sábado, 5 de outubro de 2013

Assim Vivemos: Vida, pintura e comunicação

Perfil: Luciano Alves ficou tetraplégico aos quinze anos em um acidente na Praia do Arpoador. Antes do acidente, como ele mesmo diz, não desenhava e hoje é pintor, expõe regularmente e vende seus quadros. Além disso, está no primeiro período do curso de jornalismo na Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro.


TV Brasil - Programa Assim Vivemos - Lavoro Produções.

Fonte: Bengala Legal - do nosso inesquecível Marco Antonio de Queroz (MAQ)

Fonte:http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Surdez unilateral não caracteriza deficiência auditiva em concurso público

                                    Imagem Internet/Ilustrativa
                           

Por seis votos a quatro, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu que a surdez unilateral não se enquadra nas situações descritas no artigo 4º do Decreto 3.298/99, que apenas indica como deficiente auditiva a pessoa com perda bilateral igual ou superior a 41 decibéis. O julgamento, iniciado em sessões anteriores, foi concluído na última quarta-feira (2). 

No caso julgado, uma candidata ao cargo de analista judiciário ingressou com mandado de segurança contra ato do presidente do STJ e do diretor-geral do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UNB), que lhe negou a condição de deficiente no concurso público realizado em 2012. 

Portadora de surdez unilateral de grau profundo (anacusia) no ouvido esquerdo, ela alegou que sua deficiência foi comprovada por três laudos médicos particulares e pela própria junta médica do concurso. Sustentou que seria ilegal a norma prevista no artigo 4º, II, do Decreto 3.298, que restringe o conceito de deficiência à perda auditiva bilateral. 

Sem risco imediato

No mandado de segurança, a candidata citou a existência de jurisprudência a seu favor e requereu, liminarmente, que lhe fosse reservada vaga no cargo pleiteado, observada a nova ordem de classificação dos aprovados. O pedido de liminar foi negado em decisão monocrática do relator, ministro Castro Meira (recentemente aposentado), que não reconheceu o risco iminente de dano irreparável para a candidata. 

Ao indeferir a liminar, o ministro ressaltou que, “sem prejuízo de posterior análise minuciosa da legislação que rege a matéria e do confronto com os precedentes jurisprudenciais arrolados, em juízo de cognição primária, não vislumbro a pronta necessidade do deferimento da medida acauteladora, precisamente porque o resultado do concurso já foi homologado e a impetrante não alcançou pontuação que lhe assegurasse o chamamento imediato”. 

O julgamento do mérito foi levado à Corte Especial. Citando vários precedentes do STJ que aceitam a surdez unilateral como espécie de deficiência, Castro Meira sustentou que o Decreto 3.298, com a redação dada pelo Decreto 5.296/04, ampara a interpretação de que a candidata deve ser alocada na lista classificatória de deficientes. 

No entender do relator, os artigos 3º e 4º, II, precisam ser lidos em interpretação sistemática que se sobreporia ao entendimento da junta médica e à disposição do edital, que transcreve a nova redação do artigo 4º, II, do Decreto 3.298. Seu entendimento pela concessão da segurança foi acompanhado pelos ministros Arnaldo Esteves Lima, Luis Felipe Salomão e Laurita Vaz. 

Divergência

Ao abrir a divergência, o ministro Humberto Martins iniciou seu voto informando que, ao contrário do afirmado pela candidata, o laudo da junta médica do concurso descaracterizou sua situação como deficiência. 

Ele explicou que divergia do relator com base em precedente do Supremo Tribunal Federal, por três argumentos: a nova redação do Decreto 3.298, que prevê apenas a surdez bilateral como deficiência auditiva; o estrito cumprimento do edital, que reproduz o decreto; e a necessidade de dilação probatória. 

Sobre o primeiro argumento, Humberto Martins sustentou que o Decreto 3.298 foi alterado pelo Decreto 5.296 para restringir o conceito de deficiente auditivo, tornando impossível menosprezar o fato normativo para realizar interpretação sistemática que objetive negar a alteração legal. 

“No cerne, a nova redação consignou que não poderia ser considerado deficiente aquele que tivesse perda auditiva entre 15 e 40 decibéis, como ocorria antes”, enfatizou. 

Quanto ao segundo argumento, o ministro ressaltou que o edital incorporou estritamente a nova redação do decreto, restringindo o conceito de deficiência auditiva. Para ele, a junta médica, após a realização do exame de audiometria, apenas aplicou o dispositivo do edital, idêntico à norma jurídica do decreto. 

O terceiro argumento consignado por Humberto Martins para denegar a segurança foi a exigência de dilação probatória, pois o mandado de segurança atacou entendimento fundado em laudo lastreado em exames médicos. Seu voto foi seguido por mais cinco ministros: Mauro Campbell Marques, Herman Benjamin, Sidnei Beneti, João Otávio de Noronha e Raul Araújo. 


Fonte:http://www.stj.jus.br/ - Imagem Internet/Ilustrativa “Matéria postada em caráter informativo”

10 dicas para falar com um deficiente auditivo

O artigo é de Lak Lobato, ao blog "Desculpe, não ouvi!".

Lak Lobato


   Foto: http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br
  

Antes de qualquer coisa, é importante saber que existe mais de um tipo de deficiente auditivo. Não somos todos iguais (in)felizmente.
Existem os “verdadeiros” deficientes auditivos que, tal como diz o nome, tem algum tipo de perda auditiva de leve a moderada, que geralmente se resolve com aparelhos auditivos. Com eles, basta você falar um pouco mais alto, mas pelamordosdeuses, não fale como se você estivesse falando num megafone, porque o aparelho já ajuda muito. E, mais importante, espere ele dizer pra aumentar a voz, senão perigam os tímpanos dele estourarem junto com as suas cordas vocais!
Além deles, existem os surdos sinalizados, mais conhecidos como surdos-mudos, muito embora a maioria tenha voz, apenas não costuma usá-la ou porque não aprendeu o necessário ou porque tem vergonha/não gosta, eles falam uma língua própria, chamada Língua Brasileira de Sinais ou simplesmente Libras. Uma boa parcela nasceu surda ou perdeu a audição antes da formação plena da fala. São também chamados de surdos pré-linguais.
Há também, um grupo grande, mas menos conhecido e facilmente confundido com deficiente auditivo. São os surdos oralizados, que se comunicam através da fala oral, lêem os lábios, mas o aparelho comum não costuma resolver o problema de audição deles. Podem ser surdos adquiridos após a aquisição plena da fala (chamada surdez pós-lingual) ou surdos de nascimento que aprenderam a falar com fonoterapia. Quando esses também falam a língua de sinais, são chamados de surdos bilíngües.
A língua de sinais não é igual ao português, tem morfologia e sintaxe próprias, é um idioma independente. Não pense que basta aprender os sinais pra falar Libras. Como qualquer outra língua, é preciso estudar a gramática e estruturação da frase pra dominar esta língua.
Agora que já se sabe quais são as cores e sabores dos deficientes auditivos, voilà as dicas.

1. Fale devagar, sempre. Mas com naturalidade. Não adianta falar separando as sílabas ou articulando demais. Além de você acabar fazendo careta o tempo todo – que certamente o surdo terá que se segurar pra não rir – além de provocar dores no maxilar, periga você acabar se perdendo na linha de pensamento. Devagar, sim. Em 33 rotações, só se seu objetivo for matar o interlocutor de tédio.

2. Fale de frente pra ele. Se passar uma linda deusa na sua frente e você precisar virar o rosto, faça uma pausa. Cada virada de rosto é uma sílaba ou palavra perdida que poderiam alterar completamente o sentido da conversa. Jogos de adivinhação são supimpa, mas podem causar um grande mal entendido desnecessário.

3. O volume da voz deve ser de acordo com a perda de audição da pessoa. Claro que você não precisa ser adivinho. Comece falando com o tom de voz habitual. Se necessário, a pessoa te avisa que precisa que você fale um pouquinho mais alto, mais baixo ou mantenha do jeito que está. Além do mais, se a pessoa tem surdez quase total, não adianta gritar. Se você gritar ou falar sem voz dá na mesma. Ela apenas lê seus lábios.

4. Surdo sinalizado geralmente lê os lábios pelo menos um pouquinho. Se você perceber ou souber que o surdo é usuário exclusivo da Libras e realmente precisar falar com ele, fale de maneira simplificada. Ele provavelmente irá te entender e responder como puder (falando oralmente, por sinais ou até escrevendo). Ficar com medo de falar com ele, faz com que ele ache que você tem medo DELE. Surdos não mordem (a não ser que você peça).

5. Surdos oralizados falam oralmente, tal como diz o nome. Achar que todo surdo fala libras também é uma gafe feia. Chegar achando que está abafando porque aprendeu alguns sinais pode ser indecoroso. Muitos não apenas não falam a língua de sinais, como não tem interesse de aprender. Com eles, você pode falar normalmente. Se não entender, ele avisa, claro. A voz dele pode soar estranha pra quem não está acostumado com ela, mas ele sabe disso, fique tranqüilo. Apenas tenha um pouquinho de boa vontade e fique a vontade pra pedir pra ele repetir, caso você não entenda alguma coisa…


6. Não tenha medo de cometer gafes com figuras de linguagem. “Você está me ouvindo” “Nossa, você já tinha ouvido falar nisso?” “Ei, ouve essa..” não fazem um surdo te odiar.

7. Às vezes, as pessoas acham que surdos/deficientes auditivos são, na verdade, pessoas antipáticas. Porque falam com elas e elas não respondem, já que a deficiência não é visível. Se, por ventura, você se deparar com uma pessoa que não responde quando você fala com ela estando virado, existe alguma chance dela não ter boa audição. Na dúvida, pergunte.

8. Para chamar um surdo, você precisa de algum sinal visual ou tátil. Você pode abanar as mãos, acender e apagar uma luz ou até tocar o ombro dele de leve. Mas, jamais dê um cutucão com força ou um tapa agressivo.

9. Surdo não casa apenas entre si. Se você tem curiosidade de saber se o(a) namorado(a)/cônjuge dele(a) é surdo também, pergunte. Chegar falando com a outra pessoa como se ela também fosse surda, é uma gafe perigosa.

10. Uma das piores gafes que os ouvintes infelizmente cometem, é achar que a deficiência auditiva afeta o intelecto (alias, qualquer deficiência, convenhamos). A menos que o surdo não tenha recebido educação adequada – o que acontece sim, mas é uma infelicidade não tão comum – ele tem a inteligência de uma pessoa normal. Não se preocupe em achar que ele não é bem informado ou que não vai entender alguma coisa. Como qualquer pessoa, ele pode ou não estar informado sobre determinado assunto (como música, por exemplo), pode ou não entender determinada coisa, mas isso, ele te fala.
Outras dicas de amigos surdos oralizados, fornecidas via Orkut:

11. Não fale mastigando. Além de não ser educado, a mastigação é um ruído terrível na leitura labial (ruído no sentido semiótico de atrapalhar a comunicação) tornando os lábios ilegíveis. Não adianta insistir. Termine de mastigar e, só aí, conclua a conversa.

12. A iluminação é um dos principais fatores do qual depende a leitura labial. Se a iluminação ambiente não for adequada, vale qualquer improvisação: isqueiro, lanterna e até a luz do celular.

13. Espelho é um grande aliado nessas horas. Se você estiver no banco da frente de um carro, por exemplo, e quiser falar com um surdo oralizado ou deficiente auditivo no banco de trás, posicione o espelho retrovisor de modo que ele visualize sua boca.

Meu pai adora fazer isso hahaha 

Beijinhos,
Lak
p.s. se alguém lembrar de mais alguma dica boa, elas são bem vindas!!
p.s.2 Texto originalmente escrito a pedido do Jairo Marques, do blog Assim Como Você. Quem quiser ver o texto original (com direito a fotos minhas e comentários do Jairo: clique aqui)

Fonte: Desculpe, não ouvi! - http://saci.org.br - “Matéria postada em caráter informativo”

Abertas inscrições para residência médica em Medicina Física e Reabilitação a partir do dia 15

Faculdade de Medicina da USP abre vagas para residentes em Medicina Física e Reabilitação e os interessados podem se inscrever de 15 a 28 de outubro.




A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) está com inscrições abertas de 15 a 28 de outubro para 10 vagas remuneradas no Programa de Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação. As vagas são abertas anualmente e a residência médica tem duração de três anos.
A Medicina Física e Reabilitação ou Fisiatria é uma especialidade da Medicina que trata de condições incapacitantes como, por exemplo, dor crônica e sequelas de AVC. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, a independência e a autonomia do indivíduo, o médico fisiatra pode clinicar, coordenar a equipe multidisciplinar de reabilitação ou atuar como interconsultor para outros especialistas.
Os interessados no processo de seleção podem se inscrever pelo site www.fm.usp.br/posgrad. As provas da primeira fase serão realizadas nos dias 30 de novembro (teórica) e 22 de dezembro (prática). Os aprovados serão convocados no dia 16 de janeiro para entrevista com análise do currículo.
Os estudantes de Medicina estão convidados a realizarem uma visita institucional à Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Para agendamento da visita, envie um e-mail para comunicacao@redelucymontoro.org.br.
Para conhecer a Rede Lucy Montoro acesse: http://youtu.be/HRqI9tVe160
Serviço:

Inscrições para residência médica em Medicina Física e Reabilitação 

Data: de 15 a 28 de outubro

Inscrições:  www.fm.usp.br/posgrad

Fonte:http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

Discussão – Educação inclusiva ou especial – o que é melhor para estudantes com deficiência?

Qual família não sonha com o melhor para seus filhos?


Pontos de interrogação.
As famílias querem que seus filhos aprendam, trabalhem, tenham autonomia, sejam felizes e respeitados pela sociedade como cidadãos.


Esse desejo não muda para os filhos que têm deficiência.

Mas quais são os medos dessas famílias?

Elas temem que seus filhos sejam esquecidos num canto da sala nas escolas regulares e não aprendam, sejam maltratados e sofram discriminação.

É isso que leva muitos familiares resistirem a matricular seus filhos em escolas regulares, porque acham que estão fazendo o melhor para eles ao tentar protegê-los no ambiente que consideram ser seguro e acolhedor das escolas especiais. Também acreditam que na escola especial seus filhos vão aprender mais.


As escolas especiais existem no Brasil desde os anos 1920 e foram criadas porque as pessoas com deficiência não tinham onde estudar. Cumpriram um papel fundamental e ainda têm muito a contribuir.


Mas será que esta continua a ser a melhor alternativa?

Para avaliar a qualidade do ensino nas escolas especiais, precisaríamos de respostas a algumas perguntas.

- quantas pessoas das escolas especiais completaram a educação fundamental?
- quantas ingressaram no ensino médio? no ensino profissional e tecnológico?
- quantas foram para o ensino superior a partir da escola especial?
- quantas estão no mercado de trabalho?
- por que os empresários afirmam que não existem pessoas com deficiência com escolaridade suficiente e as escolas especiais não contestam?
- qual a formação dos professores das escolas especiais? recebem capacitação?
- as escolas especiais são fiscalizadas? por quem? como? quando?


E quanto à qualidade de vida, o que fazem e com quem se relacionam os frequentadores das escolas especiais? Qual seu nível de independência?

Gostaríamos de ampliar o debate a respeito da educação especial para avaliar até que ponto não é hora das instituições filantrópicas se abrirem para estas e outras questões na tentativa de caminhar para uma sociedade que inclua cada vez mais as pessoas com deficiência em todos os espaços, um direito constitucional.

Qual a sua opinião sobre o assunto? participe do debate postando suas considerações no espaço para comentários no link http://www.inclusive.org.br/?p=25466

Equipe Inclusive

Fonte:http://www.inclusive.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Homem com o pescoço virado estudou, conheceu papas e motiva pessoas

MÁRIO BITTENCOURT
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA)



Devido a um problema genético, Cláudio Vieira de Oliveira, 37, de Monte Santo (BA), nasceu com o pescoço envergado para trás --mas enxerga como as pessoas comuns. Depois de aprender a ler e a escrever usando um lápis na boca, formou-se em contabilidade e hoje é suplente de diretor fiscal do Sindicato dos Contabilistas da Bahia. Seu principal trabalho, no entanto, é ministrar palestras motivacionais.

Adaptação do corpo explica visão normal do homem com pescoço virado

Nasci em casa, de parto normal, em Monte Santo, cidade do sertão da Bahia que foi quartel general do Exército durante a Guerra de Canudos, em 1897.

O parto foi muito difícil e quase custou a vida de minha mãe. Minha avó, parteira, tentou fazer o parto, mas não conseguiu porque eu estava numa posição difícil.

Foi quando apareceu um estudante de medicina, José Valdo Barreto, que conseguiu me trazer ao mundo. Minha mãe desmaiou após o parto. Zé Valdo quase desmaiou. Nasci com braços e pernas atrofiados, acharam que eu não ia vingar e me levaram às pressas para batizar. Houve quem incentivasse meus pais a não me alimentar. Achavam que, além de dar muito trabalho, eu acabaria vegetando.

Comecei a me interessar pelos estudos aos seis anos, ao observar meus irmãos fazendo atividades escolares. Pedi à minha mãe que me colocasse na escola, mas ela se esquivava, pois tinha medo da reação dos alunos.

Como persisti, ela procurou uma pessoa para me dar aula particular. Assim, aprendi o alfabeto e comecei a formar as primeiras palavras, tudo com a boca.

Estudei e me formei em contabilidade em 2004. Na escola e na faculdade, sempre tive o apoio de todos.

Por ficar com a cabeça para baixo quando estou em pé, muitas pessoas acham que vejo tudo de cabeça para baixo, mas não é assim. Vejo como as pessoas normais.

Por ficar com a cabeça para baixo quando estou em pé, muitas pessoas acham que vejo tudo de cabeça para baixo, mas não é assim. Vejo como as pessoas normais.

Meu mundo de ponta-cabeça


                                                                                                                                                        Daniel Santos da Silva/Folhapress

Contabilista que nasceu com pescoço virado trabalha com motivação de pessoas


Em casa, leio revistas, livros e assisto TV, deitado ou em pé. Com uma caneta na boca, digito no computador. Me alimento sozinho, minha comida fica num prato e como só com a boca, sem talheres; bebo líquido também sozinho, com um canudo.

Ando com um sapato especial, feito no hospital da Rede Sarah em Salvador, onde aprendi a me adaptar e fazer minhas tarefas sozinho.

Dependo de outras pessoas para ir ao banheiro e na hora de sair, quando tenho de ser conduzido pelos braços. Mas a cada dia adquiro peso e vai ficando mais difícil sair.

Na minha casa, todos se dividem para me ajudar, não faltam voluntários.

Em 2000, tive uma das maiores emoções da minha vida: conheci o papa João Paulo 2º. Um amigo escreveu para o Vaticano relatando minha história e fui para Roma com ajuda de amigos e familiares. Encontrei o papa na praça São Pedro. Ele me deu um terço, disse que ia orar por mim e me deu a bênção.

Neste ano, tive outra grande emoção, na Jornada Mundial da Juventude, quando conheci o papa Francisco. Depois de muita dificuldade para passar, fiquei com outras pessoas esperando ele ir em direção ao hospital.

Eu e meus amigos gritamos para ele, que chegou até mim, me abraçou e fez o sinal da cruz na minha testa. "Sinta-se abençoado", falou.

Em 2009, conheci o Zico, meu ídolo, no Maracanã. Sou flamenguista.

Meu trabalho é dar palestras motivacionais em empresas. Acho que nasci designado a cumprir uma missão: ser exemplo de perseverança e superação. Mostro que podemos enfrentar todos os problemas e obstáculos. Temos que aceitar a vida e vivê-la.

Gosto de sair com os amigos, danço, namoro, viajo, faço tudo. Essa motivação é fruto de minha família, que nunca me enxergou como um deficiente. Isso me fortalece.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Videogame pode se tornar aliado no tratamento do TDAH

Pesquisadores da Unifesp desenvolvem jogo para treinar o controle inibitório, habilidade cerebral de frear respostas inadequadas a estímulos do ambiente.

Por Karina Toledo

(divulgação)

Agência FAPESP – Especialistas que tratam jovens com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão, em breve, ganhar um aliado inusitado: o videogame.


Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o departamento de Medicina Molecular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Duke University, dos Estados Unidos, estão desenvolvendo um jogo cujo objetivo principal é treinar, nos jogadores, o controle inibitório – habilidade cerebral responsável por frear respostas inadequadas a estímulos ambientais, que normalmente é falha nos portadores da doença.
“Quando o controle inibitório não está bem desenvolvido, muitos problemas podem acontecer, como abuso de substâncias, sexo sem proteção, brigas e acidentes”, explicou o neuropsicólogo Thiago Strahler Rivero, autor de pesquisa de doutorado apoiada pela FAPESP e orientada por Orlando Francisco Amodeo Bueno, docente do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.
Segundo Rivero, o treino do controle inibitório é importante principalmente na adolescência, fase em que a impulsividade está naturalmente exacerbada e em que as estatísticas de envolvimento em situações de risco ligadas ao TDAH são mais alarmantes.
“Fazer um adolescente aderir ao tratamento e mantê-lo motivado é uma de nossas maiores dificuldades na clínica. Por isso optamos pelo videogame”, contou Rivero.
O jogo, batizado de Project Neumann, está dividido em quatro partes. Cada uma delas representa um reino diferente e está diretamente relacionada aos diversos sintomas presentes na falta de controle do impulso. Heróis auxiliam o jogador na luta contra o inimigo principal: o próprio TDAH.
“Os quatro heróis coadjuvantes representam algumas das características mais prevalentes do transtorno: dificuldade de focar a atenção, dificuldade de controlar impulsos motores, dificuldade para ignorar distrações e dificuldade no controle do planejamento, que é a incapacidade de moldar as ações do presente pensando nas consequências futuras”, explicou o pesquisador.
Treinar essas capacidades nos jogadores, porém, é apenas um dos objetivos do Project Neumann, contou Rivero. “Também queremos testar se o jogo pode ser uma ferramenta de avaliação dessas habilidades e, para isso, estamos comparando com as escalas de avaliação consideradas padrão-ouro na literatura. Essas escalas ajudam no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento”, explicou.
Uma terceira meta dos pesquisadores é a psicoeducação. A ideia é que, ao jogar, os portadores de TDAH aprendam sobre a doença, adquiram consciência de suas próprias dificuldades e conheçam estratégias para superá-las.
“Estudos mostram que o treino cerebral feito de forma isolada traz poucos resultados. A psicoterapia, isoladamente, colabora na construção de uma compreensão dos sintomas e de seu impactos, mas estudos demonstram que, no longo prazo, a eficácia não é tão grande. Tratar apenas com medicação até tem uma boa eficácia, mas não possibilita o aprendizado de habilidades importantes para a vida adulta. Por essas razões, o consenso é de que o tratamento do TDAH deve ser multimodal”, afirmou Rivero.
O desenvolvimento dos personagens e do enredo foi, de acordo com Rivero, baseado em teorias da Psicologia, da Neuropsicologia e da Neurociência.
“Com nossos parceiros do Laboratório de Investigações Neuropsicológicas da UFMG, que são especialistas no estudo da impulsividade no Brasil, em especial meu co-orientador Leandro Maloy-Diniz, delimitamos regiões do cérebro que, de acordo com a literatura, precisam ser estimuladas para melhorar o controle inibitório”, afirmou o pesquisador. “Então criamos tarefas a serem cumpridas pelos jogadores baseadas nessas teorias”, disse.
Um sistema que permite gerar gráficos e relatórios de desempenho no fim de cada fase foi desenvolvido para ajudar a monitorar a evolução dos jogadores. No momento, o jogo está na fase de refinamento do game e de validação.
“Já fizemos três rodadas de testes com voluntários. Inicialmente, eles apenas ajudaram a avaliar características como diversão, capacidade de fazer o jogador se envolver com a história e jogabilidade. Na última rodada já coletamos alguns dados e agora estamos comparando com as escalas de avaliação padrão ouro para ver se há correlação e fazer a validação estatística”, contou Rivero.
Parcerias internacionais
Outra forma de avaliar se, de fato, cada parte do jogo está estimulando a habilidade proposta é por meio da ressonância magnética funcional. “Pretendemos colocar os voluntários para jogar dentro do equipamento para ver se as regiões do cérebro que são estimuladas no exame são as que queremos estimular. Para isso, estamos firmando uma parceria com a University of Southern California, dos Estados Unidos”, contou. A equipe também envolve colaboradores da área de design e desenvolvimento de games.
Os resultados preliminares foram apresentados por Rivero durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado no fim de junho em São Paulo. O trabalho também foi apresentado na E3, principal feira de games do mundo, após o grupo ficar em terceiro lugar na competição de jogos independentes Indies Crash, em que concorreram 677 jogos de todo o mundo.
“Embora o jogo seja focado no tratamento do TDAH, nossa ideia é criar um método que depois possa ser aplicado para autismo, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos”, afirmou Rivero. 
Fonte: http://agencia.fapesp.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

Nota do Fórum Nacional de Educação Inclusiva sobre a meta 4 do PNE

NOTA DO FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA SOBRE A META 4 DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, QUE ATUALMENTE SE ENCONTRA EM DISCUSSÃO NO SENADO FEDERAL.
               
                       Imagem Internet/Ilustrativa
                    

Sobre a Meta 4 do Plano Nacional de Educação, o Fórum Nacional de Educação inclusiva divulga que APOIA A REDAÇÃO ORIGINAL DA META 4, que universaliza o acesso e permanência na educação, sem restrições:
META 4 – Universalizar para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, na rede regular de ensino.
Mesmo com a inclusão do termo “preferencialmente” no texto da Meta 4 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado (leia aqui), fruto de esforços para contemplar posicionamentos de políticos contrários à educação inclusiva para todos(as), constatamos que a Federação Nacional das Apas (Fenapaes) intensificou a campanha pelo texto oriundo da Câmara dos Deputados (leia aqui), proposta pelo deputado Angelo Vanhoni, que tem a séria consequência de EXCLUIR cidadãos do sistema de ensino, tornando-os invisíveis dentro de classes e escolas especiais.
Para que todos possam entender melhor o histórico desta questão:
2012
Abaixo, segue o texto da proposta para a Meta 4 apoiada pela Fenapaes, que foi apresentado e aprovado em meados de 2012 pelo deputado federal Angelo Vanhoni:
Meta 4 – Universalizar para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, em escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.
Nossas considerações:
Os termos do texto da Câmara dos Deputados contrariam a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (que tem status de Constituição Federal) e, por consequência, promovem exclusão social, inviabilidade social e miséria.
2013 – maio
O texto aprovado pelo Senador José Pimentel na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em meados deste ano (leia aqui), reverteu o retrocesso realizado no âmbito da Câmara dos Deputados. Segue abaixo o texto:
META 4 – Universalizar para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, na rede regular de ensino.
Nossas considerações:
O texto do Senador Pimentel universaliza o atendimento escolar para a população de 4 a 17 anos, em respeito à Constituição Federal, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e ao Estatuto da Criança e do Adolescente. O texto do Senador Pimentel garante o acesso e permanência na educação, com todos os recursos necessários!
2013 – setembro
Na tentativa de impedir o retrocesso e a violação do direito fundamental inalienável à educação, recebemos o texto do Senador Vital do Rego (leia aqui), mesmo sabendo que este não é o ideal. Sim, tentamos construir junto com as instituições filantrópicas e não conseguimos, pois nos deparamos com o sectarismo e a falta de respeito pelos preceitos constitucionais.
Segue abaixo o texto, que, ao contrário do que afirma a Fenapaes, NÃO retirou elementos essenciais para a continuidade dos serviços oferecidos pelas organizações da sociedade civil. O texto primou pela tentativa do consenso, mantendo, inclusive, a palavra “preferencialmente”:
Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica, assegurando-lhes o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, nos termos do artigo 208, inciso III, da Constituição Federal, e do artigo 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada por meio do Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008, com status de emenda constitucional, e promulgada pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009.
Nossas considerações:
Estudamos e aceitamos a proposta acima, denominada “proposta consensuada”, em nome da democracia e da construção coletiva, mas nos deparamos com o sectarismo e interesses nada legítimos. Destacamos que a Meta 4 original, aprovada na Conferência Nacional de Educação (Conase 2010), realizada com dinheiro público, é a expressão da sociedade civil e é a Meta que defendemos.
Apenas para garantir a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas aceitamos a nova proposta “consensuada”, mas é preciso bom senso de ambas as partes. Dos que defendem o direito humano à educação e dos que ainda acreditam na exclusão educacional e pensam que podem perpetuar a invisibilidade das pessoas com deficiência. Para estes, o “preferencialmente” não basta. Querem assegurar a exclusão educacional!
Diante deste cenário, o Fórum Nacional de Educação Inclusiva apoia a Meta 4 original, que universaliza o acesso e a permanência na educação, sem restrições:
META 4 – Universalizar para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, na rede regular de ensino.
Lutaremos para que todas as crianças e adolescentes tenham assegurado o direito à educação inclusiva (clique aqui para saber como mobilizar junto ao senado). Continuamos a acreditar que as instituições devem ser valorizadas e podem contribuir muito para o processo de inclusão educacional, mas NÃO aceitamos que interesses sejam colocados acima da VIDA de PESSOAS com ou sem deficiência, do exercício da cidadania na escola de Todos(as).
EDUCAÇÃO: DIREITO DE TODOS(AS)
Junt@s Somos Fortes
Claudia Grabois
Coordenadora nacional do Fórum Nacional de Educação Inclusiva
Fonte: http://inclusaoja.com.br/  Imagem Internet/Ilustrativa - “Matéria postada em caráter informativo”

Exame da Ordem: Extensão de tempo a candidatos com deficiência



Por  CBN Foz com informações do MPF

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve modificar o item do edital do XI Exame da Ordem Unificado, que limita em uma hora o tempo adicional para a realização da prova para candidatos que tenham alguma deficiência. Com a decisão, a OAB deve estender, diante de parecer médico apresentado pelo candidato deficiente, o tempo adicional de prova, que poderá atingir o limite máximo de 2 horas e 30 minutos para a realização da prova. Além do exame atual, a determinação vale também para os próximos exames da ordem. 

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) havia ajuizado ação solicitando a determinação da alteração do edital. Para o MPF, o edital desrespeita legislação que assegura a extensão de tempo para realização de provas para candidatos que tenham algum tipo de deficiência, conforme necessidade. Neste caso, parecer médico deve especificar o tempo adicional de prova. O pedido do MPF se baseou na Lei n° 7.853/89, que garante tratamento prioritário e apropriado para caso de candidatos deficientes. Além disso, o Decreto 3.286/99 prevê o tempo adicional necessário para a realização das provas, que deve ser fundado em parecer emitido por especialista da área da deficiência. 

Com a modificação, o item 2.6.1.2 do edital (clique aqui para ler o edital original) deve passar a constar: “concessão de tempo adicional para a realização das provas somente será deferida caso tal recomendação seja decorrente de orientação médica específica contida no laudo médico enviado pelo examinando. Em nome da isonomia entre os examinandos, por padrão, serão concedidos até 2 horas e 30 minutos adicionais a examinandos nesta situação". A OAB também deve promover ampla divulgação da modificação do item do edital que discorre sobre a concessão de limite de tempo para deficientes. 

Referência processual na Justiça Federal de Campo Grande: 0008081-04.2013.4.03.6000


Fonte: http://webcache.googleusercontent.com/ -  “Matéria postada em caráter informativo”

Começa adesão para serviço de acolhimento a pessoas com deficiência

A Secretaria Família e Desenvolvimento Social começou o processo para que os municípios façam a adesão ao serviço de acolhimento institucional para jovens e adultos com deficiência e em situação de dependência e sem apoio da família.


A Secretaria Família e Desenvolvimento Social começou o processo para que os municípios façam a adesão ao serviço de acolhimento institucional para jovens e adultos com deficiência e em situação de dependência e sem apoio da família.

O Governo do Estado irá investir R$ 2,5 milhões do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas), até 2014, para cofinanciar residências inclusivas e centros-dia em todo Paraná. Informações e formulários estão disponíveis no site www.familia.pr.gov.br, “Adesão ao Processo de Repasse Fundo a Fundo”.


“Desde o ano passado o Governo do Estado vem apoiando o importantíssimo trabalho que os municípios estão realizando com a ampliação da rede de acolhimento a jovens e adultos com deficiência em todo Paraná. Queremos garantir que estas pessoas tenham atendimento perto de suas casas e de suas famílias”, afirma secretaria da Família, Fernanda Richa.

Segundo a coordenadora da Secretaria, Marcela Evangelista, para os municípios paranaenses fazerem a adesão ao cofinanciamento estadual é obrigatório que tenham seus planos de reordenamento aprovados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O repasse mensal do Governo do Estado para as residências inclusivas será de R$ 5 mil e para os Centros-Dia, de R$ 20 mil. 

ACOLHIMENTO - A Residência Inclusiva faz o acolhimento institucional de jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar. A iniciativa tem o propósito de romper com a prática do isolamento, de mudança do conceito de acolhimento de pessoas com deficiência em áreas afastadas ou que não favoreçam o convívio comunitário.

As residências adaptadas devem contar com estrutura física adequada e estar localizadas em áreas residenciais na comunidade. Uma das exigências é que toda Residência Inclusiva disponha de equipe especializada e metodologia adequada para prestar atendimento personalizado e qualificado, proporcionando cuidado e atenção às necessidades individuais e coletivas.

Já o Centro-Dia oferece serviço às pessoas com deficiência que necessitam de apoio para atividades básicas, como se arrumar, se vestir, comer, fazer higiene pessoal e se locomover. A unidade também oferece apoio ao desenvolvimento pessoal e social para que a pessoa possa levar a vida da forma mais independente possível. Nesse serviço são prestados ainda orientação e apoio, inclusive no domicílio, aos cuidadores familiares, incentivando a autonomia da pessoa com deficiência e de seu cuidador familiar, além da inclusão social de ambos.

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado

Fonte:http://www.aen.pr.gov.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Cardiologistas definem normas para avaliar deficientes nos esportes

Agência Brasil
Pela primeira vez no mundo, os médicos vão ter um conjunto de normas para avaliar as condições de pessoas com deficiência física para a prática de esportes. A avaliação faz parte do documento Diretriz do Esporte e do Exercício. Avaliação Cardiológica e do Deficiente Físico, que vai ser apresentado durante o 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado a partir deste sábado (28) no Riocentro, zona oeste do Rio.
“Colocamos um item inédito no mundo inteiro, que é a avaliação dos paralímpicos, que nunca tiveram nada relacionado a eles. Como está crescendo a participação deles nas competições mundiais, fizemos questão de ter um capítulo de como preparar e como avaliar um paralímpico”, disse o cardiologista e editor do documento, Nabil Ghorayeb, em entrevista à Agência Brasil.
Medida de cardiologistas é inédita
Medida de cardiologistas é inédita
Os estudos para a elaboração da Diretriz levaram quase três anos e contaram com a participação de 40 especialistas em cardiologia e medicina de esporte da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). “Convidamos pessoas que tinham convivência com coração de atletas, com esporte competitivo e com nível de intensidade de exercício”, esclareceu o professor de pós-graduação em cardiologia e medicina esportiva.
A Diretriz é um documento, com atualizações em períodos de dois ou três anos, utilizado pelos médicos para orientar os profissionais de saúde sobre exames a serem solicitados para avaliação e acompanhamento da evolução de pacientes. No caso das normas de avaliação dessa última Diretriz, o cardiologista informou que foram designados três subgrupos - um de avaliação prévia para a participação em esportes, academias e lazer. O grupo 2 foi focado nas principais doenças que matam nas atividades físicas ou que complicam a vida das pessoas ou pacientes quando fazem atividades físicas; e o terceiro foi para estudar os atletas paralímpicos.
Para o médico, com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas deve aumentar o número de pessoas que vão buscar as atividades esportivas, por isso aumenta a importância da elaboração da Diretriz. “Vai ser fácil seguir uma conduta uniforme. Os médicos faziam os exames que achavam que deveriam ser feitos. Agora será uniformizado. E no próprio Congresso vamos discutir o documento e os que tiverem dúvidas poderão apresentar”, acrescentou, informando que a revisão das normas, para incluir os avanços na medicina, será feita em 2015.
O diretor da Divisão Clínica do Laboratório de Pesquisa, Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Sérgio Timerman, disse que a preocupação é que muita gente, na busca por uma vida mais saudável, começa a fazer exercícios físicos sem procurar um especialista antes para uma avaliação médica. “Procurar uma vida saudável significa procurar saber também se a pessoa está saudável para uma atividade física”, contou.
O médico alertou para os casos de morte súbita que ocorrem durante a prática de exercícios sem uma avaliação preliminar das condições físicas da pessoa. “Nessa avaliação inicial pode-se detectar o risco ou não de essa pessoa fazer uma atividade que, em vez de melhorar a qualidade de vida, leve a uma morte súbita”, explicou.
Sérgio Timerman defendeu que as academias façam sempre testes físicos na admissão de novos usuários. “Existem academias facilitando a entrada de pessoas sem nenhuma análise”, disse.  
Pelos dados da SBC, atualmente apenas 10% da população fazem exercícios na frequência recomendada, de cinco vezes por semana.
Fonte:http://www.jb.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”