sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A campanha da Federação das APAEs contra educação inclusiva


O Senado está para votar as metas do Plano Nacional de Educação. A Meta 4 enfatiza o direito de toda criança deficiente de frequentar a escola pública. É ponto central na política de inclusão. Os grandes avanços registrados nos últimos anos - como a de Débora, com Síndrome de Down e que acaba de se formar professora e lançar livro - se devem a essa política de inclusão, que transforma o estudo na escola fundamental como direito da criança, obrigando o sistema de ensino a se preparar para a inclusão.

Os pioneiros das APAEs (como Jô Clemente) defendem a educação inclusiva. Às APAEs caberia o papel essencial de atender aos deficientes sem nenhuma condição de frequentar o ensino fundamental e de, em cada comunidade, dar o apoio técnico à rede básica para acolher os seus meninos.

No entanto, a Federação das APAEs tem encetado campanha baseada em falsas informações, como a de que a aprovação do PNE significará o fim das APAEs. É informação falsa, que está levando o pânico a milhares de pais de deficientes e centenas de APAEs espalhadas pelo país.

É importante que os voluntários da APAE, pais e amigos de fato dos excepcionais se informem sobre o melhor caminho para as suas crianças.

No início, a procuradora Eugenia Gonzaga, primeira a defender na Justiça o direito das crianças à educação inclusiva. Como represália, a Federação abriu 3.500 ações contra ela, além de espalhar o pânico entre seus associados com a falsa informação de que a educação inclusiva acabaria com as APAEs, deixando as crianças no desamparo.

A proposta do PNE

O Fundeb foi criado para estimular a escolarização. E vale para as escolas públicas. O fundo distingue escolarização e educação complementar. Para tanto criou a figura da dupla matrícula: uma para a escolarização, outra para a educação complementar.

Para as APAEs caberia as verbas para educação complementar. Reconhecendo sua importância para as crianças, enquanto as escolas públicas não se aparelhavam aceitou-se que pudessem oferecer escolarização e receber a dupla matrícula.

Os princípios da educação inclusiva foram reconhecidos em 2002, a partir de uma iniciativa do Ministério Público Federal, interpretando a Constituição, de considerar como direito da criança deficiente o acesso à rede fundamental de educação. Em 2006, esse princípio foi aceito pela ONU (Organização das Nações Unidas) em sua Convenção sobre direitos dos deficientes.

Através da sua Meta 4, o Plano Nacional de Educação (PNE) do MEC, em análise no Senado, incorporou os princípios da Convenção da ONU, reconhecendo os direitos das crianças deficientes a serem escolarizadas na rede básica de ensino.

Toda a disputa em torno da Meta 4 do PNE reside no uso da palavra "preferencialmente". A redação aprovada no Senado - seguindo a Convenção da ONU - fala explicitamente que o ensino suplementar será "preferencialmente" na rede fundamental. A Federação da APAE pretende que seja "preferencialmente" em escolas especiais. O que significaria manter a segregação dos deficientes.

Os defensores da educação inclusiva consideram que a mudança na redação da Meta 4 comprometerá todos os esforços em favor da educação inclusiva, tirando da rede fundamental a obrigação de se preparar para receber as crianças deficientes.

Pelo PNE, a partir de 2016 a escolarização será exclusiva da rede fundamental. As APAEs continuarão recebendo a segunda matrícula, mas não oferecerão mais a escolarização. Deverão apoiar suas crianças na escola fundamental, levando sua experiência para a rede básica - e recebendo a segunda matrícula, pelo apoio à educação suplementar. Seu papel de apoio à rede básica será essencial para o sucesso da educação inclusiva.

Vem daí a reação da Federação e a informação de que as APAEs serão fechadas.

No governo federal, o lobby contra a educação inclusiva está sendo conduzido pela Ministra-Chefe da Casa Civil Gleize Hoffmann – provavelmente devido aos seus interesses eleitorais no Paraná, onde as APAEs exercem forte influência política.

Neste momento, o tema está sendo discutido no Senado e no governo.

Paraná assegura direitos de mais de 42 mil alunos com deficiência

Imagem internet/Ilustrativa
Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla 2013, realizada de 21 a 28 de agosto, o Paraná tem importantes conquistas a comemorar. Uma delas é o Programa Todos Iguais pela Educação, cuja lei foi sancionada na semana passada pelo governador Beto Richa, e que atende 413 escolas e instituições e beneficia mais de 42 mil alunos com deficiência, de diversas faixas etárias.

O programa assegura às escolas básicas de Educação Especial, mantidas pelas Apaes (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais) e outras instituições, os mesmos direitos e recursos destinados às escolas da rede estadual. Já no primeiro ano de implementação do programa serão destinados R$ 436 milhões às escolas de educação especial. Os recursos servem para investimentos em pessoal, equipamentos, reformas, merenda escolar, além de ônibus para o transporte.

Até o final do ano serão entregues 110 micro-ônibus adaptados para o transporte escolar, um investimento de quase R$ 20 milhões. “Fazíamos o transporte de forma precária, em um veículo sem condições adequadas. Agora podemos transportamos 70% dos nossos alunos com mais rapidez e segurança”, comentou a diretora da Escola de Educação Especial Milton Cezar de Souza Filho, em Santana do Itararé.

Pelo programa de recursos descentralizados serão repassados R$ 16,5 milhões para as instituições de educação especial. “A iniciativa do governo é um auxílio muito importante. O recurso ajudará bastante as novas adaptações na escola”, disse o presidente da Instituição de Educação Especial Guilherme Canto Darin, em Curitiba, Márcio Darin.

Em três anos, a escola ampliou o atendimento de 60 para 320 alunos com deficiência intelectual, Síndrome de Down e distúrbio mental leve. Os alunos são de Curitiba, Almirante Tamandaré, Campo Magro e Fazenda Rio Grande.
As escolas especiais também participarão do Programa Brigada Escolar. A ação prevê treinamento e instalação de equipamentos para segurança e prevenção de riscos e está sendo desenvolvida nas escolas da rede estadual de educação básica.

Ainda serão investidos quase R$ 7 milhões em equipamentos e laboratórios de informática.


A SEMANA

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla 2013 tem como tema “Desafiando os limites, diminuindo as diferenças”. A proposta é realizar ações para a promoção da defesa de direitos das pessoas com deficiência, além de buscar políticas que permitam a inclusão responsável, o atendimento adequado e o pleno desenvolvimento delas.



Fonte:http://www.ilustrado.com.br/ - Imagem internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

Roda de Conversa

Evento será realizado pela Fundação Síndrome de Down no dia 24 de agosto.

da Redação

No próximo dia 24 de agosto, a Fundação Síndrome de Down promove mais uma "Roda de Conversa". O evento será realizado a partir das 9h00, na sede da entidade.

Nesta edição, a Roda de Conversa recebe o projeto da ONG Gira Sonhos, “Café com prosa”, com a presença de Raquel Scotti Hirson, do Grupo LUME Teatro, para um bate papo sobre a vida de atriz. O “Café com prosa” visita instituições para momentos de descontração com o objetivo de revitalizar valores humanos. O bate papo, sempre com um convidado especial, é acompanhado por café, bolo e uma boa prosa.

O EVENTO É GRATUITO E ABERTO AO PÚBLICO

Para fazer sua inscrição acesse: www.fsdown.org.br

Endereço: Fundação Síndrome de Down - Rua José Antônio Marinho, 430, Barão Geraldo, Campinas - SP.

Fonte:http://saci.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Falta de acessibilidade dificulta o emprego de pessoas com deficiência

Em Bauru, sobram oportunidades, mas, maioria continua desempregada.
Apesar do investimento em qualificação, vagas não são preenchidas.

Do G1 Bauru e Marília

Por lei, as empresas com mais de cem funcionários devem reservar uma quantidade de vagas para trabalhadores com deficiência, obrigatoriedade que pode estar sendo ignorada. Mesmo quem busca qualificação enfrenta resistência para entrar no mercado de trabalho. E essa resistência pode estar associada à falta de estrutura física das empresas para receber trabalhadores com necessidades especiais.

Adriano Cândido da Silva é aluno do curso de mecânica do Senai. Ele usa as mãos pra explorar o motor e para falar. A surdez não o impede de trabalhar, nem de aprender como os colegas. “Eu conheço pessoas em São Paulo que são deficientes visuais, cegas, mesmo assim trabalham com mecânica e agora temos o Adriano aprendendo com a gente. Se a pessoa tiver vontade, a superação não tem limites”, conta o professor Carlos Alberto de Jesus.

Para garantir o aprendizado, Adriano ainda conta com a ajuda de um intérprete. “Eu fico feliz de poder ajudar as pessoas surdas a aprenderem. O Senai foi a primeira escola nesse setor a estar preocupada em colocar o intérprete junto, para auxiliar no aprendizado”, destaca Marcos Dias.

   Adriano realiza o curso com a ajuda de um intérprete (Foto: reprodução/TV Tem)

A dedicação do estudante faz a diferença, mas atualmente existem vagas sobrando no mercado para pessoas com necessidades especiais. Consultoria de recursos humanos tem sido cada vez mais procuradas por empresas que pedem processo seletivo para contratação de pessoas com deficiência, principalmente por causa da legislação. “A gente recebe currículos diariamente, hoje nós temos mais de 100 candidatos no nosso banco de cadastro aguardando uma colocação no mercado de trabalho”, explica a consultora de Recursos Humanos Natacha Nishirara.

Oportunidade de sobra
Vagas de emprego voltadas para pessoas com deficiência também estão à disposição no posto de atendimento ao trabalhador. “Pouco se interessam, não há uma grande procura das pessoas com deficiência também e as empresas precisam cumprir as cotas que estão na lei de 1995”, completa Alexandre Bertoni, diretor regional da Secretaria do Emprego e das Relações do Trabalho (Sert).

Diante de tantas oportunidades, o que explica a situação do auxiliar administrativo Fábio Ricci? Ele tem segundo grau completo, qualificação em telemarketing e fez um curso técnico de auxiliar administrativo. Mesmo assim está há mais de um ano procurando emprego.

É uma grande dúvida da mãe dele. “Eu não consigo entender o que acontece, se eles não se enquadram no perfil da empresa, se eles não estão adequados para acessibilidade”, afirma Tereza Ricci.

Fábio, que é cadeirante, procura emprego há um
ano (Foto: reprodução/TV Tem)
Acessibilidade
Empresas que dizem ter dificuldade para contratar pessoas com deficiência podem estar encobrindo o fato de não terem acessibilidade, como rampas de acesso e banheiros adaptados. “Grande parte das empresas que se enquadra na cota de deficientes ainda não estão adequadas quanto à acessibilidade e acabam esbarrando nisso, há também outros motivos, mas esse é um dos entraves na contratação”, explica José Eduardo Rubo, gerente regional do Ministério do Trabalho.

O Ministério do Trabalho fiscaliza e multa as empresas que não estão de acordo com a legislação. “Nós passamos a visitar 20 empresas por mês, em média, desde março só para fiscalizar tanto a cota de deficientes como de aprendizes”, completa.

Mas isso não impede que profissionais como o Fábio continuem desempregados. “Eu acho isso uma falta de respeito contra a gente, nós, pessoas com deficiência, que não andamos ou temos outras dificuldade também temos nossos direitos”, completa.

Fonte: http://g1.globo.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A deputada Rosinha da Adefal sugere a inclusão de médicos ginecologistas nas equipes de reabilitação no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Artigo de Rosinha da Adefal

Rosinha da Adefal*

Excelentíssimo Senhor Ministro da Saúde:

Imagem Internet/Ilustrativa
A atenção prestada a pessoas com deficiência vem experimentando avanços em nosso país. O Brasil incorporou os termos da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência em seu arcabouço legal em 2009. No âmbito da saúde, existem estratégias implantadas que ampliam o enfoque de expansão do acesso aos cuidados em todos os níveis, desde a atenção básica até a reabilitação, para pessoas com deficiência. Planos e Políticas nacionais corroboram este entendimento.

Além disto, tramita em nossa Casa proposta de estatuto voltado às pessoas com deficiência ao qual se apensaram centenas de outras. Este volume de propostas reflete bem a importância de se assegurar plena integração do grupo à sociedade.

Diante da determinação concreta de aperfeiçoar a assistência a pessoas com deficiência, trazemos à consideração o aspecto da importância de associar ao processo de reabilitação física o enfoque de saúde sexual e reprodutiva. Para que as pessoas possam fruir todas as dimensões da vida, é essencial permitir o exercício pleno da maternidade e da sexualidade. Assim, temos percebido a importância de que a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência enfatize o aspecto de saúde sexual e reprodutiva, direito essencial e assegurado a todo cidadão brasileiro.

Sugerimos, deste modo, que seja avaliada a possibilidade de incluir médicos ginecologistas nas equipes dos Centros de Referência em Reabilitação no âmbito do Sistema Único de Saúde.

*É advogada, servidora pública federal, deputada federal pelo PTdoB/AL, e ativista dos direitos humanos, sobre tudo dos direitos das pessoas com deficiência e das mulheres. Contato: dep.rosinhadaadefal@camara.leg.br

Fonte:http://saci.org.br/ imagem internet/Ilustrativa


                             “Matéria postada em caráter informativo”

Apae pede apoio de parlamentares para manter oferta de ensino especializado

O deputado Eduardo Barbosa, que também participou da manifestação, defendeu a inclusão dos deficientes na escola normal sem acabar com a escola especial, que atenderia os estudantes com deficiências mais graves.

A Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) organizou um protesto hoje pela manhã no gramado do Congresso Nacional. A federação é contra a extinção das escolas especiais, prevista em mudança feita pelo Senado ao Plano Nacional de Educação (PNE).

O PNE foi aprovado pela Câmara em outubro do ano passado. No Senado, o relator da proposta, José Pimentel (PT-CE), alterou o texto para acabar com o repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a partir de 2016, a instituições especiais de ensino. Dessa forma, inviabiliza-se o atendimento das Apaes.

O fim do repasse estava previsto no texto original previsto pelo Ministério da Educação, enviado pelo Poder Executivo, mas a Câmara havia alterado esse texto para manter o repasse à educação especial.

Os jovens matriculados nessas instituições passariam a integrar as escolas regulares. Segundo Pimentel, o objetivo da mudança é garantir às pessoas com deficiência o acesso e condições para a permanência na escola.
Segundo a presidente da Federação Nacional das Apaes, Araci Ledo, a proposta representa, na prática, a extinção de todas as escolas que atendem exclusivamente alunos especiais.

Se essa mudança for aprovada no Senado, o Plano Nacional de Educação voltará a ser analisado pela Câmara.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) - que é presidente da Federação Nacional das Apaes - acredita que os senadores vão aprovar o texto da Câmara, que prevê a coexistência da inclusão dos deficientes na escola normal e a escola especial. “Vamos reverter esse processo nas próximas comissões. Os senadores estão sensíveis e mobilizados. O texto do Senado inclusive contradiz um decreto da Presidência da República que prevê a coexistência das escolas especiais.”
                                                                Manifestantes pediram manutenção das escolas especiais no PNE.
                                                                                    Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados

Manifestação
Segundo os manifestantes, o Ministério da Educação deseja que as unidades da Apae funcionem apenas como centros de atendimento especializado, obrigando os jovens ali atendidos a serem matriculados nas escolas regulares que, na avaliação deles, não estão habilitadas a prestar esse atendimento.

“Lutamos muito para que a educação regular esteja aberta às pessoas com deficiência, mas o MEC acredita que apenas a educação regular dá conta de todas as deficiências, e a nossa experiência mostra que não. Precisamos das escolas especiais, que dão atendimento a pessoas com deficiências maiores, que precisam de abordagens pedagógicas mais especializadas”, disse o deputado Eduardo Barbosa, que também participou da manifestação.

Pais, professores, profissionais da área e jovens atendidos pelas Apaes participaram da manifestação, alegando que as crianças e adolescentes atendidos pela associação requerem cuidado especial e atendimento diferente do oferecido pela rede pública de ensino.

Reportagem - Patricia Roedel
Edição - Natalia Doederlein
Com informações da Agência Senado

Fonte:http://www2.camara.leg.br/   “Matéria postada em caráter informativo”

Deficiente menor de idade tem isenção de ICMS e IPVA

Imagem Internet/Ilustrativa
Brasileiros com doença física ou mental, mesmo que não tenham idade e habilitação para dirigir, têm direito à isenção de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O benefício vale para todos porque, caso seja limitado aos cidadãos aptos a dirigir, há configuração de ofensa aos princípios da isonomia e da dignidade da pessoa humana. Essa é a decisão tomada pela 3ª Turma da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), seguindo voto do relator, desembargador Wilson Safatle Faiad.

O impetrante do Mandado de Segurança em questão é um menor, portador de deficiência física e mental permanente, representado por seu pai. A família afirma que, por conta da dificuldade de locomoção, pretende comprar um veículo, para que o garoto possa ser assistido por médicos de Goiânia, cidade distante 30 quilômetros de Hidrolândia, onde a família mora. Com base na situação do garoto, foi concedida a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por parte da Secretaria da Receita Federal.

No entanto, o governo de Goiás alegou que a legislação estadual prevê a isenção de ICMS e IPVA apenas nos casos em que o deficiente físico seja portador de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), necessite e conduza veículo adaptado. O relator já concedera liminar no MS, determinando a isenção.

Em seu voto, o desembargador aponta que, ao restringir o benefício a deficientes que podem conduzir veículos adaptados, o governo de Goiás priva de benefícios exatamente as pessoas com maior limitação.

Neste caso, aponta ele, o garoto depende de uma terceira pessoa para locomoção, sendo impossível cumprir a legislação estadual. De acordo com o relator, conceder o benefício “não configura aplicar interpretação extensiva ao preceito legal mas, ao revés, atender seu fim essencial”, que é garantir a integração social aos portadores de deficiência. Ele cita decisões semelhantes do TJ-RS (AI 70012803656) e do TJ-GO ((MS 16414-1/101 e MS 16428-0/101). Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-GO.

Clique aqui para ler a decisão.

Fonte:http://www.conjur.com.br/ Imagem Internet/Ilustrativa - 

                                          “Matéria postada em caráter informativo”

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Aplicativo possibilita denunciar quem viola vaga para deficientes em estacionamento

Quem é que nunca viu alguém utilizando indevidamente uma vaga de estacionamento reservada para deficientes físicos? Esse tipo de cena cada vez mais comum nas cidades, seja quando vamos a um supermercado, banco ou show, por exemplo, costuma causar revolta em quem presencia, mas um aplicativo (app) para smartphone pretende ajudar a denunciar quem gosta de levar vantagem nesse tipo de situação.

O aplicativo Parking Mobility, que está disponível gratuitamente na App Store e no Google Play, viabiliza a geração de um relatório que pode ser enviado diretamente as autoridades, segundo informou o site springwise. Os usuários enviam três fotos:uma com a placa do carro, uma da janela da frente e uma da vaga de estacionamento.


Uma vez que a comunidade de deficientes físicos é cada vez mais consciente quanto as infrações nos estacionamentos, o aplicativo ajuda a trazer mais agressores à Justiça e criar receita para as cidades, por meio das multas. As irregularidades registradas pelo Parking Mobility junto as autoridades poderão ainda recolher 20% das multas para instituições de caridade voltadas aos que têm dificuldade de locomoção.



E aí? Gostou da ideia?

O vídeo abaixo explica como o aplicativo funciona:



FONTE:  Portal Eco D e IParadigma http://www.fernandazago.com.br/

                         “Matéria postada em caráter informativo”

Muito além da LIBRAS. Dicas para falar com deficientes auditivos.

             Lak Lobato possui deficiência auditiva adquirida devido à Caxumba na infância

Este artigo foi escrito por Lak Lobato, 34 anos, Publicitária, formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Atualmente, escritora e fotógrafa. Deficiente auditiva desde os 10 anos, surda oralizada e usuária de prótese auditiva e implante coclear. Autora do blog Desculpe, não ouvi!

A principal diferença entre a deficiência auditiva e as demais deficiências é que a surdez pouco limita fisicamente o surdo, mas limita muitíssimo a comunicação social.

Como muita gente nunca teve contato com deficientes auditivos de qualquer grau, simplesmente não sabe lidar conosco e acaba evitando um contato que poderia ser bastante enriquecedor e até o começo de uma grande amizade.

A primeira coisa é observar para ver que tipo de limitação de comunicação a pessoa em questão tem. Se possível, veja se a pessoa utiliza aparelhos e se fala via voz. Em caso afirmativo, pergunte se ela lê lábios ou prefere que você aumente o volume da voz. Do contrário, mímicas e papel-e-caneta podem ser a melhor maneira de iniciar a conversa.

O volume da voz varia de acordo com a perda de audição da pessoa. Claro que você não precisa ser adivinho. Comece falando com o tom de voz habitual. Se necessário, a pessoa avisa que precisa que você fale um pouquinho mais alto, mais baixo ou mantenha do jeito que está. Além do mais, se a pessoa tem surdez quase total, não adianta gritar. Berrar ou falar sem voz dá na mesma. Ela apenas lê seus lábios.

Fale um pouco mais devagar, com naturalidade. Não fale separando sílabas ou articulando demais. Isso não ajuda e periga você acabar se perdendo na linha de raciocínio.

Não ache que todo surdo que usa aparelho necessariamente compreende o que você diz, via audição. Pode ser que ele use aparelho para ter referências sonoras ambiente apenas. Então, fale de frente pra ele, de maneira que seus lábios estejam sempre visíveis. Caso você precise virar a cabeça, faça uma pausa. Cada virada de rosto é uma sílaba ou palavra perdida que poderia alterar completamente o sentido da conversa.

Falar mastigando, além de não ser de boa educação, torna a leitura labial sofrida, porque vários movimentos feitos não fazem parte da conversa. Esperar engolir antes de prosseguir o diálogo.

Ler os lábios via espelho é perfeitamente possível. Estando no carro, num cabeleireiro ou numa loja, por exemplo, se o espelho estiver posicionado de maneira acessível, pode abusar dele sem dó.

Ler os lábios de lado é mais difícil. De cabeça pra baixo, é praticamente impossível. Se a posição não for favorável (vai saber onde a conversa se dá, né?) aguarde estarem com as cabeças viradas pro mesmo lado.

Mesmo um Surdo que só fala Língua de Sinais pode saber um mínimo de leitura labial. Se você perceber ou souber que o Surdo é usuário exclusivo da Líbras e realmente precisar falar com ele, fale de maneira simplificada. Ele possivelmente irá te entender e responder como puder (falando oralmente, por sinais ou até escrevendo).

No entanto, se você perceber que ele não lê lábios, apele pro papel e caneta. Mas, saiba: a Libras não é idêntica ao português e existe bastante diferença entre os idiomas. Alguns termos podem ser bem diferentes entre as duas línguas, por isso, procure se expressar de forma objetiva e simples.

Mímicas simples podem ajudar no diálogo, mas cuidado! Uma mímica pode ser equivalente a um sinal em Libras com significado diferente e até ofensivo Não abuse e jamais ache que mímica feita de qualquer jeito é Língua de Sinais.

Já os surdos oralizados falam oralmente, tal como diz o nome. A voz dele pode soar estranha pra quem não está acostumado com ela, mas ele sabe disso, fique tranquilo. Apenas tenha um pouquinho de boa vontade de compreendê-lo e não tenha vergonha de pedir pra ele repetir, caso você não entenda alguma coisa…

Não tenha medo de cometer gafes com figuras de linguagem. “Você está me ouvindo?” “Nossa, você já tinha ouvido falar nisso?” “Ei, ouve essa…”, isso não nos ofende nem um pouco.

Às vezes, as pessoas acham que deficientes auditivos são, na verdade, pessoas antipáticas. Porque falam com elas e elas não respondem, já que a deficiência não é tão visível. Se, por ventura, você se deparar com uma pessoa que não responde quando você fala quando ela está de costas pra você, existe alguma chance dela não ter boa audição. Na dúvida, pergunte.

Para chamar um surdo, você precisa de algum sinal visual ou táctil. Você pode abanar as mãos, acender e apagar uma luz ou até tocar o ombro dele de leve. Mas, jamais dê um cutucão com força ou um tapa agressivo. E, por favor, em hipótese alguma, jogue coisas nele para chamá-lo. Isso dói e não tem a menor graça.

A iluminação é um dos principais fatores do qual depende a leitura labial. Se a iluminação ambiente não for adequada, vale qualquer improvisação: isqueiro, lanterna e até a luz do celular.

Se você tiver curiosidade de conversar em Libras, pergunte se a pessoa tem fluência nesse idioma. Se ela tiver (se for bilíngue) terá prazer de conversar com você dessa forma. Do contrário, seria como exigir que ela converse num idioma que ela não domina.

Fonte: Acessibilidade Total http://www.fernandazago.com.br/

                                  “Matéria postada em caráter informativo”

Médicos Fisiatras e Terapeutas Ocupacionais da Rede Lucy Montoro serão instrutores da OMS

Curso de Formação de Instrutores acontece na África do Sul, de 19 a 23 de agosto.

Imagem Internet/Ilustrativa
Durante os dias 19 e 23 de agosto, acontece o curso de Formação de Instrutores, os quais serão responsáveis pelo Treinamento sobre Serviços para Cadeiras de Rodas. A Rede de Reabilitação Lucy Montoro comandará o treinamento dos profissionais dos países de Língua Portuguesa e do continente latino-americano envolvidos na prescrição de cadeiras de rodas e adequação postural sentada.

A Organização Mundial da Saúde - OMS, em parceria com a Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional, desenvolveu o curso para apoiar a implementação das Diretrizes para o Fornecimento de Cadeira de Rodas.

A proposta do curso é aumentar as habilidades e conhecimentos dos profissionais envolvidos na prestação de serviços para cadeiras de rodas, auxiliando quanto ao apoio postural e a mobilidade do usuário de cadeira de rodas, a qualidade para a prestação de serviços para cadeira de rodas e a maior integração do fornecimento de cadeiras de rodas nos serviços de reabilitação.

André Tadeu Sugawara e Andrea Thomaz, ambos médicos fisiatras, assim como Denise Rodrigues Tsukimoto, terapeuta ocupacional, irão à África do Sul, representando a Rede Lucy Montoro, a convite da organização do evento. Nessa capacitação, os profissionais reunirão informações com o objetivo de replicar o conteúdo do curso em São Paulo, buscando disseminar as informações no Estado.

Realizado na Cidade do Cabo, o treinamento é recomendado para os profissionais envolvidos na prestação de serviços para cadeiras de rodas, entre os quais os que atuam com profissionais de saúde e reabilitação, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, técnicos em órteses e próteses e usuários de cadeiras de rodas.

O nível básico do treinamento foi realizado na Índia em 2012.

CONHEÇA A REDE LUCY
Referência em reabilitação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro recebe suporte das Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, da Saúde e do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP.

A Rede Lucy foi criada pelo Decreto 52973/2008, pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Saúde, em parceria com renomadas instituições de assistência, ensino e pesquisa.

O principal objetivo é propiciar melhoria na qualidade de vida, participação na sociedade e capacitar plenamente a pessoa com deficiência para o exercício de seus direitos.

Em uma primeira fase, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro é composta por 18 unidades fixas e uma Unidade Móvel, construídas em regiões estratégicas do Estado de São Paulo. Essas unidades, quando totalmente implantadas, terão capacidade de aproximadamente 300 mil atendimentos por mês.

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro conta ainda com uma Unidade Móvel, uma carreta com 15m de comprimento, 2,60m de largura e 20 toneladas. Possui elevador hidráulico e instalações adaptadas às necessidades da pessoa com deficiência, além de consultório médico, sala de espera e oficina ortopédica com sala de prova. Seu principal objetivo é atender as regiões do Estado de São Paulo onde não haja fornecimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Unidades da Rede Lucy no Interior
Botucatu
Campinas
Fernandópolis
Jaú
Marília
Mogi-Mirim
Pariquera-Açu
Presidente Prudente
Ribeirão Preto
Santos
São José dos Campos
São José do Rio Preto
Sorocaba

Unidades na Capital
Clínicas
Umarizal
Lapa
Morumbi
Vila Mariana

Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa -

                                         “Matéria postada em caráter informativo”

Brasil leva 11 ouros, nove pratas e seis bronzes no Mundial Paralímpico de Natação

O Brasil brilhou, ficando na sexta colocação do quadro geral de medalhas. Na quarta, dia 21, o governador Geraldo Alckmin recebe os campeões no Palácio dos Bandeirantes.

                  Daniel Dias (foto) brilhou em Montreal, ao lado de André Brasil.

O Brasil encerrou no domingo, 18, a sua participação no Mundial Paralímpico de Natação em Montreal, Canadá, ficando em sexto lugar no quadro geral de medalhas. Os atletas subiram ao pódio 26 vezes, com 11 medalhas de ouro, nove de prata e seis de bronze.

Na quarta, dia 21, pela manhã, o governador Geraldo Alckmin, abre o Palácio dos Bandeirantes para prestigiar os campeões de natação que brilharam em Montreal e também os que venceram em Lion, França, em junho, com destaque para o corredor Alan Fonteles, que quebrou recordes, tornando-se o mais veloz do mundo em sua categoria.

Daniel Dias foi o maior vencedor do Brasil em Montreal, com seis ouros, além de duas pratas. André Brasil faturou três ouros e também três pratas. As outras medalhas de ouro do Brasil foram conquistadas por Roberto Alcalde e Susana Schnarndorf. O quadro de medalhas foi liderado pela Ucrânia, com 33 ouros, 22 pratas e 29 bronzes. Os outros países que terminaram à frente do Brasil foram Rússia, Reino Unido, Nova Zelândia e EUA.

Daniel Dias, André Brasil, Talisson Glock são atletas do Time São Paulo Paralímpico, uma parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com deficiência de São Paulo, que apoia 41 atletas de nove modalidades.

Principais representantes da natação paralímpica brasileira, Daniel Dias e André Brasil encerraram a participação no Mundial com a conquista de mais uma medalha de ouro cada. Daniel venceu a disputa dos 50 metros livre classe S5 e André levou o ouro nos 50 metros livre S10.

No Mundial anterior, em 2010, o Brasil também faturou 26 medalhas, mas 14 de ouro, todas conquistadas por André Brasil e Daniel Dias em provas individuais. Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, fez um balanço positivo da participação em Montreal.

"Ficamos exatamente onde planejamos terminar esta competição, nos mantendo entre as principais forças da natação mundial. O que mostra que continuamos seguindo o nosso planejamento rumo ao Rio/2016". Parsons também deu destaque ao surgimento de novos nomes na natação paralímpica do Brasil.

"Além da confirmação da força de André Brasil e Daniel Dias, a competição no Canadá apresentou novos e jovens medalhistas, como Roberto Alcalde, Talisson Glock e Matheus Rheine, nos deixando animados para o futuro”, afirmou.

Com apoio da divulgação do CPB



Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ -

                                          “Matéria postada em caráter informativo”

Coreógrafa barrada em voo aponta despreparo e diz que processará Gol

FERNANDA PEREIRA NEVES DE SÃO PAULO

Imagem Internet/Ilustrativa
A coreógrafa Deborah Colker afirmou nesta terça-feira que a tentativa da companhia aérea Gol de barrar ela e a família de um voo devido à uma doença de pele do neto foi uma ação "nitidamente discriminatória, preconceituosa" e que foi provocada pelo despreparo dos funcionários.

Théo, que fará 4 anos amanhã (21), estava com a avó, a mãe e o pai quando foi vetado num voo de Salvador para o Rio de Janeiro por ser portador de uma doença congênita chamada epidermólise bolhosa, que causa erupções na pele. A doença, porém, não é contagiosa.


"Houve um total despreparo, uma total falta de profissionalismo e uma total falta de cuidado de lidar com a família e uma criança de 4 anos que presenciou uma ignorância, estupidez total já dentro do avião", afirmou Colker à Folha.

O avião sairia de Salvador em direção ao Rio de Janeiro, ontem, quando um comissário os abordou já dentro da aeronave e perguntou sobre a doença da criança, e exigindo um atestado para permitir a permanência do menino. Segundo Deborah, os detalhes da doença já tinham sido dados no momento do check-in.

"Tínhamos explicado no check-in que não é contagioso, é uma doença de pele e que ele já viajou de avião várias vezes. Na sexta-feira (16), ele foi para Salvador de Gol e agora estava voltando. Ele tem um pai baiano que mora no Rio e que tem uma filha que mora naquele Estado, então é normal pra ele viajar".

Deborah ainda completou "na ida não precisou [de atestado]. Que abordagem é esse? Que critério é esse? Tinha uma médica no avião, veio um médico da Infraero e mesmo assim foram duas horas no avião. É preciso preparo [dos funcionário], principalmente no caso de uma companhia importante, séria".

Em nota, a Gol afirmou que cumpriu rigorosamente as recomendações do Manual Médico da IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transportes Aéreos) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). "Lamentamos profundamente os transtornos causados à família com relação à forma como foi conduzido o cumprimento de tais recomendações. A estes e aos demais passageiros, pedimos sinceras desculpas", completou.

A Anac afirma que, pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, o piloto é autoridade em voo. Pela norma, "o Comandante exerce autoridade sobre as pessoas e coisas que se encontrem a bordo da aeronave e poderá desembarcar qualquer delas, desde que comprometa a boa ordem, a disciplina, ponha em risco a segurança da aeronave ou das pessoas e bens a bordo e tomar as medidas necessárias à proteção da aeronave e das pessoas ou bens transportados."

A agência afirmou ainda, em nota, que solicitou informações sobre o ocorrido à Gol e que caso seja constatada alguma conduta inadequada praticada será aplicada a medida cabível, que pode gerar multas de R$ 4.000 a R$ 10 mil.

Ela ainda "recomenda aos passageiros que apresentem algum quadro de enfermidade ou especial, como a gestação, que busquem as orientações necessárias para embarcar junto à companhia aérea ou com seus médicos, caso seja necessário. Cada companhia aérea possui políticas próprias que são elaboradas conforme as orientações dos órgãos de vigilância sanitária e do CFM (Conselho Federal de Medicina)."

PROCESSO

Deborah afirmou que vai processar a Gol pelo constrangimento sofrido durante a viagem. "Lógico que vamos recorrer à Justiça. Pretendo processá-los e que todo o dinheiro desse processo seja revertido à pesquisa genética e que siga de exemplo para que não aconteça com mais ninguém. Tenho essa obrigação ética como avó, como mãe."

"Tinha dois policiais na porta do avião. A ideia era nos retirar da aeronave. Retirar o monstro de uma criança de quatro anos que tinha uma aparência estranha. Tenho que denunciar isso", afirmou a coreógrafa.

"Ele falou 'vó tava todo mundo falando de mim e olhando pra mim'. Ele é um guerreiro. Quem o conhece sabe que ele é uma criança exemplar", completou Deborah, que destacou ainda que os passageiros que estavam no voo foram solidários e também reclamaram do comportamento da tripulação.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/  “Matéria postada em caráter informativo” - Imagem Internet/Ilustrativa

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Motociclista cego bate recorde mundial de velocidade

Cego temerário atinge 268 km/h em motocicleta.

         Passeio de orgulho: Stuart comemora depois de quebrar o recorde (Foto: Ross Parry)

Cada canto é uma curva cega para este motociclista.

Mas a incapacidade de Stuart Gunn para ver onde ele vai não o impediu de estabelecer um novo recorde mundial de velocidade.

Ele tornou-se o mais rápido motociclista cegos e deficientes no planeta, depois de atingir 167,1 mph no sábado.

Seu pai, Geoff, cavalga ao lado dele e usa um sistema de interfone para dizer se ele está à deriva fora do curso ou precisa de freio.

"Espero que esta prova para as pessoas que só porque você é cego ou tem uma deficiência, não significa que ele deve alterar ou limitar a sua vida", disse Stuart, de Edimburgo.

Este recordista está zumbindo ao longo de 268 km/h... e ele não pode ver uma coisa (Foto: Ross Parry)

"Tenho andado por anos com meu pai e por isso funcionou muito bem."

The 39-year-old quebrou a coluna em dois lugares, quebrou várias costelas e ombro e foi paralisada em todo o lado direito de seu corpo em um horror acidente de viação há 11 anos.

Mas ele lutou para recuperar algum sentimento em seu braço direito e, finalmente, conquistou o desafio de subir de volta em sua bicicleta.

Sr. Gunn lutou ventos para bater o melhor tempo anterior de 164 mph em Elvington Airfield, em North Yorkshire.

"Estou absolutamente extasiado e eu não acho que a notícia foi bastante afundado", disse ele.

Fonte:http://metro.co.uk/    “Matéria postada em caráter informativo”

Universitária em cadeira de rodas perde aula por falta de acesso

Estudante de Arquitetura da Unifor, em Fortaleza, fica impedida de chegar à sala porque rampa do prédio é íngreme demais.

William Helal Filho

A estudante Lorena Melo Martins, de 22 anos, faz faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Fortaleza (Unifor), mas está enfrentando dificuldades para frequentar o curso devido aos problemas de acessibilidade do prédio, na capital do Ceará. Ela passou por uma operação no joelho e, obrigada a usar uma cadeira de rodas, não consegue chegar à sala de aula porque a rampa até o segundo andar é íngreme demais. Depois de perder várias aulas, a aluna fez um relato sobre seu drama no Facebook. O post já tem mais de 6,2 mil compartilhamentos e 170 comentários.

“Todos os dias venho pra aula e não consigo chegar nas salas de aulas por causa da péssima acessibilidade da universidade”, conta ela, antes de descrever com detalhes os diversos apelos feitos à Unifor e os constragimentos que sofreu. “Já me humilhei, chorei e perturbei as pessoas aqui na universidade por uma coisa que é minha de DIREITO! Não só minha, mas de TODOS!”.

Fonte:O Globo  - “Matéria postada em caráter informativo”

Pimentel: mudanças no PNE vão facilitar inclusão de pessoas com deficiência

Isabela Vilar

O senador José Pimentel (PT-CE) justificou nesta quarta-feira (14), por meio de sua assessoria, a inclusão do prazo de 2016 para o fim dos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) às instituições que oferecem educação especial, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Segundo o senador, o objetivo não é prejudicar essas instituições, mas sim incluir as pessoas com deficiência na rede pública.

Pimentel foi relator, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Projeto de Lei da Câmara 103/2012, que trata do Plano Nacional de Educação (PNE). Seu relatório, aprovado em maio pela comissão, fixa em 2016 o prazo para que as matrículas da educação especial não pública sejam contadas para fins de repasse do Fundeb.

O argumento é de que esse tipo de educação tem caráter complementar, e não substitutivo, com relação às escolas públicas. O entendimento, segundo Pimentel, segue a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. O texto reconhece o direito à educação para essas pessoas e se compromete a realizá-lo, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, com um sistema educacional inclusivo.

A justificativa de Pimentel pela manutenção do texto foi uma resposta ao movimento organizado por representantes das Apaes. Nesta quarta-feira, eles estiveram no Congresso para pedir a manutenção dos repasses, cujo fim está previsto para 2016. As instituições haviam conseguido mudar o texto na Câmara e não concordam com a alteração feita por Pimentel no Senado. Representantes das Apaes alegam que as escolas regulares não estão habilitadas a prestar esse atendimento.

Por outro lado, organizações pela educação inclusiva - como os movimentos Inclusão Já e SuperAção e o Fórum Nacional de Educação Inclusiva - apoiam a mudança e defendem a integração dos alunos com deficiência nas classes comuns. Para esses movimentos, não pode haver discriminação, com a triagem de pessoas para a exclusão escolar.

Financiamento
O senador explicou que a inclusão do prazo no texto é uma forma de dar tempo para que instituições de atendimento educacional especializado busquem outras fontes de financiamento. Esse tempo seria usado para a discussão sobre essas fontes, já que o corte imediato dos repasses poderia prejudicar as instituições.

O projeto tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde tem como relator o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Depois, seguirá para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), responsável pela análise do mérito. O presidente da CE, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), disse que reivindicações dos manifestantes serão consideradas.

Agência Senado

Fonte:http://www12.senado.gov.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Escolas especiais tentam manter alunos e criticam 'inclusão radical'

Apaes querem que os pais possam optar pela matrícula dos filhos com deficiência intelectual nas escolas especiais.

Angela Chagas

Débora Seabra estudou na escola regular e hoje é professora em Natal (RN)
Foto: Divulgação
No começo dos anos 1980, Margarida Seabra precisou travar uma verdadeira batalha para mostrar que a sua filha merecia ser tratada de maneira igual a todas as outras crianças da sua idade. Débora, hoje com 32 anos, é a primeira professora com Síndrome de Down do Brasil e uma das maiores defensoras da inclusão de todas as crianças com deficiência intelectual na escola regular. Prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), essa inclusão, contudo, não é unanimidade e recebeu, por alguns setores, a alcunha de "radical".

Um grupo de entidades se mobiliza para garantir o funcionamento de escolas especiais para atender essas crianças. Na quarta-feira, representantes das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) protestaram em Brasília contra mudanças no PNE, projeto que apresenta as 20 metas para a educação brasileira para os próximos dez anos e que está em tramitação no Congresso Nacional.

Segundo a presidente da Federação das Apaes, Aracy Maria da Silva Ledo, o texto do PNE foi modificado no Senado no item que trata da inclusão de pessoas com deficiência. A meta quatro dizia que é preciso universalizar, para a população entre 4 e 17 anos com deficiência, o acesso à educação, preferencialmente, na escola regular. No entanto, o novo texto retirou a palavra "preferencialmente", o que, para Aracy, pode acabar com as Apaes.

"Vamos pressionar os parlamentares pela mudança neste texto. Queremos que se mantenha o direito da família escolher se a criança vai para a escola regular ou para a especial. Uma não pode excluir a outra". Segundo a presidente da federação, as Apaes dependem de financiamento federal, por meio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e de doações. Sem o respaldo da lei, diz ela, as escolas podem perder as verbas e não ter mais condições de manter as atividades.

Aracy defende ainda que muitas crianças com deficiência intelectual não têm condições de acompanhar o aprendizado nas escolas regulares e que precisam do atendimento especial nas Apaes. "Temos fisioterapeuta, fonoaudiólogo, profissionais treinados para acompanhar essas crianças, estrutura que a escola pública não oferece", afirma, ao ressaltar que boa parte dos professores não está preparada para atender alunos com necessidades especiais.



Queremos que se mantenha o direito da família escolher se a criança vai para a escola regular, ou para a especial. Uma não pode excluir a outra. Aracy Maria da Silva Ledo presidente da Federação das Apaes


O Ministério da Educação (MEC) é a favor da inclusão de todas as crianças entre 4 e 17 anos na escola regular, independente do grau de deficiência intelectual. Em nota, a pasta disse que esses alunos precisam de acompanhamento especial diferenciado no contraturno, o que pode ser oferecido em salas de recursos instaladas nas próprias escolas ou em centros especiais, como as Apaes.

"O MEC entende que é fundamental para o aluno com deficiência acessar as escolas regulares para ter experiência e convivência escolar com outros estudantes. É importante também que os estudantes que não possuem deficiências aprendam a lidar e respeitar as diferenças. Isso faz parte do processo de socialização, que se inicia na escola", diz a pasta, ao reforçar que as Apaes não deixarão de existir.

'Inclusão se faz na escola regular', diz entidade
Presidente da Federação Brasileira das Associações Síndrome de Down, Gecy Maria Fritzch Klauck sabe bem o desafio que é garantir a inclusão na escola regular. Ela conta que a filha, hoje com 18 anos, foi recusada em escolas públicas e privadas da cidade onde mora, em Novo Hamburgo (RS). Precisou ir para um município vizinho para garantir a matrícula. Quando a menina estava na quarta-série, Gecy finalmente conseguiu a matrícula em uma escola comunitária.

"A minha filha hoje está concluindo o ensino médio e se preparando para entrar no mercado de trabalho. Conheço jovens que frequentam a Apae que não sabem ler, andam de mão dada com a mãe. Isso é segregação, isso é insanidade", critica Gecy. Segundo ela, a proposta do MEC de levar as crianças para as Apaes no contraturno pode ser uma possibilidade, desde que as entidades respeitem a inclusão.

As crianças com Down aprendem vendo, as pessoas comuns aprendem ouvindo. Zan Mustacchi geneticista especialista em Síndrome de Down

Médico geneticista e um dos maiores especialistas do Brasil em Síndrome de Down, Zan Mustacchi afirma que a principal característica das pessoas com Down é o comprometimento intelectual, que pode variar de um para outro de acordo com as condições genéticas e, principalmente, ambientais. Para ele, as crianças precisam ser estimuladas desde o seu nascimento. "Elas apresentam grande dificuldade de habilidade cognitiva, não conseguem aprender coisas abstratas. As crianças com Down aprendem vendo, as pessoas comuns aprendem ouvindo".

Mustacchi, que dá cursos para capacitar professores a trabalhar com crianças com Down, diz que o caminho ainda é longo para incluir todos na escola regular, mas não impossível. "Esse é o grande segredo e aí mora o erro dos nossos professores: eles querem apenas falar em sala de aula", disse ao defender que a escola precisa de adaptar, com aulas expositivas, com exemplos práticos. "Quem mais ganha quando a escola abre as portas para as crianças com Down é o aluno comum, que desde cedo vai aprender a respeitar a diferença".

O geneticista não é contra as escolas especiais e diz que as Apaes tiveram um grande mérito ao tirar de dentro das casas e levar para uma instituição pessoas que antes ficavam reclusas. "O que não podemos permitir é que as crianças com Down fiquem longe do convívio social, do convívio com as pessoas comuns. Mas as Apaes avançaram muito nesse sentido."

Inclusão avançou, mas ainda falta muito
Débora Seabra, que sempre estudou na escola regular e hoje participa de eventos no Brasil e no exterior defendendo a inclusão das crianças com Down, conta que já passou por situação de preconceito durante o ensino fundamental e até no curso de magistério, mas que sempre gostou de conviver com pessoas diferentes.

Embora nos últimos tempos a inclusão de crianças com Down na escola tenha aumentado significativamente, os números ainda estão longe da meta do governo de universalizar o atendimento em 10 anos. De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 37% das crianças com deficiência intelectual estavam fora da escola, percentual bem superior à média nacional dos alunos sem Down, que é de apenas 4,2%.

Segundo o Ministério da Educação, os esforços na construção de salas com recursos e na capacitação de professores já garantiram importantes resultados. Em 1998, somente 337.326 estudantes com deficiência (os dados da pasta incluem deficiência intelectual e física) estavam matriculados na rede de ensino da educação básica. Em 2012, 820.433 estudantes com deficiência estavam matriculados na educação básica. Os avanços também foram verificados no número de matrículas da educação superior. Em 2003, eram 5.078 estudantes com deficiência matriculados. Em 2011, já eram 23.250.


Fonte: http://noticias.terra.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”