sábado, 23 de novembro de 2013

No Paraná, recursos da Apae bancam clubes sociais privados

por Luis Nassif

Em fins de agosto, o governador Beto Richa lançou o programa “Todos Iguais Pela Educação”, preparado pelo vice-governador e Secretário da Educação Flávio Arns.
De acordo com o site da Secretaria de Educação, o “todos iguais” não se refere à igualdade de condições dos alunos. A intenção do programa é conceder “às escolas básicas de Educação Especial, mantidas pelas Apaes e outras instituições sociais, os mesmos direitos e recursos destinados às escolas públicas da rede estadual”. Serão R$ 420 milhões para permitir que as escolas Apae possam concorrer com a rede regular de ensino.
Vamos escolher aleatoriamente uma delas, a da cidade de Califórnia, a primeira mencionada no comunicado da Secretaria da Educação (http://tinyurl.com/kaw69cb).
“A escola especial de Califórnia atende 83 alunos, de bebês de três meses a idosos, 19 deles em período integral. Além das aulas de educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos, são oferecidas fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, assistência social e equinoterapia. Também são promovidas atividades de artesanato e de confecção”.
Uma visita ao site da Apae de California revela algumas surpresas (http://glurl.co/cMu).
Antes, é importante ressaltar que o caso California não pode ser generalizado sem, antes, se proceder a uma boa pesquisa. Mas é ilustrativo da absoluta falta de controle sobre o sistema Apae.
Todas suas atividades têm isenção tributária. Mas o que se vê na Apae de California é um conjunto de atividades econômicas e sociais, a maior parte das quais não relacionada com a educação especial. A Apae mantem uma escola privada - onde não entram alunos com deficiência -, um clube esportivo, uma gráfica, um buffet, todos debaixo do manto da isenção tributária e todos compartilhando a mesma estrutura física.
A cidade tem apenas 8 mil habitantes. A Apae foi presidida por Ana Mazeto, que se tornou a atual prefeita da cidade e correligionária de Beto Richa.
A prefeita assumiu a prefeitura denunciando seu endividamento. No primeiro ano, no entanto, adquiriu uma perua Freemont, da Fiat, por R$ 105 mil, para servir seu gabinete (http://tinyurl.com/kcxaky5). Revela a maneira como trata recursos públicos.
Embora do PSDB, o suporte para suas demandas junto ao MEC é do deputado petista André Vargas, do PT (http://tinyurl.com/mualxop).
O guarda-chuva filantrópico da Apae
Debaixo do guarda-chuva da Apae existe uma escola privada, a Escola Diego Henrique Gomes, com mensalidades de R$ 250,00 (http://glurl.co/cMv). E mantem a  Escola Joana Carreira Portelinha – Educação Infantil e Ensino Fundamental na Modalidade de Educação Especial. 
O site da escola Diego informa que um de seus objetivos é “adotar uma política educacional inclusiva abrangente que permita à diversidade atendida experiências de transformação e emancipação”.
A secretaria só abre após às 13 horas. Mas a simpática dona Neusa, funcionária que prepara o lanche das crianças, informa que não há crianças com deficiência na Escola Diego. Todas ficam confinadas na Escola Joana Carreira. Encontram-se apenas em festejos, como no Dia das Crianças.
Todos os investimentos feitos pela Apae beneficiam a escola Diego: “Por ser mais um programa de Auto Sustentação, a Escola Diego Henrique é mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Califórnia-Pr, sendo assim a escola é beneficiada com todos os espaços criados pela mantenedora”, informa o site da Apae.
Graças a essa filantropia da Apae, a escola dispõe de uma estrutura extraordinária: piscina semi-olímpica de 312,50 m2, duas piscinas infantis de 33 m2, um salão de festas de 1.200 m2, uma quadra poliesportiva coberta de 700 m2, um campo de futebol suiço de  3.080 m2, no total 11.580 m2 de area construida.

O clube social para “integração social”

Para uma cidade de 8 mil habitantes, a Apae imbuiu-se de um alto  espírito filantrópico, que lhe estimulou a lançar um clube social.
A área social tem 5.100 m2 com academia, sauna, piscina, churrasqueira, campos suíço, quadra coberta e parquinho infantil (http://tinyurl.com/mp3kyfe), tem “localização privilegiada, próxima ao centro comercial, e o melhor, pertinho de você” e dispõe de “um ambiente agradável e aconchegante, para descontração e socialização com uma pincelada de muita diversão”.
As justificativas para os investimentos no clube são extraordinárias (http://tinyurl.com/mp3kyfe):
"A Apae de Califórnia, ao longo de sua história, sempre teve presente a preocupação da integração social dos educandos dentre os mais diversos segmentos. Partindo deste principio, implantou programas de auto sustentação visando tanto a valorização do aluno especial, quanto as condições ideais de trabalho para toda equipe multiprofissional".
Não fica nisso. A Apae tem uma gráfica fornececendo serviços para terceiros. E  um buffet com mil m2, que permite “um momento especial de renovação para sua alma e seu espoírito” (http://tinyurl.com/ohqyw9n)
O atendimento às pessoas com deficiência
O que justifica essa superestrutura, os repasses do MEC e da Secretaria da Educação e a isenção fiscal é uma escola especial que atende a 83 alunos, de bebês de três meses a idosos, 19 em período integral (segundo a Secretaria de Educação do Município, seriam 60 atendidos).
Faturamento em gráfica, buffets, escola particular, clube social, mais os recursos financeiros do Ministério da Educação e da Secretaria da Educação do Paraná, tudo isso para atender a 83 alunos ou 60 alunos.
Para dar conta da missão, a Apae conta com o seguinte quadro funcional:
Bancados pela Secretaria de Educação do Paraná:
16 Professores;  01 Secretária;  01 Professor Ed. Física;  01 Professor Arte; 02 Atendentes; 01 Merendeira; 03 Auxiliar de Serviços Gerais;  01 Instrutor;  02 Professores PSS.
Bancados pela prefeitura de California:
01 Atendente; 01 Auxiliar de Serviços Gerais, 01 Telefonista;  01 Fisioterapeuta;  01 Professor Ed. Física.
Bancado pelo SUS:
01 Assistente social (40h);  01 Psicóloga (32h);  03 Fisioterapeutas (24h);  02 Fonoaudiólogas (20h); 01 Terapeuta Ocupacional (8h);  01 Neuro Pediatra (8h);   01 Auxiliar de Serviços Gerais;
Em California, a rede estadual atende apenas 3 alunos com deficiência. Havia duas escolas estaduais, uma fechou por falta de alunos.
Segundo a Secretária de Educação do município, Maria Stela dos Santos, os recursos para educação inclusiva vão para a Apae que, segundo ela, mantém 60 pessoas de todas as idades. Ela não tem ideia do montante de recursos porque saem direto da Secretaria de Educação do estado para a Apae.
No site da Secretaria da Educação do Paraná, soa como escárnio a proposta do programa "Todos iguais pela educação", de jogar R$ 420 milhões nas Apaes do estado, para que tenham condições de competir "em igualdade de condições", com a rede pública.
Fonte: http://jornalggn.com.br - "Matéria postada em caráter informativo"

MEC quer formação de pessoas com deficiência

             Medida pretende estimular formação de estudantes negros, indígenas e deficientes

Abdias Nascimento, negro, economista, deputado, senador, artista. Morreu em maio de 2011, aos 97 anos, sendo um dos mais influentes brasileiros na construção do perfil do negro como cidadão de direitos e do enfraquecimento, mesmo que ainda em pouca escala, do preconceito que assola o país.
Nesta quinta-feira (21/11), o Ministério da Educação (MEC) lançou um programa de desenvolvimento acadêmico que carrega o nome deste grande ativista. O Programa Abdias Nascimento de intercâmbio é voltado para estudantes negros, indígenas e com deficiência do ensino superior e já está em vigor.
De acordo com a publicação o objetivo do programa é proporcionar a formação e a capacitação de estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou que portadores de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, com elevada qualificação em universidades instituições de educação profissional e tecnológica e centros de pesquisa no Brasil e no exterior.
Para o MEC, o programa vai dar oportunidades de novas experiências educacionais e profissionais a esses estudantes. O programa também ampliará a participação de estudantes negros, indígenas e com deficiência, em cursos técnicos de graduação e pós-graduação e no desenvolvimento de projetos de pesquisa.
Outros pontos importantes são a promoção da igualdade racial, a valorização das especificidades socioculturais e linguísticas dos povos indígenas, além da acessibilidade e da inclusão no Brasil, bem como estimular a troca de experiência em âmbito internacional para a construção de igualdade de direitos e de oportunidades no país.
O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento será desenvolvido em parceria com Universidades e Instituições Comunitárias de Ensino Superior Historicamente Negras nos Estados Unidos. Parte das bolsas de estudo será oferecida pelo Programa Ciência sem Fronteiras e parte será destinada aos cursos de ciências humanas.
Os critérios de participação do programa serão definidos pela Secretaria de Alfabetização Continuada, Diversidade e Inclusão (Secadi) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Da Redação com Agência Brasil
Fonte: http://www.une.org.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Teresina receberá exposição sobre a trajetória da pessoa com deficiência

A abertura da exposição será às 9h, na Praça do Povo, na Alepi.

Camilla Melo

Exposição para Todos (Foto:Divulgação )   
Teresina receberá no perído de 11 a 28 de novembro a exposição "Para Todos: o movimento políticos das pessoas com deficiência, no horário de 8h às 14h, na Praça do Povo da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). O objetivo da exposição que está em seu segundo ano de itinerância é conscientizar a sociedade sobre a trajetória vivida pelos portadores de deficiência.
A exposição “Para Todos” permite a todas as pessoas o acesso às informações. A partir de  recursos multimídia – vídeos, áudio-guia, texturas e brinquedos acessíveis - os visitantes poderão fazer um passeio pela história da discriminação sofrida e da luta das pessoas com deficiência para terem seus direitos humanos garantidos. O conteúdo é abordado de forma lúdica e educativa. 
O público terá a oportunidade de conhecer a forma como essas pessoas reivindicaram espaço e deslocaram a luta pelos seus direitos do campo da assistência social para o campo dos Direitos Humanos". A exposição conta toda a trajetória dos desafios vividos pelas pessoas com deficiência para que todas possam entender e conhecer a realidade deles, bem como ressaltar a importância da acessibilidade em todos os lugares. Tornando esse mundo acessível a todos", pontua Vera Rotta, curadora da exposição.
O secretário de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Hélder Jacobina, destaca a importância de o Estado do Piauí estar recebendo a exposição. “Esse evento serve para demonstrar a força que o movimento político da pessoa com deficiência adquiriu ao longo dos anos. É um movimento que só tem agregado valores à sociedade, que fez com que surgissem diversas leis e garantiu direitos de quem até pouco tempo vivia à margem da sociedade. E o Piauí, como um dos Estados que vive essa mudança, recebe essa oportunidade de braços abertos”, ressaltou.
A Exposição Para Todos é realizada pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH/PR e OEI - Organização dos Estados Ibero Americanos, com apoio da Caixa Econômica Federal. No Piauí, o evento conta  com o apoio do Governo do Estado, por meio da SEID, e do Conselho Estadual de Desfesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONEDE-PI). 

Fonte: http://www.piaui.pi.gov.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

USP desenvolve implante intraocular para tratar diversos tipos de doenças

Com informações da Agência USP

Embora inicialmente esteja destinado para o tratamento de doenças da retina, o implante poderá futuramente ser utilizado no tratamento de doenças localizadas em outros órgãos e tecidos do corpo.

[Imagem: Pedro Bolle/USP]
USP desenvolve implante intraocular para tratar diversos tipos de doenças
Um implante intraocular desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto promete melhorar a visão de pacientes com uma série de doenças da retina, que podem levar à cegueira.

O implante tem aproximadamente o tamanho da ponta de um lápis e consiste na associação de um componente biodegradável (PLGA) com um medicamento, a dexametasona.
O dispositivo, que é implantado dentro do olho, usa a tecnologia de liberação prolongada de medicamento, fazendo com que ele se dissolva dentro do olho por aproximadamente 6 meses, sem a necessidade de o paciente usar colírios ou medicamentos orais durante este período.
O implante, resultado de dez anos de pesquisas, foi testado em 10 pacientes que participaram do primeiro estudo clínico da nova técnica.
Os resultados mostraram que o implante age em doenças vasculares da retina que levam à redução da visão e, em casos mais avançados, à redução da cegueira.
O tratamento poderá beneficiar pacientes portadores de várias doenças da retina, como edema de mácula (inchaço na área central da retina decorrente de oclusão vascular), retinopatia diabética, uveíte (inflamação da úvea, formada pela íris, corpo ciliar e coroide), degeneração macular e outras.
Várias dessas doenças afetam a população mais idosa, entre 50 e 70 anos - também serão beneficiados pacientes que sofrem de toxoplasmose ocular, degeneração macular relacionada à idade e retinite por citomegalovírus eendoftalmite.
Além dos olhos
Mas a técnica é muito versátil, e poderá ser aplicada em outras terapias.
Embora inicialmente esteja destinado para o tratamento de doenças da retina, o implante poderá futuramente ser utilizado no tratamento de doenças localizadas em outros órgãos e tecidos do corpo, podendo melhorar o tratamento e evitar efeitos adversos decorrentes da administração sistêmica de medicamentos.
Agora os pesquisadores prosseguirão para a segunda parte da fase de estudos, cujo início está previsto para janeiro de 2014, quando poderão participar em torno de 50 pacientes.
Também não há ainda previsão para início da comercialização, mas os testes clínicos em pacientes estão em fase avançada, o que constitui um pré-requisito para sua liberação.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Paralimpíadas Escolares.

Imagem http://www.oregional.com.br
PARALIMPÍADAS serão realizadas na próxima semana

Entre os dias 26 e 29 de novembro, a capital paulista será palco das competições que reunirão 1300 competidores de 26 estados e o Distrito Federal em 10 modalidades.

O estado de São Paulo será representado por 209 participantes, sendo 143 atletas e 66 integrantes da equipe técnica. A abertura acontece no dia 25, às 16h30, no Parque do Anhembi, em São Paulo. Este ano, as competições contarão com 2800 participantes, entre estudantes e equipe técnica, sendo 1300 atletas.

Os estudantes disputarão nas modalidades tênis em cadeira de rodas, voleibol sentado, atletismo, futebol para cegos, futebol para paralisados cerebrais, judô, goalball, bocha, natação e tênis de mesa.

O maior evento do gênero da América Latina será realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e pela Prefeitura Municipal de São Paulo. Os participantes são alunos com deficiência física, visual ou intelectual, com faixa etária entre 12 e 19 anos, matriculados em escolas do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares.


As Paralimpíadas Escolares buscam revelar novos valores e possíveis atletas para representar o Brasil nas Paraolimpíadas de 2016. Para a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, as paralimpíadas escolares de São Paulo vão deixar um legado importante e difundir o conhecimento necessário para a prática paradesportiva no ambiente escolar. 

COMPETIÇÕES 

Escola de Educação Física da Polícia Militar 
Rua Cruzeiro do Sul, 548 - Canindé 

26 a 29 de novembro 
Futebol de 5, Futebol de 7 e Goalball - 8h às 12h e das 13h às 18h 

26 a 28 de novembro 
Tênis em Cadeira de Rodas e Natação - 8h às 12h e das 13h às 18h 

29 de novembro 
Tênis em Cadeira de Rodas e Natação - 8h às 12h 

Palácio das Convenções no Parque Anhembi 
Prof. Milton Rodrigues, 100 - Parque Anhembi 

26 a 28 de novembro 
Bocha e Vôlei sentado - 8h às 12h e das 13h às 18h 
Judô - 8h às 12h 
Tênis de mesa - 13h às 18h 
29 de novembro 
Bocha e Vôlei sentado - 8h às 12h 

Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, Ibirapuera 
Rua Manoel da Nóbrega, nº 1361 - Entrada pela Av. Marechal Estênio lbuquerque de Lima 

26 a 29 de novembro 
Atletismo - 8h às 12h


Fonte:http://sentidos.uol.com.br/ - Imagem\http://www.oregional.com.br - 

"Matéria postada em caráter informativo"

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Alunos de escola estadual vendem rifa para ajudar colega deficiente físico

Aos 14 anos, uma brincadeira fez a vida de Ricardo Xavier de Matos mudar. Ele estava em uma represa com amigos e, após um acidente em 2009, perdeu os movimentos das pernas.   



Aos 14 anos, uma brincadeira fez a vida de Ricardo Xavier de Matos mudar. Ele estava em uma represa com amigos e, após um acidente em 2009, perdeu os movimentos das pernas. Depois de 4 anos, a solidariedade de professores e colegas da Escola Estadual Clodoaldo Nunes de Almeida, em Cacoal (RO), pode mudar o rumo dessa história. Para melhorar as condições de locomoção do jovem, hoje com 18 anos, o grupo fez uma rifa para comprar uma cadeira de rodas motorizada.

Em agosto de 2009 durante um banho com os amigos, Ricardo lembra que pulou de um balanço na represa. Com a queda sofreu uma lesão medular média, denomina tetraparesia. “Eu não tenho movimentos nas pernas e os movimentos dos meus braços são parciais, mas tenho grande sensibilidade nos membros”, conta.

Tarefas que antes eram desempenhadas com facilidade, como o acesso ao computador, precisaram ser readaptadas por ele. É na frente da tela que o garoto passa grande parte do seu dia quando não está estudando. A paixão é tão grande que Ricardo começou um curso profissionalizante de programador web.

Para o jovem, a maior dificuldade é a locomoção. Com a cadeira motorizada Ricardo deseja ter sua independência parcial de volta e conseguir ir a escola sem a ajuda da mãe, Rozani Francisco Xavier, de 41 anos. Ela empurra diariamente a cadeira de rodas do filho que pesa 86 quilos. “A minha coluna já não está aguentando, mas faço qualquer coisa para meu filho continuar estudando. Quando eu deixo o Ricardo na escola com os amigos, todo meu esforço é recompensado”, diz Rozani.

Para conseguir comprar a cadeira de rodas motorizada, a iniciativa de vender as rifas e montar o livro ouro foi da coordenadora do programa Ensino Médio Inovador, na escola Clodoaldo Nunes. “A ideia surgiu após uma conversa com o Ricardo, onde ele me disse que sua vida iria melhorar se tivesse uma cadeira motorizada”, conta Rose.

Para a venda das rifas a escola envolveu todos os alunos. Cada um ficou responsável por cinco rifas que estão sendo comercializadas a R$ 2. O prêmio será uma televisão de 29 polegadas, que a escola ganhou por meio de doação.

Outra ação da escola foi a criação do livro ouro do Ricardo. A cada R$ 10 doados uma mensagem é deixada ao jovem. “Esse livro é o ouro do Ricardo, pois é através dele que o aluno conseguirá conquistar seu sonho: adquirir sua cadeira motorizada” falou Rose.
A iniciativa já garantiu a arrecadação de R$ 3 mil. A expectativa dos envolvidos na ação é de que até o dia 25 de dezembro, no Natal, o valor necessário para a compra do equipamento - que varia entre R$ 7 mil e 14 mil - seja alcançado. Rifas e a assinatura no livro ouro podem ser adquiridas na Escola Clodoaldo Nunes de Almeida, localizada na Rua Presidente Médici, Bairro Jardim Clodoaldo, em Cacoal.



"Matéria postada em caráter informativo"

Assembléia Legislativa derruba veto a intérprete de Libras

Por maioria, a CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa deu parecer pela derrubada do veto total do Poder Executivo ao Projeto de Lei 128/13, que determina a manutenção de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em todos os locais públicos oficiais do Estado, incluindo as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).
 
Os deputados Marcio Fernandes (PTdoB) e Lidio Lopes (PEN) foram favoráveis à manutenção do veto. Amarildo Cruz (PT), Marcio Monteiro (PSDB) e Marquinhos Trad (PMDB) optaram pela derrubada.
 
De acordo com a autora do projeto, deputada Dione Hashioka (PSDB), a intenção é facilitar a vida de pessoas surdas que frequentam locais públicos e enfrentam dificuldade para se comunicar.

Ela lembra que tramita na Câmara dos Deputados um projeto semelhante, do deputado Neilton Mulin (PP-RJ), visando instituir a obrigatoriedade da inclusão de intérpretes de Libras em repartições públicas.

A proposta da 2ª vice-presidente da Assembleia Legislativa havia sido vetada porque o governo considerou que a medida esbarra na Constituição Estadual ao criar atribuições a serem desempenhadas por órgãos da administração direta do Poder Público Estadual, o que seria ato típico e reservado ao chefe do Poder Executivo.

Além disso, o governo argumentou que a proposta criaria uma despesa ao Estado não prevista na lei orçamentária e de competência exclusiva ao Poder Executivo.

Agora, a proposta segue para o plenário, que pode acompanhar a decisão da CCJR ou manter o veto.

"Matéria postada em caréter informativo"

Jovem prodígio com Síndrome de Down 'torna-se viral'

A história de Emmanuel Joseph Bishop, de 16 anos, está a ser divulgada pelas redes sociais e a correr o Mundo. Tudo por causa das suas capacidades enquanto violinista e no domínio de línguas, apesar de ter Síndrome de Down.


Menino prodígio com síndrome de downUm jovem com Síndrome de Down chamado Emmanuel Joseph Bishop toca violino e domina línguas como o inglês, o espanhol e o latim na perfeição. Uma história que está a tornar-se viral na Internet.

Emmanuel foi educado em casa pelos pais, que sempre acreditaram nas suas capacidades, aprendeu cedo a ler e descobriu com 6 anos a paixão pelo violino.
Para mostrar que a condição com que nasceu não o impediu de chegar onde chegou e a inspirar outros jovens com a mesma doença, o jovem tem partilhado a sua experiência em conferências um pouco por todo o Mundo.

 Click AQUI e veja o vídeo:


Fonte:http://www.fatospoliticos.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Após ser recusado em avião e navio, obeso não consegue viajar em trem

Kevin Chenais estava nos EUA desde 2012 para tratar desequilíbrio hormonal; empresa de balsa prometeu transportá-lo à França.


Da BBC

Kevin Chenais está hospedado em Londres, aguardando um transporte para a França (Foto: AFP)
Kevin Chenais está hospedado em Londres, aguardando um transporte para a França (Foto: AFP)
Um francês considerado clinicamente obeso teve sua viagem vetada em um avião, em um navio e agora também em um trem da empresa Eurostar, que liga Londres a Paris.
Kevin Chenais, de 22 anos, pesa mais de 220 quilos e estava nos Estados Unidos desde maio de 2012 para tratar um desequilíbrio hormonal.
Ele deveria voltar para a França pela British Airways, mas a companhia aérea se recusou a levar o jovem alegando que ele é muito pesado.
A família então tentou atravessar o Atlântico em um navio, o Queen Mary 2. Mas os proprietários do navio também recusaram Chenais.
A companhia aérea Virgin ofereceu passagens para Chenais e a família do aeroporto JFK, em Nova York, para Heathrow, em Londres.
"Foi muito gentil da parte deles", afirmou o jovem.
A família foi então recebida em Heathrow por um funcionário do consulado francês, que tentou ajudá-los a embarcar em um trem da Eurostar para Paris.
Mas, a Eurostar afirmou que não poderia levar Chenais devido aos regulamentos de segurança para a retirada de passageiros.
"O peso dele significa que nós não conseguiríamos cuidar dele ou carregá-lo para fora em caso de evacuação (do trem)" dentro do canal da Mancha, afirmou uma porta-voz da Eurostar.
A companhia informou que não existe um limite de peso para os passageiros e cada trem tem dois lugares para pessoas portadoras de deficiência ou com problemas de mobilidade. Mas os funcionários do trem precisam ser capazes de retirar cada uma daquelas pessoas do local em caso de emergência.
Nesta quarta-feira, uma empresa de transporte de balsa se prontificou a transportar Chenais à França, alegando estar acostumada a levar ambulâncias e pessoas com problemas de saúde pelo canal da Mancha, informa a agência PA.
Oxigênio
A porta-voz da Eurostar informou que Chenais está em um hotel perto do terminal da companhia na estação de St. Pancras, em Londres.

O destino final de sua família é a cidade de Ferney-Voltaire, perto da fronteira com a Suíça.
Kevin Chenais usa oxigênio extra com frequência e também precisa de cuidados regulares. E, apesar de elogiar a iniciativa da Virgin, de colocar a família em um voo entre Nova York e Londres, afirmou que o voo transatlântico foi 'terrível'.
"O voo foi muito difícil. Não parei de chorar", afirmou. "Eu estava muito incomodado, tenho muitos problemas com minha pele nas coxas e o assento era pequeno demais", acrescentou.
Mas, a indignação do jovem francês é maior contra a British Airways e contra os proprietários do navio Queen Mary 2, a companhia Carnival.
"Estávamos prontos para ir a bordo do navio, mas eles nos rejeitaram sem ao menos me ver, sem sequer tentar. Então estou muito bravo - duplamente bravo pois a British Airways (também) se recusou a me levar", afirmou.
A British Airways foi a companhia que levou Chenais para os Estados Unidos, segundo o pai do jovem, Rene, de 62 anos.
A companhia aérea britânica informou em uma declaração que sempre aceita passageiros "quando é possível e seguro".
"Infelizmente não foi possível acomodar de forma segura o passageiro e sua família, e foi oferecido reembolso total".
Fonte:http://g1.globo.com/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Salão exibe andadores robotizados para pessoa com deficiência motora ou visual

FELIPE NÓBREGA ENVIADO ESPECIAL A TÓQUIO


Enquanto a maioria dos salões internacionais de automóveis funciona como vitrine para lançamentos de carros, o Tokyo Motor Show é mais abrangente e desempenha o papel de uma verdadeira feira de mobilidade, reunindo soluções para os mais variados tipos de público.

Uma das novidades da edição 2013 da mostra japonesa é o Lighbot, uma espécie de andador robotizado desenvolvido pela empresa NSK que guia pessoas com deficiência visual por ruas ou dentro de ambientes repletos de móveis.

Felipe Nóbrega/Folhapress
NSK Lighbot detecta obstáculos e ajuda na locomoção de pessoas com deficiência visual
NSK Lighbot detecta obstáculos e ajuda na locomoção de pessoas com deficiência visual

Sensores detectam obstáculos e corrigem a rota. Para passeios mais longos, é possível acionar o GPS por comando de voz e deixar que o equipamento indique o caminho.

Conceito, ele ainda está em desenvolvimento e à procura de um investidor, por isso não tem estimativa de preço.

Assim como as pernas biônicas, idealizadas pela Honda para ajudar na locomoção de pessoas com deficiência física ou limitações de movimentos, como os mais idosos.

De acordo com técnicos da empresa, o sistema reduz em quase metade o esforço necessário para a pessoa caminhar ou subir escadas, por exemplo. O equipamento deve ser lançado no mercado asiático nos próximos anos.

                                                                                                                                                                                                 Divulgação
Honda apresenta em Tóquio a cadeira inteligente UNI-CUB

Honda apresenta em Tóquio a cadeira inteligente UNI-CUB

Outra solução apresentada pela Honda no Salão de Tóquio é a cadeira inteligente UNI-CUB, própria para deslocamentos em escritórios e espaços com restrição de circulação de veículos automotores. Basta inclinar o tronco na direção desejada para que o assento com rodas se desloque na velocidade de uma pessoa a pé.

Fonte: http://classificados.folha.uol.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"


O acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho

Por Vinicius Gaspar Garcia *


Desde os tempos remotos da nossa história, pessoas com diferentes níveis de limitação física, sensorial ou cognitiva buscaram formas de ocupação e trabalho. Trata-se de uma obviedade, mas é preciso dizer que sempre existiram, independentemente da época ou do país/região, pessoas com algum tipo de deficiência, seja na Grécia antiga, nos feudos da Idade Média, na França do século XVIII ou no Brasil em 2010. Ou seja, por mais que a questão da deficiência pareça ser um tema relativamente novo (e de fato é), um primeiro aspecto que deve ser levado em conta nessa discussão é a percepção de que a história deste grupo populacional não começou nas últimas décadas.


Entretanto, é legitimo argumentar que, ao longo da história, vem se modificando o “status social” destas pessoas. Da eliminação sumária ao nascer na História Antiga e mesmo depois do cristianismo, passando pelas experiências “científicas” de Hitler na Alemanha nazista já no século XX, percorremos um longo (e por vezes “invisível”) caminho para superar adjetivos como “inválidos”, “inúteis” e “excepcionais”. Hoje, apesar das mazelas sociais que milhões de pessoas com deficiência enfrentam no seu dia-a-dia, somos pessoas, somos cidadãos.

Colaborou decisivamente para isso o “Ano Internacional da Pessoa Deficiente”, definido pelas Nações Unidas em 1981. A partir daí, particularmente no Brasil, o grupo de pessoas com deficiência, assim como ocorre para outros segmentos populacionais historicamente discriminados, começou a identificar afinidades e direitos coletivos, organizando-se politicamente. Este caminhar leva à Constituição de 1988, onde estão definidos uma série de direitos relativos ao trabalho, educação e assistência social para os “portadores de deficiência”.

Entre 1988 e 2010, várias legislações foram elaboradas ou regulamentadas. A reserva de vagas nos concursos públicos, as cotas no mercado de trabalho, isenções fiscais, o benefício de prestação continuada (BPC) e as normas de acessibilidade são exemplos do nosso relativamente avançado arcabouço jurídico sobre este tema. Mais recentemente, o país internalizou e ratificou com força de emenda constitucional a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, instrumento fundamental na garantia de direitos e como parâmetro para revisão e aperfeiçoamento das leis nacionais.

Mesmo com esses avanços – tanto na história com a mudança de paradigma que “nos permitiu” ser cidadãos, como no campo jurídico com leis e Decretos que estabeleceram direitos – a participação no mercado formal de trabalho das pessoas com deficiência ainda é muito restrita. Quando se realizam estimativas, nas quais se adota critérios restritivos a partir dos dados do Censo de 2000, apenas algo em torno de 10% das pessoas com deficiência, em idade produtiva, estão no mercado de trabalho formal. Este percentual indica que um número muito elevado de pessoas com limitações físicas, sensoriais e cognitivas continua exercendo atividades informais, precárias e descontínuas, ou simplesmente não possui ocupação, vivendo com base em aposentadorias, pensões e/ou com o suporte familiar.

A reversão desse quadro não é tarefa simples. Em nossa opinião, isso exigiria ações em, pelo menos, cinco aspectos centrais: a) a ampliação do conhecimento público acerca das pessoas com deficiência e sua inserção no trabalho (com melhora no acesso aos dados do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego; b) as questões ligadas à legislação (não só em relação à chamada “Lei de Cotas”, mas também à legislação trabalhista/previdenciária; c) o fortalecimento da inclusão escolar e das possibilidades de qualificação profissional, inclusive dentro das empresas; d) a acessibilidade como conceito-síntese da sociedade inclusiva; e) a consolidação de novos paradigmas e formas de pensar a temática da deficiência, na sociedade em geral, mas especialmente entre os empregadores (empresários ou gestores públicos) e as próprias pessoas com deficiência.

Além de tudo isso, é preciso que as condições econômicas e sociais do país evoluam positivamente. O crescimento econômico acelerado, uma melhor distribuição de renda, serviços públicos com qualidade e programas sociais eficazes, dentre outros aspectos, são benéficos para todos, inclusive, naturalmente, para aqueles com algum tipo de deficiência. Por mais que existam especificidades, não há um mundo “específico” das pessoas com deficiência. Elas também sentirão os efeitos da melhora social mais geral, por isso que as políticas específicas – gratuidades, cotas, isenções, benefícios, etc. – não podem ser um fim em si mesmo, mas parte de uma estratégia mais ampla na qual, equiparando oportunidades, todos possam construir um país melhor, mais justo e humano.

* Resumo da Tese de Doutorado: Pessoas com Deficiência e o Mercado de Trabalho: Histórico e o Contexto Contemporâneo, apresentada ao Instituto de Economia da UNICAMP por Vinicius Gaspar Garcia, em dezembro 2010.

Fontes: O Autorhttp://www.inclusive.org.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Como as APAEs municipais poderão preparar sua cidade para a educação inclusiva

por: 

A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) decidiu apoiar a educação inclusiva na rede básica. Fechou sua escola especial, treinou seus professores para apoiar os alunos em sala de aula regular. De 80 alunos passaram a apoiar 400.
Muitas APAEs municipais tem a melhor disposição para aderir à educação inclusiva - de colocar suas crianças com crianças sem deficiência na rede básica - mas não o fazem devido à precariedade das escolas públicas locais.
No entanto, existem inúmeras linhas de apoio do MEC (Ministério da Educação e Cultura) às escolas, para se capacitarem. O acesso à elas depende apenas de munir a Secretaria de Educação do município, e a própria escola, de informações adequadas. 
Com o apoio das APAEs municipais, essa transição será muito mais rápida.
Pedi para a SEE (Secretaria de Educação Especial) do MEC um roteiro dos programas existentes, para orientar as APAEs de boa vontade a participar da construção desse modelo em sua cidade.
Da Secretaria de Educação Especial do MEC

Informações solicitadas por Luís Nassif
1 – Sobre o financiamento das instituições filantrópicas
De acordo com o Decreto nº 7611/2011, a União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, e a instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados nas classes comuns da rede pública de ensino regular.
Com vistas a estimular o acesso ao AEE, de forma complementar ou suplementar ao ensino regular, esse financiamento contempla a oferta do AEE em salas de recursos multifuncionais ou em Centros de AEE públicos, assim como, em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação, conforme art. 5º da Resolução CNE/CEB, n.º 4/2009.
A política pública de financiamento da educação especial estabelece:
- A dupla matrícula nos termos do art. 9º-A do Decreto nº 6.253/2007, assegurando a contabilização da matrícula do AEE no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, sem prejuízo da matrícula no ensino regular, com fator de ponderação mínimo de 1.20 cada matrícula, totalizando 2.40, minimamente. No caso das instituições conveniadas, o fator de ponderação restringe-se a 1.20 e a uma única matrícula, já que tal financiamento objetiva estimular a inclusão escolar;
- A destinação anual de recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE, em caráter suplementar, às escolas públicas e privadas sem fins lucrativos, que ofertem educação especial, para despesas de custeio, manutenção e pequenos investimentos de infra-estruturar física e pedagógica, conforme Resolução CD/FNDE, n° 10/2013;
- A destinação de recursos do Programa Nacional da Alimentação Escolar – PNAE para o atendimento de estudantes matriculados nas redes públicas de ensino e nas instituições conveniadas, nos termos do convênio com a rede pública de ensino e, devidamente, registrados no Censo Escolar MEC/INEP.
A celebração de convênio entre a Secretaria de Educação e as instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, poderá ocorrer quando for de interesse público, visando ampliar a oferta do atendimento educacional especializado, aos estudantes público alvo da educação especial, matriculados nas redes públicas de ensino.
Com a finalidade de concluir a transição entre o modelo substitutivo de educação especial para a modalidade transversal e complementar, tais convênios efetivam-se mediante os seguintes requisitos:
- Autorização de funcionamento da instituição pelo Conselho de Educação e a previsão de oferta do AEE complementar ou suplementar, no seu regimento e no Projeto Político Pedagógico;
- Efetivação da matrícula dos estudantes público alvo da educação especial no AEE, desde que regularmente matriculados na educação básica, conforme alínea “d” do Parágrafo único do art. 8º da Resolução CNE/CEB nº 4/2009;
- Prestação de serviços de acordo com as demandas da rede de ensino, definidas a partir da análise e parecer da Secretaria de Educação, responsável pela operacionalização da educação básica;
- Atendimento aos interesses públicos, conforme proposições pedagógicas estabelecidas na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008);
- Aprovação do PPP, pela Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, prevendo na parceria o atendimento às escolas urbanas, do campo, indígena, quilombola, nas diversas etapas ou modalidades;
- Disponibilização de recursos financeiros, previstos tanto no âmbito do FUNDEB, quanto no PDDE e PNAE, tendo como base as informações do Censo Escolar.
Destaca-se que os convênios para o atendimento educacional especializado, complementar ou suplementar à escolarização, tem caráter pedagógico, devendo ocorrer, portanto, sem prejuízo de outras parcerias efetivadas entre as instituições especializadas, que ofertam o AEE, com os demais órgãos públicos responsáveis pelas políticas de saúde, trabalho, assistência, dentre outras, para atender demandas de serviços clínicos, terapêuticos, ocupacionais, recreativos, de geração de renda, entre outros.
 2 – Sobre as ações de apoio às escolas públicas
O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite congrega um conjunto de ações em desenvolvimento nas diferentes áreas do Governo Federal, visando promover a inclusão social das pessoas com deficiência.
O eixo “Acesso à Educação” consolida as principais ações que vem sendo implementadas pelo MEC, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, dentre as quais, destacam-se:
 1. Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais
O Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais apóia a organização e a oferta do Atendimento Educacional Especializado – AEE, complementar ou suplementar à escolarização de estudantes público alvo da educação especial. As Salas de Recursos Multifuncionais dispõem de equipamentos, mobiliários e materiais pedagógicos e de acessibilidade, destinados a atender às especificidades educacionais dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
O Programa contempla as demandas das Secretarias de Educação apresentadas no Plano de Ações Articuladas – PAR, tendo como critério atender escolas públicas com matrículas de estudantes público alvo da educação especial em classes comuns do ensino regular, registradas no Censo Escolar INEP/MEC.
Cabe à Secretaria de Educação, indicar as escolas, por meio do Sistema de Gestão Tecnológica do Ministério da Educação – SIGETEC. Compete ao MEC/SECADI, adquirir e disponibilizar às escolas selecionadas, os mobiliários, equipamentos e materiais didáticos acessíveis, nos termos da Portaria SECADI/MEC, n° 25/2012. Em contrapartida, o sistema de ensino
Disponibiliza professor para oferta do AEE, espaço físico para instalação dos recursos, assim como, responsabiliza-se pela sua manutenção e segurança.
No período de 2005 a 2013, foram implantadas 37.800 Salas de Recursos Multifuncionais. Até 2014,
mais 4.200 Salas de Recursos Multifuncionais serão disponibilizadas, além de 30.000 Kits para atualização, totalizando 42.000 escolas com Salas de Recursos Multifuncionais implantadas, abrangendo todos os municípios brasileiros.
3. Programa Escola Acessível
O Programa Escola Acessível transfere, diretamente, às escolas públicas com salas de recursos implantadas, recursos financeiros, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para promoção de acessibilidade arquitetônica nos prédios escolares e aquisição de recursos de tecnologia assistiva. Por meio dessa ação, as escolas fazem adequação ou construção de rampas, de sanitários acessíveis e de vias de acesso; alargamento de portas, instalação de corrimãos e de equipamentos de sinalização visual, tátil e sonora; aquisição de cadeiras de rodas, e outros recursos de tecnologia assistiva para uso no ambiente escolar.
Cabe às escolas atendidas pelo PDDE Escola Acessível, apresentação de planos de atendimento por meio do Sistema de Monitoramento do Ministério da Educação – SIMEC, detalhando ações de custeio e capital para adequação arquitetônica, de acordo com a NBR n° 9050/2.004. Às Secretarias de Educação, cabe validar o Plano de Atendimento e remetê-lo ao MEC/SECADI, para análise e validação.
No período de 2008 a 2013, o Programa contemplou 47.541 escolas. Até 2014, o MEC/SECADI apoiará mais 10.000 escolas, atingindo 57.541 estabelecimentos de ensino.
3. Programa BPC na Escola
O Programa BPC na Escola consiste em ação interministerial desenvolvida pelos Ministérios: da Educação (MEC), do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS); da Saúde (MS) e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH - PR).
Essa ação objetiva realizar o monitoramento do acesso e permanência na escola das pessoas com deficiência, beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada – BPC, na faixa etária de 0 a 18 anos, identificando e eliminando as barreiras que obstam esse direito inalienável.
Para que essa ação intersetorial seja implementada nas demais esferas de governo, 3.654 municípios, 26 estados e o Distrito Federal aderiram ao Programa BPC na Escola, comprometendo-se com a instituição do Grupo Gestor Local, Grupo Gestor Estadual e Grupo Gestor Distrital, respectivamente.
Dentre as ações desenvolvidas pelo programa, destacam-se: pareamento anual, entre os dados do Censo Escolar MEC/INEP e os dados do Cadastro Administrativo do BPC/MPS; realização de pesquisa domiciliar para identificação das barreiras que impedem a efetivação do direito à educação deste grupo populacional; formação intersetorial dos integrantes dos Grupos Gestores, visando a elaboração e implementação de plano de ação intersetorial para a eliminação das barreiras identificadas.
Destaca-se que, desde a implementação dessa ação intersetorial, verifica-se o crescimento do número de matrículas de estudantes com deficiência, beneficiários do BPC, em termos absolutos e em percentual. Em 2007, foram identificadas 78.848 matrículas de beneficiários do BPC com deficiência, representando 21% do total de beneficiários, na faixa etária de 0 a 18 anos. Em 2012, foram identificadas 329.801 matrículas, correspondendo a 70,16 %.  Em termos absolutos, constata-se crescimento de 318,27 %, e em termos percentuais, verifica-se o crescimento de 49,16 pontos.
4. Programa Caminho da Escola – transporte escolar acessível
Com a finalidade de promover o acesso dos estudantes com deficiência, à escolarização e ao atendimento Educacional Especializado – AEE, essa ação prioriza os municípios com maior número de beneficiários do BPC, com deficiência, em idade escolar obrigatória, fora da escola. No período de 2011 a 2013, foram disponibilizados 2.000 veículos acessíveis. Até 2014, o MEC disponibilizará 2.609 veículos acessíveis, atendendo 1.530 municípios que efetivaram adesão, por meio do SIMEC, nos termos da Resolução CD/FNDE, n° 12/2012.
5. Educação bilíngüe – formação inicial de professores e tradutores/intérpretes da LIBRAS/Língua Portuguesa
A fim de promover a formação de professores e de tradutores/intérpretes da LIBRAS/Língua Portuguesa, foram criados 11 cursos de Letras/Libras em instituições federais de educação superior - IFES, ofertando 480 vagas, além de 12 cursos de pedagogia na perspectiva bilíngue, com 360 vagas ofertadas pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Em 2014, serão criados mais 16 novos cursos de formação de professores e tradutores/intérpretes da LIBRAS nas IFES, ofertando mais 640 novas vagas.
6. Programa Incluir – acessibilidade na educação superior
O MEC apóia as Instituições Federais de Educação Superior, por meio do Programa Incluir – acessibilidade na Educação Superior, integrante do Eixo I do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. Esta ação objetiva garantir as condições de acessibilidade aos estudantes com deficiência, por meio da eliminação de barreiras físicas, pedagógicas, nas comunicações e informações, nos ambientes, instalações, equipamentos e materiais didáticos.
Em 2012, foram apoiados 55 projetos de criação e consolidação de Núcleos de Acessibilidade em IFES, com investimento de R$ 3.000.000,00. Em 2013, estão sendo apoiados 55 projetos, com investimento de R$ 11.000.000,00.E, até 2014, 63 Núcleos receberão investimentos de R$ 16.000.000,00, para implementar projetos de acessibilidade física, pedagógica, de comunicação e informação.       
7. Programa de Formação Continuada de Professores em Educação Especial
O Programa objetiva apoiar os sistemas de ensino na formação continuada de professores, com a oferta de cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização, na modalidade presencial e a distância, no âmbito da Rede Nacional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública – RENAFOR.
Os cursos destinam-se aos profissionais de escolas públicas, com matrículas de estudantes público alvo da educação especial, contemplando também, a demanda social identificada na comunidade escolar, visando apoiar o seu desenvolvimento inclusivo.
No âmbito do PDE interativo, a área temática Educação Especial apresenta sete cursos, dentre os quais, um de especialização e seis de aperfeiçoamento. Para o curso deAtendimento Educacional Especializado na Perspectiva da Educação Inclusiva, em nível de especialização. Recomenda-se para este curso, a inscrição de professores licenciados em nível superior, vinculados a escolas com salas de recursos multifuncionais implantadas. O curso deAcessibilidade na Atividade Física Escolar destina-se a professores de Educação Física de escolas com matrícula de estudantes público alvo da educação especial. Aos gestores escolares, está disponível o curso A Gestão do Desenvolvimento Inclusivo da Escola e, aos professores que atuam ou atuarão no atendimento educacional especializado - AEE, independentemente de sua formação, estão disponíveis os seguintes cursos de aperfeiçoamento: Atendimento Educacional Especializado na Perspectiva da Educação InclusivaO Ensino da Língua Brasileira de Sinais na Perspectiva da Educação BilíngüeO Ensino do Sistema Braille na Perspectiva da Educação Inclusiva O Uso Pedagógico dos Recursos de Tecnologia Assistiva. Este último apresenta 20% do número total de vagas preenchidas por professores, disponíveis ao atendimento de demanda social. Tal ação objetiva apoiar os sistemas de ensino na organização e oferta do Atendimento Educacional especializado aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados nas classes comuns do ensino regular, bem como, promover práticas pedagógicas inclusivas.
A implementação dessas ações resultou na ampliação do acesso das pessoas com deficiência tanto na educação básica, quanto na educação superior. Na Educação básica foram identificadas 820.433 matrículas de estudantes público alvo da educação especial, dentre as quais, 76%, em classes comuns do ensino regular. Na Educação Superior, verificaram-se 27.323 alunos, sendo 30% das matrículas em Instituições Públicas de Educação Superior.
Martinha Clarete Dutra dos Santos
Diretora de Políticas de Educação Especial
"Matéria postada em caráter informativo"