sábado, 19 de outubro de 2013

Alerta vermelho: nódulo no seio

Texto de Adriana Lage.

Adriana Lage


Imagem Internet/Ilustrativa



Aproveitando que estamos em pleno Outubro Rosa, hoje comentarei sobre a importância dos exames preventivos. Só quem teve a doença ou já testemunhou a luta de um ente querido contra o câncer de mama, consegue entender sua dimensão. Todas nós sabemos da importância de nos cuidarmos e realizarmos os exames preventivos. A descoberta da doença na fase inicial aumenta, e muito, as chances de cura. Infelizmente, algumas mulheres acabam sendo negligentes e descuidadas. Para nós, mulheres com deficiência, as dificuldades são ainda maiores. É raro encontrarmos clínicas adaptadas e médicos com conhecimento adequado para nos atender. Mas não podemos nos descuidar. É preciso consultar o ginecologista periodicamente e realizar o autoexame.
Realizando o autoexame, nunca encontrei nada. Como troquei de ginecologista, recentemente, ela me pediu uma mamografia por ter as mamas densas – nem sempre os nódulos são visíveis ao toque. A mamografia e o ultrassom detectaram a existência de um nódulo na mama esquerda. Mesmo com a médica me dizendo que não deveria ser nada, foram dias de muita angústia e inquietação. Querendo ou não, era uma ameaça bem real. Quando localizamos um nódulo, existem duas opções: a médica pode fazer um controle periódico para verificar alterações na sua estrutura/tamanho ou realizar logo uma punção para determinar se o nódulo é benigno ou não. No meu caso, a opção foi a punção.
A punção consiste em um procedimento simples, com anestesia local, onde é introduzida uma agulha no nódulo e coletado material para análise. Nunca senti tanto medo! Acompanhei todo o sofrimento da minha tia com um câncer de mama. As sessões desgastantes de quimioterapia, a retirada da mama, a queda dos cabelos, os remédios fortíssimos... O processo é pesado demais. Tentei me manter forte e preparada para qualquer resultado. Sempre me lembrava que deveria confiar em Deus e que pra tudo damos um jeito. Mama se reconstrói, o cabelo cresce com o tempo... nada de sofrer por antecipação. Só que me permiti ser “fraca” e pedir colo nesse período de incertezas. Teve gente que me criticou, mas a possibilidade de ter um nódulo maligno mexeu comigo. Acho difícil alguém, com sangue pulsando nas veias, manter a racionalidade nesses casos.
Os médicos que realizaram minha punção não têm costume em atender mulheres cadeirantes. Achei graça quando um deles me pediu para levantar. O outro logo respondeu: ela é especial. Como sempre me diz sapríncipe, especial é pastel de feira. Como não conseguiria manter meu equilíbrio na posição desejada, eles me deitaram de lado na maca. A agulhada inicial doeu na alma. Minha mãe me acompanhou durante o exame e garantiu que dá nervoso assistir o procedimento. O procedimento dura cerca de 15 minutos. Mesmo após uma semana, ainda sinto dores na mama. A sensação é de que existe um túnel no meu peito. Após a punção, é recomendável a realização de várias compressas frias nos dois dias seguintes. Também é preciso evitar exercícios que exijam muita movimentação dos braços nos dez dias seguintes ao procedimento. Ou seja, ainda estou de molho da natação.
Após receber o material coletado, fui entregá-lo em um laboratório de análises na região hospitalar. O pessoal da clínica me disse que era pertinho. Pertinho? Andei uns cinco quarteirões e fiquei boba com a péssima qualidade dos passeios por onde passei. Na minha cabeça, região hospitalar pressupõe que muitas pessoas com problemas de saúde passarão por lá. Ou seja, deveria ser um local com calçadas rebaixadas e piso adequado. Quantos buracos! Vários quarteirões não possuem rebaixamento nas esquinas. Foi penoso sair dolorida da punção e ter que equilibrar o potinho com material para não entornar. Cadê a PBH para notificar os donos das calçadas? Ninguém merece tantos buracos.
Após cinco dias de muita expectativa e orações, busquei o resultado do exame. Graças a Deus, o nódulo é benigno. Agora é só aguardar minha ginecologista voltar das férias. Tirei um peso das costas e tenho agradecido todos os dias. Obrigada, meu Deus! Finalizando, reforço a necessidade de nos cuidarmos, mulheres! Ninguém nunca nos garantiu que a vida seria fácil, mas ela pode e deve ser aproveitada em toda sua plenitude. Com saúde, tudo fica mais fácil.

Fonte:http://saci.org.br/  -  “Matéria postada em caráter informativo”  Imagem Internet/Ilustrativa

Britânico tem cegueira revertida graças a implante de dente no olho


Por mais estranho que o título desta matéria pareça, essa foi última proeza médica a virar notícia no mundo. De acordo com o site news.com.au, Ian Tibbetts, um britânico de 43 anos, recuperou parte da visão depois de passar por um radical e revolucionário procedimento chamado osteo-odonto-queratoprótese — ou OOKP —, que consiste no implante de uma espécie córnea artificial desenvolvida a partir de um fragmento de dente.


Tibbetts participou de um documentário produzido pela BBC e contou que teve a córnea dilacerada durante um acidente de trabalho, que o deixou cego. Depois de tentar outras opções para recuperar a visão, o britânico decidiu passar pelo complexo procedimento, que foi realizado em um hospital de Brighton, na Inglaterra.

Implante

Fonte da imagem: Reprodução/The Independent
Conforme descreveu, a cirurgia foi levada a cabo em duas etapas, sendo que a primeira consistiu em remover um dente e uma parte do maxilar de Tibbets e inserir uma lente dentro do dente com uma broca. Posteriormente, o dente com a lente foi colocado sob um dos olhos de Tibbetts durante alguns meses para que se mantivesse vascularizado e desenvolvesse os tecidos necessários.

A segunda etapa consistiu em remover parte da córnea danificada do britânico e implantar o dente no olho. Como essa estrutura foi criada a partir de tecidos do próprio paciente, o risco de rejeição é minimizado. O dente então funciona como uma espécie de suporte que mantém a lente no lugar. Tibbetts foi recuperando a visão gradualmente, e hoje ela é equivalente a 40% do normal.

Fonte:http://www.paraiba.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” 
 

Efeito da talidomida pode ter sido mais amplo do que se supunha, diz pesquisador

Estudos recentes indicam que a droga talidomida pode ter causado uma gama mais ampla de más-formações do que se imaginava.

da Redação

 Imagem Internet/Ilustrativa

Como resultado, em vários países, indivíduos que nasceram com deficiências físicas e tiveram recusados seus pedidos de indenização estão agora exigindo que seus casos sejam reconsiderados.


Em 1961, já havia ficado claro que o remédio estava levando ao nascimento de bebês com problemas de formação graves, como o encurtamento de braços e pernas. Ainda em 1961, a droga foi retirada do mercado em vários países.Criada pela companhia farmacêutica alemã Grunenthal, a talidomida começou a ser vendida em 1957, inicialmente como um sedativo leve. Depois, passou a ser receitada a mulheres grávidas, para combater o enjoo. 

Segundo números oficiais, cerca de 10 mil pessoas em todo o mundo nasceram com más-formações provocadas pela talidomida. Acredita-se que muitas mortes ocorreram ainda no útero.

Hoje, a talidomida ainda é utilizada para tratar a hanseníase (lepra) e o mieloma múltiplo (um tipo de câncer).

No Brasil - segundo país do mundo em casos de hanseníase, superado apenas pela Índia - milhões de comprimidos da droga são consumidos por milhares de pacientes. Recentemente, um estudo brasileiro vinculou 100 casos de bebês nascidos com deformidades à ingestão de talidomida.

Nova Pesquisa
Em 1973, na Grã-Bretanha, após longas batalhes em tribunais, os distribuidores britânicos da Talidomida - a empresa Distillers - concordaram em compensar financeiramente as vítimas.

O Thalidomide Trust foi criado e mais de 400 crianças foram beneficiadas. No entanto, os critérios para a determinação dos casos que se qualificam para receber indenizações são, na opinião de alguns, inapropriados.

Muitos indivíduos que nasceram com deformidades mas foram excluídos do grupo que recebe ajuda financeira para conviver com suas deficiências acompanham com atenção os estudos do pesquisador Neil Vergesson, da University of Aberdeen, Escócia. Vergesson vem observando os efeitos da talidomida no desenvolvimento de embriões de pintinhos e peixes. No passado, o especialista escreveu relatórios para advogados que representavam alguns dos pacientes excluídos da lista oficial de vítimas.

Na década de 1960, especialistas decidiram que os fetos eram afetados pela droga durante um período muito curto da gestação - entre o vigésimo e o trigésimo-sexto dia após a concepção. Vargesson questiona essa teoria. E afirma também que a droga afeta indivíduos de maneiras diferentes.

"Esse intervalo de tempo (durante o qual o feto seria sensível à droga) foi baseado em entrevistas com pais de crianças seriamente afetadas e está relacionado a danos externos e danos internos graves", disse. E acrescentou: "Tendo em vista a diversidade dos danos em sobreviventes da talidomida e estudos em animais que mostram que em uma mesma ninhada cada feto é danificado de forma diferente, está claro para mim que a droga age de maneira diferente em cada indivíduo e embrião".

Para Vergesson, é possível que a talidomida provoque uma gama mais ampla de danos do que se imaginava. No entanto, ele admite que é difícil saber com exatidão que danos são esses.

"Jamais saberemos a gama verdadeira (de efeitos da droga), é tão difícil voltar 55 anos e dizer, bem, vamos dar uma olhada nessas pessoas, porque na maioria dos casos, nem sabemos quem são essas pessoas".

O trabalho de Vergesson é polêmico e há especialistas que discordam de suas conclusões. Para alguns, porém, as pesquisas do especialista oferecem alguma possibilidade de justiça.

Injustiça?
O britânico Gary Grayson, da cidade inglesa de Ipswich, nasceu em 1961. Suas pernas tinham deformidades graves e foram amputadas antes de ele completar dois anos de idade. Poucos meses depois, ele passou a usar pernas artificiais. A mãe de Grayson tomou talidomida, mas ele nunca recebeu qualquer indenização.

Médicos do Thalidomide Trust disseram que as deformidades que Grayson apresentava não eram típicas da talidomida.Ele não deixou que a deficiência atrasasse seu desenvolvimento e se saía bem na escola. Hoje, casado e pai de família, trabalha no Ministério da Defesa britânico. "Na minha juventude, nunca me considerei uma vítima".

Mas agora, depois de investigar mais a fundo seu próprio histórico médico, ele acha que tem provas suficientes para brigar na Justiça por uma indenização.

Indenizações
Várias firmas de advocacia vêm cuidando do caso de Grayson e de outras supostas vítimas - muitas delas britânicas. O grupo se autodenomina Thalidomiders. Em outros países, há mais processos estão em andamento.

Na Espanha, 185 pessoas estão levando o fabricante alemão Grunenthal para o tribunal. Elas nunca receberam qualquer indenização da empresa. No ano passado, na Austrália, os distribuidores da droga concordaram em indenizar uma vítima, Lynette Rowe, de 50 anos. Mais casos são esperados ainda neste ano.

No Brasil, vítimas da talidomida ganharam direito a indenizações pelo governo brasileiro em 2010. O governo foi responsabilizado porque, ao contrário de outros países, que retiraram a droga de circulação em 1961, o Brasil só suspendeu o uso do medicamento quatro anos depois.

Segundo estimativas de 2010, 650 brasileiros se qualificavam para receber compensação financeira.

Fonte: http://saci.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”  Imagem Internet/Ilustrativa

Eureka! Cadeira de rodas fixa no táxi com rampa

Texto de Adriana Lage.

Adriana Lage

Imagem Internet/Ilustrativa

Há poucos dias, escrevi sobre minhas experiências nos taxis acessíveis de BH. Realmente, estou assustada – e “indignada” – com a quantidade de motoristas que me disseram que não realizaram curso algum para trabalhar com pessoas com deficiência. Todos com os quais conversei aprenderam tudo sozinho. Até onde sei, os motoristas deveriam receber treinamento, né? Particularmente, não me sinto segura ouvindo isso. Não é à toa que já encontrei motorista querendo descer um degrau alto com a cadeira de frente. Socorro...


Na semana passada, fui ao shopping, de táxi acessível, jantar com duas amigas. Para variar, foi uma luta conseguir ser atendida pela central telefônica. Tentei agendar a corrida, na noite anterior, sem sucesso. Na manhã seguinte, solicitei que me enviassem um taxi com elevador. O motorista chegou com quase uma hora de atraso e seu táxi tinha rampa!

Para variar, minha cadeira de rodas ficou inclinada para trás. Minha prima levou o maior susto quando ela ameaçou tombar. A sensação é horrorosa. Comentei com o motorista que minha cadeira iria balançar durante todo o trajeto. Graças a Deus, ele parou pra pensar em uma solução. Eureka! Santo, J! Como a rampa possui um pequeno desnível, se colocarmos a cadeira de rodas bem próxima ao banco da frente, ela ficará balançando pra frente e pra trás durante os deslocamentos. Após fechar a rampa, o motorista resolveu testar minha cadeira de rodas encostada junto às travas de segurança da rampa/porta. Eis a solução! A cadeira ficou totalmente fixa e não se mexeu em nenhuma das direções. Agora sim! Vale lembrar que o táxi possui vários mecanismos de segurança. Por exemplo, o veículo não consegue se movimentar caso alguma das portas esteja aberta.

Durante o trajeto, ele foi me contando sobre sua experiência como taxista. Reclamou sobre a falta de treinamento e sobre o alto custo da diária – R$ 140,00. Querendo ou não, o táxi acessível exige mais do motorista. É preciso gostar do que se faz. É preciso muita paciência... Aqui em Belo Horizonte, acho que ainda estamos longe da excelência no atendimento. Falta mais divulgação do serviço, pleno funcionamento das centrais telefônicas e melhor treinamento dos motoristas. Cabe a nós, usuários, testar o serviço, sugerir melhorias e compartilhar as boas práticas.

Com a cadeira de rodas bem posicionada no carro com rampa, a viagem é tão confortável quanto com a plataforma elevatória. Na volta pra casa, passei por um caminho cheio de morros e curvas acentuadas. Não saí do lugar...

#Ficaadica: se for andar em táxi acessível com rampa, peça ao motorista para encostar sua cadeira nas travas de segurança. Adeus, cadeira de balanço!

Fonte:http://saci.org.br/  -  “Matéria postada em caráter informativo”  Imagem Internet/Ilustrativa

ProDeaf abre as portas da maior rede social do mundo para a comunidade surda

Depois ultrapassar 75 mil downloads do aplicativo para tablets e smartphones, startup pernambucana lança versão web do primeiro tradutor gratuito de português para Libras. Para usar, basta ter um computador com acesso à Internet e uma conta no Facebook.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa

Para atender ao grande público que ainda não tem smartphones, o ProDeaf – startup pernambucana especializada em tecnologia assistiva para facilitar a comunicação entre surdos e ouvintes – acaba de lançar o ProDeaf Web. Com isso, o primeiro tradutor online de Português para Língua Brasileira de Sinais (Libras) já pode ser utilizado gratuitamente em qualquer computador com acesso à Internet. 


O novo ProDeaf Web funciona em todos os navegadores de Internet. Para usar, basta ter uma conta no Facebook, acessar o link http://web.prodeaf.net e instalar o plugin indicado pela companhia. A partir daí, ao digitar uma palavra ou frase simples no local indicado, um personagem executa a tradução para Libras na tela do computador.

Dentre os recursos disponíveis no novo ProDeaf Web, o destaque fica por conta da possibilidade de compartilhamento de palavras ou frases em Libras, diretamente no Facebook – o que facilita a comunicação entre ouvintes e surdos e ainda favorece a divulgação do segundo idioma oficial do país.

A exemplo do ProDeaf Móvel – aplicativo para tablets e smartphones que já soma mais de 75 mil downloads –, o ProDeaf Web funciona com base em um dicionário de mais de 3.000 sinais. Dessa forma, além de traduzir as palavras digitadas, o sistema também permite consultar termos por ordem alfabética ou ainda por diversas categorias (animais, trabalho, alimentação, política etc.).

João Paulo Oliveira, CEO do ProDeaf, explica que o objetivo da empresa com o ProDeaf Web é alcançar o público que não consegue instalar o ProDeaf em seus celulares. “No Brasil, a maioria das pessoas ainda usa features phones; não smartphones. Por isso, recebemos pedidos diários solicitando uma forma de acessar as informações do ProDeaf de outra maneira, que não via celular”, conta o executivo.

O desenvolvimento do ProDeaf levou dois anos e contou com a participação de 12 profissionais, incluindo designers, intérpretes, linguistas e programadores, liderados por Oliveira, pelo Chief Operations Officer Flávio Almeida, e pelo Chief Technology Officer da companhia, Amirton Chagas. O projeto contou ainda com a participação de colaboradores surdos das empresas do Grupo Bradesco Seguros. “A comunidade surda também atuou, nos fornecendo feedback para que chegássemos a este novo produto”, explica.

Graças ao patrocínio do Bradesco Seguros, o novo ProDeaf Web é disponibilizado de maneira gratuita, assim como as demais versões do ProDeaf Móvel. O objetivo do Grupo Bradesco Seguros foi abraçar a causa da comunicação e da acessibilidade e ajudar os surdos na interação com as pessoas de seu círculo social.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 10 milhões de surdos no Brasil, e, deste total, 2,7 milhões não conhecem a Língua Portuguesa. Assim, o ProDeaf Móvel é útil, justamente para eliminar a barreira de comunicação que há entre ouvintes e surdos – especialmente entre pessoas do mesmo convívio social, como parentes e amigos.

Até agora, o ProDeaf Móvel, com versões para celulares e tablets baseados nos principais sistemas operacionais – Android, iOS e Windows Phone –, já foi baixado mais de 75 mil vezes. “Através da nova versão, via internet, podemos chegar a muito mais pessoas”, afirma Oliveira. A expectativa da companhia é ter 50 mil usuários por mês na página do novo ProDeaf Web.

Sobre o ProDeaf 
O ProDeaf é um software inédito para tradução de conteúdo falado e escrito em Português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), o segundo idioma oficial do país, utilizado por mais de 5 milhões de brasileiros. O projeto é carro-chefe da empresa homônima (http://web.prodeaf.net), uma startup pernambucana de soluções em tecnologia assistivas, com o foco na comunicação e integração social entre surdos e ouvintes.

Em linha com a missão da empresa, de permitir a quebra das barreiras de comunicação, o software apresenta soluções viáveis para o mercado corporativo e usuários finais, realizando traduções de sites e vídeos para Libras e traduzindo, através de aplicativos gratuitos, o som falado para a língua de sinais em tempo real.

Com operações em Recife (PE) e São Paulo, a empresa oferece ao mercado serviços diferenciados e orientados por qualidade, resultado e especialização. É uma startup acelerada da academia de inovação da Telefonica (Wayra) e parceira da Microsoft. Em 2013, o ProDeaf recebeu o Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações. A empresa foi vencedora na categoria “Desenvolvedores de Aplicações e Conteúdo”.

Fonte:http://saci.org.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”  Imagem Internet/Ilustrativa

Tarde de lazer no Zoo para pessoas com deficiência

Carrinhos elétricos irão transportar cadeirantes para passear no zoológico.

Por Assessorias de Imprensa da SEDSDH e SECTEC


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Após o sucesso durante a Semana da Criança, agora é a vez do “PE Conduz” comprovar a eficiência dos carros elétricos do Parque Dois Irmãos. O programa que é da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, coordenado pela Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (Sead) pega carona nessa conquista socioambiental para levar, neste fim de semana, um grupo de 10 pessoas com deficiência ao Zoológico.

O PE Conduz é responsável por transportar grupos de pessoas para pontos turísticos do Estado aos fins de semana. Os passeios a bordo dos carrinhos pelas ruas do Zoo vão acontecer no sábado (19), à tarde, das 15h às 17h30.

Adquiridos pelo Parque para melhorar a mobilidade de visitantes com dificuldades de locomoção, os veículos também atendem aos padrões da sustentabilidade, já que não emitem gás carbônico e são bem mais silenciosos. Adequam-se, assim, ao ambiente do Zoo, que fica dentro de uma reserva de Mata Atlântica e requer o mínimo de ruídos para não incomodar os animais que lá vivem. 

“Vamos unir iniciativas importantes, de dois órgãos do Estado, dedicadas a dar acessibilidade às pessoas ao lazer e turismo”, comemora a gerente do Parque Dois Irmãos, Silvana Silva.

PE Conduz - Foi implantado para garantir o acesso das pessoas com deficiência física, com comprometimento da mobilidade, associada ou não a outra deficiência, de baixa renda, que não apresentam condições de se locomover com autonomia, nos demais meios de transporte coletivo, a fim de viabilizar o acesso aos serviços de saúde, habilitação e reabilitação em tratamentos contínuos. Além disso, o programa nos finais de semana, realiza a Rota PE Conduz Lazer, que leva os cadeirantes a lugares e eventos públicos.


Fonte:http://www2.sedsdh.pe.gov.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

'Achavam impossível', diz baterista com má formação nos braços

"Superação" sempre foi a palavra de ordem na vida do baterista Lucas Faissal, de 29 anos. Nascido em São José do Rio Preto (SP), o músico teve que enfrentar mais do que simples dificuldades ao decidir ser baterista, como aprender o instrumento ou decidir pela carreira musical, por exemplo. Isso porque Lucas nasceu com má formação nos braços, que o impede de fazer atividades rotineiras, como amarrar o tênis ou fechar um zíper.


Mesmo com todas essas dificuldades, Lucas não deixou a vontade de tocar bateria ir embora, se tornando um exemplo de que os sonhos podem ser realizados mesmo diante de barreiras enormes. “Muitas pessoas achavam impossível e hoje me perguntam como eu consigo. Quebrei barreiras. Além do fato de aprender, tive de mostrar para os outros que posso tocar bateria”, afirma.

A paixão de Lucas pela música sempre existiu. O primeiro foi um violão, aos 13 anos de idade. “Não deu certo porque não tinha como eu fazer os acordes, não conseguia. Daí na época meu pai comprou um teclado pequeno para mim, eu ficava brincando, mas não conseguia tocar muito também”, lembra Lucas.
Foi um vizinho que o chamou para uma aula gratuita de bateria que despertou a paixão pelo instrumento. Mesmo achando que não iria conseguir tocar, até pela falta de coordenação que tinha, aos poucos ele foi arrumando a bateria da melhor forma possível e conseguiu evoluir no instrumento.

Com ajuda de professores e muitas aulas depois, Lucas acabou chamando atenção de músicos de Rio Preto. Não demorou muito para que ele fosse incentivado a participar de festivais de música na cidade. Aos 17 anos, montou uma banda com os amigos e ficou em 3º lugar de um festival de escolas de música. Com o prêmio de destaque do evento, a paixão só cresceu.

“Neste meu primeiro festival, eu tremia muito. Na época eu tinha vergonha de aparecer, fiz até tratamento psicológico para isso. Na hora eu achei que era um festival só para pais de alunos, mas quando vi que tinha mais de 200 pessoas no auditório, tremia muito”, relembra.
A vontade de Lucas de tentar seguir carreira na música só aumentou.

Mesmo com os problemas físicos que certamente limitariam qualquer pessoa, o jovem nunca se sentiu desmotivado e principalmente, lutou contra o preconceito. “Por incrível que pareça, nunca sofri com preconceito na música, as pessoas me encaram como um vencedor. O preconceito vinha de fora, me lembro que na época de escola, quando andava na rua, tinha vergonha de passar na faixa de pedestre porque todos os motoristas olhavam para mim”, afirma.

Lucas já tocou barzinhos de Rio Preto e integrou seis bandas desde que começou a tocar bateria. No último concurso que disputou cm uma delas, a banda contava com o voto do público para avançar de fase e pela internet, ele recebeu muitos incentivos “Estávamos começando e disputando contra bandas já tradicionais da cidade, mas o maior prêmio para mim foi ver na página oficial do concurso os incentivos das pessoas pelo meu esforço”, comenta o músico.
Hoje, Lucas fez uma cirurgia e aguarda recuperação para voltar a tocar. "A intenção é voltar a tocar só no ano que vem, se possível em uma banda gospel", diz.

Além da família e dos amigos, Lucas também teve apoio de médicos por um longo tempo durante a infância na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) de Rio Preto. Para o ortopedista e gerente médico da AACD, Hamilton Hidalgo, a superação de uma pessoa deficiente fica mais fácil com ajuda especializada. “A terapia ocupacional ajuda a família e a criança a criar meios de superação. Ela consegue se adaptar aos instrumentos, por exemplo, e driblar a deficiência. Existem algumas adaptações que se podem fazer e são maneiras de explorar as habilidades das pessoas para que possam superar os obstáculos”, diz o médico.

Segundo Hidalgo, a deficiência acontece de duas maneiras e cada uma deve ser tratada de um jeito. Existe a deficiência congênita, quando a pessoa nasceu com ela, e se ela sofrer um trauma, como em um acidente, por exemplo. “Quando é congênita, a criança não sabe o que é ter um braço normal, por exemplo. Então ela tem uma adaptação mais tranquila que vai facilitar a essa criança no futuro. Agora se ela sofrer um trauma, essa adaptação também ocorre, mas menos natural, mais traumática, porque ela já teve noção de como é ter um braço normal”, diz.

Para o ortopedista, tanto o tratamento ortopédico, como o psicológico devem andar juntos para a melhora do paciente. Hidalgo diz que as crianças se adaptam melhor do que um adulto a uma deficiência, já que quanto mais velho, mais difícil é trabalhar com este problema. “A deficiência se transforma em um obstáculo para a pessoa, mas com a determinação e incentivo da família, de não esconder a pessoa pela deficiência, ela vai conseguir habilidades que permitirão a ela fazer atividades que poderiam ser impossíveis. Ela precisa de apoio e um terapeuta preparado”, finaliza o médico.


Fonte-G1 - http://nandoacesso.blogspot.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” 
 

Só existe um tipo de deficiência: a atitude negativa; Lindo vídeo motivacional para assistir e compartilhar

“A vida que você escolheu”: vídeo emocionante feito por produtor mineiro alcança 1 milhão de acessos no YouTube


Um vídeo idealizado e elaborado por um morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, vem emocionando internautas de todo o país, nas últimas semanas. Intitulado "A vida que você escolheu”, a gravação começa com uma simples pergunta: “Quanta vida pode haver em uma vida só?”. Os personagens da produção são exemplos de pessoas que enfrentaram os próprios limites para viverem bem, felizes, apesar de terem que encarar situações adversas. Com uma mensagem simples e direta, o vídeo já alcançou 1 milhão de visualizações no YouTube.
O mineiro Renato Cabral, de 34 anos, é diretor e roteiristas e foi quem produziu o vídeo. Publicado no canal Oruminante Cabral, a descrição diz: “Acredito que cada um quando nasce ganha uma lâmpada mágica e, lá dentro, três milagres geniais: um passado para ser lembrado, um corpo pra viver o presente e sonhos para criar um futuro. Alguns, durante essa jornada, se lembram de retribuir essa graça com algo além de gratidão, um presente de volta, um bem para o universo. Este filme é o meu jeito de dizer obrigado. Este é o presente que deixo ao mundo pela vida que ganhei e pela que escolhi viver.”
Em entrevista ao portal Bhaz, Cabral se define como especialista em “‘contação’ de histórias”. E apesar de ter produções premiadas e várias delas terem se tornado virais na web, o mineiro diz que não esperava tamanha repercussão: “Eu esperava que fosse ter um bom alcance, mas não que chegasse a um milhão de views.”
A produção, que levou cerca de quatro meses pra ficar pronta, foi toda filmada em Uberlândia e é completamente original, inclusive com trilha sonora própria. Nesse tempo, Cabral conta que deixou que a inspiração viesse no seu ritmo: “Eu fui acompanhando as histórias de cada um. Como não é um vídeo comercial, fui deixando as coisas surgirem. Não é sobre a história dos personagens, mas usa a história deles para inspirar outras pessoas”, explica Renato.
A produção tem se mostrado extremamente motivante para quem assiste.  Nos comentários relacionados ao vídeo, na página do YouTube, internautas elogiam, narram as próprias experiências de superação e ainda se entregam a uma espécie de corrente do bem, em um mural de ajuda mútua. “ Pessoal. Onde consigo uma cadeira de rodas dessas com rodas maiores e apoio para os braços? Minha irmã tem PC e só anda com andador, mas sempre me pergunta qual é a sensação de correr e completar uma prova de rua. Gostaria inicialmente de uma alugada ou emprestada para que ela possa viver essa experiência.”, perguntou o usuário, que foi prontamente respondido. Afinal, como diria o narrador “Porque mais importante que chegar, é a vontade de partir”.
Confira:
Fonte:http://www.bhaz.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” 
 

Blogueira faz sucesso com dicas de beleza para pessoas com câncer

Uma britânica de 23 anos, diagnosticada com câncer de mama, ganhou sucesso na internet com um blog em que dá dicas de dicas de beleza para pessoas que enfrentam a mesma doença.

Laura Cannon (arquivo pessoal)
Cannon fez um moicano antes de raspar totalmente o cabelo após quimioterapia

O blog de Laura Cannon, Laura Louise and her Naughty Disease, já tem mais de 150 mil seguidores. Nele, além de dar conselhos sobre como ficar bonita, ela fala sobre o seu tratamento.
Cannon passou por quimioterapia e uma mastectomia dupla e diz que queria ajudar outras jovens com a doença, ao mesmo tempo que tornava sua batalha "o mais divertida possível".
Ela foi diagnosticada com câncer de mama no dia 22 de novembro do ano passado e logo depois começou a escrever o blog.
As postagens incluem fotos dela cortando o que cabelo após o início da quimioterapia, quando ela já estava começando a ficar careca.
"Eu fiz diferentes estilos de corte, inclusive um moicano", lembra.
"Eu queria olhar para o que aconteceu e rir, e não ter a lembrança de um dia triste."

'Ponto de vista positivo'

Agora seu cabelo já cresceu de volta, e ela tem escrevido sobre maquiagem no blog.
"Foi um dia muito bom, pude passar delineador e rímel", disse ela. "É algo que eu sentia falta quando não tinha cílios."
Outras postagens lidam com o lado grave dos efeitos da doença.
"Quando eu fui diagnosticada fiz uma pesquisa na internet e percebi que não havia muita coisa escrita para pacientes jovens com câncer, por isso quis escrever algo para elas."
"Foi libertador, e foi muito bom ser honesta e contar a história a partir de um ponto de vista positivo", disse Cannon.
"Houve momentos em que eu não estava (otimista), mas eu queria abordar o problema de forma positiva."

Terapia

Formada em biologia, Cannon adora fazer compras pela internet e disse que o blog tem sido uma terapia para ela.
"É algo para se concentrar, uma boa distração."
O retorno que ela recebe dos leitores do blog tem sido positivo, inclusive quando ela fala sobre os altos e baixos de seu tratamento.
Em postagens recentes, Cannon está refletindo sobre as próximas cinco semanas que enfrentará de radioterapia.
"Sendo honesta, a única coisa que está me incomodando sobre isso é o fato de que não vou poder tomar um banho quente durante, e um pouco depois, do tratamento. "
Fonte:http://www.bbc.co.uk/ - “Matéria postada em caráter informativo” 
 

Lançada bengala digital para cegos

O produto foi desenvolvido com a ajuda de deficientes visuais.
Da redação

                                                                                  AFP

Na última terça-feira, 15, uma empresa holandesa chamada "I-Cane" apresentou ao público uma bengala para cegos.


O produto, desenvolvido em conjunto com deficientes visuais, possui um sistema de navegação por GPS que fornece ao usuário a possibilidade de registrar a rota realizada, podendo assim repeti-la quantas vezes forem necessárias.
Chamada de "I-Cane Mobilo", a bengala também conta com uma tecnologia de sensores que avisam sobre obstruções no percurso ou mudanças de declive no solo.
 Enquanto percorre o caminho desejado, o usuário põe o polegar em uma seta, 
que pode ser sentida ao toque do dedo.

Ela, então, se movimentará indicando a direção correta a seguir ou alertará  para a necessidade de desvios. Martijn van Gurp, CEO da marca, garantiu que o sentido da audição permanecerá livre, "pois os sons desempenham um papel importante na orientação no trânsito".

Fonte:http://www.opovo.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo” 
 

Comissão aprova manutenção de pagamento do BPC a deficiente empregado


                                          - Portal Inclusão Brasil - Ações sociais e inclusivas

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou no dia 2 de outubro proposta que permite que pessoas com deficiência continuem a receber uma parte do Benefício da Prestação Continuada (BPC) mesmo depois de empregados. A medida está prevista no Projeto de Lei 4297/12, do deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO).


Pelo texto, o pagamento poderá continuar por um ano após a assinatura da carteira de trabalho, nos seguintes percentuais:

- com redução de 15% para quem recebe até um salário mínimo;
- com redução de 30% para beneficiários com até dois salários mínimos;
- com redução de 50% para aqueles que ganham até três salários mínimos.
Inclusão social
Relatora na comissão, a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) afirmou que o projeto contribui para incrementar a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o que repercutirá não apenas em benefício pessoal, mas para as empresas e para a economia.
“A medida contribui, certamente, no sentido da construção de uma transição entre as situações de beneficiários e de empregados, uma vez que a suspensão abrupta do benefício constitui, sem dúvida, impedimento para a aceitação de ofertas de trabalho, principalmente em se tratando de pessoas com menor remuneração”, afirmou.
Atualmente, a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742/93) prevê a suspensão do benefício assim que o portador de deficiência for empregado formalmente. A legislação assegura a manutenção concomitante do benefício e da remuneração, por no máximo dois anos, apenas no caso de contratação de pessoa com deficiência na qualidade de aprendiz.
Tramitação
O projeto ainda será analisado, conclusivamente, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
Fonte:http://portalinclusao.com/ - “Matéria postada em caráter informativo” 
 

Coreógrafo com paralisia cerebral é destaque em mostra

KATIA CALSAVARA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

"Nossa sociedade, por falta de conhecimento, trata o deficiente como um coitado. Se eu fosse me basear nesse tipo de pensamento, não colocaria meus pés para fora de casa. No meu espaço, não há sofrimento."

A afirmação é do bailarino e coreógrafo paulistano Marcos Abranches, 36, que tem paralisia cerebral em decorrência do parto. Ele nasceu prematuro, aos 6 meses e 20 dias de gestação.

Aos oito anos, começou a andar, depois de várias sessões de fisioterapia. Até hoje ele convive com incessantes espasmos, fala e caminha com dificuldade, mas tem o raciocínio perfeito -apesar do nome, a paralisia cerebral não afeta a parte cognitiva.

Ele conta, antes de iniciar o ensaio aberto de seu mais novo espetáculo, só ter se sentido seguro para andar sozinho na rua aos 16 anos.

"Corpo sobre Tela", trabalho criado em parceria com Rogério Ortiz e baseado na obra do pintor irlandês Francis Bacon (1909-1992), é um dos destaques da Mostra Internacional de Arte + Sentidos, que vai até 27 de outubro no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Ao todo, serão 12 montagens de grupos do Brasil, de Portugal e da Escócia, encenadas por artistas com e sem deficiência. "O principal critério de escolha dos grupos foi a qualidade dos trabalhos", afirma Graziela Vieira, coordenadora da mostra.
Eduardo Knapp/Folhapress
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O bailarino e coreógrafo Marcos Abranches durante apresentação 'Corpo Sobre Tela'
SINGULARIDADE
Em seu espetáculo, Abranches combina movimentos voluntários e involuntários a um potente trabalho de intérprete. Ele faz de seu corpo uma espécie de pincel e acaba por pintar com ele um quadro em cena.

O artista não economiza energia ao tratar de temas como autonomia e singularidade. Hoje, considera-se 90% curado. "São mínimas as coisas para as quais preciso de ajuda: fazer a barba, amarrar o sapato e cortar a comida."

Coisas que não limitam suas criações.

"Tenho orgulho da minha deficiência, mas não uso isso em primeiro lugar na minha dança. Eu me entrego totalmente, mas antes de qualquer coisa vem meu coração e meu aprendizado", diz.

Casado e pai de um filho de um ano, o artista afirma que dança pela família e para lutar pelo futuro de um país melhor, principalmente para as pessoas com deficiência.

"Quero ser um exemplo de coragem para quem usa a própria deficiência em busca de piedade."

TRAJETÓRIA
Abranches conta que não gostava de ficar em casa e arrumou emprego em um lava-rápido, aos 18 anos.

Mas o que ele gostava mesmo de fazer era sair para assistir a espetáculos de dança, principalmente os do Balé da Cidade de São Paulo.

Em uma noite de estreia, conheceu o coreógrafo Sandro Borelli e trocaram contatos. Em poucos dias, Borelli o convidou para acompanhar os ensaios de "Senhor dos Anjos" (2001).
Logo depois, Abranches fez um teste para participar do espetáculo. Passou e entrou para o elenco.


Iniciada a vida nos palcos, ele teve aulas e trabalhou com os coreógrafos Marta Soares, Marcelo Bucoff, Jorge Garcia e com o americano Alito Alessi, um dos fundadores do Dance Ability, escola de movimento que integra, em cena, pessoas com e sem deficiência.

Abranches fundou o Grupo Vidança SP em 2005 e esteve em cartaz com "D...Equilíbrio", "Formas de Ver" e "Via sem Regra" (apresentado também na Alemanha, na Deutsche Oper Berlin).

Além das experiências com diretores e coreógrafos brasileiros, ele trabalhou com criadores europeus, entre eles Gerda König e Christoph Schlingensief.
Eduardo Knapp/Folhapress
Marcos Abranches ensaia 'Corpo Sobre Tela', coreografia baseada em obra do pintor Francis Bacon
Marcos Abranches ensaia 'Corpo Sobre Tela', coreografia baseada em obra do pintor Francis Bacon

MOSTRA INCLUSIVA
Outro destaque desta semana na + Sentidos é o espetáculo "Intento 3257,5", da companhia inCena, sobre novos padrões estéticos para o corpo com deficiência.

A intérprete, Estela Lapponi, 40, foi vítima de um derrame aos 24 e tem a parte esquerda do corpo paralisada.

"Minha vontade de trabalhar era maior do que qualquer status quo da profissão", conta ela, que já era bailarina antes do acidente.

"Hoje aceito 100% esse corpo que tenho. Nem penso mais nisso, as pessoas é que me lembram o tempo todo", afirma a bailarina.

Na última semana do evento estão concentrados três trabalhos de artistas da Escócia, na mostra paralela Unlimited, realizada em parceria com o British Council: "Se Estes Espasmos Pudessem Falar", "Caracóis & Ketchup" & "Mobile/Evolution".

"Ainda existe preconceito, mas a ideia não é fazer assistencialismo, muito menos chocar as pessoas. A ideia é revelar a arte desses criadores, que evolui cada dia mais", diz Graziela Vieira.

CORPO SOBRE TELA
QUANDO hoje, às 19h30, e amanhã, às 21h
ONDE teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP, tel. 0/xx/11/3288-0136)
QUANTO de R$ 10 a R$ 20
PROGRAMAÇÃO disponível em www.maissentidos.org.br

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”