sábado, 14 de setembro de 2013

Autismo: Cientistas conseguem restabelecer conexões entre neurônios



Cientistas identificaram uma causa genética para um déficit na ligação entre neurônios e os circuitos cerebrais em pessoas com certos tipos de autismo. Os pesquisadores afirmam ainda que conseguiram, em camundongos, restaurar o crescimento neuronal ao compensar o problema nos mecanismos moleculares que eles identificaram. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira na revista especializada Neuron.

A mutação do gene que produz uma proteína chamada de NHE6 costuma ser diretamente associada a um tipo raro e severo de autismo chamado de síndrome de Christianson. Mas os pesquisadores afirmam ter descoberto uma ligação desse gene com outros tipos de autismo mais comuns.

"No autismo geral essa proteína é desregulada", diz Eric Morrow, professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos. A NHE6 ajuda a regular a acidez do endossomo - organelas responsáveis por transportar o material ao redor das células e degradar proteínas, inclusive aquelas necessárias para que os neurônios cresçam seus longos braços (axônios e dendritos) para formar as conexões dentro do cérebro.

Os cientistas descobriram que camundongos com mutação nesse gene tinham uma acidez maior nos endossomos. Essa desregulação afetava moléculas presentes na célula que regulam o crescimento dos axônios e dendritos. Os animais com essa mutação acabavam por ter menos conexões entre neurônios, chamadas de sinapses.

"Um dos problemas primordiais em desordens como o autismo, nós acreditamos, é que elas são um problema de comunicação entre diferentes áreas do cérebro e de neurônios que se comunicam com outros em rede", diz Morrow.

Para tratar o problema, os cientistas testaram aplicar diretamente uma das moléculas em falta nos camundongos (chamada de fator neurotrófico derivado do cérebro, ou BDNF, na sigla em inglês). Os animais que receberam o BDNF tiveram um crescimento dos axônios e dendritos próximo ao de um neurônio normal. Outro dado destacado é que já existem remédios para reposição do BDNF disponíveis para os pacientes.

"Nós não achamos que isto seja tudo sobre esta condição", diz Morrow, que agora tenta entender melhor as respostas dadas ao uso dos medicamentos. "Mas se somos capazes de tratar este mecanismo com drogas exógenas, isso poderia reparar o suficiente ou ao menos algum elemento (do autismo)?", questiona.


Fonte: Terra - http://creativeideias.blogspot.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

PÉ DIABÉTICO PROVOCA 60 MIL AMPUTAÇÕES NO BRASIL

                                  

O diabetes mal controlado responde por 70% das cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, chegando a quase 60 mil amputações anuais, segundo o Ministério da Saúde.

As lesões que se apresentam nas extremidades inferiores dos doentes diabéticos dão origem a uma entidade clínica chamada “pé diabético”. “Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns”, explicou o angiologista e cirurgião vascular da Santa Casa de Maceió, Jubrant Petruceli (foto abaixo).

“Tais alterações podem causar destruição dos nervos, obstrução das artérias, úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer após alguns anos de diabetes mal controlado”, acrescentou Petruceli.

           “A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos, perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. A questão é que tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar.

“O problema é que muitas vezes o paciente com diabetes só procura o atendimento em estágio avançado, com a doença já instalada, tornando o tratamento mais difícil. Por isso a prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alertou Jubrant.

PREVENÇÃO – Para prevenir o pé diabético a principal medida é manter os níveis da glicemia controlados, realizar avaliação médica periódica e fazer o exame visual diário dos pés. Neste quesito, o paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. “Se não tiver condições de fazê-lo, diz o angiologista Jubrant Petruceli, será necessário pedir a ajuda a alguém.” Deve-se verificar a existência de frieiras, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor. “Em resumo: é preciso manter os pés sempre limpos. Secar bem, principalmente entre os dedos, com toalha macia e não esfregar a pele”, completou.

Outra dica do especialista é manter a pele hidratada ou passar óleo vegetal, mas não se deve passar entre os dedos ou ao redor das unhas. As unhas, inclusive, merecem um capítulo a parte. Antes de cortá-las, o paciente deve lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser informado sobre a doença. Para finalizar, não se devem cortar os calos e nem usar abrasivos.

FALTA DE SENSIBILIDADE – O grande problema do pé diabético é a redução na sensibilidade dos pés, o que leva ao surgimento de ferimentos sem que o paciente perceba, daí a importância de se manter os pés protegidos, não andar descalço de forma a evitar queimaduras na areia da praia, asfalto ou calçada, que podem estar quentes.

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos.

“Além disso, recomenda-se a evitar o uso de calçados novos por mais de uma hora por dia, pelo menos até que estejam macios. Há, no mercado, calçados apropriados que, no momento, certo devem ser prescritos pelo seu médico”, finalizou Jubrant Petruceli.

Fonte: Primeira Edição - http://nandoacesso.blogspot.com.br/

                                      “Matéria postada em caráter informativo”

Audiência pública debate agora Estatuto da Pessoa com Deficiência

Fonte: redação da Tribuna do Advogado

Imagem Internet/Ilustrativa

A OAB/RJ é sede, nesta sexta-feira, dia 13, de uma audiência pública para debater propostas e alterações ao projeto de Lei 7699/2006, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência. O evento é organizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/RJ e pela Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência.

Todas as propostas que serão debatidas no encontro foram elaboradas levando em consideração a minuta de substitutivo sugerida pelo grupo de trabalho composto por parlamentares, juristas, especialistas e integrantes do Conselho Nacional em Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência. O evento, que começou às 10h, vai até as 13h.

Fonte:http://www.oabrj.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” - Imagem Internet/Ilustrativa

Abertas inscrições para formação que vai incluir na escola pessoas com deficiência intelectual

Interessados têm até a próxima sexta-feira (13/09) para se inscrever.

Por Ane Medina Néri e Denilce Palomo

    

Já estão abertas as inscrições para o curso gratuito, de formação continuada, sobre “Deficiência Intelectual: a inclusão no contexto escolar”, oferecido aos educadores infantis e professores da Educação Básica da rede municipal pela Prefeitura de Hortolândia, por meio da Secretaria de Educação. Os interessados têm até a próxima sexta-feira (13/09) para protocolar na recepção do Centro de Formação dos Profissionais em Educação Paulo Freire as fichas de inscrição enviadas às escolas. O Centro de Formação está localizado na Rua Euclides Pires de Assis, 205, Remanso Campineiro 

O objetivo é oferecer aos profissionais da rede a oportunidade de estudo, prática e reflexão que os auxiliem a atuar na inclusão de alunos com deficiência intelectual na rede regular de ensino. Além de produzirem conhecimento sobre as questões pedagógicas, psicológicas e filosóficas, os participantes da formação poderão compreender as potencialidades, limitações e diferenças inerentes a todo ser humano, especificamente das pessoas com deficiência intelectual. 

Duas turmas


Serão oferecidas duas turmas: uma às quintas-feiras, das 14h às 17h, e outra às sextas-feiras, das 8 às 11 horas. Há 80 vagas disponíveis, 40 por período, que serão preenchidas por ordem de chegada, conforme a entrega das inscrições.

O curso será ministrado pelo Prof. Isaac R. Saglia, especialista e mestre em Educação Especial pela UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos). As aulas começam nos dias 19 e 20 deste mês e acontecem no próprio Centro de Formação. 

Durante o curso, será utilizado material apostilado (cedido pela Prefeitura). Além de aulas expositivas, a metodologia prevê ainda a exibição de vídeos e a realização de leituras, seminários e discussões, trabalho em grupo e confecção de materiais manipuláveis. A avaliação inclui construção de ensaio e portfólio.

A formação inclui o estudo de diversos recursos didático-metodológicos e estratégias adequadas (tais como adaptação curricular, intervenções pedagógicas e clínicas) ao ensino da pessoa com deficiência intelectual, assim como das relações interpessoais e habilidades sociais no contexto da inclusão do aluno na escola e na sociedade. 

O objetivo é possibilitar ao inscrito compreender e analisar criticamente as atuais políticas educacionais para a área da Educação Especial, na perspectiva da Educação Inclusiva, bem como estudar temas específicos relacionados à pessoa com deficiência intelectual, tais como prevenção das deficiências, família, atitudes sociais, sexualidade, equiparação de oportunidades e profissionalização.

Confira abaixo o cronograma da formação:

QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
19/09/2013 - Prevenção às Deficiências
20/09/2013 - Prevenção às Deficiências
26/09/2013 - Desenvolvimento: Funções cognitivas, sensoriais e motoras (normal e patológico);
27/09/2013 - Desenvolvimento: Funções cognitivas, sensoriais e motoras (normal e patológico)
03/10/2013 - Sobrevoo: Documentos legais sobre Deficiência Intelectual e Correlações: A Escola inclusiva, o Ensino Fundamental e a Deficiência Intelectual;
04/10/2013 - Sobrevoo: Documentos legais sobre Deficiência Intelectual e Correlações: A Escola inclusiva, o Ensino Fundamental e a Deficiência Intelectual;
17/10/2013 - Esquema e imagem Corporal da criança com Deficiência Intelectual;
18/10/2013 - Esquema e imagem Corporal da criança com Deficiência Intelectual;
25/10/2013 - Mediações da aprendizagem: autonomia, recursos,tecnológicos, daptações Curriculares,Comunicação Alternativa (PECS) e estilos e estratégias de aprendizagem;
25/10/2013- Mediações da aprendizagem: autonomia, recursos, tecnológicos, Adaptações Curriculares, Comunicação Alternativa (PECS) e estilos e estratégias de aprendizagem;
31/10/2013 - Interdisciplinaridade no Ensino Fundamental junto de crianças com Deficiência Intelectual (trabalho com projetos);
01/11/2013 - Interdisciplinaridade no Ensino Fundamental junto de crianças com Deficiência Intelectual (trabalho com projetos);
07/11/2013 - O trabalho realizado em escolas inclusivas no contexto do Ensino Fundamental e o Atendimento Educacional Especializado: estabelecendo parcerias;
08/11/2013 - O trabalho realizado em escolas inclusivas no contexto do Ensino Fundamental e o Atendimento Educacional Especializado: estabelecendo parcerias;
21/11/2013 - Desenvolvimento Cognitivo e o Conhecimento Lógico Matemático de alunos com Deficiência Intelectual;
22/11/2013 - Desenvolvimento Cognitivo e o Conhecimento Lógico Matemático de alunos com Deficiência Intelectual;
28/11/2013 - Mito em torno da pessoa com Deficiência Intelectual (Sexualidade, agressividade, afetividade) e as relações interpessoais do Deficiente Intelectual (aluno-família/ aluno-aluno/ comunidade escolar);
29/11/2013 - Mito em torno da pessoa com Deficiência Intelectual (Sexualidade, agressividade, afetividade) e  as relações interpessoais do Deficiente Intelectual (aluno-família/ aluno-aluno/ comunidade escolar);
05/12/2013 - Consultoria Colaborativa na construção do ensaio científico e portfólio.
06/12/2013 - Consultoria Colaborativa na construção do ensaio científico e portfólio.


Fonte:http://www.hortolandia.sp.gov.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Comissão rejeita ampliação de cota de estágio

Comissão rejeita ampliação de cota de estágio para estudantes com deficiência.


Mara Gabrilli: o percentual proposto é muito maior
que a proporção de estudantes com deficiência.
Mara Gabrilli: o percentual proposto é muito maior que a proporção de estudantes com deficiência.
A Comissão de Educação rejeitou na quarta-feira (11) proposta que reserva 15% das vagas em instituições de ensino superior, profissionalizante, ensino médio e educação especial para alunos com deficiência física ou mental. A cota também valeria para entidades de recrutamento de estagiários, de acordo com a Lei do Estágio (11.788/08). A lei já estabelece aos alunos com deficiência 10% das vagas ofertadas.


As medidas estão previstas no Projeto de Lei 2248/11, do ex-deputado Nelson Bornier.
De acordo com a relatora na comissão, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), a lei atual já atende a necessidade de vagas de estágio para os estudantes com deficiência.

A deputada disse que, nos ensinos médio e superior, o percentual de 15% é muito maior que a proporção de estudantes com deficiência. Ela informou que a proporção de estudantes com deficiência é inferior a 0,5% das matrículas em cursos de graduação.

“Se esses números evidenciam a necessidade de inclusão das pessoas com deficiência na educação escolar, também apontam que a reserva de vagas do projeto não é respaldada pela realidade”, disse Gabrilli.

Medidas de inclusão

Apesar do seu parecer pela rejeição do projeto, a deputada afirmou que as pessoas com deficiência precisam de políticas públicas voltadas à inclusão.

“Não há dúvida de que as pessoas com deficiência têm direito a medidas protetivas por parte do Poder Público, ao qual incumbe estabelecer quadro normativo adequado e implementar políticas públicas afirmativas que lhes assegurem plena inclusão e exercício da cidadania”, disse Mara Gabrilli, que é tetraplégica.

A proposta rejeitada pela comissão também garante a vaga de pelo menos um estudante com deficiência para contratos ou convênios de cinco ou mais alunos. O total de vagas e o número destinado aos alunos com deficiência deverão estar previstos nos convênios ou contratos.

Tramitação 

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

Polêmica sobre Apae tranca pauta de Plano Nacional de Educação no Congresso

Segundo o Censo Escolar, em 2012 havia 820,4 mil alunos na Educação Especial em todo o País.

Imagem Internet/Ilustrativa
Há quase três anos tramitando no Congresso, o PNE (Plano Nacional de Educação) passa por impasse no Senado devido a divergências em relação à Meta 4, que pretende universalizar o atendimento a alunos deficientes de 4 a 17 anos na rede regular de ensino e recebe críticas das Apaes, associações tradicionais no atendimento de pessoas com deficiência intelectual.

Por falta de um acordo, a aprovação do PNE foi adiada para a próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça da casa.
O maior impasse sobre o Plano Nacional de Educação gira em torno de uma palavra: "preferencialmente". O termo foi incluído no texto da matéria quando passou em plenário na Câmara, mas foi retirado por votação quando passou na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, presidida pelo senador José Pimentel (PT-CE).
As Apaes pedem a inclusão do termo novamente no texto da matéria pois, acreditam que, do jeito que está, o plano tira a opção dos alunos serem matriculados em escolas especiais, o que enfraqueceria as instituições.
"O texto obriga as crianças especiais a estudarem no ensino regular [juntamente com todos os outros alunos e não em uma instituição especializada]", diz secretário-executivo da Fenaes (Federação Nacional das Apaes), José Luis Ribeiro Colar. "Isso, gradativamente, acabaria com as Apaes."
Segundo o Censo Escolar, em 2012 havia 820,4 mil alunos na educação especial em todo o país. Só as instituições conveniadas que atendem estudantes do ensino especial receberam repasse de R$ 841,9 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) no ano passado.
MEC

De acordo com a Fenaes, foram realizadas algumas reuniões entre a Federação e o MEC, mas não houve acordo em relação ao tópico. "Quero reiterar que todo o governo está do nosso lado. Só o MEC está intransigente em relação à meta 4", diz Colar. Na última semana, o senador Vital do Rego (PMDB-PB) disse, em entrevista para a rádio Senado, que "falta interesse do MEC em negociar uma solução imediata com as Apaes".

Pimentel, por outro lado, não acredita que o texto atual possa enfraquecer as instituições de ensino especial. Por meio de sua assessoria, o senador explicou que o texto não proíbe a matrícula de aluno na Apae: "Tivemos apoio de entidades que militam na educação inclusiva. E, em relação a recursos, as Apaes não teriam problemas porque o Fundeb prevê a duplicação de envios no caso de alunos matriculados em duas escolas".
O MEC, que também é favorável à manutenção do texto sem a palavra "preferencialmente", endossa a opinião de que as Apaes não devem acabar, mas mudar de caráter. "As Apaes terão um papel na educação complementar e receberão a segunda matrícula. A escolarização deverá ser na rede fundamental", aponta o Ministério da Educação.
Com a polêmica, não há previsão de quando o PNE possa ser aprovado para entrar em vigor. Até porque, após passar pela CCJ (o que pode acontecer na próxima semana), o texto ainda terá que passar pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), plenário do Senado e, se for aprovado sem o termo "preferencialmente", voltará para votação na Câmara.
Polêmica gerou protestos nas ruas e boatos na internet

O impasse em relação à Meta 4 do Plano Nacional de Educação gerou alguns protestos de integrantes das Apaes e boatos em redes sociais. Alguns deles chegaram a falar de que o governo queria acabar com as escolas de ensino especial e usava o nome da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Diante o grande volume de informações, a própria Fenaes acabou desmentido o boato no site oficial.

"Alguns textos chegaram a relacionar a ministra com o nazismo, o que é uma informação errada. Ela sempre apoiou as Apaes. A única resistência que estamos enfrentando é a do MEC", afirma Colar. O texto pode ser lido aqui.


                    “Matéria postada em caráter informativo” - Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Izabel Maior dá sua opinião referente ao tema da educação inclusiva.

Artigo de Izabel Maior

Izabel Maior

Imagem Internet/Ilustrativa
Quero voltar alguns anos de luta para lembrar que a situação revelada no "preferencialmente" fazia algum sentido na década de 80, quando o modelo da inclusão era apenas uma possibilidade, até mesmo pela falta de investimento da área governamental em políticas sociais, entre elas a de educação inclusiva para as pessoas com deficiência.

Atravessamos tempestades até que se firmou o documento "educação especial na perspectiva da educação inclusiva" no início do século XXI. O debate de ideias e, muitas vezes, o confronto de ideias e interesses parecia ter encontrado convivência com a instituição do AEE, a dupla jornada e o financiamento da rede não governamental pelo FUNDEB. Surgiram as iniciativas do PDE e da Agenda Social de Inclusão das PcD em 2007, com forte apoio à educação especial inclusiva, em ambiente inclusivo na rede regular de ensino, com acessibilidade, capacitação dos professores e tecnologia assistiva.

Talvez algumas pessoas não conheçam a importância da participação do Brasil nos debates na ONU em 2005 e 2006, quando a redação da CDPD chegava ao ponto que, mal comparando, agora se apresenta a Meta 4 do PNE. 

Sustentamos a educação inclusiva em todos os níveis de ensino a despeito de potências hegemônicas pretenderem a educação especial separada, particularmente para as pessoas com deficiência intelectual. Um dos motivos que nos moveu para garantir a educação inclusiva na CDPD foi a certeza de que o texto da Convenção seria adotado como emenda à Constituição e deixaria para a história o termo "preferencialmente", por estar culturalmente e legalmente superado como o foi com o advento do Decreto 6949/2009.

Mas o que se vê é uma redação NÃO consensuada na qual o governo federal desiste de sua própria construção política e opção pela educação inclusiva e resgata a posição dúbia do "preferencialmente", parecendo se envergonhar das escolhas anteriores.

Não existe a possibilidade de "preferencialmente" após 2009. O único texto constitucional referente à educação das pessoas com deficiência é o texto da CDPD, o qual é claro ao adotar a educação inclusiva.

Reinserir a dúvida de comando em um plano nacional da educação, de horizonte decenal, é abrir mão de muitas crianças e jovens com deficiência que podem não receber a educação inclusiva como aconteceu no passado, mesmo na vigência da CDPD no Brasil.

Não aceito e não pactuo com as manobras políticas comandadas pela equipe a frente do MEC e tampouco com pessoas que em nome do movimento apresentam uma proposta de redação da Meta 4 divorciada daquela que foi debatida e saiu vencedora na CONAE. Alguns dos que se sentaram à mesa de negociação se dizem conhecedores do espírito da CDPD, mas não é esse o resultado alcançado na redação proposta para apoio junto ao relator.

É bem mais digno lutar até à votação final sem abrir mão da defesa da educação inclusiva. Não se deve esquecer que setembro é o mês da nossa luta e ainda há tempo de não aceitar o retrocesso do rolo compressor de sempre.

Fonte:http://saci.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” - Imagem Internet/Ilustrativa



CQC SE VINGA DE QUEM NÃO RESPEITA OS DEFICIENTES

No quadro "Olho Por Olho", o repórter Felipe Andreoli contou com a ajuda de alguns cadeirantes para flagrar pessoas que não respeitam as vagas de deficientes. 

Veja o  vídeo: Click Aqui.

Fonte:http://cqc.band.uol.com.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

Americana sem braços faz sucesso como fisiculturista e modelo

Ainda na adolescência, Barbie praticou natação, jogou futebol e fez dança na equipe da escola de ensino médio.

Redação O POVO Online

E quem disse que é preciso ter braços para fazer sucesso? Barbie Thomas, de 37 anos, americana do Estado do Arizona perdeu os braços quando criança ao cair em cima de um transformador perto de sua casa em Phoenix.

Ela é uma prova de que quando há determinação deficiência não é empecilho para a realização de sonhos.
De acordo com o Huffington Post,mesmo sem os dois braços, Barbie Thomaz tornou-se fisiculturista e já disputou vários campeonatos convencionais.
Lição de vida
“Quando perdi os meus braços, minha mãe ficou frenética sobre o que aconteceria comigo. Mas eu a abracei com as pernas como se eu já tivesse decidido o que faria”, contou Barbie ao Huffington Post.
Ainda na adolescência, Barbie praticou natação, jogou futebol e fez dança na equipe da escola de ensino médio. Em 2000, iniciou o treinamento para se tornar uma fisiculturista.
"Aconteceu quando eu era bem jovem. Então foi mais fácil para eu me adaptar", esclarece.  
Agenda cheia
Ela disputa torneios de fisiculturismo e fitness, trabalha como modelo, participa de eventos e ainda dá palestras motivacionais. Uma agenda bem mais recheada do que a de pessoas que não possuem nenhuma deficiência.
Fonte:http://www.opovo.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Artigo de Adriana Lage.

Adriana Lage


Imagem Internet/Ilustrativa

Recentemente, troquei de ginecologista. Pedi referências às minhas amigas e conhecidas cadeirantes. Nada! Será que a mulherada não se cuida? Para terem uma ideia, no grupo de cadeirantes de BH, apenas uma pessoa me disse que tinha uma indicação, mas não me deu! Preocupante isso. Só eu mesma para arrumar uma médica angolana! Além de atenciosa e competente, ela se parece com a mãe da Barbie. Toda fashion! Adorei a consulta. Conversa vai, conversa vem, ela me solicitou uma mamografia digital e ultrassom das mamas e axilas para controle. De acordo com ela, o fato dos meus braços servirem como braços e pernas (dentre outros fatores como, por exemplo, a idade e a natação) fazem com que as mamas sejam mais densas. Por isso mesmo, nada melhor do que exames para prevenção. E agora, José? Infelizmente, aqui em Belo Horizonte, são raros os locais acessíveis quando precisamos de exames ginecológicos. Imagino que a situação não seja diferente na maior parte do país. Fiquei encantada quando soube que, em São Paulo, existe um local especializado no atendimento de mulheres com deficiência. A capital mineira carece de um serviço assim. Podem imaginar a dificuldade que é para uma tetra falsa subir e se equilibrar naquelas macas ginecológicas tão altas? Caos total! Quando o médico é forte, sem problemas. Mas, na maioria dos casos, é preciso a ajuda de duas a três pessoas. Embora o consultório da ginecologista não seja adaptado, sobrevivi bem. A maca não é tão alta e, tanto a médica quanto a secretária, são extremamente prestativas. Para variar, só precisamos retirar duas cadeiras e uma paciente do caminho para que a cadeira de rodas passasse. Bagunçamos um pouco a sala de espera, mas deu tudo certo.


A médica me indicou uma clínica de sua confiança. Quando questionei sobre a acessibilidade, ela me disse que nunca tinha pensado nisso e ficou preocupada. Acabou me dando o nome de outras três clínicas. Assim, se a primeira não fosse acessível, tentaria as outras. Caso não conseguisse nenhuma, deveria retornar o contato para encontrarmos uma solução. Para facilitar minha vida, assim que tiver o resultado dos exames, deverei pedir a minha mãe para deixá-los na clínica e receberei um feedback via celular. Legal a iniciativa.

Liguei para a clínica e fiquei contente quando a atendente me disse que poderia fazer a mamografia na cadeira de rodas e que, de vez em quando, atendiam cadeirantes. A mulher não colocou nenhum obstáculo no atendimento. Bom sinal!

Na última terça, lá fui eu para minha primeira mamografia. Nunca vi ninguém falar maravilhas desse exame, mas tem coisas nessa vida das quais não podemos fugir. A clínica fica no sétimo andar do Edifício Mirafiori (Rua Guajajaras). Não encontrei vaga para estacionamento reservado nas proximidades, mas o porteiro deixou que meu pai me desembarcasse na garagem.

Logo que preenchi minha ficha, fui levada até um provador onde tirei minha blusa e coloquei o avental da clínica. O provador não é adaptado e não coube a cadeira de rodas direito. Como só havia mulheres por perto, fiz strip com a cortina semi aberta mesmo.

Fui a terceira a fazer o exame. A cara das duas primeiras pacientes ao sair do exame era desanimadora. Quando chegou minha vez, a técnica foi toda simpática e me explicou como funcionava o processo. Ri demais quando comentei sobre o símbolo de acessibilidade existente nos pedais do aparelho. A técnica me disse que nunca tinha reparado! Vivendo e aprendendo, disse ela. Pelo fato do aparelho ser moderno, foi possível realizar o exame sem sair da cadeira de rodas. Só precisei tirar os braços da cadeira. A primeira parte do exame é mais dolorida. Encaixei minha cadeira de rodas de frente para o aparelho e joguei meu tronco para frente. O bom é que o aparelho possui locais apropriados para nos segurarmos. Confesso que a experiência foi bem melhor do que esperava, mas é um exame dolorido. A impressão que dá é que, literalmente, a máquina vai ficar com o peito de presente. Isso sim é um amasso daqueles! Na segunda parte, posicionei minha cadeira de rodas na lateral do aparelho. Achei menos dolorido. Assim que fiz o exame, a técnica levou o resultado para análise da médica. Como era meu primeiro exame, ela me fez algumas perguntas, apalpou as mamas e me pediu um complemento da mama esquerda. Com isso, a técnica preferiu solicitar ajuda a minha mãe. Repeti os procedimentos só que com meu tronco tombado bem à frente. Sem a ajuda da minha mãe, não teria equilíbrio para tal. Agora entendo a torcida da mulherada para que não seja necessário um complemento! Isso dói no fundo da alma. Se bem que ainda considero a eletroneuromiografia meu pior pesado em matéria de exames. Agulhadas e choques ainda são bem piores que um super amasso.

Logo que voltei à salinha de espera, uma das mulheres com quem tinha conversado antes do exame me perguntou o que tinha achado e disse que estava curiosa para saber como funcionava no caso de uma cadeirante. Acho natural esse tipo de curiosidade e acabamos falando bastante sobre acessibilidade. Foi bom que o tempo passou rápido.

Quando fui chamada para fazer o ultrassom, senti falta de auxílio. A médica não tinha a menor idéia de como ajudar. Minha mãe teve que me carregar durante as transferências cadeira/maca/cadeira. Confesso que me dá uma agonia fazer exames com médico mudo! Ainda bem que segunda já posso buscar os resultados e matar minha curiosidade.

Enfim, agora não tem desculpas. Cadeirante que precisar de mamografia em BH pode recorrer a essa clínica sem problemas. Bom demais da conta!

Fonte:http://saci.org.br/ -Imagem Internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

Paciente ganha na Justiça direito de receber cadeira de rodas motorizada do GDF

Pedido já havia sido feito junto à Secretaria de Saúde.

Do R7

Imagem Internet/Ilustrativa

O Distrito Federal foi condenado a entregar, no prazo de 60 dias, a contar da intimação da sentença, uma cadeira de rodas motorizada à paciente do SUS (Sistema Único de Saúde) diagnosticada com paraplegia secundária. A decisão é do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF.   


A autora da ação informou que utiliza cadeira de rodas manual desde 1991, quando ficou paraplégica em consequência de uma queda. No entanto, por causa do agravamento do quadro no decorrer dos anos e pela idade, não consegue mais ter força nos braços para impulsionar o veículo.   

Segundo ela, a recomendação médica é para utilização de cadeira de rodas motorizada, porém ela, não possui recursos financeiros para a compra. Por conta disso, entrou com processo administrativo junto à Secretara de Saúde. Pela demora na finalização do processo, a paciente resolveu acionar a Justiça.  
O GDF (Governo do Distrito Federal) nformou que a mulher está inscrita na fila para receber a cadeira de rodas motorizada, mas que o processo administrativo de aquisição ainda não foi finalizado. Pediu a extinção do processo pela perda do objeto, tendo em vista ela já estar inscrita no programa para fornecimento do aparelho.   

Na sentença, o juiz afirmou: “A determinação judicial para que a entrega de aparelho médico seja realizada de imediato resulta, quase sempre, no fenômeno do "furar fila", bem como em uma dificuldade orçamentária para o cumprimento da ordem. Contudo, a definição do prazo de espera na fila traz transtornos muito intensos aos pacientes e à própria estrutura do SUS. Devendo haver a atuação do Judiciário para controlar as situações extremadas".  

A sentença ainda cabe recurso por parte do GDF.

Fonte:http://noticias.r7.com/ -
Imagem Internet/Ilustrativa -“Matéria postada em caráter informativo”