quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Motociclista que ficou paraplégico viaja 5.700 km pela Ásia numa cadeira de rodas adaptada em uma handcycle

Sua motivação é pelo desejo de sempre descobrir algo novo…
Andreas Pröve
Andreas Pröve
O fotojornalista paraplégico Andreas Pröve viajou durante dias ao longo do Rio Mekong. De cadeira de rodas e, durante grande parte do caminho, sozinho. Ele narra suas aventuras na China em livros e fotorreportagens.
Andreas Pröve espera à beira de uma estrada de terra, no meio do planalto tibetano, uma terra de ninguém. A temperatura é de 0ºC. Dentro de meia hora a noite cairá. Se um carro não passar em breve para pegá-lo, Pröve será obrigado a dormir ao ar livre.
E assim acontece: ele constrói um abrigo de emergência com uma lona de plástico, desenrola no chão seu saco de dormir, sobre um piso de neve úmida e fria. Esse é um dia na viagem do fotojornalista alemão e autor, seguindo o Rio Mekong.
“Não importa quão complicada seja a situação”, escreve em seu livro Abenteuer Mekong (Aventura Mekong) que também acabou de ser lançado como e-book. “Há sempre como se ficar feliz, pelo fato de que não tenha sido pior.”
Em dezembro de 2010, Pröve começou a jornada na cidade de Hoh Chi Minh, antiga Saigon, onde o Mekong deságua no Mar da China Meridional, através de oito caudalosos braços. Seis meses depois, ele quer alcançar a nascente do rio, no planalto tibetano, depois de percorrer, por terra, 5.700 quilômetros, sentado em uma cadeira de rodas.
Acidente na juventude
Andreas Pröve tinha 23 anos quando sofreu um acidente com sua motocicleta, em 1981, ficando paraplégico. Em vez de se desesperar, o ex-carpinteiro decidiu se dedicar ao turismo de aventura, motivado, como diz, “por um desejo de sempre descobrir algo novo”.
Ele conta sobre suas viagens, em palestras e apresentações de slides, na Alemanha, Áustria e Suíça. Ele foi agraciado em 1995 com o prêmio Globetrotter do Ano, e em 2008 recebeu o prêmio Frankfurter Weitsichtpreis, que homenageia pessoas engajadas em atividades sociais ou culturais. Seus três livros de viagem chegaram à lista dos mais vendidos da revista alemã Der Spiegel.
A barraca de Andreas Pröve em uma de suas viagens.
A barraca de Andreas Pröve em uma de suas viagens.
Fonte: Revista Bicicleta - http://www.deficienteciente.com.br/
“Matéria postada em caráter informativo”

MENINA DE 13 ANOS COM DOENÇA CONGÉNITA CONQUISTOU O CORAÇÃO DO JÚRI E DA AMÉRICA

Esta menina chama-se Rion Paige, tem apenas 13 anos, e decidiu subir ao palco do Factor X, onde conquistou o coração do júri e dos espectadores. Com o cabelo encaracolado, botas de cowboy e uma alegria imensa, Rion acaba por contar um pouco da sua história: Além de ser cega do olho direito tem uma doença congénita que fez as articulações da suas mãos serem curvas. Mas isso não a impediu a tentar realizar os seus sonhos.
No final até Simon Cowell ficou rendido. 

Se todas as crianças tivessem acesso à escola o rendimento mundial aumentaria 23%

                    

Se todas as crianças tivessem a mesma oportunidade de acesso ao ensino, o rendimento per capita aumentaria 23 % nos próximos 40 anos, indicam as estatísticas reveladas hoje pela Unesco.

A organização considera também que os casamentos precoces e a mortalidade infantil diminuiriam um sexto e a mortalidade materna dois terços se todas as mulheres frequentassem o ensino primário.

Os dados preliminares do estudo sobre a educação em todo o mundo confirmam que a "educação possui uma incomparável capacidade de reduzir a pobreza extrema" e potenciar objectivos de desenvolvimento de maior amplitude, destaca a Unesco em comunicado no qual salienta que os dados finais do estudo serão conhecidos em Janeiro de 2014.

Constituem uma "prova adicional" do que já está corroborado pelas principais estatísticas publicadas, onde se reflecte que o investimento na educação -- em particular no que é destinado a raparigas -- "mitiga a pobreza extrema" ao garantir benefícios consideráveis em matéria de saúde e produtividade.

Os novos dados "confirmam que a educação pode melhorar a vida e a sociedade", mas, como sublinhou Irina Bokova, directora-geral da organização, os "objectivos internacionais em matéria de educação não foram cumpridos".

A mesma responsável sublinhou que colocar em marcha a capacidade transformadora da educação exigiria "aumentar os novos objectivos de desenvolvimento" para que garantissem igualdade de acesso à instrução primária a todas as crianças, e, também, "um ensino secundário de qualidade".

A análise hoje divulgada confirma igualmente que a educação "confere autonomia às mulheres" e que as raparigas e adolescentes instruídas podem conhecer melhor os seus direitos e ter confiança em si mesmas para os exigir.
Na África subsariana e na Ásia Meridional e Ocidental, quase três milhões de adolescentes casam antes de atingirem os 15 anos, mas se tivessem tido a oportunidade de completar a instrução primária "havia menos quase meio milhão de casamentos precoces" e menos de dois milhões se todas completassem os estudos secundários.

Nas mesmas regiões, 3,4 milhões de jovens têm o seu primeiro filho antes dos 17 anos e o estudo aponta para menos dois milhões de nascimentos no caso das mães terem completado o ensino secundário.

Outros aspectos sublinhados pela Unesco à luz dos novos dados são a importância da educação para fomentar a tolerância, as possibilidades de obtenção de emprego, proporcionar crescimento económico e melhorar a situação ambiental.

A educação permitiria, igualmente, preservar a vida das mães, prevenir certas doenças infantis que requerem uma mínima instrução materna e, inclusivamente, salvar a vida de crianças e combater os efeitos da desnutrição e da fome.

A directora do estudo, Pauline Rose, referiu que o documento foi divulgado para preparar os debates dos programas de desenvolvimento posteriores a 2015 que terão lugar na próxima semana em Nova Iorque, no final da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Se os dirigentes do mundo reunidos em Nova Iorque pretendem que se cumpra os objectivos de desenvolvimento no pós 2015, então "devem reconhecer a função decisiva que desempenha a educação", assinalou.

Fonte:http://sol.sapo.pt/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Cadeirante doa dinheiro de seu tratamento de células tronco para criança que não pode andar

Dan Black
Há cinco anos, Dan Black ficou paralisado depois de um acidente de bicicleta. Desde então, ele vinha juntando dinheiro  para um tratamento com células tronco que pudesse fazê-lo andar novamente. O problema é que o tratamento ainda não existe, portanto, seu dinheiro estava guardado enquanto ele esperava um avanço da medicina.
Foi aí que Dan ouviu sobre um garoto de cinco anos, com paralisia cerebral, chamado Brecon Vaughan. Como Dan, Brecon não pode andar. A diferença é que o tratamento para ajudar Brecon existe, mas custa 90 mil dólares.
Os pais de Brecon já tinham juntado 16 mil dólares – que somados com a doação de Dan, ultrapassam a metade do valor necessário.
Dan Black
Dan Black
“As coisas não vão melhorar tão cedo para mim. Então decidi ajudar alguém cuja vida pudesse ser melhorada. Se eu puder ajudar alguém a andar, eu ajudarei. E Brecon poderá andar se fizer a cirurgia.” disse Dan em uma entrevista.
A história correu todo o Reino Unido e eles conseguiram ainda mais gente com desejo de ajudar. Em menos de uma semana, os pais de Brecon conseguiram atingir o dinheiro da operação. Um verdadeiro exemplo do poder de uma iniciativa em favor do próximo somado ao poder de pessoas que, juntas, trabalham em prol de uma causa.
Fonte: RPA – Razões para Acreditar - http://www.deficienteciente.com.br/
“Matéria postada em caráter informativo”

Uma posição Maior

por Izabel Maior*


Você, e quem mais desejar, pode dar publicidade à minha opinião com referência ao tema educação inclusiva, como convicção e como diretriz de política pública que sempre defendi. Mesmo antes de chegar à Brasília, ter construído a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e ocupado um dos cargos mais cobiçados da gestão pública federal, a experiência prática de professora me dizia que inclusão começa no primeiro espaço institucional ao qual todas as pessoas precisam ter acesso em bases iguais - a escola.


Prezados,

Quero voltar alguns anos de luta para lembrar que a situação revelada no "preferencialmente" fazia algum sentido na década de 80, quando o modelo da inclusão era apenas uma possibilidade, até mesmo pela falta de investimento da área governamental em políticas sociais, entre elas a de educação inclusiva para as pessoas com deficiência.

Atravessamos tempestades até que se firmou o documento "educação especial na perspectiva da educação inclusiva" no início do século XXI. O debate de ideias e, muitas vezes, o confronto de ideias e interesses parecia ter encontrado convivência com a instituição do AEE, a dupla jornada e o financiamento da rede não governamental pelo FUNDEB. Surgiram as iniciativas do PDE e da Agenda Social de Inclusão das PcD em 2007, com forte apoio à educação especial inclusiva, em ambiente inclusivo na rede regular de ensino, com acessibilidade, capacitação dos professores e tecnologia assistiva.

Talvez algumas pessoas não conheçam a importância da participação do Brasil nos debates na ONU em 2005 e 2006, quando a redação da CDPD chegava ao ponto que, mal comparando, agora se apresenta a Meta 4 do PNE. Sustentamos a educação inclusiva em todos os níveis de ensino a despeito de potências hegemônicas pretenderem a educação especial separada,  particularmente para as pessoas com deficiência intelectual. Um dos motivos que nos moveu para garantir a educação inclusiva na CDPD foi a certeza de que o texto da Convenção seria adotado como emenda à Constituição e deixaria para a história o termo "preferencialmente", por estar culturalmente e legalmente superado como o foi com o advento do Decreto 6949/2009.

Mas o que se vê é uma redação NÃO consensuada na qual o governo federal desiste de sua própria construção política e opção pela educação inclusiva e resgata a posição dúbia do "preferencialmente", parecendo se envergonhar das escolhas anteriores.

Não existe a possibilidade de "preferencialmente" após 2009. O único texto constitucional referente à educação das pessoas com deficiência é o texto da CDPD, o qual é claro ao adotar a educação inclusiva.

Reinserir a dúvida de comando em um plano nacional da educação, de horizonte decenal, é abrir mão de muitas crianças e jovens com deficiência que podem não receber a educação inclusiva como aconteceu no passado, mesmo na vigência da CDPD no Brasil.

Não aceito e não pactuo com as manobras políticas comandadas pela equipe a frente do MEC e tampouco com pessoas que em nome do movimento apresentam uma proposta de redação da Meta 4 divorciada daquela que foi debatida e saiu vencedora na CONAE. Alguns dos que se sentaram à mesa de negociação se dizem conhecedores do espírito da CDPD, mas não é esse o resultado alcançado na redação proposta para apoio junto ao relator.

É bem mais digno lutar até à votação final sem abrir mão da defesa da educação inclusiva. Não se  deve esquecer que setembro é o mês da nossa luta e ainda há tempo de não aceitar o retrocesso do rolo compressor de sempre.

Saudações,

Izabel Maior

Caso você não saiba quem é Izabel Maior, leia Aqui

Fonte:http://xiitadainclusao.blogspot.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Entidades defendem incentivos para produtos voltados a pessoas com deficiência

Segundo associação, custo elevado dificulta a concessão de próteses; SUS atenderia a apenas 0,3% dos cidadãos com limitações físicas.
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública para discutir sobre  “Os avanços, as perspectivas e os desafios para o setor da indústria e do comércio de revenda de produtos e serviços para pessoas com deficiência no Brasil
Scavasin defendeu isenção tributária dos produtos.
Representantes de associações reivindicaram, nesta terça-feira (17), a adoção de medidas para incentivar a oferta de produtos e serviços adaptados às pessoas com deficiência. O assunto foi debatido em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
O integrante do "Cidade para Todos" – movimento que reúne cidadãos que lutam por espaços públicos e privados inclusivos –, Flavio Scavasin, defendeu a isenção de impostos para produtos voltados a indivíduos com deficiência, fiscalização mais rigorosa para evitar preços maiores na importação desses itens e um trabalho junto à Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir os custos e melhorar o quadro de funcionários especialistas em tecnologia assistiva (termo usado para identificar recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de quem tem alguma deficiência).
Direito

A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que solicitou o debate, reforçou o pedido: "Muitas vezes, nos é tirado o direito à vida se não tivermos o equipamento adequado; precisa-se rever a lista de prioridades dos produtos".

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública para discutir sobre “Os avanços, as perspectivas e os desafios para o setor da indústria e do comércio de revenda de produtos e serviços para pessoas com deficiência no Brasil
Rosinha da Adefal: sem o equipamento adequado, pessoas com deficiência perdem o pleno direito à vida.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Produtos de Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Rodrigo Rosso, disse que a isenção de impostos é direito das pessoas com deficiência. "É necessária uma desoneração na cadeia produtiva e no valor dos carros para cidadãos com deficiência. A lei que vale é ainda a de 2009, que concede até R$ 70 mil para compras de veículos, porém o valor precisa ser readaptado com os índices de inflação, pois houve vários aumentos", declarou.


Já o gerente-geral de Tecnologia de Produtos para a Saúde da Anvisa, Joselito Pedrosa, sustentou que a agência vai reformatar o processo interno de trabalho para a identificação da necessidade de bens e produtos, mas que a isenção tributária pode não ser a melhor alternativa. “A discussão é como garantir uma maior rapidez na fiscalização do que entra no País. Agora, para garantir a acessibilidade, eu tenho que obrigatoriamente fazer exoneração de imposto? Muitas vezes, isso não gera bons resultados, mas disputas políticas", disse. Na avaliação dele, não é preciso apenas assegurar a acessibilidade dos produtos, porém garantir a real necessidade da população.
Órteses e próteses

O representante da Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (Abotec), Henrique Grego, destacou que existem entraves no sistema de concessão de órteses e próteses. De acordo com ele, dos 43 milhões de brasileiros com deficiência, pouco mais de 20 milhões necessitam de alguma órtese ou prótese. "Não temos condições de atender a toda essa demanda, pelo custo elevado. O sistema de concessão não atende à necessidade do usuário", afirmou.

Ele relatou que o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não chega a 0,3% das pessoas que precisam de próteses. "Com o sistema atual de pregão eletrônico a empresa que oferecer o menor preço ganha, e talvez seja a que tem uma qualidade não tão boa no serviço, sem um controle eficiente da atividade. Cerca de 70% das próteses não reabilitam totalmente o paciente", informou.
Créditos em produtos

O coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Arnaldo Barbosa Júnior, e o representante da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Fernando Antonio Ribeiro, declararam que os projetos do governo federal, como o programa Sem Limites, direcionado às pessoas com deficiência, não estão parados. "As centrais de interpretação de libras, a agenda da formalização da atuação dos intérpretes, o crédito via Banco do Brasi, estão sendo tratados. A agenda está em curso", disse Ribeiro.

Barbosa Júnior salientou que, em 2012, foi conferida isenção de ICMS nas vendas de veículos destinados às pessoas com deficiência física, visual, mental e aos autistas. Também com o Crédito Acessibilidade, acrescentou, são concedidos descontos para clientes com renda mensal de até dez salários mínimos para a aquisição de tecnologia assistiva, com um valor de financiamento de R$ 70 a 30 mil. "Foram mais de 11 mil operações de compra de produtos em 2013. Os produtos mais procurados são cadeiras de rodas e produtos para auxílio de dificuldades auditivas", comentou.
Da Redação/MO
Colaboração – Caroline Pompeu


Fonte:http://www2.camara.leg.br/ - “Matéria postada em caráter informativo

Senado aprova projeto que torna infração grave estacionar em vaga reservada a idoso

Diário do Sudoeste
Diário do SudoesteFolhaPressPor Gabriela Guerreiro Imagem Internet/Ilustrativa
BRASÍLIA, DF, 18 de setembro (Folhapress) - O Senado aprovou hoje um projeto que aumenta as penalidades para quem estacionar o veículo em vagas destinadas a deficientes físicos ou idosos. A proposta altera o Código de Trânsito ao considerar graves essas infrações. 

Com a mudança, a multa para o estacionamento em vagas reservadas para idosos e deficientes sobe dos atuais R$ 53,20 para R$ 127,69 -já que a infração deixa de ser leve e passa a ser enquadrada como grave.
 
O infrator será penalizado com cinco pontos na carteira de habilitação, contra os atuais três pontos, e também terá o veículo rebocado. O Código Brasileiro de Trânsito em vigor também não estabelece punição específica para o estacionamento nas vagas de idosos e deficientes, o que passa a vigorar se a lei for aprovada.
 
O projeto também retira a obrigação para que bicicletas tenham buzinas (campainhas) e espelhos retrovisores. As duas exigências estão no Código de Trânsito. Com a mudança, os donos de bicicletas continuam obrigados apenas a manter sinalização noturna, dianteira, traseira, lateral e nos pedais das bicicletas. 

Relator do projeto, o senador Aníbal Diniz (PT-AC) disse que os equipamentos estão em desuso em todo o mundo e não há exigência na legislação de trânsito vigente em países desenvolvidos. 

"Além de desnecessária, a exigência estaria onerando o custo de aquisição dos veículos, sem ganho aparente de segurança para o trânsito em geral e para o usuário de bicicletas em particular", disse o senador. 

O projeto também obriga a instalação de placas de sinalização de pronto-socorro nas rodovias do país. As placas devem ter informações sobre a distância e a localização do hospital mais próximo, assim como orientações para o motorista localizá-lo. A regra, segundo a proposta, tem que valer nas rodovias até o ponto de conexão com o sistema viário das cidades situadas em sua área de influência. 

O projeto ainda altera o Código Brasileiro de Trânsito para determinar que, caso o proprietário de um veículo não tenha atualizado seu endereço junto ao Detran, as notificações devolvidas porque o endereço está incorreto serão consideradas válida se a mudança for inferior a 30 dias. 

Nas notificações, devem constar a data do término do prazo para apresentação de recurso pelo responsável pela infração, que não será inferior a 30 dias contados da data da notificação da penalidade. Quando a atualização do endereço for efetuada, o projeto prevê que a autoridade de trânsito disponibilize nova notificação -sendo reiniciada a contagem do prazo para apresentação de recurso ou para pagamento de multa pelo infrator. 

Fonte:http://www.diariodosudoeste.com.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa
 “Matéria postada em caráter informativo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Declaração da Guatemala

Pelo desenvolvimento e inclusão das pessoas com deficiência e suas famílias.

da Redação


Na Cidade da Guatemala, em 16 de Agosto de 2013, a Rede Latino-Americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (RIADIS), organizações da sociedade civil das pessoas com deficiência da América Latina e as Organizações de Pessoas com Deficiência da Guatemala, durante o seminário "Alianças Estratégicas, Política Pública Participativa e Deficiência", organizado em coordenação com o Conselho Nacional para Atenção das Pessoas com Deficiência da Guatemala (CONADI), decidem se manifestar sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e Agenda de Desenvolvimento pós-2015, emitindo a presente DECLARAÇÃO.

CONSIDERANDO:
1º. Que a RIADIS, composta por 46 organizações nacionais com objetivo de promover, difundir e proteger os direitos humanos das pessoas com deficiência e suas famílias, através dos valores da não discriminação, da inclusão social e do desenvolvimento inclusivo e sustentável, é um movimento regional, que representa os interesses da vida de mais de noventa milhões de pessoas com deficiência e suas famílias na América Latina e no Caribe;

2º. Que a RIADIS, como parte do movimento mundial de pessoas com deficiência e suas famílias, atuou ativamente para que os Governos dos Estados Partes das Nações Unidas tomassem conhecimento, analisassem, discutissem e promovessem transversalmente - a partir do modelo social e de direitos humanos - a questão da deficiência nas Estratégias de Desenvolvimento Pós-2015 como um esforço mais eficaz para combater a pobreza global, para o qual a RIADIS tem sido parte de uma série de consultas em nível global e regional, a destacarem-se, aquelas que aconteceram em São Paulo e Salvador da Bahia, Brasil, em abril e maio deste ano, respectivamente;

3º. Que os ODM não deram atenção suficiente para a situação das pessoas com deficiência, considerando que esta população representa cerca de um bilhão de pessoas no mundo, segundo o mais recente Relatório Mundial da OMS / BM, dos quais 80% vivem em países considerados pobres, em situação de pobreza e extrema pobreza. Que embora alguns países latino-americanos já tenham manifestado oficialmente ter alcançado os ODM, a exclusão das pessoas com deficiência persiste em todas as metas estabelecidas;

4º. Que a pobreza nega às pessoas com deficiência o pleno gozo de seus direitos humanos básicos e liberdades fundamentais, que se manifesta não só na falta de recursos econômicos, mas também na indisponibilidade de serviços públicos e, em muitos casos, quando esses serviços existem, são inacessíveis e não inclusivos, mostrando atitudes de discriminação que colocam as pessoas com deficiência em situação de desvantagem no seu desenvolvimento integral;

5º. Que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo (CDPD) foi assinada e ratificada por quase todos os países da América Latina e do Caribe, mas que o compromisso firmado ainda não está refletido em ações efetivas de implementação progressiva pela maioria dos Estados que ratificaram o tratado;

6º. Que, apesar dos compromissos assumidos com os ODM e a Convenção, muitos países NÃO tratam de maneira efetiva em sua legislação e nas políticas públicas as questões relacionadas à capacidade jurídica, institucionalização arbitrária, promoção de serviços comunitários inclusivos e serviços de apoio à autonomia pessoal para garantir uma vida independente às pessoas com deficiência. Assim, a exclusão social, a discriminação, a falta de acesso a bens e serviços é uma realidade social enfrentada na vida diária das pessoas com deficiência na região.

Portanto, com o intuito de colaborar com as discussões da Reunião de Alto Nível que acontecerá em 23 de setembro de 2013, na sede da ONU em Nova York, sobre a realização e revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e outras metas de desenvolvimento internacionalmente acordadas para pessoas com deficiência, demandamos:

1. Que a estratégia de desenvolvimento pós-2015 inclua a realidade, necessidades, demandas e propostas para assegurar transversalmente a inclusão social plena e efetiva das pessoas com deficiência, de acordo com os princípios e objetivos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, em especial os artigos 4.3, sobre a participação; Art. 5, sobre a não discriminação; Art. 12, sobre a capacidade legal e reconhecimento da capacidade jurídica; Art. 19, vida independente; e Art. 32, que trata da cooperação internacional para o desenvolvimento inclusivo.

2. Que o direito à vida independente e inclusão na comunidade seja tomado como um dos objetivos específicos na estratégia de desenvolvimento pós 2015, garantindo por parte dos Estados o direito à não institucionalização arbitrária, ao acesso aos mesmos bens e serviços que são oferecidos para todas as pessoas, como também a serviços de apoio necessários para promover a autonomia e independência, em conformidade com o artigo 19 da CDPD. 

Por uma sociedade que respeite a diversidade humana como um atributo da natureza humana, por um desenvolvimento inclusivo e sustentável, onde não se exclua ninguém, porque cada um e todos são necessários em nossa bandeira de justiça social e participação cidadã: "Nada sobre nós sem nós."

Assinam,
Comissão para Reunião de Alto Nível da ONU da RIADIS
Junta Diretiva da RIADIS
CONADI Guatemala

Fonte:http://saci.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Mulheres deficientes visuais criam joias através de seus olfatos aguçados

Há 36 milhões de pessoas deficientes visuais no mundo, e 15 milhões deles estão na Índia. 80% dos casos são de razões evitáveis, como catarata e desnutrição. Os centros de tratamento são insuficientes e a falta de conhecimento sobre o perigo de olhar para o sol acabam agravando o problema.

Os indianos cegos encontram uma dificuldade maior na procura por um emprego, pois a cegueira carrega um estigma social. Made in the Dark, um projeto concebido por alunos do Royal College of Art em Londres e do Instituto Nacional de Design Indiano, é uma tentativa de encontrar uma nova solução.

A equipe de design quis aproveitar as habilidades artesanais existentes, mas dando aos artesãos cegos uma vantagem, criando uma nova forma de arte. Eles criaram uma nova linguagem e uma relação entre cor-cheiro que coincide com o tom de uma joia específica com um aroma particular.Com isso, os artesãos cegos podem projetar a estética e fragrâncias das joias que eles criam. O resultado é uma série de desenhos feitos à mão que se comunicam visualmente e com um mix de aromas suaves e tradicionais, tipicamente indianos, proporcionando assim peças únicas e uma nova forma de renda a essas pessoas com habilidades especiais.

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“Fazendo isso, me lembra orar para Divali” Salma.
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O sistema produtivo das jóias.

Fonte:http://www.hypeness.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Em 2060, com o crescimento da população idosa, Brasil terá mais pessoas com Alzheimer e doença pode afetar sistema público de saúde

Campanha da Associação Brasileira de Alzheimer chama a atenção para o diagnóstico precoce, o que garante a preservação da memória e qualidade de vida.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa

Em uma ação mundial e simultânea com outros países, a Associação Brasileira de Alzheimer promove no mês de setembro, em 23 estados, a Campanha Nacional de Alzheimer. Batizada de “Alzheimer: quanto antes, mais tempo você terá para lembrar”, a campanha que realizará ações em locais como Pernambuco, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, foi pensada no método tradicional de se lembrar de algo: uma fita no dedo. Com o apoio da Danone Medical Nutrition, a ação objetiva destacar a mensagem “Eu não esqueço” para chamar a atenção da população brasileira sobre o diagnóstico precoce de Alzheimer, como também o sistema público para mais prioridade na terceira idade. 


Segundo dados recentes do IBGE, o país possui atualmente mais de 15 milhões de pessoas com faixa etária igual ou superior aos 65 anos, o que representa 7,4% da população total. Estima-se, no entanto, que dentro de 47 anos, devida a maior expectativa de vida no país, esse número chegue a 58 milhões, ou seja, 26,7% dos brasileiros.

Se levarmos em consideração que o número de pessoas com Doença de Alzheimer, apenas no Brasil, é de cerca de 1,2 milhões de pessoas, podemos concluir que 1 em cada 12 idosos vivem com a doença. Número que pode se tornar ainda mais alarmante se incluirmos nesse cálculo a grande quantidade de casos ainda não descobertos e devidamente diagnosticados.

A problemática envolvendo esse crescimento no número de idosos, no entanto, deve-se à falta de políticas públicas concretas e bem desenvolvidas a fim de assegurar qualidade de vida e saúde para essa nova população. Além de ser feito um alerta aos familiares e médicos, com relação à importância do diagnóstico precoce para a prolongação da independência desses indivíduos, a campanha encabeçada pela Danone Medical Nutrition, ABRAz e W/McCann pede mais atenção do Sistema Público na terceira idade brasileira.

Segundo a presidente da Abraz, Fernanda Gouveia Paulino, o diagnóstico precoce proporciona a qualidade de vida ao paciente, como também a preservação da memória no estágio inicial da doença, o que permite o paciente fazer suas atividades diárias normalmente.

Ações
Com o objetivo de levar informações corretas à população, no dia 21 de setembro, Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, das 10h às 17h, a equipe médica e voluntários da ABRAz promovem na Marquise do Parque Ibirapuera uma grande mobilização.
O evento levará à idosos, familiares e cuidadores, atividades e palestras para explicar sobre a Doença, seus primeiros sinais, importância do diagnóstico e tratamento.
A campanha, desenvolvida pelo programa de voluntariados da W/McCann, trará folders explicativos para a população, fitas, spots de rádio e comerciais de TV com personalidades da televisão. Entre os artistas que já gravaram vídeos para a campanha, estão André Guerreiro, Beatriz Segall, Carlos Moreno, Cássio Gabus Júnior, Eva Vilma, Irene Ravache, Lara Córdula, Leonardo Stefanini, Marcelo Airoldi e Marília Gabriela.

Além da ABRAz, comprometida com o esclarecimento mais preciso possível a respeito da doença de Alzheimer, a Danone Medical Nutrition reforça a causa e investe anualmente em campanhas do gênero e no desenvolvimento de produtos capazes de proporcionar qualidade de vida à esses pacientes.

Serviço
Dia 21 de setembro – Dia Mundial de Alzheimer
Ação na Marquise do Parque do Ibirapuera
Das 10h às 17h


Fonte:http://saci.org.br/ - imagem Internet/Ilustrativa
                               “Matéria postada em caráter informativo”

Reportagem especial mostra dificuldades dos deficientes no mercado de trabalho

Conheça os aspectos legais, os projetos de lei em andamento e a opinião de especialistas para ampliar o mercado de trabalho dessa população.

Apenas 325 mil deficientes estão empregados no Brasil.
Valter Campanato/ABr
Direitos humanos - minoria - Deficientes visuais fabricam vassouras com restos de garrafa PET
O Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Desse total, quase 13 milhões possuem deficiência severa, segundo o Censo de 2010 do IBGE. O número, porém, não se reflete no mercado de trabalho. Aproximadamente 325 mil, ou menos de 1% dos mais de 44 milhões de trabalhadores com vínculo empregatício são deficientes.

Desde 1991, o Brasil conta com uma lei, conhecida como Lei de Cotas (artigo 93 da Loas), que obriga as empresas com mais de cem empregados a reservar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Apesar disso, o País ainda está longe de ser um exemplo. Os obstáculos no cumprimento da lei passam pelo preconceito e a má vontade dos empregadores, dificuldades da própria empresa em se adaptar à regra, à falta de qualificação dos profissionais interessados.
Na Câmara, tramitam diversas propostas de mudanças nas regras atuais de contratação de deficientes. Algumas delas ampliam o leque de empresas obrigadas a contratar esse tipo de funcionário, tornando a regra obrigatória para os negócios com 50 ou mais empregados, como o PL 1240/11, do deputado Walter Tosta (PSD-MG).
Outras, como o PL 1653/11, do deputado Laercio Oliveira (PR-SE), pretendem flexibilizar a contratação, com a justificativa de que alguns setores não conseguem trabalhadores capacitados para as tarefas ofertadas.
Mudança não é consensual

Embora haja dezenas de projetos de lei para tratar do tema — inclusive a proposta do Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 7699/06) —, a necessidade de mudanças não é consensual. Alguns parlamentares e especialistas reforçam que o mais importante é garantir o acesso de deficientes à educação.

A sugestão da deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), ela própria cadeirante, para o cumprimento da norma é aumentar as penalidades para quem não cumpre a Lei de Cotas. Hoje, a penalidade é de multa, que varia entre R$ 1,3 mil e R$ 132,9 mil. “A legislação é avançada e serve de exemplo para países economicamente mais desenvolvidos que o Brasil, mas infelizmente ainda não é efetiva porque falta uma penalidade maior para quem deixa de cumpri-la”, afirma a deputada. Com esse intuito, a deputada Érika Kokay (PT-DF) apresentou o Projeto de Lei 5059/13, que eleva o valor das multas para R$ R$ 6 mil a R$ 780 mil.
Também para o procurador do Ministério Público do Trabalho Flávio Gondim, não há necessidade de modificar a atual legislação: “Há outros aspectos que precisam ser mais bem trabalhados: a acessibilidade, o acesso à educação. Tudo isso é entrave. O problema vem muito antes do momento de a pessoa com deficiência ingressar no mercado de trabalho.”
Sefot
Ricardo Tadeu
Tadeu: "As vagas existentes são de baixa remuneração.
Salários são baixos

Para o desembargador Ricardo Tadeu, a Lei das Cotas é apenas o começo da inclusão, porque as vagas ofertadas ainda estão longe do ideal. “O Brasil conta hoje com 325 mil trabalhadores com deficiência, o que o destaca no cenário internacional. Todavia, as vagas são vagas de baixa remuneração, que acabam por desestimular as pessoas a buscar o mercado de trabalho”.

Um dos fatores de desestímulo é justamente a baixa remuneração. Hoje, pela Lei de Assistência Social (8.742/93), o deficiente desempregado cuja renda familiar seja inferior a ¼ do salário mínimo tem direito a um salário mínimo de benefício, mesmo que nunca tenha contribuído para o INSS. Ao conseguir o emprego, o deficiente perde o benefício. Desse modo, muitos preferem continuar desempregados e recebendo o salário mínimo a receber uma vaga com igual remuneração.


Fonte:http://www2.camara.leg.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Contratar um PNE (portador de necessidade especial) não é um favor a um necessitado.

Não enxergo a admissão de um PNE (portador de necessidade especial) como um favor a um necessitado, e muito menos como apenas um cumprimento de cota, mas, ao contrário, como o ingresso de um profissional munido de competências assim como qualquer outro.

Imagem Internet/Ilustrativa
Sejam portadores de alguma necessidade especial ou não, todos deverão trazer bons resultados para uma empresa. É disso que uma organização se alimenta. Não enxergo a admissão de um PNE (portador de necessidade especial) como um favor a um necessitado, e muito menos como apenas um cumprimento de cota, mas, ao contrário, como o ingresso de um profissional munido de competências assim como qualquer outro.
Essa relação se trata de um contrato legal de trabalhos seguido de um acordo moral de atitudes que permearão trabalhador e empresa. Com isso, nada deve ser alterado nas relações, pois, se a organização tiver apenas objetivo filantrópico ao admitir um PNE, correrá grande risco de não conseguir produzir de forma competitiva e, consequentemente, ser engolida por seus concorrentes. O mesmo ocorre com o trabalhador. Caso esse resolva colocar-se numa posição de autopiedade ou de preenchedor de cotas, terá dificuldades em crescer profissionalmente, além de inclinar-se para o grupo dos que deixam a vida os levar. Acomodação!
Trabalhadores na condição de PNE são tão capazes como quaisquer outros, e devem ser submetidos a processo seletivo com o mesmo grau de exigência a que se submetem outros candidatos. Obviamente, respeitadas as limitações físicas e mentais.
Presenciei casos em que o trabalhador (PNE) possuía manias e comportamentos típicos de quem pensa estar estável numa função, apoiando-se em sua própria condição. A empresa não precisa tolerar isso!
Muitas organizações também partem para um conceito apenas social e acabam tolerando certos comportamentos nocivos à rotina interna, com isso perdem clientes, afetam o clima organizacional e, consequentemente, perdem mercado.
Certa vez, presenciei, em uma companhia, um investimento altíssimo em contratação de deficientes auditivos, uma encarregada de RH era a mentora do projeto, porém aquele grupo de colaboradores possuía comportamentos péssimos no que tange ao desenvolvimento das tarefas solicitadas. Eram fofoqueiros, faziam rodinhas para “matar” serviço, negligenciavam as normas internas e usavam a deficiência auditiva como pretexto para não cumprir as ordens, simulando que não as compreendiam; além do péssimo atendimento aos clientes externos, feito através de gestos bruscos e semblantes agressivos ao se comunicar.
A conivência da mentora, em relação aos déficits, criou, na empresa, uma aversão a esse modelo de seleção a ponto de a corporação preferir, por vezes, pagar multas a submeter-se ao modelo.
Caro(a) leitor(a), lembre-se de que, para o mercado de trabalho, não deve existir deficiência, mas responsabilidade, auto investimento, motivação e, sobretudo, profissionalismo. Como clientes até reconhecemos os esforços e responsabilidade social, mas, no final, o que impera mesmo é a qualidade. E essa vem da eficiência humana e está ao alcance de todos, inclusive daqueles que o mundo prefere chamar de deficientes. Aliás, por vezes, são desses que recebemos as “melhores fatias”.
Prof. Edison Andrades é sócio da Reciclare Treinamento. 
Fonte:http://jcconcursos.bol.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Deficiência visual

O que os olhos não enxergam, o corpo percebe

       DIÁRIO DA MANHàKARLA C. MARQUES

                                                                                                                                                            Imagem Internet/Ilustrativa
       

O corpo humano reflete uma série de estímulos provocados pelos sentidos. Olfato, tato, paladar, visão e audição são os cinco sentidos de percepção. Juntos constroem associações sinestésicas e permitem que o indivíduo assimile melhor o meio em que vive, além de identificar situações e distinguir tudo que possa estar ao seu redor. Muitas pessoas nascem com deficiência em algum desses sentidos, outras perdem por consequência de fatores patológicos. A perda ou ausência da visão obriga uma série de adaptações, a habilitação – para quem nasce cego – e a reabilitação – para quem tem perda posterior ao nascimento.
Quando há perda da visão, os quatro sentidos trabalham em prol do desenvolvimento cognitivo - uma expressão que está relacionada com o processo de aquisição e desenvolvimento do conhecimento. Se a visão foi perdida de forma gradativa ou depois da aquisição da memória visual, é necessário que haja um processo de readaptação. O psicólogo e escritor Jorge Monteiro de Lima perdeu a visão aos 24 anos, depois de ter passado por uma cirurgia.
Segundo Jorge, “a percepção humana reflete uma das funções psicológicas estudadas pelo psiquiatra Carl G. Jung que chamamos de função sensação. A visão é um dos cinco sentidos e os demais todos estão nesta mesma atividade, nesta função psicológica. O que ocorre é um imenso mecanismo de compensação na qual a energia psíquica é deslocada de um sentido para os outros. Assim um cego para sobreviver desenvolve mais o uso dos outros sentidos em um mecanismo natural de adaptação que ainda usa a intuição, a criatividade e a capacidade inata de formar imagens mesmo sem enxergar”.
O processo de reabilitação por qual Jorge passou exigiu esforço e força de vontade, pois todas as ações que desempenhava com normalidade, até mesmo de forma mecânica, tiveram que ser reaprendidas. “Todos dos mais simples gestos, desde a higiene diária a aprender a atravessar uma rua. Em tudo é necessária adaptação. Tive de reaprender a tocar (também sou músico), a outras formas de estudar, reconhecer as pessoas, enfim, em tudo vivenciamos outra forma de aprendizado”.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o olhar da reabilitação no contexto da funcionalidade amplia os horizontes e contextualiza o indivíduo, a família, a comunidade em uma perspectiva mais social, privilegiando aspectos relacionados à inclusão social, o desempenho das atividades e a participação do indivíduo na família, comunidade e sociedade. Organiza-se a partir de três componentes: primeiro o corpo, compreendido em sua dimensão funcional e estrutural; depois a atividade e participação, como aquilo que o corpo é capaz de realizar. Representa aspectos da funcionalidade individual e social, englobando todas as áreas vitais, desde as atividades básicas do cotidiano até interações interpessoais e de trabalho; e por fim, o contexto em que cada um vive para realizar suas atividades, entre os quais estão incluídos os fatores ambientais, que têm um impacto sobre todos os três componentes.
No caso de pessoas que nascem cegas, existe um processo de habilitação – o ensino voltado para adaptação dos deficientes visuais. Esse processo é aplicado em crianças que nasceram com deficiência visual, tornando-as mais perceptivas e trabalhando maneiras de aprendizagem comuns, como ler, obter dimensão através do som, distinguir texturas diversas, entre outros recursos.
Alisson Barbosa Azevedo, 29, é funcionário público e presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás. Ele nasceu com ausência da visão. “Desde pequeno fui estimulado pela minha família a praticar exercícios que aguçassem os outros sentidos, principalmente por uma tia, que era pedagoga. Frequentei escola para deficientes visuais a partir dos sete anos. Os materiais didáticos usados para transpor sentido às crianças tinham sons, texturas diferentes”.
A criança nesta condição se adapta bem mais do que as que perdem posteriormente a visão. O que empaca é a superproteção, ou seja, quando os pais não permitem que a pessoa experimente o mundo para se superar. O ideal é deixar que as crianças estimulem ao máximo suas capacidades para que criem independência.
A luz dos olhos
O que as pessoas desconhecem é que não existe apenas um tipo de cegueira. Todos remetem a falta da visão à ausência de luz. O que acontece é que existe uma forma gradativa da perda da visão. Alisson descreve como enxerga o mundo através dos seus olhos: “exponho da mesma forma com que José Saramago, em seu livro Ensaio Sobre Cegueira pontua. 'Um branco leitoso'. Consigo perceber, por exemplo, onde está localizada a janela pela luz que ela transporta, o que não é o caso de algumas pessoas que descrevem total escuridão”.
A luz é fundamental para existência da vida no planeta. Como caracterizar a presença ou ausência de luminosidade para quem nunca ou, parcialmente, passou pela experiência de contemplar os raios solares, ou até mesmo a falta deles? “Na sobrevivência diária nem sempre temos tempo de pensar nisto. Na vida temos expectativas, sonhos e acho que ninguém é satisfeito com a vida que tem. Às vezes sinto falta de dirigir, de ter um pouco mais de autonomia pra pequenas atividades, mas não especificamente da luz. Cada um de nós tem uma necessidade ou vontade de viver algo a mais em algum ponto, somos insatisfeitos por natureza”, relata o psicólogo Jorge.
Sonhos e desenhos cegos
Os sonhos são os relatos que as percepções transmitem ao inconsciente, muitas vezes não captadas durante o dia, mas concentradas e transportadas durante o período do sono. As pessoas que possuem suas capacidades perceptivas em um estado comum dispõem de sonhos visuais, enquanto que indivíduos cegos (de nascença) gozam das mesmas capacidades, só que de forma sensorial. A impressão dos lugares, os cheiros e até mesmo as pessoas existentes no decorrer dos sonhos são percebidas pela sensação de informação que os sentidos promovem. “Eu não vejo enquanto sonho, mas tenho a percepção do lugar e de quem está presente. Mesmo que as pessoas não emitam nenhum tipo de som ou linguagem”, diz Alisson.
Aqueles que perdem a visão depois de certo tempo ainda sonham com imagens por um período, mas essas começam a ficar distorcidas à medida que há adaptação da nova rotina.
O artista turco Esref Argaman impressiona a comunidade médica e científica mundial com sua habilidade extraordinária: cego de nascença, ele pinta usando uma técnica considerada dificílima, a da perspectiva de três pontos - se trata de uma técnica utilizada para delimitação das imagens, com pregos e linhas.
A equipe do DMRevista pediu para Alisson desenhar em uma folha de papel um objeto qualquer. Ele disse não ter a capacidade de traçar linhas contínuas para dar sustentação a qualquer imagem, pois não possui memória visual, mas consegue distinguir as grandes diferenças de formas e texturas através do tato. “Eu não consigo transpor essas formas e esboçá-las em desenhos, mas existem cegos de nascença que possuem essa habilidade. Estamos cercados por vários gênios, pois é isso que eles significam para mim. A deficiência não é uma má sorte, como todos pensam. É apenas uma condição humana como muitas outras”, comenta Alisson, que, além de funcionário público, possui graduação em Direito e registro junto a Ordem dos Advogados (OAB).
Alguns filmes retratam a deficiência visual com uma perspectiva descritiva dos fatos, algumas sugestões são: Janelas da Alma, Ray (a biografia do músico de jazz Ray Charles), A cor do paraíso e Ensaio sobre cegueira (baseado na obra do José Saramago).
Fonte:http://www.dm.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” - Imagem Internet/Ilustrativa