sábado, 28 de setembro de 2013

Gerson Brenner é impedido de dançar valsa com a filha em festa de 15 anos

Ator não foi autorizado pela família e nem pelos médicos a participar, diz jornal.


Gerson Brenner com as filhas Vitória (a morena) e Ana; Vitória Brenner fazia questão de dançar a valsa com o pai - Montagem R7/Arquivo pessoal

Vitória Brenner, filha do ator Gerson Brenner, tinha o sonho de dançar com o pai em sua festa de debutante.
No entanto, o sonho da teen não foi realizado. Gerson, que foi baleado em 1998 e está em uma cadeira de rodas desde então, foi impedido pela própria família e pelos médicos de dançar com a filha.
Segundo o jornal Extra, a festa aconteceu nesta quarta-feira (25). Arnaldo Santos e Cristina, pai e irmã de Gerson, não autorizaram que o ator participasse da festa.
Denize Taccto, ex-mulher de Gerson e mãe de Vitoria, ajudou a planejar tudo. Ela até contratou o professor de dança das celebridades, Jaime Aroxa, para treinar Gerson a dançar numa cadeira de rodas.
Por ordens médicas, nem os ensaios foram realizados.
Fonte:http://entretenimento.r7.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”












Pacientes com doenças raras batalham para serem vistos fora das estatísticas

Por Priscilla Borges - iG Brasília

Especialistas e familiares criticam invisibilidade dos portadores para a ciência, e defendem ampliação da rede de apoio a quem convive com enfermidades incomuns


A invisibilidade de quem possui uma doença rara é um dos maiores entraves para que milhões de brasileiros tenham um futuro mais longo e digno. Especialistas, cuidadores, familiares e os próprios pacientes compartilham da opinião e lutam para que os portadores dessas enfermidades deixem de ser apenas estatísticas para os gestores e a ciência.
Victoria Portela/Amavi
Homero de Carvalho, portador de ataxia (doença sem cura e progressiva), diz que a informação faz toda a diferença
Para a pesquisadora Sílvia Portugal, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o desafio no campo das doenças raras é justamente “conjugar a universalidade de direitos e a singularidade dos casos”. “Essas pessoas são ‘nada’ diante da população estatisticamente. Mas dentro da casa delas, elas são 100%, são únicas”, ressalta.
Martha Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Genética, levou anos para entender o que fazia do filho mais velho diferente dos outros. A falta de informação e de preparo de médicos e redes de atendimento fez com que suas necessidades fossem desrespeitadas durante anos. Levou a família a passar por situações desagradáveis em inúmeros consultórios.
O esforço em entender o que tinha Pedro, hoje com 33 anos, fez Martha criar uma associação para disseminar informação e ajudar outras famílias a evitarem a quantidade de desconforto que ela mesma sentiu. “As pessoas precisam de informação para desmistificar as coisas. Todos têm os mesmos direitos”, comenta.
Victoria Portela/Amavi Divulgação
Martha Carvalho sofreu junto com o filho, portador da síndrome do X frágil
Martha perdeu as contas de quantos diagnósticos diferentes Pedro recebeu quando era criança. O jeito desajeitado para algumas atividades, a oscilação de desempenho em diferentes disciplinas na escola e a dificuldade em manter contato visual com as pessoas eram os sintomas da criança, que foi taxada de disléxica a superdotada.
“Houve uma psicopedagoga que nos recomendou terapia de casal, a mim e a meu marido, porque disse que estávamos bloqueando meu filho. Foi muito difícil”, relembra. Muitos anos, profissionais e exames depois, ela descobriu que o filho é portador da síndrome do X frágil, uma doença rara, provocada por uma mutação genética hereditária.
A fonoaudióloga de formação se descobriu cuidadora e paciente ao mesmo tempo. A mutação nela não é completa, mas leva à falência precoce dos ovários. O que a deixa mais chateada, no entanto, é a ausência de aconselhamento genético nas redes de saúde para que mulheres portadoras de síndromes como ela façam um bom planejamento familiar.
“Entre o nascimento do meu filho e o diagnóstico correto da doença dele, em 1995, cinco crianças da minha família nasceram com a mutação completa. Decidimos criar a Aliança, que congrega associações de diferentes doenças, para ter uma rede de informação e suporte. As pessoas têm de ser capazes de fazer opções conscientes”, diz.
Qualidade e expectativa de vida
Assim como a síndrome do X frágil, inúmeras outras não possuem cura ou medicamentos específicos. Uma doença é considerada rara quando afeta até 65 pessoas em cada 100 mil habitantes. As estimativas apontam que cerca de 10 milhões de brasileiros tenham alguma das cerca de 6 mil doenças raras. O SUS tem protocolos para 25 enfermidades.
Grande parte dessas doenças têm causas genéticas (cerca de 80%). A maior luta das entidades que representam esse contingente já grande de brasileiros é por acolhimento, diagnóstico e serviços que aumentem a qualidade de vida dos pacientes. “Seria mais barato para os sistemas de saúde se oferecessem redes de apoio”, diz a pesquisadora portuguesa.
Na opinião de Sandra, as famílias têm de estar no centro das políticas, já que elas têm a responsabilidade de cuidar desses pacientes. “Isso é um importante meio de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Assim como no Brasil, em Portugal, a legislação é simbólica. Não sai do papel”, critica.
Rogério Lima Barbosa, presidente da Associação Maria Vitória (Amavi), pai de uma menina com neurofibromatose, acredita que a morosidade das políticas ocorre porque falta “um envolvimento real do Ministério da Saúde”. Ao longo dos anos, ele diz que o avanço nas discussões sobre as políticas se desenvolveram pela sensibilidade de uma ou outra pessoa.
Segundo ele, a promessa é de que o plano de atendimento para doenças raras definido em abril seja colocado em prática a partir de novembro. Homero de Carvalho, 57 anos, portador de ataxia cerebelar, uma doença neurológica causada pela atrofia do cerebelo. Ela não tem cura e é progressiva. Tudo o que pode fazer é garantir mais qualidade de vida.
Há oito anos, quando descobriu, soube que seu caso não era genético, mas não sabe por que desenvolveu a doença. Hoje, ele já não consegue mais andar sem se desequilibrar, tem problemas na fala e na deglutição. Ioga, fisioterapia, acupuntura, exercício físico e encontros com a fonoaudióloga são seus suportes para enfrentar as dificuldades.
Para Homero, que é a Associação Ataxia-Rio, enfrentar uma doença rara exige informação. Ele, assim como os participantes do Congresso Ibero Americano de Doenças Raras, realizado em Brasília na quarta, que responderam a um questionário sobre o que era mais importante no enfrentamento dessas doenças, dizem que informação é mais importante do que tratamento.
“As associações têm um papel importante de disseminar informações e garantir que a legislação seja aplicada para garantir mais qualidade de vida às pessoas”, afirma.
Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

Familiares de deficientes físico terão isenção de IPVA em Petrópolis, no RJ

Isenção é dada a familiares que usam carro para transporte do deficiente.
Pela lei, apenas o portador de necessidade teria direito ao benefício.

Do G1 Região Serrana

Parentes de um deficiente físico terão isenção de IPVA em Petrópolis, Região Serrana do Rio. Para isso, o familiar precisa utilizar o veículo para fazer o transporte do portador de necessidades especiais. Pela lei, apenas o próprio deficiente teria direito ao benefício. Os familiares conseguiram a isenção do imposto após a Defensoria Pública da cidade entrar com uma ação na justiça.

Para conseguir a isenção do pagamento de impostos, a pessoa com deficiência ou a família dela deve fazer um requerimento junto ao governo. É possível conseguir a anulação do pagamento de impostos estaduais como o ICMS e o IPVA e até federais, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).


A Defensoria Pública, em Petrópolis, diz que em alguns casos é preciso acionar a justiça para conseguir a isenção do pagamento do IPVA. Da maneira como a lei foi escrita, é possível afirmar que só tem direito ao benefício a pessoa com deficiência que dirige o próprio veículo.

Para ver o vídeo Click Aqui

Fonte:http://g1.globo.com/  - “Matéria postada em caráter informativo”

Reunião relata dificuldades de mulheres com deficiência, em Curitiba

principalA secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo, promoveu na manhã desta sexta-feira (27), na sede da secretaria, uma reunião de mulheres com deficiência. 
As mulheres presentes deram depoimentos sobre toda forma de preconceito e discriminação pelos quais passam, seja no trabalho, no meio social, nos serviços de atendimento à saúde, educação, transporte e mobilidade urbana. Mirella, que também falou sobre sua condição de pessoa com deficiência física, disse que sente dificuldades, por exemplo, quando tem de ir ao médico, ao fazer uma mamografia, pela ausência de equipamentos específicos para atender o deficiente.
principalMirella ouviu atentamente e anotou todas as reivindicações, que segundo ela, são soluções simples como a instalação de mais guias rebaixadas e mais acessibilidade no serviço de saúde, no transporte coletivo e no trânsito de maneira geral. “Levaremos todos esses problemas aos respectivos secretários municipais para buscarmos soluções em conjunto”, disse a secretária.
“Precisamos perder o sentimento de pena em relação à pessoa com deficiência porque são pessoas que precisam antes de tudo de respeito. E quando essa pessoa é mulher, ela passa a sofrer mais preconceito. Muitas vezes essa mulher é violentada nos seus direitos somente por uma questão de gênero”, disse Roseli Isidoro, secretária municipal da Mulher, que também participou do evento.
principalOutro assunto abordado na reunião foi sobre o assédio moral pelo qual passam as pessoas com deficiência no ambiente de trabalho. Dayane, que tem deficiência visual, contou como tem sido tratada tanto pela chefia quanto pelos seus colegas. Ela afirma que, infelizmente, as empresas, principalmente as de grande porte, estão mais preocupadas em cumprir a cota de funcionários com deficiência para não serem multadas, sem, no entanto, oferecer condições dignas de trabalho.  “Não há nenhum tipo de investimento, nem em capacitação nem na autoestima do funcionário com deficiência”, diz.

Fonte:http://www.curitiba.pr.gov.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”


Olímpiada do Conhecimento tem competições para alunos com deficiência

O evento, que tem duração de quatro dias, teve início no dia 25 de setembro.

da Redação                      
                                    Imagem Internet/Ilustrativa
                           

O maior evento de educação profissional da América Latina, “São Paulo Skills – Olímpiada do Conhecimento”, iniciou na quarta-feira (25), no Anhembi, reunindo 732 alunos de 83 escolas da rede SENAI-SP, que competirão em 55 diferentes ocupações industriais, sendo duas delas específicas para pessoas com deficiência.

A secretária Marianne Pinotti prestigiou a abertura do evento, que se encerra no sábado (28). Mais de 60 mil pessoas são esperadas ao longo dos quatro dias. O São Paulo Skills inclui provas teóricas e práticas. Os alunos testam as soluções propostas e buscam descobrir a maneira mais eficaz de realizar cada processo industrial.

Fonte:http://saci.org.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

Tia, por quê você está na cadeira de rodas?

Artigo de Adriana Lage.

Adriana Lage

Na minha época de escola, sempre tive pânico das outras crianças. Os primeiros anos foram terríveis: muito bullying (chutes nas pernas, puxões de cabelo, ameaça de me jogarem no chão, etc), professores despreparados, falta de acessibilidade e desconhecimento generalizado. Eu me lembro que não podia brincar na piscina nem no parquinho. Restava a mim, brincar sozinha na areia – local considerado seguro pela escola. Em outros casos, ficava sozinha na sala de aula ou esquecida após a sessão do cinema. Nessa época, duas pessoas foram anjos da guarda: Márcia e Rosélia. Rosélia era faxineira da escola. Até hoje mantemos contato. Ela sempre cuidou de mim. Sempre que me encontrava sozinha, seja na sala de aula ou na areia, deixava a faxina de lado e vinha me fazer companhia. Engraçado isso! A faxineira tinha muito mais psicologia que a professora. Márcia, por sua vez, era professora do antigo pré-primário. Nossa, a idade pesou! Sei lá qual termo se usa hoje. Pulemos essa parte. Era ela quem sempre me encontrava, aos prantos, esquecida no escuro do cinema. Para me alegrar, além de colo, sempre me dava um stick de morango. Essa fase na escola me fez ter certo medo de me aproximar das crianças. Quando virei cadeirante, aos 12 anos, morria de medo de me jogarem da cadeira. Os anos se passaram e nunca deixei meus priminhos, hoje, dois belos garotões de 18 aninhos, empurrarem minha cadeira de rodas. Só percebi esse meu defeito há poucos anos, numa revelação de amigo secreto. Meu primo disse que sua amiga oculta não o deixava empurrar a cadeira de rodas. Com isso, resolvi mudar meu jeito de lidar com as crianças.

Com o passar dos anos, acho que fui me tornando uma pessoa melhor. Aprendi a lidar com as agruras da vida de forma otimista e didática. O bom humor, a vaidade e a simpatia, sempre acompanhados de um belo sorriso, foram quebrando barreiras e abrindo os caminhos. Sei lá de onde virei a “Tia Adriana”. A cadeira de rodas por si só é quase um kinder ovo para atrair a criançada! Se for motorizada então... Não há como escapar de uma demonstração ou voltinha no colo. Os olhinhos brilham e a mente fervilha.

Eis que surge a grande dúvida: o que responder quando uma criança questiona o por quê de eu estar na cadeira de rodas? Essa pergunta é clássica! Não sou nenhuma entendida em crianças, mas sei que respostas científicas, nessas horas, não ajudam em nada! Desviar o assunto? Piorou! O jeito é rebolar e responder a verdade de uma forma inteligível e didática para a criança. Nos últimos dois finais de semana, passei por algumas situações onde a criançada me fez exercitar a criatividade e a rapidez. Vamos aos casos!

Madrinha, você nasceu na cadeira de rodas?
Estava no casamento do meu primo quando minha afilhadinha de três anos me surpreendeu perguntando se tinha nascido na cadeira de rodas? No primeiro momento, pensei: xiii, e agora? Expliquei a ela que não. Disse que quando era pequenininha, fiquei doente e minhas pernas ficaram fraquinhas. Já pensaram que caos cerebral seria comentar sobre pólio, vacina, lesão medular com ela? Ela logo retrucou: “Por que? Você não comeu direito”? Essas crianças inteligentes que dão nó em pingo d’agua... Uma tempestade cerebral se passou pela minha cabeça. Aproveitei a deixa e respondi que sim. Comentei sobre a importância de comermos verduras, frutas e tudo o que nos deixa fortes. Satisfeita com a resposta, ela finalizou com a pérola: “que chato, madrinha”!

Tenho me esforçado para mostrar à minha afilhada e às crianças que convivem comigo que cadeira de rodas é um acessório da pessoa. O fato de não conseguir ficar em pé e andar como muitas pessoas não impede que eu tenha uma vida normal. Aproveitei minhas férias em Sampa para comprar uma roupa de Barbie da Branca de Neve. Acho lindo aquele modelo. Com isso, minha Barbie cadeirante virou princesa. Minhas priminhas já sabem que princesas e príncipes nem sempre andam. Alguns deles desfilam em cadeiras de rodas. Já dei uma aulinha didática para os priminhos mais crescidinhos sobre como empurrar a cadeira de rodas sem deixar o cadeirante cair ou passar sustos. Faço as simulações com a boneca e salvo minha pele na vida real. Risos. Mas acho que agindo assim contribuo para que cresçam sem preconceito em relação às pessoas com deficiência.

Por quê você tá aí?
Aniversário de criança é sempre um prato cheio para as perguntas. Eu me senti quase uma Xuxa no aniversário do sobrinho do meu namorado. Três crianças mexeram comigo, fora as outras que só me olharam de cima embaixo.

A primeira delas parou perto de mim e fez aquela conferência visual. Dei um sorriso e ela saiu correndo. Pouco depois, voltou com uma flor e me deu de presente. Fofa demais!
A segunda criança era um catatauzinho de uns três aninhos. Vendo aquela cadeira de rodas gigante para seu tamanho, logo perguntou: por quê você está aí? Simplesmente, respondi que minhas pernas eram fraquinhas e ele foi embora todo satisfeito.

A última ficou me cercando a festa inteira. Só trocávamos sorrisos. Quando se aproximou mais, quebrei o gelo elogiando seu cabelo. Aí a língua pulou da boca. Ela queria saber qual era meu parentesco com o aniversariante. Quando comentei que era namorada do tio dele, ela fez aquela cara de espanto e disse: “ele é cego”! Expliquei a ela que, mesmo parecendo um pouco estranho, dá muito certo um namoro entre uma cadeirante e um cego. É como se fôssemos Fiona e Shrek. Sapríncipe, não me mate com a comparação! Mesmo sendo um pouquinho diferente do padrão, não deixamos de ser princesa e príncipe. Ela se satisfez com a explicação e saiu toda feliz.

Enfim, acho que o segredo nesses casos é responder a verdade de forma simples e clara. Muitos pais só faltam cavar um buraco no chão e se esconderem quando a criança faz uma pergunta desse tipo. Costumam até xingar o pequeno e tirá-lo de perto. Felizmente, em contrapartida, muitos já incentivam o contato e ajudam a minimizar o preconceito que ainda insiste em nos judiar. Bom demais da conta!

Fonte: http://saci.org.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Entidades defendem incentivos para produtos voltados a pessoas com deficiência

Segundo associação, custo elevado dificulta a concessão de próteses; SUS atenderia a apenas 0,3% dos cidadãos com limitações físicas.
Da Redação/MO
Colaboração – Caroline Pompeu
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública para discutir sobre  “Os avanços, as perspectivas e os desafios para o setor da indústria e do comércio de revenda de produtos e serviços para pessoas com deficiência no Brasil
Scavasin defendeu isenção tributária dos produtos.
Representantes de associações reivindicaram, nesta terça-feira (17), a adoção de medidas para incentivar a oferta de produtos e serviços adaptados às pessoas com deficiência. O assunto foi debatido em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
O integrante do "Cidade para Todos" – movimento que reúne cidadãos que lutam por espaços públicos e privados inclusivos –, Flavio Scavasin, defendeu a isenção de impostos para produtos voltados a indivíduos com deficiência, fiscalização mais rigorosa para evitar preços maiores na importação desses itens e um trabalho junto à Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir os custos e melhorar o quadro de funcionários especialistas em tecnologia assistiva (termo usado para identificar recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de quem tem alguma deficiência).
Direito
A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que solicitou o debate, reforçou o pedido: "Muitas vezes, nos é tirado o direito à vida se não tivermos o equipamento adequado; precisa-se rever a lista de prioridades dos produtos".

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública para discutir sobre “Os avanços, as perspectivas e os desafios para o setor da indústria e do comércio de revenda de produtos e serviços para pessoas com deficiência no Brasil
Rosinha da Adefal: sem o equipamento adequado, pessoas com deficiência perdem o pleno direito à vida.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Produtos de Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Rodrigo Rosso, disse que a isenção de impostos é direito das pessoas com deficiência. "É necessária uma desoneração na cadeia produtiva e no valor dos carros para cidadãos com deficiência. A lei que vale é ainda a de 2009, que concede até R$ 70 mil para compras de veículos, porém o valor precisa ser readaptado com os índices de inflação, pois houve vários aumentos", declarou.

Já o gerente-geral de Tecnologia de Produtos para a Saúde da Anvisa, Joselito Pedrosa, sustentou que a agência vai reformatar o processo interno de trabalho para a identificação da necessidade de bens e produtos, mas que a isenção tributária pode não ser a melhor alternativa. “A discussão é como garantir uma maior rapidez na fiscalização do que entra no País. Agora, para garantir a acessibilidade, eu tenho que obrigatoriamente fazer exoneração de imposto? Muitas vezes, isso não gera bons resultados, mas disputas políticas", disse. Na avaliação dele, não é preciso apenas assegurar a acessibilidade dos produtos, porém garantir a real necessidade da população.
Órteses e próteses
O representante da Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (Abotec), Henrique Grego, destacou que existem entraves no sistema de concessão de órteses e próteses. De acordo com ele, dos 43 milhões de brasileiros com deficiência, pouco mais de 20 milhões necessitam de alguma órtese ou prótese. "Não temos condições de atender a toda essa demanda, pelo custo elevado. O sistema de concessão não atende à necessidade do usuário", afirmou.

Ele relatou que o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não chega a 0,3% das pessoas que precisam de próteses. "Com o sistema atual de pregão eletrônico, a empresa que oferecer o menor preço ganha, e talvez seja a que tem uma qualidade não tão boa no serviço, sem um controle eficiente da atividade. Cerca de 70% das próteses não reabilitam totalmente o paciente", informou.
Créditos em produtos
O coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Arnaldo Barbosa Júnior, e o representante da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Fernando Antonio Ribeiro, declararam que os projetos do governo federal, como o programa Sem Limites, direcionado às pessoas com deficiência, não estão parados. "As centrais de interpretação de libras, a agenda da formalização da atuação dos intérpretes, o crédito via Banco do Brasi, estão sendo tratados. A agenda está em curso", disse Ribeiro.

Barbosa Júnior salientou que, em 2012, foi conferida isenção de ICMS nas vendas de veículos destinados às pessoas com deficiência física, visual, mental e aos autistas. Também com o Crédito Acessibilidade, acrescentou, são concedidos descontos para clientes com renda mensal de até dez salários mínimos para a aquisição de tecnologia assistiva, com um valor de financiamento de R$ 70 a 30 mil. "Foram mais de 11 mil operações de compra de produtos em 2013. Os produtos mais procurados são cadeiras de rodas e produtos para auxílio de dificuldades auditivas", comentou.
Fonte:http://www2.camara.leg.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão

Por Marina da Silveira Rodrigues Almeida*
Escola Inclusiva
Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão, há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e a historia de vida do aluno, sua relação com seus familiares e vice-versa; saber como trabalhar com outros alunos e com suas famílias, é este o contexto que chamamos inclusivo. Não podemos exigir que o professor esteja preparado. Há ainda a necessidade do envolvimento de gestores, da iniciativa pública e privada, de políticas públicas, de investimento na formação dos envolvidos, trabalho que não se restringe apenas aos professores, mas a todos, sem exceção.
Quando a escola recebe, pela primeira vez, uma criança com discrepâncias significativas no processo de desenvolvimento e aprendizagem ou com algum tipo de deficiência em relação aos demais alunos da mesma faixa etária é natural que muitas dúvidas surjam. O professor, geralmente, sente-se ansioso e temeroso diante de nova situação para a qual não se encontra preparado. Inicialmente, alguns professores pensam ser necessário se especializarem para poderem melhor atender o aluno com deficiência. Sem dúvida a capacitação, a pesquisa e o aprimoramentos são imprescindíveis a prática pedagógica de um profissional da educação. Contudo, a convivência, a experiência e ajuda de profissionais especializados e da família, o professor verifica que o processo de inclusão não é tão difícil como parecia, é um desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas.
Boa parte dos alunos com deficiência adaptam-se muito bem às escolas quando sentem-se de fato aceitos, compreendidos e conseguem aprender na escola. Porque, qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido, não aprende e é rejeitado.
Essas crianças se sentem felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais. Isso é perfeitamente possível, desde que o professor seja orientado em sua tarefa pedagógica.
As situações devem ser cuidadosamente planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas desses alunos.
Portanto, não há uma regra específica, se deve falar para os demais alunos da sala de aula se tem ou não um ou alguns alunos com deficiência. Cada situação é única. Dependendo de como o grupo classe e o professor acolher estes alunos, haverá uma estratégia diferente. Caso o professor tenha com prática no inicio das aulas fazer dinâmicas de grupo com seus alunos para se conhecerem deve manter isso, aproveitando a situação para falar sobre o que o aluno com deficiência tem e como todos podem ajudá-lo e das qualidades e competências que esse aluno tem, do que gosta, dás coisas que ele sabe, sobre sua vida, qual a expectativa dele nesta classe e escola, etc. O manejo precisa ser ponderado.
Para que esses princípios inclusivos se concretizem, torna-se fundamental a elaboração, por toda comunidade escolar, de um projeto político pedagógico de inclusão contando com a participação efetiva dos pais, profissionais ou instituições especializadas que realizam o atendimento complementar, tendo em vista a avaliação das necessidades educacionais específicas desses educandos para as adaptações e complementações curriculares que se fizerem necessárias.
Não vejo sentido comunicar aos demais pais que há um aluno com deficiência na classe, para tanto será importante a participação coletiva humanística acolhedora.
Não atendemos síndromes, doenças ou patologias, mas sim uma criança, um aluno, um adolescente, adulto que tenha alguma diferença. Isso é cultural e por isso leva-se tempo para que a cultura da patologia e modelo médico se dissolva para vermos pessoas no lugar de doenças.
Defendo que o trabalho precisa ser coletivo, com tutorias, com todos juntos, por isso aprendizagem é cooperativa, um ajudando o outro, quer seja professor-professor, professor-especialista, professor-aluno, aluno-especialista, aluno-aluno, enfim quem sabe ensina.
A sala de aula deve ser um espaço coletivo, circular, não linear, o poder é de todos, todos tem algo para ensinar, fazer, compartilhar e aprender.
Enquanto a estrutura escolar manter o poder centrado no professor fica inviável qualquer inclusão.
Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.
Os alunos com deficiência aprendem:
  • melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;
  • que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;
  • a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.
Os alunos sem deficiência aprendem:
  • a lidar com as diferenças individuais;
  • a respeitar os limites do outro;
  • a partilhar processos de aprendizagem.
Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem:
  • a compreender e aceitar os outros;
  • a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;
  • a respeitar todas as pessoas;
  • a construir uma sociedade mais solidária;
  • a desenvolver atitudes de apoio mútuo;
  • a criar e desenvolver laços de amizade;
  • a preparar uma comunidade que apóia todos os seus membros;
  • a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.
A Escola Inclusiva respeita e valoriza todos os alunos, cada um com a sua característica individual e é à base da Sociedade para Todos, que acolhe todos os cidadãos e se modifica, para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.
Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter.
E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.
Vários estudos, no Brasil e no mundo, têm demonstrado que essa pedagogia centrada na relação com o aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:
  • Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;
  • Aumenta a auto-estima dos alunos;
  • Impede o desperdício de recursos;
  • Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.
Somente com o apoio dos professores, o Brasil poderá, de fato, oferecer uma Educação de Qualidade para Todos. E você, professor, pode começar a fazer isso agora. Não é preciso cursar uma faculdade. Basta você usar sua criatividade, seu bom senso, sua vontade de ensinar, sua experiência. E os professores especializados em alunos com deficiência e outros profissionais, como pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais estão aí para ajudar você. Além disso, uma das características mais interessantes da Educação Inclusiva é que ela deve envolver também as famílias e a comunidade. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá beneficiar-se com parcerias com universidades, organizações não governamentais, escolas SENAI, APAEs, centros de reabilitação, entidades de pessoas com deficiência, associações de bairro, associações comerciais locais etc. Essa rede de parceiros, que inclui Essa rede de parceiros, que inclui a participação da família, será fundamental para a escola conseguir os recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a melhor educação para todos os seus alunos.
Como tudo isso funciona para a família?
Existe preconceito vindo de outros pais ou até mesmo dos colegas de classe?
Em todos os sentidos, primeiro em manter a exclusão das pessoas, manter mitos e informações errôneas, isso chamamos de acessibilidade atitutinal, é a mais difícil porque exige que resignifiquemos nossos valores, nossas relações, nossas crenças, enfim todos nós somos especiais e deficientes.
O preconceito faz parte da natureza humana, desde o início da humanidade. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo, do “outro”.
O “outro” inspira receio, temor, insegurança. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas, quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. Certamente, essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie.
E o homem moderno ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. Diante do diferente, do desconhecido, é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque, que se expressam pelo preconceito, pela discriminação, pelas palavras ofensivas ou por atos violentos, como vemos hoje os comportamentos de bullying nos jovens.
Como é para o educador atender crianças com deficiências?
Poderia definir isso como uma postura dentro de um processo na mudança das atitudes das relações professor-aluno. Urgimos que haja investimentos na valorização do papel e na construção da identidade do novo professor, visto que hoje ele é um facilitador ou mediador da aprendizagem; precisa sair do papel de “dar aulas”, “estimular criancinhas”, para ser o mediador da construção de conhecimentos este é o novo paradigma. Isso pouco se discute no Brasil e por isso o professor ainda fica reivindicando causas absurdas como querer reprovar os alunos. O professor ainda não “percebeu” que ele não é mais “o centro” da situação, hoje ele está “na relação” da aprendizagem com o aluno. As questões da aprendizagem são relacionais e afetivas.
A prática da Educação Inclusiva pressupõe que o professor, a família e toda a comunidade escolar estejam convencidos de que:
  • O objetivo da Educação Inclusiva é garantir que todos os alunos com ou sem deficiência participem ativamente de todas as atividades na escola e na comunidade;
  • Cada aluno é diferente no que se refere ao estilo e ao ritmo da aprendizagem.
E essa diferença é respeitada numa classe inclusiva;
  • Os alunos com deficiência não são problemas. A Escola Inclusiva entende esses alunos como pessoas que apresentam desafios à capacidade dos professores e das escolas para oferecer uma educação para todos, respeitando a necessidade de cada um;
O fracasso escolar é um fracasso da escola, da comunidade e da família que não conseguem atender as necessidades dos alunos;
  • Todos os alunos se beneficiam de um ensino de qualidade e a Escola Inclusiva apresenta respostas adequadas às necessidades dos alunos que apresentam desafios específicos;
  • Os professores não precisam de receitas prontas. A Escola Inclusiva ajuda o professor a desenvolver habilidades e estratégias educativas adequadas às necessidades de cada aluno;
  • A Escola Inclusiva e os bons professores respeitam a potencialidade e dão respostas adequadas aos desafios apresentados pelos alunos;
  • É o aluno que produz o resultado educacional, ou seja, a aprendizagem. Os professores atuam como facilitadores da aprendizagem dos alunos, com a ajuda de outros profissionais, tais como professores especializados em alunos com deficiência, pedagogos, psicólogos e intérpretes da língua de sinais.
Como a educação inclusiva pode formar a postura do jovem cidadão?
  • Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
  • Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
  • Aprende o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
  • Promove o empoderamento, a autonomia, a independência e a cidadania;
  • Desenvolve a capacidade de vislumbrar um projeto de vida produtiva e independente.
Sugestões de Dinâmicas de Grupo ou Rodas de Conversa
Objetivos:
Avaliar os sentimentos e fantasias pessoais, identificar, nomear igualdades e diferenças, pontos fortes e oportunidades de melhoria, estimular a empatia.  Discriminar e diferenciar deficiência de doença. Trabalhar a construção conceitual / terminologia correta das deficiências (as crianças falavam várias palavras, menos “pessoa com deficiência”)
Estratégias:
Aquecimento: Cada criança escolhe uma bexiga. Ao som de música, com as bexigas cheias, vão brincar sob comandos, sozinhos, em duplas, em trios, todos.
Atividades:
  1. Com todas as cadeiras de rodas, cadeirões, andadores, vamos fazer vivências de como deve ser uma pessoa com deficiência física. Em dois grupos, um guia o outro/ trocam. Discussão de como se sentiram, desenho na lousa para ajudar o raciocínio. Desenho livre sobre o tema.
  2. Vivências sensoriais – Deficiência Visual – A escuridão. Com faixas pretas nos olhos (uma criança guia a outra / trocam). Discussão e desenho livre.
  3. Deficiência Auditiva – O mundo do silêncio. Dois grupos ensaiam cenas, utilizando mímica. Um é platéia do outro. Ou o mediador finge falar sem utilizar a voz. Discussão sobre o tema e desenho livre.
  4. Deficiência Intelectual – Por que nosso colega as vezes  tem dificuldades para entender? Uma história contada em duas  versões, mais difícil e outra mais fácil. Discussão do tema e desenho livre.
Sugestão de Livros para Roda de Conversa
Sugestões de livros para trabalhar as deficiências em sala de aula, todos os livros são de Cláudia Wernek da Editora WVA.
  • Muito prazer, eu existo (5ª ed/1992) – Primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos. Cláudia Wernek da Editora WVA.
  • Coleção Meu Amigo Down (9ª ed/1994) – As histórias – Meu amigo Down, em casa; Meu amigo Down, na rua; Meu amigo Down, na escola são narradas por um personagem que não entende por que seu amigo com síndrome de Down enfrenta situações delicadas. Cláudia Wernek da Editora WVA.
  • Um amigo diferente? (9ª ed/1996) – Conta a história de uma criança que diz ser diferente. O texto leva à reflexão sobre as diferenças individuais discorrendo sobre hemofilia, paralisia cerebral, ostomia, doença renal etc. Cláudia Wernek da Editora WVA.
  • Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva (3ª ed/1997) – Primeiro livro sobre sociedade inclusiva escrito no Brasil, explica o que é uma escola, mídia, literatura e sociedade inclusivas. Cláudia Wernek da Editora WVA.
  • Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? (2ª ed/1999) – Discute o uso leviano da palavra TODOS na cultura, na mídia, nas universidades, no discurso dos governantes, no dia-a-dia de TODOS. Cláudia Wernek da Editora WVA.
  • Uma joaninha diferente (4ª. Ed/2012) Regina Célia Melo, Ed. Paulinas.
Bem gostaria de terminar e definir Educação Inclusiva com uma frase: “Olhares e modos de ver”, pois só através do olhar que transformamos o outro ser humano em pessoa, com identidade própria e vida.
E completando:
“A questão fundamental é a atitude. Se é algo que você deseja fazer, você começa a procurar meios de consegui-lo. Se é algo que você não deseja fazer, você começa a procurar desculpas para não fazê-lo.” (Wayne Sailor, 1991).
*Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Consultora de Ed. Inclusiva, Psicóloga, Pedagoga Especialista e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil
Rua Jacob Emerich, 367 – Sala 13 – Centro – São Vicente – SP
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Fonte:http://www.deficienteciente.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”