sábado, 30 de novembro de 2013

«Piercing» na língua é esperança para tetraplégicos

Nova técnica permite controlar cadeiras de rodas e computadores com simples movimentos dentro da boca.

Por: Redacção / AR  

Piercing na língua ajuda a conduzir cadeira de rodas (Reuters)
Uma equipa de cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, criou um «piercing» corporal magnético que permite controlar cadeiras de rodas e computadores através de um movimento com a língua.

Os investigadores acreditam que a nova técnica pode transformar a maneira como as pessoas interagem com o mundo depois da paralisia, noticia a BBC.



Piercing na língua ajuda a conduzir cadeira de rodas (Reuters)
Os tetraplégicos já possuíam diversas opções hoje em dia, inclusive a tecnologia «inspire e expire», utlizada pelo ator norte-americano Christopher Reeve antes de ter falecido em 2004, na qual a cadeira de rodas é manobrada pelo ato de se respirar dentro de um tubo. Mas Maysam Ghovanloo, professor assistente de engenharia de computadores no Instituto de Tecnologia da Geórgia, queria criar uma tecnologia que fosse mais agradável esteticamente, sem tubos a obscurecer o rosto, e mais intuitiva para os utilizadores, que proporcionasse melhor controlo e maior flexibilidade.

Piercing na língua ajuda a conduzir cadeira de rodas (Reuters)
Depois de ter trabalhado durante mais ou menos cinco anos no sistema de controlo de cadeiras de rodas pela língua, Ghovanloo realizou os testes clínicos em conjunto com a Northwestern, o Instituto de Reabilitação de Chicago e o Centro Shepherd, em Atlanta. Os resultados aparecem agora publicados no jornal «Science Translational Medicine».


Para conduzir a cadeira de rodas, o paciente tem que usar um capacete com sensores que captam o sinal magnético do «piercing». Mover a língua para o canto superior esquerdo da boca, por exemplo, faz com que a cadeira se mova para a frente. Um toque em cada dente, outro exemplo, pode sinalizar um tipo diferente de comando, de ligar a televisão, atender o telefone ou abrir a porta.

Em declarações à BBC, Maysam Ghovanloo explica que decidiu usar a língua porque queria tirar vantagem de algumas das funções ainda existentes em pacientes severamente deficientes. 

«A língua não se cansa com facilidade e geralmente não é afetada por uma lesão na espinhal medula porque está diretamente ligada ao cérebro através de um nervo craniano», explica.



Fonte:http://www.tvi24.iol.pt/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Congresso Discute a Possibilidade de Afastar Crianças com Deficiência do Ensino Regular

Por: José Deoclécio de Oliveira e Sônia Dezute





Uma política vil que vem acontecendo há décadas e que tem na vanguarda o mesmo segmento da cultura coronelista; uma imoralidade que sustenta algumas famílias e empresas de poder. E saibam mais, quem denuncia leva "chumbo!

Na reabilitação clínica e neurológica é lamentável o comportamento de algumas entidades, que se auto intitulam patrocinadores de atos filantrópicos vendendo uma imagem que na prática é outra. Elas criam uma ilusão que promete absorver todas as demandas, mas não o fazem. Nossos representantes políticos endossam e se omitem em criar políticas públicas que coíbam tal engodo.

Na verdade essas entidades rejeitam a grande maioria que as procuram, alegando que as patologias são graves, de difícil progresso e, assim, escolhem os menos graves, de curto e médio período de tratamento e com maior retorno de resultados. Não há respeito, solidariedade, transparência, tampouco coerência.



Vamos lá tentar uma vaga nas entidades, que se fazem em cima de angariar dinheiro em campanhas; a fila de espera por um procedimento pode superar os três anos. Recebem doações para os ricos e privilegiam apadrinhados.

Inocentemente as pessoas falam na responsabilidade do governo e ponto. Esquecem-se que não podemos fechar nossos olhos ao sistema de lobby, poder de famílias poderosas e empresas que se valem da indústria da deficiência na pressão dentro das câmaras; isso é um poço sem fundo. Poder, pressão, lobby, troca de interesses dentro das câmaras, sempre impediram e querem continuar impedindo as mudanças que realmente interessam à grande massa da população.

No debate sobre a Inclusão Escolar temos uma grande parcela do segmento das pessoas com deficiência, incluindo adultos, que tem plenas condições de se integrarem dentro das Escolas Regulares, desde que, é claro, se capacite profissionais da área e se façam as adaptações estruturais de acessibilidades e de forma a não sobrecarregar o professor.

Outra parcela, porém, necessita de um cuidado maior, com monitoramento médico, psiquiátrico ou aparelhos e medicações que somente a estrutura de uma entidade afim, poderia lhes oferecer. A essa outra parcela deve-se apreciar o risco de estar dentro de uma escola regular, pois que a ela cabem cuidados ambulatoriais de período integral.

Portanto criar um modelo único, generalizando e radicalizando pode ser uma trajetória muito mais perigosa, que foge ao entendimento de grupos e políticos leigos. Acreditamos que, quem deve entender se uma pessoa tem ou não condições de participar de uma escola regular, ainda são as famílias e os profissionais da área qualificados em psicologia pedagógica; os neurologistas, os fisiatras, os psiquiatras.

Não podemos deixar que um grupo de interessados e políticos padronizem as necessidades dos estudantes com deficiência. Nossa sociedade é dinâmica, os avanços são inevitáveis e não podemos deixar retroceder simplesmente para satisfazer os interesses de grupos e de políticos que visam interesses pessoais.

"Em alguns casos a igualdade se revela na forma como se pratica a exceção"!

Fonte:http://gislenedaviramos.blogspot.com.br/ -  "Matéria postada em caráter informativo"

Deficiente não terá fator na aposentadoria

O fator previdenciário, índice aplicado às aposentadorias por tempo de contribuição, é visto como o grande vilão dos benefícios do INSS.
Fernanda Brigatti do Agora

Imagem Internet ilustrativa
Na nova aposentadoria do deficiente, no entanto, o fator só será aplicado se for resultar em um benefício maior para o segurado.

As regras mais vantajosas ao segurado com deficiência foram garantidas com a lei complementar 142, aprovada pela presidente Dilma em 8 de maio.

A lei garante o cálculo mais vantajoso para o deficiente que pedir o benefício por tempo de contribuição: ou seja, "o fator previdenciário nas aposentadorias, se resultar em renda mensal de valor mais elevado."

Isso quer dizer, por exemplo, que uma segurada com 51 anos de idade (média de idade das aposentadorias das mulheres) que pedir a aposentadoria com 28 anos de contribuição, fugirá de um fator 0,582, que resultaria em um desconto de 40% sobre a média de seus salários.

Esse tempo mínimo de contribuição é o estabelecido pela lei para mulheres com deficiência leve.

Na aposentadoria por idade do deficiente, o INSS deverá seguir a mesma regra aplicada hoje para os demais segurados que pedem o benefício.

O fator previdenciário só será aplicado quando resultar em um valor melhor.

Isso tende a ocorrer somente quando o segurado já soma 30 anos de contribuição.

Para o deficiente, o tempo mínimo exigido para aposentadoria por idade é o mesmo: 15 anos.

O decreto que iniciará a aposentadoria do deficiente será assinado no dia 3 de dezembro por Dilma.

Fonte:http://aposentadosolteoverbo.org/Imagem Internet ilustrativa - "Matéria postada em caráter informativo"

Sem rótulo, escola em São Paulo é sucesso de inclusão

                                                                                                                                                           

                                                                                                                                                                             crédito SP PIC/ Fotolia.com
             

Crianças só podem ingressar no Colégio Viver, em Cotia, na Grande São Paulo, a partir do momento em que começam a andar. Sem conhecer a escola, a regra pode parecer aleatória ou apenas para restringir o trabalho feito no ensino infantil, mas diz muito sobre a instituição, que fica num sítio arborizado e incentiva a construção da autonomia desde os primeiros anos até o final do ensino fundamental 2.
Numa área em que se cria coelhos, galinhas, com um gramado em terreno com inclinações, os pequenos do Viverzinho, como é chamada a pré-escola, são deixados soltos e livres para decidir o que querem fazer: correr, brincar com os animais, se jogar na areia ou no gramado. As três profissionais que são responsáveis pelas cerca de 30 crianças em cada turno promovem atividades como oficinas de capoeira e artes, mas cada um decide se quer participar ou se prefere fazer outra coisa, como desenhar ou olhar livros. E não há divisão por idades, todos convivem no mesmo ambiente.
Essa experiência é o início de uma jornada que utiliza uma mistura de linhas pedagógicas para que seus alunos gostem de aprender. A pré-escola do Colégio Viver foi criada há 37 anos, e há 15 anos a instituição começou a oferecer também o ensino fundamental. A ampliação foi feita aos poucos – na medida que os alunos foram crescendo, novas turmas eram criadas – e permitiu que a organização e métodos fossem adaptados de acordo com a demanda e os desafios encontrados. Essa prática, aliás, continua sendo aplicada,  segundo Maria Amélia Cupertino, uma das sócias e diretoras da escola que recebeu a reportagem do Porvir no local. “O que diferencia uma escola não é o princípio que segue, mas como faz ele funcionar. E isso passa por como organiza o cotidiano escolar das crianças, como orienta as atividades dos professores, que tipo de ambiente proporciona”, explica Maria Amélia.
No ensino fundamental, cuja sede fica em uma casa com varanda simples, rodeada por gramado, quadra esportiva ao ar livre e hortas no lado oposto à sede do Viverzinho, alunos ou professores podem convocar assembleias para decidir sobre questões importantes do cotidiano escolar como o uso de equipamentos eletrônicos, as regras do refeitório e das disciplinas optativas. Além disso, dentro de uma aula, os estudantes são convidados a escolher entre temas que querem estudar, livros que querem ler, projetos que querem fazer.
Para cada um dos 150 alunos são estabelecidos objetivos claros em conjunto com a família. E de acordo com suas características, eles podem ser agrupados por faixa etária, ciclo escolar e interesse. Tem momentos em que estudam junto com a sua turma, em outros com alunos mais velhos ou mais jovens.
Ou seja, tem princípios fortes da escola democrática. Mas Maria Amélia explica que nem tudo é exatamente como em outras instituições desse tipo. “Não decidimos tudo em assembleia. Os meninos têm contato direito com a gente. Nem sempre precisamos da estrutura formal, são feitas reuniões a qualquer momento. A postura democrática está presente, mas dentro desse princípio a gente se reinventa o tempo todo”, conta.
Entre as principais diferenças do Viver para uma escola democrática clássica, na avaliação da diretora, está a relação entre o individual e o coletivo. “Como na democrática é o aluno que escolhe sempre o que quer estudar, muitas vezes se envolve em propostas muito particulares. Temos ao mesmo tempo um respeito muito grande pelo indivíduo e uma proposta de produzir coletivamente”, explica.
Como exemplo, ela relata o envolvimento de todos nas semanas temáticas promovidas no Viver, nas quais a escola para as atividades regulares para atuar em torno de uma área (humanidades, artes, ciências, olimpíadas). Nesses períodos, professores promovem oficinas, profissionais de fora da escola dão palestras e alunos desenvolvem projetos coletivos que eles podem escolher, mas devem ser relacionados ao tema da semana.
Isso não significa que a escola não respeite a individualidade dos estudantes. Para cada um dos 150 alunos são estabelecidos objetivos claros em conjunto com a família. E de acordo com suas características, eles podem ser agrupados por faixa etária, ciclo escolar e interesse. Tem momentos em que estudam junto com a sua turma, em outros com alunos mais velhos ou mais jovens. Algumas atividades são bastante focadas em desenvolver o aprendizado pela experiência, outras no raciocínio.
A dança das cadeiras também ocorre entre os professores. Já no ensino fundamental 1, em que cada turma tem um professor, são promovidas atividades paralelas que proporcionam o contato dos alunos com diferentes educadores.
Inclusão
Embora ainda existam alguns casos raros de reprovação, a avaliação dos alunos no Viver é feita de várias formas – projetos, trabalhos, autoavaliação e, eventualmente, até provas –, mas o mais importante é o portfolio do aluno, onde se pode acompanhar a evolução dele. A partir desses elementos, é feito um relatório para cada um.
Por isso, a escola é muito procurada por famílias com filhos com algum tipo de dificuldade, das mais simples, como déficit de aprendizagem, até as mais graves, como autismo.  “Temos alunos no 7º ano que não são alfabetizados e não serão. Usamos gravador para ajudá-los ou colocamos alguém de escriba deles. Conseguimos trabalhar porque temos claro a expectativa que podemos ter para cada criança. O modelo em termos de objetivos é individualizado. Em termos de ferramentas também é adaptado”, diz.
Além da clareza nos objetivos individuais, outro fator importante para a forte inclusão no Colégio Viver é a transparência com que a questão é tratada. Em vez de esconder e não falar, a equipe pedagógica incentiva pais e professores a contarem aos colegas quando um aluno apresenta alguma dificuldade.
“Tínhamos um aluno com Síndrome de Asperger que evoluiu muito intelectualmente e até socialmente, mas os colegas achavam que ele era esquentadinho. Quando perceberam o que ele tinha, a relação passou a ser outra”, exemplifica.
Segundo Maria Amélia, trabalhar a inclusão dá bastante trabalho, mas é recompensador para todos os alunos. “Semana passada fomos para Ubatuba em uma viagem de estudo de meio, fizemos trilha. Mas temos aluna cadeirante. Os professores aprenderam como colocar ela nas costas e a menina participou de tudo. Foi bonito ver como os outros alunos a ajudaram. Uma coisa boa de ter essas dificuldades na escola é que a gente cria pessoas mais tolerantes, sensíveis e compreensíveis”, comemora.
Fonte:http://porvir.org/ -  "Matéria postada em caráter informativo"

Deficiente auditiva usa Libras para dar dicas de maquiagem

Larissa Jorge mantém o blog 'Brilho de Diva'. Os vídeos também têm legendas em português e inglês, para pessoas ouvintes também acompanharem.

A deficiente auditiva Larissa Jorge passou por cima de suas barreiras de comunicação e resolveu ajudar outras mulheres surdas a se arrumarem bem. Em seu blog “Brilho de DivaSite externo.”, ela posta vídeos que produz explicando em Libras como fazer maquiagens.

Os vídeos também têm legendas em português e inglês, para pessoas ouvintes também acompanharem.

Confira as dicas de maquiagem em Libras no blog “Brilho de Diva”. Veja ainda um vídeo de Larissa Jorge contando sua história:




Fonte: http://vidamaislivre.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"




Calçada põe em risco pedestres e cadeirantes

THIAGO ROVÊDO

Administração Regional enviaria equipe ao local para verificar situação

TodoDia Imagem
O que era para ser uma passagem para pessoas com deficiência acabou se tornando uma perigosa armadilha na Avenida das Amoreiras, dentro do corredor de ônibus sentido Centro, no bairro São Bernardo, em Campinas.
A calçada, danificada, dificulta a vida tanto de cadeirantes quanto de pedestres.

“A prefeitura tem de tornar a cidade mais acessível para todos, principalmente nas vias mais importantes que dão acesso ao Centro. Já tive dificuldades ajudando um cadeirante a passar por esse lugar, então, imagine para quem está sozinho. É impossível passar” afirmou a estudante Tatiana Faria Nunes, 28.

ATROPELAMENTO

O perigo no local é que, caso a tentativa de passar com a cadeira de rodas seja frustrada, a pessoa pode cair no corredor de ônibus e ser atropelada. “É complicado passar por aqui do jeito que está para qualquer um. O problema é que ninguém faz nada, e o governo vai empurrando com a barriga”, afirmou o estudante Gustavo Palagrin, 23.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Serviços Públicos informou que a AR (Administração Regional) 6, que cuida do bairro, já está ciente do caso e iria até o local para verificar as providências necessárias para a manutenção da calçada.

Fonte: http://portal.tododia.uol.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Menina com hidrocefalia volta a ser operada na Índia


NOVA DELHI, - A menina indiana que sofre de uma rara doença que quase dobrou o tamanho da sua cabeça e que gerou um movimento de generosidade por causa de sua situação de saúde, voltou a ser operada nesta sexta-feira, declarou um neurocirurgião.

Roona Begum, de dois anos, já tinha sido operada várias vezes em maio e junho para drenar o líquido que tinha inchado sua cabeça, permitindo reduzindo o tamanho do seu crânio.

A menina teve que voltar em novembro a um hospital cerca de Nova Délhi para uma nova cirurgia destinada a tirar alguns ossos do crânio, que depois serão implantados novamente, para diminuir o peso de sua cabeça.

"Nós tentamos reduzir o tamanho e o peso da sua cabeça para fortalecer os músculos do seu pescoço", explicou esta sexta-feira à AFP o neurocirurgião Sandeep Vaishya, depois de uma última operação no Fortis Memorial Research Institute.

Roona Begum nasceu com uma grave anomalia neurológica que se manifestou no aumento do volume dos espaços que contêm o líquido cefalorraquidiano e que provoca uma pressão no cérebro.

A circunferência de sua cabeça chegou a medir 94 centímetros, ou seja, quase duas vezes o normal para uma menina de sua idade, razão pela qual não podia se manter erguida nem deslocar-se engatinhando.

As operações que fez na primavera permitiram reduzir a circunferência de seu crânio a 58 cm.

As fotos da menina tiradas por um fotógrafo da AFP no começo de abril em uma remota região do nordeste da Índia, estado de Tripura, emocionaram leitores e internautas no exteriores. Alguns deles lançaram uma campanha para arrecadar fundos destinados a financiar sua operação.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/  "Matéria postada em caráter informativo"

Estudantes criam protótipo de pulseira que traduz língua de sinais

Estudantes da Universidade da Ásia criaram um conceito capaz de diminuir as barreiras de comunicação com deficientes auditivos através da linguagem de sinais. Batizado de Sign Language Ring, este dispositivo é composto de uma pulseira e 6 anéis, que funcionariam como um tradutor de gestos para fala e vice-versa.

O design foi inspirado nos colares budistas usados em orações. Quando vestidos, o usuário teria que colocar 3 anéis em cada mão, que, com sensores de movimentos, interpretariam o que o deficiente estivesse falando, emitindo a tradução por uma caixa de som na própria pulseira. Os anéis poderiam ser presos à própria pulseira, facilitando o transporte e não exigindo o uso constante pelo usuário.















O sistema também teria ainda um microfone, com o intuito de captar o que a outra pessoa fala, traduzir para texto e exibir em uma pequena tela de LED presente na pulseira. O sistema também permitiria ao deficiente gravar movimentos próprios, personalizando o equipamento com movimentos específicos do usuário.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 360 milhões de pessoas no mundo são deficientes auditivos. Dispositivos como esse poderiam facilitar a inclusão dessas pessoas na sociedade. O conceito foi um dos vencedores do prêmio de design Red Dot, que é realizado anualmente. Agora é torcer para que algum dia ele se torne um produto e chege ao mercado.

Fonte: site Techtudo por Emanuel Schimid T. 

"Matéria postada em caráter informativo"

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tantra para pessoas com lesão medular



tantra
As lesões medulares afetam 30 pessoas a cada 1 milhão de habitantes, principalmente homens na faixa etária entre 20 e 30 anos com acidentes automobilísticos. Sob o ponto de vista biomédico, observa-se a existência de danos ou anormalidades estruturais e funcionais do corpo, que passa a apresentar alguma incapacidade.

As paraplegias resultam de lesões (traumáticas ou não), que comprometem os segmentos medulares, ocasionando perda total dos movimentos e da sensibilidade dos membros inferiores. Como consequência, é possível ocorrerem perdas relacionadas com as excreções das funções sexuais (como ereções, ejaculações e fertilidade).
É comum que ocorra a insensibilidade das regiões abaixo das lesões, com a inibição das estimulações táteis, mas o desejo sexual persiste, apesar das sequelas do trauma. Nossa experiência demonstra que a persistência dos estímulos nos músculos sexuais e nos tecidos adjacentes provoca a reorganização funcional dos agentes da erotização dos tecidos, do prazer e do orgasmo.
A ênfase do nosso trabalho é aumentar as áreas de sensibilidade que produzem a excitabilidade sexual, pois a incontinência sexual acarreta um maior dano e comprometimento desses tecidos orgânicos, responsáveis pelo prazer. Nossa experiência, respeitando os danos causados pelas lesões, demonstra que é possível recuperar gradualmente as percepções e sensibilidade através de estímulos localizados nos músculos sexuais, num processo de reorganização funcional com enfoque eminentemente terapêutico.
Estudos comprovam que o toque permanente em regiões sem alguma sensibilidade proporciona novas ramificações de células condutoras que estimulam o cérebro a criar novos caminhos entre Vias Aferentes e Vias Eferentes.
Os terapeutas credenciados especializados nessa abordagem atuam justamente no resgate e na recuperação das conexões do prazer com os sentidos. O resultado manifesta-se no corpo físico, pela descoberta de novas formas de prazer e de orgasmo.
Nosso trabalho irá afetar a forma como a pessoa portadora de necessidades especiais respira, sente, atua e compartilha o prazer e o êxtase, reorganizando novas informações e estímulos vinculados aos músculos sexuais. O prazer torna-se mais real, sem o uso da fantasia, dando oportunidade ao corpo para criar novas conexões neurológicas.
Você irá aprender novas técnicas que irão aprofundar a sua intimidade, criando maior contato com o seu centro de energia, mais relaxamento e confiança, harmonizando-se e integrando-se a um estado de paz e harmonia.
A sexualidade das pessoas portadoras de necessidades especiais é muito mais complexa do que se pode imaginar. Assim como ocorre com todas as pessoas, não dá para dizer que os corpos reagem de forma igual aos estímulos. Os resultados do trabalho dependerão de alguns fatores, como altura da lesão na medula, gravidade da fratura, capacidade psicológica para enfrentar o problema e a qualidade no processo de reabilitação.
Nem todas as pessoas chegam a ter comprometimento da função sexual após a lesão. Para essas, o ganho do trabalho poderá ser mais enriquecedor. No entanto, deixar de trabalhar os estímulos sexuais pode ocasionar um aumento significativo da perda da libido e um comprometimento definitivo nos tecidos orgânicos relacionados com o prazer, principalmente nos genitais. Os músculos sexuais ficam demasiadamente frouxos e, sem uma tonificação adequada, acabam atrofiando completamente as funções sexuais.
No Tantra, você aprenderá que existem diferentes tipos de orgasmo, relacionados a estímulos provocados de diferentes densidades, usados especialmente para essa finalidade. Os estímulos foram especialmente elaborados para ativar as vinculações nervosas, proporcionando novas informações sensoriais e respostas motoras. Por exemplo, o clitóris está ligado a apenas um dos quatro conjuntos de nervos envolvidos com o prazer sexual, o “pudendo”. O colo do útero tem três nervos relacionados às informações funcionais orgânicas e de prazer, o “pélvico”, o “hipogástrico” e o “vago”.
Antigamente, acreditava-se que o nervo vago passava por dentro da coluna vertebral e terminava no intestino. Mas o nervo vago se estende por fora da medula saindo diretamente do cérebro, desce pelo pescoço, passa pelas cavidades torácica e abdominal e chega até a região pélvica. A primeira evidência de que havia enervações do vago no colo do útero e talvez na vagina foi publicada em 1990, com base em um estudo com ratos. (Sielo 2009).
Alguns homens e mulheres com lesão na coluna, observados em estudos anteriores, tiveram orgasmos sem precisar de toques genitais. Uma carícia no ombro ou no pescoço em alguns casos bastava. Provavelmente devido a uma hipersensibilidade na área da lesão, segundo os autores, essas pessoas sentiam dor ou prazer com facilidade.
Fisiologicamente , o corpo responde a estímulos de toque, mas para isso é preciso saber tocar e saber fazer o outro sentir também. Os trabalhos desenvolvidos com o Tantra, no Centro Metamorfose, têm proporcionado excelentes resultados com pacientes, homens e mulheres, que, por algum motivo, tiveram perdas pequenas ou médias de sensibilidade corporal, relacionados à ereção, à ejaculação e ao orgasmo, perante as estimulações de caráter sexual. Para esses pacientes, poder sentir de 1 a 10 % de sensibilidade sexual já representa um ganho excepcional que justifica o investimento nos tratamentos de recuperação neuro-funcional.
Nosso trabalho de reorganização sensorial objetiva criar novas inervações sensitivas mecânicas, favorecendo a formação de novas sinapses neurológicas que conduzam a experiência sensorial para o encéfalo, criando o reconhecimento neuronal do prazer e do toque, acordando os atributos dos tecidos erógenos do corpo, capazes de levantar a energia a um nível satisfatório para uma experiência de êxtase, de orgasmo e de prazer. Cada corpo responde de formas diferentes, produzindo os novos caminhos informativos pelo corpo.
Através de uma compreensão que vai além da fisiologia, contestamos a idéia de que a ausência de sensibilidade nos genitais está associada à indiferença ao sexo. Nosso trabalho se fundamenta principalmente na produção dos humores corporais, os hormônios, fazendo com que o cérebro responda e atue, independentemente da genitália, na gênese da experiência erótica, fazendo com que as pessoas que passaram por lesões raquimedulares redescubram o desejo e a satisfação de compartilhar o prazer sexual com seus parceiros.
Na lesão medular o impulso sexual está integralmente preservado, podendo permanecer oculto no desequilíbrio emocional subsequente à lesão. O trabalho de suporte terapêutico através dos estímulos adequados nos músculos sexuais fará com que, dentro de semanas ou meses, recuperem suas funções sexuais.
As pessoas com paraplegias necessitam de ajuda na reconstrução de sua identidade sexual, uma elaboração de uma nova imagem corporal que recupere a auto-estima. Novos estímulos, especialmente elaborados no Centro Metamorfose, podem ajudar a reconstruir os papéis de vitalidade dos componentes masculino e feminino presentes no corpo e no psiquismo de nossos clientes especiais.
Existe a idéia pré-concebida de que um corpo fisicamente limitado será também um corpo sexualmente limitado, o que não corresponde à realidade. Existem inúmeras possibilidades alternativas para a manifestação da sexualidade, para a obtenção do prazer e para a perspectiva de trocas de intimidade para as pessoas portadoras de necessidades especiais, afastando a idéia de que o deficiente físico é assexuado.
Os benefícios que o trabalho pode proporcionar são:
  • Aprender a se relacionar com maior abertura e confiança, ser mais alegre e mais expansivo(a).
  • Conhecer e compartilhar do universo feminino/masculino, interagindo com a criatividade e o amor de forma livre, responsável e aberta.
  • Conhecer os aspectos sensoriais do seu corpo e do corpo feminino/masculino, aprendendo a obter os melhores resultados que mobilizem o prazer e o orgasmo, com ressonância em si mesmo(a).
  • Melhorar a sua performance e desenvolver novas habilidades no trato com a sexualidade.
  • Curar as dores relacionadas às atividades sexuais, sejam dores emocionais ou dores presentes nos músculos e órgãos sexuais.
  • Aprender como obter melhores e intensos orgasmos.
  • Descobrir novas perspectivas de orgasmos: Orgasmos secos, Múltiplos Orgasmos, Orgasmos de Vale, Orgasmos Contínuos, Orgasmos de Corpo Inteiro e a maravilhosa Experiência Oceânica, o Orgasmo da Unio Mystica, a fusão em comunhão do Masculino e do Feminino.
  • A Experiência Tântrica é repercussiva e amplia a satisfação e o prazer para outras áreas da sua vida.
  • Obter maior consciência corporal.
  • Conhecer aspectos da anatomia, a sua e a de seu(sua) parceiro(a).
  • Despertar regiões sensoriais adormecidas.
  • Conectar a voz, a expressão, a comunicação e a respiração consciente às sensações que experimenta.
  • Reconhecer e controlar os estados de excitação a fim de ajustar-se às experiências ao ritmo do(a) parceiro(a).
  • Mobilizar a energia em espiral ascendente, preparando o volume e a intensidade orgástica.
  • Sensibilizar diversos grupamentos musculares em concomitância, amplificando a rede de músculos relacionadas com o orgasmo.
  • Potencializar o condicionamento dos músculos ejaculatórios, preparando-os para maior volume de orgasmos e orgasmos múltiplos para homens e mulheres.
  • Reconhecer os diversos pontos de prazer, através dos sentidos.
  • Movimentar e mobilizar a energia (Sahaja) de forma intencional e consciente.
  • Aumentar a intimidade, a entrega e a confiança, resgatando as relações.
  • Desenvolver a sensibilidade e a percepção.
Obs: Cada paciente deverá ser observado e avaliado em suas condições orgânicas e nas respostas fisiológicas que irão ocorrendo. Os resultados dos trabalhos devem ser compartilhados após cada sessão.
Fontes: MetAMORfose – Centro de Desenvolvimento Integral - http://www.deficienteciente.com.br/
Referência: Ser Lesado
"Matéria postada em caráter informativo"

Pelo coração dos cadeirantes

Não, este post não fala de amor e romance envolvendo cadeirantes. Este é o título de uma matéria recém publicada na revista Runner’s de novembro de 2013, que revela uma pesquisa inédita feita pela Unicamp exclusivamente com cadeirantes vítimas de lesão na medula espinhal, que é o caso deste jovem que vos fala.
Não é nenhuma novidade que a prática de exercícios físicos traz muitos benefícios à saúde de qualquer praticante, mas essa pesquisa fechou um pouco mais o escopo e analisou um grupo muito específico de malacabados: os lesados medulares.
Resumindo a história… Os pesquisadores avaliaram um grupo de cadeirantes que jogavam regularmente basquete, tênis, rúgbi ou handebol há pelo menos um ano e os resultados foram pra lá de animadores.


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Os números conhecidos indicavam que de 30 a 50%  de quem sofreu lesão na medula apresentava algum problema cardíaco após dez anos do acidente, na população geral esse índice fica entre 5 e 10%. Sentiu o drama? A boa notícia é que, mesmo com a limitação dos movimentos, no grupo de cadeirantes ativos o coração trabalha com mais vigor, bombeando mais sangue e oxigênio para o corpo todo, além disso há uma escassez de placas de gordura nociva acumuladas em seus vasos sanguíneos.
Agora o mais interessante. Os cientistas notaram que entre os indivíduos com lesão medular em geral havia um espessamento da parede das carótidas, artérias situadas no pescoço que levam o sangue para o cérebro, o que favoreceria o aparecimento de placas ali. Mas entre os que praticavam esportes, o estado dessas artérias ficava dentro dos parâmetros normais.

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Posso falar por experiência própria. Sempre pratiquei esportes, mas parei durante o processo de reabilitação. Quando voltei a praticar exercícios após a lesão medular, que no meu caso se deu com o basquete, não demorei a perceber os resultados. Houve uma melhora nítida na respiração, no equilíbrio, na força muscular… e por que não dizer também na autoestima, e autoconfiança nas relações interpessoais, etc. Hoje já não pratico mais o basquete em cadeira de rodas, mas continuo com as minhas atividades.
Agora é a vez do paraciclismo, estou pedalando a minha handbike há mais dois anos.
Nós que fomos abatidos pela guerra estamos mais sujeitos a apresentar uma série de problemas de saúde, mas a boa notícia é que a prática regular de exercícios pode derrubar essa probabilidade a níveis muito mais baixos. E você, tá esperando o que pra se movimentar?
Fontes: Blog Rodas Pra Que Te Quero - http://www.deficienteciente.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Deputado Romário, educação inclusiva é possível sim!

No texto, Patricia Lisboa defende a educação inclusiva.

*Patricia Lisboa

Triste, muito triste o depoimento de Romário, ainda mais quando este é pai de uma criança com deficiência...

Queridos e queridas, sou uma pessoa com deficiência visual, fui todo período escolar, aluna de inclusão, em escolas regulares. Muitos dirão e tenho ouvido, abre aspas "Mas tu Patricia, é deficiente visual e não intelectual, é diferente". Fecha aspas.

Sim, tenho deficiência visual desde os 2 anos e sou de um tempo da inclusão que nem deficientes visuais estudavam em escolas regulares. Sou de um tempo, que a realidade eram cegos deixando o internato Santa Luzia em Porto Alegre, pairando a possibilidade de eu ir estudar lá.

Lembro-me perfeitamente das noites que chorei muito com medo de ter que ficar longe de casa e mais, ter um estudo diferente das minhas irmãs e diferente já bastava usar braile, ter que ir e voltar de vã especial para os (deficientes) e não bastando, veio a bengala para andar sozinha... 

Sou de um tempo, que uma criança cega, precisava ser matriculada sem entregar a exigida foto ou sem avisar da deficiência para esta ser aceita. 

Sou de um tempo, que o primeiro dia de aula na escola nova, precisava ficar na sala de espera até que a direção orientasse todos os professores de sala de aula sobre o atendimento a uma aluna cega.

Sou de um tempo, que ser a única aluna cega de uma escola, era ser celebridade.

Sou de um tempo, que um aluno cego chamava muito atenção na sala e por isso, a diretora mandava a mãe procurar outra escola.

Sou de um tempo, onde poucos ouviam falar em educação inclusiva...

E muitos dirão, abre aspas "Tu Patricia não sofreu discriminação? Teus colegas não te deixavam de fora de brincadeiras? Teus professores te atendiam de forma completa? tu conseguia participar de todas as atividades escolares plenamente? Tu nunca ficou triste por ser diferente?", fecha aspas.

Sim, passei por muitas adversidades, sofri alguma coisa, era discriminada algumas vezes... Mas nada, nada, foi tão triste quanto o Deputado Federal Romário, pai de uma criança com deficiência, anda dizendo por aí.

Fui discriminada sim, mas será que crianças gordinhas também não são? Vamos fazer escolas especiais para elas?

Crianças negras será que não são discriminadas? Será que vamos fazer escolas especiais para elas?

Crianças indígenas são discriminadas quem sabe? Vamos fazer escolas especiais para elas?

E o melhor de tudo, vamos dizer que é para atender melhor elas!

Parabéns sociedade brasileira pela boa desculpa de não quererem conviver com as diferenças, ou pelo menos as mais gritantes, porque é fácil conversar entre família que o vizinho tem um filho (doentinho) e quando encontra eles na rua, cumprimentam e até brincam com o filho adolescente com deficiência como se ele fosse uma criança. Afinal de contas, não precisamos conviver com isso, eles estudam em escolas que atendem eles melhor, eles são especiais.

Só tenho a agradecer minha mãe por ter sempre acreditado na minha autonomia e ter me deixado passar pelas adversidades, hoje sou quem sou, graças a ter estudado em escolas regulares. O município que estudei, hoje pratica educação inclusiva, talvez não sendo ainda o que os alunos precisam e o que os pais esperam. Mas do mesmo jeito que eu e muitos passaram pela inclusão que antes era desconhecida, hoje vivemos um período de instalação e uso da inclusão. Dizermos sim a educação especial, é regredirmos, é dizermos sim para o atraso o retrocesso.

Deputado Romário, se minha mãe tivesse me protegido como uma filha especial, sim, eu teria estudado em escolas especiais. Mas tenho convicção que minha mãe, ela sim, sabia o que era diferença e nos criou dizendo, abre aspas "Eu tenho 5 dedos nas mãos e nem um é igual ao outro. Assim são meus filhos, tenho 6 filhos e nem um é igual ao outro", fecha aspas.

Foi assim que minha mãe sempre respeitou as diferenças e sempre buscou minha autonomia valorizando meu desenvolvimento e acompanhando minhas adversidades.

Hoje sou estudante de curso superior, funcionária pública, mãe de gêmeos, casada a 11 anos, cega e muito feliz!

Vamos dizer sim a inclusão! Vamos respeitar as diferenças! Vamos buscar a mudança dentro de cada um de nós, ao em vez de querer o padrão do outro...

É tempo de percebermos que uma sala de aula é feita de 30 a 40 alunos, mais um professor, ninguém é igual a ninguém, cada pessoa carrega suas deficiências sejam elas intelectuais, sensoriais ou físicas, e ainda tem aquelas que nem a própria pessoa sabe!

Quando queremos mudar as pessoas com deficiência nas suas limitações, quando queremos espaços especiais para especiais, vamos fazer diferente, vamos começar a mudança por nós, vamos nós nos aprimorarmos, vamos nós deixarmos nossos medos de seres humanos e vamos dizer um abre aspas "Bem Vinda Diferenças Entre Nós!", fecha aspas. 

*É pessoa com deficiência visual desde os 2 anos, usuária de leitores de telas, sempre estudou em escolas regulares usando sistema braile, é funcionária pública, casada a 11 anos, mãe de gêmeos, estudante de curso superior e mais recentemente, consultora de beleza independente.

Fonte:http://saci.org.br/ -  "Matéria postada em caráter informativo"

Deficiente visual é proibido de ficar em loja junto de cão-guia

por Carolina Giovanelli 

Gabriel e Júlia:parceiros há pouco mais de um ano
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Deficiente visual desde o nascimento, o analista de sistemas Gabriel Vicalvi, de 28 anos, passou por apuros no último dia 20. Em uma loja de um shopping em São Caetano do Sul foi proibido de ficar no estabelecimento por estar com seu cão-guia, a golden retriever Júlia, de 4 anos. Entenda o ocorrido:


O que aconteceu? 
Entrei em loja de artigos importados no ParkShopping São Caetano para comprar um presente para minha namorada. Minha prima de 11 anos foi comigo, enquanto minha namorada e meus tios esperavam no corredor. Fiquei aguardando que alguém me atendesse, mas não obtive resposta.
Pouco depois, um funcionário me abordou dizendo que eu não poderia entrar lá com meu cachorro. Expliquei que estava dentro da lei: os cães-guias podem circular por qualquer espaço público. Ele continuou sendo arrogante. Fiquei constrangido. Disse que se ele quisesse que eu saísse, teria que chamar a polícia. O rapaz me deixou lá sozinho, dei uma volta na loja para mostrar como a Júlia é tranquila e fui embora.
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Gabriel em frente à loja onde teve problemas: repercussão na internet
O que fez em seguida?
Pensei em ir na delegacia, mas como era feriado preferi evitar essa dor de cabeça. Publiquei a história no Facebook e milhares de pessoas compartilharam. A empresa escreveu um comunicado pedindo desculpas.
Isso já ocorreu antes?
Sim, mas em todas as vezes eu expliquei sobre a lei e a pessoa acabou compreendendo. Muita gente não sabe e acha que se trata de um cachorro comum.
Há quanto tempo está com a Júlia?
Há pouco mais de um ano. Ela me acompanha o dia inteiro, dentro de ônibus e metrô, quando vou para o trabalho e para a faculdade à noite. Andei mais de vinte anos com a bengala. Quando ela entrou em minha vida, precisei me entregar totalmente. É preciso ter plena confiança na condução dela.
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Momento do chamego: Júlia tem uma página do Facebook com mais 2000 seguidores
Só há oitenta cães-guia no Brasil. Sinto-me privilegiado em ser uma das pessoas beneficiadas. O site é um modo de divulgar o trabalho dela e fazer com que as pessoas apoiem mais a causa. Ela faz bastante sucesso, tem mais de 2000 seguidores.
O que a Júlia gosta de fazer?
Ela não pode brincar com bolinha, pois há muita gente jogando bola na rua e isso pode distraí-la. Mas ela ama morder garrafas pet e ir na piscina.
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Amiga de todas as horas: a cadela o acompanha no trabalho e na faculdade (Fotos: Facebook Gabriel Vicalvi)
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"