontravam uma pacata e limitada opção de atividades esportivas. Mas a última geração de veteranos deficientes está cada vez mais retomando esportes em busca da emoção que desfrutavam antes de suas lesões.
À medida que expandem a gama dos chamados esportes de adaptação para o surf, escalada e rafting, com a ajuda de novas tecnologias e financiamento de organizações públicas e privadas, esses veteranos têm trabalhado para provar que uma cadeira de rodas não requer necessariamente que o seu ocupante se mantenha apenas com as rodas no chão.
“Eles estão fazendo coisas que nunca pensaríamos ser possíveis dez anos atrás”, disse Kirk Bauer, diretor-executivo da Disabled Sports USA (Esportes Para Deficientes EUA, em tradução literal). No passado, quando Bauer perdeu uma perna no Vietnã, a organização tinha apenas uma sede e ensinava apenas o esqui. Hoje tem mais de 100 filiais e oferece 30 esportes para deficientes.
“Eles adoram velocidade, eles adoram desafio e amam correr riscos”, disse Bauer. “E eles estão realmente cada vez mais desafiando os limites.”
Esse era o objetivo claro dos cinco paraplégicos veteranos militares, nenhum ferido em combate, que chegaram na instituição no mês passado para aprender a praticar o paragliding, um tipo de voo sem propulsão, similar à asa delta, mas que faz uso de um equipamento semelhante a um paraquedas.
Os pilotos decolam e depois sentam-se em um apoio posicionado abaixo da lona, que pode ser dirigido por comandos manuais. Os mais experientes podem ficar no ar por horas antes de aterrissar, normalmente em um campo aberto.
Embora não sejam os primeiros paraplégicos a praticar o paragliding, eles foram os primeiros a serem ensinados a partir do zero usando um novo dispositivo chamado Phoenix, que utiliza uma cadeira de rodas no lugar de um apoio comum. O objetivo final é que os participantes possam praticar o esporte por conta própria, talvez até em competições.
“Eu sabia que poderia praticá-lo com o equipamento certo, mas eu simplesmente não sabia se alguém tinha sido corajoso o suficiente para experimentar isso”, disse Erik Burmeister, 37 anos, que ficou paraplégico em um acidente de moto.
Após a sua lesão, Burmeister aprendeu a esquiar e mergulhar, praticando cada um com o máximo de frequência possível. Um certo dia, em sua casa, na Pensilvânia, ele procurou na internet uma atividade que o fizesse sentir a emoção de sua dúzia de saltos de paraquedas pelo Exército e se deparou com informações sobre o programa Able Pilot (Piloto Capaz, em tradução livre), o grupo que organizaria na época o primeiro programa de paragliding para cadeirantes. Ele foi um dos cinco escolhidos entre mais de 100 candidatos.
“Nós todos aceitamos que a nossa mobilidade é limitada”, disse ele. “Mas temos uma rotina constante de ter que arrastar nossas cadeiras de rodas por aí. Porém, em todos estes esportes, a locomoção é praticamente dispensável. A sensação de liberdade é incrível. ”
O programa de treinamento de quatro dias também serviu de lembrete para o inevitável processo de erros que vem com o aprendizado de um novo esporte, particularmente para alguém em uma cadeira de rodas. Durante as apresentações, os participantes foram informados de que não são hamsters em algum experimento. Ainda assim, eles abraçaram o papel de colocar os seus corpos em risco. No final do treinamento, quatro dos cinco tinham caído ou errado na aterrissagem, e o quinto caiu quando uma decolagem foi abortada. Os instrutores voluntários, bem como engenheiros da Universidade deUtah, tomaram notas das sugestões que os alunos fizeram sobre como melhorar os métodos de ensino e até mesmo odesign da cadeira de rodas para atender melhor às suas necessidades.
O programa foi pago com doações do grupo de Veteranos Paralisados da América e pela Fundação Christopher e Dana Reeve, com a ajuda local da Sun Valley Sports Adaptive. Diversos outros grupos se recusaram a oferecer apoio, alegando que o programa era muito arriscado.
“Sim, a prática do paragliding é inerentemente perigosa”, disse Mark Gaskill, um veterano e parapentista que iniciou o programa Able Pilot após levar vários paraplégicos em voos duplos. “A vida é perigosa. Esses caras entendem os riscos. Eles entendem o que uma lesão pode fazer. Porém o voo na cadeira de rodas não é para todos.”
As aulas, que na sua maioria são compostas por treinamentos no chão, começavam antes do amanhecer, com o grupo sendo transportado em vans para um passeio nas montanhas. Cada dia os alunos também praticavam em voos duplos com instrutores voluntários, durante o qual eles eram capazes de voar nos planadores por si próprios.
“Eu nunca achei que iria voar outra vez”, disse Anthony Radetic, 32 anos, um ex-piloto de helicóptero que quebrou suas costas quando sua motocicleta foi atingida por um carro.
Durante anos após a sua lesão, ele tinha vergonha de sair de sua casa, especialmente depois que ele foi forçado a deixar o Exército. Isso mudou quando conheceu os esportes adaptativos: o Jet Ski, o esqui na neve e a corrida de handcycle, pelos quais ele competiu em numerosas maratonas. Ele mesmo também adaptou sua motocicleta, uma Ducati, para que pudesse continuar a passear nas estradas em volta de sua comunidade no interior do Alabama.
Este tipo de transformação é uma das razões pelas quais o Departamento de Assuntos dos Veteranos tem apoiado entusiasticamente o que os líderes descrevem como um aumento exponencial dos esportes radicais, oferecendo assim dinheiro para equipamentos e treinamento. Mesmo arriscadas, as atividades são vistas como uma melhor alternativa do que beber e viver em depressão – algo que muitas vezes acontece após lesões que alteram a vida de um indivíduo.
“É mais do que um bando de loucos que se dispõem a sair e curtir um momento”, disse Richard Stieglitz, que supervisiona a saúde física e o bem-estar do Projeto Guerreiro Ferido, que fornece programas para pessoas feridas no serviço militar. “Nós utilizamos o programa como uma ferramenta para mostrar que eles podem fazer tudo o que quiserem. ”
Depois de um passeio de van até o topo da montanha usada para a decolagem, Ernie Butler, 59 anos, se preparou para seu primeiro voo em Phoenix.
Ele retirou um capacete e o restante do equipamento de uma pequena bolsa. A última vez que ele colocou o mesmo tinha sido há 16 anos, “o dia em que seu salto deu errado.” Seu paraquedas ficou enrolado no de um colega – ele caiu no chão com mais de 220 fraturas.
Sua memória do acidente não trazia nervosismo, apenas ansiedade. “Já faz um tempo que não deixo meus joelhos livres no vento” disse ele.
E depois com um alegre grito ele desceu ladeira abaixo e decolou, gritando de empolgação ao passar pelo grupo que preparava uma outra cadeira para o próximo pulo.


                                     “Matéria postada em caráter informativo”